terça-feira, 8 de setembro de 2020

Chico Bento: HQ "Pôu In Roça"

Em setembro de 1990, há exatos 30 anos, era lançada a clássica história "Paul In Roça" em que o Paul MCCartney dos Beatles foi parar no sítio do Chico Bento. Com 11 páginas, foi história de abertura de 'Chico Bento Nº 95' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Chico Bento Nº 95' (Ed. Globo, 1990)

Escrita por Rosana Munhoz, começa alguém andando cansado na mata até chegar ao Chico Bento. O homem fala em inglês e Chico pensa que ele espirrou. Quando vê, era o Paul McCartney perguntando se lá era a Amazônia, mas Chico não entende nada por ele estar falando em inglês e comenta que ele está mal da constipação. 


Paul fala que o Chico deve ser um índio e tudo é emocionante. Chico continua sem entender e ele reclama com o letrista que assim não dava, parece uma conversa de louco. O letrista coloca uma legenda do que o Paul falou, mas ele ainda não entendia o que o Chico falava. Ele reclama de novo para o letrista dar um jeito e então o Paul passa a falar um português americanizado, mas que dava para o Chico entender.


Com isso, Paul pergunta se lá era a Amazônia e Chico responde que é interior de São Paulo. Paul comenta que estava indo do Rio de Janeiro até à Amazônia e seguiu errado, pegando o caminho da direita em vez da esquerda. Chico pergunta quem é e ele se apresenta como Paul McCartney. Chico fica emocionado ver o cantor dos "Bítus" e o abraça, falando que depois de Chitãozinho e Xororó eles são os cantores preferidos e sabe todas as músicas deles.


Paul agradece e comenta que agora precisa ir até a Amazônia. Chico pergunta se vai a pé.  Ele diz que sim porque adora ver a natureza e Chico comenta que vai levar mais de 1 ano para chegar até lá. Paul comenta que está certo porque levou 2 meses para chegar do Rio até lá. Chico convida passar uns dias ali mesmo para descansar e Paul comenta que quer ver natureza e Chico mostra a mata de Vila Abobrinha cheio de vegetações e animais.


Vendo a natureza, Paul acha tudo muito lindo e canta seus sucessos. Até que se encanta ao ver uma onça-pintada e resolve abraçá-la. Chico tenta impedir com medo da onça atacá-lo, Paul fala que não vai maltratar, pois ele não come carne, mas Chico lembra que a onça come e ela ataca o Paul. Mesmo machucado, ele fica feliz e sai cantando "Yesterday".


Chico leva o Paul para sua casa e sua mãe, Dona Cotinha, comenta que ele era mais bonito nas revistas. Lá, Paul almoça e gosta da comida simples, se deita na rede curtindo música brasileira e acha tudo muito lindo e resolve tirar umas férias lá. Ele comenta que gostaria que seus amigos estivessem lá, quando os outros integrantes da banda, George Harisson e Ringo Starr, chegam.


Eles fazem show em Vila Abobrinha e Chico comenta que quem diria os "Bítus" depois de 20 anos. estariam reunidos fazendo show lá na roça e com algumas influências sertanejas, quando eles cantam "Pinga ni mim" de Sergio Reis. Mas Chico lembra que falta o John Lennon, e se estivesse lá, ia parecer um sonho. Só que enquanto cantam John Lennon, como um anjo, acompanha tudo que estava acontecendo lá no céu e fala para o Chico que o sonho não acabou, terminando assim.


História muito legal prestando uma homenagem ao Paul Mc Cartney e a banda Beatles. Paul havia feito um show no Rio de Janeiro em 1990 e Rosana quis prestar homenagem a esse acontecimento e lembrar os "Beatles", banda que marcou a história da música mundial. Na trama, ela fez com que o Paul fosse parar no sítio do Chico Bento ao pegar caminho errado do Rio para a Amazônia. Sempre bom ver personagens contracenando com famosos e com celebridades internacionais, melhor ainda.


O contraste da simplicidade da roça com o estrangeiro foi bem interessante. Foi bom ver o Chico contracenando com o Paul McCartney, vê-lo encantado com a natureza, cantando músicas dos Beatles e sertanejas,  ser atacado pela onça. comendo comidas simples e deitado na rede, e ainda ter um show com os "Beatles" na roça no final, com direito ao John Lennon vendo tudo lá no céu já que morreu em 1980. A conversa entre Chico e Paul no início, um sem entender o outro por Chico falar português caipira e Paul falar inglês e o Chico reclamando com o letrista, foi bem divertido também.


