Mostro uma história em que a Thuga fingiu que machucou o pé em uma perseguição atrás do Piteco para poder se casar com ele. Com 4 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 113' (Ed. Abril, 1982).
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| Capa de 'Cebolinha Nº 113' (Ed. Abril, 1982) |
Piteco corre da Thuga quando ela torce o pé do nada na correria e diz que não consegue andar, está doendo muito. Piteco acha bem feito, quem mandou ficar o perseguindo. Thuga diz que Piteco vai ter que carregá-la e ele diz que é para se virar sozinha, tenta ir embora, lembra de perigos que a Thuga pode ter se aparecer um dinossauro e resolve carregá-la porque estão longe de Lem e ela não sobreviveria sozinha.
Piteco reclama que Thuga está pesada, ela promete fazer regime e no caminho, ela pensa que o plano está dando certo, quando chegarem a Lem, ele estará bem cansado e vai estar nas mãos dela. Piteco a carrega subindo montanha, atravessando rio e quando chegam a Lem, pessoal comenta que Thuga conseguiu agarrar o Piteco, Thuga chama o Juiz de Paz para se casarem, Piteco estranha que ela melhorou do pé e ela diz que nada como um carinho para gente sarar rapidinho.
Thuga quer que o Juiz faça o casamento logo, forma convidados para assistir a cerimônia e Piteco cai no chão e dorme. O Juiz diz que não pode celebrar casamento com o noivo neste estado. Thuga tenta acordar Piteco sem sucesso, o Juiz diz que tem mais o que fazer, quando ele acordar, mande chamá-lo. Pessoal de Lem lamenta que mais uma vez adiado o casamento deles e no final, Thuga fica ao lado do Piteco na esperança de ele acordar e lamenta que até dormindo consegue fugir dela.
História legal em que a Thuga inventa que torceu o pé quando estava perseguindo o Piteco e faz com ele a carregue até a aldeia de Lem com intenção de ficar bem cansado e não pensar direito no que está fazendo e finalmente poder se casar com ele. Só que Piteco acaba dormindo de cansaço na hora da cerimônia, conseguindo se livrar do casamento.
Thuga tentou ser esperta e mais uma vez se deu mal. Como Piteco não se casava por livre e espontânea vontade, tinha que apelar. Não contava que ia dormir, que era o mais óbvio acontecer de tanto percorrer o trajeto a carregando, ela provou o próprio veneno, pelo menos Piteco se livrou do casamento com o cansaço. Ele bem que podia ter deixado Thuga lá, não precisaria fazer esforço e ficar cansado, mas ficou com pena dela com os perigos da mata. Também dava para Piteco ter desconfiado durante o trajeto, ela podia se queixar de dor enquanto a carregava só que ficou quietinha, como "o velho truque do tornozelo machucado" era famoso para atrair marido, ele devia saber também, ainda poderia ter reclamado mais quando viu que ela andou quando foi chamar o Juiz de Paz, porém estava muito cansado pra raciocinar e brigar por alguma coisa.
Ficou na imaginação se o Piteco dormiu sem querer pelo cansaço ou foi de propósito, percebendo o que estava acontecendo e a alternativa foi dormir para fugir do casamento. Foi engraçado Piteco achar bem que bem feito Thuga se machucar porque estava o perseguindo, imaginar a Thuga sendo atacada por dinossauro com o pé machucado, Thuga dizer que vai fazer regime após Piteco falar que ela está pesada. Piteco carregá-la subindo montanha e atravessando rio, Ogra saber que Thuga usou o velho truque do tornozelo machucado, Thuga dizer que sarou rápido por causa do carinho que recebeu, Piteco desabar de sono bem na hora do casamento.
Foi estilo de história de plano infalível da Thuga para se casar com o Piteco, que sempre eram bem bolados, Thuga não apanhava, mas se dava mal, sempre terminando sem se casar com ele e o povo da aldeia de Lem ficava na expectativa do casamento deles e ficavam frustrados depois, mesmo sabendo que era uma coisa impossível, o Juiz de Paz, então, nem tinha mais esperança de realizar casamento deles um dia. Eram muito boas as histórias de planos infalíveis de outros personagens, sem serem criados pelo Cebolinha. Incorreta atualmente por Thuga arrumar casamento à força, simular dor que não tinha, nem só perseguir Piteco não tem mais hoje porque alegam que é rebaixamento feminino e não gostam de histórias envolvendo namoro e casamento, mesmo sendo de adultos porque são as crianças que leem.
Traços ficaram bons, do estilo dos anos 1980. Era muito bom o efeito da noite nas histórias da Editora Abril dos anos 1970 e 1980 com o recurso de vários pontos pretos em um fundo branco que formavam o cinza. As divisões entre os fios do cabelo e barba do Piteco ficaram pintadas de branco e não pintadas com a cor de fundo, não deixa de ser um erro. Foi republicada depois em 'Almanaque da Mônica Nº 16' (Ed. Globo, 1990).
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| Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 16' (Ed. Globo, 1990) |

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