segunda-feira, 30 de março de 2026

Mudanças em "Magali 60 Anos"


Cheguei a fazer um review sobre o livro 'Magali 60 Anos' só que como encontrei várias alterações em relação às histórias originais, criei essa postagem mostrando só as mudanças que tiveram neste livro.

Desde que foram para a Editora Panini em 2007 passaram a alterar histórias originais nas republicações dos almanaques para se adequarem ao politicamente correto, tudo que acham errado para os padrões atuais da sociedade, mudam, sejam textos ou desenhos. Não bastassem os almanaques de bancas, nas edições especiais também alteram. Em 'Mônica 60 Anos', que teve classificação indicativa de 14 anos, surpreendeu com as várias alterações e esse da Magali, com classificação livre, não foi diferente, tendo mais que os da Mônica. Foram muitas alterações, muitas delas foram absurdas, umas simples, outras revoltantes, quase todas histórias tiveram alterações e vou mostrá-las agora.

História "O Peso da Magali" ('Mônica Nº 5' - Ed. Abril, 1970): Nos primeiros números dos gibis da Mônica da Editora Abril, personagens ainda não tinham cores de roupas definidas. Como vinham de tirinhas de jornais em preto e branco, passaram a se preocupar com cores só nos gibis coloridos, assim faziam testes para ver como poderiam ficar melhores cores e o Zé Luís apareceu com camisa azul na original de 1970 e agora corrigiram para vermelha. E as numerações de cada página da história que tinha na original agora foram excluídas.


Aqui também mais uma correção de cores. Franjinha e Xaveco também estavam cores de camisa azuis e Cebolinha com sapato azul escuro e agora corrigiram com as cores atuais e ainda teve uma extensão do gramado verde. Esses dois até que foram de leve, apesar de que se fossem como eram nas originais ficaria melhor.

Além disso, redesenharam a cena, pode reparar olhar da Mônica diferente, formato da bochecha do Franjinha, cabelo e sujeirinhas do Cascão, traços na roupa do Xaveco, etc. É um caso curioso de que na 'Coleção Histórica' de 2007 a 2015, costumavam muito de redesenharem histórias inteiras ou uma página ou outra, e até capas também. Nunca entendi por que faziam isso e aí quando republicam de novo como em edições especiais, como 'Biblioteca do Mauricio', deixam como estava na 'Coleção Histórica'. Não sei se restauravam porque o material original do acervo que eles tem estavam apagados ou porque queriam mudar os traços originais, só sei que sempre estavam mudando.


Aqui, na original, tinha reticências na fala da Magali para dar um ar de continuidade e agora na republicação retiraram, ficando diferente do sentido da original. Pior é que também foi tudo redesenhado, pode reparar detalhes como caixa com acabamento melhor, perna da Magali mais fina na original, olhos do Anjinho e da Mônica diferentes, traço da boca da Mônica menor na republicação. Na verdade, quase toda a história foi redesenhada na 'Coleção Histórica" e republicaram aqui a versão dela.


História "A menina e a Lua" (Magali Nº 1 - Ed. Globo, 1989): O reino se chamava "Mussa Rella" na original, agora mudaram para "Muça Rela" para seguir a grafia correta do queijo muçarela de acordo com a norma culta e sem deixar do jeito popular. E nas duas primeiras páginas da original, o texto do narrador apareceu sem aspas e agora corrigiram com aspas na história toda.


Quando Magali descobriu que a Lua era feita de queijo, mudaram o queijo catupiry para provolone. Não entendi essa mudança, achei nada a ver implicar com palavra "catupiry".


História "O controlador de apetite" (Magali Nº 3 - Ed. Globo, 1989): nessa alteraram muita coisa. Já no primeiro quadro, alteraram nome da mãe do Dudu de "Dona Dina" para "Dona Cecília". Nas primeiras aparições, ela não tinha nome definido, assim, ela podia ser chamada de Dina ou qualquer outro nome e só em 1990 que se tornou Cecília em definitivo. Aí nas republicações, sempre alteram nome dela para deixar o nome atual.