Em 1990 tinha bastante nostalgia dos anos 1960, sobretudo dos "Beatles" e com o show do Paul McCartney no Rio de Janeiro ajudaram a criar a história. Além disso, naquele ano completavam 25 anos do auge dos "Beatles", 20 anos do fim da banda e 10 anos da morte do John Lennon, mais motivos para ter a homenagem nessa história.

Os nomes do Paul McCartney e dos integrantes da banda George Harisson e Ringo Starr, falados pelo Paul McCartney não foram parodiados dessa vez nem as letras das músicas (exceção de "I Saw Her Standing There" em que colocaram um "and" onde não tinha na letra original). Na época nem sempre os nomes dos famosos eram parodiados, mas quando o Chico chamou "Pôu Macártinei", "Jon", "Xitãozinho", cantando "She Loves You" e o nome da banda ficou como "Bítus". No caso, os nomes dos cantores e da música foram mais para deixar uma fala aportuguesada e caipira do Chico, já a banda "Bítus" pode considerar paródia mesmo, já que nas baterias apareceram com nome assim.


O título da história foi uma homenagem ao nome do show do Paul McCartney no Rio de Janeiro no estádio do Maracanã, "Paul in Rio", e também ao "Rock in Rio" e só deixou nome acaipirado do jeito de falar do Chico. Sucessos que foram lembrados na história foram: "She Loves You", "The Fool On The Hill", "Here Comes The Sun", "Yesterday"e "I Saw Her Standing There", além de referência a "Yellow Submarine" em uma nuvem. MSP gosta de homenagear os "Beatles" até hoje, principalmente em histórias escritas pelo roteirista Paulo Back. Normalmente os personagens ficam caracterizados como os integrantes dos "Beatles" em histórias assim, mas dessa vez foram os integrantes reais da banda contracenando com o Chico. 


A história provou também que a Vila Abobrinha fica no interior de São Paulo, muitos tem dúvida de qual lugar do Brasil Chico morava. De incorreto foi a a parte do Paul McCartney enfrentar uma onça e ser atacado por ela, hoje em dia, evitam personagens contracenarem com bichos silvestres. Traços ficaram lindos, muito bem desenhados e dessa vez com 6 quadros por página em vez de 8 quadros. Normalmente histórias de abertura tinham quadros assim, eram escritas pela Rosana, é uma dica de saber quando ela roteirizava histórias. Ficavam bonitos os desenhos assim com 6 quadros por página, só desvantagem de ocupar mais páginas nos gibis do que devia. Enfim, "Paul In Roça" um grande clássico muito lembrado pelos fãs, quem diria que já faz exatos 30 anos, e sempre bom relembrar.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Tina: HQ "Amizade ou paquera?"


Mostro uma história em que o Rolo passou sufoco para que sua namorada ciumenta não o visse junto com a Tina em uma lanchonete. Com 5 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 181' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Mônica Nº 181' (Ed. Abril, 1985)
Nela, Rolo e Tina estão em uma lanchonete e quando Rolo comenta que fazia um tempão que eles não saíam para um bom bate-papo, ele vê sua namorada chegando na lanchonete e se esconde debaixo da mesa. Tina primeiro pensa que ele tinha perdido alguma coisa e depois que ele fala que é sua namorada, Tina deseja ir lá conhecê-la.


Rolo impede e fala que a namorada não pode saber que ele foi à lanchonete com a Tina, seria o fim do namoro, nunca ia acreditar que eles são só amigos. O garçom chega com o pedido e pergunta ao Rolo se perdeu alguma coisa e ele diz que vai comer ali mesmo no chão, dando desculpa que é ótimo para digestão, comprovado pela ciência gastronômica. 

Garçom acha Rolo maluco e Tina comenta que não sabe como a namorada não percebeu nada. Rolo fala que nem pode perceber, come bem rápido e pede a conta para sair de lá o quanto antes. Depois de pagar, ele sai carregando a mesa e o garçom impede de levar a mesa. Rolo fala que é um empréstimo e devolve na saída, enquanto a namorada reconhece a voz do Rolo. A namorada vai em sua direção, perguntando se era o Rolo e ele, mais que depressa, sai da mesa e joga na sua cabeça  a macarronada dos fregueses da mesa ao lado. Ao ver com macarrão na cabeça, a namorada se desculpa, não pode ser o Rolo porque nem ele seria tão biruta de fazer isso.


