Estamos no verão no Brasil e mostro uma história em que a turma toda passa sufoco com o calor forte e insuportável que estava no Bairro do Limoeiro em um dia de verão. Com 11 páginas, foi história de encerramento publicada em 'Parque da Mônica Nº 2' (Ed. Globo, 1993).
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| Capa de 'Parque da Mônica Nº 2' (Ed. Globo, 1993) |
Está muito calor no verão do Bairro do Limoeiro, Mônica não consegue correr e bater no Cebolinha, que por sua não consegue correr também e os dois caem no chão. Cebolinha xinga a Mônica de dentuça e fala que não consegue correr porque é gorducha e ela diz que só não lhe dá coelhada porque não consegue levantar o braço. Mônica faz um trato de ele pagar um sorvete para ela e não bate nele, que aceita e os dois se rastejam para encontrar um vendedor de sorvete.
Franjinha vê e pergunta se eles estão brincando de minhoca. Cebolinha responde que estão morrendo de calor e aparece a Dona Morte. Cebolinha diz que queria dizer que está um calor de louco e aparece o Louco vestido de Papai Noel. Cebolinha diz que tem muita gente no quadrinho, Franjinha fala que fica mais abafado e lembra que inventou uma pílula contra sede.
Dona Morte pergunta quem vai experimentar com todos olhando para o Louco e ele diz que é louco, mas nem tanto e sugere para Dona Morte experimentar. Franjinha gosta, dizendo que qualquer coisa ela se garante. Dona Morte diz que conhece a fama dele, mas toma a pílula, falando que faltou uma aguinha para descer melhor. Mônica e Cebolinha ficam em dúvida se funciona e querem tomar a pílula só que ficam com mais sede ainda que estavam e correm para tomar sorvete. Louco avisa para Dona Morte que vai para o deserto do Saara, chamando de Dona Vida e ela corrige que é Morte.
Mônica e Cebolinha encontram vendedor de sorvete, que diz que acabou, vendeu tudo para a Magali. Outro vendedor, estava vendendo sorvetes par aos filhos do Coelho caolho e diz que vai sobrar nada. Mônica e Cebolinha reclamam que o calor está de derreter e aparece o Jotalhão magro, dizendo que derrete mesmo. Mônica não reconhece quem era e Cebolinha diz que era o Jotalhão.
Em seguida, encontram o Chico Bento procurando água com um galho de madeira que indica onde tem água, o galho começa a balançar no lugar que tem água. Só que aparece é petróleo e Chico odeia. Depois, encontram o Anjinho na Terra, perguntam o que ele faz ali embaixo e ele responde que lá em cima está muito quente também, as nuvens evaporaram também, está um inferno.
Encontram o Cascão querendo cometer loucura, precisando de água com tanto calor que sentia. Ele corre em direção ao riacho e Mônica impede de entrar porque podia se afogar e pede para o Anjinho ajuda para o São Pedro. No Céu, Anjinho comenta que precisam de chuva, São Pedro fala que as nuvens estão secas e está esperando uma nova remessa de nuvens carregadas do Polo Norte que devem chegar só amanhã.
Anjinho diz que até lá todo mundo está cozido, tudo culpa desse Sol e tem ideia de ir ao espaço sideral falar com o Astronauta conversar com o Sol para convencê-lo de diminuir o brilho sobre a Terra. O Sol nega, estava deprimido porque brigou com a Lua, que a seguir aparece pedindo desculpas e que não vai mais olhar para a Terra.
Assim, o calor dá lugar a uma brisa saudável na Terra, Cranicola estava rachado e diz que o calor estava de rachar. Penadinho pergunta se era ele mesmo e Cranicola diz que por enquanto, Crani, só falta a cola. Começa a chuva, Cascão corre para casa e o ambiente refresca, deixando tudo normal e pessoal feliz porque ninguém aguentava mais aquele calor infernal. E o Diabo responde que ninguém mesmo, nem ele, aparecendo se abanando com ventilador, ar condicionado e água com gelo no Inferno.
