segunda-feira, 20 de julho de 2026

Mônica e Magali: HQ "Quase irmãs"

Em julho de 1996, há exatos 30 anos, foi publicada a história "Quase irmãs" em que Mônica e Magali resolvem ser irmãs porque sempre são unidas e nunca brigam . Com 9 páginas, foi história de abertura de 'Mônica Nº 115' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Mônica Nº 115' (Ed. Globo, 1996)

Mônica e Magali veem Denise e a sua irmã Soninha brigando por causa de lápis de cor e Mônica comenta que se tivesse uma irmã nunca brigaria com ela e sempre foi louca para ter uma irmã e Magali concorda. Mônica tem ideia das duas serem irmãs e Magali gosta e diz que cada dia uma dorme na casa da outra. Dona Luísa deixa Magali dormir na casa e, assim, Mônica e Magali passam a ser irmãs.


As meninas contam a novidade para Cebolinha e Cascão, que falam que como que pode, a Mônica não é magricela e a Magali não é dentuça. Mônica bate neles, Magali agradece e Mônica fala que uma defende a outra e a outra defende a uma. Depois, vão para casa tomar banho e jantar, Dona Luísa  fica sabendo que elas são irmãs, Magali põe a camisola da Mônica, que por causa disso coloca um pijaminha.

No jantar, Magali toma toda a sopa dela em segundos e toma a sopa da Mônica, que nem tinha dado tempo de tocar nela e Magali sai da mesa, dizendo que detesta ver comida esfriando, precisando Dona Luísa servir outro prato de sopa da Mônica, que diz para o pai, Seu Sousa, que resolveram ser irmãs porque elas se dão muito bem. 


Em seguida, Mônica vê Magali assistindo a novela na TV, Mônica avisa que não é esse programa que ela gosta, Magali diz que falta pouco, só 5 partes e Mônica vai para cama dormir mais cedo. No quarto, Dona Luísa puxa a bicama para Magali dormir, depois ela chega dizendo que foi romântico e pede desculpas, perguntando se acordou a Mônica, que responde que só completamente. Magali pede desculpa, elas dão boa noite e vão dormir.


Magali ronca, Mônica acorda a Magali avisando que não consegue dormir com esse barulho e vai ligar o rádio para não ouvir o ronco. Magali acha que a mana tem mau gosto musical, muda de estação e Mônica diz que desse tipo de música quem não gosta é ela e que vai mudar para outra estação e fim de papo. Voltam a dormir, Magali puxa a coberta, fazendo Mônica vir junto dela e brigam. Dona Luísa manda as duas pararem de brigar, estão tentando dormir e elas falam que não estavam brigando, as duas nunca brigam e passam a dormir em paz.


Na manhã seguinte, Mônica e Magali estão brigando logo após que acordaram, Magali quer usar o melhor vestido da Mônica, que não quer emprestar. Magali alega que não levou roupa, Mônica avança nela, as duas brigam feio e Dona Luísa separa, falando que é claro que a Mônica vai emprestar uma roupa e Magali poderia escolher uma  outra roupa que a Mônica goste menos e dá bronca que assim vai mal, que elas tem que se entender, afinal, vão ser irmãs para vida toda.

Mônica e Magali pensam uma coisa, depois vão para rua e Denise e Soninha comentam que Mônica e Magali são sempre unidas, Denise pergunta se agora são irmãs e como conseguem sem brigar. Mônica responde que ouviu mal, elas são quase irmãs e que na verdade são apenas amigas, grandes amigas e Magali concorda.


História legal em que Mônica e Magali se tornaram irmãs para provar que nem todas as irmãs brigam. Só que não demorou muito após elas morarem juntas para começar as desavenças e passarem a brigar. Mônica ainda foi tolerante com Magali pegando camisola, comer a sopa dela e não ver o programa que ela gosta, mas depois que dormiram juntas começou a desandar e brigaram feio. No final desistiram de serem irmãs e continuarem a ser grandes amigas.

Como nunca brigavam como amigas, achavam que também podiam não brigarem como irmãs, mas se enganaram. Não aguentaram ser irmãs nem por 24 horas. Tudo flores no início, depois passaram a brigar. Não tem jeito, por mais que são dão e se amam, irmãos sempre brigam. Aprenderam que sendo amigas e não morando juntas a amizade vai durar mais.


