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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Capa da Semana: Cebolinha Nº 22

Nessa capa, Cebolinha e Cascão vão parar à beira de um rio depois de terem dado nós nas orelhas do Sansão da Mônica. Cebolinha entra no rio e coloca um canudo na boca para respirar na água e Cascão acaba chorando porque vai apanhar da Mônica já que ele não vai pular na água.

Seria mais interessante ter saído em uma revista do Cascão já que a piada é mais com ele. Como capas com os meninos aprontando com a Mônica saíam mais em gibis do Cebolinha e da Mônica, aí pelo visto preferiram publicar em um gibi do Cebolinha por causa disso

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 22' (Ed. Globo, Outubro/ 1988).


quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Capa da Semana: Mônica Nº 96

Em setembro de 1994 começava o "3D Virtual" nos gibis, um grande marco da MSP na época, onde se dava para ver imagens iguais em profundidade virtual. Primeiro foram só capas e depois tiveram histórias também. Por conta dos 25 anos, mostro uma capa da Mônica em 3D, fazendo referência à história de abertura "A invasão 3D", que mostrou uma invasão alienígena no bairro do Limoeiro, cheia de ilustrações em 3D.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 96' (Ed. Globo, Dezembro/ 1994).


terça-feira, 30 de julho de 2019

HQ "Mônica de óculos"

Em julho de 1989 era lançada a história "Mônica de óculos" em que ela precisou usar óculos, dando muita confusão. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Mônica Nº 31' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Mônica Nº 31' (Ed. Globo, 1989)

Começa com a Mônica em um oftalmologista com sua mãe, Dona Luísa, e o médico pergunta qual é o problema da Mônica. Dona Luísa responde que acha que é nenhum, que ela tem 6 anos e achou bom fazer uma consulta. Doutor K. Ótico diz que fez bem porque se tiver algum problema na vista será mais fácil tratar agora.


Mônica vai até à sala de consulta e o Doutor K. Ótico manda ler as letras expostas. Ela vai lendo uma a uma naturalmente, inclusive as de baixo que eram bem pequenas. Quando acaba, o doutor diz que ela errou todas e acha incrível que ainda esteja inteira andando por aí com uma visão tão fraca. Ele avisa a Dona Luísa que a Mônica precisa de óculos urgentemente, tem grau altíssimo de miopia e improvisa um óculos provisório que ele tinha disponível até ficar pronto o que ia fazer.


Na rua, a caminho de casa, Mônica fica tonta e triste por estar usando óculos. Dona Luísa anima, dizendo que muita gente usa óculos e dão até um certo charme. Mônica fica curiosa e vai correndo até o quarto vê-la de óculos. Só que, por causa da tontura e não enxergar direito, acaba esbarrando no sofá da sala. No quarto, ela vê no espelho e acha horrível aquele óculos redondo e fundo de garrafa. A mãe diz que depois elas vão procurar um óculos que combine com o rosto dela e fala para descansar na cama enquanto vai preparar um lanchinho.


Magali aparece na janela e pensa que era outra pessoa. Mônica diz que era ela própria, mas chama a Magali de Cebolinha. Magali pergunta por que usar óculos e Mônica diz que o médico que mandou, mas não queria usar. Magali diz que óculos hoje em dia é chique e dá um charme e Mônica que reclama que nela não e, antes de completar que além de baixinha e dentuça será chamada d eoutra coisa, Cebolinha e Cascão aparecem e a chamam de quatro-olhos. Cebolinha ainda fala se é a Mônica ou o Coelho Caolho e o Cascão fala que está parecendo o Tarugo.


Isso foi demais para a Mônica e ela pula a janela para bater nos meninos. Só que ela estava de óculos, e, assim, ela cai da janela, tropeça em uma pedra, tromba em uma árvore, que chega a partir um pouco por causa da sua força e confunde, achando que 2 pedras gigantes são os meninos e ao dar o soco bate na pedra, machucando feio suas mãos enquanto os meninos só dão risada, e falam que nem precisa mais derrotar a Mônica, os óculos já fizeram isso por eles.


Cebolinha e Cascão xingam a Mônica de dentuça, baixinha e quatro-olhos para a Mônica se machucar nas pedras e quando ela vai lançar a mão, Doutor K. Ótico aparece, sendo que agora de óculos, e tira o óculos dela antes que se machuque. Ele explica que descobriu que sofre de hipermetropia, não enxerga bem de perto, e conta que a Mônica leu as letras direito no cartaz do consultório, ele que não conseguiu ler, e, assim, ela tem uma visão ótima e não precisa de óculos.

