sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Cascão: HQ "O último capítulo"

Mostro uma história em que Cascão e Cebolinha foram assistir escondidos o último capítulo da novela que Mônica e Magali assistiam sem elas saberem. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Cascão Nº 84' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Cascão Nº 84' (Ed. Globo, 1990)

Mônica e Magali estão brincando de casinha enquanto Cebolinha e Cascão brincam de bolinha de gude. Mônica pergunta para Magali que horas são, Magali lembra que são quase seis horas da tarde e estava na hora do último capítulo da novela "Pacote de Salame" e elas resolvem parar brincadeira e assistir à novela na casa da Magali.

Os meninos dão gargalhadas que as dondocas vão ver novela e chamam de noveleiras. Mônica pergunta o que que tem e se eles não assistem também. Os meninos falam que eles não perdem tempo com essas bobagens. Elas dizem que são os únicos, novela é cultura, eles falam que é desculpa esfarrapada e chamam de novo de noveleiras. 

Elas vão embora, o relógio da catedral bate 6 horas em ponto e os meninos terminam a brincadeira. Cebolinha dá desculpa que ouviu a mãe chamando e Cascão, que tem que assistir futebol com os times "Tacafogo" e "Bafo-Bofe". Chegando em frente à casa deles, Cebolinha comenta que se o Cascão soubesse que gosta de novela e Cascão, que "Pacote de Salame" é sua novela preferida e não podia deixar o Cebolinha perceber. 

Em casa, Seu Antenor estava assistindo ao futebol, Cascão diz para o pai que queria ver novela, Seu Antenor fala que é para assistir reprise amanhã porque o jogo perde por nada. Ao mesmo tempo, na casa do Cebolinha a TV estava quebrada, Dona Cebola conta que foi hoje, o técnico vem amanhã cedo e Cebolinha fala para mãe quer ver a novela hoje, pega o binóculos e sai.

Os dois vão assistir ao último capítulo da novela na casa da Magali escondidos atrás da janela, chegam juntos, batem a cabeça e perguntam o que o outro fazia lá. Cebolinha diz que foi ver as meninas assistindo novela para tirar sarro depois e Cascão também o mesmo. Eles assistem, inventando que é ridículo isso, Cebolinha começa a chorar com cena do casal que não ia se ver mais e diz para o Cascão que está chorando de rir, e dá gargalhada.

Mônica ouve a risada, os meninos se abaixam e ela não ver os amigos lá. Depois, Cebolinha saca o binóculos, Cascão toma o binóculos dele para ver melhor, eles brigam, acham que um e outro foram lá para ver novela, xingam um ao outro, tem pancadarias violentas e o binóculos vai parar na televisão fazendo quebrar.

Eles confessam para Mônica que foram para assistir novela, Magali diz que agora ninguém vai ver, vão ter que esperar até amanhã. Mônica pergunta se a Magali ainda tem a revista que conta o final da novela, Magali diz que tem, mas nem quis ler, e, assim, no final, Mônica faz Cebolinha e Cascão representarem o que aconteceu na novela e Magali acha que se soubesse que o final de "Pacote de Salame" ia ser assim, não tinha perdido tempo vendo a novela inteira.

História legal em que Cascão e Cebolinha não queriam admitir que assistiam novela e como não puderam assistir o último capítulo nas próprias casas, resolvem assistir escondidos atrás da janela da casa da Magali onde Mônica e Magali estavam assistindo. Inventam que estavam lá para tirar sarro das meninas assistindo, começaram bem, mas na disputa de qual dos dois iam ficar com os binóculos, brigam e os binóculos avança e quebra a televisão, aí o jeito foi a Mônica fazer os meninos representarem o texto da novela como castigo.

Até para assistirem novelas termina em confusão. Meninos assistiam novela escondidos de todo mundo e em segredo. Não queriam admitir que assistiam novela porque tinham preconceito e medo de serem zoados já que para eles novela não era coisa de menino e ficariam mal falados. Não contavam que iam ter imprevisto para assistir justamente o último capítulo. Se quisessem assistir reprise no outro dia, nada disso tinha acontecido. É que noveleiros gostam de assistir último capítulo no dia mesmo sabendo que tem reprise depois, do tipo de não deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. Seu Antenor certíssimo, novela tem reprise no sábado, jogo de futebol não tem.

Mesmo assistindo depois escondidos atrás da janela, eles não confessaram um ao outro que gostavam da novela, podiam ter confessado, os dois estavam no mesmo barco e eram só manter o segredo entre eles, ficariam quietos vendo e as meninas nem saberiam que estavam lá. Foram disputar binóculos do Cebolinha, brigaram e se deram mal. Não apanharam, mas tiveram o castigo de representar a novela caracterizados como os personagens, além de terem seus segredos que eram noveleiros revelados para todo mundo. 

