sexta-feira, 7 de maio de 2021

Cebolinha: HQ "Cebolan, O Destruidor"


"Dia das Mães" chegando e em homenagem compartilho uma história em que o Cebolinha quebra móveis da sua casa e faz de tudo para a sua mãe não perceber a arte. Com 11 páginas, foi história de abertura de 'Cebolinha Nº 158' (Ed. Abril, 1986) e republicada em 'Almanaque do Cebolinha Nº 27' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 27' (Ed. Globo, 1994)

Nela, Cebolinha está brincando, se imaginando o "Cebolan, o Destruidor" e fica caçando uma mosca na brincadeira. Quando está prestes a pegar a mosca, falando que ela vai sentir o poder dele, a sua mãe, Dona Cebola, interrompe e complementa que ele vai sentir o poder do chinelo castigador.

A cena de imaginação para e volta á vida real e Dona Cebola pergunta que bagunça  era aquela. Cebolinha diz que queria pegar uma mosca e ela pergunta por que não pegava o chinelo e matava. Cebolinha responde que assim não tem graça e Dona Cebola diz que não tem graça é ele caçar mosca dentro de casa e acertar o aquário que a avó deu ou na televisão ou na cadeira valiosa que ela comprou no antiquário.


Cebolinha diz que "Cebolan, O Destruidor", nunca iria acertar as coisas e Dona Cebola fala que é bom porque senão ele ia entrar no chinelo castigador e manda guardar a vassoura porque não tem mais mosca, e que ela viu o Cascão lá fora e manda brincar com ele. Cebolinha concorda na hora, mas desobedece á mãe e continua a brincadeira sem ela ver. Só que ele escorrega no tapete e a vassoura fica em pé por um momento. 


Ele fica olhando para ela e imagina se cair, vai cair no aquário e vai levar surra de chinelo. Cebolinha corre e pega a vassoura e fica aliviado e resolve guardar vassoura antes que aconteça alguma coisa. Só que ao virar de costas, ele consegue derrubar o aquário e ao mesmo tempo consegue a façanha de queimar a televisão e quebrar a cadeira valiosa de uma vez só, ficando boquiaberto com aquilo.


Cascão vê tudo pela janela e aplaude, achando sensacional o amigo ter destruir tudo aquilo ao mesmo tempo e acha que realmente é um destruidor e resolve chamar a turma para ver e buscar máquina fotográfica. Cebolinha puxa Cascão pelo suspensório e o leva para casa. Cebolinha tem plano de Cascão pintar aquário, televisão e cadeira na parede para a mãe não perceber. Cascão faz em troca de 10 figurinhas, Cebolinha acha que não ficou legal e pretende pagar só 1 figurinha. Cascão não gosta e chama a Dona Cebola.


Enquanto ela não vem, Cebolinha tenta entregar 10 figurinhas e logo em seguida dar 20 figurinhas, seu pião e sua coleção de tampinhas de refrigerantes para ele não contar nada para a mãe. Dona Cebola aparece e Cascão pergunta se ela não está vendo nada diferente na sala. Ela não vê nada e Cascão diz que é o cabelo que ele cortou ontem. Cebolinha fica aliviado, Dona Cebola pergunta se ele está sentindo alguma coisa e ele diz que é só cansaço e vai sentar na cadeira para descansar. Só que esquece que era pintura e acaba caindo.


Dona Cebola descobre que tudo era pintura, fica desesperada. Cascão tenta fugir pela janela, mas é segurado pelo suspensório. No final, Dona Cebola dá castigo de Cebolinha e Cascão pintarem a parede da sala, mas enquanto eles pintam, ficam brincando de "Cebolan, O Destruidor" e "Cascan, O Terrível" e Dona Cebola comenta com o Seu Cebola que acha que não foi boa ideia de dar aquele castigo a eles, achando que eles não aprenderam a lição.


Muito engraçada essa história, o Cebolinha desobedece a mãe em não brincar na sala para não quebrar algum objeto da sala com valores sentimentais e financeiros e acaba quebrando tudo de uma vez. Tenta consertar a arte com plano com ajuda do Cascão, mas a mãe descobre com a sua falta de atenção. Sensacional a cara do Cebolinha quando viu que quebrou tudo, muito hilária.

Se Cebolinha tivesse obedecido a mãe, nada disso teria acontecido, pior foi o prejuízo que deu aos pais. Foi muito divertido ver o Cebolinha se imaginando o "Cebolan, o Destruidor", uma paródia de "Conan, O Bárbaro". De fato, se tornou um destruidor, só que de móveis e aquário. Legal também o Cascão ameaçando contar para Dona Cebola só porque o Cebolinha queria diminuir as quantidades de figurinhas por ter achado ruim o trabalho de desenho dele.

