segunda-feira, 18 de outubro de 2021
Personagens Esquecidos 15: Jaime (namorado da Tina)
sexta-feira, 15 de outubro de 2021
Chico Bento: HQ "Uma aula difícil"
| Capa de 'Chico Bento Nº 30' (Ed. Abril, 1983) |
Marocas fica sem graça, deixa para lá e resolve fazer a chamada. Chama os alunos e quando comenta que faltou só o Chico, ele surge debaixo da mesa onde ela estava sentada e ela se assusta. Com isso, Marocas manda o Chico escrever no quadro negro "Não devo brincar na aula" e não parar até quando ela mandar.
Depois, Marocas tenta dar aula de História e Chico arranha o giz fazendo barulhão que assusta todos. Marocas entrega outro giz para o Chico e ele consegue quebrar. Irritada, ela entrega todos os giz para ele e manda colocar no bolso. Só que ele não tinha bolso, os gizes caem no chão, Marocas pisa, rodopia e bate de frente no quadro, ficando de cabeça para baixo.
Chico tenta se explicar, Marocas diz que acredita em tudo que ele fala e manda ajudar a desvirar porque não consegue se mover. Ao ajudar, Chico acaba tirando a saia dela. Marocas se esconde atrás da mesa e pede para o Chico devolver a saia e Chico diz que não vai dar porque ela vai pôr de castigo e puxar as orelhas dele. Marocas diz que não está braba, Chico diz que sim e aí ela se irrita e grita com ele. Chico se assusta e larga a saia, que voa pela janela e cai no rio em frente a escola.
Marocas manda a turma toda ir lá buscar a saia. Depois de um tempo, Marocas pergunta aos alunos se já conseguiram pegar a saia, Chico fala que não, estão testando pescá-la. Marocas diz que vão ficar o tempo que for preciso até pegarem e no final é revelado que eles estão pescando peixes e curtindo o ar livre, enquanto a saia está até perto deles.
Muito engraçada essa história com Chico perturbando a professora Marocas e depois com medo de não ser castigado por ela, consegue aprontar mais ainda. Ele era um verdadeiro pestinha em sala de aula, não deixa a a professora dar aula. Incrível que no final, a Marocas se deu muito mal e ele se deu depois de tudo que aprontou.
Foi rachar de rir ver o Chico tentando fugir da sala de mansinho sem professora ver, ela o agarrando com o guarda-chuva, o procurando abaixada, os sustos dela com Chico escondido na mesa e com o barulho do giz, ela rodopiando e se trombando no quadro e ficar sem saia. Como a Marocas sofreu com o Chico nessa. Ela não precisava ficar sentada esperando os alunos, era só ficar na janela vendo eles pegarem a saia e ia flagrar que estavam só pescando de boa
Completamente incorreta por Chico agir como mal aluno desrespeitando a professora, fora coisas que ele fez como fazer a professora cair daquele jeito com os gizes no chão e ela ficar sem saia na sala de aula. Hoje em dia o Chico é o oposto disso, é um bom aluno, esforçado e não apronta com professora, quase n~]ao tem histórias na escola e quando tem são mais voltadas ao didático, ensinando boas maneiras e Chico tirando nota boa.
Além disso, antigamente a professora Marocas era bem enérgica, colocava os alunos de castigo isolado de frente para parede, gritava com eles, até chamava Chico de burro! hoje ela não é mais assim, é mais calma e sem dar castigo aos alunos, procurando dar conselhos. A didática antiga da Marocas é inaceitável hoje, tipo cena de fazer o Chico escrever no quadro negro não é bem visto, seria traumático para o aluno. Tudo que faz aluno passar vergonha diante dos outros é proibido.
Traços excelentes, típicos dos anos 1980. Foi republicada depois no 'Almanaque do Chico Bento Nº 12' (Ed. Globo, 1990). Termino mostrando a capa desse almanaque.
FELIZ DIA DOS PROFESSORES!!!
| Capa de 'Almanaque do Chico Bento Nº 12' (Ed. Globo, 1990) |
domingo, 10 de outubro de 2021
Magali: HQ "Nada pra comer!"
| Capa de 'Magali Nº 60' (Ed. Globo, 1991) |
Magali diz que até lá não vai aguentar e já vai ter morrido e, assim, vai a rua pra ver se consegue comer. Ela vai a casa da Mônica, diz que foi para tomar café e quando a mesa vazia também e Mônica diz que estão fazendo dieta da Lua e só tem chá. Magali corre até à despensa da casa da Mônica para pegar biscoito e Dona Luísa diz que está vazia e que combinou de ir com a mãe dela juntas fazer compras.
