quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Turma da Tina: HQ "Feliz Ano-Novo!"

No Dia de Réveillon, mostro uma história em que a Tina e Pipa fazem simpatias de Ano-Novo na praia à meia-noite para renovar energias e conseguir mais dinheiro, amor e viagem par ao próximo ano. Com 12 páginas, foi publicada em 'Tina Nº 19' (Ed. Panini, 2010).

Capa de 'Tina Nº 19' (Ed. Panini, 2010)

Tina recebe visita de Pipa e Zecão na casa de praia dos pais da Tina. Rolo e Paty já estavam lá e Pipa conta que a viagem foi cansativa, com muito congestionamento no trânsito, parecia que  o mundo todo foi para praia e pega a mala pesada, que não tinha só roupas, como também kit de simpatias para fazer na virada do ano. 

No kit tinha galhos de pitangueiras para bons negócios, galhinho de arruda atrás da orelha para espantar mau-olhado, lentilha para comer e trazer sorte, uvas e romãs para comer e guardar sementes para atrair dinheiro e teriam que usar roupas com cores amarela, branco e vermelha, para atrair dinheiro, paz e amor, respectivamente. 

Tina pergunta se ela vai fazer tudo isso à meia-noite e Pipa responde que as duas vão fazer. Tina fica com medo de "pagar micão", o que importa é o resultado senão vai continuar pobre e encalhada e manda Tina escolher as peças de roupa e Pipa prepara um banho de ervas, dizendo que deve tomar banho normalmente e no final despejar a água com ervas no corpo e sem enxugar corpo com toalha para afastar energias ruins.

Pouco antes da meia-noite, Rolo promete que vai paquerar menos e Zecão, marcar casamento com a Pipa, só não sabe pra quando, e Paty, que não vai mais passar o próximo Réveillon com eles e reclama do atraso da Tina e da Pipa que foram ver passagem de fogos e não vão a um casamento. Tina e Pipa aparecem o kit de simpatias, todos vão à praia e Paty  comenta que vai fingir que não as conhece.

Começa a contagem regressiva da virada de ano, Pipa coloca lentilha na boca da Tina, faz comer romã e sete uvas sem engolir as sementes, que tem que guardar na carteira até o próximo Réveillon. Depois pulam sete ondinhas, voltam de costas, meio que igual a um caranguejo e dão sete voltas em torno de uma mala para garantir viagens o ano inteiro.

Tina tropeça em uma pedra e bate cabeça em um homem, o Tony, que também estava fazendo a simpatia da mala. Eles pedem desculpas, Tina avisa que a amiga exagerou nas simpatias Tony fala que o amigo dele também é exagerado. Tina fala que não acredita muito nisso e Tony diz que também não acreditava, depois que a conheceu, passou a acreditar, aí se apresentam e começam a namorar e no final, Pipa e o amigo do Tony comentam que eles não acreditavam em simpatias, mas que funcionam, funcionam.

História boa em que a Turma da Tina vai passar Réveillon na casa de praia da Tina e Pipa quer que a Tina faça com ela simpatias na praia para atrair paz, dinheiro, viagens e amor no ano todo. Acabou a Tina arrumando namorado, que também passava a mesma situação de não acreditar em simpatias e estava sendo forçado pelo amigo a fazer, comprovando que simpatias funcionam.

Pipa sabia e ensinava tudo sobre simpatias de Ano Novo e queria que a Tina também participasse dos rituais, principalmente para ajudá-la a desencalhar e não ser mais pobre e, de quebra, ajudou os leitores aprenderem a fazer também as simpatias e sobre significado de cores de roupas usadas no Réveillon. Pelo menos nessa história as simpatias deram certo no quesito amor, ajudou Tina arrumar namorado e desencalhar com encontro à primeira vista entre Tina e  Tony. O romance entre eles durou só essa história já que o Tony nunca mais apareceu e que Tina sempre tinha um namorado diferente a cada história. Paty e amigo do Tony também figurantes, aparecendo só nessa.

Zecão que abra o olho com Pipa e o amigo do Tony, que tiveram uma boa vibe e ambos com interesse comum em simpatias de Ano-Novo e que poderiam engatar um romance. Como Pipa mostrou 3 calcinhas para a Tina usar, aí ou ela usaria as três ao mesmo tempo ou teria que optar por uma, de acordo com o que ela teria mais prioridade de conseguir no ano. Pipa diz que a Tina é pobre, mas nem tanto já que os pais tinham casa de praia, a Pipa que pode ser considerada mais pobre que a Tina nesse caso. 

Foi engraçado Zecão imaginar Pipa como bruxa quando preparava banho de ervas, a empolgação da Pipa mostrando as simpatias, as promessas de Ano-Novo do Rolo e Zecão, Paty reclamando que não vão a casamento com a demora das amigas para se arrumar e querer fingir que não a conhecem ao ver a mala com as bugigangas das simpatias, e caranguejo apaixonado pelas duas quando voltavam de costas depois de pularem sete ondas. Boa também a menção a sufocos de congestionamentos para viajar ou ir à praia no final do ano.

