Em janeiro de 1996, há exatos 30 anos, era lançada a história "Os tênis da Mônica" em que os meninos presenteiam a Mônica com um tênis, mas, sem ela desconfiar, tinham má intenção em derrotá-la com esse presente. Com 14 páginas. foi publicada em 'Mônica Nº 109' (Ed. Globo, 1996).
![]() |
| Capa de 'Mônica Nº 109' (Ed. Globo, 1996) |
Cebolinha e Cascão cantam Parabéns para Mônica, que diz que não é aniversário dela. Os meninos falam que sabem, é que deu vontade de dar presente para ela: um par de tênis. Mônica gosta, mas diz que não costuma usar. Cebolinha fala que tem sempre primeira vez e pede para provar. Mônica diz que vai guardar com muito carinho.
Os meninos insistem para provar senão vão ficar ofendidos. Mônica coloca os tênis e Cascão fala que nunca pensou que o pezão da Mônica pudesse ficar maior. Mônica quer tirar e eles dizem que tem que ficar usando por causa das primeiras Olimpíadas do bairro que começam amanhã. Eles a inscreveram em corrida, levantamento de peso, salto à distância e arremesso de coelhinho. Mônica diz que não estava sabendo e reclama da inscrição sem consultá-la.
Os meninos perguntam se precisava, ela, a mais forte, mais linda e charmosa, a única que tem condições de vencer e de trazer lindas medalhas. Mônica acha que foi por isso que lhe deram os tênis e eles falam que é para ela treinar, pelo bem do bairro do Limoeiro e perguntam se vão deixá-los na mão, amarelar e matá-los de vergonha.
Então, Mônica passa a treinar, pula corda, levanta pesos e faz corrida. Magali pergunta onde ela vai com tanta pressa, Mônica responde que está treinando para as Olimpíadas do bairro, Magali diz que nunca ouviu falar e Mônica diz que um negócio novo aí, começa amanhã e pede para a amiga para chegar lá para vê-la. Mônica acaba a corrida e pergunta como foi, Cebolinha diz que nada mau, mas pode melhorar, deixa descansar e pede os tênis para lavar e ficar bem bonita cedo amanhã, que será um dia de glória.
No dia seguinte, Mônica toma café-da-manhã rápido e vai ao campinho e quando chega ninguém chegou, não tem faixas, bandeirinhas e acha que é Olímpiadas mixurucas. Chega a Magali e Mônica diz que elas são as primeiras. Depois, chegam Cebolinha, Cascão e Franjinha e Mônica pergunta cadê os juízes, atletas e povo todo. Cebolinha diz que não tem e que o dia de glória vai ser dele, calçando os tênis.
Cebolinha diz que ele deu os tênis e agora mudou de ideia, não tem Olimpíadas, os tênis são invenções do Franjinha, pegam energias de quem os calçar e passam para quem os usar em seguida e, assim, ele está forte como a Mônica e pode derrotá-la. Mônica descobre que foi um plano infalível, fica com raiva de treinar como uma tonta, dá uma coelhada nele, mas não lhe faz efeito.
Mônica e Cebolinha começam a brigar em igualdade de condições. Cebolinha levanta a Mônica e joga contra o muro. Mônica bate nele dando coelhadas sem seguida sendo plantado no chão. Franjinha acha que a cidade não vai resistir e quem vai ganhar será quem estiver menos cansado que o outro. Como Mônica treinou no dia anterior, Cebolinha é o vencedor e derrota a Mônica.
Franjinha tira fotos do momento histórico e Cebolinha diz que isso é para a dentuça aprender a lição que é ele quem manda agora. Cascão pede para o Cebolinha para colocar os tênis e ficar forçudo também. Cebolinha recusa, Cascão reclama muito e Cebolinha deixa usar os tênis. Cascão não bate na Mônica por estar tão por baixo e resolve levantar pedras e só consegue levantar uma pequena de quando ele era fracote.
Cascão exige explicações para o Franjinha, que diz que o Cebolinha gastou toda a energia acumulada nos tênis e que agora estão na fase de recarregar. Cascão reclama bem alto que tênis não dão força permanente, que a Mônica teria que colocá-los toda hora para recarregar e que adianta nada vencer a Mônica só por um dia e se ela quisesse poderia bater neles agora.
