terça-feira, 20 de outubro de 2026

HQ "A Turma da Mônica e a eterna luta entre o bem e o mal"

Mostro uma história em que Mônica, Cebolinha e Cascão ajudaram por engano um vilão a tomar poder em um planeta distante. Com 12 páginas, foi história de abertura publicada em 'Mônica Nº 15' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Mônica Nº 15' (Ed. Globo, 1988)

Em um planeta distante, Atrax e Rug, dois poderosos, duelam entre si, Atrax vence e manda Rug arrumar a trouxa e dar o fora do planeta, chega de tirania, de escravizar o povo dele e de maldades no mundo dele. Rug avisa que isso não vai ficar assim, vai conquistar outros mundos, formará exército dele e eles acertarão as contas. O povo do planeta X comemora o fim da escravidão falando que Atrax é o libertador e Atrax diz que de hoje em diante estão todos livres, no reino dele só haverá paz e felicidade.

O narrador acha estranho que o bonitão que é o tirano e conta que Rug estava muito brabo e vai atrás de novas conquistas, só que não existia vida inteligente em outros planetas na galáxia, até que chega no Planeta Terra. Rug encontra um cachorro, que corre atrás dele, pensa em desistir achando que não tinha também vida inteligente, quando aparece o Cascão, perguntando se ele é o Rambo. Rug reclama do cheiro horrível que o sufocava e pergunta onde pode encontrar outros seres da espécie dele.

Surge Mônica correndo atrás do Cebolinha, a coelhada atinge o Rug, que acha que é uma arma poderosa e conta que eles eram exatamente quem procurava pelo infinito afora e pede ajuda para recuperar prestígio do povo dele enquanto a Mônica acha o Rug um pão-doce a aceita ajudá-lo. Cebolinha diz que ela não sabe do que aquele maluco está falando e Mônica responde que não precisa.

Eles vão ao planeta X enganados e iludidos pela persuasão do Rug. Atrax espera expulsá-lo de novo, joga um raio na Mônica, que lhe dá o troco dando uma coelhada na cara. Atrax fica tonto, sente o cheiro horrível do Cascão e desmaia enquanto o Cebolinha segura o baixinho do governo para não fugir. Rug volta ao trono e manda Atrax e a turminha para o calabouço.

Eles se seguram para escapar do dragão em forma de polvo, Mônica chora que não quer virar comida de monstro e Atrax fala que a culpa  foi deles de acreditarem naquele crápula. Mônica comenta que Rug é tão bonito que pensou que era o mocinho. Eles saem do calabouço, Rug não estava no trono porque estava escravizando o povo e eles vão até lá.

No duelo, Atrax se abaixa, fazendo Rug dar uma curva e cair no chão, Mônica tenta dar coelhada nele, Cebolinha espeta bunda com cabelo e Cascão ameaça dar abraço nele, e, assim é derrotado. Rug manda deixá-lo em paz, promete não voltar mais lá e parte do planeta X e Atrax entrega uma capa mágica para a turma voltar para a Terra. 

Chegando, Mônica comenta que aprenderam que o mal não pode vencer o bem, mesmo que disfarçado de belo, os meninos vão embora reclamando de lição de moral. Depois, Mônica se pergunta onde estará Rug e se desistiu de conquistar o poder e ela ver o Rug como candidato político em campanha eleitoral, fazendo falsas promessas.

Uma história de aventura legal em que o bandido é um bonitão e o verdadeiro herói libertador é feio, o poderoso belo malvado Rug tenta formar seu próprio exército para conquistar o poder no planeta X à força e escravizar o povo de lá e chama a Turma da Mônica para a missão. Após conseguir vencer o mocinho Atrax graças a ajuda deles, Rug foi ingrato e mandou todos para o calabouço porque não precisavam mais deles e assim descobriram que Rug quem era o vilão e conseguem voltar para derrotará-lo e fazer com que Atrax volte ao trono e expulsar Rug do país. 

Assim que venceu o primeiro duelo, Atrax podia ter prendido o Rug, até para pagar pela escravidão que o povo sofreu. Só quis extraditá-lo do planeta, lógico que voltaria, ainda mais que tinha prometido que iria se vingar. A Turma da Mônica formou exército dele, já que Mônica acreditou que Rug era mocinho só porque era bonito e o Atrax era feio e acabaram se dando mal sendo presos também com Atrax, só assim para descobrirem que o Rug quem era o vilão. Escapam e conseguem derrotar o Rug e dar um final feliz para o planeta X sem escravidão. 

Mônica devia ter interrogado mais o Rug, saber explicações melhores como poderia ajudá-lo, que problemas o planeta estava sofrendo, só porque ele era bonito julgou que era uma boa pessoa sem nem investigar. Cebolinha até ainda a alertou, mas foi em vão, achava que não precisava se preocupar. Foram bem rápidos para derrotarem o Atrax, era legal quando venciam através das suas características como super força da Mônica e mau cheiro do Cascão capazes de derrubar qualquer um, Cebolinha também contribuiu com cabelo espetar bunda do Rug.

Atrax também podia ter prendido Rug após o duelo com a turma, impediria escravizar o povo do Brasil. Como não teve sucesso no planeta X, Rug vira político no Brasil para conquistar poder com lábia de falsas promessas e conseguir escravizar o povo brasileiro. Em um país como o Brasil cujo povo não sabe votar, acredita em  qualquer fala de político e histórico de escravidão, é fácil enganá-los e manipulá-los como político, encontrou lugar perfeito para escravizar, muito mais fácil que no planeta X. Ficou na imaginação em qual cargo político ele se candidatou. 

