quarta-feira, 4 de março de 2026

Mônica: HQ "A Árvore Do Paraíso"

Compartilho uma história em que uma cobra ofereceu uma maçã para Mônica e Cascão com intenção de tirar a inocência das crianças assim como aconteceu com Adão e Eva no jardim de Éden. Com 12 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 111' (Ed. Abril, 1979).

Capa de 'Mônica Nº 111' (Ed. Abril, 1979)

Depois dos meninos terem aprontado, Mônica bate no Cebolinha e corre atrás do Cascão pela floresta, que está escura e Mônica enxerga nada, quando ela se assusta com o Cascão tocando nela. Mônica diz que nunca pensou que um dia ia fosse gostar de ver o Cascão, que mostra uma árvore gigante e bonita e acham que deve ser a tataravó de todas as árvores e admiram seus cipós e galhos e a árvore comemora que tem visitantes depois de tanto tempo.

Nisso, toca o alarme no céu acusando que duas crianças entraram na Zona Proibida e o Anjo Guardião grita que a humanidade está em grande perigo e voa ligeiro para avisar ao chefe porque não pode acontecer de novo. Os outros anjos guardiões estranham ele falar com o chefe, só sai dali quando a Terra está em grande perigo. No caminho, o Anjo Guardião é atropelado por um avião e cai em um a nuvem onde o Anjinho estava dormindo. O Anjo Guardião, todo machucado, fala para o Anjinho sobre a Árvore do Paraíso, que precisa salvá-los, e lhe entrega um papel. Anjinho vê foto da Mônica e Cascão diante da Árvore Proibida e que não há tempo de pedir ajuda.

Enquanto isso, Cascão está segurando cipó da Árvore do Paraíso, falando que não é à toa que  chamam de "Cascão das Selvas" e a Árvore diz que é um par perfeito e finalmente vai terminar o plano e já está na hora de aparecer para eles. O galho sai e Cascão cai no chão, ele pergunta para Mônica se cipó pode se mexer, Mônica diz que claro que não e ele manda dizer isso para ele, e olham assustados para uma cobra gigante, que se transforma em uma figura conhecida deles, o Seu Juca.

Mônica e Cascão pensam que o Seu Juca Quitandeiro era mágico, Mônica pede para ele se transformar na "minhocona" de novo e Cascão diz que já viu aquele truque e quer que ele se transforme em um sapo. A Cobra como Seu Juca pede calma, vai fazer tudo que eles querem, mas antes, quer que eles comam a deliciosa maçã. Anjinho tira a maçã da mão da Cobra e pede cuidado para eles não comerem aquela maçã. A Cobra paralisa Mônica e Cascão e diz que a turma lá de cima deve está com pouco pessoal para mandar um mísero anjinho enfrentá-lo em seus próprios domínios.

Anjinho manda flechas do amor para acabar com as maldades e as flechas engatam nos cipós e a Cobra diz que aquele é o reino dele e que a árvore, desde suas folhas até suas raízes estão sob domínio dele e prende o Anjinho dentro de uma maçã gigante e não consegue nem falar. 

A Cobra diz que agora nada impede de executar o grande plano, explica que há milhões de anos ofereceu maçã para o casal Adão e Eva e quando deram primeira mordida passaram a ter ódio, inveja, revolta, assim como seus descendentes, assim como todos seus descendentes e agora é a vez dessas crianças, quando eles morderem a maçã, todas as crianças do mundo perderão sua pureza e ingenuidade e a Terra ficará como ele quer.

A Cobra desparalisa os dois, Cascão quer comer logo e Mônica avisa que os pais deles disseram para não aceitar presentes de estranhos. A Cobra diz que não é presente, está vendendo e Mônica acha que agora sim e Cascão pergunta quanto custa. A Cobra responde que custa 5 Cruzeiros, Cascão quer pechinchar por 4 Cruzeiros, A Cobra aceita e Cascão fala que a maçã está opaca e muito pequenina, aí leva por 3 Cruzeiros. A Cobra acha pouco valor pela maçã dele e Cascão acha que está muito cara e fica por 2,50. 

A Cobra a contragosto aceita, Cascão deixa cair a maçã no chão e como está suja diz que não vale mais que 1 Cruzeiro, só que só tem 50 centavos no bolso. A Cobra aceita e Cascão diz que para vender tão barato, a maçã deve estar bichada e não cai nessa. A Cobra grita que não está bichada e Mônica pergunta por que então não o viu comer nenhuma. A Cobra come  e dá um efeito contrário, virando um pombinho, já que bonzinhos quando come a maçã ficam maus como uma cobra e cobras ficam boazinhas como um pombo.

