segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Chico Bento: HQ "No Livro Enguiness"

Em agosto de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "No Livro Enguiness" em que um homem quer evitar que o Chico Bento entre no livro dos recordes como o maior comedor de goiabas uma atrás da outra. Com 16 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 251' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Chico Bento Nº 251' (Ed. Globo, 1996).

Zé Tramela consegue comer 60 goiabas de uma só vez, Seu Mano Juquim comenta que Zé Tramela bateu recorde do Jão Goela Seca, que havia comido 59 goiabas. Zé Tramela diz que o esforço vai render de entrar no livro "Enguiness" de recordes, vai ficar famoso e rico, vai ser convidado para fazer comerciais de goiabada, de sucos de goiaba, sal de frutas e os dois vão ao armazém telefonar para o pessoal do "Enguiness" e fazer demonstração para eles.

Quando saem, Zé Tramela diz que o pessoal do "Enguiness" vai estar lá amanhã, quando ouvem o Hiro dizer 61 goiabas. Mano Juquim corrige que foram 60, aí veem que o Chico Bento comeu 61 goiabas no pomar do Nhô Lau, dizendo que eram as que tinham na goiabeira e vai em outra comer mais. Zé Tramela chora por ter sido arruinado por um moleque. Mano Juquim comenta se o pessoal do "Enguiness" vir isso já era, e Zé Tramela diz que vai ter um jeito de não verem.

Na goiabeira, Chico não consegue comer mais uma goiaba inteira, 62 foi seu limite, está tão pesado que nem consegue se mexer. Nhô Lau aparece, dá tiros de sal. Chico diz que correndo não vai escapar, precisa de um lugar para se esconder e Zé Tramela, escondido na moita, fala para entrar dentro do saco e, assim Chico é sequestrado e vão escondê-lo até o pessoal do "Enguiness" for embora e, dentro do saco, Chico acha que foi um truque do Nhô Lau. 

Em casa, Zé Tramela avisa que Chico vai ficar no saco até depois de manhã e faz um furinho para ele não sufocar e vão descansar esperando a fortuna. No dia seguinte, o pessoal do "Enguiness" chega, Zé Tramela já preparou as goiabas e começa a comer. Dentro do saco, Chico diz que está desde ontem sem comer e está dando uma fome danada. Sente cheiro das goiabas, pula até a sala e tenta pegar uma goiaba escondido.


O avaliador do "Enguiness" vê e quer saber o que significa isso. Zé Tramela fala que é o macaquinho de estimação deles que adora goiaba. Zé Tramela leva Chico para o esconderijo, ele diz que quer goiaba e o avaliador estranho um macaco que fala. Zé Tramela disfarça, volta a comer, quando Nhô Lau bate na porta, perguntando se viram o Chico Bento, foi dar susto porque estaca assaltando o pomar e ele sumiu, os pais estão desesperados e ele está batendo de porta em porta para ver se acha, está se sentindo culpado, mas não tinha que comer 62 goiabas do pomar.


O avaliador estranha, vai até o esconderijo, tira Chico do saco e fala que os pilantras estavam tentando escondê-lo para que não batesse o recorde dele. Chico fica animado que pode aparecer no "Enguiness" se repetir a comilança na frente deles. Zé Tramela quer tentar também, acha que pode comer mais que o Chico e, assim, os dois comem as goiabas ao mesmo tempo, quem comer mais na competição, será o novo recordista. Chico consegue comer 62 goiabas, Zé Tramela come a sua 62ª goiaba e os dois desmaiam juntos.


Deu empate e Chico e Zé Tramela começam a tirar fotos para o "Enguiness". O avaliador recebe um telefonema e manda o fotógrafo Marcos suspender tudo, eles têm um novo recorde, Magali do bairro do Limoeiro acaba de comer 109 goiabas de uma só vez e eles vão direto para lá de carro. 

Zé Tramela chora, Mano Juquim tenta consolá-lo, dizendo que recordes existem para ser quebrados. Zé Tramela lamenta que foi muito rápido, nem teve seus quinze minutos de fama. Mano Juquim concorda, fizeram de tudo para aparecer no livro, treinaram, raptaram moleque, trapacearam. Zé Tramela tem ideia e corre atrás do carro do pessoal do "Enguiness", falando que bateram o recorde dos irmãos que mais se  esforçaram para aparecer no "Enguiness".


