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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Capa da Semana: Cebolinha Nº 129

Nessa capa, Cebolinha está como uma flor e Mônica o rega achando que ele era uma flor de verdade. A capa faz referência à história "A florzinha do Cebolinha" em que ele destrói uma flor da Mônica sem querer e finge que é uma para não apanhar, mas na capa assim solta até que parece uma gag, tipo a Mônica dando castigo no Cebolinha depois de ter aprontado com ela. Ficou engraçada.

Capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 129' (Ed. Globo, Setembro/ 1983).

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Mônica: HQ "Briguem por mim... chorem por mim..."

Mostro uma história em que a Mônica força Cebolinha e Cascão brigarem entre eles para disputar quem vai ficar com ela, igual como ela viu na cena da novela. Foi história de abertura publicada em 'Gibizinho da Mônica Nº 33' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Gibizinho da Mônica Nº 33' (Ed. Globo, 1993)

Mônica assiste dois homens brigando para saber com quem vai ficar com a mocinha da novela, acha muito romântico os dois brigarem por ela, que é uma garota de sorte e queria que dois gatinhos brigassem por ela, quando vê Cebolinha e Cascão dando nós no Sansão e escrevendo desaforos dela no muro.

Cebolinha e Cascão tentam correr, Mônica os segura e quer bater nos meninos, que imploram para não bater, estavam aprontando sem querer e fazem qualquer coisa para não apanharem. Mônica gosta e pergunta se é qualquer coisa mesmo, os meninos afirmam e sugerem se ela quer um sorvete ou carambola e Mônica fala que quer que briguem por ela.

Cascão manda Cebolinha começar, Cebolinha pergunta se Cascão quer participar de um plano contra a Mônica, Cascão recusa, Cebolinha insiste para entrar e Cascão não quer, começando uma discussão. Mônica diz que não é esse tipo de briga que quer, e, sim, brigarem para ficarem com ela, que nem o Ditongo e o Luca brigaram pela Baloma, para saber quem teria privilégio da sua companhia. Ela ordena que não podem ficar no bate-boca, os meninos têm que lutar para ver quem fica com ela e se não aceitarem, vão ter a surra que merecem.

Cebolinha e Cascão preferem lutar e falam que quem perder fica com a Mônica, que interrompe e avisa que quem vencer é quem fica com ela. Cebolinha diz que aí nenhum dos dois vai querer ficar com ela. Mônica quer satisfação disso, Cebolinha manda esquecer, disse nada e os dois recomeçam a briga. Cascão simula que caiu depois de levar soco, dizendo que Cebolinha venceu, Cebolinha fala que nem  encostou e Cascão diz que o olhar o matou e que pode ficar com ela.

Cebolinha fala que Cascão roubou, os dois começam uma briga a valer, Cebolinha reclama que Cascão está querendo que ele fique com a dentuça, mas não fica com a bobona sem luta, quem vai ficar com a chatona gorducha é o Cascão, que fala que é o Cebolinha quem combina mais  com a elefanta com dente de abridor de lata. 

Mônica se irrita, diz que não quer mais que briguem por causa dela, é ela que vai brigar e dá surra neles. No final, Mônica fala que os rapazes não brigam por ela, que nem pela Paloma, mas que pelo menos eles choram, mostrando Cebolinha e Cascão chorando após a surra que levaram.

História legal em que Mônica obriga Cebolinha e Cascão brigarem para ficar com ela na condição de eles não apanharem dela. Só que os meninos querem nada com ela e resolvem brigar para quem não vai ficar com ela, inclusive passaram a fingir que foram derrotados para não ficar com a Mônica. Começam a xingar a Mônica na briga, ela não gostou e resolve bater neles, deixando de vez a ideia de alguém brigar por ela.

Mônica como noveleira é muito influenciável, só porque viu na novela, também queria o mesmo de dois pretendentes brigarem por ela. Porém, como ninguém se interessava por ela, passou a obrigar Cebolinha e Cascão na ameaça, aproveitando que eles tinham aprontado. Bem típico da Mônica com personalidade autoritária, na base da ameaça, prefere os meninos se lascarem para ela se sentir amada, é muita carência, precisaria de tratamento psicológico.

Meninos brigaram por ela à força, sem interesse de namoro com ela,  aí claro que não daria certo, ideal seria espontaneidade deles. Antes apanhassem na hora que aprontaram escrevendo no muro e dando nós no Sansão porque apanharam de qualquer jeito no final e não precisariam passar vexame brigando por quem eles não amam. Mônica poderia ter tentado o Ricardinho, Reinaldinho ou outro menino "inho", quem sabe daria mais certo para ela.

Mônica também não se deu muito bem, descobriu  que ninguém vai brigar por ela em um triângulo amoroso, Isso é o que dá quando obriga as pessoas a fazerem o que elas não querem, ela só se conformou que os meninos choram após surra que dá neles, azar no amor, na violência ela se garante. 

