terça-feira, 25 de agosto de 2026

Capa da Semana: Chico Bento Nº 162

Nessa capa, Chico Bento dorme enquanto pescava e os passarinhos aproveitaram para fazer a festa, tirando e levando todas as minhocas da lata para comerem. Resta saber se o Chico vai acordar há tempo de conseguir salvar algumas minhocas e como vai reagir não ter mais minhocas para pescar, caso acordar e passarinhos e minhocas não estiverem mais lá. Quem sabe, pode ter sorte de pescar um peixe com a minhoca que já está na vara na água. Mostrou a característica do Chico ser preguiçoso e se dar mal por causa disso, era legal isso.

Capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 162' (Ed. Globo, Abril/ 1993).

sábado, 22 de agosto de 2026

Cebolinha: HQ "Olho por olho, dentão por dentão"

Mostro uma história em que o Cebolinha cria plano infalível dos meninos tacarem seus bichinhos de pelúcia deles na Mônica. Com 7 páginas, foi história de abertura de Cebolinha Nº 37' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Cebolinha Nº 37' (Ed. Globo, 1990)

Cebolinha quer saber por que Cascão e Xaveco estão com olhos roxos. Cascão fala que levou umas coelhadas da Mônica só porque ele escreveu umas verdades sobre ela no muro e Xaveco achou graça e levou a dele. Cebolinha dá gargalhada, chama os amigos de molengas, que aposta que ficaram parados de boca aberta esperando a coelhada. 

Em seguida, Mônica acerta o Sansão no Cebolinha porque estava rindo dela e manda isso não se repetir mais. Cebolinha fala que se enfezou e que foi a gota d'água e acaba de bolar um plano infalível para derrotar a Mônica de uma vez por todas e manda avisarem a todos os meninos que hoje tem reunião no clubinho e Xaveco diz que só depois do "Caspion" na TV.

Depois, na reunião no clubinho, Cebolinha fala sobre o plano infalível, como a Mônica bate neles com coelhinho de pelúcia, vão dar o troco na mesma moeda. Titi diz que só tem dez centavos no bolso, Xaveco, ainda não recebeu a mesada, Franjinha pergunta se serve vale-refeição e Cascão fala que não paga para entrar no plano dele. Cebolinha pergunta se todos têm um bichinho de pelúcia em casa, como eles têm, Cebolinha manda cada um buscar o seu e se encontrarem  daqui meia hora no campinho.

Meia hora depois, no campinho, Franjinha leva um ursinho, Xaveco, um macaquinho, Titi, um tigrinho, que é da mãe dele e Cebolinha, uma girafa feia que a tia dele lhe deu. Cascão chega depois com uma minhoca de pelúcia, Cebolinha acha que é uma minhoca feia e Cascão diz que não é para falar assim do seu Jujuba. Cebolinha avisa que vão tacar os bichinhos de pelúcia na Mônica igual ao que faz com eles. 

Cascão diz que não taca o Jujuba em ninguém. Cebolinha avisa que depois da Mônica sair correndo apavorada, eles pegam tudo de volta. Os meninos gostam da ideia, Franjinha diz que vai achar um uso para esse ursinho bobo que ganhou e Cebolinha acha que o melhor é vencer a Mônica com a mesma arma e ela vai ver quanto dói uma coelhada, meninos complementam ou ursada ou minhocada e cebolinha diz que eles vão rir e a Mônica vai chora.

Depois, os meninos vão até onde estava a Mônica e a xingam de baixinha, dentuça e gorducha. Mônica taca o Sansão neles, se abaixam e ela erra. Os meninos tacam seus bichinhos nela e quando pensam que ela foi derrotada, Mônica diz que adorou, são lindos, foi melhor surpresa que teve e acha que os xingos eram só para disfarçar. Dá um beijo no Cebolinha, fala que agora sabe o quanto eles a adoram, nunca ganhou tantos bichinhos e que vai cuidar deles com todo carinho e vai embora. 

Cebolinha diz aos amigos que não era o que queria, mas que pelo menos não apanharam no final. E todos passam a chorar muito porque ficaram sem seus bichinhos de pelúcia  de estimação, inclusive o Cebolinha.

