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domingo, 26 de abril de 2026

Cebolinha: HQ "Uma cebola nua!"

Mostro uma história em que o Cebolinha sofreu com o Louco, que pensava que ele era uma cebola de verdade nua e ficaram foragidos da polícia. Com 11  páginas, foi história de abertura de 'Cebolinha Nº 132' (Ed. Globo, 1997).

Capa de 'Cebolinha Nº 132' (Ed. Globo, 1997)

Escrita por Emerson Abreu, Cebolinha toma banho cantando quando é surpreendido por uma boia de patinho andando no banheiro e dizendo "qué". Logo depois surge um sorriso, Cebolinha pensa que é o sorriso do gato da "Alice no País das Maravilhas" só que, para a infelicidade dele, descobre que era o Louco.

Cebolinha pergunta para o Louco, de novo, e Louco responde que é o velho ele mesmo. Cebolinha avisa que estava tomando banho, Louco repara que ele está nu e dá uma guarda-chuvada nele gritando pela polícia que tem uma cebola nua ali e surge um policial no ralo do banheiro. Louco confirma que tem uma cebola na rua, Cebolinha fala que eles não estão na rua e do nada eles surgem na rua, com uma senhora e neta dela achando indecente uma cebola nua.

O policial fala que além de nu, Cebolinha é louco. Cebolinha quer cair fora dali e ele cai da rua bem lentamente para baixo só porque disse que queria "cair fora". Cebolinha pergunta o que vai acontecer quando chegarem lá embaixo e Louco responde que vai doer, mas se estiverem caindo para cima não têm o que se preocuparem, só que caíram para baixo mesmo e levam o maior tombo.

Eles caem no teto do quarto da Denise, que cutuca o Cebolinha com vassoura, reclamando do barulho, que quer dormir. Louco confirma que eles caíram para cima como ele tinha dito. Cebolinha acha que é uma loucura, só balões caem para cima e, então, eles viram balões e Denise acha o máximo que agora ela tem dois balões e vai brincar com eles. Surge o policial no chão, Denise se assusta e solta os balões sem querer e eles voam. 

O policial chama Denise de criminosa porque soltar balões é contra a lei e liga para a central avisando que há dois balões escapando à sudoeste. Cebolinha reclama que eles estão foragidos e é tudo culpa do Louco que só arruma encrenca para ele e que está cheio disso e Cebolinha vira um balão cheio e estoura depois, voltando os dois aos seus corpos normais, só que voltando a cair para baixo e Cebolinha tem medo de se machucarem.

Louco sugere que eles sejam outras pessoas, ele passa a se chamar Juvenal e Cebolinha, Lindomar. Eles caem, Cebolinha se machuca e Louco, voando, fala que foi péssima escolha porque os Lindomares não voam. Cebolinha diz que os Juvenais também não e Louco para de voar e cai no chão. Louco diz que devia ter escolhido o "Superomão" e que pelo menos quem se machucou foi o Juvenal e o Lindomar e não o Louco e o Cebolinha, que acha foi sorte deles e depois cai em si que a loucura do Louco pega.

O policial surge de novo no chão, prende os dois na geladeira, dizendo que se meteram em uma fria. Lá, reclamam que estão presos e congelados, Cebolinha acha um absurdo e diz que vai sair dali agora mesmo. Abre a geladeira e ela está boiando a alto-mar. Cebolinha chora que quer voltar para casa, que inunda a geladeira e afundam.

Depois, Cascão quer cagar na privada da casa dele, e Cebolinha, dentro da privada, diz para ele não fazer isso. Cascão se espanta e quer saber o que ele está fazendo ali e Cebolinha diz que estava preso em uma geladeira e boiando no meio do oceano. Cascão mostra a língua sem acreditar, Cebolinha sai da privada, falando que precisa correr porque é um foragido. Cascão acha que Cebolinha pirou de vez e em seguida o policial sai do ralo do banheiro perguntando se o Cascão viu uma cebola nua passar por ali.

História legal em que Cebolinha recebe visita do Louco enquanto estava tomando banho, Louco pensa que ele era uma cebola de verdade nua chamando a polícia, que aparece para prendê-los. Há várias confusões principalmente envolvendo trocadilhos, até que Cebolinha volta para o bairro do Limoeiro na privada da casa do Cascão quando ele estava prestes a cagar, Cascão não acredita que estava preso em geladeira no meio do oceano e que era foragido da polícia até quando aparece o policial perguntando se ele viu uma cebola nua.

Um simples banho levou Cebolinha à loucura, nunca iria imaginar que o Louco fosse aparecer. Cebolinha nunca aprende, tem que muito cuidado com o que fala com o Louco, que leva tudo ao pé-da-letra. Dessa vez o gancho inicial o Louco pensar que ele era uma cebola de verdade que comemos pelada e chama a polícia e passam a ser perseguidos por um policial causando grande confusão. Como uma cebola nua não podia andar por aí, o policial quis prender o Cebolinha e também o Louco por ser cúmplice. E ainda situação piorou quando viraram balões e ele queria prendê-los porque é crime soltar balões. A prisão foi uma geladeira com intenção de eles entrarem em uma fria, conseguiram sair ficando no meio do oceano, mas Cebolinha conseguiu se libertar do Louco.

