terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Capa da Semana: Mônica Nº 80

Uma capa em clima de Natal em que a turma está reunida montando Árvore de Natal e o Anjinho desenha a cara do Cebolinha na estrela de cinco pontas do topo da Árvore gerando gargalhadas em todo mundo. Muito boa. 

Até Anjinho trolando o Cebolinha por causa do cabelo, ninguém perdoa, engraçada a cara que ele fez sendo zoado. Na época o Anjinho era arteiro, participava de brincadeiras com a turma e aprontava com eles, podia até participar de planos infalíveis contra a Mônica, o que deixava personagem mais divertido. 

Como o Cebolinha foi alvo da piada, a capa poderia ter saído em gibi dele, mas não foi porque na época os gibis dele eram mais voltados com capas com alusão à história de abertura e também porque os gibis dele chegavam nas bancas depois do Natal, por isso nos anos 1970 os gibis da Mônica tinham histórias de Natal enquanto os do Cebolinha tinham de Ano Novo. A partir dos anos 1980 isso se inverteu com gibis do Cebolinha chegando nas bancas antes, nos primeiros dias de cada mês enquanto as da Mônica mais para o final de cada mês.

Capa dessa semana é de 'Mônica Nº 80' (Ed. Abril, Dezembro/ 1976).

30 comentários:

  1. 'Espílito' natalino não foi suficiente 'pala' impedir que 'tilassem' 'salo' da 'cala' do 'caleca' 'tloca-letlas'...
    Não sabemos de quem foi a ideia, mas, o Anjinho como "artista" conferiu um certo charme.
    "Ora! Charme?! Foi escolhido porque voa, logo, alcança aonde outros não alcançam, nada mais lógico! E mais fácil para o desenhista, dispensando escada para Mônica executar a peraltice, ou o Cascão."
    Exato! Mas, como é um anjo, deveria dar exemplo, ainda bem que não deu! Jotalhão alcançaria sem esticar o corpo, ainda mais pela tromba. Tudo indica que Cascão está sobre alguma coisa, provavelmente um banco de pernas compridas, mesmo assim, não alcançaria, nem Franjinha em cima de tal suposto banco seria capaz, e o qual não está na cena, mas o cito por ser mais alto. Contudo, Anjinho foi a melhor escolha e, não apenas pelo fácil acesso.

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    1. É, nem espírito natalino impede da turma zoar, não dão desconto para o Cebolinha, nunca tem paz. A ideia não deve ter sido do Anjinho, quem sabe foi a Mônica quem deu ideia e o Anjinho executou, é quem seria mais apropriado para alcançar o topo da árvore facilmente. O Jotalhão daria também, mas sem dúvida o Anjinho ficou melhor para a piada como um anjo trolando o amiguinho. Os outros só alcançariam com uma escada que certamente usaram como auxílio pra montar a árvore, mas não teria a mesma graça como foi o Anjinho.

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    2. No painel, optastes por deixar a turma com trajes típicos de quem mora nas regiões do Ártico, sendo que no Brasil o período de Natal fica entre final de (P)primavera e início de (V)verão. Você mora no município do Rio de Janeiro, historicamente um dos caldeirões do nosso país no tocante a clima. Não lhe dá certa agonia quando olha para esta ilustração, Marcos?
      Não leve a mal, caro anfitrião. Não ousaria colocar algum defeito nesta imagem, longe disso! É só uma singela observação.

      Papai Noel top é o da arte de capa de Chico Bento nº87, de 1985. Relax, despojadão, maneiro "mermo"!...

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    3. A ideia da ilustração fofa é que a Turma foi visitar o Papai Noel no Polo Norte, daí os trajes do Ártico. Agora, vendo vestidos assim dá agonia, sim, já que não suporto frio, muito menos neve e gelo, nunca iria para região polar. Também prefiro o ambiente de Chico Bento Nº 87 da Abril, com Papai Noel bem despojado.

