domingo, 11 de outubro de 2026

TOP Núcleos Secundários do Mauricio

Mauricio de Sousa criou várias turmas paralelas além da Turma da Mônica e nessa postagem vou mostrar os Top Núcleos de Secundários, rankeando cada núcleo na ordem que mais gosto e falar um pouco sobre cada um. O post foi sugerido pela comentarista do Blog Isabella Junqueira.

Nos últimos anos foram 10 núcleos que estavam saindo nos gibis e se tornaram mais famosos. A Turma da Mônica ou Turma do Bairro do Limoeiro o principal de todos criado em 1960 e protagonizados por crianças com cada um dos personagens principais, Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali (e agora a Milena), tendo suas próprias revistas e seus amigos Xaveco, Franjinha, Anjinho, Jeremias, Titi, Anjinho, Denise, etc, como coadjuvantes do núcleo. Todos os outros núcleos passaram a ser secundários para diferenciarem do estilo de histórias da Turma da Mônica.

Turma da Mônica

A Turma do Chico Bento é um núcleo secundário marcante, criado em 1961 e que ganhou relevância considerado como segundo núcleo principal quando o Chico Bento passou a ter revista própria em 1982, mostrando o meio rural e costumes da roça, com Chico Bento como um menino humanizado que pode ser preguiçoso, arteiro, desobediente, burro na escola, teimoso, amoroso, de acordo com quem contracena, tem humor, transmite mensagens positivas, e tem vários coadjuvantes como Rosinha, Zé Lelé, Zé da Roça, Hiro, Nhô Lau, Professora Marocas, entre outros.

Turma do Chico Bento

Vale a pena citar dois núcleos que também eram frequentes nos gibis. A Turma do Pelezinho, criado em 1976 baseada no jogador de futebol do Pelé, com histórias mais voltadas ao futebol, podendo ter também outros estilos de histórias para diferenciar, e personagens como Cana Braba, Bonga, Frangão, Neusinha, Samira, etc, inspirados nos amigos do Pelé na infância. Pelezinho teve revista própria entre 1977 a 1982 pela Editora Abril, depois seguiu com edições ocasionais de almanaques, especiais de Copa e Gibizinhos até em 1992 misturando inéditas e republicações e um breve retorno com revistas e especiais entre 2012 a 2014 pela Editora Panini, aí só com republicações. E ainda serviu depois para criarem os núcleos genéricos de futebol que também tiveram revistas próprias como Ronaldinho Gaúcho entre 2006 a 2015 e Neymar Jr. entre 2013 a 2015, ambos pela Editora panini.

Turma do Pelezinho

E o outro núcleo "Os Souza", criado em 1968 em tiras de jornais circulando até em 1989, com histórias saindo em gibis entre 1980 a 1988. Foi uma família composta pelo casal Seu Souza, o chefe da família que trabalhava em escritório, Dona Sousa, esposa dele que era dona-de-casa e o Mano, irmão do Souza, mulherengo e folgado que morava de favor na casa do irmão e queria saber nada com trabalho. Histórias mostravam cotidiano do casal e as trapalhadas do Mano e mais voltado ao público adulto, tipo para os pais que liam os gibis dos filhos. 

Turma Os Souza

Agora mostrarei o ranking com os outros núcleos do Mauricio, focado apenas nos 8 famosos que tiveram histórias de miolo nas revistas desde 1970 de cada personagem principal da Turma da Mônica e do Chico Bento e que não tiveram revistas próprias ou até que tiveram por um breve período e depois cancelado. Gosto de todos os secundários, só mostrarei a ordem de preferência entre eles. Lembrando que períodos das Editoras Abril e Globo tinham gibis certos para cada secundário aparecer, dando identidade para os gibis, e a partir da Panini, qualquer secundário pode ter história em qualquer revista, sem identidade e isso será falado também em cada caso.

8º LUGAR: Turma da Mata

Turma da Mata é um núcleo formado por animais variados ambientados na Floresta do Matão e vivem em uma hierarquia onde tinha um rei e todos outros como súditos. Histórias mostravam cotidiano deles na floresta com muito humor, assim como poderia ter críticas sociais, políticas e também alertar sobre problemas ambientais e extinções de animais. Histórias da Turma da Mata saem nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica) e nos últimos anos saindo nos gibis do Chico Bento.

Personagens desse núcleo Jotalhão, Raposão, Coelho Caolho, Tarugo, Rita Najura, Rei Leonino, etc. Foi o único núcleo que não teve um protagonista fixo. Inicialmente em 1961 nas tiras de jornais a intenção do Mauricio era o Raposão ser o protagonista, quando o Jotalhão passou a ser garoto-propaganda do extrato de tomate da "Cica", ele passou a ter um destaque maior e ser mais conhecido de todos os outros, porém não é o protagonista oficial, visto que nos anos 1970 o protagonismo era divido com Jotalhão, Rei Leonino e Caolho Caolho, depois todos com histórias com presenças por igual, sem ter protagonismo definido, por isso o núcleo é denominado por Turma da Mata, sem ser "Turma do Personagem" como os demais núcleos.

