domingo, 8 de agosto de 2021

Cascão: HQ "Como nossos pais"

No Dia dos Pais, compartilho uma história em que o Cascão foge de casa após o pai obrigá-lo a tomar banho e viaja no tempo na época que seu pai era criança para ver como ele lidava com o banho na infância. Com 13 páginas, foi história de abertura  publicada em 'Cascão Nº 55' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cascão Nº 55' (Ed. Globo, 1989)

Começa com o pai do Cascão querendo conversar com o filho um assunto muito importante. Seu Antenor diz que já foi criança e Cascão se surpreende, falando que olhando todo grandão ninguém diz. Seu Antenor fala que foi há 20 a 30 anos e Cascão responde que viveu bastante. Seu Antenor diz que já foi criança igual ao Cascão, só que tomava banho. Cascão acha pobrezinho e Seu Antenor diz que higiene é importante e por isso está na hora de ele tomar banho. 

Cascão fica desesperado, diz que tudo menos banho e vai morrer e derreter enquanto o pai o leva à força para o banheiro. Seu Antenor mostra que está tudo preparado, a banheira, toalha felpuda, espuma, brinquedinhos. Cascão se desespera que tem água na banheira, tenta fugir, mas é barrado pela mãe e o leva de volta ao banheiro, com Cascão fazendo escândalo que até a própria mãe querendo dar banho nele é um complô. 

Os pais falam que é para a saúde dele, que vai gostar tanto que vai querer todo dia. Cascão diz que se não tem jeito, quer ficar sozinho para tomar banho e, assim, ele foge de casa para voltar nunca mais. Se esconde na floresta, só que começa a chover e se esconde em uma caverna. Acha confortável e diz que poderia morar lá, quando surge uma voz falando que poderia se não tivesse dono. Cascão acha que era só um velhinho, mas era o Mago da Floresta, que dá um jeito na coluna ao fazer esforço e pede ajuda ao Cascão pra sentar. 

Cascão fala que está lá porque fugiu de casa porque o pai quer que ele seja um garoto como ele foi. O Mago pergunta se o pai foi o que ele diz ter sido. Cascão acha que sim, mas nunca vai saber e então o Mago teletransporta o Cascão até o passado do seu pai, de quando era criança, através da bola de cristal.

No passado, Cascão não acha o ambiente muito diferente e encontra o Seu Cebola criança jogando futebol com os amigos. A princípio pensa que era o Cebolinha. Seu Cebola não gosta que o chame assim e Cascão percebe que era o pai do Cebolinha. Cebola parte para a briga. Antenor criança aparece querendo saber o motivo da briga, Cebola fala que o Cascão estava caçoando dele. Antenor pede para deixar para lá e eles continuam com o jogo. 

Cascão acha que o pai estava sujo e nem parecia que tomava banho e curte vê-lo jogando como um craque, fazendo gol e ovacionado pelos amigos. Depois do jogo, Cascão fala com o Antenor, dar parabéns que jogou muito bem e Antenor diz que gostou do Cascão, não sabe por quê, mas eles têm muito em comum. Em seguida, a mãe do Antenor chama para jantar e Cascão pensa que para tomar banho também. 

Antenor convida Cascão para ir lá, que gosta para saber como ele faz para tomar banho. Em casa, Cascão chama a mãe do Antenor de vovó e ela diz que não é tão velha assim e observa que ele é bem sujinho igual ao filho que não quer tomar banho. A mãe diz que já estão o chamando por aí de "Cascão" e Antenor diz que ainda não estava preparado para um banho. O pai dele aparece (avô do Cascão) e obriga o filho a tomar banho, na idade dele estava sempre limpo e perfumado e o carrega até o banheiro pelos braços, com Antenor fazendo escândalo que vai morrer e derreter.

O pai do Antenor tranca o filho no banheiro, e só sai depois de banho tomado. Cascão aparece do lado de fora dando ideia de fugir pela janela do banheiro. Antenor agradece, sabe que um dia vai tomar banho, mas é uma decisão que ele tem que tomar. Cascão fala que entende, o pai dele também quis dar banho à força nele, ele é legal, só quer o bem dele, mas esqueceu de coisas que ele fez quando ele era criança.