História legal em que Cebolinha se revolta por apanhar da Mônica só porque riu dos amigos que apanharam dela e resolve faze rum plano infalível dos meninos tacarem seus bichinhos de pelúcia nela para Mônica saber quanto dói uma coelhada. Só que tem efeito contrário e Mônica pensa que os bichinhos eram presentes para ela e os meninos ficam sem os seus bichinhos.

Meninos fingiram que não eram apegados aos bichinhos de pelúcia, alguns até diziam que eram da mães deles, único que demonstrou grande apego foi o Cascão com sua minhoca Jujuba. No final provou que era tudo cena e que seus bichinhos eram de estimação, queriam mostrar que bichinhos de pelúcia não eram coisas de meninos ou que estavam grandes para ter um, e quando se deparam na perda pela Mônica, caem na choradeira. Não apanharam, mas a surra seria melhor que do que ficarem sem seus bichinhos, o castigo foi pior.

Dessa vez o plano não foi estragado pelo Cascão. A Mônica que foi burra de pensar que os meninos estavam dando os bichinhos de presente para ela. Ou então, ela fingiu achando que era presente para ficar por cima e não ser derrotada e de quebra ficar com os bichinhos dos meninos, aí fica na imaginação dos leitores. Final também foi aberto de imaginar se conseguiram ou não recuperarem seus bichinhos de pelúcia depois.

Foi engraçado Mônica bater só porque riram do outro apanhando achando que estavam rindo dela, Cascão e Xaveco acharem que foi a coelhada que afetou a cabeça do Cebolinha para criar plano, Xaveco querer ver "Caspion" na TV antes da reunião, meninos acharem que era para dinheiro quando Cebolinha disse que "vão dar troco na mesma moeda", Xaveco achar que vão montar zoológico com os bichinhos de pelúcia, a surpresa da Mônica ficar com os bichinhos deles e ficarem chorando coma perda no final.

A coelhada dói por causa da força que a Mônica faz para jogar. Já se alguém tacar o Sansão no lugar da Mônica não ia doer igual, a força que eles jogaram os bichinhos nela foi nada se comparando quando ela tacava o Sansão neles. Muito boa a referência ao seriado "Jaspion" quando Xaveco disse que reunião "depois do Caspion na Tevê, né?". "Jaspion", seriado japonês exibido no Brasil na TV Manchete era um febre da garotada na transição dos anos 1980 para 1990 e tudo que é tendência da atualidade eles gostam de mostrar ou citar nas histórias. Dessa vez com nome parodiado, mas nem sempre parodiavam nomes famosos na época, como foi com o nome do ursinho Blau Blau do Franjinha, com referência á música "Meu ursinho Blau Blau" da banda Absyntho, de 1984. Por sinal, foi provado que anos 1980 estava bem vivo no início de 1990.

Histórias de planos infalíveis costumavam ser mais curtas, inclusive quando eram histórias de abertura, com raras exceções. No decorrer dos anos 1990 que passaram a colocar histórias de abertura de planos mais desenvolvidas, com reviravoltas deixando mais longas. Essa foi um plano infalível envolvendo os outros meninos e não só Cebolinha e Cascão, eram boas também comparticipação de vários meninos da turma. Teve o clubinho dos meninos onde meninas não entram, que tem até hoje, e histórias em clubinho sempre lembram as de Luluzinha e Bolinha, sem dúvida clubinho foi inspirado em Luluzinha. Jujuba do Cascão retornou depois na história "O sumiço da Jujuba", de 'Cascão Nº 324' (Ed. Globo, 1999) e que virou desenho animado depois e até hoje é citado que o Cascão ainda tem essa minhoca de pelúcia. Certamente se inspiraram nessa história para retornar com Jujuba.

Traços ficaram muito bonitos da fase consagrada dos personagens. História teve mensagem de não esconder o que você gosta com vergonha ou medo do que os outros vão falar. Incorreta atualmente por dar ideia de que bichinhos de pelúcia não são coisas de menino ou que são só para criancinhas, histórias d eplano infalíveis não são vistas mais, principalmente meninos sendo perversos com a Mônica, meninos xingarem Mônica de gorducha, Mônica bater por coisa banal como só porque riram dela, além de palavras  e expressões populares proibidas: "credo", "Filombeta", "dar o troco na mesma moeda". Teve erro de camisa do Titi sem listas pretas no penúltimo quadro da segunda página da história.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Cascão: HQ Antes... E Depois!"

