Em julho de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "O cabeça de abóbora" em que uma bruxa faz o Chico ficar com cabeça de abóbora causando muita confusão para ele. Com 13 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 248' (Ed. Globo, 1996).
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| Capa de 'Chico Bento Nº 248' (Ed. Globo, 1996) |
Chico Bento coloca um espantalho que fez para espantar os passarinhos xeretas da plantação de abóbora, cantarola que semeou com carinho, regou, protegeu do Sol forte e agora que está tudo grande não pode deixar ninguém atacar, quando vê uma bruxa colhendo as abóboras. Chico acha que foi o espantalho que criou vida e manda largar senão arranca todas as palhas dele.
A Bruxa fala que espantalho é ele, chamando de narigudo. Chico se toca que o espantalho ainda estava lá e diz que ela é a cara dele e a manda passar as abóboras para ele. A Bruxa diz que precisa dela para decorar o interior da cabana da colina onde havia acabado de mudar. Chico avisa que se não entregar bem, vai ser por mal, se preparando para lutar e a bruxa transforma sua cabeça em abóbora e ele desmaia.
Depois que acorda, Chico sente um formigamento, vai tomar água prometendo depois ir na casa da mulher pegar o que é dele e vê na água do balde o reflexo da sua cara em forma de abóbora, se assusta e desmaia. Volta a si logo e quer ir à casa da Bruxa. Dona Cotinha chega levando um lanchinho para o filho e desmaia ao vê-lo com cara e abóbora. Chico vai para casa pintar a cara com tinta de cor de pele e coloca palhas e cascas de frutas fingindo que eram cabelo e orelhas porque se saísse daquele jeito seria um festival de desmaio.
Chico vai até à cabana da colina e no caminho encontra o Zé Lelé. Chico tenta fugir, Zé Lelé diz que notou alguma diferença no Chico e não sabe o que é, Chico corre, avisando que depois eles conversam e Zé Lelé desconfia que o Chico está escondendo alguma coisa, acha que é bolo de fubá e vai atrás. Em seguida, encontra o Zé da Roça, que pergunta o que houve para Chico ficar com carona tão inchada e pergunta se foi picado por enxame de abelhas. Chico diz que não, o chama de abelhudo e vai embora.
Depois, ele encontra a Rosinha, que oferece doce de abóbora, tenta dar na boquinha dele, Chico não aceita e corre e Rosinha lamenta que ele nunca recusou doce dela. Depois, encontra a Zefinha Assanhada, que gosta que enfim ele abriu os olhos e largou a jeca da Rosinha, acha que os olhos deles estão lindos, que ele inteiro está fofinho que dá vontade de morder, dá uma mordida na bochecha e arranca pedaço, ficando assustada e corre chorando por Chico estar se desmanchando.
Zé Lelé, Zé da Roça e Rosinha aparecem e querem que o Chico explique direitinho o que está acontecendo e o que está escondendo. Chico confessa que é um cabeça de abóbora e os amigos falam que já sabem, isso sempre foi, toda vida. Chico tira o disfarce e eles se assustam, tentam desmaiar, Chico quer ajuda deles e Zé Lelé pergunta se quer que o regue todos os dias.
Chico quer que os amigos vão com ele até a cabana da Bruxa. Zé Lelé disfarça que queria muito só que precisa olhar os brotos de feijão dele nascerem, Zé da Roça diz que não precisa voltar ao normal, ficou bem assim, bem rosado, e Rosinha, cheiroso. Chico os chama de amigos-da-onça e diz que vai sozinho e eles vão atrás, reconhecendo que foram covardes.
Chegando lá, Chico bate na porta, a Bruxa atende e os amigos ficam com medo, Zé Lelé diz que ela é mais feia que o Demo, Rosinha pede dó para São Crispim e Zé da Roça manda a Bruxa ir para trás. Chico fala que ele é o caipira das abóboras, quer voltar ao normal, não quer ser abóbora a vida toda. A Bruxa fala que vai pensar, as abóboras dele deram um toque especial na casa. Os amigos também ordenam, a Bruxa pega um pedaço de pau, dá uma paulada na cabeça do Chico e ela diz que não o tinha transformado em abóbora, só fez uma abóbora parar na cabeça dele e a cabeça dele estava em baixo o tempo todo e precisaria só quebrar a abóbora para ela sair.
Os amigos reclamam que só ele para ser tão burro, perguntam como não percebeu antes, fez eles irem lá á toa, enfrentando perigo, depois de tudo que fizeram por ele, falam que ele é um cabeça de abóbora e enchem de mais reclamações. Chico pede um favor para a Bruxa e no final Zé Lelé fica com cara de tomate, Zé da Roça, cabeça de melão e Rosinha, cabeça de goiaba e Chico fala que é para irem embora, daqui uns dois dias eles voltam ao normal.
