sábado, 26 de setembro de 2026

A Turma: HQ "O Plano da falsa amiga"

Em setembro de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "O plano da falsa amiga" em que Cebolinha faz Cascão se disfarçar de Magali para descobrir o segredo da Mônica de estar usando óculos escuros. Com 11 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 117' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Mônica Nº 117' (Ed. Globo, 1996)

Mônica sai escondida com óculos escuros até à casa da Magali, toca a campainha e Cebolinha diz que Magali não está, acabou de sair com a mãe. Mônica se assusta, grita, agradece o Cebolinha e sai correndo. Cebolinha pergunta por que ela está de óculos escuros já que nem está fazendo Sol. Mônica fala que não interessa e vai embora correndo.

Cebolinha estranha a atitude dela, acha que aí tem coisa, conta para o Cascão, que diz que vai ver que ela não quer que seja reconhecida. Cebolinha fala que se fosse isso, esconderia os dentões. Cebolinha acha que Mônica está de óculos escuros para esconder olho roxo, Cascão acha absurdo fortona como ela é apanhar e Cebolinha acha que por isso mesmo, alguém bateu nela e ela quer que ninguém fique sabendo e precisam saber quem é esse herói.

Como Mônica ia contar para a Magali e ela não estava em casa, Cebolinha faz o Cascão se disfarçar de Magali para Mônica contar o segredo e descobrirem tudinho. Cascão reclama por que sempre ele, Cebolinha responde que ele não ia convencer como Magali. Cascão fala que gorducho e falando errado, não daria. Cascão usa peruca velha da Dona Cebola cortada como cabelo e pó-de-arroz para esconder a sujeira e vai até à casa da Mônica, com Cebolinha escondido atrás da moita.

Cascão toca a campainha, Mônica atende, o abraça pensando que era a Magali e diz para entrarem porque tem um cheiro esquisito e que o Cascão deve estar por perto. Cascão senta largado no sofá e Mônica pergunta se isso é jeito de sentar. Cascão pede desculpa e comenta que reparou que Mônica está de óculos escuros. Mônica fala que era isso que queria falar, aconteceu alguma coisa terrível e oferece chá com biscoito. Cascão não aceita, manda contar logo, Mônica se espanta que Magali recusou comida e Cascão disfarça que é por que prefere algo consistente e convida para irem à lanchonete.

Cebolinha vai atrás, ficando escondido para ouvir. Na lanchonete, Mônica pede um bauru e guaraná e Cascão pede 3 baurus e Mônica fala que essa que é a Magali que conhece. Cascão quer que Mônica conte o que ia contar, só que o lanche chega e comem antes porque a Magali prefere comer primeiro. Mônica estranha que ela demorou para comer uns lanchinhos.

Depois, Cascão fala para Mônica dizer quem fez isso com ela. Mônica diz que quem mais poderia ser, o Fabinho. Cascão pergunta se o fracote do Fabinho deu um soco no olho dela. Mônica conta que o viu com uma menina ontem, Cascão quer saber se a menina bateu na Mônica, que diz que não, quando o Fabinho aparece na lanchonete.

Mônica disfarça e fala que não é para deixar que o Fabinho a veja. Cascão pergunta por que se não foi se ele quem bateu nela. Mônica avisa para Magali acordar, está cansada de saber que é gamada no Fabinho. Cascão dá gargalhadas um tempão e depois fica sério, dizendo que é verdade, está cansada de saber, é que lembrou de uma piada ótima e comenta que a Mônica ainda não falou o que aconteceu com os olhos.

Mônica diz que olhos ficaram inchados de tanto chorar quando soube que o Fabinho tem namorada. Cascão fala que era só isso, que besteira, pensava que finalmente alguém tinha acertado o olho dela e é tudo frescura da dondoca. Mônica fica irritada, quer saber que espécie de amiga é a Magali e está a achando muito esquisita. Um garçom está levando água, derruba a água em direção ao Cascão, que imediatamente se pendura no lustre.

