segunda-feira, 15 de junho de 2026

A Turma: HQ "Os quatro garotos do Limoeiro"

Em junho de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "Os quatro músicos do Limoeiro em que Cebolinha e os outros meninos se fantasiam de filhos dos Beatles para pegarem o Sansão da Mônica. Com 11 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 114' (Ed. Globo,  1996).

Capa de 'Cebolinha Nº 114' (Ed. Globo, 1996)

Cebolinha ouve Mônica ouvindo música na vitrola e pergunta se ela deu para voltar para o passado ouvindo discos de vinil. Mônica conta que não, que são preciosidades dos pais dela, os discos dos "Bitous". Cebolinha diz que sabe que é o grupo que fez sucesso há um tempão. Mônica fala que eles fazem sucesso, podem estar velhinhos, mas  a música é imortal, canções que falam de paz, amor e felicidade e que estão se reunindo de novo para gravar novas músicas.

Mônica mostra pôsteres dos integrantes da banda, Pôu, Xórge, Dingo e a voz do Jon, suspirando por ele. Cebolinha pergunta se eles vão se reunir no museu. Mônica diz que talento não envelhece e aposta que passaram isso para os filhos. Cebolinha pergunta se eles têm filhos, Mônica afirma e quando eles crescerem, vão ser ídolos dela também. Cebolinha vai embora do nada, com ideia para um plano infalível.

Depois, Cebolinha aparece com Cascão, Xaveco e Nimbus, todos fantasiados de "Bitous", dizendo que vai ser fácil driblar a Mônica do jeito que ela é fã. Xaveco manda ir com isso logo a mãe não pode descobrir que sumiram as perucas dela, Cascão reclama que os sapatos estão pinicando e Nimbus pergunta se os instrumentos de papelão vão colar.

Eles aparecem na frente da casa da Mônica e começam a cantar música dos Bitous e Mônica se emociona que eles estão cantando no quintal da casa e pula da janela do quarto para pedir autógrafo, sendo que se dá conta que são muito jovens para serem os Bitous. Cebolinha dá desculpa que são filhos deles. Cebolinha é o Xixo Macalta, filho do Pôu Macalta; Xaveco é o Vaiqui Está, filho do Dingo Está; Cascão é o Vavá Aiquisom, filho do Xorge Aiquison, e Nimbus como Yakashuca Lenno, filho do Jon Lenno. 

Mônica comenta que Yakashuca tem olhinhos puxados e Nimbus responde que a mãe dele é a Quinoco Ono. Ela acha uma maravilha os Bitous mirins na Rua do Limoeiro. Cebolinha fala que "vão alasar", Mônica comenta que ele fala como um amiguinho dela e ele responde que não aprendeu a falar Português direito. Mônica como que o filho do Xórge é fedidinho e Cebolinha diz que na Inglaterra faz muito frio para tomar banho todo dia.

Eles fazem apresentação musical para a Mônica, que adora e quer contar para a turma que eles estão ali. Os meninos impedem, dizem que estão só de passagem, tem um submarino amarelo esperando. Mônica pergunta se foram lá só para cantarem para ela. Os meninos respondem que mais ou menos, que foram para cantar músicas de paz e amor, que é triste saber que tem gente que ainda batem nos outros neste mundo, principalmente meninas que surram amiguinhos e as gorduchas são as piores, e que recolhem armas por todo lugar que  passam: revólveres, luvas de boxe, coelhinhos de pelúcia, que são os piores.

Mônica diz que tem um coelhinho, pequenininho e fragilzinho. Cebolinha quer que ela o entregue, armas são armas. Mônica resiste entregar, Cebolinha diz que se é assim, os pais deles não gostarão nem um pouco disso e pede para Cascão passar o celular. Mônica entrega o Sansão para eles, avisando para não contar para os Bitous. 

Eles vão embora, aliviados que o mundo pode respirar tranquilamente. Cascão fala que ele também, tira a peruca piniquenta e quer tirar o terno apertado e Mônica descobre que era um plano infalível, só que em vez de apanharem, os meninos não terminam história com olho roxo, em homenagem aos Bitous, ela manda cantarem, e ela traduz que "tudo que você precisa é amor".

