quinta-feira, 26 de maio de 2022

Mônica: HQ "E agora, muito silêncio! Resolvi descansar de novo!"

Compartilho uma história clássica de exatos 40 anos agora em maio em que o Diabo aproveita que Deus cochilou para dominar a Terra precisando Anjinho e a Turma da Mônica impedir seus planos. Com 17 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 145' (Ed. Abril, 1982).

Capa de 'Mônica Nº 145' (Ed. Abril, 1982)

Nela, Deus resolve descansar primeira vez depois de bilhões de anos, desde o sétimo dia da criação do universo. Anjos Gabriel e João ficam encarregados de ficar tudo em ordem enquanto Ele descansa e fica sendo um segredo entre eles. 

Só que um Diabo espião no Céu ouviu tudo e sai voando, bem feliz que o chefe dele vai saber disso. Anjinho ouve risadas e vulto saindo do Céu e vai ao Céu conferir entrando pelo esconderijo do Diabo e logo vê que o Criador está dormindo. Anjo Gabriel vê o Anjinho lá e dá palmada na bunda dele, falando que é proibido entrar lá, vai acontecer coisa terrível se acordá-lo e manda brincar em outro lugar e se voltar lá, vai ficar sem as asinhas por uma semana, sem deixar Anjinho se explicar.

Então, Anjinho resolve pedir ajuda, se a notícia de que o Criador está dormindo chegar no Inferno, nem sabe o que vai acontecer. Só que é tarde demais, o Diabão sai do Inferno estendo a mão gigante abrindo a terra, derrubando árvores e o Anjinho, que vai parar na casa da Mônica, quebrando a vidraça da janela.

Cebolinha e Cascão estavam brincando lá e manda Anjinho parar de tremer o chão da casa porque está atrapalhando o jogo de bafo deles e Cascão achou que foi combinação do Cebolinha com o Anjinho porque estava perdendo. Mônica aparece reclamando que Anjinho fez murchar o bolo no forno que estava fazendo.

O tempo escurece, Cebolinha vai ver na janela e não vê nada, só escuro e barulho de asas e Anjinho o manda sair de lá. Cebolinha pensa que eram passarinhos e não tinha medo e acaba sendo capturado pelos diabos voadores. Diabão comemora que os espiões fizeram ótimo trabalho, esperou bilhões de anos para o Criador dar cochilada para ele subir das profundezas e reinar na Terra.

O diabo voador solta o Cebolinha, que vai parar nas mãos do Diabão e o transforma em um diabinho com um raio saindo dos olhos. Diabão conta o seu plano de que fará o mesmo com todos os mortais e quando o Criador acordar, ele vai ter um exército tão grande que não poderá mandá-lo de novo para baixo e manda todos os diabinhos arrastarem os mortais até a ele.

Os diabinhos invadem a casa da Mônica, conseguem pegar o Cascão e o Cebolinha tenta capturar Mônica e Anjinho, que fogem voando pelos fundos. Na perseguição, fazem com que o Cebolinha fique preso enroscado nos fios elétricos de um poste e se escondem em um túnel do amor. Enquanto isso, os diabinhos capturam humanos de vários países.

No túnel do amor, Mônica tem ideia de serrar um outdoor que tem uma propaganda de Tota Toia (Coca-Cola) e um homem apontando, fazendo de conta que seria a mão de Deus em uma nuvem para falar com o Diabão. Feito isso, dão ordem para ele parar com isso e voltar para o Inferno antes que fique zangado e se não obedecer, a vingança será terrível. Diabão acha impossível o Criador acordar tão rápido, assopra a nuvem e vê Mônica e Anjinho com alto falante.

Diabão fala que não podiam enganá-lo por ser o mestre das artimanhas e transforma o Anjinho em um rato. Anjinho grita e faz acordar o Criador, que se queixa como o Diabão ousou sair do Inferno. Ele diz que não vai voltar para lá, juntou exército suficiente para resistir e não vai ser fácil.