Mônica acha o máximo o mágico que o Seu Juca era por ter virado pombinho. Cascão deseja comer maçã e o Anjinho, livre da magia da Cobra, tira todos dali voando. Mônica reclama porque queria ver mais mágicas e Cascão queria uma maçã e Anjinho diz que merecem um sorvete cada um e Mônica quer dois sorvetes para cada. No final, a Cobra reclama que um dia volta ao normal e manda a pombinha interessada nele se afastar.

História fantástica em que Mônica e Cascão vão parar na zona proibida onde tem uma cobra que oferece maçãs a eles. Disfarçou de Seu Juca para pensarem que era ele e comerem as maçãs mais fácil só que não contava que eles não aceitavam presentes de estranhos e que o Cascão queria pechinchar a venda da maçã. Com a Cobra atrapalhada ao dizerem que maçã está bichada, acaba comendo a maçã e vira um pombinho, como efeito contrário de gente má que come a maçã proibida.

O plano da Cobra era de deixar as crianças nascerem sem inocência. Criança nasce pura e o Diabo em forma de Cobra quis que desde que nascem já possam sentir sentimentos ruins. Anjinho tentou impedir após o Anjo Guardião  ter sido atropelado pelo avião e não poder avisar o ocorrido para Deus, só que não foi páreo para a Cobra que conseguiu prendê-lo facilmente em seus domínios, assim a missão de salvar a Terra ficou nas mãos da turminha. 

Mônica e Cascão agiram na inocência sem saber da gravidade que estavam passando, eles acharam que Seu Juca estava fazendo mágica e Cascão foi o grande salvador, derrotou a cobra na lábia da pechincha, de querer pagar menos na maçã. Se não tinha dinheiro, era mais fácil ter de graça como a Cobra queria inicialmente. Sobrou para a Cobra, que se atrapalhou na conversa e se dando muito mal, se transformando em pombinho após comer maçã por engano e ainda teve que aturar pomba apaixonada por ele. Bem feito.

Não era o Seu Juca de verdade, mas Cascão conseguiu deixar a Cobra irritada e tão louca como o verdadeiro Seu Juca.  Ele tinha profissão diferente a cada história e dessa vez foi retratado que era quitandeiro e como mágico nas horas vagas. Foi bom ter colocado o Cascão junto com a Mônica, ajudou a diferenciar, normalmente seria o Cebolinha no lugar. Se fosse a Magali, a Cobra teria sucesso no plano já que ela comeria todas as maçãs da árvore antes de ser oferecida para ela. A Cobra se pareceu com a Cobra Celeste de "Castelo Rá Tim Bum" da TV Cultura, aí no caso, quem sabe, a Celeste ter sido inspirada no visual desta história, ou apenas mera coincidência. E Cruzeiro era a moeda do Brasil na época, ficando até em 1986.

Foi engraçado Mônica dizer que nunca pensou que ia gostar de ver o Cascão depois que ele a tocou na escuridão da floresta, o choque do Anjo Guardião com o avião, Cascão brincando de Tarzan nos cipós, Anjinho dizer que mísero anjinho vai acabar com a pança dele, Mônica falar que não aceita presentes de estranhos, Cascão pechinchando a maçã e a Cobra dando deslize que a maçã custava mais do que o Cascão estava querendo pagar, mesmo querendo que eles comessem a maçã também não queria vender por pouco e depois não aceitarem comer porque barata demais deve está bichada.

Foi uma paródia de Adão e Eva, com o absurdo de ter o Jardim no Éden no Bairro do Limoeiro, aqui chamado de "Zona Proibida". Eles gostavam de histórias de Jardim do Éden e escada espiritual na Editora Abril, sempre eram envolventes quando tinha. Tudo indica que foi escrita pelo roteirista Reinaldo Waisman.  Incorreta atualmente por ter cunho religioso, paródia de Adão e Eva, Deus sendo chamado de "chefe", uma cobra e, principalmente, Seu Juca representados por Diabo, podem achar que seria traumático para crianças. Também não usam pombos nas histórias atuais, consideram que são bichos sujos e ideia contrária de ser um bicho bom, além de palavra proibida "louco" e alterariam "Cruzeiro" para "Real" em republicação porque não gostam de coisas datadas.