A Dona Cebola tinha é que dar surra neles, pois só pintando parede os meninos ficaram se divertindo de super-heróis do que ser sacrifício pintar. Vai ver que ela só não bateu de chinelo porque não podia bater no Cascão por não ser mãe dele, a não ser fazer queixa para Dona Lurdinha de ter pintado os objetos na parede. Incrível também a Dona Cebola não desconfiar que aqueles desenhos na parede não eram os objetos da casa, absurdos que gostavam de colocar nas histórias.

Impublicável hoje em dia por conta de ter desobediência do filho com a mãe e, principalmente, a ameaça da Dona Cebola de bater no Cebolinha de chinelo. Na época era comum crianças apanharem de chinelo como castigo, mas na sociedade atual os pais não podem mais fazer isso e, consequentemente, cenas assim foram abolidas nas revistas. E mudariam até desenhos da televisão, colocando uma TV LED no lugar para dizer que é uma história atual e tirariam avental da Dona Cebola, por incrível que pareça.

Os traços ficaram sensacionais, foram um show a parte, principalmente vendo Cebolinha e Cascão musculosos como super-heróis, um estilo até diferente e difícil de se ver na MSP. A arte-final do Alvim Lacerda também deu charme a mais, gostava quando as histórias tinham arte assim. Dessa vez a Dona Cebola apareceu de vestido rosa em vez do vermelho tradicional, diferenciou e ela ficou bem assim.

FELIZ DIA DAS MÃES!!!

terça-feira, 4 de maio de 2021

Almanaque da Turma da Mônica Nº 1 - Panini

Nas bancas em abril de 2021 o 'Almanaque da Turma da Mônica Nº 1', o título de lançamento da MSP. Comprei esse almanaque e mostro como foi essa edição e conto as novidades dos almanaques após reiniciarem numeração da nova série.

Quando as revistas mensais reiniciaram numeração em março de 2021, também resolveram reiniciar os almanaques, que estavam no "Nº 85" em janeiro e fevereiro de 2021. Eles não reiniciaram almanaques em 2015 com a segunda série das mensais, deixando para fazer isso agora. Eu achei uma pena porque nunca vamos ver almanaques estampando "Nº 100" na capa e estavam bem próximos. Até hoje, só Mônica que conseguiu chegar ao "Nº 100" na Editora Globo, em 2004, e Cebolinha, Cascão e Chico Bento quase chegaram, mas tiveram que terminar no "Nº 96" em 2006 com a troca para a Editora Panini no ano seguinte.

Com o reiniciamento, os almanaques tiveram várias novidades. Passaram de 84 para 100 páginas e custando R$ 9,90 (antes custavam R$ 7,90). Todos tiveram selo de edição de lançamento, personalizados com cada personagem. O design das capas estão diferentes, com ar mais moderno, tiraram a moldura colorida grande e deixaram todos com bordas brancas e dando mais valorização ao desenho e sem personagem ao lado do logotipo, ficando expandido como nas antigas e em HD. Isso foi bom porque aquelas molduras estavam desde 1993 e já tinham dado o que falar. Também não mostram mais preço, códigos de barras, QR Code nas capas, ficando tudo isso nas contracapas. 

Capas dos Almanaques "Nº 1" (2021)

Agora, a mudança mais marcante, foi que agora os almanaques não tem mais lombada quadrada e todos são com formato canoa com grampos, a exemplo que aconteceram com as revistas mensais, que como todas têm agora 84 páginas, todas deviam ter lombadas. Desse jeito, ficaram com aspectos pobres, ar decadente, querendo economizar no custo das lombadas quadradas e nos almanaques mais estranhos vê-los assim, é como eu estar vendo almanaques antigos da Editora Abril como Gugu, Trapalhões, Menino Maluquinho, que de repente mudaram para canoa antes de serem cancelados de vez. 

As lombadas ajudavam na organização e deixavam as revistas retas, achava bem melhor. Nas revistas mensais, justificaram ser formato canoa porque os desenhos das capas se expandem com a contracapa, mas nos almanaques não tem isso. As contracapas são propagandas normais, um pouco ajustada para colocarem preços, códigos de barras, QR Code no rodapé de cada contracapa. Podiam ser pelo menos uma ilustração do personagem principal. Por isso não deu para entender tirarem as lombadas.

Capa não estende desenho com contracapa

Frontispícios na página 3 continuam, só que nenhum fez menção ao reiniciamento de numeração, só destaques a histórias de abertura. Com o aumento de páginas, aumentaram páginas de passatempos. Agora são 8 páginas de passatempo, antes eram 4. Como não tem outras seções extras como aconteceram nas revistas mensais que passaram de 68 para 84 páginas, até que almanaques tiveram mais páginas com histórias, de fato. Bem que podia ter seção de tirinhas clássicas no lugar de tantos passatempos.