História legal em que Cebolinha descobre que a Mônica é fã dos "Bitous" e faz um plano infalível de ele se fantasiar com os outros meninos como filhos dos Bitous e conseguirem pegar o Sansão alegando que o coelhinho era uma arma e seria uma ameaça à paz no mundo. Depois de entregar o Sansão, Mônica descobre que era tudo.um plano depois do Cascão tirar o disfarce na frente dela, só que dessa vez eles se deram bem e não apanharam para homenagear os Bitous que defendiam a paz e não à violência.

Cascão mais uma vez para estragar o plano, poderia esperar terem se afastado mais, já longe da Mônica. Incrível que Cebolinha sempre o chama para participar e já sabe que ele sempre estraga os planos. Mônica se passou como uma Beatlemaníaca e foi muito boba e ingênua, primeiro acreditou que eles eram os verdadeiros Bitous, depois que eram filhos deles e com várias evidências de instrumentos de papelão, filhos de todos os integrantes com mesma idade, condição de pegarem o Sansão como foi em outros planos anteriores, Nimbus com olhinhos puxados, Cebolinha falando errado, Cascão fedido, até desconfiou um pouco só que acreditou nas desculpas deles.


Foi história de plano infalível padrão com diferencial do final não apanharam para fazer homenagem aos Beatles que pregavam paz e amor. Na época ficou em um sentido original, para variar do óbvio que os é sempre apanhavam em histórias de planos infalíveis. Quem diria que hoje um final assim é o que prevalece já que o politicamente correto não permite violência.

Cebolinha pede silêncio dizendo os nomes do Xaveco,  Nimbus e Cascão no 1° quadro da página 7 do gibi para comprovar aos leitores que eram eles fantasiados, mas nem precisava, já dava para saber que eram eles, inclusive o Xaveco, que é quem poderia gerar alguma dúvida. Xaveco ficou como secundário, quase não falou e foi o que menos apareceu. Foi uma das vezes que o Nimbus participou de plano infalível, mas não era muito comum já que tinha a personalidade mais de ser um menino que atraía as meninas pelo seu charme, personalidadedele que foi abandonada depois. 

As paródias foram muito boas, tanto no nome da banda, os nomes dos integrantes Paul MCCartney, George Harisson, Ringo Starr e John Lennon, e até as letras das músicas também foram parodiadas. Engraçado também Cebolinha perguntar se Bitous vão se reunir no museu, Mônica estranhar Cebolinha falando errado e ele responde que não aprendeu a falar Português direito, Mônica comentar como que o filho do Xórge é fedidinho e Cebolinha diz que na Inglaterra faz muito frio para tomar banho todo dia.

Cebolinha com etarismo, achando que Beatles eram velhos e na verdade nem eram já que tinham por cerca de 50 anos. É que em 1996 uma pessoa de 50 anos já era considerada velha, aparentava mais idade, músicas de 30 anos atrás até então achavam ultrapassadas, hoje em dia essa visão mudou. Sobre Cebolinha dizer que ela voltou ao passado porque em 1996 os discos de vinil já estavam perdendo popularidade para o CD, os discos ainda eram vendidos, só que em tiragem menor e as pessoas estavam comprando CDs com mais frequência e depois de 1997 as gravadoras passaram a lançar álbuns só em CD. Hoje em dia CD também é ultrapassado e músicas são ouvidas em aplicativos digitais como o Spotify. Sobre autógrafo, hoje em dia Mônica iria pedir para tirar fotos com eles no celular.


Bela homenagem aos Beatles, teve referência atea submarino amarelo. Volta e meia faziam homenagens a eles em outras histórias e eram boas. Essa foi da época do "Anthology", projeto com faixas ao vivo e duas músicas inéditas que os três remanescentes da banda na época gravaram a partir de obras do John Lennon,  morto em 1980, e lançamento com um VHS com entrevistas, e isso serviu de inspiração para criar esta história. Deve ter sido escrita por Paulo Back, que é grande fã dos Beatles.

Incorreta hoje em dia por ter plano infalível tirando proveito de Mônica boba, Cebolinha com etarismo, menção à Beatles por ser banda antiga que crianças nem sabe quem são,  hoje preferem citar artistas famosos da atualidade, xingarem Mônica de gorducha, além da palavra proibida "gozado".

