quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Um tabloide de Natal do Chico Bento


Mostro um tabloide em clima de Natal com o Chico Bento, que foi publicado em 'Chico Bento Nº 87' (Ed. Abril, 1985).

Nela, Chico está indo à festa de Natal vestido de Papai Noel e no caminho e encontra com um boi. Como boi não gosta de cor vermelha, ele ataca o Chico e dá uma chifrada forte que faz Chico voar longe. O jeito par ao Chico passar lá foi e vestir de Papai Noel com  roupa verde e todos da festa estranha o visual dele quando  chega lá. 

É bem legal essa, foi pesada a chifrada que o Chico levou. Eu gostava quando ele tinha um jeito simples e todo especial de resolver os problemas. Impublicável por conta de que personagens não podem mais contracenar com bichos bravos e perigosos e ainda mais sendo atacados e machucados pelos bichos. Interessante que na festa só tiveram personagens desconhecidos, não teve nenhum amigo ou parente conhecido. Pode ser que o Chico estaria fazendo bico como Papai Noel da festa, fica na imaginação de cada um.

Curiosamente, esse tabloide nunca foi republicado até hoje, nem nos almanaques especiais da Editora Globo, que costumavam republicar histórias da Editora Abril. A seguir, mostro essa historinha de 1 página completa.

domingo, 13 de dezembro de 2020

Capa da Semana: Mônica Nº 184


Uma capa em clima de Natal, apenas um desenho bonito com Mônica e a turminha em uma guirlanda gigante em uma noite estrelada. Ficou legal.

Como as revistas da Mônica na Editora Globo chegavam na última semana de cada mês, a partir de 1998 as revistas dela com capas e histórias de Natal saíam em novembro para ficarem circulando durante o mês de dezembro e não ter Natal nas bancas em janeiro. Podem reparar que raramente tinham capas e histórias de Natal nas revistas da Mônica na Globo nos anos 1980 e 1990 por causa disso. Quando tinha, era uma história de miolo quase despercebida e sem capa natalina só para não passar completamente em branco, com raras exceções.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 184' (Ed. Globo, Novembro/ 2001).

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Mariazinha: HQ "Rubão, o machista"


Compartilho uma história em que a Mariazinha sofre com as atitudes machistas do seu namorado Rubão. Com 4 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 188' (Ed. Abril, 1985). 

Capa de 'Mônica Nº 188' (Ed. Abril, 1985)

Mariazinha encontra a Pipa e diz que não aguenta mais. Pipa pensa que ela está prestando vestibular e quando Mariazinha fala que é o Rubão, Pipa pensa que era ele que estava fazendo. Mariazinha fala que não aguenta mais o Rubão e ele aparece reclamando que não quer vê-la andando sozinha por aí. Mariazinha responde que ele também sai sozinho e ele diz que lugar de mulher é na cozinha. Mariazinha fala que ela não é mulher dele, só namorada e Rubão pergunta se namorada não é mulher e a leva para casa dela.

Chegando lá, Mariazinha reclama que ficou chato o que Rubão fez na frente da Pipa e ele diz que não quer vê-la de conversa fiada na rua e manda preparar café para ele. Ela diz que não é mulher dele e Rubão responde que se ela quiser ser mulher dele, vai fazer e que precisa treinar porque o café dela é fraco e melado. Mariazinha manda Rubão fazer porque ela tem que estudar. 


Rubão pergunta para que estudar, que para casar, ter um monte de filhos, lavar roupa, fazer comida e limpar casa não precisa de estudos, a mãe dele ensina. Mariazinha pergunta se ele quer uma mulher ou uma empregada e ele diz que quer uma mulher como a mãe dele foi para o pai. Mariazinha pergunta como fica a realização profissional e humana dela, todos tem os mesmos direitos, e Rubão responde que cada um no seu lugar e o dela é na cozinha. Mariazinha não aguenta e termina tudo com Rubão. Ele vai embora dizendo que mulher não falta para ele, mulher é tudo igual e quer ver Mariazinha arrumar outro namorado como ele. Mariazinha sente ódio, jura vingança e telefona para o Adolfo, que está parado na dela, e vai provar ao Rubão que pode arranjar namorados muito melhores que ele.