Mônica estranha que Magali nunca tinha dado um pulo assim para não se molhar e se espanta em vê-la de cueca. Cascão fala que claro, pergunta se está o estranhando, falou para o Cebolinha que vestido até vai, mas calcinha, nunca. Mônica descobre o plano e quer ajustar as contas com Cebolinha e Cascão. Fabinho quer saber o que está acontecendo, Cebolinha fala que a Mônica quer bater neles porque descobriram que a Mônica gosta dele e está de olho inchado de tanto chorar por ele. 

Fabinho tira os óculos dela e cai na gargalhada, achando que é piada. Mônica dá surras nos três meninos. No final, a verdadeira Magali volta, Mônica a abraça, Magali pergunta o que houve com os olhos dela. Mônica responde que é uma longa história, andou chorando à toa. Magali pergunta para depois a Mônica contar também por que os meninos estão de óculos escuros se nem está fazendo Sol.

História engraçada em que Cebolinha quer descobrir por que a Mônica estava de óculos escuros e faz o Cascão se disfarçar de Magali para descobrir o segredo. Com muita insistência do Cascão, descobrem que a Mônica estava com olhos inchados chorar muito de descobrir que o Fabinho, menino por quem ela era gamada, tinha namorada. Mônica descobre o disfarce do Cascão e bate nele, no Cebolinha e também no Fabinho por ter rido dela de ter chorado por causa dele.

Cebolinha muito fofoqueiro, queria saber quem bateu na Mônica e sobrou para o Cascão, afinal a Mônica só contaria para a Magali, a sua amiga confidente. Cascão como Magali foi hilário, cometeu vários deslizes, Tiveram várias chances da Mônica descobrir que não era a Magali de cara como sentar largado no sofá, recusar comida, demorar pra comer os baurus na lanchonete e pedir só três, insistência em saber quem bateu nela e não saber que era gamada no Fabinho, mas por ser burrinha nessas histórias de planos infalíveis, demorou a captar, só descobriu quando Cascão fugiu da água do garçom, estar de cueca e, principalmente, ele confessar que o Cebolinha mandou ele se vestir de Magali e que não usaria calcinha.

Mônica foi boba por chorar por causa de um menino que tinha interesse. Nenhum merecia, se o Fabinho já tinha namorada, deixava para lá. Merecido os três com olhos roxos no final, inclusive o Fabinho por dar gargalhada e ter mexido com sentimentos dela, normalmente ela não batia nos meninos fofos "inho" e nessa ele mereceu. Na história toda, Mônica usou óculos escuros para esconder olhos vermelhos e inchados de tanto chorar pelo Fabinho, já os meninos usaram óculos para esconderem olhos roxos das surras que levaram da Mônica. Bem feito, se Cebolinha seguisse o conselho do Cascão de esquecer o assunto e jogar bola, não precisavam apanhar de novo no final.

Foi engraçado Cebolinha falar que se Mônica quisesse se esconder, esconderia os dentões, a conversa entre os dois com Cebolinha explicando bem devagar com perguntas para Cascão interpretar como seria o plano, Cascão vestido de Magali e reclamando que está de vestido e pó-de-arroz, as mancadas do Cascão e disfarçando para não entregar o plano, como modo de sentar no sofá, recusar comida, a cara do Cebolinha na janela com esse furo, quase fazendo tudo a perder, Cascão dizer que pensava que finalmente alguém tinha acertado o olho dela e é tudo frescura da dondoca ao descobrir que ela estava com olho inchado de tanto chorar, Cascão entregando o plano fugindo da água no lustre, de cueca e contar que nunca usaria calcinha e a gargalhada do Fabinho por Mônica ter chorado por ele e os meninos com óculos escuros no final para esconder os olhos roxos de fato. 

Nas histórias, o Cascão e Magali eram mais magros enquanto Mônica e Cebolinha eram mais fofinhos, por isso o Cebolinha precisou do Cascão se disfarçar de Magali porque não convenceria por ser mais rechonchudo, aí o mais normal é Cebolinha se disfarçar de Mônica.  

Foi história póstuma de Rosana. Embora histórias de planos infalíveis com meninos se disfarçando possam parecer ser batidas, sempre inovavam, era um desenrolar e surpresa diferentes a cada história assim, por isso eram tão divertidas. Curioso que também em 1996, em 'Magali Nº 173', teve uma história "A Magali não é mais aquela", em que Cascão se disfarça de Magali para descobrirem segredo da força da Mônica, também foi muito engraçada. Só que foram apenas 7 meses de intervalo de uma história para outra, pode ser que na época tinham poucas histórias para fechar o gibi após a morte da Rosana e recorrerem a essa história que já tinham produzida.

