quarta-feira, 29 de julho de 2026

Capa da Semana: Mônica Nº 129

Uma capa com ilustração bonita com a turma tocando em uma banda, com Mônica como vocalista, Cebolinha baixista, Magali guitarrista e Cascão baterista, sendo que não estavam tocando bem, com as notas musicais deformadas e todos usando fones de ouvido para tapar o próprio som e indicando ser uma banda muito ruim. 

Fica na imaginação se eles estavam só fazendo ensaio ou apresentação para valer, que aí certamente afastaria a plateia com tanta desafinação. Serve como uma homenagem no mês do "Dia Mundial do Rock" comemorado dia 13 de julho, inclusive a roupa da Mônica até característica de estilo de bandas dos anos 1990. 

Capa dessa semana é de 'Mônica Nº 129' (Ed. Globo, Setembro/ 1997).

domingo, 26 de julho de 2026

HQ "Zé Luís e a arma paralisadora"

Mostro uma história em que o Zé Luís inventa um revólver paralisador na intenção de derrotar a Mônica. Com 5 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 18' (Ed. Abril, 1983).

Capa de 'Chico Bento Nº 18' (Ed. Abril, 1983)

Titi passa em frente à casa do Zé Luís quando ele disse que conseguiu algo. Titi quer saber se aumentaram a mesada dele ou achou nota de um barão. Zé Luís mostra uma arma, Titi pensa que vai assaltá-lo e Zé Luís fala que é o novo invento dele, o revólver paralisador, com um disparo faz qualquer pessoa que esteja se mexendo, parar por 10 minutos.

Titi pergunta se já testou, Zé Luís diz que vai testar agora, Titi fica com medo pensando que ia testar com ele e Zé Luís vai ao quintal testar com um homem que estava passando em frente à casa. O homem fica paralisado e os meninos comemoram que funciona, só que não veem que o homem paralisou ao ver o cara quem estava devendo e prestes a bater nele.

Depois, Zé Luís e Titi aparecem para Mônica, que não gosta quando veem com balão de florzinha. Zé Luís diz que ela vai ser derrotada e mostra a arma. Mônica acha que eles vão brincar de caubói. Zé Luís avisa que é arma paralisadora e basta um disparo para ela ficar durinha. Mônica diz que dura já está mostrando bolso vazio. Como ela não se rendeu, Zé Luís dispara e, por ela continuar parada, pensa que funcionou. Mônica bate no Zé Luís, que não entende porque da outra vez funcionou. Joga a arma no chão de raiva e aí ela dispara e o paralisa junto com o Titi e Zé Luís avisa para esperar mais uns minutos.

História legal em que o Zé Luís é inventor e cria um revólver paralisador para derrotar a Mônica, que não acredita que funciona e de fato ela não ficou paralisada após o disparo. Acabou tendo efeito tardio só após ele jogar a arma no chão e quem fica paralisados são o Zé Luís e o Titi.

Para criar plano infalível contra a Mônica e derrotá-la vale tudo, até Zé Luís ser cientista e, assim, ele inventou um revólver paralisador só que não testou. Titi teve razão de ter medo em testar nele já que ela não havia sido testada ainda e podia acontecer tudo. Mesmo se testasse nele, não ia funcionar já que no teste no homem não deu certo. Bem que podiam ter ficado mais um pouco em frente a ele para ver se manteria a paralisação e descobririam que o invento não funcionava antes de irem até onde Mônica estava. O homem caloteiro bem medroso, a gente nunca ia imaginar que iria ficar paralisado por isso.

Mônica dessa vez não foi boba e não caiu na conversa do Zé Luís, já estava convencida que era um plano e queria ver até onde iria. Interessante que só o Zé Luís quem apanhou, devia o Titi apanhar também porque, apesar de que foi o Zé Luís quem inventou o revólver, Titi também queria vê-la derrotada. Zé Luís se deu mal 2 vezes, ter apanhado e ter ficado paralisado, se soubesse que com uma queda o seu invento fosse fazer funcionar, teria jogado no chão antes de se encontrar com a Mônica.

Foi engraçado Titi perguntar se Zé Luís conseguiu aumentar mesada ou um barão, pensar que Zé Luís ia assaltá-lo e com medo de disparar revólver nele, o homem paralisado com medo de apanhar do cara que estava devendo, metalinguagem da Mônica dizer que não gosta de balão cheio de florzinhas dos meninos, ela achar que o revólver era para brincar de caubói, confundir dura de paralisada com dura sem dinheiro e o revólver funcionar depois que o Zé Luís joga no chão de raiva.