Nhô Lau comenta da aventura, Chico fala que tão cedo não quer saber de goiaba e Nhô Lau acha bom ouvir isso e Chico complementa que bom que no pomar dele tem outras frutas. Depois, Hiro pergunta por onde o Chico andou por estar sumido desde ontem. Chico conta que foi raptado por dois irmãos que queriam entrar no livro dos recordes, um deles comia 60 goiabas e como ele comia mais, quiseram escondê-lo, o colocaram dentro de um saco, houve uma competição. Hiro corre ao armazém e telefona para o pessoal do "Enguiness" perguntando se tem interesse no recorde do maior mentiroso de todos os tempos.

História legal em que o Zé Tramela quer entrar no livro dos recordes como o maior comedor de goiabas do mundo só que se deparou com o Chico Bento que come mais que ele. A solução foi sequestrar o Chico para escondê-lo até depois do pessoal do "Enguiness" ver a demonstração ao vivo. Chico sai do cativeiro para comer as goiabas na sala, é descoberto que foi raptado e passa a competir com Zé Travela quem come mais goiabas. Dá empate, os dois teriam a glória, só que descobrem que Magali ´come mais goiabas que os dois. Zé Travela tenta depois entrar no "Enguiness" como o mais esforçado para entrar no livro junto com o irmão e Chico se passa por maior mentiroso do mundo pelo Hiro, não acreditando na aventura que passou enquanto estava sumido, querendo que Chico entre no "Enguiness".


Zé Travela e Mano Juquim viraram vilões por causa do interesse de fama e ganhar dinheiro. Se tivessem filmadora, poderiam ter filmado a primeira comilança e nem precisaria sequestrar o Chico porque não veriam o feito dele e se tivessem visto, não teriam como provar o recorde dele sem ter filmado. Tinham que colocar o Chico em outro local e não no mesmo que seria a avaliação do "Enguiness". Na primeira tentativa na frente dos avaliadores já podiam ter desclassificado o Zé Tramela por causa das interrupções, já estava dando descanso no estômago, não estava sendo goiaba atrás da outra como era para ser.

Nhô Lau ficou com remorso após o Chico sumir e os pais desesperados. Foi importante para descobrir a farsa após ele falar que o Chico havia comido 62 goiabas do pomar dele, falou demais e o avaliador descobriu que não era macaco dentro do saco. Com o furo, Chico poderia rasgar o saco e fugir, perdeu a chance, ainda mais que a porta do quartinho que servia como cativeiro não estava trancada. Pelo menos deu para pular até a sala e tentar roubar a goiaba e descobrirem a farsa. A competição foi boa, os dois no páreo para ganhar e ambos não conseguiram comer mais que 62 goiabas. 

Rachei de rir quando perderam o recorde por causa da Magali. Eu já imaginava ser em vão Zé Tramela e Chico comerem 62 goiabas, desde o início já pensava que Magali comeria muito mais que isso. Magali fez um crossover sem aparecer fisicamente, foi fundamental para o desfecho de nenhum dois bater recorde e ela quem iria entrar no livro "Enguiness". No caso dela, não seria só recordista de comer mais goiabas, mas qualquer comida, teria que ser recorde na categoria de maior comilona do mundo. Outros personagens também poderiam entrar no livro dos recordes como Mônica como a menina mais forte do mundo e Cascão como o menino que nunca tomou banho na vida.

Fica na imaginação se Zé Tramela e o irmão conseguiram entrar no "Enguiness" com esse feito de irmãos que mais se esforçaram para entrar. Teriam que alcançar o carro, ou viajaram para o bairro do Limoeiro e se conseguirem, tentar convencer o avaliador. Porém, o certo tinham que ser presos por terem sequestrado uma criança e deixar em cativeiro, tiveram sorte que ninguém acionou a polícia e crime não seria motivo pra entrar em livro de recordes. No final, eles até se deram bem, mesmo não entrnado no "Enguiness", tinham que ter castigo pior por sequestrar criança.