Bem legal a inocência das crianças de só uma dormir na casa da outra já eram consideradas irmãs no papel. Dona Luísa entrou na brincadeira, sabia que não seriam irmãs por causa disso e queria ver até onde iria isso e elas aprenderem na realidade que não daria certo. A Mônica se saiu como uma irmã mais insuportável e implicante, achando ruim Magali não ver programa de TV que ela gosta, roncar e querer usar o vestido que ela mais gosta. Magali só errou em tomar a sopa da Mônica seguindo sua característica de comer o que os amiguinhos comiam não contente de já ter comido a sua e trocar de rádio subindo em cima da Mônica. Já roncar, virar coberta não teve culpa, foi sem querer e automático do sono.

Tinham coisas que podiam ter sido evitadas como só uma coberta para as duas, Dona Luísa poderia disponibilizar uma coberta para cada ou Magali ter levado uma de casa, afinal, claro que ao virar de lado dormindo, coberta vai sair do lugar. Também Magali devia usar a roupa que ela foi antes de dormir ou ter lembrado de levar roupa e camisola da casa dela, de qualquer forma, optou por usar o vestido amarelo dela ao sair da casa da Mônica no final.


Mônica só tem vestido vermelho do mesmo modelo, incrível ela identificar o vestido que ela mais gosta. Ficou na imaginação do leitor que músicas que as meninas não gostavam e precisaram mudar de estações de rádio. Dessa vez Mônica brigou com Magali e bateu nela sem ter sido sem querer, normalmente quando Magali apanhava da Mônica na época era por acaso, sem caso pensado. E na vida real elas são irmãs, já que as personagens foram inspiradas nas filhas do Mauricio, Mônica Sousa e Magali Spada.

Foi engraçado Cebolinha e Cascão provocarem por elas não se parecerem fisicamente, Magali tomar a sopa da Mônica achando que ela não estava com fome, Magali roncar, depois subir na barriga da Mônica para mudar estação de rádio, meninas brigarem por causa de vestido.


Denise com visual diferente a cada história como era padrão na época, sendo que esse visual foi o que mais apareceu na fase que não tinha visual definido. Denise com irmã Soninha nessa história, foi a única vez que a Soninha apareceu na fase da Denise sem traços e personalidade definidos, e anos depois o roteirista Emerson Abreu voltou com a Soninha só que agora como uma irmã imaginária da Denise. 

Foi história póstuma da Rosana. Incorreta atualmente pelas meninas brigarem como irmãs por tão pouco, tendo até enfrentamento violento formando espiral de briga (aliás, esse espiral com personagens brigando eram ótimo recurso), Magali assistindo novela com cena de romance, podiam implicar com TV de tubo e rádio de pilha por serem datados, além das palavras proibidas "louca" e "gozado". A Dona Luísa de avental na cena lavando louça aceitariam porque estava fazendo atividade doméstica.


Traços ficaram bons do estilo dos anos 1990 com língua das personagens ocupando mais espaço na boca. A colorização a partir de julho já passou a ter variados tons de marrom, sem ser o único marrom pra tudo, porém ainda colorização escura no geral. Fundo degradê já ficou quase totalmente inexistente,  sendo que teve um destaque bom em volta da Lua, ficava bonito assim parecendo noite de verdade e continuaram assim em toda a fase da Globo após. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

sábado, 18 de julho de 2026

Tirinha Nº 126: Magali

Nessa tirinha, Cebolinha avista a Magali e pergunta se ela quer tomar sorvete e Magali, mais que depressa toma o sorvete da mão dele. Já olhando, Cebolinha já sabia que não viria coisa boa, quis ser educado e ela foi mais esperta porque não se contentaria com uma mordida, queria todo para ela e fez o trocadilho de tomar  de "chupar sorvete" com tomar de "tirar da mão", "roubar".

Foi engraçada a cara da Magali tomando o sorvete da mão do Cebolinha e a cara dele de surpreso com o que ela fez. Era muito bom a Magali assim capaz de tudo para conseguir as comidas e guloseimas dos amigos, fazendo planos para conseguir e até roubar na cara-de-pau e sem arrependimento, e quando eles pediam comida para ela, recusava dividir. 

Tirinha publicada em 'Magali Nº 135' (Ed. Globo, 1994).