No decorrer, ainda viram balões no quarto da Denise por causa de trocadilho de balões de falas e fingem ser Juvenal e Lindomar para não caírem no chão. Detalhe que Cebolinha ainda entra na onda que quem se machucaram com a queda foram Juvenal e Lindomar e não eles, provando que a loucura pega. Sobre Cascão sentando na privada para cagar e o Cebolinha saindo de lá, imagine o Cascão cagar  e dar descarga com  Cebolinha dentro da privada, ainda bem que deu um grito antes de acontecer. À princípio, ficou a dúvida se era ou não tudo imaginação do Cebolinha, tão esquizofrênico que podia ter visões do que não existe, mas foi provado que foi tudo real porque Cascão viu o policial no final querendo voltar a prender o Cebolinha.

Foi engraçado Cebolinha cantando música do "É o Tchan" no banho, ver a boia de patinho andando e falando, o sorriso do Louco na parede pensando que era o gato "Alice no País das Maravilhas", o policial surgindo no chão, Cebolinha e Louco surgirem do nada na rua, a velhinha e a neta horrorizadas vendo Cebolinha pelado na rua, Louco dizer que vai doer quando cairem lá embaixo, a interação com a Denise, eles virarem balões, a onomatopeia "Poca", fingirem serem outras pessoas para não caírem, presos em uma geladeira, o choro do Cebolinha inundar tudo, Cascão quase cagar com Cebolinha dentro da privada e depois não acreditar na história maluca e se convencer, vendo o guarda no ralo do banheiro.

Ficamos sabendo que o Cebolinha é cantor de chuveiro e fã do grupo "É o Tchan" e cantando "Dança do bumbum" no banho, só não conseguiu completar o verso "Balançando a bundinha" por causa da boia de pato que apareceu na hora. Eles sempre colocavam nas histórias o que estavam em alta e na moda no momento com a criançada e isso é assim até hoje. A letra da música do "É o Tchan" não foi mudada assim como "Alice no País das Maravilhas" também não teve nome parodiado.

Foram bastantes trocadilhos, falas ao pé-da-letra, nada com nada, nada se encaixa, típico de histórias do Louco, uma grande viagem para sair do Mundo Real. Até policial fortão sair de ralo e buraco de chão pequenos não tem lógica e essa era a intenção. Parece que essa foi única história do Louco escrita pelo Emerson, no início de carreira ele escrevia para qualquer personagem, aí depois passou a escrever mesmo só para os principais do bairro do Limoeiro. Histórias nonsenses assim dele continuaram seguindo depois com frequência, mesmo sem serem do Louco.

Na época ainda não tinham caretas nas histórias do Emerson, porém teve bastantes exageros de cenas com personagens com língua de fora em posições de braços esticados e pernas inclinadas toda vez que eles ficavam espantados ou depois de alguém falar bobeira ou uma piada infame, coisa bem características nas histórias escritas pelo Emerson.

Foi a primeira vez a Denise com o Louco, contribuindo para Cebolinha e Louco virarem balões e ela querer brincar com os balões. Na verdade, não foi informado que a menina era a Denise de fato, mas pelo formato do cabelo a intenção era ela, ainda mais que o Emerson sempre gostou da Denise e dava um jeito de colocá-la nas histórias que escrevia. Ela não tinha ainda cabelo e personalidades definidos na época, mas foi primeira vez que o cabelo dela pareceu no formato assim com franjas duplas, só que em tom de cor mais claro. Com base nesse cabelo que apareceu nessa história e em "A tribo das Modernosas", de Magali Nº 245' (Ed. Globo, 1998), que Emerson depois moldou traços e características definitivos dela a partir dos anos 2000.

Cebolinha ficou pelado a história inteira, um recorde, e sem dúvida, ele foi o personagem que ficou mais vezes pelado em histórias. Também foram poucas histórias de abertura do Louco na trajetória da MSP, normalmente eram de miolo e mais curtas. Incorreta atualmente por nudez do Cebolinha, levar guarda-chuvada do Louco, os excessos de absurdos, mesmo em uma história do Louco, ideia de eles foragidos da polícia e sendo presos dentro de geladeira, policial surgir em ralo de banheiro, Cascão com calção abaixado, querendo fazer cocô com Cebolinha dentro da privada, além de expressão popular proibida "se meteram". Serem chamados de loucos acho que poderiam deixar dessa vez porque era história do Louco.

Traços ficaram bons, característicos do estilo começado em 1997 com personagens com bochechas mais redondas e mais fofos que marcaram a segunda metade dos anos 1990. Teve leve erro de fundo do olho da Denise não ser pintado de branco em alguns quadros. Essa história na revista foi interrompida por propagandas em papel tipo capa fina entre as páginas 10 e 11, estilo diferente de mostrarem anúncios dentro das histórias começado em 1995, dessa vez com as propagandas do picolé "Frutiliy" e do leite fermentado "Chamyto", ambos da "Nestlé" e em formatos de passatempos e atividades, como mostro abaixo. E, curiosamente, essa revista do 'Cebolinha Nº 132' foi a verdadeira "Nº 300" dele juntando as editoras Abril e Globo.

sábado, 17 de janeiro de 2026

A Turma: HQ "Ninguém aguenta esse calor..."

