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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Capa da Semana: Cebolinha Nº 22

Nessa capa, Cebolinha e Cascão vão parar à beira de um rio depois de terem dado nós nas orelhas do Sansão da Mônica. Cebolinha entra no rio e coloca um canudo na boca para respirar na água e Cascão acaba chorando porque vai apanhar da Mônica já que ele não vai pular na água.

Seria mais interessante ter saído em uma revista do Cascão já que a piada é mais com ele. Como capas com os meninos aprontando com a Mônica saíam mais em gibis do Cebolinha e da Mônica, aí pelo visto preferiram publicar em um gibi do Cebolinha por causa disso

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 22' (Ed. Globo, Outubro/ 1988).


domingo, 1 de setembro de 2019

Cascão e Nimbus: HQ "Ártico ou Antártico?"

Mostro ma história em que o Cascão e Nimbus foram no Pólo Norte e Pólo Sul para saber onde era mais frio.Com 14 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 282' (Ed. Globo, 1997).

Capa de 'Cascão Nº 282' (Ed. Globo, 1997)

Nela, Cascão e Nimbus estão reclamando do calor grande que estava fazendo e Nimbus comenta que uma chuva sem relâmpagos ia ser ma boa. Cascão fala que não era para apelar, que bom mesmo seria ir a um lugar bem frio como o Pólo Norte. Nimbus fala que queria estar no Pólo Sul que é mais frio ainda. Cascão pergunta quem falou isso para ele e Nimbus responde que foi o pai meteorologista dele.


Os 2 ficam discutindo onde era mais frio, quando o Franjinha aparece e pergunta se estão discutindo onde chove mais. Eles perguntam onde era mais frio, Pólo Norte ou Pólo Sul. Franjinha diz se é Ártico ou Antártico, que é a mesma coisa e que seria um bom motivo para testar a sua nova invenção.  Cascão e Nimbus tentam fugir, perdendo a curiosidade de saber e Franjinha obriga os 2 irem ao laboratório dele testar a invenção.


No laboratório, Franjinha apresenta o seu transportador-cibernético-para-longas-distâncias-sem transportes. Eles tenta fugir, mas acabam voltando e Franjinha faz eles sentarem no banquinho da sua invenção com as mochilas com itens necessários para viagem. Cascão e Nimbus pensam que eles vão assistir a um filminho, mas acabam é indo parar em cada um dos polos para eles saberem onde é mais frio. Assim Cascão vai par ao Pólo Norte (Ártico) e Nimbus para o Pólo Sul (Antártico).


Primeiro surge o Cascão no Pólo Norte. Ele reclama que o Franjinha o enganou, estranha estar em um ambiente branco e logo entende que está no Pólo Norte e coloca o agasalho que o Franjinha deu. Já Nimbus no Pólo Sul, pede socorro, o narrador avisa que vão inverter a posição dos quadrinhos  para o leitor não ter tonturas, dores na vista e rodopios. Nimbus põe o agasalho antes que congele.


Cascão no Ártico, reclama que não quer mais saber de  Pólo Norte e Pólo Sul, é tudo muito frio e precisa arrumar logo uma caverna, uma fogueira, uma lareira e um cobertor.  Logo encontra um "morro quentinho com montoeira de pelos". Mas não era um morro e, sim, um urso polar e ele acaba tendo que correr da perseguição do urso. Já Nimbus na Antártida. pergunta para um pinguim onde fica a Rua do Limoeiro, Brasil. Reclama que não encontra ninguém e precisa encontrar um lugar quente. Esbarra em um pinguim e acaba ficando embaixo dele para se aquecer.


Cascão ainda estar correndo do urso polar e se depara com um precipício com água embaixo e ele não pode continuar fugindo. Ele prefere enfrentar o urso, mas ao ver a brabeza dele, fica desesperado e se convence que está em uma enrascada. Tem sorte do gelo se romper  e acaba caindo e consegue percorrer a água como se o bloco de gelo fosse um barco e, assim, fugindo do urso. Já Nimbus é tratado como um filho pelos pinguins e ele recusa o comer o peixe que eles estavam oferecendo. O pinguim dá bronca no Nimbus, que diz que não é pinguim, não tem asas, rabo e nem bafo de peixe e ao abrir a boca que é o Nimbus, acaba comendo o peixe do pinguim e até gosta, dizendo que parece os sushis da mãe.


Cascão está em enrascada com o bloco de gelo na água. Ele sabe que um iceberg ao derreter em mares quentes vira água e assim ele está frito e molhado. Porém, tem a sorte de aparecer 2 homens remando na hora e ele diz que não é esquadrão da "Suati", mas é a salvação dele. Enquanto isso, Nimbus consegue escapar dos pinguins quando eles dormiram e logo ele vê uma foca perseguindo um filhote de pinguim. Ele consegue deter a foca e leva o pinguim até o casal de pinguins e adotam o filhote como filhos deles e, assim, Nimbus consegue se livrar deles de vez.