Passatempos com novo layout

Continuam sem mostrar a fonte de quais edições as histórias originais saíram. Já que reiniciaram, podiam passar a colocar isso. Nos almanaques da Editora Abril e os da Globo entre 1996 a 2003 tinham, através de códigos. Na Panini não teve na primeira série de almanaques e perderam oportunidade de colocarem agora, infelizmente.

No expediente final não mostra a numeração real dos almanaques contando todas as editoras junto com a numeração atual como fizeram nas revistas atuais. Foi o apenas o Nº 1 atual. Esse da Turma da Mônica por ser lançamento, tudo bem, mas os outros podiam ter a numeração real, seria melhor.

Expediente final dos almanaque não mostram numeração real

A periodicidade dos almanaques continuam a mesma. Continuam bimestrais, com Mônica, Cebolinha e Cascão publicados nos meses ímpares e Magali e Chico Bento, nos meses pares. E foi lançado agora o 'Almanaque da Turma da Mônica' no lugar dos almanaques da Tina, Penadinho e Bidu & Mingau, que foram cancelados. Esses almanaques de secundários nos últimos anos, eram semestrais para cada personagem (Tina saía em fevereiro e agosto, Penadinho saía em abril e outubro, e Bidu & Mingau, em junho e dezembro) e no final das contas sempre eram 3 almanaques cada mês. Fora que outros secundários que também chegaram a ter almanaques por um período e foram cancelados há algum tempo. Então, resolveram cancelar todos que ainda existiam e criar um único almanaque com histórias só com secundários para diminuir títulos a serem produzidos e ficarem em circulação nas bancas.

Desses novos almanaques "Nº 1" comprei só esse da Turma da Mônica por ser novidade, já os outros não comprei, mesmo sendo Nº 1 por que não me agradaram como um todo ao folhear nas bancas. Todos com histórias só dos anos 2000, entre 2002 a 2006 (últimos da Globo), só Cebolinha que ainda teve uma ou outra do final dos anos 1990, os demais só anos 2000. Para ter uma ideia, histórias de aberturas da Mônica e Magali foram de 2005 e Cascão e Chico Bento, já estão em 2004! Só Cebolinha que foi 1999, sendo que já havia até sido republicada antes na própria Panini e miolo repleto de 2002 em diante.

Curioso que eu não tenho almanaque dos 5 personagens principais da Panini até hoje. Nenhum. As histórias dos anos 2000 não me interessam e quando republicavam histórias da Globo dos anos 1980 e 1990 eu já tenho as originais, fora os riscos de alterações em relação a originais a favor do politicamente correto. Como não comprei os outros, a resenha nesse post vai ser só desse 'Almanaque Turma da Mônica Nº 1'.

Capas do almanaques não tem mais lombada quadrada

Falando então sobre essa edição, a distribuição chegou aqui dia 23 de abril, poderia chegar junto com os almanaques da Magali e Chico Bento, mas chegou mais de 1 semana depois. A capa faz jus a uma edição "Nº 1" com alguns secundários que já tiveram almanaques cancelados vendo ilustrações ancestrais deles que estão chegando na caverna do Piteco. Pena Papa-Capim e Jurema apareceram de roupa, como nova ordem da MSP de modernizarem a tribo dele. O selo de lançamento foi com Milena, em outros tempos, fariam com o Mauricio de Sousa. O almanaque abre com frontispício dando destaque à história de abertura, com ilustração tirada da própria história, do estilo copiar/ colar ao invés de criar uma nova ilustração.

Frontispício da edição

Foram 17 histórias no total, incluindo a tirinha final. Todas as histórias são entre 2002 a 2006, as últimas da Editora Globo, assim como foram nos outros almanaques "Nº 1" de março e abril. As histórias dessa fase acho a maioria com desenhos feios, não tinham mais tanto capricho, com raras exceções embora ainda feitos a mão. Os roteiros até um ou outro pode agradar, mas os traços desse jeito acabam desanimando em ter.

Tiveram histórias de quase todos os núcleos de turmas de secundários do Mauricio, inclusive Horácio, e, além deles, ainda tiveram de alguns secundários da Turma do Limoeiro, como Jeremias e Anjinho. Só não teve história do Chico Bento entre os universos da MSP porque, provavelmente, é para ter histórias com quem não tem revista mensal fixa própria e, aí só apareceria se fizesse figuração em alguma história de crossover com outro personagem. Pode ser que nas outras edições coloquem alguma curta do Chico, quem sabe tirinha final, pelo menos.

