quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Capa da Semana: Cascão Nº 182

Uma capa bem legal em que o Cascão, desesperado para escapar da chuva, conseguiu a façanha de pular até o Céu bem na nuvem em que o São Pedro estava controlando a chuva na Terra. Na hora do desespero valia tudo para o Cascão fugir do banho, até as coisas mais absurdas e improváveis de acontecer. 

A capa dessa semana é de 'Cascão Nº 182' (Ed. Globo, Dezembro/ 1993).

sábado, 18 de setembro de 2021

Jotalhão: HQ "Namoro Virtual"


Mostro uma história em que o Jotalhão arrumou namoro virtual na internet, mas as coisas não saíram como ele esperava. Com 5 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 116' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Mônica Nº 116' (Ed. Globo, 1996)

Raposão vê Jotalhão com cara feliz  e diz que está pisando em nuvens e Raposão responde que é no sentido figurado ao ver o chão cheio de pegadas. Jotalhão diz que encontrou a cara-metade dele, que ela é inteligente, sensível e sincera e mostra o computador. Raposão acha legal ter comprado um computador, mas estranho se apaixonar por ele. Jotalhão fala que o computador é só um meio de comunicação, está na internet e o seu endereço na rede é jota.3@mata.com e se comunicam trocando mensagens todos os dias. 


Ouvem um barulho de mensagem e Jotalhão confere que foi poema e Raposão acha ridículo, mas ao ver o Jotalhão não gostar do comentário, Raposão emenda que é ridículo ele não estar ainda "in line". Jotalhão acha sua paquera tão romântica e Raposão pergunta se ela é bonita. Jotalhão diz que nunca a viu e Raposão pergunta como ele se apaixona por alguém que nunca viu. Jotalhão manda não ser tão materialista. Raposão diz que não vai aguentar namoro virtual a vida toda e propõe que eles marquem um encontro pessoalmente, mas peça uma foto antes. 

A paquera manda a foto, Jotalhão a acha linda, mas Raposão diz que ela o enganou, deve ser muito feia, pois mandou foto da famosa modelo Leona Piovani. Jotalhão fica arrasado e não quer nunca mais falar com ela. Raposão diz que é para Jotalhão esquecer o mundo virtual, que há um  mundo de verdade com garotas de verdade lá fora e eles saem. No final, aparece a namorada virtual na toca dela, de fato, era a Leona Piovani, reclamando com a passadeira de roupa que o Jotalhão deu fora nela, que é ruim ser famosa e não encontra sua cara metade nem na internet. 

Uma história legal com Jotalhão arrumando namoro na internet, mas sendo convencido pelo Raposão ser mais pé no chão e acabou sendo desiludido achando que era outra pessoa se passando pela famosa Leona Piovani, já que uma artista nunca ia ficar procurando namoro virtual, mas que no final foi revelado que era a famosa, sim, sem ele nunca saber a verdade.

A Rita Najura que não ia gostar de ver o Jotalhão se engraçando com outra pessoa sem ser ela, mas a paixão da Rita era platônica e só ela quem era apaixonada sem ser correspondida e o Jotalhão, por sua vez, se apaixonava por outras. Interessante que na Turma da Mata nem sempre os personagens se apaixonavam com algum bicho da sua espécie, o mais normal seria Jotalhão se apaixonar por uma elefanta e nessa vez foi por uma leoa. 

Essa história mostra mensagens dos perigos de namoro virtual como risco de uma pessoa não mandar uma foto real de quem é realmente e até querer dar golpe, além de, principalmente, mostrar que é mais vantajoso vivenciar a vida real do que a virtual, sem deixar piegas. A Leona Piovani foi clara referência à atriz Luana Piovani, que estava em evidência na época. Era legal essas paródias com artistas e ainda mais quando eles eram retratados como bichos quando eram parodiados na Turma da Mata ou com Bidu, por exemplo. 

