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domingo, 12 de maio de 2019

Rolo: HQ "Pais e filhos"


No Dia das Mães, mostro uma história em que a mãe do Rolo implicou com a namorada dele. Com 6 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 74' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Mônica Nº 74' (Ed. Globo, 1993)

Nela, o Rolo chega em casa e apresenta  para a mãe a sua nova namorada. Suzi tenta dar um aperto de mão, mas a mãe ignora, deixando no vácuo e convida para sentar. Rolo, sem graça, diz pra Suzi que a mãe é meio desligada e deixa elas conversando sozinhas enquanto vai arrumar o quarto dele.


Suzi comenta que a mãe do Rolo é mais nova que pensava e mãe, por sua vez, diz que parece um pouco velha para o filho dela. Suzi diz que só tem 17 anos e a mãe diz que pensou que fosse 30. Suzi diz que a casa é bonita e a mãe responde que viu só a sala.


A mãe pergunta o signo da Suzi, que diz que é de Touro e a mãe diz que não dá certo com o signo do filho, que é de Áries. Suzi fala que ela é do mesmo signo Touro e o pai é de Áries e a mãe do Rolo diz que é ascendente em Leão. Em seguida, a mãe pergunta se Suzi quer chá, ela aceita e a mãe diz que só tem cafezinho. Ela traz um café sem açúcar, dizendo que foi distração, e depois traz de novo com açúcar e aí Suzi acha uma delícia e a mãe agradece sem entusiasmo.


Rolo volta e chama a Suzi de benzinho, falando que eles podem ir sair. A mãe pensa que estava falando com ela e comenta que ele nunca a chamou de benzinho e pergunta pra onde vão. Rolo diz que estava falando com a Suzi e a mãe diz que estava brincando. Quando estão prestes a ir embora. a mãe pergunta se o Rolo não vai dar um beijo, reclama que não se importa mais com ela. Rolo dá o beijo e eles vão embora.

No final, Suzi comenta que a mãe do Rolo tem muito ciúme dele e Rolo diz que é porque é filho único. Logo depois, o pai da Suzi esbarra com a filha com o Rolo na rua e pressiona o Rolo querendo saber as intenções com a filhinha dele.


Muito legal essa história, mostra o ciúme da mãe diante da namorada do Rolo. Situação que ocorre muito na vida real, onde as mães tem ciúme das namoradas dos filhos, principalmente dos filhos únicos, têm medo de perdê-lo para as namoradas, não ter mais atenção deles, se sentir excluída da vida do filho e ficar sozinha e acabam descontando o desprezo com as namoradas. Algumas têm até ciúme doentio, capaz até de torcer que o filho termine o namoro, e, assim, tem que ter ajuda psicológica para tratar isso.


A história retrata isso com bom humor, não chega a ser ciúme doentio, até por ser gibi infantil, apenas pra mostrar o que acontece na vida real. Legal o diálogo da mãe do Rolo com a Suzi, principalmente sobre a idade delas e os signos. A gente até viu que o Rolo é de Áries, pelo menos nessa história, já que na MSP não tem uma cronologia. Interessante o Rolo namorar uma menor de idade, sendo que nos anos 90 ele tinha por volta de 19 anos, cursando primeiros anos da faculdade, então, seria a faixa etária dele, 2 anos a menos não faria diferença. 


Os traços muito bons, típico dos anos 90, interessante a mãe do Rolo parecer com a mãe do Titi, desenharam elas bem parecidas, assim como fizeram com a mãe do Astronauta e a Tia Nena da Magali. O nome da mãe nunca foi revelado nas histórias dele. Como em cada história, o Rolo aparecia com uma namorada diferente, então a Suzi só apareceu nessa história. Essa característica da mãe do Rolo protetora e com ciúme das namoradas também ficou só nessa história, não foi seguido adiante. 

domingo, 24 de março de 2019

Tina: HQ "Marido Colecionador"


Em março de 1989, há exatos 30 anos, foi lançada a história "Marido colecionador com a Tina. Nessa postagem mostro essa história em que a Tina ajudou a salvar o casamento da sua amiga que estava indignada com a coleção do seu marido. Com 6 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 27' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Mônica Nº 27' (Ed. Globo, 1989)

Começa a Tina chegando na casa da sua amiga Carminha e a encontra chorando no sofá. Tina pergunta o motivo de tanta choradeira. Carminha diz que é por causa do seu marido Claudião. Tina pergunta se eles brigaram e Carminha diz que não, mas vão brigar. Tina estranha, pois eles tinham acabado de se casar e pergunta se ele tem outra garota, se é beberrão, se é fumante inveterado ou jogador, mas não era por causa de nada disso.


