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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Mônica e Magali: HQ "Quase irmãs"

Em julho de 1996, há exatos 30 anos, foi publicada a história "Quase irmãs" em que Mônica e Magali resolvem ser irmãs porque sempre são unidas e nunca brigam . Com 9 páginas, foi história de abertura de 'Mônica Nº 115' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Mônica Nº 115' (Ed. Globo, 1996)

Mônica e Magali veem Denise e a sua irmã Soninha brigando por causa de lápis de cor e Mônica comenta que se tivesse uma irmã nunca brigaria com ela e sempre foi louca para ter uma irmã e Magali concorda. Mônica tem ideia das duas serem irmãs e Magali gosta e diz que cada dia uma dorme na casa da outra. Dona Luísa deixa Magali dormir na casa e, assim, Mônica e Magali passam a ser irmãs.


As meninas contam a novidade para Cebolinha e Cascão, que falam que como que pode, a Mônica não é magricela e a Magali não é dentuça. Mônica bate neles, Magali agradece e Mônica fala que uma defende a outra e a outra defende a uma. Depois, vão para casa tomar banho e jantar, Dona Luísa  fica sabendo que elas são irmãs, Magali põe a camisola da Mônica, que por causa disso coloca um pijaminha.

No jantar, Magali toma toda a sopa dela em segundos e toma a sopa da Mônica, que nem tinha dado tempo de tocar nela e Magali sai da mesa, dizendo que detesta ver comida esfriando, precisando Dona Luísa servir outro prato de sopa da Mônica, que diz para o pai, Seu Sousa, que resolveram ser irmãs porque elas se dão muito bem. 


Em seguida, Mônica vê Magali assistindo a novela na TV, Mônica avisa que não é esse programa que ela gosta, Magali diz que falta pouco, só 5 partes e Mônica vai para cama dormir mais cedo. No quarto, Dona Luísa puxa a bicama para Magali dormir, depois ela chega dizendo que foi romântico e pede desculpas, perguntando se acordou a Mônica, que responde que só completamente. Magali pede desculpa, elas dão boa noite e vão dormir.


Magali ronca, Mônica acorda a Magali avisando que não consegue dormir com esse barulho e vai ligar o rádio para não ouvir o ronco. Magali acha que a mana tem mau gosto musical, muda de estação e Mônica diz que desse tipo de música quem não gosta é ela e que vai mudar para outra estação e fim de papo. Voltam a dormir, Magali puxa a coberta, fazendo Mônica vir junto dela e brigam. Dona Luísa manda as duas pararem de brigar, estão tentando dormir e elas falam que não estavam brigando, as duas nunca brigam e passam a dormir em paz.


Na manhã seguinte, Mônica e Magali estão brigando logo após que acordaram, Magali quer usar o melhor vestido da Mônica, que não quer emprestar. Magali alega que não levou roupa, Mônica avança nela, as duas brigam feio e Dona Luísa separa, falando que é claro que a Mônica vai emprestar uma roupa e Magali poderia escolher uma  outra roupa que a Mônica goste menos e dá bronca que assim vai mal, que elas tem que se entender, afinal, vão ser irmãs para vida toda.

Mônica e Magali pensam uma coisa, depois vão para rua e Denise e Soninha comentam que Mônica e Magali são sempre unidas, Denise pergunta se agora são irmãs e como conseguem sem brigar. Mônica responde que ouviu mal, elas são quase irmãs e que na verdade são apenas amigas, grandes amigas e Magali concorda.


História legal em que Mônica e Magali se tornaram irmãs para provar que nem todas as irmãs brigam. Só que não demorou muito após elas morarem juntas para começar as desavenças e passarem a brigar. Mônica ainda foi tolerante com Magali pegando camisola, comer a sopa dela e não ver o programa que ela gosta, mas depois que dormiram juntas começou a desandar e brigaram feio. No final desistiram de serem irmãs e continuarem a ser grandes amigas.

Como nunca brigavam como amigas, achavam que também podiam não brigarem como irmãs, mas se enganaram. Não aguentaram ser irmãs nem por 24 horas. Tudo flores no início, depois passaram a brigar. Não tem jeito, por mais que são dão e se amam, irmãos sempre brigam. Aprenderam que sendo amigas e não morando juntas a amizade vai durar mais.