Mônica comemora, está enxergando bem e ao ver os meninos, diz que está enxergando bem até demais e bate muito neles. No final, Xaveco conta a novidade para o Franjinha que Cebolinha e Cascão precisaram usar óculos. Franjinha pergunta se eles têm miopia e Xaveco diz que eles têm é olho roxo, mostrando Cebolinha e Cascão de óculos escuros para tamparem os olhos roxos da surra violenta que a Mônica deu neles.


Essa história é muito legal, mostra o sufoco da Mônica usar óculos sem precisar, desde sintomas de tonturas ao usar óculos pela primeira e sem grau apropriado até o lado estético de aparentar mais feia com ele. 

Tiveram várias situações divertidas, muito bom os meninos se aproveitando para zoar a Mônica e fazendo ela se machucar. Engraçado os meninos falando que a Mônica estava parecida com o Coelho Caolho e Tarugo, para entender essa piada é preciso saber do universo do Mauricio de Sousa para saber quem eram eles e curioso, então, que a turminha conhece os outros personagens fora do núcleo deles. 


É impublicável atualmente por conta do bullying dos meninos com alguém usando óculos, fora a Mônica se machucar por conta disso. Eles foram muito malvados com a Mônica. Por outro lado, dá para aprender muita coisa sobre cotidiano de quem usa óculos, riscos de usar um óculos de grau inapropriado, entender o que é miopia e hipermetropia. Ou seja, dá para aprender muito mesmo com coisas erradas.


Os traços ficaram excelentes da fase consagrada dos personagens, dava gosto de ver desenhos assim. Legal colocarem o nome do médico de Doutor K. Ótico, eles eram bem criativos em colocar nomes em personagens secundários. E na época os personagens tinham 6 anos e depois mudaram para 7 anos eles poderem entrar na escola nos gibis. Então, uma história muito boa que vale a pena relembrar há exatos 30 anos.

sábado, 27 de julho de 2019

Mônica Nº 51 / Magali Nº 51 - Panini - 2019


Os gibis do mês de julho de 2019 estão especias com histórias comemorativas dos 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa. Todos os gibis principais tem histórias de abertura com algo relacionado à data, menos o do Chico Bento. Então, vou fazer durante esse mês resenha dos gibis que eu comprar e nessa postagem mostro como foram os gibis do 'Mônica Nº 51' e 'Magali Nº 51'.

Tem a promoção "Fantástica Fábrica de Quadrinhos" vindo um cupom para cadastrar o código no site para sortear uma visita aos Estúdios da MSP (10 ganhadores), 10 caixas com diversas revistas e livros e assinatura de 6 meses dos gibis. Nas capas, agora tem um selo de 60 anos da MSP e nas contracapas dos gibis de julho, uma propaganda celebrando o filme "Laços" como se  fosse uma capa alternativa, mostrando o ator/ atriz que fez o personagem no filme ao lado do personagem em quadrinhos em seus respectivos gibis, menos o do Chico Bento.

A seguir mostro como foram esses gibis da Mônica e Magali, com Mônica custando R$ 7,00 com formato lombada e 84 páginas e Magali custando R$ 6,00, com formato canoa e 68 páginas.

Mônica Nº 51

O gibi teve 8 histórias, incluindo a tirinha final. A história de abertura é "Nem tão diferentes nem tão iguais". Escrita por Paulo Back e com 32 páginas no total, Mônica tem a surpresa de que os nomes dos seus amigos foram todos trocados e ela vai investigar o motivo disso junto com Milena e Marina, que estavam nos corpos da Magali e Milena, respectivamente.

A homenagem aos 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa ficou restrita a mostrar imagens da primeira tirinha que a Mônica apareceu em 1963 e algumas capas dos gibis do Bidu da Editora Continental de 1960, fora isso tudo normal. Os traços, embora digitais, ficaram aceitáveis, porém tem momentos que colocaram umas  caretas absurdas e sem necessidade, que deixaram a Mônica como um monstro.

Trecho da HQ "Nem tão diferentes nem tão iguais"

Teve presença do vilão Cabeça de Balde. Ele é um personagem novo, que estreou em 'Mônica Nº 14' (Ed. Panini, 2016) em que cada história é revelado que ele é um personagem diferente, de acordo com seus objetivos, nunca tem identidade própria. E também apareceu o Doutor Spam, que até andava meio sumido, que é um professor de informática que se transforma em um vilão cibernético quando está muito nervoso e estreou em 'Mônica Nº 233' (Ed. Globo, 2005).