Em agosto de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "Antes... E Depois" em que Cascão vira garoto-propaganda de uma campanha publicitária de sabonete. Com 14 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 250' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Cascão Nº 250' (Ed. Globo, 1996)

Seu Sales, o chefe da agência de propaganda "Depemê", mostra campanhas publicitárias premiadas passadas que já produziram do sabonete "Plim Plom" e quer que os funcionários Zé e Depê criem uma nova campanha premiada, que tem que ser diferente, criativa e eficiente nas vendas. Depois da reunião, Zé comenta com Depê como ele pode ser otimista, Depê diz que sempre bolam alguma coisa, Zé comenta depois de muita dor de cabeça e vão dar uma volta na rua para ver se pinta alguma ideia.

Eles veem o Cascão bem sujo e Depê avisa que o menino será o espírito da campanha deles. Zé fala que querem vender sabonetes, não lixeira. Depê diz que podem mostrar o antes e o depois do sujinho ter tomado tomado banho com o sabonete Plim Plom, já todo limpo e cheiroso e vão falar com o Cascão. 

Acham o nome dele perfeito para a campanha e perguntam se ele quer garoto-propaganda da televisão. Cascão diz que não sabe, nunca pensou nisso. Depê diz que o pagamento vai ser tomar todos os sorvetes que quiser e ainda ter sucesso e fama e que basta mostrar antes e depois de ter usar o produto deles e aí Cascão topa.

Na agência, apresentam o Cascão ao diretor Seu Sales e avisam que a campanha estará pronta esta tarde porque é coisa simples e o Seu Sales fala que vai reservar horário na televisão hoje mesmo e no horário nobre e que o cliente vai ficar satisfeito. Em seguida, maquiam o Cascão e começa a gravação da campanha com a parte de mostrar o "antes" dele e depois a equipe abre a janela para respirar que não aguentavam o mau cheiro.

Depê avisa ao Cascão que agora ele vai usar o produto deles e depois vão filmar o "depois". Cascão quer saber se é um pente, chocolate, borracha, tênis e Depê fala que é o sabonete "Plim Plom"  e que o banho está preparado. Cascão fica desesperado, faz escândalo que quer sair dali e quer saber quem trancou a porta. Depê diz que ele não deve estar acostumado com banho, mas não é tão dolorido assim. Cascão tenta fugir pela janela, a equipe fecha, Cascão é agarrado pela equipe, o levam até a banheira, jogam, não o encontram na água e descobrem que ele foi parar no teto.

Depê pega uma mangueira, joga a água no teto, Cascão foge em zigue-zague entre as paredes da sala, faz um redemoinho, atravessa a parede e foge. Zé fala que a secretária Dona Leonor disse que é vizinha do Cascão e ele é um porquinho que nunca tomou banho na vida e melhor desistirem. Depê não quer desistir, se ele é famoso por ser sujinho, fará mais sucesso na campanha deles e ordena que todos vão atrás e não voltem sem ele.

A equipe procura Cascão em latas de lixo, no lixão até que Zé o avista atrás de uma moita. Corre atrás, Cascão se esconde na lama, Zé pega, falando que ele está bem sujo, mas não faz mal e que vão continuar a gravar o comercial. Depois que vai embora, o Cascão surge saindo da lama, aliviado que se salvou deles.

No estúdio, Seu Sales reclama com Depê que já é quase noite e eles não terminaram o comercial. Depê fala que tiveram um probleminha e Seu Sales manda tratar de resolver porque o comercial tem que ir ao ar em meia hora senão perderão dinheiro. Zé aparece, dizendo que pegou o Cascão e está bem mais dócil e Seu Sales fala, que como não têm mais tempo, a segunda parte do comercial será mostrada ao vivo.

Naquela noite, no intervalo do "Jornal Racional" é mostrado o comercial do sabonete "Plim Plom" ao vivo, Seu Sales espera que seja mais uma campanha premiada deles. O comercial começa mostrando o "antes" do Cascão, até ele conhecer o sabonete "Plim Plom". Depois de ter tomado banho, ficou de outro jeito e mostra o Chovinista de banho tomado.

Depê manda cortar e quer saber quem colocou aquele porco na banheira. Zé diz que não sabe como foi se enganar tanto assim. Seu Sales reclama que o cliente acabou de telefonar cancelando a conta com a agência dele, tiveram um baita prejuízo e manda Zé e Depê para rua. No final, aparecem os dois chorando com chutes marcados nas bundas, Cebolinha comenta com Cascão que dois marmanjos chorando, Cascão diz que conhece, não sabe como ficaram assim, mas que precisava ver como eles eram "antes".

