Dia primeiro de julho é aniversário do Chico Bento e, em homenagem, mostro uma história em ele quer que os bichos do sítios lhe desejem "Parabéns", achando que os bichos sabiam que era aniversário dele. Com 12 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 403' (Ed. Globo, 2002).
![]() |
| Capa de 'Chico Bento Nº 403' (Ed. Globo, 2002) |
Escrita por Paulo Back, começa com Chico Bento chegando em casa e flagra os pais preparando festa de aniversário dele. Dona Cotinha pergunta o que o filho estava fazendo em casa e que é para voltar para rua. Chico diz que voltou porque esqueceu o chapéu, a mãe dá o chapéu, manda ficar brincando aí fora e bate a porta.
Chico comenta que em todo aniversário é assim, os pais o tocam fora de casa para ficar arrumando tudo lá dentro para lhe fazer surpresa, à tarde o convida para dentro e estão todos esperando lá dentro, aí ele faz cara de quem não sabia de nada e cantam "Parabéns", só que sempre sabe. A Rosinha sempre encontra saindo da venda do Nhô Anacleto com presente e ele finge que não vê só para dar tempo de ela se esconder. Zé da Roça e Hiro fingem que esqueceram do aniversário e ele sabe que eles sabem e a vila toda fica olhando com cara de cabra mocha porque é aniversário dele.
Depois, Chico pergunta para galinha Giselda se ela sabe se é aniversário dele e Giselda nem dá atenção. Chico diz que deve ser triste ser bicho, um dia é igual ao outro, não faz diferença. Chico fala para Giselda para comemorarem juntos o aniversário dele, Giselda cacareja como se tivesse conversando e vai embora.
Chico acha falta de consideração, ele que catou os melhores milhos, pôs dentro de casa na noite da chuva e espantou os gambás do galinheiro e acha que merece uma "asada" de parabéns. Giselda bica o nariz do Chico, que diz que da próxima vez ela que dê um jeito de se escafeder sozinha quando gambá andar por aí.
Chico diz que o Torresmo que é um amigão e pede para o porco dar fuçada nele porque é seu aniversário. Torresmo se esconde na lama e cisca lama na cara do Chico, que o chama de porco mal-agradecido. Depois, chega para Malhada dizendo que tem um segredinho para contar, pergunta se sabe que dia é hoje e a vaca tira o chapéu dele, que pergunta cadê as coisas que ensinou para ela: ser boazinha, não dar leite azedo e não comer chapéu dos outros.
Chico se pergunta se não tem alguma criatura que saiba que dia é hoje. Chega nas abelhas falando que o menino que fez a casinha para elas está de festa e bem que podiam dar "Parabéns" para ele. As abelhas se reúnem para avançar nele, que pula no riacho para não ser picado por elas. Chico se enfeza, não está mais nem aí para quem não sabe que é aniversário dele, prefere festejar sozinho e vai para casa.
Quando abre a porta, tem a festa-surpresa dos pais e amigos fizeram para o Chico que diz pegaram de surpresa mesmo, tinha esquecido da festa. Comenta que bobagem dele esperar uma coisa dessas também dos bichos. Dona Cotinha leva o bolo falando que foi feito com doce de leite, com leite da Malhada, a cobertura com fios de ovo da Giselda, a velinha foi feita de cera de colmeia de abelha e o prato enfeitado foi feito de barro que o Torresmo cavoucou.
Chico fala que então os bichos ajudaram a fazer o bolo e fica comovido, dizendo que não queria magoar os bichinhos, não tem problema que eles não saibam que hoje é aniversário dele. Aí, Dona Cotinha fala para o filho falar isso pessoalmente a eles, já que os bichos aparecem para lhe dar os "Parabéns". No final, Chico diz que não pode ser o coro mais afinado, mas pode dizer que os danados o enganaram direitinho.
Boa história em que o Chico Bento pensa que os bichos do sítio sabiam que ele fazia aniversário e pedia para eles darem os "Parabéns" para ele. Só que eles agiam naturalmente, sem ter ideia do que Chico falava e até avançavam nele quando os agarrava já que estava machucando ou invadindo território deles. Chico passa a entender que os bichos não tem noção do que é aniversário, mas no final, tem a surpresa de que eles foram na festa dar os "Parabéns" para ele.
Já que família e amigos do Chico sempre davam "Parabéns" no aniversário dele, achava que os bichos também podiam desejar feliz aniversário. Depois das negações deles, vimos que era tudo encenação dos bichos para enganar o Chico para pensar que bichos não sabiam o que era aniversário, eles foram bem inteligentes e até leitores também pensavam que eles não sabiam o que era aniversário.
Chico ficou tão entretido com os bichos que achou que ninguém se lembrava do aniversário, esqueceu que pais e amigos sabiam, ficou como só existissem bichos na Terra. Todo ano era a mesma coisa e a surpresa que pais e amigos tentavam fazer já estava batida para o Chico, mesmo assim Chico gostava da ideia que eles não sabiam o que ele sabia, aí nessa festa foi diferente com a surpresa dos bichos e de ele ter se esquecido dos pais e amigos por um momento.
Mostrou ideia de dúvida de crianças se os animais sabem sobre aniversário da gente ou se sabem quando as pessoas fazem festas de aniversário para os pets. Na vida real não sabem, porém sentem o carinho que está recebendo na hora, principalmente quando as festas são para eles. Aí, na história ficou como que os bichos sabiam para dar um final feliz e ter os absurdos de histórias em quadrinhos.
Foi engraçado Dona Cotinha expulsar o Chico enquanto preparava a festa, Chico ter sido bicado pela Giselda quando a apertou, Torresmo jogar lama nele, Malhada pegar o chapéu pra comer e as abelhas avançando nele.
O Chico tem muitos bichos famosos no sítio e sempre tinha uma interação boas o Chico com eles. Todos apareceram nessa história, sendo que mais normal era contracenar com cada um em cada história. Nessa, faltaram mais alguns para o Chico contracenar como o bode Barnabé, o burro Teobaldo, apesar de terem aparecido em figurações, só não teve conversas com eles, até porque para agilizar a trama e não ficar grande em um gibi quinzenal de 36 páginas.
Giselda a mais famosa de todos, a primeira a ser criada nos anos 1970, antes do Chico ganhar revista. O Torresmo muitas vezes era pintado de cinza para não confundir com o Chovinista, mas não era padrão e podia ser colorido de marrom ou laranja às vezes, nessa ele ficou marrom. Normalmente os bichos do Chico não pensam diante dele como o Mingau diante da Magali e em uma ou outra que falavam com outros bichos da mesma espécie. Ele ainda tinha o Fido, que morreu em história de 1990, porém foi ressuscitado em 2004, pelo próprio Paulo Back, aí se essa história fosse depois de 2004, certamente o Fido estaria nela.
Traços acho um pouco estranhos, são típicos dos anos 2000 que tinham uns detalhes diferentes e Chico com nariz menor, nas 6 primeiras páginas Chico ficou com expressões bem esquisitas, depois melhorou, talvez foi desenhada por desenhistas diferentes. O tema em si não acho incorreto, eles gostam de histórias com pets, porém iriam implicar com alguns elementos como Giselda dar bicadas no nariz do Chico, Torresmo jogar lama nele, abelhas avançarem nele, Chico falar sozinho no início, além de palavras e expressões de difícil entendimento para crianças pequenas como "cabra mocha", "escafeder".
FELIZ ANIVERSÁRIO, CHICO BENTO!!!
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)