Trecho da HQ "Nem tão diferentes nem tão iguais"

Histórias com secundários foram com Luca e Penadinho (2 histórias). O gibi como um todo chama a atenção do exagero de histórias ensinando boas maneiras, dar lição de moral, ou as histórias são focadas nisso ou fazem questão do final ter alguma lição de moral. Só pra ter uma ideia, das 8 histórias, só as 2 do Penadinho que não foram com algo didático. Até a história de abertura teve lição de moral no final. Uma ou outra até tudo bem, mas o tempo inteiro assim acho que fica cansativo e irritante.

De destaque, "A voz da razão", escrita por Edson Itaborahy e com 7  páginas, em que a Mônica perde a voz ao gritar com o Monicão e aí sempre que seus amigos fazem alguma coisa, ela consegue aconselhar, ensinar boas maneiras, fazer os meninos se regenerarem, mesmo sem falar nada. Mais uma da safra didática e com lições de moral, e chama atenção da Mônica não bater nos meninos, sempre arrumam uma forma de desviar a atenção para eles não levarem surra, o que é muito ruim e descaracteriza muito os personagens. Na tirinha o Cebolinha também não apanhou. Mostrar meninos com cartazes ao invés de desenharem nos muros também é lamentável sempre.

Trecho da HQ "A voz da razão"

Termina com a história "A boa ação da Milena". Escrita por Paulo Back e com 8 páginas no total, Mônica estranha que mesmo que a Milena gosta tanto de bichos, mas não tem nenhum bichinho de estimação. Mostra, então ,que a característica principal da Milena em suas histórias solo será sobre o amor e carinho aos bichos e como cuidá-los e procurar adotar bichos na rua, ainda mais que a sua mãe é veterinária. Mais um lado didático nas histórias e a personagem Milena vai servir pra aumentar as boas maneiras nos gibis.

Trecho da HQ "A boa ação da Milena"

A propaganda celebrando o filme "Laços" foi essa.

Contracapa celebrando filme "Laços"


Magali Nº 51

Tem a história "A Turma do Condomínio", escrita por Edson Itaborahy e com 30 páginas. Nela, a turminha  e os outros moradores do bairro do Limoeiro estão em um condomínio que foi disponibilizado pela Dona Carmem da Esquina e onde ela é síndica também para se refugiarem de um monstro que estava rodeando o Limoeiro. A turminha faz de tudo para descer do condomínio e poderem brincar no bairro e também descobrir o mistério do monstro que está lá.

A história se passa na comemoração dos 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa. Não foi tão ruim, apesar e que poderia ter mais conflitos. Os traços aceitáveis, chama atenção de muitos olhos redondos e esbugalhados, não só nesse gibi, mas como todos no geral. Vale destacar que mais uma vez os meninos não apanharam quando tiveram oportunidade. Quando Mônica ia bater neles, teve a desculpa que a Dona Carmem estava se aproximando.

Trecho da HQ "A turma do condomínio"

Dona Carmem da Esquina é uma moradora do Limoeiro barraqueira, principalmente quando as crianças estragam as orquídeas do seu quintal. Ela foi criada nos anos 2000 pelo roteirista Emerson Abreu e só aparecia nas histórias dele e agora tem aparecido em histórias e outros roteiristas. 

O que dá surpreender é que agora a Dona Carmem está magra e esbelta, bem diferente que quando foi criada em que ela era gorda a obesa. No gibi do Cascão também estava magra.  Tia Nena, que também apareceu nela, está bem mais magra do que era. A MSP agora está emagrecendo os personagens que eram gordos, como a Dona Cebola, Pipa, Thuga, Nhô Lau, Tia Nena, seguindo um padrão de beleza, mas, com isso, descaracterizando os personagens e excluindo gordos nas histórias.

Trecho da HQ "A turma do condomínio"

O gibi segue com o estilo que está sendo nos gibis da Magali. Raramente fala de comida, fome exagerada da Magali, nem pensar. E quando fala de comida nem mostra ela comendo, só citando as comidas. Para ter uma ideia, teve uma história de 1 página em que a Magali pede panquecas desenhadas com rostos dos seus amigos, mas, ao invés de comer, ela coloca as panquecas em um quadro na moldura na sua sala para ficar admirando os seus amigos estampados nelas. Como assim? Em outras épocas, Magali já tinha devorado tudo de uma vez só lá no estabelecimento. Isso tudo desanima e deixa sem graça os gibis dela.

