Mostrando postagens com marcador Edições Especiais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Edições Especiais. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de setembro de 2019

Trilogia dos Livros "MSP 50"

Em 2009 era lançado o livro "MSP 50" comemorando os 50 anos dos estúdios Mauricio de Sousa Produções até então e que daria início a trilogia de livros dessa série e posteriormente ao título "Graphic MSP". Então, nessa postagem mostro como foram esses livros da Trilogia MSP 50, que deu início há 10 anos.



O projeto foi idealizado pelo editor Sidney Gusman para homenagear o Maurício pelos 50 anos da MSP. O nome do livro "Mauricio de Sousa Por 50 Artistas", nome criado pelo roteirista Flavio Teixeira de Jesus, teve essa intenção de trocadilho com a Mauricio de Sousa Produções, com a siglas das suas letras iniciais, no caso "MSP 50".

Trata-se de um projeto em que 50 quadrinhistas brasileiros foram convidados pelo Sidney Gusman a elaborar histórias com uma releitura dos personagens do Mauricio. A Turma da Mônica, então, foi vista através de outros olhos, cada artista fez roteiros e traços da turma de acordo com o seu estilo de trabalho. A gente vê muitas vezes os personagens com traços bem adultos, às vezes bem infantis, seguindo o estilo deles. As vezes os personagens são até representados como adultos e tem histórias que até seguem o estilo de roteiro da MSP mesmo, só que desenhadas de outra forma, além de algumas até desenhadas bem próximos no estilo da MSP . 

 Teve inspiração no livro "Mônica 30 Anos" de 1993 em que teve uma seção que artistas nacionais e estrangeiros redesenharam a Mônica em ilustrações diferentes, cada um com seu estilo, e também dos livros "Asterix e seus amigos" e "25 Anos do Menino Maluquinho", que também tiveram essa pegada quando os personagens completaram 80 anos e 25 anos, respectivamente. 

O sucesso desse livro de 2009 foi tão grande, tanto de crítica e público, que resolveram depois criar mais 2 novos livros dessa série, MSP + 50" em 2010 e "MSP Novos 50" em 2011, com mais 50 artistas diferentes em cada um e com isso, foram 150 artistas que tiveram seus trabalhos reconhecidos nessa coleção.

Contracapas dos livros da Trilogia "MSP50"

Cada livro tiveram 2 versões, uma de capa dura e capa cartonada, formato 19 x 27 cm e com preços variando a cada ano. As capas de cada um seguiram o mesmo estilo com o Mauricio em destaque e os personagens em miniatura concentrados mais no rodapé das capas, sendo que todas as ilustrações foram montagens com cenas dos personagens redesenhados com as releituras presentes em cada livro. Nas primeiras páginas de cada história ou ilustração, aparece o nome do artista na vertical na lateral esquerda. A seguir  mostro como foi cada livro dessa trilogia.


Maurício de Sousa Por 50 Artistas (MSP 50)

Lançado em setembro de 2009 durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, esse livro foi o pioneiro da trilogia, teve 192 páginas e custou R$ 55,00 a capa cartonada e R$ 98,00 a capa dura. O preço desses livros de luxo sempre desanimaram, cobram preços muito caros, o que faz limitar as compras e até  chamam essas edições de "caça-niquel". Tem os que compram capa cartonada por não ter condição de comprar capa dura, mas mesmo assim tem relatos de que compraram capa dura por uma obra desse porte tem que ser capa dura.

Abre com um prefácio escrito pelo Sidney Gusman contando sobre o livro, como ele teve a ideia e inspiração pra criar o livro em homenagem aos 50 anos da MSP, o interesse de reunir artistas consagrados junto com poucos conhecidos ou que fazem sucesso apenas em âmbito regional, a ideia do nome do livro e agradecimento aos autores envolvidos na obra. Nesse teve uma ilustração na esquerda do texto com a primeira tirinha do Bidu de 1959 para homenagear o primeiro trabalho do Mauricio de Sousa, o início de tudo.


Capa com Mauricio em destaque e personagens no rodapé e fundo azul. As histórias  são entre 1 a 5 páginas, algumas delas são apenas uma ilustração dos personagens. Quase todos os núcleos de personagens foram lembrados nesse volume, só não teve Papa-Capim. Para não dizer que não teve nada dele, teve apenas uma tirinha de 3 quadrinhos do Gilmar, mas que divide tirinhas de outros personagens na mesma página. Os personagens que mais teve versões no livro, além da Turma da Mônica, foram Astronauta e Piteco, são mais lembrado até pelo seus ritmos de aventura se encaixarem mais no estilo dos artistas. Chico Bento também foi bem retratado.

Tem umas que gostei bastante como o do crossover do Astronauta com Piteco, Horácio e Mauricio de Sousa na história de Flávio Luiz, a do Cebolinha e o Louco , de Jean Galvão; Horácio,de Raphael Salimena; Cascão com a Turma do Xaxado de Antonio Cedraz; Mônica com o Menino Maluquinho, de Ziraldo, Chico Bento de Vitor Cafaggi, entre outros. Horácio, de Spacca ficou até bem parecido os traços da MSP.

Depois das histórias tem uma seção com 4 páginas mostrando com detalhes sobre cada autor do livro, falando sobre trajetória e carreira e sites de cada um deles. Depois tem um desenho do Bidu feito pelo Mauricio de Sousa e uma página com um agradecimento do Mauricio para todos que fizeram aquele livro e ilustrações do Bidu no rodapé da página e no final uma biografia da carreira do Mauricio.



Maurício de Sousa Por Mais 50 Artistas (MSP +50)

O segundo livro da coleção foi lançado em agosto de 2010 durante a Bienal do Livro de São Paulo. Com o sucesso do primeiro livro, o preço teve aumento na capa cartonada, mas o de capa dura manteve mesmo preço. Assim, capa cartonada custou R$ 59,00 e capa dura custou R$ 98,00.

Continuou sendo 50 artistas diferentes que não fizeram o primeiro livro, sendo que agora com 216 páginas, o que permitiu um maior número de páginas por cada história, assim tiveram histórias entre 1 a 5 páginas, mas com mais quantidade de histórias de 4, 5 páginas em relação ao primeiro livro.

Capa vermelha pra diferenciar visualmente do primeiro livro. Editorial com Sidney Gusman contando sobre o sucesso do primeiro livro, o interesse dos artistas em participar no novo livro, o acompanhamento do público de conhecer trechos do livro aos poucos  antes do lançamento através de divulgações da internet, principalmente no Twitter à medida que concluíam alguma atualização.