Mariazinha sai com Adolfo de minissaia com barriga e pernas à mostra. Eles vão a uma sorveteria e Adolfo deixa Mariazinha pagar a conta. Ela comenta que Rubão nunca a deixou pagar as contas e que morria de ciúme quando saía de minissaia, enquanto um homem assobia para ela. Fala também que não podia cumprimentar e dar beijinhos nos amigos, enquanto beija o Rolo, não podia trabalhar, fumar ou beber e quando Adolfo tentou beijá-la, Mariazinha dá um soco nele e telefona par ao Rubão de um orelhão dizendo que está morrendo de saudades e querendo voltar a namorar com ele, terminando assim. E, com isso, ele se se deu bem, confirmando que ela não consegue encontrar namorado melhor que ele.


História muito legal com o casal Rubão e Mariazinha, com crítica ao machismo. Mostra que ninguém deve controlar e interferir nas vontade das pessoas, desrespeitando, muito menos um namorado. Embora a sociedade mudou e a maioria não tolera atitude imbecil do Rubão, mas tem os que seguem a mentalidade atrasada do Rubão até hoje e serve de alerta. Altamente impublicável hoje, o povo do politicamente correto acha que não deve ter isso em revistas infantis, vão incentivar os outros a serem machistas, aí não fazem mais histórias assim.

Para quem não conhece esses personagens, Rubão e Mariazinha era um casal da Turma da Tina nos anos 1980, em que Rubão era o machista controlador, bem conservador, achava que era dono dela, pegava pesado obrigando a usar roupas longas para os outros homens não vissem seu corpo bonito, achava que ela tinha que cozinhar, lavar roupa para ele, cuidar da casa, não podia trabalhar fora nem estudar, apenas ser uma mulher do lar. Já Mariazinha era a submissa que tentava se libertar dele, mas sempre acabava voltando para ele, pois no fundo gostava de ser subordinada por ele. Rubão também era arrogante com seus amigos, implicando com roupas e homens usarem brincos, se metendo nos relacionamentos deles e até a favor de campanha da volta dos "bons tempos" conservadores, como mostrado na histórias "Todos comigo", de 'Cebolinha Nº 7' (Ed. Globo, 1987).


Muitos até podem se perguntar por que Mariazinha não dava logo um "pé-na-bunda" nele em definitivo, antes ficasse sozinha do que mal acompanhada. É que nos anos 1980 a sociedade era extremamente machista, se ela terminasse, o povo da época ia achar absurdo, iam reclamar porque ela fez isso com Rubão. Fora que servia de ponte para terem sido criadas outras histórias, pois se ela terminasse, não teriam mais histórias com eles.

O casal foi para o limbo do esquecimento em 1989, depois não apareceram mais nem em figurações nas histórias da Turma da Tina e não foram mais lembrados nem em histórias especiais reunindo personagens esquecidos. A sociedade mudou, começou a ter movimentos feministas e acharam melhor terminar com os personagens do que mudar as características deles. Nos anos 1990 até alguns personagens tiveram essa pegada de machismo e ciúmes excessivos de vez em quando como Chico Bento e Rosinha, Titi e Aninha, Rolo com suas namoradas, assim como namorado de Tina com ela, mas com as namoradas se dando bem no final.

Se tivesse uma história de despedida de Rubão e Mariazinha ou voltassem com os personagens hoje, iam mudar com ela finalmente terminando com ele e sendo uma mulher independente, aí ficaria na escolha de cada um seguir o seu caminho, com Rubão sendo machista com outras mulheres, ou então ele ia se regenerar, vê que estava errado e casal voltaria, só que com ele manso e atendendo todas as vontades dela. Nesses casos, eu preferia vê-la sem o Rubão do que ele se regenerar e mudar personalidade. Para mudar, melhor ficarem no limbo do esquecimento mesmo.