Pior foi para o Cascão de ter se fantasiado da personagem Baimê e vestido de noiva. Foi mais que merecido o castigo pior para ele, que foi o errado porque os binóculos eram do Cebolinha, não podia tomar assim do nada, sem autorização. Após quebrarem televisão, uma outra solução eram todos assistirem na casa da Mônica, única TV que não teve impedimento revelado, porém até chegarem lá a novela podia ter acabado. Curioso também que cada um só tinha uma televisão em casa, resolveria tudo se tivessem duas, como uma na sala e outra no quarto. Na época era muito comum os lares terem só uma televisão e seguiram essa ideia e também para poder fluir a história.

Engraçado Cascão e Cebolinha zoando as meninas de dondocas noveleiras e na verdade eles gostavam também, as caras deles descobrindo que não podiam assistir novela com pai vendo jogo e TV quebrada, os dois batendo cabeça chegando juntos na casa da Magali, Cebolinha chorando com cena da novela e depois disfarçar que é chorando de rir, após Mônica ouvir risada, Cascão dizer que Cebolinha quase estraga tudo e Cebolinha pergunta se ele está interessado na novela, a briga pelos binóculos que provocou a quebra da televisão, recurso de formar elipse com personagens brigando violentamente, e os meninos interpretando personagens da novela, principalmente Cascão de noiva.

A novela "Pacote de Salame" que assistiram foi paródia da novela "Pacto de Sangue" da TV Globo de 1989. História foi escrita por Rosana Munhoz. Dessa vez foi história do Cascão sem tema de medo de tomar banho ou sujeira, dava para ter sido publicada em gibis do Cebolinha e da Mônica, mas como foi o Cascão que começou a discussão e provocou a queda da TV, aí acharam melhor em revista dele.

Teve mensagem de não esconder dos outros do que você gosta com medo do que os outros vão pensar ou deixar de pensar, e crítica de assistir novela por meses e se decepcionar com o final. Incorreta atualmente por crianças assistindo novelas, ideia de preconceito que novelas são coisas só para meninas e mulheres, meninos quebrarem televisão com binóculos e darem prejuízo para os pais da Magali, mesmo que sem querer, Seu Antenor bebendo cerveja, Dona Cebola de avental, além da palavra proibida "Droga!", "tirar sarro", Cebolinha chamar Cascão de "porquinho". 

Traços muito bonitos com contornos bem grossos que davam gosto de ver. Tiveram erros dos balões "Glup" do 5º quadro da 2ª página da história sem serem pintados de branco, no 6º quadro da 3ª página da história devia o balão ser colorido em um fundo branco, Cascão falando de boca fechada no 2º quadro da 5ª página da história e Mônica de língua branca no último quadro da penúltima página. Essa revista 'Cascão Nº 84' tem curiosidade de ter 2 versões de capas, com e sem etiqueta. Com a mudança inesperada de moeda no Brasil de Cruzado Novo para Cruzeiro em março de 1990, o preço já estava impresso antes da mudança da moeda e precisaram colocar etiqueta com a moeda Cruzeiro atualizada. Aconteceu isso também nas capas das edições de 'Chico Bento Nº 84' e 'Magali Nº 21' da primeira quinzena de abril de 1990.


terça-feira, 3 de novembro de 2026

Zé Vampir: HQ "Haja sangue!"

Mostro uma história em que o Zé Vampir morde o pescoço da mesma vítima sem querer e fica com medo de concorrência para fazer novas vítimas. Com 7 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 57' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Mônica Nº 57' (Ed. Globo, 1991)

Zé Vampir morde o pescoço de sua vítima e acha nada mal só que acha o gosto do sangue dele não era estranho. O homem chora sem o disfarce e Zé Vampir descobre que é o mesmo cara que já tinha mordido ontem. O homem diz que mesmo disfarçado o reconheceu, ele é vigia noturno e aquela era a zona dele. 

Zé Vampir acha terrível morder a mesma pessoa duas vezes porque a vítima também vira vampiro. O vigia comemora porque não precisa mais ter medo de monstros. Zé Vampir avisa que vai ter que fugir da luz do Sol e ele diz que é vigia noturno e adora a noite. Zé Vampir diz que vai ter que dormir em um caixão e o vigia responde que vai fazer bem para coluna dele. Zé Vampir avisa que não vai poder conviver com amigos e parentes e vigia diz que ele é sozinho no mundo. 

Zé Vampir fala que só poderá se alimentar de sangue e aí o vigia acha que é um problema. Zé Vampir fala que vai ser concorrência no pedaço. O vigia quer que Zé Vampir o ajude, ele é incapaz de atacar alguém e quer que ensine como faz. Zé Vampir não aceita, vampiros são uma classe desunida. Vigia implora segurando o pé do Zé Vampir, que sai voando como morcego e o vigia adora a transformação e se pergunta se pode fazer isso.

Depois, Zé Vampir quer atacar uma mulher e aparece o vigia como morcego querendo dar uma mordidinha no pescoço dela. Zé Vampir manda arrumar outra vítima, o vigia fala que é fácil ele arrumar outra vítima. Eles discutem, a mulher pega e mostra uma cruz da bolsa e eles são jogados para longe e o vigia acha isso gostoso. Zé Vampir fala que se o vigia não sumir da cidade, não responde por ele e sugere que ele vá para Transilvânia, tem escola de novos vampiros lá e o vigia vai. 

