segunda-feira, 12 de outubro de 2020
Capa da Semana: Cebolinha Nº 4
sábado, 10 de outubro de 2020
Papa-Capim: HQ "Um indiozinho casca-grossa"
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| Capa de 'Chico Bento Nº 34' (Ed. Globo, 1988) |
Depois o menino passa, então, caçar um jacaré. Papa-Capim impede, falando que jacarés estão em extinção e proibido caçá-los. O menino desiste e volta para casa que era perto da floresta e reclama com a mãe que tinha um índio chato que perseguia em todo lugar que ia. A mãe fala para ele se se arrumar que vai levá-lo ao parque de diversões. Papa-Capim olha e descobre que ele não era um indiozinho e precisa se preparar porque dará muito mais trabalho quando for adulto enquanto está junto com os bichos que salvou mais outros da floresta.
Uma boa história mostrando um menino vestido como indiozinho querendo brincar de caçar bichos em extinção na floresta e Papa-Capim impedindo. Tem uma boa mensagem de alertar sobre caça de animais silvestres extintos e preservação de natureza. Mensagem boa no final de que se o menino criança já estava com aquela índole ruim, ia piorar quando fosse adulto e se ainda morasse lá, Papa-Capim teria muito mais trabalho para salvar os bichos quando crescesse.
Ele era bem perverso, sem pena nenhuma dos animais. Inclusive foi boa a comparação do menino não se achar inofensivo quando estava caçando a anta e reconheceu que era perigoso com suas atitudes. Interessante também nessa história ter uma família morando perto do início da selva do Papa-Capim e, com isso, mais fácil o acesso de "caraíbas" à aldeia. Mas muitas vezes era retratado como aldeia ser em lugar bem distante da civilização. O menino não teve nome e apareceu só nessa história.
Impublicável hoje pelo tema de ter caça de animais selvagens mesmo que seja para ensinar alguma coisa, fora que não costuma mais ter personagens contracenando com esses animais selvagens, mesmo se não fossem maltratados. Palavra "Droga!" também proibido e menino chamar Papa-Capim de anta também não seria bem vindo hoje.
Além disso, linguagem informal como "deixe ela em paz", "caçando eles", hoje eles estão procurando colocar linguagens mais formais sem ser coloquial. O que é uma pena, gibis pedem linguagem informal, fora que em situações assim professores podem colocar como material de sala de aula com exercícios para alunos transcreverem diálogos com a norma culta. Os traços excelentes, tanto personagens como a floresta como um todo foram bem desenhados, dava gosto de ver traços assim. Como era bom ver Papa-Capim sem roupa como índio primitivo raiz, a partir deste ano, mudaram colocando o indiozinho com roupa assim como os outros índios e deixando uma tribo de índios moderna, inclusive morando agora em casas simples em vez de ocas.
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
Cebolinha e Anjinho: HQ "Preparando a cama"
Anjinho estava preparando uma cama no Céu para a chegada de um novo anjinho e pergunta quem seria. O Anjo Encarregado mostra que é um moleque bem levado e Anjinho se assusta quando vê no computador que era o Cebolinha. Anjinho fala que não pode fazer isso com ele, ainda é tão criança e o Anjo Encarregado fala que são ordens superiores, não terá dor nem sofrimento, chegou a hora dele e só falta programar um acidente qualquer e estará entre eles.
Nisso, Cebolinha tenta dar nó nas orelhas do Sansão e Mônica o flagra. Ao bater nele, pensamos que ele ia morrer com a surra dela, mas Anjinho surge e apanha no lugar. Depois, Cebolinha corre, falando que o Anjinho é um anjo mesmo porque apareceu na hora certa. Distraído, não vê que estava à beira de um precipício. Acaba caindo, mas Anjinho salva a tempo.
Anjinho avisa que Cebolinha tem que tomar cuidado, mas não pode falar agora porque estão sendo observados. Cebolinha pensa que são pelo leitor. Anjinho fala que é alguém lá em cima, quando vê um cofre caindo do Céu e empurra o Cebolinha e é o Anjinho que fica embaixo do cofre. Cebolinha acha que está ficando perigoso e corre.
