sábado, 19 de setembro de 2026

Cebolinha: HQ "Duas Mônicas incomodam muito mais"

Mostro uma história em que o Cebolinha envolve a mãe da Mônica em plano infalível fingindo ser a Mônica para a mãe pensar que a Mônica era desobediente e dar castigo nela. Com 9 páginas, foi história de abertura de 'Cebolinha Nº 159' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cebolinha Nº 159' (Ed. Abril, 1986)

Cebolinha manda Cascão lhe dar parabéns, Cascão o cumprimenta, dizendo como pôde esquecer, deseja felicidades e que o presente ainda não comprou. Cebolinha fala que não é aniversário dele, é que o gênio bolou um plano realmente infalível contra a Mônica. Conta que a mãe da Mônica pode ser aliada para a derrotarem, as mães não querem que os filhos sejam desobedientes, mesmo a Mônica sendo obediente, vão pensar que a Mônica não seja com um deles se disfarçando de Mônica. 

Cebolinha resolve se disfarçar de Mônica porque o Cascão não ia passar pelo cheiro e fala para o Cascão distrair a Mônica na rua, não deixar ir para casa dela antes da hora combinada. Depois, enquanto Cascão distrai a Mônica, Cebolinha, disfarçado, vai à casa dela. Dona Luísa pergunta se a filha está de volta e comenta que o nariz está diferente, perguntando se ela brigou na rua. Cebolinha responde que brigou, sim, bateu em vários meninos inocentes. Dona Luísa manda ter modos, bater nos amiguinhos é feio. Cebolinha diz que sabe que eles não merecem, faz isso só para se exercitar.

Dona Luísa fala que Mônica está andando muito com os meninos, já está falando como o Cebolinha e não quer que fique mais tanto tempo na rua. Cebolinha insiste que quer, Dona Luísa manda a filha não ser malcriada. Cebolinha fala que vai sair  e pronto, Dona Luísa puxa a orelha dele, põe de castigo no banco, avisando que vai ficar uma semana sem sair de casa para aprender e "ai" se souber que andou batendo de novo nos amiguinhos. Cebolinha quer dar um jeito de sair dali, mas Dona Luísa grita para não se atrever, está espiando tudo da cozinha e Cebolinha fica aflito de como vai fugir de lá.

Enquanto isso, Cascão está contando piadas para distrair a Mônica, que se cansa e quer ir para casa. Cascão disfarça que tem uma história interessantíssima para contar, Mônica não quer mais saber de papo furado e tem que ir almoçar. Cascão ainda planta bananeira, não adianta e comenta consigo que não era a hora de ela ir e espera que o Cebolinha tenha saído.

Logo, Mônica chega em casa, Dona Luísa reclama que a filha saiu do castigo, Mônica pergunta que castigo e aí vê duas Mônicas e pergunta se será que é a idade que está vendo coisas. Cebolinha pensa que tem que agir rápido, Mônica fala que aquela menina é uma impostora e Cebolinha diz que a Mônica que é falsa. 

Seu Sousa aparece, dizendo que foi almoçar em casa hoje , se depara com as duas Mônicas e acha que está vendo dobrado. A esposa fala que são duas mesmo, Seu Sousa quer saber  por que não contou que eram gêmeas, Dona Luísa avisa que uma delas é impostora, mas não sabe qual delas.

Cascão, no lado de fora, fala que sabia que ia dar nisso e tenta ajudar o Cebolinha em dizer para os pais da Mônica quem é a verdadeira. Cebolinha pisca e Cascão diz que a da esquerda é a Mônica, manda os pais repararem que esta é mais gorducha e mais baixinha e os dentões são inconfundíveis. Mônica se irrita, Cascão fala que conhece a verdadeira muito bem, além do mais, o Cebolinha caprichou tanto na fantasia, mandando ele confirmar.

Mônica bate nos dois, Seu Sousa tenta impedir, mas Dona Luísa manda deixar, é coisas de criança. Depois, Cebolinha reclama que levaram surra, tudo por causa do Cascão, que se desculpa porque se empolgou. Cebolinha convida Cascão par almoçar na casa dele, Cascão aceita, esperando que consiga mastigar. Em casa, Dona Cebola pergunta quem é quem, não reconhecendo de tão surrados que os dois estavam.

