quarta-feira, 24 de julho de 2019

Cascão Nº 51 / Turma da Mônica Nº 51 - Panini - 2019


Os gibis do mês de julho de 2019 estão especias com histórias comemorativas dos 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa. Todos os gibis principais tem histórias de abertura com algo relacionado à data, menos o do Chico Bento. Então, vou fazer durante esse mês resenha dos gibis que eu comprar e nessa postagem mostro como foram os gibis do 'Cascão Nº 51' e 'Turma da Mônica Nº 51'.

Tem a promoção "Fantástica Fábrica de Quadrinhos" em que vem um cupom para cadastrar o código no site para sortear uma visita aos Estúdios da MSP (10 ganhadores), 10 caixas com diversas revistas e livros e assinatura de 6 meses dos gibis. Nas capas, agora tem um selo de 60 anos da MSP e nas contracapas dos gibis de julho, uma propaganda celebrando o filme "Laços" como se  fosse uma capa alternativa, mostrando o ator/ atriz que fez o personagem no filme ao lado do personagem em quadrinhos em seus respectivos gibis, menos o do Chico Bento..

A seguir mostro como foram esses gibis do Cascão e Turma da Mônica, ambos custando R$ 6,00, com formato canoa e 68 páginas.

Cascão Nº 51

O gibi teve 9 histórias, incluindo a tirinha final. A história de abertura é "A Turma do Cascão". Escrita por Edson Itaborahy e com 30 páginas no total, Cebolinha e Cascão estão comemorando os 60 anos da MSP e Cebolinha tem um plano infalível de chegar ao estúdio da MSP por uma gruta que tem no caminho que é uma passagem secreta para entrar na MSP e alterar as histórias, fazendo com que ele seja um roteirista, derrote a Mônica e seja o dono da rua. Cascão conta o plano para o Capitão Feio, que estava se abrigando na casa do Cascão, pensando que o vilão estivesse se regenerado, e executa o plano a seu favor para mudar a sua trajetória nos quadrinhos.

Trecho da HQ "A Turma do Cascão"

Gosto dessa interação de metalinguagem dos personagens com o pessoal da MSP, apesar que o estúdio apareceu pouco. Foi citado o tempo todo que o Capitão Feio era tio do Cascão como referência de quando ele foi criado no gibi da 'Mônica Nº 31' de 1972 da Editora Abril. os traços até foram bons dentro da atualidade. O que estraga é que não teve nada referente a banho e sujeira, nem o plano do Capitão Feio  não foi para sujar a Terra. Ele sendo o roteirista, ele podia querer sujar o mundo todo.

Trecho da HQ "A Turma do Cascão"

No mais, o gibi segue o padrão atual, misturando  algumas histórias mais longas, outras curtas, com traços e letras de PC. Histórias com secundários foram com: Bidu, Humberto e Penadinho. De destaque, "No mundo da Lua", escrita por Gerson Teixeira e com 8 páginas em que o Cascão e cebolinha brincam de astronautas na Lua no quintal da Carmen da Esquina, até ela descobrir e chamar as mães dos meninos.

Termina com "Ataque em dobro", escrita por Daniel Mallzhen e 8 páginas no total, em que Cascão, Cebolinha e Marina perdem no jogo de futebol com Tonhão da Rua de Baixo junto com o Toninho, um garoto bem parecido com o Tonhão, e a turminha vai atrás deles para descobrir o mistério de quem é Toninho.

Teve presença de um garoto cientista chamado Franjoca, idêntico ao Franjinha, só que com cabelo preto e franjas brancas. No lugar da Marina achava que podia ser algum outro menino com eles, como Xaveco, Titi, Jeremias, por exemplo. Os traços estranhos, muito copiar/colar, expressões iguais e sem vida, pode reparar o Tonhão e Toninho desenhado iguais e as expressões dos personagens iguais também.. Curioso ser falado a palavra "azar" depois de muitos anos essa palavra ser proibida na MSP e ser trocada por "má sorte", sendo que foi uma frase popular famosa  de sorte no amor, azar no jogo e por isso não pode afirmar se voltaram a falar "azar" de forma definitiva.

Trecho da HQ "Ataque em dobro"

A propaganda da contracapa ou capa alternativa celebrando o filme "Laços" ficou assim:

Contracapa celebrando o filme "Laços"

Achei esse gibi do Cascão normal , de especial foi a metalinguagem dos personagens com a MSP nos seus 60 anos de criação e sempre bom ver Capitão Feio nos gibis. Pena é não ter mais histórias do Cascão envolvendo banho, sujeira, lata de lixo, no máximo mostrando citações rápidas, o que desanima bastante nos gibis dele atuais.

Turma da Mônica Nº 51

Com 11 histórias no total, incluindo a tirinha final, é um gibi especial mostrando na história de abertura a turma comemorando os 60 anos dos estúdios Mauricio de Sousa e a estreia nos gibis do autista André. 

O André já tinha aparecido em uma edição institucional de 2003 e depois em campanhas publicitárias institucionais, cartilhas e desenhos da turma envolvendo o tema de autismo e é a primeira vez que tem uma história com ele em gibis. É bom para os leitores terem conhecimento e inclusão social e que um autista pode conviver com qualquer pessoa normalmente sem diferenças e sem preconceitos, além dos próprios autistas se sentirem representados nos gibis. A tendência  é o André aparecer mais vezes nos gibis a partir de agora.