História legal em que todos estavam sofrendo com o calorão no Bairro do Limoeiro, ninguém tinha força pra nada, nem Mônica conseguia correr atrás e bater no Cebolinha. Passaram a ter mais sede tomando a fórmula do Franjinha e não tiveram sorte nem em comprar sorvetes por causa da Magali e dos filhos do Coelho Caolho. Foi preciso Anjinho intervir e pedir para o Astronauta conversar com o Sol para diminuir o brilho e a temperatura da Terra voltar ao normal.
O calor infernal foi culpa do Sol, que estava com ciúme da Lua ficar olhando para o planeta Terra, fizeram as pazes, aí o Sol passou a esquentar menos. Calor insuportável estava afetando cabeça deles e passando por coisas inusitadas sendo capaz até de Cascão querer tomar banho no riacho, salvo pela Mônica que tinha medo de ele se afogar e estava insuportável até no inferno precisando o Diabo se abanar e ficar com ar-condicionado e ventilador. Eram boas as histórias de personagens sofrendo com calor. Não diferencia muito do calor atualmente na vida real, quem sabe o Sol brigou de novo com a Lua e precisaria o Astronauta intervir para amenizar o calorão.
Louco de Papai Noel com aquele calor e não satisfeito ainda queria mais calor indo para o deserto do Saara, só não foi louco de tomar a pílula inventada pelo Franjinha. Louco também conduziu bem conversa com a Dona Morte, até chamando de Dona Vida. Se o Do Contra tivesse sido criado na época, se encaixaria bem na história, contrariando todos que estavam com calor.
As fórmulas do Franjinha já são famosas que dão erradas, que até Dona Morte sabia disso e nem Louco queria tomar a pílula que Franjinha inventou. O próprio Franjinha não levava fé na sua invenção e não era louco de testar e queriam Dona Morte como cobaia porque se acontecesse algo errado, não teria efeito ruim nela, mas por não ser humano não deu reação nela, adiantou nada experimentar.
Mônica estava rastejando mas quando viu a Dona Morte correu na hora e conseguiram forças para correr quando ficaram com sede excessiva após tomarem a pílula do Franjinha. Magali tirou a vez de Mônica e Cebolinha tomarem sorvetes, ficando gorda como grávida de tanto sorvete que tomou, dessa vez engordou após comer. Legal também os filhos do Coelho Caolho impedindo Mônica e Cebolinha de tomaram sorvete.
Engraçado trocadilhos como morrendo de calor, calor de louco, calor de derreter e calor infernal que foram ganchos para surgirem Dona Morte, Louco, Jotalhão e Diabo, respectivamente. Rachei de rir com Jotalhão magro por ter derretido de tanto calor que estava. Chico Bento com galho que procura água encontrando petróleo foi engraçado de achar ruim de ter sido petróleo e não água. Devia gostar, ficaria rico e podia ter toda a fonte de água que quisesse. Mostrou que o galho que busca água só funciona na roça, não na cidade.
Divertido também Cascão querer tomar banho por causa do calor forte, as nuvens secas e evaporarem, Anjinho falando inferno, São Pedro com ventilador no Céu e encomendas nuvens no polo Norte, Sol namorar Lua, Cranicola rachou com tanto calor e Diabo se abanando com leque e com ar-condicionado e ventilador no inferno, nem ele estava aguentando calor.
Chamou atenção ao crossover com reunião de vários personagens de outros núcleos em uma história e todos tiveram papéis importantes para conduzir a trama. Nunca poderíamos imaginar Mônica, Cebolinha e Franjinha juntos com Louco e Dona Morte, Mônica e Cebolinha com Coelho Caolho e os filhos, depois com Jotalhão e com Chico Bento, e mais Anjinho com Astronauta.