Bons traços, bem típicos dos anos 1990. Poderia ser encaixar com outros núcleos da MSP, principalmente com a Turma da Tina, mas pelo visto preferiram com Jotalhão para diferenciar e ter o ar de absurdo, ser engraçado um elefante como Jotalhão ter computador com internet em plena mata. É impublicável hoje por envolver namoro virtual que não é apropriado para crianças. Mesmo que foi por bichos adultos da Turma da Mata e não pelas crianças da Turma da Mônica, mas ainda poderiam implicar por ser em revista infantil.

Foi a primeira história da MSP envolvendo internet, que estava nos primórdios em 1996. Poucos ainda tinham computador em casa e muito menos ter internet, ainda mais por ser discada, ainda assim com a novidade da rede recém-lançada, a MSP quis fazer a inclusão digital, por isso não foi a toa a explicação sobre o que é internet ao longo da história já que nem todos tinham conhecimento a fundo. Além dessa, também tiveram outras histórias com personagens mexendo no computador, trocadilhos do "mouse" com rato, tudo para ter a inclusão digital dos leitores e que eram assuntos do momento na época. 

São bem curiosas e datadas essas histórias de primórdios de computador e internet, como podem ver que Jotalhão trocava mensagens por e-mail e que ainda demorava um pouco para receber resposta do e-mail, hoje recebe resposta na mesma hora e as conversas são mais por aplicativos de chats e o meio de comunicação de preferência através de um smartphone. Gosto de ver essas mudanças ao longo dos anos retratadas nas histórias antigas. Quem sabe também crianças que tinham internet na época não tentaram mandar e-mail para o Jotalhão, se alguém tentou, com certeza não funcionou.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Chico Bento: HQ "Leitinho incrementado"

Em setembro de 1991, há exatos 30 anos, era lançada a história "Leitinho incrementado" em que o Chico Bento descobre que a vaca Mimosa estava dando outras coisas sem ser leite, causando muita confusão. Com 17 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 122' - Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Chico Bento Nº 122' (Ed. Globo, 1991)

Começa o narrador-observador contando que o cientista Pasteul, em uma cidade do interior, conseguiu criar uma fórmula para ficar rico e que estava desenvolvendo há anos. O narrador pergunta o que a fórmula faz e Pasteur o manda ler a historinha para saber.

O narrador mostra que a noite cai e não se machuca e tudo era paz no sítio ali perto, todos dormindo, até que Chico Bento e sua família acordam com barulho das galinhas. Seu Bento pega a espingarda e vai lá fora, pensando que era ladrão e quando vê, todas as galinhas, porcos, cabras e bichos do sítio estavam lá. Seu Bento fala à família que está tudo em paz, pensa que os bichos tiveram pesadelo e todos voltam a dormir e depois o narrador avisa que se Seu Bento reparasse melhor, veria que a vaca está estranha.

Quando cai o dia, Dona Cotinha manda o Chico tirar leite da Mimosa para tomarem o café-da-manhã. Chico vai e estranha os bezerros tudo longe da Mimosa e com medo. Chico ordenha a Mimosa, se cansa e resolve tomar um pouco de leite e recuperar forças, só que para sua surpresa, quando toma não era leite puro, e, sim, leite com café. 

Chico se espanta e vai direto para casa mostrar aos pais, que não acreditam. Seu Bento chama o filho de mentiroso e Dona Cotinha pensa que ele pegou o bule sem ela ver. Chico leva os pais até à Mimosa, Seu Bento ordenha e por sair líquido branco pensa que era leite, mas quando vai provar se assusta que era iogurte de coco. 

Seu Bento pergunta à esposa se alguém deu coco para vaca e ela diz que come só capim e Chico entende por que os bezerros estavam assustados. Seu Bento fica animado que alguém lá de cima gosta deles e fez milagre para eles ficarem ricos. Assim, ele tem ideia do Chico levar a Mimosa até a vila e vão vender iogurte de coco feito na hora a 50 Cruzeiros o copo. Dona Cotinha pensa que a vaca está doente e Seu Bento diz que está muito bem e combina com Chico de se encontrar na vila depois de fazer uma placa.