História mostrou lição para não influenciar e julgar as pessoas pela aparência. Na sociedade tem ideia que quem tem rosto bonito que é mocinho e quem é feio é o vilão, quando na verdade, tem que conhecer melhor a pessoa, saber mais sobre ela, pesquisar, e só assim poder julgar. Incorreta atualmente por ter crítica social política, mostrar povo escravizado ameaçado por chibatada, coelhada violenta da Mônica na cara deles sem ser só onomatopeia, característica de mau cheiro do Cascão causar incômodos nos outros, além de expressões populares de duplo sentido como "fazer um picadinho de você" e Mônica chamar Rug de "pão-doce" porque chamar alguém de pão (bonito) é gíria datada.

Foi engraçado alguns diálogos como Mônica chamar Rug de "pão doce", Cebolinha falar "você nem sabe do que esse maluco está falando!" e Mônica responder "E precisa?", narrador-observador dizendo "inocentes criancinhas são enganadas pelo persuasivo Rug", Mônica, Cebolinha e Cascão serem chamados de "anões" pelo baixinho e de "coisinhas feias" pelo Rug, Mônica dizer que não quer virar comida de monstro, além de mau cheiro do cascão sufocar Rug e derrubar o Atrax, Cebolinha espetar bunda do Rug com cabelo.

Dessa vez foram extraterrestres em forma humanoide, até para Mônica se apaixonar pelo Rug por causa da aparência. Histórias com extraterrestres estavam em alta nos primeiros anos da Editora Globo, sobretudo entre 1988 e 1989. Rug e Atrax só apareceram nessa história, com ode costume de personagens secundários criados para aparição única. 

Quando era criança, só vendo a imagem, eu achava que o Rug era o He-Man e que era paródia do desenho animado. Nome do Rambo não foi parodiado, nem sempre parodiavam nomes famosos na época. "Sigam-me os bons" foi uma referência e homenagem ao bordão de Chapolin. Na fase clássica não apareciam os personagens de Chaves e Chapolin, mas de vez em quando eles falaram bordões dos seriados, então não deixaram de ser citados de alguma forma.

Traços excelentes da fase consagrada dos personagens dos anos 1980. Cores desbotadas típicas de histórias do segundo semestre de 1987 a início de 1988. Propaganda inserida na história foi no canto direito da página, com propaganda "O Boticário". Era muito comum propagandas inseridas nas histórias assim na época.

sábado, 17 de outubro de 2026

Magali: HQ "Pizza para todos os gostos"

Mostro uma história em que a Magali e a turma tiveram que lidar com um vilão quis comprar todos os estabelecimentos da cidade para serem transformados em pizzarias só porque ele adorava pizza. Com 16 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 131' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Magali Nº 131' (Ed. Globo, 1994)

Magali fica feliz que a mãe Dona Lili queimou o jantar porque sempre que não tem, pedem pizza e, por ela, podiam comer pizza todos os dias. Em outro local, o Jão também adora pizza e acha que deveria existir só pizza. Seu assistente Eufrânio oferece um calmante para acalmar, Jão recusa e só quer que em diante lhe ofereça pizza, usando uma máscara e diz que tornou o Capitão Pizza.

Jão quer lutar para que deem à pizza seu real valor e quer que todos comam apenas pizza e manda Eufrânio sacar todos os milhões de dólares que resta e compre todos os restaurantes e mercados do país. Eufrânio avisa que nem a fortuna dele dá para comprar tudo isso e Jão manda que comece comprando apenas dessa cidade que estão.

Dias depois, Dona Lili vai ao mercado e descobre que fecharam e abriram uma pizzaria no lugar e vai a outro mercado fazer compras enquanto Magali vai brincar. Encontra a Mônica, feliz que recebeu aumento da mesada e quer pagar um sorvete para Magali. Elas vão à sorveteria e têm a surpresa que não vendem mais sorvetes, estabelecimento mudou de dono e agora só tem pizza.

Mônica quer sorvete, pede dois de morango ao vendedor de carrinho de sorvete e ele entrega pizzas de morango. Mônica se espanta, mas acaba comprando, lamentando que era só o que faltava. No caminho, veem vários estabelecimentos de pizza, Magali adora e vai embora para casa porque o papo lhe deu fome.

Em casa, o almoço era pizza, que foi só o que a Dona Lili conseguiu encontrar, ela fala que ouviu dizer que um maluco comprou tudo é restaurante e mercado transformando em pizza. Magali comemora, come com gosto e ao passar dos dias a família só come variados tipos exóticos de pizza, por pelo menos 5 dias e quando foi ensopado de pizza, Magali já estava enjoada e nem ela acredita nisso de recusar comida.

Na rua, Magali vê a turminha reclamando que não aguentam mais, com saudades de ovo frito, sorvete, Cebolinha comenta que foi o pai foi um dia comprar comida em outra cidade, mas ir todo dia fica caro. Magali lembra que a sua Tia Nena nunca venderia a lanchonete dela para alguém e eles vão lá. Chegam  lá, parecia normal, mas Magali estranha que se é a única que não vende pizza porque não está lotada e a turma tem surpresa que a Tia Nena estava refém do Eufrânio com arma apontada na cabeça dela.