O título fez jus com crédito de "A turma" com tantos crossovers juntos. História teve uma linguagem diferente, mais ágil, com os secundários presentes ficou como se todos estavam fazendo visita no Bairro do Limoeiro e todos os secundários conheciam um ao outro. Foi importante presença deles para gerar as gags apresentadas.
Tudo indica que foi história escrita pelo Flávio Teixeira De Jesus por característica de ser ágil, vários personagens surgindo do nada, inclusive secundários. Depois, estilo de história com essa linguagem foi adotado mais frequente nas histórias ambientadas no Parque da Mônica, onde todos se reuniam lá e com maior número de crossovers com personagens. Flávio fez muitas histórias do Parque da Mônica. Se essa história não fosse para Revista Parque da Mônica, recém lançada até então, acho que iria para revista do Cebolinha.
Traços ficaram bons do estilo consagrado dos personagens. Teve erro roupa do Coelho Caolho com cor rosa em vez de amarela. Incorreta atualmente por por personagens sofrerem com calor extremo, absurdos mostrados, aparecer Diabo, além de palavras e expressões populares de duplo sentido proibidas como "morrendo de calor", "calor infernal", "todo mundo tá cozido", "diacho", "inferno", "peste", "louco", entre outras.
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Vai entender esse pessoal! Toda vez que o Cascão quer contato com água vem alguém da turma pra impedir, depois tentam molhar o pobre a todo custo. Como gosta de sujeira e detesta limpeza até pode não bater bem por causa de suas preferências, só que a Mônica, o Cebolinha e a molecada do bairro não sabem o que querem quando o tema é o Cascão.
ResponderExcluirO Sol fez as pazes com a Lua e o clima melhorou. Ainda bem, né? Cheia de piadinhas, bem metaforada, personagens de outros núcleos tendo contato com a turminha, bem legal essa história!
É, nunca teve padronização do que a turma queria com banho do Cascão. Essa seria a chance de ele tomar banho e eles ficaram com medo de se afogar. Prevalecia que sempre tinha algo pra impedir o banho. Foi legal a história, os crossovers e as piadas foram o que marcou.
ExcluirUma pergunta, Marcos. Você conhece “Que gostosura!”? É com a Mônica querendo passar por gostosa e pra isso usa batom e põe enchimentos na roupa pra parecer que tem quadris largos e peitos. Vê se pode uma coisa dessa, uma criança com essa ideia. Depois que conheci as revistas da Coleção Histórica venho me interessando cada vez mais pela Turma da Mônica do antigo testamento, mas naquela história o Mauricio e sua equipe passaram um pouco do ponto. Não leve a mal, inclusive detesto a praga do politicamente correto. Descobri no YouTube e se você conhece eu gostaria de saber se é fase Abril ou fase Globo. Não tenho a tarimba de olhar e sacar qual a fase. Só não tenho dúvida com personagens de traços pontudos, sei que são dos anos 70 e histórias com eles assim foram editadas pela Abril, isso memorizei graças às informações da coluna do Paulo Back nos gibis da CH.
ExcluirEdgar, conheço "Que gostosura!", é de Mônica Nº 185 (Ed. Abril, 1985). Tinha de tudo nos gibis, principalmente na Editora Abril. É engraçada, mas de fato é bem pesado uma criança da idade da Mônica com ideias de querer ser gostosa para atrair os meninos. Coleção Histórica foi excelente, muita gente passou a se interessar pelas antigas depois que lia, pena que acabou essa coleção.
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ResponderExcluirEu também gosto de outros personagens participando com a turma. Bem criativo o Sol com ciúmes da Lua.
ExcluirDeve ser pior ainda pro Coelho Caolho e os filhos, sendo que eles têm pelos.
ResponderExcluirPior mesmo para a coelhada foi turistar no Bairro do Limoeiro em pleno calor escaldante. O Reino da Mata outrossim passa por calorões, entretanto, é contemplado por rios, lagos, cachoeiras, vegetação abundante que contribui para refrescar o ar em dias extremamente quentes e o progenitor não levaria uma $$baita$ $facada$$ por ter de comprar picolés e sorvetes para a vasta prole se permanecessem em seu habitat.