Vimos que na época não era só Franjinha inventor oficial do Limoeiro, além de cientistas e vilões, outros personagens da turminha também podiam ter essa função de cientista. O Zé Luís teve papel que seria do Franjinha e também papel que seria do Cebolinha de criar plano infalível contra a Mônica. Na época, colocavam o Zé Luís criando planos, até sendo uma volta do que ele fazia no início dos anos 1970, e em algumas outras vezes Cascão criava planos, tudo para variar esse estilo de histórias.

Zé Luís foi criado no início dos anos 1960 nas tiras de jornais, inicialmente criado para interagir com o Cebolinha, depois se tornou irmão da Mônica após ela ter sido criada em 1963 e essa ideia foi abandonada depois, com ela sendo filha única. Nos gibis, passou primeiro a criar planos contra a Mônica e ser cientista, depois teve histórias tendo problemas de adolescência como ter espinhas, participando de planos criados pelo Cebolinha, interagindo com meninos mais velhos como Titi, Franjinha e Jeremias e se tornou um intelectual. Teve presença mais esporádica a partir dos anos 2000 e hoje em dia quase não aparece e quando aparece, apenas como intelectual ensinando alguma coisa para turminha.

Traços ficaram bons, típicos da primeira metade dos anos 1980, antes da fase consagrada, com personagens com curva na bochecha começando da cabeça. Zé Luís com uma estatura menor, parecendo ter uns 13 anos de idade, atualmente tem estatura maior como adolescente de 16 anos. Idade real dele nunca foi revelada, mas é cerca de 16 anos desde que ficou mais alto, hoje daria para fazer parte de uma turma da Xabéu, Sol, Teveluisão, etc, se quisessem ter um núcleo de adolescentes. Incorreta atualmente por ter arma, o invento ser em forma de arma, não pode mais nem revólver de brinquedo, ser citado brincar de caubói, além da palavra proibida "Droga!"

Nos primeiros números do Chico da Editora Abril costumavam ter histórias de secundários da Turma do Limoeiro como Humberto, Anjinho, Titi, Jeremias, Zé Luís, etc, podendo ou não ter participação de Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Acontecia porque não tinham histórias do Chico suficientes já produzidas para fechar os gibis e, provavelmente, também para demonstrar que o Chico era um personagem do Mauricio, pois era o gibi mais diferente de outro núcleo e ele ser menos conhecido na época. À medida que tiveram mais histórias do Chico produzidas e ele se tornar mais conhecido, passaram a colocar só Papa-Capim como personagem secundário em gibis do Chico. Essa história foi republicada depois em 'Almanacão de Férias Nº 7' (Ed. Globo, 1990). 

Capa de 'Almanacão de Férias Nº 7' (Ed. Globo, 1990)

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Cebolinha: HQ "Cabeça de balão"

Compartilho uma história em que o Cebolinha fica com cabeça de balão depois de entrar em uma máquina de encher balões. Com 9 páginas, foi história de abertura publicada em 'Cebolinha Nº 111' (Ed. Abril, 1982).

Capa de 'Cebolinha Nº 111' (Ed. Abril, 1982)

Um cientista cria uma máquina de encher e balões, o avaliador acha fantástica e eles vão à sala para assinar contrato para revolucionar o mercado de balões. Enquanto isso, Cebolinha entra na sala onde está a máquina para fugir da Mônica, sobe sem querer na máquina, passa na entrada de encher balões e a máquina fica destruída. O cientista expulsa Cebolinha e Mônica, lamentando que agora terá que consertar o seu invento.

Na rua, Cebolinha comenta que o homem ficou nervoso, Mônica diz que Cebolinha deu ideia nela, que como ela está de bom humor só vai dar um tapão nele. Cebolinha grita para não bater com a cabeça no alto, estranha que a Mônica está embaixo e ele em cima, Mônica desmaia e ele descobre que está com cabeça de balão.

Quando Mônica volta a si, vê Cebolinha normal com um laço fingindo ser uma gravata, ela fala que levou um susto, pensou que viu a cara do Cebolinha flutuando como balão e os dois riem. Mônica dá um tapinha nas costas dele, o nó desata, a cabeça volta a flutuar, Mônica grita que o amigo virou um monstro-balão e Cebolinha sai correndo, se escondendo atrás dos balões que o vendedor estava vendendo.

Um menino pede balões para o pai, escolhe o "com cara de bobo e espetos na parte de cima", o vendedor diz que não tem balão assim. O menino acusa que o balão está mostrando língua para ele, o pai pensa que era o vendedor mostrando língua para o filho e diz que se não quer vender, é só falar. Vão embora, o menino mostra língua para o Cebolinha, que o chuta. O menino acusa que ele chutou, o pai parte para briga com o vendedor e Cebolinha sai, gostando da confusão e diz que até que é divertido ficar assim.

