Em maio de 1996, há exatos 30 anos, era lançada a história "Mônica, não mande... peça", em que ela obriga seus amigos a participarem de uma peça de teatro com roteiro dela. Com 16 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 113' (Ed. Globo, 1996).
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| Capa de 'Mônica Nº 113' (Ed. Globo, 1996) |
Mônica diz para o Cebolinha sobre o papel que ele vai fazer na peça de teatro que ela escreveu. Cebolinha fala que não quer participar de peça, muito menos em uma que ela escreveu. Mônica parte para violência e, assim, Cebolinha resolve participar para não apanhar.
Mônica avisa que Cebolinha vai fazer papel de mocinho boboca para dar toque de humor que o público adora e ele não gosta. Cascão aparece, pergunta o que acontece, Mônica diz que escreveu uma peça e agora está distribuindo os papéis. Cascão pergunta se tem papel para ele, Mônica entrega um papel, dizendo que tem para todo mundo e ele assoa o nariz.
Mônica diz que o papel não era para isso, Cascão fala que para outra coisa não está precisando. Mônica explica que é o papel da peça de teatro que ela escreveu e ele assou o nariz no título. Cascão pergunta se o título era "As dentuças também amam" e apanha.
Cebolinha pergunta qual papel que a Mônica vai fazer e ela responde que é da mocinha meiga e delicada para dar um toque de romantismo que o público adora e que o Cascão vai fazer papel de outro pretendente dela que morre na metade da peça para dar toque de tragédia para o público chorar. Cascão fala que não vai morrer na peça, Mônica faz cara feia para ele, que muda de ideia e diz que melhor morrer na peça do que na vida real.
Surge a Magali, quer saber se tem papel para ela, Mônica diz que não, os meninos reclamam que proteção é essa, só porque é amiga dela. Mônica pergunta se Magali quer ser criada, Magali diz depende de quanto vai pagar e Mônica diz que da peça. Magali topa por Mônica comprar três sorvetes pra ela.
Os meninos falam que já vão indo, qualquer dia começam a ensaiar. Mônica fala que o ensaio vai ser hoje, agora, porque resolveu que quer apresentar essa peça como sugestão para o Parque da Mônica. Os meninos perguntam o que ela tem contra o Parque, Mônica diz que se for aprovada, vão poder encená-la no Parque muitas e muitas vezes e eles vão ao palco montado pelo Franjinha, que gentilmente concordou em ajudar.
Franjinha avisa que o palco está quase pronto, tem partes que não estão muito firmes e Mônica diz que para começar está bom. Eles colocam as roupas dos personagens da peça e começam a chegar os convidados que vão assistir o ensaio aberto e ainda chamou o Mauricio de Sousa para ver se pode usar a peça no Parque da Mônica. Os meninos acham que vai ser um vexame, não preparam nada, Mônica diz que a peça é simples, dá o texto longo para eles decorarem e Cascão acha bom que vai morrer na metade.
Depois, começa a peça, Franjinha apresenta e como Mônica esqueceu o título por Cascão ter estragado, Franjinha chama a peça de "Agora, esqueci". Mônica começa a encenar, diz que é uma mocinha meiga e delicada e a plateia começa a dar gargalhada. Mônica está á procura de um grande amor, Cebolinha é o mocinho e diz que pode dar esse amor para ela e diz "te amo 11 vezes" para não ficar repetindo como no roteiro. Mônica diz que tem que repetir, ele repete e depois aparece o Cascão, que repete sem parar "eu que te amo" e leva um tabefe do Franjinha para parar.
Mônica não sabe com qual dos dois pretendentes vai ficar e chama a criada Magali, que chega já falando que quer um aumento, para participar desse vexame, vai querer 5 sorvetes. Mônica diz que depois elas discutem isso e pergunta com qual pretende deve ficar. Magali fala que com o Cebolinha porque o outro vai morrer já, já e não tem futuro. Mônica agradece, manda a criada se retirar e avisa que na próxima vez é para decorar melhor as falas dela.
Cebolinha encena se a Mônica, dona do coração dele, vai ficar com ele ou com o bobão. Cascão diz que bobão é ele que fala "colação" em vez de coração. Cebolinha diz que isso não estava no roteiro e não é para provocá-lo. Cascão provoca, dizendo que senão ele vai ficar "blavo". Cebolinha finge que está apontando arma e dá um tiro no Cascão, que encena uma morte, indo para um lado para o outro, cai, fala que "selá" também é com "R" e morre de vez.
