Em 14 de janeiro de 1996, há exatos 30 anos, falecia a roteirista e desenhista Rosana Munhoz* e então relembro a última história dela publicada em vida, "O Gênio do Sabonete", em que o Cascão encontra um gênio que vivia dentro de um sabonete e precisaria tomar banho para poder libertá-lo e ter todos os seus desejos realizados. Com 15 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 235' (Ed. Globo, 1996).
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| Capa de 'Cascão Nº 235' (Ed. Globo, 1996) |
Cascão pega uma faca para cortar o sabonete, o Gênio pergunta se quer matá-lo e diz que para soltá-lo, tem que gastar sabonete até acabar e aí fica livre. Cascão avisa que nunca tomou banho na vida e nem quer tomar. O Gênio pergunta se ele não tomaria nem para salvá-lo, nem para ficar rico. Cascão recusa, o Gênio fala que depois é só pedir para voltar a ser sujo e Cascão diz que não aguentaria o choque.
O Gênio do Sabonete pede para deixá-lo novamente no chão para outra pessoa achá-lo, salvá-lo e ter todos os pedidos atendidos. Cascão tem ideia de pedir para arranjar outra pessoa para tomar banho no lugar dele, aí salva o Gênio por tabela e realiza os desejos dele.
Assim, Cascão dá o sabonete de presente para Cascuda e pergunta se ela vai tomar banho com ele. Cascuda responde que vai guardar na gaveta com todo carinho na gaveta dela para não gastar. Cascão manda devolver, toma o sabonete da mão dela e Cascuda termina o namoro, mandando o estúpido nunca mais falar com ela. Cascão diz que depois pede para o Gênio para Cascuda ficar de bem com ele e vai procurar um bobão que tome banho.
Cascão pergunta para Mônica se ela vai tomar banho e ela lhe dá uma coelhada para aprender a não ser mal-educado. Cascão diz que não foi, que só ia lhe dar um sabonete para tomar banho e ficar cheirosa e ela dá outra coelhada por achar que estava sendo chamada de fedida e que fedido é ele.
Depois, Cascão encontra o Cebolinha, diz que achou e vai emprestar um sabonete e pergunta se vai tomar banho com ele. Cebolinha diz que agora não, já tomou hoje. Cascão fala para tomar de novo, só para usar o sabonete, Cebolinha diz que está limpo e Cascão o suja com terra. Como está sujo, manda Cebolinha usar o sabonete e ele diz que com prazer, jogando o sabonete na cabeça do Cascão.
Em seguida, Cascão fala para Magali que tem algo para ela. Magali põe sabonete na boca pensando que era coisa para comer e ela o joga no chão. Cascão acha uma boa ideia Magali chupar o sabonete até gastar todo e ela dá uma surra no Cascão.
O Gênio fala que a ideia não deu certo, que é uma pena, não poderá ser amo dele e terá que abrir mão de todos os desejos, a não ser que faça sacrifício de tomar banho. Cascão pensa no que pode ter e aceita, pega tina, água e apetrechos e cria coragem para entrar na tina d'água e não consegue. Toma impulso de correr até a tina e desiste. O Gênio o manda lembrar de todos os desejos, Cascão pergunta se promete fazer voltar a ficar sujo, tenta pular, lembra de algo e desiste voando de volta à superfície.
Cascão diz que entendeu tudo, esse papo de gênio de sabonete é para enrolar, tudo um plano infalível do Cebolinha combinado com a turma para fazê-lo tomar banho, por isso ninguém queria tomar banho. O Gênio comenta que está ouvindo ele falar e Cascão diz que deve ser ventriloquismo ou um gravador escondido. O Gênio pergunta se não vai libertá-lo, Cascão diz que é papo furado e o deixa ali na rua, lamentando que foi acreditar nessa coisa ridícula.
O tempo fecha e começa a chover. O sabonete vai se gastando com a chuva e depois que acaba todo, o Gênio é libertado e comemora que melhor que sem nenhum amo para mandar nele e sai voando. A chuva passa na hora, Cascão sai de casa desesperado falando para o Gênio esperá-lo e lamenta que ficou sem os seus desejos. No final, com dinheiro da mesada na mão, compra todos os sabonetes do mercado e sai falando com eles que são bonitinhos, que é para falarem com ele e que em um deles tem um geninho e a turma vendo a cena acha que Cascão pirou.