Turma da Mata: Jotalhão, Raposão, Coelho Caolho, Tarugo, Rita Najura, Dona Corujoca, Rei Leonino, Ministro Luís Caxeiro Praxedes, Dona Coelha, Coelhinhos do Coelho Caolho e Dona Coelha, Melissauva

Cada personagem podia protagonizar histórias solo. O que mais gostava eram das histórias do Rei Leonino e do Jotalhão, adorava o Rei Leonino como um mal governante e sendo bajulado pelo Ministro Caxeiro e o Jotalhão perseguido pela Rita Najura. Não gostava muito das histórias do Tarugo, principalmente a partir dos anos 2000 com  ele contracenando com os coelhinhos do Coelho Caolho, essas acho bem bobinhas. Algumas histórias que gostei: "Boa noite, filho!", "O roubo dos capacetes reais", "Um jantar à luz de velas".


7º LUGAR: Turma do Horácio

Horácio foi criado em 1963 retratando a Pré-História e núcleo formado por dinossauros e animais pré-históricos. O Horácio é considerado o alter ego do Mauricio, expressava suas críticas através do personagens e maioria das histórias eram escritas pelo Mauricio e voltadas sofre filosofia, reflexão e também era comum o Horácio na luta de procurar sua mãe depois que nasceu com ovo abandonado e durante os anos 1970 o Horácio encarnava ás vezes o "Super-Horácio" que virava o super-herói quando levava uma pancada na cabeça enfrentando várias aventuras. 

A partir dos anos 1980 o "Super-Horácio" foi aposentado e histórias eram mais de 1 página tiradas de tabloides de jornais cm estilo predominantemente filosóficas já que o Mauricio não tinha tempo pra roteirizar histórias longas por conta do lado empresarial ter prevalecido. Ficou assim até em 1992 e depois outros roteiristas assumiram roteiros do Horácio com histórias com mais páginas e saindo de forma esporádica. A Turma do Horácio é formada por personagens Lucinda, Tecodonte, Simone, Antão, etc e histórias deles saem nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica). Raramente histórias do Horácio tinham título, inclusive as desenvolvidas,  aparecendo só nome do personagem. 

Turma do Horácio: Horácio, Tecodonte, Lucinda, Simone, Antão, Alfredo, Estego, Napões

Gosto mais das histórias do Horácio com Tecodonte, Lucinda e Simone, do tipo o Tecodonte ter visão empreendedora diferente do Horácio e Lucinda querer namorar o Horácio sem sucesso e não gostava as com os Napões e as extremamente filosóficas que não entendia quando criança. Algumas histórias que gostei "Na terra dos peludos", "em que Lucinda encontra outro pretendente amoroso" e "Horácio na montanha dando mensagem subliminar"


6º LUGAR: Turma do Astronauta

Astronauta foi criado em 1963 com aventuras ambientadas no espaço sideral, como o próprio nome diz ele é um explorador de planetas a serviço da BRASA. Nas histórias, Astronauta visita planetas, podendo enfrentar extraterrestres vilões e bandidos assim como podia também encontrar extraterrestres bonzinhos que o Astronauta ajudava a resolver problemas deles. 

Também era comum histórias retratando filosofia, principalmente questão de solidão que ele passava no espaço e tinha companhia apenas do seu computador de bordo e algumas vezes aparecia Astronauta na Terra no sítio dos seus pais, contracenando com o amigo Ditão e dor-de-cotovelo no amor com sua namorada Ritinha que se casou com outro, cansada das longas viagens espaciais dele. Essas com a família no sítio e Ritinha poucas exploradas, prevalecia as no espaço com extraterrestres. Maioria era sem título, mostrando só nome do personagem. Histórias da Turma do Astronauta saem nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica).

Turma do Astronauta: Astronauta, Alienígenas Bonzinhos, Alienígenas Vilões, Computador, mãe do Astronauta, pai do Astronauta, Ditão, Ritinha, Bonifácio

Gosto mais de histórias do Astronauta com extraterrestres, principalmente resolvendo os problemas que os ETs passavam nos planetas deles e Astronauta sofrendo pela Ritinha e não gosto muito as com aventuras muito longas por maioria serem com enrolações e as do Astronauta sofrendo com solidão no espaço por serem mais depressivas. Algumas histórias que gostei foram do "Astronauta enfrentando um novo Demônio", "Somos todos iguais" e "se vendo casado com Ritinha em um futuro imaginário"


5º LUGAR: Turma do Bidu

Bidu foi criado em 1959, o primeiro personagem do Mauricio a sair em tiras de jornais, marcando o início da carreira dele no mundo dos quadrinhos. Bidu inicialmente como um cachorro do Franjinha e depois foram adotados vários universos diferentes para ele que ajudavam muito a diferenciar os estilos de histórias. 

O Bidu pode ser um cachorro do Franjinha, agindo como um cãozinho normal e nessas pode ser incluído no universo da Turma do Limoeiro. Também pode ser como cãozinho normal contracenando com seus amigos cachorros como o Duque e namorada Fifi, um cachorro que conversa com objetos, pode ser um cachorro personagem de história em quadrinhos agindo como chefe comandando o contrarregra Manfredo e a Dona Pedra sendo perturbado pelo Bugu, com todas as suas metalinguagens, ou então ser um cachorro-ator encenado história tipo série na sua própria história. Além dos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica), Bidu também tinha histórias fixas e criando identidade nos gibis do Cascão.