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Cascão: HQ "Bom até de olhos fechados"

Estamos em época de Copa do Mundo e mostro uma história em que o Cascão não dorme na véspera da final do campeonato de futebol que ia jogar e tem dificuldade de jogar por ter sono durante o jogo. Com 9 páginas, foi história de abertura de 'Cascão Nº 41' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Cascão Nº 41' (Ed. Globo, 1988)

Cebolinha vai embora da casa do Cascão dizendo para ele dormir bem para jogar com tudo amanhã porque precisam derrotar o time do Tião. Depois, Cascão fala que claro vão derrotar o time do Tião com ele jogando na equipe e avisa à mãe que já vai dormir já que amanhã é final do campeonato.

Na cama, Cascão fica ansioso, esperou tanto por esse dia, vai fazer muitos gols e a torcida gritar pelo nome dele, vão faturar a taça e quem vai carregar é ele, aí acha melhor dormir para repor as energias para a grande final só que não consegue e pergunta por que será. Ele dá uma olhada na sacola  que vai levar para o jogo, vê que está tudo ali até seu chaveirinho da sorte, volta para a cama e fica a madrugada em claro pensando que tem que dormir.

Amanhece, Dona Lurdinha chama o Cascão avisando que é a grande final e ele diz que sabe e que não dormiu a noite toda. A mãe pergunta como ele vai jogar, Cascão, enquanto troca de roupa, diz que não tem problema, está firmão, sem sono, se aguentou até agora, aguenta até a grande final e desaba de sono. Dona Lurdinha o acorda, diz que é melhor ele voltar para a cama, Cascão fala que perder a final, nunca, o time depende dele. A mãe diz quem sabe se ele lavar o rosto, Cascão avisa que está bem acordadinho e sai de casa depressa.

Na rua, Cascão reclama que era só o que faltava e pode aguentar muito bem sem isso. No campinho, Cebolinha comenta que chegou cedo, o time do Tião nem chegou ainda e pede para sentar no banco junto com os outros enquanto prepara as estratégias do jogo deles. No banco, Cascão pensa que sentado sem fazer nada vai acabar dormindo mesmo e resolve ficar se distraindo com o que acontece no campinho. 

Vê Cebolinha batendo papo com Franjinha, Titi chegando de ponta-cabeça, acha que é para chutar melhor as bolas voadoras e vê várias bolas voadoras, achando que mudaram as regras do futebol, que deveria ser só uma. Cebolinha chama Cascão, que estava dormindo, e ele confessa que não dormiu a noite toda pensando nesse bendito jogo. Cebolinha manda falar baixo, o time do Tião é capaz de qualquer malandragem para derrotá-los, não podem descobrir que o melhor atacante está morrendo de sono.

O time do Tião chega e ele diz que não sabe como os fracotes chegaram á final, mas que vão tirá-los da parada já, já, não vão dar nem para o segundo tempo e Cebolinha diz que isso que nós vamos ver. Começa o jogo, Cascão está mais para lá do que para cá e bola passa entre as pernas dele. Depois, anda e para até perto da trave, Tião quase marca gol se a bola não bate na cabeça do Cascão e comemoram que ele tirou a bola em cima.

O jogo continua, a turminha faz dois gols, time do Tião empata e tem esperança nos minutos finais do jogo com Tião segurar o Cebolinha e ter pênalti para turminha. Cascão cobra o pênalti, um garoto do time do Tião avisa que Cascão está caindo de sono. Time do Tião canta cantiga de "Nana, neném" e Cascão dorme em pé no campo. 

O sono é profundo, Cascão sonha que ganharam a taça e Tião falando que agora ele tem que tem lavar o rosto. Quinze segundos para acabar o jogo, Cascão, dormindo, diz que lavar rosto, não, isso não estava nas regras, é para tirar a água pra lá, chutando a bola forte para o gol. A turminha fica feliz que graças ao Cascão eles ganharam a grande final. No final, eles carregam a taça com Cascão dormindo em cima dela e Cebolinha diz que não sabe se foi desse jeito que o Cascão sonhou ser carregado em um triunfo. 

História legal em que Cascão tem ansiedade do jogo da final do campeonato de futebol, não consegue dormir na véspera e passa a ter sono na hora da partida. Com certa dificuldade, os times empatam o jogo e na disputa de pênalti Cascão faz o gol dormindo e seu time ganha o troféu graças ao sonho de que teria que lavar o rosto após ter sido campeão.

