sexta-feira, 18 de março de 2022

Os parentes do Cebolinha

Há algum tempo mostrei aqui no Blog os parentes da Magali, que até precisou ser postagens em 2 partes por terem sido vários, agora vou mostrar os parentes do Cebolinha, tanto os fixos quanto os que apareceram só uma vez.

Assim como em todos os personagens, sejam os principais e até secundários, o Cebolinha tem a sua família fixa e outros parentes como avós, tios e primos que apareceram em uma só história pensados em determinado roteiro, mas que foram bem marcantes. Nunca teve uma cronologia na MSP e procuravam colocar algum parente de aparição única com personalidade de acordo como seria melhor no roteiro.

Como fixos na família do Cebolinha temos os pais Seu Cebola e Dona Cebola. Seu Cebola um pai tradicional trabalhando em escritório e Dona Cebola, a princípio, uma dona de casa com todo trabalho doméstico, e nos últimos anos também trabalha pra fora em home-office assim como as outras mães dos personagens. A base do estilo de traços deles não mudaram, só adaptados de acordo com a evolução dos personagens ao longo das décadas. Muitas histórias mostrando o cotidiano de uma família comum foram bem marcantes.

Dona Cebola e Seu Cebola: os pais do Cebolinha

Cebolinha tem a irmã bebê Maria Cebolinha de cerca de 2 anos, o único personagem dos principais que teve irmã. Curiosamente ela foi inspirada na filha do Mauricio de Sousa, a Mariângela, mas que ele preferiu colocá-la nos quadrinhos como irmã do Cebolinha, e não da Mônica.

Maria Cebolinha

Os avós do Cebolinha por parte de pai ficaram fixos a partir de 1996. Seu Eustáquio e Dona Firmina têm personalidade de velhos antigos e ensinam os costumes e gírias da primeira metade do século XX.

Dona Firmina e Seu Eustáquio: avós do Cebolinha

E tem o Floquinho, um cachorro que não sabe qual o lado que é a cabeça e a cauda dele e as vezes dúvida se é um cachorro mesmo. Quando criado, foi na intenção de não existir um cachorro como ele, mas em 1995 descobriram que existiam um cachorro como ele da raça lhasa-apso através de uma carta de leitor e resolveram adotar isso nos gibis. Cachorros de estimação podem ser considerados membros da família por morar da mesma casa.

Floquinho

Além dos fixos, tiveram vários parentes de uma aparição e vou mostrar cada uma seguir.

Além da Maria Cebolinha, ele teve um irmão bebê, o Salsinha. Em 1966 tiveram várias tiras de jornais em sequência mostrando desde o momento que a Dona Cebola estava grávida até quando o bebê foi batizado. Tirinhas mostravam como foi a gravidez, expectativa do Cebolinha com a chegada do irmão, o nascimento dele, os primeiros dias de vida e o batizado. 

Salsinha nas tiras de jornais (1966)

E o nome Salsinha foi escolhido por concursos com cartas dos leitores dos jornais que sugeriram o nome e com grande divulgação do concurso e nome escolhido nas tiras. Foi o primeiro trabalho com interatividade dos leitores para sugerirem nomes para personagens, depois a ideia foi copiada nos gibis para leitores criarem nome para o Sansão em 1983 e o Mingau em 1989.

Salsinha nas tiras de jornais (1966)

Em 1972, Salsinha volta, já nos gibis da Editora Abril, com adaptação das tirinhas de jornais de 1966 na  história de quadrinhos "Cebolinha vai ganhar o irmãozinho" do gibi Mônica Nº 26'. Mostrou desde quando a Maria Cebola estava grávida até o nascimento do Salsinha. Um compilado das melhores tiras de uma forma que dê pra formar uma história.

Salsinha na HQ "O Cebolinha vai ganhar o irmãozinho" (1972)

Teve algumas diferenças comparando as tiras de 1966 e a maior delas foi que o nome do Salsinha não foi divulgado e no final os leitores tinham que escrever carta para Editora Abril para escolher o nome do irmão dele. Só que a ideia não foi adiante, o Cebolinha permaneceu só com a Maria Cebolinha como irmã e nem teve depois história com o nome escolhido para o irmão. 