Turma do Bidu: Bidu, Franjinha, Duque, Bugu, Manfredo, Dona Pedra, Zé Esquecido, Fifi

De todas as facetas eu gostava mais do Bidu como cachorro personagem de histórias em quadrinhos mostrando bastidores. Nesse tipo de histórias ele era mais arrogante, irritado, sem paciência, achava o máximo dando bronca no Manfredo e o Bugu o perturbando. Já não gostava era de ele conversar com objetos, achava mais bobinhas, com raras exceções, essas conversando com objetos funcionavam mais em tirinhas de jornais. Algumas histórias que gostei "Mas eu não posso!", "Injeção nem de graça" e "Cachorro de aluguel".


4º LUGAR: Turma do Piteco

Piteco foi criado em 1961 e seu núcleo mostra a Pré-História e o povo da aldeia de Lem, onde eles vivem, com Piteco como um grande caçador que odeia casamento e quer ficar solteirão para sempre e sempre fugindo das investidas da Thuga para conseguir casar com ele, Thuga chega até fazer planos infalíveis para se casar, mas Piteco sempre consegue se escapar e continuar solteiro. Ele até gosta da Thuga, mas o problema é casamento. 

Histórias da Turma do Piteco também mostram como grande caçador, envolvido com invenções que revolucionaria a Pré-História. Personagens principais do núcleo são Piteco, Thuga, Bolota, Ogra, etc. Histórias da Turma do Piteco saem nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica). Por bastante tempo teve também os irmãos bandidos Zum e Bum que pertenciam ao núcleo do Piteco e até contracenaram algumas vezes só que depois  de 1996 foram para o limbo por conta da MSP abolirem bandidos nas histórias e depois disso foram raras aparições deles. 

Turma do Piteco: Piteco, Thuga, Bolota, Ogra, Beleléu, Juiz de Paz, Vartolo, Tio Glunc, Xerife de Lem, Zum e Bum

Gosto mais as do Piteco com a Thuga, fazendo planos infalíveis para se csar com ele, era cada plano mirabolante que chamava atenção. As que menos gostava eram do Piteco como caçador em aventuras mais longas por maioria ter enrolação. Algumas histórias que gostei "Casado?", "Uma noiva para Deus Tigre" e "A procura do fogo".


3º LUGAR: Turma do Papa-Capim

Papa-Capim foi criado em 1960 e representa o núcleo indígena. Mostra o cotidiano de tribo de índios primitiva da Floresta Amazônica. Nas histórias, era possível conhecer os costumes dos índios, entender sobre dialetos como caraíbas, Jaci, Tupã, etc, também tinha contraste dos índios com homens brancos (caraíbas) em que os homens podiam ir na selva  e acabam aprendendo os costumes dos índios ou então os índios aprenderem sobre a vida dos caraíbas encontrando algum objeto da civilização que nunca tinham visto antes.  Também tinham muitas críticas sociais, preservação de meio ambiente, extinção de animais, a gente aprendia se divertindo.

Principais personagens do núcleo são Papa-Capim, Cafuné, Jurema, Cacique, Pajé, etc. Histórias da Turma do Papa-Capim eram frequentes nos gibis do Chico Bento e saíam algumas vezes nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica) quando precisavam ser mais longas, com mais de 5 páginas e esse núcleo do Papa-Capim teve identidade com histórias fixas nos gibis do Chico bento, que foi quando passaram a ter conhecidos, já que nos anos 1970 eram raras histórias deles nos gibis da Mônica e Cebolinha e quando tinha eram só de 1 página, no máximo 2 páginas.

Essa ideia da Turma do Papa-Capim como índios primitivos ficou sem alterações até 2019, porém a partir de 2020 resolveram mudar deixando como indígenas modernos, com roupas morando em casas, assim como são na vida real da atualidade, porque o politicamente correto implicou com índios primitivos. Só que indígenas assim não deram certo e a consequência foi a Turma do Papa-Capim ir para o limbo , desde final de 2023 não têm mais histórias deles nos gibis. 

Turma do Papa-Capim: Papa-Capim, Cafuné, Jurema, Pajé, mãe do Papa-Capim, Cacique, Guatira

Gostava mais das histórias mostrando contraste dos índios com caraíbas, principalmente eles descobrindo objetos que nunca tinham visto e não gostava muito das com exclusivamente com mensagem de meio ambiente e mesmo assim não eram ruins totalmente, não é atoa que ficou no pódio de 3º lugar. Algumas histórias que gostei "Um espírito está atacando o Sol", "Programa de índio" e "Banho de Lua".