Foi engraçado ver a cena inicial da briga dos caras por causa da mocinha da novela, Cebolinha dizer "pinote" para correr da Mônica, dizerem que estavam aprontando sem querer, personagem da novela se chamar Ditongo, Cebolinha dizer que aí nenhum dos dois vai querer ficar com ela em um a briga de quem vencer, Cascão simular que foi derrotado e dizer par ao Cebolinha que "seu olhar me matou" e xingar Mônica de elefanta com dente de abridor de latas. Também sempre era legal redemoinho formando briga extremamente violenta como foi a briga com os atores da novela..

A novela que a Mônica assistiu foi paródia de "De Corpo e Alma", de 1992, com Tarcísio Meira (Diogo), Victor Fasano (Juca) e Cristiana Oliveira (Paloma). O título da história foi uma paródia da música "Pense em mim" de Leandro & Leonardo, de 1990, que tinha o refrão "pense, em mim, chore por mim". A história ocupou 20 páginas no formato Gibizinho, se saísse em gibi convencional teria bem menos páginas e provavelmente seria de miolo. Capa com alusão à história de abertura como  eram de costume nos Gibizinhos.

Teve a característica da Mônica autoritária, obrigar os outros a fazerem o que não querem e ter que prevalecer o que ela quer, uns adora, outros odeiam quando ela agia assim, eu particularmente adorava. Incorreta atualmente por isso de não mostrar mais Mônica autoritária, ela assistir novelas, estimular violência entre os amigos e gostar que briguem por ela, meninos brigando entre si, rabiscando muros, xingarem a Mônica de gorducha, de elefanta, dente de abridor de lata e aparecerem surrados no final, calcinha da Mônica à mostra no primeiro quadro da página 16 do gibi, além de palavra proibida "roubou" e a popular "pinote" e podem implicar com TV de tubo por ser datada.

Traços muito bons, típicos dos anos 1990. Foi a última edição do 'Gibizinho da Mônica' com preço em "Cruzeiro" e sem código de barras, na edição seguinte já como "Cruzeiro Real" e com código de barras, que  visualmente chamavam mais atenção porque o formato do título era pequeno e com o código do mesmo tamanho das revistas convencionais ficava chamativo e ocupava boa parte das capas. Essas mudanças já deviam ter sido nessa edição "Nº 33", ja que o Cruzeiro Real já estava em vigor no  Brasil em agosto de 1993, pelo visto a capa estava pronta sem poder fazer as modificações a tempo.

sábado, 22 de agosto de 2026

Cebolinha: HQ "Olho por olho, dentão por dentão"

Mostro uma história em que o Cebolinha cria plano infalível dos meninos tacarem seus bichinhos de pelúcia deles na Mônica. Com 7 páginas, foi história de abertura de Cebolinha Nº 37' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Cebolinha Nº 37' (Ed. Globo, 1990)

Cebolinha quer saber por que Cascão e Xaveco estão com olhos roxos. Cascão fala que levou umas coelhadas da Mônica só porque ele escreveu umas verdades sobre ela no muro e Xaveco achou graça e levou a dele. Cebolinha dá gargalhada, chama os amigos de molengas, que aposta que ficaram parados de boca aberta esperando a coelhada. 

Em seguida, Mônica acerta o Sansão no Cebolinha porque estava rindo dela e manda isso não se repetir mais. Cebolinha fala que se enfezou e que foi a gota d'água e acaba de bolar um plano infalível para derrotar a Mônica de uma vez por todas e manda avisarem a todos os meninos que hoje tem reunião no clubinho e Xaveco diz que só depois do "Caspion" na TV.

Depois, na reunião no clubinho, Cebolinha fala sobre o plano infalível, como a Mônica bate neles com coelhinho de pelúcia, vão dar o troco na mesma moeda. Titi diz que só tem dez centavos no bolso, Xaveco, ainda não recebeu a mesada, Franjinha pergunta se serve vale-refeição e Cascão fala que não paga para entrar no plano dele. Cebolinha pergunta se todos têm um bichinho de pelúcia em casa, como eles têm, Cebolinha manda cada um buscar o seu e se encontrarem  daqui meia hora no campinho.

Meia hora depois, no campinho, Franjinha leva um ursinho, Xaveco, um macaquinho, Titi, um tigrinho, que é da mãe dele e Cebolinha, uma girafa feia que a tia dele lhe deu. Cascão chega depois com uma minhoca de pelúcia, Cebolinha acha que é uma minhoca feia e Cascão diz que não é para falar assim do seu Jujuba. Cebolinha avisa que vão tacar os bichinhos de pelúcia na Mônica igual ao que faz com eles. 

