quarta-feira, 4 de junho de 2025

Magali: HQ "À beira da falência"

Mostro uma história em que a Magali foge de casa pensando que dá prejuízo financeiro para os seus pais por comer demais. Com 6 páginas, foi história de miolo de 'Magali Nº 21' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Magali Nº 21' (Ed. Globo, 1990)

Magali acorda ouvindo o seu pai conversando com a mãe que vão precisar fazer cortes, só em alimentação foi gasto um bilhão de dólares este ano, vão à falência desse jeito e vão precisar fazer outro empréstimo para pagar os juros das dívidas. Magali deduz que estavam falando dela, fica triste que não pensava que dava tanto trabalho para os pais e resolve fugir de casa. Dona Lili pergunta se a filha não vai tomar café, Magali diz que está sem fome, Seu Carlito fala que começa a ter esperança e Magali foge mais triste ainda, sem ouvir "Também com essa eleição...".

Na rua, Magali se esbarra com a Mônica, conta que está fugindo de casa porque o pai gastou alguns bilhões com ela e pergunta se pode ficar na casa da Mônica por uns tempos. Ela fica sem graça, tenta dar desculpa que não e Magali diz que vai se virar, não nasceu quadrada. No caminho, ouve dois homens comentando que foi absurdo e lamentável que foram 21 bilhões de dólares e ela acha que o pai espalhou notícia para todo mundo e ainda aumentam e que nunca mais vai saber encarar seus amiguinhos e que é o fim.

Magali vê que levou só uma banana na trouxa, come e fica com fome. Olha para o menino comendo sanduíche, que cai no chão. Depois fica olhando um casal comendo no restaurante no lado de fora, o homem não gosta e o garçom a expulsa de lá. Magali desmaia de fome, Seu Carlito aparece e ela diz que os problemas dele acabaram, que ouviu falando com a mãe que ia à falência por causa dela. Seu Carlito ri, diz que estava lendo o jornal e que a filha foi a melhor coisa que teve na vida. No final, voltam para casa, Seu Carlito não come, fica só assistindo a Magali comer.

História legal em que a Magali ouve conversa dos seus pais que foi gasto bilhões de dólares com alimentação e que está á beira da falência e Magali pensa que estão endividados por causa da comilança dela e foge de casa para não dar mais problemas para eles. Só que passa fome por não ter levado comida e desmaia na rua, o pai encontra e explica que foi só notícia do jornal que estava lendo.

Tem gente que se pergunta de quanto Magali gulosa dá prejuízo para os pais, como conseguem sustentá-la e vimos que isso já foi retratado em história. Realmente do jeito que a Magali ouviu, dava para pensar que foi com ela, ouviu conversa pela metade e não viu o pai com jornal e tudo coincidia como o pai ter esperança que a gula ia acabar quando disse que estava sem fome e os homens que diziam que foram 21 bilhões. A verdade bilhões de dólares era o valor gasto no Brasil, enfrentando inflação exorbitante e dívidas externas. Magali nem imaginava que era isso, sentia culpa por ser gulosa e já pensou que era com ela por não ter ouvido o papo completo. Apesar de dar um certo prejuízo para os pais por comer demais, mas também não seria nesse nível de bilhões de dólares. 

O final foi bonito, mesmo sabendo que a Magali dá prejuízo, o pai sempre vai achar a filha a melhor coisa da vida, não importa quanto gaste com a comilança dela, sempre vai amá-la e é satisfação vê-la feliz comendo. Esse seja um motivo dos pais atenderem todas as vontades dela, nunca terem repreendido a gula Magali, não terem levado para terapia e sempre compravam tudo que ela queria comer e fazerem banquetes em casa. Sempre era bom ver a inocência das crianças diante dos problemas de adultos, nem ter noção quanto vale um bilhão, como nem ter noção quanto vale bilhão. 

Foi engraçado a Magali achar que precisava de tesoura para cortar falência, dar desculpa que estava sem fome e coincidir a fala do Seu Carlito que começa a ter esperança que a gula da filha ia acabar, Mônica dizer que tudo que tem "ão" é grande e não querer que a Magali dê prejuízo na casa dela não querer, coincidência dos homens que Magali deu prejuízo de 21 bilhões, o olho grande da Magali fazer cair o sanduíche do menino e ela ser expulsa do restaurante e desmaiar de fome pensando que morreu.  