Traços ficaram bonitos do estilo consagrado dos personagens, os meninos ficaram bem fantasiados de Bitous. Colorização jánãotinha mais degradêem todos os quadros, mas nessa até que prevaleceu. Pena cores escuras demais. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Pipa e Zecão: HQ "Não enrola, não!!"

Em 12 de junho é o "Dia dos Namorados" no Brasil, então mostro uma história em que a Pipa acha que Zecão está enrolando para se casar com ela depois de tanto tempo de namoro. Com 8 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 18' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Mônica Nº 18' (Ed. Globo, 1988)

Pipa tem a notícia que sua amiga Gilda vai se casar com o Joelmir no mês que vem. Pipa se surpreende porque eles namoram há pouco tempo e que ela e o Zecão namoram há um tempão e nem falam em casamento. Gilda fala que todo mundo sabe que o Zecão está enrolando e quem sabe um dia se casam e Pipa grita que ela é invejosa só porque não tem namorado como o Zecão e fica inventando calúnias.

Aparece a Lucinha e Pipa conta que a Gilda insinuou que o Zecão não quer se casar com ela. Lucinha pergunta se ele quer, Pipa responde que sim e Lucinha pergunta por que então não se casam, todos os amigos estavam casando e até ela e o namorado Marquinhos podem passar a perna neles e aí melhor se apressarem. Pipa comenta que elas não sabem as responsabilidades que o casamento traz, é um ato que exige muita reflexão. No caminho, vê um casal que acabaram de se casar e ouve eles dizendo que finalmente, foram longos 3 meses de namoro.

Em seguida, Zecão aparece e Pipa começa a fazer drama que ele fica enganando esse tempo todo, enrolando, sem querer casar com ela. Zecão diz que quer casar, só que os tempos estão difíceis, está terminando melhorar de vida, terminar os estudos. Pipa chora achando que é papo furado, não vai continuar abusando da ingenuidade dela e termina o namoro. Zecão fala para ela não ir embora, quer se casar, quem sabe daqui 3 anos e ela diz que só volte a procurá-la quando resolver mesmo se casar.

Depois, Pipa conta para Tina que terminou com o Zecão, Tina pergunta por que resolveu se casar assim de repente, Pipa responde que namoram há 2 anos e não quer saber de enrolação. Tina pergunta se ela está preparada para isso ou se está só indo na onda do pessoal que está se casando, se está preparada para ter filhos, administrar a própria vida, compartilhar todos os momentos com o Zecão, que vai afetar toda vida, conta que ela e o Jaime namoram há um tempão e não enfrentaria o altar.

Pipa comenta que ela teria que sair da casa dos pais e ela ainda não se formou. Toca a campainha e era o Zecão, que avisa à Pipa que eles podem se casar daqui 3 meses, se ele vender o carro, moto, discos e livros pode comprar os principais móveis e alugar um apartamento, que será tudo muito simples e talvez tenham dificuldades, mas se é o que ela quer. 

Pipa diz que acha que foi precipitada e egoísta, não quer que ele faça sacrifícios e nem ela, queria curtir mais um tempinho de namoro e esperar que as coisas aconteçam naturalmente, não vai ficar chateada, são jovens e têm tempo. Então, Zecão se despede, combinando de se encontrarem de noite, e logo dá uma ideia nele e cobra da Pipa se ela não está o enrolando, porque se tiver, é bom ir dizendo e continua dando bronca nela.

História legal em que Pipa resolve se casar vendo todo mundo se casando depois de pouco tempo de namoro, menos ela, que namorava por muitos anos o Zecão e nada de casamento. Sobrou para o Zecão que se viu obrigado a se casar para não perder a namorada, que achava que estava era enrolando. Só que após a conversa com a Tina, Pipa desiste de se casar e aí é Zecão que acha que ela estáava enrolando.

Pipa é doida, mostrou que era influenciável, sem opinião própria, só porque as amigas estavam se casando, ela teria que se casar também pra ontem. Ela até tinha noção que casamento exigia responsabilidade, mas vendo que elas se casavam com poucos meses de namoro e ela namorava o Zecão há 2 anos, caiu na pilha que estava sendo passada para trás e Zecão estava a enrolando para o casamento. 