Antenor acha o seu pai legal e se convence que já está bem grandinho para ter medo de água e resolve tomar banho. Quando vai embora, Cascão dá boa sorte ao pai e de repente ele é teletransportado ao presente pelo Mago. Cascão achou a viagem proveitosa e ao dizer se o pai conseguiu fazer uma coisa, o mago mostra o Antenor tomando banho e bem sorridente, com Cascão fazendo cara de nojo.

No final, Cascão volta para casa, já de noite, os pais pedem desculpas, nunca mais vão forçar o filho a nada e um dia vai querer tomar banho. Seu Antenor confessa que os pais dele tiveram certa dificuldade de fazê-lo tomar banho quando criança e Cascão diz que sabia disso, ficou orgulhoso e que ele tomou a decisão certa. Seu Antenor fica pensativo e diz à Lurdinha que de repente o Cascão fez lembrar alguém que conheceu há muito tempo, mas não pode ser, seria bobagem, com Cascão piscando o olho para os leitores que sabem que era ele mesmo.


História muito legal com o Cascão fugindo de casa por estar sendo obrigado a tomar banho pelos seus pais e viajando no tempo até quando seu pai era criança e descobrir que ele não tomava banho que nem ele e no final o Seu Antenor ficar na dúvida se já falou com o filho antes. Sem querer ele foi o responsável a fazer o Antenor tomar banho. Descobrimos que o Cascão puxou o seu pai em não tomar banho e em algum momento da vida também vai tomar essa decisão sozinho. Quem sabe o seu avô também tinha problemas com banho quando criança e se todos da família terem essa herança.

Foi legal a conversa inicial de pai e filho, Cascão achando que o pai já nasceu adulto grandão sem ter sido criança e chamando de velho ao dizer que ele foi criança há 20 a 30 anos, também ver o Seu Antenor e Seu Cebola crianças, a mancada do Cascão chamar a sua futura avó e as cenas se repetirem com o Cascão e o Antenor criança como pai carregar o filho pelos braços, eles fazerem escândalo que vão morrer e derreter e fugindo pela janela do banheiro.

No caso, o Cascão viajou uns 20 anos atrás e curiosamente o bairro do Limoeiro era igual, já que Mauricio sempre quis retratar e sempre deixar permanecer o bairro como um local de espécie como quintal, de como era o local quando ele era criança. Nunca foi revelado idade dos pais dos personagens, mas eles teriam por volta de 30 anos de idade, sendo que pela estatura retratada aí, o Seu Antenor teria 9 a 10 anos de idade e o Seu Cebola uns 6 anos, então o Seu Antenor seria mais velho.

Histórias envolvendo viagem no tempo sempre foram envolventes, dessa vez diferenciou por não ser através de uma máquina do tempo do Franjinha ou de um cientista, e, sim, por causa do Mago que vivia em uma caverna da floresta. Foi a primeira vez que aparece nome do pai do Cascão como Antenor, pelo visto gostaram e deixaram fixo assim. Antes simplesmente não falavam nomes dos pais porque geralmente eram mais os filhos contracenando com eles e filho chama os pais de "pai" ou "mãe" ou quando mostravam o pai do Cascão tinha outro nome. Incorreta por mostrar pais querendo dar banho no Cascão à força, antes qualquer um queria dar banho nele, até seus pais e amigos, hoje, quando tem histórias assim, deixam só para vilões como Doutor Olimpo, Cremilda e Clotilde, etc, com esse desejo.

Os traços ficaram muito lindos, era muito bom ver desenhos assim. Gostava também de cores assim com tons voltados ao roxo onde normalmente seria o rosa, ficava melhor. Cores assim nas revistas ficaram no final de 1988 até março de 1989. Se bem que nessa eles não padronizaram na história toda como era nas outras, como pode comparar a cor do sofá na duas primeiras páginas e última página. 

