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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Piteco: HQ "O velho truque do tornozelo machucado"

Mostro uma história em que a Thuga fingiu que machucou o pé em uma perseguição atrás do Piteco para poder se casar com ele. Com 4 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 113' (Ed. Abril, 1982).

Capa de 'Cebolinha Nº 113' (Ed. Abril, 1982)

Piteco corre da Thuga quando ela  torce o pé do nada na correria e diz que não consegue andar, está doendo muito. Piteco acha bem feito, quem mandou ficar o perseguindo. Thuga diz que Piteco vai ter que carregá-la e ele diz que é para se virar sozinha, tenta ir embora, lembra de perigos que a Thuga pode ter se aparecer um dinossauro e resolve carregá-la porque estão longe de Lem e ela não sobreviveria sozinha.

Piteco reclama que Thuga está pesada, ela promete fazer regime e no caminho, ela pensa que o plano está dando certo, quando chegarem a Lem, ele estará bem cansado e vai estar nas mãos dela. Piteco a carrega subindo montanha, atravessando rio e quando chegam a Lem, pessoal comenta que Thuga conseguiu agarrar o Piteco, Thuga chama o Juiz de Paz para se casarem, Piteco estranha que ela melhorou do pé e ela diz que nada como um carinho para gente sarar rapidinho.

Thuga quer que o Juiz faça o casamento logo, forma convidados para assistir a cerimônia e Piteco cai no chão e dorme. O Juiz diz que não pode celebrar casamento com o noivo neste estado. Thuga tenta acordar Piteco sem sucesso, o Juiz diz que tem mais o que fazer, quando ele acordar, mande chamá-lo. Pessoal de Lem lamenta que mais uma vez adiado o casamento deles e no final, Thuga fica ao lado do Piteco na esperança de ele acordar e lamenta que até dormindo consegue fugir dela.

História legal em que a Thuga inventa que torceu o pé quando estava perseguindo o Piteco e faz com ele a carregue até a aldeia de Lem com intenção de ficar bem cansado e não pensar direito no que está fazendo e finalmente poder se casar com ele. Só que Piteco acaba dormindo de cansaço na hora da cerimônia, conseguindo se livrar do casamento.

Thuga tentou ser esperta e mais uma vez se deu mal. Como Piteco não se casava por livre e espontânea vontade, tinha que apelar. Não contava que ia dormir, que era o mais óbvio acontecer de tanto percorrer o trajeto a carregando, ela provou o próprio veneno, pelo menos Piteco se livrou do casamento com o cansaço. Ele bem que podia ter deixado Thuga lá, não precisaria fazer esforço e ficar cansado, mas ficou com pena dela com os perigos da mata. Também dava para Piteco ter desconfiado durante o trajeto, ela podia se queixar de dor enquanto a carregava só que ficou quietinha, como "o velho truque do tornozelo machucado" era famoso para atrair marido, ele devia saber também, ainda poderia ter reclamado mais quando viu que ela andou quando foi chamar o Juiz de Paz, porém estava muito cansado pra raciocinar e brigar por alguma coisa.

Ficou na imaginação se o Piteco dormiu sem querer pelo cansaço ou foi de propósito, percebendo o que estava acontecendo e a alternativa foi dormir para fugir do casamento. Foi engraçado Piteco achar bem que bem feito Thuga se machucar porque estava o perseguindo, imaginar a Thuga sendo atacada por dinossauro com o pé machucado, Thuga dizer que vai fazer regime após Piteco falar que ela está pesada. Piteco carregá-la subindo montanha e atravessando rio, Ogra saber que Thuga usou o velho truque do tornozelo machucado, Thuga dizer que sarou rápido por causa do carinho que recebeu, Piteco desabar de sono bem na hora do casamento.

Foi estilo de história de plano infalível da Thuga para se casar com o Piteco, que sempre eram bem bolados, Thuga não apanhava, mas se dava mal, sempre terminando sem se casar com ele e o povo da aldeia de Lem ficava na expectativa do casamento deles e ficavam frustrados depois, mesmo sabendo que era uma coisa impossível, o Juiz de Paz, então, nem tinha mais esperança de realizar casamento deles um dia. Eram muito boas as histórias de planos infalíveis de outros personagens, sem serem criados  pelo Cebolinha. Incorreta atualmente por Thuga arrumar casamento à força, simular dor que não tinha, nem só perseguir Piteco não tem mais hoje porque alegam que é rebaixamento feminino e não gostam de histórias envolvendo namoro e casamento, mesmo sendo de adultos porque são as crianças que leem. 