Zecão foi sensato, não adianta passar necessidade só para ter o luxo de casar, mas por gostar da Pipa, cogitou fazer sacrifícios para atender o desejo da namorada. Mostrou que gosta muito dela, se fosse outro, deixava terminar namoro  e pronto. O jogo virou no final, foi legal Zecão passar que queria se casar e cobrar da Pipa que estava enrolando. Tina excelente psicóloga, sabia resolver os problemas dos amigos muito bem e conseguiu abrir os olhos da Pipa sobre os problemas pós-casamento. Nessa fase, Tina só aparecia para conciliar as brigas de namoro e problemas dos amigos.

Foi engraçado o "jááá" da Pipa ao saber que a Gilda iria se casar com pouco tempo de namoro, Pipa chamar amiga de invejosa porque não tem um namorado como o Zecão,  Lucinha perguntar se Pipa estava falando sozinha e ela responder que ainda não, Pipa dizer que não tinha pressa de se casar  por não estar apostando corrida, a histeria com o Zecão, dizer que estava enrolando e abusando da ingenuidade dela, Zecão dizer que é para se casarem daqui 3 anos e já deixar marcado, ela caindo em si que seria burrada após a conversa com a Tina e o Zecão no final pensar que ela que estava enrolando.

História deu mensagem de forma bem divertida de que tudo tem seu tempo, recado para os jovens que devem se casar quando acharem que é a hora certa e com vida financeira resolvida para não passar dificuldades, e também terem cabeça feita, não irem na cabeça dos outros e se casar só porque os outros estavam casando. Incorreta atualmente por ter namoro de personagens, mesmo que são adultos jovens, mas quem lê os gibis são as crianças, além de mostrar uma Pipa descontrolada, influenciável de não ter opinião própria, Zecão desenhado com nariz bem grande e palavras e expressões de duplo sentido proibidas "outros quinhentos", "passar a perna", "papo furado", "crápula", etc.

Dessa vez tiveram vários personagens secundários, como não tinham amigos fixos na Turma da Tina, aí roteirista precisou criar esses. Todos apareceram só nesta história como de costume de personagens criados para uma história, mas bem que dariam pra serem fixos e aumentar número de jovens desse núcleo. Nos anos 1990 que incluíram o Baixinho e o Marcão como amigos fixos do Rolo, porém eles aparecendo só ocasionalmente.

Traços muito caprichados da Turma da Tina dos anos 1980 com Tina com cabelo mais curto e Pipa bem gorda e com brilho no cabelo. A colorização teve o estilo do primeiro semestre de 1988 com tons pasteis claros, porém menos desbotados que no segundo semestre de 1987 e destaque para tons diferentes das cores azul, amarelo e vermelho. 

terça-feira, 9 de junho de 2026

Capa da Semana: Cascão Nº 49

Uma capa bem bonita e caprichada com Cascão e Maria Cascuda  namorando e um deu de presente de "Dia dos Namorados" uma lata de lixo para o outro.

Da época que a Cascuda era sujinha e fazia apologia à sujeira como o Cascão, com o tempo, deixaram só o Cascão gostar de sujeira e que não toma banho. Não teve sujeirinhas no rosto da Cascuda, o que era bem raro, já que ela era fixa com sujeirinhas até então, talvez foi um esquecimento nesta capa. Ela deixou de ter sujeirinhas no rosto em definitivo a partir dos anos 2000.

Curiosidade que essa imagem foi tirada do álbum de figurinhas "Como Diz o Ditado", de 1981, mais precisamenteda figurinha do ditado "Amor com amor se paga". Algumas vezes eles reaproveitavam ilustrações já prontas para as capas, tudo indica que com demanda alta, às vezes não tinha tempo de produzirem ilustrações novas para capas a tempo de fechar o gibi. E tiveram outras capas com ilustrações desse álbum de figurinhas de 1981, inclusive também em passatempos, principalmente os de "Vamos colorir?" e "Jogo dos 7 erros" em Almanacões de Férias.