História muito engraçada em que o Cebolinha cria plano infalível de se disfarçar de Mônica e fazer com que a Dona Luísa coloque a filha de castigo por desobediência e ela pensar que filha bater nos meninos é errado. Não acontece o que esperava porque Dona Luísa levou a sério e ele não conseguia sair do castigo, fazendo Mônica aparecer lá e os pais dela não sabiam quem era a verdadeira e quem era a impostora. Cascão entrega que era o Cebolinha disfarçado e os dois apanham e no final é Dona Cebola quem não consegue diferenciar quem era o filho e quem era o Cascão.

Cebolinha bem perverso, ideia era jogar a mãe contra a filha e não apanharem mais da Mônica porque tida vez que Mônica batesse neles, a Dona Luísa ia  bater nela. Cascão sempre estraga tudo, daria certo se ele não falasse de mais, era só parar de falar depois dos xingamentos. O legal que a condução do plano foi tudo no improviso do Cebolinha para a mãe da Mônica não descobrir porque tinha risco de ela descobrir e não conseguir ir adiante. Ele teve um grande jogo de cintura na hora de Dona Luísa perguntar sobre nariz diferente e jogar que quem era a impostora era a Mônica e sorte da Dona Luísa achar que estava falando errado porque estava andando muito com o Cebolinha.

O disfarce do Cebolinha ficou bom, mesmo assim os pais da Mônica muito burros de não saberem diferenciar a filha, mostrou que não conhecem bem, já que além de sinais óbvios de nariz e dislalia, a voz não seria igual, por mais que o Cebolinha afinasse. Dessa vez os pais da Monica viram a filha bater nos meninos e deixara porque eles mereceram. Com a mãe vendo o que os meninos eram capazes, mudou de ideia de achar que é feio Mônica bater nos meninos, viu que Mônica estava certa em bater.

Foi engraçado Cascão cumprimentar Cebolinha pensando que era aniversário dele, achar que a aliada contra a Mônica seria a Mulher-Maravilha, que a Mônica dá coelhadas na mãe, Cebolinha usar dentes de papelão no disfarce, Cebolinha dizer que Mônica bateu nos meninos inocentes para se exercitar, Dona Luísa achar que a dislalia é porque Mônica andava muito com Cebolinha, dizer que "será que é a idade que está vendo coisas" ao ver duas Mônicas, Seu Sousa perguntar se estava vendo dobrada e depois que a esposa não contou que tinham filhas gêmeas, e que tem dentões, Cascão dizer que tem olho clínico pra identificar verdadeira Mônica e falar que espera conseguir mastigar depois da surra.

Dessa vez não teve paródia da "Mulher-maravilha", na época nem sempre parodiavam nomes famosos. Incorreta atualmente por não ter mais histórias de planos infalíveis, principalmente com meninos tão perversos de jogar mãe contra filha, Dona Luísa puxar orelha da sósia da Mônica, pôr de castigo no banco, Cascão xingar Mônica de gorducha, meninos extremamente surrados após a surra, Cebolinha trocando "R" por "L" em pensamentos, Dona cebola com avental, além de expressão popular "papo furado". Tiveram erros de língua da Mônica branca no último quadro da página 7 do gibi e o do banco do Cebolinha branco no último quadro da página 8 do gibi.

Traços ficaram bons no estilo consagrado dos anos 1980. Propaganda inserida na história dessa vez do lápis "Labra" em uma página, na lateral direita. Nunca foi republicada até hoje, seria por volta de 1995, quando estavam republicando mais histórias de abertura do Cebolinha de 1986 nos Almanaques dele, mas não foi por esquecimento já que ainda não tinha politicamente correto nos gibis, talvez estavam reservando para um 'Coleção Um Tema Só' de Planos Infalíveis e acabaram se esquecendo, aí se torna rara hoje, só quem tem o gibi original que a conhece. 

Na capa do gibi, teve etiqueta de preço devido a mudança da moeda de Cruzeiro para Cruzado no brasil só que colocaram em local diferente, ideal seria em cima do preço original, bom que vimos de cara a comparação de preço e teve uma leve redução de preço, visto que o Cruzado era apenas o valor do Cruzeiro dividido por mil.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Magali e Mingau: HQ "Nem tudo que mia é gato!"

Mostro uma história em que a Magali gravou o miado do Mingau em um gravador e ele pensou que era outro gato. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Magali Nº 248' (Ed. Globo, 1998).

