sexta-feira, 14 de março de 2025

Piteco: HQ "Um grito de socorro"

Mostro uma história em que o Piteco salva uma mulher em perigo e por causa disso ela quer se casar com o Piteco. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 125' (Ed. Abril, 1983).

Capa de 'Cebolinha Nº 125' (Ed. Abril, 1983)

Piteco salva a mulher do ataque de um tiranossauro. Serafina diz que estava amarrada porque foi raptada por um bando de terríveis gorilas selvagens e deixaram lá pra servir de almoço dos tiranossauros. Piteco fala que ainda bem que ele chegou a tempo, Serafina lhe dá um beijo por ter salvo a vida dela.

Piteco quer ir embora, Serafina diz que ela vai ficar sozinha e desprotegida, os gorilas podem voltar. Piteco sugere deixar a clava com ela, que diz que não adiantaria porque não saberia manejá-la. Piteco insiste que tem que ir embora, Serafina chora por ficar sozinha e que deve ser devorada por tigre-dente-de-sabre. Piteco pergunta o que pode fazer para ajudá-la e Serafina responde que se casando com ela porque salvou a vida dela e agora tem obrigações de cuidar dela.

Piteco diz que nem sabe nome dela, Serafina se apresenta e diz que agora eles têm que combinar o casório, comunhão de bens, sem festa, só um jantar para os padrinhos. Nisso, aparece a Thuga perguntando quem é a sirigaita. Serafina responde que é a noiva do Piteco e Thuga diz que ela quem é a noiva dele. Serafina fala que é ex-noiva porque está comprometido com ela e Thuga diz que não passou o tempo todo certo correndo atrás dele para se casar com outra.

Piteco intervém, fala para Serafina que não é porque salvou a vida dela que significa que tem compromisso com ela e para a Thuga diz que não  gosta dela, não é isso o que quis dizer, não está preparado para se casar e vai embora. Thuga corre atrás dele e Serafina reclama que tanto trabalho para arranjar um pretendente e uma fulana estragar tudo. Ela acorda o tiranossauro, se amarra de novo e simula que está sendo atacada pelo tiranossauro quando o novo pretendente está prestes a chegar.

História legal em que a Serafina arma arma um plano infalível de fingir que estava prestes a ser devorada por um tiranossauro para o Piteco salvá-la e se casar com ele. Até poderia dar certo se não fosse a Thuga aparecer dizendo que era noiva dele e as duas discutirem. Serafina tenta de novo seu plano no final, pelo visto tentaria quantas vezes necessárias até conseguir se casar com alguém.

Serafina queria se casar a qualquer custo, fazendo questão de comunhão de bens por interesse, teve azar de encontrar justo o Piteco que não quer se casar com ninguém, negócio dele é viver solteiro para sempre. Mesmo se a Thuga não aparecesse, ele não ia ceder casamento com a Serafina. Thuga já chegou dizendo que era noiva do Piteco, só faltou consultá-lo primeiro se ele tinha concedido casamento com ela. 

O plano foi descoberto apenas pelos leitores e no final Piteco não descobriu e nem desconfiou enquanto estava com ela nem depois que a Thuga apareceu. Porém, pela insistência da Serafina dava para saber que era um plano dela, Piteco foi muito inocente. O final ficou na imaginação dos leitores de se a Serafina conseguiu se casar com esse novo pretendente. 

Engraçado Serafina ter um tiranossauro de estimação que faz tudo que ela manda e ajuda nos seus planos. Ela apareceu só nessa história como de costume com personagens secundários de aparições únicas. Eu gostava de absurdos nas histórias do Piteco como clava com prego e coisas do mundo atual que não existiam na Pré-História como casamento de comunhão de bens, ficavam engraçados.