A presença de Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali foram só nas histórias do Mingau e Anjinho e curioso que eles eram secundários nas tramas, o protagonismo eram dos amigos da turma, isso ficou interessante. Só a tirinha final que teve protagonismo da Mônica, até porque maioria das tirinhas eram dos personagens principais de cada revista. Ainda assim, se pesquisassem melhor encontrariam alguma com Bidu, Penadinho, Anjinho, por exemplo. Nessa edição, então, teve histórias com Mingau, Penadinho, Jeremias, Papa-Capim, Teveluisão, Turma da Mata, Horácio, Rolo, Astronauta, Dona Morte, Piteco e Bidu. 

Alguns núcleos tiveram mais de uma história na edição. Turma da Mata tiveram 2, sendo uma com a turma toda e protagonizada pelo Jotalhão e outra só com Coelho Caolho. Turma do Penadinho tiveram 2, sendo uma protagonizada pelo Penadinho e presença dos outros do seu núcleo,  e a outra só com a Dona Morte. E o Bidu teve 3 histórias, sendo 2 delas com o Zé Esquecido. Histórias mudas foram só 2, uma com Bidu e outra com Horácio. Eram bem comuns nas revistas dos anos 2000 encherem de histórias mudas longas, pelo menos nessa edição foram poucas. No Almanaque da Magali, por exemplo, encheram de histórias mudas assim.

Analisando algumas histórias, a de abertura foi "Rabo de lagartixa" do Mingau, tirada de 'Magali Nº 347', de 2002. Nela, Mingau, cansado de ser puxado pelo rabo, prega peça na Magali e seus pais, fazendo com que eles pensam que arrancaram o rabo quando puxam, igual quando segura uma lagartixa pelo rabo. É até engraçadinha a história, tem também seus momentos educativos, não gosto mesmo são dos traços assim com direito de tracinho da curva dos olhos saírem do rosto quando estão assustados e Mingau com dente de fora o tempo todo.

Pode notar que mesmo sendo história do Mingau, teve a presença da Magali da Turma do Limoeiro, só que como secundária. Acho que tendência nos próximos números começarem com algum personagem secundário do Limoeiro para ter presença de Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali na abertura, mesmo que de forma secundária.

Trecho da HQ "Rabo de lagartixa" (2002)

Papa-Capim teve presença em "Todo mundo vai entrar na dança" ('Parque da Mônica Nº 142', de 2004) em que Pajé, Papa-Capim e os outros índios fazem dança da chuva para conter a seca na tribo. Uma coisa que não dá pra entender que agora colocaram roupa no personagem e modernizaram a tribo dele, mas nos almanaques pode aparecer sem roupa, não fazem alteração. Interessante que todos os novos  almanaques Nº 1" tiveram histórias dele e sem alterações. Se pode nos almanaques, poderia nas mensais tranquilo. Hoje, Papa-Capim está praticamente um personagem esquecido nas revistas mensais novas, colocando Os Amazônicos no seu lugar e os indiozinhos desse núcleo aparecem sem roupa. Sem noção.

Trecho da HQ "Todo mundo vai entrar na dança" (2004)

Teveluisão foi a grande surpresa de colocarem história dele. Já estava sumido na época e aparecia só de vez em quando, bem raramente. Na história "Tantas opções" ('Parque da Mônica Nº 140' , de 2004), Teveluisão fica deslumbrado com a TV por assinatura na sua casa, várias opções de canais que aí que não saía mais de casa. Apareceu só ele, foi um monólogo com ele e bem divertida. Os grandes personagens e mais carismáticos conseguem fazer graça sozinho. Até os traços ficaram bons nessa, para mim foi a melhor da edição. 

Porém, teve alteração na televisão, em vez de colocarem uma TV tubo, redesenharam a história toda mudando para uma TV LCD para ficar mais atual, fora que mudaram toda a colorização da história, desde cor do título até mudança de sofá roxo para verde, cor da calça do Teveluisão de branca para verde e alguns fundos do cenário, por exemplo. Incrível que hoje até com TV de tubo implicam e fazem alterações, chega ser bizarro. Parece que foi a única mudança nesse almanaque, pode ter tido outros em relação a colorização, mas a de mais grave com certeza foi essa da televisão. Lembrando que histórias de qualquer época podem ser alteradas, não é porque é anos 2000 e aparentemente não ter coisas incorretas que não iam mudar, sempre implicam com alguma coisa, já tiveram histórias da Panini de almanaques alteradas.

