sábado, 21 de março de 2026

HQ "É boneca ou não?"

Dia 21 de março é aniversário da Mônica e então mostro uma história em que o Cebolinha finge para a Mônica que prevê o futuro e avisa que ela vai ganhar dos pais uma boneca de presente-surpresa de aniversário para ele tomar sorvete sorvete de graça à custa da Mônica. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Cebolinha Nº 144' (Ed. Abril, 1984).

Capa de 'Cebolinha Nº 144' (Ed. Abril, 1984)

Cebolinha passa em frente à casa da Mônica e ouve os pais dela comentando sobre o presente de aniversário que vai dar para Mônica e Dona Luísa pensa em dar uma boneca que fala "mamãe" porque a última quebrou na cabeça do Cebolinha e avisa ao marido que, como a Mônica é curiosa, tem que ser segredo e ela não pode saber o que vai ganhar e, com isso, Cebolinha tem ideia de um plano.

Mônica aparece e Cebolinha finge que sente dor quando vem as visões dele, elas vão e vêm e não consegue controlar. Mônica diz que o problema é resolvido com oculista e Cebolinha diz que visões de conseguir prever o futuro. Mônica fala que então o problema é  com psiquiatra. Cebolinha comenta que a visão é o presente-surpresa de aniversário que ela vai ganhar, só que está fraco, visão está sumindo e único jeito de ela voltar é tomar sorvete.

Na sorveteria, Cebolinha toma 5 sorvetes pagos pela Mônica, que reclama que a visão dele não voltou. Cebolinha diz que o problema é com os sabores, quem sabe volta se pedir um de abacaxi. Mônica pergunta que tal sabor Sansão, mostrando o coelhinho e Cebolinha fala que vê que é uma boneca que fala "mamãe" que os pais dela vão dar de presente. Mônica pergunta ao Cebolinha se é certeza que é boneca e ele responde que absoluta, suas  visões nunca falham e Mônica diz que se for mentira, vai fazê-lo pagar por todos aqueles sorvetes e ele fala que o grande Cebolinha jamais mente.

Mônica sai feliz da sorveteria que vai ganhar uma boneca e depois, Cebolinha diz que nunca foi tão fácil tomar um sorvete. No caminho, ouve os pais da Mônica querendo comprar uma vitrolinha na loja e Cebolinha pensa na Mônica correndo atrás dele com a vitrola reclamando que não era uma boneca. Ele entra escondido na loja, finge que é vendedor disfarçado, os pais estranham e Cebolinha diz se nunca viram vendedor baixinho, perguntando se eles tem algo contra os baixinhos. 

Os pais falam que já foram atendidos e querem uma vitrolinha, Cebolinha diz que são loucos de dar um brinquedo perigoso para a filha, pode dar choque, espetar dedo com a agulha, ela pode acompanhar rotação do disco com a cabeça e pegar um torcicolo e ficar surda com o barulho dos discos de Rock. Seu Sousa diz que iam dar uma boneca e é interrompido com Cebolinha dizendo que boneca é um presente maravilhoso e que eles têm boas cabeças e sensibilidade. 

Seu Sousa acha que a Mônica está grandinha para brincar de boneca e Cebolinha grita que eles estão loucos, que querem que ele apanhe da Mônica e logo se corrige se eles querem que apanhe a boneca para verem. Seu Sousa quer a vitrola, Cebolinha mostra bonecas e ficam discutindo tempo todo vitrola e boneca. Mônica ouve na rua, espia a loja do lado de fora, Dona Luísa acha que tem razão e por que não levam a boneca. 

Cebolinha dá salto do balcão comemorando que são pais sensíveis, que o melhor para filha é uma boneca. O vendedor verdadeiro volta, tira o esfregão da cabeça dele e pergunta por que estava com avental e esfregão dele e todos descobrem a farsa. No final, na festa e aniversário da Mônica, Magali acha a festa legal e pergunta o que a Mônica vai ganhar dos pais. Cebolinha responde que é uma vitrola, Magali pergunta como ele sabe, se ele é adivinho e ele faz cara de brabo e com olho roxo e Magali fica sem entender o que disse de errado.

