domingo, 9 de agosto de 2026

Mônica: HQ "O Dia dos papais trocados"

Em homenagem ao "Dia dos Pais" compartilho uma história em que a Mônica e seus amigos resolvem dar presente para os pais dos amigos em vez de dar para os próprios pais. Com 10 páginas, foi história de encerramento de 'Mônica Nº 64' (Ed. Abril, 1975).

Capa de 'Mônica Nº 64' (Ed. Abril, 1975)

Mônica conversa com o coelhinho de pelúcia que deve ser bom ser coelhinho que não tem problema de quebrar a cuca para dar presente de Dia das Mães, dos Pais, dos Namorados sem ter dinheiro. Agora é Dia dos Pais, o pai dela tem tudo e tem nada que possa dar para ele, só se fosse gravata, mas faz cara feia quando recebe. Em seguida, aparece o Cascão triste e Mônica deduz que ele também não sabe o que vai dar de presente para o pai dele. Cascão confirma e acha chato que pai dele nem usa gravata, diz que talvez goste de uma lata de lixo linda, grande, velha e enferrujada, e acha que é difícil dar presentes para os pais da gente.

Mônica tem ideia de trocar de pai para dar presente, um dá presente para o pai do outro porque na verdade os pais ligam para o gesto e nem para o presente que os filhos dão e aí não precisam mais quebrar cuca para dar presente para os próprios pais. Então, eles vão passar a ideia para todos os amigos e o Cebolinha foi o último, encarregado de dar um presente para o pai da Mônica. Cebolinha diz que sabe nada do pai dela, o que ele tem ou que deixa de ter e pode dar qualquer coisa e que isso é o espírito da coisa e depois Mônica vai comprar presente para o pai do Humberto.

No dia seguinte, na véspera do Dia dos Pais, a turma se reúne no campinho, fazem as trocas dos presentes já empacotados e identificaram que era para o pai do "fulano". Indo para casa, Mônica adorou a ideia, só é angustiante não saber o que está dando para o pai dela. A mãe recomenda esconder no armário da cozinha onde o pai nunca vai e Mônica diz que amanhã a surpresa vai ser para o papai e para ela também e todas as crianças também escondem os presentes que vão dar para os pais deles.

Chega a manhã do Dia dos Pais e eles entregam os presentes. Xaveco entrega uma caixa com monstro que salta, fazendo o pai desmaiar; um menino entrega uma lata de lixo que foi dado pelo Cascão; outro menino dá um cordão de florzinha; outro menino entrega um bolo para o pai gordo diabético e diz que vai ficar só olhando porque o médico proibiu de comer doces, dado pela Magali, outro menino entrega uma bola par ao pai que havia quebrado o pé, Cascão joga for ao embrulho com sabonetes e xampu, pensando que devem ter trocado, pai da Magali recebe um livro de fazer jejum e ele diz que fica agradecido que finalmente viu alguma mudança nela e um menino negro dá um pente para o pai careca.

Na vez da Mônica dar o presente para o pai, acha a caixa mais leve e úmida e pensa que é umidade do armário. Quando o pai recebe, a caixa estava vazia, Mônica fala que é brincadeirinha, o presente leva depois e o pai só manda ela lhe dar uma abraço, que é o melhor presente para ele. Mônica gosta, mas quer tomar satisfação com o Cebolinha, que reclama que ela deu um espelho enfeitado de florzinhas e cor-de-rosa e ele nem gosta de se olhar no espelho por causa de calvície e conta que deu para o pai da Mônica uma estatuetazinha de gelo que ele próprio fez, só que esqueceu de avisar que tinha que guardar na geladeira. Mônica gostou do presente e acha engraçado de estátua de gelo fora da geladeira, os dois caem na risada e no final o pai da Mônica fala para esposa que o riso dos filhos é o melhor presente para os pais.

História legal em que Mônica tem ideia de dar presente para o pai de um amigo já que não sabia o que dar para o seu próprio pai e cada um de seus amigos dariam presente para o pai de outro amigo porque todos também tinham esse dilema de não saber o que dar para o pai, só que com a ideia acabou cada pai recebendo presentes de grego que nada tinha a ver com eles.