2º LUGAR: Turma do Penadinho

Penadinho foi criado em 1963 e seu núcleo representa o terror com fantasmas, monstros e assombrações. Os personagens vivem em cemitério e histórias mostram cotidianos deles, fazer alguma vítima para morrer, falavam de vida após a morte, reencarnação e diferente de quase todos os outros núcleos com histórias girando em torno do personagem principal, cada um deles podiam protagonizar histórias e com características próprias. Foi o núcleo mais numeroso de personagens fixos criados pelo Mauricio, entre eles, Penadinho, Zé Vampir, Dona Morte, Cranicola, Frank, etc.  

Histórias da Turma do Penadinho além de saírem nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica), tiveram identidade com histórias fixas nos gibis do Cascão, que foi quando passaram a ter conhecidos e cada personagem do núcleo terem identidade próprias já que nos anos 1970 eram raras histórias deles nos gibis da Mônica e Cebolinha. E passaram a ter histórias nos gibis da Magali quando a revista dela passou a ser mensal em 2003.

Turma do Penadinho: Penadinho, Zé Vampir, Dona Morte, Cranicola, Frank, Muminho, Lobisomem (Lobi), Alminha, Pixuquinha. Quixupinha, Zé Finado, Zé Caveirinha, Dona Cegonha, Diabão

Gosto mais das histórias do Zé Vampir e Dona Morte, era ótimo sufocos que passavam como vampiro e a Dona Morte à procura de vítimas e elas tentarem fugir da Dona Morte para não morrerem, e também as com humor negro que podia ter em histórias de qualquer personagem desse núcleo. O que menos gosto do Muminho, por ser mais normal, mas que assim eram ótimas também as histórias dele. Algumas histórias que gostei  "Sangue, sangue, sangue!", "As faces da Morte", "Saudades de vida".


1º LUGAR: Turma da Tina

Tina foi criada em 1970 e seu núcleo representa a vida e cotidiano dos jovens, envolvem namoro, problemas na faculdade, emprego, tendências musicais e tudo que está em alta no mundo jovem, atualizando a tendência atual em cada fase. Os quatro personagens principais são Tina, Rolo, Pipa e Zecão e participações da Vovoca, Toneco (avó e irmão da Tina), pais da Tina, pais do Rolo, etc. 

Foi o núcleo que teve várias mudanças ao longo dos anos para representar os jovens da atualidade e o núcleo não ficar ultrapassados. Em 1970 iicialmente Tina era hippie e coadjuvante nas histórias do irmão dela, o Toneco. Depois ela virou protagonista com Tina e Rolo eram hippies até nos primeiros meses de 1977 e Pipa era a careta que não curtia essa tendência hippie, Pipa deu tempo nos gibis entre 1974 a 1977, ficando com histórias só com Tina e Rolo hippies agindo como crianças grandes e com humor pastelão. A nova fase da Turma da Tina foi em 1977 com Tina com traços femininos eles voltados à Discoteca, com retorno da Pipa e sem personalidades definidas. A partir de 1982 começou a nova fase com personagens roqueiros, com Tina a certinha e com namorado fixo, o Jaime, Rolo mulherengo podendo namorar várias garotas ao mesmo tempo ou passando sufoco com suas namoradas e Pipa passou a namorar o Zecão de forma fixa se tornando uma histérica e ciumenta. 

A partir de 1991 a Tina teve mudança com cabelos longos, roupas curtinhas e sensuais, cada história com namorado diferente ou fazendo questão de atrair homens à sua volta e os outros seguiram suas características de antes, sem muitas mudanças. Em 2004 adotaram traços diferentes com caras e bocas estilo "Radical Chic" com Tina com batom preto e histórias mais longas voltadas ao cotidiano dos jovens e conflitos entre pais e filhos. Tina passou a ter uma mãe, que não tinha antes e o irmão Toneco, agora pré-adolescente passou a ter mais destaque. Em 2007 repaginaram com personagens com estilo "Barbie" mais genéricos, atléticos e com padrões de beleza com destaque a Rolo com cabelo  separando da barba, Pipa magra com batom, Zecão sem narigão e Tina com cabelos pretos e mais longos ainda. A partir de 2009 voltaram com traços parecidos dos anos 1990, com exceção do Rolo continuando com cabelo separado da barba, porém magro como era e Zecão com nariz menor. A partir de 2015 adotaram traços digitais, mas seguindo a essência de como adotaram a partir de 2009, só com leves detalhes diferentes no cabelo da Tina e seguem assim até hoje.

Tina, Rolo e Pipa têm histórias solo, o Zecão pode ter só que mais em função da Pipa, que poderia aparecer nem que fosse só no final. Histórias da Turma da Tina hoje mais focadas em histórias envolvendo celulares, streamings e não mais envolvidos em namoro e traições por causa do politicamente correto. Histórias da Turma da Tina saem nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica) e passaram a ter histórias nos gibis da Magali quando a revista dela passou a ser mensal em 2003. 

Turma da Tina: Tina, Rolo, Pipa, Zecão, Vovoca, pais da Tina, pais do Rolo, Toneco, Jaiminho

Considerando a partir dos anos 1980, quando de fato a Turma da Tina  passou a ter características próprias e ter uma identidade, gosto mais das histórias do Rolo passando encrenca com as namoradas e da Pipa histérica e ciumenta com Zecão. Não tem um estilo de história que não gosto desse núcleo, sempre foram adaptados ao tempo atual, por isso ficarem na primeira posição, o que não gostei dos traços mudados constantemente, depois que tiveram os traços perfeitos dos anos 1990 não deviam ter mudado, depois dos anos 2000 foi só ladeira abaixo nos desenhos e o visual conta muito para atrair a leitura. Algumas histórias que gostei "Para impressionar", "A espera" e "Quero dormir!".