O título foi uma referência à música "Como nossos pais" da Elis Regina e se encaixou bem, sem dúvida. Curiosamente, teve outra história em 'Cascão Nº 169', de 1993, com esse mesmo título e com essa temática da forma que o Seu Antenor tomou banho pela primeira vez, mas semelhança para por aí porque o desenrolar foi bem diferente, principalmente a forma que Seu Antenor tomou banho.

FELIZ DIA DOS PAIS!!!!

55 comentários:

  1. Boa... nunca tinha visto essa antes!! :)

    Feliz dia dos Pais a todos *-*

    Visitem :D
    http://blogdoxandro.blogspot.com/

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    1. Muito boa. Até pensava que você a conhecia rs. 😃

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  2. Sendo uma trama de 1988 e a forma infantil de Antenor aparenta ter dez ou onze anos de idade, Cascão foi parar em algum ano dos 1950, estou considerando que tenha uns trinta anos, se tiver até trinta e oito de idade, o passado que o filho alcançou ainda está na mesma década.

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    1. "Como nossos pais" é de 1989, tendo a confundir nº55 com nº51 do mesmo título e mesma editora, na história de abertura não sei por que cargas d'água Cascão se passa por um astronauta de baixa estatura, vai parar na Lua e se depara com São Jorge, essa é de dezembro de 1988.

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    2. Considerando que Antenor tinha 10 anos e 30 anos na vida adulta, o Cascão foi parar nos anos 1960, mesmo se tivesse mais idade, tipo 35 anos. Só seria final dos anos 1950 se o Antenor tivesse 40 anos travado. Ainda assim, o passado ficou retratado igual a 1989, até com os personagens com mesmo estilo de roupas.

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    3. A Nº 51 é de 1988, mas essa Nº 55 ainda seguia o estilo das histórias de 1988 e até cores. Na Nº 51 o Cascão vai para o espaço por ter entrado por engano em uma nave de uma missão espacial.

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    4. Tive os dois gibis, volta e meia associo capa de um com HQ de abertura de outro.

      Bem observado, Marcos! Está tipo Antenor, mais antenado às contas do que eu. Considerando que tenha trinta e cinco anos em 1989 e Cascão o conhece com dez anos, o guri foi mesmo parar nos 1960, 1989 - 25 = 1964. O que se relaciona com a década de 1950 é o nascimento de Antenor e até determinada idade da infância dele.
      Sendo visto através da bola de cristal tomando banho, aparenta ter uns quinze anos de idade, parece mais espichado.

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    5. Cascao teria a idade seu pai hoje aproximado

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    6. Zózimo, deu impressão do Antenor mais esticado ainda na banheira. Na intenção da história, deu de entender que ele teria tomado banho assim que se despediu do Cascão, mas vai que mudou de ideia na hora e demorou mais alguns anos pra se decidir de fato e o Mago mostrou uma visão de futuro. Uma possibilidade também. O que é certo é que em algum momento da vida ele tomou banho.

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    7. Sim, pode ser, tipo aquela coragem que é tomada pela covardia, estilo Chapolin Colorado quando diz repetidas vezes: "Sim, eu vou...", e titubeia, procrastinando a ida até irritar quem conta com ele, qualquer modo, Antenorzinho acabou "fondo" mais cedo ou mais tarde.
      O que se manifesta em Antenor no final da história nada mais é que déjà-vu, isto é, impressão ou sensação intensa de ter vivido no passado uma situação atual.

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    8. Sim, ele viveu uma situação atual.

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    9. O momento até então atual com o filho lhe apertando a mão e dizendo que está orgulhoso e coisa e tal lhe parece uma reprodução de algo que presenciou na infância.
      Tive muitos déjà-vus enquanto criança, adolescente e até determinada idade da fase adulta, raramente passo por isso atualmente.

      Marcos, em uma HQ cujo título é "Perigos rurais" o primo da cidade em sala de aula é chamado de Toninho pela professora no quadrinho de encerramento, em qual edição passa a ser chamado de Zeca?