História legal em que Chico Bento fica com cabeça de abóbora depois que impede de uma bruxa de colher abóboras da plantação dele. Chico descobre depois e quer ir à cabana da colinha onde Bruxa morava para ela fazê-lo voltar ao normal. No caminho encontra os amigos, tenta disfarçar, mas foi obrigado a contar a verdade e eles vão juntos à casa da Bruxa. Chico descobre que era só uma abóbora na cabeça dele e era só ele arrancar, os amigos acham que foi burro de não notar e Chico pede para a Bruxa transformá-los em cabeças de tomate, melão e goiaba para dar lição neles.
Chico com ciúme de colherem suas abóboras que plantou com tanto carinho, acabou se dando mal, a Bruxa quis dar lição nele. Até que não era uma bruxa perversa, nem queria para fazer poções do mal, só queria como decoração da casa que se havia de se mudar. Vila Abobrinha tem de tudo, até bruxa resolver morar lá.
O disfarce do Chico foi bom para não descobrirem sua cara de abóbora, mas dava para perceber que estava diferente, ninguém percebeu, todos bem lerdos. No final serviu de castigo por zoarem Chico de burro e reclamarem que foram lá, nem a Rosinha escapou. Com os amigos ficaram com cabeças de legumes e frutas de verdade, não bastaria quebrar para voltarem ao normal.
Interessante o espantalho em forma de bruxa e Chico achar que o espantalho criou vida ao vê-la colhendo abóboras, foi bem lerdo aí, e as hipocrisias de bruxa chamá-lo de narigudo e ela também era, Bruxa dizer que Chico cansou a beleza dela e era ela feia.
Engraçadas tiradas como Chico dizer que "agora não é hora de desmaiá", Dona Cotinha desmaiar, Zé Lelé achar que ele estava escondendo bolo de fubá, Chico chamar Zé da Roça de abelhudo, trocadilho de abelha e fofoqueiro, Chico recusar o doce de abóbora da Rosinha por achar que iria comer um de seus semelhantes, a turma dizer que cabeça de abóbora o Chico sempre foi, Zé Lelé perguntar se pode ajudar regando Chico todos os dias, as desculpas para não irem à casa da Bruxa, Zé Lelé dizer que a Bruxa era feia como o Demo, a descoberta que ele não tinha se transformado em abóbora e o castigo da turma no final.
Zefinha Assanhada foi hilária de querer ficar com o Chico após ter brigado com a Rosinha e pensar que tirou pedaço da bochecha do Chico ao morder. Ela lembrou um pouco a Ritinha e apareceu só nessa história, como de costume de personagens secundários criados para aparição única.
Personagens podiam se transformar em qualquer coisa por causa de cientistas, bruxas, fadas ou mágica, sempre tinha uma causa e dessa vez foi bruxa. Por envolver bruxa e cabeça de abóbora, a história encaixaria bem se fosse publicada em outubro em época de Halloween, mas na época eles não ligavam com comemorações de Halloween e histórias com bruxas saíam em qualquer época.
História póstuma de Rosana. Incorreta atualmente por Chico trabalhar plantando abóboras no roçado, ser chamado de narigudo, Chico ser namorado da Rosinha, menina se interessar pelo Chico e nunca colocariam nome de personagem como "Zefinha Assanhada", os amigos acharem que Chico sempre foi um cabeça de abóbora, paulada na cabeça do Chico, além de palavras proibidas ou expressões de duplo sentido como "roubando", "tô me lixando", "gozado", "abelhudo", "Demo" (demônio).
Traços ficaram bonitos, bem fofinhos com estilo dos anos 1990, colorização com mais tons diferentes do marrom e não um marrom igual para tudo como no início de 1996, porém ainda escuras, acredito como erro de após o Chico ter tirado o disfarce a cor da abóbora devia ter mantido como como cor de pele rosada e não laranja porque ele pintou a abóbora. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.
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Digamos que (J)julho de 1996 cheirava a (O)outubro, por ficar difícil não relacionar "O cabeça de abóbora" com Halloween.
ResponderExcluirSe a Rosinha é jeca, Zefinha Assanhada é o quê?! "Mocofona"? "Caforonga"? E, de quebra, ainda tem jeito de bisca... A trama não foi contemplada por crossover com uma ou mais figuras ilustres como Cascão, Capitão Feio, Maria Cascuda e Chovinista, mas, o comentário da tiririquinha do brejo foi o ´´"cúmulis" do "absúrdis"``*, consistindo na ☞suja falando da mal-lavada☜.
*Como diria o Mussum.