O Criador joga um raio, Diabão acha que errou a pontaria, mas foi de propósito para invocar a esposa e a sogra. Ele deixou o Inferno de fininho e elas cobram que não vale nada, bate nele com tridente e fazem voltá-lo para o Inferno. Antes de voltar, Diabão da recado que vai esperar voltar a cochilar para voltar a atacar.

Assim, todos voltam ao normal, Cascão e Cebolinha comentam que era esquisito ficar com asas de morcego e chifres e Mônica pergunta ao Anjinho se o Criador resolver dar outra cochilada. O Padre aparece apavorado reclamando que roubaram o relógio da igreja. Anjinho imagina onde foi parar e vemos no final que foi Deus quem roubou para não perder a hora de quando cochilar.

Uma aventura sensacional com o Diabão aproveitando que Deus resolveu descansar para tomar reinado na Terra transformando humanos em diabinhos, daria certo se não encontrasse a Turma da Mônica, fazendo o Anjinho acordar Deus e resolver a situação chamando atenção da mulher e sogra do Diabão para levá-lo de volta para o Inferno. E ainda Deus no final roubar o relógio da igreja para não perder hora quando resolver cochilar.

Inspirada na ideia de que Deus nunca dorme e resolver abrir uma exceção deu uma excelente história. Vimos que quem manda no Diabão são a mulher e a sogra e por isso teve que ceder seus planos, prometendo voltar quando Deus voltasse a cochilar. A história nunca teve uma continuação, não seria uma má ideia na fase clássica da MSP, mas ainda assim dia os voltaram em outras histórias em diversas situações, eram bem frequentes e muito boas também. Legal também a paródia da Coca-Cola no outdoor.

Caprichavam demais na fase da Editora Abril, dava gosto de ver histórias assim. Mistura de aventura com um toque de humor em algumas partes, baseavam em desenhos animados na época. Agradava bem crianças maiores, adolescentes e pais que liam gibis dos filhos.

Considero até mais como uma história do Anjinho já que Mônica fez mais participação e tiveram mais destaques mesmo o Anjinho e o Diabão. Interessante que não foi falado nome de Deus, apenas chamado como "Criador" e normalmente quando Deus era personagem em quadrinhos aparecia só voz dele e algumas vezes a mão. Foram raras exceções que Deus apareceu presencialmente, mas já aconteceu algumas vezes.

Hoje em dia completamente sem chance uma história assim por não poder mais envolver Deus e Diabo, além de piadas com Deus cochilar e como ladrão ao roubar relógio da Igreja para dormir sem preocupação, Diabo maquiavélico com traços desse jeito, Cebolinha e Cascão se tornarem diabinhos e se tornarem vilões para pegar Anjinho e Mônica. Fora o Anjinho levar palmada na bunda do Anjo Gabriel já que a educação de hoje não aceita de jeito nenhum filhos levaram surra e palmadas dos pais, insinuação amorosa da Mônica no túnel do amor e os palavrões ditos pelos "mortais" sendo carregados pelos diabinhos também proibidos.

Os traços espetaculares, um show a parte, principalmente o Diabão de um jeito como nunca visto. A sogra dele até lembra um pouco a Pipa e o padre lembrou o Padre Lino da Turma do Chico Bento, sendo que na época o Padre Lino não tinha traços definitivos, era desenhado diferente a cada história e só na Editora Globo que ficou definitivo seus traços nesse estilo aí. 

O título por muito tempo pensava que era inexistente, aparecendo só Mônica, mas ele é a fala de Deus no primeiro quadrinho. Era comum ter títulos representados pela fala dos personagens que tinha um destaque maior, normalmente colorida a fala deles.

Foi republicada 2 vezes, a primeira em 'Almanaque da Mônica Nº 2' (Ed. Globo, 1987) e depois em 'Coleção Um tema Só Nº 16 - Mônica Passeios' (Ed. Globo, 1997), sendo que curiosamente na segunda reedição, o código de identificação teve referência ao almanaque de 1987 em vez de dizer que era uma da Abril. As imagens eu tirei do Almanaque de 1987 e mostro a seguir as capas das 2 republicações.  Muito bom relembrar esse clássico marcante há exatos 40 anos.

