quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Chico Bento: HQ "Reunião de pais e mestres"

Mostro uma história em que o Chico Bento se disfarçou de Seu Bento para ele ir à reunião de pais e mestres da escola no lugar do pai e ele não descobrir suas traquinagens na reunião. Com 10 páginas, foi história de abertura publicada em 'Chico Bento Nº 175' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Chico Bento Nº 175' (Ed. Globo, 1993)

Escrita por Rosana Munhoz, Chico Bento arruma a pasta para ir para escola escondendo da mãe o bilhete de reunião de pais e mestres. Dona Cotinha pergunta se o filho já se arrumou,  Chico afirma e vai para escola e Seu Bento diz que o filho ainda vai ser doutor. No caminho, Chico fala que não gosta de mentir para os pais que tem reunião de pais e mestres, se eles fossem, a professora ia contar todas as traquinagens e notas vermelhas, que ia acabar com a graça dele. 

Como a professora falou que se os pais não fossem, ia procurar na casa do aluno e isso também não podia acontecer, Chico se disfarça igual ao seu pai com direito a pernas de pau para ficar igual na altura e vai para reunião como se fosse o Seu Bento, dizendo que precisa lembrar de fazer voz grossa.

Na escola, os pais dos alunos vão chegando, até que chega o Chico como seu pai, senta largado na carteira e pede para professora não reparar, é que ele tem "romantismo" (reumatismo). Professora Marocas começa a reunião dizendo que a classe, de um modo geral, está indo bem, com algumas exceções, olhando para o Chico. Ela começa falando da Rosinha, a melhor aluna, Seu Rodrigues fala que é filha dele e Chico olha para o pai dela, dizendo que é uma fofura de menina. Seu Rodrigues faz cara feia e Chico dá desculpa que pelo menos é o que filho sempre diz.

Marocas continua, falando bem da Rosinha, depois fala do Zé da Roça, que é um garoto responsável e inteligente, depois do Hiro, que é esforçado e tem problemas com a Gramática e vai falando dos outros alunos e Chico começa a dormir com tanto "blá blá blá". Até que chega a vez do Chico, que acorda e diz "presente" pensando que estava como aluno na aula e disfarça, dizendo que um filho como ele é um presente do Céu.

Professora Marocas fala que o Chico vai nada bem na escola, Chico como Seu Bento diz que não acredita, o filho dele é muito inteligente. Marocas fala que talvez seja, mas estuda nada, outro dia não soube responder quem descobriu o Brasil e Chico defende que o filho não é dedo-duro. Marocas conta que ele não sabia sobre a vida de Alejadinho e Chico acha ótimo, ensinou para o filho a não falar sobre a vida dos outros. Marocas conta que ele não sabia qual é a capital do Brasil e Chico rebate que eles nunca saíram de São Paulo.

Marocas acha que o caso é que o Chico não estuda, chega atrasado e não faz os deveres de casa e pergunta se o pai não se incomoda com isso. Chico diz que o filho tem coisas mais importantes pra fazer como ordenhar vaca, cortar lenha, consertar cerca, dar de comer para os animais, isso que importa e lição de escola é em segundo lugar. Seu Rodrigues e Marocas falam que ele explora o filho, faz uma criança trabalhar sem parar.

Chico diz que não é bem isso, não sabem da situação deles, sítio pequeno, cheio de dívidas, galinhas não botam mais ovos, vaca dá leite azedo, ele com reumatismo, estão na pindaíba. Marocas diz que agora entende porque Chico não prestava atenção na aula, são muitos problemas, lamenta que vivia ralhando com ele, achando que era preguiçoso e Chico diz que é um pecado.

Marocas vai consertar a situação, garantido que ele vai passar de ano e Seu Rodrigues propõe vaquinha com os pais que estão na reunião para arrecadar dinheiro e resolver os problemas do sítio. Chico acha uma bondade deles e quando segura o chapéu com a grana. agradecendo, o verdadeiro Seu Bento aparece, assustando o Chico. Seu Rodrigues acha que são gêmeos, Chico pergunta para o pai o que estava fazendo lá, Seu Bento responde que encontrou o Hiro no caminho do roçado e ele disse que hoje não tinha aula porque era reunião de pais e mestre e desmascara o filho na frente de todo mundo.

Depois da reunião, Seu Bento pede desculpas pelo comportamento do filho e promete que vai ficar mais de olho nele. Marocas diz que, além das traquinagens, ele precisa também estudar mais, é inconcebível criança na idade dele não saber coisas básicas como quem descobriu o Brasil, a vida do Aleijadinho e nome da capital do nosso país, coisas que todos eles sabem. Seu Bento fica sem graça e Marocas conta que ele para também ensinar o Chico em casa. No dia seguinte, Seu Bento raspa o bigode e a barbicha, se veste como o Chico e vai para aula no lugar do filho, fingindo que era o Chico, porque é o único jeito de aprender as coisas e ensinar para o filho depois.