Os traços nessa história ficaram muito caprichados, típicos dos anos 1980. Dessa vez a Pipa teve uma roupa diferente sem de colegial com camisa branca e saia preta como era de costume. Roteirista fez questão de colocar a Pipa e o Rolo para mostrar que o casal era da Turma da Tina. Tudo indica que foi a história de estreia deles, não conheço outra mais antiga, pelo menos é a mais velha deles que eu tenho na coleção. Nunca foi republicada até hoje, quase nenhuma deles foram republicadas, só algumas em 'Coleção um tema Só Nº 25' - Mônica - Amigos da Turma' - Ed. Globo, 2000) e a última história deles, de 'Mônica Nº 36', de 1989, que republicaram também no 'Almanaque Temático Nº 33'  - Mônica - Praia' (Ed. Panini, 2015).

Falei também sobre Rubão e Mariazinha nessa postagem aqui:

domingo, 6 de dezembro de 2020

Penadinho: HQ "Saudade de vida"


Em dezembro de 1990, há exatos 30 anos, foi lançada a história "Saudade de vida" em que o Penadinho reencarnou para sentir de novo os prazeres da vida. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 102' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Cascão Nº 102' (Ed. Globo, 1990)

Nela, Penadinho passa em frente ao Cranicola pensativo e ele pergunta se está no mundo da Lua. Penadinho diz que estava pensando nos prazeres carnais. Cranicola acha que é coisa de açougue e Penadinho explica que há anos não come uma pizza, não sai com  uma garota nem vai a boate porque é fantasma e tem ideia de falar com a Dona Morte para ajudá-lo.


Dona Morte faz Penadinho reencarnar por uma hora e, por estar vivo, sai do cemitério e vai direto a uma sorveteria. Lá, ele toma vários sorvetes, mas como não tinha dinheiro para pagar, tem que lavar todos os pratos da sorveteria. Após terminar bem cansado, tenta paquerar uma garota, mas era comprometida e o namorado dela dá um soco no Penadinho, que lembra que não sentia dor há muito tempo.

Depois, Penadinho resolve mergulhar no rio, gosta da sensação, mas lembra que não sabe nadar e acaba morrendo afogado. Ele volta ao cemitério, com Dona Morte falando que esgotou o tempo e se precisar de algo, só dizer. Cranicola acha que Penadinho aproveitou bastante o tempo que ficou vivo por causa da cara feliz dele e Penadinho diz que vai começar aproveitar agora e dorme no seu túmulo, feliz convencido que a vida após a morte é bem melhor.


Muito legal essa história, mostra as vantagens e desvantagens de ser vivo e de ser morto. Penadinho resolve reencarnar para voltar a sentir as sensações carnais de quando era vivo. Como era fantasma, não sentia mais nada e tinha saudade. Não teve experiência muito agradável no Mundo Real por voltar a sentir cansaço ao lavar louça, sentir dor ao levar surra na rua por ter paquerado garota comprometida e sofrer com afogamento, e concluiu que a vida após a morte, ser um fantasma é bem melhor que a vida dos humanos. 

Pelo menos, ele voltou a sentir coisas boas como tomar sorvete, paquerar garota e ficar em um rio, mesmo se dando mal depois em todas as situações. Foi engraçado o diálogo inicial com o Cranicola, com ele falando que Penadinho pensar é coisa grave e dizer que prazeres carnais é coisa de açougue. Histórias mostrando como era o Penadinho vivo, como foi a sua vida antes de morrer e de quê ele morreu sempre eram bem envolventes. 


Nessa teve diferencial da Dona Morte fazer reencarnar o Penadinho no lugar da Dona Cegonha. Pelo visto, o roteirista queria que o Penadinho contracenasse só com um personagem, até também para agilizar a história e deixar mais objetiva. Ainda mais que para matá-lo de novo para voltar ao cemitério teria que ser a Dona Morte. Já aconteceram outras vezes da Dona Morte exercer também a função de reencarnar as pessoas que ela matou por engano.