Como podem ver, essas turmas paralelas são boas, ajudam a diferenciar estilo de histórias a atrair outras faixas etárias para lerem os gibis e sair da mesmice de só um núcleo da Turma da Mônica. Neste momento todos estão sumidos desde a 4ª série da Panini iniciada em abril de 2026 que estão focados apenas com as histórias curtas da Turma da Mônica nos gibis de cada um deles e com histórias da Turma do Chico Bento nos gibis do Chico. Sem previsão de volta, pode ser que retornem um dia, mas provavelmente reformulados, se voltarem. A postagem ficou como homenagens a esses secundários que marcaram por longos anos e também ao Mauricio de Sousa que completa 91 anos no próximo dia 27 de outubro. Então, essa foi a ordem dos núcleos secundários que mais gosto, mas cada um vai ter sua ordem preferida. Em breve faço outros ranking "Top" aqui no Blog.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

HQ "Cascão Midas"

Em outubro de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "Cascão Midas" em que o Cascão é um rei ganancioso que consegue o poder de tudo que tocar vira ouro. Com 10 páginas, foi história de abertura publicada em 'Cascão Nº 255' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Cascão Nº 255' (Ed. Globo, 1996)

É apresentado o Rei Cascão Midas que gosta de duas coisas: tomar banho de sujeira e aumentar a sua riqueza, porém detesta chuva. Surge o Mago Xaveco aflito avisando o rei abrir os olhos porque o povo está passando fome. Cascão Midas manda que eles que tomem um lanche, Mago Xaveco fala que quis dizer que o povo está empobrecido e Cascão responde que deviam ser mais econômicos. 

Mago Xaveco diz que o problema é que eles pagam altos impostos para o reino e a solução seria dividir a riqueza do rei com o povo. Cascão Midas acha absurdo dividir riqueza dele, aí quem fica pobre é ele, já que o Xaveco é mago, ele que faça as mágicas dele e comenta que adora ouro, gostaria de conseguir mais, muito mais. 

Então, Mago Xaveco faz feitiço de tudo que o Rei tocar vai virar ouro puro. À princípio, aparentemente nada acontece, mas Cascão Midas faz um teste tocando em uma maçã e ela vira ouro maciço. Ele ficou tão fascinado com o novo poder que saiu pelo castelo tocando em tudo que via pela frente.

Não satisfeito, resolve sair do castelo para passar a transformar as coisas em ouro fora dele. Primeiro foi uma árvore e em seguida, se depara com uma mulher carregando balde d'água, ela tropeça e quando a água ia cair nele, Cascão Midas toca e consegue transformar água em ouro e diz que ele tem sorte redobrada, tem toque de ouro e não se molha.

Após, bate fome e Cascão Midas volta ao castelo para almoçar. Magali serve o almoço com frango assado, suflê, pudim de leite e suco. Ele diz que não sabe por onde começar, Magali  pergunta se quer que ela lhe mostre. Cascão Midas a dispensa e ela o chama de regulado. Cascão Midas quer pegar uma coxinha do frango, mas quando toca, o frango todo vira ouro. Ele tenta apanhar a comida bem rápido, de tempo de comer, mas não dar certo, tudo vira ouro de uma só vez. 

Cascão Midas se desespera, tem mesa farta, mas não pode comer, daria toda essa mesa de ouro por um salgadinho. Em seguida, aparece o Chovinista, chama seu porquinho para brincar e ele vira ouro também. Cascão Midas se arrepende, se não fosse pela ganância dele, isso não tinha acontecido. 

Aparece o Mago Xaveco, Cascão Midas pede para tirar o feitiço. Xaveco quer saber por que se não era isso que ele queria. Cascão Midas diz que não quer mais, não foi uma ideia. O feitiço é tirado, o Chovinista volta ao normal, Cascão Midas repartiu o que tinha com os súditos pobres necessitados. O narrador termina anunciando que a história teve final feliz e pergunta para o Rei por que continua insatisfeito e Cascão Midas pergunta se não viu a previsão do tempo, com o toró que estava caindo não tem como ficar de bom humor.

História legal em que o Rei Cascão Midas é ganancioso, só pensa em acumular riquezas. O Mago Xaveco faz encanto no qual tudo que Cascão Midas toca se transforma em ouro, o que no início ele achou maravilhoso, mas acabou virando um pesadelo quando viu que não podia mais comer nem tocar em quem ele gosta como o Chovinista porque viraram ouro também. Cascão Midas se arrepende, o feitiço é tirado pelo Mago Xaveco e o Rei passa a valorizar seus súditos pobres dividindo a riqueza, só não deixou de gostar de sujeira e odiar chuva.