Na rua, Magali comenta que está em situação difícil. sem comida, sem mesada e já passou da hora de filar café na casa de alguém. Em seguida, ela acha uma nota de quinhentos cruzeiros perdida e vai comprar 3 sorvetes, mas o sorveteiro fala que não tem e está indo para a fábrica para abastecer o carrinho. Aí, ela pede 2 cachorros-quentes, e o vendedor diz que só se for sem pão e sem salsicha porque é cedo e ainda vai comprar.
Enquanto vai à lanchonete, ela vê uma senhora procurando dinheiro que perdeu e era tudo que tinha pra comprar comida e então Magali devolve com pena. Em seguida, vê o Dudu com sanduíche na mão. Ela pede desesperadamente para dar o sanduíche e quando vai entregar, Dudu tropeça na lama e mais uma vez ela fica sem comida e chora.
Magali vê Mônica e Denise com um bolo na mão. Desesperada de fome, come todo só com uma dentada. Denise fala que era bolo de lama e aí só resta Magali cuspir o que ainda restava na boca. Magali começa a passar mal de fome, fica rosa, roxa e verde e desmaia. Mônica e Denise carregam Magali até a casa dela e Dona Lili diz que fez as compras e deixa a filha desmaiada na cama enquanto prepara o almoço.
Depois de pronto, Magali acorda com o cheiro e nem acredita que viu comida. Ela come tudo de uma vez só e pede mais. Depois pede repetir mais 4 vezes, deixando a mãe cansada de ir e voltar da cozinha para o quarto até que Magali fica satisfeita. Dona Lili acha ótimo porque a despensa já ficou vazia de novo depois da comilança da filha. Ou seja, para sustentar a Magali, ela tem que ir no supermercado todos os dias e sempre comprando comida suficiente para um batalhão.
História legal com Magali passando sufoco sem conseguir comer desde que acordou porque a despensa de casa estava vazia. Só um chá no café-da-manhã não dava nem para o começo com a fome dela. Passou por vários imprevistos como despensa da casa da Mônica estar vazia, sorveteiro e vendedor de cachorro-quente não terem nada pra vender, Dudu escorregar com sanduíche na lama, entre outros, até conseguir comer só no almoço, só que aí toda a comida da casa para compensar o tempo que ficou sem comer.
Mostrou a verdadeira Magali obcecada por comida e capaz de tudo, com vários absurdos, para conseguir comer. Costumavam fazer histórias da Magali com dificuldade de conseguir comida, sendo que na maioria das vezes era pretexto para ela ir na casa dos amigos filar boia. Dessa vez, colocaram outras situações que podiam acontecer.
Foi divertido ver a Magali indo na casa da Mônica na cara-de-pau para tentar tomar café-da-manhã e a falta de educação de ir na despensa pegar biscoito antes da Dona Luísa permitir, se dar mal em nem os vendedores terem o que vender os carrinhos e sanduíche do Dudu cair na lama, Magali desmaiar de fome, precisando as amigas levarem para casa dela, além dos absurdos de comer bolo de lama e a comilança sem parar no final. Tudo muito engraçado.
Ainda bem que ela não conseguiu comprar sorvete e cachorro-quente senão a senhora com o filho iam ficar sem comida, foi bom pra mostrar e refletir que existem gente pobre com fome no mundo, mas sem deixar piegas. Considerando que a revista custou 300 Cruzeiros, a mulher não conseguiria praticamente nada no mercado. Como a inflação era alta, todos os dias subiam os preços, aí pelo visto não deu para corrigir valores em relação a quando foi roteirizada e também a tempo de fechar o gibi ir às bancas.
Incorreta por ter esse absurdos da fome da Magali que não mais mostradas dessa forma, já chega a ser raro mostrá-la comendo alguma coisa e muito menos com exagero e absurdos como comer bolo de lama, por exemplo. Os traços excelentes assim, gostava muito. A Denise aparecia em cada história com um visual diferente e então dessa vez apareceu loira com chiquinhas, bem estilo como a Xuxa. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.
quarta-feira, 6 de outubro de 2021
Astronauta: HQ "Araquém, o 8° passageiro"
| Capa de 'Mônica Nº 190' (Ed. Abril, 1986) |
Na sequência, Astronauta pergunta onde está o alienígena e o Computador diz que não sabe, pode estar em qualquer parte da nave como o corredor e até na geladeira e manda Astronauta procurá-lo. Astronauta pergunta se não pode esperar ele aparecer e Computador responde que não é para ser atacado pelas costas e ordena que Astronauta vá e enfrente.
