domingo, 9 de agosto de 2020

Capa da Semana: Mônica Nº 116

Uma capa em homenagem ao Dia dos Pais, com a Mônica carregando carro do se pai, Seu Sousa, como se fosse um carrinho de brinquedo. A força dela é tão grande que um carro de verdade é como se fosse um carrinho de brinquedo tranquilamente para ela.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 116' (Ed. Globo, Agosto/ 1996).


quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Histórias Semelhantes 8: Dudu café-com-leite


Nessa postagem mostro 2 histórias semelhantes com o Dudu em que ele foi impedido de participar das brincadeiras por seus amigos por ser considerado "café-com- leite" por eles. A primeira versão foi publicada em 'Magali Nº 13' (Ed. Globo, 1989) e a segunda versão ,em 'Magali Nº 84' (Ed. Globo, 1992).



A primeira versão de 1989 começa com Dudu falando para a mãe, Dona Cecília, que vai brincar a turma e ela avisa que é pra não se machucar e ele fala que já é grandão e sabe se cuidar. Dudu vê os meninos ogando futebol e pergunta se pode jogar com eles, joga em qualquer posição. Zé Luís fala que pode, mas ficar no cantinho para não se machucar. 

Trecho da HQ "Dudu café-com-leite" (1989)

Enquanto eles jogam, Dudu pede para passar a bola para ele e Zé Luís responde que ele é "café-com-leite" e como ninguém dá atenção a ele, vai embora porque não tinha graça. Dudu vê as meninas brincando de esconde-esconde e pergunta se pode brincar também. Magali fala que pode, mas ele é "café-com-leite", ainda muito pequeno. Dudu reclama que logo vai estar servindo exército e ainda vão tratá-lo como criancinha e vai embora.

Trecho da HQ "Dudu café-com-leite" (1989)

Depois, vê um garoto jogando bafo e ele aceita Dudu jogar para valer. O garoto rapela todas as figurinhas, mas o avô dele vê tudo, faz cara feia e o garoto devolve as figurinhas ao Dudu, falando que ele era "café-com-leite". Dudu vai para casa triste, achando que tudo isso dói e quando a mãe entrega café com leite, faz escândalo que odeia tomar café com leite.

Trecho da HQ "Dudu café-com-leite" (1989)

Já em 1992, começa com o Dudu perguntando para os meninos se pode jogar bola. Cebolinha aceita e avisa aos outros que é só para passarem a bola de vez em quando para o Dudu porque ele é "café-com-leite", Dudu ouve e reclama que não é "café-com-leite" e não quer mais jogar bola com eles.

Trecho da HQ "Dudu café-com-leite" (1992)

Depois vê o Franjinha e pergunta se pode jogar dama com ele. Franjinha fala que nem pensar porque não joga com "café-com-leite". Dudu fica irritado. Em seguida, ele vê as meninas brincando de amarelinha e  pergunta para Magali o que é "café-com-leite" e ela responde que é quando pega uma xícara e mistura leite e café. Dudu fala que quer saber quando uma pessoa chama a outra de "café-com-leite". Magali fala que significa que é uma criança bobinha, ingênua e sem experiência e pergunta se o chamaram disso. Dudu fala que o tempo todo e é uma injustiça. Então, Dudu pergunta se pode pular amarelinha com elas e Magali fala que nem pensar porque ele é "café-com-leite", deixando Dudu uma fera.

Trecho da HQ "Dudu café-com-leite" (1992)

Dudu reclama que é um complô, ele vai crescer, ficar forte e esperto e ninguém vai mais chamá-lo de "café-com-leite", mas não sabe como ficará assim bem rápido. Dona Cecília fala que se alimentando com tudo que ela der e o leva para casa tomar um lanchinho. Na mesa, Dudu continua reclamando que odeia café-com-leite, principalmente aquele de tomar leite com café e vira a cara para não tomar.

Trecho da HQ "Dudu café-com-leite" (1992)

As histórias quiseram mostrar crianças que não aceitam outras participarem de brincadeiras ou por acharem muito pequenas, ou acharem bobas ou não jogarem bem, achando que vai atrapalhar ritmo do jogo ou brincadeira com ela lá. Aí consideram que são "café-com-leite" crianças assim que podem ser insignificantes nas brincadeiras. Impublicáveis por conta de preconceito com as crianças excluídas nas brincadeiras, estimular a fazerem isso, ficarem tristes por serem excluídas. Não envolveram dessa vez a característica do Dudu não gostar de comer no geral, mas o final com o trocadilho de "café-com-leite" com a bebida não deixaram de lado essa sua característica completamente, serviu como piada final.