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 2' (1987)

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 16' (1997)

64 comentários:

  1. Bom demais! Satanás botando para quebrar sem um pingo de frescura, sem o menor pudor, como falei no antepenúltimo tópico cuja HQ é dos indígenas, volto a repetir aqui: EXCELENTES TEMPOS!!!
    O outdoor com "Eu bebo Tota-Tóia!" é sensacional!
    No (T)túnel do (A)amor, estaria Mônica arrastando asinha para o guri com um par de penosas asinhas?
    Cebolinha encarando o Cramunhão nos olhos, demais, demais!
    E quase conseguiram enganar o (T)tinhoso, comédia extremamente ousada.

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    1. Falando em Satanás,até hoje me impressionam a criatividade e ousadia no fato de Roberto Bolaños,o Chespirito,ter posto tal nome no cachorro da "bruxa do 71".

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    2. Zózimo, excelentes tempos sem duvida, sem frescuras que os roteiristas tinham liberdade pra criar. Assim que era bom. Ideal é procurar gibis da Editora Abril e Globo nos sebos, ganha mais. Eu também achei muito legal o outdoor da "Tota Tóia", quem sabe teve um assim na época ou como propaganda de TV.

      Sim, a Mônica estava interessada no Anjinho naquele momento em que eles estavam a sós no Túnel do Amor, ele que nem deu bola para ela, ainda mais com a preocupação dos diabos descobrirem que estavam lá. Mônica bem incorreta se engraçando para figura celestial. Cebolinha foi demais e eles até tentavam enganar o Diabo em histórias assim, mas não conseguiam, aí o derrotavam de outras formas.

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    3. Julio Cesar, nos anos 1970 ninguém ligava para essas coisas, era absolutamente normal. O que impressiona é nos últimos anos eles não terem censurado na TV os episódios do Chaves assim, deixá-los como episódios perdidos. Se caso o seriado voltar um dia, pode ser que eles filtrem os episódios que queiram passar.

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    4. Esse episódio de Chaves cujo nome do animal de estimação da Dona Clotilde é o do (C)coisa (R)ruim, entrou para (H)história, assim como muitos outros também entraram, mas, o que o diferencia dos demais na memória popular são nossas crendices deveras enraizadas e, também, por sermos uma nação de maioria católica (Catolicismo sustenta existência do Diabo), somando ainda ao fato do Neopentecostalismo (vertente radical do Protestantismo) ser um fenômeno que há muito, muito mesmo, vai de vento-em-popa em nosso país, portanto, no Brasil, o episódio é extremamente marcante até mesmo para quem não gosta e nunca gostou da série de comédia mexicana de projeção mundial, arrisco dizer que é marcante até para aqueles que são ateus e que não gostam e nunca gostaram desses personagens.

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    5. Pode ser que o conteúdo do outdoor foi baseado em algum comercial da Coca-Cola para TV ou alguma publicidade do refrigerante destinada na época exclusivamente para outdoors, ou vai que é uma paródia inédita, isto é, sem uma base verídica, o que acho menos provável. Desse produto, três slogans que jamais esqueço, são:
      "Coca-Cola, emoção pra valer(.)(!)"
      "Coca-Cola é isso aí(.)(!)"
      "Sempre Coca-Cola(.)(!)"
      Na formidável comédia de encerramento de Cebolinha-Coca-Cola (Ed. Globo), o nome do refrigerante está parodiado da mesma forma que nesta superaventura diabólica-celestial. Cheguei a descobrir de qual gibi "O colecionador" é original, não lembro mais, acho que é de 1981, quiçá 1982, sabe dizer, caro Marcos?

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    6. O povo ha uns anos não era tão fresco e neurótico com citações ao coisa ruim...hoje por exemplo não deixariam crianças assistirem desenhos japoneses. Cheio de citações a a diabos

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    7. Puxando aqui pela mmeória,Satanás teria sido,primeiro,o nome do gato da Dona Clotilde,só que era tudo alucinação coletiva das crianças,quando estas entraram,ou melhor,apenas chegaram na porta da casa dela.

