sexta-feira, 27 de março de 2026

Magali 60 Anos

Magali completou 60 anos de criação em 2024 e a MSP lançou um livro especial comemorativo. Nessa postagem faço review de como foi e o que achei desse livro.

Magali foi criada em 11 de janeiro de 1964 em uma tirinha do jornal "Folha de São Paulo" e como de costume fazem edições especiais para comemorar a data de aniversários redondos de personagens protagonistas. Todos tiveram seus livros especiais de 50 anos e nessa coleção "60 Anos", Mônica, Cebolinha e Magali tiveram seus livros e só Cascão e Chico Bento passaram em branco, nada de especiais quando fizeram 60 anos em 2021.

O Livro 'Magali 60 Anos' foi lançado em setembro de 2024 pela Editora Panini vendido em livrarias físicas, bancas de jornais e sites na internet. Com 162 páginas, e, diferente dos livros 60 Anos de Mônica e Cebolinha, esse da Magali não teve capa dura, foi com capa cartonada com verniz, papel interno tipo off-set bem fino e custando R$ 44,90, mais barato que uma capa dura como da Mônica, que foi R$ 89,90. Preferiram uma capa mais simples para baratear custos, só que não segue um padrão, já que os outros dois foram capa dura, o da Magali devia ser também, fica até desmerecendo a personagem de não ter importância. Livro ficou muito flexível assim. Ideal mesmo era esses livros terem duas versões de capas, dura ou cartonada, e o leitor escolheria qual seria mais conveniente comprar. Na internet é possível encontrar preço mais barato de capa, eu comprei só um ano depois, e setembro de 2025, pagando R$ 32,00 só que o frete de R$ 10,00 não ficou muita diferença de preço normal.

A capa não foi uma lustração nova, simplesmente pegaram a ilustração da capa do gibi da Magali Nº 1' da Editora Panini de 2007, mudaram fundo e colocaram efeitos de sementes de melancia caindo e pronto. Não gostei. Por ser uma edição especial merecia uma ilustração nova criada especialmente para ela. 'Mônica 60 Anos' também não teve ilustração nova, só 'Cebolinha 60 Anos' que teve uma ilustração bonita e digna de um livro especial.

Capa de 'Magali Nº 1' (Ed. Panini, 2007)

Como foi uma capa cartonada, o logotipo da capa ficou sem efeito dourado como nos outros livros "60 anos" de capa dura, a lombada, também sem feito dourado e sem logotipo da Magali oficial. E o livro teve um brinde de marcador de página com ilustração da Magali Nº 1 da Globo de 1989. Também não tiveram brindes nos outros livros "60 Anos", foi diferencial.

Brinde de marcador de páginas

O livro abre com frontispício imitando estilo de uma receita culinária e com uma ilustração nova da Magali como mestre-cuca. Gostei, ficou bem criativo e sem ficar mostrando só um texto simples falando sobre o livro e dizer que são histórias de outras épocas e não fazem mais histórias incorretas daquele jeito. No mesmo frontispício ainda teve índice de títulos de histórias e páginas que se encontram, coisa que não teve em outros livros comemorativos, foi bom também. Sendo que colocaram um "g" ao lado do número de páginas para representaram como gramas dos ingredientes que a receita tem.


Em seguida, vem as histórias, deixando extras com as curiosidades da Magali no final do livro. A relação das histórias publicadas nele, com o número da edição e ano de cada foram essas:

  1. "O peso da Magali" (MN # 5 - Ed. Abril, 1970)
  2. "Magalancia" (MN # 135 - Ed. Abril, 1981)
  3. "A menina e a Lua" (MG # 1 - Ed. Globo, 1989)
  4. "O controlador de apetite" (MG # 3 - Ed. Globo, 1989)
  5. "A mão errada" (MG # 11 - Ed. Globo, 1989)
  6. "Meu reino por um sorvete" (MG # 17 - Ed. Globo, 1990)
  7. "Brincando com a Magali" (MG # 41 - Ed. Globo, 1991)
  8. "A vice-dona da rua" (MG # 103 - Ed. Globo, 1993)
  9. "A hora da fome" (MG # 116 - Ed. Globo, 1993)
  10. "O que eu sou, afinal?" (MG # 124 - Ed. Globo, 1994)
  11. "Lalá, a lagosta" (MG # 194 - Ed. Globo, 1996)
  12. "Magalinha morena" (MG # 273 - Ed. Globo, 1999)
  13. "Comendo fora" (MG # 316 - Ed. Globo, 2001)
  14. "Pedido de aniversário" (MG # 336 - Ed. Globo, 2002)
  15. "Meu bolo é de bruxa?" (MG # 371 - Ed. Globo, 2004)
  16. Tirinha (MG # 2 - Ed. Globo, 1989)


Pode perceber que praticamente não tiveram histórias da Editora Abril, reservando só 9 páginas do livro com apenas uma história dos anos 1970 e uma dos anos 1980. Uma pena a fase da Abril praticamente esquecida, Magali estrelou histórias nessa fase que davam pra colocar, como as de  de miolo dos anos 1980 com 3 a 4 páginas que davam para estar. Com isso, deixaram de mostrar diferenças de traços de todos os tempos, até estilo superfofinho entre 1977 a 1979 que marcou época ficou de fora. 