Capa dessa semana é de 'Cascão Nº 49' (Ed. Abril, Junho/ 1984).

sábado, 6 de junho de 2026

HQ "Magali maluquinha por melão"

Mostro uma história em que a Magali fica em dúvida em namorar o Quinzinho, filho do padeiro, ou com o Miguelzinho melão, filho do quitandeiro, por causa das comidas que eles ofereciam. Com 9 páginas, foi história de abertura publicada em 'Magali Nº 91' (Ed. Globo, 1992).

Capa de 'Magali Nº 91' (Ed. Globo, 1992)

Escrita por Rosana Munhoz, começa Magali gritando como se tivesse passando mal e Mônica pergunta se comeu alguma coisa estragada. Magali aponta para lixeira com um monte de restos de frutas que ela comeu. Mônica pergunta se a amiga ficou com remorso por ter comido e Magali responde que de comido não, mas por ter aceitado, quem trouxe foi o Miguelzinho Melão, o filho do quitandeiro, que pediu para namorar com ela. Aceitou as frutas e ele pensa que topou o namoro.

Mônica sugere explicar para o Miguelzinho que foi engano e que gosta do Quinzinho, mas Magali está com dúvida porque o Miguelzinho prometeu levar mais frutas para ela enquanto o Quinzinho só traz pão, pão, pão. Mônica perguntas e Magali vai escolher um dos dois por causa da comida e ela responde que não é isso, é que pelos presentes o Miguelzinho tem mais afeição por ela e o Quinzinho anda regulado ultimamente. Mônica dá a real que Magali está sendo interesseira, imagina trocar o Quinzinho por um punhado de frutas e vai embora.

Magali acha que Mônica tem razão, está se levando pela gulodice e promete avisar ao Miguelzinho que gosta do Quinzinho, quando chega o Miguelzinho com uma melancia. Magali acha a melancia maravilhosa, come inteira de uma vez e Miguelzinho avisa que tem muitas outras no lugar que veio, tudo para a namorada dele, se comeu porque aceitou. 

Quinzinho aparece, vê Magali e Miguelzinho de mãos dadas e se assusta. Miguelzinho pergunta se é o ex-namorado dela e Quinzinho, furioso, quer saber o que significa aquilo. Miguelzinho diz que a Magali cansou do Quinzinho e descobriu que ele é o namorado ideal para uma garotinha com grande apetite e ela se decidiu depois das frutas deliciosas dele e que Quinzinho anda meio regulado, levava nada para ela.

Quinzinho dá um saquinho de pães para Magali. Miguelzinho fala que isso é coisa menos romântica e que engorda e que ele sabe o que uma garota gosta, mostrando uma caixa de delicados pêssegos. Então, Quinzinho leva sonhos, Miguelzinho, morangos, e assim cada um vai levando coisas da padaria e da quitanda. Magali interrompe, perguntando se eles pensam que ela é uma morta de fome, assim eles a ofendem e quer saber de nenhum dos dois. 

Os meninos brigam feio, Mônica comenta que ninguém brigou assim por ela, Magali se sente culpada e Mônica tem uma ideia. Logo, surge Magali namorando o Giovani, filho do dono do restaurante de cinco estrelas e vão lá para ele oferecer um banquete para Magali. Quinzinho e Miguelzinho ficam surpresos da fila andar rápido, Miguelzinho chama Magali de interesseira, recolhe as frutas, dizendo que já teve muito prejuízo por causa daquela gulosa.

Quinzinho chora pela falta da Magali, que vê a cena e aparece dizendo que está ali. Quinzinho pergunta se ela desistiu do Giovani, Magali diz que ele era a Mônica disfarçada, só fez isso para saber se ele gostava realmente dela e retomam namoro. Quinzinho pede desculpas por ter a ofendido e diz que nunca mais vai oferecer comida para ela. Magali diz que não é bem assim, depois de ter resistido a tudo aquilo, queria pedir uma coisa a ele e no final, Quinzinho lhe dar uma fornada de pães, falando que quem quer namorar a Magali, o caminho para o coração dela passa pelo estômago mesmo.

História legal em que a Magali fica com dúvida com quem namorar, se é melhor receber comidas da padaria do Quinzinho ou frutas da quitanda do Miguelzinho Melão. Por Magali escolher ficar com nenhum dos dois e com a briga dos meninos por causa dela, a solução da Mônica foi Magali fazer fila andar rápido e arrumar logo outro menino dono filho do dono de restaurante cinco estrelas logo, quem ficasse lá é quem ela escolheria para namorar porque realmente gostava dela e deu certo que aí o Quinzinho continuou como namorado da Magali.