Cascão diz que não taca o Jujuba em ninguém. Cebolinha avisa que depois da Mônica sair correndo apavorada, eles pegam tudo de volta. Os meninos gostam da ideia, Franjinha diz que vai achar um uso para esse ursinho bobo que ganhou e Cebolinha acha que o melhor é vencer a Mônica com a mesma arma e ela vai ver quanto dói uma coelhada, meninos complementam ou ursada ou minhocada e cebolinha diz que eles vão rir e a Mônica vai chora.

Depois, os meninos vão até onde estava a Mônica e a xingam de baixinha, dentuça e gorducha. Mônica taca o Sansão neles, se abaixam e ela erra. Os meninos tacam seus bichinhos nela e quando pensam que ela foi derrotada, Mônica diz que adorou, são lindos, foi melhor surpresa que teve e acha que os xingos eram só para disfarçar. Dá um beijo no Cebolinha, fala que agora sabe o quanto eles a adoram, nunca ganhou tantos bichinhos e que vai cuidar deles com todo carinho e vai embora. 

Cebolinha diz aos amigos que não era o que queria, mas que pelo menos não apanharam no final. E todos passam a chorar muito porque ficaram sem seus bichinhos de pelúcia  de estimação, inclusive o Cebolinha.

História legal em que Cebolinha se revolta por apanhar da Mônica só porque riu dos amigos que apanharam dela e resolve faze rum plano infalível dos meninos tacarem seus bichinhos de pelúcia nela para Mônica saber quanto dói uma coelhada. Só que tem efeito contrário e Mônica pensa que os bichinhos eram presentes para ela e os meninos ficam sem os seus bichinhos.

Meninos fingiram que não eram apegados aos bichinhos de pelúcia, alguns até diziam que eram da mães deles, único que demonstrou grande apego foi o Cascão com sua minhoca Jujuba. No final provou que era tudo cena e que seus bichinhos eram de estimação, queriam mostrar que bichinhos de pelúcia não eram coisas de meninos ou que estavam grandes para ter um, e quando se deparam na perda pela Mônica, caem na choradeira. Não apanharam, mas a surra seria melhor que do que ficarem sem seus bichinhos, o castigo foi pior.

Dessa vez o plano não foi estragado pelo Cascão. A Mônica que foi burra de pensar que os meninos estavam dando os bichinhos de presente para ela. Ou então, ela fingiu achando que era presente para ficar por cima e não ser derrotada e de quebra ficar com os bichinhos dos meninos, aí fica na imaginação dos leitores. Final também foi aberto de imaginar se conseguiram ou não recuperarem seus bichinhos de pelúcia depois.

Foi engraçado Mônica bater só porque riram do outro apanhando achando que estavam rindo dela, Cascão e Xaveco acharem que foi a coelhada que afetou a cabeça do Cebolinha para criar plano, Xaveco querer ver "Caspion" na TV antes da reunião, meninos acharem que era para dinheiro quando Cebolinha disse que "vão dar troco na mesma moeda", Xaveco achar que vão montar zoológico com os bichinhos de pelúcia, a surpresa da Mônica ficar com os bichinhos deles e ficarem chorando coma perda no final.

A coelhada dói por causa da força que a Mônica faz para jogar. Já se alguém tacar o Sansão no lugar da Mônica não ia doer igual, a força que eles jogaram os bichinhos nela foi nada se comparando quando ela tacava o Sansão neles. Muito boa a referência ao seriado "Jaspion" quando Xaveco disse que reunião "depois do Caspion na Tevê, né?". "Jaspion", seriado japonês exibido no Brasil na TV Manchete era um febre da garotada na transição dos anos 1980 para 1990 e tudo que é tendência da atualidade eles gostam de mostrar ou citar nas histórias. Dessa vez com nome parodiado, mas nem sempre parodiavam nomes famosos na época, como foi com o nome do ursinho Blau Blau do Franjinha, com referência á música "Meu ursinho Blau Blau" da banda Absyntho, de 1984. Por sinal, foi provado que anos 1980 estava bem vivo no início de 1990.

Histórias de planos infalíveis costumavam ser mais curtas, inclusive quando eram histórias de abertura, com raras exceções. No decorrer dos anos 1990 que passaram a colocar histórias de abertura de planos mais desenvolvidas, com reviravoltas deixando mais longas. Essa foi um plano infalível envolvendo os outros meninos e não só Cebolinha e Cascão, eram boas também comparticipação de vários meninos da turma. Teve o clubinho dos meninos onde meninas não entram, que tem até hoje, e histórias em clubinho sempre lembram as de Luluzinha e Bolinha, sem dúvida clubinho foi inspirado em Luluzinha. Jujuba do Cascão retornou depois na história "O sumiço da Jujuba", de 'Cascão Nº 324' (Ed. Globo, 1999) e que virou desenho animado depois e até hoje é citado que o Cascão ainda tem essa minhoca de pelúcia. Certamente se inspiraram nessa história para retornar com Jujuba.