Envolveu tradições populares e espirituais de Ano-Novo para trazer sorte e bons fluídos o ano todo, muita gente vai à praia na virada do ano e faz os rituais de banho de ervas, comer lentilhas pular sete ondas, comer romã e uvas guardar sementes, etc, na esperança de funcionar e abrir caminhos, renovar energias e melhorar de vida. Tem os que acreditam, outros, não, fica na fé de cada um só que também tem que procurar correr atrás, não esperar cruzando braços esperando que aconteça do nada. Desses rituais mostrados, não conhecia o de ganhos de pitangueira e de dar volta em torno de mala.

Incorreta atualmente por ter história de Ano-Novo e envolver simpatias, superstições, crença e fé, bruxarias, namoro, nada apropriado para crianças, não duvido que vão interpretar que estão mexendo com umbanda e Pipa ser macumbeira, e podem implicar com gíria "pagar mico (micão)".

Inclusive, essa foi a última história de Ano-Novo produzida pela MSP até hoje, devem ter aceito em 2010 porque a revista da Tina não era voltada propriamente para crianças, e, sim, para adolescentes e jovens. Antes dessa, última história com menção a Ano-Novo foi "O Bug da Morte" com a Turma do Penadinho, de 'Mônica 159', Ed. Globo, 1999. E já as crianças da Turma da Mônica comemorando Réveillon não tem desde 1997, na história "Ano-Novo?! Bahh!", de 'Cascão Nº 285'. Politicamente correto não permite crianças comemorarem Réveillon, por isso não teve mais histórias assim, e eles comemoram só Natal depois de 1997. 

Os traços ficaram medianos, são da fase "Pós-Barbie" da Turma da Tina. Relembrando evolução, a Fase "Barbie" de 2007 a 2009, horrorosa, marcada por todos personagens com olhos com cílios, Tina com cabelos pretos, brilhosos e longos, com pontas quadradas, Pipa magra e com batom, Zecão com nariz pequeno e Rolo, com orelha separando o cabelo da barba, nariz pontiagudo e musculoso, com reclamações do público, fizeram ajustes, mas mantiveram Rolo com orelha separando cabelo da barba, porém não mais musculoso, Zecão sem narigão e a Pipa, embora voltou a ser gorda, mas não obesa como era até no início dos anos 2000. Hoje em dia, os traços deles são mais digitais, Tina com um cabelo mais realista, Rolo e Zecão mantiveram o estilo desde 2009 e Pipa está mais magra.

Tina com rabo de cavalo lembrou a fase "Radical Chic" entre 2004 a 2007, porém melhor desenhada do que a fase de 2004, que por sinal, outra fase horrorosa, com personagens caricatos com boca grande parecendo até a goela e corpos magros ou gordos demais e Tina com batom preto, que, felizmente, foi pouca duradoura. Nesta história teve ainda erro do Zecão com sardas no rosto e nariz no primeiro quadro da página 6 da história (página 8 do gibi). Revista da Tina durou 30 edições entre 2009 a 2011 e depois cancelada por vendas insuficientes e ainda teve uma nova série em 2014 com personagens em desenhos em Flash e considerada um fracasso durando apenas 6 edições.

FELIZ ANO-NOVO!!!

sábado, 27 de dezembro de 2025

Magali: HQ "Delícias da estação"

Estamos no verão no Brasil e então mostro uma história em que a Magali fica com língua para fora de tanto chupar sorvete no início do verão. Com 7 páginas, foi história de abertura publicada em 'Magali Nº 27' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Magali Nº 27' (Ed. Globo, 1990)

Escrita por Rosana Munhoz, Magali está animada que chegou o verão, que, pra ela quer dizer só uma coisa: sorvete. Assim, ela compra e chupa 8 sorvetes e fica com a língua esticada sem conseguir enrolá-la de novo depois de tantos sorvetes que chupou.

Magali pede ajuda ao Cebolinha, que avisa que é para Magali ir tirando olho do sanduíche dele. Magali pergunta quem disse que ela quer sanduíche dele, Cebolinha responde que por causa da cara de esfomeada com  linguona de fora. Magali fala que é dele que ela precisa e Cebolinha corre pensando que ela quer comê-lo e Magali diz que nem que fosse a última cebola do mundo.

Depois, Magali vê Denise e Carla conversando e, a vendo de língua de fora, Carla comenta com Denise que tinha falado que Magali era linguaruda e vão embora senão ela vai espalhar fofocas delas pelo bairro inteiro. Em seguida, uma senhora resolve ajudar Magali, deixa sentada em uma pedra e pergunta se sente melhor, por estar cansada e com língua de fora. Magali diz que não está de língua de fora por cansaço e a senhora dá bolsadas na cabeça da Magali para não ser malcriada e mostrar língua para os outros.