Capa de 'Magali Nº 248' (Ed. Globo, 1998)

Escrita por Paulo Back. Magali canta em um gravador, depois confere, acha que ficou legal e se considera uma cantora. Em seguida, ela vê o Mingau e pergunta se ele é cantor, Mingau diz que todo gato é cantor, família dele tem veia artística e que o seu tio é o "Palvaroti" dos telhados. Magali quer fazer teste e pega o gravador. Mingau cheira e sai, dizendo que se não tem cheiro de atum, não é massa.

Magali diz que é para o Mingau cantar, ele pergunta para que se está namorando ninguém, mas como a plateia pede, ele canta. Magali não curte, fala que ele não canta, só mia e verifica como ficou no gravador. Mingau estranha o miado no gravador e pergunta o que é isso e acha tem um outro gato em casa. Magali toca de novo e Mingau pergunta cadê o gato. Magali acha que Mingau gostou, toca de novo, ele reprova e sai correndo.

Magali avisa para o Mingau que é só um gravador, não precisa fazer escândalo e Mingau quer que ela tire aquela coisa perto dele. Magali toca de novo, Mingau quer atacar o gravador e manda ela fugir que tem outro gato ali dentro. Magali percebe que ele acha que tem outro gato ali e Mingau pergunta se acha que o miado é dele. 

Mingau vai tirar soneca e Magali toca o gravador, Mingau se assusta, saindo correndo, perguntando cadê o gato, procura debaixo do sofá, Magali toca o gravador quando ele não vê, o assustando mais uma vez, ele arranha o sofá procurando pelo gato e Magali dá gargalhada. A fita do gravador acaba, Magali avisa que o miado dele está gravado na fita, o chama de burrinho e só ele para confundir uma gravação com outro gato. 

Depois, ela comenta que os bichos são tão bobos, não sabem as diferenças entre as coisas verdadeiras e as falsas e só os humanos sabem, porém quando ela assiste a uma receita de bolo de morango com nozes, fica lambendo a televisão como se tivesse comendo o bolo e Mingau se pergunta se os humanos realmente sabem diferenciar.

História boa em que Magali grava o miado do Mingau no gravador e ao ouvir ele pensa que tem um outro gato na casa e depois passa a pensa que o gato estava dentro do gravador. Depois de muitas tentativas da Magali para atazanar, Mingau descobre que era uma fita com o miado dele gravado e que fez papel de bobo. Magali no final acha que é mais esperta que os gatos, mas fez mesma coisa sem distinguir coisas verdadeiras das falsas quando passa a lamber televisão vendo receita de bolo.

Coitado do Mingau judiado pela Magali o tempo todo, não sabia o que era gravador e pensava que era um outro gato na casa, levando susto. Para piorar, Magali ficava tocando o miado o tempo todo aumentando os nervos dele. Primeiro ela até pensava que que o Mingau estava gostando de ouvir, mas depois que percebeu que ele achava que era outro gato, aí que ela resolveu tocar para judiar e dar susto nele de propósito, gostando de fazer o gato de bobo. 

Tocar gravador enquanto estava dormindo foi o pior para o Mingau, o salto de susto que deu foi grande. Se ela via que Mingau não gostava, podia parar, mas queria vê-lo com susto e procurando pelo outro gato e ainda dava gargalhada. Só parou a brincadeira porque a fita parou senão ficava horas judiando do gato. Aí, foi determinante para ele descobrir que era o seu miado o tempo todo e Magali agiu como ele  no final achando que o bolo na TV era de verdade, quando se trata de comida para Magali acha que tudo é real. 

Foram engraçadas tiradas do Mingau de que todo gato é cantor, família tem veia artística, que o tio dele é o "Palvaroti" dos telhados, perguntar para que cantar se não está namorando ninguém com referência a serenatas que faz para as gatas no telhado, dizer que se mia porque é um gato, o medo do Mingau achando que o miado no gravador de outro gato e querer avançar no outro gato e ficar procurando, o salto dele quando Magali tocou o miado enquanto estava dormindo, a descoberta que era só uma fita e Magali lambendo televisão querendo comer o bolo da receita. A paródia foi do Pavarotti como "Palvaroti". Dessa vez a referência á comida foi só no final, o foco foi a conversa entre Magali e Mingau.

