terça-feira, 26 de maio de 2026

Cebolinha: HQ "Coelhinho perigoso!"

Mostro uma história em que o Franjinha cria um coelho de pelúcia como arma muito poderosa de destruição e Cebolinha planeja jogar o coelho na Mônica. Com 6 páginas, foi história de encerramento de 'Cebolinha Nº 14' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Cebolinha Nº 14' (Ed. Globo, 1988)

Cebolinha passa em frente ao laboratório do Franjinha bem no momento de uma explosão lá. Franjinha aparece comemorando que conseguiu criar invenção, não a bomba atômica, e, sim, uma arma super poderosa baseada no coelhinho da Mônica que não precisa ser empunhado por ela. Faz demonstração jogando o coelhinho em uma pedra gigante e é totalmente destruída.

Cebolinha pede para emprestar o coelhinho e Franjinha não deixa porque é uma muito poderosa e vai para casa tomar banho, deixando a arma em uma mesa. Cebolinha pega, planeja arremessar na Mônica e começa a imaginar como seria. Após jogar, Mônica teria todo corpo despedaçado e a cabeça dela cai nele e diz que acabou com ela, nunca mais será uma garota normal, não poderá correr, brincar e Cebolinha se assusta com o que fez com a amiguinha.

Cebolinha para de sonhar e reconhece que o Franjinha tem razão que o invento é muito perigoso e resolve enterrar para nunca mais ser visto. Franjinha aparece, perguntando se o Cebolinha viu o coelhinho dele. Cebolinha diz que não e Franjinha fala que tem que encontrá-lo para dar fim nele porque é muito perigoso. No final, Cebolinha diz que ninguém mais vai encontrar o invento, as crianças como eles não estão preparadas para essas coisas e acha que ainda bem.

História legal em que o Franjinha cria um invento em forma do Sansão com alto poder de destruição. Cebolinha quis jogar a invenção na Mônica na inocência de derrotá-la e ser dono da rua, mas, ao lembrar d apedra destruída com o coelho, lembra que o mesmo podia acontecer da Mônica e se conscientiza que a arma era poderosa e enterra para ninguém mais encontrar. 

Franjinha não disse qual era a intenção de criar um invento como uma bomba atômica, sendo que se conscientizou que era muito perigoso parar em mãos erradas. Cebolinha quase tacaria na Mônica se  não fosse pelo sonho, viu que não podia jogar a vida da amiga fora só por um desejo de ser dono da rua. Incrível que o invento era igual ao Sansão, poderia ser qualquer forma, até de uma bomba, mas pelo visto quis igual ao Sansão porque considerava uma arma quando a Mônica batia neles com coelhinho. Um perigo também era se juntassem o verdadeiro Sansão com a arma do Franjinha por engano e a Mônica tacar a arma do Franjinha em alguém e com a super força dela abalar o mundo de vez. 

Interessante a imaginação do Cebolinha em tacar a arma na Mônica e ela se despedaçar toda com corpo e cabeça se separando por todas as partes. Foi pra representar o terrível poder de destruição do invento do Franjinha. Cebolinha de costas no final foi para representar reflexão ao dar mensagem de que crianças não estão preparadas para certas coisas, que no caso, seria recado também para adultos que cultuam guerra e bomba atômica, com alta destruição de grandes cidades e países e até do mundo.

Foi engraçado ver a explosão do laboratório do Franjinha quando a invenção deu certo, a pedra toda destruída após o arremesso do invento, Cebolinha pegar escondido na casa do Franjinha e o sonho da Mônica despedaçada.

Já vi gente da faixa de 20 anos até então que comentou na internet que se traumatizou lendo essa história com a Mônica daquele jeito com cabeça separada, foi como se fosse uma história de terror pesada, acho que apesar de tudo não tem motivo pra se traumatizar com história de gibi. Por isso incorreta hoje em dia por conta do estado da Mônica mutilada e poder traumatizar crianças, Franjinha criar invento poderoso como a bomba atômica, Cebolinha pensando com dislalia, já que hoje em dia ele pensa falando certo, sem trocar "R" pelo "L", além da palavra proibida "empunhado", que é difícil entendimento para crianças pequenas.