Bem legal a inocência das crianças de só uma dormir na casa da outra já eram consideradas irmãs no papel. Dona Luísa entrou na brincadeira, sabia que não seriam irmãs por causa disso e queria ver até onde iria isso e elas aprenderem na realidade que não daria certo. A Mônica se saiu como uma irmã mais insuportável e implicante, achando ruim Magali não ver programa de TV que ela gosta, roncar e querer usar o vestido que ela mais gosta. Magali só errou em tomar a sopa da Mônica seguindo sua característica de comer o que os amiguinhos comiam não contente de já ter comido a sua e trocar de rádio subindo em cima da Mônica. Já roncar, virar coberta não teve culpa, foi sem querer e automático do sono.

Tinham coisas que podiam ter sido evitadas como só uma coberta para as duas, Dona Luísa poderia disponibilizar uma coberta para cada ou Magali ter levado uma de casa, afinal, claro que ao virar de lado dormindo, coberta vai sair do lugar. Também Magali devia usar a roupa que ela foi antes de dormir ou ter lembrado de levar roupa e camisola da casa dela, de qualquer forma, optou por usar o vestido amarelo dela ao sair da casa da Mônica no final.


Mônica só tem vestido vermelho do mesmo modelo, incrível ela identificar o vestido que ela mais gosta. Ficou na imaginação do leitor que músicas que as meninas não gostavam e precisaram mudar de estações de rádio. Dessa vez Mônica brigou com Magali e bateu nela sem ter sido sem querer, normalmente quando Magali apanhava da Mônica na época era por acaso, sem caso pensado. E na vida real elas são irmãs, já que as personagens foram inspiradas nas filhas do Mauricio, Mônica Sousa e Magali Spada.

Foi engraçado Cebolinha e Cascão provocarem por elas não se parecerem fisicamente, Magali tomar a sopa da Mônica achando que ela não estava com fome, Magali roncar, depois subir na barriga da Mônica para mudar estação de rádio, meninas brigarem por causa de vestido.


Denise com visual diferente a cada história como era padrão na época, sendo que esse visual foi o que mais apareceu na fase que não tinha visual definido. Denise com irmã Soninha nessa história, foi a única vez que a Soninha apareceu na fase da Denise sem traços e personalidade definidos, e anos depois o roteirista Emerson Abreu voltou com a Soninha só que agora como uma irmã imaginária da Denise. 

Foi história póstuma da Rosana. Incorreta atualmente pelas meninas brigarem como irmãs por tão pouco, tendo até enfrentamento violento formando espiral de briga (aliás, esse espiral com personagens brigando eram ótimo recurso), Magali assistindo novela com cena de romance, podiam implicar com TV de tubo e rádio de pilha por serem datados, além das palavras proibidas "louca" e "gozado". A Dona Luísa de avental na cena lavando louça aceitariam porque estava fazendo atividade doméstica.


Traços ficaram bons do estilo dos anos 1990 com língua das personagens ocupando mais espaço na boca. A colorização a partir de julho já passou a ter variados tons de marrom, sem ser o único marrom pra tudo, porém ainda colorização escura no geral. Fundo degradê já ficou quase totalmente inexistente,  sendo que teve um destaque bom em volta da Lua, ficava bonito assim parecendo noite de verdade e continuaram assim em toda a fase da Globo após. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

sábado, 18 de julho de 2026

Tirinha Nº 126: Magali

Nessa tirinha, Cebolinha avista a Magali e pergunta se ela quer tomar sorvete e Magali, mais que depressa toma o sorvete da mão dele. Já olhando, Cebolinha já sabia que não viria coisa boa, quis ser educado e ela foi mais esperta porque não se contentaria com uma mordida, queria todo para ela e fez o trocadilho de tomar  de "chupar sorvete" com tomar de "tirar da mão", "roubar".

Foi engraçada a cara da Magali tomando o sorvete da mão do Cebolinha e a cara dele de surpreso com o que ela fez. Era muito bom a Magali assim capaz de tudo para conseguir as comidas e guloseimas dos amigos, fazendo planos para conseguir e até roubar na cara-de-pau e sem arrependimento, e quando eles pediam comida para ela, recusava dividir. 

Tirinha publicada em 'Magali Nº 135' (Ed. Globo, 1994).

sábado, 27 de junho de 2026

Magali e Mônica: HQ "A Boneca Comilona"

Em junho de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "A boneca comilona" em que a Magali se passa por boneca após conseguir destruir a boneca da Mônica que seria levada par ao chá da prima dela. Com 14 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 183' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Magali Nº 183' (Ed. Globo, 1996)

Magali chama Mônica para brincarem, Mônica avisa que não pode por está se preparando para ir no chá de bonecas da prima Isolda, diz que não pode levar Magali porque a prima é muito chata, fica exibindo suas bonecas importadas e ela só vai porque agora tem uma boneca importada que come e Magali tira de perto o sanduíche que estava comendo. Mônica diz que ela não come comida de verdade, são grãozinhos coloridos de plástico, a gente dá e depois tira de novo.

