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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Milena Nº 1 - Editora Panini

A Milena ganhou sua própria revista lançada nas bancas em maio de 2026 pela Editora Panini. Já tinha comentando um pouco na postagem de edições "Nº 1" da quarta série e nessa postagem mostro um review mais detalhado sobre como foi essa revista.

Milena foi criada em 2017 e surgiu nos gibis em 2019 para ter representatividade negra até por ter poucos personagens negros na Turma da Mônica e dar inclusão. Não demorou para ser alçada como personagem protagonista junto com Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Desde 2019 aumentando cada vez mais o espaço dela nas histórias em geral, passou a ter grande destaque na revista 'Turma da Mônica' com quase todas as histórias de abertura sendo dela, até que agora ela consegue sua própria revista.

Alguns dizem que Milena é a primeira a ganhar revista depois de 37 anos, após lançamento de Magali em 1989. Eles consideram personagem principal que ganhou revista neste período já que não podemos descartar lançamentos de outros personagens como Ronaldinho Gaúcho, Neymar Jr. e Tina.  Mesmo sendo títulos cancelados, a MSP teve seus outros gibis de personagens lançados após 1989. Isso sem contar títulos variados como Gibizinhos, Parque da Mônica, almanaques de secundários, etc.

Quando foi criada, Milena não tinha uma personalidade definida, ficava como uma menina que gostava de animais e de Ciências, bem perfeitinha, tudo bem genérico e sem a ver com personagem em quadrinhos, e agora com a sua revista a definiram como uma menina inteligente, observadora, curiosa, pergunta tudo, investigativa, detetive pronta para desvendar mistérios, imediatista, hiperativa, com defeito de ser bagunceira. Com o tempo, podem ter histórias dela com Franjinha, ajudando nas invenções dele por gostar de Ciências e tecnologias e ter participação da Estrelinha Mágica por ser observadora, olhar estrelas. Enfim, querem mostrar Milena representando uma autêntica criança da geração Alpha, ser uma representante da infância atual, para criança olhar e se identificar com ela.

A personagem agora está com traços mais simplificados para facilitar as crianças que querem desenhar a personagem e também para ter um padrão maior com os outros personagens. Quando foi criada ela tinha um macacão bordado laranja, lacinho de fita no cabelo e tênis mais elaborado, semelhante aos tênis que outros personagens usam, e desde 2025 ela passou a ter macacão verde, que ainda tinha as costuras e botões, e fita no cabelo e agora em 2026 simplificaram, tirando as costuras e botões do macacão, tiraram o lacinho de fita no cabelo, passando a ter uma presilha no lugar e tênis mais simples.  

Evolução da Milena

Falando sobre a revista da 'Milena Nº 1' (totalmente criada pela nova administração "MSP Estúdios" da família Takeda, sem intervenção do Mauricio de Sousa, que se aposentou), chegou nas bancas aqui dia 25 de maio de 2026, com uma distribuição atrasada porque é original da primeira quinzena de abril de 2026. A Panini tem atrasado bastante desde as "Nº 90" da 3ª série, de outubro de 2025. 

Assim como as outras revistas da "MSP Estúdios", tem periodicidade quinzenal (ou bimensal) com formato canoa, 52 páginas cada, com capa em papel couché e miolo com papel jornal, 1  página de sessão de mensagens das crianças e intermináveis 8 páginas de passatempos, custando R$ 8,90 cada.  São 35 páginas destinadas a leitura de histórias tirando capa, contracapa, as seções de mensagens, passatempos e propagandas.

Capa tem uma faixa colorida rosa no alto separando da ilustração principal com o logotipo e  todas as informações de Nº , editora, selos, logo da "MSP Estúdios", não informam títulos das histórias nas capas, tudo isso não para atrapalhar a ilustração. O logotipo da Milena foi modificado para um estilo mais minimalista, ela já tinha um logotipo fixo com representações da sua roupa, com laço de fita e costuras do macacão, mas como todos os logotipos mudaram tirando as personalidades dos personagens, o da Milena aconteceu o mesmo. 

Logotipos antigo e novo da Milena

Ilustração de capa não foi com alusão à história de abertura como os outros porque é uma revista "Nº 1" de verdade e gostam de colocar uma ilustração da personagem em edições "Nº 1", mas certamente a partir da "Nº 2" terá alusão à história de abertura assim como as demais revistas. Nessa capa, foi Milena tirando selfie com os amigos, representando a geração atual de gostar de tirar selfies com celular. 

Na contracapa tem o título, sinopses e frames da história de abertura e ilustração da Milena com colorização diferente como foram com os outros personagens nessa 4ª série. E consta também preço, código de barras, QR code e selos variados nas contracapas para deixar as capas menos poluídas e valorizar os desenhos. 

Não teve um frontispício ao abrir a revista apresentando o lançamento da revista, já abre com história na página 3 e tem propaganda do livro "Paródias da MSP da "Woniquinha" na página 2, onde também poderiam ter colocado frontispício. Deveria ter página de apresentação por ser uma verdadeira "Nº 1". A sessão de mensagens e os passatempos têm o rosto da Milena ao lado. Passatempos com mais ilustrações da Milena e da família, mas tem de outros personagens principais. Ao invés da seção dizer só "Passatempos", agora as revistas mostram "Passatempos do personagem" e, com isso, nessa revista passou a se chamar "Passatempos da Milena".

Sobre traços das histórias, diminuíram o estilo "png" estáticos copia e cola escancarados e colocaram no lugar traços variados e com movimentos, sendo que estes novos muito ruins e caricatos também sendo feitos por computador, o copia e cola continua, tem momentos que estão com mesma posição de corpo só mudando posição de cabeça, por exemplo, só que está menos perceptível. 

A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Sobre conteúdos de histórias, agora padronizaram uma história de abertura obrigatoriamente com 3 faixas de quadros com até 17 páginas e as demais de miolo curtas de 1 a 3 páginas. Não fica bom essa padronização em tudo e histórias curtas parecendo vídeos de TikTok. Nos créditos de roteiristas, desenhistas, etc, não estão mais dando créditos a letristas e de arte-final só em algumas, dando lugar a design, quem idealizou o layout novo dos traços dos personagens no computador. 

Não tiveram histórias da Milena contracenando com só com os irmãos Binho e Sol e gata Mostarda, certamente nas próximas dições vão ter. Não tem histórias de secundários de outros núcleos, como Tina, Penadinho, Piteco, etc. Histórias com secundários foram com Denise e Marina, sendo que a única que a Milena não apareceu foi na de 1 página da Marina. Se fosse época da Globo que tinham personagens fixos e com estilo a ver com personagem do título da revista, os secundários fixos da Milena bem que poderiam ser Astronauta e Bidu por ela gostar de Ciências e de animais.

A história de abertura foi "O mistério no quarto de dormir", escrita por Edson Itaborahy, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros. Na trama é revelado que Milena tem um quarto bagunçado e não encontra o seu laço de fita de cabelo onde tinha anotado alguma coisa que esqueceu e ela investiga quem foi que levou sua fita.