Os traços ficaram excelentes, bastante detalhes de fundo da selva, ficou bem caprichado. Incorreta hoje em dia por tentativa de casamento à força e na mentira do plano, clava com prego, tiranossauro apanhar na cabeça com a clava, Thuga não corre mais atrás do Piteco para se casar com ele. Palavras e expressões populares como  "Bolas!" (variação de "Droga!"), "dá uma dura nela" são proibidas nos gibis de hoje, tudo que tem duplo sentido proíbem. Foi republicada depois em 'Almanaque do Chico Bento Nº 12' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Almanaque do Chico bento Nº 12' (Ed. Globo, 1990)

terça-feira, 11 de março de 2025

Capa da Semana: Mônica Nº 41

Uma capa apenas com desenho bonito com a Mônica no Céu em um balanço montado no arco-íris e o Anjinho e seu amigo gostando de vê-la brincando lá. Mônica foi para o Céu e pronto, sem questionamentos como foi parar lá, valendo só a cena, como tem que ser. Muitas vezes tinham capas sem piadas e ilustrações sempre eram bem caprichadas e era legal o Sol personalizado com rosto interagindo com a cena, recurso sempre era bom. 

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 41' (Ed. Globo, Maio/ 1990).

sábado, 8 de março de 2025

Rosinha e Chico: HQ "Trocar faz bem..."

Em março de 1995, há exatos 30 anos, era publicada a história "Trocar faz bem..." em que a Rosinha troca de visual e de amigos e de namorado por causa da sua prima mandar. Com 9 páginas, foi história de abertura publicada em 'Chico Bento Nº 213' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Chico Bento Nº 213' (Ed. Globo, 1995)

Rosinha recebe sua prima Lolita na rodoviária. Lolita se surpreende com visual da Rosinha, acha que chegou para salvá-la, pergunta se está vindo de uma festa junina fora de época porque está péssima e se nunca ouviu falar de moda. Rosinha diz que gosta muito e canta uma moda de viola. Lolita fala que é moda de deixar as pessoas elegantes. Aponta que vestido, trancinhas no cabelo e fita debaixo do chapéu estão horríveis e tem que trocar tudo. 

Na casa da Rosinha, Lolita muda completamente o visual da prima e diz que os garotos vão adorar. Zé da Roça, Zé Lelé e Hiro veem a Rosinha e falam que são lindas garotas e devem ser da cidade. Rosinha manda abrirem os olhos, que ela é a Rosinha. Lolita manda irem embora logo, aqueles caipiras não servem para ela. Rosinha diz que eles são bons amigos e Lolita diz que ela tem que trocar de amigos.

Depois, Rosinha aparece para o Chico Bento, que não a reconhece e acha que é a prima da cidade dela. Descobre que é a própria Rosinha e ele acha que está bonita. Lolita descobre que ele era namorado da Rosinha e fala que tem que trocar. Rosinha diz que gosta dele e Lolita fala que vai deixar de gostar quando conhecer garotos mais interessantes. 

Em seguida, Lolita apresenta os amigos dela que também vieram da cidade. O Moreno acha a Rosinha uma fofura e pergunta se ela não é de lá. Rosinha diz "Sô, sim, uai!" e o Moreno debocha do jeito caipira dela de falar. Rosinha diz que não gosta que a arremede, o Moreno pede desculpa e disputa com o menino loiro de boné quem vai sair com ela. O Moreno chantageia que vai contar da namorada que tem na cidade e vence a disputa. Lolita aproveita para conhecer melhor o Ruivo enquanto o Loiro de boné sobra.

O Moreno pergunta para a Rosinha onde fica a sorveteria mais próxima, Rosinha diz que em Passo Fundo a 100 quilômetros dali. Moreno pergunta onde fica a danceteria e Rosinha nem sabe o que é isso. Ele pergunta se tem cinema, Rosinha diz que tem, mas passa o mesmo filme há 2 anos. Moreno fala que vai ser ali mesmo para namorar. Rosinha fala que não sabe nem nome dele, Moreno diz que nome pra quê, ela tem muito o que aprender e quando tenta beijá-la na boca, Rosinha lhe dá um tapa forte, o chamando de desavergonhado, mal-educado e metido.

Rosinha fala para Lolita que vai voltar para o Chico dela, que esses meninos da cidade podem ser bonitinhos, mas não chegam ao pé do Chico, que é fiel, sincero, que nem o resto do povo da roça e se isso não está na moda, está se lixando. O Ruivo acha que a prima da Lolita é careta, assovia para uma caipira que estava passando e Lolita dá um tapa na cara dele, reclamando que é descarado, bem na frente dela.

Rosinha volta para o Chico, que pergunta por que mudou de roupa, estava bonita. Rosinha diz que se sente melhor assim. Chico fala que ela é bonita de qualquer jeito e se beijam. No final, Lolita aparece vestida de caipira e namorando o Zé da Roça e ela diz que resolveu trocar umas coisinhas também, de vez em quando faz um bem.