Desfecho ficou muito batuta! Rosinha aparenta uma fusão de Penadinho com Zé Gotinha; Zé da Roça parece que saiu do Sítio do Picapau Amarelo para passar uns dias em Vila Abobrinha; Zé Lelé ficou a cara do Conrado* (caqui antropomorfo que todo mundo confunde com tomate); a "véia" é um tribufu de marca maior, equiparável à Dona Cudi Ampola*.
**Personagens da galera do Fudêncio, aquela pérola superfreak em forma de desenho animado que compunha grade de programação da indomável MTV Brasil - época em que a emissora não se permitia filtro algum, não tinha papas na língua, impermeável à censura, resistiu bravamente o quanto deu, até determinada altura do ano de 2013.
Seria perfeito se saísse em outubro, mês de Halloween. Acho que nesse período de meio de ano eles tinham poucas histórias produzidas de outros roteiristas aptas pra publicarem, aí recorreram a histórias arquivadas da Rosana que já estavam prontas. Fora que também não comemoravam Halloween na época, estava começando a ter festas de Halloween em 1996 com mais frequência.
ExcluirFoi outra hipocrisia a Zefinha Assanhada chamar Rosinha de Jeca e ela era muito feia, quase tão feia quanto à bruxa, não se enxerga, sem dúvida um comentário "cúmulis" do "absúrdis" como o Mussum dizia. Eles ficaram bem engraçados com cabeças de legumes e frutas, Ficaram parecidos bem desse jeito como você descreveu. Eu lembro do Fudêncio da MTV, quando ela era raiz de fato e sem papas na língua, assim que era boa. Realmente o Zé Lelé ficou a cara do Conrado, muito igual.
Em vez de tintas, poderia ter aplicado um daqueles cosméticos, os tais de pó de arroz ou blush, pois, assim que revela à turma o que aconteceu com sua cabeça, a abóbora automaticamente muda de cor. Não que isto seja um erro propriamente, mas, caso passasse uma das maquiagens (maquilagens) em questão, por serem de fácil remoção, explicaria melhor a repentina mudança na cor do legume.
ExcluirSegundo o Guia dos Quadrinhos, consta (A)agosto como mês de publicação de Chico Bento nº248, de 1996.
Se foi uma espécie de maquiagem, aí justificaria a abóbora voltar a ser laranja automaticamente. problema que com o suor poderia sair a cor antes de ele remover tudo.
ExcluirNa impressão do gibi consta agosto, só que saiu errado, na verdade é de julho, lembro que comprei na segunda quinzena daquele mês. Interessante que nas impressões dos expedientes só a Nº 247 foi de julho e as Nº 248 até 251 foram de agosto. Nunca podia ter 4 revistas saindo em agosto, aí o correto 247 e 248 foram de julho e as 249, 250 e 251, de agosto.
Já suor como explicação para remoção das tais tintas, ficaria mais ou menos inviável e, por dois motivos: cabeça do Chico Bento não foi transformada em abóbora, foi colocada dentro de uma e, caso transpiração no interior do legume transpassasse para parte externa, mudança de cor teria de acontecer gradualmente, como se deu de um quadro para outro, blush, pó de arroz ou quaisquer outros tipos de barra maquiadora ou de pó maquiador justificariam a transição repentina com devida coerência.
ExcluirNo quarto quadro da última página, ficou incoerente "i" em vez de "e" no texto do balão cuja fala não foi colocada em caipirês - certamente proferida por Zé da Roça, representando o falatório proporcionado por ele e pelo primo e namorada do protagonista.
Tem razão, o suor seria interno e não alcançaria o lado externo da abóbora. Blush ou pó de arroz já sairia facilmente tocando, só resta saber se Dona Cotinha teria maquiagem em casa já que eles são do interior, difícil acesso de conseguir e ela nem ligar para se maquiar. Se ela não tem, aí erro do colorista. A fala desse quadro é certo que foi do Zé da Roça, portanto o "i" antes do "Blá, Blá, Blá" foi erro do letrista, acostumado com textos em caipirês nas histórias do Chico.
ExcluirBem-feito o susto da Zefinha Assanhada.
ResponderExcluirMerecido. Queria namorar Chico no lugar da Rosinha e se deu mau.
ExcluirCurti muito essa história. Bem divertida, até clichêzinha, mas tem brilho e charme como é contada.
ResponderExcluirChico foi bem grosso e marrudo, marrento mesmo, já quis partir para a ignorância, até pro tapa, podia simplesmente ignorar ou pelo menos negociar. Não ia ter prejuízo mesmo, até sobrou abóbora lá. Bruxa fez certo em tranformar? Talvez, talvez não, mas vamos combinar: sem paciência com criança malcriada, tava merecendo um tapa na boca.