Cascão chega à aldeia dos esquimós quando sai do barco e acha o máximo, só não entende o que eles falam, mas 2 homens entendem que ele está com fome e serram um buraco no gelo para pescar peixe. Cascão descobre, então, que o ártico era só água congelada e não tem terra, é só gelo. Quando se toca que debaixo daquele gelo todo só tem água, ele sobe na haste de um iglu e fica desesperado querendo saber onde está o Franjinha, porque ele não tira daquele lugar porque odeia água. Nessa hora, ele some junto com Nimbus e os 2 voltam ao Brasil no laboratório do Franjinha dentro da máquina onde estavam.


Franjinha pergunta se tiraram as dúvidas deles. Cascão fala que o Ártico fica no Norte, tem ursos, esquimós e gelo.. E Nimbus diz que Antártida fica no Sul, tem pinguins e é um continente. Franjinha pergunta onde é mais frio. Cascão diz que nem olhou termômetro  e o do Nimbus congelou. Franjinha vê no livro  que o Sul é mais frio, chegando a temperaturas de 70 graus negativos, confirmando a teoria do Nimbus e do pai dele. Nimbus comemora e Cascão diz que é grande coisa e só quer tirar aquela roupa porque lá estava mais quente que o deserto do Saara. Nimbus diz que na Austrália tem um deserto que é mais quente e eles voltam a discutir onde é mais quente e Franjinha fala que logo, logo vai ter que usar a sua máquina de novo, terminando assim.


É uma história legal, mostrando a dúvida de muita gente se é mais frio no Pólo Norte ou Pólo Sul. Cascão e Nimbus tinham essa dúvida e foram ver isso na prática indo pessoalmente lá através de mais uma das invenções malucas do Franjinha, passando por vários apuros. 

Foi bom ver os apuros do Nimbus e Cascão, revezando as cenas de cada um, com o que acontecia com cada um no mesmo momento. Mostra as tramas como se fosse um filme, uma novela. pode também ler separado cada passagem que apareciam eles separado, Cascão teve situações mais engraçadas. De quebra ainda dá pra aprender com o que tem no Pólo Sul  e Pólo Norte como os sinônimos Ártico e Antártico, saber sobre icebergs, gelos, assim como os costumes de cada região.



Os traços foram bem desenhados, ficou legar ver Cascão e Nimbus com os agasalhos e frio quase a história toda. Era bacana também os medos dos personagens com as invenções do Franjinha, já qe eles sempre se davam mal com isso. Tem a curiosidade ao Cascão falar de salvamento "Suaiti" foi uma referência à SUAT dos Trapalhões.Engraçada a parte do narrador avisando que vai inverter os quadrinhos para o leitor não ficar com tontura e dor na vista.


Nimbus foi criado em 1994 e gostava das suas histórias  envolvendo meteorologia, previsão do tempo, se medo de trovão, eram bem divertidas e ainda dava aprender sobre o assunto meteorológico, foi o que marcou mesmo nos seus 25 anos de criação. Até em 1998 ele tinha essa característica nas histórias e a partir de 1999 mudaram a sua personalidade, fazendo agir como um mágico oficial da turma, descaracterizando bastante a sua personalidade original. Depois foi muito raro histórias de meteorologista e medo de trovão, até qe teve uma citação rápida recente  em 'Turma da Mônica Nº 51 de 2019 com o autista André, depois de muitos anos sem sequer citar essa personalidade do Nimbus.

domingo, 18 de agosto de 2019

Mudanças em "Almanaque Temático Nº 51" - Panini

O 'Almanaque Temático Nº 51 - Magali Fadas e Bruxas' teve várias alterações em relação às histórias originais, muitos absurdos, algumas bem revoltantes que até deu para criar uma postagem sobre isso.  Nessa postagem mostro, então, as alterações que fizeram nesse 'Temático' da Editora Panini.


Lançado no final de julho de 2019 e atualmente dá para encontrá-lo nas bancas, esse 'Temático' custa R$ 9,50 com 160 páginas no total e reúne histórias sobre fadas e bruxas de todos os tempos da Editora Globo. São histórias da turma toda, não apenas da Magali, já que tiveram outros Almanaques Temáticos dela com temas de fábulas e, assim, como insistem sempre colocarem os mesmos temas, resolveram colocar histórias de outros personagens para não ficarem as mesmas histórias. Com isso, histórias da Magali foram só 4, incluindo a tirinha final, história de abertura não foi da Magali e todas dela já republicadas em outros temáticos de fábulas da Magali.

O que chama a atenção, foram as alterações. Sabe-se que em todo almanaque da Editora Panini tem alguma alteração em relação às originais para atender ao politicamente correto. Tudo que consideram incorreto nos gibis originais, eles fazem mudanças, seja alterações de texto ou até mesmo desenhos. 

A mudança maior foi, então, na história "Uma lição para a Magali", de Magali Nº 221' , da Editora Globo, 1997, escrita por Emerson Abreu. Nela, uma fada protetora da Magali a vê comendo demais e resolve dar uma lição para ela controlar a sua gula. Só nessa tiveram 7 mudanças em relação à original, o que pode concluir que se tornou uma nova história adaptada aos tempos atuais. Como foram tantas mudanças em uma mesma história, a ordem das imagens na postagem coloquei como da alteração mais branda para a mais revoltante do que eu achei e não a ordem cronológica da história.

