quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Turma da Mônica: HQ "Cebolobisomem"

Mostro uma história em que a Mônica pensa em que o Lobisomem da Turma do Penadinho era o Cebolinha fantasiado durante o baile de Carnaval do Parque da Mônica.  Com 11 páginas, foi publicada em 'Parque da Mônica Nº 14' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Parque da Mônica Nº 14' (Ed. Globo ,1994)

Mônica está fantasiada de fadinha para pular Carnaval no Parque da Mônica. Vai atender a porta e se assusta com o Cebolinha fantasiado de Lobisomem. Depois, vão à casa do Cascão, que diz que não vai ao parque porque carnaval é muito sem graça, é um querendo molhar o outro. Mônica diz que no Parque tem nada disso, é só pular e brincar. Então, Cascão busca sua fantasia de porquinho e cebolinha pergunta cadê fantasia.

No caminho, encontram a Magali fantasia de melancia e acham bem original e quando entram no Parque da Mônica, encontram o Chico Bento fantasiado de príncipe. A turma acha legal o Parque todo enfeitado de Carnaval e acham as fantasias do pessoal bacanas. Em seguida, encontram o Pixuquinha, acham que era uma pessoa tão bem fantasiada que parecia um fantasma de verdade e Pixuquinha diz que é mesmo, acabou se sair da "Tumba do Penadinho" e Cebolinha comenta que nem os monstrinhos da "Tumba do Penadinho" resistiram ao Carnaval do Parque.

Enquanto isso, o Lobisomem da Turma do Penadinho resolve sair da Tumba para brincar e ao mesmo tempo, Cebolinha sai para procurar o resto da turma. Lobisomem anda ao lado da Mônica, que pensa que o Cebolinha ainda estava ali e fala que é para esquecer a turma e irem para o "Brinquedão". Lobisomem manda a dentuça largá-lo, Mônica taca a varinha de cordão para bater nele, erra o alvo e Lobisomem vai pegar como um cachorro pega graveto.

Mônica acha que a fantasia está muito quente que está afetando os miolos dele. Em seguida, Lobisomem vê uma criança fantasiada de esqueleto tomando sorvete, Lobisomem pensa que são ossos e vai atrás para devorar e Mônica o segura pelo rabo achando que era coisa feia e que depois paga um sorvete para o Cebolinha. Lobisomem se enfeza e fala que agora vai pegar a Mônica, que pensa que está brincando e diz que o último que chegar é um bobão. Lobisomem persegue a Mônica no "Brinquedão", se desequilibra, é pisoteado por outras crianças e sofre para sair do "Brinquedão".

Mônica pergunta onde Lobisomem quer ir agora, ele responde ao "Carrossel do Horácio", mas logo se corrige que quer ir a lugar nenhum. Cascão pergunta do que estão brincando, Lobisomem acha que era um porquinho de verdade e quer devorá-lo. Cascão não gosta da cara do Cebolinha, Mônica também acha que está estranho e que está pensando em algum plano infalível, tenta tirar a máscara e descobre que era um Lobisomem de verdade.

Cascão tenta fugir, Lobisomem corre atrás, tropeça na Magali melancia e Chico Bento sobe em cima do Lobisomem. Penadinho aparece com Pixuquinha, fala par ao Lobisomem que é uma vergonha e ele diz que a culpa foi da menina, ele só queria se divertir. Penadinho diz que em outubro eles têm a própria Festa do Terrir e Lobisomem gosta. 

Cebolinha volta, a turma ainda fica em dúvida se era ele mesmo, mas ao gritar "Glauu!", passam ter certeza que era ele. Cebolinha não acha graça e Mônica pergunta se ele não vai ao show de carnaval deles. No final, enquanto se apresentam, Penadinho e Lobisomem estão na plateia e acham que essa turma é demais.