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    10. Pois é, no momento que o Cascão apertou a mão do pai foi como se tivesse á acontecido e veio em mente do menino que conheceu na infância parecido com o Cascão, sem saber que era ele mesmo. Não lembro de qual edição ele passou a ser chamado de Zeca, deve ter sido a partir de 1993, antes disso sem chance.

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  3. Historinha legal..engraçado que e un medo que passa de geração em geração. ..será que algum antepassado do cascao sofreu numa enchente ou quase afogou? Será que na família da Magali tem mais parentes gulosos. Os pais não são tão magrinhos...interessante que não havia o selo Maurício de Sousa editora com o bidu..Acho que na época a turma da Mônica era a única publicação infantil da Globo depois veio um monte teve que diferenciar

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    1. Miguel, Mauricio de Sousa Editora ou Editora Mauricio de Sousa começou a ter o logo estampado nas capas dos gibis a partir de janeiro de 1992, 1987-1991 haviam outros títulos em quadrinhos editados pela Globo além dos da TM.
      Magali parece que puxou a avó nordestina, acho que é pernambucana, no entanto, a velha é gorda.

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    2. Sim, Miguel, passou de geração em geração, isso que foi legal e capaz do filho do Cascão, quando ele ter, também ter medo de água. Como o Zózimo falou, Mauricio de Sousa Editora começou a aparecer nas revistas de janeiro de 1992, tinham outras revistas além da MSP pela Editora Globo e Magali tem a vó Dona Cota que é comilona, coisa de família então. No início eu até estranhava aquele Mauricio de Sousa Editora nas capas, que Mauricio já tinha uma editora.

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    3. Ainda vejo o logotipo da Mauricio de Sousa Editora como um excesso nas capas da Editora Globo, parece um penduricalho, não vejo harmonização, tipo um corpo estranho, me acostumei com precisão visual, as capas da TM pela Abril são na medida certa, muitas com mais de uma frase, pequenos textos, anúncios que por fim são tudo uma coisa só, tipo em uma mesma capa conter frase que anuncia HQ de abertura, um pequenino texto sobre algum brinde e outro anunciando que em tal página está o resultado de tal concurso, tudo muito bem colocado, sem excessos, sem poluir, tinham habilidade com harmonização visual. As capas dos cinco primeiros anos de Globo são em sua maioria bastante distintas da parceria anterior, entretanto, não perdem em harmonização, estão no mesmo nível, de 1992 adiante as capas continuam excelentes, só o Biduzinho que meio que sobra, pelo menos é dichavadinho, mas não me acostumo.

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    4. E até hoje ficou mantido o Maurício de Sousa editora. ..marca registrada da msp...e hoje nem tem outros quadrinhos nacionais...achava os anúncios da abril malucos. .no meio da capa. Como ficar violão brindes prpagamda de lápis no meio sa história. ..Instituto universal brasileiros. .o gibi tinha propaganda pros pais e adolescentes..

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    5. É a editora que está há mais tempo com a Turma da Mônica, quase trinta anos, parceria MSP-MSP, tipo primos de primeiro grau que são marido e mulher. A tiracolo da Editora Globo por quinze anos, atualmente está muito bem aconchegada na robusta caixa torácica da Panini Comics.

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    6. Eh as publicações da msp ampliaram muito desse então chega do a graphic novels e turma da Mônica jovem. ..a área mais bem sucedida da msp...nos desenhos tem a Maurício de Sousa animação um estúdio a parte..esse livro do Horácio e pela panini?

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    7. È, com o Mauricio de Sousa Editora as capas passaram a ficar mais poluídas, mas o que achei que poluíram mais foram os códigos de barras a partir de 1993 que eles eram obrigados a colocar, ainda mais que eram muito grandes no início por causa da tecnologia da época. Eles bem que podiam ter essa ideia de colocar código de barras nas contracapas como estão sendo essas novas da Panini.

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    8. Lembrando que mesmo mais poluídas, essas capas da Globo eram boas, continuavam com as piadas sobre as características dos personagens bem criativas.