Astronauta procura o ET pela nave cheio de medo, diz que nunca havia reparado como a nave é assustadora. Começa a verificar pela sala, ao apertar o botão para abrir a porta, vira de costas com medo, mas não tinha nada. Em outra sala, ao apertar o botão, tem um barulhão, mas eram só coisas caindo de um armário desarrumado e Astronauta comenta que precisa se lembrar de arrumar armário e o narrador pergunta se o leitor se assustou com a cena.
Depois de um tempo procurando por toda a nave, Astronauta encontra nada e pensa que o Computador estava maluco até que vê que alguém saiu correndo e estava o observando. Ele vai no compartimento de cargas, vê uma caixa se mexendo e quando levanta a caixa era só um gatinho. Só que ele se lembra que não tinha gato e se preocupa enquanto surge uma sombra de uma mão querendo pegá-lo. Era um leão, ele se assusta e sai correndo. Logo depois se esbarra com um gorila e sai correndo achando que a nave virou zoológico. Ele se esconde na sala das máquinas, só que surge uma sombra no local. Quando vê, era um dragão.
Sua arma não consegue detê-lo, já imagina o seu fim até que o dragão começa a falar, perguntando ao Astronauta se pode dar uma carona e se apresenta como Araquém, o oitavo passageiro. Astronauta estranha e Araquém conta que fala 7 idiomas e que o bichos foram só despistá-lo já que o voluvianos podem se transformar em qualquer coisa desde um objeto até um monstro, que foi retratado como uma mulher bonita para os terráqueos. Araquém entrou na nave como forma de bactéria.
Araquém assume sua verdadeira forma de extraterrestre, diz que é pacífico e quer carona ao sistema PRXK pra visitar a sua tia Frika. Astronauta fica com pé atrás, mas com Araquém implorando ele cede a carona. Astronauta estranha ele falar "nós" e Araquém revela que é o oitavo passageiro porque além dele tem mais 7 membros da família na nave para a surpresa do Astronauta.
História considerada de terror e muito engraçada, o Astronauta fica com medo de um alienígena entrou de penetra na nave, pensando que era hostil e que ia acabar com ele. Não sabia que o Araquém podia se transformar em qualquer coisa, ficando com mais medo ainda quando via os bichos na nave. Para a sua sorte, Araquém era amigável e Astronauta tem surpresa que teria que dar carona também para 7 membros da família do alienígena, entraram sem ele ver.
Foi muito divertido o medo do Astronauta com um suposto ET malígno, Computador dando ordem e bronca no Astronauta, todo o suspense durante a história, até mesmo se tinha ET lá e a surpresa no final de ver que ele era bonzinho e levado a família toda junta. Praticamente monólogo com Astronauta, a maior parte foi só com ele, eu gostava de histórias dos personagens falando sozinho que nem um maluco, como gosto de dizer, os grandes personagens sabem fazer graças sozinhos. Tudo indica que foi estreia do Computador falante que fazia companhia ao Astronauta na nave, ainda assim ficou sumido no resto dos anos 1980 e passou a ter presença mais frequente nas histórias dos anos 1990.
Legal interação do narrador, avisar que se o leitor é sensível a fortes emoções que não é para ler a história e depois ainda pergunta se leitor se assustou com o mistério das coisas caindo do armário. As vezes eles colocavam essa brincadeira nas histórias da Editora Abril, geralmente as de terror, já aconteceu de uma história do Cascão do narrador falando que se era cardíaco não ler a história pra não sofrer ataque do coração. Podiam ter esses avisos de narrador hoje quando se deparassem com alguma coisa incorreta que não agradasse.
Essa história foi baseada no filme "Alien, o oitavo passageiro", um clássico do cinema. Sempre eram bem criativas histórias na época com paródias de filmes famosos. Impublicável hoje por ter essa ideia de ter um extraterrestre malígno que queria matar o Astronauta, fora ter o Astronauta com arma na mão, mesmo que em formato espacial e palavra "Droga!" falada quando caiu as coisas no armário, proibida também nas revistas atuais.
