sexta-feira, 29 de maio de 2026

Novas Edições Nº 1 da Turma da Mônica - 2026

Uma nova série das revistas se iniciou pela Editora Panini chegou nas bancas agora em maio de 2026, formando a 4ª série de coleção na mesma editora. Nessa postagem, mostro as novidades dessa nova série e uma resenha das novas revistas "Nº 1" como um todo.

Essa série é marcada como a primeira 100% criada pela nova administração "MSP Estúdios" da família Takeda, sem intervenção do Mauricio, que se aposentou. Sob administração dele a empresa se chamava "Mauricio de Sousa Produções". Passaram a adotar "MSP Estúdios" oficialmente a partir de maio de 2025 nas edições "Nº 77" de abril de 2025 e agora será totalmente série da nova gestão, então vemos coisas modernas que a gente nunca viu antes, mais voltadas exclusivamente para a geração atual de crianças, o público alvo das revistas.

Essas "Nº 1" da 4ª série representam as de "Nº 271" da Editora Panini, juntando todas as séries da Panini desde 2007 se não tivessem reiniciado numerações. Apenas a segunda série teve 70 edições enquanto a 1ª e 3ª foram 100 edições cada, e deve ter esse número de edições nessa série atual, durando, então, só 4 anos e 2 meses, se mantiverem como quinzenais (bimensais) até o final. Cada série durando menos tempo devido as periodicidades variadas de mensais e quinzenais, assim cada uma delas quatro começaram em 2007, 2015, 2021 e 2026.

Acho que isso é mais imposição da Panini. Deve ser estratégia de aumentar vendas, tanto que no editorial da 2ª série, falaram que é para toda geração de crianças ter "Nº 1" de gibis em bancas e não ficarem tristes por nunca ter comprado uma "Nº 1" em bancas. Infelizmente não veremos mais gibis com numeração alta como # 127, # 264, # 350, etc. A # 467 foi numeração mais alta que tiveram em edições do Cascão e do Chico Bento e vai ser essa a maior para sempre. 

Desde as edições "Nº 90" da 3ª série, da segunda quinzena de outubro de 2025, andam atrasando para chegar nas bancas, as desse ano estavam saindo um mês depois da data oficial do expediente. Essas "Nº 1" da 4ª série deviam ser da primeira quinzena de abril de 2026, como consta no expediente final e inclusive tem propagandas de Páscoa, e a distribuição aqui chegaram dia 25 de maio, ou seja, já está um intervalo maior de atraso da data original. Lembrando que tiragens estão baixas nas bancas, até 3 exemplares de cada revista por banca.

Além dos 6 títulos tradicionais (Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento e Turma da Mônica), agora a Milena também ganha sua própria revista. Sobre formato das revistas, continuam bimensais com com formato cania, 52 páginas cada, com capa em papel couché e miolo com papel jornal, 1  página de sessão de mensagens das crianças e intermináveis 8 páginas de passatempos, custando R$ 8,90 cada.  São 35 páginas destinadas a leitura de histórias tirando capa, contracapa, as seções de mensagens, passatempos e propagandas . 

Fora isso, tiveram várias mudanças já que em cada série gostam de mudar o layout pra diferenciar cada uma delas. Capas continuam com alusão à história de abertura (nessas, só Milena que não foi por ser uma verdadeira Nº 1, mas da próxima edição em diante certamente também terá alusão à história). Agora tem uma faixa colorida no alto separando da ilustração principal com o logotipo e  todas as informações de Nº , editora, selos, logo da "MSP Estúdios", não informam títulos das histórias nas capas, tudo isso não para atrapalhar a ilustração.

Os logotipos foram todos mudados, adotaram minimalismo que vem sendo nas mídias em geral atualmente, e tiraram a identificação de personagens, como sem cabelo da letra "O" do Cebolinha,  sem sujeirinhas do Cascão, sem maçã comida no "I" da Magali, etc. O Do Chico Bento (que agora estão tratando como franquia diferente da Turma da Mônica) foi mais  mudado visualmente, igual à campanhas publicitárias que fizeram desde ano passado, e o único que mantiveram um chapéu de palha de identificação do personagem e agora ocupando duas linhas sem ser todo corrido. Nunca haviam mudado os logotipos dos personagens, desde que criaram as suas revistas, primeira vez isso e não gostei, principalmente tirar essas identificações clássicas dos personagens.

As contracapas não são mais uma extensão do desenho da capa com foi na 3ª série, agora tem o título, sinopses e frames da história de abertura e ilustraçãodo personagemcom colorização diferente. Do Chico diferencial de apenas 1 frame na contracapa e um destaque para galinha Giselda em vez do Chico. E constam também preço, código de barras, QR code e selos variados nas contracapas para deixar as capas menos poluídas e valorizar os desenhos. 