Magali pede ajuda para Mônica, que pensa que ela estava com uma gravatinha e Magali diz que é a língua dela. Mônica pergunta como foi acontecer, Magali acha que está doente e que de manhã estava normal. Aparece um carrinho de sorvete, Magali pede 10 e Mônica pergunta se ela tinha chupado sorvete hoje. 

Magali responde que foi uma porção, é disto que gosta no verão, pode tomar sorvetes de montão e Mônica complementa que ficar com baita linguão, fala que língua ficou assim de tanto exagerar de chupar sorvete, tem que maneirar e tomar um sorvete de cada vez e a língua vai voltar ao normal. Meses depois, chega o inverno e Magali sai para tomar chocolate quente, chá com biscoitos, sopinhas e dessa vez não precisa se controlar. Só que queima a língua e fica com ela para fora de novo.

História engraçada que a Magali fica de língua para fora de tanto tomar sorvete, passando sufoco. Não soube se controlar, chupando sorvete sem parar e não conseguiu deixar a língua no lugar dentro da boca e ficou verão todo sem chupar sorvete da forma que queria. Já no inverno queimou a língua por exagerar nas bebidas quentes, foi apressada em tomar, se tivesse esperado esfriar um pouco, não teria ficado com língua queimada.  Não consegue controlar gula nem no verão, nem no inverno, em qualquer estação fica com língua para fora, era muito bom ver Magali se dar mal por causa de exageros com comida, tudo acontecia com ela.

Teve absurdos do início ao fim, afinal, só o fato de ficar de língua pra fora de tanto chupar sorvete já foi um grande absurdo, assim como ela conseguir falar com língua de fora, conseguir tomar 18 sorvetes, de 8 a 10 em cada vez, em dia de frio, mesma roupa, sem casaco e calça, só um cachecol.  

Foi engraçado os outros confundirem língua com outras coisas, como o diálogo do Cebolinha com Magali, pensando que queria comer sanduíche por causa da língua e depois que queria comê-lo,  a senhora pensar que a língua de fora era de cansaço e depois bater nela por estar sendo malcriada, a senhora nem esperou explicação, mas Magali podia ter respondido logo que foi por tomar sorvete. Engraçado também Mônica pensar que língua era gravatinha e ainda passar mão na língua. 

Denise e Carla reclamarem que Magali era linguaruda, no sentido de ser fofoqueira, foi ótimo esse trocadilho, só que olhando bem, elas que eram as fofoqueiras falando mal da Magali pelas costas. Mais uma faceta diferente da Denise a cada história que aparecia, dessa vez bem diferente morena e cabelo chanel. Já a Carla apenas uma menina figurante que apareceu só nesta história. Embora Magali dizer sorvete, ela chupou picolé, nas histórias da MSP sempre chamavam picolé de sorvete, capaz que em São Paulo não fazer essa distinção entre picolé e sorvete.

Gostavam de histórias com personagens com problemas por causa de língua esticada, muitas vezes foi com o Cebolinha passando esse sufoco, mas teve com Magali e outros personagens, sempre era engraçado quando acontecia. Incorreta atualmente pelos  vários absurdos, Magali ficar com m língua de fora só porque tomou muito sorvete, gula exagerada, só o fato de tomar sorvete acham que é errado, nunc amais vi ela tomando sorvete e comendo guloseimas nas histórias, ela levar bolsadas na cabeça da senhora também é inadmissível hoje.

Traços muito caprichados, era muito bom esse estilo com contornos bem grossos e com direito a curva nos olhos representando intensidade de raiva. Curiosamente, história foi ambientada no início do verão, mas que foi publicada em junho de 1990, em época de inverno. Mesmo que a maior parte se passou no verão, mas como o final foi no inverno, aí já não ficou tão errado assim as épocas das estações dessa vez. De qualquer forma, nem sempre tinham coerência com a estação que estava na época da publicação, podia ter história de calor no inverno e de frio no verão, colocavam de acordo com o que podia encaixar pra fechar o gibi.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Cascão: HQ "O Terrível Papai Feio Noel"

Mostro uma história em que o Capitão Feio entra na casa do Cascão e planeja poluir o mundo na noite de Natal. Com 8 páginas, foi história de abertura publicada em 'Cascão Nº 35' (Ed. Abril, 1983).

Capa de 'Cascão Nº 35' (Ed. Abril, 1983)

Cascão e seus pais estão na ceia de Natal, quando ouvem risadas vindas da chaminé, Cascão pensa que é o Papai Noel descendo da chaminé e Dona Lurdinha pergunta ao Seu Antenor se não era ele quem ia se fantasiar de Papai Noel para o Cascão ou contratou outra pessoa para ficar no lugar dele.

