terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Capa da Semana: Cebolinha Nº 73


Nessa capa Cebolinha está jogando beisebol, todo empolgado para arremessar a bola com a cara da Mônica. Só assim para ele conseguir derrotar a Mônica. Muito legal.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 73' (Ed. Globo, Janeiro/ 1993).

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Cascão : HQ "Águas passadas não lavam porquinhos"

Em fevereiro de 1991, há exatos 30 anos, foi lançada a história "Águas passadas não lavam porquinhos" em que o Chovinista teve que impedir o Cebolinha, junto com a Mônica, dar banho no Cascão em mais um plano infalível contra o Cascão. Com 12 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 106' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Cascão Nº 106' (Ed. Globo, 1991)

Começa com o narrador-observador  apresentando o Chovinista, o porquinho do Cascão, tão sujinho malcheiroso como o dono, é cara de um, focinho do outro, e que ele tem o dom de farejar água e, com isso, se torna uma espécie de anjo da guarda do Cascão.

Chovinista fareja e detecta água que o Cebolinha ia molhar o Cascão e dá o aviso. Cebolinha reclama que errou de novo e Cascão fala que vai errar sempre porque tem um alarme contra água, que era o Chovinista. Cebolinha fica com raiva e reclama com a Mônica que o Chovinista fica protegendo o Cascão e nunca vai conseguir dar banho no Cascão. Mônica fala para desistir e ele diz que nunca, pois seria o mesmo que desistir de fazer planos infalíveis contra ela.

Cebolinha lamenta que se Cascão tomasse banho, ia ver como era gostoso e saudável e Mônica diz que o Cascão está todo confiante com o Chovinista, todo tranquilo e distraído e pode o Chovinista um dia falhar. Cebolinha chama a Mônica de gênio e tem ideia de trocar o Chovinista por um porquinho chamado Gordurinha, que era do sítio do pai do Paulinho. Só que ao invés de farejar água, ele fareja espiga de milho. Então, Cebolinha se prepara para o maior banho da paróquia.

Cascão resolve cochilar um pouco e Chovinista fica de olho se vai chover. De repente, ele ouve pingos de água caindo e vai verificar. Quando chega atrás da moita, era a Mônica pingando água no chão de um conta gotas e Cebolinha pega o Chovinista e deixa  preso em uma rede em uma árvore e coloca o porco Gordurinha ao lado do Cascão.

Cebolinha pergunta para a Mônica se está tudo certo na parte B do plano e ela explica que ali perto tem um super chuveiro armado com lança-xampus e perfumes e só o Cascão pisar no botão que vai que ter mudar seu nome para "Limpão". Cebolinha diz que para garantir que ele vai passar naquele local, deixou umas espigas de milho para o Gordurinha farejar. Chovinista ouve tudo e tenta arrumar um jeito de sair da rede roendo as cordas.

Cascão acorda e pensa que Gordurinha é o Chovinista e acha que está menos sujo do que antes da soneca. Gordurinha fareja espigas de milho e corre em disparada e Cascão pensa que era uma ameaça grande atrás deles para correr daquele jeito. Nisso, Chovinista consegue escapar da rede, Mônica não consegue pegá-lo porque estava escorregadio de lama e Cebolinha é atropelado com a velocidade dele correndo. Gordurinha continua correndo e para quando encontra as espigas de milho, fazendo Cascão cair longe. 

Enquanto isso, Chovinista corre para salvar o Cascão e Cebolinha e Mônica tentam alcançá-lo. Enquanto come, Cascão reclama que Chovinista parou para comer e que nunca ligou para milho. Cascão está prestes a pisar no botão. Chovinista empurra o Cascão e consegue salvá-lo de pisar no botão. No susto, Cascão pensa que é outro porco, empurra o Chovinista e ele cai em cima do botão acionando a invenção do super chuveiro fazendo molhar o porquinho.

Mônica e Cebolinha chegam e pensam que Cascão tomou banho. Quando veem, a principio pensam que o Cascão era um porco por baixo da sujeira, mas logo veem que era o Chovinista e perguntam pelo Cascão. Ele fala que está ali, sequinho e charmoso, chamam os amigos de traidores com plano diabólico de trocar o Chovinista por um porco comedor de espigas e que não deu certo. Cebolinha lamenta porque Cascão ia gostar do banho se experimentasse.