Chico falou a verdade e ainda se passou por mentiroso, Hiro achou fantasioso demais o que o amigo passou. Como Chico já tem fama de mentiroso nato, era uma característica dele, Hiro queria que ele entrasse no "Enguiness" como maior mentiroso do mundo. Chico daria pra entrar no livro como maior mentiroso, contava mentiras, principalmente em pescarias.

Engraçado Zé Travela dizer que comeu tantas goiabas que nem consegue comemorar de tão cheio que estava, Mano Juquim dizer que só se tapar os olhos do pessoal do "Enguiness" para eles não verem, dizer que também está com cara de mau, Chico pular no saco pra comer goiabas na sala, Zé Tramela diquer que ele era um macaquinho es estimação no saco, avaliador estranhar macaco que fala, a competição dos dois comendo goiabas, desmaiarem ao mesmo tempo, Zé Tramela ficar arrasado que Magali que era a recordista de comer goiabas, Chico falar para o Nhô Lau que tão cedo não quer saber de goiaba e complementar que bom que no pomar dele tem outras frutas e Chico se passar por mentiroso pelo Hiro no final.


Foi bom colocarem o Hiro no lugar do Zé da Roça, ajudou a diferenciar. A paródia foi do famoso livro Guinness. Detalhe de usarem orelhão do armazém para telefonarem porque povo da roça não tinha telefone fixo em casa. Zé Travela e Mano Juquim pareceram só nesta história como de costume de personagens criados para aparições única,

Foi uma história póstuma de Rosana. Incorreta atualmente por sequestro, Chico ser preso dentro de saco e ficart em cativeiro, exagero de comilança para entrarem no livro dos recórdes, Nhô Lau com trabuco e dar tiros de sal no Chico e no Hiro, o Nhô Lau dizer que o Chico assaltou o pomar porque agora não falam mais que os meninos roubam goiabas, e, sim, pegam e podiam implicar com orelhão por ser coisa datada.

Traços ficaram muito bonitos e caprichados da fase consagrada dos personagens. Cores foram totalmente sem degradê depois de 1 no nos gibis, a partir daí, só ficaram em alguns quadros ocasionais. Colorização em si não mais tão escura e com mais variações do marrom, diferente do primeiro semestre de 1996. Essa história nunca foi republicada, já estava em fase de republicações na Editora Panini e por causa do politicamente correto e a pressa para diminuir o tempo decorrido de histórias originais, várias histórias após 1995 dos gibis quinzenais de Cascão e Chico Bento não tiveram republicações até hoje. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Piteco: HQ "O velho truque do tornozelo machucado"

Mostro uma história em que a Thuga fingiu que machucou o pé em uma perseguição atrás do Piteco para poder se casar com ele. Com 4 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 113' (Ed. Abril, 1982).

Capa de 'Cebolinha Nº 113' (Ed. Abril, 1982)

Piteco corre da Thuga quando ela  torce o pé do nada na correria e diz que não consegue andar, está doendo muito. Piteco acha bem feito, quem mandou ficar o perseguindo. Thuga diz que Piteco vai ter que carregá-la e ele diz que é para se virar sozinha, tenta ir embora, lembra de perigos que a Thuga pode ter se aparecer um dinossauro e resolve carregá-la porque estão longe de Lem e ela não sobreviveria sozinha.

Piteco reclama que Thuga está pesada, ela promete fazer regime e no caminho, ela pensa que o plano está dando certo, quando chegarem a Lem, ele estará bem cansado e vai estar nas mãos dela. Piteco a carrega subindo montanha, atravessando rio e quando chegam a Lem, pessoal comenta que Thuga conseguiu agarrar o Piteco, Thuga chama o Juiz de Paz para se casarem, Piteco estranha que ela melhorou do pé e ela diz que nada como um carinho para gente sarar rapidinho.

Thuga quer que o Juiz faça o casamento logo, forma convidados para assistir a cerimônia e Piteco cai no chão e dorme. O Juiz diz que não pode celebrar casamento com o noivo neste estado. Thuga tenta acordar Piteco sem sucesso, o Juiz diz que tem mais o que fazer, quando ele acordar, mande chamá-lo. Pessoal de Lem lamenta que mais uma vez adiado o casamento deles e no final, Thuga fica ao lado do Piteco na esperança de ele acordar e lamenta que até dormindo consegue fugir dela.