Traços excelentes do estilo do final dos anos 1970, ricos em detalhes que dava gosto de ver. Anjinho não tinha auréola na época, apareceu de auréola algumas vezes só nos anos 1980, sendo em definitivo só em 1988 quando já estavam na Globo. Tiveram erros como do Seu Juca sem bigode no último quadro da página 12 do gibi e Mônica e Anjinho de língua branca em alguns quadros. Foi republicada depois na própria Editora Abril no 'Almanaque da Mônica Nº 23', de 1984, porém até dava para ter republicado em 'Almanaque do Cascão' visto que teve participação importante e decisiva na história. Curioso que na Ed. Abril, qualquer título como 'Almanaque da Turma da Mônica', 'Mônica Especial', temáticos e afins, tudo englobava no título 'Almanaque da Mônica'

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 23' (Ed. Abril, 1984)

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Cebolinha: HQ "Questão de alguns anos..."

Em fevereiro de 1996, há exatos 30 anos, era lançada a história "Questão de alguns anos..." em que Cebolinha se cansa de tomar conta da Maria Cebolinha, e resolve procurar o Franjinha para criar uma fórmula para fazer a sua irmã crescer. Com 16 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 110' (Ed. Globo, 1996).


Cebolinha bola um plano infalível contra a Mônica, quando é interrompido pelo choro da sua irmã Mariazinha e manda fechar berreiro porque senão não consegue terminar o plano. Pergunta se ela está com fome e quer mamadeira, ela afirma e Cebolinha vai buscar. Quando volta, vê Mariazinha rasgando todo o seu plano infalível.

Cebolinha tira o papel da mão da Mariazinha, que começa a chorar alto. Cascão aparece e pergunta o que está acontecendo. Cebolinha responde que são cenas de um inferno caseiro e que a irmã rasgou o plano contra a Mônica e Cascão acha que ela é uma boa menina e diz que veio para chamá-lo pra jogar bola. Cebolinha fala que não pode porque está tomando conta da irmã. Cascão diz que vai chamar o Xaveco. Cebolinha fica irritado e Cascão fala para não ligar, um dia ela cresce. Cebolinha diz que isso vai levar alguns anos, aí tem uma ideia e leva a irmã para passear com ele.

Cebolinha pede para o Franjinha inventar uma fórmula para Mariazinha crescer alguns anos, até no tamanho dele. Franjinha diz que não vai inventar porque já tem uma fórmula assim prontinha. Mariazinha toma na mamadeira e, no caminho para casa, ela cresce. Mariazinha reclama que a fez crescer e perder uma porção de anos da vida dela e Cebolinha diz que anos chatos e tira a chupeta dela. Mariazinha acha um alívio, Cebolinha pergunta se é um irmão legal e ela diz que legal vai ser comprar roupas decentes para ela porque uma garota de quase sete anos não pode ficar de fraldas.

Cebolinha compra na loja roupa para Mariazinha, que acha que ficou bonita e ele diz que ficou duro. Eles vão para casa, Cebolinha avisa que vai terminar de criar seu plano contra a Mônica e depois jogar bola e a irmã que faça o que quiser, está bem crescidinha para ficarem tomando conta dela. Mariazinha vai junto com seus brinquedos, para o berço, não agrada e reclama que agora que está grande, não tem mais o que fazer na casa. Cebolinha diz para brincar com a girafinha, Mariazinha fala que não interessa mais e Cebolinha manda brincar na rua fazer novos amigos.

Mariazinha vai para rua com a girafinha e encontra a Mônica que estranha a Mariazinha conhecê-la. Ela diz que é irmã do Cebolinha e Mônica diz que pensava que ele só tinha aquela irmã pequenininha. Mariazinha tenta dizer que é ela, quando chega a Magali e pergunta quem é a menina. Mônica diz que é outra irmã do Cebolinha, ela diz que se chama Maria e Magali acha que outra Maria é falta de imaginação.

As três brincam juntas e Mariazinha comenta que elas são legais e que o Cebolinha nunca gostou de brincar com ela, prefere ficar bolando planos contra a Mônica, lembra disso e sai para resolver, não pode deixar Cebolinha aprontar com amiga dela e vai onde ele está jogando bola. Depois do jogo empatado, Cebolinha quer que Cascão participe do seu novo plano fresquinho contra a Mônica. 

Mariazinha aparece para tentar impedir e Cascão se interessa por ela. Cebolinha diz que ela é a sua irmã que tomou fórmula do Franjinha e cresceu e Cascão diz que quem diria que a irmã iria ficar uma garotona tão bonita. Cebolinha pergunta se Cascão vai participar do plano e ele nem dá atenção ao cunhadinho.