Institucional "Turma da Mônica - Um amiguinho diferente" (2003)

Com o título "Tem lugar pra todo mundo nessa turma", escrita por  Edson Itaborahy e com 21 páginas, eles estão nos Estúdios Maurício de Sousa, recebendo os leitores sorteados da promoção "Fantástica Fábrica de Quadrinhos", entre eles o autista André, que passa a interagir com os personagens de vários núcleos ao entrar nos quadrinhos através de uma passagem secreta que estava nos Estúdios Mauricio de Sousa. Enquanto os personagens estavam indo à MSP, Andre contracena através do seu jeito de ser, principalmente repetindo frase sou palavras que ouve outras pessoas falando, com lição de moral no final.

Trecho da HQ "Tem lugar pra todo mundo nessa turma"

Os traços não foram ruins dessa vez. Tem uma interligação com a história de abertura de 'Cascão Nº 51' em que Cebolinha e Cascão estavam correndo do Capitão Feio, que havia invadido o estúdio e que foi o gancho da mãe do André se distrair por um momento e ele entrar na passagem secreta do estúdio. E durante a história, Cebolinha e Cascão comentam que conseguiram se livrar do Capitão Feio. Ou seja, confirma que a história de abertura do Cascão foi ambientada no mesmo dia da visita dos leitores à MSP. A passagem secreta também apareceu no gibi do Cascão e, com isso, para entender esses trechos seria bom ter os 2 gibis.

É a primeira vez que o Parque da Mônica é retratado nos gibis desde que o parque antigo fechou em 2010. Essa revista passou a ser só histórias normais com a Turma da Mônica na abertura, como um gibi qualquer e nem quando o Parque reabriu, eles não passaram a fazer histórias ambientadas lá. Na verdade, o Parque na história estava como se fosse dentro da MSP para que pudesse mostrar os 2 lugares na história e representar um faro dos 60 anos da MSP e apareceu só no início até o momento do André entrar na passagem secreta para os quadrinhos.

Trecho da HQ "Tem lugar pra todo mundo nessa turma"

Outro destaque do gibi é uma história da Milena com as gêmeas Cremilda e Clotilde. Em "Uma partida limpinha", escrita por Paulo Back e 8 páginas no total, Milena chama as irmãs para jogarem futebol com as outras meninas, mas, além de elas não saberem jogar, ainda implicam que a bola é suja e que o jogo faz muita sujeira.

Primeira vez que não tem Cremilda e Clotilde querendo dar banho no Cascão, ele nem aparece na história, o que tornou bem diferente. Tem momento que as irmãs gêmeas querem limpar a bola durante a partida de futebol com as meninas. Mesmo sendo algo diferente, ainda acho melhores as histórias dos planos de Cremilda e Clotilde quererem dar banho forçado no Cascão a todo custo. E dessa foi uma história com  Milena, já que até agora, ela só tinha aparecido como figurante das histórias e nessa foi uma própria dela. No gibi da Mônica também tem presença dela, interagindo mais. Interessante também ver Aninha nela sem ser em histórias do Titi.

Trecho da HQ "Uma partida limpinha"

Já o resto do gibi foi como vem sendo atualmente, histórias voltadas ao politicamente correto, sempre procurando dar alguma lição de moral e traços e letras feios de PC. Histórias com secundários, no caso dessa revista sem ser dos 4 principais, foram com Astronauta (2 histórias curtas), Bidu e Do Contra. Destaque para a história da Magali chamada "Comidinhas da Magá" (escrita por Alexandre Lourenço e 7 páginas no total) em que ela cria um canal  do "Iutubo" (YouTube), mas Dudu, Mingau e Quinzinho ficam atrapalhando a gravação do vídeo. Fica até uma história moderna com a moda de todos quererem ser youtubers e influenciadores digitais e tem uma mensagem de lição de moral no final. Gostei de ter tido só os personagens da "Turma da Magali", difícil os 3 juntos atualmente.

Termina com a história "Tá tudo bem", escrita por Edson Itaborahy e com 7 páginas no total em que a Mônica encontra o Cascão triste ela fala para mentalizar que está tudo bem para não atrair coisas negativas, mas acaba dando tudo errado para ele assim mesmo e no final uma lição de moral, como não podia deixar de ter.

Trecho da HQ "Tá tudo bem"

A propaganda da contracapa celebrando o filme "Laços", ou capa alternativa como preferir, foi essa com todos os personagens do filme e dos quadrinhos juntos.


Esse gibi "Turma da Mônica" tem também as suas versões em inglês e espanhol "Monica and Friends" e "Mónica y sus amigos", respectivamente. Já estava nos meus planos para comprar por causa da estreia do autista André e do novo Parque da Mônica e com a surpresa da comemoração dos 60 anos dos estúdios Mauricio de Sousa, aí motivou mais a comprar. Boa a sacada também as histórias interligadas entre esse gibi com o do Cascão. Tem um exagero de lições de moral e mostrar bom exemplo como vem sendo os gibis atualmente, o que se torna cansativo, mas mesmo assim não foi ruim na avaliação total. Fica a dica.

Para ver a resenha do gibi do Cebolinha Nº 51, clique nesse link:

Um comentário:

  1. Verdade,falou, é um caminho sem volta. Sempre foi assim na Panini de capa chamativa, mas quando olha por dentro não é nada de mais. Eles querem gibis para até 9 anos de idade e só dando bons exemplos, mensagens com lição de moral no final. É o tempo inteiro com lição de moral. Não gostei nada do Capitão Feio aproveitar o plano e virar um homem de bem, sem querer sujar, em outras épocas ele ia querer dominar o mundo. Melhor do mês do Cebolinha mesmo, pelo menos na abertura foi algo mais diferente.

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