História legal em que a Thuga inventa que torceu o pé quando estava perseguindo o Piteco e faz com ele a carregue até a aldeia de Lem com intenção de ficar bem cansado e não pensar direito no que está fazendo e finalmente poder se casar com ele. Só que Piteco acaba dormindo de cansaço na hora da cerimônia, conseguindo se livrar do casamento.

Thuga tentou ser esperta e mais uma vez se deu mal. Como Piteco não se casava por livre e espontânea vontade, tinha que apelar. Não contava que ia dormir, que era o mais óbvio acontecer de tanto percorrer o trajeto a carregando, ela provou o próprio veneno, pelo menos Piteco se livrou do casamento com o cansaço. Ele bem que podia ter deixado Thuga lá, não precisaria fazer esforço e ficar cansado, mas ficou com pena dela com os perigos da mata. Também dava para Piteco ter desconfiado durante o trajeto, ela podia se queixar de dor enquanto a carregava só que ficou quietinha, como "o velho truque do tornozelo machucado" era famoso para atrair marido, ele devia saber também, ainda poderia ter reclamado mais quando viu que ela andou quando foi chamar o Juiz de Paz, porém estava muito cansado pra raciocinar e brigar por alguma coisa.

Ficou na imaginação se o Piteco dormiu sem querer pelo cansaço ou foi de propósito, percebendo o que estava acontecendo e a alternativa foi dormir para fugir do casamento. Foi engraçado Piteco achar bem que bem feito Thuga se machucar porque estava o perseguindo, imaginar a Thuga sendo atacada por dinossauro com o pé machucado, Thuga dizer que vai fazer regime após Piteco falar que ela está pesada. Piteco carregá-la subindo montanha e atravessando rio, Ogra saber que Thuga usou o velho truque do tornozelo machucado, Thuga dizer que sarou rápido por causa do carinho que recebeu, Piteco desabar de sono bem na hora do casamento.

Foi estilo de história de plano infalível da Thuga para se casar com o Piteco, que sempre eram bem bolados, Thuga não apanhava, mas se dava mal, sempre terminando sem se casar com ele e o povo da aldeia de Lem ficava na expectativa do casamento deles e ficavam frustrados depois, mesmo sabendo que era uma coisa impossível, o Juiz de Paz, então, nem tinha mais esperança de realizar casamento deles um dia. Eram muito boas as histórias de planos infalíveis de outros personagens, sem serem criados  pelo Cebolinha. Incorreta atualmente por Thuga arrumar casamento à força, simular dor que não tinha, nem só perseguir Piteco não tem mais hoje porque alegam que é rebaixamento feminino e não gostam de histórias envolvendo namoro e casamento, mesmo sendo de adultos porque são as crianças que leem. 

Traços ficaram bons, do estilo dos anos 1980. Era muito bom o efeito da noite nas histórias da Editora Abril dos anos 1970 e 1980 com o recurso de vários pontos pretos em um fundo branco que formavam o cinza. As divisões entre os fios do cabelo e barba do Piteco ficaram pintadas de branco e não pintadas com a cor de fundo, não deixa de ser um erro. Foi republicada depois em 'Almanaque da Mônica Nº 16' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 16' (Ed. Globo, 1990)

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Capa da Semana: Chico Bento Nº 162

Nessa capa, Chico Bento dorme enquanto pescava e os passarinhos aproveitaram para fazer a festa, tirando e levando todas as minhocas da lata para comerem. Resta saber se o Chico vai acordar há tempo de conseguir salvar algumas minhocas e como vai reagir não ter mais minhocas para pescar, caso acordar e passarinhos e minhocas não estiverem mais lá. Quem sabe, pode ter sorte de pescar um peixe com a minhoca que já está na vara na água. Mostrou a característica do Chico ser preguiçoso e se dar mal por causa disso, era legal isso.

Capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 162' (Ed. Globo, Abril/ 1993).

sábado, 22 de agosto de 2026

Cebolinha: HQ "Olho por olho, dentão por dentão"

Mostro uma história em que o Cebolinha cria plano infalível dos meninos tacarem seus bichinhos de pelúcia deles na Mônica. Com 7 páginas, foi história de abertura de Cebolinha Nº 37' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Cebolinha Nº 37' (Ed. Globo, 1990)

Cebolinha quer saber por que Cascão e Xaveco estão com olhos roxos. Cascão fala que levou umas coelhadas da Mônica só porque ele escreveu umas verdades sobre ela no muro e Xaveco achou graça e levou a dele. Cebolinha dá gargalhada, chama os amigos de molengas, que aposta que ficaram parados de boca aberta esperando a coelhada. 

Em seguida, Mônica acerta o Sansão no Cebolinha porque estava rindo dela e manda isso não se repetir mais. Cebolinha fala que se enfezou e que foi a gota d'água e acaba de bolar um plano infalível para derrotar a Mônica de uma vez por todas e manda avisarem a todos os meninos que hoje tem reunião no clubinho e Xaveco diz que só depois do "Caspion" na TV.

Depois, na reunião no clubinho, Cebolinha fala sobre o plano infalível, como a Mônica bate neles com coelhinho de pelúcia, vão dar o troco na mesma moeda. Titi diz que só tem dez centavos no bolso, Xaveco, ainda não recebeu a mesada, Franjinha pergunta se serve vale-refeição e Cascão fala que não paga para entrar no plano dele. Cebolinha pergunta se todos têm um bichinho de pelúcia em casa, como eles têm, Cebolinha manda cada um buscar o seu e se encontrarem  daqui meia hora no campinho.

Meia hora depois, no campinho, Franjinha leva um ursinho, Xaveco, um macaquinho, Titi, um tigrinho, que é da mãe dele e Cebolinha, uma girafa feia que a tia dele lhe deu. Cascão chega depois com uma minhoca de pelúcia, Cebolinha acha que é uma minhoca feia e Cascão diz que não é para falar assim do seu Jujuba. Cebolinha avisa que vão tacar os bichinhos de pelúcia na Mônica igual ao que faz com eles. 

Cascão diz que não taca o Jujuba em ninguém. Cebolinha avisa que depois da Mônica sair correndo apavorada, eles pegam tudo de volta. Os meninos gostam da ideia, Franjinha diz que vai achar um uso para esse ursinho bobo que ganhou e Cebolinha acha que o melhor é vencer a Mônica com a mesma arma e ela vai ver quanto dói uma coelhada, meninos complementam ou ursada ou minhocada e cebolinha diz que eles vão rir e a Mônica vai chora.

Depois, os meninos vão até onde estava a Mônica e a xingam de baixinha, dentuça e gorducha. Mônica taca o Sansão neles, se abaixam e ela erra. Os meninos tacam seus bichinhos nela e quando pensam que ela foi derrotada, Mônica diz que adorou, são lindos, foi melhor surpresa que teve e acha que os xingos eram só para disfarçar. Dá um beijo no Cebolinha, fala que agora sabe o quanto eles a adoram, nunca ganhou tantos bichinhos e que vai cuidar deles com todo carinho e vai embora. 

Cebolinha diz aos amigos que não era o que queria, mas que pelo menos não apanharam no final. E todos passam a chorar muito porque ficaram sem seus bichinhos de pelúcia  de estimação, inclusive o Cebolinha.

História legal em que Cebolinha se revolta por apanhar da Mônica só porque riu dos amigos que apanharam dela e resolve faze rum plano infalível dos meninos tacarem seus bichinhos de pelúcia nela para Mônica saber quanto dói uma coelhada. Só que tem efeito contrário e Mônica pensa que os bichinhos eram presentes para ela e os meninos ficam sem os seus bichinhos.

Meninos fingiram que não eram apegados aos bichinhos de pelúcia, alguns até diziam que eram da mães deles, único que demonstrou grande apego foi o Cascão com sua minhoca Jujuba. No final provou que era tudo cena e que seus bichinhos eram de estimação, queriam mostrar que bichinhos de pelúcia não eram coisas de meninos ou que estavam grandes para ter um, e quando se deparam na perda pela Mônica, caem na choradeira. Não apanharam, mas a surra seria melhor que do que ficarem sem seus bichinhos, o castigo foi pior.