Seu Antenor diz que contratou ninguém e chega perto da chaminé perguntando se Papai Noel existe mesmo e recebe um raio de sujeira deixando sujo e paralisado. Dona Lurdinha se aproxima e também fica paralisada com o raio de sujeira e Cascão descobre que é o Capitão Feio e diz que fã dele, mas não lhe dá direito de estragar o Natal dele. Capitão Feio olha para o Cascão e fica um mistério com o que ele planejou.

Enquanto isso, Papai Noel está entregando os presentes para a criançada, faltam poucos e o Cascão é o próximo e vai ganhar uma lata de lixo. Papai Noel entra na chaminé e descobre que ninguém foi dormir, estavam o esperando sentados na mesa, mas sem canções de Natal, sem festa, e o Cascão era um ser do esgoto. Capitão Feio manda os seres agarrá-lo e como são pegajosos, Papai Noel não consegue nem se mover.

Capitão Feio conta que quer o trenó e as renas emprestadas para entregar os presentes de pacotes de sujeira concentrada para a criançada e na hora de abrir os presentes será o Natal mais sujo do mundo. Quando Capitão Feio vai pegar o saco, cai um presente e quando vê era pra ele, um carrinho de lixo que sempre quis quando criança e comenta que nunca teve Natal, nunca ganhou presente e por isso odeia essa data.

Cascão deseja Feliz Natal para o Capitão Feio e lhe dá a sua lata de lixo, Capitão Feio se comove dizendo que não pode ser mal com quem lhe dá primeiro presente de Natal na vida, acha um ódio, faz os pais do Cascão voltarem ao normal e vai embora. Os pais querem saber o que aconteceu, Cascão diz que vai contar só que queria saber onde foi parar o Papai Noel. No final, mostra o Papai Noel no esgoto ajudando o Capitão Feio a montar a Árvore de Natal.

História legal em que o Capitão Feio entra na chaminé da casa do cascão, capturando todos e já sabendo que o Papai Noel iria para lá, planeja pegar trenó e renas para distribuir seus pacotes de sujeira para as crianças e poder sujar o mundo todo. Só que não contava que tinha presente de natal reservado pra ele, se comove e desiste de sujar o mundo no Natal e ainda comemora natal no esgoto pela primeira vez, a começar com Papai Noel ajudando a montar Arvore de natal que nunca tinha feito. 

Mostrou a regeneração do vilão na noite de Natal, revelou que nunca ganhou presente e nem teve festa de Natal, por isso que odiava tanto a data. Com espírito natalino até Capitão Feio pode mudar de planos, pelo menos uma vez por ano. Cascão até gostaria que o plano do Capitão Feio desse certo, desde que não estragasse a festa de natal dele, com tantas casas, o vilão foi parar justamente na casa dele, ainda bem que conseguiu ajudar a humanidade com a regeneração dele. Os seres de esgoto que não entenderam nada Capitão Feio montar Árvore e festejar Natal.

Foi engraçado Cascão reconhecer Capitão Feio pelos raios e cheiro vindos da chaminé, dizer que é fã do Capitão Feio, o grito de "Nããão!" do Cascão com o mistério do que ele ia fazer, Papai Noel dar lata de lixo para o Cascão, ser do esgoto disfarçado de Cascão, Capitão Feio dizer que a fama dele chegou no Polo Norte, imaginar como ia entregar os presentes e as crianças abrindo os pacotes de sujeira.

Mais uma vez foi citado que Papai Noel não existe pela visão dos pais, a intenção após a Ceia era o Seu Antenor vestir de papai Noel para dar presente par ao Cascão, com os pais não acreditando que Papai Noel existe e nem viram a presença do Bom velhinho na casa. Mesmo mostrando que ele existia, mas leitores podem descobrir que não existe e que são os pais que dão presente, eram muitas histórias nesse estilo.

Eram frequentes também histórias de Natal em que vilões e bandidos se regeneravam, tentavam estragar a festa, mas se arrependiam depois, eram boas histórias assim. Também tiveram bastante histórias de Natal com o Capitão Feio, sempre eram envolventes. Nos anos 1980 não tinha mais o conceito que o Capitão Feio era tio do Cascão, por isso ele disse que nunca havia comemorado Natal e ganho presentes. Se ainda fosse tio do Cascão na época, logicamente já teria ganho presente de Natal dos pais do Seu Antenor quando era criança. 

Até nos anos 1980 os monstrinhos de sujeira tinham estilo de traços diferentes, eram chamado de seres do esgoto e não falavam, só emitiam som "Blub! Blub!". A partir de 1989 que mudaram do jeito que conhecemos, passando a falar e serem chamados de monstrinhos. 

É incorreta atualmente por Capitão Feio estragar festa de Natal, ter planos de sujar o mundo (hoje são planos de dominar o mundo no sentido de ser rei e não tem mais essa ideia de poluição),  Cascão declarar ser fã de um vilão como Capitão Feio por causa da apologia de ver tudo sujo ao seu redor, Cascão ganhar lata d elixo e Capitão Feio, carrinho de lixo, e ideia de que Papai Noel não existe.