Comparação da HQ "Tantas opções" (2004): alterações de desenho TV tubo para LED e de cores 

Destaque também para Jeremias com "Revista de super-herói" ('Cebolinha Nº 239', de 2006) em que ele se sente verdadeiro super-herói quando lê seus gibis. Nessa o Titi aparece de bermuda grande por ser da fase da Turma do Bermudão.  Turma da Mata com "Os lenhadores noturnos" (Mônica Nº 229, de 2005), em que o Jotalhão não consegue dormir com um barulho grande, pensando que estão serrando madeira na mata. A outra do Coelho Caolho, "Não falta nenhum!" ('Mônica Nº 244', de 2006) com ele com dificuldade de contar os filhos enquanto faziam atividades. E em "O esquecidinho" ('Cascão Nº 418', de 2003), Bidu apresenta o Zé Esquecido ao Duque e Zé esquecido esquece de como sumiu por tanto tempo. Essa parece ser a volta do personagens às histórias do Bidu, com eles voltando a se contracenar, na verdade, ele aparecia em tiras de jornais dos anos 1970, mas em gibis normais nunca havia aparecido até então.

Trecho da HQ "Os lenhadores noturnos" (2005)

As outras histórias achei mais simples,. foram mais curtas, típicas de miolo, consideradas mais normais para os padrões da sua época. O almanaque termina com a história "Focinho para baixo, queixo para cima" em que o Zé Esquecido fica no dilema se deve andar olhando para baixo ou olhando para cima e Bidu e outros cachorros cada um ficam dando conselho diferente e o Zé Esquecido acabava se dando mal. Essa foi legal. E uma tirinha final muda com a Mônica.

Trecho da HQ "Focinho para baixo, queixo para cima" 

Como podem ver, almanaques ficaram mais pobres sem lombada quadrada e bem caros, excesso de passatempos, podiam ter ter fonte de quais gibis saíram as histórias originais e ter histórias mais antigas, nem que fosse uma como uma "seção nostalgia" colocando uma antiga da Editora Abril ou ter tiras de ornai clássicas de todos os tempos. A tendência é permanecer assim para depois colocarem histórias da própria Panini. Ponto positivo pelo design de capa, tirando aquelas molduras que desvalorizavam as ilustrações. Foi boa a ideia de ter esse 'Almanaque da Turma da Mônica' bimestral só com secundários, embora gostava dos títulos individuais para cada personagem. A edição foi regular, se as histórias fossem mais antigas, seria melhor. Comprei por ser verdadeira "Nº 1". Fica a dica. E vamos ver se esse título continuará nesse estilo nas próximas edições, principalmente não dando destaque a Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento como foi nessa. 

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Cascão: HQ "Influências Opostas"

Em abril de 1991, há exatos 30 anos, era lançada a história "Influências Opostas" em que o Cascão tem contato com o vizinho Renato, um menino com paranoia de limpeza, o oposto do Cascão. Com 11 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 111' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Cascão Nº 111' (Ed. Globo, 1991)

Nela, é apresentado o Renato, um menino asseado demais que chora até quando suja as mãos ao comer um bolo de chocolate. Mostra também Renato desesperado por ter sujado camisa com tinta enquanto estava pintando, querendo trocar imediatamente, não pega o cãozinho que ganhou dos pais para não se sujar de pelos e fica com nojo quando uma amiguinha toma suco com o canudo que ele estava tomando e manda a mãe levar outro canudo, custando a amiga dar soco nele e perder amizade.

Os pais ficam preocupados que Renato não sai de casa para brincar só para não se sujar e resolvem se mudar para um lugar com mais espaço e ar puro para o filho não ter uma vida fechado em um apartamento e, então, a família se muda para o bairro do Limoeiro perto da casa do Cascão, que não é nada asseado.

Dona Lurdinha dá bronca no Cascão por estar comendo bolinho de mãos sujas e ele diz para mãe que não dá para tirar as mãos para comer. Dona Lurdinha diz que bastava só lavar e Cascão diz que é mais fácil tirar as mãos do que lavar, irritando a mãe. Ela avisa que chegou um novo garoto no bairro, que é muito asseado, e queria que o filho fizesse amizade com ele. Cascão diz que vai assim que comer o bolinho que caiu do chão.

Renato se incomoda com o entra-e-sai da mudança da casa nova e queria ver tevê sossegado. Quando Cascão se aproxima, Renato pensa que se mudaram perto de um depósito de lixo e quando vê que o cheiro vem do Cascão, sobe desesperado em uma árvore para se afastar dele. Cascão pensa que ele é tímido e Renato pergunta o que aconteceu com o Cascão para ficar tão sujo daquele jeito. Cascão diz que se esforça para ficar daquele jeito, Renato acha um horror e só desce da árvore porque Cascão prometeu não tocar nele.

Renato pergunta se Cascão nunca tomou banho e como consegue viver sem banho. Cascão diz que não suporta água e pergunta como ele consegue tomar um banho por dia. Renato diz que toma 3 por dia e morando lá agora, vai passar a tomar 6. Cascão pergunta o nome dele e convida para jogar futebol. Renato recusa por várias razões, como sujar sapato, roupa, mãos e junto com Cascão vai se sujar mais ainda.

