sexta-feira, 27 de março de 2026

Magali 60 Anos

Magali completou 60 anos de criação em 2024 e a MSP lançou um livro especial comemorativo. Nessa postagem faço review de como foi e o que achei desse livro.

Magali foi criada em 11 de janeiro de 1964 em uma tirinha do jornal "Folha de São Paulo" e como de costume fazem edições especiais para comemorar a data de aniversários redondos de personagens protagonistas. Todos tiveram seus livros especiais de 50 anos e nessa coleção "60 Anos", Mônica, Cebolinha e Magali tiveram seus livros e só Cascão e Chico Bento passaram em branco, nada de especiais quando fizeram 60 anos em 2021.

O Livro 'Magali 60 Anos' foi lançado em setembro de 2024 pela Editora Panini vendido em livrarias físicas, bancas de jornais e sites na internet. Com 162 páginas, e, diferente dos livros 60 Anos de Mônica e Cebolinha, esse da Magali não teve capa dura, foi com capa cartonada com verniz, papel interno tipo off-set bem fino e custando R$ 44,90, mais barato que uma capa dura como da Mônica, que foi R$ 89,90. Preferiram uma capa mais simples para baratear custos, só que não segue um padrão, já que os outros dois foram capa dura, o da Magali devia ser também, fica até desmerecendo a personagem de não ter importância. Livro ficou muito flexível assim. Ideal mesmo era esses livros terem duas versões de capas, dura ou cartonada, e o leitor escolheria qual seria mais conveniente comprar. Na internet é possível encontrar preço mais barato de capa, eu comprei só um ano depois, e setembro de 2025, pagando R$ 32,00 só que o frete de R$ 10,00 não ficou muita diferença de preço normal.

A capa não foi uma lustração nova, simplesmente pegaram a ilustração da capa do gibi da Magali Nº 1' da Editora Panini de 2007, mudaram fundo e colocaram efeitos de sementes de melancia caindo e pronto. Não gostei. Por ser uma edição especial merecia uma ilustração nova criada especialmente para ela. 'Mônica 60 Anos' também não teve ilustração nova, só 'Cebolinha 60 Anos' que teve uma ilustração bonita e digna de um livro especial.

Capa de 'Magali Nº 1' (Ed. Panini, 2007)

Como foi uma capa cartonada, o logotipo da capa ficou sem efeito dourado como nos outros livros "60 anos" de capa dura, a lombada, também sem feito dourado e sem logotipo da Magali oficial. E o livro teve um brinde de marcador de página com ilustração da Magali Nº 1 da Globo de 1989. Também não tiveram brindes nos outros livros "60 Anos", foi diferencial.

Brinde de marcador de páginas

O livro abre com frontispício imitando estilo de uma receita culinária e com uma ilustração nova da Magali como mestre-cuca. Gostei, ficou bem criativo e sem ficar mostrando só um texto simples falando sobre o livro e dizer que são histórias de outras épocas e não fazem mais histórias incorretas daquele jeito. No mesmo frontispício ainda teve índice de títulos de histórias e páginas que se encontram, coisa que não teve em outros livros comemorativos, foi bom também. Sendo que colocaram um "g" ao lado do número de páginas para representaram como gramas dos ingredientes que a receita tem.


Em seguida, vem as histórias, deixando extras com as curiosidades da Magali no final do livro. A relação das histórias publicadas nele, com o número da edição e ano de cada foram essas:

  1. "O peso da Magali" (MN # 5 - Ed. Abril, 1970)
  2. "Magalancia" (MN # 135 - Ed. Abril, 1981)
  3. "A menina e a Lua" (MG # 1 - Ed. Globo, 1989)
  4. "O controlador de apetite" (MG # 3 - Ed. Globo, 1989)
  5. "A mão errada" (MG # 11 - Ed. Globo, 1989)
  6. "Meu reino por um sorvete" (MG # 17 - Ed. Globo, 1990)
  7. "Brincando com a Magali" (MG # 41 - Ed. Globo, 1991)
  8. "A vice-dona da rua" (MG # 103 - Ed. Globo, 1993)
  9. "A hora da fome" (MG # 116 - Ed. Globo, 1993)
  10. "O que eu sou, afinal?" (MG # 124 - Ed. Globo, 1994)
  11. "Lalá, a lagosta" (MG # 194 - Ed. Globo, 1996)
  12. "Magalinha morena" (MG # 273 - Ed. Globo, 1999)
  13. "Comendo fora" (MG # 316 - Ed. Globo, 2001)
  14. "Pedido de aniversário" (MG # 336 - Ed. Globo, 2002)
  15. "Meu bolo é de bruxa?" (MG # 371 - Ed. Globo, 2004)
  16. Tirinha (MG # 2 - Ed. Globo, 1989)