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    9. Miguel, esses livros do Horácio não são da Panini. São da Editora Pipoca & Nanquim. É que a Panini agora só quer lançar livros de capas duras com o material recente que foi produzido na editora dela, aí por isso foi preciso a MSP procurar outra editora para produzir livro com material histórico assim.

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    10. Ah sim...Queria ter esses livros mas tem ser uma babá...na Globo tinha o exemplar do assinante ..eu vi em sebos. .na panini poluiu muito ..agora está ótimo

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    11. Mais eu sinto falta da carinha dos personagens na capa. .Sem corpo como na Globo depois de 2003

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    12. Havia esquecido dos detestáveis códigos de barras, bem observado, poderiam colocá-los nas contracapas desde que surgiram, não foi feito assim por causa das publicidades, as artes das capas da terceira série da TM clássica pela Panini estão se estendendo para as contracapas, não é isso, Marcos?

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    13. Miguel, infelizmente esses livros são uma fortuna, cada um vai custar 129 reais sem descontos. Mesmo conseguindo descontos, ainda ficam caros. Tem que economizar desde já e talvez dê pra comprar em 2022 ou 2023 com descontos maiores até lá.

      Na Globo eles diferenciavam exemplares de assinantes pra quem era, não gostava muito daquele selo, poluíam também. nos últimos da Editora Abril também tinham e eram muito grandes aquele aviso. Eu não gostava das carinhas dos personagens ao lado do logotipo porque o logotipo ficavam menores sem expandir, questão de gosto, embora achei mais bonitos na primeira série da Panini em que colocavam umas mãos nos personagens.

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    14. Zózimo, de fato não colocavam códigos de barras nas contracapas por conta de publicidades, mas davam para ajustar, com metade da página com propaganda e metade com código de barras se quisessem. Esses novos da Panini, as capas se estendem com a contracapa, mas nos almanaques não e colocam códigos de barras, QR Code e selos no rodapé das contracapas e propaganda em cima.

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    15. Sim, ideia que poderia ter chegado bem antes, ideal seria desde o começo ocupando os cantos das portas dos fundos dos gibis, vinte e oito anos para se perceber algo tão meramente simples, mesmo maiores ocupariam mixarias das contracapas, para nós que valorizamos as artes das capas, espaços que os desarmônicos códigos ocupam nelas não são mixarias.

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    16. Pois é, Zózimo. Eram obrigados a colocar e aí as capas passaram a ter adaptação, com desenhos com proporções menores, procurando colocar os personagens mais à direita pra ver se não saíam cortados, mas mesmo assim ainda tinha coisas cortadas pelos códigos de barras. Pior foram os primeiros de 1993 assim, porque as capas estavam prontas, aí colocaram os códigos de barras de última hora, aí muitas capas tiveram desenhos cortados, o que resolveria se tivessem proporções menores, mas não dava tempo de mudar.

      Essa capa da Nº 55 mesmo, com código de barras não daria, eles não deixariam desenhos tão grandes assim. Por coincidência teve a semelhante na Nº 183 e aí pudemos comparar o estilo de capas com e sem códigos de barras.

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    17. Comparando percebe-se que a arte da releitura está ajustada, meio espremida para acomodar o código de barras, ainda que estivesse livre da enconha do código, prefiro a arte original, pois mesmo com Mônica lambrecada de lama e com o titular que detesta limpeza, consegue ser mais clean, mais limpa, isto é, passa leveza aos olhos, mais enxuta, mais precisa que a do nº183 que até possui um ponto positivo em relação à original, o fato de Mônica estar calçada com patins já explica o motivo de estar na lama, sobre rodas é normal se desequilibrar e não conseguir evitar um tombo do tipo, diferente desta que com tanto espaço em torno da poça não se sabe por que a garota cai nela, deve ter escorregado em casca de banana ou tropeçado nas próprias pernas, também pode ter escorregado na própria lama por estar compenetrada em alguma leitura, não contém livro ou revista e nem casca de banana nesta arte. O ponto negativo da nº183 é conter uma placa escrito lama, meio que dá a entender que os leitores não são inteligentes o suficiente para entender a gag, tipo explicar a piada, considerando que a sociedade brasileira nos 1990 não era tão ignorante e muito menos encanada, a placa sobrou, atualmente faria sentido, pois sem ela indicando o que é a substância, poderiam pensar que Mônica caiu em um amontoado de fezes.