Segue o estilo de traços adultos ou bem infantis, conforme o estilo de trabalho de cada artista e as vezes os personagens representados como adultos. As histórias, a grande maioria, tiveram um título, já que no primeiro livro muitas não tinham títulos, nem as mais longas de mais de 3 páginas. Turma da Mônica, Astronauta e  Piteco continuaram a ser os núcleos de personagens com mais presença no livro. Teve Papa-Capim dessa vez, mas foi uma história muda, ele desenhado apenas como uma sombra, bem apagado, só para não dizer que não foi esquecido.

De destaque, a história de abertura "Sessão da tarde" foi criada em conjunto por 3 artistas, Mateus Santiolouco, Rafael Albuquerque e Eduardo Medeiros sendo que cada parte ilustrada por cada um dos artistas. Assim, a história teve 15 páginas, divididas em 3 partes e cada parte com 5 páginas e desenhada por um artista. Destaque também o resgate do Nico Demo feito por Denilson Albano, Turma da Mônica feita pelo agora saudoso Luís Augusto do "Fala, menino!", Turma da Mônica junto com Mauricio, de Diogo Saito, entre outros.

Como extras continuaram a biografia individual de cada autor desse livro, reservando 4 páginas para a biografia deles, assim como uma página do Mauricio agradecendo todos os autores envolvidos (sem ilustração dessa vez) e outra ilustração dele, com vários personagens reunidos, além da sua biografia, com atualizações do que ocorreu em 2009 e 2010.



Maurício de Sousa Por Novos 50 Artistas (MSP Novos 50)

Em setembro de 2011 foi lançado o terceiro e último livro da coleção durante a Bienal do livro do Rio de Janeiro.  Com capa amarela seguindo o layout dos 2 livros anteriores, teve 216 páginas e uma redução de preço na capa dura, provavelmente por conta da reclamação do público dos preços dos 2 primeiros livros, mas a capa cartonada teve um leve aumento. Com isso, capa cartonada custou R$ 59,90 e capa dura, R$ 84,00.

Continuou cada história até 5 páginas, sendo que quase todas desse exemplar foram de 5 páginas. Abre com o editorial do Sidney contando que o livro prova que a fórmula não havia se esgotado, que deu pra fazer terceiro livro com o mesmo nível dos 2 anteriores, contrariando quem torcia contra e mesmo com tantos artistas que aquele livro era o fim do Projeto MSP 50, deixando aberto um até breve para que possa ter outras alternativas de publicações seguindo esse estilo (o que aconteceu depois ao criarem as "Graphic MSP").


Todos os núcleos de personagens representados pelos artistas, sendo em maior quantidade dessa vez Turma da Mônica, Astronauta e Turma da Tina. Teve uma história completa de 5 páginas do Papa-Capim, feita por Marcio Coelho, já que ficou apagado nos livros anteriores, mas também ele só teve essa história. O crossover de  Tina com Horácio, de Watson Pereira foi bem inusitado, além do crossover de Tina com  o Louco em uma história espírita de Daniel HDR

Destaques também para história de Ronaldo Barata que aparece a Mônica transformada em coelho; uma paródia de Cebolinha e Mônica como Adão e Eva, de Carlos Ruas; Turma da Mônica bem sensual na praia na história de Ed Benes, sendo que essa não gostei do final do cascão se molhando ao cair no mar, entre outros.

Nos extras, 4 páginas da a biografia individual de cada autor desse livro, assim com Mauricio agradecendo todos os autores envolvidos (sem ilustração dele) e teve uma ilustração do Mauricio com os personagens de vários núcleos reunidos sentindo saudades da Trilogia MSP 50 e biografia do Mauricio, com atualizações do que aconteceu em 2010 e 2011.


Depois desses livros, foi lançado o "Ouros da Casa" em 2012, com ideia semelhante, só que com os funcionários da MSP criando as suas versões dos personagens e ainda em 2012 surgiram as "Graphic MSP", derivados da "MSP 50", com intenção de colocar um artista criando uma história longa com releitura de personagens, de acordo com o seu estilo. Teve ainda 2 livros semelhantes com essa ideia: "Mônica (s)" de 2013 (só com ilustrações da Mônica feitas por vários artistas em homenagem aos 50 anos da personagem) e "Memórias do Mauricio" de 2016 (uma trajetória da vida do Mauricio contada através de histórias por 25 artistas).

Já as comemorações dos 60 anos atualmente foi fraca, não teve livros especiais em homenagem a isso, apenas histórias especiais nos gibis convencionais de julho de 2019 e praticamente nem tiveram lançamentos de livros da MSP na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, só alguns infantis e uns destaques para relançamentos de edições de capas duras que vem saindo regularmente nas bancas como Almanaque Temático, Clássicos do Cinema, Turma da Mônica Jovem, Almanaque Sem Palavras.

Então esses livros do Projeto "MSP 50" cumpriram a função de homenagear o Mauricio pelos 50 anos da MSP e ajudou a dar visibilidade aos quadrinhistas nacionais, tanto os praticamente desconhecidos quanto os consagrados, conseguindo apresentar ao grande público os trabalhos deles ou admirar ainda mais os consagrados. Conseguiram dar uma visão mais adulta para os personagens do Mauricio e a grande maioria teve desenhos sensacionais. Esses livros, juntos com os de "50 anos dos personagens", também marcaram o início das edições de luxo de capa dura da era Panini, o problema foi o preço absurdo que cobraram, principalmente os de capa dura, virando caça níquel. Dos 3 livros, gostei mais do terceiro, achei os desenhos mais caprichados ainda e teve mais diversidade de personagens. Foi bom relembrar essa Trilogia MSP 50 que deu início há exatos 10 anos.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

A saga de histórias do Astronauta sem Ritinha


Em junho de 1989 começava a saga do Astronauta de ter a surpresa que sua namorada Ritinha se casou com outro enquanto esteve fora em suas intermináveis viagens espaciais, caindo em profunda depressão. Em homenagem aos 30 anos, nessa postagem mostro essa série de histórias desde que ele teve a notícia do casamento da sua namorada e as formas que ele fez para superar essa perda.

Astronauta é integrante da BRASA (Brasileiros Astronautas) e recebe várias missões espaciais a procura de novas civilizações fora da Terra, além de ajudar habitantes extraterrestres a se livrarem de algum perigo espacial ou vilão que está querendo tomar posse do planeta dos ETs. Volta e meia ele retorna à Terra para matar saudades, mas a maior parte parte do tempo fica no espaço, muitas vezes meses sem voltar para Terra. Com isso, ele fica muito tempo longe da sua família e amigos que vivem em uma fazenda no interior do Brasil.

Ele tinha uma namorada, chamada Ritinha, que sempre a via quando estava a Terra. Ela aparecia pouco nos gibis, só de vez em quando, e chegou a aparecer última vez antes da saga, participando da história "Solidão" de 'Cebolinha 28', de 1989. Um dia, Astronauta volta para visitar sua família e tem a notícia que a Ritinha se cansou de esperar o Astronauta voltar de suas longas viagens espaciais e se casou com o Bonifácio. Isso foi um baque para ele, e, assim, fica deprimido e passa a ter uma série de histórias com ele com dor-de-cotovelo e à procura de outras namoradas para poder tentar esquecer a Ritinha.