Eufrânio diz que está tentando convencer Tia Nena vender a lanchonete por um excelente preço e ela não aceita. Mônica fala que é bom deixar a Tia Nena em paz senão vai tacar o coelhinho, quando o Jão como Capitão Pizza taca uma pizza pegajosa na Mônica, que fica grudada no chão. A turma tenta fugir, Capitão Pizza taca as pegajosas no Cebolinha e no Cascão e Magali consegue escapar, se escondendo atrás do balcão.

Capitão Pizza ameaça Tia Nena em jogar pizzas explosivas nas crianças se ela não vender a lanchonete e Tia Nena aceita por não ter escolha. Cebolinha diz que por Magali estar solta, pode fazer alguma coisa, ela diz que não pode com eles, só se acontecer um milagre. Capitão Pizza  entrega contrato para Tia Nena assinar, quando a polícia federal sobrevoa a lanchonete com helicóptero para capturá-los.

Capitão Pizza manda Eufrânio correr até o caminhão deles em frente e acione a arma secreta. Transformou cobrindo todo o bairro em uma pizza mussarela gigante e não vão conseguir achá-los. Capitão Pizza e Eufrânio tentam fugir. Tia Nena diz que agora a Magali pode ajudar e ela devora toda a pizza gigante que cobria o bairro. 

Capitão Pizza é capturado e é revelado que ele é o Jão Malves, político corrupto, que quando uma comissão de investigação descobriu seus crimes, pensou que tudo ia acabar em pizza, não ia dar em nada, mas quando viu que a coisa era séria e que seria preso, pirou de vez e inventou essa história de pizzas e mais pizzas e agora será julgado e punido.

Bandido preso e os estabelecimentos voltam ao normal, a turma fica feliz que podem comer de tudo outra vez e querem dar um prêmio para a Magali, vão pagar o que ela quiser. Sugerem sorvete, cachorro-quente, hambúrguer,  Magali agradece, mas diz que tem saudade de comer outra coisa e vai para casa comer arroz e feijão da mãe, e pergunta aos leitores se pensavam que a historinha dela ia terminar em pizza.

História legal em que o vilão Jão Malves resolve se transformar no Capitão Pizza e comprar todos os estabelecimentos da cidade para serem transformados em pizzaria. A turma não gosta de comer pizza todo dia, Magali à princípio gosta, mas depois enjoa e quer comer na lanchonete da Tia Nena com a turma e ela estava rendida para vender a lanchonete e só resolve vender depois que o Capitão Pizza ameaçar jogar pizzas explosivas nas crianças. A polícia chega para prender o vilão, tenta fugir com sua armadilha de cobrir o bairro com pizza gigante, mas Magali come a pizza toda, estragando o plano dele. É descoberto que é ele é um político corrupto que ficou louco depois que soube que ia ser preso e no final a Magali resolve comer arroz e feijão para historinha dela não terminar em pizza.


Jão Malves um louco egoísta e ganancioso que se transformou em Capitão Pizza e queria que só existisse pizza no mundo só porque ele gostava e, de quebra, ainda lucrar porque ele passou a ser dono de todos os estabelecimentos da cidade de São Paulo para serem pizzarias. É que para ele seria bom, comer só o que gostava e ainda ganhar muito dinheiro e com possibilidade depois de comprar todos os estabelecimentos do país. Só que não contava que as pessoas não gostam de comer só pizza, gostam de comidas variadas, não é porque ele gostava, que todos iam gostar de comer e ainda mais a mesma todos os dias. Interessante que não foram só restaurantes, mercados, lanchonetes que ele comprou como até vendedores ambulantes o Jão comprou, sem chance de ninguém comer outra coisa sem ser pizza. 


Magali adorou por uns dias porque pensava como o vilão de que poderia só existir pizza no mundo, mas depois enjoou e viu que estava errada a ajudou a turma contra o Capitão Pizza. Magali poderia ter comido as pizzas pegajosas dos amigos e libertá-los, mas como tinham pizzas explosivas, aí não tinha saída. Com a ameaça das pizzas explosivas, a Tia Nena quase vendeu lanchonete para ele, o único estabelecimento que ainda não tinha virado pizzaria e com a chegada da Polícia Federal, Magali conseguiu comer a pizza gigante que cobria todo o Bairro do Limoeiro que impedia a visão dos policiais e, assim, o Jão e o Eufrânio não fugiram e foram presos e teve a grande revelação que ele era um deputado famoso que cometeu fraudes e estava sendo investigado e ficou louco ao saber que ia ser preso. Ou seja, a fortuna que ele tinha, era tudo de roubo e fraudes na vida política.


Só assim para Magali recusar comida, enjoar após comer vários dias a mesma coisa. Ela aprendeu lição de não ser egoísta de querer só pizza no mundo sem pensar nos outros, podia ser só sorvete, cachorro-quente, bolo no mundo, que ela enjoaria também, o ideal é variar os alimentos, tudo que é exagero, enjoa logo e é para pensar no coletivo, não só nos seus interesses. 

Foi usada pizza na trama para ter o trocadilho de que todos os crimes e corrupções de políticos "terminam em pizza", ou seja, se dão bem, apesar de todo o mal que eles cometem, tanto que o final, além de Magali comer arroz e feijão porque não aguentava mais saber de pizza falada na história toda, teve também essa moral e crítica, que na vida real tudo termina em pizza na política, mas na historinha dela, não, pelo menos na ficção os bandidos se dão mal no final.