História legal em que Cascão é convidado pra ser garoto-propaganda da nova campanha publicitária do sabonete "Plim Plom" só que foi descobrir que o produto que iria usar é que precisaria timar banho só na gravação. Com muito sufoco ele consegue fugir e faz com que o publicitário pega o Chovinista na lama por engano e descobrem que não era o Cascão só quando a propaganda estava no ar ao vivo na televisão, fazendo os publicitários serem demitidos, expulsos a pontapés pelo chefe e chorarem.

 Zé e Depê não falaram para o Cascão que iria usar sabonete e que teria que tomar banho, talvez por medo de ele naõ aceitar ou talvez por esquecimento deles, achando que seria um produto normal para uma pessoa comum. Cascão também poderia ter perguntado antes qual produto que ele tinha que usar, já facilitaria para recusar e evitar dos publicitários serem humilhados e demitidos.

Não desconfiaram que mesmo coberto de lama, Cascão não iria ficar parado e iria ser resistência até o final, já era sinal que não era o Cascão. Zé tinha que ter tirado o excesso de lama antes mesmo de voltar ao estúdio. Cascão foi a causa do prejuízo da empresa, era muitobom quando personagensdavam prejuízos de acordo com suas características.

Cascão antes era um sujinho e agora é um porco, grande humilhação ao vivo deles. Podiam ter dado um tempo de prazo maior para campanha ficar pronta que aí teria tempo de gravar comercial e não fazer ao vivo. Como o diretor já tinha combinado a hora que o comercial ia ao ar, não dava mais para adiar. Também foram bem muquiranas em pagar serviço com sorvetes e Cascão se contentar por pouco.

Definitivamente não conheciam o Cascão, não sabiam que era capaz de tudo para fugir do banho. Sensacional como ele fugiu, principalmente subir no teto, formar redemoinho e atravessar a parede. Como era bom ver Cascão assim fazendo coisas impossíveis de imaginar pra não tomar banho, .esmo quando não tinha possibilidade de escaoat, ele dava um jeito especial.  Esse é o verdadeiro Cascão. 

Engraçado tiradas como Zé fala que querem vender sabonetes, não lixeira, Depê dizer que sabonete "Plim Plom" precisa do menino e Zé achar o contrário, Zé com pregador do nariz e Depê com máscara no rosto para não sentir cheiro do Cascão, após a gravação, equipe querer abrir a janela para poderem respirar e aliviar o mau cheiro no estúdio, as formas do Cascão fugindo do banho, Zé pegar Chovinista por engano, povo que estava assistindo comercial da TV surpresos que Cascão ia tomar banho e a surpresa ao vivo que pegaram o Chovinista. 

Muito boas as referências a propagandas clássicas muito famosas da publicidade como o garoto da "Bombril" Carlos Moreno e do sabonete "Lux" de 1969 em que Regina Duarte falava "9 entre 10 estrelas" e de cigarros "Hollywood o sucesso" dos anos 1980. Sendo a referência maior foi ao garoto da Bombril, até logotipos parecidos do sabonete "Plim Plom" com "Bombril". Também excelente a paródia ao "Jornal Nacional" da TV Globo como "Jornal Racional" e hilário mostrando notícias sem relevância ou interesse popular como uma bomba cai no Afeganistão e ninguém se machucou e governador se encontrou com presidente no elevador. Seu Sales, Zé e Depê, assim como a secretária Dona Leonor que era vizinha do Cascão, só apareceram nessa história, como de costume de personagens criados para aparições únicas. 

História póstuma de Rosana. Incorreta atualmente por Cascão dar prejuízo na empresa e ser responsável pela demissão dos publicitários, Cascão com moscas em sua volta, pisando e sentado e dentro de lama, procurarem em latas de lixo e lixão, absurdos do Cascão fugindo para não tomar banho, Zé e Depê levarem chutes na bunda quando demitidos, mulher nua na banheira do comercial antigo premiado da primeira página, referência à propagandade cigarro na primeira página, nesmo que não de forma explicita, além de expressões populares proibidas "pinta alguma coisa", "pelo amor de Deus".