Também já tiveram outras histórias com Penadinho ficando vivo de novo, só que sempre o retratando de uma forma diferente já que na MSP nunca teve uma cronologia fixa. E bom nessa história que, para voltar a ser fantasma no cemitério, ele precisou morrer de novo e dessa vez morreu por afogamento, no caso herdou característica da outra vida de não saber nadar. Já tiveram outras versões de morte dele, nunca teve uma oficial, por não ter cronologia na MSP, porém a mais famosa é ele ser esmagado por um trator de compactador de metais de mil quilos, na história "A verdade sobre as pernas curtas", de Cascão Nº 167' (Ed. Globo, 1993). 


Legal também com o Penadinho vivo, ele também ser baixinho e formato de cabeça como sua versão fantasma e acabaram não colocando uma camisa nele, nem para entrar na sorveteria. Como é histórias em quadrinhos, vale o absurdo. Os traços, aliás, bem caprichados, como sempre na época. Teve um erro de esquecerem de pintar a pedra do Cranicola no último quadrinho na primeira página. Sem dúvida, essa foi uma história bem marcante, e muito bom relembrá-la há exatos 30 anos. 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Chico Bento: HQ "Chico Adão"

Compartilho uma história em que o Chico Bento virou Adão e causou muita confusão no Paraíso. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Chico Bento Nº 53' (Ed. Abril, 1984).

A história começa na criação do mundo e o narrador-observador conta que  Deus criou o Céu e a Terra, logo após os mares, o dia e a noite, espalhou o animais pela Terra e do barro Deus criou o primeiro homem, o Adão, e de suas costelas criou-se a Eva, a primeira mulher do mundo para ser sua companheira e juntos, crescei e multiplicai-vos e no sétimo dia descansou.

O Adão era o Chico Bento e ele estranha o que está fazendo lá no Paraíso e pergunta pelas suas roupas e Eva acha engraçado o jeito caipira do Chico falar. Ao chamá-lo de Adão, Chico fala que o nome dele é Chico Bento. Eva diz que Ele lhe deu nome de Adão e Chico responde que Ele pode dar o nome que quiser que ele continua a se chamar de Chico Bento.

Eva fala para eles irem e Chico quer saber para onde, se vão comprar roupa e pergunta pelas suas botinas. Eva diz que não sabe o que é isso e que estava falando outra coisa, que era para cumprir a ordem de Deus de  "crescei e multiplicai-vos". Chico fala para ela sair para lá e só quer saber quem foi o engraçadinho que escondeu as roupas dele. 

Depois, Chico encontra uma suposta rede escorregadia, mas era uma cobra, que lhe oferece uma maçã que estava na sua boca. Chico dá uma paulada na cobra, pensando que era ela vendedora de maçã e a gira para todos os lados, se afirmando que ele é o maior caçador da roça, e a joga no Céu, atingindo Deus.

Deus quer saber o que estava acontecendo no seu descanso, Eva explica e Deus acha que tem alguma coisa errada porque a história da criação do mundo não era para ser assim enquanto Chico fica pescando. Deus acha que o Adão está agindo estranhamente e vai procurar nos seus arquivos e vê que aquele não era o Adão e usou a forma do Chico Bento, que nasceria muitos séculos depois, segurando a ficha dele. Deus retorna o Chico ao pó para nascer muitos séculos depois e cria a verdadeira forma do Adão e volta a dormir enquanto a cobra oferece maçã ao Adão. 

Já no século XX Depois de Cristo, mais precisamente em 1984, Seu Bento está aflito a espera do nascimento do seu filho. O bebê chora, a parteira fala que é um menino e a esposa está bem. Seu Bento fala que vai se chamar Francisco Bento e quando vai ver o filho, estranha que tinha uma folha nele, que Deus esqueceu de tirar na pressa enquanto ele era Adão, terminando assim.