ExcluirJá para Jotalhão, o passeio "internuclear" (ou "extranuclear") funcionou como uma sauna...
Os pelos fazem sentir mais calor, mas se eles tivessem na mata ia estar mais fresco por causa das sombras das árvores. Foram turistar no Limoeiro, se deram mal e precisaram de sorvete. Quem se deu bem foi o vendedor de sorvete, ganhou boa grana com os coelhinhos. Para o Jotalhão o calor também foi ruim, ao menos ganhou uma boa silhueta e sem fazer dieta. Pipa que ia adorar, pra emagrecer o calor extremo é um prato cheio.
ExcluirSem falar que moram todos juntos, que ficando muita gente (ou melhor, coelhos) num lugar só, acaba aumentando a sensação térmica.
ExcluirSábio foi o Pernalonga que não quis constituir família. Pois de todas as famílias da TM clássica, Julia R., Warrior of Light e Marcos, a do Coelho Caolho é, eu diria, a mais insana. Esposa dele teria passado por quantas barrigadas? Umas quinze? E, em média, teria parido quantos filhotes em cada uma?
ExcluirQuanto mais gente em um local, mais sensação de calor fica, e fora que moram em toca subterrânea sem ventilação, mais calor ainda. teríamos que saber quantos coelhinhos vem em uma barrigada de coelha, são 128 filhos, logo, foram várias barrigadas pra ter todos.
ExcluirAmo a coleção das revistas do parque... na editora globo.. e excelente essa hqs... gostei muito ao ler pela primeira vez nesse gibi!! Eu sempre achhei que todas essa HQs do parque tinha um diferencial e não tou falando das hqs de abertura rsrs
ResponderExcluirSim, não eram só nas histórias de abertura, tinham diferencial também nas de encerramento e às vezes até nas de miolo. Tinha uma linguagem que não tinha nos outros gibis, por isso ficava legal pra sair da mesmice.
ExcluirHistória bem construída com todos núcleos só faltou a Tina de biquíni 👙 😎Marcos uma dúvida? vc sabe qual foi a primeira história que Mônica e Chico Bento contracenaram juntos ??
ResponderExcluirFoi boa, seria bom Tina de biquíni e Pipa ficando magra com calor. Também faltaram núcleos do Piteco e Papa-Capim. Não sei qual foi história que Mônica e Chico Bento juntos na mesma história pela primeira vez, acredito que foi nos anos 1980 e crossovers com eles foram mais nos anos 1990. E considero Chico com qualquer um dis 4 principais da Turma da Mônica.
ExcluirÔ! Foi boa mesmo, ainda mais de biquíni... Unânime à época, querida por todos, Tina era muito gente boa(zuda)...
ExcluirPrimeiro crossover com integrantes de Vila Abobrinha e Bairro do Limoeiro deve ter sido o do institucional setentista em que Magali e Mônica visitam o sítio dos Bento, contracenando obviamente com o Chico e, de quebra, com o Zé Lelé.
Sem dúvida Tina seria admirada por todos com biquíni. Tudo indica que essa institucional deva ter sido o primeiro crossover com Mônica e Magali com Chico e Zé Lelé, e nem tenho essa institucional. Agora, nos gibis começou nos anos 1980.
ExcluirDa época em que até as histórias de miolo tinham qualidade para poderem ser de abertura. Óptimos esses desenhos!
ResponderExcluirÉ, tinha qualidade pra ser de abertura. Acredito que essa seria de abertura se não tivesse ido para Revista do Parque da Mônica. Aliás, muitas histórias de encerramento dessas do Parque poderiam ser de abertura tranquilo, costumavam ser desenvolvidas e ter mais páginas do que histórias de encerramento de gibis dos 5 principais.
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