Roteiro bobinho e mostrando a característica de Milena detetive, tudo forçado, dava para ser melhor. Agora pior foram os traços tenebrosos demais, caricatos, expressões exageradas, sem estilo mauriciano, definitivamente não ficaram bons. Se tivessem sido feitos a mão poderia ter ficado melhor, digital assim não fica natural. Esse quadro aí com a Magali chega a ser constrangedor e agonizante.

Tem uma clara inspiração a traços do desenhista José Marcio Nicolosi da segunda metade dos anos 1970, só que bem piorado, misturado com o estilo dos anos 2000 e sendo digitais sem serem feitos a mão não chegam nem aos pés do Nicolosi. Não adianta imitar, nunca fica igual.

No terceiro quadro dessa página, a Mônica ficou um horror, nada lembra estilo do Mauricio. Esses novos desenhistas quiseram deixar personagens caricatos, leitor pode rir dos desenhos, mas não do roteiro em si, que teve graça em nada. Valeu mais por Mônica ter batido no cebolinha e tentar bater na Milena.

Em seguida, vem uma história de 2 páginas sem título, escrita por Giulia Ebohon, também mostrando esse lado investigativo da Milena, dessa vez procurando a lancheira da Magali que perdeu. Traços lamentáveis nessa, contornos tenebrosos, fica complicado de gostar disso.

Esse quadro uma coisa terrível, acho muito avacalhação com o Mauricio permitirem isso, tosco demais.

Em "Quase lá", de 3 páginas e escrita por Maria Clara Portela, Milena dorme na sala e sonha que está querendo abrir uma caixa e sempre acorda quando está prestes de abrir a caixa e vê que acordou na cama do quarto dela e volta para sala para sonhar de novo o que estava sonhando. Mais uma vez Milena envolvida com mistério, querendo decifrar o que tinha na caixa do sonho e porque parava no quarto toda vez que acordava. Com desenhos digitais, a mesma imagem da Milena dormindo no sofá no primeiro quadro da primeira página foi utilizada no penúltimo quadro da segunda página.

Depois dos passatempos vem história da Denise, "A pacificadora", de 3 páginas, escrita pelo Emerson Abreu. Na trama, Denise tenta pacificar os amigos que estavam reclamando que não foram convidados para a festa de aniversário da Carminha Frufru. Ficou como um complemento da história de abertura que saiu na revista da 'Magali Nº 1', até poderia ter saído na revista dela, mas como teve participação da Milena resolveram colocar nessa revista. Chama atenção dos traços completamente horrorosos, caricatos demais, parecendo que colocaram direto dos rascunhos do roteiro para a revista, só colorindo. Na última página com mais caretas exageradas conseguiu ficar ainda pior. Bem deprimentes.

Em "Leitura dinâmica", de 3 páginas e escrita por Maria Del Mar Valenzuela, Milena fica curiosa com Jeremias lendo um livro e quer saber como era o final e ela lê de uma forma dinâmica, super rápida. Mostra a característica da Milena ser típica criança da geração Alpha, de não perder tempo com as coisas, ser imediatista e hiperativa, No momento que ela lê, aparecem setas com fontes digitais, mostrando como estava sendo a leitura dinâmica, que achei desnecessário.

Depois vem 2 histórias de 1 página, uma escrita Por Raí Guimarães, com Marina jogando futebol com os meninos, foi a única que a Milena não apareceu, nem como participação, considerada história de secundários, e a outra foi da Milena com Cebolinha, escrita pelo Emerson, querendo que ela ajude no dever de casa da escola fazendo uma pergunta pra ela porque é inteligente e a pergunta não era bem um dever de casa.

A revista termina com a história "Espelho, espelho meu!" , de 5 páginas e escrita por Eliana Alves Cruz, com a Milena conversando com espelho da Bruxa da Branca de Neve, no caso ela imaginou conversando com espelho após ler livro da "Branca de Neve e os Sete Anões" e ser interrompida pela mãe Sílvia que teria que se arrumar para ir para uma festa com a família. Bem fraquinha e com mensagem de representatividade negra no final. Única de miolo com mais de 3 páginas da edição, desenhos melhores nessa, mas percebe que é digital pelo espelho com mesma expressem todos os quadros.

Vale destacar também que tiveram vários roteiristas novos inclusive alguns que são negros e não roteirizaram nas outras revistas que devem ser exclusivos para fazer as histórias da Milena e  para dar um representatividade negra melhor. E nas propagandas aproveitaram para colocar produtos licenciados da Milena, como boneca, meias ,colônia e produtos de cabelo da personagem, que não foram anunciados nas outras revistas.

No expediente final de todas as revistas tem a numeração da 4ª série junto com a numeração real do título, como da Milena é a Nº 1 de verdade, repetiram o "001", o primeiro representa o Nº da editora e o segundo, a numeração real, confirmando que é primeiríssima edição.

Então, achei uma revista fraca, adaptada para a geração atual, padronizada cheia de histórias curtas uma atrás da outra, traços digitais feios e caricatos sem a ver com estilo do Mauricio. Tentaram dar personalidade à Milena, prevaleceu histórias de Milena como detetive, desvendando mistérios de objetos desaparecidos, que deve ser o foco principal dela agora, mas também devem explorar que é menina autêntica da geração Alpha, que gosta de animais e de Ciências, com o tempo devem ajustar com o que vai dar certo e ter uma noção melhor da verdadeira personalidade dela, que já devia estar definida no mínimo desde que resolveram que ela se tornasse protagonista. Não vou colecionar, comprei essa só por ser a edição "Nº 1" e dificilmente compre outra, a não ser que encaixe em situação de edição especial e olhe lá. 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Novas Edições Nº 1 da Turma da Mônica - 2026

Uma nova série das revistas se iniciou pela Editora Panini chegou nas bancas agora em maio de 2026, formando a 4ª série de coleção na mesma editora. Nessa postagem, mostro as novidades dessa nova série e uma resenha das novas revistas "Nº 1" como um todo.

Essa série é marcada como a primeira 100% criada pela nova administração "MSP Estúdios" da família Takeda, sem intervenção do Mauricio, que se aposentou. Sob administração dele a empresa se chamava "Mauricio de Sousa Produções". Passaram a adotar "MSP Estúdios" oficialmente a partir de maio de 2025 nas edições "Nº 77" de abril de 2025 e agora será totalmente série da nova gestão, então vemos coisas modernas que a gente nunca viu antes, mais voltadas exclusivamente para a geração atual de crianças, o público alvo das revistas.

Essas "Nº 1" da 4ª série representam as de "Nº 271" da Editora Panini, juntando todas as séries da Panini desde 2007 se não tivessem reiniciado numerações. Apenas a segunda série teve 70 edições enquanto a 1ª e 3ª foram 100 edições cada, e deve ter esse número de edições nessa série atual, durando, então, só 4 anos e 2 meses, se mantiverem como quinzenais (bimensais) até o final. Cada série durando menos tempo devido as periodicidades variadas de mensais e quinzenais, assim cada uma delas quatro começaram em 2007, 2015, 2021 e 2026.