Salsinha na HQ "O Cebolinha vai ganhar o irmãozinho" (1972)

Cebolinha teve a sua Tia Luísa na história "O tocador de tambor" (CB # 137, de 1984). Ela não teve presença física, apenas foi citada pelo Cebolinha falando ao Seu Cebola que foi a Tia Luísa que deu o tambor para ele e o Seu Cebola telefona para ela tomando satisfação e achando ruim que deu o tamborzinho para o filho com medo de tocar mal  e fazer barulho.

Tia Luísa (só citada) na HQ "O tocador de tombador" (1984)

Já na Editora Globo, o pai da Dona Cebola, avô do Cebolinha por parte de mãe "Pedido de casamento" (CB # 19, de 1988). Seu Cebola pede a mão da Dona Cebola em casamento ao pai dela, o Seu Aristeu, e depois que casam e com tantos trabalhos domésticos, Dona Cebola comenta porque os maridos pedem as mãos das mulheres em casamento. Foi a única que vez que apareceu o avô materno do Cebolinha, ainda que mais novo e antes do nascimento dele, sem contracenar com  o neto.

Avô Aristeu (pai da Dona Cebola) na HQ "Pedido de casamento" (1988)

A história "A surpresa" (CB # 21, de 1988) mostrou o nascimento do Cebolinha, desde quando a Dona Cebola estava grávida até o segundo ano de vida do Cebolinha, aprendendo a falar. Consistia de mini-histórias de 5 capítulos, onde cada capítulo mostrava uma fase da gravidez da Dona Cebola e o nascimento do filho. Nessa história na parte final, de quando os pais descobrem que o filho não pronunciava o "R", apareceu uma suposta tia contando sobre os antepassados da família. Não foi citado nome e nem parentesco da mulher, pode ser tia ou avó do Cebolinha nova.

Uma tia na HQ "A surpresa" (1988)

Essa tia conta que o tetravô Serafim da família também trocava o "R" pelo "L" e ficou velho e morreu falando assim. Então, descobrimos  quem da família o Cebolinha puxou a sua dislalia.

Uma tia e tetravô Serafim na HQ "A surpresa" (1988)

Maria Cebolinha também teve história assim dividida em capítulos mostrando seu nascimento, desde a gravidez da Dona Cebola até quando nasceu em "Bem vinda, Maria Cebolinha!" (CB #58, de 1991), com histórias divididas em 5 capítulos de 5 páginas cada uma. Como a Maria Cebolinha era cabeluda, teve revelação importante que ela puxou a família da mãe que era cabeluda, enquanto que os parentes com 5 ou poucos fios de cabelo ou carecas ou com cabelo e nomes de legumes e verduras são da família do pai e o que passou a ser adotado nas histórias a partir de então.

Maria Cebolinha na HQ "Bem vinda, Maria Cebolinha!" (1991)

Tia Luísa volta aos gibis em "Priminho pestinha" (CB # 64, de 1992) e, diferente da história de 1984, aparece fisicamente como irmã da Dona Cebola levando o seu filho para visitar o Cebolinha. Na verdade, pode ter sido só coincidência de nome, de não lembrarem que já havia tido antes uma tia do Cebolinha chamada Luísa, visto que quase certo das 2 histórias terem sido feitas por roteiristas diferentes. Essa de 1992 tudo indica que seja da Rosana Munhoz.

Tia Luísa e primo Juninho na HQ "Priminho pestinha" (1992)

Essa história o destaque mesmo foi o primo Juninho, que era pequeno, com cerca de 4 anos de idade, e que batia no Cebolinha, ficando furioso com isso.  Cebolinha até tenta tirar proveito para o primo bater na Monica, mas eles se dão super bem. No final,  Cebolinha tem a vingança da Maria Cebolinha fazer o mesmo com o primo, por ela ser menor que ele. Retrata que crianças pequenas que gostam de bater nos outros.

Tia Luísa e primo Juninho na HQ "Priminho pestinha" (1992)

Em "Ciumeiras..." (CB # 72, de 1992) aparecem as primas Bianca e Bruna e a Tia Cléo. Nela, Cebolinha fica com ciúme das primas, da sua mãe dá mais atenção a elas do que pra ele e não deixa as meninas brincarem com os brinquedos dele.