Mônica ouve, bate em todos e Magali tira foto após a surra. Cebolinha reclama que não adianta, antes de bolar plano para derrotar a Mônica, tem que bolar um para calar a boca do Cascão. Franjinha diz que vai desenvolver uma invenção que não precise de recarregar. Cebolinha toma os tênis do Cascão e resolve usá-los, não serviram pra derrotar a Mônica, pelo menos vai ficar bonito, e aí Cebolinha fica todo sujo e fedido porque pegaram energia do Cascão e passaram para ele.
História legal em que os meninos dão tênis para Mônica só que era uma invenção do Franjinha de quem usar primeiro passa a energia para outro que usar depois. Mônica usa o tênis, treina para a suposta Olimpíadas do bairro que mentiram para ela que ia ter e depois que Cebolinha usa o tênis passa a ter a mesma força da Mônica e duelam entre si com ele sendo vencedor porque a Mônica estava cansada do treino do dia anterior. Plano é estragado pelo Cascão depois de descobrir usando tênis que o efeito da força é temporária e teria que recarregar com a Mônica sempre usar. Meninos apanham e no final Cebolinha fica sujo depois de usar o tênis que o Cascão usou.
Mônica foi boba em acreditar que teria Olimpíadas no bairro sem ninguém ter comentado antes porque seria assunto do momento algumas semanas antes e nem se tocou que algum interesse por parte dos meninos em lhe dar tênis de presente do nada sem nada por trás disso. Se fosse mais atenta, nem usaria os tênis. Treinou e se esforçou à toa e quase foi derrotada de vez pelo Cebolinha.
A briga entre os dois foi boa, um grande duelo, não à toa que o Franjinha falou que a cidade não iria resistir. Como era efeito temporário, se a briga durasse mais um tempo, a Mônica sairia vencedora. Agora, se a Mônica não estivesse cansada e a invenção não tivesse efeito temporário, ia demorar para sair um campeão e acredito que ela ganharia a luta.
Cascão mais uma vez fala demais e estraga o plano que já tinha dado certo, reclamou tanto que a invenção era uma porcaria sem se tocar que a Mônica estava ouvindo e se deu mal. Se não falasse, a Mônica não saberia que tênis precisavam se recarregados e continuaria achando que o Cebolinha estava forte. Para o Cascão não estragar, era só Cebolinha não chamar para os planos infalível, insiste em chamá-lo, aí que aguente dar errado. Franjinha também tem parcela de culpa, podia ter criado tênis pra absorver energia permanente.
Cebolinha, além de apanhar, ainda ficou sujo no final, não se tocou que como o Cascão tinha usado, os tênis pegaram energia de sujeira dele. Se lembrasse disso, não usaria os tênis depois ou, melhor ainda, não emprestaria os tênis para o Cascão, que aí ele não ia saber que a invenção tinha efeito temporário e não ficaria sujo, seria o ideal para ele fazer. pelo menos, depois que acabasse o efeito, Cebolinha voltaria a ficar limpo sem precisar tomar banho.
Engraçado meninos tapearem a Mônica que ia ter Olimpíadas no bairro, a insistência deles para Mônica usar os tênis, Cascão dizer que o pezão da Mônica ficou maior com eles, desculpa esfarrapadadeles de levar tênis para lavar, Cebolinha dizer "Quanta espelteza!" depois que a burra da Mônica descobriu que era tudo um plano só depois que ele contou, os golpes da briga entre eles, Franjinha falar que a cidade não iria resistir, Cascão dizer duelo de "tantãs", insistência em usar os tênis e ver que não funcionava segurando pedras pesadas e dizer que Cebolinha ficou bonito sujo no final.
Os meninos apanharam, apareceram surrados em dois quadros e na última página já não estavam mais surrados. Era normal isso nas histórias de esquecerem de mostrar os machucados nos quadros após as surras, nem pode considerar como erro isso. Cebolinha ficou bem de tênis, não sei como ainda não tiraram sapatos do Cebolinha e outros que usam sapatos para usarem tênis em definitivo, além de personagens descalços também usarem tênis. Do jeito que povo do politicamente correto reclamam, um dia vão implicar com roupas e calçados dos personagens.
Incorreta atualmente por ter história de plano infalível com meninos enganando a Mônica, fazendo de boba, eles agindo como vilões, absurdos com excesso de força da Mônica, luta entre eles, meninos aparecerem surrados e com olhos roxos, Mônica chamá-los de capetinhas, Mônica com calcinhas à mostra,principalmente no último quadro página 10 do gibi, Cascão fazer apologia à sujeira, achando Cebolinha bonito sujo e podem implicar com câmera fotográfica comum de filme por ser coisa datada.