Pode perceber que praticamente não tiveram histórias da Editora Abril, reservando só 9 páginas do livro com apenas uma história dos anos 1970 e uma dos anos 1980. Uma pena a fase da Abril praticamente esquecida, Magali estrelou histórias nessa fase que davam pra colocar, como as de  de miolo dos anos 1980 com 3 a 4 páginas que davam para estar. Com isso, deixaram de mostrar diferenças de traços de todos os tempos, até estilo superfofinho entre 1977 a 1979 que marcou época ficou de fora. 

De Anos 1970, foi representada pela história "O peso da Magali", escrita pelo Mauricio de Sousa, em que Magali descobre que é muito magrinha e a Mônica tenta ajudá-la só que do seu jeito. Primeira história da Magali nos gibis e com foco na característica de que ela come, come e continua magrinha sem aumentar um grama sequer. E representa os traços iniciais do Mauricio, bem simples e com personagens com bochechas pontiagudas.

De Anos 1980 da Editora Abril ficou representada pela história "Magalancia" em que a Mônica pensa que a Magali virou melancia por viver comendo muito a fruta. Representa um estilo de traços fofinhos típicos do ano de 1981, uma variação do superfofinho de 1977 a 1979, só que sem tantos exageros. Porém, tantos outros estilos de traços de anos 1980 da Editora Abril excelentes ficaram de fora por terem colocado só essa dos anos 1980 da editora.

Depois dessa, já pula para Editora Globo de 1989, com 3 histórias daquele ano, ocupando 24 páginas do livro. "A menina e a Lua", representando história de fábula, em que Magali conta uma história de uma menina que foi parar na Lua porque pensava que era feita de queijo.  Teve a clássica "O controlador de apetite" em que a Magali toma um estimulador de apetite por engano fornecido pelo médico e ela passa a ter uma fome incontrolável comendo até árvores e o próprio gibi. E a outra de 1989, "A mão errada", mostrando a característica de que Magali é canhota e problema de habilidade de escrever e manusear com a mão direita.


A década de 1990 prevaleceu no livro, foram 7 histórias republicadas, reservando 67 páginas do livro. Aí de 1990 tem história "Meu reino por um sorvete", de fábula, em que a princesa de um reino, interpretada pela Magali, fica encantada por conhecer e tomar sorvete que não tinha no seu reino e como era muito longe para conseguir tomar de novo, resolve viajar escondida para lá e tomar todos os sorvetes que quisesse.

Em seguida, vem "Brincando com a Magali" em que Magali pensa em comida em todas as brincadeiras com as meninas. Representa histórias que Magali ser influenciável e não pensa em outra coisa sem ser comida. Teve presença da Denise da fase que era apenas secundária e aparecia diferente a cada história e sem personalidade alguma, ela foi a menina loira dessa vez. Depois vem "A-Vice Dona da Rua" em que a Mônica vai viajar e deixa a Magali como vice-dona da rua e ela faz os meninos trabalharem para deixar a rua limpa e preservada, Nessa, Magali sem querer se saiu uma grande prefeita, dando exemplos a vários prefeitos e governantes da vida real com o que realmente deviam se preocupar.

Em "A hora da fome", mostra o que acontece dentro do corpo da Magali quando ela come alguma coisa. Tudo indica que foi escrita pelo Flavio Teixeira de Jesus e representa traços do estilo de língua ocupando mais espaço da boca marcante dos anos 1990 para dar mais humor. Nunca gostei muito dessa história, a Magali quase não aparece já que é focado nos diálogos dos órgãos dela, comandado pelo cérebro e interação dele com nariz, fígado, estômago,  esôfago, intestino delgado etc, ficou parecendo aula de aparelho digestivo só que sem ser tão didático. Até que é humorada, se fosse produzida hoje seria extremamente didática, mas tem histórias de 1993 bem melhores que essa e que ficaram de fora.

Em "O que sou, afinal?" mostrou outra história da Magali como canhota. Acho que duas assim do mesmo tempo foi sem sentido, uma já estava boa. Na verdade, foram só essas duas que mostraram como canhota, podia ter sido uma característica mais explorada nas histórias dela. Teve também "Lalá, a Logosta" em que a Magali leva uma lagosta viva do restaurante para casa com pena de ela ir parar na panela. Essa com traços da fase consagrada das personagens e representando histórias da Magali contracenando com os pais. E ainda teve "Magalinha morena", outra história de fábula com a turma como bichos, a Magali como galinha queria plantar grãos de trigo só que a seus amigos eram preguiçosos de ajudá-la a plantar e Magalinha tinha que faze tudo sozinha. Com isso, fechando anos 1990 do livro. Um exagero três histórias de fábulas nessa edição.