Mônica deixa Magali sozinha brincando com a boneca enquanto se arruma para o chá. Magali vai dando comidinha para boneca e resolve dar outras coisas para ela comer. Assim, dá talco fingindo que é açúcar, creme de pele como papinha de neném, e uma salada de flores. Quando joga água para matar a sede, a boneca se destrói. Mônica ouve o barulho, vê a boneca destruída e grita que Magali é falsa amiga, trapalhona e desajeitada.

O telefone toca, era a prima Isolda, perguntando se vai ao chá de bonecas, está atrasada e quer ver da boneca importada dela ou será que ganhou boneca nenhuma e continua só com o velho coelho encardido. Magali pega o telefone e diz que pode esperar que a Mônica vai, sim, e desliga. Mônica pergunta se Magali está maluca, primeiro arrebenta a boneca e depois quer que passe lá para passar vergonha.

Magali leva Mônica ao laboratório do Franjinha, que diz que pode consertar, dentro de uns 2 dias. Mônica chora que vai ser tarde demais, precisa urgente de uma boneca que faça coisas incríveis. Franjinha faz Magali entrar na sua invenção de miniaturizador, fazendo ela encolher e ser a boneca da Mônica, que achou a ideia genial.

Na rua, Magali reclama que ninguém a consultou, Mônica diz que foi ela quem a colocou nessa situação, e depois ela queria ir ao chá. Magali fala que não como boneca. E no caminho, Mônica combina umas coisinhas com ela.

Depois, Mônica chega no chá de bonecas, Isolda quer saber cadê a famosa boneca ou se não levou. Mônica mostra e as meninas dão gargalhada achando que é feia, esquisita e que parece que foi comprada em feira. Mônica manda Magali se controlar e fazer cara de boneca. As meninas falam que suas bonecas são japonesa, inglesa e francesa e Magali diz que ela é meio mussarela meio portuguesa. Mônica diz que é brincadeira e ela é portuguesa.

Isolda diz que sua boneca francesa canta, a menina, que sua boneca japonesa anda e a outra, que sua boneca inglesa dança, e perguntam o que a boneca da Mônica faz. Ela diz que a Magalizinha fala, com Magali perguntando se as gorduchas feiosas estão tudo em cima. Mônica fala que ela também desfila, pula corda, sapateia, é alpinista, voa de asa-delta e nada enquanto Magali demonstra na prática.

As meninas acham coisa incrível. Isolda quer pegar para ver de perto e Magali a morde. Isolda leva Mônica para mesa do chá e as bonecas ficam com mesa reservada com comida de mentirinha enquanto elas comem comida de verdade. Magali acha uma injustiça e pergunta para as bonecas se elas não se revoltam. 

As meninas agradam Mônica, oferecem bolo e chá para ela e Isolda comenta que não sabia que a prima era tão rica, que a boneca deve ter sido uma fortuna e pergunta se pode emprestar a boneca por uns dias. Mônica diz que não pode, Isolda pergunta por que não e se aboneca não é dela. Mônica diz que é e antes dar resposta do empréstimo, Isolda fala para Magali que vai passar uns dias com ela.

Magali mostra a língua para Isolda, que a leva para a mesa e pergunta se ela aceita bolinho. Magali aceita e come o bolo inteiro e as meninas se impressionam que a boneca come e como come. Magali também come todos os petiscos, bebe os chás e vai correndo para a cozinha e come tudo lá, inclusive todo o caviar, as trufas de chocolate e as compotas importadas. 

Isolda reclama que não é uma boneca, é um monstro, Mônica diz que vai indo, Isolda pergunta se não levar aquela praga de lá. Mônica fala que a prima queria emprestada, pode ficar. Isolda manda Mônica levar, a boneca é dela e até ver.

Na rua, Mônica e Magali dão gargalhada, conseguiram dar lição na Isolda e nas meninas, Mônica fala para Magali que ela não é má como boneca, é só meio comilona. Magali pergunta se está perdoada, e antes da Mônica dar resposta, Cebolinha e Cascão xingam a Mônica, que arremessa a Magali neles pensando que era o Sansão. Dois dias depois, já com a boneca da Mônica consertada, Magali, toda quebrada, diz para Mônica que agora elas estão mesmo quites, primeiro ela estropiou a boneca e agora Mônica a estropiou.