Traços ficaram bons, mais simples, típicos de histórias de miolo dos anos 1980. Era legal pensamentos e sonhos com tons azuis para diferenciar do momento atual da história e os tons escolhidos ficavam muito bons. A colorização que ficou mais clara por conta do padrão dos gibis quinzenais do segundo semestre de 1987 a início de 1988, sendo que nessa não ficou tão desbotada como costumava ficar porque o papel dos gibis do Cebolinha da época eram oleosos e ficava uma impressão melhor comparado quando eram papel comum de gibis.

domingo, 24 de maio de 2026

Capa da Semana: Magali Nº 116

Compartilho uma capa em que na hora de alimentação dos golfinhos, quando o homem está prestes a dar peixe pra eles, do nada surge a Magali em cima de um golfinho já em posição pra abocanhar o peixe. Muito legal. 

Magali deixa passar nada, nem as comidas dos golfinhos deixa escapar, do seu jeito egoísta, não importa se eles vão passar fome, importante é ela comer tudo que vê. Foi engraçada a posição que ficou e a boca bem aberta pra engolir o peixe e as caras de espantos do homem que estava alimentando e do golfinho embaixo dela.

Capa dessa semana é de 'Magali Nº 116' (Ed. Globo, Novembro/ 1993).

quarta-feira, 20 de maio de 2026

HQ "Mônica, não mande... peça"

Em maio de 1996, há exatos 30 anos, era lançada a história "Mônica, não mande... peça", em que ela obriga seus amigos a participarem de uma peça de teatro com roteiro dela. Com 16 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 113' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Mônica Nº 113' (Ed. Globo, 1996)

Mônica diz para o Cebolinha sobre o papel que ele vai fazer na peça de teatro que ela escreveu. Cebolinha fala que não quer participar de peça, muito menos em uma que ela escreveu. Mônica parte para violência e, assim, Cebolinha resolve participar para não apanhar. 

Mônica avisa que Cebolinha vai fazer papel de mocinho boboca para dar toque de humor que o público adora e ele não gosta. Cascão aparece, pergunta o que acontece, Mônica diz que escreveu uma peça e agora está distribuindo os papéis. Cascão pergunta se tem papel para ele, Mônica entrega um papel, dizendo que tem para todo mundo e ele assoa o nariz. 

Mônica diz que o papel não era para isso, Cascão fala que para outra coisa não está precisando. Mônica explica que é o papel da peça de teatro que ela escreveu e ele assou o nariz no título. Cascão pergunta se o título era "As dentuças também amam" e apanha. 

Cebolinha pergunta qual papel que a Mônica vai fazer e ela responde que é da mocinha meiga e delicada para dar um toque de romantismo que o público adora e que o Cascão vai fazer papel de outro pretendente dela que morre na metade da peça para dar toque de tragédia para o público chorar. Cascão fala que não vai morrer na peça, Mônica faz cara feia para ele, que muda de ideia e diz que melhor morrer na peça do que na vida real.

Surge a Magali, quer saber se tem papel para ela, Mônica diz que não, os meninos reclamam que proteção é essa, só porque é amiga dela. Mônica pergunta se Magali quer ser criada, Magali diz depende de quanto vai pagar e Mônica diz que da peça. Magali topa por Mônica comprar três sorvetes pra ela.

Os meninos falam que já vão indo, qualquer dia começam a ensaiar. Mônica fala que o ensaio vai ser hoje, agora, porque resolveu que quer apresentar essa peça como sugestão para o Parque da Mônica. Os meninos perguntam o que ela tem contra o Parque, Mônica diz que se for aprovada, vão poder encená-la no Parque muitas e muitas vezes e eles vão ao palco montado pelo Franjinha, que gentilmente concordou em ajudar.

Franjinha avisa que o palco está quase pronto, tem partes que não estão muito firmes e Mônica diz que para começar está bom. Eles colocam as roupas dos personagens da peça e começam a chegar os convidados que vão assistir o ensaio aberto e ainda chamou o Mauricio de Sousa para ver se pode usar a peça no Parque da Mônica. Os meninos acham que vai ser um vexame, não preparam nada, Mônica diz que a peça é simples, dá o texto longo para eles decorarem e Cascão acha bom que vai morrer na metade.

Depois, começa a peça, Franjinha apresenta e como Mônica esqueceu o título por Cascão ter estragado, Franjinha chama a peça de "Agora, esqueci". Mônica começa a encenar, diz que é uma mocinha meiga e delicada e a plateia começa a dar gargalhada. Mônica está á procura de um grande amor, Cebolinha é o mocinho e diz que pode dar esse amor para ela e diz "te amo 11 vezes" para não ficar repetindo como no roteiro. Mônica diz que tem que repetir, ele repete e depois aparece o Cascão, que repete sem parar "eu que te amo" e leva um tabefe do Franjinha para parar.