Histórias com secundários foram com Mingau, Penadinho e Bidu. Destaque para a história do Mingau, "Ah, família", escrita por Renatta Barbosa e com 4 páginas, em que ele vai visitar um novo gato no bairro, o Norberto, mas tem a surpresa que ele está cuidando de um filhote de gambá como se fosse um filho dele, com lição de moral. Bom que teve história do Mingau na rua contracenando com outros gatos para diferenciar do que vendo só ele junto com Magali em casa, mas é ruim  porque envolve boas maneiras, ser didático, coisa frequente ultimamente. 

Termina com "O brinquedinho novo", escrita por Paulo Back e com 9 páginas, em que a Magali dá um brinquedo de gato pra ficar indo atrás do objeto e ele fica a história toda tentando segurar o brinquedo no ar. Mostrando o cotidiano dos gatos, como vendo sendo as histórias do Mingau com a Magali nos gibis dela. Traços feios digitais.

Trecho da HQ "O brinquedinho novo"

A propaganda celebrando o filme "Laços" foi essa:

Contracapa celebrando filme "Laços"

Não comprei 'Chico Bento' por não ter nada especial em relação aos 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa  e aí não tem resenha desse. Foi apenas história de aniversário do Chico, como acontece todos os anos nos meses de julho dos gibis dele e inseriram um trecho com o Chico Bento transformado em Chico Bento Moço. Agora quando mostram os personagens adolescentes ou adultos, mostram em suas versões mangá ao invés de desenhar no estilo clássico. Não gosto disso, era bom quando cada história dos personagens adultos tinham desenhos diferentes, seguindo o estilo de cada desenhista.

O que dá pra concluir nos gibis atuais, é que são voltados para crianças exclusivamente até 9 anos de idade. Não tem mais conflitos, é tudo ameno e voltado ao politicamente correto e ensinamento de boas maneiras. Vilões não são mais perversos, personagens descaracterizados, sobretudo Cascão sem mostrar o medo de água e sujeira do Cascão, Magali não é mais comilona, meninos não apanham da Mônica, Chico Bento sem fazer traquinagens e bom aluno, personagens que eram gordos agora são magros. Tudo isso desanima, por isso não compro gibis atuais, só as consideradas especiais.

Comprei os gibis mais pela comemoração dos 60 anos da MSP. Na minha opinião, as melhores histórias de abertura dessas edições "N° 51" que eu comprei, na ordem de preferência, foram: Cebolinha, Turma da Mônica, Cascão, Magali e Mônica.  Sendo que o Cebolinha foi o mais diferente de todos, o que mais vale a pena. Fica a dica.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Capa da Semana: Mônica Nº 75

Uma capa bem criativa com Mônica e Cebolinha como piratas e ela descobre que o tesouro que tanto procurava era o Sansão que o Cebolinha tinha escondido lá. 

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 75' (Ed. Globo, Março/ 1993)


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Cebolinha: HQ "O dia em que a Terra se partiu"

Compartilho uma história em que a Mônica conseguiu rachar a terra ao tentar bater no Cebolinha. Com 11 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 164' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cebolinha Nº 164' (Ed. Abril, 1986)

Nela, Mônica está prestes a bater no Cebolinha depois de ele ter aprontado mais uma, quando ela acerta o Sansão no chão formando uma rachadura de tão forte que foi a coelhada. Antes nem é mostrada uma rachadura, apenas a Mônica caindo e só depois que veem que era uma rachadura.


Cascão e Xaveco veem  a cena e tem uma ideia de um plano infalível. Enquanto Cebolinha comenta que foi o Sansão que causou a rachadura e Mônica discorda, surge o Cascão desesperado, gritando que todos estão perdidos. Mônica comenta que a casa dele é logo ali perto e Cascão diz que não por muito tempo porque o noticiário falou que a Terra está se partindo ao meio.