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    8. Sobre episódios do Chaves, era absolutamente normal falar Satanás, tranquilamente. As vezes a tradução original do México nem era esse nome e colocaram nas dublagens do brasil e deu certo. Ninguém ligava na época, era mais pra expressar que seria uma coisa má, que a bruxa era má na visão das crianças do seriado. Se fosse dublada hoje, com certeza mudariam nome dos cachorros e gatos.

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    9. Zózimo, eu lembro desses slogans da Coca-Cola. O outdoor difícil saber se foi paródia de algo real na época ou invenção do roteirista, seja como for, foi sensacional. Essa história "O colecionador" do Cebolinha da Coleção Coca-Cola é original de 'Cebolinha 121' de 1983.

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    10. Não Marcos. O nome do bichano da Dona Clotilde (supostamente imaginário) também se chamava Satanás nas versões originais. Mas a senhorita do 71 ainda tem um animal de estimação chamado Satanás fora da imaginação super fértil de Chaves, Chiquinha e Quico. Neste caso sendo um cachorro, do qual a Dona Florinda não vai muito com a cara por ter rasgado o tapete dela e ter feito algo nele q a velha valentona já limpou. Para mais informações sobre Chaves, Chapolin e o universo de Chespirito, se inscrevam no canal Vila do Chaves.
      Mas aparentemente, nós brasileiros temos uma característica negativa comparada com outros civis que vivem em outros países da América Latina: nós ficamos covardes. Enquanto Maurício de Sousa e outros artistas brasileiros passaram a parodiar nomes de marca com medo de levar processinho, Roberto Bolaños e Quino (criador da Mafalda) não viam problema nisso e citavam nomes das marcas originais mesmo.

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    11. Bom que chamavam Satanás nas versões originais. A dublagem brasileira gostava de mudar algumas coisas pra se adequar ao Brasil.elhor manter o original sem paródias, mas nada que tirasse o brilho. Satanás era algo bem comum nós quadrinhos e desenhos infantis.

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    12. Como bem lembra Julio Cesar, há mesmo um outro episódio igualmente clássico em que Clotilde, em seu "alter ego" como Bruxa do 71, trata um gato habitante de seu "covil" por Satanás, e tudo não passa de coletiva alucinação da criançada que nem adentra à residência da vizinha.

      1983... Acho que associei com os dois anos anteriores devido aos traços, só pode ser. Cheguei a vê-la em gibi original por meio digital, vídeo de algum canal no YouTube, vi todo o conteúdo da revista e já não lembrava mais qual número, mas tinha certeza de que se tratava de edição do Cebolinha. Lembro até que me contentou ainda mais conhecer a face do segundo quadrinho da penúltima página da trama, que na revistinha da Coca-Cola, é omitido pelo logotipo do Guaraná Taí.

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    13. Pois é. A MSP já teve um grande envolvimento com a Coca-Cola Brasil. Então, não faz o menor sentido alterarem o nome da bebida gasosa mais consumida do mundo nas historinhas por direitos autorais, como no caso da história "Casco-Cola Issequié" em q mencionam o nome da marca vermelha, porém não socialista, de "Popa-Pola". Por isso, eu tenho a teoria de q, ao invés de problemas de copyright, eles alteram os nomes simplesmente pq Turma da Mônica se passa em uma realidade paralela totalmente diferente da nossa!

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    14. O envolvimento da MSP com a Coca-Cola foi na promoção de gibis de 1990. Fora isso, sempre parodiaram nome, Tota Toia e Popa Pola mais usados. Acho que quando não parodiavam é porque artista ou empresa permitiam deixar nomes deles.

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    15. Ué. Então nesse cruel mundo capitalista tem prazo pra poder usar nome não parodiado? "Que vergonha! Que vergonha!" (Leia com a voz do Professor Girafales).