Na vila, Chico passa a vender iogurte de coco, aparecem Zé da Roça e um homem como clientes. Zé da Roça acha legal Chico virar comerciante e o homem estranha o Chico ordenhando a Mimosa e pergunta se ainda vai preparar o iogurte. Chico diz que o iogurte já está pronto ao sair da vaca. O homem acha gozação e quando provam não era mais iogurte de coco, e, sim, leite com morango. Ainda assim, Zé da Roça e o homem ficam impressionados e vão espalhar a notícia para vila toda.

Seu Bento leva a placa com a vaca que dá iogurte de coco, Chico avisa que agora deu leite com morango e  muda toda hora e Seu Bento muda a placa para ver a incrível vaca Mimosa que ao pedir copo de leite tem uma surpresa.  O povo aparece em peso e ficam maravilhados, para um a Mimosa deu chocolate quente, para outro vitamina completa, para outro suco de laranja e todos acham que a vaca é mágica. Seu Bento fica feliz que logo vão ficar ricos e Chico diz que a Mimosa vai ficar vazia, com ela já cansada de tanto ser ordenhada.

Aparecem o Delegado, o Padre Lino e a professora Marocas. O Seu Bento  acha uma honra os 3 juntos e conta que a vaca está dando outras bebidas sem ser leite. Eles admiram, achando curioso, um milagre e Marocas não acredita. Seu Bento dá o copo de graça e não diz o que é porque toda hora é uma coisa. Quando eles tomam, é cachaça e da forte e o Delegado prende Seu Bento por vender bebida alcoólica sem autorização.


Surge o cientista Pasteur mandando soltar o Seu Bento e diz que ele é inocente. Pasteul conta que criou uma fórmula capaz de alterar metabolismo de certos animais como vaca passar a produzir diversos tipos de bebidas e galinhas, ovos fritos. mexidos e doces. Como cobaia, fez com que a Mimosa bebesse a fórmula na calada da noite. 

O barulho da noite era ele lá no sítio, pois não tinha dinheiro pra comprar uma vaca e agora que a invenção deu certo, ele pode indenizar Seu Bento com o dinheiro que outros agricultores na região que vão comprar a fórmula. Para surpresa do Pasteul, todos recusam, reclamam que os bezerros nunca iam mamar porcaria, as vacas iam emagrecer e adoecer e as galinhas não iam mais botar ovos por ficarem traumatizadas. 

Seu Bento pergunta como vai ficar a Mimosa, Pasteul dá um antídoto para ela voltar a dar leite normal. Pasteur fica arrasado, queria ficar rico, mas foi tudo em vão. Seu Bento comenta que tem outras formas de ganhar a vida sem fórmulas e sugere que arrume outro negócio e dá o dinheiro que ganhou enquanto vendia as bebidas da Mimosa. 

Pasteul fica feliz por recomeçar e pretende criar uma fórmula que todas as árvores deem todos os tipos de frutas e até cachorros-quentes. No final, Mimosa volta a dar leite, Chico e seu pai voltam para casa para tomar o café-da-manhã e quando a Dona Cotinha serve leite puro, Chico comenta com a mãe que bem que podia colocar umas frutas ou um chocolatinho para incrementar.

Uma história muito legal e criativa com a vaca Mimosa passando a produzir vários tipos de bebidas cada vez que era ordenhada por causa de uma invenção de um cientista que queria ficar rico e Seu Bento também querer ganhar dinheiro e se tornar rico a custa da sua vaca. Seu Bento quase se deu mal, mas pelo menos o cientista Pasteur chegou na hora e só não teve sorte do povo não aceitar a fórmula porque ia acabar com os animais.

Interessante que primeiro a vaca dava só derivados de leite, depois passou a fornecer outras bebidas, até cachaça. Seria bom se fosse verdade e acontecer na vida real, mas, logicamente, é apenas uma fantasia de histórias em quadrinhos. Dessa vez a magia não aconteceu por causa de uma bruxa, mago, fada ou mágico, e, sim, por um cientista, se roteirista quisesse adaptar com toque de fábula também daria certo.