Cascão o acha um menino bobão, se tem medo de se sujar nunca vai se divertir, nunca vai sentir emoção de correr, pular, sentir vento no rosto, suor depois de um jogo de bola, etc. Vai ficar parado o resto da vida para não se sujar e com um espanador para não juntar poeira. Ele é sujinho, mas curte a vida e tem muitos amigos que tomam banho e não tem nojo dele e vai convidá-los.

Renato vê os meninos felizes  jogando bola, corre e se convida para jogar futebol com eles. Renato até joga bem, dá dribles bons e  até faz gol de bicicleta. Depois, Cascão e Cebolinha brincam de "siga o chefe", de alpinistas, de selva, pulando em árvores e galhos, de balanço com pneu velho e, por fim, tomam um guaraná, todos tomando no mesmo copo. 

Os pais do Renato veem e adoram vê-lo brincando como uma criança normal. Renato chega em casa exausto e vai tomar banho e a mãe pergunta se o banho não é mais gostoso depois de uma tarde de brincadeiras. Renato diz que foi graças ao Cascão, falando à mãe que é um menino que nunca tomou banho. A mãe fala que ele não sabe o que está perdendo  e dá ideia a Renato ir à casa do Cascão convencê-lo a tomar banho.

Renato se espanta que Cascão não se lavou nem depois das brincadeiras e fala que a água é boa e não conhece a sensação refrescante de tomar um banho.  Como Cascão lhe ensinou a não ter medo de se sujar, ele está querendo retribuir o favor e resolve dar um empurrão no Cascão para cair na banheira. Quando Renato empurra, há um mistério do narrador falando se finalmente Cascão tomou banho e no final, vimos que Cascão se abaixou e Renato quem caiu na banheira e Cascão fala que ao contrário do Renato, ele não está preparado para mudar, ainda.

Uma história muito legal com o Cascão lidando com um garoto que era oposto a ele, que tinha aversão à sujeira  e tinha medo de se sujar. Renato só mudou de ideia depois do discurso do Cascão que com aquele medo não ia curtir a vida. Ele só não conseguiu tirar o medo de água do Cascão no final, por ele já ter uma cabeça bem resolvida. Cascão tem em mente que um dia vai tomar banho, mas não estava preparado naquele momento, diferente do Renato que ele ouviu as palavras certas no dia que ele estava preparado para mudar de comportamento.

A história também serve de recado a mães que deixam os filhos em apartamento, não deixam sair para brincar na rua com  medo de se sujarem, se machucarem e, assim, eles não curtem a infância. Na história até que a ideia partiu da própria criança, os pais eram contra vê-lo só dentro do apartamento e se mudaram para o bairro do Limoeiro para ver se o filho se enturmava com outras crianças, mas na vida real são os pais que têm essa ideia na maioria das vezes.

Foi divertido ver o Cascão defendendo o seu jeito de ser sujinho, sendo vem abusado, respondendo à mãe que não dava para tirar as mãos para comer bolinho e mais fácil isso do que ele lavar as mãos e respondendo ao Renato com pergunta semelhante de como Renato consegue viver tomando banho todos os dias. Esse era o verdadeiro Cascão, hoje em dia mudou muito e lava as mãos tranquilamente sem medo e faz apologia á limpeza. Também tem cena considerada uma das mais incorretas de todos os tempos de ele querer comer o bolinho que caiu no chão e a mãe aceitar. Hoje em dia, cena inaceitável e chegou a ser alterada quando foi republicada na Panini. A violência da menina dando soco na cabeça no Renato também não é aceita mais nas revistas atuais.

O Renato só apareceu nessa história, como de costume personagens secundários assim, mas na época eu até pensava que seria um personagem fixo, visto que tratava como um novo vizinho que tinha se mudado para o bairro do Limoeiro. Podiam ter continuado com a personagem, mesmo com ele curado da sua mania de limpeza, mas podiam ter histórias com ele querendo dar banho no Cascão para se vingar desse final ou ajudando nos planos infalíveis do Cebolinha contra o Cascão ou até mesmo ser secundário nas histórias de futebol e brincadeiras, pois vimos que ele jogava bem, mesmo que nunca havia jogado futebol na vida antes.

Foi legal ver narrador-observador contando partes da história e o suspense dele para ver se Cascão tomou banho ou não, sempre eram divertidos quando tinham narrador nas histórias. Curioso o carro de mudança se chamar "Zás-Trás", uma espécie de homenagem á revista "Zaz Traz" da Editora Continental  onde Mauricio de Sousa publicava primeiras histórias do Bidu em 1959 e 1960. Nas propagandas inseridas nas histórias, dessa vez nas laterais com o Grupo "Ama", escola de música, bem frequente nas revistas de 1991.