Foi uma espécie de amigo oculto de Natal e não sabiam o que tinham nas caixas de presente, sendo uma surpresa para todos. Alguns resolveram dar presentes para sacanear com o amigo, como foi o que o pai do Xaveco recebeu, já outros deram presentes do que eles próprios gostariam ganhar como foi o que o Cascão deu, ou então que seria um presente de grego para o filho, como foi com a Magali. Cebolinha foi o único que deu algo que agregasse, só que foi burro de avisar que era para guardar na geladeira. A intenção foi boa, dinheiro que gastaria pra dar presente para os próprios pais, vão dar para os outros pais, que não sabiam das trocas de presentes, se  o pai que receber não gostar, o problema não era dele, e só do filho que entregou.

Muito boa autonomia das próprias crianças comprarem presentes para os pais, se preocuparem com o que ia dar, o mais coerente seria a mãe ir para escolher junto. Pena que nem todos os presentes a gente soube quem deu presente para quem e faltou mostrar presentes que os pais do Franjinha e do Humberto receberam, para isso precisaria ser mais longa. Serviu de mensagem que "Dia dos Pais" é comércio, os pais não ligam para presentes caros e extravagantes, o mais importante é um abraço e ver a felicidade deles, apenas vendo filho sorrindo contagiante já é a melhor coisa que poderiam receber. Interessante o lado histórico que há mais de 50 anos as pessoas já tinham essa visão que "Dia Dos Pais" era só comércio e roteirista quis mostrar essa mensagem do verdadeiro valor da data, uma crítica social, quase certo que foi escrita pelo Mauricio de Sousa.

Engraçado Mônica dizer que descobriu que Cascão não sabia o que dar de presente para o pai porque fez a mesma cara dela, Cascão querer dar lata de lixo para o pai, Franjinha esconder o presente na casinha do Bidu e dizer para o cachorro não contar pra ninguém que escondeu lá e principalmente todas as surpresas que cada pai recebeu com os presentes trocados, principalmente o pai do Xaveco, o pai gordo diabético que não podia comer bolo, o que recebeu bola com pé quebrado, o do Cascão recebendo sabonete e xampu e o da Magali pensando que a comilona ia fazer jejum.

Vimos que tiveram vários personagens secundários figurantes porque não tinham muitos personagens fixos criados da turma na época. Personagens fixos que contracenavam com Mônica, Cebolinha,  Cascão e Magali eram só Xaveco, Franjinha e Anjinho. Nesta história a Mônica até citou o Humberto, mas ele não aparecia nos gibis e pode até ser que Humberto fosse nome de qualquer figurante que apareceu na trama e não necessariamente o mudinho que conhecemos.

Deu para notar que os pais das crianças tinham um aspecto mais envelhecido, ficando um retrato dos anos 1970 em que as pessoas aparentavam maus velhas do que realmente eram. Teve um festival de personagens falando com boca fechada, na primeira metade dos anos 1970 era quase um padrão isso, principalmente em histórias escritas pelo Mauricio. O Sansão ainda não tinha nome por isso a Mônica chamá-lo de coelhinho.

Os pais da turma quase não apareciam nos anos 1970, histórias eram mais focadas nas crianças. Apenas os pais do Cebolinha e do Franjinha e a mãe da Mônica que eram mais definidos nos traços. Mãe da Mônica aparecia mais vezes em relação aos outros enquanto pais do Cebolinha e do Franjinha eram aparições mais raras. Pais do Cascão não apareciam, no máximo eram apenas citados, por isso nem mostrou aí o Cascão com seu pai, e só começaram a aparecer a partir de 1977 e bastante raramente depois disso até quando ele começou a ter revista em 1982. A mãe da Magali apareceu primeiro só no final de 1975 e antes disso no máximo aparecia só voz dela. Normalmente gostavam muito de não revelar rosto dos pais, ficar o mistério e permitir que os leitores imaginassem como eram os rostos deles.

Nesta história foi a primeira vez que apareceram o pai da Magali e o pai da Mônica. Vimos que era completamente diferente o pai da Magali como um velho, gordo e uma espécie de versão masculina da filha com camisa amarelo e cabelo desse jeito, depois ele teve uma faceta com cara do Seu Juca e só a partir de 1986 que teve o estilo atual que conhecemos. Já o pai da Mônica deu ideia que inicialmente tinha intenção de não mostrar o rosto dele e leitor imaginar como era como foi na cena do abraço dele na Mônica,  aí  o final resolveu revelar rosto dele, que ficou bem parecido com o Mauricio de Sousa. Os pais também não tinham nomes revelados, passaram a ter nomes fixos só nos anos 1990.