Uma boa história em que a turma vai pular Carnaval no Parque da Mônica e como Cebolinha estava fantasiado de lobisomem, Mônica pensou que o Lobisomem da Turma do Penadinho era o Cebolinha e Lobisomem sofreu com ela. Foi só Cebolinha se afastar e coincidentemente Lobisomem aparecer que a Mônica confundiu. De qualquer forma, não dava para ela se enganar, a cor da camisa da fantasia era diferente, a pelugem do Lobisomem era mais escura e ele é mais alto que o Cebolinha, sem dúvida ela precisava de óculos. O Parque era tão bom que os personagens queriam dar voltinha lá na pausa do trabalho. Se Lobisomem soubesse, não sairia da "Tumba do Penadinho", coitado só queria descansar do trabalho, mas não teve sorte.

Foi bom o embate entre eles para capturar o Lobisomem, Chico Bento agiu rapidamente, subindo nele, com a experiência de caçar lobisomens na roça, serviu pra capturá-lo também. No fim, vemos que Turma da Mônica é tão sensacional que nem os monstros da Turma do Penadinho resistiram de dar espiadinha no show de carnaval deles. 

No início da história o Cascão dizer que todos se molhavam um ao outro, se referindo a costume de squeezes d'água que gostavam jogar nos outros durante o Carnaval. Foi engraçado o Cebolinha perguntar cadê fantasia com o Cascão vestido de porquinho, a Magali de melancia que não se sabe como ela não comeu a própria fantasia, se assustarem por não identificarem que o Pixuquinha era fantasma de verdade passeando pelo Parque, o Lobisomem pegar varinha de condão como se fosse graveto, confundir menino fantasiado de esqueleto com ossos que ele gostava de comer e ser pisoteado pelas crianças no "Brinquedão"

Na MSP, tinham vários lobisomens diferentes, o Lobisomem da Turma do Penadinho, o folclore da Turma do Chico Bento, além dos lobos maus de paródias de contos de fadas como Chapeuzinho Vermelho e Os Três porquinhos. Todos se encaixavam bem em suas respectivas histórias. A partir dos anos 2000, o Lobisomem passou a se chamar apenas "Lobi", uma abreviação do seu nome para deixar mais simples  e não deixar tão genérico e confundir com os outros tipos de lobisomens da MSP. Continua sendo chamado "Lobi" até hoje, prefiro ele sendo chamado de Lobisomem mesmo.

Histórias do Parque da Mônica costumavam ter muitos crossovers de personagens, todos se reuniam lá, fora brinquedos terem nome de personagens de vários núcleos e trabalhavam lá que também ajudavam a ter presenças  deles. Normalmente todos os secundários conhecem um ao outro, dessa vez o Lobisomem não conhecia a Turma da Mônica. Como o Parque era localizado dentro do Shopping Eldorado em São Paulo, muitas vezes tinham propaganda do shopping todas as vezes que mostravam a fachada quando estavam prestes a chegar lá como foi no penúltimo quadro da página 5 do gibi.

O Parque da Mônica tinham festas comemorativas para atrair a criançada, aí o Parque recebia decorações e shows temáticos nessas datas durante mês todo. Com isso, em fevereiro de cada ano, em época de Carnaval, tinha baile lá e o Parque todo com decoração carnavalesca e nos meses de outubro, época de Halloween, tinha a "Festa do Terrir" com decoração temática de bruxas e monstros e com show com a Turma do Penadinho. Bom entretenimento para criançada.

Os traços ficaram bons do estilo consagrados dos personagens, personagens ficaram bem fantasiados, Mônica bonita de fadinha e com destaque de fantasias do Cascão e da Magali personalizadas de porquinho e melancia, respectivamente, com características de personalidades deles. Não considero que tenha um roteiro incorreto hoje em dia, apesar que podem implicar de ser história de Carnaval que não gostam, e tem elementos que podiam mudar como Cascão com fantasia de porquinho, menino fantasiado de diabinho, Mônica segurar Lobisomem pelo rabo e ele ser pisoteado pelas crianças no "Brinquedão".

domingo, 15 de fevereiro de 2026

HQ "Olha a cabeleira do Cascão!"