Mônica acha que é uma piada e dá gargalhada , mas ao ver o Cascão sério ela passa a acreditar. Ele dá um rádio para a Mônica ouvir a notícia e como não fala nada, ele taca uma pedra na cabeça do Xaveco para ele acordar atrás da moita e começar a falar. Xaveco anuncia que o mundo está se partindo ao meio e que os cientistas não sabem como isso começou e acabam de ver que está localizada em uma cidade do interior do Brasil, mas precisamente em um campinho entre uma menina dentuça e um menino de cabelo espetado. Mônica estranha e pergunta para o rádio como um computador vai saber esses detalhes e Xaveco responde que tem um satélite bem em cima deles e complementa que a rachadura foi feita por um coelho de pelúcia.


Cascão reclama que a culpa foi da Mônica, que se defende que foi o Cebolinha que desviou e ele, por sua vez, diz que não desviasse iria virar pó de cebola. Cascão pergunta o que vai ser da terra e pior que a casa dele está no outro lado da rachadura. Mônica também lembra que o Reinaldinho, o garoto mais fofo do bairro, também mora do outro lado da rachadura. Mônica fica apavorada em ficar longe do Reinaldinho e pergunta para o Cebolinha e Cascão que eles tem que fazer alguma coisa, que se ficar sem ver Reinaldinho, logo emenda sem visitar os meninos, não iria conseguir viver.


Cascão fala que eles não podem fazer nada e logo olham para ela, dando a entender que só ela pode salvar a Terra. Mônica pergunta por que não chamam o "Super-Homão" ou "Ri-Man". Cebolinha responde que porque eles são de outro gibi e que foi que ela que rachou a Terra. Os meninos levam a Mônica até a rachadura faz com que ela fique segurando e fazendo força para que a cratera volte à posição normal. E aproveitam para tirar o "coelho encardido" dela, alegando que é para ela ter mais movimento e estar atrapalhando. 


Mônica sai da posição querendo saber aonde os meninos vão com o Sansão. O rádio começa a falar que a Terra está se partindo de novo e a Mônica tem que voltar  ase deitar  naquela posição e não sair de lá para não destruir o mundo e para esquecer o coelho e pergunta se é mais importante o mundo ou o coelho. Mônica comenta que por uns segundos não ia fazer diferença e o rádio pergunta se ela está duvidando do que está falando, enquanto Cebolinha e Cascão estão dando socos e pontapés no Sansão.


Mônica diz que duvida sim e nem sabe com quem está falando e não pode confiar em um estranho. Xaveco sai atrás da moita com raiva e e fala que desde quando ele é estranho para ela, é o Xaveco e avisa que vai voltar atrás do mato para continuar a enganando. Ele acha uma ousadia duvidar dele e, já atrás da moita, ele continua avisando para ela continuar lá senão o mundo vai acabar e vai ficar com peso na consciência, quando a Mônica puxa o fio do rádio. Ela bate neles e faz com que eles tapem a rachadura formada e Xaveco fala que pelo menos não é cabeça deles que estão rachadas, enquanto Cebolinha fala para ficar quieto e continuarem tampando, terminando assim.


Muito engraçada essa história com a Mônica pensando que realmente a Terra se partiu ao dar uma coelhada no chão. Já foi absurdo ter um rachamento com uma simples coelhada, mas não seria a ponto do mundo se partir por causa disso. A maioria dos planos eram planejados pelos meninos, mas às vezes os planos surgiam de repente ao verem uma situação e que podiam se aproveitar da situação para derrotar a Mônica. Nas histórias antigas de plano infalíveis a Mônica acreditava em tudo que os meninos falavam, adorava a Mônica se passando por boba até descobrir o plano deles. 


Interessante que nem foi o Cebolinha que bolou o plano infalível dessa vez, a ideia não foi dele, mas seguiu adiante quando o Cascão deu toque que era um plano. Outra coisa diferente foi que quem estragou o plano foi o Xaveco e não o Cascão como de costume, dando um destaque, então, para o Xaveco na história. Ele era um personagem exclusivamente secundário, só fazia pontas nas histórias, só a parir dos anos 2000 que o personagem já teve uma outra visão pela MSP e passou a ter mais participação e até histórias solo e até brincadeiras que ele era um personagem secundário.


Engraçado a Mônica falar com o rádio e ele responder normalmente. Se fosse uma transmissão real não teria como ter essa interação. Legal também o Xaveco levando uma pedrada do Cascão e a Mônica preocupada que não veria o Reinaldinho, o garoto fofo da rua. Era só eles irem para o lado que eles queriam antes de aumentar rachadura. Aliás, Reinaldinho era referência ao roteirista Reinaldo Waismann. Na Editora Abril ele era praticamente o oficial dos garotos fofos que as meninas admiravam. Na Editora Globo, com a sua saída da MSP, passou a ter outros meninos, como Fabinho, Ronaldinho,Robertinho, etc, mas ainda assim de vez em quando ainda tinham referência a Reinaldinho de garoto mais fofo.