Traços muito bons, típicos de histórias dos anos 1980 com personagens com bochechas começando na altura dos olhos. era bom pensamentos em tons azulados para demonstrar que não era a realidade. Foi republicada depois algumas vezes em Almanaques de Natal, dentre eles, 'Mônica Especial de Natal Nº 1' (Ed. Globo, 1995) e 'Mônica Especial de Natal Nº 7' (Ed. Globo, 2004). Deixo aqui a capa da edição "Nº 1", que é a que eu tenho.

Capa de 'Mônica Especial de Natal Nº 1' (Ed. Globo, 1995)


FELIZ NATAL!!!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Cebolinha: HQ "Amigo é coisa pra se guardar... (e não, pra com ele aprontar!)"

Mostro uma história em que o Cebolinha pede um robô como presente de Natal para o Papai Noel para poder aprontar com os seus amigos. Com 16 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 108' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Cebolinha Nº 108' (Ed. Globo, 1995)

Escrita por Rosana Munhoz, mostra que o Natal se aproxima, fábrica de brinquedos está a todo vapor, mas Papai Noel está de cama doente por uma gripe e um duende pergunta se deve atender o pedido de um garoto. Como o pedido não era perigoso, Papai Noel manda atender, diz que apesar da gripe dele, devem atender o máximo possível de pedidos. Assim, o duende avisa o outro que tem uma encomenda especial de alta tecnologia.

Enquanto isso, no Brasil, Bairro do Limoeiro, a turma está de mal com o Cebolinha porque aprontou com todo mundo, tentou dar banho no Cascão, escondeu docinhos da Magali e deu nós no coelhinho da Mônica. Cascão quer ficar de bem com o Cebolinha porque é o melhor amigo dele, Mônica avisa que a primeira coisa que ele vai querer é ajudar em um plano infalível contra ela e Cascão desiste, achando razão que ele mereceu.

Mônica acha que só assim para Cebolinha se tocar e tratar melhor os amigos. Nisso, Cebolinha chega, a turma o ignora e ele reclama que ainda estão com esse negócio de ficar de mal com ele, e fala que eles vão ver, o Natal vem vindo aí. Mônica pergunta o que ele quis dizer com isso e Cascão acha que Natal é época de ficar de bem.

Chega véspera de Natal, Dona Cebola não entende Cebolinha não atender telefonemas os amigos e Cebolinha diz que eles tinham ficado de mal e que só quer dormir cedo para amanhã abrir o presente. Dona Cebola pergunta se são os patins que ele pediu e Cebolinha responde que isso e também outra coisinha que pediu para o Papai Noel e a mãe acha uma gracinha ele ainda acreditar.

Mesmo gripado, Papai Noel sai para entregar os presentes, tem dificuldade de colocar presente do Cebolinha na chaminé e depois de todos os presentes entregues, sai de férias para o Nordeste. De manhã, Cebolinha recebe os patins dos pais e procura o outro presente do Papai Noel, quando os pais iam avisar que ele não existe, Cebolinha encontra a caixa grande e descobrimos que pediu um robô igualzinho a ele e espera ansiosamente a turma ver enquanto os pais ficam surpresos com o robô.

Na rua, a turma mostra seus presentes de Natal um para os outros e comentam que não conseguiram falar com o Cebolinha e vão à casa dele fazerem as pazes. Chegando lá, sai o Cebolinha Robô dizendo para não encherem a paciência deles e em seguida o verdadeiro Cebolinha dizendo que não é para ligarem para o Cenourinha, apenas faz tudo que ele manda. 

Mônica pergunta se ele tem irmão gêmeo e Cebolinha diz que o Cenourinha é o único e melhor amigo dele, não precisa mais deles e se despede e Magali comenta que nunca pensou que existisse dois meninos feiosinhos assim.

Depois, Cebolinha e Cenourinha brincam juntos e Magali fala que acha que perderam um amigo. Cascão culpa a Mônica de ideia de ficar de mal com Cebolinha, perdeu seu melhor amigo, está certo que tentou dar banho algumas vezes, mas tem certeza que foi sem querer, quando uma tina d'água quase atinge o Cascão e Cebolinha fala que por pouco acertou e Cascão pergunta se era o Cebolinha ou o Cenourinha.

Em seguida, Magali come rosquinhas porque está deprimida de todos de mal e Cebolinha rouba o saco de rosquinhas dela, mandando deixar de ser gulosa. Magali corre atrás, sem saber se era Cebolinha ou Cenourinha e quase é atropelada pela Mônica de bicicleta e Magali fala que os dois em dose dupla são impossíveis e que nunca mais fala com os dois.

Cebolinha diz que eles estão juntos, podem ficar de mal que não liga, afinal quem liga para um porquinho, uma magrela e uma dentuça bobona feiosa gorducha. Mônica quer saber quem falou isso e como não disseram, quer bater nos dois. Cenourinha parte para a briga, Cebolinha pensa que encomendou um robô superforte que poderia derrotar a Mônica, mas Mônica destrói o robô na surra e Cebolinha foge correndo.