A inflação no Brasil era assustadora na época e tinham esperança que ia melhorar depois da eleição para presidente que iria acontecer, a primeira após a Ditadura Militar. Provavelmente foi roteirizada em 1989 em época de campanha eleitoral e conseguiram encaixar só nesse gibi de 1990, por isso de citarem sobre eleições no papo. 

Incorreta atualmente por ter assunto adulto de economia que povo do politicamente correto acha que não é apropriada para crianças, Magali fugir de casa e ser colocada como filha que dá prejuízo aos pais,  além de implicarem com expressões populares de duplo sentido como "a situação está preta" e "não nasci quadrada", Magali com tesoura com pontas na mão e não duvido que implicariam também com jornal, que apesar de ainda existir hoje, quase ninguém compra mais.

Traços ficaram bons típicos de histórias de miolo de final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Essa revista teve terrível etiqueta de preço por causa da mudança inesperada de moeda no Brasil de Cruzado Novo para Cruzeiro em março de 1990 e precisaram colocar etiqueta com a moeda Cruzeiro atualizada em última hora. Há versão sem etiqueta e com o preço em Cruzado Novo que seria do primeiro lote e esse exemplar foi do segundo lote. Não gostava dessa etiqueta era bem grande atrapalhando o visual da capa. Aconteceu isso também nas edições de 'Cascão Nº 84' e 'Chico Bento Nº 84' da primeira quinzena de abril de 1990.

sábado, 31 de maio de 2025

A Turma: HQ "Qual é o nome do filme?"

Em maio de 1995, há exatos 30 anos, era publicada a história "Qual é o nome do filme?" em que Cebolinha e Cascão aprontam com a Mônica na video-locadora. Com 8 páginas,  foi história de abertura publicada em 'Cebolinha N° 101' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Cebolinha Nº 101' (Ed. Globo, 1995)

Começa com Mônica e Magali entrando em uma video-locadora para alugar um filme para assistirem, só que estão em dúvida qual escolher. Cebolinha é Cascão estão lá, ouvem as meninas e resolvem aprontar com elas. Magali pergunta para Mônica qual tipo de filme, Mônica responde um que combine com ela e Cebolinha grita "A pequena baleia" e logo emenda falando com o Cascão que é um filme muito bom. Mônica ouve e não percebe que estavam falando dela. 

Depois, Magali diz que tem que ser um filme que combine com as duas e Cebolinha grita "A magrela e a fera". Mônica vai até lá e pensa que os meninos também estão decidindo filme pra escolher. Mônica escolhe um filme, Cebolinha grita "Até que enfim, sua tonta" . Ela vai até lá e Cascão quer saber se a Julia Bobis trabalhou no filme "Até que enfim, sua tonta" ou no "Você é feia que dói". Mônica fala que não sabe e Cebolinha diz "Você sabe de nada, pamonha", emendando que foi o filme que a Julia Bobis fez. Cascão agradece e Cebolinha fala "Apesar de ser bobona e dentuça" e emendam que é outro nome de filme e que são especialistas no assunto.

Os meninos pedem ajuda para Mônica decidir qual dos dois conhece mais filmes, vão falando os nomes de filmes e ela decide quem sabe mais. Eles vão xingando a Mônica inventando que são nomes de filmes. Magali aparece, Cascão diz "Chegou a magrela xereta" e emenda que foi outro nome de filme. Mônica pergunta se eles têm certeza se são nomes de filmes, Cebolinha pega o Sansão e diz que lembrou do filme "Apertem os cintos, o coelho sumiu".

Começa correria na video-locadora com eles passando o Sansão um para o outro e falando nomes de filmes ao mesmo tempo, até que Mônica surra os meninos, falando a cada coelhada seus nomes de filmes que conhece a seu favor como "Fúria Indomável", "A vingadora" e a "Coelhada era a lei". Magali escolhe o filme enquanto eles brigavam, as meninas levam o filme e no final Cebolinha e Cascão também escolhem seus filmes para alugar e a atendente, vendo os meninos surrados, comenta que é uma cena lamentável e lembra o filme "Dança com os bobos" com Cascão falando que pior que eles já viram este filme de montão.