Não teve um frontispício ao abrir as revistas, anunciando que reiniciaram e dando satisfações dos motivos de reiniciarem tudo, nem na página 2, as revistas já abrem com história e todos com propaganda do livro "paródias da MSP da "Woniquinha". Nem na revista da Milena não teve página de apresentação por ser uma verdadeira "Nº 1". Seria melhor se tivesse uma apresentação da série. E já informam "MSP Estúdios" na página 3 onde informam ano da revista.

A sessão de mensagens e os passatempos tem a cara do personagem principal ao lado, só a revista "Turma da Mônica" que  nas mensagens antes era a Milena, e agora colocaram o Jeremias e Passatempos sem rosto de ninguém.

O texto "Mauricio Apresenta" no cabeçalho dos títulos de todas as histórias continuam nessa coleção. Na última página continuam com tirinha normal, expediente com a numeração da 4ª série junto com a numeração real da revista desde o lançamento da Editora Abril ou Editora Globo, conforme for. Assim, por exemplo, vemos que Mônica está na Nº 717 contando toda as séries desde 1970. Porém,  do Cebolinha tem numeração errada, essa edição é a "N° 685" e já faz um bom tempo que anda assim errada e não corrigiram agora. E prova que revistas são de abril e chegaram só final de maio.

Numeração total errada no expediente final de Cebolinha 

Sobre traços das histórias, tiveram mudanças,  tiraram o estilo "png" estáticos copia e cola escancarados e colocaram traços variados e com movimentos. O problema que continuam sendo feitos por computador, o copia e cola continua, tem momentos que estão com mesma posição de corpo só mudando posição de cabeça, por exemplo, só que está menos perceptível. Do jeito que deixaram, muitos são caricatos e tem nada a ver com estilo do Mauricio. Não ficaram bons.

Resolveram mudar depois do EXPOSED que viralizou em canais do YouTube, reclamando dos traços estáticos, lua em png, etc. Fora que estão focados no audiovisual, parece que querem histórias em quadrinhos se pareçam com animes com movimentos exagerados. Reclamavam de traços png, estáticos, sem vida, agora movimentos demais e desnecessários, um equilíbrio seria melhor. Tem gente gostando de traços assim, eu particularmente não gosto, os simples e feitos a mão  são melhores.

Em relação a conteúdo de histórias, as de abertura de no máximo 17 páginas e obrigatoriamente vão ser dispostas em 3 faixas de linhas em vez das tradicionais 4 faixas e resto variando de curtas de 1 a 3 páginas, muitos deles enchendo de histórias de 1 e 2 páginas uma atrás da outra, inclusive as de encerramento. Ou seja, cada gibi pode ter umas 10 histórias, a primeira que tem alguma coisa mais desenvolvida, porém com 3 faixas ocupam mais páginas nos gibis do que deveria, e as outras parecem duração de um reels de redes sociais, um vídeo de TikTok, que só piscar já acabou. Cada história de 2 páginas até 10 quadros e as de 3 páginas até 14 quadros em média. 

Gibis estão voltados para crianças da geração Alpha e com o mundo e sociedades cada vez mais conectados com tecnologia, crianças de hoje não querem ler histórias longas, desenvolvidas, querem tudo rápido, imediatismo, dinâmico. Se as pessoas hoje em dia não querem nem assistir a filmes longos, novelas que duram 8, 9 meses, principalmente geração Z, nos gibis é a mesma coisa, o imediatismo chegou aos gibis.

Nos gibis quinzenais da Editora Abril e Globo não eram padronizados, mesmo com poucas páginas, podiam ter histórias de 15, 20 páginas, miolos com mais de 5 páginas e as de encerramento também. Privilegiavam qualidade e não grande número de histórias em cada gibi. Não estão errados em atender a geração atual de crianças, que é o público voltado, a sociedade que tinha que aprender a desacelerar, não deixar ficar em TikTok e afins, ficam mais burras e historinhas assim rápidas não geram nem raciocínio e deixarem crianças pensar.

No geral, as histórias não foram focadas em dar lição de moral, mas também em historinhas de até 3 páginas nem daria para ficar ensinando algo, mas mesmo assim algumas seguiram esse estilo. Essas de miolo no geral batidas, sem conflitos, piadas já utilizadas várias vezes em outras histórias, piadas fraquinhas. E continuam com ponto final em cada diálogo em vez de exclamação, dando uma forma de leitura diferente. Até as tradicionais exclamações implicaram.

Os créditos de roteiristas, desenhistas, etc, em cada história também continuam, porém não estão mais dando créditos a letristas e créditos de arte-final só em algumas, dando lugar a design, quem idealizou o layout novo dos traços dos personagens no computador. Acho estranho histórias não terem arte-final e nada a ver ignorar quem fez as letras, mesmo que agora são digitadas sem serem feitas a mão, tinha que mostrar quem digitou. Em algumas tiveram créditos de "Letra Azul", empresa terceirizada, aí como maioria deve ser dessa empresa, resolveram não colocar.