Mônica não sabe com qual dos dois pretendentes vai ficar e chama a criada Magali, que chega já falando que quer um aumento, para participar desse vexame, vai querer 5 sorvetes. Mônica diz que depois elas discutem isso e pergunta com qual pretende deve ficar. Magali fala que com o Cebolinha porque o outro vai morrer já, já e não tem futuro. Mônica agradece, manda a criada se retirar e avisa que na próxima vez é para decorar melhor as falas dela.

Cebolinha encena se a Mônica, dona do coração dele, vai ficar com ele ou com o bobão. Cascão diz que bobão é ele que fala "colação" em vez de coração. Cebolinha diz que isso não estava no roteiro e não é para provocá-lo. Cascão provoca, dizendo que senão ele vai ficar "blavo". Cebolinha finge que está apontando arma e dá um tiro no Cascão, que encena uma morte, indo para um lado para o outro, cai, fala que "selá" também é com "R" e morre de vez.

Mônica lamenta que ele morreu, Cebolinha diz que "morreu 7 vezes" e que agora viverão felizes para sempre, aí Franjinha diz que além de cenógrafo e puxador de cortina, ele é outro pretendente da Mônica. Cebolinha e Franjinha ficam pulando no palco, repetindo "Não!", "Sim!" e Mônica, "Talvez!". Cascão percebe movimento no cenário, se levanta e pede licença pra morrer mais para lá, que é uma emergência e o cenário desaba em cima da Mônica e do Cebolinha.

Após, só Mauricio continuou na plateia, ele diz que todos saíram porque tinham compromisso e avisa que a peça pode ser apresentada no Parque da Mônica só depois de alguns anos, no momento não estão precisando de outra peça, mas que é para ela continuar assim e será uma grande autora teatral no futuro. Cebolinha fica feliz que tudo está bem quando eles acabam quase inteiros. 

Mônica tem ideia de fazerem um filme em 3D para o Parque. Os meninos não gostam, falam que nunca mais participam de bobagens dela, que as histórias dela são horríveis e a chama de dentuça metida. Eles apanham, Mônica obriga os meninos a filmarem o filme "Meninos danados" e Cascão comenta que será que as estrelinhas saem em 3D no filme.

História legal em que a Mônica resolve fazer uma peça com intenção de ser aprovada pelo Mauricio de Sousa para ser encenada no Parque da Mônica, ela precisa obrigar os meninos a participarem para não apanharem. A peça é encenada a ensaio aberto e com presença do Mauricio, sem terem ensaiado antes e eles cometem vários deslizes e confusões até o cenário desabar por conta de pularem no palco não estar totalmente pronto. Mauricio não aceita a peça no Parque e Mônica resolve fazer um filme par ao "Cinema 3D" do Parque e mais uma vez obrigando os meninos a participarem.

Mostrou a característica da Mônica opressora, autoritária, que os outros tem que fazer o que ela quer, não à toa é chamada de dona da rua. Obrigou Cebolinha e Cascão participarem e Franjinha montar palco para não apanharem. Como eles já estavam acostumados a apanhar, era só recusarem para não precisarem passar o vexame e de qualquer forma apanharem no final. Para o Cebolinha até que não apanhou durante a história, só levou um cenário desabado na cabeça, que considerou melhor do que apanhar. Já para o Cascão, mesmo tendo aceito participar da peça, acabou apanhando por causa do título que inventou, aí acabou apanhando duas vezes.

Foram dois momentos, a preparação para a peça, definindo quem faria tais personagens e a encenação da peça em si. Na peça foi toda improvisada, fugindo do roteiro, afinal, nem tiveram tempo pra decorar tudo. Destaques de eles não quererem repetir o texto de te mamo repetitivo, Magali dando spoiler que o Cascão ia morrer, Cascão debochando da dislalia do Cebolinha e Cascão querer morrer para o outro lado porque o cenário ia desabar. Se Mônica deixasse o Franjinha terminar de montar o palco e eles não tivessem pulado, daria para concluir a encenação e quem sabe o Mauricio fosse gostar.

De fato não era um roteiro de peça digno para entrar em cartaz no Parque da Mônica. Mauricio com jeito bem delicado de falar que não queria a peça no Parque, jeito especial para não magoar a Mônica e deixar uma esperança para ela no ar e incentivá-la a ser escritora. E no final voltaram a sofrer com as exigências da Mônica de filmar filme em 3D, coitados não têm sossego.