Muito legal a a referência ao He-Man, ele estava muito em alta na época e até chegou a ter histórias com ele ou participando junto com outros super-heróis famosos, chegando, assim, no mesmo nível a super-heróis da Marvel e DC. Os traços excelentes da fase de ouro dos personagens. E mais uma vez teve propagandas inseridas em finais de páginas, coisa muito comum na época. Assim, a história era para ter 10 páginas, mas somando os quadros de cada propaganda, ocupou mais 1 página no gibi. Dessa vez os anúncios foram do chocolate Lolo e dos gibis do Mickey, Luluzinha e Bolinha, todos da Editora Abril, fora o anúncio do lápis Labra na lateral direita na primeira página que não influenciou nos quadros das histórias.


Foi republicada depois no 'Almanaque do Cebolinha Nº 33' (Ed. Globo, 1996), naturalmente sem as propagandas inseridas e ocupando as 10 páginas normais. Abaixo, deixo a capa desse almanaque.

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 33' (Ed. Globo, 1996)

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Turma da Mônica: HQ "O plano sangrento"

Em maio de 1994 era lançada a história "O plano sangrento", de quando a Mônica pensou que matou o Cebolinha e o Cascão após ter dado coelhadas neles. Com 11 páginas, foi história de abertura de 'Mônica Nº 89' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Mônica Nº 89' (Ed. Globo, 1994)

Escrita por Rosana Munhoz, começa a Mônica assistindo a um filme de terror bem assustada quando alguém é atingido e aparece sangue. Mônica desliga a TV, reclamando que odeia seriados violentos. Cebolinha surge, falando que ela é a maior carrasca e Mônica diz que só se defende quando alguém a xinga. Cebolinha diz que é para ela tomar cuidado porque um dia pode dar tragédia.


Nisso, Cascão aparece e xinga a Mônica de bobona, dentuça e gorducha e faz careta para ela. Mônica corre atrás dele e joga o Sansão longe e consegue acertá-lo. Quando ela vê, encontra o Cascão deitado e todo ensanguentado e Mônica se desespera. Cebolinha diz que Mônica matou o Cascão e a chama de assassina. Mônica diz que sempre fez isso e ele já devia estar machucado antes.


Cebolinha afirma que não, tem provas e Mônica demonstra, dando uma coelhada na sua cabeça. Sai sangue da cabeça dele, fica tonto e cai no chão. Mônica segura o Cebolinha e ele diz que a Mônica não conhece a força dela e pede, como seu último desejo antes de morrer, que não bata nos meninos, mesmo se eles xingarem ou fazer careta. Mônica se ajoelha e promete não bater mais em ninguém e ele morre. 

Mônica ainda sacode o amigo, mas ele não acorda e ver também Cascão morto. Ela nota que suas mãos estão sujas de sangue, igual ao filme, corre  e vai lavar as mãos em uma torneira e acredita que vai ser presa, mas foi sem querer. Magali aparece na hora e Mônica a abraça, falando que é uma assassina.


Enquanto Mônica explica a história, Cebolinha e Cascão acordam. Cascão comenta que não aguentava mais ficar naquela posição e Cebolinha reclama que a coelhada doeu mesmo. Cebolinha diz que o plano foi ótimo e Cascão diz que gastaram muito catchup. Cebolinha diz que depois dessa, a Mônica nunca mais vai querer bater neles. Cascão pergunta como eles vão aparecer vivos depois já que a Mônica pensa que eles morreram e Cebolinha responde que depois vão inventar que o médico salvou. Cebolinha tenta ir embora pra tomar banho e tirar o catchup do corpo, quando Mônica e Magali voltam e os meninos voltam a se fingir de mortos.


Mônica chora e mostra os meninos mortos, achando horrível , parecendo notícia policial e lamenta que vai ser presa. Magali diz que deu vontade de comer hambúrguer porque estava sentindo cheiro de catchup, e, por ser vermelho, acha estranho. Bidu aparece e fica lambendo o Cascão e Mônica o afasta, falando que não era para ele lamber sangue. Depois, Magali diz que vai ter que enterrar os meninos porque morreram. Eles ficam nervosos e acabam se levantando. Mônica fica feliz por eles estarem avisos e se abraçam, enquanto Magali diz que a história está estranha e Cebolinha diz para Magali não se meter.