Comparação entre as histórias de 1989 e 1992

Comparando as 2 histórias, tiveram mesmo título, 4 páginas e mesmo tema das crianças acharem o Dudu "café-com-leite" nas brincadeiras e finais iguais. Elas começaram diferentes, com a de 1989 com o diálogo do Dudu com sua mãe enquanto que em 1992 já começa o Dudu pedindo para jogar bola com os meninos. Durante o desenrolar enquanto que na versão de 1989 as crianças até aceitavam o Dudu brincar, mas como "café-com-leite" e sem ser importante na brincadeira e ele sabia o significado do que estava sendo chamado, na de 1992 a maioria das crianças não deixaram brincar com elas por ele ser "café-com-leite" e ele não sabia a princípio o qe era a expressão, só sabia que não era coisa boa.   

Comparação entre as histórias de 1989 e 1992

O motivo para criarem histórias iguais em tão pouco tempo, talvez sejam roteiristas diferentes e não sabiam que tinha uma outra assim ou então quiseram dar uma nova roupagem à história já existente. Gostei mais da versão de 1989, mais divertida com direito ao Dudu ser rapelado nas figurinhas com o garoto secundário. Os traço de 1989 também melhores, e gostava mais quando o Dudu não tinha olhos com fundos brancos, dava impressão maior que ele era mais novo que as crianças da Turma da Mônica. A partir de meados de 1990, eles passaram a colocar o Dudu com olhos iguais aos outros personagens, o que diferenciava que ele era menor que os outros era apenas na altura mais baixinha. Em breve posto mais histórias semelhantes aqui no Blog.

domingo, 2 de agosto de 2020

Capa da Semana: Chico Bento Nº 7

Uma capa simples e com desenhos bem caprichados com Chico Bento tocando violão e o passarinhos cantando em sincronia com o que ele estava tocando. Eram comuns capas do Chico interagindo com os bichos e essa simplicidade fazia a diferença nos gibis.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 7' (Ed. Globo, Abril/ 1987).


quinta-feira, 30 de julho de 2020

HQ "Mônica e os terríveis Cremilins"

Compartilho uma história clássica parodiando o também clássico filme "Gremlins", com Mônica precisando capturar os monstros Cremilins. Com 7 páginas, foi história de abertura publicada em 'Mônica Nº 180' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Mônica Nº 180' (Ed. Abril, 1985)

Começa com Cebolinha e Cascão fugindo da Mônica depois de aprontarem mais uma com ela enquanto o narrador avisa que Cremilins são engraçadinhos, mas jamais dê sorvete de creme para eles. Mônica arremessa o Sansão forte e acaba quebrando vidraça de uma loja chinesa  e Sansão vai parar ao lado de uma criatura, que tinha o formato de um coelho vivo.


Mônica o pega e foge correndo para não verem que ela quebrou a vidraça. O Velho Chinês, dono da loja, aparece e vê que quebraram o vidro, mas se alivia que não levaram o seu Coelhuai. Quando se aproxima, se assusta que o Sansão não era o Coelhuai e vai à rua procurar imediatamente antes que alguém derrube sorvete de creme nele.

Na rua, Mônica olhando para trás, acaba esbarrando com a Magali, que estava tomando sorvete de creme e o sorvete cai no Coelhuai. Mônica reclama sobre o que Magali fez com o Sansão e ela diz que só inchou um pouco os bigodes e pior foi que perdeu o sorvete dela. Mônica olha para ele, os bigodes caem e se multiplicam virando vários monstros, os Cremilins, que passam a perseguir a Mônica.


O Chinês vê a cena e captura um Cremilim. Ele explica a Mônica sobre eles e avisa que têm que capturar os Cremilins antes que acabem com os sorvetes de creme e se multipliquem em milhões e depois que pegarem todos, ele vai usar a sua velha fórmula chinesa para fazê-los voltar a ser coelhinhos bonzinhos.

Ali perto, Cebolinha vê umas orelhas de coelho, pensa que era o Sansão e dá nós nas orelhas. Mas era um Cremilim e acaba enrolando seu cabelo para o alto. Mônica e o Chinês veem o cabelo do Cebolinha e o Chinês fala que Cremilins agem como crianças mal-educadas. Eles também tentam dar banho no Cascão e jogam sorvetes no sorveteiro porque ele não tinha sorvete de creme e ainda se questiona que coelhos gostam é de cenoura.


Mônica tem ideia de se fantasiar de sorveteiro e avisa que tem sorvete de creme. Consegue atrair os Cremilins com isso e prende todos no carrinho. Só que faltou um e ele vai direto para a sorveteria. Lá, Mônica pergunta par ao atendente onde está o maior freguês e ele fala que devorou todos os sorvetes. Quando veem a Magali de barriga cheia e Cremilim triste por não ter comido, eles ficam aliviado. O Chinês consegue prender o Cremilim que faltava e Magali cobra da Mônica o sorvete que ela estava devendo. No final, o Chinês bate na bunda dos Cremilins de chinelo e Mônica fala que ele está usando a velha fórmula chinesa de transformar Cremilins em Coelhuais bonzinhos.


