domingo, 26 de abril de 2026

Cebolinha: HQ "Uma cebola nua!"

Mostro uma história em que o Cebolinha sofreu com o Louco, que pensava que ele era uma cebola de verdade nua e ficaram foragidos da polícia. Com 11  páginas, foi história de abertura de 'Cebolinha Nº 132' (Ed. Globo, 1997).

Capa de 'Cebolinha Nº 132' (Ed. Globo, 1997)

Escrita por Emerson Abreu, Cebolinha toma banho cantando quando é surpreendido por uma boia de patinho andando no banheiro e dizendo "qué". Logo depois surge um sorriso, Cebolinha pensa que é o sorriso do gato da "Alice no País das Maravilhas" só que, para a infelicidade dele, descobre que era o Louco.

Cebolinha pergunta para o Louco, de novo, e Louco responde que é o velho ele mesmo. Cebolinha avisa que estava tomando banho, Louco repara que ele está nu e dá uma guarda-chuvada nele gritando pela polícia que tem uma cebola nua ali e surge um policial no ralo do banheiro. Louco confirma que tem uma cebola na rua, Cebolinha fala que eles não estão na rua e do nada eles surgem na rua, com uma senhora e neta dela achando indecente uma cebola nua.

O policial fala que além de nu, Cebolinha é louco. Cebolinha quer cair fora dali e ele cai da rua bem lentamente para baixo só porque disse que queria "cair fora". Cebolinha pergunta o que vai acontecer quando chegarem lá embaixo e Louco responde que vai doer, mas se estiverem caindo para cima não têm o que se preocuparem, só que caíram para baixo mesmo e levam o maior tombo.

Eles caem no teto do quarto da Denise, que cutuca o Cebolinha com vassoura, reclamando do barulho, que quer dormir. Louco confirma que eles caíram para cima como ele tinha dito. Cebolinha acha que é uma loucura, só balões caem para cima e, então, eles viram balões e Denise acha o máximo que agora ela tem dois balões e vai brincar com eles. Surge o policial no chão, Denise se assusta e solta os balões sem querer e eles voam. 

O policial chama Denise de criminosa porque soltar balões é contra a lei e liga para a central avisando que há dois balões escapando à sudoeste. Cebolinha reclama que eles estão foragidos e é tudo culpa do Louco que só arruma encrenca para ele e que está cheio disso e Cebolinha vira um balão cheio e estoura depois, voltando os dois aos seus corpos normais, só que voltando a cair para baixo e Cebolinha tem medo de se machucarem.

Louco sugere que eles sejam outras pessoas, ele passa a se chamar Juvenal e Cebolinha, Lindomar. Eles caem, Cebolinha se machuca e Louco, voando, fala que foi péssima escolha porque os Lindomares não voam. Cebolinha diz que os Juvenais também não e Louco para de voar e cai no chão. Louco diz que devia ter escolhido o "Superomão" e que pelo menos quem se machucou foi o Juvenal e o Lindomar e não o Louco e o Cebolinha, que acha foi sorte deles e depois cai em si que a loucura do Louco pega.

O policial surge de novo no chão, prende os dois na geladeira, dizendo que se meteram em uma fria. Lá, reclamam que estão presos e congelados, Cebolinha acha um absurdo e diz que vai sair dali agora mesmo. Abre a geladeira e ela está boiando a alto-mar. Cebolinha chora que quer voltar para casa, que inunda a geladeira e afundam.

Depois, Cascão quer cagar na privada da casa dele, e Cebolinha, dentro da privada, diz para ele não fazer isso. Cascão se espanta e quer saber o que ele está fazendo ali e Cebolinha diz que estava preso em uma geladeira e boiando no meio do oceano. Cascão mostra a língua sem acreditar, Cebolinha sai da privada, falando que precisa correr porque é um foragido. Cascão acha que Cebolinha pirou de vez e em seguida o policial sai do ralo do banheiro perguntando se o Cascão viu uma cebola nua passar por ali.