Histórias dos anos 1970 eram bem lentas, eram muito comum personagens dialogando, altas conversas, enquanto vão caminhando pela rua. Se fosse nos anos 1980, as 4 primeiras páginas iniciais desta história iam ser mais resumidas em 2 páginas no máximo e depois seguiriam normalmente. Hoje em dia seria corrida demais, já que agora todas  histórias de miolo são no máximo 3 páginas para atender as crianças de hoje da geração Alpha que gostam de tudo corrido, acelerado, sem paciência para ler histórias longas e lentas.

Incorreta atualmente por autonomia das crianças de comprarem presentes sozinhas, se preocuparem com o que ia dar para os pais, Cascão dar lata de lixo, menino negro e seu pai com lábios de círculo rosa em volta da boca, mãe da Mônica de avental, além de palavras e expressões proibidas como "quebrar a cuca", "gozado", gíria datada "grilo". 

Traços ficaram bons no estilo da primeira metade dos anos 1970 com personagens com bochechas pontiagudas, mas já sofrendo adaptações comparados como eram em 1970 e 1971. Nunca foi republicada até hoje, poderia ter sido  entre 1980 a 1983, mas por ter tema de Dia dos Pais, poderiam estar adiando e como Almanaques da Mônica não eram lançados em agosto, acabou ficando esquecida, fora que muitas histórias dessa fase não foram republicadas porque os almanaques da Mônica eram anuais e depois de 8 anos das originais achavam que esravam velhas pra republicações pelo estilo de traços diferentes.  Aí, essa é  rara e só quem tem a edição original que a conhece.

FELIZ DIA DOS PAIS!!!

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Tirinha Nº 127: Cascão

Tirinha passada em um dia frio de inverno e Cascão pula na lagoa. Deu impressão que resolveu tomar banho do nada e perder invencibilidade, mas puro engano: ele só queria dar uma pegadinha nos leitores, já sabia que o tempo estava com frio tão intenso que a água da lagoa virou gelo e ele podia andar tranquilamente que não iria se molhar.

A gente pensa que Cascão queria tomar banho e seria loucura bem logo em dia de muito frio se fosse verdade, foi legal essa ideia de enganar os leitores e bancar o esperto. Com o sapato também não teria risco de se molhar com umidade do gelo e também poderia caminhar tranquilo sobre o gelo. Só ele ter cuidado de que pode ter pontos que não congelou bem, pisar em falso e aí ele se molhar de fato. Personagens sempre ficavam bonitos com roupas de frio, na época tinha recurso de calça emendar com sapato sem divisória, tudo em uma coisa só, achava legal quando tinha.

Tirinha publicada em 'Cascão Nº 166' (Ed. Globo, 1993).

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Astronauta: HQ "Somos todos iguais"

Mostro uma história em que o Astronauta visita um planeta em que todos os habitantes eram exatamente iguais na aparência. Com 6 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 166' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cebolinha Nº 166' (Ed. Abril, 1986)

É apresentado o planeta Bolun, localizado na constelação de Capricórnio, o povo é simpático e pacato, só que tem o problema que todos são iguais, um a cara do outro. Mostra um alienígena que pensa que é o amigo Gorb, na resposta negativa, pensa que são seus outros amigos e aí descobrem que eram pai e filho. Outro caso que um pergunta quem é namorada dele e as garotas respondem que depende, perguntando quem é ele.

O alienígena Zogue se revolta, dizendo que não sabe mais se ele é ele ou se é um vizinho dele. Surge o Astronauta na nave dele e Zogue se espanta que é diferente dele, tem altura diferente e nariz redondo. Ele mostra o Astronauta que no planeta são todos iguais, aparece outro ET e Astronauta pergunta com quem estava falando. Astronauta pergunta como vai saber quando está falando com ele e o Zogue responde que não vai, nem a mãe dele era capaz de diferenciá-lo.