A primeira mudança, a menos pior de todas, foi recolorir o cabelo da Denise para ficar igual a como está atualmente. Antes, a Denise aparecia com um visual diferente a cada história e só a partir de 1998 que ela ficou com traços definitivos. Eles mudando o cabelo dela, tira a magia da época de saber como foi desenhada em cada história, fora mudar o trabalho do desenhista da época original. O cabelo da Carminha FruFru amém foi mudado colocando um amarelo claro, na original era meio alaranjado.



Outra mudança foi na parte que o Cascão fala que o legal de fazer piquenique que é uma coisa feita entre amigos, lance de amizade e confraternização. Na original de 1997, Cebolinha responde que isso é coisa de "frutinha" (gay) e os 2 começam a brigar feio e só depois a Mônica tira o Cascão da briga. Na republicação desse "Temático", mudaram a cena toda. Agora o Cebolinha respondeu que é coisa sem graça o que o Cascão falou e a Mônica separa os meninos antes de começar a briga, alterando todo o desenho original, dimensionando o desenho da Mônica ao centro e redesenhando o Cebolinha atrás dela. No primeiro quadrinho, também invertem a posição da Mônica e Cebolinha pra fazer sentido da Mônica separar a briga logo. Na sequência, tiram a fala agressiva do Cascão com ele falando que ia confraternizar com o nariz do Cebolinha, o seja, ia quebrar, arrebentar com o nariz dele na briga e colocando só "Grr!" no lugar...



No caso tiraram a fala do Cebolinha chamando o Cascão de frutinha para não menosprezar os gays, não dizer que é bullying, sendo que nos gibis antigos era coisa muito comum isso, fora que mudaram o sentido, pois seria mais natural o Cascão ficar brabo a ponto de parir para briga por chamar de "frutinha" do que só porque o Cebolinha achou que era coisa sem graça ter confraternização dos amigos. A mudança dos desenhos com eles brigando foi para não mostrar a violência dos meninos brigando, pois não querem mostrar brigas e violência nos gibis atuais. Se Mônica raramente dá coelhada nos meninos, imagina mostrar uma pancadaria entre os amigos.

Na hora da alteração, eles copiaram e colaram a cara do Cebolinha dessa outra cena com ele mostrando a língua da mesma história. Muito bizarro.



Outro caso é o fato da Magali não ter mais a fome exagerada nos gibis atuais. Não aparece mais ela comendo nada  e muito menos devorando tudo que encontra pela frente e os absurdos que tinham em relação a isso. Com isso, os gibis dela estão chatos, é raro falar  de comida e quando tem algo relacionado, ela não come nada. Por causa disso, fizeram uma série de alterações nessa história para que fique mais parecido com a Magali atual.

Toda vez que falavam que ela era gulosa no gibi original, mudaram tirando isso. Na parte que a Fada Rosa avista a Magali tiraram a parte da fada falando que ela não conseguem entender o que os amiguinhos estão sentido em relação à sua gula para "ao seu apetite", pois a Magali não pode ser mais chamada de gulosa nos gibis.



Mudaram também a parte que a Mônica reclama que a gula da Magali estragou o piquenique deles, trocando "gula" por "apetite".


Quando a Magali falou ao Avestruz que foi super-egoísta e gulosa, mudaram para esfomeada, para amenizar a situação. É que gulosa dá um sentido de compulsão, comer por comer, e esfomeada é que ela estava realmente com muita fome, algo mais inocente como justificativa para comer tanto.



Curioso que nesse quadrinho aqi mantiveram a palavra "gulosa", acabaram esquecendo de mudar, porém ainda teve alteração, mudando "aí" na original para "aqui" na  republicação para tirar erro gramatical que teve na época.



Quando a Magali avista o Avestruz, em 1997 ela fala que vai fazer uma canja do avestruz  e não dividir com ninguém e agora no 'Temático' mudaram que o ovo que o avestruz vai colocar vai dar uma enorme gemada. Nesse caso, além de amenizar a fome da Magali, tiraram o sentido de matar o avestruz para comer para não ter maltrato contra os animais, e, assim, passaram a amenizar com ela ficando de olho só no ovo que avestruz ia colocar.

Com essa mudança, de quebra, também tiraram o lado egoísta da Magali que também era o enredo da história. A Magali antiga  era egoísta quando se tratava de comida, ela fazia de tudo para esconder dos seus amigos as coisas que ela comia para não poder dividir com ninguém e comer tudo sozinha (eu também adorava essa personalidade dela) e a Magali atual não faz mais isso,e, com isso, alteraram isso nesse trecho.


Até o final da história eles mudaram. Ultimamente, a MSP está com certo preconceito aos personagens gordos originais, estão desenhando bem mais magros do que eram antes. Personagens como Dona Cebola, Pipa, Thuga, Nhô Lau, Tia Nena, Quinzinho, Dona Carmem da Esquina, entre outros, estão magros agora e, com isso, descaracterizando os personagens e excluindo gordos nas histórias.