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    16. Adriel, nas Editoras Abril e Globo as vezes até não parodiavam nomes, agora obrigatoriamente parodiam. Logo, eles são obrigados.

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  2. Como de costume, Gabriel só faz besteiras por não ouvir. Ele devia levar um bom puxão de orelha(ou de asas) pra aprender a ser mais humilde.

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    1. Verdade, se ele tivesse deixado o Anjinho falar, eles já estariam preparados com a invasão do Diabo.

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    2. Claro. Mas onde já se viu palmadinhas na bunda no céu? Parece q os anjos realmente estavam muito afetados ao verem tantas desgraças q os seres humanos fizeram tanto contra si mesmo quanto contra a natureza ou fauna.

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    3. Adriel, pelo certo anjo não daria palmadas na bunda, mas como é história em quadrinhos, tudo pode

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  3. Eu costumo brincar em dizer que comparo a turma com chaves. Por exemplo, tem os episódios perdidos e semelhantes, da turma tem as histórias perdidas que nunca foram republicadas e as que foram republicada a muito tempo e nunca mais foram republicadas. No caso das semelhantes eles deixam apenas uma versão pra ser republicada. Essa história eu li na infância e passei parte da adolescência procurando. Não sabia qual revista ela havia saído. Só tenho os dois almanaques pela Globo. A capa de Mônica 145 nem lembrava. História assim nem pensar. Nem nome de Deus é citado hoje em dia.

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    1. Eu também não tenho a original da Abril, mas já tendo os almanaques, que também só tinham clássicos, já vale. Completamente impublicável em almanaques comuns, história perdida, no máximo sair em livro Biblioteca do Mauricio, que, sinceramente, não digo que a coleção chegue até lá, e se chegar, vai demorar muitos anos pra isso. De fato, nem nome de Deus não pode, quanto mais retratado assim. Diabos assim, então, nem se fala.

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  4. Essa capa contém uma piada típica das dos gibis da Magali.

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    1. Sim, Julio Cesar, mas há uma diferença, pois tradicionalmente, é Magali quem subtrai alimentos dos outros, nesta, toma uma merecida pernada da amiga, que não está interessada em comer, quer mais é crochetar ou tricotar. Considerando os traços, é uma gag com pegada decorativa, contando com Bidu para reforçar este aspecto.

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    2. É, a Magali não tinha gibis, aí as vezes as capas da Mônica e do Cebolinha tinham piada com ela. O mesmo com Cascão que também tinha piadas nas capas. Poderiam depois ter feito remake em gibi da Magali, não seria ruim.

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  5. Legal que você tem essa edição, tem histórias de todos os tempos até então, muitos clássicos da Abril nele e dos primeiros anos da Globo, Foi um ótimo Temático, você vai gostar quando ler.

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  6. Fantástica(e esses trações então?, rs) hq... tenho o al. da Mônica n°2 na coleção!! *-*

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    1. Maravilhosa. Traços sensacionais também. Já é alguma coisa ter o almanaque Nº 2, pensava que você tinha o Temático 16 também :D

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  7. Eu já li, e há mais duas coisas(ou talvez a segunda não incomode tanto, mas...) que seriam problemáticas nos dias de hoje.

    1. O diabo apanhando da esposa(Em defesa deles, os três são diabos, não se deve esperar que eles sejam bonzinhos).
    2. E o diabo segurando o tridente na mão esquerda, que poderiam acusar de discriminação contra canhotos. Mas eu sou canhoto e não me incomodo, ainda mais porque a Magali é canhota e é uma personagem do bem.

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    1. Legal saber que Magali é canhota, isso parece coisa do MNT - Mauricio do Novo Testamento, aliás, nunca atinei para essa questão em relação a personagens de quadrinhos e animações, exceto Trap Jaw (MOTU - Masters of the Universe), que, ainda guri, saquei que não era destro por motivo óbvio.