Em seguida, Zogue vê sua namorada com outro, pergunta se ela é a Mira porque ele é noivo dela e o outro vai embora com o deslize. Astronauta mostra uma revista da Terra com cada pessoa se vestindo e com penteados diferentes e dá roupas, estojo de maquiagens, perucas e bigodes para Zogue e Mira, que vestem e ficam bem diferentes chamando atenção do povo na rua. 

Outros alienígenas querem que o Astronauta os ajude a ficarem diferentes. E assim, Astronauta consegue deixar todos diferentes e depois vai embora com a missão cumprida. Povo de Bolum passa a saber quem é quem e estariam felizes se não fosse a chegada de uma dupla de cantores de Rock Zango e Rita Zee, lançaram moda que contagiou todo o planeta e todos se passaram a se vestir iguais aos cantores e de novo o povo não sabia mais quem era quem.

História legal em que todos os extraterrestres do planeta eram iguais e isso causava muita confusão para eles em reconhecer quem era quem. Graças ao Astronauta, que deu roupas, maquiagens e perucas e conseguiram cada um ficar diferente. Só não contavam da dupla de cantores de Rock virar moda e todos quererem se vestirem iguais e voltarem a ter problema de ninguém se reconhecer.

Astronauta resolveu o problema e eles criaram de novo, foram muito influenciáveis pelos cantores, não eram para se vestirem iguais, sem terem identidade própria. Antes dava para aceitar porque não tinham conhecimento de roupas e cabelos, depois problema causados por eles mesmo, Agora eles têm que lembrar que precisam usarem roupas e cabelos diferentes se quiserem voltara serem reconhecidos, ou esperar a moda dos cantores passar e resolverem usar as outras roupas que estavam usando.

Mesmo que eles tinham rostos iguais, não precisavam usar roupas iguais, se tivessem se ligado nisso já ajudaria bastante no reconhecimento deles. Ficam dúvidas na imaginação dos leitores se eles tinham também vozes iguais porque poderiam reconhecer um ao outro pela voz, principalmente os que eram parentes, e também o absurdo do Astronauta ter roupas na nave o suficiente para todos os alienígenas do planeta. Absurdos sempre bons.

Engraçado mesmo e que deu toque na histórias foram as situações constrangedoras que os Bolunianos passavam por serem iguais como pais e filho não se reconhecerem, namorados traindo com outros sem querer, o próprio não saber se é ele ou se é vizinho, nem a mãe reconhecia e eles voltarem a ter o problema no final. A paródia engraçada da Rita Lee como "Rita Zee" foi ótima também.

Os extraterrestres que o Astronauta visitava normalmente apareciam em uma só história,  com raras exceções,  então esses Bolunianos apareceram só nessa. 

Além de divertir, ainda teve mensagem da gente ter estilo próprio,  não imitar e se influenciar com que artistas fazem. O tema da história até acho que poderia aceitar hoje, mas podiam implicar com elementos  como personagens namorando, ET tirando namorada do outro, o excesso de absurdos e sem final feliz para os alienígenas. 

Traços ficaram bons, do estilo consagrado dos personagens dos anos 1980. Foi história do Astronauta com título, o que era bem raro, aparecia só "O Astronauta". Foi republicada depois em 'Almanaque do Cebolinha Nº 23' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 23' (Ed. Globo, 1993)

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Chico Bento: HQ "O cabeça de abóbora"

Em julho de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "O cabeça de abóbora" em que uma bruxa faz o Chico ficar com cabeça de abóbora causando muita confusão para ele. Com 13 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 248' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Chico Bento Nº 248' (Ed. Globo, 1996)

Chico Bento coloca um espantalho que fez para espantar os passarinhos xeretas da plantação de abóbora, cantarola que semeou com carinho, regou, protegeu do Sol forte e agora que está tudo grande não pode deixar ninguém atacar, quando vê uma bruxa colhendo as abóboras. Chico acha que foi o espantalho que criou vida e manda largar senão arranca todas as palhas dele.

A Bruxa fala que espantalho é ele, chamando de narigudo. Chico se toca que o espantalho ainda estava lá e diz que ela é a cara dele e a manda passar as abóboras para ele. A Bruxa diz que precisa dela para decorar o interior da cabana da colina onde havia acabado de mudar. Chico avisa que se não entregar bem, vai ser por mal, se preparando para lutar e a bruxa transforma sua cabeça em abóbora e ele desmaia.