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    4. Ao contrário de América do Norte e Europa, períodos natalinos no Brasil são durante transições de estações quentes, portanto, imaginava que sua agonia ocorresse pelo ☞exato oposto☜ em vê-los assim, agasalhados até os dentes, isto é, por, psicologicamente, sentir mais calor do que já habitualmente sente. Comigo rola tal sensação, quando olho para a imagem, dá vontade de desagasalhá-los à força, tanto os quatro, quanto o Santa, ou o Nicolau, ou o Pai Natal ou, como queira chamá-lo...

      A respeito do tema natalino em capas de almanaques convencionais pela Editora Globo, passei os olhos nas cinquenta primeiras de cada titular e encontrei apenas a de Almanaque do Cebolinha nº15 - fiquei com preguiça de olhar todas de cada um da "era (G)global". Pelo óbvio, não estou considerando aqueles "Mônicas" de Natal (1995-¹⁹⁹⁹•²⁰⁰³-2006). Não procurei em capas de títulos como Almanacão de Férias, Almanacão Turma da Mônica, Coleção Um Tema Só e, pela lógica, suponho que não tenham sequer uma ilustrada no tema em questão.
      Não é da categoria "almanáquica", porém, o título Gibizinho tem capas com artes natalinas, já aqueles almanaquinhos, não sei, mas, provavelmente têm.

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    5. Se estão agasalhado porque o local está frio e o agasalho vai equilibrar e não vão sentir calor forte principalmente se tiver nevando. Não sinto calor só por ver os outros agasalhados e gosto do calor, ruim seria sentir o frio que eles estavam sentindo.

      Os Almanaques não costumavam colocar capas de Natal porque não republicavam histórias de Natal, com raras exceções. Deixavam capas natalinas nos gibis convencionais e únicos Almanaques com capas natalinas foram do Cebolinha 15 e Magali 23. Almanacão de Férias 28 teve capa de Ano Novo. Os Gibizinhos tiveram capas de Natal quando tinham histórias natalinas, foram todos de 1991 até 1993. Almanaque do Gibizinho teve uma capa natalina no N° 22 por ter republicado aquelas histórias dos fininhos de 1991 e 1992.

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    6. Olhei relativamente rápido pelo Get Back e me escapuliu o nº23 de Almanaque da Magali, de 1999.

      Cascão, tomando sorvete; Xaveco, comendo hambúrguer; Cebolinha, chupando picolé. Pela janela, Magali os assiste, caminhando pareados pela calçada da casa de sua família. Além de Bidu, andando na frente dos garotos, com osso na boca... Como você interpreta a piada de capa de Almanaque da Magali nº52, de 2006, Marcos? "Um desfile de guloseimas - fora, óbvio, o osso - e ela assistindo de camarote", seria isso? É uma gag diferenciada, pois é a única que não está comendo. Se bem que Bidu transporta o osso, não está chupando ou roendo, porque, do contrário, não estaria movimentando as quatro patas.

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    7. É, essa capa do Almanaque da Magali 23 foi boa. Lembrando que eles não republicavam histórias de Natal em almanaques comuns pra deixarem reservadas nos Almanaques de Natal.

      Sobre capa de Almanaque da Magali nº52, eu acho que foi os meninos e o Bidu passarem em frente à casa da Magali e ela ficar com vontade de roubar os lanches deles para comer. Acho que se fosse desfile, eles estariam em situação de fila e fazendo poses. Na cena a Magali não come só se depois ela atacou os lanches deles e o osso representa o alimento do Bidu, transporta para comer depois. Não deixa de ter sido gag diferente e que não saiu nos gibis convencionais dela.

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    8. "Desfile", no caso, seria na ótica dela, percebe? E, "camarote", o local de onde os vê. Os garotos não estariam intencionalmente "desfilando", obviamente que não, estão apenas passando pela calçada, compenetrados nas respectivas guloseimas. Questão é que, sem os elementos citados, não haveria uma gag ali. Magali simplesmente assistir o pessoal comendo, não chega ser, eu diria, uma piada propriamente dita. De qualquer modo, o conteúdo em si, o que a ilustração propõe, foca, claro, na essência da titular.