Depois, Cebolinha para em frente à janela alta de uma mulher nua trocando de roupa, dá um tapa nele, dizendo que uma cara-assanhada e a cabeça cai em um carrinho de bebê. A mãe volta, dá a mamadeira para o Cebolinha, que  diz que falta um pouco de açúcar. A mãe taca  a mamadeira no Cebolinha enquanto foge e o bebê chora. 

Em seguida, um passarinho passa ao lado do Cebolinha, fura com o bico e ele pede para Cascão o socorrer porque está esvaziando. Cascão diz que o Cebolinha está ficando murcho e ele manda assoprar no furo para não deixá-lo esvaziar. Dois meninos passam na hora e dão risadas pensando que Cascão estava beijando Cebolinha. Cascão corre atrás dos meninos reclamando que não estão fazendo nada de mais. Cebolinha esvazia e Cascão volta assoprá-lo. 

Aparece Mônica junto com o cientista com a máquina de encher balões consertada, empurram o Cebolinha em direção contrária de encher e a máquina explode. Após poeira abaixa, Cebolinha volta ao normal e o cientista leva a máquina de volta ao conserto. Mônica sugere Cebolinha pagar sorvete para eles para comemorarem. Cebolinha espirra com o pó que estava saindo e passa a voar como se fosse balão esvaziando e Cascão reclama que incrível o que Cebolinha inventa para não pagar sorvete para eles.

História legal em que Cebolinha entra na máquina de encher balão de um cientista e passa a ter cabeça de balão. Passa sufoco com menino que queria comprar balão, ao ver mulher nua trocando de roupa, parar em um carrinho de bebê e o pior ser furado por um passarinho e esvaziar a cabeça. Consegue resolver com Mônica levando o cientista para o Cebolinha passar na máquina e consegue voltar ao normal, porém só aparentemente, passando a voar com um espirro como um balão.

Se o cientista soubesse, não deixaria a máquina em frente à janela ou simplesmente trancar a janela e não teria a sua máquina revolucionária de balões ser destruída duas vezes. Máquina não foi feita para pessoas passarem, apenas balões vazios. Com o absurdo, Cebolinha conseguiu passar, só que ela foi destruída. Cebolinha viu vantagens e desvantagens de ter cabeça de balão, sendo que as desvantagens prevaleceram.

O sufoco foi grande, Cebolinha poderia ter dado o nó no fio como fez diante da Mônica e depois procurar ajuda, problema que foi uma situação atrás da outra que nem dava tempo de dar o nó de novo. Cebolinha foi vingativo com o menino que queria comprar balão, sobrando para o pai e o vendedor que tinham nada a ver com isso e ainda gostou da confusão que causou, porém, em compensação se deu mal sem parar, como um castigo.

Menino poderia ter falado que foi o balão que mostrou língua e o chutou. Interessante que ninguém ligou com ele como cara de balão, batiam nele achando que era coisa normal uma cabeça de balão andando por aí. Situação pior foi com o passarinho e ficar com cabeça murcha, felizmente Cascão ajudou sem nem saber como ele ficou com cara daquele jeito, só interrompido com os meninos que achavam que estava beijando o Cebolinha. Após passar na máquina de novo, Cebolinha virou um corpo de balão por inteiro, com final aberto, fica na imaginação como ele voltou ao normal de vez sem a máquina do cientista.

Foi engraçado Mônica dizer que como ela está de bom humor só vai dar um tapão nele se assustando com Cebolinha com cara de balão, chamando de monstro-balão, ele ser chamado de balão com cara de bobo e espeto na parte de cima, confusão gerada com o pai e vendedor, Cebolinha taxado como tarado, dizer que a mamadeira falta açúcar, ser furado pelo passarinho e esvaziar cabeça e Cascão assoprar tampando o furo e meninos zombando que eles estavam beijando e Cascão achar que Cebolinha voou para não pagar sorvete.

Tinham muitas histórias de invenções e nem sempre criadas pelo Franjinha, sempre eram  boas. No Limoeiro na época tinha muitas mães deixavam carrinho de bebê sozinho enquanto buscavam alguma coisa, bem irresponsáveis por sinal. Esse cientista apareceu só nessa história como de costume de personagens criados para aparição única. 

