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quarta-feira, 4 de março de 2026

Mônica: HQ "A Árvore Do Paraíso"

Compartilho uma história em que uma cobra ofereceu uma maçã para Mônica e Cascão com intenção de tirar a inocência das crianças assim como aconteceu com Adão e Eva no jardim de Éden. Com 12 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 111' (Ed. Abril, 1979).

Capa de 'Mônica Nº 111' (Ed. Abril, 1979)

Depois dos meninos terem aprontado, Mônica bate no Cebolinha e corre atrás do Cascão pela floresta, que está escura e Mônica enxerga nada, quando ela se assusta com o Cascão tocando nela. Mônica diz que nunca pensou que um dia ia fosse gostar de ver o Cascão, que mostra uma árvore gigante e bonita e acham que deve ser a tataravó de todas as árvores e admiram seus cipós e galhos e a árvore comemora que tem visitantes depois de tanto tempo.

Nisso, toca o alarme no céu acusando que duas crianças entraram na Zona Proibida e o Anjo Guardião grita que a humanidade está em grande perigo e voa ligeiro para avisar ao chefe porque não pode acontecer de novo. Os outros anjos guardiões estranham ele falar com o chefe, só sai dali quando a Terra está em grande perigo. No caminho, o Anjo Guardião é atropelado por um avião e cai em um a nuvem onde o Anjinho estava dormindo. O Anjo Guardião, todo machucado, fala para o Anjinho sobre a Árvore do Paraíso, que precisa salvá-los, e lhe entrega um papel. Anjinho vê foto da Mônica e Cascão diante da Árvore Proibida e que não há tempo de pedir ajuda.

Enquanto isso, Cascão está segurando cipó da Árvore do Paraíso, falando que não é à toa que  chamam de "Cascão das Selvas" e a Árvore diz que é um par perfeito e finalmente vai terminar o plano e já está na hora de aparecer para eles. O galho sai e Cascão cai no chão, ele pergunta para Mônica se cipó pode se mexer, Mônica diz que claro que não e ele manda dizer isso para ele, e olham assustados para uma cobra gigante, que se transforma em uma figura conhecida deles, o Seu Juca.

Mônica e Cascão pensam que o Seu Juca Quitandeiro era mágico, Mônica pede para ele se transformar na "minhocona" de novo e Cascão diz que já viu aquele truque e quer que ele se transforme em um sapo. A Cobra como Seu Juca pede calma, vai fazer tudo que eles querem, mas antes, quer que eles comam a deliciosa maçã. Anjinho tira a maçã da mão da Cobra e pede cuidado para eles não comerem aquela maçã. A Cobra paralisa Mônica e Cascão e diz que a turma lá de cima deve está com pouco pessoal para mandar um mísero anjinho enfrentá-lo em seus próprios domínios.

Anjinho manda flechas do amor para acabar com as maldades e as flechas engatam nos cipós e a Cobra diz que aquele é o reino dele e que a árvore, desde suas folhas até suas raízes estão sob domínio dele e prende o Anjinho dentro de uma maçã gigante e não consegue nem falar. 

A Cobra diz que agora nada impede de executar o grande plano, explica que há milhões de anos ofereceu maçã para o casal Adão e Eva e quando deram primeira mordida passaram a ter ódio, inveja, revolta, assim como seus descendentes, assim como todos seus descendentes e agora é a vez dessas crianças, quando eles morderem a maçã, todas as crianças do mundo perderão sua pureza e ingenuidade e a Terra ficará como ele quer.

A Cobra desparalisa os dois, Cascão quer comer logo e Mônica avisa que os pais deles disseram para não aceitar presentes de estranhos. A Cobra diz que não é presente, está vendendo e Mônica acha que agora sim e Cascão pergunta quanto custa. A Cobra responde que custa 5 Cruzeiros, Cascão quer pechinchar por 4 Cruzeiros, A Cobra aceita e Cascão fala que a maçã está opaca e muito pequenina, aí leva por 3 Cruzeiros. A Cobra acha pouco valor pela maçã dele e Cascão acha que está muito cara e fica por 2,50. 

A Cobra a contragosto aceita, Cascão deixa cair a maçã no chão e como está suja diz que não vale mais que 1 Cruzeiro, só que só tem 50 centavos no bolso. A Cobra aceita e Cascão diz que para vender tão barato, a maçã deve estar bichada e não cai nessa. A Cobra grita que não está bichada e Mônica pergunta por que então não o viu comer nenhuma. A Cobra come  e dá um efeito contrário, virando um pombinho, já que bonzinhos quando come a maçã ficam maus como uma cobra e cobras ficam boazinhas como um pombo.

Mônica acha o máximo o mágico que o Seu Juca era por ter virado pombinho. Cascão deseja comer maçã e o Anjinho, livre da magia da Cobra, tira todos dali voando. Mônica reclama porque queria ver mais mágicas e Cascão queria uma maçã e Anjinho diz que merecem um sorvete cada um e Mônica quer dois sorvetes para cada. No final, a Cobra reclama que um dia volta ao normal e manda a pombinha interessada nele se afastar.

História fantástica em que Mônica e Cascão vão parar na zona proibida onde tem uma cobra que oferece maçãs a eles. Disfarçou de Seu Juca para pensarem que era ele e comerem as maçãs mais fácil só que não contava que eles não aceitavam presentes de estranhos e que o Cascão queria pechinchar a venda da maçã. Com a Cobra atrapalhada ao dizerem que maçã está bichada, acaba comendo a maçã e vira um pombinho, como efeito contrário de gente má que come a maçã proibida.