Depois que acorda, Chico sente um formigamento, vai tomar água prometendo depois ir na casa da mulher pegar o que é dele e vê na água do balde o reflexo da sua cara em forma de abóbora, se assusta e desmaia. Volta a si logo e quer ir à casa da Bruxa. Dona Cotinha chega levando um lanchinho para o filho e desmaia ao vê-lo com cara e abóbora. Chico vai para casa pintar a cara com tinta de cor de pele e coloca palhas e cascas de frutas fingindo que eram cabelo e orelhas porque se saísse daquele jeito seria um festival de desmaio.

Chico vai até à cabana da colina e no caminho encontra o Zé Lelé. Chico tenta fugir, Zé Lelé diz que notou alguma diferença no Chico e não sabe o que é, Chico corre, avisando que depois eles conversam e Zé Lelé desconfia que o Chico está escondendo alguma coisa, acha que é bolo de fubá e vai atrás. Em seguida, encontra o Zé da Roça, que pergunta o que houve para Chico ficar com carona tão inchada e pergunta se foi picado por enxame de abelhas. Chico diz que não, o chama de abelhudo e vai embora.

Depois, ele encontra a Rosinha, que oferece doce de abóbora, tenta dar na boquinha dele, Chico não aceita e corre e Rosinha lamenta que ele nunca recusou doce dela. Depois, encontra a Zefinha Assanhada, que gosta que enfim ele abriu os olhos e largou a jeca da Rosinha, acha que os olhos deles estão lindos, que ele inteiro está fofinho que dá vontade de morder, dá uma mordida na bochecha e arranca pedaço, ficando assustada e corre chorando por Chico estar se desmanchando.

Zé Lelé, Zé da Roça e Rosinha aparecem e querem que o Chico explique direitinho o que está acontecendo e o que está escondendo. Chico confessa que é um cabeça de abóbora e os amigos falam que já sabem, isso sempre foi, toda vida. Chico tira o disfarce e eles se assustam, tentam desmaiar, Chico quer ajuda deles e Zé Lelé pergunta se quer que o regue todos os dias. 

Chico quer que os amigos vão com ele até a cabana da Bruxa. Zé Lelé disfarça que queria muito só que precisa olhar os brotos de feijão dele nascerem, Zé da Roça diz que não precisa voltar ao normal, ficou bem assim, bem rosado, e Rosinha, cheiroso. Chico os chama de amigos-da-onça e diz que vai sozinho e eles vão atrás, reconhecendo que foram covardes.

Chegando lá, Chico bate na porta, a Bruxa atende e os amigos ficam com medo, Zé Lelé diz que ela é mais feia que o Demo, Rosinha pede dó para São Crispim e Zé da Roça manda  a Bruxa ir para trás. Chico fala que ele é o caipira das abóboras, quer voltar ao normal, não quer ser abóbora a vida toda. A Bruxa fala que vai pensar, as abóboras dele deram um toque especial na casa. Os amigos também ordenam, a Bruxa pega um pedaço de pau, dá uma paulada na cabeça do Chico e ela diz que não o tinha transformado em abóbora, só fez uma abóbora parar na cabeça dele e a cabeça dele estava em baixo o tempo todo e precisaria só quebrar a abóbora para ela sair.

Os amigos reclamam que só ele para ser tão burro, perguntam como não percebeu antes, fez eles irem lá á toa, enfrentando perigo, depois de tudo que fizeram por ele, falam que ele é um cabeça de abóbora e enchem de mais reclamações. Chico pede um favor para a Bruxa e no final Zé Lelé fica com cara de tomate, Zé da Roça, cabeça de melão e Rosinha, cabeça de goiaba e Chico fala que é para irem embora, daqui uns dois dias eles voltam ao normal.

História legal em que Chico Bento fica com cabeça de abóbora depois que impede de uma bruxa de colher abóboras da plantação dele. Chico descobre depois e quer ir à cabana da colinha onde Bruxa morava para ela fazê-lo voltar ao normal. No caminho encontra os amigos, tenta disfarçar, mas foi obrigado a contar a verdade e eles vão juntos à casa da Bruxa. Chico descobre que era só uma abóbora na cabeça dele e era só ele arrancar, os amigos acham que foi burro de não notar e Chico pede para a Bruxa transformá-los em cabeças de tomate, melão e goiaba para dar lição neles.

