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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Capa da Semana: Cebolinha Nº 22

Nessa capa, Cebolinha e Cascão vão parar à beira de um rio depois de terem dado nós nas orelhas do Sansão da Mônica. Cebolinha entra no rio e coloca um canudo na boca para respirar na água e Cascão acaba chorando porque vai apanhar da Mônica já que ele não vai pular na água.

Seria mais interessante ter saído em uma revista do Cascão já que a piada é mais com ele. Como capas com os meninos aprontando com a Mônica saíam mais em gibis do Cebolinha e da Mônica, aí pelo visto preferiram publicar em um gibi do Cebolinha por causa disso

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 22' (Ed. Globo, Outubro/ 1988).


domingo, 25 de agosto de 2019

Cebolinha: HQ "A caveira dentuça"

Em agosto de 1989, há exatos 30 anos, era lançada a história "A caveira dentuça", em que Mônica, Cebolinha e Cascão foram até uma ilha atrás de vestígios de um tio-avô da Mônica que foi pirata para saber se ele foi dentuço ou não quando era vivo. Com 13 páginas, foi publicada em  'Cebolinha Nº 32' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cebolinha Nº 32' (Ed. Globo, 1989)

Nela, Mônica e Cebolinha estão no quarto dela procurando uma raquete de pingue-pongue, quando Cebolinha encontra uma foto velha perdida de um homem fantasiado nas coisas dela. Mônica diz que era seu tio-avô Ricardo, foi um grande pirata, conhecido como Cacareco Barba Braba, o terrível. Mas ninguém sabe do seu paradeiro, dizem que morreu em uma ilha deserta no início do século XX depois de viver uma vida inteira de aventuras.


Cebolinha diz que ele foi muito corajoso, Mônica confirma, lembrando que o avô dela dizia que seu tio se parecia muito com ela. Cebolinha comenta que ele devia ser dentuço e tomou cuidado para esconder os dentões na foto e se a teoria dele estiver certa, a Mônica vai ser dentuça a vida inteira, é mal de família.

Mônica fica com raiva e Cebolinha propõe uma aposta que se o tio-avô dela for dentuço, ela para de bater nele e nos outros meninos e concordar com eles a chamarem de dentuça. Mônica diz que ele nunca vai provar isso e está com inveja porque teve um pirata na família. Ela acaba aceitando a aposta, mas não quer mais jogar pingue-pongue com ele, que debocha que se for com a raquete que ela não achou, não tem problema, é só rebater a bolinha com os dentões, deixando a Mônica fula, tacando um porta-retrato na porta, mas ele já havia ido embora e não acerta nele.


Cebolinha comemora que ela ficou louca da vida e no caminho encontra o Cascão. Antes de chamar o nome completo, Cascão interrompe falando não, já sabendo que se tratava de outro plano infalível, afirma que não vai participar e tem a força de vontade. Cebolinha diz que quem sabe Cascão era o pé-frio e ele não entrando vai dar certo. Cascão cai na lábia, diz que pé-frio é a vovozinha e acaba aceitando participar do plano. Cebolinha conta o plano, enquanto Cascão se acha um burro por ter aceitado participar.


No dia seguinte, Cebolinha pergunta se a Mônica estava pensando no tio-avô dentuço. Mônica responde que ele não era dentuço e Cebolinha duvida que ele era pirata. Mônica fala que ele era sim e vai provar. Nisso, surge uma ventania forte e acaba caindo um papel no rosto da Mônica. Quando ela vê, era uma mapa do tesouro escrito pelo seu tio-avô. Cebolinha reconhece que era um verdadeiro mapa do tesouro, mas para provar mesmo que era dentuço teria que seguir o mapa e buscar o tesouro.


Mônica não consegue ler o mapa por conta da ventania e Cebolinha grita que já é na hora do vento parar, dando a deixa que o vento foi causado por um ventilador ligado pelo Cascão, que estava escondido em uma moita perto. Já sem vento, Cebolinha diz que eles têm que dar 20 passos até o campinho e Mônica estranha se existia campinho naquela época. Depois Mônica lê 30 passos até o "Ricardão" e Cebolinha diz que era "riachão". Mônica comenta que só ele mesmo para entender uma letra feia daquela.


