quinta-feira, 21 de março de 2019

Capa da Semana: Mônica Nº 155

Hoje, dia 21 de março, é o aniversário da Mônica. Em homenagem uma capa dela em clima de aniversário, com direito a bolo e refrigerante par aos convidados.

Essa foi a edição que a Mônica passou a ter uma data oficial de aniversário e a partir daí todo ano passou a ter histórias de aniversário dela nos gibis do mês de março. Nos gibis da Mônica de 1983, 1984 e 1985 foram de aniversário, ai deram um tempo com isso e aí a partir de 1994 voltaram com histórias de aniversário todo ano, pelo menos na abertura, sendo assim até hoje. E também em 1994 todos os outros personagens principais também tiveram histórias de aniversário todo ano em seus respectivos meses.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 155' (Ed. Abril, Março/ 1983).


segunda-feira, 18 de março de 2019

Chico Bento: HQ "Ele vem vindo!"

Compartilho uma história em que o Chico Bento ficou desesperado na possibilidade de um diabinho aparecer toda vez que falava a palavra "Diacho!". Com 7 páginas, foi história de abertura de "Coleção Coca-Cola - Chico Bento" (Ed. Globo, 1990).


Chico reclama na rua que está carregando uma sacola pesada de compras e fala "Diacho!". Hiro ouve ele falando e diz que "Diacho!" é um dos nomes do Coisa-Ruim (Diabo) e que está sendo chamado toda vez que fala aquela palavra. Chico diz que é só um modo de dizer e Hiro explica que para cada menino existe um diabinho, bem longe, e cada vez que se fala o nome dele, o diabinho dá um passo na sua direção para pegá-lo e se chama muito, uma hora ele chega.


Chico fica assustado, pois ele fala muito aquela palavra e começa a contar quantas vezes falou o nome dele. Zé Lelé chega e pergunta se Chico está contando carneirinhos e. quando tenta explicar, Chico se enrola e acaba falando "Diacho!" de novo.

Zé Lelé pergunta o que tem a ver e Chico explica a situação, mas não fala diabinho e quando Zé Lelé pergunta quem vai chegar, Chico fala "Diacho!" de novo. Chico reclama que o Zé Lelé o fez falar novamente e se pegunta quantos passos faltam par ao diabinho chegar. Zé Lelé fala que se tiver uma perna bem cumprida, falta pouco. Chico fica desesperado e corre ligeiro com as compras para casa.


Chico se esconde atrás da mesa e Dona Cotinha pergunta como ele conseguiu trazer as compras pesadas tão ligeiro. Chico diz que é porque ele está atrás dele e quer pegá-lo, mas não diz quem é. Batem na porta e Chico se desespera falando para a mãe não deixar pegá-lo. Dona Cotinha abre a porta, enquanto Chico se esconde debaixo da mesa e quando vai dizer quem foi que chegou, Chico diz que era o Coisa-Ruim. Mas era o Zé da Roça, que fica brabo pelo Chico o ter chamado assim.


Eles saem, com Chico inseguro de brincar na rua e ele explica a situação. Zé da Roça acha engraçado e acha que é besteira. Chico diz que é porque não é com ele, quando aparece uma sombra parecendo um diabinho. Chico pega um pedaço de pau e diz que não vai pegá-lo sem luta e taca o pau na cabeça de quem vem vindo. Quando ele vê era apenas a Rosinha, que estava com um penteado novo e ela dá um soco na cabeça dele chamando de grosseirão e vai embora chorando e terminando o namoro.


Logo em seguida, aparece uns chifres atrás da moita. Chico pega pensando que era o diabinho, mas era um touro, que dá uma chifrada tão grande que faz ele voar longe. Zé da Roça vai atrás e pergunta se está convencido que é tudo besteira. O pai do Chico, Seu Bento, chega na hora perguntando o que houve. Chico explica tudo e Seu Bento fala que falaram só para impressionar. Chico fala "Diacho!" de novo e Seu Bento diz que também não é para ficar falando essa palavra toda hora. Assim, Chico diz que nunca vai mais falar, que é feio e vai pensar duas vezes antes de falar, mas no diálogo já fala "Diacho!" 3 vezes.

No final, todos vão embora, a vila fica vazia e surge o Diabinho do Chico, com mala e trouxa, e reclama que vem de tão longe, o chamam tanto e quando chega não tem ninguém para receber, e, com isso, era verdade mesmo a história do Hiro.


Essa história é muito legal, com o Chico evitando não falar "Diacho!" para que um diabinho não pegá-lo. Engraçado ver todo o seu desespero  por causa disso, chegando a correr acelerado mesmo com compra pesada e se esconder debaixo da mesa. Mostra de uma forma bem humorada que não se deve falar palavrões, mesmo que seja inventando um conto.