Anos 2000 da Globo foram 3 histórias ocupando 48 páginas do livro, uma normal e duas de aniversário da Magali. Nesses livros, acho que nem deviam ter histórias de aniversários para padronizar com os outros que não tiveram, mas já que teve, uma já está bom, já duas e em seguida considero desnecessário. Com isso, teve "Comendo fora" em que a Magali vai ao restaurante com os pais e ela pedindo várias coisas do cardápio, representando histórias da Magali com os pais dela, gulosa, dando prejuízo aos pais e passando vergonha.

Depois vem "Pedido de aniversário", história de aniversário escrita por Emerson Abreu e com a volta da Bruxa Viviane depois de 3 anos sem aparecer, já tinha aparecido em 'Magali Nº 239' de 1998, sua estreia, e em 'Magali Nº 264, de 1999, e essa foi a terceira aparição. Na época, Bruxa Viviane aparecia só de vez em quando, ficando bom tempo fora e depois retornando com seus planos de conquistar o mundo através de magia com a Lua. Nessa, revelou que a Tia Nena é uma bruxa de verdade e que depois passaram a dizer que Magali também é uma bruxa.

E a história de encerramento foi "Meu bolo é de bruxa?", outra de aniversário, agora escrita pelo Paulo Back, em que o Dudu pensa que a Tia Nena é uma bruxa, diz que tem várias provas e que o bolo de aniversário que a Tia Nena faria para a festa da Magali estaria enfeitiçado. Representa história da Magali com Dudu. Desnecessário 2 histórias de aniversário e ainda com tema de Tia Nena como bruxa, que já teve em "Pedido de aniversário".

Curiosamente, o livro acaba em 2004, sem nenhuma história da Panini dos anos 2000 e também nada dos anos 2010. Com isso, deixa de comparar diferenças de traços entre as décadas. Não são lá essas coisas em relação a roteiros, mas pelo menos uma de miolo até 2019 podia ter. Além disso, o livro não teve história da Magali contracenando só com o Mingau, nem seu namoro com Quinzinho. Eles até aparecem no livro, só que sem foco principal. E também não teve uma da Magali só com o Dudu a perturbando em alguma situação normal ou com ele recusando comida, não teve nem Denise extrovertida atual e  nem Carminha Frufru, que começaram em gibis da Magali. Não ter Mingau achei pior e mais lamentável, nem que fosse história de anos 2010 tinha que tem alguma do gato dela com destaque e não só como figurante. Mingau participou da história "Lalá, a Lagosta" e a "Meu bolo é de bruxa", só que sem protagonismo, aparições bem rápidas como um gato comum, muito pouco para ele, mereceria bem mais. Quinzinho,  idem, com participação rápida só em "Magalinha morena"

Em relação a terríveis alterações, tiveram muitas, mais do que em 'Mônica 60 Anos'. Sejam desenhos e textos, tudo alterado para favorecer ao politicamente correto, inclusive várias alterações em mesmas histórias tirando todo o sentido delas. Como foram tantas mudanças, resolvi mostrar todas em uma outra postagem à parte reunindo todas as alterações que tiveram nesse livro.

O "Extras" com curiosidades da Magali ficaram no final do livro (nos livros comemorativos de 50 anos colocavam no início deles). Ocupou x páginas de curiosidades nos extras, bastante curiosidades por páginas. Mostraram, dentre outras, sobre primeiras aparições da Magali em tiras de jornais antes da primeira tira oficial com a Mônica de 1964, capas de gibis "Nº 1", todas as capas de aniversário da Magali entre 1994 a 2024, primeira capa que Magali aparece nos gibis de outros personagens, concurso para ela ganhar revista, amor pela melancia, Mingau, vilãs que estrearam em gibis da Magali, etc. Foram fontes pequenas nas páginas de curiosidades e com fundo preto, que, pra mim é difícil de ler textos com fundo preto. E também tiveram erros nos "Extras" de que Bruxa Viviane estreou em 'Magali 39', o correto foi em 'Magali 239', de 1998 (erro de digitação neste caso), e mostraram que a capa do Chico Bento com primeira aparição da Magali foi a 'Nº 294', de 1998 e na verdade a primeira foi em 'Chico Bento Nº 249', de 1996.