Mariazinha manda Cebolinha parar de bolar planos contra a Mônica, ele diz que bola se quiser. Mariazinha diz que Mônica é amiga dela, Cebolinha quer saber como a bebezinha que mal saiu das fraldas vai impedir e ela dá uma girafada na cabeça dele, dizendo que agora vai ser assim, e vai ficar vigiando e cada vez que perceber que está bolando um plano infalível, leva girafada e vai embora, com Cascão dizendo que passa mais tarde na casa dela para comer um lanche ou papinha.

Cebolinha diz que criou um monstro, fez irmã crescer antes do tempo só pra se livrar de cuidar dela e agora tem uma irmã espiã da Mônica e forçuda e tudo e vai falar com o Franjinha. Depois, Mariazinha está brincando com Mônica e Magali e  o Cebolinha chama a irmã escondido na moita e mostra o antídoto que vai fazer ela voltar a ser bebê de novo. Mariazinha não quer, está muito bem daquele tamanho, pode se defender e tem com quem brincar.

Cebolinha tem um plano, diz para Mariazinha que a mãe chegou e está a procurando. Mariazinha se despede das meninas, ouve Dona Cebola chamando pela filhinha, Mariazinha diz que é ela e Dona Cebola diz que não é filha dela, que é só um bebezinho, cabe no colo dela e gosta de ouvir canções de ninar, de chocalho e das papinhas que lhe dá. Mariazinha se sensibiliza, diz que quer voltar a ser bebê, Dona Cebola a chama de menina maluca e fecha a janela. Aí descobrimos que Dona Cebola era o Cebolinha disfarçado de mãe.

Mariazinha chora, Cebolinha aparece na porta, dizendo que ouviu tudo e pergunta se ela quer tomar o antídoto. Mariazinha quer tomar, dizendo que tem muito tempo pra crescer e quer curtir bem a fase de bebê. Ela toma, volta a ser bebê, bem a tempo antes de Mônica e Magali aparecerem e dizem que vieram chamar a outra irmã e Cebolinha acha que estão malucas, ele só tem a Mariazinha de irmã.

Dona Cebola volta da rua e estranha Mariazinha com vestido tão enorme e pergunta quem colocou. Cascão aparece com flores perguntando onde está a irmã e Cebolinha mostra trocando fralda. Cascão fala que não podia ter feito isso sem avisar antes, mas tudo bem, vai esperar mais alguns anos e se despede do cunhado.

Dona Cebola diz que vai fazer a janta e pede para o filho olhar a Mariazinha. Cebolinha fala que agora não importa mais fazer isso e até acha muito bom, só assim pode voltar a bolar seus planos contra a Mônica sossegado. Mariazinha pede para pegar bola para ela, Cebolinha vai e quando volta, vê que Mariazinha rasgou o plano dele contra a Mônica e Mariazinha comenta que agora que rasga mesmo.

História legal em que o Cebolinha faz a sua irmã Mariazinha crescer com a fórmula do Franjinha para não precisar tomar conta dela e não rasgar seus planos infalíveis contra a Mônica, só que não contava que a irmã com idade dele se tornaria amiga da Mônica e passou a ser geniosa e bater nele toda vez que fosse bolar planos contra a Mônica. Cebolinha providencia o antídoto para Mariazinha voltar ao normal, mas ela não quer voltar a ser bebê e precisa recorrer a plano de ele se disfarçar da própria para mãe para convencer a Mariazinha voltar a ser bebê e consegue.

Cebolinha foi bancar esperto para não tomar conta da irmã e se deu mal, se arrependeu depois que a irmã virou espiã da Mônica e por ter apanhado da Mariazinha com a girafada, não ia suportar apanhar de duas meninas. Foi hilário Cebolinha disfarçado de Dona Cebola, disfarce deu certo, causou comoção na Mariazinha para ela voltar a ser bebê, só que ela continuou a rasgar seus planos contra a Mônica, sendo que antes ela rasgava porque era papel qualquer, agora rasga de propósito já que sabe que são planos contra a Mônica.

Mariazinha nem associou a falsa mãe com o irmão, podia ter percebido pela altura na janela, pelo jeito de falar, seios maiores, e ele aparecer em seguida com o antídoto. Cebolinha também teve cuidado de não falar palavras com "R" que aí denunciaria que seria ele, e, assim, falava pausadamente, com as reticências, tipo pensando o que podia falar para não pronunciar palavras erradas. Teve sorte que a Dona Cebola não descobriu da transformação da Mariazinha, com certeza que ia te ruma reação bem diferente que a versão dela do Cebolinha e ia brigar muito com o filho.