História engraçada demais em que o Chico Bento não queria que seus pais descobrissem suas traquinagens e notas vermelhas na escola, afinal, para ele, essas reuniões de pais e mestres só serve para falar mal dos alunos na frente dos outros pais, e resolveu se passar pelo seu pai na reunião. Chico interpretou bem que ninguém reparou que ele não era o Seu Bento e teve que se virar de acordo com os rumos das conversas, inventando desculpas para que ninguém descobrisse o plano infalível. 

Conseguiu disfarçar bem nos deslizes que dava, se defendeu ao máximo quando professora acusava que não gostava de estudar e arrecadar vaquinha de dinheiro foi o máximo. Mesmo que foi ideia do Seu Rodrigues, se fosse outro, Chico poderia dar desculpa e recusar, mas gostou do rumo que o plano deu e ganhar dinheiro à custa dos outros. Sem querer, o Hiro foi o grande culpado da descoberta do plano infalível, sempre tem alguém para estragar e não dar certo, se não tivesse falado, Chico ia se dar bem e com boa grana no bolso.

Professora Marocas também bem enérgica, falando mal do Chico na frente de todo mundo, humilhando, bem que poderia falar só o básico e depois chamar reservadamente os pais dos Chico para falar da situação do filho na escola, nem que fosse pessoalmente na casa dele. De certa forma, o Chico estava certo. Vida de Aleijadinho difícil saber mesmo, não é assunto básico para criança de 8 anos cursando 2ª série primária (atual 3º ano do Ensino Fundamental), nisso estava cobrando demais do aluno.

Seu Bento chega na reunião e vê seu próprio filho se passando por ele e pegando dinheiro de todo mundo, o que fazer com um moleque como esse, a cara dele flagrando mostra essa situação, e ainda ficou decepcionado e desiludo que pensava que o filho ainda seria doutor. Seu Bento se passou como um pai ignorante que não tinha instruções de estudo e foi capaz de se passar pelo filho na escola para aprender as lições e ensinar para ele. Seria melhor era se matricular em uma escola para adultos porque estava na cara que todos sabiam que ele não era o Chico na aula. Essa ideia de Seu Bento sem instrução já foi mostrada antes na história "Papai vai à escola", de 'Chico Bento Nº 70' (Ed. Globo, 1989), muito boa também.

Engraçada do início ao fim, com destaques para o Chico disfarçado de pai, com perna de pau que nem dobrava sentado, as mancadas que dava e tentava corrigir, que tinha "romantismo", se defender na frente da professora com as acusações que ela fazia como dizer que não era dedo-duro, não falava da vida dos outros e não saíram de São Paulo, ideia de Seu Bento pedófilo se interessar pela Rosinha ao dizer que ela é fofura de menina, ficou como se um adulto tivesse interessado por uma criança e namorada do próprio filho, reclamarem que estava explorando criança com tanto trabalho, parte que Seu Bento chega flagrando o Chico como ele e com o chapéu cheio da grana e Seu Rodrigues achar que Chico e Seu Bento eram gêmeos na hora da revelação, 

O caipirês teve algumas diferenças e se tornaram engraçados como dizer "romantismo" no lugar de reumatismo e "Sun Pólo" no lugar de São Paulo. Ficou provado que Vila Abobrinha era localizada no interior de São Paulo com essa fala do Chico. Os pais do Zé da Roça eram raros de aparecer, de certa forma apareceram nesta história, mas não foi revelado quem era, podendo o senhor de cavanhaque ser o pai ou a mulher com cabelo chanel ser a mãe. Seu Rodrigues dessa vez apareceu falando sem sotaque, não tinha padrão, pois tiveram histórias falando caipirês.

Sem dúvida mostrou que Chico Bento fazia planos infalíveis muito bons, não era só Cebolinha que tinha planos mirabolantes. Histórias com Chico arteiro eram as melhores e mais engraçadas. Incorreta atualmente por Chico mentir para os pais indo para escola e sem avisar que teria reunião, ser tratado como burro e arteiro na escola, professora muito enérgica e humilhando aluno na frente dos pais dos amigos, aceitar vaquinha aproveitando boa vontade dos outros e levar puxão de orelha do Seu Bento, dar ideia que Chico namora a Rosinha e trabalho infantil na roça e algumas palavras do caipirês seriam mudadas para ajustar ao caipirês atual como "romantismo", "Sum Pólo", etc.  