Traços ficaram bons, do estilo dos anos 1980. Era muito bom o efeito da noite nas histórias da Editora Abril dos anos 1970 e 1980 com o recurso de vários pontos pretos em um fundo branco que formavam o cinza. As divisões entre os fios do cabelo e barba do Piteco ficaram pintadas de branco e não pintadas com a cor de fundo, não deixa de ser um erro. Foi republicada depois em 'Almanaque da Mônica Nº 16' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 16' (Ed. Globo, 1990)

terça-feira, 10 de março de 2026

Piteco: HQ "Caiu na rede é marido"

Mostro uma história em que o Piteco cai em uma armadilha e tem risco de ser devorado se não quiser se casar. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 21' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Cebolinha Nº 21' (Ed. Globo, 1988)

Piteco caça um dinossauro, cai em uma armadilha e cai em um abismo subterrâneo. Fala que está frito, surge uma voz que diz que frito, não, assado, que é assim que prefere suas vítimas. Piteco, em uma rede, quer saber quem é e onde está e a voz diz que é ela quem faz as perguntas e quer saber como está a saúde dele. Piteco acha que está bem, a voz o toca com um pedaço de madeira e vê que é gordinho, do jeito que ela gosta.

A voz pergunta se Piteco é casado, que é o mais importante, ele diz que não e nem pretende ser e pergunta por que quer saber isso. A voz responde que não devora animais casados por preservação de espécie, mas por ele ser solitário e não terá filhos, pode saboreá-lo sem culpa e só não vai devorá-lo se ele casar e ter muitos filhotes.

Piteco quer saber como vai arrumar alguém para casar naquele buraco e a voz diz que tem uma moça que capturou ontem e não pôde devorá-la porque garantiu que sua vocação é para casar e ter filhotinhos. Piteco acha que é a Thuga, é capaz de tudo para tentar amarrá-lo, e tem uma ideia, assim diz para a voz que morre, mas morre solteiro, que pode assar, cozinhar e avisa que ele fica muito bem com cebola.

A voz fala que de repente perdeu o apetite, Piteco pergunta se então ele pode ir embora. A voz lança uma corda e Piteco sai do buraco. Piteco fala que queria ter visto a cara da Thuga, que devia ter ficado tão decepcionada, quando vê Thuga conversando com a Ogra, descobre que não era ele e pergunta quem era então. No final, é mostrado que eram dois monstros, com o pai falando que é para filhinha parar de apaixonar pelas presas e ela diz chorando que ele era tão bonitinho e quem um dia vai se casar.

História legal em que o Piteco cai em uma armadilha de alguém que quer se casar e que vai ser devorado a não ser que se case e tenha filhos. Piteco fica o dilema de se é devorado ou se case. Com o desenrolar da conversa, acha que foi plano infalível da Thuga para se casar com ele e diz que prefere morrer a se casar, assim desiste de devorá-lo e manda de volta para superfície. Ao sair, Piteco descobre que não era a Thuga e os leitores descobrem que era a filha do monstro que queria se casar atraindo vítimas para o buraco.

Na verdade, de fato os monstros criavam armadilha para devorarem as vítimas que caíam, só que a filha se apaixonava por quem caía e dava a condição de não ser devorado se casasse com ela. Piteco quase se casa para não ser devorado, lembrou da Thuga a tempo para jogar lábia que preferia morrer do que se casar. Realmente tudo levava a crer que era ela, já que costumava fazer planos infalíveis para ver se conseguia casamento, mas todos tiveram surpresa que não era ela dessa vez. Piteco teve sorte da monstrinha desistir de comê-lo por conta da desilusão amorosa, se não tivesse se decepcionado ou se estivesse com muita fome, poderia ter sido devorado, mesmo ele falando aquilo. 

 Apenas os leitores que ficaram sabendo da identidade dos monstros, Piteco continuou na curiosidade porque não ia voltar lá pra descobrir. A conversa foi com o pai monstro já que falou sobre moça que capturou e que queria se casar, então ele ouviu uma voz masculina e pensado que a Thuga combinou com alguém para fazer o plano. Quem se deu bem também foi o dinossaurinho que deixou de ser capturado pelo Piteco quando ele caiu no buraco. 

Foi engraçado a criatura dizer que prefere comer assadas suas vítimas, pergunta rpela saúde e tocar na barriga do Piteco com galho pra ver se era gordinho, procurar ver o que vai bem com ele, salsinha ou cheiro verde, e depois o Piteco dizer que ele vai bem com cebola, criatura perguntar do nada se Piteco é casado e a cara de surpresa quando soube que não era a Thuga. Incorreta atualmente por envolver armadilha, Piteco ser preso em rede e quase ser devorado, casamento à força, Piteco caçar dinossaurinho e clava com prego, que, além de não existir prego na Pré-História também dá ideia de machucar mais ainda quando a vítima recebe paulada.