Mostro uma história em que o Cascão se fantasia de menina para ganhar o concurso de melhor fantasia do baile de Carnaval, só que se envolve em confusão. Com 4 páginas, foi história de miolo de 'Cascão Nº 3' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Cascão Nº 3' (Ed. Globo, 1987)

Cascão se fantasia de menina para o baile de Carnaval com a intenção de ganhar prêmio de melhor fantasia. Está tão perfeito que nem a mãe o reconhece, se perguntando quem era a menina que estava na casa. Na rua, Cascão recebe um "Fiu-fiu!" de um menino e acha graça e depois o Pedrão diz que já tem companhia para pular o Carnaval do clube. Cascão fala que já tem companhia e Pedrão diz que ninguém recusa convite dele.

Cascão fala que é muito macho, tenta tirar a peruca e não sai e Pedrão gosta que a menina é brabinha e leva Cascão para o baile à força. Eles dançam, Cascão pensa que tem sorte que ninguém está o reconhecendo, um menino aperta a bunda do Cascão, que faz queixa com o Pedrão e parte para a briga com o menino. Cascão aproveita, corre para o banheiro tirar a fantasia e depois Pedrão fica procurando a menina no baile. Cascão fica com pena que não vai mais ganhar prêmio de melhor fantasia, só que,para sua surpresa, ganha o concurso porque pensam que ele estava fantasiado de poluição.

História muito engraçada, Cascão só queria ganhar prêmio de melhor fantasia de menina, mas não contava do Pedrão forçá-lo a ser companhia dele do baile de Carnaval e passa sufoco de até ser assediado por outro menino. Foi se fantasiar de menina e quase se deu mal. Mesmo assim ainda ganhou o prêmio por conta do jurado não conhecê-lo e achar que estava fantasiado de poluição. Se o Pedrão não tivesse forçado o Cascão para ir à festa, ele iria continuar fantasiado de menina e não seria garantido que ganharia o concurso de fantasia, então há males que vem para o bem. Agora, se o Pedrão tivesse descoberto que estava paquerando um menino, era Cascão que ia apanhar feio. Interessante que nem desconfiou quando Cascão disse que era macho e com sua voz normal, provavelmente. 

Muito engraçado Cascão dizer que está "perfeita", fazer trejeitos de menina com as mãos e mudar até voz, não ser reconhecido nem pela mãe, ser paquerado por outros meninos antes da festa e levar apertão na bunda, a música "mamãe eu quero mamar" bem quando entravam no baile e o jurado achar que ele estava fantasiado de poluição depois que tirou a fantasia de menina. Mônica e Cebolinha não estavam fantasiados, mas também podem ser desconhecidos fantasiados de personagens, ou então, quem sabe, Cebolinha está fantasiado de Monica, e a Mônica, de Cebolinha. Já o Pedrão só apareceu nesta história, como de costume de personagens secundários criados para aparição única. O título com paródia da marchinha "Cabeleira do Zezé, será que ele é" ficou o mistério inicial se Cascão vestiu de menina porque era gay, mas logo descobrimos que foi fantasia de Carnaval. 

Além de divertir os leitores, história serviu como crítica, mostrando assédio que mulheres sofrem em bailes de Carnaval ou blocos de rua, com pegadas à força, apalpadas maliciosas na bunda, pernas ou outra parte do corpo sem autorização, muitas vezes até por homens mais velhos. Ficou retrato do que mulheres assediadas passam na vida real e Cascão sentiu o que elas passam. 

Completamente impublicável hoje em dia por conta de crianças paquerando, assediando, levar à força para a festa, menino negro como machista, Cascão vestido de menina, os meninos brigando no baile e com olhos roxos e ideia de Cascão ser sujo e representar poluição como serem coisas boas, o Pedrão desenhado com lábios como círculo rosa na boca desse jeito, o título da história com insinuação de crítica ao Cascão de se vestir de menina que será que ele é gay. Já vi gente comentando que essa história é horrorosa, criticando que assédio considerado como coisa normal e com tom de comédia em gibi infantil, aí para agradar esse povo do politicamente correto não fazem mais histórias assim.