Traços excelentes da fase consagrada dos personagens. O Chico como pai ficou parecido como eram os traços do Seu Bento nas primeiras edições do Chico Bento da Editora Abril como foi na história "O príncipe encantado de 'Chico Bento Nº 6', de 1982. Tiveram alguns erros como Chico com perna de pau automaticamente seus braços crescem depois de entrar na escola, pálpebras do Chico com cor de fundo do quadro nos 3º e 4º quadros da página 6 do gibi e Professora Marocas sem lábios com batom no 2º quadro da página 7 do gibi e a mulher de chanel inicialmente começou com vestido amarelo e passou a usar vestido roxo a partir da página 9 do gibi.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Humberto: HQ "Louco, eu?"

Mostro uma história e que o Humberto é entrevistado por um pesquisador, que não sabia que ele era mudo e não o entendia causando muita confusão. Com 4 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 144' (Ed. Abril, 1982).

Capa de 'Mônica Nº 144' (Ed. Abril, 1982)

O pesquisador Geraldão vai à casa do Humberto e deseja fazer umas perguntas. Humberto responde "Hum! Hum!" e Geraldão confirma que é só um minutinho, não tomar tempo dele. Geraldão pergunta quantas pessoas moram na casa, Humberto responde "Hum!" e ele acha que era só o Humberto e pergunta quantas pessoas moram lá fora ele. Humberto responde "Hum!" Hum!" e o pesquisador diz que um e um são dois , então mora com mais duas pessoas, provavelmente com o pai e a mãe. Geraldão pergunta se Humberto está na escola, por Humberto responder "Hum!", ele conclui que está há um ano na escola. Geraldão pergunta quantos anos ele tem, Humberto responde "Hum!", Geraldão se espanta que ele tem um ano. Humberto responde 3 "Hum!" e ele pergunta se tem um ou três anos.

Humberto tenta dialogar, o pesquisador acha complicação e pergunta se ele já esteve em hospício alguma vez. Humberto responde "Hum!" e Geraldão se assusta que ele foi uma vez para o hospício, tenta se controlar por parecer inofensivo e diz que a entrevista acabou e já vai indo embora. A porta estava trancada, Humberto vai à cozinha pegar chave e derruba faca, machado e martelo e Geraldão se desespera, achando que Humberto estava querendo matá-lo e corre, querendo sair da casa de qualquer jeito. 

Humberto vai atrás, aponta que encontrou a chave e Geraldão pensa que Humberto louco ia atacá-lo com os objetos. Geraldão consegue fugir pela janela e sai gritando pela rua que viu um menino doido. No final, batem na porta da casa, era o Titi, que diz para o Cebolinha que acha que o Humberto não está em casa, está um tempão batendo na porta e ninguém atende e Humberto não abre pensando que homens queriam levá-lo para o hospício.

História legal em que o pesquisador não sabia que o Humberto era mudo, não entendia seus "Hum! Hum!" e sempre associava ao numeral um e achou que o Humberto era louco, ainda mais por ter achado que ele tinha ido ao hospício uma vez. Agrava quando Humberto foi procurar chave e deixa cair faca, machado e martelo e pensava que Humberto queria matá-lo e se desespera. Consegue fugir pela janela, gritando na rua que Humberto era doido e no final ele não abre a porta para o Titi pensando que eram homens do hospício querendo levá-lo.

Coitado do Humberto, sempre incompreendido e sofrendo constrangimentos por outros que não o conheciam. Sozinho em casa, aí nem dava para explicar que era mudo já que emitia "Hum!" Hum!". Nas perguntas envolvendo números, como quantas pessoas moram na casa e quantos anos ele tem, por exemplo, podia mostrar números com os dedos ou então pegar um papel e caneta para escrever. Engraçado que as perguntas do Geraldão coincidiam com os "Hum!" que Humberto emitia e aí causava mais confusão, até pensar que já tinha ido ao hospício e deixando o pesquisador desesperado. Interessante como os pais deixam um menino mudo como o Humberto sozinho em casa e ainda deixam machado e martelo na dispensa da cozinha, com fácil acesso a ele, era para terem deixado em outro local da casa, e a porta ter se trancado do nada, já que ele havia aberto para o pesquisador entrar. Foram necessários esses absurdos para deixar graça na história. Geraldão apareceu só nessa história como de costume de personagens criados para histórias únicas.

Humberto mesmo considerado mudo, tinham histórias em que ele emitia "Hum! Hum!" como foi nessa ou era mudo por completo, sem falar nada. Variavam de acordo com o que se encaixava melhor no roteiro, sendo que prevalecia falando "Hum! para poder fazer trocadilhos com o numeral "um". E nota-se que ouvia muito bem. Ele vivia passando sufoco por ser mudo, ao mesmo tempo que era engraçado, dava pena dele, e histórias assim serviam como crítica do que os mudos podem passar na vida real e o que não se deviam fazer com eles e, sem dúvida, deficientes como ele tinham mais representatividade assim se dando mal e até apanhando da Mônica. 