Foi estilo de histórias da Magali só com Mingau dentro de casa mostrando costumes de cotidiano dos gatos, o Paulo Back tem vários gatos em casa e ajudava a se inspirar em histórias assim, no caso nesta de costume de gatos não gostar de outro gato invadindo seu território e estranhar próprio miado em um gravador. Seria o mesmo que gato se olhar no espelho e achar que é outro gato e pode ter sido inspiração real de ter gravado miado de um de seus gatos em gravador. Nessas histórias, Magali e Mingau conversavam discutiam, um podia trolar o outro, às vezes com participação rápida dos pais da Magali, e em muitas vezes dava para entender o que a Magali entendia o que ele pensava e normalmente histórias assim não tinha ligação com comida.

Esse estilo de histórias começou a ser notado em 1998, mas que ficou com frequência bem maior a partir dos anos 2000 até toda a primeira série da Panini, quando Mingau predominava nos gibis da Magali, tinham gibis que chegavam ter até 3 histórias assim com ele. Uma ou outra ocasional fica legal, mas o excesso de Mingau desgastava muito tomando conta dos gibis da Magali e ficava muito repetitivo. Hoje em dia o Mingau raramente aparece, mais em figuração, sem mais histórias próprias ou contracenando assim só com a Magali, por conta do politicamente correto e também porque o Paulo Back está muito tempo sem histórias escritas por ele nos gibis, desde a terceira série da Panini anda sumido, foram poucas desde então. 

Traços ficaram bons, típicos da segunda metade dos anos 1990. Incorreta atualmente por Magali judiar do gato, deixá-lo assustado, lamber televisão querendo comer o bolo da receita, além de coisas datadas como aparelho de gravador com fita cassete e TV de tubo. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Capa da Semana: Cebolinha Nº 129

Nessa capa, Cebolinha está como uma flor e Mônica o rega achando que ele era uma flor de verdade. A capa faz referência à história "A florzinha do Cebolinha" em que ele destrói uma flor da Mônica sem querer e finge que é uma para não apanhar, mas na capa assim solta até que parece uma gag, tipo a Mônica dando castigo no Cebolinha depois de ter aprontado com ela. Ficou engraçada.

Capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 129' (Ed. Globo, Setembro/ 1983).

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Mônica: HQ "Briguem por mim... chorem por mim..."

Mostro uma história em que a Mônica força Cebolinha e Cascão brigarem entre eles para disputar quem vai ficar com ela, igual como ela viu na cena da novela. Foi história de abertura publicada em 'Gibizinho da Mônica Nº 33' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Gibizinho da Mônica Nº 33' (Ed. Globo, 1993)

Mônica assiste dois homens brigando para saber com quem vai ficar com a mocinha da novela, acha muito romântico os dois brigarem por ela, que é uma garota de sorte e queria que dois gatinhos brigassem por ela, quando vê Cebolinha e Cascão dando nós no Sansão e escrevendo desaforos dela no muro.

Cebolinha e Cascão tentam correr, Mônica os segura e quer bater nos meninos, que imploram para não bater, estavam aprontando sem querer e fazem qualquer coisa para não apanharem. Mônica gosta e pergunta se é qualquer coisa mesmo, os meninos afirmam e sugerem se ela quer um sorvete ou carambola e Mônica fala que quer que briguem por ela.

Cascão manda Cebolinha começar, Cebolinha pergunta se Cascão quer participar de um plano contra a Mônica, Cascão recusa, Cebolinha insiste para entrar e Cascão não quer, começando uma discussão. Mônica diz que não é esse tipo de briga que quer, e, sim, brigarem para ficarem com ela, que nem o Ditongo e o Luca brigaram pela Baloma, para saber quem teria privilégio da sua companhia. Ela ordena que não podem ficar no bate-boca, os meninos têm que lutar para ver quem fica com ela e se não aceitarem, vão ter a surra que merecem.

Cebolinha e Cascão preferem lutar e falam que quem perder fica com a Mônica, que interrompe e avisa que quem vencer é quem fica com ela. Cebolinha diz que aí nenhum dos dois vai querer ficar com ela. Mônica quer satisfação disso, Cebolinha manda esquecer, disse nada e os dois recomeçam a briga. Cascão simula que caiu depois de levar soco, dizendo que Cebolinha venceu, Cebolinha fala que nem  encostou e Cascão diz que o olhar o matou e que pode ficar com ela.