A saga teve 7 histórias no total, que saíram entre junho de 1989 e julho de 1990, a maioria em gibis da Mônica, sendo as 2 últimas saindo em gibis do Cebolinha. Não foram todos os meses seguidos, eram intercaladas com histórias normais das suas missões no espaço no período, por isso a saga durou mais de 1 ano no total. A seguir mostro como foi cada uma dessas histórias.

1-  HQ "Quem espera sempre alcança (ou se cansa)"

Publicada em 'Mônica Nº 30' (junho/ 89), foi a primeira história da saga. Com 5 páginas, começa o Astronauta voltando à Terra pra visitar a sua família e Ditão começa a engasgar e tossir e dá desculpa que é um início de resfriado quando Astronauta pergunta quais as novidades para o amigo. Quando Astronauta se encontra com os pais e pergunta pela Ritinha, eles também se engasgam e tentam contar a novidade, quando ela chega.


Ritinha conta que casou com o Bonifácio há 6 meses. Astronauta fala que não contou nada para ele e ela diz que não tinha como, ele estava no meio de suas intermináveis viagens espaciais, que não podia continuar apaixonada por uma lenda, um mito, que um dia vai encontrar outra garota, mas não era para deixá-la esperando e dá um beijo nele.

O casal vai embora e Astronauta vai arás, não vai entregar a Ritinha sem luta. Chegando lá, ele vê o casal feliz cozinhando, lavando louça, lendo livro juntos, jogando, e, assim, Astronauta toca a campainha falando que foi desejar felicidades a eles e fala ao Bonifácio cuidar do amor da sua vida. Depois, Astronauta decide voltar para o espaço, preferindo enfrentar mil monstros a outra história como essa e termina mostrando a sua nave no universo com Astronauta com coração partido.



2 - HQ "Mudando de profissão"

Publicada em 'Mônica Nº 31' (julho/ 89) e com 6 páginas no total, mostra o desejo do Astronauta mudar de profissão, pois, para ele, perdeu a Ritinha por ser astronauta. Nela, ele está em um médico, se queixando de dor-de-cotovelo e sendo infachado o braço por causa disso. Astronauta comenta que quer outra profissão para esquecer a Ritinha. O General propõe uma nova missão e Astronauta recusa, mesmo o espaço estando no sangue dele.



Astronauta se despede da nave e do Centro Espacial e vai à rua como uma pessoa comum. Na rua, encontra um casal fantasiados de extraterrestres e ele ataca o casal , pensando que era invasão de guerreiros plutônicos. Depois, um menino está fantasiado e Astronauta pensa que é um guerreiro do planeta Nanico. O menino atira água no Astronauta e ele vê que era apenas um menino normal. E paga mico ao pensar que um cachorro é um espião do planeta Peludus,

Astronauta volta par ao Centro Espacial, admitindo que nasceu para ser Astronauta e pergunta ao General qual era missão. General diz que é para o Astronauta acompanhar da sua nave a sobrinha Aline em sua primeira pilotagem de um caça. No final, Astronauta observa Aline pilotando o caça, prometendo um clima de romance entre eles. Interessante o Astronauta com faixa no cotovelo, o que ficou marcado nessa série de histórias, como se dor-de-cotovelo fosse muscular, mas na verdade era para simbolizar depressão.



3- HQ "Aline"

Publicada em 'Mônica Nº 32' (agosto/ 89) e com 6 páginas no total, mostra o  Astronauta com esperança de ter um relacionamento com a Aline, sobrinha do General. Começa com eles em um missão na nave dela, quando são atacados por 3 caças do planeta Guerreiro. Eles lutam com os caças dentro da nave mesmo e depois eles vão para o centro espacial.


Astronauta elogia a performance da Aline e ele a convida para almoçar. Lá, ele fala do fim do seu relacionamento com Ritinha, que podia ter largado de ser astronauta para ficar com ela. Aline comenta que ela podia ter acompanhado, mas ele diz Ritinha tinha medo de altura, tinha vertigens. Depois, Astronauta e Aline vão ao parque, se divertem em carrossel, montanha russa e túnel do amor.

No final, eles voltam para casa dela e Astronauta tem a surpresa do noivo da Aline estar lá. Eles se cumprimentam, o noivo fala que Aline fala muito do Astronauta e quem sabe seja o padrinho do casamento deles. Astronauta vai embora e vai curtir uma nova dor-de-cotovelo, agora tanto pela desilusão da Ritinha, quanto da Aline.



4 - HQ "Eleonor, a mulher perfeita"

Publicada em 'Mônica Nº 35' (novembro/ 89) e com 8 páginas no total, Astronauta está se recuperando da dor de cotovelo, quando é chamado ao gabinete do General para mais uma missão espacial. Teria que acompanhar o Doutor Fritz e sua filha Eleonor ao planeta Orion, que é ideal para colonização e eles vão para lá estudá-lo.


No trajeto, Eleonor pilota a nave, faz comida para eles, dispensando Astronauta a tomar pílulas de alimentação, joga xadrez muito bem e ainda cuida do braço do Astronauta com dor-de-cotovelo, com massagem e carinho.Eles chegam ao planeta Orion, veem que a atmosfera é idêntica a da Terra, água potável, frutas saborosas e solo é fértil e acampam no laboratório instantâneo com uma pílula jogada no solo.


Astronauta e Eleonor exploram o planeta Orion entrando na cachoeira e brincando de balanço na árvore, passeiam pelo planeta de mãos dadas. Astronauta se declara, falando que a Eleonor é a garota mais linda, sensível e simpática que ele conheceu, quando habitantes nativos sequestram o Doutor Fritz. Astronauta e Eleonor tentam impedir e ela recebe uma paulada na cabeça.

Quando se livram dos invasores, Doutor Fritz  vê que a pancada avariou alguns circuitos e ele precisa trocar umas peças da Eleonor. Depois de consertada, ela fica sem memória e Doutor Fritz precisa reprogramá-la, e, com isso, Astronauta descobre que ela era um robô, causando mais uma decepção para ele e sem condições de trabalhar, volta para a Terra. Na nave, Astronauta comenta que a mulher perfeita que ele se apaixonou era apenas um robô e não sabe o que dói mais se é a cabeça ou o cotovelo.



5- HQ "Coração Solitário"

Publicada em 'Mônica Nº 38' (fevereiro/ 90) e com 6 páginas no total, Astronauta está muito deprimido, ouvindo música de fossa e olhando foto da Ritinha, quando não aguenta mais a situação e quebra o disco e comenta com a foto que precisa esquecer a Ritinha, mas não sabe como. Ele liga a televisão e vê um anúncio para o viajante solitário ir para o Planeta dos Solteirões, onde vai encontrar muita diversão e alegria e o lema era "Venha só e saia acompanhado".