História legal em que Magali estraga a boneca da Mônica que levaria para o chá de bonecas da prima Isolda e na falta de uma, Magali fica no lugar como uma boneca portuguesa depois de entrar no miniaturizador do Franjinha. Como só podia ser boneca importada que fazia coisa diferente, Magali conseguia fazer de tudo, impressionando as meninas e Isolda queria  que Mônica emprestasse a boneca. Magali aproveitou para comer tudo servido no chá e na despensa da casa da Isolda, que fica com raiva, desiste de ficar com a Magali. No final, Mônica confundiu Magali cm Sansão e a jogou nos meninos. ficando quites com os estragos que fizeram.

Mônica com boneca importada que come, Magali não pensou na lógica que jogar água em uma boneca iria estragar, foi muito inocente, se Mônica soubesse, não deixaria Magali sozinha com sua boneca. Franjinha teve ideia boa cm uma invenção que já estava pronta, só não consultaram Magali se ela queria, mas pelo estrago que fez com a boneca da Mônica, não tinha que querer, tinha que aceitar para compensar o que fez. Mônica com prima rica e metida conseguiu dar uma lição nela junto com a Magali boneca, sorte dela ser comilona e não controlar apetite, comer tudo da casa, foi bom pra tirar marra da Isolda. 

Meninas falsas e interesseiras, zombavam da Mônica e depois que viram que a boneca era incrível, passaram a agradá-la. Mônica podia ter colocado uma roupa de boneca na Magali, mas como a prima Isolda não a conhecia, aí não faria diferença, só evitaria da zoação de acharem que era uma boneca comprada em feira. Mônica confundiu Magali com Sansão e a jogou nos meninos, Magali se deu muito mal, soube muito bem o que o Sansão passava quando era arremessado, e deixou quite com a Mônica com o que fez com a boneca. Era muito bom quando Mônica confundia e arremessava outras coisas no lugar do Sansão, até Mingau e Monicão já foram arremessados nos meninos por ela, e legal também quando Magali apanhava da Mônica sem querer. 

Foi engraçado Magali tirar perto o sanduíche que estava quando soube que a boneca importada comia, Magali saindo de fininho depois de ter estragado a boneca, meninas dizerem que a boneca Magali foi comprada em feira, Magali dizer que é boneca meio portuguesa meio mussarela confundindo com pizza, chamar as meninas de gorduchas feiosas, fazer as demonstrações do que fazia, morder dedo da Isolda, perguntar se as bonecas não se revoltam com comida de mentirinha, comer o bolo e a despensa da casa e ser arremessada pela Mônica e fica toda quebrada.

O minituarizador do Franjinha foi lançado na história "Um amor de ratinho", de 'Mônica Nº 99', de 1978, e depois foi usado algumas outras vezes e em 1995 e 1996 estava com bastante histórias dos personagens escolhendo por causa do miniaturizador, inclusive, última antes dessa até então foi a de abertura "Enfeite de bolo", de 'Magali Nº 172', de 1996. Sem dúvida foi a invenção mais usada pelo Franjinha sem ser apenas em uma história. Já a Isolda e as outras meninas ricas só apareceram nessa, como de costume de personagens criados para aparição única, principalmente se tratando de primos e parentes de personagens.

Foi história póstuma de Rosana. Incorreta atualmente por Magali destruir boneca deixando Mônica na mão, meninas ricas esbanjando o que tem, Magali gulosa comendo tudo que vê pela frente, Mônica arremessar a Magali e ficar estropiada, além da palavra proibida "gorducha".

Os traços ficaram bonitos com estilo consagrado dos personagens, os vestidos da Mônica e das meninas ricas ficaram bem nelas, pena as cores escuras demais, embora já estavam colocando alguns tons diferentes de marrom e não só um marrom escuro em tudo. O degradê a partir de agora quase inexistente, só em um ou outro quadro pontuais e ficou assim desde então até o final da Globo em 2006, sem ser mais em todos ou na maioria dos quadros. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

sábado, 6 de junho de 2026

HQ "Magali maluquinha por melão"

Mostro uma história em que a Magali fica em dúvida em namorar o Quinzinho, filho do padeiro, ou com o Miguelzinho melão, filho do quitandeiro, por causa das comidas que eles ofereciam. Com 9 páginas, foi história de abertura publicada em 'Magali Nº 91' (Ed. Globo, 1992).