A ansiedade deu insônia no Cascão, se dormir não tinha como render no jogo de futebol, em condições normais dava para ele golear. Nem dava para remarcar a partida para tarde ou outro dia porque o time do Tião não ia aceitar. Quem sabe se tomasse café conseguiria ficar mais ligado. Cascão sonolento não jogou bem , time ficou praticamente sem o seu principal atacante, teve sorte que a bola do Tião caiu em em cima da cabeça do Cascão, impedindo a partida ser 2 a 1 antes do pênalti. 

Tião foi provocar pênalti, teve ideia de cantar canção de ninar que serviu como sonífero para o Cascão pensando que não ia bater pênalti e teve azar de não contar que Cascão ia sonhar e chutar bola como se fosse a taça com água no sonho. Antes deixasse o Cascão chutar sonolento, não teria força e poderia errar o pênalti. Bom para turminha que conseguiu o título, só tiveram muita coragem de escolherem o Cascão a bater pênalti no estado sonolento que estava, podiam ter pedido para outro menino bater. Acreditaram que cascão seria bom até de olhos fechados e tiveram sorte.

Engraçado Cascão ter chaveiro da sorte, quando Dona Lurdinha recomenda lavar o rosto, Cascão avisa que está bem acordado e sai de casa depressa, as imaginações de Titi de ponta-cabeça e as bolas voadoras, bola do Tião caindo na cabeça do Cascão evitando o gol, letra modificada de "Nana, neném" com times de futebol, Cascão dormir imediatamente com a canção de ninar e fazer gol imaginando que estava chutando a taça com água. 

Interessante que Cascão saiu de casa em jejum sem tomar café-da-manhã e a mãe nem ligar. As camisas do uniforme do time do Cascão se pareceram com a da Seleção Argentina e as camisas do time do Tião, do Flamengo. Sendo que camisas da turminha também lembram a do Grêmio,  só que sem listas pretas. O Tião e os outros garotos do time dele apareceram só nessa história, bem que davam para terem ficado fixos em histórias de futebol causando rivalidades.

História foi da característica do Cascão gostar de futebol e ser um grande craque da bola. Ainda que prevaleceu o futebol, a sua característica de medo de tomar banho foi citado pela Dona Lurdinha  recomendar lavar rosto e foi fundamental para o desfecho, então não foi completamente descartada dessa vez. Incorreta atualmente por criança com insônia por causa de jogo de futebol, jogar com sono, Dona Lurdinha de avental, menino negro com círculo rosa em volta da boca, além de palavras e expressões de duplo sentido proibidas "Diacho!", "Meu Deus!", "pregado", "morrendo de sono".

Traços ficaram muito bonitos da fase consagrada dos personagens dos anos 1980. A colorização seguiu um tom um pouco mais escuro, porém com o padrão de tons pastéis e destaque de tons diferentes do azul, vermelho e amarelo, típicos dos gibis de 1988.

sábado, 11 de julho de 2026

Turma da Mata: HQ "Tirando vantagem"

Mostro uma história em que a Turma da Mata sofreu com terremotos e destruições de casas na vila após surgir um instrutor de ginástica que dava aulas de  "cooper" com os bichos pesos-pesados, precisando Raposão e Coelho caolho intervirem com o instrutor Com 5 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 289' (Ed. Globo, 1998).

Capa de 'Chico Bento Nº 289' (Ed. Globo, 1998)

Toda a Floresta do Matão fica estremecida, as coisas das casas se destroem e os bichos fogem desesperados com o barulho "bumba-bumba" da aula de "cooper" do instrutor de ginástica com os bichos pesos-pesados. Raposão não aguenta mais e vai junto com Coelho Caolho falar com o instrutor, quando no caminho encontram o Jotalhão, que também entrou no ritmo de malhação e diz que resolveu deixar de ser preguiçoso e cuidar mais da saúde e pergunta se ele parece o modelo da geração "gueitorade".

Raposão e Coelho Caolho respondem que ele continua gordo, está adiantando nada, só está destruindo a vila e o que o instrutor é picareta, está tirando dinheiro fácil de todos eles. Jotalhão diz que ele cobra nada, é um trabalho voluntário e os leva até o instrutor. Raposão e Coelho Caolho falam que desde que ele apareceu com esse programa de ginástica a vila ficou em pandarecos e as casas deles estão precisando de reformas. O instrutor pede perdão, só achou que alguém precisava tratar da saúde do pessoal, se ofereceu como instrutor e eles estão se sentindo superbem, malhando e cuidando mais de si mesmos. 