Engraçado os tipos de pizza diferentes, pizza de morango, doce, frita à milanesa, de macarronada, de pipoca, ensopado de pizza, etc, Cascão achando que é assalto e Eufrânio responder "por quem me toma?! Um bandido?", como se fosse normal ameaçar Tia Nena com arma para vender lanchonete, a turma presa em pizzas pegajosas, Magali devorar toda a pizza gigante em segundos e mostrando só uma boca gigante em direção ao alto antes de devorar e onomatopeia com boca indicando que ela estava comendo, ficar barriguda logo após comer e depois voltar a ficar magrinha normal,  Capitão Pizza ser pescado pelos policiais no helicóptero e ele dizer que espera que sirvam pizza na prisão.  


Curioso que usaram um político real e caso de corrupção política famoso da atualidade até então. O "Jão Malves" foi paródia do deputado federal João Alves, do escândalo dos "Anões do Orçamento", de 1993 cuja CPI investigou políticos envolvidos em esquemas de fraudes na Comissão de Orçamento do Congresso Nacional, eles manipularam emendas parlamentes com o objetivo de desviarem o dinheiro através de entidades sociais fantasmas e o João Alves era um deles, que renunciou antes de ser julgado e cassado e o caso terminou em pizza.

Normalmente na MSP colocavam políticos corruptos fictícios e sem ligação com casos da vida real e nessa história teve a surpresa de um deputado real e até a caricatura ficou igual ao João Alves e ser baixinho, daí o nome "Anões do Orçamento". Na vida real o desfecho de João Alves terminou em pizza, na história da Magali não, ele teve o merecido castigo como deveria ser.


Tia Nena muitas vezes foi sequestrada e ficando como refém, por ser uma grande doceira, os vilões tinham interesse em lucrar por conta dela. O apetite exagerado que salvava dos vilões nas suas histórias, Magali não tinha vilão fixo, os vilões eram garçons, donos de restaurante, etc, extraterrestres, que se revoltavam por alguma coisa em seus estabelecimentos e apareciam só em uma história. Magali só teve uma vilã fica a partir de 1998 com a Bruxa Viviane, mas aparecia de forma esporádica durante a Editora Globo e ela ficou fixa mesmo só na fase da Editora Panini.


Impublicável atualmente por ser trama policial, bandido deixar Tia Nena refém, com revólver na mão apontando para ela e na frente das crianças, envolver política, inserir fato real de corrupção política da vida real, absurdos como da gula da Magali de comer uma pizza que encobria o bairro todo em questão de segundos, além de palavras "gozado", "louco", Mônica chamar "Tia Nena", alterariam para "Dona Nena" porque ela é tia da Magali, não da Mônica.


Traços ficaram bons, do estilo com personagens com língua ocupando mais espaço na boca pra dar mais humor adotados a partir de 1993. Teve erro da Dona Lili sem lábios com batom nos 3 primeiros quadros da primeira página, sem dúvida fica melhor com batom. A edição foi com preço em URV, mas a moeda corrente do Brasil ainda Cruzeiros Reais, o URV era só uma unidade pra saber quanto 1 unidade equivaleria ao valor dos Cruzeiros Reais do dia, por isso o vendedor de pizza de morango dizer que custava 200 Cruzeiros Reais no 1º quadro da página 7 do gibi. 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Tirinha Nº 129: Chico Bento

Em homenagem ao Dia dos Professores, uma tirinha em que a Dona Marocas termina de ensinar e pergunta para a turma se tinham alguma dúvida. Como não tinham, ela quer passar a próxima matéria e Chico Bento imediatamente pergunta o que é matéria. 

Chico Bento sempre burro e conseguia atrapalhar a aula. Se está estudando, já tinha que saber o que é matéria escolar desde a primeira semana de aula. Ao menos, a matéria que a professora ensinou antes da pergunta ele entendeu. Tem também hipótese de Chico se fazer de desententido só para atrapalhar a aula, fazer professora perder tempo explicando o que é matéria e atrasar o que realmente importava ensinar para a turma. Dona Marocas sofria com o Chico, tinha que ter muita paciência para aturá-lo, era bem divertido ele como mau aluno.

Curioso que teve um erro na revista, colocando "Cascão" no rodapé em vez de "Chico Bento". Nas revistas da Editora Abril até em 1983 tinham nome do titular da revista ao lado da numeração e cometeram esse engano na página 34, mas as demais páginas da revista aparece "Chico Bento normalmente. E tirinha ainda teve erros de colorização com batom da Dona Marocas branco no primeiro quadro, o mapa mundi branco no globo terrestre no segundo quadro e língua do Chico branca no último quadro, erros de falta de colorização bem comum na Editora Abril.

Tirinha publicada originalmente em 'Chico Bento Nº 21' (Ed. Abril, 1983).

domingo, 11 de outubro de 2026

TOP Núcleos Secundários do Mauricio

Mauricio de Sousa criou várias turmas paralelas além da Turma da Mônica e nessa postagem vou mostrar os Top Núcleos de Secundários, rankeando cada núcleo na ordem que mais gosto e falar um pouco sobre cada um. O post foi sugerido pela comentarista do Blog Isabella Junqueira.