Astronauta vai até lá e é recepcionado pelo dono do planeta, prometendo que vai encontrar a garota dos sonhos lá. Astronauta vê garotas de vários planetas, de diferentes espécies. Primeiro uma gigante gorda que se encantou pelo Astronauta e queria que a levasse para nave, mas ele diz que a nave é pequena, e se ela entrar, ele que tem que sair. Depois encontra garota de 2 cabeças que uma discorda da outra sobre o Astronauta e ele acaba fugindo. Em seguida, tenta se aproximar de uma garota que estava de costas e quando vê que ela tem dois olhos e dois narizes, ele desmaia, enquanto ela sai achando que ele era feio com um só nariz.

Na sequência, Astronauta vê um concurso de beleza com as garotas mais bonitas do universo e por serem todas exóticas, ele não se interessa por nenhuma. O dono do planeta fala que ninguém sai sozinho do planeta deles, e, com isso, o Astronauta ganha um cachorro espacial bem dócil para fazer companhia, terminando assim. Essa até que teve um final feliz, mesmo o Astronauta não ter arranjado outra namorada e esse cachorrinho não apareceu de novo em outras histórias depois.



6 - HQ "Astronauta"

Publicada em 'Cebolinha Nº 39' (Março/ 90) e 6 páginas no total, começa o Astronauta emparelhando cartas como uma importante pesquisa quando ouve um barulho de algo que chocou na nave. Ele vai conferir, pensando que era um meteoro e era um extraterrestre surfista. Ele tira a prancha da nave e se apresenta como Surfista Esverdeado, mas que podeira ser Surfista Azarado.


Ele conta que no planeta Ava-i ele criou o surfe aéreo e todos se divertiam no planeta, até que apareceu o governante tirano Malactus e proibiu o surf no planeta e ele foi expulso por ter se revoltado com a medida. O pior foi ter perdido a sua amada Karamélia quando foi expulso, ela não gostava de surf e o trocou por um "goiabão" e desde então ele tem vagado pelo espaço sem destino pegando altas caudas de cometas, furando névoas cósmicas para tentar esquecer a sua amada Karamélia.

Astronauta fica chateado, conta a sua história com a Ritinha que se casou com outro homem, mas estava quase esquecendo até ouvir a história parecida dele e agora ficou mal. Surfista Esverdeado oferece um trago da sua bebida de suco de frutas com guaraná em pó que dá mais disposição e energia. Assim, eles bebem lembrando das suas amadas afundando suas mágoas, quando surge uma nave com uma dupla de alienígenas e eles se interessam e vão fazer tentativas para uma segunda chance de um novo amor, terminando assim. No caso, foi só uma tentativa amorosa por parte deles, que não foi pra frente, já que não foi abordado Astronauta ter ficado com a alienígena em outras histórias. Mostra que em depressão amorosa pode chorar mágoas e tentar esquecer relacionamento através de bebida. Não foi alcoólica por ser gibi infantil, foi só pra demonstrar o que acontece na vida real.



7 - HQ "Conclusão"

Publicada em 'Cebolinha Nº 43' (Julho/ 90) e com 4 páginas no total, mostra no início uma retrospectiva que aconteceu na saga, começando com momento que a Ritinha estava casada com Bonifácio depois de voltar de suas intermináveis viagens espaciais e passou a ter terrível doença de dor-de-cotovelo. Aí passou a conhecer outras garotas, algumas bem exóticas, enfrentou monstros e vilões espaciais e viajou por vários planetas, até que retornou a Terra para visitar sua família.


Quando chega, vê um menino pequeno andando no sítio e logo descobre que era o filho que a Ritinha teve com Bonifácio que teve no período que ele estava fora desde que que descobriu o casamento da Ritinha. Astronauta cumprimenta o casal e diz que vai explorar um pouco o planeta dele e, assim vai curtir mais uma dor-de-cotovelo, agora com um filho da Ritinha, que poderia ser dele. Sempre que ele retornava para a Terra era uma surpresa ruim e decepção e agora com filho da Ritinha confirmou que perdeu a sua amada pra sempre.


Como podem ver foi uma saga marcante do Astronauta, tipo uma novela, de como ele perdeu sua namorada Ritinha por ter ficado muito tempo fora da Terra e a sua luta para tentar esquecê-la e arrumar um novo amor. Essa série deixou o personagem mais popular, muitos pulam suas histórias, e mostrou alternativas de como superar o fim do relacionamento, seja conhecendo novas garotas, refúgio no trabalho ou até na bebida e transmitiu a mensagem para refletir se vale investir no trabalho ou no amor, se o leitor deixaria seu grande amor por causa do trabalho ou não. Acabaram tendo final bem triste e deprimido com casamento e filho da Ritinha, deixando ele mais para baixo ainda quando começou a saga. Muito boa a sacada de dor-de-cotovelo simbolizado como se fosse dor muscular com braço quebrado, mas na verdade era depressão amorosa.

Após essa série, Astronauta continuou com suas viagens e missões espaciais e não esqueceu completamente a Ritinha, ficou sempre no seu coração. Com o sucesso, acabaram tendo outras histórias com Ritinha, seguindo esse estilo do Astronauta à procura de um novo amor, ou então imaginando como seria a sua vida se tivesse casado com a Ritinha, foi uma forma de ela aparecer de vez em quando nos gibis. Uma delas eu postei AQUI. Enfim, uma saga bem marcante, uma história melhor que a outra, e que foi muito relembrar há exatos 30 anos.

Termino mostrando as capas das revistas que saíram as histórias dessa saga.

Capas: Mônica Nº 30, 31, 32, 35, 38; Cebolinha Nº 39, 43

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Pocket L&PM: Nico Demo - O rei da travessura


Postagem Nº 700 do Blog. Em 2018 foi lançado o pocket "Nico Demo - O rei da travessura" pela editora L&PM. Nessa postagem faço uma resenha de como foi essa edição.

Esse é o segundo pocket do Nico Demo da Editora L&PM. Já havia sido lançado o pocket "Nico Demo - Aí vem encrenca" em 2011. Além do pocket de 2011, Nico Demo também teve um livro especial de tirinhas, "As melhores tiras do Nico Demo", pela Editora Globo, em 2003.

Outros livros do Nico Demo

Assim como os outros pockets da coleção, "Nico Demo - O rei da travessura" tem 128 páginas, formato de bolso 10,5 x 17,5 cm, papel de miolo off-set e reúnem 240 tiras que saíram nos jornais, com 2 tiras por página em preto e branco, na horizontal. Já capa e contracapa foram em papel couché em vez de ser cartonada como foram todos os pockets anteriores. Desde o pocket "Procurando diversão" mudaram o tipo do papel da capa. Reuniram tiras entre 1966 a 1971 e a imagem da capa foi tirada da tirinha da página 26 e também colocaram essa tirinha na contracapa.