Essa história "O Plano da falsa amiga" depois virou desenho animado no canal Cartoon Network e até que seguiu fiel ao argumento da história em quadrinhos, com alguns ajustes. Incorreta atualmente por ter namoro de crianças, Mônica se rebaixar chorando por causa de um menino, histórias de planos infalíveis assim não tem mais, principalmente com meninos perversos demais e sendo surrados, Cascão chamar Cebolinha de gorducho e reclamando que está de vestido e pó-de-arroz e nunca usaria calcinha, dando ideia de atitude machista e calcinhas da Mônica e da Magali à mostra como apareceram da Mônica no 3º quadro da primeira página e da Magali no 5º quadro da última página.

Traços muito bons da fase consagrada dos personagens. Já não tinha mais colorização de fundo em degradê, só em alguns quadros raros bem pontuais. Tiveram erros do Cascão falando de boca fechada no penúltimo quadro da página 4 do gibi e cueca branca do Cascão no último quadro da página 5 do gibi. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Horácio: HQ "A Eternidade"

Compartilho uma história em que o Horácio toca em uma melancia e o Tecodonte acha que que ele estava tocando uma música espetacular que transmitia paz. Com 5 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 189' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Mônica Nº 189' (Ed. Abril, 1986)

Horácio toca som em uma melancia à beira de um barranco e Tecodonte acha linda a música, acha que o Horácio é um gênio, acaba de dar contribuição fantástica para a história da música. Horácio acha que bondade dele e Tecondonte conta que estava ouvindo lá de baixo, ficou impressionado com a sonoridade, quase que atravessa sentimentos deles,  é o som da eternidade e o mundo precisa conhecer isso, é o que há mais de novo e fala que já volta.

Horácio pensa o que há tão de especial tamborilar uma melancia, quando aparece Lucinda, que acha o sonzinho gostoso e toca o coração dela. Ela pergunta por que o Tecodonte saiu tão apressado e antes do Horácio responder, Tecodonte volta com os amigos, falando come eles que o som da eternidade está perto e Horácio é o Beethoven dos tempos pré-históricos.

Horácio fala baixinho se o Tecodonte está exagerando e antes de terminar, perguntam o que Horácio estava falando e Tecodonte diz que ele falou que vai tocar agora a nona sinfonia dele. Horácio dá um toque na melancia e ela se quebra, falando que como o som indicava, ela já estava no ponto. A plateia vai embora reclamando que foi embromação, pega-trouxas e som da eternidade era furada e Tecodonte vai atrás. Horácio fala que não sabe se a melancia vai dar para todo mundo. Lucinda diz que todo mundo agora são só eles dois. No final, eles comem a melancia e Lucinda pergunta para o Horácio se o sabor de uma fruta também não é bom como a eternidade.

História legal em que o Horácio bate em uma melancia e Tecodonte pensa que ele estava tocando uma música espetacular de paz e acharia que iria fazer muito sucesso no mundo. Foi descoberto que o Horácio só estava batendo na melancia com intenção de quebrá-la para comer, não de tocar música, nem como hobby, estragando os planos do Tecodonte e depois Lucinda percebeu que comer uma fruta é tão bom como a eternidade.

Tecodonte queria ser empresário do Horácio, ganhar fortuna em cima dele, viu que em vez de tocar em um tambor, foi em uma melancia que saiu um som espetacular e divino. Tecodonte ficou tão empolgado que nem deu chance do Horácio se explicar sua verdadeira intenção de tocar a melancia, o que foi ruim para o Tecodonte que se passou por golpista pelos amigos, que não chegaram a ouvir Horácio tocar, por inventar falsa música de eternidade para eles.