História muito legal e criativa parodiando o filme "Gremlins". Deu para entrar no clima do filme. Conseguiram adaptar bem os principais fatos do filme com o universo da Turma da Mônica com muito bom humor e com direito de até Magali salvar a Terra dos terríveis Cremilins. "Gremlins" foi um filme de 1984 que marcou os anos 1980, em que um velho chinês vende um bichinho "Mongwai" para um menino sendo que ele não podia ser molhado, não colocá-lo sob luz solar e não alimentá-lo após meia noite. Acontece do Mongwai ser molhado e acaba se multiplicando e virando monstros aterrorizando toda a cidade. Um clássico do cinema.


Na história o "Mongwai" virou "Coelhuais" em forma de coelho, "Gremlins" viraram "Cremilins", que ao invés de virarem monstros com contato com água,  se transformam em monstros em forma de coelhos com contato com sorvete de creme. Grande sacada. No filme, um consegue escapar após todos serem capturados, o que acontece também nessa história. Com isso, conseguiram reunir vários elementos e em apenas 7 páginas conseguiram uma obra-prima e sem encheção de linguiça. Mesmo quem não viu o filme acha uma história bem divertida e engraçada. O que foi diferente que o lado de terror com os Gremlins diabólicos, causando acidentes, matando pessoas, foram amenizados só fazendo traquinagens de crianças mal-educadas já que era um gibi infantil.


Hoje em dia tem o título "Clássicos do Cinema" com os personagens parodiando filmes, só que evitam filmes de terror. Embora de vez em quando até tenha, mas preferem mais parodiar filmes de super-heróis e ficção científica. O final também é incorreto com o velho chinês batendo nos Cremilins de chinelo. Não aparecem mais os pais batendo de chinelo nos filhos, dando palmadas, por ser considerado violência infantil, não pode de jeito nenhum pais bater nos filhos hoje. Mesmo os Cremilins sendo vilões, não fariam isso.

Os traços excelentes da fase consagrada da turma dos anos 1980, estava começando o estilo da fase consagrada em 1985. Interessante o Sansão nas histórias antigas formar várias expressões diferentes. Ele é um coelho de pelúcia e devia ter sempre a mesma expressão, mas acabam colocando várias expressões, as vezes até olhando em direção a quem estava falando e braços em posições diferentes, parecendo que estava vivo.


Teve propaganda do lápis Labra inserida na lateral direita da última página, o que era muito comum na época e eu gostava quando acontecia. Foi republicada depois em 'Almanaque da Mônica Nº 23' (Ed. Globo, 1991). Termino deixando a capa desse almanaque.

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 23' (Ed. Globo, 1991)

domingo, 26 de julho de 2020

Cebolinha: "Uma história no futuro"

Compartilho uma história em que Cebolinha e Cascão foram parar no futuro ao entrarem em uma máquina do tempo e se depararam com a triste situação ambiental que se encontrava a Terra. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Cebolinha Nº 141' (Ed. Abril, 1984).

Capa de 'Cebolinha Nº 141' (Ed. Abril, 1984)

É apresentado o planeta Terra no ano de 2084 como um lugar cinzento, esfumaçado e poluído e mostra o laboratório do Doutor Vandoido, um cientista inteligentérrimo do século XXI. Ele comenta com o seu assistente Tortus que terminou de criar o seu maior invento, a máquina do tempo, era só baixar a chave e a cápsula do tempo os levam para a época que quiser. O assistente Tortus abaixa a chave e acaba a máquina sumindo. Vandoido reclama que tinha que ter o esperado ter entrado na máquina para acionar a chave e agora tem que recarregar os geradores para trazer a máquina de volta e ele nao sabe em qual época foi parar.


A nave vai parar em 1984, bem ao lado de Cebolinha e Cascão, que estavam jogando bolinha de gude. Eles estranham a nave surgir do nada e entram de curiosidade. Cascão aperta uns botõezinhos da nave e eles acabam parando no ano 2084, de quando a nave foi criada. Eles veem tudo diferente e pensam que foram parar em outro planeta como Marte  e acham tudo feio. Um habitante fala que lá é o planeta Terra. Cebolinha diz que eles moram lá, tem árvores, plantas, passarinhos e o céu é azulzinho. O habitante diz que a Terra foi assim, mas isso é coisa do passado e ele diz que estão em 2084. 