História legal em que Cebolinha recebe visita do Louco enquanto estava tomando banho, Louco pensa que ele era uma cebola de verdade nua chamando a polícia, que aparece para prendê-los. Há várias confusões principalmente envolvendo trocadilhos, até que Cebolinha volta para o bairro do Limoeiro na privada da casa do Cascão quando ele estava prestes a cagar, Cascão não acredita que estava preso em geladeira no meio do oceano e que era foragido da polícia até quando aparece o policial perguntando se ele viu uma cebola nua.

Um simples banho levou Cebolinha à loucura, nunca iria imaginar que o Louco fosse aparecer. Cebolinha nunca aprende, tem que muito cuidado com o que fala com o Louco, que leva tudo ao pé-da-letra. Dessa vez o gancho inicial o Louco pensar que ele era uma cebola de verdade que comemos pelada e chama a polícia e passam a ser perseguidos por um policial causando grande confusão. Como uma cebola nua não podia andar por aí, o policial quis prender o Cebolinha e também o Louco por ser cúmplice. E ainda situação piorou quando viraram balões e ele queria prendê-los porque é crime soltar balões. A prisão foi uma geladeira com intenção de eles entrarem em uma fria, conseguiram sair ficando no meio do oceano, mas Cebolinha conseguiu se libertar do Louco.

No decorrer, ainda viram balões no quarto da Denise por causa de trocadilho de balões de falas e fingem ser Juvenal e Lindomar para não caírem no chão. Detalhe que Cebolinha ainda entra na onda que quem se machucaram com a queda foram Juvenal e Lindomar e não eles, provando que a loucura pega. Sobre Cascão sentando na privada para cagar e o Cebolinha saindo de lá, imagine o Cascão cagar  e dar descarga com  Cebolinha dentro da privada, ainda bem que deu um grito antes de acontecer. À princípio, ficou a dúvida se era ou não tudo imaginação do Cebolinha, tão esquizofrênico que podia ter visões do que não existe, mas foi provado que foi tudo real porque Cascão viu o policial no final querendo voltar a prender o Cebolinha.

Foi engraçado Cebolinha cantando música do "É o Tchan" no banho, ver a boia de patinho andando e falando, o sorriso do Louco na parede pensando que era o gato "Alice no País das Maravilhas", o policial surgindo no chão, Cebolinha e Louco surgirem do nada na rua, a velhinha e a neta horrorizadas vendo Cebolinha pelado na rua, Louco dizer que vai doer quando cairem lá embaixo, a interação com a Denise, eles virarem balões, a onomatopeia "Poca", fingirem serem outras pessoas para não caírem, presos em uma geladeira, o choro do Cebolinha inundar tudo, Cascão quase cagar com Cebolinha dentro da privada e depois não acreditar na história maluca e se convencer, vendo o guarda no ralo do banheiro.

Ficamos sabendo que o Cebolinha é cantor de chuveiro e fã do grupo "É o Tchan" e cantando "Dança do bumbum" no banho, só não conseguiu completar o verso "Balançando a bundinha" por causa da boia de pato que apareceu na hora. Eles sempre colocavam nas histórias o que estavam em alta e na moda no momento com a criançada e isso é assim até hoje. A letra da música do "É o Tchan" não foi mudada assim como "Alice no País das Maravilhas" também não teve nome parodiado.

Foram bastantes trocadilhos, falas ao pé-da-letra, nada com nada, nada se encaixa, típico de histórias do Louco, uma grande viagem para sair do Mundo Real. Até policial fortão sair de ralo e buraco de chão pequenos não tem lógica e essa era a intenção. Parece que essa foi única história do Louco escrita pelo Emerson, no início de carreira ele escrevia para qualquer personagem, aí depois passou a escrever mesmo só para os principais do bairro do Limoeiro. Histórias nonsenses assim dele continuaram seguindo depois com frequência, mesmo sem serem do Louco.