Falavam de música da eternidade porque trazia paz e serenidade quando era tocada. Tecodonte poderia fazer o mesmo de tocar em uma melancia e ficar rico sozinho, mas poderia não ser  o mesmo som porque o jeito de serenidade que o Horácio tocava que faria a diferença no som. Horácio não liga para dinheiro e fama, só relaxar e aproveitar as coisas simples da natureza, tanto que viu junto com a Lucinda que comer a melancia trazia a mesma paz que a música que ele tocou.


Sem querer, o Horácio inventou o tambor e repique. Tecodonte era tratado com visão empresarial, empreendedora, já foi usada essa característica em outras histórias, inclusive nas de formato de tabloides, se opondo ao Horácio, que não se importava com dinheiro. Foi engraçado o entusiasmo do Tecodonte em pensar que Horácio era um grande músico tocando a nona sinfonia e chamar Horácio de Beethoven dos tempos pré-históricos" e que Beethoven nem sonhava em nascer ainda. Não teve paródia no nome dele, nem sempre parodiavam nomes famosos na época. 

Traços ficaram muito bonitos do estilo consagrado dos anos 1980. Embora maioria das histórias do Horácio eram escritas pelo Mauricio de Sousa, tudo indica que dessa vez não foi escrita por ele já que naquela fase o Mauricio só escrevia tabloides de jornais e essa foi história exclusiva de gibis, ainda assim, se for, o roteirista manteve as características fieis dos personagens como Mauricio fazia. Teve erro do dinossauro amarelo ficar branco no segundo quadro da última página. Foi republicada depois em 'Almanaque do Chico Bento Nº 17' (Ed. Globo, 1992).

Capa de 'Almanaque do Chico Bento Nº 17' (Ed. Globo, 1992)

sábado, 19 de setembro de 2026

Cebolinha: HQ "Duas Mônicas incomodam muito mais"

Mostro uma história em que o Cebolinha envolve a mãe da Mônica em plano infalível fingindo ser a Mônica para a mãe pensar que a Mônica era desobediente e dar castigo nela. Com 9 páginas, foi história de abertura de 'Cebolinha Nº 159' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cebolinha Nº 159' (Ed. Abril, 1986)

Cebolinha manda Cascão lhe dar parabéns, Cascão o cumprimenta, dizendo como pôde esquecer, deseja felicidades e que o presente ainda não comprou. Cebolinha fala que não é aniversário dele, é que o gênio bolou um plano realmente infalível contra a Mônica. Conta que a mãe da Mônica pode ser aliada para a derrotarem, as mães não querem que os filhos sejam desobedientes, mesmo a Mônica sendo obediente, vão pensar que a Mônica não seja com um deles se disfarçando de Mônica. 

Cebolinha resolve se disfarçar de Mônica porque o Cascão não ia passar pelo cheiro e fala para o Cascão distrair a Mônica na rua, não deixar ir para casa dela antes da hora combinada. Depois, enquanto Cascão distrai a Mônica, Cebolinha, disfarçado, vai à casa dela. Dona Luísa pergunta se a filha está de volta e comenta que o nariz está diferente, perguntando se ela brigou na rua. Cebolinha responde que brigou, sim, bateu em vários meninos inocentes. Dona Luísa manda ter modos, bater nos amiguinhos é feio. Cebolinha diz que sabe que eles não merecem, faz isso só para se exercitar.

Dona Luísa fala que Mônica está andando muito com os meninos, já está falando como o Cebolinha e não quer que fique mais tanto tempo na rua. Cebolinha insiste que quer, Dona Luísa manda a filha não ser malcriada. Cebolinha fala que vai sair  e pronto, Dona Luísa puxa a orelha dele, põe de castigo no banco, avisando que vai ficar uma semana sem sair de casa para aprender e "ai" se souber que andou batendo de novo nos amiguinhos. Cebolinha quer dar um jeito de sair dali, mas Dona Luísa grita para não se atrever, está espiando tudo da cozinha e Cebolinha fica aflito de como vai fugir de lá.

Enquanto isso, Cascão está contando piadas para distrair a Mônica, que se cansa e quer ir para casa. Cascão disfarça que tem uma história interessantíssima para contar, Mônica não quer mais saber de papo furado e tem que ir almoçar. Cascão ainda planta bananeira, não adianta e comenta consigo que não era a hora de ela ir e espera que o Cebolinha tenha saído.