Preço custando R$ 16,90, já foi mais barato, aos poucos vão aumentando o preço a cada lançamento. Quando iniciaram a coleção custava R$ 13,00. Junto com esse pocket do Nico Demo, foi lançado também "Os Sousa - Desventuras em família", sendo que esse ainda não comprei. Esse do Nico Demo achei por acaso em livraria e aí comprei, mas Os Sousa, que não encontrei em nenhuma livraria, pretendo comprar pela internet, até para ficar mais barato. Distribuição é muito ruim, não vendem em bancas aqui e poucas livrarias vendem.

Uma página do pocket "Nico Demo - O rei da travessura"

Para quem não sabe, o personagem Nico Demo foi criado em 1966 em tiras de jornais, sempre eram mudas, com exceção de cartazes e onomatopeias para poder entender a situação, quando necessário, fazendo com que os leitores entendam a piada só através dos desenhos. Os traços também eram com um efeito serrilhado, meio tremido, uma coisa característica nas tiras dele. 

Nico Demo seguia o estilo de que fazia o tipo de bom coração, com a intenção de sempre querer ajudar os outros, mas acabava atrapalhando em vez de ajudar, piorando a situação da pessoa que já estava ruim e causando muitas confusões. Em outros casos, ele era egocêntrico, egoísta, tirando proveito com o sofrimento dos outros e as vezes se passava de bonzinho, ficando dúvida se queria ajudar mesmo ou não, mas em algumas tiras ficava claro que ele queria mesmo é perturbar os outros. Suas tiras acabaram sendo censuradas, mas a MSP guardou as tiras e agora compilam em livros especiais de vez em quando.

Uma página do pocket "Nico Demo - O rei da travessura"

Nas tiras desse pocket novo em geral vemos, então, essas características do Nico Demo. Comum então ver o Nico Demo amarrar tênis de um homem gordo, mas acaba amarrando os dois cadarços na perna fazendo o homem cair, vê um garoto pobre querendo tomar sorvete e Nico Demo põe uma venda nos olhos do garoto para não vê-lo comer sorvete ao invés de dar o sorvete para ele, vê um cara se afogando em uma enchente e, ao invés de salvá-lo, acena uma bandeira para dar largada fazendo de conta que está em uma competição de natação, entre outras coisas. Tem também tiras contracenando com bandidos, diabos, coisas também impublicáveis hoje em dia. Ele raramente se dá mal nas suas tiras, nesse pocket, ele só se deu mal em poucas tirinhas.

Vale destacar que em muitas constam outros anos sem ser o ano original que saiu. Isso é porque eles colocaram as tiras dos jornais que elas foram republicadas e não dos jornais de quando saíram pela primeira vez. Até porque impossível uma tira nº 282 ser de 1966 e uma de nº 283 ser de 1970, por exemplo. Porém, a maioria das tiras foram omitidas o ano.

Contracapa do pocket "Nico Demo - O rei da travessura"

Como podem ver, é um livro que vale a pena ter pela raridade, não é qualquer lugar que se encontra as tirinhas do Nico Demo. Para quem gosta de um humor assim mais sarcástico, vai gostar desse livro. Bom que não tem sombra do politicamente correto e mais uma vantagem de ter, assim como os outros pockets da Editora L&PM.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Nova personagem Milena em 'Turma da Mônica Nº 45' - Panini


Nas bancas o gibi 'Turma da Mônica Nº 45', de janeiro de 2019, com a história de apresentação da nova personagem Milena. Nessa postagem falo sobre essa personagem e esse gibi como um todo.

A Milena foi criada para suprir a falta de personagens negros fixos interagindo com a Turma da Mônica. Até então, só tinha o Jeremias como personagem fixo, mas ainda assim sempre apareceram personagens secundários negros fazendo figuração ou participando só de uma história e depois não aparecendo mais. Antes, o Jeremias  tinha uma namoradas negra, mas acabou sumindo, indo para galeria dos personagens esquecidos. E com o cancelamento de gibis do Pelezinho e Ronaldinho Gaúcho, que tinham vários negros, aí só restou Jeremias como personagem negro fixo em gibis da  Turma da Mônica.

Pelo visto a MSP deve ter recebido reclamações em relação a isso e resolveram criar uma família só de personagens negros, encabeçada pela Milena, para não ser taxada de racista. Assim, além da Milena, menina de 7 anos, tem também o seu pai, sua mãe, que trabalha como  nova veterinária do bairro do Limoeiro  (ao invés de aparecer um veterinário diferente a cada história, será ela que será a veterinária oficial), o Binho, seu irmão mais novo por volta de 5 anos e sua irmã mais velha, a Sol, uma adolescente.

Frontispício de 'Turma da Mônica Nº 45'

Normalmente quando tem estreia de personagens, eles criam primeiro a história oficial de estreia, com as apresentações e tudo e depois que eles vão sendo inseridos em outras histórias, capas e propagandas como aconteceu com Nimbus, Do Contra, Luca, Dorinha, etc. Com a Milena, foi o contrário disso, ela já vinha aparecendo desde 2018, em capas e propagandas de gibis da MSP, até para dar essa ideia de que não tem só personagens brancos, e só agora fizeram a história de apresentação em 'Turma da Mônica Nº 45' . Antes, Milena já havia aparecido, então, em capas como 'Almanacões de Férias' onde ela apareceu como figurante, e, inclusive, a capa do 'Almanaque da Mônica Nº 73', desse mês é com piadinha com a Milena.

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 73' (2019)

Além disso, já teve até uma história de 1 página que ela apareceu, em 'Mônica Nº 42', de outubro de 2018, sem alarde nenhum e bem apagado, e o seu irmão Binho teve uma história solo com o Dudu em 'Magali Nº 44' , de dezembro de 2018, aí só agora que fizeram a história oficial de apresentação dos personagens. Acho que devia ter sido como os outros personagens novos, de ter a história de apresentação primeiro e depois que aparece nos gibis. Abaixo, essa história de estreia da Milena de 'Mônica Nº 42':

HQ "Adoção" - Estreia da Milena nos gibis (Mônica Nº 42, de 2018)

Já essa história de estreia oficial de 'Turma da Mônica Nº 45', com 14 páginas, tem o título "A nova amiguinha" e escrita por Rafael Calça,  é simplesmente uma apresentação mesmo, em que a Milena e a sua família são os novos moradores do bairro do Limoeiro e tem aparições muito rápidas da sua família, só para mostrar mesmo quem é o pai, quem é a mãe e quem são os irmãos, mas nada de mostrar características e personalidades de cada um deles, nem diálogos e interação de cada um com a Milena ou a Turma da Mônica.