Cebolinha nem pensou na irmã nas consequências de fazer perder os anos da transição de bebê e início da infância. Ela não sabia o que fazer, foi engraçado ela com 6 anos no berço, brincando com chocalho e tentando brincar com os brinquedos de bebê. A Mariazinha ficou bem parecida com a Magali e interessante depois de ter tomado a fórmula o vestido, sapato e chupeta cresceram juntos também com ela, mostrando que a fórmula fazia crescer também toda a vestimenta que estava usando.

Foi legal a amizade da Mariazinha com a Mônica e Magali, que pensaram que era outra irmã do Cebolinha, não associaram que era a mesma bebê. Pena que quando a Mariazinha crescer de verdade e ter 6 anos, não vai poder brincar com as meninas como brincaram já que Mônica e Magali terão 4 anos a mais que ela. Muito bom também Cascão com interesse em namorar a Mariazinha e ainda chamar Cebolinha de cunhadinho, mesmo ele namorando Cascuda. Cascão soube que a mesma irmã do Cebolinha e prometeu que vai procurá-la quando ela ter 6 anos. Terá mais idade que ela, mas daria pra namorar se ela quiser.

Foi engraçado Cascão achar Mariazinha uma boa menina por rasgar o plano infalível, Franjinha não querer inventar fórmula de crescer porque já havia inventado, Mariazinha com 6 anos falar "Monca", "Ca-cão", Cebolinha ser obrigado a gastar grana com roupa nova para irmã, Cascão com tara pela Mariazinha, oferecer até flores e chamar Cebolinha de cunhadinho, Mariazinha bater no Cebolinha e dizer "escreveu não leu, toma girafada!" e ele como Dona Cebola mexendo no sentimentalismo da Mariazinha e ainda chamar de "menina maluca".

Personagens que cresciam, diminuíam, ficavam adultos ou bebês, sempre era justificado por causa de invenção de Franjinha ou  algum cientista maluco ou por causa de magia de bruxa ou fada. Curioso também que a Mariazinha falando externamente tinha falas de bebê e quando pensava, a fala era normal e que Mônica, Magali e Mariazinha juntas representou as 3 primeiras filhas do Mauricio de Sousa Mônica Sousa, Magali Spada e Mariângela. A estatura da Mariazinha na história ficou do tamanho do Cebolinha como quando a segurava no colo, depois de crescida, ela ficou maior que o irmão mais velho.

Foi história póstuma escrita pela Rosana, lançada depois que ela morreu. Com muito bom humor, mostrou lição de não querer crescer antes do tempo, curtir a fase de criança no seu tempo, fazer coisas de criança, condizente com a faixa etária, sem pressa para virar adulto. Incorreta atualmente por Cebolinha não gostar de tomar conta da Mariazinha, achar que é inferno ter que cuidar da irmã e transformá-la de criança de 6 anos sem  medir consequências para ela, só visando seu benefício próprio, mãe que criança sozinha tomar conta da bebê, Mariazinha nua quando trocava de fralda, Cascão querer namorar a Mariazinha, além palavras e expressões populares de duplo sentido proibidas como "inferno", "estou duro", "tiro saiu pela culatra", "seu bandido", "gozado".

Traços ficaram bons, do estilo com língua ocupando espaço maior na boca, típicos de histórias entre 1993 a 1996, dando mais humor. As cores tiveram mudanças a partir de fevereiro de 1996, passando a ficar escuras demais, sobretudo o marrom com tudo do mesmo tom, como pode reparar o Jeremias com tom de pele mais escura. Não gostava de cores assim. E o degradê, presente desde agosto de 1995, não aparece mais em todos os quadros, só em alguns pontuais. As capas dos gibis também passaram a ter tonalidades mais escuras desde então.  Teve erro de nariz da Mariazinha mudando formato ao longo dos quadros e a cor da camisa do Cebolinha aparece verde quando tira as bolas do disfarce da Dona Cebola. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Bidu: HQ "Juro que vou me vingar"

Compartilho uma história em que o Bidu paquera uma cachorrinha na frente do namorado dela e deseja se vingar do cachorrão para que se afaste dela e Bidu poder conquistá-la. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 48' (Ed. Abril, 1984).

Capa de 'Cascão Nº 48' (Ed. Abril, 1984)

Escrita por Robson Lacerda, Bidu assobia por uma cachorrinha que viu saindo pelo muro, interessado por ela, e estava acompanhada do namorado e percebe que deu mancada. O Cachorrão quer saber que negócio é esse de mexer com a namorada dele, Bidu disfarça, fingindo que é gay e dizendo nem pensar e o cachorrão bate nele.