História engraçada em que Cascão encontra o Gênio do Sabonete e precisa tomar banho para gastar o sabonete e libertar o gênio para que pudesse ter seus desejos realizados. Cascão adiou ao máximo, tentou ajuda de seus amigos a tomarem banho por ele e não teve jeito de tentar tomar banho, só que lembra que poderia ser plano infalível da turma e desiste. O sabonete é gasto com a chuva, o Gênio é libertado, Cascão descobre que era tudo verdade e passa a comprar todos os sabonetes do mercado pra ver se encontra outro gênio para realizar os desejos dele.
Foi bom o mistério até o final se era ou não plano infalível. De início dava para pensar mesmo que era plano da turma para o Cascão tomar banho, no caso seria um plano de ventriloquismo, e no final foi provado que não, para o desespero do Cascão. O Gênio podia ter falado com os amigos do Cascão confirmando que existia e ver se pudessem ajudá-lo, aí mais um motivo que dava ideia que era um plano deles ou então um sabonete que saiu da história do Bidu, já que pareceu estilo Bidu falando com objetos.
História foi uma adaptação da fábula de Gênio da Lâmpada, em vez de lustrar lâmpada antiga para ter desejos realizados, aqui o Gênio morava em um sabonete e teria que alguém gastá-lo com água para ser libertado. O mais certo quem tomasse banho com o sabonete seria o amo do Gênio, mas ele aceitou a condição do Cascão de alguém tomar banho no lugar dele. Mesmo que alguém tomasse banho, teria que ficar horas tomando banho para gastar um sabonete inteiro, não seria muito agradável também.
O Gênio não disse que teria que gastar sabonete apenas com banho senão não iria ser libertado com a água da chuva sem ninguém ter tomado banho. Como não era necessariamente ser banho para libertá-lo e se um amigo tomasse banho, o Cascão seria o amo da mesma forma, Cascão podia ter pedido a mãe para lavar louça com o sabonete ou simplesmente colocá-lo em uma tina até ser todo dissolvido. Interessante que a chuva acaba bem depois que o Gênio é libertado parecendo ajuda dos céus porque o Cascão não quis tomar banho.
A interação do Cascão com a turma foi boa, muito engraçado ele pedir para Cascuda devolver o sabonete que tinha presenteado já que ela não ia tomar banho, levar duas coelhadas da Mônica porque achava que estava implicando com ela que não tomava banho e que era fedida, Magali colocar sabonete na boca pensando que era comida e por não perguntar o que ele tinha na mão, ainda bem que ela não engoliu de cara, e Magali bater no Cascão depois que sugeriu de chupar sabonete até gastar, quem diria Cascão apanhar justo da Magali.
Foi engraçado também Cascão colocar luva para pegar sabonete, querer cortar o sabonete com faca e Gênio dizer que queria matá-lo, o Gênio mexer no emocional do Cascão que ia perder todos desejos para convencê-lo a tomar banho, Cascão pegar patinho de brinquedo para o banho, voar quando estava pulando na tina para voltar a superfície e escapar do banho. Incorreta atualmente por chantagem de forçarem Cascão a tomar banho sem ele querer, Cascão segurar faca, Magali comer sabonete, Cascão apanhar de todo mundo, ficar de olho roxo e galo na cabeça, levar coelhada explícita da Mônica sem ser só onomatopeia, Cebolinha jogar sabonete na cara, Cascão chamar os amigos de bobões, e absurdo de Cascão voar para se livrar do banho.
Traços ficaram bonitos, meio fofinhos, típicos dos anos 1990. Cores com fundo em degradê como estava padrão desde o segundo semestre de 1995. Teve enquadramento de faixas de 3 linhas e 3 colunas por página, que estava frequente em histórias de abertura da Rosana na época.
Curiosidade dos gibis a partir de de janeiro de 1996 com a volta dos códigos nas histórias que ficaram ausentes entre 1994 e 1995, só que agora em novo formato e até mais simples de decifrar, nessa história foi MSP96CC23501. E, assim, marcou a estreia desse novo formato de código em um gibi do Cascão. Esses códigos assim ficaram até em 2003, voltando a não ter mais no final da Globo entre 2004 a 2006 e retornando depois nos gibis da Panini a partir de 2007, permanecendo até hoje.