Hoje em dia  não fazem mais histórias assim por ter bullying com deficientes, Humberto ser taxado de louco por ser mudo, atualmente quando tem histórias dele e de outros deficientes são só para passar mensagens boas, com ensinamentos lição de moral. Palavra "louco" proibida atualmente, nem esse título da história seria aceito.

Traços ficaram bons, típicos de histórias de miolo do início dos anos 1980. Titi apareceu sem brilho no cabelo e sapato azul porque na época ainda não tinha traços definitivos em detalhes no seu visual. Já Titi com dentes vermelhos nos dois últimos quadros da história foi erro grotesco de colorização. Essa história foi republicada depois 2 vezes, primeiro em 'Almanacão de Férias Nº 2' (Ed. Globo, 1988) e depois em 'Coleção Um Tema Só Nº 22'  - Cebolinha e o Louco II" (Ed. Globo, 1999). Estranho história de Humberto em almanaque temático de histórias do Cebolinha com o louco, provavelmente colocaram para preencher páginas que faltavam para completar edição e por envolver loucura, mas se procurassem melhor, dava pra encontrar fácil uma história do Louco de 4 páginas até 1994.

Capa de Almanacão de Férias Nº 2' (Ed. Globo, 1988)
Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 22 - Cebolinha e o Louco II' (Ed. Globo, 1999)



terça-feira, 27 de janeiro de 2026

HQ "Os tênis da Mônica"

Em janeiro de 1996, há exatos 30 anos, era lançada a história "Os tênis da Mônica" em que os meninos presenteiam a Mônica com um tênis, mas, sem ela desconfiar, tinham má intenção em derrotá-la com esse presente. Com 14 páginas. foi publicada em 'Mônica Nº 109' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Mônica Nº 109' (Ed. Globo, 1996)

Cebolinha e Cascão cantam Parabéns para Mônica, que diz que não é aniversário dela. Os meninos falam que sabem, é que deu vontade de dar presente para ela: um par de tênis. Mônica gosta, mas diz que não costuma usar. Cebolinha fala que tem sempre primeira vez e pede para provar. Mônica diz que vai guardar com muito carinho. 

Os meninos insistem para provar senão vão ficar ofendidos. Mônica coloca os tênis e Cascão fala que nunca pensou que o pezão da Mônica pudesse ficar maior. Mônica quer tirar e eles dizem que tem que ficar usando por causa das primeiras Olimpíadas do bairro que começam amanhã. Eles a inscreveram em corrida, levantamento de peso, salto à distância e arremesso de coelhinho. Mônica diz que não estava sabendo e reclama da inscrição sem consultá-la.

Os meninos perguntam se precisava, ela, a mais forte, mais linda e charmosa, a única que tem condições de vencer e de trazer lindas medalhas. Mônica acha que foi por isso que lhe deram os tênis e eles falam que é para ela treinar, pelo bem do bairro do Limoeiro e perguntam se vão deixá-los na mão, amarelar e matá-los de vergonha.

Então, Mônica passa a treinar, pula corda, levanta pesos e faz corrida. Magali pergunta onde ela vai com tanta pressa, Mônica responde que está treinando para as Olimpíadas do bairro, Magali diz que nunca ouviu falar e Mônica diz que um negócio novo aí, começa amanhã e pede para a amiga para chegar lá para vê-la. Mônica acaba a corrida e pergunta como foi, Cebolinha diz que nada mau, mas pode melhorar, deixa descansar e pede os tênis para lavar e ficar bem bonita cedo amanhã, que será um dia de glória.

No dia seguinte, Mônica toma café-da-manhã rápido e vai ao campinho e quando chega ninguém chegou, não tem faixas, bandeirinhas e acha que é Olímpiadas mixurucas. Chega a Magali e Mônica diz que elas são as primeiras. Depois, chegam Cebolinha, Cascão e Franjinha e Mônica pergunta cadê os juízes, atletas e povo todo. Cebolinha diz que não tem e que o dia de glória vai ser dele, calçando os tênis.

Cebolinha diz que ele deu os tênis e agora mudou de ideia, não tem Olimpíadas, os tênis são invenções do Franjinha, pegam energias de quem os calçar e passam para quem os usar em seguida e, assim, ele está forte como a Mônica e pode derrotá-la. Mônica descobre que foi um plano infalível, fica com raiva de treinar como uma tonta, dá uma coelhada nele, mas não lhe faz efeito.

Mônica e Cebolinha começam a brigar em igualdade de condições. Cebolinha levanta a Mônica e  joga contra o muro. Mônica bate nele dando coelhadas sem seguida sendo plantado no chão. Franjinha acha que a cidade não vai resistir e quem vai ganhar será quem estiver menos cansado que o outro. Como Mônica treinou no dia anterior, Cebolinha é o vencedor e derrota a Mônica.