Carminha fala  que o Claudião é um "rato de sebo" e que isso é péssimo, horrível e insuportável para ela. Nisso, chega o Claudião carregando uma pilha de livros e ele diz que são uma parte do seu tesouro enquanto Carminha reclama que ela não está inclusa nesse tesouro. Claudião diz que trouxe raridades do sebo a primeira edição de "Macunaíma, de Mario de Andrade, a terceira edição de "Memórias de Brás Cubas" e a carta original escrita por Machado de Assis.

Claudião pede licença para ele poder guardar as suas preciosidades. Carminha chama a Tina para ver onde ele guarda toda a sua coleção, que era no quarto. Ele diz que é porque não consegue dormir longe das suas riquezas.  Claudião, entusiasmado, ainda mostra também outros itens da sua coleção, como os discos de jazz de 78 rotações que pagou uma "ninharia", sua coleção de gibis em quadrinhos, revistas antigas, jornais velhos e mapas.


Carminha não aguenta mais e pede a separação. Claudião fica arrasado e não acredita que ela está falando sério. Carminha diz que ou ela ou as relíquias. Tina intervém, fala que não precisa radicalizar e pode conseguir uma solução razoável. Ela comenta que o Rolo tem um velho galpão desocupado na casa dele e quem sabe poderia falar com o pai dele para alugar. Eles conseguem e Claudião leva toda a sua coleção para a casa do Rolo, lamentando que vai ser uma barra ficar longe do seu tesouro. Tina fala que depois ele se consola com a Carminha e Claudião fica de coração partido enquanto leva a sua coleção para o galpão do Rolo e promete que vem visitar todos os dias.


No final, eles voltam para casa, com Claudiao achando bom que pelo menos a Carminha não vai mais ficar zangada com ele e quando chegam em casa, tem a surpresa da Carminha arrumando a sua coleção de bichinho de pelúcia, ou seja, ela estava irritada porque com a coleção do marido, não dava para acomodar a sua coleção no quarto.


História muito criativa mostrando conflito de um casal onde a esposa implica com a coleção do seu marido e Tina tentando resolver a situação dos amigos. Muito legal ver o entusiasmo do Claudião mostrando a sua grande coleção de raridades, mas que infelizmente teve que tirar de sua casa para a esposa não gostar da coleção no quarto e engraçado o final que queria se livrar da coleção do marido para colocar os seus bichinhos de pelúcia no quarto. Carminha tinha que saber ele era colecionador quando namoravam e aí se não gostasse nem namorariam ou nem se casariam. Como é história em quadrinhos, aí vale o absurdo. Pelo menos ele não precisou se desfazer por completo, só mudou o lugar da sua coleção.


A história serve para mostrar que na vida real também existem namoradas e esposas que não gosta do companheiro colecionar coisas, pois fica acumulando espaço e poeira na casa ou não dão atenção a elas, e jogam na cara para escolher entre ela ou a sua coleção. E ajuda a refletir se caso acontecer isso com o leitor, o que faria se sua namorada ou esposa fizesse o mesmo de escolher entre a coleção ou ficar com ela.

O final é daqueles do tipo que pode imaginar o que aconteceria depois, se o Claudião aceitou isso da esposa colecionar bichinhos de pelúcia, ou se pediu separação que nem ela fez, ou ainda voltou com a sua coleção na casa, ficando a imaginação do leitor. Os roteiristas gostavam de fazer histórias assim com final aberto para o leitor imaginar. Podiam ter colocado Pipa e Zecão no lugar desse casal, mas preferiram colocar personagens secundários, até porque Zecão não tem uma personalidade intelectual e de colecionador. Esse casal jovem Claudião e Carminha só apareceram nessa história mesmo.