O plano da Cobra era de deixar as crianças nascerem sem inocência. Criança nasce pura e o Diabo em forma de Cobra quis que desde que nascem já possam sentir sentimentos ruins. Anjinho tentou impedir após o Anjo Guardião  ter sido atropelado pelo avião e não poder avisar o ocorrido para Deus, só que não foi páreo para a Cobra que conseguiu prendê-lo facilmente em seus domínios, assim a missão de salvar a Terra ficou nas mãos da turminha. 

Mônica e Cascão agiram na inocência sem saber da gravidade que estavam passando, eles acharam que Seu Juca estava fazendo mágica e Cascão foi o grande salvador, derrotou a cobra na lábia da pechincha, de querer pagar menos na maçã. Se não tinha dinheiro, era mais fácil ter de graça como a Cobra queria inicialmente. Sobrou para a Cobra, que se atrapalhou na conversa e se dando muito mal, se transformando em pombinho após comer maçã por engano e ainda teve que aturar pomba apaixonada por ele. Bem feito.

Não era o Seu Juca de verdade, mas Cascão conseguiu deixar a Cobra irritada e tão louca como o verdadeiro Seu Juca.  Ele tinha profissão diferente a cada história e dessa vez foi retratado que era quitandeiro e como mágico nas horas vagas. Foi bom ter colocado o Cascão junto com a Mônica, ajudou a diferenciar, normalmente seria o Cebolinha no lugar. Se fosse a Magali, a Cobra teria sucesso no plano já que ela comeria todas as maçãs da árvore antes de ser oferecida para ela. A Cobra se pareceu com a Cobra Celeste de "Castelo Rá Tim Bum" da TV Cultura, aí no caso, quem sabe, a Celeste ter sido inspirada no visual desta história, ou apenas mera coincidência. E Cruzeiro era a moeda do Brasil na época, ficando até em 1986.

Foi engraçado Mônica dizer que nunca pensou que ia gostar de ver o Cascão depois que ele a tocou na escuridão da floresta, o choque do Anjo Guardião com o avião, Cascão brincando de Tarzan nos cipós, Anjinho dizer que mísero anjinho vai acabar com a pança dele, Mônica falar que não aceita presentes de estranhos, Cascão pechinchando a maçã e a Cobra dando deslize que a maçã custava mais do que o Cascão estava querendo pagar, mesmo querendo que eles comessem a maçã também não queria vender por pouco e depois não aceitarem comer porque barata demais deve está bichada.

Foi uma paródia de Adão e Eva, com o absurdo de ter o Jardim no Éden no Bairro do Limoeiro, aqui chamado de "Zona Proibida". Eles gostavam de histórias de Jardim do Éden e escada espiritual na Editora Abril, sempre eram envolventes quando tinha. Tudo indica que foi escrita pelo roteirista Reinaldo Waisman.  Incorreta atualmente por ter cunho religioso, paródia de Adão e Eva, Deus sendo chamado de "chefe", uma cobra e, principalmente, Seu Juca representados por Diabo, podem achar que seria traumático para crianças. Também não usam pombos nas histórias atuais, consideram que são bichos sujos e ideia contrária de ser um bicho bom, além de palavra proibida "louco" e alterariam "Cruzeiro" para "Real" em republicação porque não gostam de coisas datadas.

Traços excelentes do estilo do final dos anos 1970, ricos em detalhes que dava gosto de ver. Anjinho não tinha auréola na época, apareceu de auréola algumas vezes só nos anos 1980, sendo em definitivo só em 1988 quando já estavam na Globo. Tiveram erros como do Seu Juca sem bigode no último quadro da página 12 do gibi e Mônica e Anjinho de língua branca em alguns quadros. Foi republicada depois na própria Editora Abril no 'Almanaque da Mônica Nº 23', de 1984, porém até dava para ter republicado em 'Almanaque do Cascão' visto que teve participação importante e decisiva na história. Curioso que na Ed. Abril, qualquer título como 'Almanaque da Turma da Mônica', 'Mônica Especial', temáticos e afins, tudo englobava no título 'Almanaque da Mônica'

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 23' (Ed. Abril, 1984)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Rubão e Mariazinha: HQ "Vamos à praia?"

Mostro uma história em que o Rubão impediu a Mariazinha de ir à praia com medo e ciúmes de outros caras vê-la de biquíni. Com 5 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 15 (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Mônica Nº 15' (Ed. Globo, 1988)

Rubão e Mariazinha estão assistindo televisão e Mariazinha pergunta ao namorado se vão à praia amanhã. Rubão pergunta para fazer o quê. Ela diz que para tomar banho e Rubão pergunta se não tem água na casa dela. Mariazinha diz que comprou um biquíni lindo e queria experimentar, despertando a ira do Rubão, dizendo que ela é a namorada dele e não está à venda pra ficar expondo por aí, como mercadoria.

Mariazinha diz que só quer se bronzear para ficar bonita para ele, que diz que todo mundo vai ficar olhando para ela e a acha linda assim. Mariazinha pergunta se ele não quer saber o que ela acha e Rubão diz que não e manda ficar quieta que quer assistir ao jogo. Mariazinha aproveita que o pessoal saiu pra fazer compras e coloca o biquíni, o Rubão fica desesperado, pergunta o que significa isso e preocupado se a mãe dela ver. Mariazinha diz que é exagero, ninguém vai ver, só estão os dois em casa e Rubão fala que o leitor vai ver e manda trocar de roupa.

Mariazinha troca e diz que se não for à praia com ela, vai sozinha. Rubão diz que está tudo acabado entre eles e se levanta do sofá para ir embora. Com medo de ser abandonada, Mariazinha diz que não vai mais insistir, que vão ficar em casa amanhã. Assim, o casal volta a assistir televisão, começa o concurso "Rainha das praias brasileiras" e Rubão fica fascinado, tarado pelas microtanguinhas que as musas da praia estavam usando no concurso.