Estamos no verão no Brasil e mostro uma história em que a turma toda passa sufoco com o calor forte e  insuportável que estava no Bairro do Limoeiro em um dia de verão. Com 11 páginas, foi história de encerramento publicada em 'Parque da Mônica Nº 2' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Parque da Mônica Nº 2' (Ed. Globo, 1993)

Está muito calor no verão do Bairro do Limoeiro, Mônica não consegue correr e bater no Cebolinha, que por sua não consegue correr também e os dois caem no chão. Cebolinha xinga a Mônica de dentuça e fala que não consegue correr porque é gorducha e ela diz que só não lhe dá coelhada porque não consegue levantar o braço. Mônica faz um trato de ele pagar um sorvete para ela e não bate nele, que aceita e os dois se rastejam para encontrar um vendedor de sorvete.

Franjinha vê e pergunta se eles estão brincando de minhoca. Cebolinha responde que estão morrendo de calor e aparece a Dona Morte. Cebolinha diz que queria dizer que está um calor de louco e aparece o Louco vestido de Papai Noel. Cebolinha diz que tem muita gente no quadrinho, Franjinha fala que fica mais abafado e lembra que inventou uma pílula contra sede. 

Dona Morte pergunta quem vai experimentar com todos olhando para o Louco e ele diz que é louco, mas nem tanto e sugere para Dona Morte experimentar. Franjinha gosta, dizendo que qualquer coisa ela se garante. Dona Morte diz que conhece a fama dele, mas toma a pílula, falando que faltou uma aguinha para descer melhor. Mônica e Cebolinha ficam em dúvida se funciona e querem tomar a pílula só que ficam com mais sede ainda que estavam e correm para tomar sorvete. Louco avisa para Dona Morte que vai para o deserto do Saara, chamando de Dona Vida e ela corrige que é Morte.

Mônica e Cebolinha encontram vendedor de sorvete, que diz que acabou, vendeu tudo para a Magali. Outro vendedor, estava vendendo sorvetes par aos filhos do Coelho caolho e diz que  vai sobrar nada. Mônica e Cebolinha reclamam que o calor está de derreter  e aparece o Jotalhão magro, dizendo que derrete mesmo. Mônica não reconhece quem era e Cebolinha diz que era o Jotalhão.

Em seguida, encontram o Chico Bento procurando água com um galho de madeira que indica onde tem água, o galho começa a balançar no lugar que tem água. Só que aparece é petróleo e Chico odeia. Depois, encontram o Anjinho na Terra, perguntam o que ele faz ali embaixo e ele responde que lá em cima está muito quente também, as nuvens evaporaram também, está um inferno.

Encontram o Cascão querendo cometer loucura, precisando de água com tanto calor que sentia. Ele corre em direção ao riacho e Mônica impede de entrar porque podia se afogar e pede para o Anjinho ajuda para o São Pedro. No Céu, Anjinho comenta que precisam de chuva, São Pedro fala que as nuvens estão secas e está esperando uma nova remessa de nuvens carregadas do Polo Norte que devem chegar só amanhã.

Anjinho diz que até lá todo mundo está cozido, tudo culpa desse Sol e tem ideia de ir ao espaço sideral falar com o Astronauta conversar com o Sol para convencê-lo de diminuir o brilho sobre a Terra. O Sol nega, estava deprimido porque brigou com a Lua, que a seguir aparece pedindo desculpas e que não vai mais olhar para a Terra.

Assim, o calor dá lugar a uma brisa saudável na Terra, Cranicola estava rachado e diz que o calor estava de rachar. Penadinho pergunta se era ele mesmo e Cranicola diz que por enquanto, Crani, só falta a cola. Começa a chuva, Cascão corre para casa e o ambiente refresca, deixando tudo normal e pessoal feliz porque ninguém aguentava mais aquele calor infernal. E o Diabo responde que ninguém mesmo, nem ele, aparecendo se abanando com ventilador, ar condicionado e água com gelo no Inferno.

História legal em que todos estavam sofrendo com o calorão no Bairro do Limoeiro, ninguém tinha força pra nada, nem Mônica conseguia correr atrás e bater no Cebolinha. Passaram a ter mais sede tomando a fórmula do Franjinha e não tiveram sorte nem em comprar sorvetes por causa da Magali e dos filhos do Coelho Caolho. Foi preciso Anjinho intervir e pedir para o Astronauta conversar com o Sol para diminuir o brilho e a temperatura da Terra voltar ao normal. 