Trecho da HQ "A nova amiguinha"

Para ter uma ideia os irmãos Binho e Sol só apareceram em 1 só quadrinho cada um e nem foi revelado os nomes do pai e mãe deles. Mostrou apenas que Binho virou amigo do Dudu, com mesma faixa etária de idade entre eles e a irmã Sol, pelo que mostrou na capa, pode ser que seja uma cantora ou ter desejo de ser cantora ou ter uma banda musical, mas na história só diz que virou amiga da Xabéu, irmã do Xaveco,  e que tem amigos que querem formar uma banda e pronto. 

O foco ficou com a Milena, que foi apresentada na história como uma menina tímida com dificuldade fazer amizades e ela foi conhecer a Turma da Mônica e acaba sendo teletransportada junto com o Monicão pelos diferentes universos da MSP através de uma invenção do Franjinha. Com isso, além de contracenar com a Turma da Mônica, ela aparece também com outros núcleos de personagens como Astronauta, Horácio e Turma da Mônica Jovem. Esperava mais.

Trecho da HQ "A nova amiguinha"

Já o resto do gibi foi como vem sendo atualmente, histórias voltadas ao politicamente correto, sempre procurando dar alguma lição de moral, traços feios de PC e expressões sem vida no estilo copiar/colar imagens prontas e letras ruins também de PC. A distribuição dos gibis, dessa vez foi no tempo normal que vem sendo, os gibis chegaram no dia 11 de janeiro de 2019, sendo que o diferencial foi que esse título 'Turma da Mônica" ter chegado junto com os dos personagens principais, quando normalmente esse título chega mais para o final do mês, junto com os almanaques.

Foram 10 histórias, incluindo a tirinha final. Histórias de secundários foram com Piteco, Rita Najura, Penadinho e Astronauta, este na tirinha final. De destaque, uma história com Franjinha e Dudu, "Você nem imagina", com 5 páginas, em que o Franjinha ajuda a tirar o Godofredo de uma árvore. Traços bem feios nessa, bem decadentes, nota-se que foram feitos por computador, expressões de sorrisos e olhares tudo iguais em cada quadrinho.

Trecho da HQ "Você nem imagina"

Tem também uma história solo do Xaveco, "O show", com 8 páginas, em que deseja ir ao show da cantora "Amita" (Anitta) com sua irmã Xabéu, mas não quer que os outros saibam que ele vai e que gosta da "Amita". Detalhe também dos traços de PC, reparem que nos 2 primeiros quadrinhos o Xaveco foi desenhado exatamente igual sentado lendo um livro, só mudaram a proporção dos desenhos de um quadrinho para o outro, ou seja, inseriram a mesma imagem nos 2 quadrinhos e reduziram o tamanho da imagem no segundo quadrinho.

Trecho da HQ "O show"

A história de encerramento foi "No meio do caminho tinha um braço quebrado" , com 8 páginas, em que o Cebolinha quebra o braço ao cair quando tropeça em uma pedra e é levado para o hospital para pôr gesso no braço.  Uma história para ensinar para as crianças que não é tão ruim assim quebrar um braço. Por coincidência a doutora foi negra, como caso de secundários negros nas histórias que sempre teve, só não tinha personagens fixos sem ser o Jeremias, como fizeram agora com a Milena e a sua família.

Trecho da HQ "No meio do caminho tinha um braço quebrado"

Nesse mês comprei só essa 'Turma da Mônica' por causa da estreia oficial da Milena, as outras não comprei, não vi nada de mais nas outras, então não tem resenha. Para constar, o que chama grande atenção dos gibis desse mês são os preços, que teve um novo reajuste, aumentando R$ 1,00 cada título. Com isso, os de formato canoa estão custando agora R$ 6,00 e as de lombada Mônica e Cebolinha, assim como os almanaques, custando R$ 7,00, fora todos os outros títulos também tiveram aumento. Achei um absurdo esse aumento, sempre que aumentavam eram coisas de centavos e agora foi pelo menos R$ 1,00 e fica difícil alguém colecionar os gibis, visto que tem outras prioridades.

Assim, esse gibi 'Turma da Mônica Nº 45' foi normal, com o diferencial dessa história de apresentação da Milena e sua família. Esperava mais dessa história, não vi nada demais, nem conflitos envolventes. Apenas uma obrigação de mostrar a personagem em uma história oficial. Pior foi não saber como são as personalidades de cada personagem, só com o tempo com a inclusão deles nas histórias, solo ou não, que vamos descobrir melhor as características de cada um e se vão agir normalmente com os outros personagens ou se serão personagens certinhos, que nada acontece de errado com eles, sem conflitos, com intenção mais de dar boa lição de moral  e os personagens fazerem uma figuração para dizer que existem personagens negros na Turma da Mônica. Aí se deseja ter a história de apresentação da Milena, fica a dica de compra.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Turma da Mônica e Liga da Justica: Resenha dos gibis


Nas bancas as edições "Nº 44" da Turma da Mônica, além de 'Turma da Mônica Jovem Nº 25' e 'Nº 26' da Editora Panini, com o grande encontro da Turma da Mônica e Liga da Justiça. Eu havia feito uma postagem falando uma visão geral dos gibis de dezembro de 2018 com essa parceria da MSP com a DC e agora nessa postagem faço uma resenha mais detalhada de cada gibi individualmente que eu comprei.

Era até pra eu já ter postado antes, mas a distribuição da Panini é horrorosa e como sempre custou a chegar os gibis por aqui. As revistas dos 5 principais só chegaram no dia 17 de dezembro e a "Turma da Mônica" só dia 21 de dezembro. Tem os que reclamam que até assinatura custam a chegar, imagine os gibis de bancas. Quem foi na Comic Con Experience 2018 (CCXP) teve os gibis de forma exclusiva no evento, antes de todo mundo.

Não chegaram os gibis com as capas variantes do Cascão com Aquaman do filme nem as de formato  americano. Pelo visto foram edições exclusivas para a CCXP e tenha em algumas livrarias. É possível comprar essas edições individualmente ou o box de 120 reais, reunindo os 19 gibis, incluindo suas capas variantes, no site oficial da Editora Panini.


Todos os gibis principais seguem o estilo padrão que vem sendo, com os mesmos preços e número de páginas dos gibis atuais (R$ 5,00 os de formato canoa com 68 páginas e R$ 6,00 os de lombada com 84 páginas) e conteúdo com os péssimos traços e letras de PC . Cada capa teve um cabeçalho amarelo padronizado frisando esse encontro e pra ter destaque que são revistas especiais e o personagem ao lado do logotipo fantasiado de algum super-herói da Liga da Justiça. As capas no geral ficaram bonitas, principalmente a do Cebolinha, só não gostei a do Cascão, ficou como uma montagem com o Cascão e Aquaman em planos diferentes, como se tivesse inserido uma imagem já pronta do Cascão nela. A capa variante ainda ficou melhor, mas ainda assim menos legal de todas.