Os traços muito bons, com direito a só curva nos olhos quando estavam bem brabos, embora teve erro de colorização em alguns momentos pintando de branco os olhos do Cascão, normalmente não pintavam quando eles tinham essa expressão, mesmo assim ficaram bons da mesma forma. No expediente final da revista informa que foi uma edição de março de 1991 erradamente, pois foi de abril, inclusive foram 3 revistas do Cascão no mesmo mês de abril por conta de calendário, no caso, as edições Nº 110, 111 e 112. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Capa da Semana: Mônica Nº 32

Uma capa com Mônica e Cebolinha na Inglaterra, com Mônica dando em cima do Cebolinha, que estava como um soldado inglês. Destaque para a roupa da Mônica, bem estilo à Madonna dos anos 1980, ficou bem legal.

Essa capa foi uma das séries de capas em sequência de 1989 tiradas de uma coleção de cadernos com os personagens viajando para outros países. As capas de Mônica Nº 29, 30, 31 e 32 e mais 'Cascão Nº 63' foram dessa coleção de cadernos e que até tinham propagandas nas revistas na época.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 32' (Ed. Globo, Agosto/ 1989).

sábado, 24 de abril de 2021

Magali Nº 2 - Panini - 2021


Nas bancas, 'Magali Nº 2' lançada em abril de 2021 pela Editora Panini. Nessa postagem mostro como foi essa edição.

A revistas da MSP tiveram numeração reiniciada em março de 2021 formando uma terceira série na Panini. Após o reiniciamento, revistas da Magali passam a ter 84 páginas, formato canoa (não tem mais formato lombada quadrada as revistas com 84 páginas), com 1 página de seção de correspondências, mais 9 páginas de passatempos e  as seções "Turma do Mauricio" (mostrando fichas dos personagens) e tiras clássicas a partir dos anos 1960, custando R$ 7,90. Com essas inclusões, acaba tendo a mesma quantidade de páginas com histórias de antes quando tinha 68 páginas, pagando mais.

Na distribuição chegou aqui dia 9 de abril, uma data de média que costuma chegar as revistas nas bancas. A capa com logotipo em HD e com alusão à história de abertura com extensão na contracapa para justificar preço, código de barras, QR Code e selos não aparecerem na capa. 

Capa com desenho se estendendo com a contracapa

A revista tem 9 histórias, incluindo a tirinha final,  e a história de abertura é "Não perca o bonde da história", com 24 páginas. Escrita por Edson Itaborahy e dividia em 3 partes, a turminha é convidada pelo Ariovaldo a entrar em um bonde em que eles se tornariam celebridades conhecidas mundialmente e vários seguidores, cada um com sua especialidade, para entrarem na História da Fama. Mônica se tornou cantora, Cebolinha, um pintor, Cascão, um jogador de futebol, e mais a tarde a Magali, uma chef de cozinha.

Só que essa fama a qualquer custo era passageira e a intenção não era para eles "entrarem na História" e serem conhecidos e ficarem lembrados para sempre por uma carreira de sucesso e, sim, por uma tragédia ou notícia ruim bombástica sobre eles. Tipo, alguns famosos na vida real que deixam de ser famosos e depois de alguns anos são lembrados só por coisas ruins que aconteceram com eles nos bastidores e que foram mais impactantes que a carreira no auge. E a história também dá recado a pessoas que querem ser celebridades a qualquer custo, fazem de tudo para serem famosas.

Trecho da HQ "Não perca o bonde da história"

Até que achei um tema bem interessante e atual para alertar pessoas assim que querem fama repentina e o tombo pode ser feio. Ficou melhor após a reviravolta dos personagens se darem mal após terem seus minutos de fama. Gostei do vilão Ariovaldo, teve direto até assinatura de contrato com os personagens quando entraram no bonde mágico, se fosse criada na fase incorreta, o vilão até poderia ser um diabo disfarçado, mas nessa história colocaram como um bruxo. Ele ainda prometeu que ia voltar, então tem possibilidade desse personagem voltar nas revistas no futuro.

Pode-se dizer que teve situação incorreta da turminha entrar em um bonde de uma pessoa que não conheciam, aceitarem carona de desconhecido. Pelo visto deixaram passar isso. Os traços não ficaram ruins, quando tem arte-final de Kazuo Yamassake, os desenhos ficam bons. O final que podia terem colocado uma piadinha em vez de mostrar lição de moral e mensagem educativa, coisa que está predominante nas revistas atuais, mas no geral achei uma boa história para os padrões atuais.