História engraçada em que Cebolinha ouve dos pais que a Mônica ia ganhar de aniversário uma boneca que fala "mamãe" e tem um plano de fazer com que Mônica pagasse sorvete para ele fingindo que era vidente e tinha visão do futuro, só que depois de ter tomado sorvete  e contado sobre o presente-surpresa para a Mônica, descobriu que os pais dela mudaram de ideia e resolveram lhe dar uma vitrola, aí Cebolinha se disfarça de vendedor e faz de tudo para convencê-los a dar boneca para a filha para não apanhar por ter mentido da revelação da visão de que uma boneca que ia ganhar.

Cebolinha fofoqueiro ouvindo conversa dos pais e pior que duas vezes, serviu para conseguir tomar sorvetes de graça. Pensou rápido inventando que prevê futuro, Mônica que mais uma vez boba de cair na conversa dele de dom de previsão, ciriosidade de daber qual presente ganharua falou mais alto e nem imaginou que ele poderia ter ouvido conversa dos pais, até por estar em frente à casa dela. Foi bem tolerante também em deixar Cebolinha tomar 5 sorvetes, no segundo já poderia ameaçar a dar coelhada.

Cebolinha não esperava que os pais da Mônica iam mudar de presente para filha e agiu rápido pra tentar contornar o problema.  Incrível como ele conseguiu colocar roupa rapidamente e que os pais da Mônica nem desconfiaram que o vendedor era o Cebolinha jaque ele não teve cuidado de falar palavras com "R". Os deslizes dele como falar que não é pra dar a boneca para ele não apanhar da Mônica também faria entregar que era ele. Só no final que ele se entregou e nem dava pra disfarçar com a volta do verdadeiro vendedor. 

Não teve participação do Cascão no plano infalível, porque foi um plano surgido por acaso e também porque o Cebolinha não queria dividir sorvete com ninguém, fora que também não era plano de derrotá-la e ser dono da rua, apenas para aprontar e conseguir tomar sorvete de graça a custa dela. Então, como alguém tinha que estragar o plano para não dar certo, foi o próprio Cebolinha que estragou com seu deslize. Foi ótimo uma vitrola como presente no lugar da boneca, hoje em dia é coisa datada.

Foi engraçado dizerem que Mônica quebrou boneca na cabeça do Cebolinha, Mônica dizer que ele tem problema com oculista e com psiquiatra quando ele diz que consegue prever futuro,  ajeitar cabelo dele como antena de TV para voltar a ver visão do futuro, dizer que tem sorvete sabor Sansão e a visão dele voltar na mesma hora quando enrolou para dizer o presente só para tomar mais sorvete, o pensamento de Mônica correndo atrás dele com a vitrola a ponto de jogar e quebrar vitrola na cabeça dele, a discussão com os pais dela para convencê-los a dar uma boneca para não apanhar e ele insistir que dar vitrola seria perigoso e toda a farsa descoberta depois.

Foi bom história de aniversário da Mônica em revista do Cebolinha, afinal girou a partir de má intenção dele, ficou  diferente. Na época personagens não tinham data de aniversário fixas e podiam aniversariar em qualquer mês, de acordo de quando podiam encaixar os roteiros, então nessa história o aniversário da Mônica foi em dezembro. Porém, diferente dos outros personagens, a Mônica era a única que já tinha data fixa de aniversário de 21 de março desde 1983, aí foi um certo deslize deles, pode ser que não tinham uma história para fechar o gibi senão poderiam ter adiado para edição Cebolinha Nº 147', de março de 1985. 

A capa do gibi de Cebolinha como boneca da Mônica após ter quebrado, foi uma piada em cima do tema da história de abertura, sem acontecer de fato com o que iria acontecer na história. Acabou ficando uma espécie de final alternativo, como um outro castigo que a Mônica poderia ter dado para ele. História incorreta atualmente por ser história de plano infalível que raramente tem agora, Cebolinha mentir para Mônica e pais dela, discutir com eles, apanhar no final, além de coisas datadas, como vitrola e palavra proibida "loucos".