Mas dito e feito: Chico agora é um cabeça de abóbora! Um cabeça LITERAL de abóbora. Oh my god, só podia dar nisso mesmo... engraçado como outro dia tivemos uma história onde o Cebolinha se transforma numa cabeça de balão, agora essa aonde a cabeça do Chico se transforma numa abóbora, que mundo estranho e perigoso esse de se viver, hein?
Mas então, Dona Cotinha, ah coitada... igualmente traúmatico para uma mãe ver isso. Espero que não lhe cause pesadelos, mas... já era. E quanto aos amigos do Chico e aquele disfarce dele... bem ruinzinho, qualquer pessoa com 60 pontos de QI já poderia ver que não era o rosto dele. Mas os amigos foram bem bestas, sério, não pensei que fossem tão tapados assim (do Zé Lelé talvez, mas do Zé da Roça e Rosinha foi meio surpresa isso...). Ou só estão com miopia braba coletiva mesmo, eu hein... vai que isso pega. Mas a parte da ZEFINHA ASSANHADA... Meu Deus, me acabei de rir! Faz jus ao título, que isso menina? Rosinha jeca, já se olhou no espelho santa? Achei foi é muito bom esse susto, melhor e com mais efeito que um ''chega para lá'' simples- vamos ver se assim essa aí aprende. E os amigos, não demorariam muito para sacar tudo, que tinha coelho nesse mato... só os esculachos de ''cabeça de abóbora você sempre foi'' já foi de matar, hahahaha. Amigos, estão sempre lá para todas as horas, nunca lhe viram as costas... com alguns limites, parece, e enfrentar bruxas pervesas está fora desses limites. E os incentivos deles, ''está bom assim'', ''você está cheiroso, rosado, fofinho'', derrepente até acharam ele menos feio como abóbora! É Chico, isso que são amigos, tá muito bom para você aí... ao menos ainda tomaram vergonha na cara e foram com ele afinal, pro que der e vier... se bem que nem precisava, nem faria diferença, bruxa era amistosa, não ameaçadora, e no fim nem tinha feito nada de mal realmente com o Chico, ele tontão não percebeu que ainda tinha uma cabeça normal e era só uma abóbora por de cima. Ô jumentice aguda, se superou na burrice aqui Chico! Os amigos dele, é... até entendo a frustração e a raiva, se arriscaram, foram até lá a toa, Chico bem que merecia ouvir uns certos puxões de orelha mesmo... mas ainda assim, dó nenhuma no final com eles com cabeças de frutas e legumes (Zé Lelé como tomate o melhor kkkkkk), sentir um pouquinho na pele o que é, vamos ver se agora eles vão achar tão engraçado... só tenho dó é dos pais deles, que vão ver os filhos desse jeito e ter um TROÇO!! E todo mundo da vila também, pensando bem...
Gostei muito, boa pedida essa. Valeu a pena conhecer. Nota 8.
É, bastava conversar que se entendiam, algumas abóboras não fariam diferença. Bruxa quis mais dar lição nele pra não ser tão marrento. Personagens não ficavam livres de terem cabeças transformadas, todo cuidado era pouco, era engraçado. Era para se assustar filho com cabeça de abóbora, Dona Cotinha deve ter ficado um trauma por algum tempo. Zé Lelé tapado até vai, já os outros davam pra perceber, foram lerdos como o Zé Lelé ou precisariam urgente de óculos. Zefinha Assanhada legítima assanhada, foi engraçado não se enxergar que era jeca pior que a Rosinha e ela morder e tirar pedaço da bochecha do Chico. Na certa os amigos acharam o Chico menos feio com cara de abóbora e as tiradas foram ótimas pra tentarem se livrarem de ir onde a bruxa morava. Acabaram indo depois pela amizade, de fato não precisariam, o Chico voltaria ao normal com ou sem presença deles e ainda se livrariam de terem cabeças transformadas em tomate, melão e goiaba. Chico nem pra notar que era só uma abóbora de verdade, podia ter passado sem esse vexame. Ao menos serviu pra se vingar dos amigos que estavam esculachando desde antes de irem na casa da bruxa. Também não tive dó deles, om certeza pais deles e pessoal da vila vão se assustar quando virem assim e melhor ficarem isolados em casa por 2 dias até voltarem ao normal.
ExcluirMuito boa nunca tinha visto essa antes(não tenho na coleção) rs ;)
ResponderExcluirBem legal essa, tomara que consiga esse gibi.
ExcluirEssa história lembra uma que o Chico é transformado em uma flor,muito boa tbm.
ResponderExcluirLembra, sim, a da flor foi ótima também, grande fase do Chico.
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