O livro termina com uma tirinha, que foi publicada em 'Magali Nº 2', de 1989, diferente de outros livros comemorativos que nunca tiveram tirinhas.

A contracapa foi uma ilustração existente da capa de 'Magali Nº 35' (Ed. Globo, 1990). A classificação indicativa foi livre, diferente de 'Mônica 60 Anos' que deixaram classificação para maiores de 14 anos. Como esse da Magali foram histórias simples e atendendo ao politicamente correto, sem grandes coisas incorretas e aliado a alterações, censurando o que tinha de incorreto, aí deu para deixar classificação para todos os públicos e crianças podem ler sem se traumatizar.


Então, para mim foi um livro básico, uma espécie de almanaque convencional de luxo, feito às pressas, só para não deixar a data de 60 anos da Magali passar em branco. Acho que faltaram clássicos marcantes, mostrar mais traços diferentes em cada década, foram poucas histórias dos anos 1970 e 1980, praticamente não teve Editora Abril, podia ter alguma coisa de anos 2010 para deixar trajetória completa da personagem, também nada a ver duas histórias de Magali canhota e duas de aniversário da personagem, inadmissível não ter histórias com foco no Mingau, Quinzinho e Dudu, fora que o formato sem ser capa dura, nem criar ilustração nova para capa e as  muitas alterações a perder de vista para atender o politicamente correto estragam mais ainda. Vale comprar se quiser ter ou gostar de edições comemorativas na coleção. Fica a dica.

Para ver as alterações em relação às originais que fizeram nesse livro, entre aqui:

21 comentários:

  1. Mancada não darem a devida importância à fase da Editora Abril, talvez o motivo seja pela homenageada desta edição não deter titularidade naquele período.
    Considerando onde estrearam, ausências de Carminha Frufru e Denise são de boa, não são faltas que chegam a pegar mal em um livro comemorativo dedicado à esfomeada, já Mingau não ter dado as caras (exceto pela ilustração de capa), um importante pilar do título Magali, putz grila! Não precisaria de ter HQ com Mingau como protagonista, creditada a ele, tudo bem não ter, porém, deveriam ter selecionado uma com participação do bichano, porque, no tocante à comilona, o gato não é um secundário qualquer. Vacilo!
    Quer dizer que foi o Dudu que teria cantado a pedra de que a Tia Nena sempre foi chegada em mexer os pauzinhos?! Era bem enrustida à época e exatamente o café-com-leite da turma foi quem manjou e matou a charada?! Foi isto mesmo?

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    1. Acho que não foi isso de titularidade porque a Magali já era considerada personagem principal desde os anos 1980, na verdade desde meados de anos 1970 ela já aparecia em ilustrações com os outros. Acredito que não teve Editora Abril porque não estão dando ênfase à isso nessa coleção, talvez por serem incorretas demais, a Mônica 60 Anos foi pouca coisa de Editora Abril. Teriam histórias muito boas da Magali dos anos 1980, como as que abrangeram os primeiros Almanaques dela da Globo, encaixariam tranquilo.

      Carminha e Denise não fizeram falta, serviriam se fossem colocar algo dos anos 2000 e 2010. A antiga Denise apareceu, já é alguma coisa. Mingau, sim, sem dúvida, foi ausência sentida, nem que fosse alguma daquelas histórias da Magali com ele dos anos 2000 poderia ser e não ficar em branco. Mingau participou da história "Lalá, a Lagosta" e a "Meu bolo é de bruxa", só que sem protagonismo, aparições bem rápidas como um gato comum.

      Digamos que o Dudu foi o primeiro a sacar que a Tia Nena era bruxa, só que não tinha provas suficientes e deixou pra lá, nunca soube da confirmação de ela ser bruxa de fato. Hoje só Magali que sabe do segredo da tia, sendo que a própria Magali também é bruxa, revelado já na Panini, e só sua tia que sabe. Segredo entre as duas. Besteira isso que fizeram com as duas como bruxas. Primeira vez que deu cantada que Tia Nena era bruxa foi na história anterior "Pedido de aniversário " do Emerson.

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    2. Ah, então, ao menos o gato aparece em algumas histórias, ainda que sem destaque, menos mal. "Desculpaí", MSP! Vocês vacilam a torto e a direito, mas, neste caso, até que não, não chegou a vacilo. Entretanto, levando em conta envergadura do Mingau, relegado a segundo plano numa edição comemorativa dedicada a sua dona, ficou aquém do que o personagem merece, claro!
      Conheço HQ da lagosta e não lembrava da participação do Mingau. Li apenas um trecho da postagem e fui logo opinando, fui afoito, perdoe, Marcos!