Bidu diz que isso não vai ficar assim, o Cachorrão pode ser forte, mas ele é mais inteligente. Assim, executa seu plano de chamar atenção do homem da carrocinha para levar o Cachorrão, mas o homem acaba levando o Bidu, que dá uma surra nele e consegue escapar. Em seguida, Bidu resolve darum presente para o Cachorrão pra provar que não guarda rancores. O Cachorrão não consegue abrir o pacote, Bidu abre e leva soco da luva de boxe do presente que ele mesmo tinha enviado, voa longe e cai abrindo cratera no chão.

Depois, Bidu abre um bueiro para o Cachorrão cair, mas ele desvia. Bidu desiste e depois vê o casal brigando, a Cachorrinha acusa que o namorado olhou para uma sirigaita, ele diz que nunca faria uma cachorrada dessas e eles terminam o namoro. Como o perigo passou, Bidu resolver dar uma cantada nela para conquistá-la, mas ela bate nele, dizendo que odeia cantadas.

História legal em que Bidu quis se vingar do cachorrão depois que apanhou por ter mexido com a namorada dele. Queria que o Cachorrão saísse de cena para poder paquerar a namorada dele, aí faz plano atrás do outro toda vez que fracassava. Bidu não teve sorte, apanhou demais nessa, inclusive da Cachorrinha que era braba e não gostava de cantadas. Ele pensou que seria sorte o término do namoro para poder namorá-la, não contava que ela era geniosa e bater nele. Assim, adiantou nada as tentativas de vingança ao Cachorrão já que no fim não ficaria com ela de qualquer maneira.

O Cachorrão não estava errado, afinal Bidu mexeu com a namorada dele, mesmo não sabendo que ela tinha namorado, e com as vinganças o Bidu que ficou sendo o vilão com as maldades para poder separar o casal. Cada tentativa de vingança foi divertida, Bidu não teve sorte com o homem da carrocinha, foi ele que quase foi parar lá no lugar do Cachorrão. Com o presente, Bidu foi bem atrapalhado não lembrar que tinha uma luva de boxe na caixa  e não poderia abrir a caixa, mesmo o Cachorrão não conseguindo desatar nó do laço. E é óbvio que o Cachorrão ia desviar do buraco no meio da rua, a não ser que tivesse muito distraído para não ver. 

Foi engraçado Bidu fingir que é gay e com trejeitos com mão e com voz, provavelmente, bater no homem da carrocinha prendendo com a rede, levar o soco da luta de boxe no lugar do Cachorrão e abrir cratera no chão  om formatodele, Cachorrinha se queixar que o namorado olhou para uma sirigaita e ele dizer que nunca faria uma cachorrada dessas e Bidu apanhar dela no final. O roteirista Robson não deu nomes ao casal de cachorros e eles apareceram só nessa história como de costume de personagens secundários criados para aparições únicas.

Foi uma história do Bidu agindo só como cachorrinho e com uma turma de cachorros, uma de suas várias facetas de histórias. Essa lembra desenhos animados que personagens fazem planos fracassados um atrás do outro como os de "Looney Toones", eles costumavam ter inspiração de desenhos animados da época para criar as histórias da MSP. Incorreta atualmente por ter namoro, vingança, Bidu fazer maldades para separar o casal em benefício próprio, surras, Bidu ser levado por homem da carrocinha, além da palavra proibida "Cruzes!"

Traços ficaram bons, típicos de histórias de miolo dos anos 1980. Tiveram erros do homem da carrocinha não ter camisa pintada de verde no quarto quadro da segunda página da história, o Bidu deveria falar ou pensar alguma coisa por estar de boca aberta e ficou omitido o balão no primeiro quadro da terceira página e a Cachorrinha apareceu só com a parte preta dos olhos no penúltimo quadro da terceira página. Foi republicada depois em 'Almanaque do Chico Bento Nº 29' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Almanaque do Chico Bento Nº 29' (Ed. Globo, 1995)

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Capa da Semana: Cascão Nº 91

Este mês de fevereiro completou 40 anos da última passagem do cometa Halley no planeta Terra e, então, mostro uma  capa em que o Cascão leva um soco tão forte da Mônica depois de pegar o Sansão e vai parar no universo em uma velocidade maior do que o Cometa Halley, que estava chegando na Terra. 