Acho que isso é mais imposição da Panini. Deve ser estratégia de aumentar vendas, tanto que no editorial da 2ª série, falaram que é para toda geração de crianças ter "Nº 1" de gibis em bancas e não ficarem tristes por nunca ter comprado uma "Nº 1" em bancas. Infelizmente não veremos mais gibis com numeração alta como # 127, # 264, # 350, etc. A # 467 foi numeração mais alta que tiveram em edições do Cascão e do Chico Bento e vai ser essa a maior para sempre. 

Desde as edições "Nº 90" da 3ª série, da segunda quinzena de outubro de 2025, andam atrasando para chegar nas bancas, as desse ano estavam saindo um mês depois da data oficial do expediente. Essas "Nº 1" da 4ª série deviam ser da primeira quinzena de abril de 2026, como consta no expediente final e inclusive tem propagandas de Páscoa, e a distribuição aqui chegaram dia 25 de maio, ou seja, já está um intervalo maior de atraso da data original. Lembrando que tiragens estão baixas nas bancas, até 3 exemplares de cada revista por banca.

Além dos 6 títulos tradicionais (Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento e Turma da Mônica), agora a Milena também ganha sua própria revista. Sobre formato das revistas, continuam bimensais com com formato cania, 52 páginas cada, com capa em papel couché e miolo com papel jornal, 1  página de sessão de mensagens das crianças e intermináveis 8 páginas de passatempos, custando R$ 8,90 cada.  São 35 páginas destinadas a leitura de histórias tirando capa, contracapa, as seções de mensagens, passatempos e propagandas . 

Fora isso, tiveram várias mudanças já que em cada série gostam de mudar o layout pra diferenciar cada uma delas. Capas continuam com alusão à história de abertura (nessas, só Milena que não foi por ser uma verdadeira Nº 1, mas da próxima edição em diante certamente também terá alusão à história). Agora tem uma faixa colorida no alto separando da ilustração principal com o logotipo e  todas as informações de Nº , editora, selos, logo da "MSP Estúdios", não informam títulos das histórias nas capas, tudo isso não para atrapalhar a ilustração.

Os logotipos foram todos mudados, adotaram minimalismo que vem sendo nas mídias em geral atualmente, e tiraram a identificação de personagens, como sem cabelo da letra "O" do Cebolinha,  sem sujeirinhas do Cascão, sem maçã comida no "I" da Magali, etc. O Do Chico Bento (que agora estão tratando como franquia diferente da Turma da Mônica) foi mais  mudado visualmente, igual à campanhas publicitárias que fizeram desde ano passado, e o único que mantiveram um chapéu de palha de identificação do personagem e agora ocupando duas linhas sem ser todo corrido. Nunca haviam mudado os logotipos dos personagens, desde que criaram as suas revistas, primeira vez isso e não gostei, principalmente tirar essas identificações clássicas dos personagens.

As contracapas não são mais uma extensão do desenho da capa com foi na 3ª série, agora tem o título, sinopses e frames da história de abertura e ilustração do personagem com colorização diferente. Do Chico diferencial de apenas 1 frame na contracapa e um destaque para galinha Giselda em vez do Chico. E constam também preço, código de barras, QR code e selos variados nas contracapas para deixar as capas menos poluídas e valorizar os desenhos. 

Não teve um frontispício ao abrir as revistas, anunciando que reiniciaram e dando satisfações dos motivos de reiniciarem tudo, nem na página 2, as revistas já abrem com história e todos com propaganda do livro "paródias da MSP da "Woniquinha". Nem na revista da Milena não teve página de apresentação por ser uma verdadeira "Nº 1". Seria melhor se tivesse uma apresentação da série. E já informam "MSP Estúdios" na página 3 onde informam ano da revista.

A sessão de mensagens e os passatempos tem a cara do personagem principal ao lado, só a revista "Turma da Mônica" que  nas mensagens antes era a Milena, e agora colocaram o Jeremias e Passatempos sem rosto de ninguém.

O texto "Mauricio Apresenta" no cabeçalho dos títulos de todas as histórias continuam nessa coleção. Na última página continuam com tirinha normal, expediente com a numeração da 4ª série junto com a numeração real da revista desde o lançamento da Editora Abril ou Editora Globo, conforme for. Assim, por exemplo, vemos que Mônica está na Nº 717 contando toda as séries desde 1970. Porém,  do Cebolinha tem numeração errada, essa edição é a "N° 685" e já faz um bom tempo que anda assim errada e não corrigiram agora. A Revista 'Turma da Mônica' também está com numeração total errada, essa é a "Nº 436" e não a "Nº 435" como informam no expediente. E prova que revistas são de abril e chegaram só final de maio.

Numeração total errada no expediente final de Cebolinha 

Sobre traços das histórias, tiveram mudanças,  tiraram o estilo "png" estáticos copia e cola escancarados e colocaram traços variados e com movimentos. O problema que continuam sendo feitos por computador, o copia e cola continua, tem momentos que estão com mesma posição de corpo só mudando posição de cabeça, por exemplo, só que está menos perceptível. Do jeito que deixaram, muitos são caricatos e tem nada a ver com estilo do Mauricio. Não ficaram bons.

Resolveram mudar depois do EXPOSED que viralizou em canais do YouTube, reclamando dos traços estáticos, lua em png, etc. Fora que estão focados no audiovisual, parece que querem histórias em quadrinhos se pareçam com animes com movimentos exagerados. Reclamavam de traços png, estáticos, sem vida, agora movimentos demais e desnecessários, um equilíbrio seria melhor. Tem gente gostando de traços assim, eu particularmente não gosto, os simples e feitos a mão  são melhores.

Em relação a conteúdo de histórias, as de abertura de no máximo 17 páginas e obrigatoriamente vão ser dispostas em 3 faixas de linhas em vez das tradicionais 4 faixas e resto variando de curtas de 1 a 3 páginas, muitos deles enchendo de histórias de 1 e 2 páginas uma atrás da outra, inclusive as de encerramento. Ou seja, cada gibi pode ter umas 10 histórias, a primeira que tem alguma coisa mais desenvolvida, porém com 3 faixas ocupam mais páginas nos gibis do que deveria, e as outras parecem duração de um reels de redes sociais, um vídeo de TikTok, que só piscar já acabou. Cada história de 2 páginas até 10 quadros e as de 3 páginas até 14 quadros em média. 

Gibis estão voltados para crianças da geração Alpha e com o mundo e sociedades cada vez mais conectados com tecnologia, crianças de hoje não querem ler histórias longas, desenvolvidas, querem tudo rápido, imediatismo, dinâmico. Se as pessoas hoje em dia não querem nem assistir a filmes longos, novelas que duram 8, 9 meses, principalmente geração Z, nos gibis é a mesma coisa, o imediatismo chegou aos gibis.

Nos gibis quinzenais da Editora Abril e Globo não eram padronizados, mesmo com poucas páginas, podiam ter histórias de 15, 20 páginas, miolos com mais de 5 páginas e as de encerramento também. Privilegiavam qualidade e não grande número de histórias em cada gibi. Não estão errados em atender a geração atual de crianças, que é o público voltado, a sociedade que tinha que aprender a desacelerar, não deixar ficar em TikTok e afins, ficam mais burras e historinhas assim rápidas não geram nem raciocínio e deixarem crianças pensar.