      Sobre Natal nas antigas HQs da TM, uma que goza de baita originalidade é a que abre Mônica nº188, de 1985. Nada de Papai Noel, nada de crianças ansiosas pelo que irão ganhar de presente... Trama abre com a cidade de São Paulo, enfatizando quão congestionada e poluída, denotando uma atmosfera densa, carregada, bem tristonha em pleno período natalino e os guris meio que pagam de detetives depois que avistam uma figura suspeita. Maneiro foi a Mônica que, involuntariamente, solucionou o problema, pelo voluntário e comovente gesto de presentear o sujeito que acabara de conhecer e o responsável pela depressão generalizada, nem se deu conta de que era ele que estava por trás de todo aquele baixo astral coletivo. Portanto, terminou sem saber que foi a grande salvadora da pátria...
      Não conta com participação do bom e velho Pelezinho, mas, que historinha "show de bola"!...

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    9. Tenho impressão que eles passaram em frente à casa da Magali naturalmente sem intenção de provocá-la dando tentação a ela. Só que acabou tendo um desfile e ela como camarote. Foi muito boa essa história de abertura de Mônica 188, ajudou a variar estilo de histórias de Natal deles. Show de bola realmente.

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    10. São tristonhas as três ou quatro primeiras páginas daquela HQ. No antológico "quadraço" de abertura, por exemplo, há dois ratos de esgoto, sendo que um, em prantos, pela morte por atropelamento do outro.
      Mauricio de Sousa foi um dos personagens de "Cadê o espírito do Natal?", participa como argumentista. Então, pela lógica, só pode ter sido ele quem de fato escreveu aquela pérola oitentista.

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    11. Começa tristonha pra ter essa ideia de que ninguém queria saber de espírito natalino. Não acho que foi o Mauricio escreveu essa história da Mônica, tinham muitas que ele aparecia como que se estivesse escrito, mas eram feitas pelos roteiristas da casa. Pode ser que essa foi escrita pelo Reinaldo Waisman.

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    12. É possível que quem escreveu, fora* mesmo ele, o sorridente Reinaldo. Quem sabe, "forela" (fora* ela), Rosana Munhoz, ou, algum outro daquela época... Questão é que, independente de sua aparição como autor da HQ, me soa muito ao estilo narrativo de Mauricio de Sousa o lance da "eficaz lembrancinha", capaz de fazer o sujeito desistir da maquiavélica empreitada contra o espírito natalino e, ao qual, Cebolinha e Mônica, fecham* a trama não sabendo que se tratava de um malfeitor. Portanto, a protagonista foi, digamos, "heroína incógnita de si mesma". Desfecho, eu diria, um tanto filosófico.
      **"O", em pronúncia "fechada": "fôra".
      *Para ser mais exato, quem "fecha" mesmo, foi a Mônica, por causa da tal lembrancinha. Na página de encerramento, Cebolinha se faz presente, ou seja, em determinada medida, sim, divide o fechamento, mas não retorna ao QG* do cara e isso o qualifica como coadjuvante.
      *Um barracão, ou casebre, em local ermo, ou, acho que seria uma fábrica abandonada. Preciso revê-la, para tirar tal dúvida.

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    13. O tema de trazer mensagem e ter um lado filosófico pode ser do Mauricio, se bem que muitas histórias de Natal costumavam deixar alguma mensagem nem que fosse no final. Então, pode ser chance maior ser do Mauricio, quase certo ser dele, mas não descarto também de ser de algum outro roteirista. Eles não sabiam que o cara era um malfeitor nem depois que a Mônica entregou o presentinho a ele e só ela que entrega o presente com Cebolinha aparecendo depois no final. O local era uma fábrica velha. História maravilhosa, muito bem bolada, pior que já vi comentários de gente do politicamente correto com 20 e tantos anos de idade achando ruim, falando que é história maluca, sem sentido nenhum. Incrível como eles não gostam e não suportam histórias assim...

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    14. Há uma parcela da (G)geração Z que não capta certos elementos básicos, primordiais, simples assim. E, cá para nós, esse tipo de ótica, o modo como interpretam as coisas, é muito esquisito...