Em seguida, Zé Vampir morde pescoços de uma velhinha, uma menina e dois homens e fica satisfeito. E a seguir, o vigia diz que ele também ficou, foi só se despedir depois do lanchinho, conseguiu atacar seguindo o Zé Vampir e atacou todas as vítimas que ele havia mordido, é mais fácil quando elas ainda estão tontas. O vigia vai embora falando que Zé Vampir não vai ter mais concorrência, mas por elas terem sido mordidas duas vezes, viram vampiros também e os quatro com fome querem que o Zé Vampir ensine como comer.

História legal em que Zé Vampir morde sem querer o vigia duas vezes e ele se torna vampiro e Zé Vampir fica preocupado que vai ter concorrência e não quer ajudar o vigia a morder os pescoços das vítimas. Primeiro ficou uma disputa dos dois em quem ia morder a mulher, sem sucesso, demoraram tanto que ela conseguiu sacar uma cruz. Acabou o vigia mordendo as mesmas pessoas que o Zé Vampir havia mordido e elas viraram vampiros e Zé Vampir ficou sem saber o que fazer.

Zé Vampir não queria que outros virassem vampiro para não ter concorrência em morder pescoço dos outros e faltar seu alimento para ele, queria todo o sangue só para ele. Como não podia morder de novo a mesma pessoa, se desesperou ao ver que já havia mordido o vigia. Se ele não tivesse se disfarçado para Zé Vampir não reconhecê-lo, aí iria se livrar de se tornar vampiro. 

Virando vampiro o vigia perdeu medo de monstros e passou a gostar de ser vampiro, só que era incapaz de atacar as pessoas, afinal como ele era vigia, naturalmente não atacava pessoas do bem. Zé Vampir bem que podia ser mais solidário, tem muitas pessoas que andam nas ruas de noite, alimento nunca ia faltar. Zé Vampir tinha só um concorrente, depois o vigia mordeu as mesmas vítimas que o Zé Vampir tinha mordido, para o azar dele depois passou a ter quatro. Então, mostrou que eram 2 mordidas no pescoço para pessoa virar vampiro, não necessariamente ser mordida do mesmo vampiro.

Engraçado Zé Vampir dizer que é terrível e o vigia responder que sim, o salário é uma droga e ainda tem que enfrentar monstros, vigia com medo de monstros, dizer que não problema fugir do Sol porque adora a noite, dormir no caixão vai fazer bem pra coluna, Zé Vampir dizer que vampiros são classe desunida, era só o que faltava ensinar para rival o "ganha-sangue" dele, vigia achar gostoso ser jogado pra longe e Zé Vampir dizer que detesta vampiros amadores, enviar o vigia para Transilvânia para se livrar dele e a descoberta que mordeu as mesmas vitimas.

Não tinha um padrão do Zé Vampir morder pescoço e a vítima virar vampiro, podiam se tornar vampiro com uma mordida ou precisava de mais mordidas, variava como se encaixava melhor no roteiro. De todas as vítimas a mais hilária foi a menina com pirulito, o que uma menina fazia à noite sozinha altas horas da noite e nem criança escapava das garras do Zé Vampir. O vigia prometeu mesmo que não voltaria após ir para a Transilvânia já que não apareceu mais nos gibis, como de costume personagens criados para aparição única.

Traços bons do estilo dos anos 1990. A cor da gravata do Zé Vampir também não tinha um padrão, podia ser vermelha, azul e nessa história foi preta. Incorreta atualmente por Zé Vampir ficar mordendo pescoços de várias pessoas, histórias dele ultimamente eram mais bobinhas sem a característica de verdadeiro vampiro, mostrar um Zé Vampir egoísta, sem ser solidário em dividir alimento, além de proibida a palavra "Droga!".

sábado, 31 de outubro de 2026

Chico Bento: HQ "Fantasminhas"

Dia 31 de outubro é "Dia de Halloween" e, então, mostro uma história em que o Chico Bento pensa que tinha fantasmas na floresta enquanto estava voltando para casa altas horas da noite. Com 11 páginas, foi história de abertura publicada em 'Chico Bento Nº 73' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Chico Bento Nº 73' (Ed. Globo, 1989)

Chico está voltando para casa altas horas da noite com o cavalo Azulão depois de ouvir histórias que a Vó Dita contou, comenta que as histórias dela são tudo falsas, não acredita em monstros e assombrações, tudo lorota. De repente, o Azulão se assusta, quer mudar de direção do caminho, Chico o obriga a mudar de lado, Azulão empaca, Chico diz que ele não é burro para empacar, tem nada de mais no caminho, só uma rede estendidas no meio da estrada e Azulão sai correndo de medo.