Traços ficaram excelentes com personagens no estilo consagrado nos desenhos. Cores foram mais fortes características dos primeiros números da Globo com personagens com peles mais rosadas e o fundo azul ficava em tom de aquarela. O título bem criativo, automaticamente a gente lê cantando e continuando com "será que ele é". Sem dúvida a intenção era essa, já que colocaram símbolos de notas musicais representando letra de música.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Chico Bento: HQ "Chico vê o Carnaval"

Mostro uma história em que o Chico Bento foi conhecer como era o Carnaval da cidade grande e viu que não era bem como ele imaginava. Com 3 páginas, foi história de encerramento de 'Chico Bento Nº 65' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Chico Bento Nº 65' (Ed. Abril, 1985)

Chico está animado que finalmente  vai conhecer o Carnaval da cidade, o primo falava tanto quando ia na casa dele na roça e a mãe fez a fantasia de palhaço. Assim, Chico e Zeca vão ao baile, estranha o pessoal fantasiado chegando e depois de entrar, não consegue visualizar nada no meio da multidão, muito menos o palco com os cantores. Termina o baile bem tarde da noite, Zeca e o pai estão exaustos, Zeca dorme no carro e Chico fica só olhando. No outro dia, Chico volta para a roça e conta para a mãe que o que viu no Carnaval da cidade foi só um monte de bundas e pernas.

História legal, bem curtinha e com grande conteúdo, como o Chico é criança e baixinho, só conseguia ver até a altura da cintura das pessoas no baile de Carnaval, aí com o campo de visão limitado só via bundas e pernas e achou nada agradável, tudo sem graça e ficou sem entender como o povo da cidade gostava daquilo. Aí, acostumado com o Carnaval da roça ser mais tranquilo, com blocos de rua que podia circular e sem tanto movimento, estranhou muito o Carnaval da cidade.

Mostra que por ser criança, Chico era inocente e não tinha maldade de tantas bundas de mulheres na frente dele, apenas não curtiu de só ver aquilo, sem nem ver o palco principal com os cantores. Já o Zeca, já acostumado, curtiu tudo bem animado e até ficando exausto depois, agora se ele fosse para curtir o carnaval da roça não ia gostar. Sempre tinham esses contrastes de cidade e roça nas histórias com  o primo, independente quem estava na roça ou na cidade. Eram legais e ainda mostravam muitas críticas.

O pai do Zeca, Seu Rodrigo, bem que poderia ter levados os dois em um baile infantil, aí não aconteceria isso e o Chico poderia gostar, vai ver que ele também queria curtir o carnaval e levou filho e sobrinho em um baile convencional e ainda foi irresponsável de largar as duas crianças sozinhas na multidão. Normalmente em histórias de carnaval eram mostradas as crianças em bailes infantis do tipo matinês, nessa que colocou em um baile normal para poder desenvolver a história. Também era raro crianças em blocos de rua ou em desfiles de samba e quando teve, foram nos anos 1970 e 1980.

Engraçadas também algumas fantasias das pessoas no baile no último quadro da segunda página como o cara de máscara do Batman e com roupa do Super-Homem e duas bolas debaixo da mulher que  faz imaginar se eram duas cabeças, ou seios dela, ou bundas de alguém virado por baixo.  Impublicável atualmente por duas crianças em um baile de adultos e largadas sozinhas na multidão no carnaval, crianças saíram em baile de carnaval altas horas da noite, Chico com autonomia de viajar sozinho em um ônibus da cidade para roça, bundas de mulheres seminuas bem explícitas e com bastante sensualidade com destaque no último quadro, definitivamente anos 1980 não era para amadores. E fora de não gostarem de histórias de Carnaval em gibis atuais, no máximo citarem que são festas à fantasia e só com crianças.

