Mostro uma história em que o Zé Luís inventa um revólver paralisador na intenção de derrotar a Mônica. Com 5 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 18' (Ed. Abril, 1983).
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| Capa de 'Chico Bento Nº 18' (Ed. Abril, 1983) |
Titi passa em frente à casa do Zé Luís quando ele disse que conseguiu algo. Titi quer saber se aumentaram a mesada dele ou achou nota de um barão. Zé Luís mostra uma arma, Titi pensa que vai assaltá-lo e Zé Luís fala que é o novo invento dele, o revólver paralisador, com um disparo faz qualquer pessoa que esteja se mexendo, parar por 10 minutos.
Titi pergunta se já testou, Zé Luís diz que vai testar agora, Titi fica com medo pensando que ia testar com ele e Zé Luís vai ao quintal testar com um homem que estava passando em frente à casa. O homem fica paralisado e os meninos comemoram que funciona, só que não veem que o homem paralisou ao ver o cara quem estava devendo e prestes a bater nele.
Depois, Zé Luís e Titi aparecem para Mônica, que não gosta quando veem com balão de florzinha. Zé Luís diz que ela vai ser derrotada e mostra a arma. Mônica acha que eles vão brincar de caubói. Zé Luís avisa que é arma paralisadora e basta um disparo para ela ficar durinha. Mônica diz que dura já está mostrando bolso vazio. Como ela não se rendeu, Zé Luís dispara e, por ela continuar parada, pensa que funcionou. Mônica bate no Zé Luís, que não entende porque da outra vez funcionou. Joga a arma no chão de raiva e aí ela dispara e o paralisa junto com o Titi e Zé Luís avisa para esperar mais uns minutos.
História legal em que o Zé Luís é inventor e cria um revólver paralisador para derrotar a Mônica, que não acredita que funciona e de fato ela não ficou paralisada após o disparo. Acabou tendo efeito tardio só após ele jogar a arma no chão e quem fica paralisados são o Zé Luís e o Titi.
Para criar plano infalível contra a Mônica e derrotá-la vale tudo, até Zé Luís ser cientista e, assim, ele inventou um revólver paralisador só que não testou. Titi teve razão de ter medo em testar nele já que ela não havia sido testada ainda e podia acontecer tudo. Mesmo se testasse nele, não ia funcionar já que no teste no homem não deu certo. Bem que podiam ter ficado mais um pouco em frente a ele para ver se manteria a paralisação e descobririam que o invento não funcionava antes de irem até onde Mônica estava. O homem caloteiro bem medroso, a gente nunca ia imaginar que iria ficar paralisado por isso.
Mônica dessa vez não foi boba e não caiu na conversa do Zé Luís, já estava convencida que era um plano e queria ver até onde iria. Interessante que só o Zé Luís quem apanhou, devia o Titi apanhar também porque, apesar de que foi o Zé Luís quem inventou o revólver, Titi também queria vê-la derrotada. Zé Luís se deu mal 2 vezes, ter apanhado e ter ficado paralisado, se soubesse que com uma queda o seu invento fosse fazer funcionar, teria jogado no chão antes de se encontrar com a Mônica.
Foi engraçado Titi perguntar se Zé Luís conseguiu aumentar mesada ou um barão, pensar que Zé Luís ia assaltá-lo e com medo de disparar revólver nele, o homem paralisado com medo de apanhar do cara que estava devendo, metalinguagem da Mônica dizer que não gosta de balão cheio de florzinhas dos meninos, ela achar que o revólver era para brincar de caubói, confundir dura de paralisada com dura sem dinheiro e o revólver funcionar depois que o Zé Luís joga no chão de raiva.
Zé Luís foi criado no início dos anos 1960 nas tiras de jornais, inicialmente criado para interagir com o Cebolinha, depois se tornou irmão da Mônica após ela ter sido criada em 1963 e essa ideia foi abandonada depois, com ela sendo filha única. Nos gibis, passou primeiro a criar planos contra a Mônica e ser cientista, depois teve histórias tendo problemas de adolescência como ter espinhas, participando de planos criados pelo Cebolinha, interagindo com meninos mais velhos como Titi, Franjinha e Jeremias e se tornou um intelectual. Teve presença mais esporádica a partir dos anos 2000 e hoje em dia quase não aparece e quando aparece, apenas como intelectual ensinando alguma coisa para turminha.
Traços ficaram bons, típicos da primeira metade dos anos 1980, antes da fase consagrada, com personagens com curva na bochecha começando da cabeça. Zé Luís com uma estatura menor, parecendo ter uns 13 anos de idade, atualmente tem estatura maior como adolescente de 16 anos. Idade real dele nunca foi revelada, mas é cerca de 16 anos desde que ficou mais alto, hoje daria para fazer parte de uma turma da Xabéu, Sol, Teveluisão, etc, se quisessem ter um núcleo de adolescentes. Incorreta atualmente por ter arma, o invento ser em forma de arma, não pode mais nem revólver de brinquedo, ser citado brincar de caubói, além da palavra proibida "Droga!"
Nos primeiros números do Chico da Editora Abril costumavam ter histórias de secundários da Turma do Limoeiro como Humberto, Anjinho, Titi, Jeremias, Zé Luís, etc, podendo ou não ter participação de Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Acontecia porque não tinham histórias do Chico suficientes já produzidas para fechar os gibis e, provavelmente, também para demonstrar que o Chico era um personagem do Mauricio, pois era o gibi mais diferente de outro núcleo e ele ser menos conhecido na época. À medida que tiveram mais histórias do Chico produzidas e ele se tornar mais conhecido, passaram a colocar só Papa-Capim como personagem secundário em gibis do Chico. Essa história foi republicada depois em 'Almanacão de Férias Nº 7' (Ed. Globo, 1990).
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| Capa de 'Almanacão de Férias Nº 7' (Ed. Globo, 1990) |

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Muito boa essa.. e no gibi do Chico kkkk... tenho o Almanacão rs :D
ResponderExcluirDado que Franjinha usurpou-lhe o posto de inventor da turma, temos aqui o nerdola quatro-olhos, pontualmente, voltando às raízes...
ResponderExcluirQuer dizer, então, Mônica, que apoio moral não conta?! Pois, tudo indica que o Titi foi poupado, porque teria baixado em vossa senhoria a clássica ☞identidade fraternal, por conta dos dentões dele☜...
E você, Zé? A Mônica seria derrotada por quanto tempo? Dez minutos? Uma hora? Se, por exemplo, ficasse paralisada por três horas, teria de disparar dezoito vezes contra ela e, caso ficasse um dia inteiro sob efeito de paralisação, teria que ser alvejada cento e quarenta e quatro vezes. E a bateria da bagaça, daria conta? Qual seria o tempo médio de recarga do (R)revólver (P)paralisador, Zé Luís?
Para que tivesse êxito contra Mônica, teria de haver, ao menos, umas cinco unidades do dispositivo e, como seria impossível obter sucesso sem revezamento, Zé Luís precisaria de colaboradores de confiança. Acredito que um Titi, um Franjinha, um Cascão e, um Cebolinha, fossem suficientes para manutenção da Mônica sob constantes ameaças de sofrer paralisações, a fim de que obedecesse as maquiavélicas imposições deles.