Capa de 'Magali Nº 91' (Ed. Globo, 1992)

Escrita por Rosana Munhoz, começa Magali gritando como se tivesse passando mal e Mônica pergunta se comeu alguma coisa estragada. Magali aponta para lixeira com um monte de restos de frutas que ela comeu. Mônica pergunta se a amiga ficou com remorso por ter comido e Magali responde que de comido não, mas por ter aceitado, quem trouxe foi o Miguelzinho Melão, o filho do quitandeiro, que pediu para namorar com ela. Aceitou as frutas e ele pensa que topou o namoro.

Mônica sugere explicar para o Miguelzinho que foi engano e que gosta do Quinzinho, mas Magali está com dúvida porque o Miguelzinho prometeu levar mais frutas para ela enquanto o Quinzinho só traz pão, pão, pão. Mônica perguntas e Magali vai escolher um dos dois por causa da comida e ela responde que não é isso, é que pelos presentes o Miguelzinho tem mais afeição por ela e o Quinzinho anda regulado ultimamente. Mônica dá a real que Magali está sendo interesseira, imagina trocar o Quinzinho por um punhado de frutas e vai embora.

Magali acha que Mônica tem razão, está se levando pela gulodice e promete avisar ao Miguelzinho que gosta do Quinzinho, quando chega o Miguelzinho com uma melancia. Magali acha a melancia maravilhosa, come inteira de uma vez e Miguelzinho avisa que tem muitas outras no lugar que veio, tudo para a namorada dele, se comeu porque aceitou. 

Quinzinho aparece, vê Magali e Miguelzinho de mãos dadas e se assusta. Miguelzinho pergunta se é o ex-namorado dela e Quinzinho, furioso, quer saber o que significa aquilo. Miguelzinho diz que a Magali cansou do Quinzinho e descobriu que ele é o namorado ideal para uma garotinha com grande apetite e ela se decidiu depois das frutas deliciosas dele e que Quinzinho anda meio regulado, levava nada para ela.

Quinzinho dá um saquinho de pães para Magali. Miguelzinho fala que isso é coisa menos romântica e que engorda e que ele sabe o que uma garota gosta, mostrando uma caixa de delicados pêssegos. Então, Quinzinho leva sonhos, Miguelzinho, morangos, e assim cada um vai levando coisas da padaria e da quitanda. Magali interrompe, perguntando se eles pensam que ela é uma morta de fome, assim eles a ofendem e quer saber de nenhum dos dois. 

Os meninos brigam feio, Mônica comenta que ninguém brigou assim por ela, Magali se sente culpada e Mônica tem uma ideia. Logo, surge Magali namorando o Giovani, filho do dono do restaurante de cinco estrelas e vão lá para ele oferecer um banquete para Magali. Quinzinho e Miguelzinho ficam surpresos da fila andar rápido, Miguelzinho chama Magali de interesseira, recolhe as frutas, dizendo que já teve muito prejuízo por causa daquela gulosa.

Quinzinho chora pela falta da Magali, que vê a cena e aparece dizendo que está ali. Quinzinho pergunta se ela desistiu do Giovani, Magali diz que ele era a Mônica disfarçada, só fez isso para saber se ele gostava realmente dela e retomam namoro. Quinzinho pede desculpas por ter a ofendido e diz que nunca mais vai oferecer comida para ela. Magali diz que não é bem assim, depois de ter resistido a tudo aquilo, queria pedir uma coisa a ele e no final, Quinzinho lhe dar uma fornada de pães, falando que quem quer namorar a Magali, o caminho para o coração dela passa pelo estômago mesmo.

História legal em que a Magali fica com dúvida com quem namorar, se é melhor receber comidas da padaria do Quinzinho ou frutas da quitanda do Miguelzinho Melão. Por Magali escolher ficar com nenhum dos dois e com a briga dos meninos por causa dela, a solução da Mônica foi Magali fazer fila andar rápido e arrumar logo outro menino dono filho do dono de restaurante cinco estrelas logo, quem ficasse lá é quem ela escolheria para namorar porque realmente gostava dela e deu certo que aí o Quinzinho continuou como namorado da Magali.