O calor infernal foi culpa do Sol, que estava com ciúme da Lua ficar olhando para o planeta Terra, fizeram as pazes, aí o Sol passou a esquentar menos. Calor insuportável estava afetando cabeça deles e passando por coisas inusitadas sendo capaz até de Cascão querer tomar banho no riacho, salvo pela Mônica que tinha medo de ele se afogar e estava insuportável até no inferno precisando o Diabo se abanar e ficar com ar-condicionado e ventilador. Eram boas as histórias de personagens sofrendo com calor. Não diferencia muito do calor atualmente na vida real, quem sabe o Sol brigou de novo com a Lua e precisaria o Astronauta intervir para amenizar o calorão.

Louco de Papai Noel com aquele calor e não satisfeito ainda queria mais calor indo para o deserto do Saara, só não foi louco de tomar a pílula inventada pelo Franjinha. Louco também conduziu bem conversa com a Dona Morte, até chamando de Dona Vida. Se o Do Contra tivesse sido criado na época, se encaixaria bem na história, contrariando todos que estavam com calor.

As fórmulas do Franjinha já são famosas que dão erradas, que até Dona Morte sabia disso e nem Louco queria tomar a pílula que Franjinha inventou. O próprio Franjinha não levava fé na sua invenção e não era louco de testar e queriam Dona Morte como cobaia porque se acontecesse algo errado, não teria efeito ruim nela, mas por não ser humano não deu reação nela, adiantou nada experimentar.

Mônica estava rastejando mas quando viu a Dona Morte correu na hora e conseguiram forças para correr quando ficaram com sede excessiva após tomarem a pílula do Franjinha. Magali tirou a vez de Mônica e Cebolinha tomarem sorvetes, ficando gorda como grávida de tanto sorvete que tomou, dessa vez engordou após comer. Legal também os filhos do Coelho Caolho impedindo Mônica e Cebolinha de tomaram sorvete.

Engraçado trocadilhos como morrendo de calor, calor de louco, calor de derreter e calor infernal que foram ganchos para surgirem Dona Morte, Louco, Jotalhão e  Diabo, respectivamente. Rachei de rir com Jotalhão magro por ter derretido de tanto calor que estava. Chico Bento com galho que procura água encontrando petróleo foi engraçado de achar ruim de ter sido petróleo e não água. Devia gostar, ficaria rico e podia ter toda a fonte de água que quisesse. Mostrou que o galho que busca água só funciona na roça, não na cidade.

Divertido também Cascão querer tomar banho por causa do calor forte, as nuvens secas e evaporarem, Anjinho falando inferno, São Pedro com ventilador no Céu e encomendas nuvens no polo Norte, Sol namorar Lua, Cranicola rachou com tanto calor e Diabo se abanando com leque e com ar-condicionado e ventilador no inferno, nem ele estava aguentando calor. 

Chamou atenção ao crossover com reunião de vários personagens de outros núcleos em uma história e todos tiveram papéis importantes para conduzir a trama. Nunca poderíamos imaginar Mônica, Cebolinha e Franjinha juntos com Louco e Dona Morte, Mônica e Cebolinha com Coelho Caolho e os filhos, depois com Jotalhão e com Chico Bento, e mais Anjinho com Astronauta.

O título fez jus com crédito de "A turma" com tantos crossovers juntos. História teve uma linguagem diferente, mais ágil, com os secundários presentes ficou como se todos estavam fazendo visita no Bairro do Limoeiro e todos os secundários conheciam um ao outro. Foi importante presença deles para gerar as gags apresentadas.

Tudo indica que foi história escrita pelo Flávio Teixeira De Jesus por característica de ser ágil, vários personagens surgindo do nada, inclusive secundários. Depois, estilo de história com essa linguagem foi adotado mais frequente nas histórias ambientadas no Parque da Mônica, onde todos se reuniam lá e com maior número de crossovers com personagens. Flávio fez muitas histórias do Parque da Mônica. Se essa história não fosse para Revista Parque da Mônica, recém lançada até então, acho que iria para revista do Cebolinha.

Traços ficaram bons do estilo consagrado dos personagens. Teve erro roupa do Coelho Caolho com cor rosa em vez de amarela. Incorreta atualmente por por personagens sofrerem com calor extremo, absurdos mostrados, aparecer Diabo, além de palavras e expressões populares de duplo sentido proibidas como "morrendo de calor", "calor infernal", "todo mundo tá cozido", "diacho", "inferno", "peste", "louco", entre outras.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Uma história do Bidu com o Louco

Mostro uma história em que o Bidu é perturbado pelo Louco depois que o Bugu viajou. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 67' (Ed. Abril, 1978).

Capa de 'Cebolinha Nº 67' (Ed. Abril, 1978)

Bidu comenta que a tarde está boa para tirar uma soneca ainda mais sabendo que o Bugu viajou. Bidu começa a dormir quando ouve gritos do Louco que está cercado e precisa fugir. Louco olha para o Bidu e diz que avistou um cavalo e joga o Bidu atingindo uma árvore e Louco diz que terminou com os micróbios que estavam o atacando.