Traços ficaram bons do estilo dos anos 1990. Cores agora com vários tons de marrom e na intensidade normal e não mais escuras como no primeiro semestre de 1996. Propagandas inseridas na história dessa vez foram nas laterais sobre brindes que estavam vindo nas embalagens do "Kisuco". Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

sábado, 15 de agosto de 2026

Bidu: HQ "Meu nariz"

Mostro uma história em que o nariz do Bidu cresceu toda vez que mentia por causa de uma fada míope e trapalhada. Com 4 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 93' (Ed. Abril, 1980).

Capa de 'Cebolinha Nº 93' (Ed. Abril, 1980)

Bidu está dormindo, surge uma fada que não enxerga bem, pensa que ele é o Pinóquio e lança o encantamento que toda vez que ele mentir o nariz vai crescer. Aparecem o Gepeto e Pinóquio, reclamando que a outra historinha está a esperando, a fada descobre que desceu no lugar errado e diz que precisa marcar hora com oculista e pergunta se ele é o Pinóquio, que ironiza que ele é a vovozinha e  fala que não tinham que arrumar uma fada como essa e vai reclamar no Sindicato.

Depois que vão embora, Franjinha aparece perguntando ao Bidu se já deu banho nele, porque não consegue se lembrar. Bidu faz sinal que sim, porém estava mentindo e o nariz cresce um pouco e Franjinha estranha e diz que vai molhar o rosto porque está vendo coisas esquisitas. Em seguida, aparece Duque perguntando se o Bidu pegou o osso dele. Bidu mente que não, nunca teria coragem de fazer isso, o nariz cresce muito e Duque foge assustado.

Bidu estranha uma coisa na frente dele, dá um tapa e sente dor. Uma cachorrinha admira como ele consegue equilibrar essa bola tanto tempo, Bidu fala que é muito fácil, ele é muito bom em qualquer coisa, já trabalhou muitos anos em espetáculos e nariz cresce mais, ficando gigante. Nesse momento, volta a fada, perguntando onde estava o garoto que se confundiu com o Pinóquio. Vê o nariz do Bidu grande, percebe que ele mentiu um bocado e que estava se escondendo dela. A fada faz a transformação, na tentativa de voltar ao normal, só que acaba virando um nariz de humano e ele corre atrás da fada, que diz que vai resolver o problema, só tem que lembrar qual era o encantamento.

História legal em que a fada do Pinóquio entra em história errada e faz o Bidu crescer o nariz toda vez que contava mentira. A fada era míope, não estava enxergando bem, precisando trocar de óculos, aí além de entrar em história errada, pensa que o Bidu era o Pinóquio. Bidu mente o tempo todo e nariz  ficou gigante. No final, a fada tenta consertar o erro, só que não sabia que havia feito encanto em um cachorro, pensava que era um garoto, e acaba o nariz dele ficando em forma de um ser humano.

Pinóquio teve razão de querer reclamar com o Sindicato, sem dúvida merecia uma fada melhor, ninguém mereceria uma fada quase cega. Para o azar do Bidu não viu a fada na hora do encanto e resolveu mentir para todo mundo. Pior que mentia a cada frase que falava, com Franjinha foi uma mentira, com Duque foram duas e com a cachorrinha foram três, ainda assustando quem via crescer diante dos olhos, se Bidu soubesse, pensava duas vezes antes de mentir. Ele ficou estranho com nariz de humano e ainda bem grande porque a estatura de um menino é maior do que a de um cachorro. Fica na imaginação se a fada seguiu o roteiro certo na história do Pinóquio, se ela não se atrapalhou durante a transformação lá. O que é certo que ela voltou à história do Bidu só depois de ter concluído a participação do Pinóquio.

Foi engraçado ver Pinóquio e Gepeto entrando na história reclamando que a fada entrou em história errada e que Pinóquio ironizar que ele é a vovozinha e vai reclamar com o Sindicato, as mentiras do Bidu de que havia tomado banho ao Franjinha, que não pegou osso do Duque e que não faria isso com o amigo, que equilibrava bem uma bola, é muito bom em qualquer coisa e trabalhou há muitos anos em espetáculos, o nariz imenso formando uma bola gigante, e a fada voltando e transformar nariz do Bidu em nariz de um garoto e atacá-la no final.