Nos últimos anos foram 10 núcleos que estavam saindo nos gibis e se tornaram mais famosos. A Turma da Mônica ou Turma do Bairro do Limoeiro o principal de todos criado em 1960 e protagonizados por crianças com cada um dos personagens principais, Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali (e agora a Milena), tendo suas próprias revistas e seus amigos Xaveco, Franjinha, Anjinho, Jeremias, Titi, Anjinho, Denise, etc, como coadjuvantes do núcleo. Todos os outros núcleos passaram a ser secundários para diferenciarem do estilo de histórias da Turma da Mônica.

Turma da Mônica

A Turma do Chico Bento é um núcleo secundário marcante, criado em 1961 e que ganhou relevância considerado como segundo núcleo principal quando o Chico Bento passou a ter revista própria em 1982, mostrando o meio rural e costumes da roça, com Chico Bento como um menino humanizado que pode ser preguiçoso, arteiro, desobediente, burro na escola, teimoso, amoroso, de acordo com quem contracena, tem humor, transmite mensagens positivas, e tem vários coadjuvantes como Rosinha, Zé Lelé, Zé da Roça, Hiro, Nhô Lau, Professora Marocas, entre outros.

Turma do Chico Bento

Vale a pena citar dois núcleos que também eram frequentes nos gibis. A Turma do Pelezinho, criado em 1976 baseada no jogador de futebol do Pelé, com histórias mais voltadas ao futebol, podendo ter também outros estilos de histórias para diferenciar, e personagens como Cana Braba, Bonga, Frangão, Neusinha, Samira, etc, inspirados nos amigos do Pelé na infância. Pelezinho teve revista própria entre 1977 a 1982 pela Editora Abril, depois seguiu com edições ocasionais de almanaques, especiais de Copa e Gibizinhos até em 1992 misturando inéditas e republicações e um breve retorno com revistas e especiais entre 2012 a 2014 pela Editora Panini, aí só com republicações. E ainda serviu depois para criarem os núcleos genéricos de futebol que também tiveram revistas próprias como Ronaldinho Gaúcho entre 2006 a 2015 e Neymar Jr. entre 2013 a 2015, ambos pela Editora panini.

Turma do Pelezinho

E o outro núcleo "Os Souza", criado em 1968 em tiras de jornais circulando até em 1989, com histórias saindo em gibis entre 1980 a 1988. Foi uma família composta pelo casal Seu Souza, o chefe da família que trabalhava em escritório, Dona Sousa, esposa dele que era dona-de-casa e o Mano, irmão do Souza, mulherengo e folgado que morava de favor na casa do irmão e queria saber nada com trabalho. Histórias mostravam cotidiano do casal e as trapalhadas do Mano e mais voltado ao público adulto, tipo para os pais que liam os gibis dos filhos. 

Turma Os Souza

Agora mostrarei o ranking com os outros núcleos do Mauricio, focado apenas nos 8 famosos que tiveram histórias de miolo nas revistas desde 1970 de cada personagem principal da Turma da Mônica e do Chico Bento e que não tiveram revistas próprias ou até que tiveram por um breve período e depois cancelado. Gosto de todos os secundários, só mostrarei a ordem de preferência entre eles. Lembrando que períodos das Editoras Abril e Globo tinham gibis certos para cada secundário aparecer, dando identidade para os gibis, e a partir da Panini, qualquer secundário pode ter história em qualquer revista, sem identidade e isso será falado também em cada caso.

8º LUGAR: Turma da Mata

Turma da Mata é um núcleo formado por animais variados ambientados na Floresta do Matão e vivem em uma hierarquia onde tinha um rei e todos outros como súditos. Histórias mostravam cotidiano deles na floresta com muito humor, assim como poderia ter críticas sociais, políticas e também alertar sobre problemas ambientais e extinções de animais. Histórias da Turma da Mata saem nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica) e nos últimos anos saindo nos gibis do Chico Bento.

Personagens desse núcleo Jotalhão, Raposão, Coelho Caolho, Tarugo, Rita Najura, Rei Leonino, etc. Foi o único núcleo que não teve um protagonista fixo. Inicialmente em 1961 nas tiras de jornais a intenção do Mauricio era o Raposão ser o protagonista, quando o Jotalhão passou a ser garoto-propaganda do extrato de tomate da "Cica", ele passou a ter um destaque maior e ser mais conhecido de todos os outros, porém não é o protagonista oficial, visto que nos anos 1970 o protagonismo era divido com Jotalhão, Rei Leonino e Caolho Caolho, depois todos com histórias com presenças por igual, sem ter protagonismo definido, por isso o núcleo é denominado por Turma da Mata, sem ser "Turma do Personagem" como os demais núcleos.

Turma da Mata: Jotalhão, Raposão, Coelho Caolho, Tarugo, Rita Najura, Dona Corujoca, Rei Leonino, Ministro Luís Caxeiro Praxedes, Dona Coelha, Coelhinhos do Coelho Caolho e Dona Coelha, Melissauva

Cada personagem podia protagonizar histórias solo. O que mais gostava eram das histórias do Rei Leonino e do Jotalhão, adorava o Rei Leonino como um mal governante e sendo bajulado pelo Ministro Caxeiro e o Jotalhão perseguido pela Rita Najura. Não gostava muito das histórias do Tarugo, principalmente a partir dos anos 2000 com  ele contracenando com os coelhinhos do Coelho Caolho, essas acho bem bobinhas. Algumas histórias que gostei: "Boa noite, filho!", "O roubo dos capacetes reais", "Um jantar à luz de velas".