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    18. Na N° 183 a arte foi adaptada ao código de barras, por isso a original com desenhos ampliados ficou melhor. Na N° 55 não teve motivo explícito da Mônica ter caído, fica na imaginação de cada um e até prefiro essas situações de imaginar do que deixar motivo explícito. A placa escrita lama pode ser na intenção de que uma pessoa passando pela rua pra se desviar da lama que estava ali, mesmo assim não faria tanto sentido, fica meio desnecessária a placa.

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    19. Também prefiro motivos implícitos, aguça a imaginação, muito bom! Atento para os patins pois embora sejam o motivo explícito, acho acertado para uma releitura que de certo modo se diferencia da proposta original.
      Quanto à placa entendo o que quer dizer, vai na linha de placas indicando areias movediças, indicando que mais à frente existem rios, também nas beiras deles com inscrições como pesca proibida e que são habitats (hábtats) de piranhas, cavaletes dispostos próximos a bueiros abertos com a clássica frase "homens trabalhando", e por aí vai, mas à época não soou conforme intenção, volto a repetir: com a falência cognitiva que permeia a sociedade brasileira contemporânea, em que problemas imaginários são tratados como se fossem reais, a placa que até então é dispensável, claramente sobra na piada, atualmente é indispensável, pareço estar exagerando, mas sabemos que não, as pessoas realmente perderam sensibilidade crítica, o que se tem atualmente é uma hipersensibilidade acrítica, isto é, o oposto do que havia. Avançamos no tempo - avançar no tempo é um fenômeno físico, ou seja, inevitável - e retrocedemos nas ideias e costumes.

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    20. É, dá pra saber que aquilo é lama, não precisava mesmo da placa. Assim como nas histórias terem placas de Rio. Fica tirando a vez de pensar. Hoje ainda pior isso.

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  4. Os banheiros do bairro do Limoeiro e suas janelas enormes que dão direto pra rua! Hehe...em várias histórias alguém tá passando e vê algum personagem tomando banho ou usando o banheiro e até pula a janela e entra lá e tá tudo certo, adoro essa lógica dos gibis rs

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    1. Privacidade é que deixa a desejar. E Tina tomando banho, hein? Tina na tina, espetáculo! Como querem tudo fiel à vida real, essa lógica já deve ser artigo de museu.

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    2. Ah,a Tina!Minha musa dos quadrinhos nos loucos anos 90!
      Dependendo do desenhista,ela ficava ainda mais...linda!

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    3. Verdade, os banheiros eram arquitetados pra ser fácil eles saírem pela janela, adorava isso rsrs.

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  5. Muito engraçado o Seu Cebola criança,narigudo!

    Fico pensando se o dono da página "Seu Cebola" do Facebook já viu essa HQ,que renderia uma publicação ainda mais hilária!

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    1. Indica que o diminuto nariz de Cebolinha é por parte de mãe, Chico Bento e o primo da cidade não tiveram a mesma sorte.

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    2. Eu gostei do pai do Cebolinha narigudo, ficou engraçado e bonito ao mesmo tempo. Era comum ter personagens narigudos, hoje não tem mais personagens narigudos, até Chico bento está bem menos do que era antes pra não ter bullying com narigudos na vida real.

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    3. Falando nisso, o nome-apelido que o filho do Seu Cebola aceita com naturalidade, para o pai na infância soava como bullying, Cascão quase dança.
      Acho que nesta trama Antenor pode ter até doze ou treze de idade, parece mais velho que Titi, Quinzinho, Manezinho, Jeremias e Franjinha, regulando com Zé Luís.

