A MSP ao longo da sua trajetória tiveram excelentes traços variados nos desenhos das histórias que encantaram os leitores. Nessa postagem eu mostro um "TOP 5" com os traços que eu mais gostei de todos os tempos.
MSP sempre teve como base até 2 tipos de traços. Os originais com personagens com bochechas pontiagudas criados pelo Mauricio de Sousa nos anos 1960 e 1970 e os da fase consagrada que presenciamos nas capas dos gibis passaram a ser os oficiais ao longo dos anos 1980. E em cima desses traços, os desenhistas e arte-finalistas tinham liberdade para variar como quisessem e como achavam que ficaria melhor de acordo com o roteiro e sem perder a essência do Mauricio.
Tiveram, assim, vários desenhos espetaculares e em cada gibi dos mais variados estilos, dos simples aos desenvolvidos, atendendo a todos os gostos. Eu particularmente gosto de todos os traços até os anos 1990, o que pode alguns serem menos atraentes do que outros, principalmente os de segunda linha em histórias de miolo, mas mesmo esses menos atraentes tinham seu charme merecido.
Então, mostro a seguir os 5 melhores que gostei, em cada estilo destaquei trechos de duas histórias e com personagens da Turma da Mônica ou "Turma do Limoeiro" para servir melhor de comparação, lembrando que todos núcleos secundários também tiveram todas as versões de traços e ficavam muito bons também.
5º LUGAR:
Os desenhos de José Márcio Nicolosi eram um show à parte. Derivado dos personagens com bochechas pontiagudas dos anos 1970, os desenhos dele tinham detalhes e ângulos diferentes e ele gostava de colocar toda a sequência de um movimento longo de personagens sem serem divididos com quadros e já dava um diferencial do estilo da época. E ainda costumava ter arte-final do Alvin Lacerda, com contornos únicos que ficavam melhores ainda. Traços assim ficaram nos gibis entre 1977 a 1979.
Nessa história de miolo "A campeã", de 'Mônica Nº 96' (Ed. Abril, 1978), exemplifica bem o estilo de traços dele de brincar com o movimento da Mônica no skate, mostrando todo o trajeto que ela fez em vários ângulos e retratando o medo dela de cair. E ainda ficava uma mistura de personagens com bochechas pontiagudas e com corpo rechonchudo. Muito bom.
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| HQ "A campeã" - 'Mônica Nº 96' (Ed. Abril, 1978) |
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| Trecho da HQ "Baile à fantasia" - Mônica Nº 97' (Ed. Abril, 1978) |
4º LUGAR:
Os traços denominados "superfofinhos" da Emy Acosta eram excelentes. Nesse estilo, os personagens ficavam fofos em excesso, vários ângulos e expressões deles diferentes, formatos de balões diferenciados em figuras geométricas. O estilo superfofinhos foi determinante para a transição dos personagens pontiagudos para a versão consagrada dos anos 1980. Entre 1970 a 1977 já teve mudanças bem graduais que os leitores nem percebiam, mas para deixarem com bochechas redondas como conhecemos ia demorar, aí resolveram arredondar em exagero, em excesso, para depois diminuir arredondamento no ponto que queriam, sem ser de forma abrupta e que cause estranhamento e deu certo. Traços assim ficaram nos gibis também entre 1977 a 1979 e a história "No mundo de Romeu e Julieta", de 1978, é a mais conhecida com esse estilo.
Nessa história "A nuvenzinha do amor", de 'Cebolinha Nº 68' (Ed. Abril, 1978), vemos os personagens bem redondos e vários formatos de quadros, podendo até a grama ter um formato arredondado quando quadros eram brancos sem linhas. Muito lindos esses desenhos.
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| Trecho da HQ "A nuvenzinha do amor" - 'Cebolinha Nº 68' (Ed. Abril, 1978) |
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| Trecho da HQ "Fofocas mil" - 'Cebolinha Nº 73' (Ed. Abril, 1979) |
3º LUGAR:
A arte-final de Alvin Lacerda nos anos 1980 deixava um diferencial muito bom. Já com base no estilo consagrado de personagens, quando tinham histórias com arte-final do Alvin ficavam incríveis. Nem dava para saber que duas histórias desenhadas por mesmo roteirista e com arte-final diferentes eram do mesmo desenhista. O Alvin Lacerda deixava contornos mais profissionais, um ar sombrio, que só de olhar já dava pra saber que a arte era dele. Traços dele funcionavam bem tanto em histórias de abertura quanto de miolo e histórias da Turma do Penadinho e da Turma do Papa-Capim também ficavam muito bem com arte-final dele. Alvin ficou na MSP desde o início e podia ver traços dele até no começo dos anos 2000, quando se aposentou.