* Essa foi a última história escrita pela Rosana publicada em gibi em vida. A roteirista faleceu em 14 de janeiro de 1996, aos 32 anos de idade, vítima de afogamento em acidente trágico quando praticava esporte de rafting na sua folga. Foi uma grande perda para MSP já que naquelas alturas, ela era a que tinha mais produção, já estava escrevendo praticamente todas as histórias de abertura dos gibis e de repente a artista mais titular partiu, abrindo lacuna na MSP. Esse gibi do 'Cascão 235' saiu nas bancas na segunda semana de janeiro de 1996, na primeira semana teve 'Cebolinha Nº 109', 'Magali Nº 171' e 'Chico Bento Nº 234' também com histórias dela. Já os gibis a partir da terceira semana, Rosana já não estava mais com a gente. Quis o destino, a sua última história publicada em vida envolver fábula e plano infalível e, de quebra, piada de Magali com deslize da sua gula exagerada, temas que ela mais gostava de criar.
Mesmo após a sua morte, Rosana continuou com suas histórias publicadas nos gibis por um bom tempo, as chamadas histórias póstumas dela. Entre janeiro e abril de 1996 com os gibis prontos com antecedência e que não podiam mudar e depois seguiram colocando histórias arquivadas dela com boa frequência até em 1999 e de vez em quando podiam ser vistos roteiros inéditos até em 2006 no final da Globo. Inclusive, nos créditos finais de expediente dos gibis tinha o nome de Rosana até em 1999, sinal que ainda tinham histórias póstumas dela com boa frequência. Em 2015, foram publicadas 2 histórias póstumas dela, provando que ela tem muitas histórias arquivadas e poderiam publicar se quisessem e se não privilegiassem tanto o politicamente correto.
Para compensar a ausência dela, ao longo de 1996, Paulo Back passou fazer histórias de aberturas, deram mais espaço para o Flavio Teixeira nas histórias do Parque da Mônica e contrataram o Emerson Abreu para a nova fase da MSP. A partir de agosto de 1996 já começávamos a ver algumas diferenças nos gibis, mesmo que ainda discretas, e primeiras mudanças mais nítidas a partir de 1997.
O que acho louco é que a gente lia as histórias e não sabia que Rosana havia morrido e achava que estava tudo normal. Não tinha internet, a grande mídia de televisão, jornais e rádio não tinha interesse em divulgar e a MSP só anunciou a partir dos gibis de abril de 1996, já que noticias de bastidores da MSP a gente só sabia através dos anúncios nos gibis. Então de janeiro a abril ninguém tinha conhecimento do falecimento dela. Convenhamos também que na época a gente não sabia nem nomes e detalhes dos profissionais da MSP, apesar de aparecerem às vezes em histórias de metalinguagens, mas normalmente não tinham seus nomes revelados nas histórias, afinal Mauricio nunca gostou de dar créditos aos artistas envolvidos em cada história. Ainda bem que a família da Rosana autorizou de publicarem as histórias arquivadas dela que aí a gente pôde conferir seus trabalhos por mais alguns anos, mesmo não sendo em todos os gibis. Morreu nova, mas deu pra fazer história na MSP e no mundo dos quadrinhos no tempo que passou lá.
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Quando a gente pensa que já viu de tudo... Pior que, para variar, a criatura usa cueca samba-canção...
ResponderExcluirA princípio pensei que Cascão estaria atuando na seara do Bidu.
Foi top sugerir à Magali que chupasse o sabonete.
O que Maria Cascuda pretendia fazer com o "presente" fez lembrar dos clássicos sachês que ficavam acomodados nas gavetas para que perfumassem as roupas. Valeu mesmo, Cascudinha! Porque, pode não parecer, mas, a finalidade que daria ao sabonete foi tirada do fundo do baú!...
Pois é, já teve de tudo na MSP, até o que a gente nunca imagina. Eu também cheguei a pensar que tinha entrado em história do Bidu em primeiro momento e no desenrolar que era um plano infalível. Muito engraçado Magali chupar sabonete, eu ri muito nessa parte. Intenção da Cascuda era essa de perfumar gaveta e lembro desses sachês perfumados, já tive, melhor que colocar naftalina, outra coisa que também gostavam de deixar em gavetas.