Mônica acha que era o Cebolinha quem estava destruído e cascão repara que é um robô. A turma fica furiosa que foram enganados por um robô, Mônica quer bater no Cebolinha e Cascão diz que tem uma ideia melhor pra dar uma lição de vez no Cebolinha.

Depois, Cebolinha nota que está tudo quieto e se pergunta se não vão vir atrás dele. Percebe umas vozes atrás do muro e vê a turma brincando de bola com o Cenourinha e falam que ele é um grande amigo, melhor que o Cebolinha, que quer saber que história é essa. Falam para ele que o Franjinha consertou o Cenourinha, que o substitui com vantagens, se não for influenciado, não apronta com eles, é ótimo em todas as brincadeiras e ainda fala certo e, então, não precisam mais dele.

Cebolinha reclama que saiu tudo errado, não era isso que queria quando pediu o robô para o Papai Noel. Nisso, aparece o Papai Noel falando que o duende comentou que ele tinha feito o pedido, só foi saber depois de ter entregado o presente, que robô em mãos de criança é um perigo, só atende pedidos simples e quer saber onde está o robô. Papai Noel leva o Cenourinha, bem programado, vai ajudá-lo na fábrica de brinquedos, sendo que antes vão terminar as férias no Nordeste e entrega o presente do Cebolinha, uma caixa de jogos. 

Cebolinha fica triste porque o que adianta uma caixa de jogos se não tem amigos para jogar. A turma faz as pazes com ele, se não bolar mais planos infalíveis contra eles. Cebolinha aceita, fazendo sinal de dedos cruzados escondido e manda os amigos segui-lo mais adiante, até chegar em frente a uma árvore. Mônica joga uma pedra e aciona uma armadilha contra os três ao mesmo tempo. Cebolinha pergunta se vão ficar de mal de novo e eles respondem que vão ficar de olho, já estão acostumados com ele aprontão e Cebolinha pensa que um dia vai conseguir derrotar os seus amigos nos planos infalíveis.

História legal cheia de reviravoltas em que o Cebolinha pediu para o Papai Noel um robô para ser uma companhia porque os amigos ficaram de mal e ao mesmo tempo fazer novo plano infalível para se vingar deles, de conseguir aprontar com eles e sem saberem qual dos dois que aprontaram, e trazer a discórdia. A turma descobre que era um robô depois que foi destruído com a surra da Mônica e fazem plano contra o Cebolinha para ver se para de aprontar com eles, fazendo o robô ser amigo deles, mas mesmo assim ele não regenerou e continuou com os planos depois de tudo.

Cebolinha faz plano infalível no Natal contra os três amigos ao mesmo tempo como vingança por terem ficado de mal com ele por ter aprontado antes com todo mundo, como se fosse preciso fazer plano por ter sido uma vítima deles, mas foi ele quem provocou primeiro, a turma quem tinha razão, precisava dar lição nele. Quiseram fazer as pazes porque era Natal, tempo de perdoar, mas Cebolinha não estava a fim, nem no Natal esquece de fazer planos infalíveis.

Cebolinha queria um robô pra poder fazer traquinagens e o robô levar a culpa e ele derrotar a Mônica na surra. Não contava que o robô não era forte o suficiente para bater na Mônica e ficou destruído e os amigos acabaram descobrindo que não era um amigo dele. Foram bobos em acreditar que o Cenourinha era uma pessoa idêntica ao Cebolinha, se pensassem que era irmão gêmeo seria mais convincente. No plano da turma, conseguiram deixar o Cebolinha mais isolado que estava, teve sorte do Papai Noel voltar e levar o Cenourinha e a turma voltar a fazer as pazes com ele, mesmo tendo feito plano infalível contra eles. 

Cebolinha estava traiçoeiro, fingia de coitadinho, que estava triste em ser ignorado pelos amigos para eles trem pena dele. Até fez sinal de dedos cruzados, que significou que era mentira que não ia fazer mais planos contra eles. A armadilha no final já estava pronta e seria o triunfo se o plano do cenourinha tivesse seguido como planejava, mas conseguiu pôr em prática após ele ter sido levado pelo Papai Noel. Ele chegou a avisar que estava planejando algo no Natal, a turma que não captou a mensagem, se lembrassem, poderiam associar o Cenourinha com o aviso que tinha dado.

Papai Noel devia ter deixado o duende falar qual era o pedido do Cebolinha, ia evitar vários problemas se soubesse que era um robô antes de entregar. O coitado ficou gripado perto do Natal por causa do frio do Polo Norte e queria menos trabalho possível, só foi distribuir os presentes da criançada porque não tinha jeito, nem no Natal tinha sarado da gripe, só conseguindo se curar indo viajar para o Nordeste, o calor ia espantar a gripe. 