Quando Anjinho sai do cofre, nota que Cebolinha sumiu e o Anjo Encarregado lá no Céu fala que o que tiver que ser, será, mais cedo ou mais tarde o pegará. Anjinho vai procurar o Cebolinha e encontra deitado em frente a uma árvore. Anjinho pensa que ele havia morrido, mas estava só dormindo. Ele dá gargalhada e Cebolinha pensa que está maluco.
Cebolinha tenta ir embora e Anjinho vai atrás. Nessa hora, Cebolinha é atingido inesperadamente por um raio e morre. Anjinho começa a chorar muito com o corpo do Cebolinha no seu colo e nessa hora surge a mão de Deus e faz ressuscitar o Cebolinha. Ele acorda sem lembrar o que aconteceu e Anjinho diz que foi nada.
Anjinho volta para o Céu todo feliz. O Anjo Encarregado fala que Anjinho conseguiu deixar Cebolinha viver e Anjinho responde que foi graças a Deus. No final, o Anjo Encarregado diz que deu sono essa mudança de ordens e como a cama que montaram para receber o Cebolinha estava vazia, o Anjo acaba dormindo nela, deixando Anjinho indignado, não acha justo porque foi ele que trabalhou mais na construção dela do que o Anjo.
Muito legal essa história com Anjinho fazendo de tudo para o Cebolinha não morrer. A princípio acabou não conseguindo, mas Deus ficou com pena e acabou ressuscitando o Cebolinha. Foi bom ver cama e computador no Céu feitos de nuvens, as tentativas frustadas do Anjo Encarregado matar o Cebolinha com os acidentes até que finalmente consegue e também a parte do Anjinho encontrá-lo dormindo na árvore e pensar que tinha morrido e emocionante o Anjinho chorando com o corpo do Cebolinha no seu colo, mas felizmente tudo se resolveu logo, ele ficou morto só alguns segundos. Interessante que no ano que Cebolinha completou 30 anos de criação acabou morrendo.
Eles sempre tiveram cuidado das coelhadas da Mônica não matar ninguém, apenas machucar. No máximo ter histórias de planos infalíveis com os meninos se passarem de mortos para pesar a consciência dela, como teve em "O plano sangrento" (Mônica Nº 89 - Ed. Globo, 1994) e outras histórias. Normalmente quando personagens caíam em precipícios ou caía um cofre ou coisa pesada na cabeça dos personagens ou quando caiam em buraco, eles não morriam, só ficavam machucados e era tratado como humor pastelão, atualmente não deixam personagens nessas situações, mesmo só se machucando.
Dessa vez não foi a Dona Morte que quis matar e ressuscitar alguém com sua foice, foi o Anjo Encarregado que tentava matar o Cebolinha programando algum acidente no computador celestial e depois Deus que o ressuscitou. Pelo visto não quiseram inova rum pouco e não ter um crossover com a Dona Morte, ou seja, quiseram algo diferente, mas ficou bom assim mesmo. Esse Anjo Encarregado só apareceu nessa história.
MSP de vez em quando gostavam de matar os personagens. O Cebolinha nessa história ficou morto por alguns segundos e já morreu depois em "Ghost de Cebolinha" (Cebolinha Nº 83 - Ed. Globo, 1993) e fora outros personagens que também morreram como o Cascão uma vez ("Cascão no Céu" - Cebolinha Nº 105 - Ed. Abril, 1981), Chico Bento algumas vezes, como em "Vivinho da silva" (Chico Bento Nº 92 - Ed. Globo, 1990), em "Do Outro lado da vida" (Chico Bento Nº 138 - Ed. Globo, 1992), e outras, e até o cachorro do Chico ("Chico Bento e o velho cão" - Mônica Nº 38 - Ed. Globo, 1990) já morreu. Hoje em dia não fazem mais histórias de mortes de personagens principais para não traumatizar as crianças.
Traços muito bem desenhados que davam gosto de ver. Destaque para a capa com referência ao "Estatuto da Criança e do Adolescente" que tinha sido criado recentemente até então e também está completando 30 anos agora em 2020. Falei mais detalhes desas capas comemorativas do ECA nesse post AQUI. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.
domingo, 4 de outubro de 2020
Bidu: HQ "Injeção, nem de graça!"