Depois teriam atravessar o riachão até a Ilha da Pulga. Mônica diz que lá era só um pedacinho de terra e com tanta ilha legal no mar, o tio Cacareco poderia ter escolhido uma ilha melhor. Cebolinha diz que quem sabe ele adivinhou que a sua sobrinha ia morar perto e quis facilitar as coisas. Mônica pergunta como vão achar um barco e Cebolinha lê no mapa que tinha um estacionado na moita e Mônica comenta que ele pensava em tudo, mas acha pequeno e Cebolinha diz que de tanto ficar na água, encolheu.


Cascão comenta que sua participação no plano acabou, pois nada faria entrar naquele barco, mas quando vê um menino espirrando água com uma arma, Cascão pula  até o barco desesperado e vai com eles até a Ilha da Pulga, mas Cebolinha avisa para ele não estragar o plano. Chegando lá, eles tinham que dar 5 passos em direção ao grande coqueiro e Cascão é obrigado a cavar a terra, já que ele foi até lá e que o Cebolinha já teve trabalho para enterrar. Mônica estranha ser caixa de sabão e Cebolinha diz que o tio era moderninho.


Eles encontram brinquedos velhos e um diário como o tesouro que diz que foi escrito pelo tio-avô dela. Cebolinha lê que ele enterrou os brinquedos lá e termina a carreira de pirata dele porque ninguém o levou a sério um pirata dentuço e viver na ilha até o fim da vida. Mônica toma o diário da mão do Cebolinha e começa a ler andando pela ilha, quando tropeça em algo. Era a caveira da cabeça do seu tio-avô e tem a surpresa que era dentuço. Cebolinha diz que isso prova que ele era dentuço. Mônica ainda pergunta para caveira se era seu tio mesmo. Cebolinha diz que é a pura verdade e que ganhou a aposta e Mônica acaba chorando no coqueiro e os meninos aproveitam para chamá-la de dentuça abridor de garrafa e a obrigam concordar.


Mônica lamenta o tio Cacareco ter feito isso com ela e se conforma em abrir o tesouro. Ela vê que só tinha brinquedos velhos, só cacarecos, e vai tirando pião, caminhãozinho e coleção de tampinha do Cascão. Ele fica brabo e grita com Cebolinha que pião e patins tudo bem, mas a coleção de tampinhas premiadas ele não deixava e é a última vez que entra em planos dele. Mônica ouve tudo, bate neles e faz eles remarem até de volta para casa, reclamando que já devia ter percebido a caveira de gesso e sabia que o tio Cacareco não ia desapontar.


No final, um menino da ilha ao lado avista a turma indo embora e avisa ao avô que eles tinham ido embora. O avô fala que ainda bem, pois eles podiam descobrir o tesouro que havia enterrado que era para o neto quando tiver mais idade e aí é revelado que era o tio Cacareco da Mônica que ainda era vivo e o neto falando que um deles tinha a marca da família deles, os dentões, confirmando assim que o tio-avô da Mônica era dentuço mesmo, só que estava banguela por conta da idade.


Essa história é sensacional mostrando o mistério se o tio-avô pirata da Mônica era dentuço ou não em mais um plano infalível do Cebolinha. Ele tinha boa imaginação para elaborar seus planos, o que rendiam ótimas histórias. Dessa vez o plano surgiu do nada ao ver uma foto do tio-avô da Mônica e como sempre ele e o Cascão apanhando e se dando mal no final.

Muito legal as tiradas de seguir o mapa do tesouro criado pelo próprio Cebolinha, com todos os seus garranchos de letras e até um diário ele criou dizendo que foi escrito pelo tio-avô da Mônica. Fazia ela de boba tranquilamente. Engraçado também quando Cascão recusava de participar dos planos, mas acabava aceitando depois de algum ponto fraco que o Cebolinha dizia. Só não gostei muito do Cascão indo de barco no riacho até a ilha, mas ele não se molhou e foi importante a presença dele para poder estragar o plano infalível no final. Outro personagem não ia sair tão engraçado como foi com o Cascão. Na parte que a Mônica troca "riachão" por "Ricardão" por causa dos garranchos da letra do Cebolinha, provavelmente foi uma homenagem ao Chaves, quando ele lia tudo errado nas cartas que tinha ler  no seriado.