ExcluirPior q é vdd, agora q reparei. A maioria dos gênios da lâmpada retratados na mídia não tem pernas, então não faria sentido terem roupa de baixo. O desenhista foi genial de quebrar esse padrão!
ExcluirEste também não tem. Apenas dividiu a fumaça da cintura para baixo por conta da peça "íntima" - aspas porque, reparando melhor, vide que sua liberdade dependia de água para gastar o sabonete, derretendo-o, então, não é tão íntima assim, pois está mais para calção de banho do que para samba-canção.
ExcluirGênios são retratados que não têm pernas com fumaça no lugar e isso manteve. Samba-Canção ou calção de banho deve ter sido colocado nessa ideia de ter tido contato com água, que tomaria banho quando o sabonete fosse lavado. E foi uma ideia isso de samba-canção, bem genial e nem tinha reparado antes.
Excluir"(...)a gente. Quis o destino, a sua última história publicada em vida envolver fábula e ☞plano infalível☜ e, de quebra,(...)"
ExcluirUm pouco exagerado classificar como tal, não? Tentar se dar bem às custas da namoradinha e dos amigos não se traduz em plano infalível, foi só a boa e velha faceta malandra do protagonista que não obteve êxito.
Não foi um plano infalível de fato, o que teve foi uma menção à plano, um suposto plano de que o Cascão e os leitores pensavam que não era um gênio de verdade e que era tudo um plano da turma para o Cascão tomar banho. Ficou esse mistério até o final.
ExcluirLembro de uma com gênio que reside em garrafa ou em lâmpada metálica, que quebrou a tradição. Em vez de atender desejos do amo porcalhão que o libertou, preferiu botar pressão, pois queria porque queria que tomasse um banho. Gênio com vontade própria, insubordinado, não é brinquedo, não... Tive o gibi com a história em questão, acho que de 1987.
ExcluirLembro por alto dessa história, mas sem lembrar detalhes, é dos primeiros números do Cascão da Globo.
ExcluirFalei que acho que é de 1987, mas, com sua resposta, puxando mais pela memória, foi isso aí mesmo. HQ do gênio rebelde é de alguma edição de Cascão entre números 5 ao 11 da Editora Globo e talvez seja de encerramento. Não vou cravar, mas, quase certo que não foi publicada antes e nem depois daquelas sete edições.
ExcluirOutra maneiraça neste tema é "Gênios de mau gênio", abertura de Cascão nº30, de 1983. Comédia do tipo pastelão, até um gato foi transformado em gênio. Na minha época "infantojuvenílica" não tive exemplar da edição, atualmente tenho dois, pela CHTM e pela versão original, em ótimo estado.
Conferi aqui, a do gênio pidão é de Cascão Nº 6 de 1987. Legal que você teve esse gibi. O Gênio pediu pra Cascão tomar banho porque er aleitor assíduo da revistinha, lia dentro da lâmpada. Eu lembrava pela colorização, aí só podia ser no máximo até Nº 11 mesmo. "Gênios de mau gênio" também foi muito boa, todo mundo se transformava em gênio. Essa conheci primeiro no Almanaque do Cascão Nº 8 de 1989 e hoje tenho as 3 edições com essa história: original, almanaque Globo e CHTM.
ExcluirGrato pela informação, Marcos. Cascão nº6 da Editora Globo, acho que não esqueço mais.
ExcluirTambém conheci "Gênios de mau gênio" pela republicação de 1989. Fez parte da minha antiga coleção aquele almanaque. Um detalhe curioso naquela HQ é o bullying que Magali desfere na Mônica ao dizer que, como gênia, parece uma minhoca vermelha com dentão.
De nada, esse almanaque também foi excelente. Bullying sempre tinha, era surpresa quando vinha da Magali, não apanhou, mas teve castigo de virar gênio por um momento.
ExcluirPois é, por tirar sarro foi transformada em "minhoca amarela magricela"...
