Em agosto de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "Antes... E Depois" em que Cascão vira garoto-propaganda de uma campanha publicitária de sabonete. Com 14 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 250' (Ed. Globo, 1996).
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| Capa de 'Cascão Nº 250' (Ed. Globo, 1996) |
Seu Sales, o chefe da agência de propaganda "Depemê", mostra campanhas publicitárias premiadas passadas que já produziram do sabonete "Plim Plom" e quer que os funcionários Zé e Depê criem uma nova campanha premiada, que tem que ser diferente, criativa e eficiente nas vendas. Depois da reunião, Zé comenta com Depê como ele pode ser otimista, Depê diz que sempre bolam alguma coisa, Zé comenta depois de muita dor de cabeça e vão dar uma volta na rua para ver se pinta alguma ideia.
Eles veem o Cascão bem sujo e Depê avisa que o menino será o espírito da campanha deles. Zé fala que querem vender sabonetes, não lixeira. Depê diz que podem mostrar o antes e o depois do sujinho ter tomado tomado banho com o sabonete Plim Plom, já todo limpo e cheiroso e vão falar com o Cascão.
Acham o nome dele perfeito para a campanha e perguntam se ele quer garoto-propaganda da televisão. Cascão diz que não sabe, nunca pensou nisso. Depê diz que o pagamento vai ser tomar todos os sorvetes que quiser e ainda ter sucesso e fama e que basta mostrar antes e depois de ter usar o produto deles e aí Cascão topa.
Na agência, apresentam o Cascão ao diretor Seu Sales e avisam que a campanha estará pronta esta tarde porque é coisa simples e o Seu Sales fala que vai reservar horário na televisão hoje mesmo e no horário nobre e que o cliente vai ficar satisfeito. Em seguida, maquiam o Cascão e começa a gravação da campanha com a parte de mostrar o "antes" dele e depois a equipe abre a janela para respirar que não aguentavam o mau cheiro.
Depê avisa ao Cascão que agora ele vai usar o produto deles e depois vão filmar o "depois". Cascão quer saber se é um pente, chocolate, borracha, tênis e Depê fala que é o sabonete "Plim Plom" e que o banho está preparado. Cascão fica desesperado, faz escândalo que quer sair dali e quer saber quem trancou a porta. Depê diz que ele não deve estar acostumado com banho, mas não é tão dolorido assim. Cascão tenta fugir pela janela, a equipe fecha, Cascão é agarrado pela equipe, o levam até a banheira, jogam, não o encontram na água e descobrem que ele foi parar no teto.
Depê pega uma mangueira, joga a água no teto, Cascão foge em zigue-zague entre as paredes da sala, faz um redemoinho, atravessa a parede e foge. Zé fala que a secretária Dona Leonor disse que é vizinha do Cascão e ele é um porquinho que nunca tomou banho na vida e melhor desistirem. Depê não quer desistir, se ele é famoso por ser sujinho, fará mais sucesso na campanha deles e ordena que todos vão atrás e não voltem sem ele.
A equipe procura Cascão em latas de lixo, no lixão até que Zé o avista atrás de uma moita. Corre atrás, Cascão se esconde na lama, Zé pega, falando que ele está bem sujo, mas não faz mal e que vão continuar a gravar o comercial. Depois que vai embora, o Cascão surge saindo da lama, aliviado que se salvou deles.
No estúdio, Seu Sales reclama com Depê que já é quase noite e eles não terminaram o comercial. Depê fala que tiveram um probleminha e Seu Sales manda tratar de resolver porque o comercial tem que ir ao ar em meia hora senão perderão dinheiro. Zé aparece, dizendo que pegou o Cascão e está bem mais dócil e Seu Sales fala, que como não têm mais tempo, a segunda parte do comercial será mostrada ao vivo.
Naquela noite, no intervalo do "Jornal Racional" é mostrado o comercial do sabonete "Plim Plom" ao vivo, Seu Sales espera que seja mais uma campanha premiada deles. O comercial começa mostrando o "antes" do Cascão, até ele conhecer o sabonete "Plim Plom". Depois de ter tomado banho, ficou de outro jeito e mostra o Chovinista de banho tomado.
Depê manda cortar e quer saber quem colocou aquele porco na banheira. Zé diz que não sabe como foi se enganar tanto assim. Seu Sales reclama que o cliente acabou de telefonar cancelando a conta com a agência dele, tiveram um baita prejuízo e manda Zé e Depê para rua. No final, aparecem os dois chorando com chutes marcados nas bundas, Cebolinha comenta com Cascão que dois marmanjos chorando, Cascão diz que conhece, não sabe como ficaram assim, mas que precisava ver como eles eram "antes".