Histórias de pirata sempre eram bem envolventes. Era bom quando retratavam a família dos personagens, dessa vez foi um ancestral da Mônica, descobrimos um tio-avô dela do século XIX e que ainda era pirata. Os parentes dela, fora os principais, sempre foram marcantes e seguiam um estilo diferenciado do padrão. O grande absurdo ficou no final com o tio ainda estar vivo, se tornando uma grande surpresa para os leitores. Como ele havia sumido no inicio do século XX e já estavam no final do século, ele já teria uns 150 anos. Outro absurdo nela foi como o Cascão conseguiu arrumar tomada para o ventilador no meio da rua atrás da moita. Isso que se tornava legal nos gibis. 


Os traços lindos, cheio de ângulos diferentes, até com eles de costas. Colocaram a Mônica com dentões na frente quando mostrou todos os dentes quando estava com raiva, provavelmente para ter noção que era dentuça mesmo, mas normalmente personagens dentuços como Mônica, Titi, Chico Bento, não apareciam com dentões à mostra quando apareciam todos os dentes e agora na Editora Panini eles obrigatoriamente deixam personagens com dentões a mostra em situações assim. Prefiro sem dentões nesses casos. 

Tudo indica que  essa história foi escrita e desenhada por Rosana Munhoz. Até poderia ser criada hoje, só que iam dosar mais os absurdos, exagero de xingamentos com a Mônica, mudar o menino com arma na mão querendo espirrar água no Cascão, tirar a parte do Cascão se achando um burro por estar participando do plano, para não tachar um personagem como um burro e implicar que a suposta caveira da cabeça do Tio Cacareco era algo macabro e mudar isso. Ou seja, ia tirar o encanto. 



A capa do gibi teve alusão à história, mas eles não ficam vestidos de pirata durante a história. Pelo visto para ter uma ideia que se tratava de uma história de piratas. Na Globo, quando tinha  capas com alusão á história, nem sempre era tão fiel ao que acontecia na história. E de curiosidade, esse gibi foi a verdadeira edição "Nº 200" do Cebolinha se não tivesse reiniciado a numeração quando mudaram da Editora Abril para a Globo. Acho que se eles ainda estivessem na Abril na época, esse gibi teria uma história comemorativa da marca de 200 edições e essa iria para outra edição. Enfim, muito bom relembrar essa história "A caveira dentuça", bem marcante, há exatos 30 anos. 

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Capa da Semana: Cebolinha Nº 11

Uma capa do Cebolinha fazendo alusão à história de abertura "O plano da calcinha de rendinha". Nessa capa, então, Cebolinha e Cascão provocando a Mônica que a calcinha estava à mostra, deixando ela com vergonha. Na Globo não costumava ter capas com alusão às histórias de aberturas, só de vez em quando, normalmente quando julgavam que era uma história boa ou marcante a ponto de criar uma capa referente às histórias.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 11' (Ed. Globo, Novembro/ 1987).


segunda-feira, 22 de julho de 2019

Cebolinha Nº 51 - Panini - 2019


Nesse mês de julho a MSP está comemorando 60 anos e, com isso, os gibis do mês de julho de 2019 estão especias com histórias comemorativas com a data. Todos os gibis principais tem algo relacionado aos 60 anos da MSP, menos o do Chico Bento. Então, vou fazer durante esse mês resenha dos gibis que eu comprar e nessa postagem mostro como foi o gibi 'Cebolinha Nº 51'.

A distribuição das revistas seguiu o normal que vem sendo, os gibis dos 5 personagens principais chegaram aqui dia 11 de julho e Turma da Mônica chegou dia 20 de julho. Nas capas, agora tem um selo de 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa completados nesse mês de julho.