Traços bons de estilo de histórias de miolo dos anos 1980. Cgico ficou bem fantasiado de palhacinho. Erro foi a roupa do pai do Zeca mudar de cor em cada quadro que aparecia, ora azul, cinza, marrom, verde. Essa história foi republicada depois em 'Coleção Um Tema Só Nº 13 - Mônica Carnaval' (Ed. Globo, 1996) cuja edição, inclusive, completou 30 anos neste ano, só com histórias carnavalescas clássicas entre 1971 a 1987.

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 13 - Mônica Carnaval' (Ed. Globo, 1996)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Magali: HQ "O anel de Cleópatra"

Em fevereiro de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "O anel de Cleópatra" em que a Magali pensa que é a Rainha do Egito depois de usar um anel mágico roubado do Museu Egípcio. Com 14 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 175' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Magali Nº 175' (Ed. Globo, 1996)

O bandido Picaretes vem para ficar no Brasil até que se esqueçam do roubo que cometeu do anel de Cleópatra no Museu Egípcio e passado o escândalo, pretende voltar ao Egito para ter todos os tesouros a que o anel pode levá-lo. Na esquina, ele é assaltado por um outro ladrão que rouba a mala onde estava o anel. Picaretes tenta chamar a polícia, mas desiste porque vão saber do anel e pretende esperar, logo saberá onde está o anel porque conhece os poderes que tem.

No dia seguinte, o ladrão que roubou o anel de Cleópatra está vendendo coisas como camelô dizendo que são artigos importados. Magali aparece e diz que se interessa só se for coisa de comer. O ladrão diz que não tem de comer, mas tem coisas úteis. Magali se interessa pelo anel, ele diz que é cinco reais porque é artigo importado. Magali quer saber como vai saber que é importado, o ladrão responde que só assalta turistas que desembarcam no aeroporto internacional, mas logo corrige que é piadinha e que para ela o anel fica por 3 reais.

Magali fica com o anel, esperando não se arrepender porque com aquele dinheiro podia comprar 5 sorvetes. Ela coloca o anel no dedo, sente uma coisa estranha e, ao se ver no espelho, pensa que é a Cleópatra, perguntando onde estão as areias do deserto e todos seus servos.

Com o jeito de andar da Magali, Cebolinha pergunta para ela se deu mau jeito nas costas. Magali como Cleópatra, pergunta como um servo dela se atreve a se dirigir a ela daquele jeito e que é a grande rainha. Cebolinha diz que é outra querendo mandar neles. Cascão aparece perguntando se Magali deu mau jeito nas costas e Cebolinha diz que deu mau jeito no cérebro, acha que é a rainha do pedaço e Cascão fala que a Mônica não vai gostar.

Magali pergunta quem é Mônica, meninos falam que é a melhor amiga dela e a dona da rua. Magali diz que não tem amigas, só escravos, e ninguém pode ser dona de nada, estes são domínios dela. Mônica aparece perguntando se Magali deu mau jeito nas costas, meninos respondem que ela pensa que é dona da rua e outras coisinhas mais. Magali diz que é a Cleópatra, Rainha do Egito, e eles acham que Magali pirou.

Magali vê o Quinzinho e o enxerga como Marco Antônio, o seu amor, e diz que está tendo problema com os escravos. Quinzinho entende nada e nem a turma, então Magali pede para trazer uma jarra d'água e quatro copos. A turma traz, Magali coloca escondido pozinhos mágicos em cada copo com água para eles se lembrarem quem são. Quando tomam a água, primeiro não se lembram quem eles são e logo depois, Quinzinho lembra que é o Marco Antônio e a turma, escravos.

Magali quer que os escravos construam pirâmide porque ela e Marco Antônio estão desambientados e Quinzinho queria que fosse um circo romano. Enquanto constroem, Magali come pãozinho dado pelo Quinzinho e diz que o trabalho progride rapidamente. Cebolinha diz que graças à escrava dentuça e Mônica bate nele. A pirâmide fica pronta, Magali diz que não gostou e terão que fazer outra, um projeto mais agradável unindo o útil ao agradável.