7º LUGAR: Turma do Horácio

Horácio foi criado em 1963 retratando a Pré-História e núcleo formado por dinossauros e animais pré-históricos. O Horácio é considerado o alter ego do Mauricio, expressava suas críticas através do personagens e maioria das histórias eram escritas pelo Mauricio e voltadas sofre filosofia, reflexão e também era comum o Horácio na luta de procurar sua mãe depois que nasceu com ovo abandonado e durante os anos 1970 o Horácio encarnava ás vezes o "Super-Horácio" que virava o super-herói quando levava uma pancada na cabeça enfrentando várias aventuras. 

A partir dos anos 1980 o "Super-Horácio" foi aposentado e histórias eram mais de 1 página tiradas de tabloides de jornais cm estilo predominantemente filosóficas já que o Mauricio não tinha tempo pra roteirizar histórias longas por conta do lado empresarial ter prevalecido. Ficou assim até em 1992 e depois outros roteiristas assumiram roteiros do Horácio com histórias com mais páginas e saindo de forma esporádica. A Turma do Horácio é formada por personagens Lucinda, Tecodonte, Simone, Antão, etc e histórias deles saem nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica). Raramente histórias do Horácio tinham título, inclusive as desenvolvidas,  aparecendo só nome do personagem. 

Turma do Horácio: Horácio, Tecodonte, Lucinda, Simone, Antão, Alfredo, Estego, Napões

Gosto mais das histórias do Horácio com Tecodonte, Lucinda e Simone, do tipo o Tecodonte ter visão empreendedora diferente do Horácio e Lucinda querer namorar o Horácio sem sucesso e não gostava as com os Napões e as extremamente filosóficas que não entendia quando criança. Algumas histórias que gostei "Na terra dos peludos", "em que Lucinda encontra outro pretendente amoroso" e "Horácio na montanha dando mensagem subliminar"


6º LUGAR: Turma do Astronauta

Astronauta foi criado em 1963 com aventuras ambientadas no espaço sideral, como o próprio nome diz ele é um explorador de planetas a serviço da BRASA. Nas histórias, Astronauta visita planetas, podendo enfrentar extraterrestres vilões e bandidos assim como podia também encontrar extraterrestres bonzinhos que o Astronauta ajudava a resolver problemas deles. 

Também era comum histórias retratando filosofia, principalmente questão de solidão que ele passava no espaço e tinha companhia apenas do seu computador de bordo e algumas vezes aparecia Astronauta na Terra no sítio dos seus pais, contracenando com o amigo Ditão e dor-de-cotovelo no amor com sua namorada Ritinha que se casou com outro, cansada das longas viagens espaciais dele. Essas com a família no sítio e Ritinha poucas exploradas, prevalecia as no espaço com extraterrestres. Maioria era sem título, mostrando só nome do personagem. Histórias da Turma do Astronauta saem nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica).

Turma do Astronauta: Astronauta, Alienígenas Bonzinhos, Alienígenas Vilões, Computador, mãe do Astronauta, pai do Astronauta, Ditão, Ritinha, Bonifácio

Gosto mais de histórias do Astronauta com extraterrestres, principalmente resolvendo os problemas que os ETs passavam nos planetas deles e Astronauta sofrendo pela Ritinha e não gosto muito as com aventuras muito longas por maioria serem com enrolações e as do Astronauta sofrendo com solidão no espaço por serem mais depressivas. Algumas histórias que gostei foram do "Astronauta enfrentando um novo Demônio", "Somos todos iguais" e "se vendo casado com Ritinha em um futuro imaginário"


5º LUGAR: Turma do Bidu

Bidu foi criado em 1959, o primeiro personagem do Mauricio a sair em tiras de jornais, marcando o início da carreira dele no mundo dos quadrinhos. Bidu inicialmente como um cachorro do Franjinha e depois foram adotados vários universos diferentes para ele que ajudavam muito a diferenciar os estilos de histórias. 

O Bidu pode ser um cachorro do Franjinha, agindo como um cãozinho normal e nessas pode ser incluído no universo da Turma do Limoeiro. Também pode ser como cãozinho normal contracenando com seus amigos cachorros como o Duque e namorada Fifi, um cachorro que conversa com objetos, pode ser um cachorro personagem de história em quadrinhos agindo como chefe comandando o contrarregra Manfredo e a Dona Pedra sendo perturbado pelo Bugu, com todas as suas metalinguagens, ou então ser um cachorro-ator encenado história tipo série na sua própria história. Além dos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica), Bidu também tinha histórias fixas e criando identidade nos gibis do Cascão.

Turma do Bidu: Bidu, Franjinha, Duque, Bugu, Manfredo, Dona Pedra, Zé Esquecido, Fifi

De todas as facetas eu gostava mais do Bidu como cachorro personagem de histórias em quadrinhos mostrando bastidores. Nesse tipo de histórias ele era mais arrogante, irritado, sem paciência, achava o máximo dando bronca no Manfredo e o Bugu o perturbando. Já não gostava era de ele conversar com objetos, achava mais bobinhas, com raras exceções, essas conversando com objetos funcionavam mais em tirinhas de jornais. Algumas histórias que gostei "Mas eu não posso!", "Injeção nem de graça" e "Cachorro de aluguel".