Cascão diz que mesmo que tente mil vezes nunca vão conseguir nada com esses planos porque tem o Chovinista para se defender. Cascão lamenta o estado limpo do seu porquinho e que quando chegar em casa vai ter que tomar banho de lama. Ao se aproximar do Chovinista, para a surpresa do Cascão, ele se desvia. No final, o narrador-observador fala que os meninos tinham razão de quem toma banho pela primeira vez não esquece porque o Chovinista continua farejando água para o Cascão, só que adora quando a encontra, mostrando tomando banho na torneira, ou seja, passou a gostar de limpeza.

História muito legal e envolvente com o plano do Cebolinha de trocar os porquinhos para fazer o Cascão tomar banho. Não conseguiu dar banho no Cascão, mas conseguiu o Chovinista gostar de limpeza. Mostra um marco do Chovinista gostando de banho e limpeza, apesar de que durante os anos 1990, o Chovinista continuava sujo, porém, a partir dos anos 2000, mudaram completamente o porquinho, está descaracterizado cuidando de limpeza de onde passa, jogando flores e perfumes em todo lugar todo saltitante. Pelo menos aí, ele só tomava banho, mas agora não suporta sujeira.

Eu gostava dos planos infalíveis do Cebolinha contra o Cascão, eram bem criativos tanto quanto os que ele fazia contra a Mônica. Planos contra a Magali também eram legais. Inclusive, dessa vez a Mônica  ficou no lugar de assistente que seria do Cascão se o plano fosse contra ela. Dava tranquilamente também para ser plano dos vilões Cremilda e Clotilde ou Doutor Olimpo e seu assistente Sapóleo no lugar das crianças, não ficaria ruim.

Cebolinha foi até inteligente em criar uma invenção de super chuveiro, estilo invenção de Franjinha ou do Doutor Olimpo. Era engraçada a cara maquiavélica que o Cebolinha fazia em seus planos. O Gordurinha só apareceu nessa história e seu dono Paulinho do sítio e seu pai foram apenas secundários citados e fica só na imaginação dos leitores de como eram. Incorreta hoje por conta de Mônica e Cebolinha agindo como vilões em dar banho contra a vontade do Cascão a ponto de sequestrar o Chovinista para conseguirem o que queriam, foram bem perversos. As palavras "diabólico"  e "Droga!" também são proibidas nas revistas atuais e seriam mudadas.

Os traços excelentes que davam gosto de ver, com direito a só curva nos olhos quando estavam bem brabos ou bem tristes, adorava quando tinha isso. Até o título foi criativo com trocadilho do ditado "águas passadas não movem moinho".  Gostava também das revistas com esse papel oleoso, deixava as cores bem bonitas, lembrava até papel de revistas da Editora Abril, mas logo mudaram, pois viviam mudando papeis e cores na Editora Globo. Ainda continuavam o rodapé "1990 Mauricio de Sousa Produções" ao invés de "1991...", nas revistas de janeiro e primeira metade de fevereiro de 1991 faziam isso, depois normalizou,  já nos créditos finais com a tirinha informavam normal como janeiro/ 91 ou fevereiro/ 91. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Uma história do Chico Bento reproduzindo uma foto

Mostro uma história em que o Chico Bento quis reproduzir uma foto que viu em um livro. Com 2 páginas, foi publicada originalmente em 'Mônica Nº 98' (Ed. Abril, 1978) e republicada em 'Almanaque da Mônica Nº 7' (Ed. Globo, 1988). 

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 7' (Ed. Globo, 1988)

Chico Bento vê foto de um Shogun Oriental em um livro e tem ideia de fazer uma igual. Como não tinha os bichos, trono e foice originais, resolve improvisar com o que ele tinha na roça. Ele pega uma cadeira de balanço, um tridente de roçado e bichos de outra pessoas que encontra na roça:  2 cachorros simples, um gato e uma galinha no lugar de 2 cães-de-guarda, uma onça e uma águia, respectivamente.