Tipo de história que podia acontecer de tudo, a gente viajava da fora da realidade. Incorreta por esses absurdos exagerados de Cebolinha  ter cabeça de balão ao entrar na máquina, vendedor negro  e a mãe do bebê negra com círculo em volta da boca, Cebolinha sendo taxado como tarado com mulher nua trocando de roupa, cair e ficar em cima de um bebê no carrinho, meninos rindo do Cascão e Cebolinha juntos debochando por homofobia, Mônica de calcinha à mostra como no penúltimo quadro da terceira página da história, Cebolinha pensando trocando "R" pelo "L" e palavras proibidas "louco" e "gozado".

Traços ficaram bons, típicos da primeira metade dos anos 1980, ntes da fase consagrada, com personagens com curva na bochecha começando da cabeça. Capa com alusão à história de abertura como de costume nos gibis do Cebolinha da Editora Abril. Foi republicada depois em 'Almanaque do cebolinha Nº 13' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 13' (Ed. Globo, 1991)

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Mônica e Magali: HQ "Quase irmãs"

Em julho de 1996, há exatos 30 anos, foi publicada a história "Quase irmãs" em que Mônica e Magali resolvem ser irmãs porque sempre são unidas e nunca brigam . Com 9 páginas, foi história de abertura de 'Mônica Nº 115' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Mônica Nº 115' (Ed. Globo, 1996)

Mônica e Magali veem Denise e a sua irmã Soninha brigando por causa de lápis de cor e Mônica comenta que se tivesse uma irmã nunca brigaria com ela e sempre foi louca para ter uma irmã e Magali concorda. Mônica tem ideia das duas serem irmãs e Magali gosta e diz que cada dia uma dorme na casa da outra. Dona Luísa deixa Magali dormir na casa e, assim, Mônica e Magali passam a ser irmãs.


As meninas contam a novidade para Cebolinha e Cascão, que falam que como que pode, a Mônica não é magricela e a Magali não é dentuça. Mônica bate neles, Magali agradece e Mônica fala que uma defende a outra e a outra defende a uma. Depois, vão para casa tomar banho e jantar, Dona Luísa  fica sabendo que elas são irmãs, Magali põe a camisola da Mônica, que por causa disso coloca um pijaminha.

No jantar, Magali toma toda a sopa dela em segundos e toma a sopa da Mônica, que nem tinha dado tempo de tocar nela e Magali sai da mesa, dizendo que detesta ver comida esfriando, precisando Dona Luísa servir outro prato de sopa da Mônica, que diz para o pai, Seu Sousa, que resolveram ser irmãs porque elas se dão muito bem. 


Em seguida, Mônica vê Magali assistindo a novela na TV, Mônica avisa que não é esse programa que ela gosta, Magali diz que falta pouco, só 5 partes e Mônica vai para cama dormir mais cedo. No quarto, Dona Luísa puxa a bicama para Magali dormir, depois ela chega dizendo que foi romântico e pede desculpas, perguntando se acordou a Mônica, que responde que só completamente. Magali pede desculpa, elas dão boa noite e vão dormir.


Magali ronca, Mônica acorda a Magali avisando que não consegue dormir com esse barulho e vai ligar o rádio para não ouvir o ronco. Magali acha que a mana tem mau gosto musical, muda de estação e Mônica diz que desse tipo de música quem não gosta é ela e que vai mudar para outra estação e fim de papo. Voltam a dormir, Magali puxa a coberta, fazendo Mônica vir junto dela e brigam. Dona Luísa manda as duas pararem de brigar, estão tentando dormir e elas falam que não estavam brigando, as duas nunca brigam e passam a dormir em paz.


Na manhã seguinte, Mônica e Magali estão brigando logo após que acordaram, Magali quer usar o melhor vestido da Mônica, que não quer emprestar. Magali alega que não levou roupa, Mônica avança nela, as duas brigam feio e Dona Luísa separa, falando que é claro que a Mônica vai emprestar uma roupa e Magali poderia escolher uma  outra roupa que a Mônica goste menos e dá bronca que assim vai mal, que elas tem que se entender, afinal, vão ser irmãs para vida toda.

Mônica e Magali pensam uma coisa, depois vão para rua e Denise e Soninha comentam que Mônica e Magali são sempre unidas, Denise pergunta se agora são irmãs e como conseguem sem brigar. Mônica responde que ouviu mal, elas são quase irmãs e que na verdade são apenas amigas, grandes amigas e Magali concorda.


História legal em que Mônica e Magali se tornaram irmãs para provar que nem todas as irmãs brigam. Só que não demorou muito após elas morarem juntas para começar as desavenças e passarem a brigar. Mônica ainda foi tolerante com Magali pegando camisola, comer a sopa dela e não ver o programa que ela gosta, mas depois que dormiram juntas começou a desandar e brigaram feio. No final desistiram de serem irmãs e continuarem a ser grandes amigas.