Traços ficaram muito bonitos da fase consagrada dos personagens. História teve mensagem de não esconder o que você gosta com vergonha ou medo do que os outros vão falar. Incorreta atualmente por dar ideia de que bichinhos de pelúcia não são coisas de menino ou que são só para criancinhas, histórias d eplano infalíveis não são vistas mais, principalmente meninos sendo perversos com a Mônica, meninos xingarem Mônica de gorducha, Mônica bater por coisa banal como só porque riram dela, além de palavras  e expressões populares proibidas: "credo", "Filombeta", "dar o troco na mesma moeda". Teve erro de camisa do Titi sem listas pretas no penúltimo quadro da segunda página da história.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Cebolinha: HQ "Cabeça de balão"

Compartilho uma história em que o Cebolinha fica com cabeça de balão depois de entrar em uma máquina de encher balões. Com 9 páginas, foi história de abertura publicada em 'Cebolinha Nº 111' (Ed. Abril, 1982).

Capa de 'Cebolinha Nº 111' (Ed. Abril, 1982)

Um cientista cria uma máquina de encher e balões, o avaliador acha fantástica e eles vão à sala para assinar contrato para revolucionar o mercado de balões. Enquanto isso, Cebolinha entra na sala onde está a máquina para fugir da Mônica, sobe sem querer na máquina, passa na entrada de encher balões e a máquina fica destruída. O cientista expulsa Cebolinha e Mônica, lamentando que agora terá que consertar o seu invento.

Na rua, Cebolinha comenta que o homem ficou nervoso, Mônica diz que Cebolinha deu ideia nela, que como ela está de bom humor só vai dar um tapão nele. Cebolinha grita para não bater com a cabeça no alto, estranha que a Mônica está embaixo e ele em cima, Mônica desmaia e ele descobre que está com cabeça de balão.

Quando Mônica volta a si, vê Cebolinha normal com um laço fingindo ser uma gravata, ela fala que levou um susto, pensou que viu a cara do Cebolinha flutuando como balão e os dois riem. Mônica dá um tapinha nas costas dele, o nó desata, a cabeça volta a flutuar, Mônica grita que o amigo virou um monstro-balão e Cebolinha sai correndo, se escondendo atrás dos balões que o vendedor estava vendendo.

Um menino pede balões para o pai, escolhe o "com cara de bobo e espetos na parte de cima", o vendedor diz que não tem balão assim. O menino acusa que o balão está mostrando língua para ele, o pai pensa que era o vendedor mostrando língua para o filho e diz que se não quer vender, é só falar. Vão embora, o menino mostra língua para o Cebolinha, que o chuta. O menino acusa que ele chutou, o pai parte para briga com o vendedor e Cebolinha sai, gostando da confusão e diz que até que é divertido ficar assim.

Depois, Cebolinha para em frente à janela alta de uma mulher nua trocando de roupa, dá um tapa nele, dizendo que uma cara-assanhada e a cabeça cai em um carrinho de bebê. A mãe volta, dá a mamadeira para o Cebolinha, que  diz que falta um pouco de açúcar. A mãe taca  a mamadeira no Cebolinha enquanto foge e o bebê chora. 

Em seguida, um passarinho passa ao lado do Cebolinha, fura com o bico e ele pede para Cascão o socorrer porque está esvaziando. Cascão diz que o Cebolinha está ficando murcho e ele manda assoprar no furo para não deixá-lo esvaziar. Dois meninos passam na hora e dão risadas pensando que Cascão estava beijando Cebolinha. Cascão corre atrás dos meninos reclamando que não estão fazendo nada de mais. Cebolinha esvazia e Cascão volta assoprá-lo. 

Aparece Mônica junto com o cientista com a máquina de encher balões consertada, empurram o Cebolinha em direção contrária de encher e a máquina explode. Após poeira abaixa, Cebolinha volta ao normal e o cientista leva a máquina de volta ao conserto. Mônica sugere Cebolinha pagar sorvete para eles para comemorarem. Cebolinha espirra com o pó que estava saindo e passa a voar como se fosse balão esvaziando e Cascão reclama que incrível o que Cebolinha inventa para não pagar sorvete para eles.

História legal em que Cebolinha entra na máquina de encher balão de um cientista e passa a ter cabeça de balão. Passa sufoco com menino que queria comprar balão, ao ver mulher nua trocando de roupa, parar em um carrinho de bebê e o pior ser furado por um passarinho e esvaziar a cabeça. Consegue resolver com Mônica levando o cientista para o Cebolinha passar na máquina e consegue voltar ao normal, porém só aparentemente, passando a voar com um espirro como um balão.