Chico reclama que vai ter que voltar para casa a pé, pergunta quem foi o boboca que armou uma rede ali, enquanto alguém o observa escondido. Ele comenta que o matão lhe dá arrepio, se não fosse menino esperto acharia que teria fantasma, quando ouve um barulho alto de fantasma, mas tenta se controlar, dizendo que pode ser uma coruja ou um viadinho, quando os bichos da floresta saem em disparada com medo e Chico lembra que a Vó Dita disse que bichos farejam as criaturas do além.

Chico olha para trás e avista uma assombração com corda no pescoço e fica desesperado de medo. Chico corre, chama por todos os santos e anjos para acudi-lo do fantasma de um enforcado e pede perdão à Vó Dita e ao cavalo Azulão por não ter acreditado neles. Chico corre em volta de cada árvore, para um pouco, lamentando que está perdido na floresta e aparece o fantasma de um enforcado.

Chico sobe na árvore, dizendo que esqueceu que fantasma voa. Sentado no galho, joga goiabas nele e consegue afastá-lo. Chico ri que acabou com a raça dele, o galho quebra e ele cai em uma areia movediça. Comenta que vai afundar, não tem como alcançar a margem, pede socorro, mas se toca que ninguém vai escutá-lo. 

Alguém segura um galho para puxar o Chico, que descobre que era o fantasma. Chico implora para ele não levá-lo para outro mundo e pergunta o que quer com ele. O fantasma diz que está perdido e pergunta como se sai daquela floresta. Chico responde que raio de fantasma ele é que se perde e ele diz que não é fantasma. 

Chico pergunta como não, se está branco, esfarrapado, com corda no pescoço. Ele conta o sufoco que passou, o cavalo dele avistou algo, não quis seguir adiante, depois andou e se rasgou todo nos galhos e espinhos, caiu em armadilha, conseguiu se soltar e em seguida caiu em outra e com o susto ficou branco e quando viu o Chico ficou tão emocionado que a voz dele mal saiu, mas fugia dele.

Chico diz que o confundiu com fantasma e que também está perdido. O homem pergunta se vão passar a noite toda lá, Chico diz que se não tiver assombração, tudo bem, pergunta de quem será a rede que está na estrada, quando aparece uma velhinha dizendo que a rede é dela, arma ali porque gosta de dormir ao ar livre, não tem medo de fantasmas, não existe isso lá e indica o caminho da saída da floresta.

Chico acha graça que eles ficaram apavorado à toa, fantasma não existe, até a velhinha sabe e dão conta que ela sumiu do nada. Eles deixam para lá, vão embora, com Chico prometendo que amanhã é ele que vai contar história para Vó Dita. No final, descobrimos que a velhinha era uma fantasma rodeada de outros fantasminhas na floresta, ela ajudou a saírem da floresta porque eram escandalosos e ela não conseguia dormir com o barulho que eles faziam e com tudo em paz os fantasminhas dão boa noite a ela.

História de terror legal em que Chico Bento volta da casa da Vó Dita de noite pela floresta e teve que lidar com um suposto fantasma. O que seria uma volta tranquila para casa, virou terror e pesadelo para o Chico, viveu ao vivo histórias de assombrações da Vó Dita. Não acreditava em monstros e assombrações, mas com as circunstâncias acreditou que o homem era um fantasma. 

O cavalo ao ver a rede, estava enxergando as assombrações que o Chico não via, por isso ficou assustado e fugiu, fazendo jus à crença que bichos farejam e enxergam criaturas do além. O mesmo com corujas, veado e sapos que também correram, não por causa do homem, mas por conta dos fantasmas que viram.

Ficou mistério se a floresta era mal-assombrada ou não. Apenas os leitores descobriram que floresta realmente tinha fantasmas, mas Chico e o homem não. Davam para desconfiar de uma rede no meio da estrada e velhinha sozinha na floresta que surgiu e depois sumir do nada. Como estavam com medo e queriam sair logo de lá, nem raciocinaram e ajudou o Chico voltar a não acreditar em fantasmas. Velhinha queria sossego e dormir em paz e o barulho na deixavam dormir, sorte deles que conseguiram sair de lá. 

O homem deu altos sustos no Chico sem querer, dava mesmo para imaginar que era um fantasma ou um zumbi, só ficou assim por ter também sido abandonado pelo cavalo e ao escapar das armadilhas da floresta, susto tão grande que ficou branco de medo, voltando a pele normal só depois de ter contado o que ele passou com o Chico. O homem foi bonzinho em ajudar o Chico na areia movediça mesmo após tocando goiaba nele, mas também estava perdido e o Chico era a esperança de ele sair da floresta. 

Engraçado citação do narrador no primeiro quadro da história sobre sábio chinês que dizia que não acredita em fantasmas  porque são muito mentirosos, Chico achar que histórias da Vó Dita eram lorotas não acredita em assombração, e depois fica com medo, o cavalo Azulão e depois outros bichos fugirem com medo dos fantasmas, as caras do Chico assustado cada vez que via o tal fantasma de um homem enforcado e ouvinndo os uivos dos fantasnas, pedir perdão a Vó Dita e ao Azulão por não ter acreditado neles, tacar goiabas no fantasma e depois dizer que acabou com raça dele, a sequência de apuros do homem para ele ter ficado naquele estado, a velhinha surgir mostrando saída para eles e depois sumir só porque não conseguia dormir com barulho e revelação que ela era fantasma e a floresta mal-assombrada de fato.