Cascão Midas um rei que não sabia o que acontecia no reino que governava, estava nem aí para o povo, se passam fome ou não, só queria saber de seu interesse de ficar cada vez mais rico. Chegava até debochar dos pobres dizendo que se estão passando fome, que comprem lanche e se estão empobrecidos, que passem a ser mais econômicos. Mago Xaveco era quem se preocupava com as necessidades do povo, tentou jogar a real em vão, então precisou dar a lição nele com o toque de ouro sabendo que o Rei ia se deslumbrar com o poder, mas que também teria consequências negativas. Cascão Midas aprendeu lição de não ser ganancioso e prestar atenção nos pobres que também merecem vida digna.

Se Cascão Midas não tivesse pegado em toda a comida, podia mandar alguém lhe dar a comida na boca, continuaria com  o poder e se alimentando. O bom também que o Rei, além de ser ganancioso, tinha a característica do Cascão de não tomar banho, gostar de sujeira e odiar chuva, o que deixou mais divertida, permitindo ele transformar água em ouro com medo de molhar e uma piada final, afinal, ele podia deixar de ser ganancioso, mas tomar banho e apreciar uma chuva, jamais. 

Foi engraçado Cascão achar que Xaveco estava fugindo da Mônica, dizer que está acordado quando Xaveco diz que tem que abrir os olhos, Magali  perguntar se quer que ela lhe mostre por onde começar a comer o almoço, querendo comer também, e o chamar de regulado quando Cascão Midas a dispensa, ele falar que o Chovinista transformado em ouro parecia cofrinho e conversar com narrador da história perguntando se não viu previsão do tempo ao ser perguntado por que ele está insatisfeito. Incorreta atualmente por mostrar rei ganancioso, avarento, debochando do povo, uma lavadeira negra, dando ideia que negro aparece só em condições pobres, palavra "Bolas!" e, principalmente mostrar Cascão com apologia à sujeira, tomando banho de lixo e reclamar de chuva.

Foi paródia do famoso conto do "Toque de Midas", gostavam de fazer adaptação de fábulas com as características dos personagens, mantinham as essências deles, sempre bem desenvolvidas, nessa o rei não gostava de tomar banho de lixo e detestar chuva assim como o Cascão e também a cozinheira Magali que queria comer a comida do Rei.

Interessante o mago ter sido interpretado pelo Xaveco e que teve grande destaque e foi fundamental para a trama. Normalmente seria o Cebolinha como primeira opção, bom que saiu do óbvio e ajudou a diferenciar personagens. Essa história pode ter sido escrita pelo Emerson Abreu, novato na MSP  até então, por ele gostar do Xaveco e ter dado esse destaque ao personagem em vez de outro menino e também no início da carreira o Emerson fazia histórias normais sem o seu estilo próprio adotado depois.

Marcou a estreia de traços de estilo com personagens com bochechas mais redondas e em menor proporção e com eles mais fofos e línguasna boca formando curva em alguns momentos, tipo de traços que ficaram frequentes mesmo em histórias de abertura a partir de 1997. Eu gostava dos desenhos assim. Teve erro da água de ouro ser colorida de azul na página 8 do gibi, deveria ser pintada de amarela. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Capa de Semana: Magali Nº 253

Estamos na Primavera no Brasil, a estação das flores, e, então, mostro uma capa com a Magali se fazendo como uma beija-flor para se alimentar do pólen das flores em um campo florido, em especial de uma flor gigante. Como pólen tem sabor doce, ela logo providenciou, os outros beija-flores que ficaram olhando e vão ter que se contentar com os pólens das flores pequenas. Fica na imaginação como Magali conseguiu as asas para voar, se foi invenção do Franjinha, se pediu para o Anjinho ou ela criou as asas com as próprias mãos.

Capa dessa semana é de 'Magali Nº 253' (Ed. Globo, Fevereiro/ 1999). 

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Papa-Capim: HQ "A grande campanha"

Eleições do primeiro turno no Brasil chegando no próximo dia 4 de outubro e então mostro uma história em que um deputado foi fazer campanha eleitoral na selva do Papa-Capim para mostrar para a população que ajudou os índios. Com 5 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 65' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Chico Bento Nº 65' (Ed. Globo, 1989)

O candidato a deputado Jordão Berimbau e seu assistente Miguel vão para selva da Amazônia. Miguel fica com medo e pede para Jordão falar baixo para os selvagens não ouvirem e o deputado lembra que foram pra lá para falarem com os índios. Lembra que está acabado desde que perdeu as últimas eleições e este ano será diferente, ele vai conseguir o apoio dos índios, todos dirão: "os índios estarão com  Jordão Berimbau".

O grito atrai os índios da região e Jordão resolve começar a sua campanha. Ele fala para os índios que vai civilizá-los, lhes dar tecnologia, pôr ordem na bagunça e em troca quer os índios espalhem por aí o quanto ele é justo. Papa-Capim diz que eles estão bem assim, precisam de nada. Jordão fala que se o apoiarem, acabará com a miséria, não faltarão alimentos, Papa-Capim conta que alimento para eles é o que não falta, tem de tudo graças á generosidade da floresta.