Traços bem bonitos da fase consagrada dos personagens. O título foi uma paródia da expressão "Caiu na rede é peixe" e ficou bem criativo. Interessante que enquanto o Piteco esteve no buraco, mantiveram cor verde em todos os quadros, deixando só alguns um pouco mais escuros para ter uma certa variação. Normalmente na MSP eles mudam cores de fundo mesmo se for toda ambientada em um cômodo de uma casa, por exemplo. Teve erro do Piteco falando de boca fechada no 3º quadro da penúltima página, mas nesse caso também fica a dúvida se o erro foi que deveria ser balão de pensamento no lugar de balão de fala.

sábado, 6 de setembro de 2025

Piteco: HQ "Distância, hein?"

Mostro uma história em que o Piteco inventa que tem uma doença contagiosa para se livrar da Thuga. Com 6 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 133' (Ed. Abril, 1984).

Piteco comenta com o Aristeu que a Thuga não larga do pé dele e não sabe o que fazer. Aristeu diz que sabe uma forma, Piteco pensa que é se mudando de aldeia, região ou de mundo e Aristeu conta que é para ele inventar que está doente, que está com uma terrível doença contagiosa que a Thuga se afastará na hora.

Em seguida, aparece a Thuga querendo dar um beijão no Piteco, que diz que não é para se aproximar dele porque está doente. Thuga fica com pena e diz que cuidará direitinho dele. Piteco dala que está com uma terrível doença contagiosa, perigosíssima, que pode até matar. Thuga derruba Piteco no chão, lava as mãos no rio, pergunta por que não disse logo e vai embora, mandando par anão procurá-la nunca mais.

Piteco diz que o Aristeu estava certo, comemora que se livrou da Thuga e caminha pela aldeia. Encontra uma mulher, fala que é um tesouro, ela corre e ele diz que não tira pedaço. Depois, outra muljhlher foge dele, subindo em uma árvore e ele ao ver uma bebê, a mãe tira a criança e foge. Piteco não entende por que todos estão fugindo dele, lembra da doença contagiosa, agora nem Thuga e nem ninguém e acha que vai viver o resto da vida sozinho.

Depois, Piteco vê casais apaixonados, passarinhos se beijando e para não viver isolado de todos, grita para todos que não está doente, tem saúde de ferro, foi tudo uma brincadeira. Todos voltam a parecer, inclusive a Thuga, que o beija e ele deixa beijá-lo e Aristeu comenta com um homem que Piteco não queria saber dela.

História legal em que Piteco finge que está com doença contagiosa para se livrar da Thuga, mas não contava que a notícia se espalha rápido demais etodos de Aldeia de Lem fogem dele por causa da doença. Com medo de ficar isolado, conta que foi tudo brincadeira, fazendo todos voltarem a se aproximar dele, inclusive a Thuga. 

Por um lado, a invenção da doença ajudou a afastar da Thuga, mas também não queria se isolar de todo mundo. Mostrou que o Piteco era favorável a romance com outras mulheres, menos com a Thuga porque ela queria casamento. O problema era se casar, se fosse só namoro, tudo bem. Até que Piteco cedeu os beijos dela no final, mas como alívio de poder voltar a ter contato com os outros e que não era bom viver isolado.

Thuga adora Piteco, mas se tratando de doença contagiosa que podia matar foi capaz de largá-lo e não arrumar providência para curá-lo, já acreditou na mentira sem questionar como descobriu que estava doente e ver se ele entrava em contradição. Foi engraçado ver ela jogando no chão e lavar mãos para tirar os vírus da doença e mandando não procurá-la mais. Divertidas também as partes de Piteco dizer que precisaria se mudar de aldeia, região e mundo para se livrar da Thuga, sendo esnobado pelas outras mulheres, inclusive uma subir em árvore e outra fugir com a filha e até casal de passarinhos se beijarem e ele não.

Piteco não revelou nome da doença, até também porque na Pré-História não teria conhecimento de nomes de doenças, mas no núcleo do Piteco tinha ideia que haviam médico na aldeia e dar diagnóstico que era uma doença. O Aristeu que deu ideia da invenção da doença assim como os outros moradores de Lem apareceram só nessa história, como de costume de personagens secundários criados para história única, mas até que o Aristeu dava para ter sido efetivado pra ter mais personagens fixos nesse núcleo. 