Traços excelentes da fase de ouro da MSP, já estavam no estilo consagrado dos anos 1980 como eles queriam. Teve um erro na 6ª página da história em que não desenharam o cabelo loiro do Astronauta no lado direito. Depois foi republicada no "Almanaque do Cebolinha Nº 17' (Ed. Globo, 1992).
| Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 17' (Ed. Globo, 1992) |
sábado, 2 de outubro de 2021
Cebolinha: HQ "Um show de mágicas"
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| Capa de 'Cebolinha Nº 106' (Ed. Abril, 1981) |
Cebolinha avisa que vai apresentar o seu mais sensacional número. Xaveco debocha que é o número quatro e Jeremias que prefere o número oito. O truque era desaparecer o assistente Cascão. Jeremias fala que não vale tentar jogar água no Cascão. Cebolinha conta até 3 com a capa em suspense e quando tira, Cascão ainda estava lá e alega que a alavanca do alçapão emperrou.
A plateia dá sonora vaia, puxado pelo Jeremias, falam que são mágicos fajutos, querem dinheiro de volta e não consegue fazer ninguém desaparecer. Cebolinha diz que não vai devolver dinheiro e Cascão complementa que eles que azucrinaram com o show. Os meninos falam que eles vão devolver nem que seja na marra e ao cercarem Cebolinha e Cascão para partirem para a briga, eles desaparecem e todos ficam sem entender. Mostram 2 pontos indo para a biblioteca do bairro e lá eram Cebolinha e Cascão, que conseguiram desaparecer sem truque nenhum e ficam procurando nos livros uma forma de desfazer a mágica.
História excelente com Cebolinha querendo fazer apresentação de mágica e Cascão como assistente, mas como a plateia foi forçada a ir para não apanhar da Mônica, resolvem estragar as apresentações do Cebolinha e ser considerado mágico fajuto e conseguirem dinheiro de volta. No sufoco para não apanharem, termina Cebolinha fazendo mágica de verdade de desaparecer e ele com Cascão tentam uma forma de voltarem ao normal procurando em livros de mágicos. Na hora do desespero os personagens faziam coisas mais absurdas.
Foi divertido ver a Mônica obrigando os meninos irem ao show à força, se não pagassem, apanhavam. Na época ela era autoritária ao extremo e os outros tinham que fazer o que ela mandava. Veja bem, a Mônica mandou os outros comprarem as entradas, mas ela não queria assistir e foi ao cinema com o dinheiro de uma entrada, até ela sabia que o show não seria bom, mas os outros tinham que ir assistir mágica para ela poder ir ao cinema. Muito interesseira. A revolta dos meninos foi boa também, desvendando vários segredos de mágicos. O mais sacana de todos foi o Jeremias, quem liderou a azucrinação com o Cebolinha.
Era legal quando qualquer personagem podia ser mágico nas histórias ou até ter um mágico adulto profissional. Desde que o Nimbus adotou característica de ser mágico, só ele que passou a ser o mágico oficial nas histórias, perdendo a graça. Tipo, se colocassem o Nimbus no lugar do Cebolinha não teria nem metade da diversão que foi, era muito melhor qualquer personagem ser mágico. As vezes era comum personagens sumirem ao longo da história quando tinham muitos reunidos, como aconteceu com figurantes e com o Bidu, que foram abordados pela Mônica, mas não apareceram depois assistindo show.
Traços muito bons da transição dos personagens pontiagudos dos anos 1970 com o que eles queria deixar consagrado ao longo dos anos 1980. Chama a atenção do Jeremias todo preto, é que quando ele foi criado em 1960 ele era preto porque não tinham recursos pra diferenciar personagens negros dos brancos nos gibis e nas tiras de jornais em preto e branco da época. Nos primeiros números da Mônica de 1970, já com gibis coloridos, ele era preto também, aí o personagem ficou sumido ao longo dos anos 1970 e quando voltou em 1981 foi do mesmo preto de antes. ficando assim até em março de 1982, quando resolveram colocar pele de cor marrom, ficando assim até hoje. Mudaram, provavelmente, porque o pessoal da época reclamou que era esculacho com os negros pintando tão preto assim, e em 1983 ainda sofreu outra mudança tirando círculo rosa em volta na boca e deixando uns lábios comuns, ficando assim até hoje.
Impublicável hoje por mostrar Mônica autoritária obrigando outros a assistirem show que não querem na ameaça de surra, os meninos quererem estragar os truques agindo como vilões e fora que pombos são proibidos nas histórias hoje e ainda mais dando comida a eles porque são tratados como bichos sujos e o Jeremias estar pintado todo preto desse jeito iriam implicar demais. Foi republicada depois em 'Almanaque do Cebolinha Nº 5' (Ed. Globo, 1989) como história de miolo, já que geralmente histórias de abertura curtas originais eram republicadas no miolo em almanaques. Muito bom relembrar esse clássico há exatos 40 anos.
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| Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 5' (Ed. Globo, 1989) |