História legal em que Rubão não deixa a Mariazinha ir à praia para os outros homens não ficarem a olhando de biquíni. Ele manda trocar de roupa quando Mariazinha põe biquíni em casa na frente dele e quando ela ameaça ir à praia sozinha, Rubão quer terminar o namoro, mas ela não queria ficar sem ele e aceita ficar em casa. No final, ele fica fascinado com as musas usando microtanguinhas  no concurso de rainhas das praia na televisão.

Rubão nunca deixava Mariazinha fazer nada, namorada dele não podia ficar de biquíni, mas as outras mulheres não tinha problema. Mariazinha até chegou tomar atitude, porém quando finalmente Rubão ia embora e ela se livrar dele, Mariazinha não deixou ele ir embora, reforçando seu lado submissa e dependente do Rubão e mais uma vez sem ter final feliz, corna do namorado admirar musas de biquíni na frente dela, quando sair da casa dela, facilmente dá em cima de outras garotas na rua. Foi engraçado Rubão perguntar se ela não tinha chuveiro em casa quando ela disse que queria tomar banho na praia e  metalinguagem que o leitor da história estava vendo de biquíni, a paranoia era tão grande que tinha ciúmes até do leitor vendo. Também que não queria nem que a mãe dela a visse de biquíni.

Histórias de Rubão e Mariazinha sempre tinham critica social, Rubão o machista controlador e conservador e Mariazinha submissa, cega, que não conseguia terminar o relacionamento, mesmo sendo maltratada, por causa da sua extrema dependência emocional dele, para ela, devia enxergar que Rubão estava sendo protetor com a sproibições que fazia, sem dúvida mereceria também tratamento psicológico. Histórias deles ajudavam a refletir e conscientizar leitores vendo Rubão machista e mau caráter, de não fazer o que o Rubão fazia e ajudar mulheres que não conseguiam  sair de um relacionamento tóxico, ou não entrar em relacionamento.

Hoje em dia esses personagens são esquecidos, foram para o limbo do esquecimento e todas suas histórias que tiveram são impublicáveis. Acham que não é apropriado tratar sobre machismo para crianças, preferem não abordar tema assim por causa da polêmica e acham que com a liberdade de movimentos femininos, eles estão desatualizados. Só que vejo que continua atual até hoje, existem muitos "Rubões" e "Mariazinhas na vida real e através dos erros dos personagens que se aprende mais. Esse povo do politicamente correto só quer que personagens deem bons exemplos. Incorreta também a palavra "louca" nos gibis e podem implicar com TV de tubo colocando LED no lugar..

Traços ficaram bons, do estilo tradicional desses personagens, até que a Mariazinha tinha um corpão bonito sem estar vestida daquele jeito cobrindo até as pernas. Mais detalhes sobre esses personagens que ficaram esquecidos, pode conferir AQUI.

domingo, 4 de maio de 2025

Mônica: HQ "Voa, Seu Juca, Voa!"

Compartilho uma história em que o Seu Juca vira ermitão, mas mesmo assim não evitou a Turma da Mônica aprontar com ele. Com 5 páginas, foi história de encerramento de 'Mônica Nº 118' (Ed. Abril, 1980).

Capa de 'Mônica Nº 118' (Ed. Abril, 1980)

Seu Juca vira ermitão em um alto de montanha, comenta com si mesmo que foi a melhor coisa que fez porque só assim terá paz e sossego e ficará livre daquela turminha, só pensar neles que fica todo arrepiado. Fica aliviado que finalmente nunca chegarão ali, quando o Cascão entra por debaixo da sua manta e logo em seguida, o Cebolinha.

Seu Juca acha que a solidão está causando alucinações, que só faltava aparecer a Mônica, quando ela aparece. Seu Juca tenta se concentrar a fim de afastar suas alucinações e leva soco da Mônica parando longe nas pedras da montanha. Os meninos riem por ela ter errado o soco e Mônica viu que acertou o Seu Juca. Mônica tenta ajudá-lo a sair dali, Seu Juca implora que não precisa e no desespero acaba caindo da montanha.

Mônica lamenta que Seu Juca chegou e já foi embora, Cebolinha queria cumprimentá-lo, Mônica volta a acertar as contas com os meninos e ao tentar dar pancada com bengala neles, atinge o Seu Juca que estava voltando da montanha e Mônica reclama com Seu Juca para decidir se fica ou vai embora. Cebolinha sai da manta, deixa a bolsa d'água na frente, Mônica fura a bolsa, atingindo Seu Juca, que fica desesperado de como vai ficar isolado de ermitão ali sem água.

A turma gosta de saber que Seu Juca virou ermitão, Cascão quer autógrafo e Mônica pergunta se ermitões e monges conseguem levitar e Cebolinha quer que ele dê uma voadinha ali.  Seu Juca fala que não sabe voar. Eles insistem que é só uma voadinha até os rochedos, dar umas piruetas e voltar. Seu Juca grita que não sabe voar. Cebolinha diz que é certo se quem é feio soubesse voar, a Mônica seria um passarinho. Ela não gosta, dá um soco e acerta o Seu Juca, caindo da montanha de novo.

A turma reclama que não vale, voou enquanto eles não estavam olhando. Seu Juca confirma que não sabe voar, não está mentindo e começa a chorar. Mônica fala que não é para ficar triste, não precisa mais voar hoje, mas amanhã quando eles levarem os amigos deles, aí vai fazer demonstração. Seu Juca passa a ficar louco, dá gargalhadas e surpreendentemente voa, saindo da montanha e fugir da turma e Mônica comenta que sabia que ele estava mentindo.