De Anos 1970, foi representada pela história "O peso da Magali", escrita pelo Mauricio de Sousa, em que Magali descobre que é muito magrinha e a Mônica tenta ajudá-la só que do seu jeito. Primeira história da Magali nos gibis e com foco na característica de que ela come, come e continua magrinha sem aumentar um grama sequer. E representa os traços iniciais do Mauricio, bem simples e com personagens com bochechas pontiagudas.

De Anos 1980 da Editora Abril ficou representada pela história "Magalancia" em que a Mônica pensa que a Magali virou melancia por viver comendo muito a fruta. Representa um estilo de traços fofinhos típicos do ano de 1981, uma variação do superfofinho de 1977 a 1979, só que sem tantos exageros. Porém, tantos outros estilos de traços de anos 1980 da Editora Abril excelentes ficaram de fora por terem colocado só essa dos anos 1980 da editora.

Depois dessa, já pula para Editora Globo de 1989, com 3 histórias daquele ano, ocupando 24 páginas do livro. "A menina e a Lua", representando história de fábula, em que Magali conta uma história de uma menina que foi parar na Lua porque pensava que era feita de queijo.  Teve a clássica "O controlador de apetite" em que a Magali toma um estimulador de apetite por engano fornecido pelo médico e ela passa a ter uma fome incontrolável comendo até árvores e o próprio gibi. E a outra de 1989, "A mão errada", mostrando a característica de que Magali é canhota e problema de habilidade de escrever e manusear com a mão direita.


A década de 1990 prevaleceu no livro, foram 7 histórias republicadas, reservando 67 páginas do livro. Aí de 1990 tem história "Meu reino por um sorvete", de fábula, em que a princesa de um reino, interpretada pela Magali, fica encantada por conhecer e tomar sorvete que não tinha no seu reino e como era muito longe para conseguir tomar de novo, resolve viajar escondida para lá e tomar todos os sorvetes que quisesse.

Em seguida, vem "Brincando com a Magali" em que Magali pensa em comida em todas as brincadeiras com as meninas. Representa histórias que Magali ser influenciável e não pensa em outra coisa sem ser comida. Teve presença da Denise da fase que era apenas secundária e aparecia diferente a cada história e sem personalidade alguma, ela foi a menina loira dessa vez. Depois vem "A-Vice Dona da Rua" em que a Mônica vai viajar e deixa a Magali como vice-dona da rua e ela faz os meninos trabalharem para deixar a rua limpa e preservada, Nessa, Magali sem querer se saiu uma grande prefeita, dando exemplos a vários prefeitos e governantes da vida real com o que realmente deviam se preocupar.

Em "A hora da fome", mostra o que acontece dentro do corpo da Magali quando ela come alguma coisa. Tudo indica que foi escrita pelo Flavio Teixeira de Jesus e representa traços do estilo de língua ocupando mais espaço da boca marcante dos anos 1990 para dar mais humor. Nunca gostei muito dessa história, a Magali quase não aparece já que é focado nos diálogos dos órgãos dela, comandado pelo cérebro e interação dele com nariz, fígado, estômago,  esôfago, intestino delgado etc, ficou parecendo aula de aparelho digestivo só que sem ser tão didático. Até que é humorada, se fosse produzida hoje seria extremamente didática, mas tem histórias de 1993 bem melhores que essa e que ficaram de fora.

Em "O que sou, afinal?" mostrou outra história da Magali como canhota. Acho que duas assim do mesmo tempo foi sem sentido, uma já estava boa. Na verdade, foram só essas duas que mostraram como canhota, podia ter sido uma característica mais explorada nas histórias dela. Teve também "Lalá, a Logosta" em que a Magali leva uma lagosta viva do restaurante para casa com pena de ela ir parar na panela. Essa com traços da fase consagrada das personagens e representando histórias da Magali contracenando com os pais. E ainda teve "Magalinha morena", outra história de fábula com a turma como bichos, a Magali como galinha queria plantar grãos de trigo só que a seus amigos eram preguiçosos de ajudá-la a plantar e Magalinha tinha que faze tudo sozinha. Com isso, fechando anos 1990 do livro. Um exagero três histórias de fábulas nessa edição.

Anos 2000 da Globo foram 3 histórias ocupando 48 páginas do livro, uma normal e duas de aniversário da Magali. Nesses livros, acho que nem deviam ter histórias de aniversários para padronizar com os outros que não tiveram, mas já que teve, uma já está bom, já duas e em seguida considero desnecessário. Com isso, teve "Comendo fora" em que a Magali vai ao restaurante com os pais e ela pedindo várias coisas do cardápio, representando histórias da Magali com os pais dela, gulosa, dando prejuízo aos pais e passando vergonha.