Na época ainda não tinham caretas nas histórias do Emerson, porém teve bastantes exageros de cenas com personagens com língua de fora em posições de braços esticados e pernas inclinadas toda vez que eles ficavam espantados ou depois de alguém falar bobeira ou uma piada infame, coisa bem características nas histórias escritas pelo Emerson.

Foi a primeira vez a Denise com o Louco, contribuindo para Cebolinha e Louco virarem balões e ela querer brincar com os balões. Na verdade, não foi informado que a menina era a Denise de fato, mas pelo formato do cabelo a intenção era ela, ainda mais que o Emerson sempre gostou da Denise e dava um jeito de colocá-la nas histórias que escrevia. Ela não tinha ainda cabelo e personalidades definidos na época, mas foi primeira vez que o cabelo dela pareceu no formato assim com franjas duplas, só que em tom de cor mais claro. Com base nesse cabelo que apareceu nessa história e em "A tribo das Modernosas", de Magali Nº 245' (Ed. Globo, 1998), que Emerson depois moldou traços e características definitivos dela a partir dos anos 2000.

Cebolinha ficou pelado a história inteira, um recorde, e sem dúvida, ele foi o personagem que ficou mais vezes pelado em histórias. Também foram poucas histórias de abertura do Louco na trajetória da MSP, normalmente eram de miolo e mais curtas. Incorreta atualmente por nudez do Cebolinha, levar guarda-chuvada do Louco, os excessos de absurdos, mesmo em uma história do Louco, ideia de eles foragidos da polícia e sendo presos dentro de geladeira, policial surgir em ralo de banheiro, Cascão com calção abaixado, querendo fazer cocô com Cebolinha dentro da privada, além de expressão popular proibida "se meteram". Serem chamados de loucos acho que poderiam deixar dessa vez porque era história do Louco.

Traços ficaram bons, característicos do estilo começado em 1997 com personagens com bochechas mais redondas e mais fofos que marcaram a segunda metade dos anos 1990. Teve leve erro de fundo do olho da Denise não ser pintado de branco em alguns quadros. Essa história na revista foi interrompida por propagandas em papel tipo capa fina entre as páginas 10 e 11, estilo diferente de mostrarem anúncios dentro das histórias começado em 1995, dessa vez com as propagandas do picolé "Frutiliy" e do leite fermentado "Chamyto", ambos da "Nestlé" e em formatos de passatempos e atividades, como mostro abaixo. E, curiosamente, essa revista do 'Cebolinha Nº 132' foi a verdadeira "Nº 300" dele juntando as editoras Abril e Globo.

26 comentários:

  1. Credo em cruz, que sandice!! E, ufa!! Ao menos, "quem tem boca vaia Roma", porque, caso Cebolinha não gritasse, iria tomar uma toletada fecal na fuça, foi por pouco!... Ufa, ufa e mais ufa!!!... E zero privacidade para ele e para o Cascão...
    Uma parvoíce mentecapta como esta só podia mesmo sair de uma mente tresloucada como a do argumentista Emerson, "craro"!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Foi por pouco, Cebolinha agiu rápido senão já era. Nessa o Emerson viajou legal, como era história do Louco fez jus ao nome e deixar nada fazer sentido como era a proposta.

      Excluir
    2. Pois é. "Viajar legal" era típico do Emerson Abreu e em "Uma cebola nua" o Louco foi laranja, um testa de ferro, serviu para encobrir os delírios do roteirista, ou seja, para qualquer possível objeção, solta aquela justificativa, tipo assim: "Ah! É uma história do Louco!"...

      O que mais me interessou nesta trama foi o "pós", o "in off", que consiste no depois, já com tudo em paz, Cascão batera aquele barroso, um tanto quanto trivial e aliviante ou, por conta da dupla invasão de privacidade, desenvolvera "trauma intestinal" (prisão de ventre)(?). Cagar ou não cagar, eis a questão...

      Para não passar batido, Cebolinha nº132 da Editora Globo é a 300ª edição do título.

      Excluir
    3. É, ele pode dar desculpa que foi história do Louco pra viajar tanto assim. O ruim quando eram histórias assim sem sentido algum sem ser do Louco, não ter presença dele. O Cascão até subiu o calção depois de ter visto o Cebolinha dentro da privada, acho que não cagou depois, desenvolveu trauma.