Um monólogo do Chico, falando sozinho quase a história toda, era muito bom isso, grandes personagens conseguem fazer graça sozinho. Foi escrita por Rosana Munhoz. Vó Dita costumava contar histórias que realmente aconteceram e ela presenciou, então era tudo verdade, mas Chico não acreditava principalmente as envolvendo assombrações. Vó Dita não apareceu para trama ficar mais resumida, senão podia ter uma a duas páginas no início com ela terminando de contar a história e Chico saindo da casa dela. 

Normalmente o Chico nao aparecia com cavalo, era bem raro, ele tem o burro Teobaldo para esses fins. Pena não revelar o nome do homem e apareceu só nessa história como de costume de personagens secundários criados para aparições únicas.

Incorreta atualmente por uma criança como o Chico na mata sozinho com cavalo altas horas da noite passando sufoco com assombrações, entrar em areia movediça, os perigos que o homem sofreu na floresta,  principalmente quase ser enforcado com a armadilha, Chico desenhado com nariz grande, além de palavras proibidas "Virgem Maria", "São Crispim", "viadinho" no caipirês dar duplo sentido, "obséquio", "azar".

Traços muito bonitos e caprichados com personagens fofinhos e direito a Chico Bento com narigão, ficava bem melhor assim. Era bom balões de pensamento em tons azulados diferenciando do resto da história e  o recurso dos pés de personagens formando elipse quando corriam muito ligeiros. Teve um erro da velhinha fantasma falar de boca fechada no quadro final da história.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Mônica e Magali: HQ "Saudade"

Em outubro de 1996, há exatos 30 anos, era lançada a história "Saudades" em que a Magali explica sua ideia de transmitir sentimento de saudade para o mundo todo. Com 11 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 292' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Magali Nº 292' (Ed. Globo, 1996)

Escrita por Mauricio de Sousa, começa com Mônica comentando com Magali que o pai dela disse que a palavra "saudade" só existe na Língua Portuguesa. Magali pergunta se nos outros lugares ninguém sente saudade e Mônica responde que até pode ter, mas não sabem falar o nome e não sabe dizer o que fazem para dizer que têm saudade. Magali tem ideia de exportar saudade, ensinar a todo mundo conhecer e sentir como elas a saudade brasileira e frisa a falta que ela faz no mundo. 

Mônica pergunta como pode fazer falta uma coisa que dói. Magali pergunta para Mônica definir saudade e ela responde que é uma tristezinha chata que dá no coração quando a gente não tem mais o que tinha. Magali explica que só tem saudade quem já teve alguma coisa que gostou muito, quanto mais saudade tem, mais coisas você teve, para ter saudade, a gente tem que ser muito rico, não de dinheiro e de joias, mas de coisas que sentiu: emoções. 

Magali pergunta para Mônica qual  a primeira saudade que sentiu e ela diz que foi da chupeta, mesmo que trocou por um coelho azul, tinha noite que choramingava escondida com saudade do "bico" dela. Mônica lembra das saudades também da casa velha meio caindo onde moravam, da vez que o pai viajou ficava vendo foto dele para matar a saudade, depois uma saudade maluca do Cebolinha da vez que ele passou uma temporada na casa da avó dele, ficando envergonhada de contar e manda Magali não contar para ele. 

Conta da saudade da bisavó, vó da mãe dela, que morreu em uma cidadezinha da Itália, que nem a conheceu e não entende como pode ter saudade de quem nunca viu em vida e espia foto dela na parede da sala para matar saudade do amor que teria dela. Já das coisinhas novas que ainda não perdeu faz tanto tempo ainda não deu saudade. Magali acha que Mônica é rica em saudade, já teve tanta coisa para gostar e acha pior a saudade ao contrário, das coisas que ainda vai gostar enquanto olha a Dona Luísa colocando um bolo para assar no forno.

Mônica quer saber mais da ideia da Magali de ensinar saudade para os outros. Magali pergunta se Mônica gosta de sentir saudade, ela responde que não muito. Magali diz que como ela gostou das coisas de que tem saudade, é só elas espalharem para os amigos que temos ter amor por tudo, pelas pessoas, coisas queridas que ganhamos com carinho, pelos animais, pela natureza e pelo Criador de todas as coisas.

Mônica acha que Magali forçou, tudo isso aí para ser curtido, não precisa de saudade. Magali explica que não precisa hoje, pode ter tudo isso que ela falou, mas é sobre no dia que não tiver mais, faltar alguma coisa dessa ou tudo isso. Mônica diz que vai ter uma bruta saudade disso tudo e mesmo que é rica em coisas para ter saudade , resolveu não ter mais, vai ficar só curtindo o que tem e sai de casa.