Traços muito bons, típicos dos anos 1980. As propagandas inseridas na história, muito comum na época, dessa vez foram do tênis "Bibi" e da revista quinzenal do Pato Donald nos rodapés de cada página. Nunca foi republicada até hoje, poderia ser a partir de 1992, quando estavam republicando histórias de aberturado Cebolinha com mais frequência, mas não foi. Quem sabe estavam reservando para algum 'Coleção Um Tema Só' de aniversário ou de planos infalíveis e com o tempo acabaram esquecendo. Então é rara hoje e só quem tem a revista original que a conhece.

FELIZ ANIVERSÁRIO, MÔNICA!!!!

quarta-feira, 18 de março de 2026

Capa da Semana: Chico Bento Nº 25

Nesta capa, Chico Bento se arruma para sair, bem produzido da cintura para cima, mas calça e pés imundos e ele nem ligou. Devia estar cuidando da roça e dos porcos e depois resolveu sair sem tomar banho. Fica a dúvida se ele não percebeu de fato que estava sujo por baixo ou sabia e deixou como estava por achar nada de mais e também para onde estava indo, quem sabe, um encontro com a Rosinha.

Capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 25' (Ed. Globo, Dezembro/ 1987).

sábado, 14 de março de 2026

HQ "Magrali"

Em março de 1996, há exatos 30 anos, era lançada a história "Magrali" em que a Magali sofre chacota da Carminha Frufru e da Denise por ser magra demais e resolve engordar de qualquer jeito para dar uma lição nelas. Com 13 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 177' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Magali Nº 177' (Ed. Globo, 1996)

As meninas trocam de roupa em um vestiário após jogo de vôlei e Carminha Frufru e Denise dão risadas do corpo da Magali e as duas falam que estavam lembrando de uma amiga delas muito magrela, tão magrela que quando jogam vôlei, têm medo de ela cair e se quebrar toda, que a amiga tem pernas de mosquito, que parece que um vento mais forte a leva para sempre, mas que seria bom porque magrela daquele jeito é muito feia. Magali pergunta quanto ela pesa e Carminha diz que não é para se preocupar, a amiga é bem menos magra que ela.

Na rua, Magali fica cismada e pergunta para a Mônica se ela é magricela e Mônica responde que o céu é azul e o dia vem da noite e pergunta e daí. Magali chora e Mônica fala que aparência não importa, o que é importante é a gente de gostar de si mesma. Magali diz que não interessa e quer engordar e Mônica pergunta de que jeito se ela come por dez e adianta nada. Magali diz que não vai ser como a Mônica que se conforma em ser baixinha e dentuça e Mônica diz que se não fosse amiga, quebrava a cara dela.

Magali procura na TV anúncios de produtos para ter um corpo legal. Vai trocando de canais, mostrando anúncios para queda de cabelo e mau hálito, quando encontra um produto para engordar, o Forçuder, tomando 19 cápsulas todo dia vai ganhar massa muscular. Magali pede para mãe comprar Forçuder para ela engordar. Dona Lili diz que jeito nenhum, nunca se deve tomar remédios e vitaminas sem orientação médica. No quarto, Magali lamenta na cama que queria tanto mostrar para aquelas meninas, quando olha o seu guarda-roupa, que estava aberto e tem uma ideia.

No dia seguinte, Carminha Frufru pergunta se as meninas viram a Magali. Mônica responde que ela ainda não apareceu hoje e Carminha diz que está com vergonha de exibir os ossinhos e que a verdade que nem todas são tão bem feitas de corpo como ela e a Denise. Magali aparece com casaco, calça e um corpo mais cheio e curvilíneo e as meninas se espantam, querendo saber como foi ficar assim e que deve ser algum truque. Magali diz que tomou Forçuder para desenvolver massa muscular.

Aparecem Titi e Jeremias e assobiam para Magali. Carminha lamenta que eles nem olharam para elas e Denise diz que nunca se sentiu tão criança. Carminha quer ir embora com Denise para ficarem bem longe da Magali e Mônica diz que elas ficaram caçoando da Magali e agora engulam o que disseram, vão brincar juntas como sempre e sugere jogar vôlei. Magali diz que não que jogar vôlei e Mônica acha bobagem, Magali vai poder exibir o visual.