      Excluir
    4. Nada que um comprimido de Lacto-Purga® não resolva...

      Acho que surtiria melhor se fosse "Uma cebola descascada", pois ficaria menos direto, menos óbvio, mais criativo, mais a ver com a proposta de piada no título.

      Detalhe zoado foi o braço curto do policial no quinto quadro da sexta página (8).

      Excluir
    5. Lacto-Purga resolve tudo. Talvez o Louco, do jeito que ele é, pense que quando uma cebola está descascada é porque está nua, por isso falar cebola nua. O braço do policial ficou mais curto que o normal, pode passar pano que é corpo maleável de quando está dentro dos buracos fica tudo curto e depois que sai fica fortão como foi quando ele foi prender Cebolinha e o Louco na geladeira.

      Excluir
    6. Cebolinha sai sequinho do vaso sanitário, maaaaas, não precipiteis-vos, isto é, será que pode ser classificado como erro? Afinal, trata-se de uma HQ com participação do Louco, isto bastaria como justificativa para desconsiderarmos tal possibilidade. Contudo, em vez de passarmos pano por conta deste personagem que, "tudo pode", quanto ao detalhe em questão, o buraco é mais embaixo... Raciocinem comigo nos parágrafos seguintes:
      Franjinha, apertadão, desova aquele barrosão trivial que, ao tocar a água, respinga-lhe os glúteos.
      Mônica, eventualmente com intestino preso, por ser forçuda, dispensa laxante, daí, sem medir forças, o bólido fecal mergulha espalhafatosamente, molhando-lhe as nádegas.
      Magali, pela característica principal, tem como consequência ser a cagona oficial do Bairro do Limoeiro, portanto, por seus toletes portentosos, volta e meia respinga a sambiquira com água de privada - "cada mergulho é um flash"...
      O que quero dizer com os exemplos acima? Cebolinha brotou sequinho, sequinho na louça sanitária da casa de quem? Captaram?
      Poderia entregar de bandeja, mas, é mais saudável estimular as sinapses, estimular as capacidades cognitivas de vossas senhorias sobre o verdadeiro motivo do protagonista sair da história, assim, enxuto...

      Excluir
    7. Como normalmente privada tem água e o Cebolinha havia saído de um oceano, naturalmente ele estaria molhado. Por ser uma história do Louco e ainda mais nessa que não teve lógica do início ao fim, então nada de surpresa de ele aparecer seco saindo da privada. Tem também essa possibilidade de privada do Cascão não ter água para não respingar nele e faz sentido isso já que nem teve respingos d'água saindo quando o Cebolinha sai da privada. Únicos respingos que têm são 3 gotas de suor enquanto ele estava na privada no 2º quadro da última página, mas quando ele sai de lá, não sai respingos. Essa é a justificativa mais coerente, se for pra ter alguma lógica.

      Excluir
    8. Isto mesmo. Não são do vaso sanitário ou do mar junto aos sei lá quantos litros de lágrimas que fizeram a geladeira afundar, os pingos que emanam do Cebolinha no segundo quadro da última página exprimem aflição pelos apuros que acabara de passar.
      Por precaução, Cascão deve evacuar com fundo da privada seco quase sempre. Caso de vez em quando arrisque cagar n'água, corre sério risco de traição por parte das próprias fezes(!!). Ademais tudo indica que é o "peniqueiro" da turma - usuário contumaz de penicos.

      Não é implicância com Emerson Abreu, pois a impressão que deixo no parágrafo abaixo eu colocaria da mesma maneira se esta HQ fosse escrita pelo Rubão ou pela Rosana Munhoz ou por qualquer outro lá dos velhos tempos e, lógico, caso inserida no exato molde ao qual se apresenta.
      A meu ver, ficaram caricatos tanto a forma como se expressa quanto o modo de agir do protagonista, Cebolinha mais parece uma suavizada caricatura de si mesmo e, a trama, me soa como uma colcha de retalhos, isto é, um tanto desconcatenada.