Cebolinha fala que Cascão roubou, os dois começam uma briga a valer, Cebolinha reclama que Cascão está querendo que ele fique com a dentuça, mas não fica com a bobona sem luta, quem vai ficar com a chatona gorducha é o Cascão, que fala que é o Cebolinha quem combina mais  com a elefanta com dente de abridor de lata. 

Mônica se irrita, diz que não quer mais que briguem por causa dela, é ela que vai brigar e dá surra neles. No final, Mônica fala que os rapazes não brigam por ela, que nem pela Paloma, mas que pelo menos eles choram, mostrando Cebolinha e Cascão chorando após a surra que levaram.

História legal em que Mônica obriga Cebolinha e Cascão brigarem para ficar com ela na condição de eles não apanharem dela. Só que os meninos querem nada com ela e resolvem brigar para quem não vai ficar com ela, inclusive passaram a fingir que foram derrotados para não ficar com a Mônica. Começam a xingar a Mônica na briga, ela não gostou e resolve bater neles, deixando de vez a ideia de alguém brigar por ela.

Mônica como noveleira é muito influenciável, só porque viu na novela, também queria o mesmo de dois pretendentes brigarem por ela. Porém, como ninguém se interessava por ela, passou a obrigar Cebolinha e Cascão na ameaça, aproveitando que eles tinham aprontado. Bem típico da Mônica com personalidade autoritária, na base da ameaça, prefere os meninos se lascarem para ela se sentir amada, é muita carência, precisaria de tratamento psicológico.

Meninos brigaram por ela à força, sem interesse de namoro com ela,  aí claro que não daria certo, ideal seria espontaneidade deles. Antes apanhassem na hora que aprontaram escrevendo no muro e dando nós no Sansão porque apanharam de qualquer jeito no final e não precisariam passar vexame brigando por quem eles não amam. Mônica poderia ter tentado o Ricardinho, Reinaldinho ou outro menino "inho", quem sabe daria mais certo para ela.

Mônica também não se deu muito bem, descobriu  que ninguém vai brigar por ela em um triângulo amoroso, Isso é o que dá quando obriga as pessoas a fazerem o que elas não querem, ela só se conformou que os meninos choram após surra que dá neles, azar no amor, na violência ela se garante. 

Foi engraçado ver a cena inicial da briga dos caras por causa da mocinha da novela, Cebolinha dizer "pinote" para correr da Mônica, dizerem que estavam aprontando sem querer, personagem da novela se chamar Ditongo, Cebolinha dizer que aí nenhum dos dois vai querer ficar com ela em um a briga de quem vencer, Cascão simular que foi derrotado e dizer par ao Cebolinha que "seu olhar me matou" e xingar Mônica de elefanta com dente de abridor de latas. Também sempre era legal redemoinho formando briga extremamente violenta como foi a briga com os atores da novela..

A novela que a Mônica assistiu foi paródia de "De Corpo e Alma", de 1992, com Tarcísio Meira (Diogo), Victor Fasano (Juca) e Cristiana Oliveira (Paloma). O título da história foi uma paródia da música "Pense em mim" de Leandro & Leonardo, de 1990, que tinha o refrão "pense, em mim, chore por mim". A história ocupou 20 páginas no formato Gibizinho, se saísse em gibi convencional teria bem menos páginas e provavelmente seria de miolo. Capa com alusão à história de abertura como  eram de costume nos Gibizinhos.

Teve a característica da Mônica autoritária, obrigar os outros a fazerem o que não querem e ter que prevalecer o que ela quer, uns adora, outros odeiam quando ela agia assim, eu particularmente adorava. Incorreta atualmente por isso de não mostrar mais Mônica autoritária, ela assistir novelas, estimular violência entre os amigos e gostar que briguem por ela, meninos brigando entre si, rabiscando muros, xingarem a Mônica de gorducha, de elefanta, dente de abridor de lata e aparecerem surrados no final, calcinha da Mônica à mostra no primeiro quadro da página 16 do gibi, além de palavra proibida "roubou" e a popular "pinote" e podem implicar com TV de tubo por ser datada.