      Não era titular, contudo, sua passagem pelos gibis editados pela Abril marcou época. Mais que justo se republicassem mais umas três ou quatro histórias daquele importante período. Problema, óbvio, seriam as malditas alterações.

      Tenho exemplar de Mônica nº22, CHTM, foi por ele que conheci a trama ambientada na Roma Antiga.
      Pelo menos Magali 60 Anos trouxe uma, eu diria, ☞baita revelação☜!! Mesmo que sem o sonoro e clássico nome, já contando com característica principal, em aparição que data de 17/02/1963, significa que Magali estreou nos quadrinhos pouca coisa antes do surgimento da Mônica e, só, só isto!!!

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    3. Pois é, menos mal que não foi ausência total, mas merecia bem mais do que ser figurante, até porque Mingau chegou a dominar os gibis da Magali dos anos 2000, só dava histórias com ele. Não é possível que alguma dessas não seja tão incorreta pra republicação.

      Vai ver que acharam que as histórias da Magali eram incorretas demais pra republicação, uma pena porque eram muito boas, dava pra ter mais páginas com fase Abril, sim, se quisessem. E, sem dúvida, teriam alterações, mudam tudo que encontram pela frente.

      Primeiras aparições da Magali foram em 1963, no livro Mauricio 30 Anos não estava errado então, 60 anos de fato foi em 2023, só que depois consideraram que ela foi criada em 1964 por ter aparecido o nome dela pela primeira vez e lembrando que a personalidade comilona só surgiu em 1966, pois antes era só figurante.

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  2. Caramba, estou me preparando para ver o tanto de alterações que fizeram! Se eu achava que "Mônica 60 anos" já tinha muitas, é porque eu não sabia de "Magali 60 anos"!
    Eu acho que esse negócio da Tia Nena ser uma bruxa é até que uma parada legal, MAS, seria legal se não fosse oficial, se deixassem aquela dúvida no ar, sabe? Seria algo legal para explorar em algumas histórias do Dudu, com ele imaginando que ela era uma bruxa e tals, seria legal principalmente agora na época do Politicamente Idiota, já que ele não pode ser mais o garoto que ODEIA comer.
    A Magali sempre foi a mais esquecida pela MSP, a data que ela ganhou o próprio gibi é um bom exemplo. Eu nem me surpreendo de não criarem uma nova capa para o especial dela. Eu me surpreendo mesmo é deles não criarem uma capa para a Mônica, já que ela é a "protagonista", já que a turma é dela.
    Voltando no assunto das bruxas, eu só acho meio nada a ver a Magali ser uma bruxa, pra mim não tem muito nexo ela ser bruxa ainda criança, talvez seria algo legal se, por exemplo, deixassem essa dúvida em histórias da Magali mais velha. Já que, com ela ainda criança, ela não vai poder fazer muita coisa sendo bruxa.
    Bem, essa é minha opinião sobre. Aguardo o post com as alterações, para eu poder dar minha opinião final.

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    1. Sim, se o da Mônica que foi voltado pra maiores de 14 anos teve alterações, esse da Magali não dava pra ser diferente, muitas mudanças bobas, censuras nada a ver, só pra agradar os mimizentos de plantão.

      Seria bem melhor isso de ficar a dúvida se a Tia Nena era bruxa ou não, ficar só no mistério, ia render mais. Com o Dudu sempre tentando desvendar seria uma boa, afinal ele não odeia mais comida e nem é grande pestinha com os amigos, perdeu a função. Isso de Magali ser bruxa também, na certa pra justificar a comilança dela, de comer absolutamente tudo e nem engordar, aí só com magia pra justificar em vez de ser apenas uma característica de personagem em quadrinhos. Pelo visto herdou genética da tia pra isso e é segredo só entre as duas e quando Magali crescer, ela teria poderes maiores, já devem ter usado esse artifício na Turma da Mônica Jovem.

      A capa da Mônica 60 Anos também surpreendeu de não ser ilustração nova, só montagens de quadros de histórias do livro, mereceria bem mais.

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  3. Onde vende? deve estar na Amazon

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    1. Tem na Amazon e também em sites da Panini, da Magazine Luiza e em outros sites de livrarias online. Ainda é vendida bem normalmente, livros assim custam a sair de circulação em sites grandes.