Dessa vez o plano não foi estragado pelo Cascão. A Mônica que foi burra de pensar que os meninos estavam dando os bichinhos de presente para ela. Ou então, ela fingiu achando que era presente para ficar por cima e não ser derrotada e de quebra ficar com os bichinhos dos meninos, aí fica na imaginação dos leitores. Final também foi aberto de imaginar se conseguiram ou não recuperarem seus bichinhos de pelúcia depois.

Foi engraçado Mônica bater só porque riram do outro apanhando achando que estavam rindo dela, Cascão e Xaveco acharem que foi a coelhada que afetou a cabeça do Cebolinha para criar plano, Xaveco querer ver "Caspion" na TV antes da reunião, meninos acharem que era para dinheiro quando Cebolinha disse que "vão dar troco na mesma moeda", Xaveco achar que vão montar zoológico com os bichinhos de pelúcia, a surpresa da Mônica ficar com os bichinhos deles e ficarem chorando coma perda no final.

A coelhada dói por causa da força que a Mônica faz para jogar. Já se alguém tacar o Sansão no lugar da Mônica não ia doer igual, a força que eles jogaram os bichinhos nela foi nada se comparando quando ela tacava o Sansão neles. Muito boa a referência ao seriado "Jaspion" quando Xaveco disse que reunião "depois do Caspion na Tevê, né?". "Jaspion", seriado japonês exibido no Brasil na TV Manchete era um febre da garotada na transição dos anos 1980 para 1990 e tudo que é tendência da atualidade eles gostam de mostrar ou citar nas histórias. Dessa vez com nome parodiado, mas nem sempre parodiavam nomes famosos na época, como foi com o nome do ursinho Blau Blau do Franjinha, com referência á música "Meu ursinho Blau Blau" da banda Absyntho, de 1984. Por sinal, foi provado que anos 1980 estava bem vivo no início de 1990.

Histórias de planos infalíveis costumavam ser mais curtas, inclusive quando eram histórias de abertura, com raras exceções. No decorrer dos anos 1990 que passaram a colocar histórias de abertura de planos mais desenvolvidas, com reviravoltas deixando mais longas. Essa foi um plano infalível envolvendo os outros meninos e não só Cebolinha e Cascão, eram boas também comparticipação de vários meninos da turma. Teve o clubinho dos meninos onde meninas não entram, que tem até hoje, e histórias em clubinho sempre lembram as de Luluzinha e Bolinha, sem dúvida clubinho foi inspirado em Luluzinha. Jujuba do Cascão retornou depois na história "O sumiço da Jujuba", de 'Cascão Nº 324' (Ed. Globo, 1999) e que virou desenho animado depois e até hoje é citado que o Cascão ainda tem essa minhoca de pelúcia. Certamente se inspiraram nessa história para retornar com Jujuba.

Traços ficaram muito bonitos da fase consagrada dos personagens. História teve mensagem de não esconder o que você gosta com vergonha ou medo do que os outros vão falar. Incorreta atualmente por dar ideia de que bichinhos de pelúcia não são coisas de menino ou que são só para criancinhas, histórias d eplano infalíveis não são vistas mais, principalmente meninos sendo perversos com a Mônica, meninos xingarem Mônica de gorducha, Mônica bater por coisa banal como só porque riram dela, além de palavras  e expressões populares proibidas: "credo", "Filombeta", "dar o troco na mesma moeda". Teve erro de camisa do Titi sem listas pretas no penúltimo quadro da segunda página da história.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Cascão: HQ Antes... E Depois!"

Em agosto de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "Antes... E Depois" em que Cascão vira garoto-propaganda de uma campanha publicitária de sabonete. Com 14 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 250' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Cascão Nº 250' (Ed. Globo, 1996)

Seu Sales, o chefe da agência de propaganda "Depemê", mostra campanhas publicitárias premiadas passadas que já produziram do sabonete "Plim Plom" e quer que os funcionários Zé e Depê criem uma nova campanha premiada, que tem que ser diferente, criativa e eficiente nas vendas. Depois da reunião, Zé comenta com Depê como ele pode ser otimista, Depê diz que sempre bolam alguma coisa, Zé comenta depois de muita dor de cabeça e vão dar uma volta na rua para ver se pinta alguma ideia.