Louco vendo o Bidu todo machucado acha que foram os micróbios que atacou, vai cuidar dele com casa, comida e roupa lavada, jogando Bidu no lago. Bidu mergulha e o Louco pensa que é um peixe raro e o joga no aquário. Bidu fica com cabeça pra fora por aquário ser pequeno e Louco lembra do cachorrinho que deixou no lago e vai lá ver se ele se afogou.

Logo percebe que o cachorro estava no aquário e pensa que o Bidu fez mal ao peixe raro que estava lá. Louco tira o Bidu do aquário e fica aflito se o peixinho se machucou. Louco põe roupa de mergulho,  entra no aquário para procurar o peixe e some. No final, Bidu implora para o Bugu voltar logo da viagem, afinal se era ruim com o Bugu, pior sem ele.

Legal essa história, Bidu pensou que teria paz com o Bugu viajando, nunca imaginou que seria pior com o Louco, que dessa vez pensou que o Bidu era um cavalo e depois um peixe raro e depois do nada se contava que era um cachorro. Bidu sofreu muito sendo jogado na árvore, no lago, ficar em aquário apertado, e viu que, sem dúvida, melhor aturar as imitações do Bugu do que ficar com o Louco.

Engraçado que tudo começou com o Louco imaginando que estava sendo atacado por micróbios, e como que conseguiu entrar no aquário para procurar o tal peixe perdido. sempre nada com nada, por isso que ele é louco. Ficou um monólogo do Louco já que o Bidu não ia falar na frente dele.  Não seria ruim também se o Bidu resolvesse falar com o Louco, seria absolutamente normal em histórias com ele. Teve uma mistura de universos do Bidu, começou como se fosse uma história de metalinguagem com Bidu como dono da história e perturbado pelo Bidu, mas a partir do momento que o Louco aparece, virou história de um cachorro normal.


Foi legal ver um crossover do Louco com o Bidu. Nos anos 1970 o Louco não aparecia só para o Cebolinha, podia aparecer também para a Mônica e algumas vezes para o Bidu. Em gibis do Cebolinha o Louco aparecia para ele, em gibis da Mônica, aparecia para ela e com Bidu normalmente em gibis do Cebolinha. Tiveram outras entre 1976 a 1979 com o Bidu contracenando com o cachorro do Louco, o Totó, tão maluco como o dono, depois esse cachorro foi excluso dos gibis, ficando no limbo do esquecimento, já que a partir dos anos 1980 preferiram histórias do Louco só com o Cebolinha, acharam que combinava melhor entre eles.

Linguagem já estava mais informal, ficavam mais formais só nas histórias que eram escritas pelo Mauricio de Sousa. Incorreta hoje por conta de violência de jogar Bidu na árvore e no lago, colocá-lo dentro do aquário apertado, podem reclamar de maus tratos a animais.

Traços muito bonitos do estilo superfofinho adotados entre 1977 a 1979. Tiveram erros do Louco falar de boca fechada no antepenúltimo quadro da 3ª página e da roupa do Louco com camisa rosa e calça vermelha nos 2º e 5º quadros da 2ª página da história, usavam esse estilo de cores trocadas na roupa do Louco em histórias entre 1976 a 1978, aí voltaram com as cores originais da roupa, só que nesses quadros esqueceram que tinham voltado com as cores tradicionais. Foi republicada depois em 'Almanacão de Férias Nº 4' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Almanacão de Férias Nº 4' (Ed. Globo, 1988)

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Cebolinha: HQ "Um louco no rojão"

Dia 24 de junho é "Dia de São João" e então, mostro uma história em que o Louco sai dentro de um rojão dando muita confusão para o Cebolinha. Com 4 páginas, foi publicada em 'Almanaque da Mônica Nº 9' (Ed. Abril, 1981).

Capa de 'Almanaque da Mônica N° 9 - Especial Festas Juninas' (Ed. Abril, 1981)

Cebolinha encontra um rojão largado na rua, resolve acender com fósforo e quando estoura, sai o Louco de dentro. Cebolinha pergunta como entrou ali, Louco responde que foi pela porta, Cebolinha diz que está vendo nenhuma porta e Louco diz que é porque está olhando pela janela. Alguém dentro do rojão grita que tem alguém espiando, reclama que não pode se trocar sossegado e joga escova de cabelo na cara do Cebolinha.

Cebolinha acha muita confusão por causa de um rojão. Louco diz que todo mundo pode pensar que estão em época de São João. Cebolinha confirma que estão e Louco quer arrumar uma fogueira para ninguém pensar que é Natal. Cebolinha quer buscar batatas-doces de casa e diz que depois podem fazer uma quadrilha. Louco fala que não quer fazer parte, Cebolinha pergunta parte em quê e Louco manda decidir se quer uma quadrilha ou um "em quê". Cebolinha diz que é quadrilha de festa junina e precisam de mais gente para dançarem.

Louco pergunta para um homem se quer formar uma quadrilha com eles, o homem era bandido que prefere trabalhar sozinho, aponta arma, mandando passar o dinheiro. Louco fala que não tem dinheiro e vai buscar, entrando no rojão. O bandido fica transtornado e vai embora depois da loucura que viu. Cebolinha manda o Louco sair do rojão porque o bandido foi embora, olha para saber o que tem por dentro e acaba o rojão disparando na cara dele.