Os traços excelentes, bem caprichados e com uma boa arte-final como sempre nos anos 80. Na época, a Tina tinha essa personalidade de apenas de agir como a conciliadora, a conselheira, só ajudar a resolver os problemas dos seus amigos, principalmente problemas amorosos.  Incorreta nas partes de citar cigarro e bebida em gibi infantil e também da Tina xingar o Claudião de "bandido", palavra proibida nos gibis atualmente. Até que os livros não tiveram nomes parodiados dessa vez. Muito bom relembrar essa história, que completa exatos 30 anos.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Um tabloide com a Turma da Tina

Um tabloide com a Tina achando que a roupa do Rolo não combinava com o sapato que estava usando e Pipa se atrapalhou a revelar isso para o Rolo. Foi publicada originalmente em um gibi da Editora Abril por volta de 1979 e republicada em 'Almanaque da Magali Nº 4' (Ed. Globo, 1991).

Nela, Tina estava se preparando para ir junto com o Rolo em uma festa grã-fina e comenta com a Pipa que não gostou vê-lo com terno, camisa e grava ta azuis não combinando com o sapato marrom. Rolo ainda está animado, comentando para elas que está muito elegante e não foi fácil descolar a roupa, mas que vale o sacrifício pela Tina. 

Tina não tem coragem de falar com ele e Pipa toma a iniciativa e vai falar com ele bem do jeito dela, de pedir para que ele troque o trocar o terno, a camisa e a gravata porque não estava combinando com o sapato. 

A ideia correta seria o Rolo trocar apenas o sapato para economizar tanto dinheiro quanto trabalho se trocar, mas para a Pipa ficou uma má interpretação. Enquanto Tina não gostou só do sapato, mas da roupa até que ficou boa, a Pipa interpretou que tudo estava ruim, apenas o sapato que estava bonito. Bastava a Pipa falar que era para trocar o sapato por não estar combinando com o resto da roupa.

Esse tabloide é da época da fase de transição da Tina hippie para mulher e nessa fase as características dos personagem eram bem indefinidas, cada história aparecia um tipo diferente de personalidades. Nesse tabloide, então, teve o humor envolvendo os 3 personagens principais então, sendo que normalmente o humor atrapalhado a essa altura era com a dupla Rolo e Pipa. E também dessa vez o Rolo era namorado da Tina, mas tinham histórias que o Rolo era namorado da Pipa ou cada um dos personagens tinham seus namorados.

Os traços seguindo o estilo dos anos 70, com um pouco do superfofinho que prevalecia no final dos anos 70. Também não tinha um estilo definitivo no visual dos personagens naquela época, tanto que a Tina apareceu sem óculos dessa vez, mas na maioria das vezes aparecia de óculos. Até o início dos anos 80 costumava ter histórias de 1 página com a Turma da Tina, depois disso era bem menos, mas ainda assim tinha de vez em quando nos anos 90, inclusive. A seguir, mostro a história completa:



sexta-feira, 6 de julho de 2018

Capa da Semana: Almanaque da Magali Nº 18

Uma capa em clima de Copa do Mundo com a Magali e a turma animadas na torcida do Brasil no jogo e os pompom de torcida da Magali são 2 cachos de banana, bem a cara dela. Resta saber se vai durar até terminar o jogo.

De curiosidade é que foi lançada em setembro e podia ter saído na edição "Nº 17" de junho, que era a época certa de Copa do Mundo. Na época eles não tinham preocupação com datas certas, colocavam quando bem entendiam, aí saiu atrasada, só coincidiu mesmo o ano da Copa do Mundo 98.

Capa dessa semana é de 'Almanaque da Magali Nº 18' (Ed. Globo, Setembro/ 1998).


sábado, 16 de junho de 2018

HQ" É a Pipa na Paquera na TV!"


Mostro uma história de quando a Pipa foi ao programa "Paquera na TV" para arrumar um namorado ao terminar tudo com o Zecão. Com 5 páginas no total, foi publicada originalmente em 'Mônica Nº 199' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Mônica Nº 199' (Ed. Abril, 1986)

Começa o apresentador Sílvio Santos anunciando o início do programa "Paquera na TV" e mostra as candidatas que estavam á procura de um namorado, incluindo a Pipa. Fora da TV, Tina está assistindo ao programa em casa com o seu namorado Jaime e se espanta com a Pipa no programa.