Agora o que está mais chamando atenção é que teve nenhuma história com núcleos secundários como Turma da Tina, Turma do Penadinho, Turma da Mata, etc. Já está sendo assim desde as "Nº 99" da 3ª série, quando apenas a revista "Turma da Mônica" teve uma do Piteco, as "Nº 100" absolutamente nenhuma com secundários e agora continuaram assim nessas "N° 1". Quando teve historinha protagonizada por alguém fora do titular da revista, foi com personagens secundários do Limoeiro, como Nimbus, Marina, Do Contra, Denise, Xaveco, etc.

Tem possibilidade de permanecerem todos os secundários no limbo nos gibis, pode ser por não terem ainda traços novos adequados com os novos desenhistas, quem sabe querem fazer franquias diferentes com eles separando da Turma da Mônica, ou porque como padrão agora são histórias de até 3 páginas e ficaria inviável criar histórias com eles com esse número de paginas, ou porque esses secundários são adultos e querem histórias de personagens crianças para falarem com leitores crianças, ou então podem ter feito pesquisa e ver que as crianças não gostam de ler os secundários, gostam só da Turma do Limoeiro. Eu mesmo já vi comentários aqui no Blog de gente que não gostavam de ler os outros sem ser a Turma do Limoeiro e isso tudo pode ter pesado na decisão. Aí, vamos ter que aguardar alguns meses para confirmar se todos os núcleos secundários ser cancelados nos gibis ou não. 

Agora vamos comentar cada gibi individualmente.

Mônica - "Em busca da cidade perdida" - Mônica ajuda o Cebolinha a encontrar tesouro perdido na cidade de Eldorado.

Escrita por Emerson Abreu, com 17 páginas disposta em 3 faixas de quadros, roteiro mediano seguindo estilo do Emerson. Chama atenção dos traços, muito feios e caricatos.

A revista tem 7 histórias, incluindo a tirinha. Embora prevalecer histórias de miolo de 1 a 3 páginas, nesse da Mônica até que teve uma de 5 páginas e uma de 6 páginas. Emerson agora está fazendo histórias curtas de miolo, nem lembram estilo dele, aí nessa revista teve 3 histórias dele, a de abertura e mais 2 de miolo.

Tem uma de miolo que chama atenção, "Recorde de velocidade", de 2 páginas, os traços horrorosos, que nada lembra estilo do Mauricio, ficou parecendo traços de IA. 

Na segunda página, nos últimos quadros ficaram piores ainda. Definitivamente um horror.

Histórias de secundários, sem serem protagonizadas pela Mônica, foram com Do Contra e com Carminha Frufru, esta da Carminha, a Milena com design antigo com laço na cabeça e costuras no macacão porque devia estar pronta antes de resolveram simplificar traços dela. A história de encerramento, "Tesouros dos piratas" do Emerson, fora as caretas, nem lembra estilo dele com lição de moral no final, e chama atenção de Milena no lugar da Magali, tudo pra inserir a personagem mais vezes nas tramas. Não gosto quando colocam Milena no lugar que naturalmente seria da Magali.


Cebolinha - "Confusão no acampamento" - Cebolinha tem a surpresa da visita da Mônica no acampamento em família e os dois lidam se existe uma criatura estranha na floresta.

Escrita por Emerson Abreu, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros, roteiro mediano seguindo estilo do Emerson. Traços mais aceitáveis, mesmo sendo digitais, estraga são as caretas exageradas. Curioso que nessa de abertura informaram créditos de arte-final e foram 6 pessoas para fazer arte-final sendo que o normal é apenas 1 pessoa.

A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Depois da de abertura, o resto só historinhas de 1 a 3 páginas, um atrás da outra. Teve várias histórias com secundários da Turma do Limoeiro e do Cebolinha foram poucas. De secundários, teve uma do Nimbus com Do Contra, outra do Do Contra, e mais as do Franjinha e do Xaveco. 

Teve uma do Cebolinha de 1 página que ele cola cartaz no muro e tem rabisco direto no muro como piada final, o que é um avanço, pode ficar como teste se o povo do politicamente correto vai reclamar depois. Tem histórias também com estilo png, provavelmente já prontas antes e uns novos bem feios como na do Xaveco e em "Desconfiados", de 1 página.

História de encerramento com a Maria Cebolinha, curtinha de 3 páginas. Traços medianos nessa.


Cascão - "Primeiro banho... evento sem tamanho!" - Cascão é capturado pelo Doutor Olimpo e Cascão enrola o vilão para que ele não tome banho.

Escrita por João Xavier, com 17 páginas disposta em 3 faixas de quadros. Teve absurdo de Cascão com mãos presas, mas conseguia se soltar para se gesticular e até segurar o Doutor Olimpo. Traços achei aceitáveis, embora uns olhos lacrimejantes do Cascão e sujeirinhas do risto dele padronizados bem estranhos.