      Excluir
    9. Pois é, foi aflição os respingos de suor que saíram. Cascão não arriscaria em cagar em privada com água, é certo que tem que ser seca quando faz cocô. Nas histórias do Emerson os personagens agem assim abobalhados, se não fosse história com o Louco, o Cebolinha iria se expressar e agir da mesma forma boba em história normal do Emerson. Esses outros roteiristas das antigas e com esse mesmo enredo conduziriam diferente a narrativa, no mínimo não teria as linguinhas assanhadinhas o tempo todo como você disse uma vez, rs.

      Excluir
  2. Não tenho essa edição... vendo aqui a primeira vez rsrs ;)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Legal que conheceu aqui. Pensava que você tinha essa edição.

      Excluir
  3. Epa, estava com saudade de uma história do Louco... são sempre icônicas. E pensando bem, personagem até que combina demais com o Emerson, completamente sem noção, campo aonde Emerson reina supremo.

    Coitado do Cebolinha, não tem um minuto de paz, ainda mais com esse sujeito virado. Ele começar tomando banho e se dando mal, que coincidência, me lembrou a história ''Não Vai Fazer Bem Para a Minha Imagem'', também do próprio Emerson. O pato começou a falar, nós sabíamos o que estava por vir... Tinha que ser o Louco mesmo! E a partir daí... maluquices atrás de maluquices, cada uma mais aleatória e hilária que outra. A parte deles como balões e o Cebolinha dizendo que ''está cheio''... ótimo trocadilho. E ele ''só os balões caem para cima'', até me lembrou o Chaves, é algo que o menino do barril totalmente diria. E a parte do ''pelo menos quem se machucou foi Juvenal e Lindonal, não Louco e Cebolinha'' ''É que bom... acho que a loucura pega''. Muito boa também, genial de fato. O policial foi um show a parte. E o final com o Cascão completou bem, tadinho. Essas aonde insinuam que pode não ser só imaginação do Cebolinha e meio que fazem outros personagens verem algum resquicío de loucura são as mais instigantes ou intrigantes para mim... será só coisa da cabeça do Cebolinha, ou será que loucura pega mesmo e ele está começando a afetar até o Cascão também com sua esquizôfrenia?
    Tem história do Louco que até tenho dificuldade de acompanhar, o nó que dava no meu cerébro ás vezes... Áliais, se o Cebolinha fosse esperto, simplesmente diria ''quero você longe de mim, em Júpiter!'' toda vez que se encontrassem... já estaria resolvido o problema.

    Perguntinha: essa foi realmente a primeira vez que a Denise apareceu com seu visual ''semi-finalizado''? E depois em outra em 1998? Achei que só tinha sido bem definido a partir de o ''Concurso de Denises'' em 2000. Se bem que mesmo nos anos 2000, Denise ainda aparecia com leves variações em algumas histórias (vestido azul ao invés de roxo, ou franja diferente por exemplo). Acho que só ficou completamente definido no final dos anos 2000.

    Enfim, boa história, bem o clima do Louco mesmo, Emerson fez o que faz de melhor. Nota 7.7.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fazia um tempo que não postava história do Louco. Combina com o Emerson, sim, parece que foi só essa do Louco que ele criou. Os trocadilhos foram muito bons, gostei do estou cheio e também da parte do Cebolinha ter entrado na onda de que não foram eles quem não se machucaram e que a loucura pega. Acho que ficando muito tempo diante do Louco acaba a loucura pegando também, que foi o caso. Tem histórias que eram tão sem noção que dava nó no cérebro mesmo. Era uma boa o Cebolinha mandá-lo sumir pra bem longe, poderia ser atendido e ficava livre dele.