Primas Bianca e Bruna e Tia Cléo na HQ "Ciumeiras..." (1992)

Curiosamente, a Bianca e a Tia Cléo já foram prima e tia da Magali em 1991, com a Bianca ainda como bebê e que perturbava o Mingau. Depois dessa história do Cebolinha de 1992, elas voltaram a  ser prima e tia da Magali na história de 'Magali Nº 141' de 1994 e a Bianca e a Bruna ainda apareceriam na história "Farra na rua" de 'Cebolinha Nº 93', de 1994, como primas da Magali. 

Ficou fora de contexto, então, colocar a Bianca como prima do Cebolinha e Tia Cléo como tia dele se já tinham sido com a Magali. Na vida real, elas eram parentes da roteirista Rosana e , provavelmente, a menina pode ter pedido para virar personagem em quadrinhos e ela fez essa como prima do Cebolinha.

Primas Bianca e Bruna e Tia Cléo na HQ "Ciumeiras..." (1992)

Primo Abobrinha aparece em "O Primo Abobrinha do Cebolinha" (CB #75, de 1993). Nela, estranham por que o Abobrinha tinha esse nome, o primo aparece e fica contando várias piadas infames, trolando Cebolinha e os os amigos dele e deduzem que ele tinha nome assim porque só falava "abobrinha", mas no final as piadas e zoações foi só uma forma de despistar que a verdadeira razão é ele ter cabelo em forma do legume abobrinha.

Primo Abobrinha na HQ "O Primo Abobrinha do Cebolinha" (1993)

Tio Ernesto apareceu na história "Meu velho pai" (CB #98, de 1995). Ele é tio do Cebolinha por parte de pai em que foi visitar o Seu Cebola no seu aniversário,  mas ele estava se sentindo um velho porque estava aparecendo cabelo branco nele. No final, descobre que cabelo branco do Seu Cebola era farinha que caiu enquanto a Dona Cebola fazia o bolo de aniversário.

Tio Ernesto na HQ "Meu velho pai" (1995)

Apareceram os avós do Cebolinha por parte de pai na história "De avô para neto" (CB #100, de 1995). Nela, o avô estava vendo o cebolinha fazendo plano infalível contra a Mônica e conta para o neto que na infância dele também perturbava uma grota com planos e xingamentos, só que quando cresceu se casou com a menina e ela era a avó do Cebolinha, que fica arrasado e pensativo no final se vai se casar com a Mônica quando crescer.

Avô do Cebolinha na HQ "De avô para neto" (1995)

A avó apareceu só no final, na revelação do avô que se casou com a menina que ele provocava. nessa história não foi mencionado nomes deles.

Avós do Cebolinha na HQ "De avô para neto" (1995)

Porém, os avós por parte de pai que ficaram fixos nos gibis até hoje foram o avô Eustáquio e avó Firmina. Apareceram pela primeira vez na história "Diversão não tem idade" (PMN # 43, de 1996) em que o Seu Cebola os levam para o Parque da Mônica. 

Avô Eustáquio na HQ "Diversão não tem idade" (1996)

Eles são bem idosos e ensinam os costumes e gírias da primeira metade do século XX. Eles apareceram depois mais nas histórias do Parque da Mônica, mas também em algumas nas revistas do Cebolinha e em Saiba Mais.

Avô Eustáquio e Avó Firmina na HQ "Diversão não tem idade" (1996)

Tio Antero apareceu na história "Cebolinha de peruca" (CB # 112, de 1996). Tio por parte de pai, o Cebolinha descobre que o tio usa peruca e pede emprestado para ele enganar a turminha, fazendo com que eles pensem que nasceu cabelo nele. Acontece muitas coisas, inclusive Cebolinha jogar peruca no rio e no final a peruca fica estragada.

Tio Antero na HQ "Cebolinha de peruca" (1996)

Os padrinhos de casamento do Seu Cebola e Dona Cebola apareceram em um tabloide de 'Cebolinha Nº 113', de 1996, com eles visitando a casa deles, junto com o padre que os casou e ainda assim o Seu Cebola não se lembrava o que estava comemorando. Tiveram o casal Ricardo e Jeane e o casal Davi e Cíntia. Muitos casais colocam irmãos como padrinhos de casamento então alguns deles possam ser irmãos deles e tios do Cebolinha.