Se o cientista soubesse, não deixaria a máquina em frente à janela ou simplesmente trancar a janela e não teria a sua máquina revolucionária de balões ser destruída duas vezes. Máquina não foi feita para pessoas passarem, apenas balões vazios. Com o absurdo, Cebolinha conseguiu passar, só que ela foi destruída. Cebolinha viu vantagens e desvantagens de ter cabeça de balão, sendo que as desvantagens prevaleceram.

O sufoco foi grande, Cebolinha poderia ter dado o nó no fio como fez diante da Mônica e depois procurar ajuda, problema que foi uma situação atrás da outra que nem dava tempo de dar o nó de novo. Cebolinha foi vingativo com o menino que queria comprar balão, sobrando para o pai e o vendedor que tinham nada a ver com isso e ainda gostou da confusão que causou, porém, em compensação se deu mal sem parar, como um castigo.

Menino poderia ter falado que foi o balão que mostrou língua e o chutou. Interessante que ninguém ligou com ele como cara de balão, batiam nele achando que era coisa normal uma cabeça de balão andando por aí. Situação pior foi com o passarinho e ficar com cabeça murcha, felizmente Cascão ajudou sem nem saber como ele ficou com cara daquele jeito, só interrompido com os meninos que achavam que estava beijando o Cebolinha. Após passar na máquina de novo, Cebolinha virou um corpo de balão por inteiro, com final aberto, fica na imaginação como ele voltou ao normal de vez sem a máquina do cientista.

Foi engraçado Mônica dizer que como ela está de bom humor só vai dar um tapão nele se assustando com Cebolinha com cara de balão, chamando de monstro-balão, ele ser chamado de balão com cara de bobo e espeto na parte de cima, confusão gerada com o pai e vendedor, Cebolinha taxado como tarado, dizer que a mamadeira falta açúcar, ser furado pelo passarinho e esvaziar cabeça e Cascão assoprar tampando o furo e meninos zombando que eles estavam beijando e Cascão achar que Cebolinha voou para não pagar sorvete.

Tinham muitas histórias de invenções e nem sempre criadas pelo Franjinha, sempre eram  boas. No Limoeiro na época tinha muitas mães deixavam carrinho de bebê sozinho enquanto buscavam alguma coisa, bem irresponsáveis por sinal. Esse cientista apareceu só nessa história como de costume de personagens criados para aparição única. 

Tipo de história que podia acontecer de tudo, a gente viajava da fora da realidade. Incorreta por esses absurdos exagerados de Cebolinha  ter cabeça de balão ao entrar na máquina, vendedor negro  e a mãe do bebê negra com círculo em volta da boca, Cebolinha sendo taxado como tarado com mulher nua trocando de roupa, cair e ficar em cima de um bebê no carrinho, meninos rindo do Cascão e Cebolinha juntos debochando por homofobia, Mônica de calcinha à mostra como no penúltimo quadro da terceira página da história, Cebolinha pensando trocando "R" pelo "L" e palavras proibidas "louco" e "gozado".

Traços ficaram bons, típicos da primeira metade dos anos 1980, ntes da fase consagrada, com personagens com curva na bochecha começando da cabeça. Capa com alusão à história de abertura como de costume nos gibis do Cebolinha da Editora Abril. Foi republicada depois em 'Almanaque do cebolinha Nº 13' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 13' (Ed. Globo, 1991)

sábado, 18 de julho de 2026

Tirinha Nº 126: Magali

Nessa tirinha, Cebolinha avista a Magali e pergunta se ela quer tomar sorvete e Magali, mais que depressa toma o sorvete da mão dele. Já olhando, Cebolinha já sabia que não viria coisa boa, quis ser educado e ela foi mais esperta porque não se contentaria com uma mordida, queria todo para ela e fez o trocadilho de tomar  de "chupar sorvete" com tomar de "tirar da mão", "roubar".

Foi engraçada a cara da Magali tomando o sorvete da mão do Cebolinha e a cara dele de surpreso com o que ela fez. Era muito bom a Magali assim capaz de tudo para conseguir as comidas e guloseimas dos amigos, fazendo planos para conseguir e até roubar na cara-de-pau e sem arrependimento, e quando eles pediam comida para ela, recusava dividir. 

Tirinha publicada em 'Magali Nº 135' (Ed. Globo, 1994).

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Cascão: HQ "Bom até de olhos fechados"

Estamos em época de Copa do Mundo e mostro uma história em que o Cascão não dorme na véspera da final do campeonato de futebol que ia jogar e tem dificuldade de jogar por ter sono durante o jogo. Com 9 páginas, foi história de abertura de 'Cascão Nº 41' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Cascão Nº 41' (Ed. Globo, 1988)

Cebolinha vai embora da casa do Cascão dizendo para ele dormir bem para jogar com tudo amanhã porque precisam derrotar o time do Tião. Depois, Cascão fala que claro vão derrotar o time do Tião com ele jogando na equipe e avisa à mãe que já vai dormir já que amanhã é final do campeonato.