Foi história póstuma da roteirista Rosana Munhoz, lançada depois de ela morrer. Interessante que a gente lia as histórias sem saber que ela tinha falecido. Anos mais tarde, essa história virou desenho animado no filme "Cine Gibi 2", de 2005, que até seguiu fiel à históriaem quadrinhos original. Muitas histórias escritas pela Rosana viraram desenhos depois já que costumavam ter roteiros com muitas reviravoltas e movimentos e que até serviram de homenagem para ela.
Traços ficaram bons com o estilo consagrado dos personagens. Cores prevalecendo fundo em degradê como estava comum na época. A partir de de janeiro de 1996 teve a volta dos códigos nas histórias que ficaram ausentes entre 1994 e 1995, só que agora em novo formato e até mais simples de decifrar, nessa história foi MSP96MN10901. E, assim, marcou a estreia desse novo formato de código em um gibi da Mônica. Esses códigos assim ficaram até em 2003, voltando a não ter mais no final da Globo entre 2004 a 2006 e retornando depois nos gibis da Panini a partir de 2007, permanecendo até hoje. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
O sujão tem razão! Porém, embora a invenção não fora lá grande coisa, ao menos sentiu o saboroso gostinho de derrotar a dona da rua, ainda que a vitória tenha durado menos de quinze minutos, valeu muito, muito a pena mesmo! E como terminou imundo, seria justo uma troca: que o Cascão desenvolvesse dislalia durante o tempo que ficou calçado.
ResponderExcluirMagali fotografa a tradição, e na bela cena há dois erros: Cascão descalço e Cebolinha com sapato. Entretanto, se permitirem uma inofensiva passada de pano, foi só... "um erro", ou seja, "metade em cada um", pois os pés esquerdos foram acobertados. Portanto, quem garante que um não ficou "meio calçado" e, o outro, "meio descalço"?! Não há como saber...
Cascão teve toda razão, só deu mancada de falar na frente da Mônica, poderia ter esperado ela ir embora pra falar. Tiveram gosto de derrotar a Mônica, mesmo que por pouco tempo já foi alguma coisa. Seria legal que o Cascão desenvolvesse dislalia, parece que enquanto estava com a energia da Mônica, os tênis não absorviam a energia do Cebolinha que estava usando, o efeito deve ter acabado no momento que o Cascão colocou os tênis. Não tinha reparado nesse erro que de Cascão descalço e Cebolinha com sapato na hora da fotografia da Magali. Do Cascão é mais fácil de reparar logo, o do Cebolinha custa mais a perceber. Não dá pra saber se ficou meio descalço ou não.
ExcluirA partir do penúltimo quadro da penúltima página, sai de cena um objeto e, o velho absurdo deve ser levado em conta, aquele que não se restringe à capacidade do Louco em acomodar objetos consideravelmente grandes nos bolsos das roupas, dito isto, será que revelaram* a foto que registra a retomada ao posto de dona da rua? Caso sim, elas levaram a máquina fotográfica ou, pegaram só o filme*. Não há volume em um dos três calções e, se as meninas não a levaram, os moleques deixaram no (C)campinho, por esquecimento.
Excluir**Revelações de fotos, filmes fotográficos, álbuns de fotografias... Boa parte da galera que frequenta este espaço não faz ideia do quão populares foram essas paradas... E a gigante que literalmente cruzou o século XX, a Kodak®, à beira de uma segunda falência por subestimar, por não ter se ajustado ao então novo cenário tecnológico.
A fotografia da Magali foi tirada com a câmera do Franjinha e tudo leva a crer que elas levaram depois a câmera, nem que seja pra mandar revelar o filme e depois devolvem para o Franjinha. Se tivessem levado só o filme, a câmera estaria com os meninos até o final, seria mostrada pelo menos no chão.
ExcluirEssas de filme já são datadas, muita gente de 30 anos pra baixo não conhece e nunca mexeu. Nos anos 2000 teve substituição por câmeras digitais, mas com a popularização de celulares e smartphones logo a seguir, aí essas câmeras digitais perderam espaço, duraram pouco então. A Kodak existe ainda, só que mais pra criação de papeis fotográficos pra revelação e criação de câmeras digitais específicas para fotógrafos profissionais.
