sábado, 16 de junho de 2018

HQ" É a Pipa na Paquera na TV!"


Mostro uma história de quando a Pipa foi ao programa "Paquera na TV" para arrumar um namorado ao terminar tudo com o Zecão. Com 5 páginas no total, foi publicada originalmente em 'Mônica Nº 199' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Mônica Nº 199' (Ed. Abril, 1986)

Começa o apresentador Sílvio Santos anunciando o início do programa "Paquera na TV" e mostra as candidatas que estavam á procura de um namorado, incluindo a Pipa. Fora da TV, Tina está assistindo ao programa em casa com o seu namorado Jaime e se espanta com a Pipa no programa.


Na TV, Sílvio Santos chama a Pipa para falar no telefone e pergunta se é a primeira vez que vai ao programa e se já teve namorados. Pipa responde que é a primeira vez e que já teve 2 namorados. O primeiro foi o Carlinhos, tinha um ótimo relacionamento com ele e não sabe porque eles terminaram. Sílvio pergunta quanto tempo durou o namoro e ela diz que não lembra direito porque estava no Jardim de Infância. Tina e Jaime acham graça quando ela fala aquilo.

Sílvio se engasga e pergunta sobre o segundo namorado e quanto tempo durou. Pipa fala com raiva que foi o Zecão e que durou tempo demais o namoro. Sílvio pergunta se gostava dele e Pipa diz que sim, até que ele se recusou a ir almoçar na casa dela no último sábado, que ela sempre vai na casa do Zecão, mas ele sempre arruma desculpa para não ir na dela.

Sílvio a interrompe e pergunta que tipo de namorado ela procura. Pipa diz que qualquer tipo, contanto que seja carinhoso, gentil e inteligente, que não seja nem alto nem baixo, na faixa dos 20 a 22 anos, com olhos azuis e a cara do "Alan Deilon" (ator Alain Delon). Sílvio acha Pipa exigente e mostra 3 candidatos esquisitos e que ela teria que conversar com eles durante o intervalo comercial. Tina e Jaime ficam espantados e curiosos se ela vai querer algum deles.


O programa volta ao ar e Silvio pergunta se Pipa chegou a alguma conclusão e ela diz que o Leo era o mais simpático. Silvio pergunta se Leo quer namorar com a Pipa e ele diz que sim e então Silvio decreta como novo casal formado, quando o Zecão invade o programa com raiva querendo bater no Leo que quer namorar a Pipa. Silvio intervém, falando que é um programa de respeito e Zecão fala que azar o dele e vai apanhar também e aí acontece a pancadaria entre os 3 e com os outros candidatos a namorar a Pipa no programa ao vivo. O programa sai do ar durante a briga, com Tina e Jaime assustados com o que aconteceu. No final, o programa volta ao ar e Sílvio, todo surrado, além dos outros candidatos, e ele diz que o programa acaba de formar um novo casalzinho, com  Zecão e Pipa saindo do programa abraçados e apaixonados, voltando às boas como era.


Uma história muito boa, parodiando o programa "Namoro da TV", um grande sucesso da TV nos anos 80. Dessa vez a Pipa vai ao programa para arrumar namorado e esquecer da briga com o Zecão, ela até tenta arrumar um e como sempre acaba voltando ás boas com o Zecão como se nada tivesse acontecido. Normalmente brigavam por motivos mais bobos possíveis, por causa do jeito impaciente dela, mas faziam as pazes no final. Engraçada a parte que ela conta do outro "namorado" que teve e aí gente descobriu ver que ela só teve o Zecão como namorado, já que o do Jardim de Infância não conta.

Os pretendentes da Pipa eram todos feios, provavelmente uma crítica do roteirista ao programa original e a outros desse tipo que só colocam gente bonita, parecendo que é tudo combinado. Legal terem colocado partes da Tina e Jaime assistindo ao programa, para dar ideia de que a Pipa estava mesmo no programa "Paquera na TV". O detalhe dos quadrinhos com formato de tela TV curvada analógica também dava ideia de que eles estavam em um programa de televisão. O personagem Jaime era muito frequente na época e hoje está na galeria dos personagens esquecidos desde que terminou namoro com a Tina.