Cebolinha ganhou presentes dos pais e também do Papai Noel, os pais pensavam que o Papai Noel não existia e se deram mal, sem entender como o filho conseguiu ganhar outro presente sem nenhum dos dois trem comprado. Foi engraçado os pais surpresos com o presente e pensando que um tinha comprado sem avisar o outro e espantados que Papai Noel existe, Cascão desistir de ser amigo do Cebolinha pra não participar de plano infalível contra a Mônica, Magali dizer que Cebolinha perdeu mesmo todos os parafuso com a surra da Mônica, acreditarem que era o Cebolinha quando o robô ficou destruído na surra, Papai Noel com roupas tropicais e curtir o calor do Nordeste

Na época o Cebolinha estava em fase que fazia planos infalíveis contra todo mundo, não só contra a Mônica, um verdadeiro pestinha, então era comum ver mais histórias com ele fazendo planos contra o Cascão e contra a Magali, quando não era com todos na mesma história. Alguns anos depois, já a partir dos anos 2000, Cenourinha foi adotado, oficializado, como apelido que o Louco dava para o Cebolinha, e continua assim até hoje, o Louco sempre o chama agora de Cenourinha. O título da história com referência à música "Canção da América" de Milton Nascimento com a parte entre parênteses com colocação de palavras diferente para poder dar rima de "guardar" com "aprontar".

É incorreta atualmente por Cebolinha fazer planos infalíveis contra os amigos e não se regenerar nem no Natal, a turma de mal com eles, xingamentos do Cebolinha com a turma, principalmente os da Mônica gorducha, Dona Cebola cochichar que Cebolinha ainda acredita em Papai Noel e dar ideia par aos leitores que o Bom Velhinho não existe, calcinha da Magali e da Mônica à mostra em algumas cenas, Dona Cebola usando avental dando a entender que é dona-de-casa e Cebolinha pensar trocando letras já que nos gibis de hoje mostra ele pensando sem trocar "R" pelo "L".

Traços ficaram bons com personagens com bochechas mais redondas, típicos dos anos 1990. As cores seguiam com fundo em degradê como foi padrão nos gibis do segundo semestre de 1995. Dessa vez teve enquadramento normal com faixa de 4 linhas e 4 colunas, diferente de faixa de 3 linhas e 3 colunas que Rosana estava adotando. Talvez porque como roteiro foi maior, o enquadramento normal já dava dava para atender o número de páginas programadas que precisava para desenvolver a história. Essa marcou como a última história de Natal da Rosana. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Uma história de Natal do Horácio

Mostro uma história de exatos 50 anos em que Papai Noel vai parar na Pré-História na caverna do Horácio depois de suas renas desviarem rota do tempo. Com 9 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 68' (Ed. Abril, 1975).

Capa de 'Mônica Nº 68' (Ed. Abril, 1975)

Escrita por Mauricio de Sousa, Papai Noel aparece na caverna do Horácio e pergunta se tem alguém ali e como Horácio não responde, ele entra para descansar um pouco. Com a escuridão Papai Noel não vê o Horácio e comenta que as renas novas deviam ser quietinhas e doces e algum anãozinho deve ter colocado renas selvagens para puxar o trenó e elas voaram rápido, galoparam mais rápido que o som, a luz e o tempo e está perdido nos confins do passado às vésperas do Natal.

Papai Noel tem esperança que os anõezinhos já descoberto o desvio do trenó e que para alguma coisa deve servir aqueles computadores caríssimos que têm lá agora e que não adianta ficar preocupado e aguardar que os computadores vasculhem o passado e que o encontrem a tempo da distribuição de presentes e aproveita para dormir.

Horácio pensa que Papai Noel deve está pregado, é tão estranho com roupas esquisitas, deve ter vindo de terras muito distantes, estava tão preocupado que nem o viu e foi bom porque ficaria envergonhado já que nunca recebeu alguém como ele na sua caverna, e repara que se cobre de pele bonita e carrega uma sacola.

Bate a curiosidade do que tem na sacola, Horácio não sabe se é direito, mas arrasta a sacola para o lado de fora da caverna, diz que vai pegar nada, apenas olhar o que tem e acha que isso tem nada de mais. Horácio olha e coloca os brinquedos do saco no chão, acha que são coisas esquisitas, nunca tinha visto e ao mesmo tempo acha bonitas e se pergunta para que servem, não são coisas para comer.


Aparece uma Mamãe Dinossauro com 3 filhos e fala para o filho não mexer nas coisas do Horácio. Aparecem outros filhos e ficam animados com os brinquedos achando que eram presentes para eles e levam tudo. A Mamãe Dinossauro pede desculpas para o Horácio, que se preocupa que as coisas não eram dele, é de um  homem que está na caverna dele. A Dinossaura repara que há muitos anos eles não brincavam assim tão felizes e estão adorando aqueles brinquedos esquisitos.