Mais uma história que fica a dúvida se a Magali namora o Quinzinho por interesse ou não, que até pode não ser, mas suas atitudes ficam dando impressão que é interesseira. Sempre eram engraçadas histórias assim. Magali agiu nada bem, poderia ser firme e já dizer não para o Miguelzinho por ela ter namorado. Quinzinho corno provou que tem o amor mais verdadeiro, já Miguelzinho Melão se mostrou como arrogante, que poderia comprar o amor da Magali com as frutas, na primeira oportunidade de ele ter sido trocado por outro, caiu foram, provando que não mereceria ser novo namorado da Magali.

O plano da Mônica foi bom e conseguiu unir de novo Magali e Quinzinho, mas teve risco também dos dois pretendentes abandonarem e ela ficar sem namorado, afinal, Quinzinho era bonzinho e realmente gostava dela, se fosse outro não aceitaria ser trocado por outro e quase que imediatamente. E os meninos nem para desconfiarem que o Giovani era a Mônica disfarçada pelos dentões, se fossem mais espertos descobririam na hora.

Foi engraçado a indecisão da Magali de com quem vai ficar por causa das comidas que ofereciam, comer a melancia inteira, Quinzinho flagrar Magali de mãos dadas com Miguelzinho, absurdo de surgir as frutas do nada sem saírem de lá, Quinzinho chamar Miguelzinho de "cabeça-de-melão" e Miguelzinho chamar Quinzinho de "pão-duro", Magali dizer que acham que ela é uma morta de fome, Mônica dizer que ninguém nunca brigou assim por mim e ela como Giovani fazer declaração que Magali é o filé minhon com fritas da minha vida (no caso, "minhon" aportuguesado de filé mignon) e a cara da Magali com boca aberta para receber a fornada de pães do Quinzinho.

Observações de algumas frases ditas por eles. Magali reclamou que Quinzinho andava regulado em dar comida, ele não tinha obrigação, as coisas da padaria eram do pai dele e ficava dando prejuízo ao pai, Miguelzinho disse que pães engorda, no caso da Magali não teria risco de engordar com pães, pois ela come, come e continua magrinha. Magali dizer que pensam que ela é uma morta de fome, de fato é, pelo menos age como uma. Mônica dizer que nunca brigaram por causa dela, como meninos acham ela feia, gorda, ninguém faria isso por ela.

A briga dos meninos foi violenta, podiam se machucar feio, era bem legal esse recurso de uma espiral representando briga violenta. Mais um menino "inho" diferente por quem as meninas eram apaixonadas, dessa vez o Miguelzinho Melão como o filho do quitandeiro e ele apareceu só nessa história, como de costume de personagens criados para história única. Incorreta atualmente por ter namoro de crianças, triângulo amoroso, interesses, briga violenta dos meninos por causa de uma garota e aparecerem surrados, absurdo de Magali gulosa comer uma melancia inteira.

Traços ficaram ótimos do estilo consagrado dos personagens. Tiveram erros da camiseta do Miguelzinho ficar amarela no 3º quadro da 5ª página da história, a pontuação na fala do Quinzinho: "Ah, é? Que tal estas rosquinhas!" no 5º quadro da 6ª página da história, devia ser ponto de interrogação no final de rosquinhas em vez de exclamação e sumirem com os olhos roxos e machucados dos meninos no quadro seguinte após a briga, apesar que isso sempre fazem quando tem continuação de história sem ser o final.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Cranicola: HQ "Quero um corpo"

Mostro uma história em que o Cranicola fica deprimido por não arrumar namorada por não ter um corpo e o Penadinho resolve ajudá-lo. Com 6 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 177' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Cascão Nº 177' (Ed. Globo, 1993)

Cranicola está conversando com a fantasma Suzi, que comenta que adora conversar com ele, que as horas passam tão rápido que nem percebe. Cranicola diz que fica sem jeito e que eles têm toda a eternidade para conversarem. Suzi fala que precisa ir porque tem um encontro com o namorado dela.