Na rua, Mônica comenta com si que é papo besta da Magali, assim não vai ensinar ninguém a ficar com saudade, nem saber o que é e nem exportar. Para que ter saudade do que já tem, é só estender a mão. Essa Magali está virando mocinha metida, quer confundi-la com essa conversa boba, nem parece aquela menina bobinha que conheceu, aí dá um estalo na cabeça da Mônica, fica pensativa e cai em si que a Magali tem razão, ela é rica em uma coisa que vai ser a próxima saudade dela e da Magali: a infância delas.

História bonita, bem profunda e filosófica, em que a Magali conversa com a Mônica que quer exportar saudades para o mundo todo, visto que só no Brasil tem a palavra "saudade". Magali tenta Mônica entender o conceito de saudade, relembrar de coisas que ela tem saudade e que podem espalhar saudade para todo mundo mostrando que se deve amar tudo que tem à sua volta, pois o que tem hoje e depois pode não ter mais. Mônica acha bobagem, não tem como sentir saudade do que já tem, depois percebe que a Magali está amadurecendo e virando uma mocinha e passa a entender o que falou e que vai ter saudade da infância quando acabar.

Magali como nunca se viu, muita sábia e sendo uma grande psicóloga. Com muita sabedoria e na base que outros países não sabem o que é saudade, mostrou o conceito de saudade, instigou Mônica  leitor lembrar da primeira memória que teve na vida e que tudo é passageiro e aproveitar o que tem hoje. Ao invés de expor logo como era a ideia de espalhar saudade pelo mundo, Magali preferiu perguntar, estingar, estimular raciocínio da Mônica até chegar ao ponto que queria chegar.  Mônica, a principio não entendeu a mensagem da Magali, mas depois que caiu em si é conseguiu interpretar o que a amiga disse passou a dar razão a ela. 

História transmitiu mensagem de curtir o hoje, aproveitar o máximo que tem, dar valor às coisas boas que você tem hoje porque um dia vai faltar e vai restar só saudade do que teve, inclusive coisas materiais são passageiras. Nada é eterno, enquanto você tem, aproveite bastante, seja alguém da família, amigos, objetos e até a natureza como se vê hoje não pode mais ver algum dia. E como os leitores alvos eram as crianças, ajudou a mostrar também que elas devem aproveitar bastante a infância, pois depois que não for mais criança, vai sentir falta do tempo da infância e restar só saudade boa do que curtiu.

Curioso vendo as lembranças da Mônica que tem coisas que não foram abordadas depois, foi só nessa história. Mostrou que Mônica morou em outra casa em outro lugar antes do bairro do Limoeiro, porém sem cronologia porque tem histórias com ela como bebê morando no bairro do Limoeiro. Saudade do Cebolinha no sentido que é apaixonada por ele, mas não confessa diretamente para ele. Mônica com descendência italiana de sua bisavó falecida, outra coisa jamais contada em outra história. Na MSP nunca teve cronologia, aí coisas mostradas em uma histórias ficam só nela.

Teve erro da Dona Luísa preparando bolo onde deveria ser a Dona Lili O certo é que no início da história as meninas estavam na casa da Mônica, depois foram para a da Magali e Mônica saiu da casa da Magali no final. Com a Dona Luísa no lugar da Dona Lili, deu impressão que no início as duas estavam na casa da Magali, foram para casa da Mônica, que no final Mônica saiu da própria casa e Magali ficando lá. Pode ser que a mãe no rascunho da história estava parecendo a Dona Luísa, o desenhista desenhou assim e não revisaram depois. Ou então, se for para passar pano, Magali agiu como filosófica como parte de um plano para ela comer o bolo da Dona Luísa sozinha.

Sobre não ter palavras saudade em outros países, eles têm o sentimento, só não é uma palavra individual, um substantivo, como no Brasil, eles precisam de mais palavras para traduzir ou então um sinônimo de nostalgia. A única parte engraçada da história foi a Magali dizer que vai ter saudade do bolo que ainda vai gostar, única cena que fez lembrar da característica principal dela. Como teve crédito "Mônica e Magali" no título, poderia sair em algum da Mônica tranquilamente, mas preferiram da Magali por ela ser a psicóloga que ensina a ter saudade. Incorreta atualmente por mensagem filosófica assim, acham que não é assunto apropriado para criança, ter final triste, Mônica demonstrar que é apaixonada pelo Cebolinha, Dona Luísa retratada só como dona-de-casa fazendo bolo e as meninas falarem de Deus por envolver assunto de religião.