As revistas desde maio estão com a promoção "Fantástica Fábrica de Quadrinhos" em que vem encartadas um cupom em que você cadastra o código no site e se for sorteado vai ter uma visita aos Estúdios da MSP (10 ganhadores) e serão sorteados também 10 caixas com diversas revistas e livros e assinatura de 6 meses dos gibis. Todos os gibis principais, exceto almanaques estão com essa promoção e, com isso, eles vem embalados com plástico para não pegarem o cupom e infelizmente não dá para serem folheados nas bancas para saber como eles estão.

Promoção "Fantástica Fábrica de Quadrinhos"

Um destaque dos gibis "Nº 51" desse mês de julho é que nas contracapas de Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Turma da Mônica têm propagandas do filme "Laços". Como se  fosse uma capa alternativa, mostram o ator/ atriz que fez o personagem no filme ao lado do personagem em quadrinhos em seus respectivos gibis.  Assim, no gibi da Mônica tem a Mônica do filme com o desenho da personagem Mônica ao lado e por aí vai. Já no gibi Turma da Mônica tem os 4 personagens juntos. Só o gibi do Chico Bento que não teve, pois ele não apareceu no filme e colocaram no lugar propaganda do álbum de figurinhas do filme.

A propaganda da contracapa celebrando o filme "Laços", ou capa alternativa alternativa, como preferir,  ficou assim:

Contracapa da edição celebrando o filem "Laços"

Falando sobre 'Cebolinha Nº 51', custa R$ 7,00, com formato lombada, 84 páginas e com 9 histórias no total, incluindo a tirinha final. Chama a atenção da história de abertura envolver fábula e ainda mais em um gibi dele, já que geralmente colocam fábulas nos gibis da Magali e fugir um pouco dos personagens o tempo inteiro só no bairro do Limoeiro.

Na história de abertura, "O Contador de Histórias", escrita por Carlos Estefan e com 36 páginas no total, Jeremias resolve contar uma história para o Cebolinha, Mônica e Denise para que eles parem de brigar. Jeremias conta o período assombroso que o bairro do Limoeiro passou em uma época que uma terrível força fez com que seus habitantes transformassem em espectros das sombras por eles viverem brigando entre si o tempo inteiro e deixaram de ter qualquer sentimento. Assim, 4 amigos, que são os antepassados dos personagens, vão ter que salvar o vilarejo e fazer o possível de também não serem transformados em espectros das sombras com a ajuda de um guardião contador de histórias, que era uma paródia do Mauricio de Sousa.

Trecho da HQ "O Contador de Histórias"

Achei um roteiro bem interessante, diferente do que vem sendo colocado ultimamente nos gibis. Os traços não ficaram ruins, tiveram uns contornos e ângulos diferentes, apesar de ter tido algumas caretas, mas nada que prejudique na avaliação completa. A capa da edição também ficou muito bonita, melhor capa do mês. Teve também a homenagem aos 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa, inserindo uma versão da primeira tirinha de 1959 do Bidu e Franjinha em que ele ficava ouvindo um palestrante, junto com várias pessoas e cada um ia saindo até ficar o Franjinha para buscar o Bidu que estava dentro da caixa onde o palestrante estava acima.

Trecho da HQ "O Contador de Histórias"

Outro destaque desse gibi do Cebolinha foi ter uma história do personagem Marcelinho, inspirado no filho caçula do Mauricio de Sousa. Ele estreou em 2015 em tiras na internet, tem mania de ser extremamente certinho, ensinar a turminha economizar coisas, ser  contra o desperdício, a favor da sustentabilidade e atender o politicamente correto. Nos gibis, ele teve participações de figuração em algumas histórias e agora pela primeira vez teve um destaque maior, podendo considerar uma real estreia do personagem nos gibis.

Na história "Um novo parceiro", escrita por Luciana Luppe e com 8 páginas, Cebolinha procura o Marcelinho para ser o novo parceiro dele em seus planos infalíveis contra a Mônica. Só que Marcelinho reclama do desperdício de água e de energia elétrica. Ele até participa do plano, mas procura fazer seus ajustes em contribuição à sustentabilidade do planeta. Mesmo que ele esteja ensinando bons exemplos, mas até que a história não foi ruim. Os traços também foram bons.