No hotel não muito longe dali, o bandido Picaretes assiste pela televisão que surgiu da noite para o dia uma pirâmide no Bairro do Limoeiro. Picaretes diz que é a pista que queria e vai lá de táxi, dizendo que quem usa o anel dá o poder da memória de Cleópatra, revelando todos os segredos da rainha, inclusive onde ela escondeu todos os tesouros.

Enquanto isso, Magali está feliz com a construção da pirâmide de comida, Cascão lamenta que essa vai durar nadinha. Picaretes chega depois da Magali comer a pirâmide e manda Magali lhe entregar o anel. Ela não entrega, falando que é herança de família e mágico. Então, o Picaretes resolve sequestrá-la já que como pensa que é Cleópatra, a memória vai ajudá-lo a ficar rico no Egito. Quinzinho manda os escravos impedirem e falam que estão muito cansados para isso e pedem demissão.

No caminho, Picaretes encontra com a descendente de Cleóprata, que estava junto com agentes internacionais para prendê-lo e ela fala que descobriu porque ele deixou cair panfleto no museu e ao chegarem ao Brasil souberam da construção da pirâmide e ligaram uma coisa a outra. A descendente fica aliviada que os tesouros de seus antepassados estão preservados e tira o anel da Magali, que passa a deixar de pensar que é Cleópatra e a descendente dá dinheiro para ela para comprar sorvetes.

Magali vai falar com a turma que uma moça bonita lhe deu dinheiro e a turma volta ao normal, sonolentos, achando que acordaram de um sonho e cheios de dores com o trabalho que tiveram no sonho. Magali acha bom que o dinheiro que ela tinha, gastou com o anel, nota que não estava mais com ele e a turma acha que ela sonhou também. No final, vão todos à sorveteria, Magali pede sorvete caprichado, a turma acha exagero e parece Rainha do Egito e Magali forma uma pirâmide de sorvete antes de tomar, achando que agora está mais bonito.

História legal em que um bandido egípcio rouba o legítimo anel de Cleópatra de um museu do Egito, vem par ao Brasil até o caso abafar e é roubado por outro bandido para revender como camelô os artigos importados que rouba dos turistas em frente ao Aeroporto Internacional. Magali compra o anel do camelô e passa a pensar que é Cleópatra, que Quinzinho é seu amor Marco Antônio e que a turma são escravos, fazendo construir uma pirâmide no Bairro do Limoeiro, chamando atenção do Picaretes, que vai lá para sequestrar a Magali e revelar todos os segredos de Cleóprata. É impedido pela descente de Cleópatra, que aparece junto com agentes internacionais e prendem Picaretes. No final ,ela leva o anel, Magali e a turma voltam ao normal e na sorveteria a Magali ainda vestígios de Cleóprata, deixando sorvete em forma de pirâmide.

Picaretes não imaginava que ia ser roubado assim que chegasse ao Brasil senão ficaria mais atento, mas foi o gancho para o anel parar nas mãos da Magali e pensar que é Cleópatra. Por sua vez, Magali também nem imaginava que aquele anel era mágico e deu efeito instantâneo assim que colocou no dedo. Por Quinzinho ser namorado dela, logo imaginou que ele era Marco Antônio enquanto a turma sofreu como escravos para construir uma pirâmide de concreto e uma só de comida pra ela devorar tudo em minutos, incrível absurdo de como conseguiram tijolos e tanta comida para formar as pirâmides e em tão pouco tempo. Magali e a turma tiveram sorte da descendente de Cleópatra impedir a fuga do Picaretes, fazendo tudo ficar bem no final, só o bandido camelô que se deu bem, continuou vendendo produtos roubados na rua e continuando a roubar turistas no aeroporto.

Eles não se transformaram de fato em Cleópatra, Marco Antônio e escravos, apenas pensavam que eram com o efeito do poder do anel mágico. Assim, não estavam com as roupas egípcias, só se imaginavam que estavam, por isso oscilações de ora estarem com as roupas egípcias e outras vezes normais. Quando estavam com roupas egípcias era quando estavam sozinhos interagindo entre si para mostrar como eles se imaginavam estar e quando com roupas normais é quando tinha alguém com eles como estavam sendo vistos por quem estava de fora, ficou legal assim. Mesmo se imaginando egípcios, não perderam essência de suas características. Magali continuou gulosa, Mônica com grande força, Cebolinha provocando Mônica, Cascão sujo e fedorento, gostei disso também. Interação do Quinzinho com eles sem ser só na padaria sempre era bom quando tinha.