Na TV, Sílvio Santos chama a Pipa para falar no telefone e pergunta se é a primeira vez que vai ao programa e se já teve namorados. Pipa responde que é a primeira vez e que já teve 2 namorados. O primeiro foi o Carlinhos, tinha um ótimo relacionamento com ele e não sabe porque eles terminaram. Sílvio pergunta quanto tempo durou o namoro e ela diz que não lembra direito porque estava no Jardim de Infância. Tina e Jaime acham graça quando ela fala aquilo.

Sílvio se engasga e pergunta sobre o segundo namorado e quanto tempo durou. Pipa fala com raiva que foi o Zecão e que durou tempo demais o namoro. Sílvio pergunta se gostava dele e Pipa diz que sim, até que ele se recusou a ir almoçar na casa dela no último sábado, que ela sempre vai na casa do Zecão, mas ele sempre arruma desculpa para não ir na dela.

Sílvio a interrompe e pergunta que tipo de namorado ela procura. Pipa diz que qualquer tipo, contanto que seja carinhoso, gentil e inteligente, que não seja nem alto nem baixo, na faixa dos 20 a 22 anos, com olhos azuis e a cara do "Alan Deilon" (ator Alain Delon). Sílvio acha Pipa exigente e mostra 3 candidatos esquisitos e que ela teria que conversar com eles durante o intervalo comercial. Tina e Jaime ficam espantados e curiosos se ela vai querer algum deles.


O programa volta ao ar e Silvio pergunta se Pipa chegou a alguma conclusão e ela diz que o Leo era o mais simpático. Silvio pergunta se Leo quer namorar com a Pipa e ele diz que sim e então Silvio decreta como novo casal formado, quando o Zecão invade o programa com raiva querendo bater no Leo que quer namorar a Pipa. Silvio intervém, falando que é um programa de respeito e Zecão fala que azar o dele e vai apanhar também e aí acontece a pancadaria entre os 3 e com os outros candidatos a namorar a Pipa no programa ao vivo. O programa sai do ar durante a briga, com Tina e Jaime assustados com o que aconteceu. No final, o programa volta ao ar e Sílvio, todo surrado, além dos outros candidatos, e ele diz que o programa acaba de formar um novo casalzinho, com  Zecão e Pipa saindo do programa abraçados e apaixonados, voltando às boas como era.


Uma história muito boa, parodiando o programa "Namoro da TV", um grande sucesso da TV nos anos 80. Dessa vez a Pipa vai ao programa para arrumar namorado e esquecer da briga com o Zecão, ela até tenta arrumar um e como sempre acaba voltando ás boas com o Zecão como se nada tivesse acontecido. Normalmente brigavam por motivos mais bobos possíveis, por causa do jeito impaciente dela, mas faziam as pazes no final. Engraçada a parte que ela conta do outro "namorado" que teve e aí gente descobriu ver que ela só teve o Zecão como namorado, já que o do Jardim de Infância não conta.

Os pretendentes da Pipa eram todos feios, provavelmente uma crítica do roteirista ao programa original e a outros desse tipo que só colocam gente bonita, parecendo que é tudo combinado. Legal terem colocado partes da Tina e Jaime assistindo ao programa, para dar ideia de que a Pipa estava mesmo no programa "Paquera na TV". O detalhe dos quadrinhos com formato de tela TV curvada analógica também dava ideia de que eles estavam em um programa de televisão. O personagem Jaime era muito frequente na época e hoje está na galeria dos personagens esquecidos desde que terminou namoro com a Tina.


Muito bom ver Silvio Santos parodiado, dessa vez até não teve nome parodiado. Ele apareceu outras vezes nos gibis, costumando ser chamado de"Sálvio Sintos". Impossível ler sem imaginar a voz do Sílvio Santos. Parodiaram até o nome do canal, já que o "SBT" se chamava "TVS" e na história apareceu como "TV Eçis". Muito bom  Eu gostava de histórias com os personagens parodiando programas de TV, tinha bastante na época, dava até pra criarem um 'Almanaque Temático' sobre Televisão reunindo histórias com os personagens nos programas de TV.