No "upa" aplicado pelo adversário, ela diz "Upa!" ou... "UPA!"? Foi uma interjeição ou pressentiu que poderia precisar de uma "unidade de pronto atendimento"?
ExcluirE se ao ser arremessada contra a cerca (ou muro de madeira) proferisse a sigla "SAMU!"? Pela época, provavelmente a turma e os leitores pensariam que estaria chamando pelo apelido de algum "Samuel", para que a socorresse.
Enquanto estava turbinado, não apenas venceu como também não foi abalado pelas porradas dela. Se em estado normal, Cebolinha atingisse-lhe a cabeça com um soco ou uma coelhada, Mônica sentiria a dor do impacto. Portanto, além de absorver e transferir a extraordinária força sem enfraquecer a fonte, a recarregável invenção "blindou" o usuário.
Foi interjeição, sem dúvida, até porque UPA não existia na época, como letras são maiúsculas por padrão, aí pode dar essa confusão. Se falasse "SAMU!" poderiam ter confundido com Samuel, sim. Teve uma blindagem no Cebolinha enquanto estava com energia da força, tanto que não sentiu dor e nem se machucava, já mostrava aí que ele estava na vantagem da força, não seria qualquer coisa que faria derrubá-lo.
ExcluirObservando o que ocorre no terceiro quadro da nona página (11), pensei: "Já vi este filme! Não com Cebolinha ou outro garoto, foi um adulto que Mônica afundara no chão! Mas quem? Quem?"... Através duma boa puxada de memória cheguei em "Julião, o vilão", encerramento de Mônica nº167, Editora Abril. O sujeito é ator, interpreta o malfeitor numa novela que tem Mônica como telespectadora assídua e, por ☞não distinguir ficção de realidade☜*, ao encontrá-lo caminhando pelo bairro, o aborda na base da intimidação e por meio de um soco na moleira o enterra 80%, deixando-o com o peito no nível do gramado. Você tem essa edição, Marcos?
Excluir*Pois é, cara Moniquinha... "Ficção dentro de ficção" e "realidade ficcional", são outros quinhentos... Já essa ótica aplicada na nossa realidade, a "realidade real" "mermo", foi um fator que contribuiu significativamente para que suas HQs sucumbissem...
Eu tenho Mônica 167 da Editora Abril e lembro dessa história, foi engraçado a Mônica enterrar o ator pensando que era um vilão de verdade, sem saber que era tudo ficção. Foi baseada na nossa realidade, mas não deixa de ser ficção dentro da ficção, assim que era bom. Quadrinhos com base em realidade real perdem toda a graça.
ExcluirAinda em Mônica batendo em adultos, "O invencível", encerramento de Cebolinha nº161, de 1986, foi reeditada? E, de novo: você tem exemplar dessa edição?
ExcluirComo volta e meia afirmo, não sou de ter HQs favoritas da MSP e, lógico, das circunscritas ao século passado. Não obstante, "O invencível" está entre aquelas que considero muito, muito marcantes. Quando eu era criança, brigas de bares eram constantes, presenciei ao menos umas cinco. Foi um tempo em que adquirir armas de fogo através do mercado negro não era comum, era algo difícil de se obter ilegalmente, por isso que brigas do tipo raramente terminavam em mortes.
Uma coisa é muito certa: quando guris e, na puberdade, nós que passamos pelos 1980 e pelos 1990, não traumatizávamos com quaisquer coisinhas... À época, os traumas infantojuvenis ocorriam por conta de eventos relevantes... Esse fenômeno que vem se abatendo sobre boa parte da criançada de hoje em dia, meninas e meninos que não passam nem por um quarto do que passamos quando guris e que ainda assim estão fragilizados, histéricos, melindrosos, é porque já faz uma cara (há um bom tempo) que o número de pais e mães com pulsos firmes tem diminuído drasticamente.
Essa história do ator que fazia o vilão Julião Bernardo, infelizmente é atual até hoje. Não sei se ainda é comum, mas o que tinha de gente xingando atores/atrizes que faziam vilões na rua...
ExcluirSim, essa história "O invencível" foi republicada no encerramento de Almanaque do Cebolinha Nº 42 (Ed. Globo, 1997). É legal essa, nunca traumatizei com histórias e realmente brigas em bares era comum. Hoje em dia têm muitas crianças fragilizadas, que se traumatizam com tudo e precisam de tratamento psicológico cedo. Grave!