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    2. A primeira observação com certeza iam implicar, violência, nem pensar, mesmo sendo com diabo, ladrão ou vilão qualquer. De canhoto acho que nem tanto, uma ou outra cena podiam colocar canhotos pra diferenciar, mas não regra. Nunca percebi se eles mudaram isso nos gibis atuais. A Magali ser canhota tem desde 1989, mais precisamente de uma história de Magali Nº 11 da Globo, não pode considerar coisa do Mauricio Novo Testamento.

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    3. Mais legal ainda saber que a canhotice dela não faz parte da gratuidade ou inventação de moda do MNT, e sim se origina na autenticidade, no primor do MVT. Não lembro, mas certamente conheço a HQ por ter tido a edição. Magali é sinister, não é dexter, boa!

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    4. Sim, foi do MVT. Foi boa a história, mostrou representatividade dos canhotos sem deixar piegas. Em Magali 124 de 1994 também a mostrou canhota, confirmando que era algo fixo e não só coisa de uma história só.

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  8. Que história sensacional..sempre que envolvia esses universos do astronauta e da parte do anjinho os traços lembravam gibis adultos.....quadros grandes...os anos 80 fora no auge de histórias grandiosas pra toda a família....Maurício sempre gostou desse tem a sobrenatural..pena que o povo chato se ver um diabo desenhando vai achar que algo terrível mostrando diabo pras crianças

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    1. Era fantástico, pena que mudaram. Histórias com diabos em si eram bem envolventes, com qualquer personagem. Povo começou a implicar, Mauricio acatou e aí não temos mais histórias nesse nível. Traços assim iam implicar que são assustadores e traumatizantes pra crianças, roteiro, nem se fala.

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    2. O diabo faz parte da cultura e se deu mal no final. Enfim já ouvi gente na net reclamando da turma da penadinho sendo que desde sempre t desenhos e filmes com esse tema.

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    3. Penadinho e sua turma estão bem bobinhos atualmente, como agindo como crianças. Daqui a pouco deixam o núcleo no limbo se reclamarem demais.

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    1. A arte não é no estilo fofinho, mas, observando Mônica, Anjinho e Cebolinha, remete ligeiramente ao antológico estilo, pois estão com discreta fofurice, já Cascão, por ser magro, não apresenta, ainda que distante, alguma semelhança.

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    2. Não são fofinhos, mas têm todo um charme desenhos assim. decaíram muito nos últimos anos.

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  10. Quanto à republicação em Coleção Um Tema Só nº16, Capeta e sua legião demoníaca não emergem a passeio, mas entendo, nem todas HQs republicadas neste título correspondem aos temas das edições pelas quais estão inseridas, perfeitamente normal considerando que são almanaques um tanto espessos.

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    1. Sim, as vezes tinham histórias sem o tema principal nesse título, principalmente nas primeiras edições que ainda não tinham histórias suficientes com o tema pra preencher um almanaque de 192 páginas. Se bem que essa, até pode considerar um pouco de passeio, com o Diabo passeando na Terra por um momento pra tentar praticar seu plano. Daria certo também em um Temático de planos infalíveis, considerando os temas propostos que tiveram na época.

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    2. Acho que o "passeio" dessa história na verdade seria o descanso de folga de Deus. Essa edição temática poderia ser chamada de Mônica - FÉRIAS E DESCANSO também.

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    3. Gabriel, pode ser também do descanso de Deus, sendo férias. Esse Temático dava pra ser chamado Férias, mas é que algumas histórias representam só passeios rápido, só 1 dia no local, sem ter idéia de vários dias de férias.

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    4. O passeio também pode ser relacionado ao Cão, já que temporariamente se afasta dos aporrinhamentos da sogra e esposa, "alinhais", a "mardita" bonitona enxofrada seria Lilith?
      Dá-lhe nos cornos três maciços rolos de abrir massas acoplados ao tridente, isto que chamo de punição otimizada, pois um rolo é pouco, muito engenhoso o recurso. E este acessório de cozinha utilizado como reprimenda pelas esposas que flagravam seus maridos chegando altas horas nos lares nas pontas dos pés, é um baita clichê das antigas.