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  4. 2024? Eita, dois anos atrasada essa postagem, hein? Bom, antes tarde do que nunca.

    Confesso que tendo a ser mais tolerante com esses livros especiais do que você, tento aproveitar ao máximo e reclamar de menos. O que dizer dessa? Bem, vejamos...
    Sinceramente, só da Magali já ter ganho um especial já valeu para mim, já que historicamente ela é a personagem mais desrespeitada e menosprezada pela MSP. Só lembrar as números 100 e 200 que ficaram em branco, ou a edição 500... Sobre o livro em si, algumas histórias até bem boas, escolhas certeiras. Como ''A Vice Dona da Rua'', essa que li e reli várias vezes em gibis antigos, mostra um lado diferente da Magali e até serve como crítica social. Outra como ''Lalá, a Lagosta'', também gosto muito dessa, mostra outra característica diferente da Magali, e é extremamente divertida. Gostei de relembrar. Ainda pude conhecer algumas que não tinha lido ainda, como ''O Controlador de Apetite'' e ''Meu Reino por um Sorvete'', curti essas também. Sobre a Magali canhota... acho até válido lembrar, é uma característica bem terciária da personagem, quase ninguém sabe. E gostei da participação da Viviane, ela que geralmente fica bem esquecida em especiais da Magali, merece ser resgatada mais vezes também. E os extras, ficou até satisfatório para mim, tomaram um cuidado nessa parte. Mas claro, nada é perfeito... Algumas coisas ainda ficam a desejar.
    Uma coisa que esses livros sempre pecam é na distribuição de histórias de cada década, geralmente é muito anos 90 e 2000 e bem poucos anos 70 e 80. Realmente deveriam regular melhor essas escolhas de histórias, umas fases ficam de escanteio enquanto outras ocupam peso em dobro. Talvez três histórias de cada década ficaria o ideal. E sobre o livro acabar em 2004... certamente uma escolha estranha, geralmente deveria ter até pelo menos 2010. Por que será que cagaram pros anos 2000 desse jeito? Alguma sugestão? Talvez quiseram resgatar mais o que consideram ''o período de ouro'' da Magali, ou consideraram que muitas histórias de 2000 e Panini já estão sendo republicadas em almanaques normais. Mas o que você acha?
    A capa, realmente podia ser bem melhor... ao invés de reciclarem uma capa já feita, podiam de fato ter criado algo novo, uma ilustração inédita. Especialmente porque essa de 2007 já foi utilizada várias vezes. Mas nem Mônica teve, por que Magali teria? Ao menos, ainda ficou uma lembrança da era Panini nessa edição, então também tem esse lado. De qualquer forma, passável.

    Agora, isso de Mingau, Quinzinho e Dudu ficarem praticamente de fora do especial... Não, não posso acreditar. De jeito nenhum. Puta que pariu, que desatenção foi essa? Que ultraje, inacreditável isso ocorrer, disparadamente o maior erro em qualquer especial já lançados pela MSP! Logo os três maiores coadjuvantes da Magali, que foram inestimáveis na trajetória dela? Deixar um de fora já seria ruim, dois seria canalhice, mas OS TRÊS? Isso foi uma VIOLÊNCIA e IMPERDOÁVEL. Uma afronta. OK, pelo menos eles ainda chegaram a APARECER no livro, mas sem dúvida muito pouco, muito descaso para três personagens tão icônicos. Mereciam e deveriam ter tido histórias e clássicos dedicados a eles, com toda a certeza. Realmente, isso baixou muito, baixou demais o nível do livro, uma negligência criminosa. Revoltante.

    E claro, imagino o tanto de alterações que devem ter tido nesse livro. Já aguardando seu post, e estou me preparando para passar raiva junto com você. Não tá fácil para ninguém ultimamente.

    Livro até passável, divertido até certo ponto, não é ruim... mas realmente não é grande coisa, não é inestimável ter, e decepcionante em diversos pontos. Para o nível atual da MSP, até que tá no lucro, mas já não podemos esperar muito deles hoje em dia. Em resumo, a boa e velha medíocridade, quase não passa disso.

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    1. Finalmente deu pra postar. Na verdade, é um ano e meio do lançamento e eu só comprei há 6 meses esperando abaixar preço e as inúmeras alterações também fizeram atrasar. Dessa vez Magali desbancou Cascão e Chico que não tiveram especiais e também nada comemorativos nos seus gibis redondos 100, 200, etc, só Nº 500 e 600 que fizeram algo.

