Dia 31 de outubro é "Dia de Halloween" e, então, mostro uma história em que o Chico Bento pensa que tinha fantasmas na floresta enquanto estava voltando para casa altas horas da noite. Com 11 páginas, foi história de abertura publicada em 'Chico Bento Nº 73' (Ed. Globo, 1989).
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| Capa de 'Chico Bento Nº 73' (Ed. Globo, 1989) |
Chico está voltando para casa altas horas da noite com o cavalo Azulão depois de ouvir histórias que a Vó Dita contou, comenta que as histórias dela são tudo falsas, não acredita em monstros e assombrações, tudo lorota. De repente, o Azulão se assusta, quer mudar de direção do caminho, Chico o obriga a mudar de lado, Azulão empaca, Chico diz que ele não é burro para empacar, tem nada de mais no caminho, só uma rede estendidas no meio da estrada e Azulão sai correndo de medo.
Chico reclama que vai ter que voltar para casa a pé, pergunta quem foi o boboca que armou uma rede ali, enquanto alguém o observa escondido. Ele comenta que o matão lhe dá arrepio, se não fosse menino esperto acharia que teria fantasma, quando ouve um barulho alto de fantasma, mas tenta se controlar, dizendo que pode ser uma coruja ou um viadinho, quando os bichos da floresta saem em disparada com medo e Chico lembra que a Vó Dita disse que bichos farejam as criaturas do além.
Chico olha para trás e avista uma assombração com corda no pescoço e fica desesperado de medo. Chico corre, chama por todos os santos e anjos para acudi-lo do fantasma de um enforcado e pede perdão à Vó Dita e ao cavalo Azulão por não ter acreditado neles. Chico corre em volta de cada árvore, para um pouco, lamentando que está perdido na floresta e aparece o fantasma de um enforcado.
Chico sobe na árvore, dizendo que esqueceu que fantasma voa. Sentado no galho, joga goiabas nele e consegue afastá-lo. Chico ri que acabou com a raça dele, o galho quebra e ele cai em uma areia movediça. Comenta que vai afundar, não tem como alcançar a margem, pede socorro, mas se toca que ninguém vai escutá-lo.
Alguém segura um galho para puxar o Chico, que descobre que era o fantasma. Chico implora para ele não levá-lo para outro mundo e pergunta o que quer com ele. O fantasma diz que está perdido e pergunta como se sai daquela floresta. Chico responde que raio de fantasma ele é que se perde e ele diz que não é fantasma.
Chico pergunta como não, se está branco, esfarrapado, com corda no pescoço. Ele conta o sufoco que passou, o cavalo dele avistou algo, não quis seguir adiante, depois andou e se rasgou todo nos galhos e espinhos, caiu em armadilha, conseguiu se soltar e em seguida caiu em outra e com o susto ficou branco e quando viu o Chico ficou tão emocionado que a voz dele mal saiu, mas fugia dele.
Chico diz que o confundiu com fantasma e que também está perdido. O homem pergunta se vão passar a noite toda lá, Chico diz que se não tiver assombração, tudo bem, pergunta de quem será a rede que está na estrada, quando aparece uma velhinha dizendo que a rede é dela, arma ali porque gosta de dormir ao ar livre, não tem medo de fantasmas, não existe isso lá e indica o caminho da saída da floresta.
Chico acha graça que eles ficaram apavorado à toa, fantasma não existe, até a velhinha sabe e dão conta que ela sumiu do nada. Eles deixam para lá, vão embora, com Chico prometendo que amanhã é ele que vai contar história para Vó Dita. No final, descobrimos que a velhinha era uma fantasma rodeada de outros fantasminhas na floresta, ela ajudou a saírem da floresta porque eram escandalosos e ela não conseguia dormir com o barulho que eles faziam e com tudo em paz os fantasminhas dão boa noite a ela.