Foram engraçadas tiradas como Cebolinha dizer "Ah, não!" e Mônica pensar que falou anão. Cascão assoar nariz com papel da peça, dizer que papel para outra coisa não está precisando, se referindo a limpar bunda de cocô, título da peça "As dentuças também amam", meninos acharem proteção da Magali não participar da peça, Magali dizer depende de quanto vai pagar para ser criada, trocadilho do Cascão "por que a peça, digo, pressa,"?, Franjinha pedir favor para não bater nele por palco não estar todo pronto. peça se chamar "Agora, esqueci", plateia dar gargalhada quando Mônica diz que é mocinha meiga e delicada. Teve absurdo de surgir lata de lixo onde não tinha para Cascão não jogar o papel no chão.

Foi história póstuma de Rosana. Foi a única vez que o Parque da Mônica foi citado fora da revista homônima, eles costumavam separar os universos do Bairro do Limoeiro e do Parque nas outras revistas, nesta história foi exceção. O trocadilho de "peça" no título foi boa , de dar conselho para Mônica pedir em vez de mandar nos outros e tratar do tema de peça de teatro.

Incorreta atualmente por ter Mônica autoritária, ameaçar os outros para fazerem o que ela quer com violência, Cascão morrer na peça levando tiro, Cascão fazer bullying com dislalia do Cebolinha, meninos apanharem e aparecerem bastante surrados, cenário cair em cima deles, além da palavra proibida "gozado". 

Traços ficaram bons do estilo de personagens com língua ocupando mais espaço na boca pra dar mais humor. Cores mais escuras que não gostava muito,  sobretudo o mesmo marrom em tudo, sendo que até que o Jeremias com tom pele marrom normal. O degradê até que foi usado bastante nessa, talvez por ter ficado ambientada muito em céu aberto. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

domingo, 17 de maio de 2026

Top 5 Melhores Traços da Turma da Mônica

A MSP ao longo da sua trajetória tiveram excelentes traços variados nos desenhos das histórias que encantaram os leitores. Nessa postagem eu mostro um "TOP 5" com os traços que eu mais gostei de todos os tempos.

MSP sempre teve como base até 2 tipos de traços. Os originais com personagens com bochechas pontiagudas criados pelo Mauricio de Sousa nos anos 1960 e 1970 e os da fase consagrada que presenciamos nas capas dos gibis passaram a ser os oficiais ao longo dos anos 1980. E em cima desses traços, os desenhistas e arte-finalistas tinham liberdade para variar como quisessem e como achavam que ficaria melhor de acordo com o roteiro e sem perder a essência do Mauricio.

Tiveram, assim, vários desenhos espetaculares e em cada gibi dos mais variados estilos, dos simples aos desenvolvidos, atendendo a todos os gostos. Eu particularmente gosto de todos os traços até os anos 1990, o que pode alguns serem menos atraentes do que outros, principalmente os de segunda linha em histórias de miolo, mas mesmo esses menos atraentes tinham seu charme merecido. 

Então, mostro a seguir os 5 melhores que gostei, em cada estilo destaquei trechos de duas histórias e com personagens da Turma da Mônica ou "Turma do Limoeiro" para servir melhor de comparação, lembrando que todos núcleos secundários também tiveram todas as versões de traços e ficavam muito bons também.

5º LUGAR:

Os desenhos de José Márcio Nicolosi eram um show à parte. Derivado dos personagens com bochechas pontiagudas dos anos 1970, os desenhos dele tinham detalhes e ângulos diferentes e ele gostava de colocar toda a sequência de um movimento longo de personagens sem serem divididos com quadros e já dava um diferencial do estilo da época. E ainda costumava ter arte-final do Alvin Lacerda, com contornos únicos que ficavam melhores ainda. Nicolosi também desenhou muitas histórias para o Pelezinho nos primeiros números e sempre com traços espetaculares. Traços assim ficaram nos gibis entre 1977 a 1979. 

Nessa história de miolo "A campeã", de 'Mônica Nº 96' (Ed. Abril, 1978), exemplifica bem o estilo de traços dele de brincar com o movimento da Mônica no skate, mostrando todo o trajeto que ela fez em vários ângulos e retratando o medo dela de cair. E ainda ficava uma mistura de personagens com bochechas pontiagudas e com corpo rechonchudo. Muito bom.