      As histórias no livro em geral não foram ruins, só que tinham ter mais coisas da Editora Abril, deveriam equilibrar entre as décadas e também estilos de traços porque ficam muito parecidos quando são de uma mesma época, concordo que 3 histórias de cada década ficaria mais equilibrado. Achei estranho também terminar em 2004 e nada da Panini, não deu pra comparar traços. Pode até ser isso de que histórias estão sendo republicadas nos almanaques atuais, mas a de 1970 saiu recente na Biblioteca da Mônica 1970, não vejo, então, como empecilho, quem sabe, ficaram com vergonha dos traços digitais png e compararem a diferença com os traços bonitos das décadas anteriores. Nota-se que até as histórias dos anos 2000 foram escolhidas as com traços mais enxutos, não teve nem os traços específicos daquela década que já ficavam a desejar mesmo sendo feitos a mão.

      Capa dava pra ser melhor, ficou algo preguiçoso, inclusive ficou uma semelhança de Magali 50 Anos que tinha elementos da Nº 1 da Globo e Panini, nem que fosse estilo de montagens como foi da Mônica 60 Anos. Um grande vacilo sem Mingau, Quinzinho e Dudu com destaques que merecem nesse livro. Dudu até ainda teve destaque na última, só que sem nenhuma com ele odiando comida, sua marca registrada, agora Mingau e Quinzinho é inadmissível, tinha que ter uma clássica de cada um deles de qualquer década. Alterações foram uma pior que a outra, cada censura que dá raiva mesmo. Eu já não espero mais grandes coisas desses livros especiais, ficando razoável já dá pra aceitar e isso esse cumpriu.

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  5. Legal este encadernado. Não ligo para datas, aliás, prefiro que não me apegar em fazer postagens porque nesta data teve tal revista. Acho uma bobagem, mas respeito total quem preza por isso.
    Acho bom que tenha essa flexibilidade no formato, pois já sacaram que o povo andava comprando só para colocar na estante, pois é complicado segurar um trambolhão durão na mão por muito tempo. Mas é claro que nunca se importariam com isso. O fator deve ter sido realmente o preço. Óbvio.
    Acho ótimo o tamanho maior e as páginas brancas. Não faço questão da capa dura. E acho que glamourizar demais o formato não é bom. MInha preferência e opinião.
    Parece que uma vez lançaram outro especial dela, pois lembro de você ter mostrado outras histórias, até uma em que ela vira um tubarão, algo assim. Achei a seleção daquelas bem curiosa. Mas esta seleção também é boa. As duas parece que se complementam.
    Se ficarem lançando sempre um especial a cada dez ou cinco anos, fica um conteúdo muito repetitivo. Suspeito que seja por isso que não incluíram algumas histórias.
    Abril está chegando. Está um movimento dizendo que os traços irão mudar e tal, algo meio enigmático.. Não espero mais muita coisa. A época em que me deslumbrava acabou no começo desta terceira série. As primeiras edições foram até legais, mas do número quatro em diante recomeçaram a xaropada.
    Como houve aquele "barulho" que repercutiu até em canais grandes no YouTube, alguém abriu os olhos e começou a exigir maior qualidade, pelo menos em termos de arte. Curiosamente, o Mauricio também se desligou de vez. Não sei se foi coincidência com o "barulho" ou se aquilo causou algo interno que a família dó-ré-mi não vai admitir nem com uma arma apontada no meio da fuça. Mas deram uma sutil melhorada e prometem melhorar mais. Mas, promessas, já viu...
    Podem melhorar a arte, só que as histórias são isso aí mesmo. O público deve ser o infatili ao extremo e não tem como mudar. Aquela fase da Abril foi a melhor, pois a equipe não estava nem aí, criava qualquer bagaceira e a gente gostava.
    A verdade é que não me importo mais. Ganho sempre alguma coisa que alguém não quer, então me passa. Às vezes eu compro, mas... como sempre foi na minha vida inteira: uma revista sei lá quando, para manter o vínculo.
    Aquela expectativa que eu tinha de assinar ou sempre seguir comprando em banca todo mês foi para o espaço de vez. Estou velho, estou lendo outras coisas, tenho muito para me entreter além da turminha que sempre estará na minha vida, mas sem tanta expectativa.
    Marcos, muito obrigado por compartilhar essa publicação. Você é ímpar. Tudo de bom.

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    1. Valeu, Fabiano. Pessoal gosta desses livros de luxo comemorativos, aí eles fazem, pra mim, até poderia ter especiais, mas algo mais simples, sem tanto grandiosidade, capa dura também não ligo, se tivessem duas versões, eu compraria a cartonada. Preço que são caros, mas tem o seu público específico que sempre compra.