Mais uma história que fica a dúvida se a Magali namora o Quinzinho por interesse ou não, que até pode não ser, mas suas atitudes ficam dando impressão que é interesseira. Sempre eram engraçadas histórias assim. Magali agiu nada bem, poderia ser firme e já dizer não para o Miguelzinho por ela ter namorado. Quinzinho corno provou que tem o amor mais verdadeiro, já Miguelzinho Melão se mostrou como arrogante, que poderia comprar o amor da Magali com as frutas, na primeira oportunidade de ele ter sido trocado por outro, caiu foram, provando que não mereceria ser novo namorado da Magali.

O plano da Mônica foi bom e conseguiu unir de novo Magali e Quinzinho, mas teve risco também dos dois pretendentes abandonarem e ela ficar sem namorado, afinal, Quinzinho era bonzinho e realmente gostava dela, se fosse outro não aceitaria ser trocado por outro e quase que imediatamente. E os meninos nem para desconfiarem que o Giovani era a Mônica disfarçada pelos dentões, se fossem mais espertos descobririam na hora.

Foi engraçado a indecisão da Magali de com quem vai ficar por causa das comidas que ofereciam, comer a melancia inteira, Quinzinho flagrar Magali de mãos dadas com Miguelzinho, absurdo de surgir as frutas do nada sem saírem de lá, Quinzinho chamar Miguelzinho de "cabeça-de-melão" e Miguelzinho chamar Quinzinho de "pão-duro", Magali dizer que acham que ela é uma morta de fome, Mônica dizer que ninguém nunca brigou assim por mim e ela como Giovani fazer declaração que Magali é o filé minhon com fritas da minha vida (no caso, "minhon" aportuguesado de filé mignon) e a cara da Magali com boca aberta para receber a fornada de pães do Quinzinho.

Observações de algumas frases ditas por eles. Magali reclamou que Quinzinho andava regulado em dar comida, ele não tinha obrigação, as coisas da padaria eram do pai dele e ficava dando prejuízo ao pai, Miguelzinho disse que pães engorda, no caso da Magali não teria risco de engordar com pães, pois ela come, come e continua magrinha. Magali dizer que pensam que ela é uma morta de fome, de fato é, pelo menos age como uma. Mônica dizer que nunca brigaram por causa dela, como meninos acham ela feia, gorda, ninguém faria isso por ela.

A briga dos meninos foi violenta, podiam se machucar feio, era bem legal esse recurso de uma espiral representando briga violenta. Mais um menino "inho" diferente por quem as meninas eram apaixonadas, dessa vez o Miguelzinho Melão como o filho do quitandeiro e ele apareceu só nessa história, como de costume de personagens criados para história única. Incorreta atualmente por ter namoro de crianças, triângulo amoroso, interesses, briga violenta dos meninos por causa de uma garota e aparecerem surrados, absurdo de Magali gulosa comer uma melancia inteira.

Traços ficaram ótimos do estilo consagrado dos personagens. Tiveram erros da camiseta do Miguelzinho ficar amarela no 3º quadro da 5ª página da história, a pontuação na fala do Quinzinho: "Ah, é? Que tal estas rosquinhas!" no 5º quadro da 6ª página da história, devia ser ponto de interrogação no final de rosquinhas em vez de exclamação e sumirem com os olhos roxos e machucados dos meninos no quadro seguinte após a briga, apesar que isso sempre fazem quando tem continuação de história sem ser o final.

domingo, 24 de maio de 2026

Capa da Semana: Magali Nº 116

Compartilho uma capa em que na hora de alimentação dos golfinhos, quando o homem está prestes a dar peixe pra eles, do nada surge a Magali em cima de um golfinho já em posição pra abocanhar o peixe. Muito legal. 

Magali deixa passar nada, nem as comidas dos golfinhos deixa escapar, do seu jeito egoísta, não importa se eles vão passar fome, importante é ela comer tudo que vê. Foi engraçada a posição que ficou e a boca bem aberta pra engolir o peixe e as caras de espantos do homem que estava alimentando e do golfinho embaixo dela.

Capa dessa semana é de 'Magali Nº 116' (Ed. Globo, Novembro/ 1993).

domingo, 10 de maio de 2026

Magali: HQ "Um aniversário nada previsível"

 Dia 10 de maio é aniversário da Magali, então, em homenagem, mostro uma história em que ela deixou de comer na sua festa de aniversário com medo de morrer depois que vidente Madame Cleuzodete previu que ela perderia todo o seu apetite. Com 12 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 310' (Ed. Globo, 2001).