Considerando isso, nessa história da Magali, quando a fada Rosa voltou ao seu estado normal, feliz que a Magali tinha prometido controlar a sua gula e o seu egoísmo, ela fica aliviada porque isso é perigoso para as pessoas e para as fadas também, aparecendo ela bem gorda, já que toda vez que a fada comia, engordava e acabou ficando obesa. Agora, simplesmente redesenharam a cena colocando a fada magra e esbelta, tirando a fada obesa da revista original. Não deu pra entender essa mudança tão radical e mudando o sentido do final da história, .


Ficou difícil de entender esse final. Na versão de 1997 foi a fada por ver a Magali comendo demais, se transformou em avestruz e passou a comer tudo que vem pela frente para conscientizar a Magali para não ser gulosa. Só que como a fada não é como a Magali que come, come e não engorda, ela acabou ficando gorda quando voltou a sua forma normal de fada. Agora na alteração, não teve sentido nenhum. O que deu pra entender por causa das estrelinhas é que a fada ficou com dor de barriga por ter comido muito, mas nada confirmado, tudo muito confuso. Tudo só para não mostrar personagem obeso na história, como se fosse errado alguém ser gordo e obeso. Revoltante! Era bom quando tinham personagens diferenciados, uns gordos e outros magros, uns orelhudos e outros não, uns narigudos, outros não, e agora segue tudo um padrão. Pode ver que nem Chico Bento não é mais narigudo como era antes, tornando-se um certo preconceito nisso.

Acho que redesenhar uma cena antiga para não mostrar personagem gordo e obeso foi um absurdo maior ainda, a que ponto chegaram. Pode ser que a MSP ache que colocando gordos nos gibis seja uma caricatura, ridicularizando, uma espécie de bullying, mas por outro lado, os gordos e obesos na vida real ficam se sentindo excluídos com os gibis retratando só gente com corpo em forma e com padrão de beleza. De curiosidade, fada Rosa foi homenagem que o Emerson fez à roteirista Rosana Munhoz que havia falecido em 1996.

Não foi só essa história da Magali que teve alterações, outra que também teve algumas mudanças nesse 'Almanaque Temático', foi a "Noite do medo" de 'Cascão Nº 34' - Editora Globo, 1988. Nela, Cascão e Mônica resolvem desvendar um mistério de um movimento na casa de uma bruxa que havia se mudado para o Bairro do Limoeiro.

Já na primeira página, a gente já nota mudanças em efeitos e cor do título, sem seguir as cores da época. Mas o que mais revoltante é que na revista original, aparece o Cascão dormindo de cueca e agora mudaram colocando um short-pijama nele . No caso, mostra que é errado criança dormir de cueca ou acham que é algo sensual e, com isso, mudaram para o short no lugar. Nada a ver essa mudança.


Outra alteração foi quando o Cascão foi chamar a Mônica na casa dela, em que na original de 1988 ele joga uma pedra na janela do quarto da Mônica leva um soco na cabeça quando ele se aproxima da janela da Mônica e agora nessa republicação, eles mudaram só com ela apontando um dedo para ele para não estimular a violência. Ficou tosco e mal-feito o desenho do Cascão se abaixando, mesmo ela só apontando um dedo para ele. Mudaram também a cor da casa dela, era azul e agora pra cinza.


Como podem ver, mudam histórias nos almanaques por coisas bobas, sem sentido, estragando com as histórias originais. Essa da Magali virou uma nova história com tantas mudanças, inclusive no final dela. Até desanima comprar almanaques por causa disso, já que todos os almanaques têm pelo menos uma alteração. Apesar de terem histórias mais antigas (embora agora são mais anos 90 e 2000), mas vendo essas modificações todas não dá para acompanhar.  Uma pena mudarem as histórias antigas só para atender ao politicamente correto, seria melhor essas incorretas não serem republicadas do que estragar o conteúdo desse jeito. Não comprei esse 'Temático', as imagens foram enviadas por Washington Brito. Podem ter tido outras alterações não percebidas, mas só essas á foram bem revoltantes e já deu para formar uma postagem.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Capa da Semana: Cascão Nº 109

Uma capa bem legal com o Cascão dormindo no ninho dos filhotes de urubu, se sentindo em casa, como se fosse da família e a Mamãe Urubu com raiva do Cascão lá. Ele gostava de ficar junto com bichos considerados sujos como porcos, urubus, gambás, sempre rendiam capas e histórias muito boas envolvendo isso.

A capa dessa semana é de 'Cascão Nº 109' (Ed. Abril, Outubro/ 1986).


quarta-feira, 24 de julho de 2019

Cascão Nº 51 / Turma da Mônica Nº 51 - Panini - 2019


Os gibis do mês de julho de 2019 estão especias com histórias comemorativas dos 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa. Todos os gibis principais tem histórias de abertura com algo relacionado à data, menos o do Chico Bento. Então, vou fazer durante esse mês resenha dos gibis que eu comprar e nessa postagem mostro como foram os gibis do 'Cascão Nº 51' e 'Turma da Mônica Nº 51'.