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    5. Aí seria passeio na Terra pra fugir da esposa. Nas histórias antigas era muito comum cenas assim de mulher batendo no marido com rolo de macarrão, hoje cena assim censurada de vez por ter violência, nem pensar isso acontecer, mesmo sendo vilão apanhando.

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  11. Historinha excelente! Incrível como o roteirista conseguiu criar tensão e depois a solução do problema em uma história relativamente curta, misturando temas sérios e temas lúdicos mas sem deixar de ser uma história infantil! O estúdio do Maurício sabia ser criativo. Pena que hoje em dia a turma do politicamente correto está empenhada em destruir a nossa cultura e criatividade...
    Recentemente escrevi sobre um dos problemas que enxergo na cultura nacional. Quem quiser ler, seja bem vindo! Opiniões e críticas construtivas sempre serão bem vindas!
    https://bardodanevoa.blogspot.com/2022/05/se-voce-quiser-salvar-cultura-nacional.html?m=0

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    1. Verdade, o estúdio era bem criativo, sabia criar histórias que agradava todas as faixas de público, sem deixar d elado as crianças, que era e sempre foi o alvo principal. Sensacional, outros tempos. A cultura nacional cada vez mais em declínio por causa de pessoas assim. Legal o seu artigo, gostei.

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    2. Mas na verdade quando a turma da Mônica foi pra editora Globo esse tema diabo já foi drasticamente reduzido. No máximo uma menção bobinha do bicho ruim se dando mal ou alguma piada envolvendo algo tão fundo que chegou lá embaixo.mas esses desenhos realistas já meio que foram abolidos. Assim como histórias mais simples

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    3. Desenhos assim mais "assustadores" não tinham na Globo, mas diabos tiveram bastante presença até meados dos anos 1990. Muitas vezes histórias bem profundas também, não eram só bobinhas, porém traços mais amenizados.

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    4. Tratando de frequência diabólica ainda bem ativa em HQs da TM, dá para incluir 1990 na totalidade e, mantendo intensidade, tanto presencial quanto em roteiros mais elaborados, o tema atinge meados de 1991, expressivo exemplo é HQ de abertura de Cebolinha nº53, os traços do Diabo não estão realistas, assim como já mencionado, recurso rebuscado para desenhar figuras diabólicas se restringe ao período Abril, entretanto, assim como nesta aventura, o decaído também se encontra fisicamente gigante.

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    5. Sim, Zózimo, na Globo não deixavam traços realistas nos diabos, mas tinham conteúdo nos roteiros, diabos eram perversos. Bom exemplo é essa de Cebolinha 53 de 1991 que o Diabão gigante queria que o Cebolinha fizesse más ações. Ele até esmagou o Anjinho como um inseto. Já postei essa aqui no Blog.

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    6. Bom saber que tem aqui, conheço essa HQ de berço, tive o gibi zero bala, isto é, comprado em banca de jornais.
      Vale destacar a criatividade que correlaciona o título da HQ com a roupa do primeiro "salvador" do protagonista, substituindo a palavra "amo" pelo símbolo de coração acomodado acima do quadrão de abertura, o que hoje em dia, mesmo estando fora de dispositivos eletrônicos, muitos denominam por emoji(s), e o mesmo símbolo encontra-se estampado na camisa do enxofrado, numa junção tipicamente brazuca: misturar português com inglês.
      Legítimo salvador é o segundo, o que para o primeiro - como seu comentário ressalta - não passa de um inseto angelical.
      Não ouso afirmar, talvez, no tocante diabólico, seja a última história da TM antiga contendo roteiro mais intenso.
      Há uma edição de Revista Parque da Mônica cuja capa há um diabinho tocando terror em pleno parque de diversões, não conheço a história aludida, apesar do tema, imagino que não seja do tipo intensa, daquelas que levantam determinadas questões, o que não quer dizer que contenha um roteiro pouco inspirado.