Franjinha tira fotos do momento histórico e Cebolinha diz que isso é para a dentuça aprender a lição que é ele quem manda agora. Cascão pede para o Cebolinha para colocar os tênis e ficar forçudo também. Cebolinha recusa, Cascão reclama muito e Cebolinha deixa usar os tênis. Cascão não bate na Mônica por estar tão por baixo e resolve levantar pedras e só consegue levantar uma pequena de quando ele era fracote.

Cascão exige explicações para o Franjinha, que diz que o Cebolinha gastou toda a energia acumulada nos tênis e que agora estão na fase de recarregar. Cascão reclama bem alto que tênis não dão força permanente, que a Mônica teria que colocá-los toda hora para recarregar e que adianta nada vencer a Mônica só por um dia e se ela quisesse poderia bater neles agora.

Mônica ouve, bate em todos e Magali tira foto após a surra. Cebolinha reclama que não adianta, antes de bolar plano para derrotar a Mônica, tem que bolar um para calar a boca do Cascão. Franjinha diz que vai desenvolver uma invenção que não precise de recarregar. Cebolinha toma os tênis do Cascão e resolve usá-los, não serviram pra derrotar a Mônica, pelo menos vai ficar bonito, e aí Cebolinha fica todo sujo e fedido porque pegaram energia do Cascão e passaram para ele.

História legal em que os meninos dão tênis para Mônica só que era uma invenção do Franjinha de quem usar primeiro passa a energia para outro que usar depois. Mônica usa o tênis, treina para a suposta Olimpíadas do bairro que mentiram para ela que ia ter e depois que Cebolinha usa o tênis passa a ter a mesma força da Mônica e duelam entre si com ele sendo vencedor porque a Mônica estava cansada do treino do dia anterior. Plano é estragado pelo Cascão depois de descobrir usando tênis que o efeito da força é temporária e teria que recarregar com a Mônica sempre usar. Meninos apanham e no final Cebolinha fica sujo depois de usar o tênis que o Cascão usou.

Mônica foi boba em acreditar que teria Olimpíadas no bairro sem ninguém ter comentado antes porque seria assunto do momento algumas semanas antes e nem se tocou que algum interesse por parte dos meninos em lhe dar tênis de presente do nada sem nada por trás disso. Se fosse mais atenta, nem usaria os tênis. Treinou e se esforçou à toa e quase foi derrotada de vez pelo Cebolinha. 

A briga entre os dois foi boa, um grande duelo, não à toa que o Franjinha falou que a cidade não iria resistir. Como era efeito temporário, se a briga durasse mais um tempo, a Mônica sairia vencedora. Agora, se a Mônica não estivesse cansada e a invenção não tivesse efeito temporário, ia demorar para sair um campeão e acredito que ela ganharia a luta.

Cascão mais uma vez fala demais e estraga o plano que já tinha dado certo, reclamou tanto que a invenção era uma porcaria sem se tocar que a Mônica estava ouvindo e se deu mal. Se não falasse, a Mônica não saberia que tênis precisavam se recarregados e continuaria achando que o Cebolinha estava forte. Para o Cascão não estragar, era só Cebolinha não chamar para os planos infalível, insiste em chamá-lo, aí que aguente dar errado. Franjinha também tem parcela de culpa, podia ter criado tênis pra absorver energia permanente.

Cebolinha, além de apanhar, ainda ficou sujo no final, não se tocou que como o Cascão tinha usado, os tênis pegaram energia de sujeira dele. Se lembrasse disso, não usaria os tênis depois ou, melhor ainda, não emprestaria os tênis para o Cascão, que aí ele não ia saber que a invenção tinha efeito temporário e não ficaria sujo, seria o ideal para ele fazer. pelo menos, depois que acabasse o efeito, Cebolinha voltaria a ficar limpo sem precisar tomar banho.

Engraçado meninos tapearem a Mônica que ia ter Olimpíadas no bairro, a insistência deles para Mônica usar os tênis, Cascão dizer que o pezão da Mônica ficou maior com eles, desculpa esfarrapadadeles de levar tênis para lavar, Cebolinha dizer "Quanta espelteza!" depois que a burra da Mônica descobriu que era tudo um plano só depois que ele contou, os golpes da briga entre eles, Franjinha falar que a cidade não iria resistir, Cascão dizer duelo de "tantãs", insistência em usar os tênis e ver que não funcionava segurando pedras pesadas e dizer que Cebolinha ficou bonito sujo no final.

Os meninos apanharam, apareceram surrados em dois quadros e na última página já não estavam mais surrados. Era normal isso nas histórias de  esquecerem de mostrar os machucados nos quadros após  as surras, nem pode considerar como erro isso. Cebolinha ficou bem de tênis, não sei como ainda não tiraram sapatos do Cebolinha e outros que usam sapatos para usarem tênis em definitivo, além de personagens descalços também usarem tênis. Do jeito que povo do politicamente correto reclamam, um dia vão implicar com roupas e calçados dos personagens.