Foi engraçado Picaretes ser assaltado por outro bandido e vacilar chamando polícia, o camelô falar que só assalta quem desembarca no Aeroporto Internacional, a turma perguntando se Magali deu mau jeito nas costas quando andava como egípcia, e depois Cebolinha dizer que ela deu mau jeito no cérebro quando pensava que era Cleópatra, Cascão beber água de canudinho e bem longe do copo, Cebolinha não saber o que é pirâmide, Cascão dizer que ser escravo é dureza e Cebolinha dizer que principalmente com ele na frente por causa do mau cheiro, galo na cabeça do Cebolinha em forma de pirâmide após a surra, Magali comer a pirâmide de comida em 10 minutos, a turma não ir atrás da Magali sequestrada  porque pediram demissão de serem escravos, como se escravos tinham direito à demissão.

Foi história póstuma de Rosana, lançada depois que a roteirista morreu. Mostrou até realidade do Brasil, com assaltos, de turista que mal chegou ao Brasil e já foi roubado, vendas de camelôs de contrabando e roubos, e que na época 5 reais era muita coisa, pode achar que um anel por esse preço é barato hoje, mas valia bastante na época. E ainda ajudou leitores a despertar interesse de saber e pesquisar sobre Cleópatra e História do Egito Antigo. Teve erro de Magali contar de boca fechada no primeiro quadro da página 8 do gibi. 

Incorreta atualmente por ter bandidos, assaltos, crianças trabalhando como escravos, gula exagerada da Magali capaz de comer um pirâmide de comida sozinha em 10 minutos, absurdos de força da Mônica de carregar vários tijolos tranquilamente, calcinha da Magali à mostra, principalmente do jeito de costas como no 5º quadro da penúltima página e 3º quadro da última página, Mônica sem um "top" no peito enquanto estava como escrava, e podem implicar com a TV de tubo para colocar uma LED no lugar.

Traços ficaram bonitos da fase consagradas das personagens. Foi legal um anel no título, eles tinham criatividade até na arte dos títulos das histórias. Já a colorização passou a ter diferenças nos gibis a partir de fevereiro de 1996, cores em tons mais escuros, marrom bem escuro quase preto e usado para tudo e sem variações de tons dando diferença na cor do cabelo do Quinzinho nessa história, por exemplo, e ficando pior em personagens com pele marrom como Papa-Capim e Raposão parecendo negros. Não gostava de cores escuras desse jeito, pareciam que estavam de luto. Cores assim ficaram até em junho de 1996. Outra mudança os fundos em degradê, que estavam desde agosto de 1995, agora não estão mais em todos os quadros, só em alguns bem pontuais em ambientes externos. Lembrando que degradês pontuais continuaram até no final da Editora Globo em 2006. E as capas do gibis também passaram a ficar diferentes com cores com tonalidades mais fortes e vivas, e adotando também o marrom escuro para tudo, bem estranhas. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Tirinha Nº 122: Cebolinha

Nessa tirinha, Mônica cai em um bueiro na rua e Cebolinha, em vez de levar uma corda para ajudá-la a sair de lá, leva um rato para jogar no bueiro. Não era uma ajuda como a Mônica queria, pelo menos ela ia pular rapidinho e sair de tanto medo e, de quebra, Cebolinha ainda se diverte vendo a Mônica assustada com o rato. Tudo que fosse para aprontar com a Mônica era válido para ele, mesmo em situações perigosas, não perdia oportunidade para aprontar. Traços bons setentistas ainda deixou mais engraçada ainda. 

Tirinha publicada originalmente em 'Cebolinha Nº 63' (Ed. Abril, 1978).