Trecho da HQ "Não perca o bonde da história"

No resto da revista segue o estilo atual com traços e letras de PC e voltadas ao conteúdo didático e dar lição de moral e continua em todas as histórias um texto "Mauricio Apresenta" antes de cada título. Foram poucas histórias da Magali, pouco espaço na própria revista, o que vem acontecendo nos últimos anos, devia aparecer mais, e dessa vez sem muito foco em comida. De secundários, tiveram histórias com Tina, Dorinha, Dudu com Anjinho, Turma da Mata e Mingau. Na história da Tina, "Mantendo-se no agora", de 6 páginas, Tina tenta mostrar para Pipa, Zecão e Rolo que eles devem focar no presente e não ficarem pensando no que aconteceu no passado e não se preocupar com o futuro, com coisas que podem nem acontecer.

Trecho da HQ "Mantendo-se no agora"

Em "Fios brancos", de 2 páginas, Magali encontra e fica arrancando fios de cabelo brancos dos seus pais. Em "Para onde eu vou?", de 4 páginas, Dorinha fica indecisa se vai lanchar uma maçã ou um bolinho e Xaveco tenta ajudar. Tem participação da Magali nessa, mas o foco maior é da Dorinha e Xaveco. Durante a história teve mensagem educativa, mas até que teve piadinha no final.

Trecho da HQ "Para onde eu vou?"

Em "Os agentes", de 5 páginas, Dudu pede para o Anjinho buscar seu boneco que um pombo levou para um casarão abandonado com mensagem durante a história. Essa foi a única história que a Milena participou e foi só alguns quadrinhos no final, pelo menos não ficou uma série de histórias com ela, pelo menos nessa revista. Em "Se eu fosse igual a eles...", de 4 páginas, Jotalhão fica imaginando como seria se ele fosse como os seus amigos bichos; 

Mingau teve 2 histórias nessa edição. Em "Mingau X ginasta X carro X avestruz", de 5 páginas, ele fica brincando com bonecos que encontravam onde andava pela casa. E em seguida, na história de encerramento "Videoaula", de 7 páginas, Mingau fica atrapalhando a Magali em sua aula de ginástica online que estava assistindo ao vivo pelo canal de Youtube no laptop. Como a MSP gosta de sempre colocar histórias com situações atuais, nada mais normal histórias assim envolvendo videoaulas e canais de Youtube. Essa de encerramento não foi ruim, só os traços que podiam ser melhores.

Trecho da HQ "Videoaula"

Na seção "Turma do Mauricio", sempre com 2 páginas, mostra as fichas dos personagens Milena, André, Nefasta, Fuxico e Caudinha. Nas tiras clássicas, tiveram 4 tiras da Magali dos anos 1960 e 4 da Tina dos anos 1970. O que me motivou a comprar essa revista foi essas tirinhas da Tina, são do primeiro semestre de 1977 e ainda na fase hippie,  umas das últimas com ela assim. Vimos tirinhas até com o irmão Toneco e o pai dela, que estavam sumidos das revistas mensais na época, mas que apareciam nas tiras de jornais. 

Essas tiras de jornais foram as melhores coisas que fizeram quando reiniciaram as revistas, tem um valor histórico e até motiva a adultos comprarem só por causa disso ou quem fica desanimado comprar vendo tantas páginas de passatempos, afinal, ninguém faz passatempos. Colocam as tiras exatamente como saíram nos jornais e não só com os personagens da Turma da Mônica. As raridades são as tiras dos secundários porque as da Turma da Mônica já são mais conhecidas até recentemente pelos livros "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica" e os livros pockets da Editora L&PM. Como eu não tinha nenhuma tirinha da Tina hippie, aí não resisti a comprar a revista. 

Bem que podiam depois de um tempo, criarem livro especial reunindo essas tirinhas que saíram nas revistas dessa terceira série da Panini. Ideal mesmo eram não ter cancelado os pockets da Editora L&PM e terem criado livros com tiras de jornais da Tina, Turma da Mata, Piteco, Astronauta, etc. Agora ficam criando livros de capas duras caros com reedições da Panini recentes e esse material histórico ficam de fora.

Uma das páginas de Tiras Clássicas da Tina da edição (1977)

No expediente final junto com a tirinha atual tem agora numeração real da revista desde o lançamento da revista da Magali da Editora Globo em 1989 ao lado do número da série atual. Contando todas as séries, vemos que essa é a edição Nº 575 da Magali.

Expediente final mostrando também numeração real da revista

Achei que não foi ruim por completo essa revista da Magali, mesmo inicialmente ter comprado só pelas tirinhas da Tina, mas até que achei legal a história de abertura e de encerramento. Podiam não focar tanto no politicamente correto e não ficarem se preocupando o tempo todo em ensinar boas maneiras e conteúdo didático, aí seria melhor. E podia ter mais histórias da Magali. As outras revistas do mês de abril eu não comprei, não vi nada de mais folheando, até poderia pelas tiras nas revistas do Cascão, Chico Bento e Turma da Mônica, mas não achei tão raras quanto as da Tina. Fica a dica.