História legal em que o Cebolinha tem que lidar com o Louco depois de sair de um rojão, que era como se fosse a casa do Louco e de outras pessoas, tipo um apartamento ou vila dentro do rojão, que tinha até janelas e portas. Quem sabe o rojão era o hospício onde eles viviam. Acontece de tudo como nas histórias com o Louco e no final o rojão volta a ser comum depois que o Louco volta para ele e dispara na cara do Cebolinha. Ficou dado como uma espécie de dúvida se realmente aconteceu tudo aquilo ou se o Cebolinha sonhou. 

Foram engraçados os absurdos o Louco sair do rojão, afinal como ia caber lá dentro e ainda saber que ainda tinham outras pessoas morando lá, alguém dentro do rojão se incomodar que Cebolinha estava olhando trocar de roupa, Cebolinha ser atingido pelo rojão e ficar só com rosto pouco queimado sem nada grave acontecer com ele, além dos trocadilhos como quadrilha de festa junina e quadrilha de bandidos. 

Pode notar que o Cebolinha ficou bem calmo com o Louco, queria até formar uma festa junina com ele nos anos 1970 até início dos anos 1980 era assim o Cebolinha diante do Louco, depois que acharam melhor o Cebolinha mais irritado, impaciente e ficando pirado com o Louco. Em 1981 passou a ficar fixo o Louco só com o Cebolinha, antes disso, o Louco podia contracenar também sozinho com a Mônica e com o Bidu. Na prática, em gibis do Cebolinha,  o Louco contracenava com ele, nos gibis da Mônica, com ela e com o Bidu podia sair em qualquer gibi, com preferência nos do Cebolinha. 

Na época, histórias nonsenses assim estavam em alta e não eram só nas histórias do Louco, essas situações de absurdos nada com nada com a realidade, podiam acontecer em qualquer tipo de história e de personagens. Também era bem frequente presença de bandidos, quase todos os gibis tinham bandidos, nem que fosse participação especial como foi nessa. Para ter ideia, só nesse almanaque, foram 3 histórias com bandidos contando com essa. É totalmente impublicável hoje em dia por ter personagens mexendo com rojão, Cebolinha mexer com fósforo e levar pancada de escova, ter bandido apontando armas para eles, rojão disparar na cara do Cebolinha, os absurdos nonsenses exagerados, tudo que o povo do politicamente abomina e é proibido atualmente, só 4 páginas e deixa de cabelos em pé com tantas coisas incorretas.

Os traços ficaram bons, mais simples, típicos de histórias de miolo do início dos anos 1980. Nunca foi republicada até hoje, assim como as outras histórias inéditas deste 'Almanaque da Mônica Nº 9' e de outros almanaques com inéditas da Editora Abril. Esta poderia ter sido republicada a partir de 1986 até na Globo nos anos 1990, mas eles só buscavam histórias de gibis convencionais para republicarem nos almanaques e acabou ficando esquecida. Então é rara e nunca veremos essa publicada em um almanaque atual, só quem tem a edição original que conhece.

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Cebolinha: HQ "Loucuras em alto-mar"

Compartilho uma história em que o Louco transformou o quarto do Cebolinha em um mar, causando muitas confusões.  Com 7 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 147' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Cebolinha Nº 145' (Ed. Abril, 1985)

Começa com um barulho de alguém remando vindo do quadro do quarto do Cebolinha, que estava vazio. Cada vez mais alto o barulho, até que vemos o Louco no quadro e ele vai parar no quarto e a água do mar do quadro inunda tudo. Louco fala que estão a bordo, mulheres e crianças descem primeiro e manda o timoneiro descer a âncora.

Cebolinha estava cagando no banheiro, quando ouve o barulho da âncora. Ele vai conferir e vê o quarto todo inundado e o Louco pescando um peixão com a âncora jogada. Louco acha que o cebolinha é um clandestino no navio, chama os guardas e Cebolinha se tranca no banheiro, falando que dessa vez ele não participa das loucuras, ele só entra arrombando a porta.

Louco como viking tenta derrubar porta com um suporte de touro. Cebolinha pede ajuda a seu anjo da guarda e aparece o Louco como anjo. Cebolinha fica desesperado derruba a porta da suíte e vê o Louco pescando no seu quarto. Cebolinha fala o que quer o seu quarto de volta e Louco joga o numeral quarto em cima dele.

Em seguida, o quarto volta ao normal, Cebolinha pergunta cadê a ilha e Louco responde que ali é um quarto e pergunta se ele é louco. Cebolinha chora e Louco aproveita para tomar banho com as lágrimas e Cebolinha não consegue parar de chorar, mandando Louco parar com isso. Louco acha ruim e diz que vai ser a vez de ele tomar banho e arrebenta o registro, fazendo as lágrimas inundarem o quarto e ir para o resto da casa.