Raposão e Coelho Caolho se emocionam, o instrutor volta a trabalhar. Coelho Caolho comenta que ele parece ser um cara legal e os dois vão á loja de material de construção para comprarem cimento e tijolo para reformarem as tocas deles. No caminho, comentam que pensavam que o instrutor estava engrupindo e só queria se aproveitar do pessoal e acham que nem todo mundo quer tirar vantagem em tudo e quando chegam lá, descobrem que o instrutor era o dono da loja de materiais de construção.

História legal em que surge um instrutor de ginástica para dar aula de "cooper" para os pesos-pesados da mata, só que os pesos deles correndo juntos causavam terremotos e destruíam as casas. Quando Raposão e Coelho Caolho vão falar com o instrutor, se convencem que só o instrutor queria ajudar na saúde do pessoal com o trabalho voluntário. Só que no final descobrem que era tudo interesse, dava aula de ginástica de graça para depois cobrar dos moradores os materiais de casa para reformarem as casas destruídas.

Não é à toa elefantes, hipópotamos, baleia fazendo ginásticas juntos iam estremecer tudo. Primeiro, Raposão e Coelho Caolho até pensavam que o instrutor era picareta porque cobrava as aulas para o pessoal continuarem gordos, depois passaram a acreditaram na desculpa da boa ação de melhorar saúde e autoestima do povo e depois quebraram a cara com coisa pior de a intenção era quebrar as coisas da casas para poderem comprar os materiais de construção da loja que ele inaugurou lá. De fato, melhorou saúde e autoestima dos alunos, mas em compensação tinham suas casas destruídas, até mesmo as dos alunos.

Antes pensassem que o interesse em tirar dinheiro dos alunos, a decepção seria menor, sentiram o golpe com a verdadeira intenção de dar aulas para o povo da mata. Agora com o final aberto, fica a dúvida de como continuou, o que fizeram com o instrutor, se cobraram dele indenização das casas destruídas, ou ficar por isso mesmo, etc, fica na imaginação de cada um. 

Foi engraçado os bichos fugindo com medo do barulho dos alunos correndo, tendo suas casas destruídas, Jotalhão com roupa de ginástica, fone de ouvido e walkman e perguntar se parece o modelo da geração "gueitorade", baleia fora d'água fazendo ginástica e a descoberta no final do Raposão e Coelho Caolho com o instrutor golpista. A paródia da bebida gatorade foi aportuguesar como "gueitorade".

História discutiu a índole das pessoas, que ninguém faz as coisas por bondade e só querem levar vantagem em tudo. Claro que existem pessoas honestas, mas a grande maioria faz tudo por interesse, nos anos 1990 já existiam picaretas e golpistas e em cada época a situação só piora. Incorreta atualmente por mostrar um instrutor interesseiro e querer dar golpe, sem um final feliz para Raposão e Coelho Caolho, chacota com gordos que quando correm causam barulho ensurdecedor, terremoto e destroem casas dos outro, Raposão levar pancada de madeira na cabeça, podiam implicar com walkman por ser coisa datada, além de palavras e expressões de duplo sentido proibidas como "infernal", "picareta" "ficou em pandarecos", "engrupindo".

Traços bons, típicos de histórias de miolo da segunda metade dos anos 1990. Os quadros com ondulações representando gramas que passaram a adotar assim a partir de 1996, retornando o estilo de enquadramento como eram nos anos 1970. Tiveram erros de que o coelho que estava olhando na toca com estatura do Coelho Caolho teria que ser um filho do Coelho Caolho ou a Dona Coelha no primeiro quadro da segunda página e também Coelho Caolho falando de boca fechada no primeiro quadro da penúltima página. Normalmente os gibis quinzenais do Chico Bento tinham histórias de secundários com a Turma do Papa-Capim, porém entre 1993 a 2002, algumas vezes tiveram a Turma da Mata  e Piteco como secundários no lugar e após 2003, quando o gibi do Chico virou mensal, Turma da Mata ficou em definitivo nos gibis dele junto com Papa-Capim e Piteco.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Mônica: HQ "Andar sem sapato é perigoso"

Compartilho uma história em que a Mônica se dá conta que andar descalça é perigoso para machucar os pés. Com 4 páginas, foi história de miolo de 'Mônica Nº 158' (Ed. Abril, 1983).