      Teve a "Magali 50 Anos" em 2014 e agora fizeram o 60 Anos em 2024. A cada 10 anos vem fazendo especiais assim, não precisaria fazer a cada 10 anos, porém se faz de um personagem, teria que fazer de todos, Cascão e Chico passaram em branco os seus 60 anos em 2021.

      Com o atraso de distribuição, as Nº 1 da quarta série devem chegar em maio nas bancas. Também não crio expectativas que melhorem porque o público alvo dos gibis são de crianças até 8 anos, nota-se que agora prevalecem histórias curtas de até 4 páginas, muitos gibis são histórias de 2 páginas uma atrás da outra. Por causa do barulho na internet, estão com menos traços png agora, porém esses com movimentos que estão colocando também são digitais e bem esquisitos, não gosto também desses traços, nada se compara os feitos a mão de antigamente.

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    1. sim, foi variando com o tempo. Primeiro era Magali mais focada em comida, depois teve uma fase mais com fábulas, depois predominando com ela com Mingau, agora tem outras temas mais variados. Magali ´e uma boa personagem.

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    2. Antes de entrar para o time dos titulares, suas HQs são focadas na característica principal e, ouso dizer que são todas, ou, pelo menos, todas das quais conheço.
      Mauricio de Sousa demorou um bocado para perceber o potencial da Magali. Ideal seria se a personagem manifestasse outras facetas de personalidade entre (M)maio de 1970 a (J)janeiro de 1989. Ficar exclusivamente por conta do próprio estômago lá nos anos 1960 até julgo compreensível por sua origem ser daquela década e também por ser uma época incipiente e obviamente propensa às experimentações, maioria dos personagens da MSP foram gradativamente lapidados naquele decorrer.
      Antes da titularidade, tramas em que Magali consegue desviar da característica principal são todas protagonizadas por outros integrantes da turma, e a maioria são da Mônica. Nada contra a inerente gula, pelo contrário, quanto mais esfomeada, quanto mais egoísta, melhor. Minha crítica consiste em ser a menos variada tanto antes quanto compondo o quinteto de titulares.
      Dudu surgiu como uma sensacional antítese, todavia, quem veio para promover determinado equilíbrio à figura da nossa pantagruélica, esse alguém foi o Mingau.

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    3. Zózimo, até que vi algumas histórias da Magali nos anos 1970 sem foco em comida e digo sem ser as com ela com a Mônica. Mesmo assim foram poucas, o que prevalecia era comida. Mingau é que de fato deu um equilíbrio maior já que Dudu como antítese não deixa de ter assunto de comida e ele só foi pestinha com a Magali sem assunto alimentício nos anos 2000.

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  7. Pelo menos, não teve histórias da Panini. Ah, já ouviu falar de Arquivos da Mônica? Recentemente, postaram entrevistas antigas do Mauricio quando ele era jovem além do piloto da Turma da Mônica na Terra do Arco-Íris onde a turma principalmente tinham forma de mascotes reais com proporções mais próximas dos quadrinhos comparado ao que vê atualmente onde é apenas mascáras de cabeças. As contas oficiais do Mauricio nas redes sociais postou a foto antiga do Mauricio de pé e com cabelo quase branco comparado ao Mauricio da foto recente mais sentado e de cabelo branco em fevereiro.

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    1. Bom que tocou no assunto, estou para perguntar se o Marcos é youtuber, acho que o canal Arquivos da Mônica é dele.
      Nele assisti a um vídeo da TV Cultura produzido no ano de 1975 que trata a respeito de animações, bem interessante. Há um trecho com Franjinha, Bugu e Bidu em desenho animado, fiquei curioso, gostaria de saber se aquilo é um curta ou parte de um comercial de TV, ou, quem sabe, não seja uma coisa nem outra.

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    2. Um lado bom que não teve histórias da Panini, só fica sem comparar traços da época. Não conheço esse canal do YouTube , aí não vi esse vídeo e nem essa foto. Parecem ser bem raros esses vídeos citados por vocês, desconheço totalmente, não dá pra opinar.

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  8. Se você pudesse fazer uma lista com as histórias mais marcantes da Magali que poderiam estar neste livro, quais você escolheria, Marcos?

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    1. Tiveram bastantes marcantes que ficaram de fora por causa do politicamente correto. Não sei dizer uma lista de que colocaria, mas seriam melhores que essas aí. Dessas aí, manteria "Magalancia", "O controlador de apetite" e "A vice-dona da rua".

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