Incorreta atualmente por ter história de plano infalível com meninos enganando a Mônica, fazendo de boba, eles agindo como vilões, absurdos com excesso de força da Mônica, luta entre eles, meninos aparecerem surrados e com olhos roxos, Mônica chamá-los de capetinhas, Mônica com calcinhas à mostra,principalmente no último quadro página 10 do gibi, Cascão fazer apologia à sujeira, achando Cebolinha bonito sujo e podem implicar com câmera fotográfica comum de filme por ser coisa datada.

Foi história póstuma da roteirista Rosana Munhoz, lançada depois de ela morrer. Interessante que a gente lia as histórias sem saber que ela tinha falecido. Anos mais tarde, essa história virou desenho animado no filme "Cine Gibi 2", de 2005, que até seguiu fiel à históriaem quadrinhos original. Muitas histórias escritas pela Rosana viraram desenhos depois já que costumavam ter roteiros com muitas reviravoltas e movimentos e que até serviram de homenagem para ela.

Traços ficaram bons com o estilo consagrado dos personagens. Cores prevalecendo fundo em degradê como estava comum na época. A partir de de janeiro de 1996 teve a volta dos códigos nas histórias que ficaram ausentes entre 1994 e 1995, só que agora em novo formato e até mais simples de decifrar, nessa história foi MSP96MN10901. E, assim, marcou a estreia desse novo formato de código em um gibi da Mônica. Esses códigos assim ficaram até em 2003, voltando a não ter mais no final da Globo entre 2004 a 2006 e retornando depois nos gibis da Panini a partir de 2007, permanecendo até hoje. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Rubão e Mariazinha: HQ "Vamos à praia?"

Mostro uma história em que o Rubão impediu a Mariazinha de ir à praia com medo e ciúmes de outros caras vê-la de biquíni. Com 5 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 15 (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Mônica Nº 15' (Ed. Globo, 1988)

Rubão e Mariazinha estão assistindo televisão e Mariazinha pergunta ao namorado se vão à praia amanhã. Rubão pergunta para fazer o quê. Ela diz que para tomar banho e Rubão pergunta se não tem água na casa dela. Mariazinha diz que comprou um biquíni lindo e queria experimentar, despertando a ira do Rubão, dizendo que ela é a namorada dele e não está à venda pra ficar expondo por aí, como mercadoria.

Mariazinha diz que só quer se bronzear para ficar bonita para ele, que diz que todo mundo vai ficar olhando para ela e a acha linda assim. Mariazinha pergunta se ele não quer saber o que ela acha e Rubão diz que não e manda ficar quieta que quer assistir ao jogo. Mariazinha aproveita que o pessoal saiu pra fazer compras e coloca o biquíni, o Rubão fica desesperado, pergunta o que significa isso e preocupado se a mãe dela ver. Mariazinha diz que é exagero, ninguém vai ver, só estão os dois em casa e Rubão fala que o leitor vai ver e manda trocar de roupa.

Mariazinha troca e diz que se não for à praia com ela, vai sozinha. Rubão diz que está tudo acabado entre eles e se levanta do sofá para ir embora. Com medo de ser abandonada, Mariazinha diz que não vai mais insistir, que vão ficar em casa amanhã. Assim, o casal volta a assistir televisão, começa o concurso "Rainha das praias brasileiras" e Rubão fica fascinado, tarado pelas microtanguinhas que as musas da praia estavam usando no concurso.

História legal em que Rubão não deixa a Mariazinha ir à praia para os outros homens não ficarem a olhando de biquíni. Ele manda trocar de roupa quando Mariazinha põe biquíni em casa na frente dele e quando ela ameaça ir à praia sozinha, Rubão quer terminar o namoro, mas ela não queria ficar sem ele e aceita ficar em casa. No final, ele fica fascinado com as musas usando microtanguinhas  no concurso de rainhas das praia na televisão.

Rubão nunca deixava Mariazinha fazer nada, namorada dele não podia ficar de biquíni, mas as outras mulheres não tinha problema. Mariazinha até chegou tomar atitude, porém quando finalmente Rubão ia embora e ela se livrar dele, Mariazinha não deixou ele ir embora, reforçando seu lado submissa e dependente do Rubão e mais uma vez sem ter final feliz, corna do namorado admirar musas de biquíni na frente dela, quando sair da casa dela, facilmente dá em cima de outras garotas na rua. Foi engraçado Rubão perguntar se ela não tinha chuveiro em casa quando ela disse que queria tomar banho na praia e  metalinguagem que o leitor da história estava vendo de biquíni, a paranoia era tão grande que tinha ciúmes até do leitor vendo. Também que não queria nem que a mãe dela a visse de biquíni.