Traços muito bons, típicos de histórias de miolo dos anos 1980. Incorreta atualmente por envolver doença contagiosa fatal, mentir que está doente, ideia de Thuga viver correndo atrás de Piteco, ter romance, além de expressões populares de duplo sentido como "não larga do meu pé", "não tiro pedaço", "saúde de ferro", etc. Foi republicada depois em 'Almanaque do Cascão Nº 15' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Almanaque do Cascão Nº 15' (Ed. Globo, 1991)

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Bidu: HQ "À Procura de um espaço"

Dia 18 de julho é aniversário de criação do Bidu e início da trajetória da MSP, então, em homenagem, mostro uma história em que o Bidu precisou ir para histórias de outros personagens depois do Mauricio querer construir uma biblioteca na história do Bidu. Com 7 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 2' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Mônica Nº 2' (Ed. Globo, 1987)

Bidu é surpreendido por funcionários da MSP levando livros para sua historinha. Bidu quer saber por que aqueles livros e eles falam que foi ordens do Mauricio de Sousa, que vai construir uma biblioteca ali e que os carpinteiros vem vindo para construírem as estantes.

Bidu vai falar com o Mauricio, fora da história ele pergunta para o Bidu se gostou da novidade da biblioteca. Bidu pergunta se vai colocar todos aqueles livros na historinha dele, Mauricio diz que é o lugar mais adequado e Bidu pergunta como ele fica. Mauricio responde que ele vai poder fazer pesquisas e ter mais ideias para as historietas. Bidu argumenta que o cenário vai ser sempre biblioteca e desenhistas vão se encher de desenhar livros. Mauricio, então, tem ideia de fazer o Bidu participar de histórias de outros personagens.

Assim, Bidu entra na história da Mônica, com título "Foi você!" e Bidu acha chateação entrar em história que não tem nome dele. Entra no momento que o Cebolinha está fazendo caricatura e xingamento da Mônica no muro. Cebolinha vê a Mônica se aproximando, manda Bidu segurar o pincel e balde de tinta. Mônica aparece, pensa que foi o Bidu que rabiscou no muro e bate nele, jogando balde de tinta nele. Bidu diz que não quer levar coelhada e vai procurar outro espaço.

Em seguida, Bidu vai parar na história do Rei Leonino, "O insulto". Ele procura um poste, mija no trono do Rei Leonino. O Ministro Luís Caxeiro Praxedes vê e acha um insulto por ter feito xixi no trono do rei e chama os guardas reais para expulsá-lo. Bidu sai da historinha e vai parar na do Piteco chamada "A caça". Bidu encontra um dinossauro, corre e leva pancada da clava do Piteco, que acha o animalzinho esquisito e não tem coragem de devorá-lo.

Bidu diz que esse negócio de ir para o espaço dos outros não dá certo e implora para o Mauricio que quer sua história de volta. Mauricio não aguenta ver um cãozinho chorando, tira a biblioteca de lá e Bidu recupera sua história, agora com o titulo "A grande conquista". Bidu se pergunta onde será que o Mauricio colocou a Biblioteca e no final descobrimos que foi na sala de roteiros, com os roteiristas Robson Lacerda e Rubão reclamando com o Mauricio que foi bem na sala deles.

História legal em que o Mauricio de Sousa monta uma biblioteca na história do Bidu, que precisa arrumar outro espaço para trabalhar. Vai parar nas histórias da Mônica, do Rei Leonino e do Piteco, se dando mal em todas as presenças. Mauricio fica com pena, devolve a história para o Bidu e monta a biblioteca na sala dos roteiristas.

Mauricio sacaneou o Bidu, com tanto lugar para montar biblioteca, tinha que ser logo na história do Bidu, que tinha toda a razão de reclamar, não seria bom leitores verem cenário de biblioteca em todas as histórias dele. Pior a situação do Bidu rebaixado de protagonismo para fazer participação de histórias de outros personagens para não ficar sem trabalhar. Pelo menos teve final feliz para o Bidu, mas péssimo para os roteiristas, biblioteca na sala deles deixou tudo apertado para eles criarem, tirando concentração deles.

Mostrou estilo de história de Bidu ator de histórias em quadrinhos e metalinguagem. Foi engraçado ver diálogo do Bidu com o Mauricio reclamando da atitude dele e Bidu se dar mal nas histórias dos outros e crossovers entre eles. Mônica batia em todo mundo, até em cachorro como o Bidu  ela batia, Cebolinha sacana também de fazer com que ela pensasse que foi o Bidu quem rabiscou o muro para apanhar no lugar dele, até que o plano deu certo dessa vez. Muito bom também Bidu mijar no trono do Rei Leonino, Luís Caxeiro não gostar por ser capacho do rei e Bidu levar pancada da clava do Piteco. O próprio Rei Leonino não ter aparecido, mas também nem precisava do jeito que colocaram, ficou bom da mesma forma. Esses crossovers ficaram excelentes, tiveram outras histórias do Bidu indo para histórias de outros personagens, sempre era engraçado.

Nos quadrinhos do Bidu, era normal funcionários da MSP serem representados como cachorros. Com exceção de Mônica e Cebolinha, os secundários não conheciam o Bidu nesta história. Isso variava de roteiro, tiveram histórias que os secundários conheciam um ao outro. Curioso também ver palavra "historieta", nem mais usada ou falada popularmente.