História foi uma paródia da história do Pinóquio com o Bidu como protagonista, misturou a característica de Bidu como um cachorro normal com metalinguagem, sendo que em vez de ser do próprio universo da MSP, a metalinguagem e crossover foram com a franquia do Pinóquio. A cachorrinha foi personagem figurante, não era da turma principal do Bidu e apareceu só nessa história, ela exerceu uma função que seria da Fifi, namorada do Bidu, mas não era ela, que tinha colorização de pelos rosa e depois ficou marrom. O nome do Pinóquio não foi parodiado dessa vez, na época nem sempre os nomes famosos tinham paródias.

Traços ficaram bons, característicos de 1979 e 1980, bem da transição das décadas.  Incorreta hoje em dia por conta dos absurdos exagerados, fazer piada com míopes da vida real, mostrar que Bidu não gosta de tomar banho e mentir para os amigos, além da expressão proibida "É a vovozinha". Foi republicada depois em 'Almanaque do Cebolinha Nº 7' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 7' (Ed. Globo, 1989)

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Magali: HQ "Janta fina é outra coisa..."

Mostro uma história em que Magali e Mônica são confundidas por emergentes da alta sociedade quando vão  a um restaurante por engano e Magali arruma grande confusão lá. Com 10 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 67' (Ed. Globo, 1992).

Capa de 'Magali Nº 67' (Ed. Globo, 1992)

Escrita por Rosana Munhoz, os funcionários do restaurante chique se preparam para receber as famosas ricaças Irmãs Baixinhas, que têm gosto refinado e escolheram o restaurante deles para almoçarem e o dono avisa que tudo tem que estar perfeito. Mônica e Magali se aproximam do restaurante, eles pensam que são as Irmãs Baixinhas, estranham que estão indo a pé e falam que os ricaços têm muita excentricidade.

Mônica pergunta para Magali se tem certeza que ali é o rodízio, Magali responde que sim, apesar da decoração estar diferente enquanto o dono do restaurante pensa que não imaginava que elas eram tão baixinhas, talvez sejam anãs. O dono as recepciona que estavam ansiosos pela chegada das senhoras. As meninas perguntam se falou com elas porque ali tem nenhuma senhora e ele pensa que elas querem esconder idade.

Magali avisa que estão com fome, o dono vai buscar o menu, pensando que elas têm modos ruins. Mônica diz para Magali que está achando ali muito chique e acha que só servem comidas finas e Magali diz que servem panquecas, pizzas. O dono volta com o menu, as meninas não entendem o que está escrito e pedem para ele dar dicas.

O dono sugere terrina de salmão ao perfume de funcho, Magali reclama que eles colocam perfume na comida e não quer. Ele oferece vitela ao martine com estragão e Magali reclama como o desaforado tem coragem de oferecer comida estragada. Ele sugere carpaccio ou posta de salmão e Magali resolve ir embora porque não confia em restaurante que serve carrapatos e o último prato tem até vergonha de repetir o nome. O dono manda esperar, oferece codornas com recheio de ricotas e aí Magali aceita porque conhece, que são ovos pequenos que a ave codorna coloca, e o dono fica aliviado porque se vão embora, ele fica mal na praça.

Mônica pergunta se Magali precisava fazer aquele escândalo, Magali grita que não tem culpa se o serviço é ruim. O garçom leva champanhe de cortesia da casa. Magali pergunta se tem outra coisa, o garçom diz que tem carta de vinho da safra de 1945. Mônica diz que até as bebidas são velhas e Magali pede guaraná e Mônica complementa que de preferência deste ano e geladinho. Magali reclama da demora, tenta comer as flores que serviam de decoração da mesa.

O garçom vem com as codornas, Magali põe tudo na boca de uma vez achando é aperitivo e pede o prato principal. Garçom diz que aquele era o prato principal. Magali fala que nem deu para enganar o estômago e tão pouco que nem deu para a amiga experimentar. O garçom entrega escargô e Magali corre vendo lesmas e quer ir embora. Eles mostram o superbolo enfeitado de três andares de glacê, chocolate suíço, para não perderem as freguesas e Magali devora tudo de uma vez.

O chef reclama que demorou três semanas para fazer o superbolo e Magali devora em segundos e se demite. O garçom também pede demissão porque nunca foi humilhado trocar champanhe por guaraná. O dono olha para as meninas, chora e diz que está arruinado, nunca mais vai ter fregueses. Magali fala que vai ter, elas voltam amanhã. O dono manda voltarem nunca mais, podem ser ricas e famosas, falarem mal do restaurante, que nem liga, vai mudar de ramo para borracheiro.