Cebolinha vai parar no quarto dos pais e ele conta que estava lendo gibi no banheiro quando ele apareceu, pescando peixão, depois virou viking e santo, transformou o quarto numa ilha e ele inundou o quarto. Os pais fazem cara que o filho estava ficando louco e Cebolinha os leva para o quarto já que eles não estavam acreditando. Chegando lá, quarto todo normal. Dona Cebola manda o filho dormir, nada de ficar acordado até tarde. Quando os pais voltam para o quarto deles, cebolinha pisa no seu quarto e se afunda no piso que tinha se transformado em água.

História engraçada demais em que o Louco perturba o Cebolinha no seu quarto. Surge do nada dentro do quadro na parede, transformando o quarto em um mar com ilha, fazendo coisas inimagináveis, tudo sumir e voltar do nada, enlouquecendo o Cebolinha. Louco conseguiu se superar e de fato levar o Cebolinha à loucura, foram coisas impensáveis de acontecer, que só Louco podia fazer acontecer, eram boas histórias assim nada com nada para fugir da realidade, era só diversão. 

Interessante o Cebolinha ter personalidade diferente de acordo com personagem que contracenava, tipo com a Mônica era levado, articulador genial de planos infalíveis e com o Louco fica com medo, apavorado. Se Mônica não batesse no Cebolinha nas histórias, tudo que ele sofria com o Louco já deixaria Mônica vingada. 

Foi de rachar de rir do início ao fim, principalmente com Louco surgir dentro do quadro, transformar quarto em mar, pescar, virar anjo e dizer que seria louco de mentir sendo anjo, jogar um numeral quarto com trocadilho de quarto de dormir, tomar banho com as lágrimas do Cebolinha e arrumar do nada um registro que controlava o choro e os pais no final. Tudo sensacional.

Muito bom ver o Cebolinha lendo gibi da Mônica enquanto cagava, não queria parar de ler nem cagando, ficou um cotidiano da época em que pessoas levavam revistas pra ler no banheiro, ficando horas lá cagando e lendo, ainda mais quando não tinha Internet e não tinha o que fazer em casa. Hoje em dia mais fácil levarem o celular para o banheiro. E ainda metalinguagem de ele ler um gibi da Mônica, do seu núcleo nos quadrinhos. Dessa vez teve uma suíte no quarto do Cebolinha pra ser mais apropriado ao roteiro, mas o normal quarto dele é sem suíte. 

O final faz dar gargalhada dos pais acharem que o filho estava louco e vendo o quarto tudo normal. Foi só os pais saírem, para loucura voltar do quarto voltar ao mar e ficar afundado, provando que tudo aquilo aconteceu mesmo. Se os pais pisassem no quarto ou no mínimo reparassem piso azul em vez de branco, iam descobrir a verdade, como não,  filho ficou tachado de louco por eles. Deu até para pensar que era tudo um sonho do Cebolinha, até por conta da história passar a noite, e vimos que foi real mesmo. Nos anos 1980 o Louco aparecia só para o Cebolinha,  depois mudaram para ele aparecer para qualquer personagem, até mesmo para o Seu Cebola, e sem ideia de ter sido tudo sonho. Também permite leitor imaginar o que aconteceu após o final, como Cebolinha escapou de morrer afogado, com certeza com mais loucuras do Louco. 

Era bom quando tinha essa ideia de que se Cebolinha viu com o Louco era verdade ou uma alucinação dele, se tinha esquizofrenia, Cebolinha apavorado só em ver o Louco, rendia muito mais. Hoje em dia Cebolinha e Louco são amigos, Cebolinha não se esquenta com as loucuras e ainda ajuda o Louco a encontrar suas coisas, então ver um Louco assim, conseguindo levar o Cebolinha à loucura, e absurdos desse jeito não tem mais nos gibis atuais, fora também Cebolinha aparecer cagando na privada, surrado quando o numeral quarto caiu em cima dele e se afogar no final, ficar acordado enquanto os pais dormiam, pais deixarem filho dormir depois deles, Louco sem camisa e ser representado por anjo.

Onomatopeias também tiveram grande destaque na história toda, que, sem querer, ainda ajuda crianças aprenderem sons e interjeições se divertindo. De curiosidade, teve depois outra história com Louco com esse mesmo título "Loucuras em alto-mar", de Cebolinha Nº 28 (Ed. Globo, 1989), muito divertida também.

Traços muito bons, típicos de miolo dos anos 1980 e já no estilo consagrado deles que prevaleceram por muito tempo. Foi republicada depois em 'Coleção Um Tema Só Nº 11 - Cebolinha e o Louco" (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 11 - Cebolinha E o Louco' (Ed. Globo, 1995)

terça-feira, 26 de julho de 2022

Cebolinha: HQ "O Louco está nu!!"

Mostro uma história em que o Cebolinha encontra o Louco pelado na rua causando muita confusão. Com 6 páginas, foi história de miolo publicada em 'Cebolinha Nº 116' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Cebolinha Nº 116' (Ed. Globo, 1996)

Cebolinha encontra o Louco pelado na rua e se espanta. Louco quer saber onde está e Cebolinha diz que está falado dele. Louco não aceita fazer fofoca dele e ao ver Cebolinha tampando os olhos, Louco também tampa os seus, pensando que estava brincando de "adivinha quem é". Ele tampa seu próprio olho e diz que é ele mesmo e responde a si mesmo que acertou.