Jordão fala que então lhes dará segurança, protegerá dos perigos da floresta. Papa-Capim responde que não há perigo que eles não sabem enfrentar, desde curumins aprendem a lançar arco e flecha para caçar e se defender, mas quase sempre a natureza é amiga deles. Jordão fala que para saúde enviará médicos para acabar com as doenças da tribo. Papa-Capim responde que raramente ficam doentes, se acontece alguma coisa, o Pajé sabe como curá-los e se for doença de homem branco, o Pajé aprendeu a usar analgésicos, penicilinas que busca na vila. 

Jordão aborda sobre moradias e eles terem facilidade para adquirir casa própria. Papa-Capim diz que eles já têm, cada um tem sua sua oca construída por ele próprio. Jordão se irrita, desiste da campanha e resolve voltar para cidade, reconhecendo que pode fazer nada para eles. Papa-Capim debocha que Jordão pensava que eles viveriam em um lugar onde faltasse comida, casa, segurança, que  tivesse um monte de doenças. Jordão ouve e no final resolve descansar na selva, adiando a candidatura e a campanha eleitoral e comenta com Miguel que se o Papa-Capim fosse candidato, votaria nele.

História legal em que o deputado Jordão Berimbau queria fazer campanha eleitoral na selva para catequizar índios e melhorar condições de vida deles para o povo pensar que ele era bonzinho e prestativo com índios  e votarem nele por causa disso. Só que não contava que índios viviam muito bem e precisavam de nada e ainda resolve passar um tempo na floresta reconhecendo que Papa-Capim seria um grande candidato nas eleições.

Papa-Capim regenerou o deputado, que queria tirar proveito dos índios para se dar bem na eleição. Deputado que não cumpria promessas feitas, não merecia ser eleito mesmo e aprendeu com o Papa-Capim que os índios vivem bem e que ele devia fazer as melhorias para o povo não passar problemas como eram com os índios. 

A grande crítica da história que fez o Jordão Berimbau cair em si foi o Papa-Capim dizer que eles nunca viveriam em um lugar onde faltasse comida, casa, segurança, que  tivesse um monte de doenças, coisa bem diferente que a população da cidade passa, principalmente da classe baixa, que sofrem com miséria, sem segurança, e moradia e saúde precárias e os políticas nem aí. E ajuda a leitores a ficarem atentos a governantes que não cumprem promessas e que querem tirar proveito durante as eleições só para conseguirem votos.

Engraçado o Miguel lerdo, sem saber o que o Jordão já tinha explicado, Miguel dizer que Jordão vai ser eleito porque vai cumprir promessa pela primeira vez e Jordão responder que não pensou em medidas drásticas e ele jogar lábia nos índios em vão. Foi provado que a selva do Papa-Capim fica na Amazônia e Jordão e o assistente Miguel apareceram só nessa história, como de costume de personagens secundários criados para histórias únicas.

Impublicável atualmente por envolver política que não é tratado assunto para crianças, retratar índios como primitivos, morando em ocas, usando arco e flecha, hoje é terminantemente proibido mostrá-los assim e tem que ser chamados de indígenas, fora que o Miguel ainda disse que índios são selvagens de dar medo, além de Miguel segurando espingarda e índia com seios á mostra no quadro final da história.

Traços muito bonitos da fase consagrada dos personagens. . Tiveram erros do cabelo do Papa-Capim com brilho branco nos 3 últimos quadros da terceira página da história, tanga do Papa-Capim roxa no 5º quadro da penúltima página, erros que o colorista provavelmente confundiu com os balões de pensamentos que tinham tonalidades diferentes em tons azuis. O Papa-Capim dessa vez ficou com nariz com formato " ^ " em vez de "c". Até que não fica ruim com nariz assim, é o único que não faz diferença significativa de formato de nariz, mas o padrão é a forma "c".

terça-feira, 29 de setembro de 2026

HQ "Em busca do conhecimento perdido" - com Chico Bento

Mostro uma história em um extraterrestre sai do seu planeta em busca de um conhecimento perdido para salvar a sobrevivência dos habitantes do planeta dele. Com 9 páginas, foi história de abertura de 'Chico Bento Nº 40' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Chico Bento Nº 40' (Ed. Globo, 1988).

O Imperador de um planeta encarrega um jovem extraterrestre para uma importante missão de sair em busca do conhecimento perdido, a sobrevivência do planeta deles dependerá do sucesso e se ele fracassar, seria viagem sem volta, não terá por que voltar lá. 

Assim, o jovem pega a nave espacial e parte para outros planetas. Passa por planetas cujos povos se empenham em guerras sem fim, planetas em ruínas que a vida não existe mais, outros habitados por seres irracionais, outros onde a vida nem surgiu, até que chega no Planeta Terra, o último a ser explorado e sua última chance dessa missão ser cumprida com êxito.

Na Terra, o ET lança luz em cima dos grandes estudiosos para absorver a grande inteligência que procura. Absorve conhecimento do maior químico do planeta, não é o conhecimento que procura e desaparece sem nem ter sido visto, depois de um cientista que projeta novos armamentos, não aceita, dizendo que é o conhecimento que menos interessa. Depois, revista cérebros de engenheiros de informática, políticos, escritores, jogadores de futebol, banqueiros, nada serviu. 