História legal em que Cebolinha e Cascão resolvem aprontar com a Mônica na video-locadora xingando e inventando que são nomes de filmes. Mônica à princípio acredita, mas depois dos vários xingamentos e eles pegarem o Sansão cai na real e consegue bater neles após perseguição na locadora dizendo seus nomes de filmes a favor dela. No final, Cebolinha e Cascão surrados faz com que a atendente lembre de filme. 

Mônica foi muito burra em não ver que aqueles filmes eram xingamentos para ela e que não existiam, pensava que era coincidência na conversa dos meninos, que, assim se aproveitaram para xingá-la a vontade sem apanhar, eles eram terríveis. Dessa vez sobrou até para Magali com eles xingando de magricela e xereta. Interessante que os filmes que falavam realmente se encaixavam nas situações de momento, fazendo a boba da Mônica acreditar. Ficou na imaginação dos leitores quais os filmes que escolheram alugar no final.

Foi divertido também ver as citações e paródias dos filmes criadas por eles e até fazer os leitores adivinharem quais filmes famosos que estavam parodiando. Alguns davam para perceber de cara, outros não foram parodiados, e também tiveram alguns que os filmes não existiam na vida real, eram realmente só xingamentos para a Mônica inventando que eram filmes. Foi hilário também a paródia de Julia Roberts como Julia Bobis e a situação de qual filme que ela trabalhou com xingamentos para a Mônica.

Legal também ver histórias envolvendo coisas datadas como ambientada em video-locadora, alugando filmes em VHS e nem existia DVD. Era um cotidiano da época, alugar filmes em locadoras era a única forma que tinham pra assistir filmes sem serem padsados na TV ou nos cinemas. Hoje não tem mais locadoras e nem VHS e DVDs, para assistir vídeos são em serviços de streaming como NetFlix, então tecnologia faz com que uma história assim não possam mais ser produzidas. Incorreta atualmente por isso de ter coisas datadas, fora aprontarem dentro de estabelecimento, meninos pegarem firme em xingamentos para Mônica e ainda serem surrados no final, autonomia das crianças irem sozinhas a uma video-locadora sem presença dos pais ou de adultos responsáveis.

Traços ficaram bons, típicos dos anos 1990. Os erros ficaram restritos às posições e cores das fitas VHS que estavam atrás deles que sempre variavam de um quadro par ao outro, o que é normal, não iam respeitar cores com demanda de muitas fitas juntas e para agilizar o trabalho. E também Cebolinha sem parte branca nos olhos abaixo das pálpebras no último quadro da história. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Zé Vampir: HQ "Apaixonada por um morcego"

Mostro uma história em que uma mulher se apaixonou pelo Zé Vampir e o homem tenta impedir esse namoro de sua futura pretedende. Foi publicada em 'Cebolinha Nº 145' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Cebolinha Nº 145' (Ed. Abril, 1985)

Gustavo se declara para Magda, que fala que gosta muito dele como um amigo, irmão e que na verdade ela é apaixonada por outro. Gustavo acha que ela não está falando sério, Magna diz que não queria magoá-lo e vai embora porque talvez se encontre com o outro. Gustavo vai atrás escondido, vê um morcego e a transformação do Zé Vampir, descobrindo que a paixão da Magda era um vampiro.

Quando Zé Vampir vai morder pescoço da Magda, Gustavo aparece alertando que o cara é um vampiro. Magda não acredita, Gustavo prova com espelho que não reflete imagem do Zé Vampir e Magda diz que o espelho está com defeito e joga fora no lixo. Gustavo mostra uma cruz provando que vampiros tem medo, Magda diz que é porque ele não é religioso. 

Zé Vampir some, Magda acha que era um mágico, ele se transforam em morcego e foge e se convence que era um vampiro. Magda agradece Gustavo e combinam de se encontrarem no dia seguinte. Quando Gustavo vai encontrá-la de novo, Magda está namorando o Batmão.