Logo, Mônica chega em casa, Dona Luísa reclama que a filha saiu do castigo, Mônica pergunta que castigo e aí vê duas Mônicas e pergunta se será que é a idade que está vendo coisas. Cebolinha pensa que tem que agir rápido, Mônica fala que aquela menina é uma impostora e Cebolinha diz que a Mônica que é falsa. 

Seu Sousa aparece, dizendo que foi almoçar em casa hoje , se depara com as duas Mônicas e acha que está vendo dobrado. A esposa fala que são duas mesmo, Seu Sousa quer saber  por que não contou que eram gêmeas, Dona Luísa avisa que uma delas é impostora, mas não sabe qual delas.

Cascão, no lado de fora, fala que sabia que ia dar nisso e tenta ajudar o Cebolinha em dizer para os pais da Mônica quem é a verdadeira. Cebolinha pisca e Cascão diz que a da esquerda é a Mônica, manda os pais repararem que esta é mais gorducha e mais baixinha e os dentões são inconfundíveis. Mônica se irrita, Cascão fala que conhece a verdadeira muito bem, além do mais, o Cebolinha caprichou tanto na fantasia, mandando ele confirmar.

Mônica bate nos dois, Seu Sousa tenta impedir, mas Dona Luísa manda deixar, é coisas de criança. Depois, Cebolinha reclama que levaram surra, tudo por causa do Cascão, que se desculpa porque se empolgou. Cebolinha convida Cascão par almoçar na casa dele, Cascão aceita, esperando que consiga mastigar. Em casa, Dona Cebola pergunta quem é quem, não reconhecendo de tão surrados que os dois estavam.

História muito engraçada em que o Cebolinha cria plano infalível de se disfarçar de Mônica e fazer com que a Dona Luísa coloque a filha de castigo por desobediência e ela pensar que filha bater nos meninos é errado. Não acontece o que esperava porque Dona Luísa levou a sério e ele não conseguia sair do castigo, fazendo Mônica aparecer lá e os pais dela não sabiam quem era a verdadeira e quem era a impostora. Cascão entrega que era o Cebolinha disfarçado e os dois apanham e no final é Dona Cebola quem não consegue diferenciar quem era o filho e quem era o Cascão.

Cebolinha bem perverso, ideia era jogar a mãe contra a filha e não apanharem mais da Mônica porque tida vez que Mônica batesse neles, a Dona Luísa ia  bater nela. Cascão sempre estraga tudo, daria certo se ele não falasse de mais, era só parar de falar depois dos xingamentos. O legal que a condução do plano foi tudo no improviso do Cebolinha para a mãe da Mônica não descobrir porque tinha risco de ela descobrir e não conseguir ir adiante. Ele teve um grande jogo de cintura na hora de Dona Luísa perguntar sobre nariz diferente e jogar que quem era a impostora era a Mônica e sorte da Dona Luísa achar que estava falando errado porque estava andando muito com o Cebolinha.

O disfarce do Cebolinha ficou bom, mesmo assim os pais da Mônica muito burros de não saberem diferenciar a filha, mostrou que não conhecem bem, já que além de sinais óbvios de nariz e dislalia, a voz não seria igual, por mais que o Cebolinha afinasse. Dessa vez os pais da Monica viram a filha bater nos meninos e deixara porque eles mereceram. Com a mãe vendo o que os meninos eram capazes, mudou de ideia de achar que é feio Mônica bater nos meninos, viu que Mônica estava certa em bater.

Foi engraçado Cascão cumprimentar Cebolinha pensando que era aniversário dele, achar que a aliada contra a Mônica seria a Mulher-Maravilha, que a Mônica dá coelhadas na mãe, Cebolinha usar dentes de papelão no disfarce, Cebolinha dizer que Mônica bateu nos meninos inocentes para se exercitar, Dona Luísa achar que a dislalia é porque Mônica andava muito com Cebolinha, dizer que "será que é a idade que está vendo coisas" ao ver duas Mônicas, Seu Sousa perguntar se estava vendo dobrada e depois que a esposa não contou que tinham filhas gêmeas, e que tem dentões, Cascão dizer que tem olho clínico pra identificar verdadeira Mônica e falar que espera conseguir mastigar depois da surra.

