terça-feira, 10 de março de 2026

Piteco: HQ "Caiu na rede é marido"

Mostro uma história em que o Piteco cai em uma armadilha e tem risco de ser devorado se não quiser se casar. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 21' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Cebolinha Nº 21' (Ed. Globo, 1988)

Piteco caça um dinossauro, cai em uma armadilha e cai em um abismo subterrâneo. Fala que está frito, surge uma voz que diz que frito, não, assado, que é assim que prefere suas vítimas. Piteco, em uma rede, quer saber quem é e onde está e a voz diz que é ela quem faz as perguntas e quer saber como está a saúde dele. Piteco acha que está bem, a voz o toca com um pedaço de madeira e vê que é gordinho, do jeito que ela gosta.

A voz pergunta se Piteco é casado, que é o mais importante, ele diz que não e nem pretende ser e pergunta por que quer saber isso. A voz responde que não devora animais casados por preservação de espécie, mas por ele ser solitário e não terá filhos, pode saboreá-lo sem culpa e só não vai devorá-lo se ele casar e ter muitos filhotes.

Piteco quer saber como vai arrumar alguém para casar naquele buraco e a voz diz que tem uma moça que capturou ontem e não pôde devorá-la porque garantiu que sua vocação é para casar e ter filhotinhos. Piteco acha que é a Thuga, é capaz de tudo para tentar amarrá-lo, e tem uma ideia, assim diz para a voz que morre, mas morre solteiro, que pode assar, cozinhar e avisa que ele fica muito bem com cebola.

A voz fala que de repente perdeu o apetite, Piteco pergunta se então ele pode ir embora. A voz lança uma corda e Piteco sai do buraco. Piteco fala que queria ter visto a cara da Thuga, que devia ter ficado tão decepcionada, quando vê Thuga conversando com a Ogra, descobre que não era ele e pergunta quem era então. No final, é mostrado que eram dois monstros, com o pai falando que é para filhinha parar de apaixonar pelas presas e ela diz chorando que ele era tão bonitinho e quem um dia vai se casar.

História legal em que o Piteco cai em uma armadilha de alguém que quer se casar e que vai ser devorado a não ser que se case e tenha filhos. Piteco fica o dilema de se é devorado ou se case. Com o desenrolar da conversa, acha que foi plano infalível da Thuga para se casar com ele e diz que prefere morrer a se casar, assim desiste de devorá-lo e manda de volta para superfície. Ao sair, Piteco descobre que não era a Thuga e os leitores descobrem que era a filha do monstro que queria se casar atraindo vítimas para o buraco.

Na verdade, de fato os monstros criavam armadilha para devorarem as vítimas que caíam, só que a filha se apaixonava por quem caía e dava a condição de não ser devorado se casasse com ela. Piteco quase se casa para não ser devorado, lembrou da Thuga a tempo para jogar lábia que preferia morrer do que se casar. Realmente tudo levava a crer que era ela, já que costumava fazer planos infalíveis para ver se conseguia casamento, mas todos tiveram surpresa que não era ela dessa vez. Piteco teve sorte da monstrinha desistir de comê-lo por conta da desilusão amorosa, se não tivesse se decepcionado ou se estivesse com muita fome, poderia ter sido devorado, mesmo ele falando aquilo. 

 Apenas os leitores que ficaram sabendo da identidade dos monstros, Piteco continuou na curiosidade porque não ia voltar lá pra descobrir. A conversa foi com o pai monstro já que falou sobre moça que capturou e que queria se casar, então ele ouviu uma voz masculina e pensado que a Thuga combinou com alguém para fazer o plano. Quem se deu bem também foi o dinossaurinho que deixou de ser capturado pelo Piteco quando ele caiu no buraco. 

Foi engraçado a criatura dizer que prefere comer assadas suas vítimas, pergunta rpela saúde e tocar na barriga do Piteco com galho pra ver se era gordinho, procurar ver o que vai bem com ele, salsinha ou cheiro verde, e depois o Piteco dizer que ele vai bem com cebola, criatura perguntar do nada se Piteco é casado e a cara de surpresa quando soube que não era a Thuga. Incorreta atualmente por envolver armadilha, Piteco ser preso em rede e quase ser devorado, casamento à força, Piteco caçar dinossaurinho e clava com prego, que, além de não existir prego na Pré-História também dá ideia de machucar mais ainda quando a vítima recebe paulada.

Traços bem bonitos da fase consagrada dos personagens. O título foi uma paródia da expressão "Caiu na rede é peixe" e ficou bem criativo. Interessante que enquanto o Piteco esteve no buraco, mantiveram cor verde em todos os quadros, deixando só alguns um pouco mais escuros para ter uma certa variação. Normalmente na MSP eles mudam cores de fundo mesmo se for toda ambientada em um cômodo de uma casa, por exemplo. Teve erro do Piteco falando de boca fechada no 3º quadro da penúltima página, mas nesse caso também fica a dúvida se o erro foi que deveria ser balão de pensamento no lugar de balão de fala.

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