4º LUGAR: Turma do Piteco

Piteco foi criado em 1961 e seu núcleo mostra a Pré-História e o povo da aldeia de Lem, onde eles vivem, com Piteco como um grande caçador que odeia casamento e quer ficar solteirão para sempre e sempre fugindo das investidas da Thuga para conseguir casar com ele, Thuga chega até fazer planos infalíveis para se casar, mas Piteco sempre consegue se escapar e continuar solteiro. Ele até gosta da Thuga, mas o problema é casamento. 

Histórias da Turma do Piteco também mostram como grande caçador, envolvido com invenções que revolucionaria a Pré-História. Personagens principais do núcleo são Piteco, Thuga, Bolota, Ogra, etc. Histórias da Turma do Piteco saem nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica). Por bastante tempo teve também os irmãos bandidos Zum e Bum que pertenciam ao núcleo do Piteco e até contracenaram algumas vezes só que depois  de 1996 foram para o limbo por conta da MSP abolirem bandidos nas histórias e depois disso foram raras aparições deles. 

Turma do Piteco: Piteco, Thuga, Bolota, Ogra, Beleléu, Juiz de Paz, Vartolo, Tio Glunc, Xerife de Lem, Zum e Bum

Gosto mais as do Piteco com a Thuga, fazendo planos infalíveis para se csar com ele, era cada plano mirabolante que chamava atenção. As que menos gostava eram do Piteco como caçador em aventuras mais longas por maioria ter enrolação. Algumas histórias que gostei "Casado?", "Uma noiva para Deus Tigre" e "A procura do fogo".


3º LUGAR: Turma do Papa-Capim

Papa-Capim foi criado em 1960 e representa o núcleo indígena. Mostra o cotidiano de tribo de índios primitiva da Floresta Amazônica. Nas histórias, era possível conhecer os costumes dos índios, entender sobre dialetos como caraíbas, Jaci, Tupã, etc, também tinha contraste dos índios com homens brancos (caraíbas) em que os homens podiam ir na selva  e acabam aprendendo os costumes dos índios ou então os índios aprenderem sobre a vida dos caraíbas encontrando algum objeto da civilização que nunca tinham visto antes.  Também tinham muitas críticas sociais, preservação de meio ambiente, extinção de animais, a gente aprendia se divertindo.

Principais personagens do núcleo são Papa-Capim, Cafuné, Jurema, Cacique, Pajé, etc. Histórias da Turma do Papa-Capim eram frequentes nos gibis do Chico Bento e saíam algumas vezes nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica) quando precisavam ser mais longas, com mais de 5 páginas e esse núcleo do Papa-Capim teve identidade com histórias fixas nos gibis do Chico bento, que foi quando passaram a ter conhecidos, já que nos anos 1970 eram raras histórias deles nos gibis da Mônica e Cebolinha e quando tinha eram só de 1 página, no máximo 2 páginas.

Essa ideia da Turma do Papa-Capim como índios primitivos ficou sem alterações até 2019, porém a partir de 2020 resolveram mudar deixando como indígenas modernos, com roupas morando em casas, assim como são na vida real da atualidade, porque o politicamente correto implicou com índios primitivos. Só que indígenas assim não deram certo e a consequência foi a Turma do Papa-Capim ir para o limbo , desde final de 2023 não têm mais histórias deles nos gibis. 

Turma do Papa-Capim: Papa-Capim, Cafuné, Jurema, Pajé, mãe do Papa-Capim, Cacique, Guatira

Gostava mais das histórias mostrando contraste dos índios com caraíbas, principalmente eles descobrindo objetos que nunca tinham visto e não gostava muito das com exclusivamente com mensagem de meio ambiente e mesmo assim não eram ruins totalmente, não é atoa que ficou no pódio de 3º lugar. Algumas histórias que gostei "Um espírito está atacando o Sol", "Programa de índio" e "Banho de Lua".


2º LUGAR: Turma do Penadinho

Penadinho foi criado em 1963 e seu núcleo representa o terror com fantasmas, monstros e assombrações. Os personagens vivem em cemitério e histórias mostram cotidianos deles, fazer alguma vítima para morrer, falavam de vida após a morte, reencarnação e diferente de quase todos os outros núcleos com histórias girando em torno do personagem principal, cada um deles podiam protagonizar histórias e com características próprias. Foi o núcleo mais numeroso de personagens fixos criados pelo Mauricio, entre eles, Penadinho, Zé Vampir, Dona Morte, Cranicola, Frank, etc.  

Histórias da Turma do Penadinho além de saírem nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica), tiveram identidade com histórias fixas nos gibis do Cascão, que foi quando passaram a ter conhecidos e cada personagem do núcleo terem identidade próprias já que nos anos 1970 eram raras histórias deles nos gibis da Mônica e Cebolinha. E passaram a ter histórias nos gibis da Magali quando a revista dela passou a ser mensal em 2003.