História legal em que a Magda namora o Zé Vampir só que ela não sabe que namorava um vampiro. Gustavo,  que estava a fim da Magda ajuda a ela descobrir a verdadeira identidade do namorado e no final, usando Gustavo achava que finalmente iria namorá-la, descobre que começou romance com o Batmão.

Magda foi bem burra, não acreditava que o Zé Vampir era um vampiro, sempre dava uma desculpa, estava cega de paixão.  Foi engraçado ela dizer que o espelho estava com defeito, que o Zé Vampir era mágico quando ele some e que não gosta da cruz porque não era religioso. Vimos que ela adorava morcegos já que não perdeu chance de namorar o Batmão, assim que acabou romance com o Zé Vampir.

Gustavo devia se valorizar, se a garota não queria, partia para outra. Assim que ela disse que estava namorando com outro, não devia mais insistir. Pelo menos a atitude dele ajudou a Magda não virar vampira. Ela namorando o Batmão, já não teria mais perigo, Gustavo poderia fazer mais nada pra salvá-la e então ele acabou se dando mal.

O Zé Vampir fez mais uma participação,  protagonismo ficou mesmo com Magda e Gustavo. Secundários humanos nas histórias da Turma do Penadinho sempre tinham bastante presença, com presença ou não dos personagens principais. E ainda teve uma participação do Batman, que na MSP gostam de parodiá-lo como "Batmão". Interessante que muitas vezes colocavam as cores iguais dos uniformes oficiais dos super-heróis, ficavam muito parecidos com os originais.

Na MSP, lixo surgia do nada quando queriam jogar fora alguma coisa pra não dizer que estão jogando coisas no chão da rua como foi no penúltimo quadro da quarta página da história.  Incorreta atualmente por ter namoro, mesmo sendo de adultos, má intenção do Zé Vampir e mostrar um Gustavo desvalorizado com si mesmo na insistência de namorar Magda e sem um final feliz para ele.

Traços ficaram bons,  típicos de histórias de miolo dos anos 1980. Zé Vampir sem olhos com fundo branco porque ainda não tinha uma padronização dos personagens da Turma do Penadinho na época. História ocupou 6 páginas do gibi, mas se não fossem as propagandas inseridas seriam 5 páginas. Propagandas inseridas foram do estilo ocupando espaço de quadros interrompendo histórias, muito comum na época, aí juntando as quatro,  fica 1 pagina a mais a história ocupando o gibi. Dessa vez as propagandas foram dos tênis "Bibi", do chiclete "Ping Pong" e dos gibis do Manda-Chuva e do Zé Colméia. 

sábado, 24 de maio de 2025

Tirinha Nº 115: Cebolinha

Nessa tirinha, Cebolinha tira seus brinquedos que caíram nos pelos do Floquinho e, para surpresa dele, depois de tirar tudo, tem mais nada do cachorro, simples sumiu sem as tantas coisas dentro dele. Cebolinha nem imaginava que tinha tudo aquilo dentro do Floquinho e muito menos  que ele iria sumir, recuperou todos seus brinquedos,  mas ficou sem cachorro. 

Floquinho foi marcado como um cachorro diferente que qualquer coisa entrava na sua pelagem, inclusive pessoas podiam entrar nele e Cebolinha ficava em dúvida se era um cachorro de verdade. Era muito legal esses absurdos, nada com a realidade, era só diversão. 

Tirinha publicada em 'Cebolinha Nº 29' (Ed. Globo, 1989).

quarta-feira, 21 de maio de 2025

Chico Bento: HQ "Óia a onça!"

Mostro uma história em que o Chico Bento cata laranjas e deixa o Zé Lelé para avisar caso apareça uma onça. Com 8 páginas, foi história de abertura publicada em 'Chico Bento Nº 109' (Ed. Abril,  1986).

Capa de 'Chico Bento Nº 109' (Ed. Abril, 1986)

Chico Bento e Zé Lelé vão em direção a uma laranjeira na beira do riacho. Zé Lelé tem medo porque ali tem muita onça, Chico fala que ele vai carregar o cesto e Zé espera para ajudar a carregar e se aparecer uma onça, só gritar "óia a onça!" que ele vem correndo para acudir o primo.