Legal essa história em que a prima da Rosinha cidade, Lolita, quer trocar tudo na Rosinha porque era caipira. Não só visual, tinha que mudar também de amigos e namorado. Rosinha não teve experiência boa com o menino que deu em cima dela e resolveu voltar com o seu namorado Chico e também com visual antigo. E Lolita também resolveu mudar, se tornando caipira, depois de ter sido traída pelo namorado que arranjou.

História mostrou lição de forma divertida de que devemos ser como a gente é e não para agradar os outros, tem que seguir seu estilo de se vestir e de vida, do jeito que você se sente bem, sem se importar com o que os outros achem e o que vão falar. Lolita ficou incomodada com jeito caipira de se vestir da prima e quis mudar tudo nela, Rosinha devia ter recusado de cara quando chegou a ponto de mudar de amigos e de namorado, não seguiu suas preferências e achava que a prima estava certa, mas logo viu que quem estava certa é ela de ficar do jeito que ela se sente bem.

Chico nem criou caso com a nova roupa da Rosinha, poderia implicar que estava moderna e ter ciúmes de atrair olhares de outros meninos, pelo visto roteirista fez questão de dar protagonismo à Rosinha. Foi engraçado a Lolita criticar a roupa da prima, Rosinha confundir moda de viola e gatos de bichano, não saber o que é danceteria, o tapa que a Rosinha deu no Moreno que queria se aproveitar. Quando o Moreno falou "pipou", quis dizer "people" (pessoas em inglês) na forma que se pronuncia.

A história foi protagonizada pela Rosinha, participação pequena do Chico dessa vez, nem precisava título ter nome dele no crédito. Quem sabe foi pensada no "Dia Internacional da Mulher" comemorado dia 8 de março querendo dar uma história de abertura protagonizada por personagem feminina em um gibi de personagem masculino e ainda com a pauta de conscientização de não pegar mulher à força como o Moreno fez com a Rosinha.

Vimos que não é só o Chico que tem primo da cidade, a  Rosinha também, uma prima, sendo que a Lolita apareceu só nessa história, como de costume de parentes criados para aparição única. Ficou bonita a Rosinha com esse visual moderno que a Lolita deu, era bem raro a Rosinha aparecer de cabelo solto, ficava outra pessoa. Pena que não colocaram nomes nos meninos da cidade amigos da Lolita, nem quando Rosinha perguntou nome para o Moreno, ele não disse. Esses meninos também apareceram só nessa história.

Traços ficaram bons, seguiram um estilo fofinho que apareceram algumas vezes em histórias entre 1994 e 1995, mas que foram abandonados logo. Provavelmente eram traços de teste que infelizmente não resolveram seguir adiante ao longo dos anos 1990. Cores que não gostava assim, muito escuras no primeiro semestre de 1995. É incorreta atualmente por namoro entre crianças, Chico e Rosinha beijarem na boca, menino pegar a Rosinha à força, Rosinha e Lolita dando tapas na cara dos meninos, o Moreno debochar do sotaque caipira da Rosinha. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

quarta-feira, 5 de março de 2025

HQ "Cebolinha de boca aberta"

Mostro uma história em que o cebolinha não consegue fechar a boca depois de bocejar causando muita confusão para ele. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 97' (Ed. Abril, 1981).

Capa de 'Cebolinha Nº 97' (Ed. Abril, 1981)

Cebolinha acorda, não consegue fechar a boca depois de bocejar e lamenta que justo hoje quando tinha um plano infalível para derrotar a Mônica e determina que não é uma simples boca aberta que vai atrapalhá-lo. Troca de roupa e vai para a rua sem tomar café-da-manhã.

Na rua, repara que não enxerga quase nada com a boca aberta e lembra do ditado que em boca fechada não entra mosquito, quando um mosquito entra na boca dele. Cascão aparece e diz que pensou que já estivesse nascendo dente no Cebolinha e acha que estava querendo mostrar os dentes com a boca daquele jeito. Cebolinha nega, cascão acha que é problema na garganta, Cebolinha conta que quando acordou foi abrir a boca e não fechou mais e Cascão acha que pode ficar assim para sempre, Cebolinha pergunta e agora e Cascão manda o amigo tirar as calças e jogar fora.