Dessa vez não teve paródia da "Mulher-maravilha", na época nem sempre parodiavam nomes famosos. Incorreta atualmente por não ter mais histórias de planos infalíveis, principalmente com meninos tão perversos de jogar mãe contra filha, Dona Luísa puxar orelha da sósia da Mônica, pôr de castigo no banco, Cascão xingar Mônica de gorducha, meninos extremamente surrados após a surra, Cebolinha trocando "R" por "L" em pensamentos, Dona cebola com avental, além de expressão popular "papo furado". Tiveram erros de língua da Mônica branca no último quadro da página 7 do gibi e o do banco do Cebolinha branco no último quadro da página 8 do gibi.

Traços ficaram bons no estilo consagrado dos anos 1980. Propaganda inserida na história dessa vez do lápis "Labra" em uma página, na lateral direita. Nunca foi republicada até hoje, seria por volta de 1995, quando estavam republicando mais histórias de abertura do Cebolinha de 1986 nos Almanaques dele, mas não foi por esquecimento já que ainda não tinha politicamente correto nos gibis, talvez estavam reservando para um 'Coleção Um Tema Só' de Planos Infalíveis e acabaram se esquecendo, aí se torna rara hoje, só quem tem o gibi original que a conhece. 

Na capa do gibi, teve etiqueta de preço devido a mudança da moeda de Cruzeiro para Cruzado no brasil só que colocaram em local diferente, ideal seria em cima do preço original, bom que vimos de cara a comparação de preço e teve uma leve redução de preço, visto que o Cruzado era apenas o valor do Cruzeiro dividido por mil.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Magali e Mingau: HQ "Nem tudo que mia é gato!"

Mostro uma história em que a Magali gravou o miado do Mingau em um gravador e ele pensou que era outro gato. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Magali Nº 248' (Ed. Globo, 1998).

Capa de 'Magali Nº 248' (Ed. Globo, 1998)

Escrita por Paulo Back. Magali canta em um gravador, depois confere, acha que ficou legal e se considera uma cantora. Em seguida, ela vê o Mingau e pergunta se ele é cantor, Mingau diz que todo gato é cantor, família dele tem veia artística e que o seu tio é o "Palvaroti" dos telhados. Magali quer fazer teste e pega o gravador. Mingau cheira e sai, dizendo que se não tem cheiro de atum, não é massa.

Magali diz que é para o Mingau cantar, ele pergunta para que se está namorando ninguém, mas como a plateia pede, ele canta. Magali não curte, fala que ele não canta, só mia e verifica como ficou no gravador. Mingau estranha o miado no gravador e pergunta o que é isso e acha tem um outro gato em casa. Magali toca de novo e Mingau pergunta cadê o gato. Magali acha que Mingau gostou, toca de novo, ele reprova e sai correndo.

Magali avisa para o Mingau que é só um gravador, não precisa fazer escândalo e Mingau quer que ela tire aquela coisa perto dele. Magali toca de novo, Mingau quer atacar o gravador e manda ela fugir que tem outro gato ali dentro. Magali percebe que ele acha que tem outro gato ali e Mingau pergunta se acha que o miado é dele. 

Mingau vai tirar soneca e Magali toca o gravador, Mingau se assusta, saindo correndo, perguntando cadê o gato, procura debaixo do sofá, Magali toca o gravador quando ele não vê, o assustando mais uma vez, ele arranha o sofá procurando pelo gato e Magali dá gargalhada. A fita do gravador acaba, Magali avisa que o miado dele está gravado na fita, o chama de burrinho e só ele para confundir uma gravação com outro gato. 

Depois, ela comenta que os bichos são tão bobos, não sabem as diferenças entre as coisas verdadeiras e as falsas e só os humanos sabem, porém quando ela assiste a uma receita de bolo de morango com nozes, fica lambendo a televisão como se tivesse comendo o bolo e Mingau se pergunta se os humanos realmente sabem diferenciar.

História boa em que Magali grava o miado do Mingau no gravador e ao ouvir ele pensa que tem um outro gato na casa e depois passa a pensa que o gato estava dentro do gravador. Depois de muitas tentativas da Magali para atazanar, Mingau descobre que era uma fita com o miado dele gravado e que fez papel de bobo. Magali no final acha que é mais esperta que os gatos, mas fez mesma coisa sem distinguir coisas verdadeiras das falsas quando passa a lamber televisão vendo receita de bolo.