Os traços muito bons, típico dos anos 80 e com uma arte-final provavelmente do Alvin Lacerda e muito bom o detalhe dos quadrinhos em formato de televisão analógica. Dessa a vez, a Pipa apareceu com camisa vermelha e saia branca , mas o que prevalecia mesmo era a roupa tradicional com camisa branca e vestido preto, tipo colegial. Foi falado a palavra "azar" na história, palavra atualmente proibida nos gibis e fariam alteração colocando "má sorte" no lugar. Era normal também aparecer títulos com as falas dos personagens, dessa vez o título foi formado com a fala de empolgação da Tina ao ver a Pipa no programa "Paquera na TV".


Foi republicada em 'Coleção Um Tema Só Nº 12' - Cascão e o Capitão Feio' (Ed. Globo, 1995) e bem curioso dela ser republicada em um 'Coleção Um Tema Só' sobre o Capitão Feio. É que nos primeiros temáticos da Globo, a maioria tinham histórias de secundários sem nada a ver com o tema proposto, provavelmente por falta de histórias suficientes pra republicação de acordo com o ano limite permitido para republicações. Depois com o tempo só passaram mesmo a colocar histórias com o tema. As imagens foram tiradas desse almanaque. Abaixo, a capa desse 'Coleção Um Tema Só'.

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 12 - Cascão e o Capitão Feio' (Ed. Globo, 1995)

domingo, 21 de janeiro de 2018

Rolo: HQ "O meu tipo..."



Nessa postagem mostro uma história em que o Rolo foi curtir uma praia e paquerar a mulherada sem sucesso. Com 5 páginas no total, foi publicada em 'Cebolinha Nº 14' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Cebolinha Nº 14' (Ed. Globo, 1988)

Nela, o Rolo estava na praia comentando que domingo de sol e praia era cenário ideal para paquerar as mulheres e vai à procura. Ele encontra uma sentada e resolve usar o seu papo para conquistá-la. Ele se aproxima e começa a falar cheio de gírias, que está "vidrado" nela e convida para dar um "giro" para tomar um sorvete "esperto". A mulher acha que é vulgaridade e não gosta que falem gírias e vai embora reclamando que não tem romantismo.


Rolo se convence que não foi romântico mesmo e vai atrás de outra mulher e encontra uma sentada em uma cadeira. Com ela, Rolo é bem educado e romântico, pede licença para sentar ao lado dela e diz que a beleza ofusca o próprio Sol. A mulher acha que ele é careta, pega a sua cadeira e vai embora, deixando o Rolo perplexo, reclama que o pessoal não sabe o que quer e que vai mudar a sua tática.

Em seguida, ele encontra outra e pergunta se ela prefere que use gírias ou a linguagem correta. Ela responde que prefere as pessoas espontâneas e é falta de opinião a atitude dele. Rolo acha que tem razão e passa a ser ele mesmo. Encontra outra mulher a chama de bonita e convida para tomar sorvete. Ela diz que não vai dar. Rolo pergunta se ela não gostou do papo e ela diz que é por causa que não gostou dos pés dele e só namora rapazes de pés bonitos.


Rolo fica surpreso e sem entender as exigências das mulheradas. Ou muita gíria, ou muito careta, ou falta de opinião, ou pé feio, ninguém gosta dele do jeito como ele é. Então, aparece uma mulher falando que gostou dele, achou um gatão e convida pra tomarem sorvete. Rolo olha bem para ela e  fala que não vai dar porque é "cheinha", gordinha demais para o gosto dele, terminando assim.


História muito divertida com a fase do Rolo mulherengo, dessa vez querendo pegar todas as mulheres na praia. Não teve sucesso devido as exigências delas, cada uma tinha uma opinião diferente. É bem engraçado ver as suas tentativas frustadas para conquistar as mulheres e os foras que levou delas, engraçado ele dizer "Será o Bendedito?", expressão pra mostrar situação indesejada, rachei de rir com a mulher que não quis ficar com ele porque tinha pés feios e só namora rapazes de pés bonitos. Acabou o Rolo fazendo a mesma coisa com a mulher que interessou por ele, tendo até um preconceito com as gordinhas.