Rolo e Tina vão embora, com Tina avisando para não olharem para ela, não conhece aquele cara e nem é amiga dele. Na rua, Tina fala que não precisava dar todo aquele vexame e Rolo diz que sim, faz de tudo para salvar o seu namoro. No final, vê um cara entrando na lanchonete e sentando ao lado da sua namorada e ele vai até lá e dá bronca, não acreditando que o cara é só amigo dela.


Muito engraçada essa história com Rolo com medo de sua namorada ver conversando com a Tina e faz de tudo para ela não ver, passando por vários constrangimentos. Engraçado vê-lo debaixo da mesa comendo no chão ,atravessando a lanchonete carregando a mesa e jogando macarronada na cabeça só pra não terminar namoro por ciúme dela. Situação inverteu no final, ele que deu crise de ciúme ao ver namorada conversando com outro. Ficou final aberto com o que aconteceu na sequência, se terminaram ou não namoro, mas provavelmente sim, já que Rolo aparecia com namorada diferente (ou várias) a cada história.


Mostra casos de casais inseguros e ciumentos na vida real que não pode ver com outro (a) que começa a dar ciúme e fazer escândalo e resolveram fazer história assim com Rolo. As vezes ele pode ter se preocupado à toa  e a namorada nem poderia ter feito nada  se o visse junto com Tina, mas pelo medo dele, a namorada era ciumenta e poderia fazer escândalo sim.

Rolo até chegou a ter interesse na Tina algumas vezes nos anos 1970, após a reformulação de 1977, ora Rolo gostando da Tina, ora Tina gostando dele, sem serem correspondidos. Mas nos anos 1980, ainda mais nessa altura de 1985, já ficou bem definido que eles não se gostam, eram apenas amigos mesmo, com Tina chegando a ter namorado fixo, o Jaime, e o Rolo paquerador, com cada história com namorada diferente ou pegando várias em uma mesma história.


Tiveram alguns deslizes nessa história como quem pagou a conta da macarronada que o Rolo jogou na cabeça, se foi ele, os fregueses ou a lanchonete ficou com prejuízo, se ele até pagou, mas não mostraram para agilizar a história. Como eles não gostavam de histórias grandes e sem deixar tudo bem explicado, aí podia acontecer  essas coisas, até prefiro assim sem explicar muita coisa. Podia o ambiente ser tratado como restaurante á que serviram macarrão lá. A namorada ficou sem nome e o título da história podia ter créditos a Rolo ou pelo menos Tina e Rolo. Considero mais uma história dele do que da Tina. Traços excelentes da fase de ouro da Turma da Tina dos anos 1980 que dava gosto de ver.

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Uma história do Piteco impedindo a Thuga de se casar


Compartilho uma história com o Piteco achando ruim da Thuga se casar com um cara que tinha conhecido há pouco e a mantinha prisioneira. Com 5 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 126' (Ed. Abril, 1980).

Capa de 'Mônica Nº 126' (Ed. Abril, 1980)

Começa com o Piteco pescando e sendo apresentado pelo narrador como um amiguinho pré-histórico  simpático e solteirão quando recebe do carteiro um convite de casamento que deixa o Piteco muito feliz e animado, era o casamento da Thuga.


Ogra aparece desanimada comentando que Thuga sempre escolheu muito mal os namorados dela, tentou abrir os olhos dela, mas queria se casar com o primeiro que viu pela frente e leva o Piteco até onde estava a Thuga. Chegando lá, ele vê Thuga acorrentada nos pés e ela diz que que foi ideia do noivo por ele ser ciumento e pensar que ela ia fugir enquanto buscava o Juiz.

O noivo aparece com raiva e dando bronca que não quer vê-la conversando com desconhecidos. Thuga fala que Piteco é um amigo de infância e o noivo diz que também não quer vê-la com conhecidos, vai cortar as amizades dela e quer só ele perto da Thuga. Piteco intervém, falando que a Thuga não pode se casar com aquele mastodonte, que vai tratá-la como prisioneira. O noivo pergunta o que Piteco tem a ver com isso e ele responde que é um amigo e gosta muito dela.