Magali diz que ele está confundindo. O garçom pergunta se não são as Irmãs Baixinhas. Mônica quer lançar o Sansão por ter chamado de baixinha e elas vão embora, com o dono dizendo que foi arruinado por duas garotinhas. Magali volta perguntando onde fica o rodízio, o dono fala que fica ali do lado. Em seguida, aparecem as verdadeiras irmãs baixinhas e o dono grita que o rodízio fica é ali ao lado.

História legal em que Mônica e Magali vão a um restaurante chique por engano e os funcionários confundem as meninas com as famosas Irmãs Baixinhas, queriam agradá-las, mas não sabiam o que se tratavam os pratos serviços. Eles tinham medo das Irmãs Baixinhas falarem mal do restaurante nas colunas sociais e aí insistiam em tratá-las bem, mas depois da Magali comer bolo inteiro, causando demissão do chef e do garçom que acharam que foram humilhados e o dono ir a falência não teve jeito de não querer mais lá e só aí descobriu que elas não eram as Irmãs Baixinhas.

O erro maior foi do dono e funcionários não perceberam que Magali e Mônica eram crianças, tinham que saber como eram as Irmãs Baixinhas, ricas, da alta sociedade emergente, não é possível que nunca viram fotos delas em jornais e televisão já que eram tão famosas. E ainda não conseguirem distinguir criança de anão, porque adultas nas alturas das meninas seriam anãs, foi arruinado por duas garotinhas à toa. Elas vendo que a decoração estava diferente dava para perceber que não era o rodízio que queriam ir.

Magali foi sensacional nas gafes que deu, não saber o que eram as comidas finas, afinal era pobre e nunca tinha ouvido falar, com aqueles nomes, trocou tudo. Foi rachar de rir ela confundindo as comidas, dizer que botam perfume no salmão, que oferecem comida estragada quando ele sugere vitela ao estragão, confundir carpaccio com carrapato, posta com bosta e escargô com lesmas, trocar champanhe por guaraná e comer todo o superbolo em segundos. Além disso, ela se mostrou bem mal educada e impaciente, também dando raiva ao dono o comportamento dela. No final, arruinado por causa das meninas o dono passou a ter trauma de baixinhas, pensou que as famosas iriam arrumar a mesma confusão que Mônica e Magali arrumaram.

Engraçado também acharem que Irmãs Baixinhas são excêntricas indo  a pé para o restaurante, dono reclamar dos modos delas, Mônica dizer que servem comidas finas e Magali dizer que são panquecas, pizzas, dono pensar que é para ter calma para atender as irmãs baixinhas, Magali tentar comer as flores que serviam de decoração da mesa, devorar as codornas em segundos achando que era aperitivo, Mônica dizer que servem bebidas velhas e queria guaraná de preferência deste ano, querer bater no dono por achar que estava a chamando de baixinha.

Pelo menos elas não pagaram o que comeu, o dono tinha que ter cobrado pra diminuir o prejuízo dele. Magali pelo visto ganha bastante dinheiro alto dos pais para  ir a rodízios e bancar a gulodice, se controlasse o dinheiro ela não iria comer o que quisesse e hora que quer. Interessante ter um restaurante desse tipo no Bairro do Limoeiro, mais certo seria em um bairro rico como na Zona Sul de São Paulo. Incorreta por causa de autonomia de duas crianças sozinhas em um restaurante e ainda causar falência ao dono, garçom oferecer bebidas alcoólicas para as meninas, Magali devorar todo bolo em segundos, além de palavras e expressões populares proibidas como "Meu Deus!", "entender patavina", "credo!", "janta" (que mudam sempre para "jantar").

Traços ficaram muito bonitos, típicos dos primeiros anos da década de 1990. Teve erro de não aparecer cabelo da Magali no lado direito no primeiro quadro da última página. Na capa da revista 'Magali Nº 67' foi a última sem o selo "Mauricio de Sousa Editora" estampado pelo Bidu, que deveria ser a primeira revista a ter, já que estreou nos gibis de janeiro de 1992, não devem ter colocado pra não atrapalhar ilustração. E foi a última revista a ter uma etiqueta de preço ajustando o valor pela inflação da época, com a etiqueta tirada, vimos que não colocaram preço na capa para colocarem o preço atual quando estivesse nas bancas.