Histórias de Rubão e Mariazinha sempre tinham critica social, Rubão o machista controlador e conservador e Mariazinha submissa, cega, que não conseguia terminar o relacionamento, mesmo sendo maltratada, por causa da sua extrema dependência emocional dele, para ela, devia enxergar que Rubão estava sendo protetor com a sproibições que fazia, sem dúvida mereceria também tratamento psicológico. Histórias deles ajudavam a refletir e conscientizar leitores vendo Rubão machista e mau caráter, de não fazer o que o Rubão fazia e ajudar mulheres que não conseguiam  sair de um relacionamento tóxico, ou não entrar em relacionamento.

Hoje em dia esses personagens são esquecidos, foram para o limbo do esquecimento e todas suas histórias que tiveram são impublicáveis. Acham que não é apropriado tratar sobre machismo para crianças, preferem não abordar tema assim por causa da polêmica e acham que com a liberdade de movimentos femininos, eles estão desatualizados. Só que vejo que continua atual até hoje, existem muitos "Rubões" e "Mariazinhas na vida real e através dos erros dos personagens que se aprende mais. Esse povo do politicamente correto só quer que personagens deem bons exemplos. Incorreta também a palavra "louca" nos gibis e podem implicar com TV de tubo colocando LED no lugar..

Traços ficaram bons, do estilo tradicional desses personagens, até que a Mariazinha tinha um corpão bonito sem estar vestida daquele jeito cobrindo até as pernas. Mais detalhes sobre esses personagens que ficaram esquecidos, pode conferir AQUI.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Cebolinha: HQ "O Queimadão"

Mostro uma história em que o Cebolinha não foi à praia e nem estava bronzeado enquanto todos estavam e fazem bullying com ele por estar branco e pálido. Com 9 páginas, foi história de abertura publicada em 'Cebolinha Nº 160' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cebolinha Nº 160' (Ed. Abril, 1986)

Cebolinha fica feliz em ver a Marilu, quem não via há muito tempo e fala que ela está uma gatinha. Marilu diz que Cebolinha está, ele interrompe perguntando se está bonito, charmoso ou irresistível e ela diz que está branco, com uma cor horrível e pergunta se passou o verão em uma geladeira. Ela comenta que todo mundo está queimadinho, com cor saudável, moreno de Sol, tanto tempo sem vê-lo e está branco-escritório.

Marilu mostra a marca de biquíni dela e abaixa a bermurda dele pra conferir que ele não tem marquinha na bunda. Chega o Reinaldinho, Marilu fica encantada com a cor bronzeada dele e sai com ele, deixando Cebolinha falando sozinho, e Reinaldinho, antes de sair com Marilu, pergunta quem é o brancão ali. Cebolinha grita que brancão é a vovozinha e uma velhinha bronzeada dá guarda-chuvada nele reclamando que é um moleque atrevido, que ela está superqueimada de praia e ele fala que está brancona e solta palavrões para ele.

Depois, Cebolinha passa diante de um espelho, não acha que está tão branco assim, quando ouve alguém respondendo que ele está pálido, parece mais uma vela com cinco fios de cabelo. Cebolinha se enfeza e quer dar um tapão e descobre que foi a Mônica. Cebolinha dá desculpa que vai levar um tempão para chegar da cor dela. 

Cascão chama Cebolinha de brancão, ele tenta dar tapão no Cascão, que se abaixa e o tapa vai para Mônica, que dá um soco no Cebolinha tão forte que ele voa, bate a cabeça  na tábua onde estavam pintando fachada do prédio e a lata de tinta marrom cai no rosto dele. Cebolinha vê que ficou com cor bronzeada com a tinta, pinta o resto do corpo e vai falar com a Marilu, que ainda estava com o Reinaldinho.

Marilu admira como Cebolinha está preto e que agora há pouco estava mais branco que geladeira. Cebolinha diz que a pele dele é muito boa para tomar Sol, foi só ficar deitado debaixo de Sol por 5 minutos para ficar assim e não é como alguém que conhece que tem que ficar o dia todo para pegar uma corzinha e Reinaldinho sabe que a indireta foi para ele.

Marilu dá um beijinho no rosto do Cebolinha, que lembra que a tinta vai sair e ser zoado, e, passa a segurar cabeça dela para não desgrudar do rosto dele, dando desculpa que segurou porque gosta dela. Marilu diz que gosta dele também, mas já o beijou e pode largar a cabeça senão não consegue desgrudar a boca da bochecha dele e manda largá-la.

Mônica e Cascão comentam que estão com dó do Cebolinha, caçoaram demais por estar branco e quando vão falar com ele, veem briga de Reinaldinho tentando largar a cabeça da Marilu da bochecha do Cebolinha. Cascão diz que o tapão da Mônica fez o Cebolinha ficar doidão e ficar com o corpo tão cheio de hematomas que ficou escuro. 