Eles veem o Cascão bem sujo e Depê avisa que o menino será o espírito da campanha deles. Zé fala que querem vender sabonetes, não lixeira. Depê diz que podem mostrar o antes e o depois do sujinho ter tomado tomado banho com o sabonete Plim Plom, já todo limpo e cheiroso e vão falar com o Cascão. 

Acham o nome dele perfeito para a campanha e perguntam se ele quer garoto-propaganda da televisão. Cascão diz que não sabe, nunca pensou nisso. Depê diz que o pagamento vai ser tomar todos os sorvetes que quiser e ainda ter sucesso e fama e que basta mostrar antes e depois de ter usar o produto deles e aí Cascão topa.

Na agência, apresentam o Cascão ao diretor Seu Sales e avisam que a campanha estará pronta esta tarde porque é coisa simples e o Seu Sales fala que vai reservar horário na televisão hoje mesmo e no horário nobre e que o cliente vai ficar satisfeito. Em seguida, maquiam o Cascão e começa a gravação da campanha com a parte de mostrar o "antes" dele e depois a equipe abre a janela para respirar que não aguentavam o mau cheiro.

Depê avisa ao Cascão que agora ele vai usar o produto deles e depois vão filmar o "depois". Cascão quer saber se é um pente, chocolate, borracha, tênis e Depê fala que é o sabonete "Plim Plom"  e que o banho está preparado. Cascão fica desesperado, faz escândalo que quer sair dali e quer saber quem trancou a porta. Depê diz que ele não deve estar acostumado com banho, mas não é tão dolorido assim. Cascão tenta fugir pela janela, a equipe fecha, Cascão é agarrado pela equipe, o levam até a banheira, jogam, não o encontram na água e descobrem que ele foi parar no teto.

Depê pega uma mangueira, joga a água no teto, Cascão foge em zigue-zague entre as paredes da sala, faz um redemoinho, atravessa a parede e foge. Zé fala que a secretária Dona Leonor disse que é vizinha do Cascão e ele é um porquinho que nunca tomou banho na vida e melhor desistirem. Depê não quer desistir, se ele é famoso por ser sujinho, fará mais sucesso na campanha deles e ordena que todos vão atrás e não voltem sem ele.

A equipe procura Cascão em latas de lixo, no lixão até que Zé o avista atrás de uma moita. Corre atrás, Cascão se esconde na lama, Zé pega, falando que ele está bem sujo, mas não faz mal e que vão continuar a gravar o comercial. Depois que vai embora, o Cascão surge saindo da lama, aliviado que se salvou deles.

No estúdio, Seu Sales reclama com Depê que já é quase noite e eles não terminaram o comercial. Depê fala que tiveram um probleminha e Seu Sales manda tratar de resolver porque o comercial tem que ir ao ar em meia hora senão perderão dinheiro. Zé aparece, dizendo que pegou o Cascão e está bem mais dócil e Seu Sales fala, que como não têm mais tempo, a segunda parte do comercial será mostrada ao vivo.

Naquela noite, no intervalo do "Jornal Racional" é mostrado o comercial do sabonete "Plim Plom" ao vivo, Seu Sales espera que seja mais uma campanha premiada deles. O comercial começa mostrando o "antes" do Cascão, até ele conhecer o sabonete "Plim Plom". Depois de ter tomado banho, ficou de outro jeito e mostra o Chovinista de banho tomado.

Depê manda cortar e quer saber quem colocou aquele porco na banheira. Zé diz que não sabe como foi se enganar tanto assim. Seu Sales reclama que o cliente acabou de telefonar cancelando a conta com a agência dele, tiveram um baita prejuízo e manda Zé e Depê para rua. No final, aparecem os dois chorando com chutes marcados nas bundas, Cebolinha comenta com Cascão que dois marmanjos chorando, Cascão diz que conhece, não sabe como ficaram assim, mas que precisava ver como eles eram "antes".