Só as histórias de abertura que são relacionadas ao encontro da Turma da Mônica com os super-heróis da Liga da Justiça, variando entre 28 a 34 páginas cada história, dependendo do gibi, e as suas capas com alusão a essas histórias de aberturas. Foram histórias só com os heróis da Liga da Justiça, assim tiveram histórias com o Superman, Mulher Maravilha, Batman, Lanterna Verde, Aquaman e Flash. A proposta foi mostrar os heróis da Liga da Justiça em forma oficial se unindo a Turma da Mônica contra o mal ou o mesmo objetivo, desenhados da forma oficial e sem nomes parodiados.


Já as de miolo segue o estilo padrão atual. Chama a atenção dos gibis com muitas histórias de 1 ou 2 páginas, uma atrás da outra, só para comportar uma média de 10 histórias por gibi. Fica estranho assim, uma história de abertura longa e outras bem curtas só para preencher o gibi e não ficar praticamente história única nos gibis. Uma ou outra de 1 página é legal, agora gibi quase todo é ruim.

As histórias de Natal ficaram no miolo ou no encerramento de cada gibi, tendo 1 ou 2 histórias natalinas dependendo do gibi. Isso para não passar em branco o Natal nos gibis, pois eles fazem questão de todo ano ter Natal nos gibis. E os passatempos também tiveram temas natalinos. Mais uma vez não teve histórias de Ano Novo.



A seguir mostro cada gibi individualmente:


Mônica - "O plano infalível e a lanterna verde" - Escrita por Paulo Back e com 32 páginas no total, Cebolinha consegue a lanterna do Lanterna Verde ao bolar um plano infalível e ainda faz com que o super-herói pense que a Mônica é uma vilã.

Um bom roteiro, foi divida em 3 partes e teve uma boa interação dos universos da MSP com a DC, teve até presença do Capitão Feio na terceira parte da história. Deu conta do recado. Os traços dos super-heróis apareceram tipo inseridos em outro plano, parecendo carimbo, como se tivesse desenhado os heróis separadamente e depois copiou e colou na cena. Ficaram muitos distantes dos personagens da Turma da Mônica durante a história. E teve umas caretas dos personagens que ficam a desejar.

Trecho da HQ "O plano infalível e a lanterna verde" 

Esse gibi teve 11 histórias no total, incluindo tirinha, com histórias com secundários do Jeremias, Penadinho e Do Contra. Jeremias, inclusive, com história solo depois de muito tempo em  "O boné voador" em que o boné dele voa com uma ventania e ele passa sufoco pra pegar de volta. O cabelo dele ficou estranho com esses traços de PC.

De destaque, teve a história "Insubstituível" com a Turma do Penadinho, a história do Museu Nacional do Rio de Janeiro que foi incendiado em 7 de setembro de 2018. Escrita pelo Flavio Teixeira, foi uma homenagem ao Museu de 200 anos. Teve uma divulgação na internet nas redes sociais assim que o Museu foi incendiado, mas só saiu agora porque os gibis tem uma antecedência para serem feitos.

A história é legal, com 6 páginas, mostrando algumas obras históricas que foram parar no cemitério do Penadinho depois do incêndio. Teve um erro de encadernação da editora com a segunda e terceira páginas (páginas 50 e 51 do gibi) ficarem invertidas e, com isso, tem que ler a página 51 antes da 50 para ter uma compreensão melhor.

Trecho da HQ "Insubstituível"

A história de Natal ficou no encerramento. Em "O acidente de Natal", de 10 páginas, Mônica ajuda o Papai Noel a levantar o trenó após ter caído ao lançar o Sansão no alto. O roteiro foi bom. Desenhos horrorosos e decadentes, tudo digital e sem vida que desanima a leitura.

Trecho da HQ "O acidente de Natal"

Cebolinha - "Eu trabalho sozinho" - Escrita por Carlos Estefan e com 28 páginas no total, Bruce Wayner vai prestigiar o lançamento do novo ginásio do bairro do Limoeiro. Arlequina sequestra a Marina e Batman quer salvá-la sozinho, mas não conta que Cebolinha, Cascão e Mônica quererem ajudá-lo na missão.

Muito boa essa história, os personagens contrariando o Batman e querer ajudar na missão e ainda disputando quem dos três vai ser o melhor ajudante foi uma boa sacada. Os traços foram bem desenhados também.

Trecho da HQ "Eu trabalho sozinho"

O gibi teve 10 histórias, sendo que com secundários com Rolo, Dona Morte, Maria Cebolinha, Bidu e Penadinho. Com isso, poucas histórias solo do Cebolinha dessa vez. 

Teve 2 histórias de Natal, ambas com Cebolinha. Uma no miolo, "Um Natal muito Louco", de 6 páginas, com o Louco aprontando com ele no Natal, deixando passar várias datas festivas do ano como Páscoa, Dia das Mães, etc. A outra foi no encerramento de 8 páginas, com título "Não lembraram de mim", uma referencia ao filme "Esqueceram de Mim", com Cebolinha e Dudu e ensinando como arrumar quarto de uma forma divertida.

Trecho da HQ "Um Natal muito louco"

Chico Bento - "Esperança" - Escrita por Carlos Estefan e 28 páginas no total, Superman e Mulher-Maravilha resolvem tirar férias em Vila Abobrinha, sendo que o Chico Bento está passando problemas sérios no sítio.

Essa história ficou bacana, mostrando o Superman e Mulher-Maravilha em busca de um lugar pacífico  para fugir do egoísmo e do ódio na Terra. Legal ver o contraste os super-heróis voltados com a simplicidade do Chico Bento e as coisas da roça e ainda foi bem emocionante  a mensagem que ela transmite em si.

O que estragou foram os traços, que ficaram péssimos, feios demais, parecendo um carimbo, com desenhos prontos e inseridos na cena, onde encaixa melhor nas cenas, um copiar/colar o tempo todo. Constrangedor.

Trecho da HQ "Esperança"

O gibi teve 10 histórias, com uma curiosidade de que teve 3 histórias com a Turma da Mata. Histórias de secundários foram apenas com esse núcleo. Aí uma protagonizada pelo Coelho Caolho com um crossover do Chico Bento no final e as outras 2 foram com a dupla Rita Najura e Jotalhão cada uma. As 2 primeiras, uma atrás da outra. E ainda teve uma presença da Turma da Mata em 1 quadrinho na história do Chico "Cortando caminho" de 2 páginas, mostrando também presença do Papa-Capim e Piteco, únicas aparições deles nesse gibi.

O gibi termina com a história de Natal "O presente de presente", com 9 páginas, com o primo Zeca recebendo uma lição do tempo passar depressa ao reclamar que só vai receber o seu presente de Natal em casa na noite de Natal, com uma bonita mensagem no final.