Nessa hora, aparece a mãe do Cascão carregando sacola de compras e reclama com o Cascão que sabia que quando ele pediu catchup era para fazer sujeira e reclama das roupas deles manchadas. Dona Lurdinha diz ainda que vai comprar mais pois está indo ao mercado, mas não vai mais deixar o Cascão pegar.


Cebolinha reclama com o Cascão que quando não é ele que estraga o plano, é a mãe dele e Cascão diz que depois eles discutem isso. Mônica segura os meninos, Cebolinha diz que Mônica tinha prometido que não ia bater neles e Mônica diz que aquela promessa não valeu e dessa não vai bater neles, e,sim, o coelhinho dela e taca o Sansão neles e depois de surrá-los, ela reclama que o Sansão ficou sujo de catchup e Magali pede para lamber.


No final, Dona Lurdinha volta do mercado e vê Cascão e Cebolinha surrados e os leva para casa para tomarem um lanche. Lá, com eles já na mesa, ela entrega hambúrgueres com bastante catchup e eles fogem pela janela com enjoo e prestes a vomitarem, com trauma do catchup e Dona Ludinha estranha o nojo deles e acha que deixou a carne muito sangrenta.


História muito legal e engraçada. Voltada para o terror, os meninos aproveitam que a Mônica estava impressionada com o filme de terror da TV e bolam um plano infalível para ela achar que eles morreram e ficar traumatizada e não bater mais neles. Estava dando tudo certo, até Magali estranhar a situação e sentir cheiro de catchup e também do Bidu lamber o catchup, mas que acabou indo tudo abaixo com a mão e do Cascão que estragou o plano.


Muito boa as tiradas, legal ver o medo da Mônica de ter matado os meninos e se sentir uma assassina só por ter dado uma coelhada. Ela também era muito boba nessas histórias de planos infalíveis, caia em tudo que os meninos faziam até descobrir toda a farsa. Gostava da Mônica agindo como boba nessas histórias de planos. A Mônica, apesar de forte, batia ou dava coelhadas fortes, mas não a ponto de matar alguém, no máximo que acontecia é pararem no hospital por ter quebrado braço, perna, mas normalmente só apareciam surrados e com olho roxo mesmo.


Os traços muito bons, um estilo um pouco diferente, meio fofinhos, ficou mais característico em meados dos anos 90. É bem incorreta, por isso de ter personagens supostamente mortos, fazendo a Mônica pensar que morreram e estavam ensanguentados, podem achar que é algo macabro e traumatizante e, com isso, não fariam uma história assim atualmente. Curioso a Mônica chamar o Sansão só de "coelhinho", mesmo ele já ter sido batizado de Sansão há muito tempo, desde 1983. Talvez Rosana queria voltar as origens de quando ele não tinha nome ainda. O Cebolinha pensou trocando o "R" pelo "L" ao pensar "enterrar", ultimamente ele não troca as letras quando pensam e iam alterar isso em alguma republicação.


Essa história considero clássica, além de ser muito lembrada pelos fãs, ela depois teve uma versão em desenho animado, estreando no VSH "Video Gibi" em 1998 e também teve um livrinho infantil em 2000, deixando mais amena. Não foi republicada na Panini, mas o livrinho infantil teve relançamento em 2014. Então, uma história clássica e muito bom relembrá-la há exatos 25 anos.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Histórias Semelhantes 6: Cascão apaixonado pela Mônica quando cai na lama

Mostro 2 histórias semelhantes com o Cascão apaixonado quando a Mônica caiu na lama. A versão original foi publicada em 'Mônica Nº 17' (Ed. Globo, 1988) e a segunda versão saiu em'Cascão Nº 62' (Ed. Globo, 1989).

Capas: 'Mônica Nº 17 (Ed. Globo, 1988) e 'Cascão Nº62' (Ed. Globo, 1989)

Na versão de 1988, com o título "Bela Mônica", de 5 páginas, ela está caminhando e tropeça numa pedra e acaba caindo em uma lama, ficando toda imunda. Cascão  encontra a Mônica suja e fica admirado, perguntando se é ela mesma, que está uma gracinha, um charme, beija a mão dela e pergunta se quer ser sua namorada.