Magali não troca de roupa mesmo com o calor, achando que está bem assim e elas descobrem que tem plateia de meninos para assisti-las jogando. Franjinha diz que foram ver a Magali e Zé Luís, que falaram que ela estava diferente e mandam as fofuras começarem o jogo, deixando Magali com vergonha com todos a olhando e Mônica pergunta se não era isso que ela queria.

Começa o jogo, Mônica e Magali contra Carminha e Denise, Carminha manda Denise jogar bola bem forte para acabar com a pose da Magali, que consegue atacar. Jogam por 15 minutos, Magali correndo muito tempo todo e cai no chão. Os meninos querem ajudá-la, Denise acha que é exibida, que foi só para chamar atenção. 

Magali diz que está bem, só precisa tirar a roupa. Ela tira vários casacos e calças, um atrás do outro e duas bolas para imitarem seios e descobrem que tudo era enchimento e que ela continua magra. Os meninos acham decepção e vão embora e Carminha e Denise xingam Magali de magrela.

No final, Magali aprende lição que o importante é a gente gostar de si mesma, se sente bem melhor assim, livre, leve e solta, sente aroma da comida de casa e vai correndo almoçar. Mônica, olhando a amiga comer por um batalhão, comenta que engordar para ela não deve ser fácil, mas que a tadinha se esforça.

História legal em que Magali cansada de ser chamada de magra pelas amigas, tem um plano de se vestir com vários casacos e calças e colocar bolas servindo como seios para mostrar que ganhou massa muscular. Só que não contava que ia atrair atenção dos meninos de paquerá-la, dando vergonha para ela e que ia jogar vôlei ao ar livre em dia ensolarado, fazendo suar muito e passar mal, sendo obrigada a tirar todas as roupas e revelar que continuava magra como sempre.  

Incrível como ninguém desconfiou da Magali engordar e ganhar corpo de um dia para o outro, só Denise que ainda pensou que seria um truque, mas descartou logo a possibilidade. Se fossem mais espertas, dava para descobrirem a farsa antes do jogo de vôlei. Carminha Frufru e Denise pegaram pesado com o bullying com a Magali, como dizer que ela tem perna de mosquito, se cair, quebra toda,  vento forte vai levar para longe para sempre, depois Carminha dizer que Magali não sai de casa porque está com vergonha de exibir os ossinhos, e ainda ficaram com inveja quando viram o corpo bonito da Magali e meninos assediando, realmente mereciam lição, só que acabaram não se arrependendo no final, continuaram a fazer bullying e agirem da mesma forma. 

Interessante Mônica dar conselho que importante é gostar da gente, mas se irrita e bate nos meninos quando xingam de baixinha, dentuça e gorducha. O típico dizer que faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Também meninos dando em cima de menina mais nova, sendo pior o Zé Luís que era o mais velho de todos dando em cima de menina de 6 para 7 anos. Titi teve sorte da Aninha não ter descoberto, a namorada não ia gostar de saber de ele estar investindo na Magali, mais nova que ela.

Dona Lili bem que poderia levar a filha para endocrinologista e nutricionista por ver que está triste magra, porém agiu certo em não comprar Forçuder para a filha, não dá para tomar sem recomendação médica. Foi bom esse alerta de produtos milagrosos para engordar e para emagrecer que vendem livremente por aí e que resolvem nada, só para enganar os outros.

Engraçado o bullying da Carminha e da Denise no início da história e Magali nem se tocar que estavam falando dela, Mônica responder que o céu é azul e o dia vem antes da noite como era coisa normal a Magali ser magra, Magali xingar Mônica de baixinha e dentuça e Mônica dizer que se não fosse amiga, quebrava a cara dela, os produtos anunciados na TV, como "Peruquei" para queda de cabelo e "Tapaboca" para mau hálito, os meninos assediando a Magali, ficando com vergonha, Carminha dizer que Magali tão desenvolvida olhando para os seios e Denise, nunca sentiu tão criança quando meninos não repararam nela.

Mostrou a característica de Magali comer, comer e continuar magrinha, sem engordar um grama e sofrer por causa disso e dessa vez ela comeu só no final. Até teve coisa rara de meninas aparecerem sem camisa, sem top e só de calcinhas, era mais comum meninos sem camisa, não as meninas. Foi legal também meninas jogarem vôlei juntas, assim como eram meninos jogando futebol, ficou diferente. Fica a dúvida de onde tinha vestiário lá se jogavam na rua e não em um clube.