Mesmo sem aparecer, a Mônica formou a piada da capa com um soco que faz a pessoa voar mais veloz que um cometa. Coitado do Cascão que sofreu com a surra e nem viu o cometa Halley ao lado dele já que com os dois olhos roxos nem dava para enxergar alguma coisa, se soubesse não mexia com o coelhinho de pelúcia dela. Para Mônica, bateu no Cascão, mas lado negativo que ficou sem o Sansão. Fica na imaginação dos leitores de como Cascão conseguiu voltar para a Terra depois com o Sansão.

O cometa Halley passou na Terra no dia 9 de fevereiro de 1986. Tinha muita expectativa do povo de ver a passagem do cometa, que passa pelo planeta a cada 75 a 76 anos. Na época só se falava nisso e a MSP não perdeu tempo criando capas especiais nos gibis 'Mônica Nº 190', 'Cebolinha Nº 158', 'Cascão Nº 91' e 'Almanaque do Pelezinho Nº 8', uma história sobre o Cometa Halley publicada em 'Mônica Nº 191', citações ao cometa em outras histórias depois ao longo de 1986 e fora a referência no filme "Os Trapalhões no Rabo do Cometa", que teve parceria com a MSP. A próxima passagem do cometa Halley está prevista em 2061, por isso a expectativa deles era tão grande já que para muitos seria a única vez que o viriam.

Capa dessa semana é de 'Cascão nº 91' (Ed. Abril, Janeiro/ 1986).

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Turma da Mônica: HQ "Cebolobisomem"

Mostro uma história em que a Mônica pensa em que o Lobisomem da Turma do Penadinho era o Cebolinha fantasiado durante o baile de Carnaval do Parque da Mônica.  Com 11 páginas, foi publicada em 'Parque da Mônica Nº 14' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Parque da Mônica Nº 14' (Ed. Globo ,1994)

Mônica está fantasiada de fadinha para pular Carnaval no Parque da Mônica. Vai atender a porta e se assusta com o Cebolinha fantasiado de Lobisomem. Depois, vão à casa do Cascão, que diz que não vai ao parque porque carnaval é muito sem graça, é um querendo molhar o outro. Mônica diz que no Parque tem nada disso, é só pular e brincar. Então, Cascão busca sua fantasia de porquinho e cebolinha pergunta cadê fantasia.

No caminho, encontram a Magali fantasia de melancia e acham bem original e quando entram no Parque da Mônica, encontram o Chico Bento fantasiado de príncipe. A turma acha legal o Parque todo enfeitado de Carnaval e acham as fantasias do pessoal bacanas. Em seguida, encontram o Pixuquinha, acham que era uma pessoa tão bem fantasiada que parecia um fantasma de verdade e Pixuquinha diz que é mesmo, acabou se sair da "Tumba do Penadinho" e Cebolinha comenta que nem os monstrinhos da "Tumba do Penadinho" resistiram ao Carnaval do Parque.

Enquanto isso, o Lobisomem da Turma do Penadinho resolve sair da Tumba para brincar e ao mesmo tempo, Cebolinha sai para procurar o resto da turma. Lobisomem anda ao lado da Mônica, que pensa que o Cebolinha ainda estava ali e fala que é para esquecer a turma e irem para o "Brinquedão". Lobisomem manda a dentuça largá-lo, Mônica taca a varinha de cordão para bater nele, erra o alvo e Lobisomem vai pegar como um cachorro pega graveto.

Mônica acha que a fantasia está muito quente que está afetando os miolos dele. Em seguida, Lobisomem vê uma criança fantasiada de esqueleto tomando sorvete, Lobisomem pensa que são ossos e vai atrás para devorar e Mônica o segura pelo rabo achando que era coisa feia e que depois paga um sorvete para o Cebolinha. Lobisomem se enfeza e fala que agora vai pegar a Mônica, que pensa que está brincando e diz que o último que chegar é um bobão. Lobisomem persegue a Mônica no "Brinquedão", se desequilibra, é pisoteado por outras crianças e sofre para sair do "Brinquedão".

Mônica pergunta onde Lobisomem quer ir agora, ele responde ao "Carrossel do Horácio", mas logo se corrige que quer ir a lugar nenhum. Cascão pergunta do que estão brincando, Lobisomem acha que era um porquinho de verdade e quer devorá-lo. Cascão não gosta da cara do Cebolinha, Mônica também acha que está estranho e que está pensando em algum plano infalível, tenta tirar a máscara e descobre que era um Lobisomem de verdade.

Cascão tenta fugir, Lobisomem corre atrás, tropeça na Magali melancia e Chico Bento sobe em cima do Lobisomem. Penadinho aparece com Pixuquinha, fala par ao Lobisomem que é uma vergonha e ele diz que a culpa foi da menina, ele só queria se divertir. Penadinho diz que em outubro eles têm a própria Festa do Terrir e Lobisomem gosta. 