A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Demais histórias da revista foram entre 1 a 3 páginas, uma atrás da outra, piscou, já acabou, até a de encerramento só 2 páginas. Foram poucas histórias protagonizadas pelo Cascão e de secundários foram do Xaveco com Denise, Jeremias, Titi e outra do Jeremias com Dudu. Aliás, Jeremias teve presença alta nesse gibi, apareceu em 6 histórias, contando com as que protagonizou e as que fez participação. 

Destaque também em história do Xaveco com Denise com crianças envolvido com trends de redes sociais, falando de morango do amor, assuntos que a criançada da geração Alpha gosta.

História de encerramento de 2 páginas em que Magali não lembra que recebeu convite do Cascão para ir ao cinema. Essa foi uma das raras dos 7 gibis que teve créditos de quem fez as letras.

Magali - "O mistério do bolo de chocolate" - O bolo de aniversário da Carminha Frufru desaparece, Carminha pensa que foi a Magali quem comeu e Milena ajuda a investigar o que aconteceu com o bolo.

Escrita por Emerson Abreu, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros, traços feios e as caretas típicas de histórias do Emerson piora mais. 

Primeira vez sem aniversário da Magali em maio. Se não tivesse atraso de distribuição nas bancas, originalmente essa "Nº 1" seria lançada abril e a revista com aniversário da Magali está prevista para ser a "Nº 3" de maio, sendo que com os atrasos essa "Nº 3" só vai sair final de junho ou só em julho.

A revista tem 9 histórias, incluindo a tirinha. Demais histórias da revista foram entre 2 a 3 páginas, uma atrás da outra. História com secundários sem presença da Magali foi apenas uma de 2 páginas com Do Contra. Nem teve Mingau, que aparecia tanto nos anos 2000 e 2010 e agora raramente aparece.

Destaque para uma historinha "Lugar perigoso" com desenhos tenebrosos, bem longe do estilo do Mauricio. Tudo indica que foi inspirado nos traços de arte-final do Alvin Lacerda, por ser considerada historinha de terror, mas nem chega aos pés do Alvin Lacerda e ficaram horrorosos assim.

A de encerramento foi escrita pelo Emerson, com 3 páginas, bem genérica e sem lembrar estilo dele, fora as caretas e línguas de fora dos personagens. Mãe da Magali com avental porque estava fazendo atividade na cozinha porque senão ficaria sem. Assim como a Tia Nena na história de abertura. 

Chico Bento -"Deu lição, deu treta, sô" - Professora Marocas manda Chico Bento enviar uma carta para os pais dele após Chico chegar atrasado e aprontar na sala de aula levando minhocas e ele tem que cumprir tarefas que a professora pediu na carta.

Escrita por Edson Itaborahy, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros. Traços nessa ficaram medianos, embora cabelo do Chico e do pai, Seu Bento, estranhos, além de algumas caretas ruins. Interessante Saci-Pererê sem cachimbo, há muitos anos os sacis estão assim por causa do politicamente correto. 

A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Demais histórias da revista foram entre 2 a 3 páginas, uma atrás da outra. A revista tem uma pegada diferente das outras. Estão focando na turma do Chico como núcleo e marca própria e independente, uma nova franquia separada da Turma da Mônica, principalmente depois do filme live-action.

É um Chico como nunca se viu, vai ficar como aqueles curtas que divulgam nas redes sociais, cheios de movimento, parecendo que estamos vendo vídeos curtos do TikTok só que em quadrinhos. Colorização diferente  com efeito sépia, enquadramento de 3 faixas em quase todas as histórias, nessa revista apenas 2 foram com enquadramento de 4 faixas. 

Zé da Roça com pouco destaque agora, só apareceu participando rapidamente em uma da Vo Dita e em "Com o colega". Com ausência de secundários de outros núcleos, como Turma da Mata, Papa-Capim e Piteco, as historinhas de secundários foram do próprio núcleo rural com Tábata, Vó Dita, Rosinha, Zé Lelé e Nhô Lau. Traços no geral parecendo frames de animes, em alguns desenhos bem estranhos como essa do Chico com a Tábata.

Historinha "Com o colega", de 2 páginas, desenhos também ficaram horríveis também, com estilo png copia e cola, com Chico desproporcional parecendo que está gordo.

A de encerramento foi "Cuidado com a onça", de 3 páginas, tudo desenvolvido de imediato, bom que teve eles diante de onça, coisa que algum tempo não estava tendo, porém a onça não atacou os meninos. Destaque que com a colorização nova, a cor da camisa do Hiro mudou, não é mais branca e agora tem um tom cinzento. 

Turma da Mônica: "Todos o Jeremias" - Jeremias fica com dilema de que poderia existir outras vidas de si mesmo e após ser atingido por um raio, passa a conviver com outras versões suas no Bairro do Limoeiro.

Escrita por Edson Itaborahy, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros. Traços nessa ficaram aceitáveis, Titi que ficou com penteado de cabelo diferente com esses desenhos digitais. E ainda teve lição de moral no final.