Foi a primeira e única vez que teve história escrita pelo o Mauricio de Sousa em gibi da Magali, antes ele havia feito história para Magali em gibis só em 1970 e 1971, além de tiras de jornais dos anos 1960 e 1970, depois foram outros roteiristas que fizeram. Desde 1985 não tinha história escrita por ele nos gibis e essa da Magali foi só depois de 11 anos e a última do Mauricio que saiu em gibis, sem contar os tabloides do Horácio republicados. Pode ser que por causa da falta de história para fechar o gibi com o falecimento da roteirista Rosana, precisaram colocar uma arquivada do Mauricio. Pelo modelo da televisão colocada, acredito que foi história arquivada. Nos almanaques da Globo de 1995 e 1996 estavam republicando histórias de 1985 nesse estilo como "Parece Outro", do 'Chico Bento Nº 65', aí essa pareceu história da fase da Editora Abril só que inédita.

Características de história do Mauricio por conta de tema filosófico, personagens com grande sabedoria como o Horácio, enquadramento ocupando toda a largura da página, personagens conversando na janela, caminhando pelo bairro e mostrando cenários do bairro enquanto conversavam, ângulos diferentes, personagens com cabeça virada para o lado, muitas vezes com situações de alto-ego do Mauricio passou na vida real. Com Mauricio qualquer personagem poderia ser filosófico. Achava estranho personagens crianças com 6 para 7 anos essa sabedoria e consciência toda, histórias desse estilo acho mais coerente com o Horácio ou a Turma da Tina ou Astronauta e combinaria também com a Turma da Mata. 

Traços muito bonitos da fase consagrada das personagens. Teve propagandas inseridas na lateral direita da página do chiclete "Ping Pong", informando que juntando embalagens ganha o álbum de figurinhas do filme do Corcunda de Notre Dame. Esse gibi da Magali marcou a estreia dos códigos de barras coloridos nas capas, com cores com mais harmonia em relação à ilustração, o que ajudou os códigos a não ficarem tão chamativos e poluírem tanto as capas, bem melhor assim. A postagem serviu como homenagem ao aniversário do Mauricio de Sousa que completa 91 anos hoje, dia 27 de outubro, e também ao Dia das Crianças do último dia 12 de outubro, por conta da mensagem final. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

FELIZ ANIVERSÁRIO, MAURICIO DE SOUSA!!!

sábado, 24 de outubro de 2026

Cascão: HQ "A Bateria"

Dia 24 de outubro é aniversário do Cebolinha e então mostro uma história em que o Cebolinha ganha uma bateria dos pais de presente de aniversário e Cascão consegue estragá-la. Com 11 páginas, foi história de abertura publicada em 'Cascão Nº 96' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cascão Nº 96' (Ed. Abril, 1986)

Os pais do Cebolinha distribuem fones de ouvido antes do filho acordar. Depois de distribuir, acordam o Cebolinha desejando feliz aniversário e mostram o presente, que era uma bateria que sempre desejou ter e ele diz que pensava que não iam dar por causa do barulho que ela faz. Os pais falam que não ligam para barulho, o que importa é felicidade dele, colocam fones de ouvido e vão para a sala.

Cebolinha toca a bateria bem alto, Cascão, brincando em frente a casa dele, ouve se assusta, aciona guarda-chuva pensando que era trovão. Percebe que não estava chovendo e o barulho continuava, descobre que vinha da casa do Cebolinha e vai lá. Cebolinha toca rápido empolgado e deixa as baquetas serem arremessadas em direção à janela. Cascão pesca e pergunta se se ele pode tocar. 

Cebolinha dá risada, os dois riem juntos e depois Cebolinha grita que nem morto e fecha a janela na cara do Cascão, dizendo que foi muita audácia dele, nada neste mundo vai deixar o Cascão tocar na bateria. Cascão bate na janela, mostra as revistas da coleção do Cebolinha que havia lhe emprestado, pega um isqueiro e ameaça queimar as revistas e, assim, Cebolinha é obrigado a deixar Cascão tocar na bateria.

Cascão agradece Cebolinha em deixar tocar e que ele é um grande coração e que agora ele vai mostrar o que é um baterista de verdade e Cebolinha manda parar com embromação e tocar logo e com cuidado para não quebrar a bateria nova. Cascão comenta que Cebolinha fala como se ele fosse o mais desastrado do mundo e Cebolinha afirma que ele é e manda ter cuidado porque ele vai ao banheiro e já volta.

Cascão acha Cebolinha bobo, se pergunta o que pode acontecer de mau tocando uma bateria. Quando se prepara para tocar, ouve um grito da Mônica o chamando no lado de fora procurando o Cascão para bater por ter roubado o Sansão e falta procurá-lo na casa do Cebolinha. Cascão se assusta e atravessa o pé no bumbo da bateria. Ele imagina Cebolinha e Mônica brabos com a bateria quebrada e com Sansão roubado e se esconde.

Cebolinha volta para o quarto e não encontra o Cascão. Mônica ouve e diz que está procurando por ele. Cebolinha diz que Cascão foi embora, Mônica lhe deseja parabéns pelo aniversário, Cebolinha pede para ela ficar e mostrar a bateria que ele ganhou. Mônica acha bonita e foi por isso que viu um monte de gente com tampa-orelha.