Com muito bom humor, a história transmite uma importante mensagem através dessas tentativas frustadas do Rolo de que é para você ser espontâneo, ser como você é, sem se importar com a opiniões alheiras  Não mudar o seu jeito por causa dos outros e nem se importar com tipo físico, se é gordo, magro, baixo, alto. Foi uma forma de mostrar a real para os leitores através do humor, como era muito comum nos gibis antigos.


Os traços muito bons, típico dos anos 80 da fase consagrada da Turma da Tina, as mulheres foram desenhadas bem caprichadas e  detalhe que a fonte das letras um pouco diferente do costume da época, é que nas histórias da Turma da Tina de vez em quando colocam letras assim, sendo de qualquer forma eram feitas a mão como as outras tradicionais da época, diferente de hoje que infelizmente as letras são todas digitais.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Pipa e Zecão: HQ "Namoro duro de engolir"


Mostro uma história em que a Pipa ficou com muita raiva quando o Zecão foi almoçar na sua casa. Com 5 páginas no total, foi publicada em 'Cebolinha Nº 25' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cebolinha Nº 25' (Ed. Globo, 1989)

Pipa está esperando a chegada do Zecão, que ficou de ir para almoçar na sua casa. Ele toca a campainha e fala que não ia perder um almoço na casa dela. Na mesa, come tudo com satisfação: lasanha, carne assada, arroz à grega, frango, salada, além de pudim de coco e cafezinho como sobremesa. Adora tudo, já que a Pipa cozinha muito bem.


Depois de comer, Zecão fica barrigudo e vai sentar no sofá. Pipa até sugere de eles irem ao cinema ou teatro, mas Zecão prefere só descansar. Pipa pensa que iriam namorar no sofá e quando ela pede um beijo, ele acaba dormindo profundamente e nada o faz acordar. 


A mãe da Pipa diz que é normal porque comeu muito e é até um elogio pelos dotes culinários dela, mas Pipa não gosta. Zecão só vai acordar ás 8 da noite e como é tarde ele vai embora e acabam não namorando, mas ele diz que volta amanhã porque a comida estava ótima. Pipa, então, tem um plano de fazer comida ruim para ele não curtir sua comida e  ai sim poderem namorar em paz. 


No dia seguinte, ela prepara feijão queimado, arroz empapado, coloca muita pimenta na carne e faz um pudim de jiló com calda de groselha e azeitona. Zecão não aguenta e come bem pouco, falando que já está satisfeito. O casal vai  ao sofá com Pipa com intenção de namorar, diz para ele dizer algo bonito para ela e beijá-la, mas Zecão diz que não pode porque estava passando mal de tanta comida ruim.


Muito legal a história do interesse do Zecão de namorar a Pipa por causa da sua comida. Além de não ter que comer na sua casa, ele ainda dorme no sofá da Pipa, impedindo do casal namorar. Isso que dá cozinhar tão bem. O final muito legal também e acabaram não curtindo o namoro da mesma forma. 


Era normal histórias com esse conflito de namoro entre Pipa e Zecão, quando não era ciúmes por parte dela, eram outros conflitos como esse que impediam de namorar em paz e sempre tinha aluma briga por qualquer coisa. Dessa vez apareceram os pais da Pipa, o que não era muito comum nessa fase dos anos 80. Os traços muito bons, bem típico da época, com direito à Pipa bem gorda e Zecão be narigudo do jeito que foram consagrados. Os melhores traços da turma da Tina era assim, sem dúvida.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Turma da Tina: HQ "Tinatal"


Nessa postagem mostro uma história de Natal com a Tina e sua turma em que o Rolo ensina para a Pipa o verdadeiro significado do Natal. Com 6 páginas no total, foi publicada originalmente em 'Almanaque da Mônica Nº 11' (Ed. Abril, 1981).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 11' (Ed. Abril, 1981)

Escrita por Mauricio de Sousa, começa com a Tina empolgada mostrando o seu vestido novo que ia usar no Natal e pergunta para a Pipa o que ela vestir de noite. Pipa diz que o de sempre porque está gordinha e vai fazer regime no próximo ano e não quer perder roupa e ela sai por ai pra procurar um vestido novo quando perder os quilinhos a mais.