Tabloide com os padrinhos de casamento dos Cebola (1996)

A avó do Cebolinha por parte de mãe apareceu na história "O Cebolinha é um boneco" (CB #122, de 1997). Essa avó gostava de trazer coisas para o neto quando visitava e ela levou um boneco de pano com a cara dele e o Cebolinha leva para rua e a turma pensa que ele se transformou em um boneco. Não teve nome identificado dessa avó.

Avó materna do Cebolinha na HQ "O Cebolinha é um boneco" (1997)

Na história "Tal pai, tal filho" (CB #157, de 1999) apareceram vários familiares de uma só vez. Escrita por Emerson Abreu, o aniversário do Cebolinha foi comemorado em um sítio da família e os convidados foram todos da família por parte de pai do Cebolinha, chamando atenção de todos os parentes com nomes e cabelos de verduras e legumes. 

Além do vô Eustáquio e vó Firmina, já conhecidos, também apareceram o Primo Gergelim com bolinhas pretas na cabeça e os seus 2 filhos gêmeos, os Gergelhinhos, com cerca de 4 anos e que ficam batendo no Cebolinha.

Tio Gergelim e primos Gergelinhos na HQ "Tal pai, tal filho" (1999)

Teve também o Primo Aipo, irmão do Seu Cebola, quem o não via desde criança, além da sua esposa e filha com nomes não mencionados. Também participaram as irmãs Alcachofra, o Tio Alface, Tio Berinjela, Tio Alface, Tomatinho e Primo Louro compondo a "Família dos Legumes e Verduras". Todos com relação a parentesco do Seu Cebola. Tomatinho que não foi revelado o parentesco, provavelmente sobrinho do Seu Cebola.

Família dos legumes e verduras na HQ "Tal pai, tal filho" (1999)

Sendo que o foco maior na história foi interação entre Seu Cebola e o Primo Aipo sobre o segredo do Seu Cebola na infância. No final, descobrimos que o segredo é que ele e seus amigos corriam de uma garota fortona na infância quando eles davam nós na tromba do elefantinho de pelúcia dela e ele se casou com a tal garota, era a Dona Cebola, fazendo Cebolinha desmaiar por conta da sua relação de brigas com a Mônica.  

Família Aipo na HQ "Tal pai, tal filho" (1999)

A prima Cíntia apareceu na história "O daminho de honra" (CB #176, de 2001). Nela, Cebolinha fica constrangido de usar terninho e ser daminho de honra no casamento da sua prima Cíntia, todos os seus amigos ficam zoando, querendo tirar fotos dele com aquela roupa e filmar Cebolinha entregando aliança, mas quando veem que a prima Cíntia, que também era uma daminha de honra junto com o Cebolinha, era uma gata, eles ficam boquiabertos e perguntam ao padre como faz para eles serem daminhos de honra, enquanto o Cebolinha namora a prima.

No caso, a prima Cíntia foi daminha de honra no casamento e seria filha de uma prima adulta do Cebolinha, só que a noiva não foi mostrada, só a prima Cíntia.

Prima Cíntia na HQ "O daminho de honra" (2001)

A avó materna que deu boneco para o cebolinha em 1997 voltou na história "Roupinha da vovó" (CB # 192, de 2002). Dessa vez ela presenteou o neto com uma roupa que ela própria fez, um terninho que deixava gomadinho demais e ficou com vergonha do que os amigos iam falar se o vissem com aquela roupa e fazia de tudo pra desviar deles na rua. No final, eles veem porque ele entrou no quarto da Mônica pra se esconder e aproveitou para dar nó no sansão e ela viu e Cebolinha correu colocando o terninho tampando a cabeça.

Avó materna do Cebolinha na HQ "Roupinha da vovó" (2002)

Já na fase Panini, O Cebolinha teve um outro primo Abobrinha na história homônima de CB #18, de 2008. Na trama, o primo, que mora em "Hortolândia" vai visitá-lo e fala só bobagens. Cebolinha tem ideia de ele conversar com a Mônica e Magali, as meninas dormem com as piadas infames e Cebolinha aproveita pra pegar o Sansão. Abobrinha fala alto, acorda a Mônica, que bate neles e enterram na plantação de legumes e Cascão pega regador com água pra molhá-los e não perder oportunidade de tratá-los como legumes de verdade.