Mônica lamenta que ele morreu, Cebolinha diz que "morreu 7 vezes" e que agora viverão felizes para sempre, aí Franjinha diz que além de cenógrafo e puxador de cortina, ele é outro pretendente da Mônica. Cebolinha e Franjinha ficam pulando no palco, repetindo "Não!", "Sim!" e Mônica, "Talvez!". Cascão percebe movimento no cenário, se levanta e pede licença pra morrer mais para lá, que é uma emergência e o cenário desaba em cima da Mônica e do Cebolinha.
Após, só Mauricio continuou na plateia, ele diz que todos saíram porque tinham compromisso e avisa que a peça pode ser apresentada no Parque da Mônica só depois de alguns anos, no momento não estão precisando de outra peça, mas que é para ela continuar assim e será uma grande autora teatral no futuro. Cebolinha fica feliz que tudo está bem quando eles acabam quase inteiros.
Mônica tem ideia de fazerem um filme em 3D para o Parque. Os meninos não gostam, falam que nunca mais participam de bobagens dela, que as histórias dela são horríveis e a chama de dentuça metida. Eles apanham, Mônica obriga os meninos a filmarem o filme "Meninos danados" e Cascão comenta que será que as estrelinhas saem em 3D no filme.
História legal em que a Mônica resolve fazer uma peça com intenção de ser aprovada pelo Mauricio de Sousa para ser encenada no Parque da Mônica, ela precisa obrigar os meninos a participarem para não apanharem. A peça é encenada a ensaio aberto e com presença do Mauricio, sem terem ensaiado antes e eles cometem vários deslizes e confusões até o cenário desabar por conta de pularem no palco não estar totalmente pronto. Mauricio não aceita a peça no Parque e Mônica resolve fazer um filme par ao "Cinema 3D" do Parque e mais uma vez obrigando os meninos a participarem.
Mostrou a característica da Mônica opressora, autoritária, que os outros tem que fazer o que ela quer, não à toa é chamada de dona da rua. Obrigou Cebolinha e Cascão participarem e Franjinha montar palco para não apanharem. Como eles já estavam acostumados a apanhar, era só recusarem para não precisarem passar o vexame e de qualquer forma apanharem no final. Para o Cebolinha até que não apanhou durante a história, só levou um cenário desabado na cabeça, que considerou melhor do que apanhar. Já para o Cascão, mesmo tendo aceito participar da peça, acabou apanhando por causa do título que inventou, aí acabou apanhando duas vezes.
Foram dois momentos, a preparação para a peça, definindo quem faria tais personagens e a encenação da peça em si. Na peça foi toda improvisada, fugindo do roteiro, afinal, nem tiveram tempo pra decorar tudo. Destaques de eles não quererem repetir o texto de te mamo repetitivo, Magali dando spoiler que o Cascão ia morrer, Cascão debochando da dislalia do Cebolinha e Cascão querer morrer para o outro lado porque o cenário ia desabar. Se Mônica deixasse o Franjinha terminar de montar o palco e eles não tivessem pulado, daria para concluir a encenação e quem sabe o Mauricio fosse gostar.
De fato não era um roteiro de peça digno para entrar em cartaz no Parque da Mônica. Mauricio com jeito bem delicado de falar que não queria a peça no Parque, jeito especial para não magoar a Mônica e deixar uma esperança para ela no ar e incentivá-la a ser escritora. E no final voltaram a sofrer com as exigências da Mônica de filmar filme em 3D, coitados não têm sossego.
Foi história póstuma de Rosana. Foi a única vez que o Parque da Mônica foi citado fora da revista homônima, eles costumavam separar os universos do Bairro do Limoeiro e do Parque nas outras revistas, nesta história foi exceção. O trocadilho de "peça" no título foi boa , de dar conselho para Mônica pedir em vez de mandar nos outros e tratar do tema de peça de teatro.
Incorreta atualmente por ter Mônica autoritária, ameaçar os outros para fazerem o que ela quer com violência, Cascão morrer na peça levando tiro, Cascão fazer bullying com dislalia do Cebolinha, meninos apanharem e aparecerem bastante surrados, cenário cair em cima deles, além da palavra proibida "gozado".
Traços ficaram bons do estilo de personagens com língua ocupando mais espaço na boca pra dar mais humor. Cores mais escuras que não gostava muito, sobretudo o mesmo marrom em tudo, sendo que até que o Jeremias com tom pele marrom normal. O degradê até que foi usado bastante nessa, talvez por ter ficado ambientada muito em céu aberto. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.
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