História de terror legal em que Chico Bento volta da casa da Vó Dita de noite pela floresta e teve que lidar com um suposto fantasma. O que seria uma volta tranquila para casa, virou terror e pesadelo para o Chico, viveu ao vivo histórias de assombrações da Vó Dita. Não acreditava em monstros e assombrações, mas com as circunstâncias acreditou que o homem era um fantasma.
O cavalo ao ver a rede, estava enxergando as assombrações que o Chico não via, por isso ficou assustado e fugiu, fazendo jus à crença que bichos farejam e enxergam criaturas do além. O mesmo com corujas, veado e sapos que também correram, não por causa do homem, mas por conta dos fantasmas que viram.
Ficou mistério se a floresta era mal-assombrada ou não. Apenas os leitores descobriram que floresta realmente tinha fantasmas, mas Chico e o homem não. Davam para desconfiar de uma rede no meio da estrada e velhinha sozinha na floresta que surgiu e depois sumir do nada. Como estavam com medo e queriam sair logo de lá, nem raciocinaram e ajudou o Chico voltar a não acreditar em fantasmas. Velhinha queria sossego e dormir em paz e o barulho na deixavam dormir, sorte deles que conseguiram sair de lá.
O homem deu altos sustos no Chico sem querer, dava mesmo para imaginar que era um fantasma ou um zumbi, só ficou assim por ter também sido abandonado pelo cavalo e ao escapar das armadilhas da floresta, susto tão grande que ficou branco de medo, voltando a pele normal só depois de ter contado o que ele passou com o Chico. O homem foi bonzinho em ajudar o Chico na areia movediça mesmo após tocando goiaba nele, mas também estava perdido e o Chico era a esperança de ele sair da floresta.
Engraçado citação do narrador no primeiro quadro da história sobre sábio chinês que dizia que não acredita em fantasmas porque são muito mentirosos, Chico achar que histórias da Vó Dita eram lorotas não acredita em assombração, e depois fica com medo, o cavalo Azulão e depois outros bichos fugirem com medo dos fantasmas, as caras do Chico assustado cada vez que via o tal fantasma de um homem enforcado e ouvinndo os uivos dos fantasnas, pedir perdão a Vó Dita e ao Azulão por não ter acreditado neles, tacar goiabas no fantasma e depois dizer que acabou com raça dele, a sequência de apuros do homem para ele ter ficado naquele estado, a velhinha surgir mostrando saída para eles e depois sumir só porque não conseguia dormir com barulho e revelação que ela era fantasma e a floresta mal-assombrada de fato.
Um monólogo do Chico, falando sozinho quase a história toda, era muito bom isso, grandes personagens conseguem fazer graça sozinho. Tido indica que foi escrita por Risana Munhoz. Vó Dita costumava contar histórias que realmente aconteceram e ela presenciou, então era tudo verdade, mas Chico não acreditava principalmente as envolvendo assombrações. Vó Dita não apareceu para trama ficar mais resumida, senão podia ter uma a duas páginas no início com ela terminando de contar a história e Chico saindo da casa dela.
Normalmente o Chico nao aparecia com cavalo, era bem raro, ele tem o burro Teobaldo para esses fins. Pena não revelar o nome do homem e apareceu só nessa história como de costume de personagens secundários criados para aparições únicas.
Incorreta atualmente por uma criança como o Chico na mata sozinho com cavalo altas horas da noite passando sufoco com assombrações, entrar em areia movediça, os perigos que o homem sofreu na floresta, principalmente quase ser enforcado com a armadilha, Chico desenhado com nariz grande, além de palavras proibidas "Virgem Maria", "São Crispim", "viadinho" no caipirês dar duplo sentido, "obséquio", "azar".
Traços muito bonitos e caprichados com personagens fofinhos e direito a Chico Bento com narigão, ficava bem melhor assim. Era bom balões de pensamento em tons azulados diferenciando do resto da história e orecurso dos pésde personagensformando elipse quando corriam muito ligeiros. Teve um erro da velhinha fantasma falar de boca fechada no quadro final da história.
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