No geral, as histórias não foram focadas em dar lição de moral, mas também em historinhas de até 3 páginas nem daria para ficar ensinando algo, mas mesmo assim algumas seguiram esse estilo. Essas de miolo no geral batidas, sem conflitos, piadas já utilizadas várias vezes em outras histórias, piadas fraquinhas. E continuam com ponto final em cada diálogo em vez de exclamação, dando uma forma de leitura diferente. Até as tradicionais exclamações implicaram.

Os créditos de roteiristas, desenhistas, etc, em cada história também continuam, porém não estão mais dando créditos a letristas e créditos de arte-final só em algumas, dando lugar a design, quem idealizou o layout novo dos traços dos personagens no computador. Acho estranho histórias não terem arte-final e nada a ver ignorar quem fez as letras, mesmo que agora são digitadas sem serem feitas a mão, tinha que mostrar quem digitou. Em algumas tiveram créditos de "Letra Azul", empresa terceirizada, aí como maioria deve ser dessa empresa, resolveram não colocar.

Agora o que está mais chamando atenção é que teve nenhuma história com núcleos secundários como Turma da Tina, Turma do Penadinho, Turma da Mata, etc. Já está sendo assim desde as "Nº 99" da 3ª série, quando apenas a revista "Turma da Mônica" teve uma do Piteco, as "Nº 100" absolutamente nenhuma com secundários e agora continuaram assim nessas "N° 1". Quando teve historinha protagonizada por alguém fora do titular da revista, foi com personagens secundários do Limoeiro, como Nimbus, Marina, Do Contra, Denise, Xaveco, etc.

Tem possibilidade de permanecerem todos os secundários no limbo nos gibis, pode ser por não terem ainda traços novos adequados com os novos desenhistas, quem sabe querem fazer franquias diferentes com eles separando da Turma da Mônica, ou porque como padrão agora são histórias de até 3 páginas e ficaria inviável criar histórias com eles com esse número de paginas, ou porque esses secundários são adultos e querem histórias de personagens crianças para falarem com leitores crianças, ou então podem ter feito pesquisa e ver que as crianças não gostam de ler os secundários, gostam só da Turma do Limoeiro. Eu mesmo já vi comentários aqui no Blog de gente que não gostavam de ler os outros sem ser a Turma do Limoeiro e isso tudo pode ter pesado na decisão. Aí, vamos ter que aguardar alguns meses para confirmar se todos os núcleos secundários ser cancelados nos gibis ou não. 

Agora vamos comentar cada gibi individualmente.

Mônica - "Em busca da cidade perdida" - Mônica ajuda o Cebolinha a encontrar tesouro perdido na cidade de Eldorado.

Escrita por Emerson Abreu, com 17 páginas disposta em 3 faixas de quadros, roteiro mediano seguindo estilo do Emerson. Chama atenção dos traços, muito feios e caricatos.

A revista tem 7 histórias, incluindo a tirinha. Embora prevalecer histórias de miolo de 1 a 3 páginas, nesse da Mônica até que teve uma de 5 páginas e uma de 6 páginas. Emerson agora está fazendo histórias curtas de miolo, nem lembram estilo dele, aí nessa revista teve 3 histórias dele, a de abertura e mais 2 de miolo.

Tem uma de miolo que chama atenção, "Recorde de velocidade", de 2 páginas, os traços horrorosos, que nada lembra estilo do Mauricio, ficou parecendo traços de IA. 

Na segunda página, nos últimos quadros ficaram piores ainda. Definitivamente um horror.

Histórias de secundários, sem serem protagonizadas pela Mônica, foram com Do Contra e com Carminha Frufru, esta da Carminha, a Milena com design antigo com laço na cabeça e costuras no macacão porque devia estar pronta antes de resolveram simplificar traços dela. A história de encerramento, "Tesouros dos piratas" do Emerson, fora as caretas, nem lembra estilo dele com lição de moral no final, e chama atenção de Milena no lugar da Magali, tudo pra inserir a personagem mais vezes nas tramas. Não gosto quando colocam Milena no lugar que naturalmente seria da Magali.


Cebolinha - "Confusão no acampamento" - Cebolinha tem a surpresa da visita da Mônica no acampamento em família e os dois lidam se existe uma criatura estranha na floresta.

Escrita por Emerson Abreu, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros, roteiro mediano seguindo estilo do Emerson. Traços mais aceitáveis, mesmo sendo digitais, estraga são as caretas exageradas. Curioso que nessa de abertura informaram créditos de arte-final e foram 6 pessoas para fazer arte-final sendo que o normal é apenas 1 pessoa.

A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Depois da de abertura, o resto só historinhas de 1 a 3 páginas, um atrás da outra. Teve várias histórias com secundários da Turma do Limoeiro e do Cebolinha foram poucas. De secundários, teve uma do Nimbus com Do Contra, outra do Do Contra, e mais as do Franjinha e do Xaveco. 

Teve uma do Cebolinha de 1 página que ele cola cartaz no muro e tem rabisco direto no muro como piada final, o que é um avanço, pode ficar como teste se o povo do politicamente correto vai reclamar depois. Tem histórias também com estilo png, provavelmente já prontas antes e uns novos bem feios como na do Xaveco e em "Desconfiados", de 1 página.

História de encerramento com a Maria Cebolinha, curtinha de 3 páginas. Traços medianos nessa.


Cascão - "Primeiro banho... evento sem tamanho!" - Cascão é capturado pelo Doutor Olimpo e Cascão enrola o vilão para que ele não tome banho.

Escrita por João Xavier, com 17 páginas disposta em 3 faixas de quadros. Teve absurdo de Cascão com mãos presas, mas conseguia se soltar para se gesticular e até segurar o Doutor Olimpo. Traços achei aceitáveis, embora uns olhos lacrimejantes do Cascão e sujeirinhas do risto dele padronizados bem estranhos.

A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Demais histórias da revista foram entre 1 a 3 páginas, uma atrás da outra, piscou, já acabou, até a de encerramento só 2 páginas. Foram poucas histórias protagonizadas pelo Cascão e de secundários foram do Xaveco com Denise, Jeremias, Titi e outra do Jeremias com Dudu. Aliás, Jeremias teve presença alta nesse gibi, apareceu em 6 histórias, contando com as que protagonizou e as que fez participação. 

Destaque também em história do Xaveco com Denise com crianças envolvido com trends de redes sociais, falando de morango do amor, assuntos que a criançada da geração Alpha gosta.

História de encerramento de 2 páginas em que Magali não lembra que recebeu convite do Cascão para ir ao cinema. Essa foi uma das raras dos 7 gibis que teve créditos de quem fez as letras.

Magali - "O mistério do bolo de chocolate" - O bolo de aniversário da Carminha Frufru desaparece, Carminha pensa que foi a Magali quem comeu e Milena ajuda a investigar o que aconteceu com o bolo.