História engraçada que o Seu Juca vira ermitão para se livrar da Turma da Mônica, mas para o seu desespero eles aparecem lá após uma fuga dos meninos da Mônica. Seu Juca tenta se afastar deles, não consegue e sofre várias confusões, até que perguntam se ele sabia voar. Como nega e até chora, a turma fala pra voar amanhã junto com os amigos deles e Seu Juca pira de vez e voa bem longe para se livrar deles.

Seu Juca tinha pânico só de pensar nas crianças, se fosse mais firme, era só expulsá-los de lá. Até poderia aceitar a ajuda da Mônica para tirá-lo das pedras, mas como sabe que a ajuda deles era torta e sempre atrapalhavam mais ainda, mesmo que sem querer, preferiu não arriscar. A turma não acreditava que ele não sabia voar e ficavam insistindo, o medo dele das crianças era tão alto que conseguiu o inimaginável de voar só para se livrar deles, do tipo do medo conseguir fazer coisas impossíveis, era engraçado isso. Afinal, se já estava sofrendo com três, conhecer e aturar mais crianças malucas como eles, Seu Juca não iria aguentar.

Mônica dessa vez estava sem pontaria boa, azar do Seu Juca que sofreu com os socos dela. Ficou em aberto se ela bateu nos meninos depois que Seu Juca fugiu já que eles tinham parado lá depois de terem aprontado com ela. Interessante o Cascão querer autógrafo do Seu Juc apor ele ser ermitão, virou ídolo porque ia ficar sem água.

Foi engraçada do início ao fim com destaques do Seu Juca pensar que era alucinação as crianças entrando na manta dele, os socos da Mônica fazendo ele parar longe, absurdos de eles chegarem naquela montanha só na fuga para não apanhar da Mônica e de Seu Juca cair e escalar montanha toda hora e Cebolinha dizer que a Mônica seria passarinho de tão feia que é. Incorreta atualmente pelas crianças perturbarem homem desequilibrado, as pancadarias que o Seu Juca sofreu, aparecer surrado e os absurdos mostrados. 

Pareceu desenho animado com muito movimento de socos e Seu Juca caindo da montanha e voltando e caindo de novo. Definitivamente ele sofreu com a turma dessa vez, pelo menos não terminou internado no hospício, mas não deixa de ter ficado louco com a turma e ter se dado mal. Mostra que ele era um cara desequilibrado, com alta crise de pânico e que não sabe lidar com as emoções, preferia isolamento social do que se esbarrar com a turma. Mereceria uma super terapia para se livrar disso. A turma, por sua vez, gostava do Seu Juca, mas não se tocavam que ele não os suportavam e muito menos que estavam sendo inconvenientes, ficavam bem bobos nas histórias com o Seu Juca, que já chegou a ficar no limbo do esquecimento entre 1985 a 1996 e quando voltou, foi mais brando do que era na época da Editora Abril, já falei mais detalhes sobre o personagem AQUI.

Os traços ficaram bons, ainda seguindo estilo de desenhos de 1979 com personagens já começarem a ficar com contornos arredondados, ficou até bem parecido com a forma consagrada de traços como seria no decorrer dos anos 1980. Tiveram erros de balão não ser todo pintado no 4º quadro da 2ª página da história e do Cebolinha com pálpebra branca no penúltimo quadro da 4ª página da história.  Curiosidade desse gibi 'Mônica Nº 118' ser o primeiro a ter formato reduzido com 2 cm a menos na altura em relação como era nos anos 1970 e foi um padrão de todos os gibis lançados a partir de fevereiro de 1980. Essa história foi republicada depois em 'Almanacão de Férias Nº 6' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Almanacão de Férias Nº 6' (Ed. Globo, 1989)

segunda-feira, 13 de março de 2023

Zum e Bum: HQ "Bons planos"

Mostro uma história em que os irmãos Zum e Bum planejam assaltar mais uma vítima só que as coisas não aconteceram como eles imaginavam. Com 5 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 32' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Mônica Nº 32' (Ed. Globo 1989)

Zum avisa ao Bum que tem um vítima para eles assaltarem vindo pela trilha. Bum bate na cabeça do Zum com porrete mandando falar baixo para não chamar atenção de todo mundo. Eles vão esperar a vítima passar, descobrem que era ao delegado e vão presos por causa da mancada do Zum.

Na prisão, Bum fica brabo e Zum comenta que estava pensando que eles podiam emagrecer e passar pelas grades que são bem separadas. Então, eles ficam algumas semanas sem comer e ficam magrinhos. Conseguem fugir pelas grades, mas como estavam fracos sem comer, desmaiam na rua. Quando acordam, estão na prisão de novo, o delegado fala que foi fácil recapturá-los por estarem há 2 metros da delegacia.

Bum avança no Zum com raiva de mais uma mancada dele. Cumprem a pena por um tempo e o delegado os soltam. Para comemorar, Zum quer realizar o assalto do século e Bum cai fora, pretende trabalhar sozinho, cansado das ideias do irmão. Depois de barba feita, Bum vai procurar e avista uma vítima, quando se aproxima era o Bum, que grita pedindo socorro para polícia. O delegado aparece e veem que eram Zum e Bum e os prendem de novo. No final, Bum cheio de raiva do Zum por passar mais uma temporada na prisão.