Trecho da HQ "O presente de presente"

Cascão - "O mestre dos mares" - Escrita por Edson Itaborahy e 28 páginas no total, o Aquaman teve seu tridente que dá poderes roubado pelo vilão Cúmulus e Cascão resolve ajudar o super-herói a recuperar seu tridente.

A história no geral foi boa, um encontro inusitado do Cascão logo com o Aquaman, podia ter uma dedicação maior mais para o final, dava para desenvolver mais. Não gostei da parte do Cascão enchendo e carregando baldes d'água, não tinha necessidade nenhuma. Fora que o Aquaman nem usou a água dos baldes depois, só encheção de linguiça e para colocarem o Cascão com contato direto com água, apesar de não ter se molhado. Os desenhos até que não ficaram ruins nessa.

Trecho da HQ "O mestre dos mares"

O gibi teve 6 histórias no total, com secundários só com Turma do Penadinho, 2 história com eles. Até que nesse gibi foram poucas histórias curtas de 1 a 3 páginas, diferente dos outros gibis do mês, resultando assim menos histórias no gibi

Foram 2 histórias de Natal, uma com a Turma do Penadinho com o título "Natal assombrado", com 11 páginas, em que o Frank se passa pelo Papai Noel já que ele nunca vai ao cemitério no Natal, e só dá "presentes de grego" para os seus amigos do cemitério. Até que gostei que finalmente teve história de Natal com secundários, já que nos últimos anos basicamente são histórias natalinas só coma  Turma da Mônica na abertura.

A outra de Natal foi a de encerramento com o Cascão, de 10 páginas. Em "De volta para o Natal", Cascão pede para o Franjinha para viajar no passado, precisamente no dia anterior, durante a noite de Natal para consertar um erro que fez com os pais durante o Natal. Uma boa mensagem no final, como de costume nos gibis atuais.

Trecho da HQ "De volta para o Natal"

Magali  - "Muita fome para muita velocidade" - Escrita por Paulo Back e com 34 páginas no total, Mingau e os gatos do bairro do Limoeiro somem misteriosamente e o Flash ajuda a Magali a recuperar seu gatinho, além dos outros gatos da região.

A história foi divida em 2 partes, sendo que a primeira foi mais simples e a segunda parte teve fôlego melhor e mais atrativa com a Mulher-Gato, Coringa e Batman. Os traços é que ficaram a desejar muito, muitas caretas que não contradiz com história e deixando a Magali irreconhecível, parecendo um monstro em certos momentos.

Trecho da HQ "Muita fome para muita velocidade"

O gibi teve 10 histórias no total, com secundários com Dudu, Turma do Penadinho (2) e Astronauta. Várias histórias de 1 ou 2 páginas, uma atrás da outra,  mais que o normal, ficando estranho assim. É bom um equilíbrio de histórias mais longas de 4 em diante com essas mais curtas, estilo como foi no gibi do Cascão. Pelo menos as curtas da Magali envolveram comida, já que ultimamente nem assim ela fala mais de comida.

De destaque, teve a história "Nomes", de 4 páginas, marcando a a estreia do personagem Binho, um menino negro na faixa etária de 5 anos de idade, a mesma do Dudu. Nela, Binho ajuda o Dudu a dar nomes nos bonecos deles. A MSP está criando um núcleo de uma família de personagens negros e esse garoto foi um deles. Provavelmente, receberam reclamações que a Turma da Mônica não tem personagens negros atuais, com exceção do Jeremias, então resolveram criar essa família de personagens negros.

Trecho da HQ "Nomes"

A protagonista desse núcleo será a menina Milena, que vem aparecendo em algumas capas e propagandas da turma, mas história até agora foi só uma de 1 página em 'Mônica Nº 42' , de 2018, bem apagada e sem alarde nenhum, e que vai ter uma história oficial e digna de estreia e apresentação de personagens em 'Turma da Mônica Nº 45', em janeiro de 2019.

Propaganda com a Milena, tirada de 'Magali Nº 44'

A história de Natal dessa 'Magali Nº 44', foi a de encerramento. Com o título "Uma ceia surpresa para a mamãe", com 10 páginas, Magali, seu pai Carlito e Dudu resolvem fazer uma surpresa para a Dona Lili, mãe da Magali, preparando uma ceia de Natal sozinhos, mas acaba dando muita confusão.

Trecho da HQ "Uma ceia surpresa para a mamãe"

Turma da Mônica - "O Niver" - Escrita por Flavio Teixeira e 32 páginas no total, o Superman está fazendo aniversário e a convida a turma para comemorar na sua casa na Fortaleza da Solidão, mas não contavam com o ataque do Mongul, um dos arqui-inimigos do Superman.

Uma história bem interessante essa, mostra vários momentos clássicos da trajetória o Superman com os heróis da Liga da Justiça. Tem um estilo de roteiro de "Clássicos do Cinema", incluindo os personagens vestidos de super-heróis, só que com a diferença que tem a presença dos heróis contracenando com eles e não apenas os personagens interpretando os heróis como em "Clássicos". Traços bacanas nessa história e bem detalhados.

Trecho da HQ "O Niver"

O gibi tem 8 histórias no total, sendo que secundários com Tina, Astronauta, Anjinho e Penadinho. Nesse título, nem considero eles como secundários, já que dá ideia de que a turma toda seja protagonista, ter um mix de histórias de qualquer núcleo. Bastante histórias de 1 ou 2 páginas pra encher linguiça.

A história de natal foi a de encerramento "O nascimento de Jesus", de 10 páginas, com a turma encenado uma peça de teatro com o nascimento de Jesus e apresentada pela Marina. Lembra bastante a história "Natal rural", de 'Chico Bento Nº 180' (Ed. Globo, 1993), aí foi como uma história semelhante, só que protagonizada pela Turma da Mônica.

Trecho da HQ "O nascimento de Jesus"

Não comprei Turma da Mônica Jovem, então não tem resenha dessa. As de inglês e espanhol, "Monica and Friends" e "Mónica y sus amigos", respectivamente, são o mesmo conteúdo de 'Turma da Mônica Nº 44' e logicamente não comprei . E as de formato americano são mesmo conteúdo das mensais, só que com capa e tamanhos diferentes das formatinhos, logo não comprei também.

No geral, as histórias de abertura foram boas, atingiram o objetivo de homenagear e promover bem a DC e os heróis da Liga da Justiça. Cada um com suas particularidades citadas na postagem. Os traços é que andam ruim, principalmente em histórias de miolo, alguns chegam a ser deprimentes. Na minha opinião, as melhores histórias de abertura, na ordem de preferência, foram: Cebolinha, Turma da Mônica, Chico Bento, Mônica, Cascão e Magali. Assim fica as dicas de compras de gibis nas bancas.