Escrita por Emerson Abreu, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros, traços feios e as caretas típicas de histórias do Emerson piora mais. 

Primeira vez sem aniversário da Magali em maio. Se não tivesse atraso de distribuição nas bancas, originalmente essa "Nº 1" seria lançada abril e a revista com aniversário da Magali está prevista para ser a "Nº 3" de maio, sendo que com os atrasos essa "Nº 3" só vai sair final de junho ou só em julho.

A revista tem 9 histórias, incluindo a tirinha. Demais histórias da revista foram entre 2 a 3 páginas, uma atrás da outra. História com secundários sem presença da Magali foi apenas uma de 2 páginas com Do Contra. Nem teve Mingau, que aparecia tanto nos anos 2000 e 2010 e agora raramente aparece.

Destaque para uma historinha "Lugar perigoso" com desenhos tenebrosos, bem longe do estilo do Mauricio. Tudo indica que foi inspirado nos traços de arte-final do Alvin Lacerda, por ser considerada historinha de terror, mas nem chega aos pés do Alvin Lacerda e ficaram horrorosos assim.

A de encerramento foi escrita pelo Emerson, com 3 páginas, bem genérica e sem lembrar estilo dele, fora as caretas e línguas de fora dos personagens. Mãe da Magali com avental porque estava fazendo atividade na cozinha porque senão ficaria sem. Assim como a Tia Nena na história de abertura. 

Chico Bento -"Deu lição, deu treta, sô" - Professora Marocas manda Chico Bento enviar uma carta para os pais dele após Chico chegar atrasado e aprontar na sala de aula levando minhocas e ele tem que cumprir tarefas que a professora pediu na carta.

Escrita por Edson Itaborahy, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros. Traços nessa ficaram medianos, embora cabelo do Chico e do pai, Seu Bento, estranhos, além de algumas caretas ruins. Interessante Saci-Pererê sem cachimbo, há muitos anos os sacis estão assim por causa do politicamente correto. 

A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Demais histórias da revista foram entre 2 a 3 páginas, uma atrás da outra. A revista tem uma pegada diferente das outras. Estão focando na turma do Chico como núcleo e marca própria e independente, uma nova franquia separada da Turma da Mônica, principalmente depois do filme live-action.

É um Chico como nunca se viu, vai ficar como aqueles curtas que divulgam nas redes sociais, cheios de movimento, parecendo que estamos vendo vídeos curtos do TikTok só que em quadrinhos. Colorização diferente  com efeito sépia, enquadramento de 3 faixas em quase todas as histórias, nessa revista apenas 2 foram com enquadramento de 4 faixas. 

Zé da Roça com pouco destaque agora, só apareceu participando rapidamente em uma da Vo Dita e em "Com o colega". Com ausência de secundários de outros núcleos, como Turma da Mata, Papa-Capim e Piteco, as historinhas de secundários foram do próprio núcleo rural com Tábata, Vó Dita, Rosinha, Zé Lelé e Nhô Lau. Traços no geral parecendo frames de animes, em alguns desenhos bem estranhos como essa do Chico com a Tábata.

Historinha "Com o colega", de 2 páginas, desenhos também ficaram horríveis também, com estilo png copia e cola, com Chico desproporcional parecendo que está gordo.

A de encerramento foi "Cuidado com a onça", de 3 páginas, tudo desenvolvido de imediato, bom que teve eles diante de onça, coisa que algum tempo não estava tendo, porém a onça não atacou os meninos. Destaque que com a colorização nova, a cor da camisa do Hiro mudou, não é mais branca e agora tem um tom cinzento. 

Turma da Mônica: "Todos o Jeremias" - Jeremias fica com dilema de que poderia existir outras vidas de si mesmo e após ser atingido por um raio, passa a conviver com outras versões suas no Bairro do Limoeiro.

Escrita por Edson Itaborahy, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros. Traços nessa ficaram aceitáveis, Titi que ficou com penteado de cabelo diferente com esses desenhos digitais. E ainda teve lição de moral no final.

A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Demais histórias da revista foram entre 1 a 3 páginas, uma atrás da outra. 

Esse gibi 'Turma da Mônica' deve ter foco maior no Jeremias agora. Na 3ª série estavam com número maior da Milena, agora que ela ganhou revista, o Jeremias fica o centro da atenção. No geral, essa edição teve histórias de secundários da Turma do Limoeiro, sem grande foco com Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Assim, tiveram historinhas protagonizadas com Marina com Nimbus, duas da Dorinha, Binho, outra do Nimbus, outra da Marina, Luca e finalizando com Marina com Milena . E, sim, continuou tendo Milena e seu irmão Binho, só não com destaque maior na abertura, pelo menos nessa edição. E Marina também com grande destaque dessa vez.

Bem que podiam ter deixado essa revista pra colocarem histórias de outros núcleos de secundários.  A de abertura podia ser de crossovers diversos como eram as do Parque da Mônica e incluir algumas de miolo com eles. Afinal, substituir Tina, Penadinho, Piteco, etc, por Marina, Nimbus, Denise, é dose. 

Voltaram a falar palavra louco, que por um tempo ficou proibida, inclusive alterando histórias de almanaques quando falavam. Teve uma historinha da Marina de 1 página em desenho png copia e cola. Destaque pela volta do Tio Pepo na historinh8a da Dorinha, essa com lição de moral no final é também com cópia e cola,nota-se a Dorinha exatamente igual, na mesma posição, no primeiro e último quadro dessa página destacada.

A de encerramento, curtinha de 3 páginas, foi outra da Marina junto com a Milena em que Marina pede emprestado um chapéu para Milena para desenhar o Cascão e ele foge e Milena aceita posar par ao desenho no lugar dele. Bem fraquinha.


Milena - "O mistério no quarto de dormir" - É revelado que Milena tem um quarto bagunçado e não encontra o seu laço de fita de cabelo onde tinha anotado alguma coisa que esqueceu e ela investiga quem foi que levou sua fita.

Escrita por Edson Itaborahy, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros. Traços muito ruins, tenebrosos, sem estilo mauriciano, não ficaram bons. 

A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Prevaleceu histórias de Milena como detetive, desvendando mistérios de objetos desaparecidos. Com a revista dela, definiram personalidade dela como uma menina inteligente, investigativa, pronta para desvendar mistérios e representar autênticacriançada geração Alpha. Foram algumas histórias assim nesse estilo, destaque para segunda com traços horrorosos.

Tambem simplificaram um pouco os traços da Milena para facilitar crianças que querem desenhar a personagem. Histórias com secundários foram com Denise e Marina, sendo que a única que a Milena não apareceu foi na de 1 página da Marina. Chama atenção dos traços da história da Denise, escrita pelo Emerson, de 3 páginas, completamente horrorosos, caricatos demais, parecendo que colocaram direto dos rascunhos do roteiro para os gibis, só colorindo. Bem deprimentes.