Capa de 'Magali Nº 310' (Ed. Globo, 2001)

Escrita por Emerson Abreu, Magali fala para a Mônica que está ansiosa pela sua festa de aniversário à noite. Mônica diz que também adora festa de aniversário, com casa cheia de gente, enfeitada com balões e desenhos na parede, ganha muitos presentes e um montão de amiguinhos desejando felicidades. Só que se logo se toca que a Magali se referia ao bolo e ela complementa com brigadeiros, cajuzinhos.

Magali comenta que os anos estão passando cada vez mais rápido, Mônica diz que logo ela vai ser uma mocinha, Magali pergunta como será a Magali de amanhã e Mônica acha que comilona como a de hoje e Magali comenta se tivesse um jeito de saber, quando se deparam com a tenda da Madame Cleuzodete, vidente que lê passado, presente, futuro e bula de remédio.

Magali diz que teve uma ideia, Mônica também, Magali pergunta se topa, Mônica, também e a ideia da Magali era tomar sorvetes de flocos com milho verde e Mônica diz que a ideia dela era irem consultar a dona que vê o futuro. Magali não queria ir lá. Mônica pergunta se Magali não tem curiosidade de saber como vai ser o amanhã e Magali diz que não porque ele já tem os roteiros das historinhas dela até o mês que vem e sabe tudo tintim por tintim.

Elas entram na tenda, Mônica avisa que queria se consultar, Madame Cleuzodete interrompe, pedindo silêncio que recebeu mensagem na bola de cristal. É de uma tal Magali, que vai perder todo o apetite a partir da meia-noite e ouvem um trovão. Mônica e Magali riem muito, e Magali fala que sabia que tudo era papo furado. Madame Cleuzodete fala que podem rir, mas é para ela ter cuidado com o que vai comer esta noite, pois será a última guloseima que colocará na boca e ouvem um trovão. Ela termina a consulta, cobra 5 reais e entrega para as meninas o cartão dela com site na web e manda voltarem sempre. 

Na saída, Magali fica preocupada, pode ser bobeira, mas se for verdade e ela perder o apetite o que será da vida dela. Mônica manda desencanar, diz que único jeito de Magali perder apetite é se bater as botas e ouvem outro trovão. Magali chora que não quer bater as botas e logo ela que nem tem sapato, pergunta se vai comer maçã enfeitiçada ou cajuzinho azedo. Vê vendedores de pastel de queijo, cachorro-quente e pipoca e fica mais aflita. Mônica acha que está exagerando e Magali quer se esconder em casa para fugir da tentação. 

Chegando em casa, acontecia a festa de aniversário e elas tinham esquecido. Dona Lili e os amigos falam que tem bolo de sorvete com cobertura de chocolate, mousse de maracujá, manjar de coco, flan de figo, pudim de caramelo. Magali fala que às favas com as profecias, é seu aniversário e se prepara a comer o bolo inteiro, quando lembra madame Cleuzodete avisando que à meia noite ela vai perder todo o apetite e joga o bolo na cara da Mônica, desistindo de comer.

Magali fica agitada, corre e some da festa. Mônica procura a amiga pela casa por muito tempo, avisa que está na hora de assoprar velhinha. Encontra a Magali dentro da lavadora de roupa cheia de água com sabão. Magali diz que era único jeito de ficar longe de qualquer guloseima. Mônica diz que profecia é tudo lorota, já deu meia-noite e aconteceu nada.

Magali comemora que ainda tem apetite e que pode comer tudo que quiser. Ela corre até à sala e come tudo da festa, até o que os amigos estavam comendo. Mônica fala que não precisava exagerar, não é só porque deu meia-noite que poderia ser assim. Dona Lili fala que já saíram do horário de verão e esqueceu de atrasar todos os relógios e que agora deve ser 11 horas da noite. Mônica comenta que, então, Magali pode perder o apetite e ela desmaia.

Depois, no quarto da Magali, Mônica diz que o lado bom é que Magali não bateu as botas, mas Magali comenta de cama que no final as profecias estavam certas porque depois de todos aqueles doces que comeu sozinha, não aguenta nem pensar em comida e a mãe e amigos ficam rindo dela.

História legal que Magali, no dia de seu aniversário, vai se consultar com a vidente Madame Cleuzodete, que avisa que ela vai perder todo o apetite à meia noite e ter cuidado com o que ela come. Magali pensa que ela ia morrer porque seria o único jeito de ela perder o apetite ,fica desesperada e resolve comer nada até meia-noite.  Depois do horário e nada de ruim acontecido, come tudo da festa sem culpa só que a mãe tinha esquecido de atrasar horas dos relógios depois do horário de verão e Magali passa mal com indigestão e fica de cama sem poder pensar em comida.