Na cama, Cascão fica ansioso, esperou tanto por esse dia, vai fazer muitos gols e a torcida gritar pelo nome dele, vão faturar a taça e quem vai carregar é ele, aí acha melhor dormir para repor as energias para a grande final só que não consegue e pergunta por que será. Ele dá uma olhada na sacola  que vai levar para o jogo, vê que está tudo ali até seu chaveirinho da sorte, volta para a cama e fica a madrugada em claro pensando que tem que dormir.

Amanhece, Dona Lurdinha chama o Cascão avisando que é a grande final e ele diz que sabe e que não dormiu a noite toda. A mãe pergunta como ele vai jogar, Cascão, enquanto troca de roupa, diz que não tem problema, está firmão, sem sono, se aguentou até agora, aguenta até a grande final e desaba de sono. Dona Lurdinha o acorda, diz que é melhor ele voltar para a cama, Cascão fala que perder a final, nunca, o time depende dele. A mãe diz quem sabe se ele lavar o rosto, Cascão avisa que está bem acordadinho e sai de casa depressa.

Na rua, Cascão reclama que era só o que faltava e pode aguentar muito bem sem isso. No campinho, Cebolinha comenta que chegou cedo, o time do Tião nem chegou ainda e pede para sentar no banco junto com os outros enquanto prepara as estratégias do jogo deles. No banco, Cascão pensa que sentado sem fazer nada vai acabar dormindo mesmo e resolve ficar se distraindo com o que acontece no campinho. 

Vê Cebolinha batendo papo com Franjinha, Titi chegando de ponta-cabeça, acha que é para chutar melhor as bolas voadoras e vê várias bolas voadoras, achando que mudaram as regras do futebol, que deveria ser só uma. Cebolinha chama Cascão, que estava dormindo, e ele confessa que não dormiu a noite toda pensando nesse bendito jogo. Cebolinha manda falar baixo, o time do Tião é capaz de qualquer malandragem para derrotá-los, não podem descobrir que o melhor atacante está morrendo de sono.

O time do Tião chega e ele diz que não sabe como os fracotes chegaram á final, mas que vão tirá-los da parada já, já, não vão dar nem para o segundo tempo e Cebolinha diz que isso que nós vamos ver. Começa o jogo, Cascão está mais para lá do que para cá e bola passa entre as pernas dele. Depois, anda e para até perto da trave, Tião quase marca gol se a bola não bate na cabeça do Cascão e comemoram que ele tirou a bola em cima.

O jogo continua, a turminha faz dois gols, time do Tião empata e tem esperança nos minutos finais do jogo com Tião segurar o Cebolinha e ter pênalti para turminha. Cascão cobra o pênalti, um garoto do time do Tião avisa que Cascão está caindo de sono. Time do Tião canta cantiga de "Nana, neném" e Cascão dorme em pé no campo. 

O sono é profundo, Cascão sonha que ganharam a taça e Tião falando que agora ele tem que tem lavar o rosto. Quinze segundos para acabar o jogo, Cascão, dormindo, diz que lavar rosto, não, isso não estava nas regras, é para tirar a água pra lá, chutando a bola forte para o gol. A turminha fica feliz que graças ao Cascão eles ganharam a grande final. No final, eles carregam a taça com Cascão dormindo em cima dela e Cebolinha diz que não sabe se foi desse jeito que o Cascão sonhou ser carregado em um triunfo. 

História legal em que Cascão tem ansiedade do jogo da final do campeonato de futebol, não consegue dormir na véspera e passa a ter sono na hora da partida. Com certa dificuldade, os times empatam o jogo e na disputa de pênalti Cascão faz o gol dormindo e seu time ganha o troféu graças ao sonho de que teria que lavar o rosto após ter sido campeão.

A ansiedade deu insônia no Cascão, se dormir não tinha como render no jogo de futebol, em condições normais dava para ele golear. Nem dava para remarcar a partida para tarde ou outro dia porque o time do Tião não ia aceitar. Quem sabe se tomasse café conseguiria ficar mais ligado. Cascão sonolento não jogou bem , time ficou praticamente sem o seu principal atacante, teve sorte que a bola do Tião caiu em em cima da cabeça do Cascão, impedindo a partida ser 2 a 1 antes do pênalti. 

Tião foi provocar pênalti, teve ideia de cantar canção de ninar que serviu como sonífero para o Cascão pensando que não ia bater pênalti e teve azar de não contar que Cascão ia sonhar e chutar bola como se fosse a taça com água no sonho. Antes deixasse o Cascão chutar sonolento, não teria força e poderia errar o pênalti. Bom para turminha que conseguiu o título, só tiveram muita coragem de escolherem o Cascão a bater pênalti no estado sonolento que estava, podiam ter pedido para outro menino bater. Acreditaram que cascão seria bom até de olhos fechados e tiveram sorte.