Engraçada a história em que Bum tem que lidar com as trapalhadas do seu irmão Zum, ia atrás das ideias dele e se davam mal juntos. Seja por falta de atenção ou por idiotice mesmo por parte do Zum, sempre pararam na prisão. Na realidade, os dois eram errados, Zum pelas suas ideias burras e Bum por aceitar as ideias do irmão, por isso se davam mal. Podiam enxergar melhor ao avistar as vítimas ou esperar se aproximar mais para ver quem era mesmo antes de atacar. No final, Bum até fez também a mancada de assaltar quem não deve, mas se Zum não tivesse gritado, no estilo de bandido assaltar bandido, eles não seriam presos de novo.

Foi engraçada também a ideia de emagrecerem e sairem pelas grades, interessante como conseguiram ficar tanto tempo sem comer e não terem morrido e a capacidade de conseguirem escalar parede para fugir pelas grades se estavam fracos.  Foi bom também vê-los barbudos e cabeludos, dando ideia que ficaram muito tempo presos, usar pedra afiada para fazer a barba no lugar de um barbeador e que em um quadrinho estava raspada e no outro, já cresceu mais do estilo de antes. Absurdos de histórias em quadrinhos que sempre eram divertidos. E gostava de inserirem coisas modernas na Pré-História da Turma do Piteco que não existiam como espelho e delegacia.

Divertido também tiradas como Zum perguntar se Zum pensa e tratarem assaltar pessoas como trabalho deles. Os traços muito bem caprichados, teve um erro no terceiro quadrinho da primeira página invertendo as cores dos calções dele, com Zum aparecendo de calção vermelho e Bum, de roxo, que devia ser o contrário. Incorreta hoje em dia pelo tema de envolver bandidos e assaltos, além da pancada na cabeça com porrete no Zum e todos os absurdos.

Histórias de Zum e Bum seguiam esse estilo de irmãos gêmeos bandidos atrapalhados, tentavam assaltar os outros, mas não tinham sucesso e sempre eram presos no final por causa dessas trapalhadas. Um era o líder que criava as estratégias de assaltos e o outro era o mais burro e estragava os planos. Criados em 1963 inspirados em Tweedledee e Tweedledum, de Lewis Carrol, e lembrando os Irmãos Metralha da Disney, tinham muitas histórias deles na Editora Abril e Globo, eram bem frequentes, até porque os gibis em si eram cheias com histórias de bandidos de todos os tipos, principalmente na Editora Abril que quase todos os gibis tinham alguma história assim, mas por causa do politicamente correto de não aceitarem bandidos nas histórias, Zum e Bum foram para o limbo do esquecimento a partir dos anos 2000, quando qualquer bandido foi banido das histórias, até os atrapalhados. Adorava as histórias deles, principalmente das formas que se davam mal, uma pena terem sumido. Mais detalhes de Zum e Bum pode ver AQUI.

sábado, 6 de agosto de 2022

Rubão e Mariazinha: HQ "Rubão, o machão"

Mostro uma história em que o Rubão fazia questão de pagar todas as contas para Marizinha, que passou sufoco com o machismo do namorado. Com 6 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 31' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Mônica Nº 31' (Ed. Globo, 1989)

Nela, Rubão e Mariazinha estão em um restaurante e na hora de pagar a conta, Mariazinha quer pagar desta vez e Rubão recusa, falando que é o homem que tem que assumir as despesas e Mariazinha diz que o machismo dele a mata. Rubão paga já com a gorjeta do garçom e depois o casal vai ao cinema. Rubão paga as entradas, Mariazinha diz que vai ficar pesado tudo para ele, mas nem dá ouvidos e paga e também as balas que ela queria. 

Eles assistem ao filme e quando saem, Mariazinha quer pegar táxi para voltar para casa. Rubão diz que não podem pegar táxi  porque o dinheiro dele acabou. Mariazinha quer pagar e ele diz que mulher nenhuma paga alguma coisa quando sai com ele e como nem para ônibus sobrou dinheiro, eles voltam para casa a pé. Andam quilômetros, deixando Mariazinha exausta e com pés doendo. Rubão a deixa na casa dela, falando que vão se encontrar de novo amanhã, e vai para a sua e no final, ele pergunta para a mãe se pode emprestar uns trocados para sair com a Mariazinha porque está sem um centavo.

História bem legal com Rubão, que é um machista e conservador nato, não aceitando sua namorada Mariazinha pagar contas, porque para ele é o homem que tem que pagar tudo, aí até mesmo sem dinheiro não deixou Mariazinha pagar táxi, a fazendo sofrer andando quilômetros para voltar pra casa. Só que, ironicamente, a sua namorada não pode pagar, mas a sua mãe, também mulher, pode bancá-lo por não ter dinheiro.

Mostrou crítica e discussão de quem deve pagar a conta no primeiro encontro ou no namoro: o homem ou a mulher. Ver ate que ponto seria cavalheirismo ou não. Seria bom dividir ou então revezar entre eles a cada encontro ou casal entrar em consenso o melhor para eles. Problema foi Rubão ser extremo, a ponto de Mariazinha sofrer só para manter seu orgulho de o homem pagar tudo, mas a fama de machão só na presença da namorada porque quem o bancava era a mãe.

Mariazinha podia dar um pé na bunda nele na hora do táxi e estava resolvido, só que dessa vez foi submissa do início ao fim, aceitando tudo que Rubão mandava, sem brigar nem na volta da casa e nem se separar dele, fazendo jus a sua característica de mulher submissa. Até chegou a ter outra história em que a Mariazinha separa do Rubão por não aceitar que ele pagasse tudo, mas que encontrou um novo namorado que queria que ela pagasse tudo e acabou voltando para o Rubão, mas não contava que ele ia deixá-la pagar tudo, ficando com raiva.