História legal em que Cascão é convidado pra ser garoto-propaganda da nova campanha publicitária do sabonete "Plim Plom" só que foi descobrir que o produto que iria usar é que precisaria timar banho só na gravação. Com muito sufoco ele consegue fugir e faz com que o publicitário pega o Chovinista na lama por engano e descobrem que não era o Cascão só quando a propaganda estava no ar ao vivo na televisão, fazendo os publicitários serem demitidos, expulsos a pontapés pelo chefe e chorarem.

 Zé e Depê não falaram para o Cascão que iria usar sabonete e que teria que tomar banho, talvez por medo de ele naõ aceitar ou talvez por esquecimento deles, achando que seria um produto normal para uma pessoa comum. Cascão também poderia ter perguntado antes qual produto que ele tinha que usar, já facilitaria para recusar e evitar dos publicitários serem humilhados e demitidos.

Não desconfiaram que mesmo coberto de lama, Cascão não iria ficar parado e iria ser resistência até o final, já era sinal que não era o Cascão. Zé tinha que ter tirado o excesso de lama antes mesmo de voltar ao estúdio. Cascão foi a causa do prejuízo da empresa, era muitobom quando personagensdavam prejuízos de acordo com suas características.

Cascão antes era um sujinho e agora é um porco, grande humilhação ao vivo deles. Podiam ter dado um tempo de prazo maior para campanha ficar pronta que aí teria tempo de gravar comercial e não fazer ao vivo. Como o diretor já tinha combinado a hora que o comercial ia ao ar, não dava mais para adiar. Também foram bem muquiranas em pagar serviço com sorvetes e Cascão se contentar por pouco.

Definitivamente não conheciam o Cascão, não sabiam que era capaz de tudo para fugir do banho. Sensacional como ele fugiu, principalmente subir no teto, formar redemoinho e atravessar a parede. Como era bom ver Cascão assim fazendo coisas impossíveis de imaginar pra não tomar banho, .esmo quando não tinha possibilidade de escaoat, ele dava um jeito especial.  Esse é o verdadeiro Cascão. 

Engraçado tiradas como Zé fala que querem vender sabonetes, não lixeira, Depê dizer que sabonete "Plim Plom" precisa do menino e Zé achar o contrário, Zé com pregador do nariz e Depê com máscara no rosto para não sentir cheiro do Cascão, após a gravação, equipe querer abrir a janela para poderem respirar e aliviar o mau cheiro no estúdio, as formas do Cascão fugindo do banho, Zé pegar Chovinista por engano, povo que estava assistindo comercial da TV surpresos que Cascão ia tomar banho e a surpresa ao vivo que pegaram o Chovinista. 

Muito boas as referências a propagandas clássicas muito famosas da publicidade como o garoto da "Bombril" Carlos Moreno e do sabonete "Lux" de 1969 em que Regina Duarte falava "9 entre 10 estrelas" e de cigarros "Hollywood o sucesso" dos anos 1980. Sendo a referência maior foi ao garoto da Bombril, até logotipos parecidos do sabonete "Plim Plom" com "Bombril". Também excelente a paródia ao "Jornal Nacional" da TV Globo como "Jornal Racional" e hilário mostrando notícias sem relevância ou interesse popular como uma bomba cai no Afeganistão e ninguém se machucou e governador se encontrou com presidente no elevador. Seu Sales, Zé e Depê, assim como a secretária Dona Leonor que era vizinha do Cascão, só apareceram nessa história, como de costume de personagens criados para aparições únicas. 

História póstuma de Rosana. Incorreta atualmente por Cascão dar prejuízo na empresa e ser responsável pela demissão dos publicitários, Cascão com moscas em sua volta, pisando e sentado e dentro de lama, procurarem em latas de lixo e lixão, absurdos do Cascão fugindo para não tomar banho, Zé e Depê levarem chutes na bunda quando demitidos, mulher nua na banheira do comercial antigo premiado da primeira página, referência à propagandade cigarro na primeira página, nesmo que não de forma explicita, além de expressões populares proibidas "pinta alguma coisa", "pelo amor de Deus".

Traços ficaram bons do estilo dos anos 1990. Cores agora com vários tons de marrom e na intensidade normal e não mais escuras como no primeiro semestre de 1996. Propagandas inseridas na história dessa vez foram nas laterais sobre brindes que estavam vindo nas embalagens do "Kisuco". Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.