Quando sai da casa da Tina, Pipa começa a ficar cada vez mais triste e começa a chorar, caindo lágrimas do seu olho. Nessa hora, aparece o Rolo todo animado, falando para ela se alegrar, perguntando pelo seu espírito natalino. Ele nota que ela estava triste, com olhos com restos de choro e Pipa diz que caiu um cisco no olho dela.

Rolo comenta que nessa época tem muita gente com cisco no olho e que o Natal podia ser diferente, sem cisco no olho nem nada. Como uma noite clara com uma grande estrela indicando o caminho,  e no fim do caminho uma criança querendo de presente apenas carinho. Quem der carinho a uma criança,  receberá eternamente de volta sua gratidão e que o sorriso alegre dela significa a renovação da vida. Basta apenas carinho, amor e coração aberto para receber sorriso das crianças para renovar a vida, afinal não precisa vestir um sorriso com vestido novo nem ensinar um sorriso a brincar com novos lançamentos de brinquedos.


Rolo se despede da Pipa desejando Feliz Natal e que ela tenha cuidado com a poeira dos olhos. Pipa diz que não tem mais perigo. Passa um tempo e de noite, Tina pergunta aonde a Pipa esteve e ela diz que depois que se encontrou com o Rolo brincou com tantas crianças, que nunca passou um dia tão alegre e que gostaria da Tina conhecesse as crianças que ela brincou e que tudo que precisou foi sorrir para elas, terminando assim.


Uma história filosófica e de reflexão bem estilo do Mauricio de Sousa com a Turma da Tina como nunca vista nos gibis. Foi mostrado o verdadeiro sentido do Natal com mensagem de alegrar as crianças e deixarem felizes, nem que seja sorrindo pra elas, chegando a comparar o Menino Jesus com todas as crianças do mundo que precisam de carinho no Natal. E Pipa seguiu o conselho do Rolo de sorrir para todas as crianças que encontrava na rua para se sentir melhor. Ficou o mistério por que Pipa estava triste, por que ela ficava assim no Natal, com cada um interpretando da forma que quiser.


Tem uma série de fatos que torna essa história rara e especial. Primeiro porque colocaram créditos nela de roteirista, desenhista (lápis) e arte-final, raríssimo em histórias da MSP. Algumas entre 1980 a 1982, volta e meia tinham, mas muito de vez em quando. Sempre foi marcada mesmo em não ter créditos, só mudando isso a partir de 2015 com todas as histórias creditadas. Foram colocados só nomes sem sobrenomes, então, nessa deu para ver além do roteiro teve desenho de Emy Acosta e arte-final de Alice Takeda, hoje esposa do Mauricio e diretora de arte da MSP.

É uma história da Turma da Tina feita pelo Mauricio, bem raro isso também. Ele fazia as da fase hippie da Tina de 1970 a 1972 contracenando com Toneco, depois deixou de fazer, e deixava para outros roteiristas fazerem por ele ter dificuldades de fazer histórias com universo adolescente.


Tina com história de Natal também é raríssimo. Essa foi a primeira e além dessa, teve uma do Rolo de 1 página nessa mesma edição, e as que saíram no 'Almanaque da Mônica Nº 16' (Ed. Abril, 1982) e em 'Tina Nº 8' (Ed. Panini, 2009). Tinham histórias de Natal de secundários como Bidu, Astronauta, Papa-Capim, entre outros, mas Tina curiosamente não tinha. Fora Turma da Tina, só Piteco que nunca teve história de Natal por ele ser da pré-história. Porém, Horácio teve as suas.

É inédita até então, assim como todas desse almanaque, já que alguns almanaques da Mônica da Editora Abril entre 1980 a 1983 tinham histórias inéditas. E assim como todas as outras inéditas, essa nunca foi republicada até hoje e, então, só quem tem esse 'Almanaque da Mônica Nº 11' é que conhece essa da Tina e as outras histórias. Outra curiosidade os Almanaques de Natal da Mônica especiais da Ed. Abril seguiam numeração dos seus almanaques convencionais. Foram os de Nº 7, 11, 16 e 20, todos com histórias inéditas inclusas e nunca republicadas até hoje.