Muito bom ver Silvio Santos parodiado, dessa vez até não teve nome parodiado. Ele apareceu outras vezes nos gibis, costumando ser chamado de"Sálvio Sintos". Impossível ler sem imaginar a voz do Sílvio Santos. Parodiaram até o nome do canal, já que o "SBT" se chamava "TVS" e na história apareceu como "TV Eçis". Muito bom  Eu gostava de histórias com os personagens parodiando programas de TV, tinha bastante na época, dava até pra criarem um 'Almanaque Temático' sobre Televisão reunindo histórias com os personagens nos programas de TV.

Os traços muito bons, típico dos anos 80 e com uma arte-final provavelmente do Alvin Lacerda e muito bom o detalhe dos quadrinhos em formato de televisão analógica. Dessa a vez, a Pipa apareceu com camisa vermelha e saia branca , mas o que prevalecia mesmo era a roupa tradicional com camisa branca e vestido preto, tipo colegial. Foi falado a palavra "azar" na história, palavra atualmente proibida nos gibis e fariam alteração colocando "má sorte" no lugar. Era normal também aparecer títulos com as falas dos personagens, dessa vez o título foi formado com a fala de empolgação da Tina ao ver a Pipa no programa "Paquera na TV".


Foi republicada em 'Coleção Um Tema Só Nº 12' - Cascão e o Capitão Feio' (Ed. Globo, 1995) e bem curioso dela ser republicada em um 'Coleção Um Tema Só' sobre o Capitão Feio. É que nos primeiros temáticos da Globo, a maioria tinham histórias de secundários sem nada a ver com o tema proposto, provavelmente por falta de histórias suficientes pra republicação de acordo com o ano limite permitido para republicações. Depois com o tempo só passaram mesmo a colocar histórias com o tema. As imagens foram tiradas desse almanaque. Abaixo, a capa desse 'Coleção Um Tema Só'.

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 12 - Cascão e o Capitão Feio' (Ed. Globo, 1995)

domingo, 10 de junho de 2018

Capa da Semana: Cascão Nº 97

Uma capa com piada metalinguística muito criativa e em homenagem ao Dia dos Namorados em que o Cascão amarra uma corda na letra "A" do logotipo da sua revista para atravessar o rio para poder encontrar com a Cascuda. 

De vez em quando apareciam piadas nas capas envolvendo com o logotipo, geralmente para os personagens se livrarem do perigo e Cascão era mais comum como forma dese livrar de tomar banho.

Capa dessa semana é de 'Cascão Nº 97' (Ed. Globo, Setembro/ 1990).


sábado, 9 de junho de 2018

Um tabloide com Chico Bento e Rosinha

Mostro uma história de 1 página com o namoro tímido do Chico e da Rosinha, publicada em 'Chico Bento Nº 83' (Ed. Globo, 1990). 

O namoro do Chico e Rosinha sempre foi marcado com o empecilho da timidez, sempre que queriam se  aproximar mais pra fazer uma declaração amorosa ou dar um beijo, tinha a timidez do Chico Bento para impedir.

Nessa tabloide teve o diferencial de um papel invertido, dessa vez o Chico foi mais atirado e foi a Rosinha que bancou a tímida, com vergonha de dar um beijo e pegar na mão do Chico, mas ela tem a ideia de nadarem pelados no ribeirão. Ou seja, Rosinha tem vergonha de dar beijo e segurar mão do Chico, mas não de ficar pelada na frente dele. Muito legal.