Coitado do Mingau judiado pela Magali o tempo todo, não sabia o que era gravador e pensava que era um outro gato na casa, levando susto. Para piorar, Magali ficava tocando o miado o tempo todo aumentando os nervos dele. Primeiro ela até pensava que que o Mingau estava gostando de ouvir, mas depois que percebeu que ele achava que era outro gato, aí que ela resolveu tocar para judiar e dar susto nele de propósito, gostando de fazer o gato de bobo. 

Tocar gravador enquanto estava dormindo foi o pior para o Mingau, o salto de susto que deu foi grande. Se ela via que Mingau não gostava, podia parar, mas queria vê-lo com susto e procurando pelo outro gato e ainda dava gargalhada. Só parou a brincadeira porque a fita parou senão ficava horas judiando do gato. Aí, foi determinante para ele descobrir que era o seu miado o tempo todo e Magali agiu como ele  no final achando que o bolo na TV era de verdade, quando se trata de comida para Magali acha que tudo é real. 

Foram engraçadas tiradas do Mingau de que todo gato é cantor, família tem veia artística, que o tio dele é o "Palvaroti" dos telhados, perguntar para que cantar se não está namorando ninguém com referência a serenatas que faz para as gatas no telhado, dizer que se mia porque é um gato, o medo do Mingau achando que o miado no gravador de outro gato e querer avançar no outro gato e ficar procurando, o salto dele quando Magali tocou o miado enquanto estava dormindo, a descoberta que era só uma fita e Magali lambendo televisão querendo comer o bolo da receita. A paródia foi do Pavarotti como "Palvaroti". Dessa vez a referência á comida foi só no final, o foco foi a conversa entre Magali e Mingau.

Foi estilo de histórias da Magali só com Mingau dentro de casa mostrando costumes de cotidiano dos gatos, o Paulo Back tem vários gatos em casa e ajudava a se inspirar em histórias assim, no caso nesta de costume de gatos não gostar de outro gato invadindo seu território e estranhar próprio miado em um gravador. Seria o mesmo que gato se olhar no espelho e achar que é outro gato e pode ter sido inspiração real de ter gravado miado de um de seus gatos em gravador. Nessas histórias, Magali e Mingau conversavam discutiam, um podia trolar o outro, às vezes com participação rápida dos pais da Magali, e em muitas vezes dava para entender o que a Magali entendia o que ele pensava e normalmente histórias assim não tinha ligação com comida.

Esse estilo de histórias começou a ser notado em 1998, mas que ficou com frequência bem maior a partir dos anos 2000 até toda a primeira série da Panini, quando Mingau predominava nos gibis da Magali, tinham gibis que chegavam ter até 3 histórias assim com ele. Uma ou outra ocasional fica legal, mas o excesso de Mingau desgastava muito tomando conta dos gibis da Magali e ficava muito repetitivo. Hoje em dia o Mingau raramente aparece, mais em figuração, sem mais histórias próprias ou contracenando assim só com a Magali, por conta do politicamente correto e também porque o Paulo Back está muito tempo sem histórias escritas por ele nos gibis, desde a terceira série da Panini anda sumido, foram poucas desde então. 

Traços ficaram bons, típicos da segunda metade dos anos 1990. Incorreta atualmente por Magali judiar do gato, deixá-lo assustado, lamber televisão querendo comer o bolo da receita, além de coisas datadas como aparelho de gravador com fita cassete e TV de tubo. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Capa da Semana: Cebolinha Nº 129

Nessa capa, Cebolinha está como uma flor e Mônica o rega achando que ele era uma flor de verdade. A capa faz referência à história "A florzinha do Cebolinha" em que ele destrói uma flor da Mônica sem querer e finge que é uma para não apanhar, mas na capa assim solta até que parece uma gag, tipo a Mônica dando castigo no Cebolinha depois de ter aprontado com ela. Ficou engraçada.

Capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 129' (Ed. Globo, Setembro/ 1983).