Engraçado Cascão ter chaveiro da sorte, quando Dona Lurdinha recomenda lavar o rosto, Cascão avisa que está bem acordado e sai de casa depressa, as imaginações de Titi de ponta-cabeça e as bolas voadoras, bola do Tião caindo na cabeça do Cascão evitando o gol, letra modificada de "Nana, neném" com times de futebol, Cascão dormir imediatamente com a canção de ninar e fazer gol imaginando que estava chutando a taça com água. 

Interessante que Cascão saiu de casa em jejum sem tomar café-da-manhã e a mãe nem ligar. As camisas do uniforme do time do Cascão se pareceram com a da Seleção Argentina e as camisas do time do Tião, do Flamengo. Sendo que camisas da turminha também lembram a do Grêmio,  só que sem listas pretas. O Tião e os outros garotos do time dele apareceram só nessa história, bem que davam para terem ficado fixos em histórias de futebol causando rivalidades.

História foi da característica do Cascão gostar de futebol e ser um grande craque da bola. Ainda que prevaleceu o futebol, a sua característica de medo de tomar banho foi citado pela Dona Lurdinha  recomendar lavar rosto e foi fundamental para o desfecho, então não foi completamente descartada dessa vez. Incorreta atualmente por criança com insônia por causa de jogo de futebol, jogar com sono, Dona Lurdinha de avental, menino negro com círculo rosa em volta da boca, além de palavras e expressões de duplo sentido proibidas "Diacho!", "Meu Deus!", "pregado", "morrendo de sono".

Traços ficaram muito bonitos da fase consagrada dos personagens dos anos 1980. A colorização seguiu um tom um pouco mais escuro, porém com o padrão de tons pastéis e destaque de tons diferentes do azul, vermelho e amarelo, típicos dos gibis de 1988.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Cebolinha: HQ "O Sanfoneiro"

Dia 24 de junho é o Dia de São João e em homenagem mostro uma história em que o Cebolinha foi sanfoneiro da festa junina do bbairro. Com 10 páginas, foi história de abertura publicada em 'Cebolinha Nº 18' (Ed. Abril, 1974).

Capa de 'Cebolinha Nº 18' (Ed. Abril, 1974)

Cebolinha pergunta se Cascão vai entrar na quadrilha, cascão pergunta se isso não é coisa de bandidões e Cebolinha responde que é quadrilha de São João. Cascão diz que vai, só que não sabia que precisaria de par para dançar. Cebolinha tem a Mônica como par e está indo convidá-la. Cascão fala que também vai convidá-la, já que ainda não tinha convidado, corre até à casa dela e convida primeiro que o Cebolinha, que acha que foi golpe sujo.

Cascão pergunta para a Mônica se ela permite alguém gritar com par dela. Cebolinha diz que Cascão a roubou dele. Cascão fala que Cebolinha não tem capacidade de arranjar um par e está nervoso e Mônica chama a sua prima Cecília para ser par dele. Cecília aparece toda sujinha, encantando o Cascão, que sugere a troca de pares, ele dança com Cecília e Mônica com Cebolinha. Mônica aceita, meninos prometem passar lá de noite e depois Cecília comenta que não devia ter chamado, estava toda suja arrumando brinquedos enquanto que Cascão elogia para o Cebolinha sobre a prima da Mônica toda sujinha como sempre sonhou.

À noite, os meninos voltam, e Cascão tem desilusão de que a Cecília tomou banho e não é sujinha como ele. Já na festa junina, começa a quadrilha, o apresentador da festa pede para os cavalheiros pegarem suas damas e pede sanfoneiro no palco, que era quem ia tocar para eles dançarem. Cascão diz que se ele não for, o Cebolinha toca sanfona no lugar dele. Cebolinha fala que só sabe tocar o Bife e não tem graça dançar quadrilha ao som do Bife.

Quinze minutos depois, o sanfoneiro não chega, Cascão vai ao palco falar com o apresentador e um tempo depois ele anuncia que o sanfoneiro não apareceu e o Nhô Cebolinha, um dos maiores sanfoneiros da cidade, vai tocar no lugar. Ele vai ao palco, Cascão pergunta se gostou do nome artístico que inventou e avisa que o público está aplaudindo e é pra agradecer. Cebolinha pergunta o que deve tocar e Cascão fala para tocar o tal do Bife. 

O público estranha Bife, o apresentador diz que isso não é música para se dançar quadrilha, queria um Baião. Cebolinha diz que só sabe tocar o Bife, o apresentador comenta com o Cascão que ele era bom e Cascão diz que no Bife ele é insuperável. O público começa a vaiar, o sanfoneiro chega, o apresentador pede para o Cebolinha sair, ele diz que não pode sair vaiado e quer saber do público por que estão o vaiando. Eles falam porque a música é ruim, manda aprender, não sabe tocar, é amadorzinho, grosso e é para dar a sanfona pra quem sabe tocar.

