Em abril de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "Do Contra no Parque" em que ele brinca com os brinquedos do parque da Mônica de forma tudo errada só para ser diferente dos outros. Com 10 páginas, foi publicada em 'Parque da Mônica Nº 40' (Ed. Globo, 1996).
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| Capa de 'Parque da Mônica Nº 40' (Ed. Globo, 1996) |
Nela, Mônica, Magali e Nimbus estão no Parque da Mônica, ouvem barulhos e descobrem que era o Do Contra, sempre imprevisível, querendo entrar pela saída do Parque e teimando com os monitores. Do Contra diz que porque fica mais perto dos brinquedos que ele gosta, os monitores não querem saber, tem que entrar na entrada da frente como todo mundo, e, assim, Do Contra entra andando com as mãos para não entrar igual a todo mundo.
Nimbus reclama com o irmão da mania de querer ser diferente, Do Contra diz que não quer, ele é. Nimbus diz que só falta dizer que não brinca para ser diferente e Do Contra fala que brinca, só que do jeito dele. Então, nos "Ciclo-Balões" que teria que pedalar para eles subirem, o Do Contra pedala para descer. No "Brinquedão", em vez de seguir o caminho normal, ele vai de contramão, atrapalhando as outras crianças, dizendo que o caminho normal é fácil e ele inventou um novo.
No "Carrossel do Horácio", em vez de sentar nos dinossauros de brinquedo, Do Contra resolve andar pelo carrossel em movimento, precisando o Monitor tirá-lo de lá, o chama de maluco e avisa que é perigoso e que ele pode se machucar. Na "Casa do Louco" em vez de entrar pela escada, ele entra escalando pela saída do escorregador e visita as atrações do brinquedo de trás para frente até sair pela entrada. A Monitora pergunta quem é ele e um menino diz que deve ser o dono da casa.
Na "Tumba do Penadinho", Do Contra se fantasia de fantasma para dar susto na criançada que achava que os monstros do brinquedo metiam medo em ninguém. Depois, ele faz malabarismo com as bolinhas da piscina de bolinhas do "Brinquedão" e vê o filme do "Cinema 3D" sem os óculos e come uma banana que trouxe de casa para não comer os lanches da lanchonete.
Quando vão embora, Mônica não deixa Do Contra sair pela entrada do Parque. No caminho para casa, todos falam que se divertiram bastante e Do Contra fala que se divertiu mais que todos eles juntos porque ousou ser diferente e vai embora. No final, quando já está sozinho, comenta consigo que qualquer dia desses precisa ir ao Parque da Mônica sozinho, sem ninguém ver porque morre de vontade de curtir os brinquedos da forma normal mesmo e se imagina brincando nos brinquedos igual a todo mundo.
História legal em que o Do Contra brinca com os brinquedos do Parque da Mônica todo errado para ser diferente dos outros. Onde é pra entrar, ele queria sair, seguia caminho contrário e tudo mais para não agir igual a todo mundo. Sendo que fazendo isso, tinha risco contra sua segurança e dos outros que estavam brincando e poder se machucar feio como percorrer contramão no "Brinquedão", correr no "Carrossel do Horácio" em movimento e escalar o escorregador de saída da Casa do Louco. Ao menos, uma coisa ele fez igual a todo mundo foi sair do Parque pela saída, mesmo contra sua vontade.
No final disse que pretendia voltar ao Parque sozinho para brincar com os brinquedos da forma normal sem que os amigos vejam. Mostrou que o Do Contra faz as coisas de pirraça para ser diferente dos outros, é carente que quer chamar atenção. Ou seja, é diferente na frente dos outros para manter a sua fama de sempre contrariar, mas quando está sozinho ou longe de quem não conhece, age igual a todo mundo. Do Contra sendo assim do seu jeito único é taxado de maluco e esquisito por quem não o conhece, se daria muito bem com o Louco. Aliás, até hoje ele foi o único que conseguiu neutralizar o Louco e não cair nas loucuras dele.
Engraçado o Do Contra fazendo tudo diferente nas brincadeiras, principalmente entrar pela saída do Parque, andar com as mãos para entrar no Parque, ir de contramão no "Brinquedão", correr no "Carrossel do Horácio" em movimento, assustar os outros como fantasma da "Tumba do Penadinho" e o esforço de escalar o escorregador da "Casa do Louco" ao contrário e Monitora perguntar quem é ele e um menino responder que deve ser o dono da casa, afinal só um louco para escalar um escorregador.
Os frequentadores e funcionários do Parque deviam conhecer o Do Contra porque é um personagem da Turma da Mônica e do Mauricio de Sousa. Pelo visto deixaram como desconhecido pelos outros para dar a graça que ele era maluco excêntrico. Curioso eles com autonomia de irem ao Parque sozinhos sem presença de pelo um dos pais deles, muitas vezes eles iam sozinho, mesmo o Parque sendo localizado longe do bairro do Limoeiro. Aliás, deu uma impressão que dessa vez o Parque foi localizado mais perto do Limoeiro, podendo eles irem e voltarem a pé e normalmente eles iam de carro com os pais já que era localizado no Shopping Eldorado de São Paulo, longe do Limoeiro.
Essa foi a história de abertura mais curta do Parque da Mônica, normalmente eram mais longas a partir de 15 páginas. Essa teve 10 páginas e com enquadramento de 3 linhas e 3 colunas com até 6 quadros por página, se tivesse o enquadramento normal de 4 linhas e 4 colunas e até 8 quadros por páginas, teria menos páginas ocupando o gibi. De qualquer forma, ajudou a ser mais objetiva e sem enrolação e deu conta do recado.
Incorreta atualmente por Do Contra brincar diferente dando risco de se machucar e ainda atrapalhar as brincadeiras das outras crianças, as crianças irem ao parque sozinhas sem os pais, além de palavras e expressões populares de duplo sentido proibidas como "gozado", "morro de vontade".
Traços ficaram bons, típicos dos anos 1990 com personagens com língua ocupando mais espaço na boca e dar mais humor. Só cores ruins muito escuras, principalmente com mesmo tom de marrom escuro usado em tudo. Cascão e Cebolinha aparecem na capa, mas não aparecem na história, muitas vezes nas capas com alusão à história não seguiam exatamente o que aconteceu na trama, isso quando não faziam piada a partir do tema da história e isso mais frequente ainda nos gibis da Editora Abril. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.
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