Louco se toca que estão brincando da forma errada, Cebolinha diz que não está brincando e Louco coloca um óculos escuro nele, pensando que estava escondendo rosto para ficar incógnito. Cebolinha fala que tampou olhos para não vê-lo nu e Louco pergunta se é "nu" chão, "nu"campinho e Cebolinha grita que quis dizer pelado.

Louco diz que está usando uma roupa muito especial. Cebolinha fala que é fantasia de Adão e Louco responde que é uma roupa mágica que só as pessoas inteligentes conseguem ver e comprou de um rei bobão que não conseguia vê-la. Cebolinha fala que essa história não cola e o Louco mostra uma fita adesiva para usar. Cebolinha desiste de papear com um louco sem roupa e ele pergunta se está chateado que não consegue ver. 

Assim, Louco tira a sua roupa, manda Cebolinha pegar a sua roupa tradicional que estava na árvore e depois de vestir, pergunta se está vendo. Cebolinha confirma e Louco diz que só os imbecis conseguem ver aquela roupa e que precisa tomar cuidado para não ver alguém inteligente, pois pensarão que está pelado, manda os leitores olharem para lá e diz para o Cebolinha que ao lado dele está seguro.

Cebolinha grita que não é porque ele é louco que pode tirar barato dele e Louco pergunta se barata pode, segurando uma. Cebolinha pergunta se ele merece isso, Louco diz que merece muito mais e dá de presente a sua roupa mágica que só as pessoas inteligentes podem enxergar. Louco veste a roupa no Cebolinha e dar aviso para não andar com bobões como ele senão vão achar que está pelado e vai embora procurar uma roupa normal antes que encontre alguém inteligente. 

Cebolinha diz que o Louco passou dos limites, tenta pegar a sua roupa, mas ao passar uma senhora, se esconde atrás da árvore para não ser visto pelado. Depois que ela vai embora, veste a sua roupa, dizendo que roupa invisível só podia sair da cabeça do louco. No final, com ele já vestido, todos na rua ficam em choque só com o Cebolinha pelado, achando um vexame e que ele era sem-vergonha.

Engraçada demais essa história do Louco com uma suposta roupa invisível que ganhou de um rei e que só os inteligentes conseguem enxergá-la. Como o Cebolinha é bobo, não via e pensava que o Louco estava pelado. Ao ganhar a roupa mágica invisível do Louco, a sua que estava que sumiu e depois rodeado de pessoas inteligentes, todos o viam pelado.

De início, a gente até pensava que era coisa da cabeça do Louco mesmo como o Cebolinha pensava, que tudo era imaginação dele, mas provou que era tudo verdade no final com as pessoas no final. Foi rachar de rir o Louco trolando o Cebolinha que era burro e imbecil por não ver sua roupa mágica e enxergar a sua roupa normal, que era a invisível. Sinal que o Cebolinha era nada inteligente. E também engraçado metalinguagem do Louco achar os leitores inteligentes e mostrar o Cebolinha com vergonha de ver o Louco pelado e também se ver pelado e não querer que ninguém o visse daquele jeito

Tiveram os tradicionais trocadilhos marcantes nas histórias do Louco e sempre divertidos como tampar olho pensar que era brincadeira de "adivinhe quem é", confundir "nu" com pronome "no", afinal a gente fala palavras como "chão" e "campinho" com fonema "u" no final, além de confundir expressão "não cola" com verbo colar e mostrar fita adesiva,confundir "barato" com "barata", etc. Incrível como os personagens mudavam suas características ao lado de um personagem diferente, tipo Cebolinha ser mais maquiavélico ao lado da Mônica, ser mais burro com o Louco, gostava disso. 

Incorreta por mostrar nudez de personagens, tanto do Louco e Cebolinha. Mesmo que Louco apareceu com folha, tipo Adão, e Cebolinha tampou seu pintinho com a mão por vergonha, não iam aceitar. Lembrando que na época os meninos ainda podiam aparecer completamente pelados, não colocaram de fora dessa vez porque Cebolinha estava com vergonha. Hoje em dia, nem isso. Também incorreto o Cebolinha se passando de burro, que não é inteligente e atualmente o Louco é muito amigo do Cebolinha, bem mais íntimos com o Louco o chamando de "cenourinha" toda hora, Cebolinha não fica brabo e assustado ao vê-lo e até ajuda de boa nos problemas do Louco, então essas ideias de Louco ser uma pessoa imaginária e esquizofrenia do Cebolinha não são mais abordadas, tudo está mais ameno.

Os traços ficaram muito caprichados, contornos grossos, típicos dos anos 1990. O degradê nas cores no cenário apareceram em bastante quadrinhos, mas não em todos eles como foram no segundo semestre de 1995. Gostava também quando o título das histórias era formado por uma fala do personagem e também não ser no alto da página como foi essa, ajudava a diferenciar do padrão.