ExcluirCascão, Cebolinha e o restante dos moleques são "bullyingadores" profissionais. Já Magali, ainda mais zoando a melhor amiga, não há como passar despercebida. O mesmo vale para Mônica quando a sacaneia, seja por bater nela por acidente; seja intencionalmente, sendo merecidamente e injustamente; seja por tentar rebaixá-la por competição de ego entre ambas e por inveja da parte da Mônica, enfim, por serem situações raras, enriqueceram roteiros, ficaram inevitavelmente marcantes.
A Magali praticando bullying com a Mônica sempre chama atenção e fica divertido. Os meninos já estamos acostumados, já com a Magali, não. Mônica vacilar e bater por engano ou competir com Magali também era bom e ficava diferente.
ExcluirCom licença, Marcos e Zózimo Humphrey. Tem uma historinha que não sei se é da época de Abril ou se já é do tempo de Globo que Magali surrupia peixinho do aquário que tava na janela com intenção de comer o pobre do bicho e a Mônica o recupera socando olho dela, ali não foi acidente, foi justo, ela fez por merecer. Imagino, como veteranos que vocês são, que conheçam essa inusitada passagem.
ExcluirEdgar, eu conheço, essa é da Abril, foi boa, era sempre engraçado quando a Magali apanhava da Mônica. Em algumas vezes a Mônica batia na Magali de caso pensado, tiveram outras vezes nos anos 1970 e 1980. Mônica podia bater em qualquer um, até na Magali. Os casos que citamos foram os que aconteceram sem querer, sem que tivesse intenção, acontecendo por acaso.
ExcluirPassagem que Edgar trouxe para conversa consiste na primeira vez que vi Magali apanhar da Mônica e, foi primeira no geral, isto é, envolvendo situações dolosas e culposas - intencionais e acidentais - e, quando vi, nem era alfabetizado.
ExcluirComo priorizou sua característica principal ao invadir espaço privado na tentativa de subtrair um indefeso peixe ornamental, colocando amizade entre elas em segundo plano, Mônica agiu pela razão, Magali mereceu o resultado.
Lembrando que, assim como "Gênios de mau gênio", a do peixe cuja vida foi constantemente ameaçada assim que Mônica o adquire e isso infelizmente* serve inclusive como piada de desfecho, foi outra comédia do tipo pastelão.
*Infelizmente para o coitado do personagem, posto que o objetivo da trama foi divertir leitores de todas as idades numa época que chororôs não predominavam. Há nada de errado em sentir pena de figuras fictícias, isso sempre aconteceu com leitores de HQs e com leitores de romances literários, ademais com telespectadores de desenhos animados, de novelas, de séries e de filmes, questão é quando esse tipo de sentimento passa ser problema, servindo de ferramenta para promover, embasar, validar censura.
As duas situações foram boas e em ambas Magali mereceu. Era legal quando ela apanhava merecendo, sem Mônica ter piedade porque era menina ou ser melhor amiga. Não se deve ter pena de personagens, não são gente de vida real, tudo que sofriam era pra dar humor nas histórias. pena esse povo do politicamente correto não pensar assim e por isso não acontece mais nada com personagens, nem meninos apanham, ou quando apanham, é bem de leve sem aparecerem extremamente surrados.
ExcluirEu gosto das histórias da Rosana. Muitas delas viraram desenhos animados depois.
ResponderExcluirEram ótimas histórias dela e de fato muitas viraram desenhos animados pelo tipo de roteiros com cara de animação.
ExcluirQuando eu vi acho que uma história do Chico Bento e a Rosinha em homenagem à Rosana, onde eles contemplavam uma estrela no céu, nem sabia que era em homenagem a ela.
ResponderExcluirAdemais não saquei de prima que aquela historinha faz referência à partida de Rosana Munhoz. Fui saber graças à (I)internet, tanto dessa quanto de inúmeras outras informações provenientes dos bastidores da MSP.
ExcluirEssa história do Chico foi publicada em Mônica 113 de 1996 em homenagem à Rosana e foi escrita pelo Paulo Back. Eu sabia que era com ligação à morte de alguém, mas não que era da Rosana, só fui descobrir depois.
ExcluirOutra que eu não sabia. Como conheci a HQ pela rede imaginava que fosse de algum número de Chico Bento, mas, não, foi publicada em Mônica.