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    4. Quem sabe ele preferia ser chamado de Cebolão rsrs. Sobre o Antenor ele apareceu bem alto, aí 10 anos no mínimo ele tinha. Também tem que considerar que tem crianças que crescem mais que outras em determinadas idades, principalmente depois dos 10 anos. No caso, terem mesma idade, porém um mais alto que outro.

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    5. De acordo com o que diz, Marcos, podemos também considerar que Antenor e o pai do Cebolinha são da mesma idade.

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    6. Não porque foi mostrada muita diferença na altura, além do normal. E geralmente ficam mais altos que outros na fase de adolescência, variando da puberdade de cada um.

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  6. História muito legal, li aqui pela primeira vez. Provavelmente a viagem ao tempo voltou 25 anos, exatamente pra ficar entre os 20 e 30 anos sugeridos pelo pai do Cascao. Interessante ele ser nais velho que o pai do Cebolinha, imaginei que fossem da mesma idade. Outra coisa interessante é que se formos levar em consideração as histórias da TMJ, o Cascao de fato, tomaria banho no futuro, só não sabemos exatamente quando. Teria sido retratado esse fato em alguma história da TMJ? Como eu não leio o Núcleo da TMJ, eu não saberia dizer.

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    1. Sim .tem a história recordações da tmj desse ano que cascao super nervoso entra na praia com o filho que adora "aga"..e tipo uma viagem ao futuro. .dois números antes de reiniciar a revista

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    2. Capaz de ter sido 25 anos atrás, ficaria no meio termo. Pena que não revelaram o ano exato, talvez pra não ficar datado em republicações. eu também pensava que os pais tinham mesma idade, deu pra ver que Seu Antenor era o mais velho. Bem que podiam colocarem hoje idade dos pais dos personagens, fica só uma estimativa pelos leitores. Eu também não acompanho TMJ e aí não sei qual idade o Cascão tomou banho, porém na TMJ zero, com os personagens com 16 anos, mostrou o cascão indo tomar banho, aí tem uma ideia que foi antes dos 16 anos.

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  7. Uma sugestão de compra dessa mês e o gibi do cebolinha 30 dias muito legal o gibi cheio de planos infalíveis algo raro nos últimos tempos. Até historinhas com o louco...parece até gibi dos anos 90

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    1. Você é o segundo que dá sugestão desse gibi do Cebolinha, o Ricardo também me sugeriu. Vou ver se compro então, apesar de não ser edição especial, caso eu não comprar, fica a dica aí pra quem ler os comentários. Se bem que história com Louco quase toda edição tem e não são grandes coisas, parece que esse tem o Seu Cebola vendo o Louco e não curto muito adultos vendo o Louco, dou preferência às crianças, principalmente o Cebolinha. Planos infalíveis, de fato, tem tido pouco, são raros, mas não são proibidos, só evitam de mostrar os meninos apanhando quando tem.

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    2. Tambem tem uma com seu juca quase no final em que ele foge da ajuda das crianças. ..muito legal...e até a última Mais tocante fechou muito bem a revista. ..uma Delas rotina vai num vai e vem de situações repetidas achei bem inteligente como um desenho animado mesmo..ha tempos não lia um gibi todo legal.geralmente a primeira história e ok e as outras são fracas. ..a da Mônica tb está em Boa fase

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    3. Vou ver de novo nas bancas. De fato, costumam as histórias de abertura serem melhores e as outras fracas.

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  8. Pois é, Marcos. Tenta adquirir este gibi do Cebolinha desse mês, que realmente está interessante. Parece que tentou haver uma espécie de "resgate " aos velhos tempos nesse gibi, com várias histórias com os meninos provocando a Mônica, o que quase não vinha ocorrendo. A história de abertura, "Trinta Dias", que é um plano da Mônica e Magali contra o Cebolinha, na minha opinião, é uma história sensacional, no nível de antigos roteiros.

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    1. Vou tentar. Um ou outro gibi se salva, apesar de quando folheei achei normal como vem sendo. Pelo menos tem planos infalíveis que quase não tem mais.

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