Nessa fase da segunda metade dos anos 1980 tinham muitas histórias de metalinguagem com presença de Mauricio e de roteiristas, em todos os núcleos de personagens, nem que fosse só no final como piada final, era bem repetitivo isso. Tudo que acontecia nos bastidores da MSP servia de inspiração para histórias. Pode ser que haviam construído uma grande biblioteca na MSP na vida real e o roteirista quis retratar isso na história. Como apareceram os roteiristas Robson Lacerda e Rubão juntos, pode ter sido escrita por qualquer um dos dois, eram estilos de histórias parecidos e os dois gostavam de histórias de metalinguagem.

O tema da história não considero incorreta, apesar de hoje eles evitarem histórias com metalinguagem, mas tem ainda em histórias especiais. Só que tem elementos incorretos que iriam censurar como personagens rabiscarem Mônica no muro (colocam cartazes agora), inadmissível Bidu mijar em poste e no trono do Rei Leonino (completamente proibido por causa de outros países que proíbem cachorros mijarem em postes), Bidu apanhar e ser surrado pela Mônica e pelo Piteco (violência e maltrato a animais), clava do Piteco com prego, palavra "Diacho!" (por lembrar diabo), expressões "Minha Nossa! "Pelo amor de Deus!" (tudo de cunho religioso é proibido agora) e palavra "historieta" (por ser datada). Além disso, Bidu e outros personagens iam para as outras histórias naturalmente, sem explicações. Hoje, para personagens irem para outras histórias é sempre com lápis mágico da Marina, fariam adaptação nisso. Teve erro do Cebolinha falar "segura" sem trocar "R" pelo "L".

Os traços ficaram muito bons, típicos de histórias dos anos 1980. A colorização bonita também do início da Globo de 1987 com personagens com peles mais rosadas, com destaque ao azul em tom aquarela, sem variações de azul, então por isso o tom do Bidu mais escuro, também em azul aquarela. O tom de cor azul do Bidu nos últimos anos da Editora Abril e por toda a Editora Globo variava com a colorização da época, não tinha um padrão, por isso às vezes ele aparecia mais escuro que o normal e podia até ser azul claro quase branco. Assim, essa postagem fica uma homenagem de aniversário de 66 anos do Bidu, criado em 18 de julho de 1959, e do início da carreira profissional do Mauricio nos quadrinhos.

PARABÉNS, BIDU!!! PARABÉNS, MSP!!!

sexta-feira, 14 de março de 2025

Piteco: HQ "Um grito de socorro"

Mostro uma história em que o Piteco salva uma mulher em perigo e por causa disso ela quer se casar com o Piteco. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 125' (Ed. Abril, 1983).

Capa de 'Cebolinha Nº 125' (Ed. Abril, 1983)

Piteco salva a mulher do ataque de um tiranossauro. Serafina diz que estava amarrada porque foi raptada por um bando de terríveis gorilas selvagens e deixaram lá pra servir de almoço dos tiranossauros. Piteco fala que ainda bem que ele chegou a tempo, Serafina lhe dá um beijo por ter salvo a vida dela.

Piteco quer ir embora, Serafina diz que ela vai ficar sozinha e desprotegida, os gorilas podem voltar. Piteco sugere deixar a clava com ela, que diz que não adiantaria porque não saberia manejá-la. Piteco insiste que tem que ir embora, Serafina chora por ficar sozinha e que deve ser devorada por tigre-dente-de-sabre. Piteco pergunta o que pode fazer para ajudá-la e Serafina responde que se casando com ela porque salvou a vida dela e agora tem obrigações de cuidar dela.

Piteco diz que nem sabe nome dela, Serafina se apresenta e diz que agora eles têm que combinar o casório, comunhão de bens, sem festa, só um jantar para os padrinhos. Nisso, aparece a Thuga perguntando quem é a sirigaita. Serafina responde que é a noiva do Piteco e Thuga diz que ela quem é a noiva dele. Serafina fala que é ex-noiva porque está comprometido com ela e Thuga diz que não passou o tempo todo certo correndo atrás dele para se casar com outra.

Piteco intervém, fala para Serafina que não é porque salvou a vida dela que significa que tem compromisso com ela e para a Thuga diz que não  gosta dela, não é isso o que quis dizer, não está preparado para se casar e vai embora. Thuga corre atrás dele e Serafina reclama que tanto trabalho para arranjar um pretendente e uma fulana estragar tudo. Ela acorda o tiranossauro, se amarra de novo e simula que está sendo atacada pelo tiranossauro quando o novo pretendente está prestes a chegar.