Tem a promoção "Fantástica Fábrica de Quadrinhos" em que vem um cupom para cadastrar o código no site para sortear uma visita aos Estúdios da MSP (10 ganhadores), 10 caixas com diversas revistas e livros e assinatura de 6 meses dos gibis. Nas capas, agora tem um selo de 60 anos da MSP e nas contracapas dos gibis de julho, uma propaganda celebrando o filme "Laços" como se  fosse uma capa alternativa, mostrando o ator/ atriz que fez o personagem no filme ao lado do personagem em quadrinhos em seus respectivos gibis, menos o do Chico Bento..

A seguir mostro como foram esses gibis do Cascão e Turma da Mônica, ambos custando R$ 6,00, com formato canoa e 68 páginas.

Cascão Nº 51

O gibi teve 9 histórias, incluindo a tirinha final. A história de abertura é "A Turma do Cascão". Escrita por Edson Itaborahy e com 30 páginas no total, Cebolinha e Cascão estão comemorando os 60 anos da MSP e Cebolinha tem um plano infalível de chegar ao estúdio da MSP por uma gruta que tem no caminho que é uma passagem secreta para entrar na MSP e alterar as histórias, fazendo com que ele seja um roteirista, derrote a Mônica e seja o dono da rua. Cascão conta o plano para o Capitão Feio, que estava se abrigando na casa do Cascão, pensando que o vilão estivesse se regenerado, e executa o plano a seu favor para mudar a sua trajetória nos quadrinhos.

Trecho da HQ "A Turma do Cascão"

Gosto dessa interação de metalinguagem dos personagens com o pessoal da MSP, apesar que o estúdio apareceu pouco. Foi citado o tempo todo que o Capitão Feio era tio do Cascão como referência de quando ele foi criado no gibi da 'Mônica Nº 31' de 1972 da Editora Abril. os traços até foram bons dentro da atualidade. O que estraga é que não teve nada referente a banho e sujeira, nem o plano do Capitão Feio  não foi para sujar a Terra. Ele sendo o roteirista, ele podia querer sujar o mundo todo.

Trecho da HQ "A Turma do Cascão"

No mais, o gibi segue o padrão atual, misturando  algumas histórias mais longas, outras curtas, com traços e letras de PC. Histórias com secundários foram com: Bidu, Humberto e Penadinho. De destaque, "No mundo da Lua", escrita por Gerson Teixeira e com 8 páginas em que o Cascão e cebolinha brincam de astronautas na Lua no quintal da Carmen da Esquina, até ela descobrir e chamar as mães dos meninos.

Termina com "Ataque em dobro", escrita por Daniel Mallzhen e 8 páginas no total, em que Cascão, Cebolinha e Marina perdem no jogo de futebol com Tonhão da Rua de Baixo junto com o Toninho, um garoto bem parecido com o Tonhão, e a turminha vai atrás deles para descobrir o mistério de quem é Toninho.

Teve presença de um garoto cientista chamado Franjoca, idêntico ao Franjinha, só que com cabelo preto e franjas brancas. No lugar da Marina achava que podia ser algum outro menino com eles, como Xaveco, Titi, Jeremias, por exemplo. Os traços estranhos, muito copiar/colar, expressões iguais e sem vida, pode reparar o Tonhão e Toninho desenhado iguais e as expressões dos personagens iguais também.. Curioso ser falado a palavra "azar" depois de muitos anos essa palavra ser proibida na MSP e ser trocada por "má sorte", sendo que foi uma frase popular famosa  de sorte no amor, azar no jogo e por isso não pode afirmar se voltaram a falar "azar" de forma definitiva.

Trecho da HQ "Ataque em dobro"

A propaganda da contracapa ou capa alternativa celebrando o filme "Laços" ficou assim:

Contracapa celebrando o filme "Laços"

Achei esse gibi do Cascão normal , de especial foi a metalinguagem dos personagens com a MSP nos seus 60 anos de criação e sempre bom ver Capitão Feio nos gibis. Pena é não ter mais histórias do Cascão envolvendo banho, sujeira, lata de lixo, no máximo mostrando citações rápidas, o que desanima bastante nos gibis dele atuais.

Turma da Mônica Nº 51

Com 11 histórias no total, incluindo a tirinha final, é um gibi especial mostrando na história de abertura a turma comemorando os 60 anos dos estúdios Mauricio de Sousa e a estreia nos gibis do autista André. 

O André já tinha aparecido em uma edição institucional de 2003 e depois em campanhas publicitárias institucionais, cartilhas e desenhos da turma envolvendo o tema de autismo e é a primeira vez que tem uma história com ele em gibis. É bom para os leitores terem conhecimento e inclusão social e que um autista pode conviver com qualquer pessoa normalmente sem diferenças e sem preconceitos, além dos próprios autistas se sentirem representados nos gibis. A tendência  é o André aparecer mais vezes nos gibis a partir de agora.

Institucional "Turma da Mônica - Um amiguinho diferente" (2003)

Com o título "Tem lugar pra todo mundo nessa turma", escrita por  Edson Itaborahy e com 21 páginas, eles estão nos Estúdios Maurício de Sousa, recebendo os leitores sorteados da promoção "Fantástica Fábrica de Quadrinhos", entre eles o autista André, que passa a interagir com os personagens de vários núcleos ao entrar nos quadrinhos através de uma passagem secreta que estava nos Estúdios Mauricio de Sousa. Enquanto os personagens estavam indo à MSP, Andre contracena através do seu jeito de ser, principalmente repetindo frase sou palavras que ouve outras pessoas falando, com lição de moral no final.