Como nunca brigavam como amigas, achavam que também podiam não brigarem como irmãs, mas se enganaram. Não aguentaram ser irmãs nem por 24 horas. Tudo flores no início, depois passaram a brigar. Não tem jeito, por mais que são dão e se amam, irmãos sempre brigam. Aprenderam que sendo amigas e não morando juntas a amizade vai durar mais.


Bem legal a inocência das crianças de só uma dormir na casa da outra já eram consideradas irmãs no papel. Dona Luísa entrou na brincadeira, sabia que não seriam irmãs por causa disso e queria ver até onde iria isso e elas aprenderem na realidade que não daria certo. A Mônica se saiu como uma irmã mais insuportável e implicante, achando ruim Magali não ver programa de TV que ela gosta, roncar e querer usar o vestido que ela mais gosta. Magali só errou em tomar a sopa da Mônica seguindo sua característica de comer o que os amiguinhos comiam não contente de já ter comido a sua e trocar de rádio subindo em cima da Mônica. Já roncar, virar coberta não teve culpa, foi sem querer e automático do sono.

Tinham coisas que podiam ter sido evitadas como só uma coberta para as duas, Dona Luísa poderia disponibilizar uma coberta para cada ou Magali ter levado uma de casa, afinal, claro que ao virar de lado dormindo, coberta vai sair do lugar. Também Magali devia usar a roupa que ela foi antes de dormir ou ter lembrado de levar roupa e camisola da casa dela, de qualquer forma, optou por usar o vestido amarelo dela ao sair da casa da Mônica no final.


Mônica só tem vestido vermelho do mesmo modelo, incrível ela identificar o vestido que ela mais gosta. Ficou na imaginação do leitor que músicas que as meninas não gostavam e precisaram mudar de estações de rádio. Dessa vez Mônica brigou com Magali e bateu nela sem ter sido sem querer, normalmente quando Magali apanhava da Mônica na época era por acaso, sem caso pensado. E na vida real elas são irmãs, já que as personagens foram inspiradas nas filhas do Mauricio, Mônica Sousa e Magali Spada.

Foi engraçado Cebolinha e Cascão provocarem por elas não se parecerem fisicamente, Magali tomar a sopa da Mônica achando que ela não estava com fome, Magali roncar, depois subir na barriga da Mônica para mudar estação de rádio, meninas brigarem por causa de vestido.


Denise com visual diferente a cada história como era padrão na época, sendo que esse visual foi o que mais apareceu na fase que não tinha visual definido. Denise com irmã Soninha nessa história, foi a única vez que a Soninha apareceu na fase da Denise sem traços e personalidade definidos, e anos depois o roteirista Emerson Abreu voltou com a Soninha só que agora como uma irmã imaginária da Denise. 

Foi história póstuma da Rosana. Incorreta atualmente pelas meninas brigarem como irmãs por tão pouco, tendo até enfrentamento violento formando espiral de briga (aliás, esse espiral com personagens brigando eram ótimo recurso), Magali assistindo novela com cena de romance, podiam implicar com TV de tubo e rádio de pilha por serem datados, além das palavras proibidas "louca" e "gozado". A Dona Luísa de avental na cena lavando louça aceitariam porque estava fazendo atividade doméstica.


Traços ficaram bons do estilo dos anos 1990 com língua das personagens ocupando mais espaço na boca. A colorização a partir de julho já passou a ter variados tons de marrom, sem ser o único marrom pra tudo, porém ainda colorização escura no geral. Fundo degradê já ficou quase totalmente inexistente,  sendo que teve um destaque bom em volta da Lua, ficava bonito assim parecendo noite de verdade e continuaram assim em toda a fase da Globo após. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

sábado, 18 de julho de 2026

Tirinha Nº 126: Magali

Nessa tirinha, Cebolinha avista a Magali e pergunta se ela quer tomar sorvete e Magali, mais que depressa toma o sorvete da mão dele. Já olhando, Cebolinha já sabia que não viria coisa boa, quis ser educado e ela foi mais esperta porque não se contentaria com uma mordida, queria todo para ela e fez o trocadilho de tomar  de "chupar sorvete" com tomar de "tirar da mão", "roubar".

Foi engraçada a cara da Magali tomando o sorvete da mão do Cebolinha e a cara dele de surpreso com o que ela fez. Era muito bom a Magali assim capaz de tudo para conseguir as comidas e guloseimas dos amigos, fazendo planos para conseguir e até roubar na cara-de-pau e sem arrependimento, e quando eles pediam comida para ela, recusava dividir. 

Tirinha publicada em 'Magali Nº 135' (Ed. Globo, 1994).