Chico sobe na árvore e Zé Lelé grita "Óia a onça!". Chico vem correndo e Zé Lelé diz que não tem onça, que foi só para testar se vinha mesmo. Chico sobe de novo na árvore, Zé Lelé grita e fala que viu nenhuma onça e só queria saber se o Chico dava para escutar lá da árvore. Chico fala que escuta muito bem e que é para parar de chamá-lo toda hora, precisa catar as laranjas.

Com Chico na árvore, Zé Lelé grita de novo 3 vezes, Chico pensa que é verdade, e na hora Zé Lelé fala que depois dos alarmes falsos, queria ver se o Chico ainda acreditava nele. Chico fica furioso, falando que se fizer de novo, acerta uma paulada na cabeça dele. Chico sobe na árvore, Zé Lelé grita várias vezes, Chico não dá bola e cata as laranjas. 

Quando volta, encontra uma onça e pensa que ela engoliu o Zé Lelé. Chico dá paulada na cabeça da onça, que o ataca e vai embora. Chico fica com remorso que o Zé morreu por culpa dele e nunca vai se perdoar. Chega na vila e dá de frente com o Zé, pergunta como se ele escapou da onça. Zé Lelé diz que não viu onça, como gritou e não veio, foi embora porque se vier uma onça de verdade, não ia depender dele. No final, Chico fica com raiva e  corre atrás do Zé tacando as laranjas nele pela vila e Zé Lelé gritando "Óia o Chico!".

História engraçada em que o Chico deixa o Zé Lelé para avisar se aparecer uma onça enquanto catava laranja e o Zé Lelé grita "Óia a onça!" toda hora para testar se o Chico viria mesmo. Chico se cansa e não ouve o chamado do Zé e depois que viu uma onça ali pensou que ela comeu o primo. Descobre no final que Zé estava vivo e saiu com medo de onça aparecer e não depender do Chico aparecer para ajudá-lo.

Chico foi muito paciente, só depois da terceira vez do Zé Lelé gritar que passou a ignorá-lo, se fosse outro, na segunda já dava a paulada na cabeça dele e o gnorava. Também ele foi muito ingênuo de acreditar que a onça engoliu o Zé só porque parou de gritar. Engraçado que coincidiu com a onça arrotando como se tivesse comido alguma coisa e aí pesou a consciência de ter sido injusto como Zé. Só no final que percebe que se preocupou à toa e foi o Chico quem virou o perigo para o Zé, não foi atacado pela onça, mas pelo Chico.

Ze Lelé foi sacana de testar Chico várias vezes, uma vez até ia lá,  já quatro vezes e impedindo de pegar as laranjas, não dá. História mostrou de forma divertida que ficar mentindo toda hora, vai acabar ninguém acreditando depois. Assim como foi a saída do Zé Lelé foi proposital, mas poderia ter aparecido onça de verdade e ele se dar muito mal. Curioso dessa vez que o Chico catou laranjas, em vez de goiabas, ficou diferente. 

Os traços ficaram muito bons, com arte-final bem caprichada característica do Alvin Lacerda. Incorreta atualmente por mentiras do Zé Lelé sobre a onça e fazer o Chico de bobo, Chico contracenar com onça, atacá-la e ser atacado aparecendo surrado, dizer que vai dar paulada na cabeça do Zé e tacar as laranjas nele no final, além dos palavrões e homem com cachimbo. Caipirês também certas diferenças com o atual como "mió", que agora colocam "mior", aímudariam para atualizar como colocam agora.

Nunca foi republicada em almanaques até hoje, seria a partir de 1998, quando republicaram com frequência histórias de 1986 do Chico Bento, só que acabaram não republicando porque já estavam com pressa em acabar com republicações de histórias da Editora Abril e passarem a republicar só as da Globo. Porém, foi adaptada em 1990 em desenho animado com mesmo título, só que mais desenvolvida no desenho, com um estilo mais parecido de histórias de gibis dos anos 1990. Então,  o desenho é famoso, mas a versão em quadrinhos é rara e só quem tem o gibi original conhece a história.