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    7. Legal que você teve o gibi do cebolinha 53, muito bom esse. Pena você não ter mais. Eles eram criativos até nos títulos, boa sacada o coração preto no lugar de amo. Postei aqui:

      https://arquivosturmadamonica.blogspot.com/2015/01/cebolinha-hq-eu-amo-ser-mau.html

      Sobre outras tocantes com diabos depois dessa, durante os anos 1990, foram mais com a Turma do Penadinho, com diabo ser protagonista, as vezes envolvendo pacto com o Diabo, essas coisas. Mas também tiveram algumas com diabos com a Turma da Mônica como "Anjinho encapetado", de Cebolinha 95 de 1994, que até postei aqui:

      https://arquivosturmadamonica.blogspot.com/2020/05/a-turma-hq-anjinho-encapetado.html

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    8. Ah, sim, claro! Esqueci desse clássico em que um dos protagonistas é o Anjinho. Visualmente me é pouco atrativo, mas não há como negar que conta com um roteiro muito bem elaborado, o que comprova que a HQ de 1991 não é a última do tema com caráter rebuscado.
      O que faltou foi uma edição de 'Coleção Um Tema Só' com o tema, porque inserir figuras diabólicas no campo das assombrações é algo que funciona muito bem, mas não me refiro a isso e sim a um foco bem mais específico. Mesmo para a mente aberta dos 1990, algo assim publicado na época poderia ser polêmico, pois constaria na capa algo como "(Turma da) Mônica-Diabos" ou "(Turma da) Mônica-Aventuras Infernais".

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  12. kkkk, a sogra do diabo parece a Pipa!

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  13. Nossa,vendo as historias que eu vejo na internet me faz perceber a mudança radical que teve as historias da turminha de antigamente pras de hoje em dia.Suavizaram demais.A diferençaa é gritante.Hoje é tudo muito infantilizado.

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    1. É a maldição do MNT. Por volta de 2003 colocaram o nome da MSP na boca do sapo, de lá para cá, a Turma da Mônica clássica foi só ladeira abaixo, na verdade, em relação aos traços, a urucubaca começou antes, porém, a censura gradualmente se instala há dezenove anos atrás.

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    2. Mozer, sim, a diferença é grande, era outro nível. Intenção hoje é pra agradar criancinhas que acham bonitinhos os personagens ou estão aprendendo a ler, por isso infantilizado ao extremo, fora o politicamente correto que estraga tudo, nada pode traumatizar as criancinhas nem dar mau exemplo. Tudo bem que os gibis sempre foram voltados às crianças, mas não precisa ser tão infantiloide, tão bobinhos como andam. Infelizmente a regra é essa agora, cada ano piora.

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    3. Zózimo, em 2003 já estava diferente, bastante politicamente correto já, porém, ainda tinham coisas incorretas, principalmente violência, a Mônica ainda surrava meninos, tinha ainda vassouradas, espancamento, personagens pulando em cima do outro. Cada ano foi piorando, hoje nada pode, tudo traumatiza, são mais coisas educativas. Bem chato.

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  14. Não seria última vez em que o Gabriel faz uma besteira. Mais pra frente, na história Jornada Através das Nuvens, por não deixar a Mônica e o Cascão explicarem a razão de estarem no céu, por pouco que o Cascão não caiu na mão do diabo. Na ocasião em que a dona Morte foi confundida com um ET e confinada, o rapaz que ela devia levar a soltou e em gratidão, o deixou ficar mais um ano entre os vivos, mas infelizmente isso foi visto pelo Gabriel e disse que por decisão do Chefe(ao menos, é o que Gabriel diz), a dona Morte será punida e acaba presa em Marte. Já que ela estava em maus lençóis, por que esse folgado não foi ajudá-la? Pr ajudar, não move uma pena, mas pra dar castigo, se mobiliza. No mínimo, deve ter levado uma bronca de Deus e resolveu descontar na dona Morte, dizendo que era ordem do Chefe a transferência dela.

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    1. Foi boa essa Jornada nas nuvens com o Cascão. Eram boas essas histórias com as besteiras do Gabriel.

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