História legal em que Cascão é convidado pra ser garoto-propaganda da nova campanha publicitária do sabonete "Plim Plom" só que foi descobrir que o produto que iria usar é que precisaria timar banho só na gravação. Com muito sufoco ele consegue fugir e faz com que o publicitário pega o Chovinista na lama por engano e descobrem que não era o Cascão só quando a propaganda estava no ar ao vivo na televisão, fazendo os publicitários serem demitidos, expulsos a pontapés pelo chefe e chorarem.
Zé e Depê não falaram para o Cascão que iria usar sabonete e que teria que tomar banho, talvez por medo de ele naõ aceitar ou talvez por esquecimento deles, achando que seria um produto normal para uma pessoa comum. Cascão também poderia ter perguntado antes qual produto que ele tinha que usar, já facilitaria para recusar e evitar dos publicitários serem humilhados e demitidos.
Não desconfiaram que mesmo coberto de lama, Cascão não iria ficar parado e iria ser resistência até o final, já era sinal que não era o Cascão. Zé tinha que ter tirado o excesso de lama antes mesmo de voltar ao estúdio. Cascão foi a causa do prejuízo da empresa, era muitobom quando personagensdavam prejuízos de acordo com suas características.
Cascão antes era um sujinho e agora é um porco, grande humilhação ao vivo deles. Podiam ter dado um tempo de prazo maior para campanha ficar pronta que aí teria tempo de gravar comercial e não fazer ao vivo. Como o diretor já tinha combinado a hora que o comercial ia ao ar, não dava mais para adiar. Também foram bem muquiranas em pagar serviço com sorvetes e Cascão se contentar por pouco.
Definitivamente não conheciam o Cascão, não sabiam que era capaz de tudo para fugir do banho. Sensacional como ele fugiu, principalmente subir no teto, formar redemoinho e atravessar a parede. Como era bom ver Cascão assim fazendo coisas impossíveis de imaginar pra não tomar banho, .esmo quando não tinha possibilidade de escaoat, ele dava um jeito especial. Esse é o verdadeiro Cascão.
Engraçado tiradas como Zé fala que querem vender sabonetes, não lixeira, Depê dizer que sabonete "Plim Plom" precisa do menino e Zé achar o contrário, Zé com pregador do nariz e Depê com máscara no rosto para não sentir cheiro do Cascão, após a gravação, equipe querer abrir a janela para poderem respirar e aliviar o mau cheiro no estúdio, as formas do Cascão fugindo do banho, Zé pegar Chovinista por engano, povo que estava assistindo comercial da TV surpresos que Cascão ia tomar banho e a surpresa ao vivo que pegaram o Chovinista.
Muito boas as referências a propagandas clássicas muito famosas da publicidade como o garoto da "Bombril" Carlos Moreno e do sabonete "Lux" de 1969 em que Regina Duarte falava "9 entre 10 estrelas" e de cigarros "Hollywood o sucesso" dos anos 1980. Sendo a referência maior foi ao garoto da Bombril, até logotipos parecidos do sabonete "Plim Plom" com "Bombril". Também excelente a paródia ao "Jornal Nacional" da TV Globo como "Jornal Racional" e hilário mostrando notícias sem relevância ou interesse popular como uma bomba cai no Afeganistão e ninguém se machucou e governador se encontrou com presidente no elevador. Seu Sales, Zé e Depê, assim como a secretária Dona Leonor que era vizinha do Cascão, só apareceram nessa história, como de costume de personagens criados para aparições únicas.
História póstuma de Rosana. Incorreta atualmente por Cascão dar prejuízo na empresa e ser responsável pela demissão dos publicitários, Cascão com moscas em sua volta, pisando e sentado e dentro de lama, procurarem em latas de lixo e lixão, absurdos do Cascão fugindo para não tomar banho, Zé e Depê levarem chutes na bunda quando demitidos, mulher nua na banheira do comercial antigo premiado da primeira página, referência à propagandade cigarro na primeira página, nesmo que não de forma explicita, além de expressões populares proibidas "pinta alguma coisa", "pelo amor de Deus".
Traços ficaram bons do estilo dos anos 1990. Cores agora com vários tons de marrom e na intensidade normal e não mais escuras como no primeiro semestre de 1996. Propagandas inseridas na história dessa vez foram nas laterais sobre brindes que estavam vindo nas embalagens do "Kisuco". Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.
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