História legal em que a Serafina arma arma um plano infalível de fingir que estava prestes a ser devorada por um tiranossauro para o Piteco salvá-la e se casar com ele. Até poderia dar certo se não fosse a Thuga aparecer dizendo que era noiva dele e as duas discutirem. Serafina tenta de novo seu plano no final, pelo visto tentaria quantas vezes necessárias até conseguir se casar com alguém.

Serafina queria se casar a qualquer custo, fazendo questão de comunhão de bens por interesse, teve azar de encontrar justo o Piteco que não quer se casar com ninguém, negócio dele é viver solteiro para sempre. Mesmo se a Thuga não aparecesse, ele não ia ceder casamento com a Serafina. Thuga já chegou dizendo que era noiva do Piteco, só faltou consultá-lo primeiro se ele tinha concedido casamento com ela. 

O plano foi descoberto apenas pelos leitores e no final Piteco não descobriu e nem desconfiou enquanto estava com ela nem depois que a Thuga apareceu. Porém, pela insistência da Serafina dava para saber que era um plano dela, Piteco foi muito inocente. O final ficou na imaginação dos leitores de se a Serafina conseguiu se casar com esse novo pretendente. 

Engraçado Serafina ter um tiranossauro de estimação que faz tudo que ela manda e ajuda nos seus planos. Ela apareceu só nessa história como de costume com personagens secundários de aparições únicas. Eu gostava de absurdos nas histórias do Piteco como clava com prego e coisas do mundo atual que não existiam na Pré-História como casamento de comunhão de bens, ficavam engraçados.

Os traços ficaram excelentes, bastante detalhes de fundo da selva, ficou bem caprichado. Incorreta hoje em dia por tentativa de casamento à força e na mentira do plano, clava com prego, tiranossauro apanhar na cabeça com a clava, Thuga não corre mais atrás do Piteco para se casar com ele. Palavras e expressões populares como  "Bolas!" (variação de "Droga!"), "dá uma dura nela" são proibidas nos gibis de hoje, tudo que tem duplo sentido proíbem. Foi republicada depois em 'Almanaque do Chico Bento Nº 12' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Almanaque do Chico bento Nº 12' (Ed. Globo, 1990)

domingo, 3 de novembro de 2024

HQ "O dia em que Piteco saiu da caverna"

Mostro uma história em que o Piteco tem sua caverna inundada com uma enchente e tem que procurar outro lugar para morar. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 3' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Cebolinha Nº 3' (Ed. Globo, 1987)

Piteco está dormindo na sua caverna e cai uma goteira em cima da sua cabeça bem no local que dorme. Tenta tapar o buraco da goteira com um pedaço de pau, aí piora e causa inundação na caverna. Ele conta para o Bolota, que convida para ficar na sua caverna. Só que tinham outras 84 pessoas morando lá, toda a família do Bolota morando junto desde o bisavô e até sobrinhos, que faziam turnos para dormir, comer, sentar, etc.


Piteco recusa, falando que é um lobo solitário, não vai se adaptar com o mundão de gente. No caminho, ele vê que as outras cavernas estão superlotadas. Até que encontra uma caverna vazia, pronta para morar, mas um corretor de imóveis avisa que o aluguel é 3 mil machadinhas, três meses adiantados, dois avalistas, contrato só para um ano. Piteco sai, falando que a especulação imobiliária chegou à Pré-História, vai conferir sua caverna e ainda estava inundada.

Assim, Piteco tem ideia de criar uma palafita com madeiras de troncos de árvores que encontrou. O povo vendo a moradia do Piteco no alto achou que ele era maluco, que essa moda nunca ia pegar. O tempo passa até chegar os tempos atuais, um professor paleontólogo e um grupo de crianças estão visitando uma caverna onde era a aldeia de Lem, um menino pergunta quando foi que criaram as palafitas e o professor conta que talvez seguiram algum líder pré-histórico, algum homem brilhante, corajoso e ousado e nunca saberão a verdadeira História.

Legal essa história em que o Piteco precisa arrumar outra moradia após a sua caverna ser inundada ao tentar consertar a goteira. Nota que tinham muitas cavernas lotadas e corretor de imóvel cobrando caríssimo o aluguel de caverna vazia. Na falta de uma moradia, resolve criar uma palafita para não ter gastos e se proteger de enchentes e animais, assim nasceu a primeira moradia de palafita da História.

Piteco era um privilegiado de conseguir morar sozinho até ter a enchente, todo mundo morava com muita gente em cada caverna. Vimos que até o Bolota morava com a família toda, precisando ter organização de turnos para se movimentarem dentro da caverna pequena com tanta gente. Pensávamos que ele morava sozinho como o Piteco, nunca teve cronologia na MSP, pelo menos nessa história foi assim para desenrolar melhor.