ExcluirEnsejando, ilustração de capa de Mônica nº113 (1996) é alusiva à HQ de abertura, Marcos?
Zózimo, é que tinham histórias do Chico Bento nos gibis da Mônica e Cebolinha, aí pelo visto acharam melhor encaixar no da Mônica por ser a que estava mais longe de chegar nas bancas, podia estar faltando ainda páginas pra fechar o gibi e deu pra encaixar, visto que as revistas da Mônica chegavam mais para o final de cada mês. A capa de Mônica 113 não fez alusão à história de abertura, como chegou nas bancas na última semana de maio, tudo indica foi referência ao Dia dos Namorados que estava próxima, seria aquela edição que ainda estaria nas bancas em 12 de junho.
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirFoi criativo e no final era um gênio de verdade mesmo. Cascão não iria tomar banho mesmo sabendo que era um gênio, daria uma outra desculpa.
ExcluirQue descanse em paz nos trinta anos do seu falecimento. A principal responsável por aquela que acho a 'fase clássica' da Turminha, com a qual cresci, e que me tornou fã deste grupo de personagens. Sabia que tinha falecido, mesmo em criança, mas nunca soube nem imaginei o quanto tinha de influência, nem que era responsável por praticamente todas as minhas historinhas favoritas daquela época.
ResponderExcluirCuriosamente, 1997 foi quando comecei a notar uma mudança nos gibis, numa direcção que já não me interessava tanto, antes pelo contrário. Ainda houve boas historinhas até 1999/2000, mas algo muito mais pontual, com o padrão de qualidade geral a decrescer muito. Pensei ser apenas uma mudança editorial, ou por eu próprio estar a entrar na adolescência - nunca imaginei que pudesse ser pelo fim das historinhas da Rossana nos arquivos.
Pois é, nessa fase ela era responsável por quase todas as histórias de abertura que foram publicadas e eram muito divertidas e bem boladas, faz muito falta. Como em 1997 passaram a ser outros roteiristas a fazer histórias de abertura, aí deu pra perceber diferença, eu também percebi isso. Uma vez ou outra até ainda tinha histórias arquivadas da Rosana, mas não eram todas a sedições e aí dava pra ver diferença. Até que as histórias de miolo ainda seguiam mesmo estilo já que eram os mesmos roteiristas de antes que faziam.
ExcluirOi gente, tudo bem? Dei uma sumidinha, mas cá estou eu de volta. Agora resta recuperar o tempo perdido.
ResponderExcluirEssa história do Cascão, sensacional, apenas sensacional. Um gênio preso dentro de um sabonete, quem pensaria nisso? E foi encontrar logo o Cascão, logo ele. A pior pessoa disponível. E o Cascão simplesmente não tem salvação- nem a promessa de um gênio realizando todos os seus desejos consegue convencê-lo de tomar banho. Se não isso, então nada nunca vai. A parte dele pedindo paras os amigos foi ouro de comédia, cada um melhor que o outro. A Mônica batendo nele, ''Tá me chamando de fedida?" foi incrível, e a Magali comendo o sabonete, e o Cascão sugerindo ela chupar e apanhando de novo. Confesso que até achei que fosse um plano da turma também, então não culpo o Cascão por ter pensado isso. E o gênio acabou se dando bem, uma mera chuva acabou sendo a solução dos seus problemas. É Cascão, marcou bobeira, se deu mal. E o final com ele comprando uma dúzia de sabonetes, para descrença da turma... nunca pensei que fosse ver o dia que o Cascão tocaria num sabonete, muito menos compraria. Ainda mais tantos. Chave de ouro.
Nossa querida finada Rosana Munhoz, que Deus a tenha. Certamente fez muita falta. Era a única roteirista mulher, e a principal responsável por muitas boas histórias que tivemos. TM nunca mais foi a mesma depois. Sempre nos lembraremos dela, e seu legado será eterno. Ainda mais porque ela soube desenvolver muito bem a Magali, que é minha personagem favorita. Engraçado, que quando crianças, nem pensamos em quem escreve as histórias, mas como adulto torna-se muito importante saber. A propósito, quais foram as 5 histórias mais marcantes dela? Daria para fazer um top 5, ou até top 10. Ou quem sabe top 15. Praticamente todas delas foram especiais e clássicas. Estou ansiosa para conhecer ainda mais dela, com certeza deve ter mais no mesmo nível ou até melhores que essa. Obrigado, Rosana.