Hiro é encarregado de tirar a foto e pergunta se Chico não quer tirar uma foto mais natural. Ele manda Hiro tirar foto logo e não encher e pensa que se aqueles caras podem tirar foto assim, porque ele não pode tirar. De repente, surgem os donos dos bichos bem brabos por Chico ter roubado os bichos deles. No final, eles colocam o Chico no colo para darem surra na bunda dele de galho de árvore, guarda-chuvada e paulada e aí sim Hiro gosta e resolve tirar a foto por estar bem natural.

História engraçada, bem curtinha essa e divertida. Chico roubou os bichos do povo da roça e resolveram dar surra nele e Hiro, que queria tirar foto mais natural, adorou tirar foto do Chico prestes a apanhar. Hiro sacana. Chico estava com pressa de tirar foto antes dos donos verem que ele roubou os bichos, se tirasse mais rápido dava tempo e ele não precisava apanhar.

Legal ver uma câmera lambe-lambe, hoje remetendo a algo antigo, mas que era possível ver nos anos 1970 com frequência. Gosto de histórias com o Hiro e bom também os donos dos bichos serem só figurantes. O tridente do Chico ficou parecendo uma foice de Diabo, de vez em quando aparecia ele capinando na roça com tridente assim. Impublicável porque aparece ideia do Chico apanhar na bunda, levar guarda-chuvada e paulada, hoje crianças não podem levar surra na bunda de chinelo nem dos pais e não pode ter agressões físicas nas histórias. Fora que ele roubou o bichos dos outros sem permissão e ter tridente lembrando Diabo também não seria aceito. Os traços ficaram bons, típicos dos anos 1970, ainda com vestígios de bochechas pontiagudas, que estavam adaptando aos poucos. 

Nos anos 1970, a personalidade do Chico era diferente, era mais irritado, impaciente e mais lerdo e histórias com mais foco em absurdos e muitas vezes bem curtas. Não tinha nada definido, faziam experiências, melhorou a personalidade quando ganhou revista própria em 1982, mas definida mesmo só a partir dos anos 1990.

Chico Bento também não falava caipirês nos anos 1970, o Mauricio de Sousa até tinha desejo, mas a censura na época não deixava. Então para contornar isso, eram comuns histórias do Chico mudas ou então com poucas páginas e com textos curtos. Eram grandes números de histórias mudas, principalmente, como solução brilhante do Mauricio para isso. Chico só passou a falar caipirês no gibis a partir de 1980.

As imagens eu tirei do 'Almanaque da Mônica Nº 7' de 1988 e teve alterações colocando um caipirês nas falas do Chico, já nas falas dos secundários mantiveram todos falando certo. Eles alteravam as falas das histórias do Chico dos anos 1970 nos almanaques de 1980 em diante para padronizar com o estilo atual. Foi o primeiro caso de alterações em almanaques da MSP, inclusive na Editora Abril, essas alterações eram tão mal feitas que era nítido perceber que teve alterações lá, depois foram se aperfeiçoando e dava para perceber menos. E no início, eles alteravam, inclusive, as falas do Zé da Roça e do Hiro porque a princípio tinham intenção de eles falarem caipira também, chegaram a ter histórias com eles falando caipira nas revistas de 1980, mas mudaram depois por verem que se encaixariam mais falando certo por serem os mais inteligentes da Turma do Chico Bento. 

A seguir, deixo aqui a história completa:


sábado, 6 de fevereiro de 2021

Mônica: HQ "Vai provar ou não?"

Compartilho uma história em que a Mônica obrigou um bandido a provar o bolo que fez enquanto ele estava assaltando a casa dela. Com 6 páginas, foi história de abertura de 'Mônica Nº 168' (Ed. Abril, 1984).

Capa de 'Mônica Nº 168' (Ed. Abril, 1984)

Nela, Mônica mostra para Magali o bolo que elas fizeram, mas nenhuma das duas não tinham coragem para prová-lo. Mônica tem ideia dos pais experimentarem e quando chega na sala, vê os pais no sofá com braços amarrados reféns de um bandido. Seu Sousa o avisa que é a filha dele e é para falar que é uma visita e logo vai embora e depois pode assaltar e levar o que quiser. 

Mônica pergunta quem é e o Seu Sousa diz que é um amigo e ela pergunta por que está usando máscara e o pai diz que porque ele tem problema na vista e o médico recomendou usar a máscara. O bandido manda Mônica brincar lá fora com a Magali para tratar de negócios com os velhos dela. Mônica diz que os pais não são velhos e deseja que ele prove o bolo que ela fez. O bandido  fala que não vai provar nenhuma gororoba. 