Cebolinha quer bater no Cascão, diz que o problema é grave e Cascão fala que agora vai poder engolir a Mônica e nunca mais bater neles. Cebolinha corre atrás do Cascão, tropeça em uma pedra e engole o Cascão ao cair em cima dele. Mônica aparece, acha que o Cebolinha imita bem a voz do Cascão e diz que está doida para pôr as mãos nele por ter dado nó nas orelhas no coelhinho novamente. Mônica ouve Cascão falando que é para tirá-lo dali e ela acha que o Cebolinha deixou o Cascão dentro de um buraco e ficou em cima para ela não ver.

Mônica levanta o Cebolinha, vê que tinha nada ali. Cascão sai da boca do Cebolinha dizendo que pode bater, tudo, menos apanhar dentro da boca do Cebolinha. Mônica bate nele e também no Cebolinha para não aprender esconder o Cascão dela. No final, Cebolinha fica com boca fechada, mas cabeça toda para cima e pega o coelhinho da Mônica com esperança que ela bata de novo e consiga voltar ao normal.

História legal em que o Cebolinha desloca o maxilar e não fecha a boca após bocejar e é azucrinado pelo Cascão por isso. Cebolinha consegue engoli-lo ao tropeçar na pedra e de certa forma foi bom para o cascão pra ficar escondido e não apanhar da Mônica. Só que ela descobre, bate no Cascão e Cebolinha, que consegue ficar pior do que quando estava só com boca aberta.

Cebolinha tinha que ter contado para a mãe e ido ao médico, aí evitava maiores problemas que teve. Nem tomou café para praticar logo o seu plano contra a Mônica, obsessão grande para derrotá-la até de boca aberta. O pescoço também ficou com paralisia, ficando olhando para cima o tempo todo. Cascão também um amigo sacana, em vez de ajudar, só ficou zoando. Para não apanhar da Mônica dentro da boca do Cebolinha,  Cascão encontrou a saída rapidinho. E o Cebolinha ficou parecendo o Zum e Bum no final.

Teve absurdos do início ao fim, típico das histórias de 1981, o melhor o absurdo de Cascão entrar dentro da boca após o Cebolinha cair em cima dele. Boca gigante que consegue engolir outra pessoa. Eram muito boas essas histórias nonsenses nada com nada, dava para fugir bem da realidade, humor de alta qualidade. 

Engraçado também o Cebolinha conseguir falar normal com a boca aberta, Dona Cebola dizer que pode fechar a boca depois de escovar os dentes, entrar uma mosca quando Cebolinha lembra do ditado que boca fechada não entra mosquito,  a rima do Cascão "tirar as calças e jogar fora" com "agora". Na época, o Sansão ainda não tinha nome, por isso chamado de coelhinho.

Traços ficaram bons, típicos de histórias de miolo do início dos anos 1980. Incorreta por fazer piada com problema sério, absurdos exagerados de Cebolinha falar normal com boca aberta e Cascão entrar e sair da boca do Cebolinha, hoje absurdos assim só em histórias do Louco e mesmo assim mais controlado do que era antes, além de meninos aparecerem surrados, Mônica com calcinha à mostra, sem final feliz para o Cebolinha com o seu problema e Dona Cebola aparecer de avental e fazendo tarefa doméstica dando ideia que é dona-de-casa. Foi republicada depois em 'Almanaque do Cebolinha Nº 2' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 2' (Ed. Globo, 1987)

domingo, 2 de março de 2025

Cascão: HQ "Festa à fantasia"

É Carnaval e então mostro uma história em que os porquinhos da Leleala pensam que o Cascão é um porco de verdade e fazem de tudo para ajudá-lo a recuperar a memória. Com 16 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 289' (Ed. Globo, 1998).

Capa de 'Cascão Nº 289' (Ed. Globo, 1998)

Escrita por Emerson Abreu, começa com o Cascão mostrando sua fantasia de porco para o Cebolinha, que acha uma porcaria. Cascão agradece, diz que foi a mãe quem fez e pergunta de que o Cebolinha vai se fantasiar na festa da Mônica. Cebolinha não sabe, Cascão dá sugestão de ir de abajur porque como nenhuma menina vai querer dançar com ele, vai acabar paradão no canto da sala.