Cebolinha toca na bateria, deixa Mônica tocar também, Cascão sai de dentro da bateria, não aguentando o barulho, reclamando que vão tocar mal assim no inferno. Cebolinha se espanta com a bateria quebrada e Mônica olha o Sansão na mão do Cascão. Depois, na sala, Seu Cebola comenta com a Dona Cebola que o filho está tocando bem, o ritmo de som está gostoso. Dona Cebola diz que não sabia que o Cebolinha tocava bateria bem e no final veem Mônica e Cebolinha atrás do Cascão batendo nele.

História engraçada em que Cebolinha ganha uma bateria de presente de aniversário e o Cascão quer tocar nela e como Cebolinha não deixa, Cascão faz chantagem de queimar coleção de revistas do amigo e Cebolinha teve que aceitar. Aí, deixa Cascão sozinho para ir ao banheiro, Cascão quebra bateria com susto da Mônica, se esconde dentro do bumbo, mas sai não aguentando o barulho e Mônica e Cebolinha batem nele.

Cascão conseguiu aprontar com Cebolinha e Mônica ao mesmo tempo, não agiu bem fazer chantagem, ameaçar queimar coleção revistas do Cebolinha para poder tocar a bateria, teve merecido castigo de apanhar dos dois. Estragou aniversário do Cebolinha e ainda deu prejuízo para os pais dele. Cebolinha já sabia que Cascão era desastrado e não confiável, errou em deixá-lo sozinho com a bateria, poderia ter evitado, tipo falando para o Cascão esperar na sala enquanto ia ao banheiro e depois retornavam ao quarto juntos. O ritmo da batida de apanhar foi perfeito e melhor que o som que o Cebolinha tocava na bateria, fazendo os pais dele pensar que o filho era um gênio da música.

Pais do Cebolinha com coragem de dar  bateria para o filho criança e gastaram bastante dinheiro, não só com a bateria quanto para dar fones de ouvidos para cada vizinho. Bem solidários para não perturbarem vizinhança com o barulho que o Cebolinha ia fazer. Falam que não ligam para barulho, mas providenciaram fones de ouvidos para eles também e Cebolinha nem se tocou que era porque ele ia tocar mal e com muito barulho perturbante.

Não teve foco com história envolvendo medo de água, banho, sujeira, mas foi lembrada a característica dele quando acionou guarda-chuva e esconder dentro com medo de trovão e pensando que ia chover. Cascão sempre anda com guarda-chuva a tiracolo para emergências como essa. Foi bom também o absurdo de Cascão conseguir uma vara de pescar em questão de segundos para pescar a baqueta, pelo visto também anda com vara de pescar a tiracolo junto com guarda-chuva.

Engraçado pais do Cebolinha distribuindo fones de ouvidos para os vizinhos, a cara do Cascão assustado com o barulho da bateria, Cascão acionando o guarda-chuva imediatamente assim que ouviu o suposto trovão, pôr mão para fora pra confirmar que não está chovendo, pescar baquetas com vara de pescar, ameaçar queimar coleção de revistas do Cebolinha com isqueiro se não deixasse tocar na bateria e depois dizer que Cebolinha tem "grande coração" por deixar tocar bateria à base de chantagem, Cascão quebrando o bumbo com o pé após susto da Mônica e imaginar os amigos brabos com o que ele fez, e pais do Cebolinha confundirem om da bateria com som das pancadas que o Cascão recebia.

Na época os aniversários de personagens não tinham datas fixas, aí nessa de 1986 Cebolinha fez aniversário em maio, só passaram a ter datas fixas a partir de 1994. Aniversário do Cebolinha ficou só o ponto de justificativa para Cebolinha ganhar uma bateria, depois o tema ficou de segundo plano. Saiu em gibi do cascão por ele ser o causador da quebra da bateria, mas dava para ter sido publicada em gibi do Cebolinha tranquilamente se quisessem.

Incorreta atualmente por pais darem bateria para uma criança, Cascão com isqueiro na mão e ameaçar queimar coleção de revistas do Cebolinha se não deixasse tocar na bateria, quebrar bateria dando prejuízo e ainda se esconder dentro do bumbo prejudicando audição dele, ideia de Seu Cebola lendo jornal e Dona Cebola fazendo tricô, como coisas datadas em uma família da atualidade, além de palavras e expressões populares incorretas como "Nem morto!", "roubar", "peste", "Graças a Deus!", "azar", "vão tocar mal assim no inferno!".

Traços muito bonitos da fase consagrada dos personagens dos anos 1980 e contornos bem grossos. Teve propagandas inseridas no rodapés das páginas, o que era muito comum na época, dessa vez com propagandas do bombom "Chokito" e dos gibis do Manda-Chuva, Zé Colmeia, Luluzinha e Bolinha, todos da Editora Abril Foi republicada depois em 'Coleção Um tema Só Nº 21 - Mônica Aniversários' (Ed. Globo, 1998).

FELIZ ANIVERSÁRIO, CEBOLINHA!!!

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 21' - Mônica Aniversários' (Ed. Globo, 1998)