A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Demais histórias da revista foram entre 1 a 3 páginas, uma atrás da outra. 

Esse gibi 'Turma da Mônica' deve ter foco maior no Jeremias agora. Na 3ª série estavam com número maior da Milena, agora que ela ganhou revista, o Jeremias fica o centro da atenção. No geral, essa edição teve histórias de secundários da Turma do Limoeiro, sem grande foco com Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Assim, tiveram historinhas protagonizadas com Marina com Nimbus, duas da Dorinha, Binho, outra do Nimbus, outra da Marina, Luca e finalizando com Marina com Milena . E, sim, continuou tendo Milena e seu irmão Binho, só não com destaque maior na abertura, pelo menos nessa edição. E Marina também com grande destaque dessa vez.

Bem que podiam ter deixado essa revista pra colocarem histórias de outros núcleos de secundários.  A de abertura podia ser de crossovers diversos como eram as do Parque da Mônica e incluir algumas de miolo com eles. Afinal, substituir Tina, Penadinho, Piteco, etc, por Marina, Nimbus, Denise, é dose. 

Voltaram a falar palavra louco, que por um tempo ficou proibida, inclusive alterando histórias de almanaques quando falavam. Teve uma historinha da Marina de 1 página em desenho png copia e cola. Destaque pela volta do Tio Pepo na historinh8a da Dorinha, essa com lição de moral no final é também com cópia e cola,nota-se a Dorinha exatamente igual, na mesma posição, no primeiro e último quadro dessa página destacada.

A de encerramento, curtinha de 3 páginas, foi outra da Marina junto com a Milena em que Marina pede emprestado um chapéu para Milena para desenhar o Cascão e ele foge e Milena aceita posar par ao desenho no lugar dele. Bem fraquinha.


Milena - "O mistério no quarto de dormir" - É revelado que Milena tem um quarto bagunçado e não encontra o seu laço de fita de cabelo onde tinha anotado alguma coisa que esqueceu e ela investiga quem foi que levou sua fita.

Escrita por Edson Itaborahy, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros. Traços muito ruins, tenebrosos, sem estilo mauriciano, não ficaram bons. 

A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Prevaleceu histórias de Milena como detetive, desvendando mistérios de objetos desaparecidos. Com a revista dela, definiram personalidade dela como uma menina inteligente, investigativa, pronta para desvendar mistérios e representar autênticacriançada geração Alpha. Foram algumas histórias assim nesse estilo, destaque para segunda com traços horrorosos.

Tambem simplificaram um pouco os traços da Milena para facilitar crianças que querem desenhar a personagem. Histórias com secundários foram com Denise e Marina, sendo que a única que a Milena não apareceu foi na de 1 página da Marina. Chama atenção dos traços da história da Denise, escrita pelo Emerson, de 3 páginas, completamente horrorosos, caricatos demais, parecendo que colocaram direto dos rascunhos do roteiro para os gibis, só colorindo. Bem deprimentes.

Embora prevalecer histórias de miolo de 1 a 3 páginas, nesse da Milena a de encerramento foi de 5 páginas, sendo disposta em 3 faixas e bem fraquinha com ela conversando com espelho da Bruxa da Branca de Neve e com mensagem no final. Desenhos melhores nessa, mas percebe que é digital pelo espelho com mesma expressem todis os quadros. Depois vou criar um post separado comentando sobre esse gibi da Milena individualmente, história por história, por ser uma "Nº 1" de verdade.

Então, gostei de nenhuma revista, tudo padronizado com uma só história pouco mais desenvolvida e outras curtas demais que servem mais para preencher revista. Esses traços novos caricatos sem estilo do Mauricio desanimam mais ainda. Muito ruim também mudarem logotipos e tirando a identidade de personalidades deles e sem histórias de outros núcleos de secundários e só com personagens da Turma do Limoeiro. Revistas voltadas de fato para as crianças pequenas e da geração atual, se agradarem esse público alvo, tudo bem, já eu não gostei. Valem também para quem quer ter edições "Nº 1"dessa série nova na coleção. Com essas mudanças, conteúdos de histórias de abertura, para mim a ordem de melhores foi: Cebolinha, Magali, Cascão, Mônica, Chico Bento, Turma da Mônica e Milena. Se fosse eu escolher uma, compraria o do Cebolinha. Fica a dica. 

terça-feira, 26 de maio de 2026

Cebolinha: HQ "Coelhinho perigoso!"

Mostro uma história em que o Franjinha cria um coelho de pelúcia como arma muito poderosa de destruição e Cebolinha planeja jogar o coelho na Mônica. Com 6 páginas, foi história de encerramento de 'Cebolinha Nº 14' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Cebolinha Nº 14' (Ed. Globo, 1988)

Cebolinha passa em frente ao laboratório do Franjinha bem no momento de uma explosão lá. Franjinha aparece comemorando que conseguiu criar invenção, não a bomba atômica, e, sim, uma arma super poderosa baseada no coelhinho da Mônica que não precisa ser empunhado por ela. Faz demonstração jogando o coelhinho em uma pedra gigante e é totalmente destruída.