Chico com ciúme de colherem suas abóboras que plantou com tanto carinho, acabou se dando mal, a Bruxa quis dar lição nele. Até que não era uma bruxa perversa, nem queria para fazer poções do mal, só queria como decoração da casa que se havia de se mudar. Vila Abobrinha tem de tudo, até bruxa resolver morar lá.

O disfarce do Chico foi bom para não descobrirem sua cara de abóbora, mas dava para perceber que estava diferente, ninguém percebeu, todos bem lerdos. No final serviu de castigo por zoarem Chico de burro e reclamarem que foram lá, nem a Rosinha escapou. Com os amigos ficaram com cabeças de legumes e frutas de verdade, não bastaria quebrar para voltarem ao normal.

Interessante o espantalho em forma de bruxa e Chico achar que o espantalho criou vida ao vê-la colhendo abóboras, foi bem lerdo aí, e as hipocrisias de bruxa chamá-lo de narigudo e ela também era, Bruxa dizer que Chico cansou a beleza dela e era ela feia.

Engraçadas tiradas como Chico dizer que "agora não é hora de desmaiá", Dona Cotinha desmaiar, Zé Lelé achar que ele estava escondendo bolo de fubá, Chico chamar Zé da Roça de abelhudo, trocadilho de abelha e fofoqueiro, Chico recusar o doce de abóbora da Rosinha por achar que iria comer um de seus semelhantes, a turma dizer que cabeça de abóbora o Chico sempre foi, Zé Lelé perguntar se pode ajudar regando Chico todos os dias, as desculpas para não irem à casa da Bruxa, Zé Lelé dizer que a Bruxa era feia como o Demo, a descoberta que ele não tinha se transformado em abóbora e o castigo da turma no final.

 Zefinha Assanhada foi hilária de querer ficar com o Chico após ter brigado com a Rosinha e pensar que tirou pedaço da bochecha do Chico ao morder. Ela lembrou um pouco a Ritinha e apareceu só nessa história, como de costume de personagens secundários criados para aparição única.

Personagens podiam se transformar em qualquer coisa por causa de cientistas, bruxas, fadas ou mágica, sempre tinha uma causa e dessa vez foi bruxa. Por envolver bruxa e cabeça de abóbora, a história encaixaria bem se fosse publicada em outubro em época de Halloween, mas na época eles não ligavam com comemorações de Halloween e histórias com bruxas saíam em qualquer época.

História póstuma de Rosana. Incorreta atualmente por Chico trabalhar plantando abóboras no roçado, ser chamado de narigudo, Chico ser namorado da Rosinha, menina se interessar pelo Chico e nunca colocariam nome de personagem como "Zefinha Assanhada", os amigos acharem que Chico sempre foi um cabeça de abóbora, paulada na cabeça do Chico, além de palavras proibidas ou expressões de duplo sentido como "roubando", "tô me lixando", "gozado", "abelhudo", "Demo" (demônio).

Traços ficaram bonitos, bem fofinhos com estilo dos anos 1990, colorização com mais tons diferentes do marrom e não um marrom igual para tudo como no início de 1996, porém ainda escuras, acredito como erro de após o Chico ter tirado o disfarce a cor da abóbora devia ter mantido como como cor de pele rosada e não laranja porque ele pintou a abóbora. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Capa da Semana: Mônica Nº 129

Uma capa com ilustração bonita com a turma tocando em uma banda, com Mônica como vocalista, Cebolinha baixista, Magali guitarrista e Cascão baterista, sendo que não estavam tocando bem, com as notas musicais deformadas e todos usando fones de ouvido para tapar o próprio som e indicando ser uma banda muito ruim. 

Fica na imaginação se eles estavam só fazendo ensaio ou apresentação para valer, que aí certamente afastaria a plateia com tanta desafinação. Serve como uma homenagem no mês do "Dia Mundial do Rock" comemorado dia 13 de julho, inclusive a roupa da Mônica até característica de estilo de bandas dos anos 1990. 

Capa dessa semana é de 'Mônica Nº 129' (Ed. Globo, Setembro/ 1997).