O alienígena admite que fracassou, procurou os homens mais poderosos do planeta e ninguém tinha o conhecimento perdido. Está com pouco combustível, pode tentar voltar ao planeta para o merecido castigo ou  passar o resto dos dias ali mesmo, pouco importa, quando Chico Bento aparece perguntando por que a tristeza dele. O ET diz que fracassou na missão do Imperador, Chico não entende e convida para almoçar na casa dele e explicar tudo no caminho.

Na casa do Chico, o ET comenta que se alimenta de pílulas concentradas, aí prova a canja e se delicia e depois come toda a comida servida e depois diz que está satisfeito, como nunca esteve antes. Depois, Chico vai cuidar da horta para o almoço de amanhã e mostra as plantações que tem no sítio. Em seguida, Chico dá comida para as galinhas e porcos, tira leite da vaca Malhada e o ET só observa. Após o trabalho, Chico vai nadar no rio e o ET absorve o conhecimento do cérebro do Chico e vai embora.

No final, o narrador explica sobre o Planeta Futuros com um progresso em um nível inimaginável, mas seus habitantes usam armaduras porque seus organismos tornaram-se frágeis, sensíveis a qualquer tipo de vírus e bactérias, talvez pelo tipo de alimentação, constituída só por pílulas químicas. O planeta é todo de concreto, porém tem uma esperança com o espaço reservado com o sítio que o jovem ET da missão criou, mostrando ele feliz capinando terra em volta dos bichos.

História legal, bem profunda em que um alienígena é enviado para missão de buscar um conhecimento perdido em outros planetas para conseguirem a sobrevivência deles. Era um planeta com um alto progresso, porém não tinham mais verdes, alimentações naturais, estavam mais doentes e risco de habitantes serem extintos.  O ET, quando já não tinha esperança de encontrar o tal conhecimento perdido, vê na simplicidade do Chico a esperança do planeta ter uma segunda chance.

Situação do planeta Futuros era tão crítica que habitantes se vestiam armaduras medievais e não podiam nem expor seus rostos para se protegerem de doenças e até dos efeitos nocivos de poluição. Tinham inteligência para progredirem tecnologicamente, mas não eram capazes de resolver os problemas ambientais que eles próprios criaram, não pensaram na destruição do meio ambiente teriam consequências. Se não tem verde, matas, árvores plantações, aumenta o aquecimento climático, não tem o que eles comerem, pílulas não têm vitaminas suficientes como de alimentos, então perdem imunidade e sensíveis a qualquer doença, favorecendo extinção deles.

O ET percorreu vários planetas e até em situações piores que o dele destruídos por guerras, na Terra, os grandes cientistas,  políticos, banqueiros não tinham o conhecimento que buscava, afinal, era mais do mesmo que eles tinham, apenas encontrou o que procurava na simplicidade do Chico e da roça. O ET deixou o conhecimento só pra si, com ele criando o seu próprio sítio e esperança que outros que vejam e possam copiar a ideia dele e renascer o verde e a vida natural nos planetas deles.

Interessante que mostrou o nome do planeta Futuros e explicou a crise só no final da história, normalmente os 5 primeiros quadros da última página estariam na primeira, abrindo a história, mas deixaram no final de propósito para entender e transmitir a mensagem de reflexão que queriam, achei uma ótima sacada assim. O título diferente, em vez de "Chico Bento em: " , colocaram "com Chico Bento", ideia de que o protagonista foi o ET do Planeta Futuros e o Chico foi coadjuvante e fez só participação. Fez todo sentido e bem sensato, afinal Chico só apareceu a partir da 5ª página e só em 4 do total de 9 páginas.

Teve seus momentos de humor como nomes dos estudiosos Leal Quimista, Joca Brum, com referência a alquimista e onomatopeia Cabrum, respectivamente, Chico perguntar se tristeza do ET é esperando o carnaval chegar e a metalinguagem de ET sugerindo ler as primeiras páginas da historinha para entender. A engenheira de informática ficou parecendo a roteirista Rosana, história pode ter sido escrita por ela, se não foi, chance de ser do Rubão ou do Robson.

História teve mensagem de cuidar do planeta, tantas guerras, armas, poluição vai destruir o planeta e não deixar como ficou o planeta Futuros, ajudar leitores terem consciência das  consequências do progresso e preservar meio ambiente e ficarem atentos a governantes que só pensam em progresso, dinheiro e poder e nem aí para natureza. Passados 38 anos continua atual e continuará sendo o tempo que passar se não mudarem o pensamento. Conhecimento perdido do ET revistar cérebro dos outros com a luz pode ter referência a Inteligência Artificial que busca conhecimentos de sites da internet  para ter a sua resposta, o que deixa mais atual ainda.

Traços ficaram muito bonitos da fase consagrada dos personagens nos anos 1980. Incorreta atualmente pelo tema filosófico não ser apropriado para crianças e ainda traumatizar, Chico trabalhando na roça,  tomando banho no rio pelado, jogador negro com lábios com círculo em volta da boca, além de coisas datadas como informática com mainframes e escritora usando máquina de escrever.