      Outra diferenciada é a que abre Mônica nº140, de 1981, fundindo temáticas distintas: marginalidade em período natalino. HQ que se encontra aqui, inclusive.

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    15. Verdade, eles não sabem interpretar e aí acham ruins histórias assim. Se tivessem mais conhecimentos seria diferente. Eles gostavam de colocar histórias com bandidos no Natal, aconteceu também em Mônica Nº 164 da Abril e outras. Se viviam colocando bandido até em participação especial, não seria diferente de bandidos também Natal.

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    16. Falta leitura de vida nessa galera que não entende determinados elementos primordiais. E, veja, estou me referindo a experiências que comumente e, felizmente, eram adquiridas muito, muito cedo. Graças a Deus tive isso desde tenra idade, não fui poupado das dores do mundo quando criança e, gradualmente, foi me fortalecendo emocionalmente, contribuiu positivamente para formação da minha personalidade e para formação do meu caráter.
      Os adeptos do MLCP (Movimento Leite Com Pera) nos anos 1980 e 1990 eram deveras pontuais e acabavam entrando nos eixos a toque de caixa, porque, socialmente, não havia espaço para melindres.
      Quadrinhos antigos da MSP são maneiros porque sociedade brasileira daqueles tempos não compactuava nem com 20% da frescurada que compactua hoje em dia.

      Sim, marginais eram recorrentes nas HQs daqueles tempos. Independente se era Natal, se era Páscoa, São João, Carnaval, Finados, Tiradentes, Dia da(s) Criança(s), 7 de Setembro, etc, estavam sempre por lá, à espreita, agindo tanto às escuras quanto às claras... No entanto, o nível de cretinice* daquele roteiro consegue ser tão ousado que, considero aquela história ímpar.
      *Cretinice, no bom sentido, lógico!

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    17. Exatamente, a falta de leitura causa isso, não conseguem interpretar o básico. Como a sociedade aceitava, eles tinham liberdade pra criar e geravam histórias boas, como hoje tudo implicam, tudo é limitado, não tem como ser de forma diferente o estado decadente que os gibis se encontram. É, tinham bandidos de todos os tipos e em qualquer época do ano, aquele de Mônica 140 foi cretino demais, por isso que foi divertida.

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  2. Achei que o fundo da capa fosse branco e estivesse amarelado por estar envelhecido, mas, olhando os olhos dos personagens, percebo que o fundo é essa cor mesmo. A Abril conseguia colocar uns tons diferentes quando queria.

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    1. O fundo é amarelo, sim. Mesmo se fosse um branco amarelado com o tempo não teria esse tom firme e uniforme, seriam vários tons misturados, com partes mais amarelas que outras. Quando queriam, com certeza a Abril colocava tons diferentes e bons.

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  3. Anjinho dos anos 70 era muito traquino diferente de hoje kkkk

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    1. Era completamente diferente. Quando criado nas tiras dos anos 1960, o Anjinho era retratado como um anjo que foi parar na Terra por fazer traquinagens no Céu e aí nos primeiros anos dos gibis dos anos 70 seguiram essa ideia.

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  4. O Anjinho nessa época aparecia mais que a Magali né Marcos???

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    1. Era no mesmo patamar, tanto Anjinho e Magali apareciam bem na época, só apareciam menos que o Cascão.

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  5. Cebolinha provando do próprio veneno... vemos se ele gosta então. Vê como é bom. Merece uma zoeira como essa sempre que possível. Muito bom.

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    1. Verdade, provocou tanto a Mônica e agora ele que virou chacota, bem merecido. Ideia deve ter sido da Mônica e conseguiu se vingar.

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    2. Olá, Marcos, poderia postar mais coisas para o post? Pra mim, não foi o suficiente.

      OBS: Baixei o app Blogger e fiz minhas postagens.

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    3. Estou sempre postando aqui no blog, nesse post foi só a capa da edição, no futuro posso postar histórias dessa revista. Vi seu blog, ficou bom.

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