Trecho da HQ "Tem lugar pra todo mundo nessa turma"

Os traços não foram ruins dessa vez. Tem uma interligação com a história de abertura de 'Cascão Nº 51' em que Cebolinha e Cascão estavam correndo do Capitão Feio, que havia invadido o estúdio e que foi o gancho da mãe do André se distrair por um momento e ele entrar na passagem secreta do estúdio. E durante a história, Cebolinha e Cascão comentam que conseguiram se livrar do Capitão Feio. Ou seja, confirma que a história de abertura do Cascão foi ambientada no mesmo dia da visita dos leitores à MSP. A passagem secreta também apareceu no gibi do Cascão e, com isso, para entender esses trechos seria bom ter os 2 gibis.

É a primeira vez que o Parque da Mônica é retratado nos gibis desde que o parque antigo fechou em 2010. Essa revista passou a ser só histórias normais com a Turma da Mônica na abertura, como um gibi qualquer e nem quando o Parque reabriu, eles não passaram a fazer histórias ambientadas lá. Na verdade, o Parque na história estava como se fosse dentro da MSP para que pudesse mostrar os 2 lugares na história e representar um faro dos 60 anos da MSP e apareceu só no início até o momento do André entrar na passagem secreta para os quadrinhos.

Trecho da HQ "Tem lugar pra todo mundo nessa turma"

Outro destaque do gibi é uma história da Milena com as gêmeas Cremilda e Clotilde. Em "Uma partida limpinha", escrita por Paulo Back e 8 páginas no total, Milena chama as irmãs para jogarem futebol com as outras meninas, mas, além de elas não saberem jogar, ainda implicam que a bola é suja e que o jogo faz muita sujeira.

Primeira vez que não tem Cremilda e Clotilde querendo dar banho no Cascão, ele nem aparece na história, o que tornou bem diferente. Tem momento que as irmãs gêmeas querem limpar a bola durante a partida de futebol com as meninas. Mesmo sendo algo diferente, ainda acho melhores as histórias dos planos de Cremilda e Clotilde quererem dar banho forçado no Cascão a todo custo. E dessa foi uma história com  Milena, já que até agora, ela só tinha aparecido como figurante das histórias e nessa foi uma própria dela. No gibi da Mônica também tem presença dela, interagindo mais. Interessante também ver Aninha nela sem ser em histórias do Titi.

Trecho da HQ "Uma partida limpinha"

Já o resto do gibi foi como vem sendo atualmente, histórias voltadas ao politicamente correto, sempre procurando dar alguma lição de moral e traços e letras feios de PC. Histórias com secundários, no caso dessa revista sem ser dos 4 principais, foram com Astronauta (2 histórias curtas), Bidu e Do Contra. Destaque para a história da Magali chamada "Comidinhas da Magá" (escrita por Alexandre Lourenço e 7 páginas no total) em que ela cria um canal  do "Iutubo" (YouTube), mas Dudu, Mingau e Quinzinho ficam atrapalhando a gravação do vídeo. Fica até uma história moderna com a moda de todos quererem ser youtubers e influenciadores digitais e tem uma mensagem de lição de moral no final. Gostei de ter tido só os personagens da "Turma da Magali", difícil os 3 juntos atualmente.

Termina com a história "Tá tudo bem", escrita por Edson Itaborahy e com 7 páginas no total em que a Mônica encontra o Cascão triste ela fala para mentalizar que está tudo bem para não atrair coisas negativas, mas acaba dando tudo errado para ele assim mesmo e no final uma lição de moral, como não podia deixar de ter.

Trecho da HQ "Tá tudo bem"

A propaganda da contracapa celebrando o filme "Laços", ou capa alternativa como preferir, foi essa com todos os personagens do filme e dos quadrinhos juntos.


Esse gibi "Turma da Mônica" tem também as suas versões em inglês e espanhol "Monica and Friends" e "Mónica y sus amigos", respectivamente. Já estava nos meus planos para comprar por causa da estreia do autista André e do novo Parque da Mônica e com a surpresa da comemoração dos 60 anos dos estúdios Mauricio de Sousa, aí motivou mais a comprar. Boa a sacada também as histórias interligadas entre esse gibi com o do Cascão. Tem um exagero de lições de moral e mostrar bom exemplo como vem sendo os gibis atualmente, o que se torna cansativo, mas mesmo assim não foi ruim na avaliação total. Fica a dica.

Para ver a resenha do gibi do Cebolinha Nº 51, clique nesse link:

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Histórias semelhantes 7: Cascão tirando coisas do bolso

Nessa postagem, mostro 2 histórias semelhantes em que o Cascão tirou várias coisas do bolso para dar algo de comer para Magali. A versão original saiu em 'Cascão Nº 77' (Ed. Globo, 1989) e a segunda versão saiu em 'Cascão Nº 122' (Ed. Globo, 1991).