Zecão ainda não existia, por isso não apareceu. Só estrearia em 1982 na história "Pedido de namoro", de 'Mônica Nº 146'. Os traços muito bons, com outra raridade da Turma da Tina em estilo superfofinho da Emy Acosta, que ficou consagrada no final dos anos 70 e que ainda tinha seus últimos suspiros em 1981. Detalhe dos quadrinhos em outros formatos, sem ser os tradicionais quadrado ou retangular, marca registrada dessa fase fofinha. Enfim, uma história clássica e filosófica para refletir no Natal do fundo do baú que vale a pena relembrar há exatos 35 anos.

sábado, 13 de agosto de 2016

Tina: HQ "Emergência! Emergência!"


"Dia dos Pais chegando e então em homenagem mostro uma história com a Tina falando sem parar no telefone para o desespero do seu pai. Com 5 páginas no total, foi publicada em 'Mônica Nº 1' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Mônica Nº 1' (Ed. Globo, 1987)

Nela, Tina está falando no telefone e o pai dela fica de olho não gostando da filha o tempo todo falando. Ele espera no sofá e vê que fica mais de meia hora no telefone. Quando Tina desliga, ele vai cobrar que aquela era a terceira ligação do dia e pergunta se ela sabe quanto está custando cada ligação.


Tina responde que não falava com sua amiga Clarissa há meses. O pai diz que agora só quer que ela use o telefone em caso de emergência porque o dinheiro dele não é água. Foi só o pai ir à cozinha beber água que Tina volta a telefonar. Ele chama a atenção de novo e Tina diz que é um caso de emergência porque ela tem que passar uma matéria par ao Rolo da prova que ele vai ter. Só que eram 15 páginas de matéria.

O pai, inconformado com isso, vai assistir televisão até ela terminar a conversa. Quando ele volta, Tina ainda está falando no telefone, dando receita de bolo. Ele até pensa que era para o Rolo, mas Tina diz que é pra amiga Lu que recebeu convidados de última hora e e não sabe o que preparar. Enquanto ela ensina como faz o recheio, o pai só fica pensando no dinheiro voando.


Assim que Tina desliga, trata logo de telefonar para o Jaiminho, seu namorado. O pai fica uma fera e pergunta se desde quando namorar por telefone é uma emergência. Tina diz para o pai dar um tempo porque faz 3 dias que ela não fala com o Jaiminho e sente falta dele. Depois de 40 minutos ela acaba de falar com  o namorado e avisa ao pai que acabaram-se os telefonemas de hoje.

O pai reclama que os papinhos dela vai custar uma nota no final do mês e ordena que telefone agora só pra emergência de verdade. Aí, de repente toca a campainha e era o carteiro entregando a conta de telefone. Quando o pai vê que o valor foi um absurdo acaba desmaiando de susto com a conta na mão e só resta a Tina telefonar mais uma vez para telefonista passar para o pronto-socorro para o seu pai porque era uma emergência, terminando assim.


Uma história muito legal com a Tina perturbando seu pai. Mostra uma típica adolescente dos anos 80 que fica horas no telefone, sem se importar com o valor da conta. Hoje em dia se fizessem história assim o veículo seria diferente porque os jovens ficam horas no celular ou na internet, mas de qualquer forma os pais têm gastos com gasto de celular. Na época o telefone era cobrado por pulso, e, não por minutos, aí cada pulso correspondia a um valor. 


Nessa história a Tina tem até uma personalidade meio diferente do que tinha. Normalmente, ela com Pipa, Zecão e Rolo ela servia de conciliadora, era quem resolvia os problemas dos seus amigos. Já nas suas histórias solo ela não era muito certinha e ficava às volta com o seu namorado Jaime ou perturbando o seu pai ou a Vovoca. Naquela época, a Tina não tinha mãe o que eu achava o máximo para diferenciar dos outros personagens. na postagem a coloquei completa.


Os traços seguiram um estilo da época com contornos mais grossos e mais fofinhos, que tinham em algumas histórias da Tina e sua turma. Não foi o estilo padrão, apenas uma variada de traços para não seguir sempre o mesmo tipo de desenho, que variava de acordo com o desenhista, mas mesmo assim respeitando a essência do estilo padrão dos anos 80 da Tina com cabelos curtos até a cintura e de óculos. Hoje em dia o pai da Tina é desenhado magro e agora e se chama Seu Durval, mas na época ele não tinha nome e para seguir como era no texto só o chamei de pai da Tina.