Cascão acha que a folhinha do homem está adiantada e Cebolinha deduz que entraram em uma máquina do tempo. Cebolinha pergunta onde estão as árvores, os pássaros, os peixes e os rios. O homem responde que árvores foram derrubadas para construírem mais prédios, pássaros não aguentaram a fumaça preta, os rios foram canalizados e os peixes extintos há muito tempo. Cascão diz que dos rios não sente falta e o homem fala que seria uma boa se pudessem voltar atrás e mostrar para todos como  o mundo ficou por causa do desrespeito à natureza. 


Cebolinha diz que se soubessem guiar a nave poderiam voltar para casa. Só que nesse momento percebe que a nave foi levada enquanto conversavam. Logo veem que foram o cientista Vandoido e o assistente Tortus que levaram e vão atrás. Quando Vandoido está prestes a testar a máquina do tempo, cebolinha e Cascão surgem e entram nela. Vandoido pergunta por que invadiram a nave dele. Ao falar para saírem lá, Tortus aciona a chave e Cebolinha e Cascão somem. Vandoido fica uma fera que não o deixou entrar de novo e nunca saberá se a máquina funciona. O habitante fala que quem sabe os garotos conseguem mudar o presente deles.


Cebolinha e Cascão voltam para 1984 e ficam contentes em ver tudo ao normal, com árvores, pássaros, céu azulzinho e cascão fica até contente de ver o riacho. Cebolinha comenta com cascão que eles têm que juntar a turma e os leitores, contar toda a história para eles e lutar para que não acabem com a natureza. No final, é mostrada a Terra de 2084, cheia de árvores, pássaros, rios e progressos, concluindo, assim, que Cebolinha e cascão conseguiram a missão de modificar o futuro com ações contra desmatamento e poluição. Conseguiram modificar o futuro e o planeta Terra agradece.


Uma história sensacional e com bonita mensagem, envolvendo máquina do tempo e conscientização dos problemas ambientais do planeta Terra. O cientista teve problemas de entrar na sua máquina do tempo, mas acabou servindo para que Cebolinha e Cascão, que viveram 100 anos antes, conseguissem mudar o presente deles com conscientização da sociedade para não derrubarem árvores e não acabarem com os rios. As atitudes do passado conseguiram reverter o futuro.

Incrível como continua um tema tão atual, desde aquela época já tinham problemas ambientais na Terra e se nada for feito para combater e continuar o desrespeito ao meio ambiente, acontecerá algo bem parecido como aconteceu nessa história daqui a 100 anos. Hoje muitos não estão nem aí para o meio ambiente, fazem desmatamento, poluem rios, matam animais, tudo em nome de progresso, para ganhar mais dinheiro, aumentar economia, daqui uns anos o equilíbrio ecológico será totalmente prejudicado sem ter como reverter e todos vão se lamentar pelo passado. Assim, a história serve para refletir e tentar mudar alguma coisa nas atitudes contra o meio ambiente antes que seja tarde demais.


Dava tranquilamente para encaixar essa história com o Chico Bento ou Papa-Capim, mas preferiram Cebolinha e Cascão para diferenciar. Nota-se também que não era só Franjinha que inventava máquinas do tempo, qualquer um podia conforme melhor para o roteiro. Bem criativo e engraçados os nomes do Vandoido e Tortus, eles caprichavam nos nomes de personagens secundários. Como de costume em personagens assim, eles apareceram só nessa história. Curioso que o filme "De volta para o futuro" não havia sido criado ainda, foi só em 1985, mas essa história teve uma pegada de tema do filme, só que com foco aos problemas ambientais.


Interessante como gostavam de retratar o futuro como nos desenhos "Os Jetsons", sempre era desse estilo, com transportes voadores, roupas que permitem voar e prédios futurísticos, pessoas voando. Quando a gente estiver em 2084 ou além disso não será assim desse jeito. Essa, então, era a visão deles de como seria o mundo no aspecto visual depois de 100 anos, hoje cada um pode também imaginar como será o mundo em 2084 ou até mesmo no ano 2120. 


Os traços ficaram muito bons, quase igual aos traços consagrados dos anos 1980, dessa vez o cabelo do Cascão ficou bem visível que tinha arte-final de impressão digital do Sergio Graciano. Algumas vezes eram bem mais nítidos o efeito. Hoje até dariam para fazer história com esse tema, só mudariam quando o Doutor Vandoido chamou o Tortus de burro por ser ofensa.  As imagens eu tirei do 'Almanaque do Cebolinha Nº 21' (Ed. Globo, 1993). Nota-se que não alteraram anos originais, poderiam adaptar para 1993 se quisessem,  mas nem isso eles mudavam. Depois, ainda mesmo na Globo, costumavam alterar anos de histórias originais em almanaques para pensarem que era história atual, principalmente em almanaques com histórias de Ano Novo. E isso continua mais forte na Panini.

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 21' (Ed. Globo, 1993)