Depois vem "Pedido de aniversário", história de aniversário escrita por Emerson Abreu e com a volta da Bruxa Viviane depois de 3 anos sem aparecer, já tinha aparecido em 'Magali Nº 239' de 1998, sua estreia, e em 'Magali Nº 264, de 1999, e essa foi a terceira aparição. Na época, Bruxa Viviane aparecia só de vez em quando, ficando bom tempo fora e depois retornando com seus planos de conquistar o mundo através de magia com a Lua. Nessa, revelou que a Tia Nena é uma bruxa de verdade e que depois passaram a dizer que Magali também é uma bruxa.

E a história de encerramento foi "Meu bolo é de bruxa?", outra de aniversário, agora escrita pelo Paulo Back, em que o Dudu pensa que a Tia Nena é uma bruxa, diz que tem várias provas e que o bolo de aniversário que a Tia Nena faria para a festa da Magali estaria enfeitiçado. Representa história da Magali com Dudu. Desnecessário 2 histórias de aniversário e ainda com tema de Tia Nena como bruxa, que já teve em "Pedido de aniversário".

Curiosamente, o livro acaba em 2004, sem nenhuma história da Panini dos anos 2000 e também nada dos anos 2010. Com isso, deixa de comparar diferenças de traços entre as décadas. Não são lá essas coisas em relação a roteiros, mas pelo menos uma de miolo até 2019 podia ter. Além disso, o livro não teve história da Magali contracenando só com o Mingau, nem seu namoro com Quinzinho. Eles até aparecem no livro, só que sem foco principal. E também não teve uma da Magali só com o Dudu a perturbando em alguma situação normal ou com ele recusando comida, não teve nem Denise extrovertida atual e  nem Carminha Frufru, que começaram em gibis da Magali. Não ter Mingau achei pior e mais lamentável, nem que fosse história de anos 2010 tinha que tem alguma do gato dela com destaque e não só como figurante. Mingau participou da história "Lalá, a Lagosta" e a "Meu bolo é de bruxa", só que sem protagonismo, aparições bem rápidas como um gato comum, muito pouco para ele, mereceria bem mais. Quinzinho,  idem, com participação rápida só em "Magalinha morena". 

Em relação a terríveis alterações, tiveram muitas, mais do que em 'Mônica 60 Anos'. Sejam desenhos e textos, tudo alterado para favorecer ao politicamente correto, inclusive várias alterações em mesmas histórias tirando todo o sentido delas. Como foram tantas mudanças, resolvi mostrar todas em uma outra postagem à parte reunindo todas as alterações que tiveram nesse livro.

O "Extras" com curiosidades da Magali ficaram no final do livro (nos livros comemorativos de 50 anos colocavam no início deles). Ocupou x páginas de curiosidades nos extras, bastante curiosidades por páginas. Mostraram, dentre outras, sobre primeiras aparições da Magali em tiras de jornais antes da primeira tira oficial com a Mônica de 1964, capas de gibis "Nº 1", todas as capas de aniversário da Magali entre 1994 a 2024, primeira capa que Magali aparece nos gibis de outros personagens, concurso para ela ganhar revista, amor pela melancia, Mingau, vilãs que estrearam em gibis da Magali, etc. Foram fontes pequenas nas páginas de curiosidades e com fundo preto, que, pra mim é difícil de ler textos com fundo preto. E também tiveram erros nos "Extras" de que Bruxa Viviane estreou em 'Magali 39', o correto foi em 'Magali 239', de 1998 (erro de digitação neste caso), e mostraram que a capa do Chico Bento com primeira aparição da Magali foi a 'Nº 294', de 1998 e na verdade a primeira foi em 'Chico Bento Nº 249', de 1996.


O livro termina com uma tirinha, que foi publicada em 'Magali Nº 2', de 1989, diferente de outros livros comemorativos que nunca tiveram tirinhas.

A contracapa foi uma ilustração existente da capa de 'Magali Nº 35' (Ed. Globo, 1990). A classificação indicativa foi livre, diferente de 'Mônica 60 Anos' que deixaram classificação para maiores de 14 anos. Como esse da Magali foram histórias simples e atendendo ao politicamente correto, sem grandes coisas incorretas e aliado a alterações, censurando o que tinha de incorreto, aí deu para deixar classificação para todos os públicos e crianças podem ler sem se traumatizar.


Então, para mim foi um livro básico, uma espécie de almanaque convencional de luxo, feito às pressas, só para não deixar a data de 60 anos da Magali passar em branco. Acho que faltaram clássicos marcantes, mostrar mais traços diferentes em cada década, foram poucas histórias dos anos 1970 e 1980, praticamente não teve Editora Abril, podia ter alguma coisa de anos 2010 para deixar trajetória completa da personagem, também nada a ver duas histórias de Magali canhota e duas de aniversário da personagem, inadmissível não ter histórias com foco no Mingau, Quinzinho e Dudu, fora que o formato sem ser capa dura, nem criar ilustração nova para capa e as  muitas alterações a perder de vista para atender o politicamente correto estragam mais ainda. Vale comprar se quiser ter ou gostar de edições comemorativas na coleção. Fica a dica.

terça-feira, 24 de março de 2026

HQ "Cascão na televisão"

Mostro uma história em que o Cascão conseguiu entrar na televisão e aparecer nos programas televisivos depois do Franjinha a consertou. Com 8 páginas, foi publicada em 'Almanacão Turma da Mônica Nº 1' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Almanacão Turma da Mônica Nº 1' (Ed. Globo, 1994)

Cascão assiste futebol na televisão, quando ela dá defeito bem no meio do jogo. Cascão reclama dando chute na TV, Franjinha aparece e conserta a TV para ele. Depois de um tempo consertando, volta a funcionar e Franjinha avisa que fez algumas modificações e agora as imagens vão ficar mais reais. Cascão agradece, quando assiste, percebe que a imagem ficou boa mesmo e ao se aproximar vai parar dentro da TV.