ExcluirEssa de demonizarem atores por seus personagens extremamente cruéis a ponto de serem hostilizados com xingamentos e agressões físicas infelizmente foi e ainda é uma realidade. Retardamento mental coletivo se intensificou consideravelmente a partir do século XXI, entretanto, arrisco dizer que esse tipo de boçalidade que atrizes e atores sofreram e sofrem com gente adulta que não aprendeu a separar as coisas, foi pior no passado do que é hoje em dia, por incrível que pareça! E não estou me contradizendo, em certas questões acho boa parte da atual sociedade brasileira mais retardada do que era antigamente, mas, na questão específica de vilões e vilãs de telenovelas, cujos atores e atrizes passaram por ofensas e agressões físicas por conta de suas atuações convincentes, no passado, essa mentalidade conseguiu ser pior.
ExcluirO "personagem que o personagem interpreta" não apresenta um segundo nome, não foi citado "Bernardo" na historinha em questão, só Julião. Você deve ter se lembrado de outra HQ, provavelmente do período Globo, Warrior of Light.
Grato pela informação, Marcos! Almanaque do Cebolinha nº42 (1997), devo conseguir memorizar. O tema daquela trama é muito a cara do que foi nossa sociedade lá nos 1980.
Vejam, nunca generalizo, sempre faço questão de frisar que é ☞uma significativa parcela☜ da criançada que está consideravelmente abobada, esse fenômeno vem amplamente afetando crianças de classes mais elevadas. Guris que residem em bairros periféricos, por exemplo, percebo que são menos atingidos por isso, pois ainda brincam nas ruas, se sujam, se machucam e tudo o mais, isso faz toda diferença. Contudo, crianças de bairros do tipo não estão isentas dessa moléstia, o que há é uma incidência menor em comparação com as que residem em bairros considerados nobres.
Acabou não respondendo, caro anfitrião. Você tem exemplar de Cebolinha nº161, de 1986?
A do Julião Bernardo foi de Mônica 185, de 1985, confundiu as histórias, essa foi boa também. Hostilizar atores sem distinguir ficção de realidade eram muito comuns nos anos 1960 e 1970, pessoas ainda estavam acostumando a ver televisão, não tinham muito conhecimentos e sinal que interpretavam tão bem que confundiam os outros. Agora, em pleno século XXI voltar a ter isso, é retrocesso e ignorância com tanta informação que se sabe por aí.
ExcluirDe nada, Zózimo, tenho Cebolinha 161 e o Almanaque 42. De fato, se pareceu com a sociedade oitentista. Crianças mais abobalhadas e que traumatizam com tudo são os da grandes cidades morando em apartamento, já as de periferia e do interior continuam sendo crianças normais.
Estritamente sobre atores de novelas que sofreram e sofrem com retardamento mental coletivo por causa de seus personagens polêmicos, o advento das redes sociais atenuou (atenuaram) significativamente o fenômeno, porque, as agressões, que eram presenciais e também "in loco e na surdina" - como pichações nos muros e paredes das residências dessas pessoas com agressões dirigidas às mesmas, tanto escritas quanto desenhadas - se tornaram basicamente, majoritariamente, virtuais e, essa transição, por pior que possa parecer, pois deu voz(es) para números trocentas vezes maiores de haters, veio a calhar, foi benéfica, positiva, cômoda, acomodou, acolheu os imbecis, distanciando-os fisicamente de seus alvos.
ExcluirNão conheço conteúdo de Mônica nº185 (1985), mas, quem sabe, posso conhecer a HQ com tal de Julião Bernardo, por meio de reedição ou pela via digital, virtual. Não sei, só vendo mesmo.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirSim, virou desenho animado em Cine Gibi 2 de 2005. Os planos do Cebolinha eram inteligentes, pena que sempre tinha um porém pra estragar tudo, maioria das vezes o Cascão. Dessa vez teve Franjinha junto, não foi só Cebolinha e Cascão, foi legal.
ExcluirVirou até episódio do Cine Gibi 2
ResponderExcluirVerdade, o desenho ficou bom também.
ExcluirEssa história eu conheci a vida inteira pelo desenho do CineGibi 2.
ResponderExcluirSim, e o desenho foi criado em cima desta história em quadrinhos.
ExcluirComo sempre o Cascão estragando tudo 😂😂😂 história muito engraçada cheia de reviravoltas, história top como todas que a Rosana fez.Marcos vc acompanha o canal do Bluzico??? Ele tem um canal da Turma da Mônica muito bom de acompanha.