Cebolinha cai fora desanimado, Cecília sugere brincarem perto da fogueira para ele esquecer tudo, quando chegam, Cecília lembra que a mãe falou sobre brincar perto da fogueira, os outros lembram também, só não sabem se é verdade ou invenção, e resolvem brincar lá. Quando saem da festa, acontece nada e acham que é invenção dos adultos, mas quando chegam em casa na hora de dormirem, todos fazem xixi na cama e descobrem que não era invenção.

História legal com a turma em uma legítima festa junina e tema principal de Cebolinha ficar encarregado de tocar sanfona no lugar do sanfoneiro que estava atrasado, mas como só sabia tocar Bife, sem a ver com a festa junina, foi vaiado pela plateia e conseguiram normalizar a festa com a volta do sanfoneiro.

Cascão se saiu um empresário que queria o Cebolinha tocar na festa, conseguiu lábia pra convencer o apresentador, Cebolinha insistia que só sabia tocar Bife, mas não adiantava. Meteu amigo em enrascada, Cebolinha também poderia ter recusado, evitaria as vaias no final. O apresentador podia ter descinfiado que criançanãoia saber tocar sanfona. Ficou inicialmente a dúvida do que o Cascão falou para o apresentador pra convencê-lo Cebolinha a tocar sanfona na quadrilha, depois ficou claro que disse que era o melhor sanfoneiro. 

A trama foi passada com focos de várias situações: meninos disputarem quem será o par da Mônica , Cascão interessado pela Cecília e depois se decepcionar que ela não era sujinha, Cebolinha como sanfoneiro (que julgo o momento principal) e brincarem perto da fogueira e fazerem xixi na cama por causa disso. 

Uma graça Cascão correr e passar na frente pra ser par da Mônica no lugar do Cebolinha e ela ser tricada pela Cecília porque achava que era sujinha.  A desilusão amorosa dele foi grande. Ao pularem fogueira, não ouviram sabedorias das mães deles, acabaram se dando mal fazendo xixi na cama, se tivessem acreditado, não precisariam passar por isso. Ainda ficou mensagem de forma divertida de que devem obedecer e acreditar nas mães. 

Foi marcada também por várias tiradas. Engraçado Cascão pensar que era quadrilha de bandidos, dizer que Cebolinha não tem jeito com meninas de fora ao ver a Cecília, pedir para Cebolinha não gritar porque pode ferir os ouvidos sensíveis da Cecília, perguntar se tinha alguma dama na festa com Mônica e Cecília ao lado, pensando que elas eram senhoritas, Cascão dizer que ser vaiado acontece nas melhores famílias. Magali fez participação só em um quadro, só não a colocaram no lugar da Cecília pra dar a graça de Cascão escolher porque a Cecília era sujinha como ele.

Cecília, prima da Mônica, só apareceu nesta história, como de costume de personagens criados para uma única vez. Na mesma revista, curiosamente, em outra história o Cascão se apaixonou pela Maria Cascuda porque era sujinha, que marcou a estreia da personagem. Se tivessem com pretensão da Cascuda ser personagem fixa desde então, poderiam até terem a colocado no lugar da Cecília. A Cascuda ainda pareceria em outra história de 1975 e depois só retornou aos gibis e em definitivo em 1981. 

Foram 10 páginas, mas com muito texto que fica mais tempo lendo e parece que é história mais longa. Incorreta atualmente por crianças irem sozinhas em festa junina altas horas da noite, Cascão em interesse de namorar Cecília e por ela estar sujinha já que teria namoro de crianças e apologia à sujeira, Cascão com cachimbo na boca, mesmo de brinquedo, não pode atualmente, eles brincarem perto de fogueira,  constrangimentos de crianças fazendo xixi na cama, além de palavras proibidas "roubar", "diacho" e não colocariam "Bife" para não ter duplo sentido de música com carne.

Traços ficaram bons, do estilo dos anos 1970 com personagens com bochechas pontiagudas, sendo que estavam começando a arredondar aos poucos, se comparar histórias de 1970 com 1974 já dava pra ver diferenças. A noite foi retratada com fundo todo preto e destaque também que a noite em alguns quadros e a plateia ao fundo com pontos pretos em um fundo branco que juntos formavam cinza. Recurso utilizado em tirinhas em preto e branco e depois por um bom tempo na camisa do Jeremias nos anos 1980 e 1990.

Foi republicada depois em 'Almanaque da Mônica Nº 9' - Especial Festas Juninas' (Ed. Abril, 1981), que misturou republicações e histórias inéditas, sendo que essa do Cebolinha foi a única de festas juninas dentre as que foram republicadas, as demais com esse tema foram inéditas. 

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 9' - Especial Festas Juninas' (Ed. Abril, 1981)