Mostro uma história em que a Mônica força Cebolinha e Cascão brigarem entre eles para disputar quem vai ficar com ela, igual como ela viu na cena da novela. Foi história de abertura publicada em 'Gibizinho da Mônica Nº 33' (Ed. Globo, 1993).
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| Capa de 'Gibizinho da Mônica Nº 33' (Ed. Globo, 1993) |
Mônica assiste dois homens brigando para saber com quem vai ficar com a mocinha da novela, acha muito romântico os dois brigarem por ela, que é uma garota de sorte e queria que dois gatinhos brigassem por ela, quando vê Cebolinha e Cascão dando nós no Sansão e escrevendo desaforos dela no muro.
Cebolinha e Cascão tentam correr, Mônica os segura e quer bater nos meninos, que imploram para não bater, estavam aprontando sem querer e fazem qualquer coisa para não apanharem. Mônica gosta e pergunta se é qualquer coisa mesmo, os meninos afirmam e sugerem se ela quer um sorvete ou carambola e Mônica fala que quer que briguem por ela.
Cascão manda Cebolinha começar, Cebolinha pergunta se Cascão quer participar de um plano contra a Mônica, Cascão recusa, Cebolinha insiste para entrar e Cascão não quer, começando uma discussão. Mônica diz que não é esse tipo de briga que quer, e, sim, brigarem para ficarem com ela, que nem o Ditongo e o Luca brigaram pela Baloma, para saber quem teria privilégio da sua companhia. Ela ordena que não podem ficar no bate-boca, os meninos têm que lutar para ver quem fica com ela e se não aceitarem, vão ter a surra que merecem.
Cebolinha e Cascão preferem lutar e falam que quem perder fica com a Mônica, que interrompe e avisa que quem vencer é quem fica com ela. Cebolinha diz que aí nenhum dos dois vai querer ficar com ela. Mônica quer satisfação disso, Cebolinha manda esquecer, disse nada e os dois recomeçam a briga. Cascão simula que caiu depois de levar soco, dizendo que Cebolinha venceu, Cebolinha fala que nem encostou e Cascão diz que o olhar o matou e que pode ficar com ela.
Cebolinha fala que Cascão roubou, os dois começam uma briga a valer, Cebolinha reclama que Cascão está querendo que ele fique com a dentuça, mas não fica com a bobona sem luta, quem vai ficar com a chatona gorducha é o Cascão, que fala que é o Cebolinha quem combina mais com a elefanta com dente de abridor de lata.
Mônica se irrita, diz que não quer mais que briguem por causa dela, é ela que vai brigar e dá surra neles. No final, Mônica fala que os rapazes não brigam por ela, que nem pela Paloma, mas que pelo menos eles choram, mostrando Cebolinha e Cascão chorando após a surra que levaram.
História legal em que Mônica obriga Cebolinha e Cascão brigarem para ficar com ela na condição de eles não apanharem dela. Só que os meninos querem nada com ela e resolvem brigar para quem não vai ficar com ela, inclusive passaram a fingir que foram derrotados para não ficar com a Mônica. Começam a xingar a Mônica na briga, ela não gostou e resolve bater neles, deixando de vez a ideia de alguém brigar por ela.
Mônica como noveleira é muito influenciável, só porque viu na novela, também queria o mesmo de dois pretendentes brigarem por ela. Porém, como ninguém se interessava por ela, passou a obrigar Cebolinha e Cascão na ameaça, aproveitando que eles tinham aprontado. Bem típico da Mônica com personalidade autoritária, na base da ameaça, prefere os meninos se lascarem para ela se sentir amada, é muita carência, precisaria de tratamento psicológico.
Meninos brigaram por ela à força, sem interesse de namoro com ela, aí claro que não daria certo, ideal seria espontaneidade deles. Antes apanhassem na hora que aprontaram escrevendo no muro e dando nós no Sansão porque apanharam de qualquer jeito no final e não precisariam passar vexame brigando por quem eles não amam. Mônica poderia ter tentado o Ricardinho, Reinaldinho ou outro menino "inho", quem sabe daria mais certo para ela.
Mônica também não se deu muito bem, descobriu que ninguém vai brigar por ela em um triângulo amoroso, Isso é o que dá quando obriga as pessoas a fazerem o que elas não querem, ela só se conformou que os meninos choram após surra que dá neles, azar no amor, na violência ela se garante.
Foi engraçado ver a cena inicial da briga dos caras por causa da mocinha da novela, Cebolinha dizer "pinote" para correr da Mônica, dizerem que estavam aprontando sem querer, personagem da novela se chamar Ditongo, Cebolinha dizer que aí nenhum dos dois vai querer ficar com ela em um a briga de quem vencer, Cascão simular que foi derrotado e dizer par ao Cebolinha que "seu olhar me matou" e xingar Mônica de elefanta com dente de abridor de latas. Também sempre era legal redemoinho formando briga extremamente violenta como foi a briga com os atores da novela..
A novela que a Mônica assistiu, foi fictícia, sem relação a alguma que estava passando na televisão na época ou de pelo menos do ano anterior. O título da história foi uma paródia da música "Pense em mim" de Leandro & Leonardo, de 1990, que tinha o refrão "pense, em mim, chore por mim". A história ocupou 20 páginas no formato Gibizinho, se saísse em gibi convencional teria bem menos páginas e provavelmente seria de miolo. Capa com alusão à história de abertura como eram de costume nos Gibizinhos.
Teve a característica da Mônica autoritária, obrigar os outros a fazerem o que não querem e ter que prevalecer o que ela quer, uns adora, outros odeiam quando ela agia assim, eu particularmente adorava. Incorreta atualmente por isso de não mostrar mais Mônica autoritária, ela assistir novelas, estimular violência entre os amigos e gostar que briguem por ela, meninos brigando entre si, rabiscando muros, xingarem a Mônica de gorducha, de elefanta, dente de abridor de lata e aparecerem surrados no final, calcinha da Mônica à mostra no primeiro quadro da página 16 do gibi, além de palavra proibida "roubou" e a popular "pinote" e podem implicar com TV de tubo por ser datada.
Traços muito bons, típicos dos anos 1990. Foi a última edição do 'Gibizinho da Mônica' com preço em "Cruzeiro" e sem código de barras, na edição seguinte já como "Cruzeiro Real" e com código de barras, que visualmente chamavam mais atenção porque o formato do título era pequeno e com o código do mesmo tamanho das revistas convencionais ficava chamativo e ocupava boa parte das capas. Essas mudanças já deviam ter sido nessa edição "Nº 33", ja que o Cruzeiro Real já estava em vigor no Brasil em agosto de 1993, pelo visto a capa estava pronta sem poder fazer as modificações a tempo.
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