Cebolinha aparece para convidar Cascão para jogar bola, ele pede socorro e Cebolinha vê ele estava dentro da TV, Cascão pede para fazer alguma coisa e Cebolinha traz um banco e Cascão diz que era fazer alguma coisa para tirá-lo dali. No futebol da TV, o jogador passa a bola para o cascão, que chuta a gol. Só que faz gol contra e os jogadores ficam com raiva querendo bater nele e Cebolinha muda de canal, fazendo com que o Cascão saia do jogo e vai parar em um filme de bangue-bangue onde ele era xerife e foi capturado por um índio, que o amarra e faz a dança da chuva.

Cebolinha troca de canal e Cascão vai parar no "programa Silvio santos onde tem que responder pergunta o que disse Beethoven quando tocaram sua sinfonia inacabada para ganhar prêmio de uma montanha de brinquedos. Cascão pede desculpa que não ouviu e pergunta se pode repetir pergunta. Silvio Santos fala que ele acertou, Beethoven disse "Desculpe, não ouvi" e, assim, Cascão ganha todo o prêmio, só que Cebolinha troca de canal de novo e Cascão vai parar em uma novela das oito no momento que o casal estava se beijando é ele quem recebe o beijo.

Franjinha aparece pra ver se está tudo bem com a TV. Cebolinha avisa que o Cascão está dentro dela e pergunta como faz para tirá-lo de lá. Franjinha responde que só ele dar um pulo que sai. Cascão pula e fica aliviado por ter pensado que ia ficar preso para sempre. Os meninos vão brincar na rua, Cascão acha uma beleza o Sol, as borboletas, as latas d elixo e veem o coelhinho da Mônica. Eles dão nós no Sansão, Mônica aparece e quer bater neles, que voltam para casa do Cascão e se escondem dentro da televisão e Mônica fica procurando, com Cascão dizendo que ali ela nunca vai encontrá-los.

História legal em que Cascão entra na televisão após Franjinha consertar e fazer ajustes para ter imagens reais, entra em jogo de futebol, filme de bangue-bangue, programa de auditório e novela, se dando bem só no programa Silvio Santos e depois de sair, a TV vira aliada para ser um esconderijo contra a Mônica.

Franjinha um grande inventor que consegue fazer as pessoas entrarem na televisão para aumentar realidade da imagem, essa invenção deu certo e ainda ajudou como forma de esconderijo de se esconder da Mônica. Interessante que Cascão mudava de roupa temática de acordo com o programa  que estava, se não tivesse opção de sair do programa quando se trocava de canal, se daria muito mal apanhando dos jogadores de futebol e tomar seu primeiro banho da dança da chuva do índio.

Já Cebolinha foi sacana de mudar de canal de propósito quando Cascão recebeu o prêmio dos brinquedos do Silvio Santos, única situação que ele se deu bem. Aliás, pergunta de Beethoven difícil criança saber e Beethoven não teve nome parodiado dessa vez. E teve mais uma participação de Silvio Santos nos gibis da Turma da Mônica dentre várias ao longo dos anos, quando se tratava de assunto de televisão e programas de auditório gostavam de colocar o apresentador nas histórias, dessa vez sem nome mencionado, mas sabemos que era ele por causa da posição do microfone.

Engraçadas tiradas como Cebolinha achar que o Cascão trabalha na televisão, dizer que já ouviu dizer que alguns programas são ruins, mas o que estava o Cascão dentro ganhou, pegar banquinho para assistir à TV em vez de ajudar o amigo a sair de lá, trocar de canal quando Cascão ganha os prêmios para ele não ficar com os brinquedos. 

É do tempo que televisões não tinham imagens em HD, 4K, e as pessoas sonhavam em ter imagens mais nítidas e se parecerem como vemos na vida real. Cascão dar chute na TV porque era um costume das pessoas darem tapas e chutes nela para ver se imagem ficava boa ou voltasse a funcionar. Curioso Cebolinha trocar de canal sem controle remoto, embora já existia, tinham modelos que não vinham controle remoto e mostra uma característica de família do Cascão ser a mais pobrezinha da turma.

Incorreta atualmente por mostrar absurdo de personagem dentro da TV, não fazem mais histórias de faroeste, crianças brincando de bangue-bangue, personagem amarrado em árvore, presença de índios primitivos e ainda serem caracterizados como bandidos, Cascão dar chute na TV, calcinha da Mônica à mostra como no antepenúltimo quadro da última página, além de palavras proibidas como "índios", "bangue-bangue" por ter ideia de arma e tiro.