Trecho da HQ "Bela Mônica" ('Mônica Nº 17' - Ed. Globo, 1988)

Mônica diz que ele está doido e maluco e Cascão responde que está maluquinho por ela, principalmente por ter aderido à sujeira e ela diz que é por pouco tempo. Ela encontra um suposto rio e tenta mergulhar, mas estava seco e só consegue ficar mais empoeirada, fazendo o Cascão ficar mais admirado ainda e deseja um abraço dela, mas ela recusa.

Trecho da HQ "Bela Mônica" ('Mônica Nº 17' - Ed. Globo, 1988)

Depois, Mônica encontra uma torneira, mas estava seca e vai correndo para casa. Lá, toma banho na banheira e fica toda limpa e faz questão de voltar para rua para o Cascão vê-la linda e ele se decepciona. No final, Magali tropeça na mesma pedra e cai na lama e Cascão se apaixona por ela, começando tudo de novo.

Trecho da HQ "Bela Mônica" ('Mônica Nº 17' - Ed. Globo, 1988)

Na segunda versão de 1989, com o título "Divina e maravilhosa", de 3 páginas, começa com mesmo estilo da outra, com Mônica caminhando e tropeçando em uma pedra e caindo na lama. Cascão vê e fica admirado. Mônica diz que vai dar cascudo se ele rir, e ele diz que não faria isso e ajoelha, beijando a mão  e falando que ela está linda, divina e maravilhosa.

Trecho da HQ "Divina e maravilhosa" ('Cascão Nº 62' - Ed. Globo, 1989)

Mônica pensa que Cascão está tirando onda com a cara dela, mas logo vê que não quando ele a convida para tomar sorvete. Ela dispensa e fala que vai para casa tomar banho. Cascão diz para não fazer isso porque toda a beleza dela vai para o ralo e eles farão um casal perfeito. Mônica responde que nem morta e vai para casa. Assim, Cascão joga uma pedra  no chão e mais água na lama e surge a Magali prestes a cair na lama e a gente descobre, então, que foi um plano para deixar as meninas sujas e ver se namora alguém.

Trecho da HQ "Divina e maravilhosa" ('Cascão Nº 62' - Ed. Globo, 1989)

Comparando as 2 versões, a ideia original do roteiro é igual da Mônica cair na lama e o Cascão se apaixonar por ela, que foge dele por não quer namorá-lo. Nas 2 versões aparecem só 3 personagens: Mônica, Cascão e Magali.  A grande diferença foi o final, já que na primeira versão, tanto Mônica e Magali caem acidentalmente, de forma natural e o Cascão encontra as meninas por acaso também enquanto que na segunda versão, o motivo delas caírem foi por plano do Cascão para namorar uma menina suja. Diferencia também que a versão de 1988 tiveram mais situações da Mônica fugindo do Cascão enquanto que em 1989 foi criada de forma mais objetiva, ela já deu fora nele logo.

Gostei mais da primeira, até por ser mais elaborada e achei a melhor espontaneidade da Mônica e Magali caírem na lama. Não gostei muito também do Cascão segurar balde d'água, mesmo que a intenção era para formar a lama para Magali cair. Quem sabe a intenção do roteirista seria lama no balde e pintaram de azul sem querer, mas fica a impressão de como saiu no gibi.

Comparação das primeiras páginas entre as histórias de 1988 e 1989

Motivo de criarem histórias semelhantes em tão pouco tempo (exatos 1 ano de uma para outra, pois as duas são do mês de maio)  não dá para saber, pode simplesmente esquecerem que já havia sido publicada ou então quiseram dar um novo final para a primeira história.  Aliás, essa foi uma piada muito comum nos gibis, além dessas histórias tiveram até outras envolvendo outras meninas fora das principais e tiveram tirinhas e até capas semelhantes envolvendo isso.

Capas semelhantes: 'Cascão Nº 55' (Ed. Globo, 1989) / 'Cascão Nº 183 (Ed. Globo, 1994)

De curiosidade, a primeira história era para ter 4 páginas se não tivesse propagandas inseridas, tão comuns na época. Cada propaganda ocupou 1 ou 2 quadrinhos cada páginas e somadas incluiu 1 página a mais na história. Em republicações, não colocavam propagandas nessas partes, ficando o número real de páginas nos almanaques. Interessante a propagando das crianças pedirem pipa do Atchin & Espirro por correspondência, chato é que teria que cortar o gibi para enviar esse cupom para poder comprar a pipa. Em breve posto mais histórias semelhantes aqui no Blog.