Trecho da HQ "Um novo parceiro"

Já o resto do gibi foi como vem sendo atualmente, traços feios de PC e expressões sem vida no estilo copiar/colar com imagens prontas e letras ruins também de PC. Poucas histórias do Cebolinha, foram só 4, incluindo a tirinha final, sendo que na abertura ele nem foi a atenção central. 

Histórias dos secundários foram com a Turma do Penadinho (2, uma com a turma toda e outra com a Dona Morte), Astronauta, Humberto e uma com Nimbus, Do Contra e Marina, que pelo visto quiseram dar destaque nesse gibi aos personagens inspirados nos filhos do Mauricio na vida real, primeiro Marcelinho e agora eles. Curioso na história da Dona Morte de 2 páginas, ela falar "Senhor Cegonha" ao invés de "Dona Cegonha" como eram nos gibis antigos. Na Panini eles fazem isso há algum tempo. E interessante que o Cascão não apareceu em nenhuma história, é raro ele não aparecer em um gibi do Cebolinha.

Termina com a história "Loucuras e Cenourinhas", escrita por João Mendonça e com 6 páginas em que o Louco aparece para o Cebolinha, só que com várias cópias dele, assim como também cópias do próprio Cebolinha. Histórias normal para o padrões atuais do Louco, os traços achei feio, muito copiar/ colar, a gente nota as expressões sem vida e posições tudo iguais dos personagens clonados.

Trecho da HQ "Loucuras e Cenourinhas"

Então, esse gibi foi uma boa surpresa para fugir um pouco da mesmice da turma no bairro do Limoeiro, bom também terem inserindo a tirinha do Bidu de 1959 para comemorar os 60 anos da MSP e também teve a surpresa de uma história de destaque com o Marcelinho, que nunca tinha tido desde que ele estreou. No geral o gibi foi legal. Fica a dica.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Capa da Semana: Mônica Nº 75

Uma capa bem criativa com Mônica e Cebolinha como piratas e ela descobre que o tesouro que tanto procurava era o Sansão que o Cebolinha tinha escondido lá. 

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 75' (Ed. Globo, Março/ 1993)


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Cebolinha: HQ "O dia em que a Terra se partiu"

Compartilho uma história em que a Mônica conseguiu rachar a terra ao tentar bater no Cebolinha. Com 11 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 164' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cebolinha Nº 164' (Ed. Abril, 1986)

Nela, Mônica está prestes a bater no Cebolinha depois de ele ter aprontado mais uma, quando ela acerta o Sansão no chão formando uma rachadura de tão forte que foi a coelhada. Antes nem é mostrada uma rachadura, apenas a Mônica caindo e só depois que veem que era uma rachadura.


Cascão e Xaveco veem  a cena e tem uma ideia de um plano infalível. Enquanto Cebolinha comenta que foi o Sansão que causou a rachadura e Mônica discorda, surge o Cascão desesperado, gritando que todos estão perdidos. Mônica comenta que a casa dele é logo ali perto e Cascão diz que não por muito tempo porque o noticiário falou que a Terra está se partindo ao meio.


Mônica acha que é uma piada e dá gargalhada , mas ao ver o Cascão sério ela passa a acreditar. Ele dá um rádio para a Mônica ouvir a notícia e como não fala nada, ele taca uma pedra na cabeça do Xaveco para ele acordar atrás da moita e começar a falar. Xaveco anuncia que o mundo está se partindo ao meio e que os cientistas não sabem como isso começou e acabam de ver que está localizada em uma cidade do interior do Brasil, mas precisamente em um campinho entre uma menina dentuça e um menino de cabelo espetado. Mônica estranha e pergunta para o rádio como um computador vai saber esses detalhes e Xaveco responde que tem um satélite bem em cima deles e complementa que a rachadura foi feita por um coelho de pelúcia.


Cascão reclama que a culpa foi da Mônica, que se defende que foi o Cebolinha que desviou e ele, por sua vez, diz que não desviasse iria virar pó de cebola. Cascão pergunta o que vai ser da terra e pior que a casa dele está no outro lado da rachadura. Mônica também lembra que o Reinaldinho, o garoto mais fofo do bairro, também mora do outro lado da rachadura. Mônica fica apavorada em ficar longe do Reinaldinho e pergunta para o Cebolinha e Cascão que eles tem que fazer alguma coisa, que se ficar sem ver Reinaldinho, logo emenda sem visitar os meninos, não iria conseguir viver.