Diferente do Abobrinha de 1993 que falava besteiras para desviar atenção de que tinha cabelo de abobrinha, esse realmente falava só abobrinhas. O outro  Nessa história de 2008 Cascão ficou descaracterizado em pegar regador para molhar os primos, Cascão antigo não faria isso nem para sacanear com os amigos.

Primo Abobrinha na HQ "O Primo Abobrinha" (2008)

Na história "Visita na casa da vovó", de 'Magali Nº 2' (2ª série, 2015), o Cebolinha teve outra avó materna e sem nome revelado. Na história, Cebolinha leva a Magali pra visitar a avó dele bem no dia que ela ia receber visita em casa e a Magali come todo o lanche que ia ser servido antes da visita chegar. Até pensava que a outra avó que gostava de presentear o Cebolinha seria fixa por ter aparecido 2 vezes, é provado que atualmente, não.

Nova avó materna do Cebolinha na HQ "Visita na casa da vovó" (2015)

Na história "O que tem nessa barriga?", (CB #5 - 3ª série, 2021), teve a Tia Bianca, por parte de mãe, que estava grávida e foi visitar a Dona Cebola. Comentam com a Maria Cebolinha que a tia está com nené na barriga e, ao ver o seu Cebola com barrigão dormindo no sofá, o Panda de pelúcia fala com a Mariazinha que ele está esperando neném e pelo tamanho deve ser gêmeos de menino e menina. Para história atual, até que teve piada com gordo, coisa rara e deixaram levar.

Tia Bianca na HQ "O que tem nessa barriga?" (2021)

Como podem ver, a família do cebolinha foi bem interessante. diferente da Magali que tem avós fixos e ficou mais centrado nas tias e primas dela, o Cebolinha teve vários avós também. Muitos parentes aí podiam ter sido aproveitados depois. Pena na Editora Abril eles não terem criado muitos parentes para ele, mas em compensação na Globo anos 1990 foram bastante. Foi muito bom relembrar esses clássicos. Se aparecer outros parentes, atualizo aqui os que ficaram de fora.

terça-feira, 15 de março de 2022

Um tabloide do Chico escondendo um sapo da Rosinha


 Compartilho um tabloide com o Chico Bento tentando esconder um sapo da Rosinha. Foi publicado em 'Chico Bento Nº 159' (Ed. Globo, 1993).

Chico está com um sapo na mão e quando avista a Rosinha, esconde o sapo no chapéu para ela não ver. Só que quando ela se aproxima, o sapo dá uma lambida no rosto da Rosinha, que dá um soco no Chico, pensando que ele tinha a beijado e sendo atrevido e aproveitador.

De qualquer forma, o Chico se deu mal. A Rosinha não viu o sapo, mas não gostou do namorada beijá-la daquele jeito. Se visse o sapo, ia apanhar da mesma forma. Interessante ser chamado de sapo, mas teve nome Hortência, feminino, podia ter um nome masculino ou ser uma rã. Nas histórias antigas as vezes o Chico tinha timidez de namorar com a Rosinha, outras vezes era bem ousado, assim como a Rosinha podia gostar do aproveitamento ou não, variava de cada roteiro. 

Traços ficaram bons, típico de histórias de miolo dos anos 1990. Incorreta atualmente por conta de envolver namoro, dar ideia de supostamente o Chico se aproveitar da Rosinha e, principalmente, Rosinha dar surra no Chico e aparecer machucado já que não pode mais ter violência nos gibis novos. A seguir, a história completa.

quinta-feira, 10 de março de 2022

Jotalhão: HQ "A toca entupida"


Mostro uma história em que o Jotalhão fica entalado na toca do Coelho Caolho enquanto corria na mata. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 107' (Ed. Abril, 1981).