Foi legal a interação do Pasteul com o narrador-observador no início da história, com eles conversando e até o Pasteul dando bronca para ele ler a história. Eu gostava quando tinha narrador contando a história e interagindo com os personagens, ficava engraçado. No caso, ele seria o roteirista. Já o Pasteul não voltou mais, só apareceu nesta história, como de praxe de personagens secundários.

Engraçado também brincadeira de cair noite sem ela se machucar e cair dia com  Sol caindo no chão mostrada pelo narrador, a gente tentar descobrir qual bebida a Mimosa ia dar em cada ordenhada, já que era sempre diferente, o Seu Bento querer tirar proveito da Mimosa pra comercializar o que ela produzia e quase ser preso e também ver o Padre Lino beber cachaça sem querer. Os traços muito bons, como era bom ver desenhos assim.

A vaca do Chico não tinha um nome definido, nessa história apareceu como Mimosa, mas também teve outros nomes e o nome mais conhecido e utilizado é Malhada. Em relação ao caipirês, ainda dava para ver que a palavra melhor ainda era escrita "mió", depois preferiram mudar para "mior", mesmo que o caipirês já estava mais padronizado na época.


Impublicável atualmente por ter sofrimento de bichos, já que além de alterar metabolismo da Mimosa, ela era ordenhada sem parar pelo Chico Bento, ficando cansada. além de mostrar Seu Bento com espingarda na mão, envolver cachaça fazendo padre tomar bebida alcoólica e perigo de risco da Mimosa dar cachaça enquanto fosse criança tomando, Chico trabalhando em ordenar vaca, palavra "gozar" dita pelo homem, significando "zoar com a cara dele", também seria proibida por ter duplo sentido, definitivamente sem chance uma história assim hoje em dia. Foi muito bom relembrar essa história marcante há exatos 30 anos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Capa da Semana: Mônica Nº 18


Uma capa muito bonita e caprichada sem piadinha com a Mônica e Cebolinha olhando estrelas e constelações formando coisas e figuras geométricas.

Nos primeiros números da Mônica da Editora Globo eram comuns capas apenas com desenhos bonitos sem piada, algumas já desenhos que existiam antes e em outras eles criaram ilustrações novas. Sempre tinham capricho em capas assim.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 18' (Ed. Globo, Junho/ 1988).

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Magali: HQ "O Espírito do Carrinho de Sorvete"

Compartilho uma história em que a Magali caiu dentro de um carrinho de sorvete, causando muita confusão para Cebolinha e Cascão. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 99' (Ed. Abril, 1981).

Capa de 'Cebolinha Nº 99' (Ed. Abril, 1981)

Mônica encontra sorveteiro Seu Zé dando bronca no carrinho, não entende e ele explica que Magali tropeçou na pedra e caiu dentro do carrinho. Mônica reclama com Magali para escolher logo um sabor e sair de lá e ela diz que não está conseguindo sair enquanto o Seu Zé lamenta que ninguém vai querer tomar sorvete com uma menina sentada em cima. Mônica tem ideia de chacoalhar o carrinho, mas o Seu Zé não deixa para não quebrar todos os picolés e então eles saem para buscar um abridor de latas e Magali fica lá sozinha dentro do carrinho e comenta como está frio lá dentro. 

Cascão aparece, vê o carrinho de sorvete sem ninguém perto e resolve tomar. Aí começa a conversar com ele mesmo que é coisa feia pegar sorvete de graça, mas ele não tem dinheiro, segunda voz diz que não é certo agir dessa forma e ele fica indeciso se pega ou não o sorvete e decide não pegar.

Cebolinha aparece empolgado com carrinho de sorvete dando sopa. Cascão fecha a tampa do carrinho, falando para o Cebolinha que se ele não pegou, ninguém mais vai pegar. Cebolinha diz para Cascão pegar primeiro e depois ele pega. Cascão não acha isso direito e Cebolinha sugere ele pegar primeiro e Cascão, depois. Cascão pressente que algo diz que não deve fazer aquilo e Cebolinha debocha se foi o Espírito do Carrinho de Sorvete quem falou. 