Atualmente, essa história não seria publicada, pois além de falar de diabos, que evitam ao máximo hoje, também tem palavra "Diacho!" proibida atualmente, assim como "Droga!" e tantas outras do tipo que eram faladas tranquilamente e a toda hora nos gibis antigos e hoje não mais por causa do politicamente correto, fora violências como Chico dando paulada na Rosinha, Chico levando soco dela explicitamente, além de Chico levando chifrada de touro.

Os traços muito bons, desenhos consagrados dos personagens, interessante que a Rosinha ficou bem diferente com o penteado novo, nem dava para reconhecê-la. Foi uma história inédita que deveria sair em um gibi convencional do Chico ,mas foi reprogramada para sair nessa "Coleção Coca-Cola" e também nunca foi republicada, assim como quase todas as inéditas dos gibis dessa promoção "Coleção Coca-Cola".


Dessa vez sem código da revista de 1990 que seria publicada se não tivesse a coleção. É que normalmente as histórias inéditas tinham o código do gibi que seria publicada antes de ser reprogramada para sair na "Coleção-Coca-Cola". Como nos créditos da última página com a tirinha, diz que é uma edição Chico Bento Nº 97a", então inicialmente teria saído naquele gibi. Não teve também uma imagem do logotipo da "Coca-Cola" ou de outros refrigerantes inserida na história, que eram os únicos anúncios nos gibis dessa coleção, mas nas outras histórias desse gibi que eram republicações inseriram os logotipos.

Muito bom relembrar essa história marcante. Para saber mais detalhes sobre a "Turma da Mônica Coleção Coca-Cola" como um todo, entre aqui:

sexta-feira, 15 de março de 2019

Mônica: HQ "O maior mistério da Terra"


Mostro uma história com participação do Pato Donald, em que a Mônica tenta desvendar o mistério de quem mostrou a língua para ela atrás do muro. Com 10 páginas, foi história de abertura de 'Mônica Nº 187' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Mônica Nº 187' (Ed. Abril, 1985)

Nela, Mônica está brincando com o Sansão quando alguém aparece atrás de uma cerca e mostra a língua para ela em um buraco que estava na cerca. Ela fica braba e joga um balde de tinta verde enquanto ele estava com a língua de fora. Mônica vai conferir o outro lado da cerca para ver quem foi que mostrou a língua para ela, mas quando vê, não contava que tinha uma reunião com todos os meninos do bairro e assim não sabe quem foi o linguarudo verde misterioso e faz planos para saber quem foi.


Primeiro Mônica passa a pisar os pés dos meninos, fazendo de conta que foi sem intenção, e ao abrirem a boca mostrando a língua quando gritam, ela vê que não estavam com língua verde. Mônica acha cansativo pisar nos pés dos meninos e como eles já estavam olhando feio para ela, resolve adotar outro método.


Assim, quando o Franjinha estava prestes a iniciar a reunião, Mônica se fantasia de sorveteiro e distribui sorvete para eles, sendo que o sorvete era de cola e ao lamberem o sorvete, ficam a língua grudada e era só ela puxar o picolé para ver quem estava com a língua verde. Franjinha descobre que era a Mônica ao tirar o disfarce dela e pergunta se pretende acabar com a reunião deles, enquanto os outros meninos já estavam com raiva dela.


Mônica tem uma ideia e diz que estava lá para homenageá-los. Um menino pergunta se é a homenagem é pisar nos pés deles ou vender sorvete de cola e Mônica diz que vai deixar todos mostrarem a língua para ela e não vai reagir nem bater em ninguém. Eles acham que é um truque e uma armadilha.

Mônica pede para o Franjinha ser o primeiro a experimentar. Ele fica com medo  a princípio, enquanto os outros meninos incentivam a mostrar a língua, acaba mostrando e vê que não aconteceu nada. Os outros, então passam a mostrar também. O primeiro , além de  mostrar, xinga a Mônica de bobona e dentuça e ela dá um soco tão grande que ele chega a voar longe, falando que é só para mostrar a língua, e não xingar.


Depois, segue tudo tranquilo e todos conseguem mostrar a língua normalmente. Depois de uma hora não tinha mais ninguém, mas ela sente falta do Cebolinha e Cascão. Ela encontra os dois descansando debaixo de uma árvore e pergunta se eles não vão mostrar a língua para ela.

Os meninos falam que estão cansados de apanhar e como os planos nunca dão certo, eles fizeram um trato e nunca mais vão provocá-la, xingar ou mostrar a língua. Mônica dá uma coelhada neles assim mesmo, mostram a língua com a pancada e ela vê que não estava verde. Como não sobrou nenhum outro menino no bairro, acaba não descobrindo quem era o linguarudo verde misterioso.


Na segunda parte da história, é descoberto o mistério. Mônica vai para casa, achando o mistério esquisito e vai para casa , já que estava anoitecendo e estava com sono.  Ela se prepara para dormir, e quando se deita e começa a dormir, ouve um "splash", que era um barulho de uma torneira aberta. Ela vai conferir com uma lanterna no lado de fora da casa.