Zé Luís apareceu em dois quadros da página 11 do gibi, mas depois sumiu no resto da história. Era normal quando tinham muitos personagens juntos, acabarem um ou outro sumindo ao longo da história. Jeremias já tinha lábios comuns desde 1983, porém uma vez ou outra parecia com círculo em volta da boca, variando de cada desenhista. Denise aparecia diferente a cada história, dessa vez ela foi morena com penteado de cabelo diferente. Já Carminha Frufru com visual loira e até parecida como ficaria definitiva nos anos 2000. Carminha já estava fixa nos gibis em 1996, aparecendo mais, e adotando um jeito menina vilãzinha, rivalizando com a Magali.

História póstuma de Rosana, lançada depois de ela morrer. Creio que se Rosana continuasse conduzindo, a Carminha ficaria com destaque maior do que é a Denise hoje, talvez Carminha seguiria essa linha, se tornaria uma vilã ácida e invejosa e a Denise formando dupla como sua assistente. 

Essa é impublicável atualmente por mostrar meninas só de calcinhas, com direito a Denise com calcinha de cor de pele que parecia que estava nua, bullying com corpo magro da Magali, Carminha e Denise não se arrependerem do bullying no final, Magali procurar produtos milagrosos para engordar, fingir que tem seios e meninos assediando e dando em cima de menina mais nova, Carminha e Denise preocupadas em não serem assediadas pelos meninos, Jeremias com lábios com círculo rosa em volta da boca e colorido com pele escura assim.

Traços muito bonitos do estilo consagrado dos personagens. Teve erro dos cabelos da Carminha e do Franjinha com tom de amarelo mais escuro no primeiro quadro da penúltima página. O enquadramento foi de até 6 quadros por página, o que estava bem comum na época em histórias de abertura escritas pela Rosana. Pena as cores tão escuras assim, sobretudo o marrom com mesmo tom em tudo e até Jeremias ficando mais escuro que o normal, e até capas também adotaram esse estilo como pode reparar o cabelo da Aninha com tom mais escuro do mesmo tom do caule  da árvore. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos. 

terça-feira, 10 de março de 2026

Piteco: HQ "Caiu na rede é marido"

Mostro uma história em que o Piteco cai em uma armadilha e tem risco de ser devorado se não quiser se casar. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 21' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Cebolinha Nº 21' (Ed. Globo, 1988)

Piteco caça um dinossauro, cai em uma armadilha e cai em um abismo subterrâneo. Fala que está frito, surge uma voz que diz que frito, não, assado, que é assim que prefere suas vítimas. Piteco, em uma rede, quer saber quem é e onde está e a voz diz que é ela quem faz as perguntas e quer saber como está a saúde dele. Piteco acha que está bem, a voz o toca com um pedaço de madeira e vê que é gordinho, do jeito que ela gosta.

A voz pergunta se Piteco é casado, que é o mais importante, ele diz que não e nem pretende ser e pergunta por que quer saber isso. A voz responde que não devora animais casados por preservação de espécie, mas por ele ser solitário e não terá filhos, pode saboreá-lo sem culpa e só não vai devorá-lo se ele casar e ter muitos filhotes.

Piteco quer saber como vai arrumar alguém para casar naquele buraco e a voz diz que tem uma moça que capturou ontem e não pôde devorá-la porque garantiu que sua vocação é para casar e ter filhotinhos. Piteco acha que é a Thuga, é capaz de tudo para tentar amarrá-lo, e tem uma ideia, assim diz para a voz que morre, mas morre solteiro, que pode assar, cozinhar e avisa que ele fica muito bem com cebola.

A voz fala que de repente perdeu o apetite, Piteco pergunta se então ele pode ir embora. A voz lança uma corda e Piteco sai do buraco. Piteco fala que queria ter visto a cara da Thuga, que devia ter ficado tão decepcionada, quando vê Thuga conversando com a Ogra, descobre que não era ele e pergunta quem era então. No final, é mostrado que eram dois monstros, com o pai falando que é para filhinha parar de apaixonar pelas presas e ela diz chorando que ele era tão bonitinho e quem um dia vai se casar.