Cebolinha pede para emprestar o coelhinho e Franjinha não deixa porque é uma muito poderosa e vai para casa tomar banho, deixando a arma em uma mesa. Cebolinha pega, planeja arremessar na Mônica e começa a imaginar como seria. Após jogar, Mônica teria todo corpo despedaçado e a cabeça dela cai nele e diz que acabou com ela, nunca mais será uma garota normal, não poderá correr, brincar e Cebolinha se assusta com o que fez com a amiguinha.

Cebolinha para de sonhar e reconhece que o Franjinha tem razão que o invento é muito perigoso e resolve enterrar para nunca mais ser visto. Franjinha aparece, perguntando se o Cebolinha viu o coelhinho dele. Cebolinha diz que não e Franjinha fala que tem que encontrá-lo para dar fim nele porque é muito perigoso. No final, Cebolinha diz que ninguém mais vai encontrar o invento, as crianças como eles não estão preparadas para essas coisas e acha que ainda bem.

História legal em que o Franjinha cria um invento em forma do Sansão com alto poder de destruição. Cebolinha quis jogar a invenção na Mônica na inocência de derrotá-la e ser dono da rua, mas, ao lembrar d apedra destruída com o coelho, lembra que o mesmo podia acontecer da Mônica e se conscientiza que a arma era poderosa e enterra para ninguém mais encontrar. 

Franjinha não disse qual era a intenção de criar um invento como uma bomba atômica, sendo que se conscientizou que era muito perigoso parar em mãos erradas. Cebolinha quase tacaria na Mônica se  não fosse pelo sonho, viu que não podia jogar a vida da amiga fora só por um desejo de ser dono da rua. Incrível que o invento era igual ao Sansão, poderia ser qualquer forma, até de uma bomba, mas pelo visto quis igual ao Sansão porque considerava uma arma quando a Mônica batia neles com coelhinho. Um perigo também era se juntassem o verdadeiro Sansão com a arma do Franjinha por engano e a Mônica tacar a arma do Franjinha em alguém e com a super força dela abalar o mundo de vez. 

Interessante a imaginação do Cebolinha em tacar a arma na Mônica e ela se despedaçar toda com corpo e cabeça se separando por todas as partes. Foi pra representar o terrível poder de destruição do invento do Franjinha. Cebolinha de costas no final foi para representar reflexão ao dar mensagem de que crianças não estão preparadas para certas coisas, que no caso, seria recado também para adultos que cultuam guerra e bomba atômica, com alta destruição de grandes cidades e países e até do mundo.

Foi engraçado ver a explosão do laboratório do Franjinha quando a invenção deu certo, a pedra toda destruída após o arremesso do invento, Cebolinha pegar escondido na casa do Franjinha e o sonho da Mônica despedaçada.

Já vi gente da faixa de 20 anos até então que comentou na internet que se traumatizou lendo essa história com a Mônica daquele jeito com cabeça separada, foi como se fosse uma história de terror pesada, acho que apesar de tudo não tem motivo pra se traumatizar com história de gibi. Por isso incorreta hoje em dia por conta do estado da Mônica mutilada e poder traumatizar crianças, Franjinha criar invento poderoso como a bomba atômica, Cebolinha pensando com dislalia, já que hoje em dia ele pensa falando certo, sem trocar "R" pelo "L", além da palavra proibida "empunhado", que é difícil entendimento para crianças pequenas.

Traços ficaram bons, mais simples, típicos de histórias de miolo dos anos 1980. Era legal pensamentos e sonhos com tons azuis para diferenciar do momento atual da história e os tons escolhidos ficavam muito bons. A colorização que ficou mais clara por conta do padrão dos gibis quinzenais do segundo semestre de 1987 a início de 1988, sendo que nessa não ficou tão desbotada como costumava ficar porque o papel dos gibis do Cebolinha da época eram oleosos e ficava uma impressão melhor comparado quando eram papel comum de gibis.

domingo, 24 de maio de 2026

Capa da Semana: Magali Nº 116

Compartilho uma capa em que na hora de alimentação dos golfinhos, quando o homem está prestes a dar peixe pra eles, do nada surge a Magali em cima de um golfinho já em posição pra abocanhar o peixe. Muito legal. 

Magali deixa passar nada, nem as comidas dos golfinhos deixa escapar, do seu jeito egoísta, não importa se eles vão passar fome, importante é ela comer tudo que vê. Foi engraçada a posição que ficou e a boca bem aberta pra engolir o peixe e as caras de espantos do homem que estava alimentando e do golfinho embaixo dela.