Cebolinha volta, a turma ainda fica em dúvida se era ele mesmo, mas ao gritar "Glauu!", passam ter certeza que era ele. Cebolinha não acha graça e Mônica pergunta se ele não vai ao show de carnaval deles. No final, enquanto se apresentam, Penadinho e Lobisomem estão na plateia e acham que essa turma é demais.

Uma boa história em que a turma vai pular Carnaval no Parque da Mônica e como Cebolinha estava fantasiado de lobisomem, Mônica pensou que o Lobisomem da Turma do Penadinho era o Cebolinha e Lobisomem sofreu com ela. Foi só Cebolinha se afastar e coincidentemente Lobisomem aparecer que a Mônica confundiu. De qualquer forma, não dava para ela se enganar, a cor da camisa da fantasia era diferente, a pelugem do Lobisomem era mais escura e ele é mais alto que o Cebolinha, sem dúvida ela precisava de óculos. O Parque era tão bom que os personagens queriam dar voltinha lá na pausa do trabalho. Se Lobisomem soubesse, não sairia da "Tumba do Penadinho", coitado só queria descansar do trabalho, mas não teve sorte.

Foi bom o embate entre eles para capturar o Lobisomem, Chico Bento agiu rapidamente, subindo nele, com a experiência de caçar lobisomens na roça, serviu pra capturá-lo também. No fim, vemos que Turma da Mônica é tão sensacional que nem os monstros da Turma do Penadinho resistiram de dar espiadinha no show de carnaval deles. 

No início da história o Cascão dizer que todos se molhavam um ao outro, se referindo a costume de squeezes d'água que gostavam jogar nos outros durante o Carnaval. Foi engraçado o Cebolinha perguntar cadê fantasia com o Cascão vestido de porquinho, a Magali de melancia que não se sabe como ela não comeu a própria fantasia, se assustarem por não identificarem que o Pixuquinha era fantasma de verdade passeando pelo Parque, o Lobisomem pegar varinha de condão como se fosse graveto, confundir menino fantasiado de esqueleto com ossos que ele gostava de comer e ser pisoteado pelas crianças no "Brinquedão"

Na MSP, tinham vários lobisomens diferentes, o Lobisomem da Turma do Penadinho, o folclore da Turma do Chico Bento, além dos lobos maus de paródias de contos de fadas como Chapeuzinho Vermelho e Os Três porquinhos. Todos se encaixavam bem em suas respectivas histórias. A partir dos anos 2000, o Lobisomem passou a se chamar apenas "Lobi", uma abreviação do seu nome para deixar mais simples  e não deixar tão genérico e confundir com os outros tipos de lobisomens da MSP. Continua sendo chamado "Lobi" até hoje, prefiro ele sendo chamado de Lobisomem mesmo.

Histórias do Parque da Mônica costumavam ter muitos crossovers de personagens, todos se reuniam lá, fora brinquedos terem nome de personagens de vários núcleos e trabalhavam lá que também ajudavam a ter presenças  deles. Normalmente todos os secundários conhecem um ao outro, dessa vez o Lobisomem não conhecia a Turma da Mônica. Como o Parque era localizado dentro do Shopping Eldorado em São Paulo, muitas vezes tinham propaganda do shopping todas as vezes que mostravam a fachada quando estavam prestes a chegar lá como foi no penúltimo quadro da página 5 do gibi.

O Parque da Mônica tinham festas comemorativas para atrair a criançada, aí o Parque recebia decorações e shows temáticos nessas datas durante mês todo. Com isso, em fevereiro de cada ano, em época de Carnaval, tinha baile lá e o Parque todo com decoração carnavalesca e nos meses de outubro, época de Halloween, tinha a "Festa do Terrir" com decoração temática de bruxas e monstros e com show com a Turma do Penadinho. Bom entretenimento para criançada.

Os traços ficaram bons do estilo consagrados dos personagens, personagens ficaram bem fantasiados, Mônica bonita de fadinha e com destaque de fantasias do Cascão e da Magali personalizadas de porquinho e melancia, respectivamente, com características de personalidades deles. Não considero que tenha um roteiro incorreto hoje em dia, apesar que podem implicar de ser história de Carnaval que não gostam, e tem elementos que podiam mudar como Cascão com fantasia de porquinho, menino fantasiado de diabinho, Mônica segurar Lobisomem pelo rabo e ele ser pisoteado pelas crianças no "Brinquedão".