Capa de 'Cebolinha Nº 107' (Ed. Abril, 1981)

Coelho Caolho ouve um barulho enquanto lia um livro e a sua toca fica escura. Ele acende uma vela e coloca embaixo do traseiro do Jotalhão, que ficou entalado quando estava correndo lá perto. Coelho caolho avisou que isso ia acontecer desde que leu sobre cooper em uma revista.


Jotalhão diz que queria manter a forma dando corridinha e acaba afundando mais ainda na entrada da toca, caindo em cima do Coelho Caolho, que coloca vela acesa no traseiro do Jotalhão para ver se sai de lá.

Jotalhão come melancias que estavam ao redor e acaba alargando mais a entrada. Coelho Caolho e os filhos começam a ficar sufocados com a entrada de ar tampada e mandam Jotalhão sair de lá. Ele fica desesperado do seu compadre e afilhados tossindo e sufocados por culpa dele, mas está entalado e não consegue sair. 


Como eles desmaiam e não respondem nada, o Jotalhão põe a tromba em árvore do lado para ver se consegue puxar e sair, mas acaba derrubando a árvore pela raiz. Com isso, abre uma saída de ar na toca e Coelho Caolho e os filhos conseguem sair. Jotalhão chora, pensando que matou todos. Coelho Caolho se aproxima e ele finalmente consegue sair sozinho pela emoção, prometendo que isso não vai acontecer de novo. 

Ao comemorar dando pulos, acaba ficando entalado na outra entrada onde estava a árvore derrubada e a comemoração fica sendo do lado de fora da toca, precisando o Coeho Caolho levar suco para o Jotalhão no lado de fora.

História divertida em que o Jotalhão resolve correr para manter a forma e por descuido acaba entrando na toca do Coelho Caolho e fica entalado pelo seu peso enorme. Sem ar, acaba sufocando o Coelho Caolho e os filhos e o desespero faz derrubar a árvore sem querer, salvando todos. E consegue sair espontaneamente com a emoção de vê-los salvos, mas não contava que ficaria entalado de novo no final na outra saída da árvore.

Mostra tipo de histórias que quando está desesperado consegue qualquer coisa, até coisas impossíveis como derrubar árvore e sair da toca do nada. O medo de vê-los morrendo e a emoção de estarem vivos fez com que o Jotalhão conseguisse essas façanhas. 

Era boa a personificação dos bichos da mata fazendo coisas de humanos como ler livros e revistas de bem estar, ter moradias, fazer cooper, dessa vez até Jotalhão apareceu de camiseta e bermuda para correr. Esses absurdos eram muito bons. E ficou bem claro o parentesco do Jotalhão ser padrinho dos filhos do Coelho Caolho e compadre dele por isso.

A história também brinca como peso do Jotalhão, de ser muito gordo e ao comer melancias acabou aumentando peso mais ainda e ficando mais entalado. Piadas com gordos não pode mais hoje. Incorreta também por envolver sofrimento dos coelhos sem ar, Jotalhão ter final triste fora o Coelho Caolho colocar vela acesa próximo ao traseiro do Jotalhão a ponto de queimá-lo.

Os traços muito bons, típicos do início dos anos 1980. É tão boa que depois foi republicada 2 vezes, primeiro em 'Almanacão de Férias Nº 7' (Ed. Globo, 1990) e depois em 'Almanaque da Mônica Nº 52' (Ed. Globo, 1996). Curiosamente, na republicação de 1996, o código de referência ao gibi original, fez referência ao Almanacão de 1990 e não como uma história da Editora Abril, no caso, o código devia ser MSP96AMN05206 e não MSP90AFR00702. Termino mostrando as capas desses almanaques.

Capa de 'Almanacão de Férias Nº 7' (Ed. Globo, 1990)

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 52' (Ed. Globo ,1996)

domingo, 6 de março de 2022

Mônica: HQ "Efeitos especiais"


Em março de 1992, há exatos 30 anos, foi lançada a história "Efeitos especiais" com Cebolinha fazer plano infalível de fingir que o sansão foi esmagado por um cofre para ficar com ele e ser o dono da rua. Com 14 páginas, foi história de abertura de 'Mônica Nº 63' (Ed. Globo, 1992).