História legal em que o Piteco cai em uma armadilha de alguém que quer se casar e que vai ser devorado a não ser que se case e tenha filhos. Piteco fica o dilema de se é devorado ou se case. Com o desenrolar da conversa, acha que foi plano infalível da Thuga para se casar com ele e diz que prefere morrer a se casar, assim desiste de devorá-lo e manda de volta para superfície. Ao sair, Piteco descobre que não era a Thuga e os leitores descobrem que era a filha do monstro que queria se casar atraindo vítimas para o buraco.

Na verdade, de fato os monstros criavam armadilha para devorarem as vítimas que caíam, só que a filha se apaixonava por quem caía e dava a condição de não ser devorado se casasse com ela. Piteco quase se casa para não ser devorado, lembrou da Thuga a tempo para jogar lábia que preferia morrer do que se casar. Realmente tudo levava a crer que era ela, já que costumava fazer planos infalíveis para ver se conseguia casamento, mas todos tiveram surpresa que não era ela dessa vez. Piteco teve sorte da monstrinha desistir de comê-lo por conta da desilusão amorosa, se não tivesse se decepcionado ou se estivesse com muita fome, poderia ter sido devorado, mesmo ele falando aquilo. 

 Apenas os leitores que ficaram sabendo da identidade dos monstros, Piteco continuou na curiosidade porque não ia voltar lá pra descobrir. A conversa foi com o pai monstro já que falou sobre moça que capturou e que queria se casar, então ele ouviu uma voz masculina e pensado que a Thuga combinou com alguém para fazer o plano. Quem se deu bem também foi o dinossaurinho que deixou de ser capturado pelo Piteco quando ele caiu no buraco. 

Foi engraçado a criatura dizer que prefere comer assadas suas vítimas, pergunta rpela saúde e tocar na barriga do Piteco com galho pra ver se era gordinho, procurar ver o que vai bem com ele, salsinha ou cheiro verde, e depois o Piteco dizer que ele vai bem com cebola, criatura perguntar do nada se Piteco é casado e a cara de surpresa quando soube que não era a Thuga. Incorreta atualmente por envolver armadilha, Piteco ser preso em rede e quase ser devorado, casamento à força, Piteco caçar dinossaurinho e clava com prego, que, além de não existir prego na Pré-História também dá ideia de machucar mais ainda quando a vítima recebe paulada.

Traços bem bonitos da fase consagrada dos personagens. O título foi uma paródia da expressão "Caiu na rede é peixe" e ficou bem criativo. Interessante que enquanto o Piteco esteve no buraco, mantiveram cor verde em todos os quadros, deixando só alguns um pouco mais escuros para ter uma certa variação. Normalmente na MSP eles mudam cores de fundo mesmo se for toda ambientada em um cômodo de uma casa, por exemplo. Teve erro do Piteco falando de boca fechada no 3º quadro da penúltima página, mas nesse caso também fica a dúvida se o erro foi que deveria ser balão de pensamento no lugar de balão de fala.

sábado, 7 de março de 2026

Tirinha Nº 123: Chico Bento

Uma tirinha em que o Chico Bento e Zé Lelé brigam, Chico reclama que Zé Lelé é burro e como ele nega, Chico manda catar coquinho e Zé Lelé prontamente vai catar coquinho no coqueiro mais próximo. Muito engraçada.

Comprovou que Zé Lelé era burro mesmo, lerdo ao extremo, não conseguiu entender expressão "vai catar coquinho" e levou ao pé da letra. Não dá para defendê-lo. Chico falou a expressão no lugar de um palavrão, se tivesse palavrão, o Zé também teria levado ao pé da letra. 

Interessante que tinha vezes que o Chico que executava essa função de burro, herdado de quando ele foi criado e era lerdo, depois deixaram essa característica para o Zé Lelé, mas o Chico também tinha suas recaídas, variava de como achava melhor qual personagem ficaria melhor para o roteiro da história. Essa tirinha ainda teve erro do Zé Lelé falar de boca fechada, coisa que acontecia bastante na época.

Tirinha publicada em 'Chico Bento Nº 128' (Ed. Globo, 1991).