HQ "A campeã" - 'Mônica Nº 96' (Ed. Abril, 1978)

Outro exemplo é da história "Baile à fantasia", de Mônica Nº 97' (Ed. Abril, 1978), que era de abertura e tinham quadros normais misturado com cenas sem quadros. Quando tinham quadros tinham uma estruturação diferente, podendo ser de diversos tamanhos e quadros em diferentes formatos, podendo ser redondos. losangos em vez dos tradicionais quadrados ou retangulares. E juntando a arte-final de Alvin Lacerda ficou espetacular.

Trecho da HQ "Baile à fantasia" - Mônica Nº 97' (Ed. Abril, 1978)

4º LUGAR:

Os traços denominados "superfofinhos" da Emy Acosta eram excelentes. Nesse estilo, os personagens ficavam fofos em excesso, vários ângulos e expressões deles diferentes, formatos de balões diferenciados em figuras geométricas. O estilo superfofinhos foi determinante para a transição dos personagens pontiagudos para a versão consagrada dos anos 1980. Entre 1970 a 1977 já teve mudanças bem graduais que os leitores nem percebiam, mas para deixarem com bochechas redondas como conhecemos ia demorar, aí resolveram arredondar em exagero, em excesso, para depois diminuir arredondamento no ponto que queriam, sem ser de forma abrupta e que cause estranhamento e deu certo. Traços assim ficaram nos gibis também entre 1977 a 1979 e a história "No mundo de Romeu e Julieta", de 1978, é a mais conhecida com esse estilo.

Nessa história "A nuvenzinha do amor", de 'Cebolinha Nº 68' (Ed. Abril, 1978), vemos os personagens bem redondos e vários formatos de quadros, podendo até a grama ter um formato arredondado quando quadros eram brancos sem linhas. Muito lindos esses desenhos.

Trecho da HQ "A nuvenzinha do amor" - 'Cebolinha Nº 68' (Ed. Abril, 1978)

Já na história "Fofocas mil"de 'Cebolinha Nº 73' (Ed. Abril, 1979), os personagens estão superfofinhos e nesse trecho os quadros todos em formatos diferentes, podendo ter curvas, nenhum quadro do tradicional quadrado ou retangular. Os quadros interagiam com a cena, era perfeito.

Trecho da HQ "Fofocas mil" - 'Cebolinha Nº 73' (Ed. Abril, 1979)

3º LUGAR:

A arte-final de Alvin Lacerda nos anos 1980 deixava um diferencial muito bom. Já com base no estilo consagrado de personagens, quando tinham histórias com arte-final do Alvin ficavam incríveis. Nem dava para saber que duas histórias desenhadas por mesmo roteirista e com arte-final diferentes eram do mesmo desenhista. O Alvin Lacerda deixava contornos mais profissionais, um ar sombrio, que só de olhar já dava pra saber que a arte era dele. Traços dele funcionavam bem tanto em histórias de abertura quanto de miolo e histórias da Turma do Penadinho e da Turma do Papa-Capim também ficavam muito bem com arte-final dele. Alvin ficou na MSP desde o início e podia ver traços dele até no começo dos anos 2000, quando se aposentou.

Nessa história de miolo "A fitinha", de Mônica Nº 176' (Ed. Abril, 1984) já com base na fase de traços consagrados dos personagens, vemos o estilo de arte-final do Alvin Lacerda, contornos únicos, e que se tivesse contornos de outro arte-finalista e com os mesmos desenhos já ficaria diferente. Adorava traços assim.

Trecho da HQ "A fitinha" - 'Mônica Nº 176' (Ed. Abril, 1984)

Já na história de abertura de "O terrível plano olharis tremendus minhocais", de 'Cebolinha Nº 157' (Ed. Abril, 1986) também vemos contornos espetaculares e únicos mesmo em cenários simples e ao mesmo tempo dava movimento. Como gosto mais de simplicidade com as variações de traços personagens, esses traços para mim ficam como 3º lugar.

Trecho da HQ "O terrível plano olharis tremendus minhocais" - 'Cebolinha Nº 157' (Ed. Abril, 1986)

2º LUGAR:

Os traços de Rosana Munhoz eram lindos, deixavam os personagens fofinhos, mas não superfofinhos dos anos 1970. Ela iniciou na MSP como desenhista e depois passou para o roteiro, mas depois disso de vez em quando ainda desenhava, normalmente em algumas histórias escritas por ela. Desenhos dela já foram como base da fase  consagrada e em histórias com grandes cenários eram ricos em detalhes que davam gosto de ver. Desenhos dela também ficavam muito bem em histórias da Turma do Penadinho e da Turma do Penadinho.