Capa de 'Mônica Nº 63' (Ed. Globo, 1992)


Mônica e Magali estão conversando e Cebolinha empurra a Mônica, separando o Sansão no outro lado, para livrá-la da queda de um cofre do alto de um prédio. Mônica agradece o Cebolinha e sente falta do Sansão. Cebolinha vai até ao cofre e encontra o Sansão esmagado, fino como uma folha de papel e Mônica desmaia vendo o coelhinho daquele jeito.

Cebolinha sugere enterrar o Sansão e Mônica diz que esmagado ou não vai continuar sendo o coelhinho de pelúcia dela. Vai embora com a Magali bem triste com o ocorrido e Magali a consola que podia ser pior e ela estar assim. Em seguida, Cascão aparece perguntando se deu certo. Cebolinha diz que ele jogou o cofre de isopor se fundo no momento exato, o Sansão agora é deles e Cascão diz que é o começo do fim do reinado da Mônica.

Depois, em casa, o pai da Mônica diz para ela que não encontrou um coelhinho igual em nenhuma loja. Mônica chora, dizendo que só queria o seu Sansão voltasse como era. Seu Sousa não entende como Sansão foi ficar como uma folha de papel e ela diz que não viu o cofre que caiu em cima dele.

Mônica vai para rua, levando o Sansão em um carrinho de bebê para ele pegar Sol. Magali pergunta se Mônica está melhor e ela diz que está, mas acha que o Sansão nunca mais vai ser o mesmo, até que ver o Cebolinha e Cascão com um coelhinho de pelúcia igual ao dela. 

Mônica corre pensando que é o Sansão e Cebolinha diz que o coelho é dele. Magali diz que ele nunca teve um coelhinho e ele diz que agora tem e pergunta se é proibido. Mônica diz que o pai não encontrou vendendo um coelho como esse e Cebolinha fala que ele pode não ter procurado direito e esse foi dado pela sua Tia Gumercinda.

Mônica pergunta ao Cebolinha se pode segurar um pouco o coelho. Ele diz que vai pensar, a chamando de dentuça, gorducha e baixinha. Ela se irrita e Cebolinha vai embora, falando que nervosinha desse jeito, a dentuçona não merece que empreste o seu Golias e Cascão complementa que a chata ridícula vai ter que ficar bem boazinha. Mônica se desespera contando à Magali que ela precisa daquele coelhinho.

Os dias passam, Mônica fica seguindo escondida o Cebolinha para pegar o Golias. Cebolinha percebe e finge que tem lesmas na moita que a Mônica estava escondida e ela surge, assustada com as lesmas. Cebolinha comenta que ela estava ali e diz que está muito calor e que um sorvete ia bem. Mônica leva bastante sorvetes para os meninos.

Cebolinha fala com Cascão que que a elefanta dentuça está legal, pergunta ela se não se incomoda de chamar assim e ela diz que não. Como recompensa, Cebolinha deixa ficar com o Golias por 30 minutos na condição de não bater mais neles e o reconheça como novo dono da rua. Mônica aceita porque sem o Sansão, ela não tem ânimo para nada.

Cascão pergunta ao Cebolinha se ele não está arriscando demais, pode perceber que é o coelhinho dela. Cebolinha diz que o truque foi perfeito e ela viu o Sansão sendo esmagado e que ele precisava entregar para ser o novo dono da rua. Ela nunca vai saber a não ser que o Cascão fale demais outra vez e ele reforça que a boca dele é um túmulo.

Magali vê a Mônica com o coelhinho, pensa que foi consertado e ela diz que é o Golias do Cebolinha. Magali acha que para um coelhinho recém-comprado, esse está usado demais. Mônica diz que elas viram o sansão sendo esmagado e ele tinha um rasgo nas costas e confere que esse tem também. Elas vão a casa da Mônica e confirmam que o outro é de papel e Cebolinha a enganou.

As meninas vão a casa do Cebolinha, Dona Cebola fala que não está e, então, elas vão ao lixo na casa dele e veem o cofre de isopor sem fundo lá e fica uma fera. Cascão vê tudo atrás da moita e conta para o Cebolinha, que fala que vai negar tudo e se não adiantar vai usar efeitos especiais de bonecos com as caras deles, se esconder no barracão escuro e ela vai bater nos bonecos pensando que eram eles.