Magali achou que ela ia morrer porque só assim para ela perder apetite. Primeiro não acreditava no papo de profecias da Madame Cleuzodete, não morreu, foi uma indigestão que tirou o apetite dela e nem se ligou que poderia ser isso a perda de apetite. Quem mandou ser tão gulosa e querer comer tudo que ela não havia comido durante a festa. Se ela não exagerasse na comilança da festa, de comer tudo que encontrava pela frente, não teria indigestão. Afinal, comer tantas coisas doces e salgadas de uma só vez, descontroladamente, sem digerir bem, pediu para passar mal. Madame Cleuzodete falou das visões sem detalhes e as meninas interpretaram errado, se a vidente fosse mais clara, também poderia evitar.

Dona Lili também teve uma certa culpa de abalar mais o psicológico da filha, deixando de atrasar relógios depois do horário de verão. Chega a ser absurdo, horário de verão acaba em fevereiro e a mãe da Magali só lembrou de atrasar os relógios em maio, ficaram 3 meses com horários da casa errado e nem perceberam. E também bem irresponsável festa de criança passar de meia-noite, teria que acabar cedo.

Engraçado placa da Madame Cleuzodete informar que também ela sabe ler bula de remédio,  Magali e Mônica pensarem que tiveram mesma ideia de se consultar com a Madame Cleuzodete, mas  a ideia da Magali era tomar sorvete, Magali dizer que já sabeo futuro dela porque recebe os roteiros das suas histórias antes de serem publicados, dizer que o pai recebe mensagem no celular depois que a vidente disse que recebeu mensagem das profecias, Magali dizer que é este não é nome estranho, sem lembrar que ela se chamava Magali e Mônica avisar que é ela e a chamar de "sua coisa", Magali chorar que não quer bater as botas e dizer logo ela que nem tem sapato, ela jogar o bolo na cara da Mônica e se esconder dentro da máquina de lavar roupa com água e sabão dentro, pelo visto máquina em funcionamento bem no momento da festa.

Emerson já tinha o estilo definido instalado em 2001, enquanto que em 1997 e 1998 o estilo era mais contido e como fase de experiência, em 2001 já estava tudo consolidado, por isso vemos que personagens já estavam bem agitados, saltitantes, abobalhados e debochados e as tiradas prevalecendo dando graça. Não tinham caretas exageradas ainda, porém com mais línguas à mostra, até quando não contavam piadas infames e cabelo da Mônica fora do lugar. Só não foi muito longa porque era um gibi quinzenal de 36 páginas e teve ajuste de enquadramento, se tivesse quadros retangulares prevalecendo, teria mais páginas no total.

Essa história marcou a estreia de Madame Cleuzodete, depois apareceu em outras sempre com personagens sofrendo com suas previsões. A ideia era para a vidente ser negra, mas depois adotaram ela como branca em definitivo para não mostrar uma negra como vidente. Na capa da edição, com alusão à história de abertura, ela até apareceu diferente e branca, ficando como deixaram em outras histórias.

Incorreta atualmente por Magali egoísta, comendo tudo na festa e até o que os convidados estavam comendo, criança acordadas até meia-noite, festa de criança devia acabar mais cedo, Magali se esconder dentro de lavadora de roupa funcionando, calcinhas da Magali e da Mônica à mostra no terceiro quadro da página 9 do gibi e terceiro quadro da última página, principalmente do jeito que a Magali apareceu na última página, além de palavras e expressões populares de duplo sentido como "tintim por tintim", "desencanar", "batendo as botas", "às favas", "se meteu". Já crianças se consultarem com vidente ainda existe já que a Madame Cleuzodete ainda aparece nos gibis até hoje.

Traços ficaram bons no geral, prevaleceu o estilo consagrado dos personagens, porém ficaram desenhos diferentes nas 4 páginas finais, a partir da página 11 do gibi quando elas estavam na festa de aniversário, mais com cara de anos 2000 a partir daí. Tiveram alguns erros como o chapeuzinho de aniversário aparecer na cabeça da Mônica do nada, o relógio na parede que era para marcar meia-noite, no penúltimo quadro da página 11 do gibi marca duas horas da manhã e ausência de faixa branca no vestido da Dona Lili no quadro final da história.

FELIZ ANIVERSÁRIO, MAGALI!!!!