      A Denise com esse visual foi primeiro nessa história e depois em "A tribo das modernosas" de 1998 e em "Concursos das Denises de 2000. Nessas, o Emerson elaborou o esboço do visual dela, mas ainda assim aparecia diferente a cada história até em meados dos anos 2000. Acredito que quando ficou definido de vez esse estilo que conhecemos de traços e personalidade ácida juntos foi só em 2007 quando foram para a Panini. A personalidade dela até tinha sido definida antes, por volta de 2003, mas o visual por completo, com roupa e tudo só em 2007.

      Excluir
    2. Se eu não soubesse desde sempre que o Louco já era um personagem existente e definido desde os anos 70, pensaria que ele foi mais uma das criações e idéias do Emerson... faria total sentido se fosse.

      Excluir
    3. Verdade, faria sentido já que as histórias do Emerson são muito loucas.

      Excluir
  4. As vezes penso que isso tudo é coisa da cabeça do Cebolinha igual Alice no País das Maravilhas, aliás Marcos o Louco lembra o apresentador britânico Jimmy Sanvile aquele apresentador pedófilo da bbc.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Parece mesmo, se colocar camisa vermelha e calça rosa ficaria igual. Tem algumas histórias é certo que é tudo imaginação, outras dão dúvida. Sendo que quando aparecem outros personagens e vendo o Louco, aí considero que essas não eram imaginação do Cebolinha. As melhores quando dão dúvida da existência do Louco.

      Excluir
    2. O Louco como alguém imaginário e o Cebolinha um possível esquizofrênico por causa dessa hipótese são possibilidades que surgiram como teoria da conspiração e parece que isso foi gerado em algum canto da internet e foi ganhando espaço. Mas eu acho que essa noção apareceu pela primeira vez lá nos anos 70, ou foi leitor que enviou carta pro estúdio perguntando sobre essas possibilidades ou sugerindo que adotassem como um padrão pros dois personagens. Pode ser também que surgiu informalmente nos bastidores da MSP. Seja daquela época ou que tenha 25 anos no máximo, é divertido explorar essa ideia. Só que a Mônica e o Cascão conhecem o Louco e acho que alguns outros da turma também sabem quem é ele, o que contradiz a teoria. Mas o Louco pode ser fruto de delírio coletivo, aí faz todo sentido. Já como carma o cara é indivisível, diz respeito somente ao Cebolinha, tipo um encosto.

      Excluir
    3. No início o Louco aparecia para o Cebolinha e para a Mônica em suas respectivas revistas, estilo de histórias iguais só mudando com quem o Louco contracenava. A partir dos anos 1980 que padronizaram só com o Cebolinha e deu mais certo e só a partir daí que podem ter tido ideia de Louco ser coisa da cabeça do Cebolinha, só não sei de quem partiu essa ideia. Depois, de vez em quando o Louco apareceu pra outros personagens diferentes e, juntando os crossovers do Parque da Mônica, aí deixou de vez essa ideia de ele ser imaginário. Aparecendo só pra um personagem até pode ser delírio coletivo, mas aparecer para vários ao mesmo tempo não considero isso.

      Excluir
    4. Marcos o Louco já contracrnou em outros núcleos tipo Chico Bento, Tina ou Papa Capim ?

      Excluir
    5. Drico, de secundários em histórias solo o Louco contracenou só com o Bidu. Fora isso, crossovers com secundários diversos só nas histórias do Parque da Mônica onde todos se encontravam lá e aí o Louco contracenou com quase todo mundo no Parque. E pode considerar as do Clássicos do Cinema onde ele contracenou com secundários também.

      Excluir
  5. Aposto que se o Cebolinha tivesse que escolher entre aturar o Louco por uma história ou levar uma coelhada da Mônica, ele escolheria a coelhada.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade, foram tantas coelhadas que aturar o Louco é melhor do que apanhar da Mônica.

      Excluir
  6. Sempre morro de rir quando há histórias com o Cebolinha de passarinho pra fora! Pena não aceitarem mais nos dias de hoje, mas ainda sim é muito hilário.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu também gostava, era bem engraçado e o Cebolinha foi o que mais ficou pelado. Realmente não tem mais hoje, os mimizentos não aceitam.

      Excluir