Embora prevalecer histórias de miolo de 1 a 3 páginas, nesse da Milena a de encerramento foi de 5 páginas, sendo disposta em 3 faixas e bem fraquinha com ela conversando com espelho da Bruxa da Branca de Neve e com mensagem no final. Desenhos melhores nessa, mas percebe que é digital pelo espelho com mesma expressem todis os quadros. Depois vou criar um post separado comentando sobre esse gibi da Milena individualmente, história por história, por ser uma "Nº 1" de verdade.

Então, gostei de nenhuma revista, tudo padronizado com uma só história pouco mais desenvolvida e outras curtas demais que servem mais para preencher revista. Esses traços novos caricatos sem estilo do Mauricio desanimam mais ainda. Muito ruim também mudarem logotipos e tirando a identidade de personalidades deles e sem histórias de outros núcleos de secundários e só com personagens da Turma do Limoeiro. Revistas voltadas de fato para as crianças pequenas e da geração atual, se agradarem esse público alvo, tudo bem, já eu não gostei. Valem também para quem quer ter edições "Nº 1"dessa série nova na coleção. Com essas mudanças, conteúdos de histórias de abertura, para mim a ordem de melhores foi: Cebolinha, Magali, Cascão, Mônica, Chico Bento, Turma da Mônica e Milena. Se fosse eu escolher uma, compraria o do Cebolinha. Fica a dica. 

segunda-feira, 30 de março de 2026

Mudanças em "Magali 60 Anos"


Cheguei a fazer um review sobre o livro 'Magali 60 Anos' só que como encontrei várias alterações em relação às histórias originais, criei essa postagem mostrando só as mudanças que tiveram neste livro.

Desde que foram para a Editora Panini em 2007 passaram a alterar histórias originais nas republicações dos almanaques para se adequarem ao politicamente correto, tudo que acham errado para os padrões atuais da sociedade, mudam, sejam textos ou desenhos. Não bastassem os almanaques de bancas, nas edições especiais também alteram. Em 'Mônica 60 Anos', que teve classificação indicativa de 14 anos, surpreendeu com as várias alterações e esse da Magali, com classificação livre, não foi diferente, tendo mais que os da Mônica. Foram muitas alterações, muitas delas foram absurdas, umas simples, outras revoltantes, quase todas histórias tiveram alterações e vou mostrá-las agora.

História "O Peso da Magali" ('Mônica Nº 5' - Ed. Abril, 1970): Nos primeiros números dos gibis da Mônica da Editora Abril, personagens ainda não tinham cores de roupas definidas. Como vinham de tirinhas de jornais em preto e branco, passaram a se preocupar com cores só nos gibis coloridos, assim faziam testes para ver como poderiam ficar melhores cores e o Zé Luís apareceu com camisa azul na original de 1970 e agora corrigiram para vermelha. E as numerações de cada página da história que tinha na original agora foram excluídas.


Aqui também mais uma correção de cores. Franjinha e Xaveco também estavam cores de camisa azuis e Cebolinha com sapato azul escuro e agora corrigiram com as cores atuais e ainda teve uma extensão do gramado verde. Esses dois até que foram de leve, apesar de que se fossem como eram nas originais ficaria melhor.

Além disso, redesenharam a cena, pode reparar olhar da Mônica diferente, formato da bochecha do Franjinha, cabelo e sujeirinhas do Cascão, traços na roupa do Xaveco, etc. É um caso curioso de que na 'Coleção Histórica' de 2007 a 2015, costumavam muito de redesenharem histórias inteiras ou uma página ou outra, e até capas também. Nunca entendi por que faziam isso e aí quando republicam de novo como em edições especiais, como 'Biblioteca do Mauricio', deixam como estava na 'Coleção Histórica'. Não sei se restauravam porque o material original do acervo que eles tem estavam apagados ou porque queriam mudar os traços originais, só sei que sempre estavam mudando.


Aqui, na original, tinha reticências na fala da Magali para dar um ar de continuidade e agora na republicação retiraram, ficando diferente do sentido da original. Pior é que também foi tudo redesenhado, pode reparar detalhes como caixa com acabamento melhor, perna da Magali mais fina na original, olhos do Anjinho e da Mônica diferentes, traço da boca da Mônica menor na republicação. Na verdade, quase toda a história foi redesenhada na 'Coleção Histórica" e republicaram aqui a versão dela.


História "A menina e a Lua" (Magali Nº 1 - Ed. Globo, 1989): O reino se chamava "Mussa Rella" na original, agora mudaram para "Muça Rela" para seguir a grafia correta do queijo muçarela de acordo com a norma culta e sem deixar do jeito popular. E nas duas primeiras páginas da original, o texto do narrador apareceu sem aspas e agora corrigiram com aspas na história toda.


Quando Magali descobriu que a Lua era feita de queijo, mudaram o queijo catupiry para provolone. Não entendi essa mudança, achei nada a ver implicar com palavra "catupiry".


História "O controlador de apetite" (Magali Nº 3 - Ed. Globo, 1989): nessa alteraram muita coisa. Já no primeiro quadro, alteraram nome da mãe do Dudu de "Dona Dina" para "Dona Cecília". Nas primeiras aparições, ela não tinha nome definido, assim, ela podia ser chamada de Dina ou qualquer outro nome e só em 1990 que se tornou Cecília em definitivo. Aí nas republicações, sempre alteram nome dela para deixar o nome atual.


Atualmente, as mães dos personagens e mulheres em geral não podem usar avental, sem fazer tarefas domésticas para não dar ideia que são donas-de-casa, mulheres do lar. Agora todas as mães trabalham, ou fora de casa ou em home-office, e só aparecem de avental se estiverem fazendo atividade na cozinha, porém muito raramente. Com isso, alteraram a cena da Dona Lili dando o remédio para Magali, tirando o avental dela.


Palavra "louco" e variações é proibida atualmente nos gibis, e, com isso, alteraram a Mônica chamando a Magali de "louca" para "doida".


Palavra "tortura" é proibida atualmente, para não dar ideia de que vai traumatizar as crianças personagem sendo torturado. Então, amenizaram, trocando palavra "tortura" para "sofrimento". 


Atualmente, palavra "índio" é proibida, assim como a cultura de índios ancestrais é errada mostrar. Tem que chamá-los de indígenas, chamar de índio é ofensivo por ter ideia de ser selvagem e primitivo. Esse foi o motivo de mudarem a Turma do Papa-Capim com roupa e em uma comunidade indígena moderna e, como não deu certo, agora está no limbo do esquecimento. Personagens também não brincam mais de faroeste, caubói e índio, mocinho e bandido, por dar ideia de eles vão usar armas e do índio ser o inimigo. 

Então, mudaram toda a fala do Cebolinha neste quadro. Em 1989, ele perguntava se Magali amarrada estava brincando de índio e caubói e mudaram para o que ela estava fazendo ali amarrada. E para fazer sentido tiraram a resposta do "Não!", que não estava brincando de índio e cauboi. Tirou todo o sentido e a graça da cena com essa censura.


Na original, tiveram dois "socorros", um representando a fala do Cascão e a outra, "Socolo", a fala do Cebolinha. Agora, no livro, mudaram só um "Socorro" como fala dos dois ao mesmo tempo. Se o Cebolinha fala com dislalia, mais coerente era como estava na original ou colocar "Socor (l)o", como já fizeram uma vez nas antigas, ou deixar dois balões separados para cada um. Do jeito que estava, pareceu Cebolinha falando certo como o Cascão. Ficou pior assim.