Cebolinha fala que é mentira e manda retirar o que disse. Cascão debocha de Cebolinha dizer "letile", acha que foi elogio ser chamado de porco e os dois brigam feio. Cebolinha perde e vai embora, até por causa do cheiro do Cascão. Em seguida, um porquinho dá uma paulada no Cascão, que fica desacordado. Na verdade, deveria bater no agressor Cebolinha e se enganou.

Cascão acorda, os porquinhos se apresentam que são a Leleala, a Legião dos Leitões Alados, que protegem porcos em perigo, e fazem a coreografia de apresentação. Cascão manda pararem, não está precisando de ajuda e ele não é um porco. A Leleala acha que ele está com amnésia e tentam dar outra pancada para ver se recupera a memória. Cascão não gosta de apanhar de novo e expulsa a Leleala, avisando que não é porquinho.

Em seguida, Mônica pergunta com quem ele estava gritando. Cascão fala que eram com três porquinhos que bateram nele e saíram voando. Mônica pergunta se ele está ficando lelé porque os três porquinhos (da fábula) não voam e avisa para irem para festa. Cascão pergunta por que ela não está fantasiada e descobre que era o Do Contra fantasiado de Mônica. Cascão acha um mau gosto e Do Contra também acha, mas na loja só tinha fantasias de Mônica e Cascão.

Na festa, a verdadeira Mônica elogia a fantasia de Carmem Miranda da Denise, só tomar cuidado com a Magali por perto. Denise pergunta de que a Mônica vai se fantasiar, ela diz que está fantasiada de Mônica e Denise finge que está perfeita de Mônica e logo pena que é cada uma que aparece. Cascão aparece com o Do Contra, encontra o Cebolinha fantasiado de abajur, acha ridículo e que conseguiu ficar tão ridículo quanto á fantasia de Mônica. Não sabia que era a Mônica verdadeira quem estava ali e apanha dela.

Mônica corre atrás do Cascão na festa, os porcos da Leleala, que estavam fantasiados de camelo, vão atrás para salvar o porquinho Cascão. Mônica pergunta quem vai impedi-la e eles ficam com medo, dizendo que a Sociedade Protetora dos Animais. Um deles tem ideia de fazer questão da Mônica bater no Cascão bem forte na intenção de ele recuperar a memória de que é um porco.


Mônica bate, Cascão não recupera memória e Leleala manda Mônica bater de novo. Mônica aceita bater, com muito prazer, Cascão foge e eles correm pela festa. Leleala acha que precisam de uma pancada mais forte que da Mônica. Quando ela está prestes a bater, Leleala criam um bloco de cimento instantâneo e tacam bem forte no Cascão, conseguindo missão comprida de que ele virasse porco de verdade.

Depois, Cebolinha conta para a Mônica que a mãe do Cascão disse que ele vai estar bem de novo na semana que vem e pergunta o que aconteceu com os três porquinhos doidos. Mônica diz que depois desapareceram do nada e não viu mais e esperam que não voltem de novo. Mônica diz que adiou a festa par ao sábado e pensa em alugar uma fantasia de verdade dessa vez e, para isso, teria que quebrar o seu cofrinho de porquinho para tirar o dinheiro, quando surge de novo a Leleala para salvarem o cofrinho de porquinho em perigo.

Uma boa história em que os porquinhos da Leleala pensam que o Cascão perdeu a memória de que era um porco de verdade e tentam ajudá-lo a recuperar com uma pancada, só que tinha que ser bem forte. Com a surra da Mônica não resolve e apelaram com um bloco de cimento gigante atingindo bem forte o Cascão e só assim ele vira porco mesmo. No final, tentam outra missão de ajudar o cofre de dinheiro em forma de porquinho da Mônica de não ser quebrado, afinal, eles ajudavam qualquer porco em perigo, seja qual tipo era.

Só porque o Cascão estava fantasiado de porco e pelo cheiro dele, Leleala pensou que era um porco de verdade, nem quiseram saber que estava indo a uma festa á fantasia.  Foram muito atrapalhados em primeiro bater em quem estava protegendo e depois confundi-lo com porco, ou seja, ajudam nada e ainda dizem que são porcos protetores, Cascão sofreu com eles. Violência foi forte com ele e na verdade perdeu a memória com a tacada do bloco do cimento e não recuperou como os leitões achavam. 