Chegando lá, ela ouve a pessoa falando que não tinha que andarem histórias que não são deles e que a tinta não queria sair da língua dele enquanto lava a língua na pia. Mônica joga a luz da lanterna para descobrir quem era o linguarudo verde misterioso e, para a sua surpresa era o Pato Donald, que corre quando  ela joga a luz em cima dele, terminando assim.



Muito boa essa história, muito criativa. Legal ver a Mônica tentando descobrir o mistério de quem mostrou a língua para ela pelo buraco da cerca e todos os seus planos para conseguir isso. Engraçado ver a Mônica jogando tinta verde no linguarudo, pisando os pés dos meninos, dando sorvete de cola, além dos meninos mostrarem as línguas para ela sem apanhar. Gostei do narrador-observador do início interagindo e interessante ser dividida em 2 partes, mesmo sendo curta, com a segunda parte sendo a solução do mistério.


O final foi surpreendente, o linguarudo verde misterioso podia ter sido qualquer menino da turma, como o Cebolinha, Cascão, Xaveco, Zé Luís, ou no máximo um secundário da MSP de outro núcleo, mas para surpresa de todos foi o Pato Donald , isso que foi a grande sacada de fugir do óbvio. Interessante a Mônica e os leitores descobrirem isso juntos. E ainda vimos um grande encontro inesperado da Mônica com Pato Donald, universos bem diferentes. 


Acho que criaram a história como uma brincadeira de algo como a revista da Mônica ter vendido mais que a do Pato Donald ou a Mônica ser mais popular que o Pato Donald, aí ele mostrou a língua para a Mônica por causa de inveja. Como na época, eles eram concorrentes e estavam na mesma editora podiam fazer essa brincadeira. Ou então fizeram a história como homenagem a Disney mesmo. 

Já tiveram outras referências a Disney nos gibis da Turma da Mônica, normalmente citações e nomes parodiados, como , por exemplo,  na história "A bruxa que odiava parques" (Parque da Mônica Nº 32 - Ed. Globo, 1995) em que a bruxa destruiu a "Nisdeylandia" (Disneylândia). Crossover também na edição "Você Sabia Nº 8" sobre histórias em quadrinhos (Ed. Globo, 2004), mas, sem dúvida essa história de 1985 é a mais famosa e mais lembrada pelos leitores.


Os traços excelentes, com uma arte-final muito legal, provavelmente do Alvin Lacerda. Na postagem a coloquei completa. De curiosidade, os meninos principais da turma não apareceram na reunião, só figurantes. Apenas Franjinha, que era o líder da reunião, e o Jeremias durante a reunião em um quadrinho, e só no final Cebolinha e Cascão aparecem e nem estavam na reunião. Na parte que a Mônica se fantasia de sorveteiro, lembra os desenhos animados como Pernalonga, Patolino, Tiny Toon, em que os personagens se fantasiavam para enganar os vilões e fazê-los de bobos e, assim outra referência a outros universos.

Tem também absurdos como a Mônica já ter um balde de tinta a disposição dela enquanto brincava com o Sansão e o Pato Donald primeiro aparecer como uma língua normal atrás do muro e depois aparece com sua língua de pato no final, mas são detalhes que não estragam a história e até dão magia em histórias em quadrinhos, que não precisam de tudo explicado.


Atualmente, os quadrinhos Disney voltaram a a circular nas bancas ,agora pela Editora Culturama, após 68 anos ininterruptos pela Editora Abril e 8 meses sem circulação após o fim conturbado na Editora Abril. Desde julho de 2018 que não tinham mais gibis da Disney em circulação nas bancas do Brasil e agora em março de 2019 estão de volta.

Muito bom relembrar essa história com o encontro histórico da Mônica com o Pato Donald. Ela foi republicada depois em 'Almanacão de Férias Nº 9' (Ed. Globo, 1991), onde li pela primeira vez, sendo que as imagens da postagens são do gibi original de 1985. Abaixo, a capa desse 'Almanacão de Férias Nº 9'.

Capa de 'Almanacão de Férias Nº 9' (Ed. Globo, 1991)

terça-feira, 12 de março de 2019

Tirinha Nº 62: Cascão

O Cascão é capaz de tudo para fugir da chuva. Nessa tirinha, ele estava se olhando em um espelho encostado em uma árvore, mas quando ouve um trovão anunciando que ia chover, ele se esconde dentro do espelho, ao lado do seu reflexo para não se molhar. Muito boa.

Tirinha publicada originalmente em 'Cascão Nº 153' (Ed. Globo, 1992).


sexta-feira, 8 de março de 2019

Capa da Semana: Chico Bento Nº 14

Nessa capa, Chico Bento brinca de Tarzan e quer pular do alto de uma árvore com cipó e Rosinha e Zé Lelé ficam aflitos e já deixam um enfermeiro a tira colo para levar de maca para o hospital, certos que o Chico vai se machucar feio. O logotipo com contorno colorido parecendo iluminado deixa mais bacana ainda.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 14' (Ed. Globo, Julho/ 1987).