Compartilho uma história em que o Horácio toca em uma melancia e o Tecodonte acha que que ele estava tocando uma música espetacular que transmitia paz. Com 5 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 189' (Ed. Abril, 1986).
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| Capa de 'Mônica Nº 189' (Ed. Abril, 1986) |
Horácio toca som em uma melancia à beira de um barranco e Tecodonte acha linda a música, acha que o Horácio é um gênio, acaba de dar contribuição fantástica para a história da música. Horácio acha que bondade dele e Tecondonte conta que estava ouvindo lá de baixo, ficou impressionado com a sonoridade, quase que atravessa sentimentos deles, é o som da eternidade e o mundo precisa conhecer isso, é o que há mais de novo e fala que já volta.
Horácio pensa o que há tão de especial tamborilar uma melancia, quando aparece Lucinda, que acha o sonzinho gostoso e toca o coração dela. Ela pergunta por que o Tecodonte saiu tão apressado e antes do Horácio responder, Tecodonte volta com os amigos, falando come eles que o som da eternidade está perto e Horácio é o Beethoven dos tempos pré-históricos.
Horácio fala baixinho se o Tecodonte está exagerando e antes de terminar, perguntam o que Horácio estava falando e Tecodonte diz que ele falou que vai tocar agora a nona sinfonia dele. Horácio dá um toque na melancia e ela se quebra, falando que como o som indicava, ela já estava no ponto. A plateia vai embora reclamando que foi embromação, pega-trouxas e som da eternidade era furada e Tecodonte vai atrás. Horácio fala que não sabe se a melancia vai dar para todo mundo. Lucinda diz que todo mundo agora são só eles dois. No final, eles comem a melancia e Lucinda pergunta para o Horácio se o sabor de uma fruta também não é bom como a eternidade.
História legal em que o Horácio bate em uma melancia e Tecodonte pensa que ele estava tocando uma música espetacular de paz e acharia que iria fazer muito sucesso no mundo. Foi descoberto que o Horácio só estava batendo na melancia com intenção de quebrá-la para comer, não de tocar música, nem como hobby, estragando os planos do Tecodonte e depois Lucinda percebeu que comer uma fruta é tão bom como a eternidade.
Tecodonte queria ser empresário do Horácio, ganhar fortuna em cima dele, viu que em vez de tocar em um tambor, foi em uma melancia que saiu um som espetacular e divino. Tecodonte ficou tão empolgado que nem deu chance do Horácio se explicar sua verdadeira intenção de tocar a melancia, o que foi ruim para o Tecodonte que se passou por golpista pelos amigos, que não chegaram a ouvir Horácio tocar, por inventar falsa música de eternidade para eles.
Falavam de música da eternidade porque trazia paz e serenidade quando era tocada. Tecodonte poderia fazer o mesmo de tocar em uma melancia e ficar rico sozinho, mas poderia não ser o mesmo som porque o jeito de serenidade que o Horácio tocava que faria a diferença no som. Horácio não liga para dinheiro e fama, só relaxar e aproveitar as coisas simples da natureza, tanto que viu junto com a Lucinda que comer a melancia trazia a mesma paz que a música que ele tocou.
Sem querer, o Horácio inventou o tambor e repique. Tecodonte era tratado com visão empresarial, empreendedora, já foi usada essa característica em outras histórias, inclusive nas de formato de tabloides, se opondo ao Horácio, que não se importava com dinheiro. Foi engraçado o entusiasmo do Tecodonte em pensar que Horácio era um grande músico tocando a nona sinfonia e chamar Horácio de Beethoven dos tempos pré-históricos" e que Beethoven nem sonhava em nascer ainda. Não teve paródia no nome dele, nem sempre parodiavam nomes famosos na época.
Traços ficaram muito bonitos do estilo consagrado dos anos 1980. Embora maioria das histórias do Horácio eram escritas pelo Mauricio de Sousa, tudo indica que dessa vez não foi escrita por ele já que naquela fase o Mauricio só escrevia tabloides de jornais e essa foi história exclusiva de gibis, ainda assim, se for, o roteirista manteve as características fieis dos personagens como Mauricio fazia. Teve erro do dinossauro amarelo ficar branco no segundo quadro da última página. Foi republicada depois em 'Almanaque do Chico Bento Nº 17' (Ed. Globo, 1992).
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| Capa de 'Almanaque do Chico Bento Nº 17' (Ed. Globo, 1992) |

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