Concluindo, história impecável. Nota 9,5 para mim.
Muito boa essa, já não bastante um gênio dentro de sabonete, ainda foi encontrar Cascão, se encontrasse outra pessoa, não teria problema pra se libertar. Ele quase convenceu cascão tomar banho só que mais uma vez não tomou. As partes do Cascão com os amigos foram muito engraçadas, achei mais hilário Magali bater no Cascão, tão frágil e consegue bater. Dava pra pensar que era plano, enganou todo mundo direitinho, foi bom pro gênio não precisar ser mandado por alguém. Difícil acreditar que Cascão compraria sabonete um dia, certamente não teria outro gênio, essa sorte não cai 2 vezes.
ExcluirSem dúvida Rosana fez falta, a turma nunca foi a mesma sem ela lá. Conduziu muito bem a Magali tornando uma ótima personagem. É, a gente não sabia quem escrevia, uma pena a MSP nunca ter se interessado em mostrar créditos, a gente não saberia quem eram os profissionais, mas pelo menos os nomes podia. À princípio eu cheguei a pensar em fazer Top 5 com as 5 histórias que mais gostei da Rosana, mas não consigo montar ranking das melhores, são várias excelentes pra decidir qual a melhor, mas não descarto e quem sabe ainda consiga montar.
Até eu ia ficar furioso se me sugerissem chupar um sabonete que nem bala.
ExcluirWarrior of Light, é pra ficar furioso mesmo, Magali teve razão em bater no Cascão.
ExcluirCascão sugeriu, mas, quem involuntariamente deu a ideia para tal, foi a própria que, por pouco, não engoliu o sabonete. Magali não é do tipo que fica se achando, não tem o rei na barriga, a guria é humilde. Em compensação, se engolisse, teria literalmente o gênio na barriga.
ExcluirPara alguém que não é desbocada, lavou a boca no 0800, isto é, sem motivo, fez de graça ou, lavou pela gula, já que esta é considerada como uma forma de pecado. Poderia, por exemplo, ter feito exatamente o contrário, ou seja, falado uns bons palavrões por ter lavado a boca e, Cascão, em vez de apanhar, saísse correndo durante os xingamentos.
Zózimo, se Magali engolisse o sabonete, o Gênio ficaria na barriga dela, aí só cortando barriga pra ele sair. Palavrões seria uma boa, cada um saindo por bolinhas de sabão, aí Cascão sairia correndo.
ExcluirMagali tem lá alguma delicadeza na maneira como se expressa, um jeito relativamente meigo de ser, no entanto, isto não deve ser traduzido como uma forma de fragilidade, até por conta do apetite assustadoramente voraz, que em nada condiz com o de uma menina frágil. Contudo, entendo que, pela magreleza, junto ao jeitinho meio abrandado, contribuam para formar a equivocada impressão.
Excluir"(...)muita falta. Era a única roteirista mulher, e a(...)"
Rosana marcou época, uma profissional diferenciada que foi a mola propulsora de que Magali tanto carecia para despontar como titular. Mas, destaquei este trechinho do comentário da Isabella, porque, foi o que fez lembrar de um nome que compôs a velha e sensacional equipe da MSP: Lúcia Nóbrega também era argumentista.
Zózimo, quando se trata de ser comilona, Magali tem nada de delicadeza e frágil, mas fácil ser considerada um monstro, o posto do seu jeito de ser. A Lúcia Nóbrega era mulher, em época que prevalecia roteiristas homens, mas acho que a Lúcia Nóbrega não estava mais nos anos 1990, pelo menos não vi histórias escritas por ela.
ExcluirHistória muito engraçada como só a finada Rosana sabia fazer, que ela descanse em paz, faz muita falta na msp.
ResponderExcluirÉ, ela sabia criar histórias, sem dúvida fez falta.
ExcluirBoa... não tenho essa edição na coleção e nem nunca tinha visto essa hq antes rsrs
ResponderExcluirPena que você não tenha essa, foi bem legal, quem sabe consiga depois essa edição.
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