História "A mão errada" (Magali Nº 11 - Ed. Globo, 1989): Personagens não iam para escola porque tinham 6 anos, tanto que depois mudaram que eles têm 7 anos, para irem à escola. Então, na original, a Dona Lili dizia que a letra feia era porque a Magali não estava na escola e agora mudaram que ainda está aprendendo para seguir o estilo das histórias atuais. Até fonte da alteração ficou estranha, dando pra perceber que foi mudado alguma coisa ali.


Palavrões não são mais permitidos nos gibis. Eram representados por símbolos, mas como sabem que são palavrões, eles sempre alteram quando tinham nas histórias originais para atender os mimizentos. Então, na parte que a Magali taca bolinha de gude na cabeça dele, tiraram os palavrões e o colocaram falando "Pindarolas!" no lugar, termo que nem existia em 1989. Os palavrões ficavam muito mais engraçados e naturais.


Palavra "Droga!" também é proibida atualmente, então mudaram a  Magali falando "Droga!" para "Aff", gíria mais recente que também nem existia em 1989.


Na trama, a Magali tinha problema de manusear com a mão direita por ser canhota, No quadro anterior, a Dona Lili manda Magali cumprimentar o amigo do pai e como ela cumprimenta com a mão esquerda,  a mãe manda que é com a direta. Na original, Dona Lili só fala "com a mão direita" e agora mudaram com todos os detalhes que é para cumprimentar com a mão direita. Não vejo necessidade deixar tudo explicadinho, ela já havia falado que era para cumprimentar antes, tira o poder de interpretação da criança deixando desse jeito cheio de detalhes. E ainda esqueceram da vírgula, tinham que ter colocado "Filha, cumprimenta com a mão direita". Além disso, mais uma vez tiraram o avental da Dona Lili, já que não podem mais as mães serem donas-de-casa, pelo visto isso é ofensivo para as mulheres.


História "Brincando com a Magali" ('Magali Nº 41' - Ed. Globo, 1991). Na cantiga do "Uni-Duni-Tê", tiraram o "Salamê-Minguê", deixando só "Uni-Duni-Te" sem circunflexo no final. Como assim? Não consegui entender por que mudaram isso, vejo nada errado com "Salamê-Minguê" e a canção nem mudou de letra oficialmente. Pior que não mudaram a dimensão do balão, ficou muito espaço vazio que sabe que dá para notar que teve alguma alteração ali.


A palavra "Bolas!" é proibida também, e, com isso, mudaram a Mônica falando "Bolas..." por "Ai...". Falando "Bolas!" fica mais engraçado, com a alteração perde a graça. Curioso que não corrigiram um quadro que o balão de fala da amiga morena ficou como uma fala da Mônica, mas mudar palavra "Bolas!", tirar "Salamê-Minguê" de cantiga eles alteram.


História "A Vice-Dona da rua" ('Magali Nº 103' (Ed. Globo, 1993): Essa foi outra que alteraram bastante coisas revoltantes. Personagens não podem mais rabiscar muros e agora colocam cartazes no lugar dos rabiscos diretos nos muros. Assim, todas as cenas que o Cebolinha rabiscava caricaturas da Mônica, mudaram com ele colando cartazes. E o balde de tinta foi mudado com ele segurando os cartazes que ia colar.

Aqui, além de trocar a lata de tinta por cartaz e tirar o início de um rabisco, mudaram pincel por lápis. Porém, no sentido que deixaram, seria como se ele rabiscasse direto no muro com lápis, mudando só o instrumento para rabiscar. A intenção era colar cartaz e depois rabiscar caricatura com o cartaz colado, então se é para alterar, mais correto seria mudar a posição do Cebolinha na cena alterada.


Na original, Magali reclama do balde de tinta na mão do Cebolinha e agora mudaram para balde de cola, mas acabou ficando sem sentido a alteração porque não tinha balde de cola, ele colava cartazes com durex na republicação. E alteração de balde por cartazes ficou mal feito ele segurando assim. Tentam consertar e conseguem piorar.


Aqui mudaram "exigir que te respeitem" para "que o respeitem, colocaram um hífen em "papo furado" e corrigiram uma vírgula, colocando reticências no lugar na ideia da continuação da fala dele no balão no próximo quadro. Tudo para seguir a norma culta.


Na trama, meninos queriam criar armadilhas no bairro para quando Mônica voltasse da viagem, ela caísse e ser derrotada. Nessa parte, Cascão reclama que para ele sempre sobra o serviço mais pesado, mas em compensação gosta que cavar terra era um serviço sujo. Aí, alteraram "serviço sujo" para que "é por uma boa causa" para tirar a ideia de que ele adora e faz apologia à sujeira. Só que isso altera o sentido e tira toda a graça essa alteração, muito mais engraçado ele gostar do serviço sujo do que dizer que é uma boa causa derrotar a Mônica. O impacto da leitura da original fica muito mais divertido, sem dúvida.


Mudaram Magali falando que era para ele podar as árvores da rua para ajudar com os canteiros para tirar ideia de trabalho infantil pesado, ajudar em canteiros é menos trabalhoso e sem ser perigoso do que ficar podando árvores altas, risco de cair e se machucar.


Apesar do Jeremias aparecer com lábios normais durante a história, em alguns quadros ele aparecia com círculo em volta da boca por engano do desenhista. Como hoje é proibido negros com círculo em volta da boca, acham que é chacota com eles, redesenharam a boca dele com lábios, pior que mal desenhado de lábios muito pequenos, quase inexistente do jeito que deixaram.


Redesenharam o Jeremias na bicicleta, além de tirar o círculo rosa em volta da boca e colocando lábios pequenos no lugar, ainda colocaram capacete e joelheiras nele onde não tinha na revista original. Isso porque agora os personagens andam obrigatoriamente com acessórios quando andam de bicicleta para eles não se machucarem quando caírem para seguir a lei de segurança ao andar de bicicletas na rua da vida real. E ficou muito mal desenhado por sinal.


Seguindo, a lei de segurança dos veículos, na revista original os pais da Mônica andaram de carro sem cinto de segurança e agora colocaram para não dar mau exemplo. Sempre que personagens apareciam sem cinto de segurança, agora colocam. E corrigiram Mônica com boca pouco aberta, deixando agora com boca fechada.


História "A hora da fome" (Magali Nº 116 - Ed. Globo, 1993). Meninas não podem mais ficar com calcinha à mostra, acham que é indecente, que está sensualizando. Então, na cena da Magali pulando carniça com os amigos, na maior inocência, mudaram deixando o vestido mais longo que o normal para esconder a calcinha, tudo para agradar os mimizentos do politicamente correto.


História "Lalá, a lagosta" (Magali Nº 116 - Ed. Globo, 1996): Palavra "Cruzes" é proibida atualmente por ter cunho religioso e sempre mudam por outra coisa, aí dessa vez mudaram "Cruzes!" por "Nossa!". 