Traços ficaram bons, típicos de histórias dos anos 1990, achei colorização bonita com fundo degradê, foi a primeira vez história com cores em degradê em uma publicação da MSP e depois voltaram com degradê fixo a partir dos gibis do segundo semestre de 1995. Um tempo após essa, criaram uma história semelhante, "Pelos canais da Tevê", de 'Chico Bento Nº 261', de 1997, mais desenvolvida, com Chico dentro da TV por causa de um choque que levou com o emaranhado de fios ao tentar pegar ioiô que caiu perto dela e que também teve participação do Silvio Santos.

E falando sobre o 'Almanacão Turma da Mônica Nº 1', foi lançado em outubro de 1994, semestral, com intenção de ter Almanacão fora do período de férias. Já tinha o 'Almanacão de Férias' desde 1987, mas queriam outro regular durante outros meses do ano fora julho e dezembro. Esse 'Almanacão Turma da Mônica Nº 1', com 196 páginas, 10 histórias e uma tirinha final, teve diferencial de só ter histórias inéditas, colorização especial de fundo degradê nunca usada antes até então e com 96 páginas de passatempos, contra 80 páginas do 'Almanacão de Férias'. Todas essas histórias inéditas nunca foram republicadas até hoje, assim como foram com almanaques com histórias inéditas da Editora Abril. Pelo visto quando escolhiam histórias para republicar, não se lembravam dessas inéditas de almanaques e ficaram esquecidas e são raras hoje, só quem tem as edições originais que conhece. A partir de 'Almanacão Turma da Mônica Nº 2' foram só republicações como os demais almanaques e atualmente na nova série da Panini o 'Almanacão de Férias' foi cancelado e só tem agora o 'Almanacão Turma da Mônica'.

sábado, 21 de março de 2026

HQ "É boneca ou não?"

Dia 21 de março é aniversário da Mônica e então mostro uma história em que o Cebolinha finge para a Mônica que prevê o futuro e avisa que ela vai ganhar dos pais uma boneca de presente-surpresa de aniversário para ele tomar sorvete sorvete de graça à custa da Mônica. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Cebolinha Nº 144' (Ed. Abril, 1984).

Capa de 'Cebolinha Nº 144' (Ed. Abril, 1984)

Cebolinha passa em frente à casa da Mônica e ouve os pais dela comentando sobre o presente de aniversário que vai dar para Mônica e Dona Luísa pensa em dar uma boneca que fala "mamãe" porque a última quebrou na cabeça do Cebolinha e avisa ao marido que, como a Mônica é curiosa, tem que ser segredo e ela não pode saber o que vai ganhar e, com isso, Cebolinha tem ideia de um plano.

Mônica aparece e Cebolinha finge que sente dor quando vem as visões dele, elas vão e vêm e não consegue controlar. Mônica diz que o problema é resolvido com oculista e Cebolinha diz que visões de conseguir prever o futuro. Mônica fala que então o problema é  com psiquiatra. Cebolinha comenta que a visão é o presente-surpresa de aniversário que ela vai ganhar, só que está fraco, visão está sumindo e único jeito de ela voltar é tomar sorvete.

Na sorveteria, Cebolinha toma 5 sorvetes pagos pela Mônica, que reclama que a visão dele não voltou. Cebolinha diz que o problema é com os sabores, quem sabe volta se pedir um de abacaxi. Mônica pergunta que tal sabor Sansão, mostrando o coelhinho e Cebolinha fala que vê que é uma boneca que fala "mamãe" que os pais dela vão dar de presente. Mônica pergunta ao Cebolinha se é certeza que é boneca e ele responde que absoluta, suas  visões nunca falham e Mônica diz que se for mentira, vai fazê-lo pagar por todos aqueles sorvetes e ele fala que o grande Cebolinha jamais mente.

Mônica sai feliz da sorveteria que vai ganhar uma boneca e depois, Cebolinha diz que nunca foi tão fácil tomar um sorvete. No caminho, ouve os pais da Mônica querendo comprar uma vitrolinha na loja e Cebolinha pensa na Mônica correndo atrás dele com a vitrola reclamando que não era uma boneca. Ele entra escondido na loja, finge que é vendedor disfarçado, os pais estranham e Cebolinha diz se nunca viram vendedor baixinho, perguntando se eles tem algo contra os baixinhos. 

Os pais falam que já foram atendidos e querem uma vitrolinha, Cebolinha diz que são loucos de dar um brinquedo perigoso para a filha, pode dar choque, espetar dedo com a agulha, ela pode acompanhar rotação do disco com a cabeça e pegar um torcicolo e ficar surda com o barulho dos discos de Rock. Seu Sousa diz que iam dar uma boneca e é interrompido com Cebolinha dizendo que boneca é um presente maravilhoso e que eles têm boas cabeças e sensibilidade. 

Seu Sousa acha que a Mônica está grandinha para brincar de boneca e Cebolinha grita que eles estão loucos, que querem que ele apanhe da Mônica e logo se corrige se eles querem que apanhe a boneca para verem. Seu Sousa quer a vitrola, Cebolinha mostra bonecas e ficam discutindo tempo todo vitrola e boneca. Mônica ouve na rua, espia a loja do lado de fora, Dona Luísa acha que tem razão e por que não levam a boneca. 