Capas: 'Cascão Nº 77' (Ed. Globo, 1989) e 'Cascão Nº 122' (Ed. Globo, 1991)

Na versão de 1989, com o título "No bolso", Cascão e Magali estão juntos, quando a barriga da Magali começa a roncar de fome e pergunta se tem o Cascão tem alguma coisa para comer. Ele diz que acha que tem e põe a mão no bolsa e pega um estilingue. Aí ele sai pegando as coisas do bolso, sai carrinho velho, espelho quebrado, pneu velho, telefone de lata, tabuleiro de dama, lagartixa de estimação, bola furada, até que encontra meio biscoito no bolso. Magali fica com nojo de tanta porcaria que tinha junto com o biscoito no bolso e sai correndo, enquanto Cascão reclama que teve tanto trabalho para achar e para ela não querer mais.

HQ "No Bolso" ('Cascão Nº 77'  - Ed. Globo, 1989)

Já na versão de 1991, com o título "A oferta", Cascão encontra por acaso a Magali na rua e oferece algo para ela comer como um presente e começa a procurar no bolso dele. Ele tira do bolso um ioiô, bolinha de gude, rã de estimação, estilingue, caminhãozinho, lenço, até que encontra uma bolacha e pergunta se ela está servida. Magali sai correndo de nojo com tanta porcaria misturada com a bolacha e Cascão se espanta que foi a primeira vez que viu a a Magali recusar comida.

HQ "A oferta" ('Cascão Nº 122' - Ed. Globo, 1991)

Comparando as 2 histórias, vimos que elas começam diferentes e depois ficam iguais e com o mesmo final. Uma começa com eles juntos na rua e o motivo do Cascão procurar o biscoito no bolso foi porque a Magali estava com fome, com barriga roncando enquanto que na segunda ele ofereceu o biscoito e foi procurar no bolso após encontrá-la por acaso na rua. Ao procurar as coisas, nas 2 foram 8 objetos no total, sendo que os objetos foram diferentes entre uma e outra, único exatamente igual foi estilingue e no final em 1989 foi oferecido meio biscoito enquanto que em 1991 foi biscoito inteiro, com nomenclatura de "bolacha" no lugar, dando um ar mais paulista, já que eles moram em São Paulo. Os traços até que ficaram parecidos de uma para outra, muito bons, por sinal, e ambas tiveram 2 páginas.

Gostei mais da primeira versão. Apesar do roteiro igual, das duas terem absurdo de caber tanta coisa em um bolso pequeno como aquele, essa de 1989 teve mais absurdos ainda, bem ao extremo, de caber um espelho quebrado, um pneu e um tabuleiro de damas em um simples bolso, aí ficou mais engraçada ainda. Não seriam publicadas hoje por conta desses absurdos e da ideia do Cascão oferecer para Magali um biscoito contaminado de tanta sujeira.

Comparação do final das histórias de 1989 e 1991

O motivo de criarem histórias iguais em pouco tempo não se sabe ao certo, provavelmente esqueceram que já existia uma e resolveram criar sem querer. Curioso que essa de 1991 foi história de encerramento e teve referência que era uma história da Magali. Provavelmente estava programada em sair em um gibi da Magali, mas como a história de abertura de 'Cascão Nº 122' foi bem longa para um padrão de gibi quinzenal, com mais de 20 páginas, o resto do gibi teve histórias curtas e acredito que colocaram essa às pressas para fechar o gibi. Em breve posto mais histórias semelhantes aqui no Blog.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Cebolinha: HQ "O dia em que a Terra se partiu"

Compartilho uma história em que a Mônica conseguiu rachar a terra ao tentar bater no Cebolinha. Com 11 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 164' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cebolinha Nº 164' (Ed. Abril, 1986)

Nela, Mônica está prestes a bater no Cebolinha depois de ele ter aprontado mais uma, quando ela acerta o Sansão no chão formando uma rachadura de tão forte que foi a coelhada. Antes nem é mostrada uma rachadura, apenas a Mônica caindo e só depois que veem que era uma rachadura.


Cascão e Xaveco veem  a cena e tem uma ideia de um plano infalível. Enquanto Cebolinha comenta que foi o Sansão que causou a rachadura e Mônica discorda, surge o Cascão desesperado, gritando que todos estão perdidos. Mônica comenta que a casa dele é logo ali perto e Cascão diz que não por muito tempo porque o noticiário falou que a Terra está se partindo ao meio.


Mônica acha que é uma piada e dá gargalhada , mas ao ver o Cascão sério ela passa a acreditar. Ele dá um rádio para a Mônica ouvir a notícia e como não fala nada, ele taca uma pedra na cabeça do Xaveco para ele acordar atrás da moita e começar a falar. Xaveco anuncia que o mundo está se partindo ao meio e que os cientistas não sabem como isso começou e acabam de ver que está localizada em uma cidade do interior do Brasil, mas precisamente em um campinho entre uma menina dentuça e um menino de cabelo espetado. Mônica estranha e pergunta para o rádio como um computador vai saber esses detalhes e Xaveco responde que tem um satélite bem em cima deles e complementa que a rachadura foi feita por um coelho de pelúcia.