Mônica já tinha batido no Cascão depois de dizer que ela e a fantasia era horrorosa, nem precisava a Mônica correr pela festa para bater de novo nele, mostra que estava bem violenta dessa vez e os porcos da Leleala incentivando mais surra, foi como se fosse para a Mônica um prazer espancar o Cascão. Só serviu para Mônica estragar a própria festa. Não teve um desfecho maior para o Cascão, só dizendo que foi para casa se recuperar. Final ficou aberto de imaginar como a Mônica ia se livrar da Leleala de não quebrar o cofrinho de porco dela.

Engraçado o Do Contra conseguir enganar o Cascão duas vezes e também achar fantasia de mau gosto, mas na loja só tinha fantasias de Mônica e Cascão, dando a dizer que era menos pior se fantasiar de Mônica do que de Cascão. Porém, uma certa descaracterização do Do Contra concordar com o Cascão que foi de mau gosto porque ele discordava de tudo, teria que fazer uma adaptação da piada ou poderia ser outro personagem no lugar como o Xaveco, por exemplo.

As fantasias utilizadas foram bem exóticas como Do Contra vestido de Mônica, Cebolinha fantasiado de abajur, Magali, de melancia, Xaveco, de poste. Mônica não teve fantasia e disse que estava fantasiada dela mesma, afinal, ela era uma personagem muito famosa. Engraçado absurdo dos leitões criarem um bloco do cimento em segundos e quase molhando o Cascão e foram boas tiradas também como Cascão mandar Cebolinha se fantasiar de abajur porque pega ninguém, Cebolinha xingar Cascão de boca de bueiro, um porco da Leleala querer fazer feijoada com o Cascão e o outro achar que era canibalismo. Não teve paródia de Carmem Miranda, nem sempre tinha paródia de nomes famosos na época. 

Seguiu o estilo de histórias  do Emerson com personagens sarcásticos, debochados, eufóricos, fazendo piadas, com língua para fora ou com cara de surpresa e em posição e mãos inclinadas quando o outro  personagem falava bobeira ou piada infame, além  de eles mais violentos, espancando os outros. Percebe-se que desde os primórdios dele na MSP dava destaque para a Denise participar, só ainda sem característica e traços definidos. Ainda não tinham caretas exageradas nas histórias do Emerson em 1998, só personagens com línguas para fora em excesso sempre que falavam uma bobagem ou contavam piada infame, sendo que foi a primeira vez com língua bem grande para fora, o normal até então eram línguas pequenas e aí pode-se dizer que foi uma certa careta dele, bem de leve.

Os leitões da Leleala foram personagens criados pelo Emerson em 1997 e são anjos protetores dos porcos, sempre que tinha algum porco em perigo eles surgiam para salvá-lo, só que em vez de ajudar, atrapalhavam mais a situação e ainda deixava o personagem principal se dando mal. A estreia foi na história "Espírito de porco" de 'Cascão Nº 275', de 1997 e tiveram aparições esporádicas entre 1997 e 1998, depois sumiram e voltaram na Panini em 2007 também em aparições esporádicas. Não tinham núcleo fixo, apesar de aparecer mais com a Turma da Mônica, podia aparecer com qualquer porco da MSP, já ajudaram até o porco Torresmo do Chico Bento.

Embora não falarem explicitamente Carnaval na história, mas foi pensada na data por conta do gibi ser de fevereiro e histórias de festa à fantasia considerarem como de Carnaval. É incorreta hoje em dia por excesso de violência, brigas dos meninos, pauladas, Leleala tacar bloco de cimento no Cascão, comparação dele como animal, aparecer surrados com dentes quebrados e deboche do Cascão com dislalia do Cebolinha.

Traços ficaram bons, característicos do estilo começado em 1997 com personagens com bochechas mais redondas e mais fofos que marcaram a segunda metade dos anos 1990.  Cores com fundo degradê já não estavam mais com tanta frequência, nessa teve presença colocando degradê no quadro inicial, em fundos azul ao ar livre nas páginas 8 e 9 do gibi e como efeito ao redor da Lua nas duas últimas páginas para imitar um céu de verdade.