O noivo pergunta que se gosta tanto dela por que nunca a pediu em casamento e ele diz que nunca teve oportunidade. Com isso, quando Piteco finalmente pede a Thuga em casamento, é descoberto que o noivo era primo da Ogra e foi tudo um plano infalível da Thuga para ver se conseguia o Piteco se casar com ela. O Juiz de Paz começa a cerimônia com Piteco paralisado de medo, só que ela fica tão emocionada que acaba desmaiando. Piteco aproveita para fugir se livrando do casamento. No final, Thuga acorda e vai atrás do Piteco enquanto o Juiz de Paz fala que é uma pena ele não cobrar por tentativa de casamento porque senão ele estaria rico e aposentado.


Uma história bem divertida com mais um plano infalível da Thuga para tentar se casar com o Piteco. Dessa vez ela armou que ia se casar com um cara para ver se Piteco se sensibilizasse e resolver se casar com ela para não vê-la prisioneira de um cara machista e ciumento. Só não contava que o noivo entregasse o plano e ela própria desmaiar na hora do casório, dando brecha para o Piteco fugir. 

Muito legal ver Piteco acreditando no plano, ver a Thuga acorrentada nos pés, o noivo falar que não podia se encontrar nem com os amigos e engraçado o Juiz de Paz no final falar que estaria rico e aposentado com todas as tentativas de casamento da Thuga e Piteco. Não era só Cebolinha que fazia planos infalíveis, qualquer personagem fazia seus planos de acordo com seus interesses, sendo que os da Thuga eram muito bons também. 


Mostra que no fundo o Piteco gosta da Thuga, só não queria se casar. Ele podia dar surra no noivo sem precisar se casar com ela só para não ser prisioneira do noivo. Aborda também assunto de homens machistas, que não querem ver namorada ou esposa liberal e que sempre tem que estar servindo a ele. Impublicável hoje em dia por essas razões de mostra rum cara extremamente ciumento tornando Thuga prisioneira para não se encontrar com outros homens e mostrá-la acorrentada.

Curiosamente, dessa vez foi uma história sem título, apenas o nome do Piteco. Podiam ter colocado nome no noivo da Thuga, só foi revelado que era primo da Ogra. Ele só apareceu nessa história, como era de costume personagens secundários. Teve presença da Ogra, ela era muito frequente nos gibis dos anos 1970, inclusive tendo histórias solo. Nos anos 1980 e 1990 começou a aparecer só de vez em quando e hoje está na galeria de personagens esquecidos.


Os traços muito bons da fase de transição dos anos 1970 até o que ficou consagrado no decorrer dos anos 1980. O Juiz de Paz que ainda não tinha traços definidos e por isso apareceu diferente do que o atual. Teve um quadrinho com Piteco e Ogra pintados tudo com cor laranja na página 2 da história (página 29 do gibi), assim como árvores coloridas só de vermelho e só de azul, era bem comum isso nos gibis dos anos 1970, não só da Turma da Mônica, mas  também em gibis de todos os segmentos e turmas da Editora Abril, ainda assim não tira o encanto dos gibis da época.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Tirinha Nº 74: Cascão

Nessa tirinha, Cascão encontra um  Gênio da Lâmpada, que fala que ele tem direito a 3 pedidos. Só que começa a chover logo na hora que o Cascão tinha que fazer seus pedidos e a única alternativa foi pedir 3 guarda-chuvas para ele correr bem seguro da chuva. Perde a chance de ter tudo que queria, mas pelo menos continuou sem tomar banho. Muito legal.

Tirinha publicada em 'Cascão Nº 64' (Ed. Globo, 1989).


sábado, 22 de agosto de 2020

HQ "Meleca, Magali!"

Mostro uma história em que a Magali passou sufoco por ter quebrado um pote de maionese no supermercado. Com 11 páginas, foi história de abertura de 'Magali Nº 70' (Ed. Globo, 1992).

Capa de 'Magali Nº 70' (Ed. Globo, 1992)

Magali está no supermercado procurando o que podia gastar com 100 cruzeiros e resolve comprar um pacote de balas "Juju". Só que estavam bem alto na prateleira, ela tenta pegar e depois de tirar as balas, acaba derrubando um pote de maionese que estava ali perto. Ela ainda tenta segurar, mas o pote acaba caindo no chão, sujando tudo.


Magali comenta que quebrou coisa de 500 cruzeiros e ela só tem 100 e não pode pagar e fica imaginando sendo pega pelos funcionários do supermercado e sendo presa na cadeia e a mãe chorando e lamentando que confiou tanto em ela ir ao supermercado.  Ela tenta sair de fininho aproveitando que ninguém viu, mas acaba o funcionário João vendo e vai atrás dela.