Cebolinha dá salto do balcão comemorando que são pais sensíveis, que o melhor para filha é uma boneca. O vendedor verdadeiro volta, tira o esfregão da cabeça dele e pergunta por que estava com avental e esfregão dele e todos descobrem a farsa. No final, na festa e aniversário da Mônica, Magali acha a festa legal e pergunta o que a Mônica vai ganhar dos pais. Cebolinha responde que é uma vitrola, Magali pergunta como ele sabe, se ele é adivinho e ele faz cara de brabo e com olho roxo e Magali fica sem entender o que disse de errado.

História engraçada em que Cebolinha ouve dos pais que a Mônica ia ganhar de aniversário uma boneca que fala "mamãe" e tem um plano de fazer com que Mônica pagasse sorvete para ele fingindo que era vidente e tinha visão do futuro, só que depois de ter tomado sorvete  e contado sobre o presente-surpresa para a Mônica, descobriu que os pais dela mudaram de ideia e resolveram lhe dar uma vitrola, aí Cebolinha se disfarça de vendedor e faz de tudo para convencê-los a dar boneca para a filha para não apanhar por ter mentido da revelação da visão de que uma boneca que ia ganhar.

Cebolinha fofoqueiro ouvindo conversa dos pais e pior que duas vezes, serviu para conseguir tomar sorvetes de graça. Pensou rápido inventando que prevê futuro, Mônica que mais uma vez boba de cair na conversa dele de dom de previsão, ciriosidade de daber qual presente ganharua falou mais alto e nem imaginou que ele poderia ter ouvido conversa dos pais, até por estar em frente à casa dela. Foi bem tolerante também em deixar Cebolinha tomar 5 sorvetes, no segundo já poderia ameaçar a dar coelhada.

Cebolinha não esperava que os pais da Mônica iam mudar de presente para filha e agiu rápido pra tentar contornar o problema.  Incrível como ele conseguiu colocar roupa rapidamente e que os pais da Mônica nem desconfiaram que o vendedor era o Cebolinha jaque ele não teve cuidado de falar palavras com "R". Os deslizes dele como falar que não é pra dar a boneca para ele não apanhar da Mônica também faria entregar que era ele. Só no final que ele se entregou e nem dava pra disfarçar com a volta do verdadeiro vendedor. 

Não teve participação do Cascão no plano infalível, porque foi um plano surgido por acaso e também porque o Cebolinha não queria dividir sorvete com ninguém, fora que também não era plano de derrotá-la e ser dono da rua, apenas para aprontar e conseguir tomar sorvete de graça a custa dela. Então, como alguém tinha que estragar o plano para não dar certo, foi o próprio Cebolinha que estragou com seu deslize. Foi ótimo uma vitrola como presente no lugar da boneca, hoje em dia é coisa datada.

Foi engraçado dizerem que Mônica quebrou boneca na cabeça do Cebolinha, Mônica dizer que ele tem problema com oculista e com psiquiatra quando ele diz que consegue prever futuro,  ajeitar cabelo dele como antena de TV para voltar a ver visão do futuro, dizer que tem sorvete sabor Sansão e a visão dele voltar na mesma hora quando enrolou para dizer o presente só para tomar mais sorvete, o pensamento de Mônica correndo atrás dele com a vitrola a ponto de jogar e quebrar vitrola na cabeça dele, a discussão com os pais dela para convencê-los a dar uma boneca para não apanhar e ele insistir que dar vitrola seria perigoso e toda a farsa descoberta depois.

Foi bom história de aniversário da Mônica em revista do Cebolinha, afinal girou a partir de má intenção dele, ficou  diferente. Na época personagens não tinham data de aniversário fixas e podiam aniversariar em qualquer mês, de acordo de quando podiam encaixar os roteiros, então nessa história o aniversário da Mônica foi em dezembro. Porém, diferente dos outros personagens, a Mônica era a única que já tinha data fixa de aniversário de 21 de março desde 1983, aí foi um certo deslize deles, pode ser que não tinham uma história para fechar o gibi senão poderiam ter adiado para edição Cebolinha Nº 147', de março de 1985. 

A capa do gibi de Cebolinha como boneca da Mônica após ter quebrado, foi uma piada em cima do tema da história de abertura, sem acontecer de fato com o que iria acontecer na história. Acabou ficando uma espécie de final alternativo, como um outro castigo que a Mônica poderia ter dado para ele. História incorreta atualmente por ser história de plano infalível que raramente tem agora, Cebolinha mentir para Mônica e pais dela, discutir com eles, apanhar no final, além de coisas datadas, como vitrola e palavra proibida "loucos".

Traços muito bons, típicos dos anos 1980. As propagandas inseridas na história, muito comum na época, dessa vez foram do tênis "Bibi" e da revista quinzenal do Pato Donald nos rodapés de cada página. Nunca foi republicada até hoje, poderia ser a partir de 1992, quando estavam republicando histórias de aberturado Cebolinha com mais frequência, mas não foi. Quem sabe estavam reservando para algum 'Coleção Um Tema Só' de aniversário ou de planos infalíveis e com o tempo acabaram esquecendo. Então é rara hoje e só quem tem a revista original que a conhece.