É incorreta hoje em dia por aparecer as crianças nuas, já na época era normal aparecer os personagens pelados, principalmente os meninos. Apareciam também meninas sem top. Atualmente nem os meninos aparecem mais pelados.



quinta-feira, 7 de junho de 2018

Capa da Semana: Cebolinha Nº 33

Uma capa com Mônica e Cebolinha em um balão e a Mônica corta o cabelo dele para não espetar o balão e furar e acabarem caindo lá do alto. Engraçada a cara de raiva que o Cebolinha fez.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 33' (Ed. Globo, Setembro/ 1989).


quinta-feira, 31 de maio de 2018

Piteco: HQ "Um herói pela liberdade"


Mostro uma aventura em que o Piteco teve que salvar um povo anão de um rei que se apossou do povoado para escravizá-los. Com 5 páginas no total, foi publicada em 'Mônica Nº 8' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Mônica Nº 8' (Ed. Globo, 1987)

Nela, Piteco estava à procura de caçar algum animal, mas ele estava sendo observado por vários pares de olhos em um arbusto. Ele encontra um tigre de dentes de sabre, que avança no Piteco e os dois lutam até Piteco conseguir derrotar o tigre enquanto os olhos vibram com sua coragem e falam que ele pode ajudá-los.


Eles saem do arbusto quando o Piteco derrota o tigre e se apresentam que são o Povo Miúdo e que Moque, o deus deles, quem mandou Piteco para eles. piteco diz que foi o rastro de coelho quem os trouxe e eles revelam que Moque é o deus coelho deles. Eles explicam que Kaká, o Malvado, quer escravizá-los e só um grande guerreiro pode libertá-los. Piteco pergunta se querem que ele procure um guerreiro e o Povo Miúdo diz que já encontraram, que o guerreiro é o Piteco e reforçam que Kaká é mau e abusa deles só porque são pequenos e Piteco tem que pensar nas criancinhas.


Na aldeia do povo Miúdo, o povoado está reclamando que não aguentam mais colher frutas, caçar e pescar para entregar ao Kaká, falam que precisa comer menos e ele diz para se calarem senão vão ser pisados. Nessa hora, Piteco surge, falando que o reinado está no fim e os dois começam a lutar. O Povo Miúdo fica apreensivo com a luta deles, Piteco chega a ficar em desvantagem, precisando fugir do Kaká, até que aparece um precipício e Piteco se abaixa e Kaká acaba caindo sendo derrotado.

O Povo Miúdo comemora e Piteco se torna o novo rei. Para comemorar,  Piteco fala para eles buscarem peixes, frutas e animais. Eles saem correndo. Piteco acha legal ser rei e estranha a demora deles. No final, mostra eles convidando outro guerreiro para poder derrotar o Piteco, o malvado que querem escravizá-los, começando tudo de novo.



História legal com o Piteco salvando o povoado de um rei tirano. Interessante a ideia de colocarem um povo anão de outra aldeia longe de Lem e acabou o Piteco passando de herói a vilão quando pediu pra eles buscarem comida para ele. Ficou provado que o Povo Miúdo não queria trabalho e quando Piteco pediu comida pensaram que era uma ordem igual a que o Rei Kaká fazia.


Gostava quando tinha narrador-observador contando as histórias como nessa e curioso aparecer coelho e tigre dentes-de-sabre, que não existiam na pré -história. Outra coisa  era a clava do Piteco ter prego, coisa que também não existia na pré-história, mas por se tratar de gibi infantil se torna divertido essas coisas inexistentes.

Os traços muito bons, típicos dos anos 80 e consagrados, detalhe também a metalinguagem de quadrinhos, como Piteco se colocando como personagem de história em quadrinhos, falando que é amigo do desenhista e por isso sempre vence as lutas. Também gostava  dessas metalinguagens e era bem comum nas histórias no final dos anos 80. 


Curioso esse gibi da Mônica Nº 8 que teve anúncio nos gibis em 1992 para que os leitores enviassem a edição que tinha em troca da edição mais recente de 1993 que estava nas bancas após receberem porque não tinham edições suficientes em estoque no acervo da MSP. Pelo visto, ficaram com estoque demais além da conta. Ainda assim não é uma edição tão rara, inclusive a minha edição eu encontrei em sebo e já vi outras vezes fora disso.