Capa de 'Mônica Nº 158' (Ed. Abril, 1983)

Um homem olha par aos pés da Mônica e pergunta se ela está esquecendo nada. Mônica olha por baixo do vestido pensando que era a calcinha e vendo que estava, diz que acha que não. O homem fala que está esquecendo os sapatos e ela responde que não esqueceu, que está sem eles porque não usa sapatos. o homem diz que é perigoso porque ela pode se machucar com prego ou um caco de vidro, mesmo que nunca aconteceu, não é bom facilitar e vai embora.

Mônica se pergunta será que pode acontecer mesmo, quando quase pisa em um prego e depois cascão fala para ela ter cuidado, se ele não avisasse, quase pisaria nos cacos de vidro no chão. Em seguida, vê Magali com pé enfaixado por ter pisado no espinho e Mônica diz que é isso que dá andar descalça e logo se toca que não pode falar da Magali se ela também não usa sapatos. Assim, Mônica compra sapatos na loja e depois de um tempo usando diz par ao Jeremias que ela está com calo nos pés.

História legal, a Mônica não tinha noção que andar sem sapato podia se machucar pisando sem querer onde não deve e resolve usar sapato, porém passa a sofrer com calos nos pés por causa disso. Viu que é perigoso não usar sapato, mas também não é bom usá-los. Antes não tivesse seguido conselho do homem que aí não teria calos até porque ela nunca se machucou andando descalça e se pisasse em alguma coisa errada, seria puro acidente. Outra alternativa seria comprar sapato mais largo, sem ser tão apertado.

Foi engraçado a Mônica achar que estava sem calcinha após o homem avisar que ela estava esquecendo nada e ela levantar o vestido com vergonha para confirmar, acabou o homem se passando por pedófilo por ficar reparando se criança estava de calcinha ou não, e também a Mônica querer dar lição para Magali que pisou em espinho porque anda descalça, sendo que ela também anda descalça, tinha direito nenhum de dar lição de moral em alguém, o mesmo do Cascão avisá-la dos cacos de vidro e ele também não usa sapato, tem que ter cuidado também como a Mônica, e no final ela ficar com calos por ter usado sapato. Também era muito boa a autonomia das crianças, Mônica entrar na loja e comprar sapatos sozinha tranquilamente sem presença da mãe, do pai ou de algum adulto.

Muitas vezes tinham histórias de personagens se questionando por que não usam sapatos e não têm dedos nos pés, ou então sofrendo por causa disso, eram boas histórias assim. Como recebiam cartas com crianças perguntando sobre esses detalhes dos pés dos personagens, aí faziam histórias explicando perguntas nas cartas, afinal, tudo servia de inspiração para os roteiristas. A partir dos anos 2000, roteirista Emerson Abreu mudou esse conceito e MSP passou a adotar que os personagens usam meias de cor de pele e, com isso, ajudou o politicamente correto mostrando que eles não andam descalços e tem dedos nos pés, as meias que escondem, e não passaram a colocar personagens usando sapatos por causa das meias.

História ensinou de forma divertida que não devemos andar descalços, precisando até Magali sofrer pra mostrar a real, e que também não devemos usar sapatos apertados para não dar calo, a gente aprendia muito nessas histórias antigas com os erros dos personagens, porém é incorreta hoje em dia por mostrar no final que usar sapato é ruim, Magali com pé enfaixado por ter pisado em espinho, Mônica levantando vestido e mostrando calcinha, homem reparar em calcinha de criança na visão da Mônica, criança com autonomia para ir em loja sozinha comprar sapato sem presença de adulto junto, Mônica conversar com estranho na rua, não ter final feliz para Mônica, sofrer com calo, e Jeremias com círculo em volta da boca representando lábios no penúltimo quadro e lábios bem exagerados no último quadro.

Traços bons, bem simples, típicos de histórias de miolo dos anos 1980. Tiveram erros da pele da testa do homem perto do topete nos dois últimos quadros da primeira página com as cores branca e azul, respectivamente, ausência de traços na curvatura de cada pé da Mônica separando pés das pernas no 3º quadro da 2ª página e Jeremias com círculo da boca em um quadro e lábios no outro e pintados de brancos em vez de rosas. Nunca foi republicada até hoje, poderia ter sido a partir de 1988, mas acabaram esquecendo e aí fica sendo rara hoje em dia, só quem tem o gibi original que conhece.