Atualmente, as mães dos personagens e mulheres em geral não podem usar avental, sem fazer tarefas domésticas para não dar ideia que são donas-de-casa, mulheres do lar. Agora todas as mães trabalham, ou fora de casa ou em home-office, e só aparecem de avental se estiverem fazendo atividade na cozinha, porém muito raramente. Com isso, alteraram a cena da Dona Lili dando o remédio para Magali, tirando o avental dela.


Palavra "louco" e variações é proibida atualmente nos gibis, e, com isso, alteraram a Mônica chamando a Magali de "louca" para "doida".


Palavra "tortura" é proibida atualmente, para não dar ideia de que vai traumatizar as crianças personagem sendo torturado. Então, amenizaram, trocando palavra "tortura" para "sofrimento". 


Atualmente, palavra "índio" é proibida, assim como a cultura de índios ancestrais é errada mostrar. Tem que chamá-los de indígenas, chamar de índio é ofensivo por ter ideia de ser selvagem e primitivo. Esse foi o motivo de mudarem a Turma do Papa-Capim com roupa e em uma comunidade indígena moderna e, como não deu certo, agora está no limbo do esquecimento. Personagens também não brincam mais de faroeste, caubói e índio, mocinho e bandido, por dar ideia de eles vão usar armas e do índio ser o inimigo. 

Então, mudaram toda a fala do Cebolinha neste quadro. Em 1989, ele perguntava se Magali amarrada estava brincando de índio e caubói e mudaram para o que ela estava fazendo ali amarrada. E para fazer sentido tiraram a resposta do "Não!", que não estava brincando de índio e cauboi. Tirou todo o sentido e a graça da cena com essa censura.


Na original, tiveram dois "socorros", um representando a fala do Cascão e a outra, "Socolo", a fala do Cebolinha. Agora, no livro, mudaram só um "Socorro" como fala dos dois ao mesmo tempo. Se o Cebolinha fala com dislalia, mais coerente era como estava na original ou colocar "Socor (l)o", como já fizeram uma vez nas antigas, ou deixar dois balões separados para cada um. Do jeito que estava, pareceu Cebolinha falando certo como o Cascão. Ficou pior assim.


História "A mão errada" (Magali Nº 11 - Ed. Globo, 1989): Personagens não iam para escola porque tinham 6 anos, tanto que depois mudaram que eles têm 7 anos, para irem à escola. Então, na original, a Dona Lili dizia que a letra feia era porque a Magali não estava na escola e agora mudaram que ainda está aprendendo para seguir o estilo das histórias atuais. Até fonte da alteração ficou estranha, dando pra perceber que foi mudado alguma coisa ali.


Palavrões não são mais permitidos nos gibis. Eram representados por símbolos, mas como sabem que são palavrões, eles sempre alteram quando tinham nas histórias originais para atender os mimizentos. Então, na parte que a Magali taca bolinha de gude na cabeça dele, tiraram os palavrões e o colocaram falando "Pindarolas!" no lugar, termo que nem existia em 1989. Os palavrões ficavam muito mais engraçados e naturais.


Palavra "Droga!" também é proibida atualmente, então mudaram a  Magali falando "Droga!" para "Aff", gíria mais recente que também nem existia em 1989.


Na trama, a Magali tinha problema de manusear com a mão direita por ser canhota, No quadro anterior, a Dona Lili manda Magali cumprimentar o amigo do pai e como ela cumprimenta com a mão esquerda,  a mãe manda que é com a direta. Na original, Dona Lili só fala "com a mão direita" e agora mudaram com todos os detalhes que é para cumprimentar com a mão direita. Não vejo necessidade deixar tudo explicadinho, ela já havia falado que era para cumprimentar antes, tira o poder de interpretação da criança deixando desse jeito cheio de detalhes. E ainda esqueceram da vírgula, tinham que ter colocado "Filha, cumprimenta com a mão direita". Além disso, mais uma vez tiraram o avental da Dona Lili, já que não podem mais as mães serem donas-de-casa, pelo visto isso é ofensivo para as mulheres.