Assim, Magali corre para ele não alcançá-la e se esconde debaixo de uma prateleira, achando que isso é uma vantagem de ser magrinha. Ela tenta fugir do supermercado, mas encontra o João dando descrição dela para todos o caixas e se imagina como uma criminosa fugitiva, com cartazes nos postes à procura da "Magali Meleca, a quebradora de maioneses". Ela vê o João de novo e volta a se esconder debaixo da prateleira.


Quando pensa um jeito de sair de lá, vê a Mônica e a chama, dando susto nela. Magali conta a história e ao ver o carrinho que a Mônica estava carregando, tem uma ideia de sair da encrenca que se meteu. Logo depois, a mãe da Mônica, Dona Luísa, a encontra e fala para irem ao caixa e se assusta com o carrinho cheio de compras, além do normal. Dona Luísa comenta que está achando o carrinho muito  cheio e espera que não tenha colocado coisa que ela não pediu e Mônica disfarça que não tem nada de mais.


No caixa, a mulher vai registrando os preços  dos produtos das compras, até que tira a Magali e pergunta ao funcionário qual o preço da menina. Mônica fala que não é menina ,e, sim, uma boneca dela e até fala melancia. A mulher pergunta por que não deixou no guarda-volumes e Mônica acha que ficaria muito sozinha. A mulher desconfia que ela pegou a boneca da seção de brinquedos e não quer pagar e chama o funcionário João. 


Quando Magali o vê, pula para dentro da sacola de compras. Quando ele a tira da sacola, vê que era ela quem tinha derrubado o pote de maionese. Magali fica desesperada e confessa chorando que quebrou sem querer num momento trágico de distração e não tinha dinheiro para pagar e por isso fugiu e é uma criminosa e manda prendê-la. 


João fala que não vai prendê-la, esses acidentes já estão previstos nas contas dos supermercados e não precisa pegar e só foi atrás dela para saber se tinha machucado. Magali fica aliviada que estava se preocupando com bobagem e vai correndo comprar a bala "Juju". Na empolgação, acaba quebrando todos os potes de maionese expostos no supermercado. Assim, Magali desiste das balas, corre e empurra Mônica e Dona Luísa para irem embora com medo de ter que pagar por ter causado outro acidente, terminando assim.


Essa história é legal com a Magali desesperada por ter quebrado um pote de maionese e ser presa por não ter dinheiro para pagar. Foi engraçado ela pensar  ser levada pelos vigias e a mãe chorar com ela na cadeia, os cartazes nos postes como uma criminosa fugitiva procurada pela polícia e se passar por uma boneca para sair do supermercado. 


Final engraçado com Magali derrubando todos os potes de uma só vez, ficando a dúvida se dessa vez ela pagou ou não pelos potes quebrados, fica na imaginação de cada um. Não aconteceria nada disso se ela não tivesse ido sozinha ao supermercado e mesmo acontecendo o acidente, quem pagaria seriam os pais dela, só levaria muita bronca depois. 


Legal ver o jogo do pote de maionese caindo e a Magali olhando fixamente, dando impressão que foi queda lenta, mas era queda normal, ficou bem interessante. Foi bom também ver o monólogo da Magali no início, têm histórias que o personagem sozinho conseguia formar a história toda falando sozinhos como malucos. Os grandes personagens conseguem fazer graça sozinhos. Os traços mito lindos que davam gosto de ver desenhos assim. 


Eram boas histórias da Magali ambientadas em estabelecimentos como supermercados, feiras, etc, como foi a clássica "Perigo no supermercado" de 'Magali Nº 54', de 1991. Além de engraçadas, mostrava o nosso cotidiano. Impublicável por Magali estar sozinha no supermercado sem nenhum adulto e ainda pensar que era uma criminosa. Bandidos não aparecem mais nas revista e muito menos crianças se passando por bandidos. 


Teve um termo errado gramaticalmente quando a mãe da Magali fala no pensamento "ir no supermercado", o ideal seria "ao supermercado". Não se sabe foi erro de revisão ou se foi de propósito para deixar linguagem informal tão comum nos gibis antigos e isso hoje seria alterado em almanaques se republicassem. Também alterariam a moeda "Cruzeiro" para "Real" para fingir que seria uma história atual.