domingo, 26 de julho de 2026

HQ "Zé Luís e a arma paralisadora"

Mostro uma história em que o Zé Luís inventa um revólver paralisador na intenção de derrotar a Mônica. Com 5 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 18' (Ed. Abril, 1983).

Capa de 'Chico Bento Nº 18' (Ed. Abril, 1983)

Titi passa em frente à casa do Zé Luís quando ele disse que conseguiu algo. Titi quer saber se aumentaram a mesada dele ou achou nota de um barão. Zé Luís mostra uma arma, Titi pensa que vai assaltá-lo e Zé Luís fala que é o novo invento dele, o revólver paralisador, com um disparo faz qualquer pessoa que esteja se mexendo, parar por 10 minutos.

Titi pergunta se já testou, Zé Luís diz que vai testar agora, Titi fica com medo pensando que ia testar com ele e Zé Luís vai ao quintal testar com um homem que estava passando em frente à casa. O homem fica paralisado e os meninos comemoram que funciona, só que não veem que o homem paralisou ao ver o cara quem estava devendo e prestes a bater nele.

Depois, Zé Luís e Titi aparecem para Mônica, que não gosta quando veem com balão de florzinha. Zé Luís diz que ela vai ser derrotada e mostra a arma. Mônica acha que eles vão brincar de caubói. Zé Luís avisa que é arma paralisadora e basta um disparo para ela ficar durinha. Mônica diz que dura já está mostrando bolso vazio. Como ela não se rendeu, Zé Luís dispara e, por ela continuar parada, pensa que funcionou. Mônica bate no Zé Luís, que não entende porque da outra vez funcionou. Joga a arma no chão de raiva e aí ela dispara e o paralisa junto com o Titi e Zé Luís avisa para esperar mais uns minutos.

História legal em que o Zé Luís é inventor e cria um revólver paralisador para derrotar a Mônica, que não acredita que funciona e de fato ela não ficou paralisada após o disparo. Acabou tendo efeito tardio só após ele jogar a arma no chão e quem fica paralisados são o Zé Luís e o Titi.

Para criar plano infalível contra a Mônica e derrotá-la vale tudo, até Zé Luís ser cientista e, assim, ele inventou um revólver paralisador só que não testou. Titi teve razão de ter medo em testar nele já que ela não havia sido testada ainda e podia acontecer tudo. Mesmo se testasse nele, não ia funcionar já que no teste no homem não deu certo. Bem que podiam ter ficado mais um pouco em frente a ele para ver se manteria a paralisação e descobririam que o invento não funcionava antes de irem até onde Mônica estava. O homem caloteiro bem medroso, a gente nunca ia imaginar que iria ficar paralisado por isso.

Mônica dessa vez não foi boba e não caiu na conversa do Zé Luís, já estava convencida que era um plano e queria ver até onde iria. Interessante que só o Zé Luís quem apanhou, devia o Titi apanhar também porque, apesar de que foi o Zé Luís quem inventou o revólver, Titi também queria vê-la derrotada. Zé Luís se deu mal 2 vezes, ter apanhado e ter ficado paralisado, se soubesse que com uma queda o seu invento fosse fazer funcionar, teria jogado no chão antes de se encontrar com a Mônica.

Foi engraçado Titi perguntar se Zé Luís conseguiu aumentar mesada ou um barão, pensar que Zé Luís ia assaltá-lo e com medo de disparar revólver nele, o homem paralisado com medo de apanhar do cara que estava devendo, metalinguagem da Mônica dizer que não gosta de balão cheio de florzinhas dos meninos, ela achar que o revólver era para brincar de caubói, confundir dura de paralisada com dura sem dinheiro e o revólver funcionar depois que o Zé Luís joga no chão de raiva.


Vimos que na época não era só Franjinha inventor oficial do Limoeiro, além de cientistas e vilões, outros personagens da turminha também podiam ter essa função de cientista. O Zé Luís teve papel que seria do Franjinha e também papel que seria do Cebolinha de criar plano infalível contra a Mônica. Na época, colocavam o Zé Luís criando planos, até sendo uma volta do que ele fazia no início dos anos 1970, e em algumas outras vezes Cascão criava planos, tudo para variar esse estilo de histórias.

Zé Luís foi criado no início dos anos 1960 nas tiras de jornais, inicialmente criado para interagir com o Cebolinha, depois se tornou irmão da Mônica após ela ter sido criada em 1963 e essa ideia foi abandonada depois, com ela sendo filha única. Nos gibis, passou primeiro a criar planos contra a Mônica e ser cientista, depois teve histórias tendo problemas de adolescência como ter espinhas, participando de planos criados pelo Cebolinha, interagindo com meninos mais velhos como Titi, Franjinha e Jeremias e se tornou um intelectual. Teve presença mais esporádica a partir dos anos 2000 e hoje em dia quase não aparece e quando aparece, apenas como intelectual ensinando alguma coisa para turminha.