Capa dessa semana é de 'Magali Nº 116' (Ed. Globo, Novembro/ 1993).

quarta-feira, 20 de maio de 2026

HQ "Mônica, não mande... peça"

Em maio de 1996, há exatos 30 anos, era lançada a história "Mônica, não mande... peça", em que ela obriga seus amigos a participarem de uma peça de teatro com roteiro dela. Com 16 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 113' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Mônica Nº 113' (Ed. Globo, 1996)

Mônica diz para o Cebolinha sobre o papel que ele vai fazer na peça de teatro que ela escreveu. Cebolinha fala que não quer participar de peça, muito menos em uma que ela escreveu. Mônica parte para violência e, assim, Cebolinha resolve participar para não apanhar. 

Mônica avisa que Cebolinha vai fazer papel de mocinho boboca para dar toque de humor que o público adora e ele não gosta. Cascão aparece, pergunta o que acontece, Mônica diz que escreveu uma peça e agora está distribuindo os papéis. Cascão pergunta se tem papel para ele, Mônica entrega um papel, dizendo que tem para todo mundo e ele assoa o nariz. 

Mônica diz que o papel não era para isso, Cascão fala que para outra coisa não está precisando. Mônica explica que é o papel da peça de teatro que ela escreveu e ele assou o nariz no título. Cascão pergunta se o título era "As dentuças também amam" e apanha. 

Cebolinha pergunta qual papel que a Mônica vai fazer e ela responde que é da mocinha meiga e delicada para dar um toque de romantismo que o público adora e que o Cascão vai fazer papel de outro pretendente dela que morre na metade da peça para dar toque de tragédia para o público chorar. Cascão fala que não vai morrer na peça, Mônica faz cara feia para ele, que muda de ideia e diz que melhor morrer na peça do que na vida real.

Surge a Magali, quer saber se tem papel para ela, Mônica diz que não, os meninos reclamam que proteção é essa, só porque é amiga dela. Mônica pergunta se Magali quer ser criada, Magali diz depende de quanto vai pagar e Mônica diz que da peça. Magali topa por Mônica comprar três sorvetes pra ela.

Os meninos falam que já vão indo, qualquer dia começam a ensaiar. Mônica fala que o ensaio vai ser hoje, agora, porque resolveu que quer apresentar essa peça como sugestão para o Parque da Mônica. Os meninos perguntam o que ela tem contra o Parque, Mônica diz que se for aprovada, vão poder encená-la no Parque muitas e muitas vezes e eles vão ao palco montado pelo Franjinha, que gentilmente concordou em ajudar.

Franjinha avisa que o palco está quase pronto, tem partes que não estão muito firmes e Mônica diz que para começar está bom. Eles colocam as roupas dos personagens da peça e começam a chegar os convidados que vão assistir o ensaio aberto e ainda chamou o Mauricio de Sousa para ver se pode usar a peça no Parque da Mônica. Os meninos acham que vai ser um vexame, não preparam nada, Mônica diz que a peça é simples, dá o texto longo para eles decorarem e Cascão acha bom que vai morrer na metade.

Depois, começa a peça, Franjinha apresenta e como Mônica esqueceu o título por Cascão ter estragado, Franjinha chama a peça de "Agora, esqueci". Mônica começa a encenar, diz que é uma mocinha meiga e delicada e a plateia começa a dar gargalhada. Mônica está á procura de um grande amor, Cebolinha é o mocinho e diz que pode dar esse amor para ela e diz "te amo 11 vezes" para não ficar repetindo como no roteiro. Mônica diz que tem que repetir, ele repete e depois aparece o Cascão, que repete sem parar "eu que te amo" e leva um tabefe do Franjinha para parar.

Mônica não sabe com qual dos dois pretendentes vai ficar e chama a criada Magali, que chega já falando que quer um aumento, para participar desse vexame, vai querer 5 sorvetes. Mônica diz que depois elas discutem isso e pergunta com qual pretende deve ficar. Magali fala que com o Cebolinha porque o outro vai morrer já, já e não tem futuro. Mônica agradece, manda a criada se retirar e avisa que na próxima vez é para decorar melhor as falas dela.

Cebolinha encena se a Mônica, dona do coração dele, vai ficar com ele ou com o bobão. Cascão diz que bobão é ele que fala "colação" em vez de coração. Cebolinha diz que isso não estava no roteiro e não é para provocá-lo. Cascão provoca, dizendo que senão ele vai ficar "blavo". Cebolinha finge que está apontando arma e dá um tiro no Cascão, que encena uma morte, indo para um lado para o outro, cai, fala que "selá" também é com "R" e morre de vez.

Mônica lamenta que ele morreu, Cebolinha diz que "morreu 7 vezes" e que agora viverão felizes para sempre, aí Franjinha diz que além de cenógrafo e puxador de cortina, ele é outro pretendente da Mônica. Cebolinha e Franjinha ficam pulando no palco, repetindo "Não!", "Sim!" e Mônica, "Talvez!". Cascão percebe movimento no cenário, se levanta e pede licença pra morrer mais para lá, que é uma emergência e o cenário desaba em cima da Mônica e do Cebolinha.