Nessa história de miolo "A fitinha", de Mônica Nº 176' (Ed. Abril, 1984) já com base na fase de traços consagrados dos personagens, vemos o estilo de arte-final do Alvin Lacerda, contornos únicos, e que se tivesse contornos de outro arte-finalista e com os mesmos desenhos já ficaria diferente. Adorava traços assim.
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| Trecho da HQ "A fitinha" - 'Mônica Nº 176' (Ed. Abril, 1984) |
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| Trecho da HQ "O terrível plano olharis tremendus minhocais" - 'Cebolinha Nº 157' (Ed. Abril, 1986) |
2º LUGAR:
Os traços de Rosana Munhoz eram lindos, deixavam os personagens fofinhos, mas não superfofinhos dos anos 1970. Ela iniciou na MSP como desenhista e depois passou para o roteiro, mas depois disso de vez em quando ainda desenhava, normalmente em algumas histórias escritas por ela. Desenhos dela já foram como base da fase consagrada e em histórias com grandes cenários eram ricos em detalhes que davam gosto de ver. Desenhos dela também ficavam muito bem em histórias da Turma do Penadinho e da Turma do Penadinho.
Nessa história "A fome", de 'Cascão Nº 70' (Ed. Globo, 1989), foi de cenários simples, com base de desenhos da fase consagrada com destaques para os personagens bem fofos e ângulos bem variados. Muito bonito, ficou fofinho dos anos 1980.
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| Trecho da HQ "A fome" - 'Cascão Nº 70' (Ed. Globo, 1989) |
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| Trecho da HQ "Sapatinho vermelho" - 'Magali Nº 7' (Ed. Globo, 1989) |
1º LUGAR:
Os desenhos da fase consagrada são o que prevaleceram nos gibis, vistos em maior quantidade e esse estilo de traços considero o melhor. Esse estilo desenhado por Sidnei Lozano Salustre, o Sidão, com destaque a personagens com pernas mais gordinhas, com curvas nos olhos e de preferência sem fundo branco para expressar que estavam com muita raiva ou muito tristes, personagens de perfil em muitos quadros, falando com dentes à mostra e um andar diferente com mãos esticadas. Traços assim ficaram com frequência entre 1990 até parte de 1993.
Nessa história "Crochetando", de 'Mônica Nº 58' (Ed. Globo, 1991), com a fase consagrada, vemos um cenário simples, Cebolinha e Cascão com curvas nos olhos quando estavam com raiva sem preencher o contorno normal dos olhos e sem fundo branco, Cebolinha falando com dentes à mostra quando estava planejando aprontar com a Mônica e Cascão com andar com braços esticados e pernas mais grossas. Muito bom assim.
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| Trecho da HQ "Crochetando", de 'Mônica Nº 58' (Ed. Globo, 1991) |
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| Trecho da HQ "As manicures", de 'Magali Nº 61' (Ed. Globo, 1991) |
Coloquei na postagem a ordem que eu achei de melhores desenhos, apesar dos traços do Nicolosi e da Emy serem maravilhosos, mas como prevaleceu o estilo da fase consagrada nos gibis, mais acostumados com eles, e eu gostar mais de traços com cenários simples, o meu "TOP 5" ficou assim, cada um vai ter os seus traços preferidos. Fora esses, tiveram outros traços tão bons quanto estes que ficaram de fora da postagem por ter sido apenas os 5 melhores, aí merecem também de destaques de artistas como arte-finalistas Sergio Tibúrcio Graciano, Kazuo Yamassaki, Carlos Alberto Pereira (Beto), desenhistas Olga Ogasawara Yuhara, Julio Cesar Mauricio (Julinho), Aluir Amâncio nas histórias da Turma da Tina,e tantos outros que marcaram a MSP. Posso depois fazer postagens com histórico de traços, foram tantos variados que precisa de uma postagem por década e em breve posto outro "Top 5" no Blog

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