Traços ficaram bons, típicos da primeira metade dos anos 1980, antes da fase consagrada, com personagens com curva na bochecha começando da cabeça. Zé Luís com uma estatura menor, parecendo ter uns 13 anos de idade, atualmente tem estatura maior como adolescente de 16 anos. Idade real dele nunca foi revelada, mas é cerca de 16 anos desde que ficou mais alto, hoje daria para fazer parte de uma turma da Xabéu, Sol, Teveluisão, etc, se quisessem ter um núcleo de adolescentes. Incorreta atualmente por ter arma, o invento ser em forma de arma, não pode mais nem revólver de brinquedo, ser citado brincar de caubói, além da palavra proibida "Droga!"

Nos primeiros números do Chico da Editora Abril costumavam ter histórias de secundários da Turma do Limoeiro como Humberto, Anjinho, Titi, Jeremias, Zé Luís, etc, podendo ou não ter participação de Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Acontecia porque não tinham histórias do Chico suficientes já produzidas para fechar os gibis e, provavelmente, também para demonstrar que o Chico era um personagem do Mauricio, pois era o gibi mais diferente de outro núcleo e ele ser menos conhecido na época. À medida que tiveram mais histórias do Chico produzidas e ele se tornar mais conhecido, passaram a colocar só Papa-Capim como personagem secundário em gibis do Chico. Essa história foi republicada depois em 'Almanacão de Férias Nº 7' (Ed. Globo, 1990). 

Capa de 'Almanacão de Férias Nº 7' (Ed. Globo, 1990)

19 comentários:

  1. Muito boa essa.. e no gibi do Chico kkkk... tenho o Almanacão rs :D

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É, bem diferente ter saído em gibi do Chico, depois tiraram isso do pessoal do Limoeiro nos gibis dele. Esse Almanacão foi excelente.

      Excluir
  2. Dado que Franjinha usurpou-lhe o posto de inventor da turma, temos aqui o nerdola quatro-olhos, pontualmente, voltando às raízes...

    Quer dizer, então, Mônica, que apoio moral não conta?! Pois, tudo indica que o Titi foi poupado, porque teria baixado em vossa senhoria a clássica ⁠☞identidade fraternal, por conta dos dentões dele☜...

    E você, Zé? A Mônica seria derrotada por quanto tempo? Dez minutos? Uma hora? Se, por exemplo, ficasse paralisada por três horas, teria de disparar dezoito vezes contra ela e, caso ficasse um dia inteiro sob efeito de paralisação, teria que ser alvejada cento e quarenta e quatro vezes. E a bateria da bagaça, daria conta? Qual seria o tempo médio de recarga do (R)revólver (P)paralisador, Zé Luís?
    Para que tivesse êxito contra Mônica, teria de haver, ao menos, umas cinco unidades do dispositivo e, como seria impossível obter sucesso sem revezamento, Zé Luís precisaria de colaboradores de confiança. Acredito que um Titi, um Franjinha, um Cascão e, um Cebolinha, fossem suficientes para manutenção da Mônica sob constantes ameaças de sofrer paralisações, a fim de que obedecesse as maquiavélicas imposições deles.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade, inicialmente era o Zé Luís o inventor, depois passaram par ao Franjinha, aí aqui teve uma volta da característica dele. Também acho que o Titi mereceria apanhar, estava participando do plano e ia comemorar se tivesse dado certo. Zé Luís disse que a paralisação seria 10 minutos, tempo de pegar o Sansão e ameaçá-la para deixar de ser a dona da rua senão não teria mais o coelhinho ou ele poderia ameaçar paralisar de novo depois do efeito, aí tinha que ser feito toda hora porque no primeiro momento que ela voltasse a si, daria surra neles.

      Excluir
    2. Que "polegar bicudo" é este na mão esquerda do Zé Luís no quadro que abre a postagem, Marcos? Cheguei a pensar que fosse falha gráfica, erro de impressão, mas, não consta o mesmo no terceiro quadro da primeira página. Parece ter ocorrido ao recortá-lo pelo tal processo de escaneamento, algum ligeiro tremelique replicou uma pequenina parte do dorso da mão do personagem.

      Excluir
    3. Eu acho que foi erro do arte-finalista ou impressão gráfica mesmo. Lembrando que as imagens são da revista original e não do Almanacão, que aí teria um escaneamento da história.

      Excluir
    4. Mas, veja, Marcos, por que consta no quadro que abre a postagem e não consta no terceiro da primeira página? Dado que ambos são o mesmo. Sem querer, você inseriu um estranho dedão no Zé Luís, é a única explicação.

      Excluir
    5. Eu não inseri imagem, o que fiz foi cortar o quadro em destaque. Pode ser a diferença porque as páginas da história eu diminui a resolução e o quadro de destaque da capa da postagem deixei a resolução normal, aí com imagem reduzida não percebeu essa diferença no dedo.