Cascão não se arrisca e vai embora. Cebolinha o chama de bobão e diz que ele é o maior criador de efeitos especiais. Mônica aparece, concordando, e que vai devolver o coelho na cabeça dele. Cebolinha tenta enrolar querendo levá-la ao barracão e ela bate ali mesmo. No final, Cascão comenta que deu certo, que a Mônica bateu nos bonecos deles, nota dez para o plano, mas era o Cebolinha extremamente surrado e amassado e diz que é nota cinco, o boneco é aquele ali ao lado.

História legal e envolvente com Cebolinha fazendo plano infalível de Mônica pensar que o Sansão ficou esmagado no cofre e ele pegar o verdadeiro fingindo que era outro só pra ser o dono da rua. Quase deu certo se ele não emprestasse e ela ver que era o seu próprio Sansão. Cebolinha ainda tenta a Mônica bater nos bonecos deles, mas não conseguiu e acabou ficando no estado dos bonecos após a surra.

Eram muito bem boladas as histórias de planos, meninos eram malvados demais e tinha toda uma artimanha para ser perfeito até ser estragado. Diferente dos outros planos, dessa vez não foi o Cascão quem estragou, a culpa foi do Cebolinha de ter emprestado o Sansão para Mônica. Ele podia ter arrumado outra chantagem para fazer e a Mônica aceitar passar a rua para ele. Mônica também era ingênua demais e acreditava em qualquer bobeira que eles falavam e sem o Sansão não era ninguém, ficava arrasada e deprimida e aí que não pensava em nada mesmo. Se não fosse a Magali, ela nem perceberia que era o Sansão quando estava segurando. Cascão não apanhou dessa vez, mas fica na imaginação se depois ela bateu ou não.

Foi legal ver essa ideia de um cofre de isopor sem fundo servir igual a um efeito especial de filme que faz as pessoas pensarem que é de verdade e Mônica caiu direitinho. Os bonecos no final serviriam como dublês, mas aí Mônica não foi enganada 2 vezes, seria burrice. Impublicável atualmente por dar ideia de acidente, mesmo que de brincadeira, histórias de planos não deixam a Mônica tão ingênua assim  envolver chantagens, mostrar Mônica deprimida e fora a surra no final deixando Cebolinha completamente surrado, que não podem mais violência exagerada assim. E palavra "Droga!" dita pelo Cebolinha também proibida hoje.

Os traços ficaram bons com personagens mais fofinhos. Marcou a estreia de novos traços em histórias de abertura, típicos de anos 1990 e começando a dar uma cara para a década e deixando anos 1980 de lado. Antes, os traços ainda estavam voltados com o estilo da segunda metade dos anos 1980. Para quem lia nos anos 1980 deu para ver uma boa diferença e ver que eles estavam querendo mudar alguma coisa a partir daí. Esse estilo de traços durou pouco e foi a porta de entrada para outros novos traços que foram criados aos poucos durante os anos 1990, até porque também novos desenhistas estavam sendo contratados. O bom que as mudanças de traços na MSP na maioria das vezes foram gradativas, aí só depois de um tempo que via as mudanças relendo as histórias. Muito legal relembrar essa história há exatos 30 anos.

quarta-feira, 2 de março de 2022

Capa da Semana: Cascão Nº 71


Uma capa bem legal com o Cascão e Cascuda como mocinhos do faroeste lutando contra as nuvens como índias inimigas a fim de dar banho no Cascão. É do estilo de situação que até as nuvens ganhavam personificação para dar banho nele nas histórias, era legal ver o sufoco dele até com as nuvens, e tipo de capa que permite imaginar a sequência de como o Cascão se livrou delas. 

Desenhos caprichados demais junto com a scores usadas, deu uma harmonia boa. Pena a faixa da promoção do minicarro atrapalhar o desenho da última nuvem do lado direito, mas nada que estrague a capa. Na época, a Cascuda ainda aparecia com sujeirinhas no rosto apesar de tomar banho. Impublicável por Cascão aparecer de arma na mão ainda mais em uma capa e fora que também não tem mais histórias com eles brincando de faroeste por necessariamente precisarem usar armas para duelar.

A capa dessa semana é de 'Cascão Nº 71' (Ed. Globo, Setembro/ 1989).