História "Brincando com a Magali" ('Magali Nº 41' - Ed. Globo, 1991). Na cantiga do "Uni-Duni-Tê", tiraram o "Salamê-Minguê", deixando só "Uni-Duni-Te" sem circunflexo no final. Como assim? Não consegui entender por que mudaram isso, vejo nada errado com "Salamê-Minguê" e a canção nem mudou de letra oficialmente. Pior que não mudaram a dimensão do balão, ficou muito espaço vazio que sabe que dá para notar que teve alguma alteração ali.


A palavra "Bolas!" é proibida também, e, com isso, mudaram a Mônica falando "Bolas..." por "Ai...". Falando "Bolas!" fica mais engraçado, com a alteração perde a graça. Curioso que não corrigiram um quadro que o balão de fala da amiga morena ficou como uma fala da Mônica, mas mudar palavra "Bolas!", tirar "Salamê-Minguê" de cantiga eles alteram.


História "A Vice-Dona da rua" ('Magali Nº 103' (Ed. Globo, 1993): Essa foi outra que alteraram bastante coisas revoltantes. Personagens não podem mais rabiscar muros e agora colocam cartazes no lugar dos rabiscos diretos nos muros. Assim, todas as cenas que o Cebolinha rabiscava caricaturas da Mônica, mudaram com ele colando cartazes. E o balde de tinta foi mudado com ele segurando os cartazes que ia colar.

Aqui, além de trocar a lata de tinta por cartaz e tirar o início de um rabisco, mudaram pincel por lápis. Porém, no sentido que deixaram, seria como se ele rabiscasse direto no muro com lápis, mudando só o instrumento para rabiscar. A intenção era colar cartaz e depois rabiscar caricatura com o cartaz colado, então se é para alterar, mais correto seria mudar a posição do Cebolinha na cena alterada.


Na original, Magali reclama do balde de tinta na mão do Cebolinha e agora mudaram para balde de cola, mas acabou ficando sem sentido a alteração porque não tinha balde de cola, ele colava cartazes com durex na republicação. E alteração de balde por cartazes ficou mal feito ele segurando assim. Tentam consertar e conseguem piorar.


Aqui mudaram "exigir que te respeitem" para "que o respeitem, colocaram um hífen em "papo furado" e corrigiram uma vírgula, colocando reticências no lugar na ideia da continuação da fala dele no balão no próximo quadro. Tudo para seguir a norma culta.


Na trama, meninos queriam criar armadilhas no bairro para quando Mônica voltasse da viagem, ela caísse e ser derrotada. Nessa parte, Cascão reclama que para ele sempre sobra o serviço mais pesado, mas em compensação gosta que cavar terra era um serviço sujo. Aí, alteraram "serviço sujo" para que "é por uma boa causa" para tirar a ideia de que ele adora e faz apologia à sujeira. Só que isso altera o sentido e tira toda a graça essa alteração, muito mais engraçado ele gostar do serviço sujo do que dizer que é uma boa causa derrotar a Mônica. O impacto da leitura da original fica muito mais divertido, sem dúvida.


Mudaram Magali falando que era para ele podar as árvores da rua para ajudar com os canteiros para tirar ideia de trabalho infantil pesado, ajudar em canteiros é menos trabalhoso e sem ser perigoso do que ficar podando árvores altas, risco de cair e se machucar.


Apesar do Jeremias aparecer com lábios normais durante a história, em alguns quadros ele aparecia com círculo em volta da boca por engano do desenhista. Como hoje é proibido negros com círculo em volta da boca, acham que é chacota com eles, redesenharam a boca dele com lábios, pior que mal desenhado de lábios muito pequenos, quase inexistente do jeito que deixaram.


Redesenharam o Jeremias na bicicleta, além de tirar o círculo rosa em volta da boca e colocando lábios pequenos no lugar, ainda colocaram capacete e joelheiras nele onde não tinha na revista original. Isso porque agora os personagens andam obrigatoriamente com acessórios quando andam de bicicleta para eles não se machucarem quando caírem para seguir a lei de segurança ao andar de bicicletas na rua da vida real. E ficou muito mal desenhado por sinal.