Surge o Cebolinha e acha interessante o homem se recusar a comer o bolo dela e falar que é gororoba. Mônica diz que é o contrário e pede para o bandido disfarçar para que o Cebolinha não espalhe para todo mundo que a comida dela é ruim. O bandido grita que não vai comer nenhuma porcaria e Cebolinha chama os outros meninos que estavam brincando de bolinha de gude lá em frente. Cascão, Franjinha, Jeremias e Humberto vão até lá e parabenizam o bandido que queria brigar com a Mônica, falam que é difícil encontrar alguém com aquela coragem e tentam abracá-lo e pegar autógrafo. Durante o abraço, Cebolinha pega o revólver do bandido sem querer. 

Seu Sousa avisa que ele é um ladrão e Mônica taca o bolo nele, que acaba caindo no chão e o bolo se quebra ao meio de tão duro que estava e com a força que ela taca. No final, o bandido é preso e a mãe, Dona Luísa, pergunta se a Mônica está bem. Ela diz que sim porque é a primeira vez que os meninos falam bem da comida dela enquanto que eles falam para outros meninos que o bolo era ótimo, o ladrão não teve chance e o bolo é até melhor que o coelhinho dela.

História bem legal com a Mônica querendo que o bandido experimentasse o bolo dela, sem saber que era ladrão, e os meninos achando engraçado quando ele disse que o bolo era uma gororoba. De fato, o bolo era muito duro, que pelo menos serviu para derrotar o bandido no lugar de uma coelhada com o Sansão. Se alguém comesse o bolo, quebraria todos os dentes, sem dúvida. 

Foi interessante que até Magali se recusou a provar, já sabendo da fama de péssima cozinheira e os meninos admirados com a coragem do bandido de enfrentar a Mônica e tratando como herói querendo até autógrafo dele, até descobrirem que era bandido. Legal também ver Mônica só tinha preocupação de não ser falada no bairro que não cozinhava bem.

Eles gostavam de fazer histórias com a Mônica cozinhando mal e obrigando até com ameaças os meninos comerem, eram sempre bem divertidas esses dotes culinários dela, mas dessa vez era um ladrão que tinha que experimentar. Típica história completamente incorreta, com personagens envolvidos com bandido, ele mantendo os pais da Mônica como reféns, Cebolinha segurar arma, os meninos tratá-lo como herói, fora Mônica e Magali cozinhando mexendo com fogão sozinhas. Nada disso tem nos gibis atuais, coisas do passado da MSP.

Os traços muito bons, típicos dos anos 1980, já perto dos traços da fase consagrada a partir de 1985. É até curta para uma história de abertura, mas na época era normal ter de aberturas assim com poucas páginas. Normalmente em republicações, curtas assim iam para o miolo dos almanaques e era comum ter umas 3 histórias de aberturas em um mesmo almanaque. Não a toa, foi republicada depois como história de miolo de 'Almanaque da Mônica Nº 21' (Ed. Globo, 1990). Termino mostrando a capa desse almanaque.

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 21' (Ed. Globo, 1990)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Tirinha Nº 79: Turma do Penadinho

Nessa tirinha, Cranicola fica preocupado que vai chover. Zé Vampir até arruma um guarda-chuva para ele, mas acaba esquecendo de abrir e o Cranicola se molha do mesmo jeito. Como ele só tem cabeça, não tinha condição de abrir um guarda-chuva.

Era engraçado quando o Cranicola era trolado por só ter cabeça, gostava quando acontecia. Essa tirinha até teve outra versão em jornais, só que com o Penadinho no lugar do Zé Vampir. Nas últimas revistas da Editora Abril costumavam ter também tirinhas de final de expediente de outros personagens sem ser titular da revista, assim era comum também ter tirinhas da Turma do Penadinho e do Bidu, além de ter também tirinhas da Magali ou até mesmo do Cascão em uma revista da Mônica ou Cebolinha, por exemplo. Nas revistas da Editora Globo de 2002 e 2003 voltaram a ter tirinhas do Penadinho e Bidu em algumas.

Tirinha publicada em 'Cascão Nº 105' (Ed. Abril, 1986).