Nessa história "A fome", de 'Cascão Nº 70' (Ed. Globo, 1989), foi de cenários simples, com base de desenhos da fase  consagrada com destaques para os personagens bem fofos e ângulos bem variados. Muito bonito, ficou fofinho dos anos 1980.

Trecho da HQ "A fome" - 'Cascão Nº 70' (Ed. Globo, 1989)

Já em "Sapatinho vermelho", de 'Magali Nº 7' (Ed. Globo, 1989), de fábula e também em cenários simples, vemos uma bruxa bem gordinha e um quadro da Magali fofinha em movimento, dançando com os sapatinhos mágicos que recebeu da bruxa. Traços fofinhos exatamente desse jeito ficaram com frequência entre 1986 a 1989.

Trecho da HQ "Sapatinho vermelho" - 'Magali Nº 7' (Ed. Globo, 1989)

1º LUGAR:

Os desenhos da fase consagrada são o que prevaleceram nos gibis, vistos em maior quantidade e esse estilo de traços considero o melhor. Esse estilo desenhado por Sidnei Lozano Salustre, o Sidão, com destaque a personagens com pernas mais gordinhas, com curvas nos olhos e de preferência sem fundo branco para expressar que estavam com muita raiva ou muito tristes, personagens de perfil em muitos quadros, falando com dentes à mostra e um andar diferente com mãos esticadas. Traços assim ficaram com frequência entre 1990 até parte de 1993.

Nessa história "Crochetando", de 'Mônica Nº 58' (Ed. Globo, 1991), com a fase consagrada, vemos um cenário simples, Cebolinha e Cascão com curvas nos olhos quando estavam com raiva sem preencher o contorno normal dos olhos e sem fundo branco, Cebolinha falando com dentes à mostra quando estava planejando aprontar com a Mônica e Cascão com andar com braços esticados e pernas mais grossas. Muito bom assim.  

Trecho da HQ "Crochetando", de 'Mônica Nº 58' (Ed. Globo, 1991)

Já nesse trecho da história "As manicures", de 'Magali Nº 61' (Ed. Globo, 1991), os personagens ficaram com olhos do estilo tradicional com fundo branco e sem curvas, mas mostra eles mais gordinhos nas pernas, Mônica andando com braços esticados, Cascão falando com dentes à mostra quando ficou surpreso que tinha que deixar as mãos de molho com água e sabão para cortar a unha no 2º quadro da página 11, e Cebolinha, a partir do 6º quadro da página 11. Sidão arrebentava. Ficava encantado com esses traços e para mim o primeiro lugar de todos os tempos.

Trecho da HQ "As manicures", de 'Magali Nº 61' (Ed. Globo, 1991)

Coloquei na postagem a ordem que eu achei de melhores desenhos, apesar dos traços do Nicolosi e da Emy serem maravilhosos, mas como prevaleceu o estilo da fase consagrada nos gibis, mais acostumados com eles, e eu gostar mais de traços com cenários simples, o meu "TOP 5" ficou assim, cada um vai ter os seus traços preferidos. Fora esses, tiveram outros traços tão bons quanto estes que ficaram de fora da postagem por ter sido apenas os 5 melhores, aí merecem também de destaques de artistas como arte-finalistas Sergio Tibúrcio Graciano, Kazuo Yamassaki, Carlos Alberto Pereira (Beto), desenhistas Olga Ogasawara Yuhara, Julio Cesar Mauricio (Julinho), Aluir Amâncio nas histórias da Turma da Tina, e tantos outros que marcaram a MSP. Posso depois fazer postagens com histórico de traços, foram tantos variados que precisa de uma postagem por década e em breve posto outro "Top 5" no Blog

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Tirinha Nº 125: Cebolinha

Nessa tirinha, Cebolinha tenta dar nó nas orelhas do coelhinho da Mônica, só que o castigo dessa vez foi outro, em vez de apanhar, Mônica dá nó no cabelo dele difícil de desatar. Muito engraçada.

Mônica deu o troco de fazer o mesmo com o Cebolinha, uma forma como o Sansão sente quando dá nós nas orelhas, Cebolinha sentiu, achou pior do que se tivesse apanhado. Porém, como ele nunca se endireita, não aprende lição e obsessão de provocar a Mônica é alta, depois volta a fazer tudo de novo. Legal que o cabelo com nó ficou em formato de cebola, fazendo jus ao nome dele.

Tirinha publicada originalmente em 'Cebolinha Nº 92' (Ed. Abril, 1980).