O final desta história ficou aberto em saber se a mãe do Rubão aceitou ou não dar dinheiro para o filho. Eles gostavam de deixar finais abertos para os leitores imaginarem. Provavelmente a mãe aceitou porque pelo visto acontecia isso com frequência por ele sempre pagar as contas para Mariazinha. Curiosamente, nunca apareceu o pai do Rubão, só a mãe em algumas histórias

Os traços ficaram muito bons, principalmente da Mariazinha que ficou com uma arte mais diferente do que o habitual. Nunca foi republicada até hoje como a maioria das histórias deles. Completamente incorreta atualmente por envolver namoro, machismo, mulher submissa e sempre se dando mal, assuntos não apropriados para crianças, sem chance nos dias de hoje com povo com mente mais aberta e contra machismo.

Não é a toa que esse casal da Turma da Tina foi para o limbo de personagens esquecidos e não têm mais histórias inéditas com eles. Basicamente suas histórias eram o Rubão machão com suas ideias conservadoras de mulher ser propriedade dele, de não poder usar minissaia e biquíni, trabalhar fora, etc, e a Mariazinha ser submissa a ele, fazia tudo que ele mandava, as vezes ela tentava se libertar e separava dele, mas depois voltavam, com ela achando que o que ele fazia era para protegê-la. Pelo visto o público achou histórias pesadas mesmo para os anos 1980, com movimentos  feministas crescendo e elas não aceitavam as atitudes do Rubão e ainda Mariazinha aceitar tudo de boa, aí acabaram deixando de lado histórias com eles em definitivo no final de 1989. Mais detalhes desses personagens, pode ver AQUI .

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Um tabloide com "Os Souza"


Mostro um tabloide com Os Souza em que a esposa não conseguia dormir por causa de uma grande preocupação. Foi publicado em 'Mônica Nº 126' (Ed. Abril, 1980).

Vimos que o Souza dormia tranquilamente e a esposa, com insônia, o acorda, falando que não consegue dormir porque está morta de preocupação. Ela gastou todo o dinheiro que o marido tinha dado para ela pagar a feira e as contas da luz, água e gás e ainda falta pagar açougueiro, armazém e dentista. Souza diz que quem deve se preocupar com isso é ele e então no final, a situação se inverte, a esposa dorme tranquilamente e é o Souza que não dorme preocupado.

Humor bem inteligente com o que acontece na vida real. Souza com uma mulher gastadeira, em vez de pagar as contas, ela gasta com supérfluos e acaba dando endividamento para o marido. Antes, ele próprio tivesse pago tudo, aí nada disso tinha acontecido. 

A esposa foi bem sacana também de acordar o marido de madrugada por não estar conseguindo dormir, podia contar para ele só no dia seguinte, e ela ainda se dá bem, o Souza nem dá bronca nela e na certa fará outras vezes se ele voltar a dar dinheiro a ela para pagar as contas.

Histórias com "Os Souza" sempre eram envolvendo cotidiano de família sem filhos, tudo que podia acontecer na vida de casados e, consequentemente, não podia faltar piadas com inflação e economia, retratar que mulher gasta demais a custa do marido, como foi nesse tabloide. Incorreta hoje por envolver problemas de adultos, economia, feminismo, machismo em gibis infantis, nada apropriado para crianças, se fosse hoje Os Souza não teriam vez de histórias em gibis, no máximo só tiras de jornais e olhe lá.

Os traços muito bem caprichados e detalhados que davam gosto de ver. Teve um erro de colorização no penúltimo quadrinho esquecendo de pintar parte do braço da esposa abraçando o marido, parecendo que a camisola tinha manga branca naquele quadrinho, além da cabeceira da cama aparecer branca em vez de marrom e cômoda no lado esquerdo da cama ter puxador e mais detalhes no  início e depois aparecer toda lisa no final. Tipo de erro bem comum nas Editoras Abril e Globo, mas que nada tire encanto da história.

Inicialmente esse núcleo surgiu em tiras de jornais a partir de 1968, mas depois tiveram histórias simples e até desenvolvidas em gibis da  Mônica e Cebolinha nos anos 1970 e 1980. Os personagens não tinham nomes, eram chamados só de "Souza". Apesar do Mano, irmão folgado e mulherengo do moreno casado, mas só era chamado de Mano pelo irmão, perante os outros ele era chamado de Souza também. 

A grafia original era com "Z", sendo que atualmente mudaram grafia para "Sousa", como visto nos pockets da Editora L&PM, provavelmente para ficar igual a grafia do Mauricio de Sousa. Mais detalhes deste núcleo, pode ver AQUI. A seguir mostro o tabloide na íntegra:

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Personagens Esquecidos 15: Jaime (namorado da Tina)


Nessa postagem falo sobre o Jaime, que foi o namorado fixo da Tina durante os anos 1980 e que foi para o limbo dos personagens da MSP. Mostro, então, a trajetória do Jaime e algumas histórias marcantes com ele.

Criado em 1981, Jaime foi um dos personagens da nova fase da Tina dos anos 1980. Logo depois da transição da fase hippie para a nova versão em 1977, Tina e sua turma não tinha uma identidade e personalidades próprias, seguiam de acordo com experiência dos roteiristas para os personagens para ver o que poderia dar certo ou não nesse núcleo. Era até normal, por exemplo, histórias com Tina e Pipa interessadas no Rolo. Com a reformulação dos anos 1980, deixaram o Rolo mulherengo, Pipa ganhou um namorado fixo, o Zecão, e criaram o Jaime, como o namorado fixo da Tina.