História sensacional com o Chico Bento como Adão e aprontando no Paraíso. Vimos que foi apenas um engano de Deus de ter usado a forma do Chico ao criar o Adão, mas o tempo que o Chico esteve lá conseguiu aprontar muita confusão. Foi engraçado  ver o Chico com raiva por estar sem roupa, dar bronca na Eva, enfrentar a cobra pensando que era vendedora de maçã, ficar pescando. Legal também ver a ficha de registro de criação na mão de Deus, como se todos que nascem ter uma ficha no Céu, e a Eva dando em cima no Chico querendo sexo com ele ao lembrar as falas de Deus de "crescei e multiplicai-vos", os olhos dela até brilharam, e Chico só queria saber quem pegou as roupas dele.

Teve um erro da cobra oferecer maçã ao Adão, mas foi preciso para dar graça à história e Chico enfrentar a cobra. O final foi bom também mostrando o momento do nascimento do Chico. A gente podia pensar que era tudo imaginação ou sonho do Chico, mas a folha presa no Chico provou que tinha acontecido que ele esteve no Paraíso. Já tiveram outras também mostrando isso, aliás, gostavam de criar histórias mostrando os personagens nascendo, todos o principais já tiveram histórias com esse tema.

Destaque também ao caipirês do Chico que ainda era do jeito antigo e em fase de adaptação, já que Chico só começou a falar caipirês nas revistas em 1980, pouco tempo até então. Uma prova é a palavra "falano" em que gerúndios eram assim no caipirês dele e depois mudaram para "falando" normal.  

Na época era normal  ter histórias religiosas e com paródias bíblicas e ter presença de Deus era bem frequente também, principalmente nas revistas da Editora Abril. Não costumava aparecer o rosto de Deus, apenas ser só as mãos e a voz dele, como foi nessa. Também já tiveram outras paródias de Adão e Eva e criação do mundo, inclusive personagens querendo ser Deus como Capitão Feio criando seu próprio mundo com Cascão e Cascuda como Adão e Eva ('Cascão Nº 72', de 1985) e até Diabo querendo ser Deus em uma história do Astronauta, de 'Cebolinha Nº 151', de 1985. Definitivamente já teve de tudo na MSP.

Hoje "Chico Adão" completamente impublicável, impossível história de paródia bíblica assim, ainda mais Eva propondo sexo com uma criança e aparecendo seminua com seios à mostra, Chico enfrentar cobra, dando paulada nela, mostrando violência que não pode nas revistas novas e até mostrar Chico pelado eles têm implicância hoje. Apesar de ele aparecer com folha na parte íntima, mas teve quadrinho aparecendo pelado por completo. Fora Seu Bento fumando vários cigarros ao mesmo tempo, não mostram mais nem personagens fumando. Era comum mostrarem os pais fumando esperando os filhos nascerem na maternidade, mas hoje é proibido.

Os traços espetaculares na história toda, sobretudo nas artes das 2 primeiras páginas mostrando a criação do mundo. Como era bom ver desenhos assim e tudo feito à mão. Capa da revista fantástica também parodiando a clássica obra "A criação de Adão", pintura de Michelangelo Buonarotti. No segundo semestre de 1984, as revistas da Turma da Mônica estavam com capas em alusão às histórias de abertura, e não só as do Cebolinha como eram, mas depois voltaram atrás e passaram a colocar as piadinhas nas capas e deixando com alusão só histórias importantes e na Globo, historias de aberturas de forma fixa só as revistas Parque da Mônica e Gibizinhos. 

Tiveram propagandas inseridas nas laterais, dessa vez obre o aniversário do Pato Donald, que em comemoração ia ter o Concurso do Pato Donald para ganhar 30 microcomputadores e uma edição especial dele com a reedição da revista "Nº 1" de 1950. Belos presentes. Eram normais propagandas nas laterais das páginas assim ou nos rodapés das páginas no espaço dos quadrinhos das revistas por terem muitos anunciantes.

Essa história foi republicada depois em 'Almanacão de Férias Nº 16' (Ed. Globo, 1994). Termino mostrando a capa desse Almanacão.

Capa de 'Almanacão de Férias Nº 16' (Ed. Globo, 1994)