Seguindo, a lei de segurança dos veículos, na revista original os pais da Mônica andaram de carro sem cinto de segurança e agora colocaram para não dar mau exemplo. Sempre que personagens apareciam sem cinto de segurança, agora colocam. E corrigiram Mônica com boca pouco aberta, deixando agora com boca fechada.


História "A hora da fome" (Magali Nº 116 - Ed. Globo, 1993). Meninas não podem mais ficar com calcinha à mostra, acham que é indecente, que está sensualizando. Então, na cena da Magali pulando carniça com os amigos, na maior inocência, mudaram deixando o vestido mais longo que o normal para esconder a calcinha, tudo para agradar os mimizentos do politicamente correto.


História "Lalá, a lagosta" (Magali Nº 116 - Ed. Globo, 1996): Palavra "Cruzes" é proibida atualmente por ter cunho religioso e sempre mudam por outra coisa, aí dessa vez mudaram "Cruzes!" por "Nossa!". 


Expressões populares e de duplo sentido eles mudam, então na parte que a Magali procura a lagosta Lalá pela casa, mudaram "onde ela se meteu" por "onde ela se enfiou".


Mudaram Magali falando "cozinhá-la" para "cozinhar ela". Embora deem preferência à norma culta, mas não é um padrão e colocam também linguagens informais nas histórias. Aí, nesse caso, preferiram deixar o texto mais informal.


Alteram Seu Carlito falando "uma solução" para "a solução". Na original, "uma" dava ideia de solução indefinida, que poderia ter outras possibilidades de resolverem a situação e agora mudaram para dar ideia de que a solução era aquele que ele ia propor em definitivo. Alteração foi para deixar de acordo com a norma culta.


Alteraram a fala do Seu Carlito, na original era "aquário vazio" e agora colocaram "aquário antes vazio" pra deixar como a norma culta e com sentido na história de que só aparentava que o aquário estava vazio. O carro na história original era roxo e agora deixaram vermelho escuro durante história toda.

E mais uma vez censuraram a calcinha da Magali, foi apenas uma pontinha mostrando na original, quase nada, mas preferiram tampar tudo alongando o vestido porque é muito indecente para o politicamente correto. Gente, criança não tem maldade, nunca ia reparar isso com más intenções.


História "Magalinha morena" ('Magali Nº 273' - Ed. Globo, 1999): Na original, Quinzinho fica olhando apaixonado pela Magali comendo pães, cheio de coraçõezinhos a volta e agora tiraram os coraçõezinhos da cena. Não pode mais ter namoro de crianças nas histórias, e nem namoros de adultos porque são crianças que leem, assim, Magali e Quinzinho, Cascão e Cascuda, etc, agora são só amigos, nem Chico Bento e Rosinha são mais namorados, aí por isso alteraram o quadro dessa história.


História "Comendo fora" ('Magali Nº 316' - Ed. Globo, 2001): Mais uma vez a palavra "Cruzes!" substituída por "Nossa!" por ser proibida atualmente pelo cunho religioso.


Mudaram "hora da janta" por "hora do jantar" por conta que "janta" é expressão popular e é mais correto dizer "jantar".


História "Pedido de aniversário" ('Magali Nº 336' (Ed. Globo, 2002): Expressão "Ai, meu Deus" é proibida atualmente por cunho religioso, só nome de Deus já é proibido, e, assim, colocaram no lugar "Minha Nossa!".


Alteraram Mônica falando "Tia Nena" para "Dona Nena" porque ela é tia da Magali, não da Mônica. Na verdade, o sentido de Mônica dizer Tia Nena seria carinhoso, tia amiga de todos, crianças pequenas chamam professoras de tias, só que pelo visto acharam que seria mal interpretado e preferiram mudar para "dona". Tudo de dupla interpretação eles tiram.



Mudaram a expressão da Magali "nem me toquei" para "nem percebi" para tirar dupla interpretação de pensarem que "me toquei" seria no sentido de tocar a si mesmo. Tira interpretação da criança que a expressão também pode ser não perceber.