FELIZ ANIVERSÁRIO, MÔNICA!!!!

quarta-feira, 18 de março de 2026

Capa da Semana: Chico Bento Nº 25

Nesta capa, Chico Bento se arruma para sair, bem produzido da cintura para cima, mas calça e pés imundos e ele nem ligou. Devia estar cuidando da roça e dos porcos e depois resolveu sair sem tomar banho. Fica a dúvida se ele não percebeu de fato que estava sujo por baixo ou sabia e deixou como estava por achar nada de mais e também para onde estava indo, quem sabe, um encontro com a Rosinha.

Capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 25' (Ed. Globo, Dezembro/ 1987).

sábado, 14 de março de 2026

HQ "Magrali"

Em março de 1996, há exatos 30 anos, era lançada a história "Magrali" em que a Magali sofre chacota da Carminha Frufru e da Denise por ser magra demais e resolve engordar de qualquer jeito para dar uma lição nelas. Com 13 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 177' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Magali Nº 177' (Ed. Globo, 1996)

As meninas trocam de roupa em um vestiário após jogo de vôlei e Carminha Frufru e Denise dão risadas do corpo da Magali e as duas falam que estavam lembrando de uma amiga delas muito magrela, tão magrela que quando jogam vôlei, têm medo de ela cair e se quebrar toda, que a amiga tem pernas de mosquito, que parece que um vento mais forte a leva para sempre, mas que seria bom porque magrela daquele jeito é muito feia. Magali pergunta quanto ela pesa e Carminha diz que não é para se preocupar, a amiga é bem menos magra que ela.

Na rua, Magali fica cismada e pergunta para a Mônica se ela é magricela e Mônica responde que o céu é azul e o dia vem da noite e pergunta e daí. Magali chora e Mônica fala que aparência não importa, o que é importante é a gente de gostar de si mesma. Magali diz que não interessa e quer engordar e Mônica pergunta de que jeito se ela come por dez e adianta nada. Magali diz que não vai ser como a Mônica que se conforma em ser baixinha e dentuça e Mônica diz que se não fosse amiga, quebrava a cara dela.

Magali procura na TV anúncios de produtos para ter um corpo legal. Vai trocando de canais, mostrando anúncios para queda de cabelo e mau hálito, quando encontra um produto para engordar, o Forçuder, tomando 19 cápsulas todo dia vai ganhar massa muscular. Magali pede para mãe comprar Forçuder para ela engordar. Dona Lili diz que jeito nenhum, nunca se deve tomar remédios e vitaminas sem orientação médica. No quarto, Magali lamenta na cama que queria tanto mostrar para aquelas meninas, quando olha o seu guarda-roupa, que estava aberto e tem uma ideia.

No dia seguinte, Carminha Frufru pergunta se as meninas viram a Magali. Mônica responde que ela ainda não apareceu hoje e Carminha diz que está com vergonha de exibir os ossinhos e que a verdade que nem todas são tão bem feitas de corpo como ela e a Denise. Magali aparece com casaco, calça e um corpo mais cheio e curvilíneo e as meninas se espantam, querendo saber como foi ficar assim e que deve ser algum truque. Magali diz que tomou Forçuder para desenvolver massa muscular.

Aparecem Titi e Jeremias e assobiam para Magali. Carminha lamenta que eles nem olharam para elas e Denise diz que nunca se sentiu tão criança. Carminha quer ir embora com Denise para ficarem bem longe da Magali e Mônica diz que elas ficaram caçoando da Magali e agora engulam o que disseram, vão brincar juntas como sempre e sugere jogar vôlei. Magali diz que não que jogar vôlei e Mônica acha bobagem, Magali vai poder exibir o visual.

Magali não troca de roupa mesmo com o calor, achando que está bem assim e elas descobrem que tem plateia de meninos para assisti-las jogando. Franjinha diz que foram ver a Magali e Zé Luís, que falaram que ela estava diferente e mandam as fofuras começarem o jogo, deixando Magali com vergonha com todos a olhando e Mônica pergunta se não era isso que ela queria.

Começa o jogo, Mônica e Magali contra Carminha e Denise, Carminha manda Denise jogar bola bem forte para acabar com a pose da Magali, que consegue atacar. Jogam por 15 minutos, Magali correndo muito tempo todo e cai no chão. Os meninos querem ajudá-la, Denise acha que é exibida, que foi só para chamar atenção. 

Magali diz que está bem, só precisa tirar a roupa. Ela tira vários casacos e calças, um atrás do outro e duas bolas para imitarem seios e descobrem que tudo era enchimento e que ela continua magra. Os meninos acham decepção e vão embora e Carminha e Denise xingam Magali de magrela.

No final, Magali aprende lição que o importante é a gente gostar de si mesma, se sente bem melhor assim, livre, leve e solta, sente aroma da comida de casa e vai correndo almoçar. Mônica, olhando a amiga comer por um batalhão, comenta que engordar para ela não deve ser fácil, mas que a tadinha se esforça.