Cranicola vê Muminho e Zé Vampir com suas namoradas, diz que está tudo mal, péssimo, horrível e começa a chorar. Penadinho aparece e pergunta o motivo da choradeira. Cranicola fala porque ele não tem braços, pernas nem mãos. Penadinho fala que achava que estava conformado e Cranicola que nunca, que reencarna de inveja de outros rapazes poder caminhar ao lado de uma garota, andar de mãos dadas, abraços, etc, e está cansado de ficar assim paradão.

Penadinho tem a solução de levar Cranicola ao castelo do Doutor Franquistóim porque está sempre inventando algo e ele tem que carregar o Cranicola até lá porque não pode ir sozinho. Chegando lá, Penadinho explica a situação do Cranicola e Doutor Franquistóim que está precisando de um cérebro par ao novo filho dele, havia criado o corpo de um Frankenstein só que sem cabeça e coloca o Cranicola como a cabeça faltante.

Assim, Cranicola consegue levantar, pular, dançar. Frank abraça seu novo irmãozinho e Cranicola acha uma emoção que agora é uma pessoa normal. Já no cemitério depois, quer arranjar uma namorada, observa as garotas para escolher bem. Até que no final se apaixona por uma caveira só com cabeça em uma pedra, que nem como ele era. 

História legal em que o Cranicola fica deprimido que não arranjava namorada porque não podia sair daquela pedra, Penadinho o carrega até o castelo do Franquistóim, que coloca Cranicola no corpo do Frankenstein que havia criado. Cranicola fica feliz por ter um corpo e se tornar uma pessoa normal e na hora de arrumar namorada, com tantas garotas no cemitério, Cranicola resolveu namorar justamente uma igual a ele.

Realmente é muito ruim apenas ser uma cabeça de crânio em cima de pedra sem poder fazer nada. Com a desilusão amorosa da Suzi, piorou a situação dele. Já que era para namorar uma caveira sem cabeça que nem ele, nem precisaria de corpo, era só ter pedido para o Penadinho carregá-lo pelo cemitério até onde ela estava. Mas dessa vez não se deu mal, conseguiu se locomover e ganhar uma família sendo o novo filho da criação do Doutor Franquistóim, foi só encaixar o Cranicola no corpo pra funcionar. 

O recurso do Cranicola de corpo de Frankenstein foi usado só nessa história, depois voltou a ser o crânio em cima de pedra com sempre foi. Engraçado a decepção do Cranicola descobrir que Suzi tinha namorado, dizer "reencarnar de inveja" o oposto de "morrer de inveja", o deslize do Penadinho de chamar o Cranicola para irem juntos ao castelo do Doutor Franquistóin, Cranicola no corpo de Frankenstein. A cara do Penadinho no final foi hilária, tanto trabalho que teve por pouco.

Os monstros às vezes namoravam outros fora da espécie deles, isso quando não se apaixonavam por humanas. Era comum múmia namorar com fantasma, vampiro com múmia, etc. Eles não tinham namoradas fixas, apenas Penadinho e Alminha, e ainda assim Penadinho podia aparecer interessado por outras fantasmas ou monstras. Zé Vampir também chegou a ter uma namorada em mais de uma história como a Nefasta, mas não era fixa, visto que também já namorou outras vampiras e outras fantasmas e monstras.

Cranicola mais uma vez envolvido com seus problemas de não poder se locomover. Antes do Luca, o Cranicola era o representante de pessoas com deficiência e seus problemas de não poder sair do local por ter só uma cabeça. E em muitas ele se dava mal no final, aumentando mais a sua depressão. Incorreta atualmente por chacota com deficientes, Cranicola deprimido por não ter corpo, não andar, não poder se mexer, além de envolver namoro, mesmo sendo de monstros adultos.

Traços ficaram bons, típicos de histórias de miolo dos anos 1990. Pode até considerar que foi uma história grande da Turma do Penadinho em gibi do Cascão porque histórias de secundários em gibis quinzenais de 36 páginas de Cascão e Chico Bento normalmente eram no máximo até 4 páginas e quando precisavam ser mais desenvolvidas colocavam em gibis da Mônica, Cebolinha e Parque da Mônica. Mesmo curtas tinham grandes conteúdos.