Traços muito bons, típicos dos anos 1990. Foi a última edição do 'Gibizinho da Mônica' com preço em "Cruzeiro" e sem código de barras, na edição seguinte já como "Cruzeiro Real" e com código de barras, que  visualmente chamavam mais atenção porque o formato do título era pequeno e com o código do mesmo tamanho das revistas convencionais ficava chamativo e ocupava boa parte das capas. Essas mudanças já deviam ter sido nessa edição "Nº 33", ja que o Cruzeiro Real já estava em vigor no  Brasil em agosto de 1993, pelo visto a capa estava pronta sem poder fazer as modificações a tempo.

domingo, 6 de setembro de 2026

Tina e Pipa: HQ "Show de Rock"

A nova edição do "Rock In Rio" começou no último dia 4 de setembro e, então, mostro uma história em que a Turma da Tina enfrentou vários perrengues para assistir a um show do "Stiling" em um estádio de futebol. Com 9 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 25' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Mônica Nº 25' (Ed. Globo, 1989)

A Turma da Tina está na fila para assistir ao show do "Stiling", Zecão reclama que só Pipa para convencê-lo a ir a um programa como esse. Pipa diz que vale a pena pegar uma filazinha para ver e ouvir o Stiling, o maior ídolo dela e não é sempre que ele vem ao Brasil. Zecão fala que uma filazinha tudo bem, mas 45 km de fila já é demais, eles já estão horas ali. 

Rolo diz que esses shows ao ar livre são assim, o negócio é ter paciência e não é tão mal, podem bater um papo sob o céu azul, quando começa a chover. Tina e Pipa mandam ter ânimo, é só uma chuvinha, tudo pelo Stiling. A chuva para e a fila começa a andar e o pessoal impaciente que estavam atrás deles da fila atropelam a turma.

Chegam ao portão do estádio, entregam os ingressos e está muito cheio. A turma abre caminho entre a multidão para ver se conseguem ficar em um local melhor para ver o show. Pipa reclama que consegue ver nada, nem o palco, e Zecão acha que melhor terem levado uma bússola. Tina diz que na hora do show o pessoal se ajeita e vão conseguir ver tudo e que o show começa daqui uns 10 minutos e Zecão torce que sim porque está morrendo de calor ali. 

Em seguida, o apresentador do show anuncia que teve um imprevisto, o Stiling acordou com o pé esquerdo e haverá ligeiro atraso de 5 minutos no show. Porém, o atraso foi de 2 horas, já de noite, a turma já dormindo e Zecão reclama que tem nada pior que dormir em pé. 

Finalmente começa o show após mostrarem os anunciantes. Ninguém continua vendo nada, Tina vê só o pé e Rolo, o braço. Rolo levanta a Tina para ela ver melhor o Stiling. Pipa quer que o Zecão a levante também. Ele não aguenta o peso da Pipa e desmaia, precisando enfermeiros o socorrerem, levando de maca e pessoal acha que foi por causa da emoção de ver o Stiling. Só em casa, Zecão volta a si, lamenta que ele estragou o passeio deles. Rolo diz que eles estavam vendo nada mesmo, Pipa fala para Zecão se levantar, tem uma surpresa que vão ver o Stiling de novo. Zecão desmaia outra vez e Tina diz que Pipa devia ter falado que era pela televisão.

História legal em que Tina e sua turma foram assistir ao show do Stiling no estádio e passaram vários sufocos, enfrentaram fila longa, pegaram chuva, foram pisoteados, não tiveram visão privilegiada do palco, atraso do show. Quando finalmente começa o show, Pipa tem ideia de pedir para o Zecão para levantá-la para ver melhor o palco e ele desmaia de não aguentar o peso dela. Só volta a si em casa, eles perdem o show ao vivo e Zecão desmaia ao saber que iriam de novo assistir ao show, só que Pipa não contou que seria pela televisão.

Zecão tinha razão de assistir show ao ar livre era um "programa de índio", passaram grandes problemas, só o fato de esperar horas na fila  já era de irritar e ainda esperar mais 2 horas de atraso início do show foi para piorar. Já que o show era televisionado, nem precisariam ver ao vivo no estádio e evitaria todo o constrangimento. Problema que Pipa e Tina eram fãs do cantor e queriam vê-lo ao vivo e Zecão quis atender o gosto na namorada, uma opção seria Pipa ir e ele ficava em casa, só que aí já poderia ter ciúmes por parte dela do que Zecão ia fazer solto enquanto ela estava no show. 