Cascão fala que eles não podem fazer nada e logo olham para ela, dando a entender que só ela pode salvar a Terra. Mônica pergunta por que não chamam o "Super-Homão" ou "Ri-Man". Cebolinha responde que porque eles são de outro gibi e que foi que ela que rachou a Terra. Os meninos levam a Mônica até a rachadura faz com que ela fique segurando e fazendo força para que a cratera volte à posição normal. E aproveitam para tirar o "coelho encardido" dela, alegando que é para ela ter mais movimento e estar atrapalhando. 


Mônica sai da posição querendo saber aonde os meninos vão com o Sansão. O rádio começa a falar que a Terra está se partindo de novo e a Mônica tem que voltar  ase deitar  naquela posição e não sair de lá para não destruir o mundo e para esquecer o coelho e pergunta se é mais importante o mundo ou o coelho. Mônica comenta que por uns segundos não ia fazer diferença e o rádio pergunta se ela está duvidando do que está falando, enquanto Cebolinha e Cascão estão dando socos e pontapés no Sansão.


Mônica diz que duvida sim e nem sabe com quem está falando e não pode confiar em um estranho. Xaveco sai atrás da moita com raiva e e fala que desde quando ele é estranho para ela, é o Xaveco e avisa que vai voltar atrás do mato para continuar a enganando. Ele acha uma ousadia duvidar dele e, já atrás da moita, ele continua avisando para ela continuar lá senão o mundo vai acabar e vai ficar com peso na consciência, quando a Mônica puxa o fio do rádio. Ela bate neles e faz com que eles tapem a rachadura formada e Xaveco fala que pelo menos não é cabeça deles que estão rachadas, enquanto Cebolinha fala para ficar quieto e continuarem tampando, terminando assim.


Muito engraçada essa história com a Mônica pensando que realmente a Terra se partiu ao dar uma coelhada no chão. Já foi absurdo ter um rachamento com uma simples coelhada, mas não seria a ponto do mundo se partir por causa disso. A maioria dos planos eram planejados pelos meninos, mas às vezes os planos surgiam de repente ao verem uma situação e que podiam se aproveitar da situação para derrotar a Mônica. Nas histórias antigas de plano infalíveis a Mônica acreditava em tudo que os meninos falavam, adorava a Mônica se passando por boba até descobrir o plano deles. 


Interessante que nem foi o Cebolinha que bolou o plano infalível dessa vez, a ideia não foi dele, mas seguiu adiante quando o Cascão deu toque que era um plano. Outra coisa diferente foi que quem estragou o plano foi o Xaveco e não o Cascão como de costume, dando um destaque, então, para o Xaveco na história. Ele era um personagem exclusivamente secundário, só fazia pontas nas histórias, só a parir dos anos 2000 que o personagem já teve uma outra visão pela MSP e passou a ter mais participação e até histórias solo e até brincadeiras que ele era um personagem secundário.


Engraçado a Mônica falar com o rádio e ele responder normalmente. Se fosse uma transmissão real não teria como ter essa interação. Legal também o Xaveco levando uma pedrada do Cascão e a Mônica preocupada que não veria o Reinaldinho, o garoto fofo da rua. Era só eles irem para o lado que eles queriam antes de aumentar rachadura. Aliás, Reinaldinho era referência ao roteirista Reinaldo Waismann. Na Editora Abril ele era praticamente o oficial dos garotos fofos que as meninas admiravam. Na Editora Globo, com a sua saída da MSP, passou a ter outros meninos, como Fabinho, Ronaldinho,Robertinho, etc, mas ainda assim de vez em quando ainda tinham referência a Reinaldinho de garoto mais fofo.