ResponderExcluirSempre Cascão pra estragar tudo, coitado do |Cebolinha. Rosana arrebentava, principalmente as de planos infalíveis. Eu acompanho o canal do Bluzico, muito bom canal dele, sim.
ExcluirAdoro essa história. Conheci primeira a versão animada no Cine Gibi 2, e depois tive o gibi.
ResponderExcluirMeninos dando um presente para a Mônica, sempre bom ficar com o pé atrás. Sempre dá para desconfiar. A tirada do pezão, Cascão é uma figuraça. A história das olimpíadas, realmente bem mal-explicada, se fosse como ficar sabendo só um dia antes? E por que ninguém mais comentara sobre isso? Vindo dos meninos, então... Pense Mônica, pense! Áliais, Magali boba também, nem desconfiou de nada. Mas a parte dela treinando foi até bem divertida, vê-la feito boba treinando tudo aquilo me entreteu bastante. E isso de lavar tênis então... ainda mais o Cascão, já tava cheio de bandeiras vermelhas. Então chegamos a grande revelação do plano: bem inteligente, devo admitir. Poderia de fato ter funcionado se não fosse pelo deslize do Franjinha em precisar de recargar. Mônica e Cebolinha brigando foi sensacional, tenso, muito tenso. Um verdadeiro duelo de ''tantãs'' (hahahaha). Cebolinha levou a melhor, como deve ser bom o gostinho da vitória para ele... aproveite enquanto dure, Cebolinha. O Cascão, sendo simplesmente o Cascão, está sempre lá para entregar tudo, durou nem dois minutos a vitória (apesar de que com ou sem ele, o plano já estava fadado ao fracasso já que a Mônica não ia usar uma segunda vez, culpa do Franjinha). E o castigo final, com o Cebolinha ficando todo imundo e fedorento, há, não poderia ter sido melhor. Isso foi burrice dele mesmo, não se tocou que Cascão já tinha usado. Muito bem feito para ele.
Mais um marco de Rosana Munhoz, mulher era íncrivel no que fazia, foi uma perda inestimável. Mas Deus quis assim.
Essa história continua ótima até hoje, muito boa para ler e reler. Nota 9.
Muito boa mesmo. Mônica não pensou, dava pra desconfiar meninos darem tênis do nada e que teria Olimpíadas lá que ninguém falava dias antes, Magali também poderia ter desconfiado e dado um toque para a amiga. Também nada a ver levar tênis pra lavar, só Mônica pra acreditar. Se os tênis não precisassem recarregar seria perfeito para os meninos. A briga foi ótima, tiradas do Cascão muito engraçadas. Culpa maior do Franjinha de não ter se tocado que tênis precisariam ser recarregados, mas Cascão contribuiu porque senão não saberiam desse recarregamento e podam fingir que Cebolinha ainda estaria forte. Cebolinha deu mancada de usar tênis depois do Cascão, sabendo que absorvia energia de quem usava antes, acabou ficando sujo, bem feito. Grande perda da Rosana, sem dúvida.
ExcluirExcelente história, com o Franjinha fazendo suas invenções contra a Monica, característica marcante do personagem na editora globo. Sinto falta de histórias de planos infalíveis nas histórias atuais, principalmente com a participação de outros personagens além do cebolinha, cascão e xaveco.
ResponderExcluirNão apenas na memorável passagem da TM pela Editora Globo, Allan. Faceta do Franjinha como inventor(-)cientista marcou época também na Editora Abril. Mas, concordo que, se compararmos os dois períodos, o dom dele foi mais frequentemente explorado de 1987 percorrendo toda a década de 1990 e alcançando os sete anos conseguintes - na fase final (2000-2006) confesso que conheço relativamente poucas histórias e, no geral, isto é, não somente as com o pessoal do Limoeiro, aí, não afirmo, falo por dedução.
ExcluirEram boas as histórias de invenções do Franjinha, tiveram bastante na Editora Abril e Globo também. Hoje até tem, só que pouco frequente e sem os absurdos como eram nas antigas. Já histórias de planos infalíveis muito tempo não tem, às vezes citam que vão fazer planos, mas sem mostrar executando, meninos raramente apanham e xingam a Mônica, algumas raras vezes de baixinha e dentuça, mas não chamam mais de gorducha. Tudo sem graça.
Excluir