Apesar dos perrengues, chegaram a ver o início do show, só não tinham boa visão do palco, se Rolo não tivesse ideia de levantar a Tina e Pipa ter a mesma ideia, o Zecão não desmaiaria. Uma coisa é levantar a Tina esbelta, outra coisa bem diferente é levantar Pipa gorda. Rolo que se deu bem e aproveitou para tocar na Tina enquanto a levantava, ele seria capaz de ficar carregando a Tina o show inteiro se não fosse o imprevisto do Zecão. 

Tina poderia ter levado o namorado Jaime, mas ela estava solteira depois que foi trocada por outra, pelo visto roteirista deu sequência da história "Ombro amigo", de 'Mônica Nº 23' (Ed. Globo, 1988). Ficou a dúvida se a chuva foi passageira ou ficou um tempo chovendo até a fila andar só que omitido quanto tempo a mais ficaram na fila para agilizar a trama, e dúvida também de qual motivo o Stiling ter atrasado o show, diz que acordou com pé esquerdo porque teve um problema, eu acho que ele teve dor de barriga, mas fica na imaginação de cada leitor.

Engraçado a fila enorme de 45 km que estão esperando, cair chuva após Rolo falar que o céu azul está bonito, serem atropelados pela multidão, homem de ponta-cabeça na plateia pedindo socorro, Zecão achar que melhor terem levado uma bússola para ver o palco, o imprevisto de esperarem mais 2 horas para o início do show, dormirem e ainda esperarem depois anunciantes passarem, Tina vê só o pé e Rolo, o braço do Stiling, Zecão desmaiar sem aguentar o peso da Pipa gorda, ser levado de maca pelos enfermeiros e acharem que desmaiou de emoção de ver o Stiling e Zecão desmaiar no final pensando que iria passar por todo o perrengue de novo para ver o Stiling.

Excelente paródia do Sting, ex-vocalista da banda "The Police" e que já estava em carreira solo na época, com o nome "Stiling", aliás traços dele ficou parecendo do Jon Bon Jovi. Muito boas também as paródias da Coca-Cola como "Popa-Pola" e do Banco Haspa mostrado como "Banco Vespa", ambos mostrados como anunciantes do show da história. 

Ficou parecendo que eles realmente estavam em um festival como o "Rock In Rio", mas era mesmo só um show de estádio de futebol de um artista. Época que o Rock predominava as paradas de sucesso e a MSP sempre gostou de seguir as tendências do momento, o que está em alta e na moda colocam nas histórias. A referência em questão foi o show que o Sting fez no evento do "Human Rights Now", em prol aos direitos humanos, realizado em outubro de 1988 no estádio do Palmeiras.  Para ficar bem atual, o roteirista deve ter feito a história e logo foi produzida pelo estúdio para ser publicada em janeiro de 1989 e ainda estar na memória do público da época.

Mostrou a realidade dos sufocos que pode passar para assistir a um show musical como enfrentar filas longas, ser pisoteado, não ter visão do palco, atraso da hora do show, muita gente deve ter se identificado principalmente em questão de não conseguir local de visão privilegiada do palco, por isso muitos acampam por vários dias pra conseguir ficar na frente. Hoje em dia tem uma vantagem desses shows terem telão, mas melhor ver o artista direto no palco. 

Incorreta atualmente pelo assunto de personagens em um show de Rock não ser apropriado para crianças, o público alvo dos gibis, pelo sufoco que eles passaram no show principalmente serem pisoteados pela multidão, piada com Pipa ser gorda, Zecão não aguentar o peso dela e desmaiar por não aguentar carregá-la e precisar ser socorrido por ambulância, Zecão com nariz grande, além de expressões populares proibidas como "ter trazido" e "morrendo de calor". Curioso não ter colocado nenhum negro entre o pessoal que estavam no show, isso o povo do politicamente correto iria implicar também.

Traços muito bonitos e caprichados típicos da Turma da Tina dos anos 1980. Detalhe que todos com roupas do estilo dos anos 1980 menos a Pipa com sua tradicional roupa de colegial que tinha desde os anos 1970. Por muito tempo a Pipa era a única desse núcleo que tinha roupa fixa, apenas algumas raras vezes que ela aparecia com outras roupas e só depois resolveram mudar roupas dela também a cada história em definitivo. Cores assim era boa com direito ao rosa em tom de roxo. Tiveram erros de Pipa com nariz em formato " ^ " no 2º quadro da primeira página, Zecão sem língua vermelha no 3º quadro da última página.