Muito legal a a referência ao He-Man, ele estava muito em alta na época e até chegou a ter histórias com ele ou participando junto com outros super-heróis famosos, chegando, assim, no mesmo nível a super-heróis da Marvel e DC. Os traços excelentes da fase de ouro dos personagens. E mais uma vez teve propagandas inseridas em finais de páginas, coisa muito comum na época. Assim, a história era para ter 10 páginas, mas somando os quadros de cada propaganda, ocupou mais 1 página no gibi. Dessa vez os anúncios foram do chocolate Lolo e dos gibis do Mickey, Luluzinha e Bolinha, todos da Editora Abril, fora o anúncio do lápis Labra na lateral direita na primeira página que não influenciou nos quadros das histórias.


Foi republicada depois no 'Almanaque do Cebolinha Nº 33' (Ed. Globo, 1996), naturalmente sem as propagandas inseridas e ocupando as 10 páginas normais. Abaixo, deixo a capa desse almanaque.

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 33' (Ed. Globo, 1996)

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Capa da Semana: Cebolinha Nº 101

Uma capa bem divertida com a Mônica brincando de jogar argolas no cabelo do Cebolinha, que não gosta nenhum pouco disso e nem pode recusar senão apanha.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 101' (Ed. Globo, Maio/ 1995).


quarta-feira, 1 de maio de 2019

Tirinha Nº 63: Cebolinha

Uma tirinha envolvendo absurdo, Cebolinha vai a uma vidente para saber do seu futuro e ela vê na bola de cristal o Cebolinha xingando a Mônica, que pega o Sansão para bater nele e acaba o Sansão da visão do futuro atravessando a bola de cristal e acertando o Cebolinha. Muito bom, engraçada a cara que a vidente e o Cebolinha fizeram na hora da surra. Hoje em dia não fazem mais histórias com os personagens visitando videntes por não ser coisa de criança.

Tirinha publicada em 'Cebolinha Nº 99 (Ed. Globo, 1995).


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Capa da Semana: Parque da Mônica Nº 6

Nessa capa, Cebolinha e Cascão se escondem no alto do "Carrossel do Horácio"depois de aprontarem com a Mônica. Apesar de fazer alusão à história de abertura, como era de costume nas revistas "Parque da Mônica", até que fizeram uma piadinha em relação à história. 

A capa dessa semana é de "Parque da Mônica Nº 6' (Ed. Globo, Junho/ 1993).


segunda-feira, 4 de março de 2019

Cebolinha: HQ "Carnaval! Oba!"

É Carnaval, então mostro uma história em que o Cebolinha, Cascão e Mônica formaram um bloco de Carnaval sem querer. Com 9 páginas, foi publicada originalmente em 'Cebolinha Nº 38' (Ed. Abril, 1976) e republicada em 'Almanaque da Mônica Nº 8 - Especial Carnaval' (Ed. Abril, 1981).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 8 - Especial Carnaval' (Ed. Abril, 1981)

Nela, Cebolinha e Cascão estão conversando, quando a Mônica chega e bate um tambor bem alto e os meninos se assustam com o barulho. Ela fala para eles se animarem porque era Carnaval e chama para dançar. Cebolinha diz que com ela tocando fica meio difícil e Mônica, com sua autoridade, já quer saber se ele está insinuando que ela não sabe tocar. Cascão tem um pensamento que era verdade isso e Mônica grita com ele se está pensando alguma coisa.


Com muito medo da Mônica, eles falam que foi o melhor "bum-bum-bum" que já ouviram, que foi sensacional e que devia tocar no bloco deles. Mônica pergunta que bloco era, e Cebolinha diz que é o bloco "Vai Quem Quer". Mônica pergunta sobre os estatutos e regras do bloco. Cebolinha comenta apenas que vai quem quer e os instrumentos cada um toca o que quiser e então, Mônica resolve tocar o seu tambor na rua.


Mônica comenta que falta uma coisa. Cascão pergunta se são os tampões de ouvidos e Mônica já grita se ele falou alguma coisa já ameaçando bater. Mônica fala que são as fantasias que estão faltando e Cebolinha pergunta se ela já não estava fantasiada. Mônica deixa passar por ser Carnaval e que o espírito de piada dele estava muito bom, mas ameaça para não se repetir apontando dedo para ele.