Turma do Penadinho: Penadinho, Zé Vampir, Dona Morte, Cranicola, Frank, Muminho, Lobisomem (Lobi), Alminha, Pixuquinha. Quixupinha, Zé Finado, Zé Caveirinha, Dona Cegonha, Diabão

Gosto mais das histórias do Zé Vampir e Dona Morte, era ótimo sufocos que passavam como vampiro e a Dona Morte à procura de vítimas e elas tentarem fugir da Dona Morte para não morrerem, e também as com humor negro que podia ter em histórias de qualquer personagem desse núcleo. O que menos gosto do Muminho, por ser mais normal, mas que assim eram ótimas também as histórias dele. Algumas histórias que gostei  "Sangue, sangue, sangue!", "As faces da Morte", "Saudades de vida".


1º LUGAR: Turma da Tina

Tina foi criada em 1970 e seu núcleo representa a vida e cotidiano dos jovens, envolvem namoro, problemas na faculdade, emprego, tendências musicais e tudo que está em alta no mundo jovem, atualizando a tendência atual em cada fase. Os quatro personagens principais são Tina, Rolo, Pipa e Zecão e participações da Vovoca, Toneco (avó e irmão da Tina), pais da Tina, pais do Rolo, etc. 

Foi o núcleo que teve várias mudanças ao longo dos anos para representar os jovens da atualidade e o núcleo não ficar ultrapassados. Em 1970 iicialmente Tina era hippie e coadjuvante nas histórias do irmão dela, o Toneco. Depois ela virou protagonista com Tina e Rolo eram hippies até nos primeiros meses de 1977 e Pipa era a careta que não curtia essa tendência hippie, Pipa deu tempo nos gibis entre 1974 a 1977, ficando com histórias só com Tina e Rolo hippies agindo como crianças grandes e com humor pastelão. A nova fase da Turma da Tina foi em 1977 com Tina com traços femininos eles voltados à Discoteca, com retorno da Pipa e sem personalidades definidas. A partir de 1982 começou a nova fase com personagens roqueiros, com Tina a certinha e com namorado fixo, o Jaime, Rolo mulherengo podendo namorar várias garotas ao mesmo tempo ou passando sufoco com suas namoradas e Pipa passou a namorar o Zecão de forma fixa se tornando uma histérica e ciumenta. 

A partir de 1991 a Tina teve mudança com cabelos longos, roupas curtinhas e sensuais, cada história com namorado diferente ou fazendo questão de atrair homens à sua volta e os outros seguiram suas características de antes, sem muitas mudanças. Em 2004 adotaram traços diferentes com caras e bocas estilo "Radical Chic" com Tina com batom preto e histórias mais longas voltadas ao cotidiano dos jovens e conflitos entre pais e filhos. Tina passou a ter uma mãe, que não tinha antes e o irmão Toneco, agora pré-adolescente passou a ter mais destaque. Em 2007 repaginaram com personagens com estilo "Barbie" mais genéricos, atléticos e com padrões de beleza com destaque a Rolo com cabelo  separando da barba, Pipa magra com batom, Zecão sem narigão e Tina com cabelos pretos e mais longos ainda. A partir de 2009 voltaram com traços parecidos dos anos 1990, com exceção do Rolo continuando com cabelo separado da barba, porém magro como era e Zecão com nariz menor. A partir de 2015 adotaram traços digitais, mas seguindo a essência de como adotaram a partir de 2009, só com leves detalhes diferentes no cabelo da Tina e seguem assim até hoje.

Tina, Rolo e Pipa têm histórias solo, o Zecão pode ter só que mais em função da Pipa, que poderia aparecer nem que fosse só no final. Histórias da Turma da Tina hoje mais focadas em histórias envolvendo celulares, streamings e não mais envolvidos em namoro e traições por causa do politicamente correto. Histórias da Turma da Tina saem nos gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica (Turma da Mônica) e passaram a ter histórias nos gibis da Magali quando a revista dela passou a ser mensal em 2003. 

Turma da Tina: Tina, Rolo, Pipa, Zecão, Vovoca, pais da Tina, pais do Rolo, Toneco, Jaiminho

Considerando a partir dos anos 1980, quando de fato a Turma da Tina  passou a ter características próprias e ter uma identidade, gosto mais das histórias do Rolo passando encrenca com as namoradas e da Pipa histérica e ciumenta com Zecão. Não tem um estilo de história que não gosto desse núcleo, sempre foram adaptados ao tempo atual, por isso ficarem na primeira posição, o que não gostei dos traços mudados constantemente, depois que tiveram os traços perfeitos dos anos 1990 não deviam ter mudado, depois dos anos 2000 foi só ladeira abaixo nos desenhos e o visual conta muito para atrair a leitura. Algumas histórias que gostei "Para impressionar", "A espera" e "Quero dormir!".


Como podem ver, essas turmas paralelas são boas, ajudam a diferenciar estilo de histórias a atrair outras faixas etárias para lerem os gibis e sair da mesmice de só um núcleo da Turma da Mônica. Neste momento todos estão sumidos desde a 4ª série da Panini iniciada em abril de 2026 que estão focados apenas com as histórias curtas da Turma da Mônica nos gibis de cada um deles e com histórias da Turma do Chico Bento nos gibis do Chico. Sem previsão de volta, pode ser que retornem um dia, mas provavelmente reformulados, se voltarem. A postagem ficou como homenagens a esses secundários que marcaram por longos anos e também ao Mauricio de Sousa que completa 91 anos no próximo dia 27 de outubro. Então, essa foi a ordem dos núcleos secundários que mais gosto, mas cada um vai ter sua ordem preferida. Em breve faço outros ranking "Top" aqui no Blog.