Cascão reclama que a culpa foi da Mônica, que se defende que foi o Cebolinha que desviou e ele, por sua vez, diz que não desviasse iria virar pó de cebola. Cascão pergunta o que vai ser da terra e pior que a casa dele está no outro lado da rachadura. Mônica também lembra que o Reinaldinho, o garoto mais fofo do bairro, também mora do outro lado da rachadura. Mônica fica apavorada em ficar longe do Reinaldinho e pergunta para o Cebolinha e Cascão que eles tem que fazer alguma coisa, que se ficar sem ver Reinaldinho, logo emenda sem visitar os meninos, não iria conseguir viver.


Cascão fala que eles não podem fazer nada e logo olham para ela, dando a entender que só ela pode salvar a Terra. Mônica pergunta por que não chamam o "Super-Homão" ou "Ri-Man". Cebolinha responde que porque eles são de outro gibi e que foi que ela que rachou a Terra. Os meninos levam a Mônica até a rachadura faz com que ela fique segurando e fazendo força para que a cratera volte à posição normal. E aproveitam para tirar o "coelho encardido" dela, alegando que é para ela ter mais movimento e estar atrapalhando. 


Mônica sai da posição querendo saber aonde os meninos vão com o Sansão. O rádio começa a falar que a Terra está se partindo de novo e a Mônica tem que voltar  ase deitar  naquela posição e não sair de lá para não destruir o mundo e para esquecer o coelho e pergunta se é mais importante o mundo ou o coelho. Mônica comenta que por uns segundos não ia fazer diferença e o rádio pergunta se ela está duvidando do que está falando, enquanto Cebolinha e Cascão estão dando socos e pontapés no Sansão.


Mônica diz que duvida sim e nem sabe com quem está falando e não pode confiar em um estranho. Xaveco sai atrás da moita com raiva e e fala que desde quando ele é estranho para ela, é o Xaveco e avisa que vai voltar atrás do mato para continuar a enganando. Ele acha uma ousadia duvidar dele e, já atrás da moita, ele continua avisando para ela continuar lá senão o mundo vai acabar e vai ficar com peso na consciência, quando a Mônica puxa o fio do rádio. Ela bate neles e faz com que eles tapem a rachadura formada e Xaveco fala que pelo menos não é cabeça deles que estão rachadas, enquanto Cebolinha fala para ficar quieto e continuarem tampando, terminando assim.


Muito engraçada essa história com a Mônica pensando que realmente a Terra se partiu ao dar uma coelhada no chão. Já foi absurdo ter um rachamento com uma simples coelhada, mas não seria a ponto do mundo se partir por causa disso. A maioria dos planos eram planejados pelos meninos, mas às vezes os planos surgiam de repente ao verem uma situação e que podiam se aproveitar da situação para derrotar a Mônica. Nas histórias antigas de plano infalíveis a Mônica acreditava em tudo que os meninos falavam, adorava a Mônica se passando por boba até descobrir o plano deles. 


Interessante que nem foi o Cebolinha que bolou o plano infalível dessa vez, a ideia não foi dele, mas seguiu adiante quando o Cascão deu toque que era um plano. Outra coisa diferente foi que quem estragou o plano foi o Xaveco e não o Cascão como de costume, dando um destaque, então, para o Xaveco na história. Ele era um personagem exclusivamente secundário, só fazia pontas nas histórias, só a parir dos anos 2000 que o personagem já teve uma outra visão pela MSP e passou a ter mais participação e até histórias solo e até brincadeiras que ele era um personagem secundário.


Engraçado a Mônica falar com o rádio e ele responder normalmente. Se fosse uma transmissão real não teria como ter essa interação. Legal também o Xaveco levando uma pedrada do Cascão e a Mônica preocupada que não veria o Reinaldinho, o garoto fofo da rua. Era só eles irem para o lado que eles queriam antes de aumentar rachadura. Aliás, Reinaldinho era referência ao roteirista Reinaldo Waismann. Na Editora Abril ele era praticamente o oficial dos garotos fofos que as meninas admiravam. Na Editora Globo, com a sua saída da MSP, passou a ter outros meninos, como Fabinho, Ronaldinho,Robertinho, etc, mas ainda assim de vez em quando ainda tinham referência a Reinaldinho de garoto mais fofo.


Muito legal a a referência ao He-Man, ele estava muito em alta na época e até chegou a ter histórias com ele ou participando junto com outros super-heróis famosos, chegando, assim, no mesmo nível a super-heróis da Marvel e DC. Os traços excelentes da fase de ouro dos personagens. E mais uma vez teve propagandas inseridas em finais de páginas, coisa muito comum na época. Assim, a história era para ter 10 páginas, mas somando os quadros de cada propaganda, ocupou mais 1 página no gibi. Dessa vez os anúncios foram do chocolate Lolo e dos gibis do Mickey, Luluzinha e Bolinha, todos da Editora Abril, fora o anúncio do lápis Labra na lateral direita na primeira página que não influenciou nos quadros das histórias.


Foi republicada depois no 'Almanaque do Cebolinha Nº 33' (Ed. Globo, 1996), naturalmente sem as propagandas inseridas e ocupando as 10 páginas normais. Abaixo, deixo a capa desse almanaque.

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 33' (Ed. Globo, 1996)