Foi engraçado Piteco causar enchente na caverna após a goteira, as cavernas lotadas, o corretor de imóveis com suas exigências para alugar. No final, não especificaram se o paleontólogo e as crianças estavam exatamente na caverna onde Piteco morava ou uma caverna qualquer, pela posição da entrada não era a caverna do Piteco, só que era o local onde era a Aldeia de Lem na Pré-História. 

Além da gente se divertir, ainda deu para ter uma reflexão sobre problemas habitacionais e de superpopulação, muita gente e poucas moradias para cada um, se virarem sem espaço de muita gente morando na mesma casa pequena, pessoas de baixa renda que não têm condições de comprar ou alugar imóveis e precisam morar em palafitas para se proteger de áreas com enchentes. Fizeram humor com problemas da sociedade, o que era muito comum na época.

As histórias do Piteco costumavam muito ter associação da Pré-História com a vida da atualidade, eram divertidas essas associações absurdas com coisas que nem existiam na Pré-História, como casas serem cavernas, Piteco dormir com travesseiro e cobertor, clava com prego, goteira em caverna, dinheiro ser machadinhas, corretor de imóveis, Piteco saber sobre especulação imobiliária, coisas que não existiam na época. 

O Piteco foi considerado o primeiro inventor da palafita, antes do Beleléu, qualquer um do núcleo dele podia ser o inventor fixo da Pré-História, a partir dos anos 2000 ficou o Beleléu como o inventor fixo. Na verdade, ele tinha aparecido em uma história de 1980 apenas como aparição única, mas em 2004 o roteirista Paulo Back voltou com o personagem em definitivo como inventor fixo da Pré-História. 

Incorreta hoje em dia pelos absurdos mostrados que não tinham na Pré-História e fazer humor com problemas sérios da sociedade, além da palavra "Droga!" ser proibida atualmente. Os traços muito bons da fase consagrada dos personagens, as cores assim dos primeiros números da Globo também ficavam muito bonitas, com destaque do tom de azul e da cor de tom mais rosado da pele dos personagens.

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Piteco: HQ "O primeiro descobridor"

Dia 22 de abril é comemorado o Descobrimento do Brasil e, então, mostro uma história em que o Piteco resolve cruzar o oceano sozinho para ver se há outras terras além da Aldeia de Lem, onde ele vivia. Com 14 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 136' (Ed. Globo, 1998).

Capa de 'Cebolinha Nº 136' (Ed. Globo, 1998)

Bolota procura Piteco, encontra e pergunta o que ele está fazendo com olhão parado para o mar. Piteco fala que que estava pensando o que existe para lá e Bolota responde que só água, água e mais água. Piteco acha que deve ter algo, além de onde a vista alcança, novas terras e povos. Bolota acha que se tivesse, já tinham aparecido, dado sinal de vida e Piteco fala que não, se ficarem que nem eles, só olhando, sem fazer nada.  

Piteco resolve criar uma canoa parecida com a que usam para pescar para tirar a limpo essa questão. Bolota avisa que as ondas vão virar a canoa, ele vai afundar feito pedra, manda ouvir a voz da razão e Piteco nem dá ouvido, pegando machado e derrubando árvore para construir a canoa e Bolota desiste.

Passam-se os dias, um homem sente falta do Piteco e Bolota diz que está no mundo da Lua. Thuga fica desanimada e Ogra conta que agora que o Piteco endoidou, as chances de ela se casar diminuíram mais ainda. Na calada da noite barulhenta, Piteco continua seu projeto até que em uma manhã, finalmente termina de construir a canoa e todos admiram. 

Bolota espera que Piteco tenha caído em si, mesmo que existisse um outro mundo e ele chegasse até lá, poderia encontrar monstros terríveis ou povos inimigos, poderiam descobrir da existência deles e poderiam ir para lá para trucidá-los. Piteco acha que se a humanidade toda pensasse como o Bolota, ficaria para sempre na Idade da Pedra. Todos o ajudam a empurrar a canoa para o mar. Bolota acha que a canoa nem flutua, mas conseguiu. Piteco abastece o barco e estufa as velas e vai a caminho da aventura e da descoberta e todos ficam tristes que vão perdê-lo, até Thuga acha que vai ficar viúva antes de se casar.

Piteco diz que o tempo está bom, quando cai uma tempestade, sofrendo com as ondas do mar dentro do barco. Quando volta o Sol, fica aliviado que o barco resistiu. Em seguida, aparece uma mulher atrás de uma pedra. Piteco tenta salvá-la, falando que não devia nadar tão longe. Logo percebe que ninguém conseguiria nadar tanto assim e descobre que ela era uma "sereiassaura" que queria atacá-lo. Piteco bate na cabeça dela com a clava e em seguida aparece um monstro do mar. Corre dando voltas na canoa que faz com que o monstro dê um nó no pescoço, conseguindo se livrar dele. 