Horácio não teve coragem de pedir tudo aquilo de volta e vai falar com o Papai Noel, que ainda estava dormindo e não acordava nem com a tosse dele. Assim, Horácio espera Papai Noel acordar e dorme também. 

Os anõezinhos chegam com renas novas, chamam e explicam o ocorrido do desvio do tempo para o Papai Noel, que fica feliz que vieram logo por estar preocupado em distribuir os presentes e voltam à oficina. Papai Noel diz que esqueceu dos brinquedos, mas não faz mal, passa no Polo Norte e pega outros e espera que algum dinossaurozinho faça bom uso daquilo tudo.

No final , Horácio acorda e vê que Papai Noel se foi, acha que não ligou muito pela perda dos presentes e que gostou de ver a criançada feliz e bem que ele poderia voltar de vez em quando, nem que fosse pelo menos uma vez por ano.

História legal em que o Papai Noel foi parar na Pré-História devido ao desvio da alta velocidade das renas do trenó através do tempo. Horácio fica surpreso com Papai Noel na sua caverna e curioso com o que tinha no saco. Ia só olhar, mas não contava que crianças dinossauros iam ver e ficarem com os brinquedos e Horácio deixou para não estragar a felicidade das crianças. Papai Noel volta para a sua época, sem se importar que os brinquedos ficaram lá e Horácio tem esperança que ele volte um dia, nem que fosse uma vez por ano.

Como a cultura de Natal surgiu após o nascimento do Menino Jesus, Horácio não conhecia o Papai Noel Papai Noel e não sabia que distribuía brinquedos para a criançada, não sabia nem o que eram aqueles brinquedos, mas ficou encantado com os brinquedos e com a felicidade dos dinossaurinhos e sem querer acabou sendo o Papai Noel dos filhos da Dinossaura. Foi preciso o desvio das renas fazer o Papai Noel parar no passado para dar felicidade aos dinossaurinhos.

Horácio estava preocupado com ética, que não deve pegar coisas dos outros sem permissão e com que o Papai Noel iria achar dele, mas curiosidade bateu mais alto, poderia ter aberto o saco na caverna se não fosse tão escura, o que ajudou a proporcionar alegria das crianças da região. A escuridão também fez com que Papai Noel não visse o Horácio enquanto esteve lá senão teria conversa entre eles e teria que explicar sobre o Natal.

Horácio aprendeu sobre a cultura natalina do Papai Noel sem ficar sabendo o que é o Natal. Tinha desejo que Papai Noel voltasse lá nem que fosse uma vez por ano para voltar a dar alegria para as crianças, mas nunca mais voltou. Foi engraçado o Horácio dizer "sacola de não-sei-o-quê" e curiosamente foi usado anõezinhos no lugar de duendes e oficina no lugar de fábrica de brinquedos, diferente da cultura tradicional e ainda teve uma modernidade de que Papai Noel tinha computadores na oficina, já que computadores era raro de se ver na época e não á toa que ele falou que foram caríssimos.

Como Mauricio gostava de várias interpretações nas suas histórias, quem sabe o próprio Papai Noel não planejou de propósito de trocar as renas para poder voltar à Pré-História e que dinossauros crianças também pudessem ter mesma felicidade de receber brinquedos como as crianças da Era Cristã por pelo menos uma vez, afinal difícil anõezinhos terem trocado renas do nada. Aí, fica a interpretação de cada um.

Apesar de estar na Pré-História, Horácio teve algumas histórias de Natal nos anos 1970 e 1980, como o personagem era auto ego do Mauricio, fazia alguma adaptação para que pudesse transmitir sua mensagem de Natal. Todos os núcleos de personagens da MSP tiveram histórias de Natal, com exceção do Piteco, justamente por isso de ser antes do nascimento do Menino Jesus, mas se quisessem poderiam ter Natal com Piteco colocando com essa pegada de viagem no tempo, com alguém do futuro querer ensinar as tradições do Natal ou o Piteco sem querer viajar no tempo para a atualidade, ou até Piteco inventar uma festa parecida com o Natal, tinham várias possiblidades.

Pela mensagem dada não considero história incorreta, só se implicassem de ser absurdo retratar Papai Noel na Pré-História, mas acho que não iam ligar para isso, e podem implicar com palavras proibidas de duplo sentido como "pregado". 

Traços muito bons, cheios de detalhes, típicos dos anos 1970. Interessante que Horácio já seguiu estilo de traços que conhecemos, foi o primeiro a ter os traços arredondados, diferente dos outros personagens que ainda tinham bochechas pontiagudas em 1975. Nunca foi republicada até hoje, poderia ter sido a partir de 1980, mas como colocavam histórias inéditas nos almanaques de Natal da Mônica da Editora Abril acabaram não republicando e depois nos anos 1990 não foi por estar velha demais,  se tornando rara. Muito bom relembrar essa história há exatos 50 anos.