      Excluir
    6. Desculpe, Marcos, mas, pelas suas respostas, parece que não percebeu o que enfatizo. Observe o que está, vamos dizer, "colado" na mão esquerda de Zé Luís ou, se preferir, sobre sua camisa, no quadro que selecionou para abrir a postagem e compare com as mesmas mão e camisa do mesmo quadro disposto na primeira página da HQ e verá que não há o tal "polegar bicudo". Ou seja, isto não é erro oriundo de estúdio e também não é de impressão gráfica, percebe? Provavelmente deriva de quando o recortou, tipo, sei lá, algum imperceptível tremelique deve tê-lo causado. Sabe quando fotografamos e as imagens ficam sutilmente e parcialmente desfocadas? Então, seria mais ou menos por aí o que deve ter rolado quando o recortou para inseri-lo no topo da postagem.
      Outra explicação plausível seria se tivesse extraído o quadro em questão da HQ contida no Almanacão de Férias, pois, lá, quem sabe, a falha que aponto possa mesmo ter a ver com processo de impressão - e não com arte-finalização, vide que na publicação original a anomalia não se encontra. Mas, creio que o tirou da primeira publicação, mesmo. Vai que foi um cisquinho minúsculo grudado na lente que gerou este efeito. Repito: observe o mesmo quadro na primeira página, tem nada de anormal na mão esquerda ou sobre a camisa do personagem, a imagem está perfeita, a bagaça em questão encontra-se somente no quadro reproduzido no início da postagem.

      Excluir
    7. Vi esse dedo polegar na imagem da capa. Não peguei o Almanacão pra escanear, então deve ter sido isso de cisquinho na câmera, no caso no scanner, que gerou esse efeito. Essa primeira página eu escaneei 2 vezes por ter saído torta e meio tremida, aí devo ter pego uma página de cada ao cortar as imagens e ficou assim. provavelmente a imagem que estava com cisquinho foi a da capa da postagem.

      Excluir
  3. O Titi e o Zé Luís antigamente eram bem engraçados, já a Mônica nem preciso dizer. Mas, como conseguiu socar o olho com óculos na frente? E que ainda não foram quebrados, parece um grande feito. Mas eu confesso pra vocês que acho que ela tirou, socou e teve o cuidado de voltar com eles pra cara dele, ou então são muito resistentes, devem ser à prova de choque.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Na época todos os personagens eram engraçados e tinham seus valores, isso faz falta. Acho que o Zé Luís deve ter tirado o óculos só não mostrou, senão se encaixa nos absurdos de histórias em quadrinhos. Mônica metia surra em qualquer um, não tinha perdão nem pra quem usava óculos.

      Excluir
  4. Obrigado por atender o meu pedido sobre uma história do Zé Luís. Gosto do personagem, principalmente nesta época em que ele alternava com o cebolinha nos planos infalíveis contra a Mônica, acho um personagemuito mal aproveitado pela MSP atualmente ficando apenas nas revistas saiba mais, afinal o primeiro plano infalível foi feito por ele.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. De nada, Allan. Sem dúvida anda muito mal aproveitado e politicamente correto, aparece raramente e nem de longe é como foi. Nas antigas ele era top.

      Excluir
  5. Na época não passava Chapolin no Brasil, então os roteiristas devem ter ido ao México assistir lá algum episódio da corneta paralisadora para se inspirar pra essa história. Detalhe que no encontro da Mônica Toy com o Chapolin a história era sobre a corneta paralisadora. Aqui eu não entendi, essa pistola paralisadora só funcionou com o Zé Luís e com o Titi? A Mônica não paralisou e o cara lá só paralisou de susto de encontrar o cara que ele tava devendo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. De acordo com que o homem fala ao ser surpreendido pelo credor (provavelmente agiota), fica margem para dúvida se foi mesmo paralisado pela invenção do nerdola. Talvez só funcionou para a piada de desfecho. Bem observado.

      Excluir
    2. Não passava Chapolin aqui e certamente a inspiração do roteirista não foi com Chapolin, pois mesmo que fosse ao México, teria que coincidir passando algum remake de corneta paralisadora. Sim, remakes porque no México não passavam reprises e isso foi um dos motivos do Chespirito fazer tantos remakes das séries dele a perder de vista. Nesta história pode ter sido coincidência então ou roteirista se inspirou em algum episódio de desenho animado ou ou filme na época.

      Com o homem devedor ficou a dúvida, mas acredito que se paralisou de medo do agiota mesmo. O que deu a ideia de que a arma não funcionou até no disparo da Mônica, mas quando foi jogada no chão, acionou algum mecanismo sem querer e passou a funcionar e atingiu Zé Luís e Titi por estarem na direção do disparo.

      Excluir
  6. Grande Zé Luís um dos primeiros personagens da turma do limoeiro,nesta época era bom que cada secundário tinha sua personalidade e característica.Nem precisava aparecer muito só em algumas histórias e mesmo assim eram tops Zé Luís, Titi,Jeremias, Franjinha e Huberto tiveram seu auge nesta época cada um com sua personalidade e característica.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade, Zé Luís era muito bom e todos esses aí tinham histórias solos bem desenvolvidas com características deles.

      Excluir