Dia 4 de outubro é o Dia dos Animais, em homenagem compartilho uma história em que o Bidu fez de tudo para não tomar vacina contra a raiva. Com 5 páginas, foi publicada em 'Chico Bento nº 89' (Ed. Abril, 1986).
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| Capa de 'Chico Bento Nº 89' (Ed. Abril, 1986) |
Franjinha estava vendo televisão com Bidu. Quando mostra a campanha de vacinação dos cachorros, Bidu apavora e corre. Franjinha fala que vão agora mesmo e vê que Bidu havia sumido. Ele vai procurá-lo na rua e o vê disfarçado com placa que não viu o Bidu. Franjinha leva Bidu aos prantos para o veterinário. Quando vê a seringa com agulha, Bidu esperneia e consegue fugir.
O cachorro vai embora, esperando que Bidu mude de ideia e que não gosta de ficar papeando com quem não foi vacinado para não facilitar. Bidu se convence que foi um covarde e volta ao veterinário. Ele toma a vacina, aos gritos, e Bidu o leva para casa, gostando de que ele percebeu que a vacina é uma coisa boa. Aparece a mãe do Franjinha com um médico para dar vacina nele que estava faltando e Franjinha faz escândalo se pendurando em galho na árvore para não tomar vacina enquanto Bidu fala com seu amigo cachorro que ele tomou a vacina, agora quem devia dar exemplo está fazendo escândalo.
Uma história legal, dessa vez com Bidu apenas como um cãozinho comum e mostrando aos leitores a importância da vacina contra raiva de cães e gatos. Procurou mostrar a visão do Bidu de não gostar de tomar vacina e aprender que mesmo não gostando é importante para não ficar com raiva e se proteger. O seu amigo cachorro serviu pra explicar sobre a doença. Serviu para as crianças aprenderem que deve vacinar seus bichinhos de estimação assim como crianças não ter medo de tomar vacina, que é importante para ter anticorpos e não ficarem doentes.
Foi engraçado ver o Bidu correndo para não tomar vacina, se disfarçando, o escândalo na ida ao veterinário e o escândalo do Franjinha para não tomar a vacina no final, agindo até pior que o Bidu. Queria que o seu cachorro tomasse vacina, mas não deu exemplo. Ficou final aberto pra imaginar se Franjinha tomou vacina e, se sim, como ele tomou.
O amigo cachorro do Bidu não teve nome e só apareceu nessa história, como de costume em personagens secundários na época. Pelo lado educativo, até que daria pra fazerem uma história assim hoje, mas pode ser que mudassem o final com Franjinha dando mal exemplo em não tomar vacina no final.
Os traços ficaram bons, bem fofos, e chama a atenção do Bidu ser colorido quase branco. Nos gibis entre janeiro a março de 1986, o Bidu aparecia assim quase branco. Viviam mudando as cores e nesse período era assim e depois voltou a tonalidade azul normal. Outra curiosidade ter história do Bidu em uma revista do Chico Bento. Normalmente tinham em revistas do Cascão, mas em 1986 e primeiras edições de 1987 na Globo, deixaram algumas revistas do Chico com histórias do Bidu no lugar do Papa-Capim, provavelmente como forma de experiência. Depois voltou ao normal, com Bidu e Penadinho nas revistas do Cascão e Papa-Capim nas revistas do Chico.
Foi republicada depois em 'Coleção um Tema Só Nº 23 - Bidu Especial 40 Anos' (Ed. Globo, 1999). Termino mostrando a capa desse almanaque.
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| Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 23 - Bidu Especial 40 Anos' (Ed. Globo, 1999) |
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
Tirinha Nº 75: Magali
Muitas vezes os anjos da guarda dos personagens tinham o mesmo rosto deles assim como diabinhos da tentação. Hoje em dia costuma ser o Anjinho como anjo da guarda oficial da turma toda e diabinhos da tentação não tem mais por não ter mais diabos nas histórias. Impublicável também por ter casca de banana no chão no lugar do lixo e Magali ainda escorregar e se machucar por causa disso e palavra "Droga!" proibida nas revistas atuais.
Tirinha publicada em 'Magali Nº 105' (Ed. Globo, 1993).