História legal em que Magali cansada de ser chamada de magra pelas amigas, tem um plano de se vestir com vários casacos e calças e colocar bolas servindo como seios para mostrar que ganhou massa muscular. Só que não contava que ia atrair atenção dos meninos de paquerá-la, dando vergonha para ela e que ia jogar vôlei ao ar livre em dia ensolarado, fazendo suar muito e passar mal, sendo obrigada a tirar todas as roupas e revelar que continuava magra como sempre.  

Incrível como ninguém desconfiou da Magali engordar e ganhar corpo de um dia para o outro, só Denise que ainda pensou que seria um truque, mas descartou logo a possibilidade. Se fossem mais espertas, dava para descobrirem a farsa antes do jogo de vôlei. Carminha Frufru e Denise pegaram pesado com o bullying com a Magali, como dizer que ela tem perna de mosquito, se cair, quebra toda,  vento forte vai levar para longe para sempre, depois Carminha dizer que Magali não sai de casa porque está com vergonha de exibir os ossinhos, e ainda ficaram com inveja quando viram o corpo bonito da Magali e meninos assediando, realmente mereciam lição, só que acabaram não se arrependendo no final, continuaram a fazer bullying e agirem da mesma forma. 

Interessante Mônica dar conselho que importante é gostar da gente, mas se irrita e bate nos meninos quando xingam de baixinha, dentuça e gorducha. O típico dizer que faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Também meninos dando em cima de menina mais nova, sendo pior o Zé Luís que era o mais velho de todos dando em cima de menina de 6 para 7 anos. Titi teve sorte da Aninha não ter descoberto, a namorada não ia gostar de saber de ele estar investindo na Magali, mais nova que ela.

Dona Lili bem que poderia levar a filha para endocrinologista e nutricionista por ver que está triste magra, porém agiu certo em não comprar Forçuder para a filha, não dá para tomar sem recomendação médica. Foi bom esse alerta de produtos milagrosos para engordar e para emagrecer que vendem livremente por aí e que resolvem nada, só para enganar os outros.

Engraçado o bullying da Carminha e da Denise no início da história e Magali nem se tocar que estavam falando dela, Mônica responder que o céu é azul e o dia vem antes da noite como era coisa normal a Magali ser magra, Magali xingar Mônica de baixinha e dentuça e Mônica dizer que se não fosse amiga, quebrava a cara dela, os produtos anunciados na TV, como "Peruquei" para queda de cabelo e "Tapaboca" para mau hálito, os meninos assediando a Magali, ficando com vergonha, Carminha dizer que Magali tão desenvolvida olhando para os seios e Denise, nunca sentiu tão criança quando meninos não repararam nela.

Mostrou a característica de Magali comer, comer e continuar magrinha, sem engordar um grama e sofrer por causa disso e dessa vez ela comeu só no final. Até teve coisa rara de meninas aparecerem sem camisa, sem top e só de calcinhas, era mais comum meninos sem camisa, não as meninas. Foi legal também meninas jogarem vôlei juntas, assim como eram meninos jogando futebol, ficou diferente. Fica a dúvida de onde tinha vestiário lá se jogavam na rua e não em um clube.

Zé Luís apareceu em dois quadros da página 11 do gibi, mas depois sumiu no resto da história. Era normal quando tinham muitos personagens juntos, acabarem um ou outro sumindo ao longo da história. Jeremias já tinha lábios comuns desde 1983, porém uma vez ou outra parecia com círculo em volta da boca, variando de cada desenhista. Denise aparecia diferente a cada história, dessa vez ela foi morena com penteado de cabelo diferente. Já Carminha Frufru com visual loira e até parecida como ficaria definitiva nos anos 2000. Carminha já estava fixa nos gibis em 1996, aparecendo mais, e adotando um jeito menina vilãzinha, rivalizando com a Magali.

História póstuma de Rosana, lançada depois de ela morrer. Creio que se Rosana continuasse conduzindo, a Carminha ficaria com destaque maior do que é a Denise hoje, talvez Carminha seguiria essa linha, se tornaria uma vilã ácida e invejosa e a Denise formando dupla como sua assistente. 

Essa é impublicável atualmente por mostrar meninas só de calcinhas, com direito a Denise com calcinha de cor de pele que parecia que estava nua, bullying com corpo magro da Magali, Carminha e Denise não se arrependerem do bullying no final, Magali procurar produtos milagrosos para engordar, fingir que tem seios e meninos assediando e dando em cima de menina mais nova, Carminha e Denise preocupadas em não serem assediadas pelos meninos, Jeremias com lábios com círculo rosa em volta da boca e colorido com pele escura assim.

Traços muito bonitos do estilo consagrado dos personagens. Teve erro dos cabelos da Carminha e do Franjinha com tom de amarelo mais escuro no primeiro quadro da penúltima página. O enquadramento foi de até 6 quadros por página, o que estava bem comum na época em histórias de abertura escritas pela Rosana. Pena as cores tão escuras assim, sobretudo o marrom com mesmo tom em tudo e até Jeremias ficando mais escuro que o normal, e até capas também adotaram esse estilo como pode reparar o cabelo da Aninha com tom mais escuro do mesmo tom do caule  da árvore. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.