Expressões populares e de duplo sentido eles mudam, então na parte que a Magali procura a lagosta Lalá pela casa, mudaram "onde ela se meteu" por "onde ela se enfiou".


Mudaram Magali falando "cozinhá-la" para "cozinhar ela". Embora deem preferência à norma culta, mas não é um padrão e colocam também linguagens informais nas histórias. Aí, nesse caso, preferiram deixar o texto mais informal.


Alteram Seu Carlito falando "uma solução" para "a solução". Na original, "uma" dava ideia de solução indefinida, que poderia ter outras possibilidades de resolverem a situação e agora mudaram para dar ideia de que a solução era aquele que ele ia propor em definitivo. Alteração foi para deixar de acordo com a norma culta.


Alteraram a fala do Seu Carlito, na original era "aquário vazio" e agora colocaram "aquário antes vazio" pra deixar como a norma culta e com sentido na história de que só aparentava que o aquário estava vazio. O carro na história original era roxo e agora deixaram vermelho escuro durante história toda.

E mais uma vez censuraram a calcinha da Magali, foi apenas uma pontinha mostrando na original, quase nada, mas preferiram tampar tudo alongando o vestido porque é muito indecente para o politicamente correto. Gente, criança não tem maldade, nunca ia reparar isso com más intenções.


História "Magalinha morena" ('Magali Nº 273' - Ed. Globo, 1999): Na original, Quinzinho fica olhando apaixonado pela Magali comendo pães, cheio de coraçõezinhos a volta e agora tiraram os coraçõezinhos da cena. Não pode mais ter namoro de crianças nas histórias, e nem namoros de adultos porque são crianças que leem, assim, Magali e Quinzinho, Cascão e Cascuda, etc, agora são só amigos, nem Chico Bento e Rosinha são mais namorados, aí por isso alteraram o quadro dessa história.


História "Comendo fora" ('Magali Nº 316' - Ed. Globo, 2001): Mais uma vez a palavra "Cruzes!" substituída por "Nossa!" por ser proibida atualmente pelo cunho religioso.


Mudaram "hora da janta" por "hora do jantar" por conta que "janta" é expressão popular e é mais correto dizer "jantar".


História "Pedido de aniversário" ('Magali Nº 336' (Ed. Globo, 2002): Expressão "Ai, meu Deus" é proibida atualmente por cunho religioso, só nome de Deus já é proibido, e, assim, colocaram no lugar "Minha Nossa!".


Alteraram Mônica falando "Tia Nena" para "Dona Nena" porque ela é tia da Magali, não da Mônica. Na verdade, o sentido de Mônica dizer Tia Nena seria carinhoso, tia amiga de todos, crianças pequenas chamam professoras de tias, só que pelo visto acharam que seria mal interpretado e preferiram mudar para "dona". Tudo de dupla interpretação eles tiram.



Mudaram a expressão da Magali "nem me toquei" para "nem percebi" para tirar dupla interpretação de pensarem que "me toquei" seria no sentido de tocar a si mesmo. Tira interpretação da criança que a expressão também pode ser não perceber.


Alteraram Bruxa Viviane falando monges "mancos" para "anciões". Palavra "manco" é proibida atualmente, provavelmente para não fazer chacota com quem é manco na vida real.


Foi mudado "catinga" por "fedor" já que expressões populares do nosso cotidiano são proibidas hoje em dia e fora que dizer que alguém tem catinga é um bullying maior que de dizer que tem fedor.


Mudaram expressão "jacus" por "bobões" para tirar expressão popular. Acho que sendo chamados de jacus ficava muito mais engraçado. Tia Nena com avental não foi mudado na história por ela ser cozinheira e estava mexendo na cozinha senão teria alteração.


História "Meu bolo é de bruxa?" ('Magali Nº 371' - Ed. Globo, 2004): palavra "azedice" não existe, aí mudaram para "azedume" para deixar como norma culta. Mesmo sendo uma palavra que não existe, "azedice" ficou bem mais engraçado.


Personagens agora tem sete anos de idade, então mudaram fala do Dudu que Magali tinha seis anos para sete anos. E corrigiram também o erro do botão que ficou ausente na camisa do Dudu da revista original desta cena.


Tiraram o último balão da fala da Magali só porque ela disse que a mãe expulsou de casa para arrumar a festa. Acham que expulsar filha de casa é pesado e tiraram, sendo que a interpretação correta é que a mãe pediu para sair de casa por um momento para poder arrumar a festa, não foi que era expulsar de casa para sempre, foi um modo dizer popular, seria só questão de interpretação e não levar ao pé da letra, mas para não ter dupla interpretação, resolveram tirar o balão todo. Muito mais divertida a cena original.


Na trama, Dudu diz que a Tia Nena por ser bruxa tem gato preto e aparece o Mingau, que é branco. Então, Dudu diz que mudou de cor na original e resolveram mudar perguntando como ele mudou de cor, Não entendi essa alteração, dá tudo na mesma. E aproveitaram para corrigir o erro da orelha do Dudu que ficou laranja como o cabelo na revista original.


Mudaram "cuti-cuti" para "cute-cute" por acharem que a segunda é a grafia correta para a expressão.


Nesse trecho, mudaram que "sapas não vivem peladas" para "sapas não vivem sem roupas", que acabou sendo sinônimos, sem deixar "peladas" em explícito. Pelo visto a palavra "pelada" é proibida hoje em dia.


Mais uma vez trocou palavra "louco" por "doido" já que palavra "louco" é proibida atualmente, provavelmente pra não confundir com o personagem Louco.


Outra vez tiraram o avental da Dona Lili pra não dar ideia que era dona-de-casa. Nas cenas anteriores por ter acabado de fazer atividade na cozinha, mantiveram o avental e como aí ela estava no quarto, resolveram tirar o avental.


Alteraram "Hã?!" por "Ãh"? . Não entendi motivo da mudança, são mesmos significados, não teria motivo pra isso. E durante toda a história, Dona Lili usava batom roxo e agora mudaram com ela sem batom, deixando lábios igual ao tom da pele na republicação.

Então, só as histórias "Magalancia", "Meu reino por um sorvete" e "O que sou, afinal?" que ficaram livres de alterações,  já as outras tudo tiveram ao menos uma modificação. 

Como podem ver, foram mais de 50 alterações, visto que tem quadros que têm mais de uma mudança, nunca foi visto tantas modificações em uma mesma edição, isso tudo para agradar o povo do politicamente correto que não quer nada de errado. Mudam tudo para não traumatizar, não ter duplo sentido e fazendo isso tira inteligência das crianças, tiram capacidade de pensarem, interpretarem, conhecerem palavras novas, se você ler as histórias através dos gibis originais,  tem uma leitura muito mais engraçada e agradável. Ruim também por modificar trabalhos de roteiristas, desenhistas da época. Gibis de hoje tem nada disso que alteraram, por isso estão cada vez mais sem graça, iguais à cartilha educativa. Infelizmente tendência é piorar já que ano encontram coisas novas erradas para a sociedade atual.