Alteraram Bruxa Viviane falando monges "mancos" para "anciões". Palavra "manco" é proibida atualmente, provavelmente para não fazer chacota com quem é manco na vida real.


Foi mudado "catinga" por "fedor" já que expressões populares do nosso cotidiano são proibidas hoje em dia e fora que dizer que alguém tem catinga é um bullying maior que de dizer que tem fedor.


Mudaram expressão "jacus" por "bobões" para tirar expressão popular. Acho que sendo chamados de jacus ficava muito mais engraçado. Tia Nena com avental não foi mudado na história por ela ser cozinheira e estava mexendo na cozinha senão teria alteração.


História "Meu bolo é de bruxa?" ('Magali Nº 371' - Ed. Globo, 2004): palavra "azedice" não existe, aí mudaram para "azedume" para deixar como norma culta. Mesmo sendo uma palavra que não existe, "azedice" ficou bem mais engraçado.


Personagens agora tem sete anos de idade, então mudaram fala do Dudu que Magali tinha seis anos para sete anos. E corrigiram também o erro do botão que ficou ausente na camisa do Dudu da revista original desta cena.


Tiraram o último balão da fala da Magali só porque ela disse que a mãe expulsou de casa para arrumar a festa. Acham que expulsar filha de casa é pesado e tiraram, sendo que a interpretação correta é que a mãe pediu para sair de casa por um momento para poder arrumar a festa, não foi que era expulsar de casa para sempre, foi um modo dizer popular, seria só questão de interpretação e não levar ao pé da letra, mas para não ter dupla interpretação, resolveram tirar o balão todo. Muito mais divertida a cena original.


Na trama, Dudu diz que a Tia Nena por ser bruxa tem gato preto e aparece o Mingau, que é branco. Então, Dudu diz que mudou de cor na original e resolveram mudar perguntando como ele mudou de cor, Não entendi essa alteração, dá tudo na mesma. E aproveitaram para corrigir o erro da orelha do Dudu que ficou laranja como o cabelo na revista original.


Mudaram "cuti-cuti" para "cute-cute" por acharem que a segunda é a grafia correta para a expressão.


Nesse trecho, mudaram que "sapas não vivem peladas" para "sapas não vivem sem roupas", que acabou sendo sinônimos, sem deixar "peladas" em explícito. Pelo visto a palavra "pelada" é proibida hoje em dia.


Mais uma vez trocou palavra "louco" por "doido" já que palavra "louco" é proibida atualmente, provavelmente pra não confundir com o personagem Louco.


Outra vez tiraram o avental da Dona Lili pra não dar ideia que era dona-de-casa. Nas cenas anteriores por ter acabado de fazer atividade na cozinha, mantiveram o avental e como aí ela estava no quarto, resolveram tirar o avental.


Alteraram "Hã?!" por "Ãh"? . Não entendi motivo da mudança, são mesmos significados, não teria motivo pra isso. E durante toda a história, Dona Lili usava batom roxo e agora mudaram com ela sem batom, deixando lábios igual ao tom da pele na republicação.

Então, só as histórias "Magalancia", "Meu reino por um sorvete" e "O que sou, afinal?" que ficaram livres de alterações,  já as outras tudo tiveram ao menos uma modificação. 

Como podem ver, foram mais de 50 alterações, visto que tem quadros que têm mais de uma mudança, nunca foi visto tantas modificações em uma mesma edição, isso tudo para agradar o povo do politicamente correto que não quer nada de errado. Mudam tudo para não traumatizar, não ter duplo sentido e fazendo isso tira inteligência das crianças, tiram capacidade de pensarem, interpretarem, conhecerem palavras novas, se você ler as histórias através dos gibis originais,  tem uma leitura muito mais engraçada e agradável. Ruim também por modificar trabalhos de roteiristas, desenhistas da época. Gibis de hoje tem nada disso que alteraram, por isso estão cada vez mais sem graça, iguais à cartilha educativa. Infelizmente tendência é piorar já que ano encontram coisas novas erradas para a sociedade atual.