Magali abre a tampa do carrinho sufocada, pensando que além de frio, querem sufocá-la. Os meninos se assustam e acham que realmente tem um Espírito do Carrinho de Sorvete lá. Cascão acha que o espírito deve estar raivoso por Cebolinha querer pegar o sorvete e manda Cebolinha pedir desculpas a ele e tira-lo de lá esfregando o carrinho que nem o conto do "Aladim e a Lâmpada Maravilhosa".

Cebolinha esfrega o carrinho chamando o espírito cheio de medo, não funciona e Cascão sugere bater no carrinho. Cebolinha bate chamando pelo espírito. Aí bate mais forte e acaba a Magali saindo do carrinho, gritando e azul de frio e os meninos se assustam e saem correndo com medo. Mônica e o sorveteiro voltam, Mônica leva Magali para tomar algo quente para aquecê-la do frio e o Seu Zé fica aliviado que não precisou estragar o carrinho e vai voltar a trabalhar. Depois, Mônica e Magali perguntam ao Seu Zé como andam as vendas de sorvete o dia quente e ele diz que bem mal porque ninguém quer chegar perto, com Cascão, Cebolinha e outros meninos tudo se escondendo com medo do espírito do carrinho de sorvete.

Essa história é muito engraçada com a Magali dentro de um carrinho de sorvete sem conseguir sair de lá e como Cascão e Cebolinha não sabiam, pensavam que era um espírito do carrinho de sorvete que estava lá. Quando ela saiu com as batidas fortes, nem se ligaram que era ela de tanto medo e acabou o sorveteiro sem clientes por causa dos meninos terem contado para o pessoal do Bairro do Limoeiro. Seu Zé, sem dúvida, foi o mais prejudicado.

Histórias envolvendo assombrações eram muito boas, ainda mais quando nem tinha uma assombração verdadeira como foi nessa. Absurdos muito legai também, como a Magali conseguir cair da distância da pedra direto no carrinho e caber dentro sem nem ter ficado entalada e aparentemente era um carrinho normal, nos quadrinhos pode tudo. Ela não deve ter conseguido sair por causa do frio, só não ficou explícito se ela chegou a tomar sorvete de graça enquanto estava lá dentro.

Foi rachar de rir ver Cascão conversando sozinho que nem um maluco como se tivesse conversando com outra pessoa dando conselhos pra não pegar sorvetes e, principalmente, quando Cascão e Cebolinha pensam que tinham uma assombração no carrinho, eu ri alto com a cara de medo deles e eles tentando tirar o espírito esfregando como se o carrinho fosse lâmpada do Aladim e batendo. Incorreta hoje por mostrar Magali dentro de um carrinho de sorvete e congelando de frio, iriam implicar com isso, fora os absurdos que eles evitam o máximo de colocar atualmente.

A princípio até parecia que seria história muda, mas foi só na primeira página para demonstrar com ilustração a Magali caindo no carrinho relatado pelo sorveteiro, a não ser que mostrassem o ocorrido antes da Mônica aparecer. Magali praticamente não apareceu de corpo presente, as vezes aparecia só sua mão, embora estava todo tempo dentro do carrinho e, assim, a graça ficou mais por conta de Cebolinha e Cascão, mesmo sendo uma história da Magali. Como ela não tinha revista própria na época, aí colocavam histórias dela nas revistas da Mônica e do Cebolinha, principalmente nas da Mônica.

Os traços ficaram muito bons, bem típico das histórias de 1981 que tinham uma transição dos traços superfofinhos com o tipo de traços que queriam deixar na forma consagrada ao longa dos anos 1980. Foi republicada depois em 'Almanacão de Férias Nº 2' (Ed. Globo, 1988). Termino a postagem mostrando a capa desse Almanacão.

Capa de 'Almanacão de Férias Nº 2' (Ed. Globo, 1988)