Jaime (ou Jaiminho) era loiro com barba loira sem bigode, tendo algumas variações de cor, as vezes aparecendo castanho ou ruivo, mas sempre com barba e cabelo da mesma cor. Era alto e algumas vezes mais magro, outras vezes mais musculoso, de acordo com o desenhista. Histórias com Jaime com Tina eram frequentes e eram típico namoro padrão, algumas vezes histórias com conflitos no namoro, mas no geral era mais para mostrar que ela tinha namorado.  Quando tinham conflitos, era no estilo Jaime ser ciumento de ver Tina conversando com outros homens.

Algumas vezes ele aparecia sozinho como amigo do Rolo ou do Zecão ou fazendo figuração ou até mesmo dando conselhos para os conflitos amorosos do Rolo no lugar da Tina, quando a história precisava de um conselho masculino. Embora o Jaime fosse considerado namorado fixo, a Tina teve alguns outros namorados durante o período que ele ficou frequente nas histórias, pode ser porque o roteiro pedia se fosse outro namorado, fora da característica do Jaime.

Sua estreia foi em uma história de 2 páginas de 1981 (e republicadas em 'Almanaque da Mônica N° 5' - Ed. Globo, 1988) em que a Tina não quer que a família coma o pudim que seria do namorado dela, mas acaba ela mesma comendo e passando mal no final . O personagem não tinha nome ainda, foi colocado apenas como namorado da Tina, provavelmente não tinham intenção ainda de ser namorado fixo dela e depois mudaram de ideia. Destaque para a presença da família da Tina como o pai, a Vovoca e do irmão Toneco que estavam sumidos dia gibis até então.


Na história "Enfim, sós" ('Mônica N° 156' - Ed. Abril, 1983 e republicada no 'Almanacão de Férias Nº 6' - Ed. Globo, 1989), Jaime está namorando com a Tina na casa dela, mas tem vários imprevistos com a família da Tina chegando na casa e interrompendo o namoro. No final, eles vão namorar na rua, mas brigam na praça porque o Jaime falou mal da família dela. Nessa já com nome definido. Interessante que nessa tiveram participações rápida também do papagaio Palestrino Toneco e Toim, irmãos da Tina hippie, que estavam sumidos também na época.


Em "Pra distrair", por volta de 1984 (e republicada no 'Almanaque da Magali Nº 3' - Ed. Globo, 1990), Tina fica com tédio da viagem do Jaime e resolve ir a uma sorveteria com o amigo Ronaldo. Tina tenta desviar de Pipa e Zecão para eles não contarem ao Jaime. 

Só que a Tina não contava que o Jaime voltaria cedo da viagem e ela ficou com medo do namorado vê-la conversando com outro, achando que estava namorando outro na ausência dele e resolve fugir. No final, Jaime conta que não tem problema de ela sair com amigos na ausência dele e Tina toma satisfação se Jaime não saiu com alguma pernambucana durante a viagem.


Em "Comigo aconteceu de gostar de namorada de um amigo meu", ('Mônica Nº 191' - Ed. Abril, 1986 e republicada no 'Almanaque da Magali Nº 3' - Ed. Globo, 1990), Jaime apresenta a Tina para o seu amigo Bebeto, que acaba se apaixonando pela Tina a primeira vista. 

Jaime percebe o interesse do amigo pela sua namorada e fica com ciúme, principalmente porque os três saem juntos e Bebeto joga indiretas o tempo todo, não para de conversar com Tina na sorveteria, paga o lanches dela no cinema, fica ao lado dela no cinema, etc. No final, Tina conta para o Bebeto que ela gosta do Jaime e aí Bebeto jura que não vai mais se apaixonar por garota comprometida, mas logo se apaixona pela Pipa quando o Zecão apresenta a namorada dele.


Em "Foi assim..." , por volta de 1986 (e republicada no 'Almanaque da Mônica Nº 39' - Ed. Globo, 1993), mostra a forma como Tina conheceu o Jaime. Tina conta pra amiga que se conheceram na praia, só que falando que Jaime a procurava e fazia tudo pra chamar atenção e ela nem se dava conta que estava afim dela, só que na realidade era o contrário, a Tina que chamava atenção e ele nem aí, conforme mostravam as imagens.

No final, Jaime aparece na casa da Tina e antes dele desmentir a história para a amiga e ela não se passar por mentirosa, Tina fala pra todos saírem pra não ouvirem a mesma história 2 vezes. 


Em "É a Pipa no namoro da TV" ('Mônica Nº 199' - Ed. Abril, 1986 e republicada em 'Coleção Um Tema Só N° 12' - Cascão e o Capitão Feio'), aparece mais o Jaime e Tina como figuração, vendo o programa no qual estava a Pipa procurando um novo namorado para ela. Representa o tipo de aparições de figuração sem ser o tema central da história.


Em "Eu me mordo de ciúme" ('Cebolinha Nº 19' - Ed. Globo, 1988), o  Rolo se morde todo o seu braço toda vez que tinha uma crise de ciúme com a sua namorada Nininha, quando conversava com amigos e até pagando mico quando ela conversava com o Pedro, irmão dela. Jaime dá conselhos para o Rolo não ser ciumento e no final, Nininha termina o namoro porque o Rolo estava convencido demais.

Aparece o Jaime sem a Tina, dessa vez só dando conselhos para o Rolo e resolver a situação do amigo, exercendo a função que seria da Tina de ser conciliadora e ajudar nos problemas amorosos dos amigos. Pelo visto colocaram o Jaime porque uma opinião masculina seria mais interessante naquele caso do que uma feminina.