Reinaldinho pedem para ajudá-lo, Mônica usa a velha técnica de jogar balde cheio de água fria para separar dois cachorros brigando e Cascão acha que é crueldade. Ela joga tão forte, que a água faz jogar os três em direção ao barranco e os três caem. No final, Mônica e Cascão vão ao hospital levar flores para eles e Cebolinha está dando gargalhada, mesmo sendo o que machucou, enfaixado da cabeça aos pés, afinal não descobriram que ele estava pintado de tinta imitando bronzeamento.

História muito engraçada em que todos foram à praia e estavam bronzeados, menos o Cebolinha e fazem bullying com ele, achando que estava branco demais. É ridicularizado por todos e com o tapão que a Mônica dá, cebolinha para em local que estavam pintando fachada de prédio e aproveita pra se pintar fingindo que estava bronzeado. Acreditam e com o beijo da Marilu, a tinta sai, Cebolinha não quer largar rosto da bochecha dela, Mônica joga água neles tão forte que fazem cair no barranco e cebolinha fica feliz por estar enfaixado no hospital e não descobriram que ele usou tinta pra fingir bronzeado.

Pegaram pesado com o Cebolinha, foi ridicularizado por estar branco, amigos falando coisas que Cebolinha ficou trancado na geladeira no verão, estava brancão, pálido, mais branco que geladeira, que parecia vela com cinco fios de cabelo. Legal que os planos infalíveis aconteciam por acaso, foi preciso apanhar da Mônica para o Cebolinha ter ideia de fingir bronzeamento com a tinta e se vingar do Reinaldinho com a Marilu, só que não contava que a Marilu ia beijá-lo, fazendo sair a tinta e precisaria que ela ficasse grudada na bochecha dele pra não descobrirem a farsa. Cebolinha ficou taxado como louco, tudo para não descobrirem que se pintou imitando bronzeamento.

Incrível a ousadia da Marilu abaixar calça do Cebolinha mostrando bunda branca, se mostrando bem assanhadinha. Marilu mostrando sua marquinha de bronzeado, mostrou que anda na rua sem calcinha e Cebolinha, sem cueca, quando abaixou bermuda dele. 

Engraçada também a cara do Cebolinha decepcionado que ela falou que está branco em vez de bonito e charmoso, quando viu que era a Mônica que disse o bullying quando ia dar um tapão nela, a velhinha dar guarda-chuvada e soltar palavrões por pensar que Cebolinha achava que ela não estava bronzeada, Cebolinha dar tapão na cara da Mônica sem querer e dizer que pele dele é boa para tomar Sol, Reinaldinho chamá-lo de maníaco de cinco fios de cabelo e Cascão dizer que hematomas do tapão deixou o Cebolinha escuro e que era crueldade jogar água neles.

Reinaldinho era o menino fixo por quem as meninas se apaixonavam, inspirado no roteirista Reinaldo Waisman, que deve ter sido quem escreveu essa história. Reinaldinho ficou fixo até antes do Reinaldo Waisman saiu da MSP. Já Marilu deve ter nome inspirado na música homônima "Marylou" do Ultraje a Rigor e ela só apareceu nesta história. 

Essa história é de abril de 1986 e, com isso, não foi publicada em época de verão. Podia sair histórias de calor ou de frio sem estar na época certa da estação. Se bronzear era sinônimo de status, todo mundo queria ficar queimadão quando ia à praia, usavam até bronzeadores para potencializar, hoje em dia essa ideia não é aceita pela sociedade por conta de queimaduras na pele e risco maior de câncer.

Impublicável hoje em dia por envolver bronzeamento de crianças, bullying por Cebolinha estar branco, sem ter se bronzeado, Marilu mostrando marca de biquíni dela e abaixar calça do Cebolinha mostrando bunda branca, chamar Cebolinha de preto, Cebolinha levar guarda-chuvada da velhinha, o termo "É a vovozinha!" é proibido nos gibis hoje assim como palavrões ditos por ela, Mônica dar soco tão forte que faz Cebolinha voar e bater cabeça em tábua de pintura, personagens caírem em barranco e ficarem todos quebrados internados em cama de hospital, Cebolinha pensar errado, sem trocar "R" pelo "L", interesse de namoro do Cebolinha. Ou seja, história toda errada, povo do politicamente correto detona, então essas que são as melhores.

Traços muito bons já na fase consagrada dos personagens. A colorização do marrom da Editora Abril deixavam tons de pele bem mais escuras que o normal. Teve erro falar de boca fechada no 2º quadro da primeira página. Teve propaganda inserida na 3ª página na lateral direita do lápis "Labra", sempre presente nos gibis da época. A capa da edição teve alusão à história de abertura, mas não com o que aconteceu de fato na história, foi apenas uma piada com o tema da história de abertura, o que era comum na época. Foi republicada depois em 'Almanaque do Cebolinha Nº 28' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 28' (Ed. Globo, 1995)