Passam-se os dias, Piteco encontrou nada ainda, a comida que trouxe já acabou, mas pelo menos pode pescar, problema é a água que está acabando e não dá para beber água salgada do mar. Ele se pergunta se Bolota tinha razão, que a viagem foi uma loucura, há dias só vê água e que vai ver não existe mais nada mesmo e vai morrer ali, sedento e sozinho, é o preço a pagar por ser tão atrevido.

Até que encontra uma terra, na verdade, uma ilha, mas comemora assim mesmo chamando a terra de "Pitecolândia". Tinha coqueiro com "cocossauros", come e bebe a água deles. Comenta que gente não tem, mas prova que podem existir outras terras e tem certeza que além dali, existem também outras terras e povos e resolve dormir até voltar para casa na manhã seguinte, recebido por festa por aqueles que já o julgavam perdido. Ninguém acreditou, provas da existência de Pitecolânda ele não tinha, porque cocos e conchinhas não era novidade, mas sua coragem foi reconhecida por todos.


Durante muito tempo, Piteco repetiu a história de sua emocionante aventura e teve façanha de se tornar o primeiro explorador do mundo. Só depois de muitos séculos que tiveram naus capazes de cruzar oceanos de novo e narrador comenta que nada mau seria se ele tivesse chegado só um pouquinho mais para lá, invertendo a História dos descobrimentos e, quem sabe, a nossa própria História.

Legal essa história em que o Piteco quer descobrir se existe outras terras e outros povos além da Aldeia de Lem e resolve fazer um barco para cruzar oceano e descobrir outras terras, mesmo seus amigos achando que encontraria nada e que era uma loucura ir. Ele passa vários sufocos no caminho até encontrar uma ilha bem pequena, mas o suficiente para deduzir que estava certo e há outras terras não exploradas pelo mundo.

Piteco foi para frente do seu tempo, para saírem da Idade da Pedra, alguém teve que ousar como invenções, principalmente a da criação da roda, e com o Piteco foi o primeiro explorador do mundo. Precisou lutar contra a desconfiança dos outros, de acharem loucura o que estava fazendo, enfrentou perigos, tempestade, fome, sede, mas resistiu e conseguiu o seu objetivo. 

Se avistasse mais um pouco além, enquanto estava na ilha, encontraria a Europa, algo mais grandioso e mudaria todo o rumo da humanidade. Ele poderia ter levado alguém junto para provar que a "Pitecolândia" existia de fato, mas ninguém queria ir mesmo se ele convidasse, aí ficou só na palavra dele. Outra possibilidade seria voltar depois lá com alguém, já que viram que dava para voltar para Lem.

História, baseada nas Grandes Navegações, mostrou mensagens de seguir sua intenção, não ligar para opiniões dos outros, não deixar a opinião negativa dos outros que não seria capaz prevalecer suas vontades, não se acomodar e procurar inovações e mudanças para progredir, e ainda teve um lado filosófico de como seria a humanidade se tivessem descoberto novas terras cruzando oceanos desde a Pré-História. 

Nunca foi falado até então onde ficava a aldeia do Piteco, nessa descobrimos que era na América, mas não qual América e país. Sempre imaginamos que Lem da Pré-História era onde depois seria o Brasil por personagens falarem em Português brasileiro. Isso se eles não falavam outro idioma sem ser o Português e deixavam traduzido para gente entender.  É o mesmo que a Turma do Papa-Capim que, por serem índios primitivos, acreditam-se falarem em Tupi-Guarani ou outro idioma indígena e colocam eles falando em Português nas histórias. 

Foi engraçado ver o Piteco dando a mínima para comentários que ele era louco fazer a exploração, a Thuga dizer que vai viúva antes de se casar, Piteco achar que a "sereiassauro" era uma mulher bonita perdida, o monstro dar nó no pescoço ao ficar rodando no barco, Piteco chamar a terra nova de "Pitecolândia" e o coco de "cocossauro". Narrador-observador contando a história sempre deixa legais, no caso seria o roteirista dela. Foi até grande considerando ser de personagem secundário, mas nos gibis a partir de 1996, estavam procurando colocar de vez em quando histórias de secundários maiores para não ter a regra que eles só tinham histórias curtas de até 5 páginas nos gibis. 

Os traços ficaram bons, com uma arte-final mais diferenciada. A Ogra foi desenhada diferente dessa vez com cabelos maiores, mas o normal era ela ser desenhada do jeito normal. Teve os quadrinhos ondulados, recurso que adotaram nas histórias do Piteco a partir de 1996, antes disso tinham enquadramentos retangulares padrão nas histórias dele.