Na história "Ombro amigo", ('Mônica Nº 23' - Ed. Globo, 1988), Tina ajuda Pipa e Zecão a se reconciliarem depois de brigarem de novo e no final a Tina flagra o Jaime levando outra mulher no carro e aí Tina começa a chorar, querendo ombro amigo da Pipa e Zecão. Ou seja, Tina consegue ajudar os problemas dos amigos com maestria, mas quando o problema é com ela, não conseguia.


Não foi oficialmente fim de namoro deles, se reconciliaram e Jaime apareceu algumas vezes na fase clássica até em 1991. Sua última aparição como namorado oficial foi na história "Palavras Cruzadas", em 'Gibizinho da Tina Nº 2', de 1991, em que um homem mostra cantadas para a Tina indiretamente ao perguntar coisas das palavras cruzadas que ele estava fazendo e quando ela se toca no interesse do cara, Tina avisa que tem namorado e aparece o Jaime para tirar o barato dele. No final, uma mulher velha e feia mostra interesse pelo cara e ele pergunta a mulher qual é o antônimo de bonita.


Após essa história, Jaime foi para o limbo dos personagens e não foi mais considerado namorado da Tina, que passou a só ter namorados diferentes a cada história. Com a nova fase da Tina nos anos 1990, que era para ser mais gostosona e não o estilo de conciliadora de problemas amorosos dos amigos, roteiros pediam mais que a Tina não tivesse namorado fixo, até porque cada namorado dela tinha uma personalidade diferente.

Até que depois de um bom tempo sumido, Jaime voltou a aparecer só em aparições esporádicas, maioria do tipo de tentativas de retorno de namoro, que eles tinham terminado e ensaiavam uma volta. Assim, ele voltou em 2000 na história "Paixão antiga", de 'Mônica Nº 170'. Nela, Tina reencontra o Jaime depois de muito tempo, ele tinha feito uma viagem para a Inglaterra e trouxe a Leslie com ele.

Tina pensa que é namorada do Jaime e finge que tem namorado também se agarrando com o primeiro cara que vê na rua. Depois descobre que Leslie era prima do Jaime, que trouxe só para conhecer o Brasil. Tina e Jaime tentam namorar de novo, mas acabam discutindo e brigando quando comentam o motivo que terminaram o namoro na outra vez, que foi por causa de que ele e faltava nos encontros e ele, por sua vez, se defende que faltava porque ela custava a se arrumar.


Depois, ele voltou em "Alma de crianção" ('Mônica Nº 7' - Ed. Panini, 2007). Nela, Tina e Jaime voltaram a namorar e estão passeando no shopping, só que em vez irem ao cinema, Jaime parava sempre em local de cultura "Pop/Nerd" como ver loja com miniaturas de carros de metais colecionáveis, bonecos de heróis colecionáveis, lojas de games, revistaria com histórias em quadrinhos. Tina acha tudo que era coisa para criança e que ele era um crianção, mas no final descobre que a Tina tinha coleção de bonecos infantis no quarto.

Nessa o Jaime assume uma característica de Nerd e até meio convencido, diferente do estilo que era nos anos 1980. Os traços são da fase "Radical Chic" da Turma da Tina, não gostava dos traços assim, muitas caras e boca que não condizem, e pelo visto retornaram com o Jaime nessa história para ter alguma com ele com traços assim e ficou com traços péssimos.


Em seguida, ele apareceu em 'Tina Especial Nº 1' (Ed. Panini, 2008). Foi uma revista que faziam minissérie de aventuras com a Turma da Tina em 3 edições seguidas em formato americano com eles como "Caçadores de Enigmas" e essa edição foi em volume único. Na história, a Turma da Tina participa do programa de televisão "Eu quero a bufunfa", uma gincana entre 2 equipes para ajudar a faculdade a equipe vencedora. 

Jaime aparece na equipe adversária e como namorado da Rúbia, rival da Tina e que roubou namorado dela, mas ao longo da história ele vê que a Rúbia não vale nada, que faz artimanhas e trapaças pra atrapalhar a equipe da Tina. No final, Tina vence a competição e Jaime fica pensando na Tina, mas eles não voltam a namorar. Faz parte da fase "Barbie" dos personagens da Tina, que também eram horríveis assim, e conseguiram uma história com Jaime nessa versão, aparecendo como musculoso roliço, um horror traços assim.


Sua última aparição foi uma participação especial na história "O dia Z (de Zica)" ('Tina Nº 4' - Ed. Panini, 2009). Nela, Tina não quer sair de casa naquele dia porque em todo ano naquele dia acontece uma "zica" com ela. Ela conta para a Pipa alguns momentos de azar em anos anteriores e uma delas foi que chegou mais cedo no encontro e flagrou o namorado Jaime com a Rúbia, e, assim restou só terminar o namoro com ele por não aceitar traição.

Nessa ele apareceu só em um quadrinho, só como lembrança de como Tina terminou namoro com ele e umas das lembranças de zica dela, mas não era o foco central, até porque a zica no final ficou com a Pipa. Colocaram palavra zica no lugar de azar porque já era proibida a palavra "azar" nas histórias da MSP, continuando assim até hoje.


Depois dessa, Jaime não foi mais visto e ficou de novo no limbo do esquecimento. Pena não ter tido um motivo oficial de fim de namoro, afinal, nunca teve cronologia na MSP, mas pode-se considerar que foi traição por ter ocorrido 2 vezes. Foi um bom personagem, pode ser que volte um dia quando algum roteirista lembrar, mas assim como participação esporádica e não sendo de novo namorado fixo da Tina. Hoje evitam histórias de namoro nos gibis da MSP e mesmo  quando tem, acham que rende mais Tina ter namorados variados que são diferentes nas personalidades e melhor para desenvolver os roteiros.