Após, só Mauricio continuou na plateia, ele diz que todos saíram porque tinham compromisso e avisa que a peça pode ser apresentada no Parque da Mônica só depois de alguns anos, no momento não estão precisando de outra peça, mas que é para ela continuar assim e será uma grande autora teatral no futuro. Cebolinha fica feliz que tudo está bem quando eles acabam quase inteiros. 

Mônica tem ideia de fazerem um filme em 3D para o Parque. Os meninos não gostam, falam que nunca mais participam de bobagens dela, que as histórias dela são horríveis e a chama de dentuça metida. Eles apanham, Mônica obriga os meninos a filmarem o filme "Meninos danados" e Cascão comenta que será que as estrelinhas saem em 3D no filme.

História legal em que a Mônica resolve fazer uma peça com intenção de ser aprovada pelo Mauricio de Sousa para ser encenada no Parque da Mônica, ela precisa obrigar os meninos a participarem para não apanharem. A peça é encenada a ensaio aberto e com presença do Mauricio, sem terem ensaiado antes e eles cometem vários deslizes e confusões até o cenário desabar por conta de pularem no palco não estar totalmente pronto. Mauricio não aceita a peça no Parque e Mônica resolve fazer um filme par ao "Cinema 3D" do Parque e mais uma vez obrigando os meninos a participarem.

Mostrou a característica da Mônica opressora, autoritária, que os outros tem que fazer o que ela quer, não à toa é chamada de dona da rua. Obrigou Cebolinha e Cascão participarem e Franjinha montar palco para não apanharem. Como eles já estavam acostumados a apanhar, era só recusarem para não precisarem passar o vexame e de qualquer forma apanharem no final. Para o Cebolinha até que não apanhou durante a história, só levou um cenário desabado na cabeça, que considerou melhor do que apanhar. Já para o Cascão, mesmo tendo aceito participar da peça, acabou apanhando por causa do título que inventou, aí acabou apanhando duas vezes.

Foram dois momentos, a preparação para a peça, definindo quem faria tais personagens e a encenação da peça em si. Na peça foi toda improvisada, fugindo do roteiro, afinal, nem tiveram tempo pra decorar tudo. Destaques de eles não quererem repetir o texto de te mamo repetitivo, Magali dando spoiler que o Cascão ia morrer, Cascão debochando da dislalia do Cebolinha e Cascão querer morrer para o outro lado porque o cenário ia desabar. Se Mônica deixasse o Franjinha terminar de montar o palco e eles não tivessem pulado, daria para concluir a encenação e quem sabe o Mauricio fosse gostar.

De fato não era um roteiro de peça digno para entrar em cartaz no Parque da Mônica. Mauricio com jeito bem delicado de falar que não queria a peça no Parque, jeito especial para não magoar a Mônica e deixar uma esperança para ela no ar e incentivá-la a ser escritora. E no final voltaram a sofrer com as exigências da Mônica de filmar filme em 3D, coitados não têm sossego.


Foram engraçadas tiradas como Cebolinha dizer "Ah, não!" e Mônica pensar que falou anão. Cascão assoar nariz com papel da peça, dizer que papel para outra coisa não está precisando, se referindo a limpar bunda de cocô, título da peça "As dentuças também amam", meninos acharem proteção da Magali não participar da peça, Magali dizer depende de quanto vai pagar para ser criada, trocadilho do Cascão "por que a peça, digo, pressa,"?, Franjinha pedir favor para não bater nele por palco não estar todo pronto. peça se chamar "Agora, esqueci", plateia dar gargalhada quando Mônica diz que é mocinha meiga e delicada. Teve absurdo de surgir lata de lixo onde não tinha para Cascão não jogar o papel no chão.

Foi história póstuma de Rosana. Foi a única vez que o Parque da Mônica foi citado fora da revista homônima, eles costumavam separar os universos do Bairro do Limoeiro e do Parque nas outras revistas, nesta história foi exceção. O trocadilho de "peça" no título foi boa , de dar conselho para Mônica pedir em vez de mandar nos outros e tratar do tema de peça de teatro.

Incorreta atualmente por ter Mônica autoritária, ameaçar os outros para fazerem o que ela quer com violência, Cascão morrer na peça levando tiro, Cascão fazer bullying com dislalia do Cebolinha, meninos apanharem e aparecerem bastante surrados, cenário cair em cima deles, além da palavra proibida "gozado". 

Traços ficaram bons do estilo de personagens com língua ocupando mais espaço na boca pra dar mais humor. Cores mais escuras que não gostava muito,  sobretudo o mesmo marrom em tudo, sendo que até que o Jeremias com tom pele marrom normal. O degradê até que foi usado bastante nessa, talvez por ter ficado ambientada muito em céu aberto. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.