Cebolinha diz que cada um se fantasia como quiser e, assim, eles vão se fantasiar. Quando voltam, Mônica vem fantasiada de coelhinha, Cebolinha, dentro de um arbusto, fantasiado como uma plantação de cebola e Cascão, de lata de lixo. Cada um acha graça da fantasia dos outros e depois Mônica pergunta das faixas do bloco. Cascão mostra a faixa "Bloco Vai Quem Quer saúda o público e pede passagem".


Tudo resolvido, eles cantam pela rua a marchinha do Bloco "Vai Quem Quer". O povo que estava na rua gostam da animação das crianças e vão se juntando com eles. Aos poucos, vão juntando cada vez mais gente,  atravessam trânsito e chegam em um desfile de samba e a turma acaba recebendo prêmio de um troféu do prefeito, quando eles percebem que formaram um bloco de Carnaval de verdade de sucesso e muito animado.


Cebolinha mostra o troféu que ganharam para o Cascão, que fica contente e diz para não segurar sem cuidado porque cair e quebrar. Cebolinha diz que não importa porque é Carnaval. Cascão toma a taça da mão do Cebolinha e diz que vai ficar ali parado tomando conta dela. Cebolinha e Mônica vão embora junto com o bloco para se divertirem. Cascão vê de longe todos brincando no bloco e não resiste, joga o troféu no lixo e vai junto com a turma brincar no bloco, terminando assim.


Uma história boa de Carnaval onde é formado um bloco de Carnaval sem querer. Os meninos inventam que eles tinham bloco só para desviar a atenção da Mônica de bater neles por terem insinuado que ela toca mal o tambor e, com a inocência deles vão enumerando aos poucos o que precisa para formar um bloco e acabaram criando um bloco de verdade no bairro do Limoeiro. Deixa uma mensagem no final que não é para se apegar a prêmios materiais e o importante é curtir os momentos com os amigos, no caso curtir o Carnaval junto com o bloco ao invés de ficar cuidado de um troféu. Legal as fantasias dele, hoje em dia nem pensar Cascão vestido de lata de lixo.

Nos anos 70 era tudo espontâneo, com um simples papo, as coisas saiam se desenrolando naturalmente até ver o que aconteceu. Mesmo assim, não ocupavam muitas páginas as conversas dos personagens e as histórias não eram tão longas por causa disso. Depois eles passaram a ser mais objetivos nas histórias, indo direto ao ponto que queriam.


Naquela época a Mônica era bem mais irritada, sem paciência e muito autoritária, qualquer motivo já saía batendo nos outros, como pode notar que ela se incomodou até com o pensamento do Cascão, ou seja, batia nos meninos até se percebia que estava falando mal dela por pensamento. Dessa vez não bateu neles, mas assustou com ameaças se continuasse, sendo bem autoritária.


Os traços bacanas, do estilo dos anos 70. estavam começando a ficar com bochechas menos pontiagudas, mas ainda longe do estilo consagrado. Destaque para Mônica com dentes da frente bem maiores, além dos personagens falando de boca fechada e muitas vezes tinham colorização de tudo de uma mesma cor em alguns momentos como aconteceu coma plateia do desfile, coisa característica em todos os gibis da Editora Abril, não só os Turma da Mônica.


As imagens tirei do 'Almanaque da Mônica Nº 8' de 1981. Falando brevemente desse almanaque tiveram 13 histórias no total entre 1971 a 1977, só que dessas, só 6 foram de Carnaval (incluindo a tirinha inédita) e as outras republicações de histórias normais  de personagens secundários. Na época não tinham histórias suficientes de Carnaval para republicarem, assim mesclaram histórias de Carnaval com normais, a não ser que fizessem histórias inéditas sobre o tema, como fizeram com alguns almanaques temáticos na Editora Abril. Tanto que ainda precisaram antecipar uma de 1977, pois era permitido republicações apenas de histórias de 5 anos para cima, no caso devia ter até 1976.

Depois foi republicada de novo em 'Coleção Um Tema Só Nº 13' (Ed. Gobo, 1996), o que foi uma surpresa, pois não tinham costume de republicarem histórias dos anos 70 na época.. Abaixo, a capa original de Cebolinha Nº 38' de 1976 e esse Coleção um  Tema Só de 1996.

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 13' (1996)
Capa de'cebolinha Nº 38' (1976)