domingo, 14 de março de 2021

Novas edições Nº 1 da Turma da Mônica - Panini - 2021

As revistas da Turma da Mônica da Editora Panini reiniciaram a numeração agora em março de 2021, formando a 3ª série de coleção na mesma editora. Nessa postagem, mostro as novidades dessas mudanças e uma resenha das novas revistas "Nº 1" como um todo.

A MSP foi da Editora Globo para a Editora Panini em janeiro de 2007, reiniciando as numerações das revistas na época , como já era esperado por terem mudado de editoras. Quando chegaram nas edições  "Nº 100" da Panini em abril de 2015, as mensais voltaram para as "Nº 1" no mês seguinte, o que muita gente estranhou. Agora, surpreendentemente, reiniciaram tudo após as revistas chegarem nas edições de "Nº 70" de fevereiro de 2021, sendo que dessa vez reiniciaram tanto as mensais quanto os almanaques, que tinham chegado ao Nº 85" até então.

Capas "Nº 1" (2021)

Da 1ª para 2ª série, ainda tiveram aviso prévio em algumas histórias das "Nº 100" e anúncios na internet. Dessa vez foi na surpresa, com o público só sabendo com imagens no site de assinaturas da Panini, sem MSP avisar nada antecipadamente nem nas redes sociais. O motivo da reinicialização, provavelmente, veio da Editora Panini, já que as edições da Marvel e DC também reiniciaram,  fora ter um marketing e mais vendas, e  aí a MSP aproveitou para fazer mudanças no design e nas estruturas das revistas. Essas "Nº 1" da terceira série representam as de "Nº 171" da Editora Panini.

Contracapas 

Na distribuição, chegaram aqui dia 6 de março. Continuam com capa em papel couché e miolo com papel jornal (alguns pensavam que iam ser capa com papel cartão e miolo e off set). Fora isso tiveram várias mudanças. Agora todas as revistas mensais têm 84 páginas custando R$ 7,90 cada. As capas, os logotipos são em HD, sem contorno preto e se expandem todos na largura, sem ter personagem no canto direito como eram nas outras séries da Panini. Também só mostram ilustração principal, título da história e o número da edição e não têm mais faixa branca nos rodapés. Nesses "Nº 1" tiveram selo de edição de lançamento, o que teve também na primeira série da Panini e ficou deixado de lado na segunda série. Dessa vez, selos personalizados com cada personagem.

As contracapas não tem mais propagandas, agora são uma extensão do desenho da capa. E constam também preço, código de barras, QR code e selos variados. Tudo agora nas contracapas pra deixar as capas menos poluídas e valorizar os desenhos. 

Capa do Cascão com desenho se estendo com a contracapa

Mesmo as revistas tendo 84 páginas, a maior surpresa que todos agora tem formato canoa, inclusive os da Mônica e Cebolinha. Mais normal eram todos serem com lombada quadrada já que tem 84 páginas, mas resolveram colocar canoa pra destacar a extensão do desenho da capa com contracapa. Estranho é ver Mônica sem lombada, depois de quase 39 anos volta a ser canoa, desde que teve aumento de número de páginas na sua edição "Nº 149" (Ed. Abril, 1982) que eram lombadas.

Capas sem lombada quadrada

Na última página com tirinha normal, mostra no expediente a numeração da 3ª série junto com a numeração real da revista desde o lançamento da Editora Abril ou Editora Globo, conforme for. Assim, Vemos que Mônica está na Nº 617 contando toda as séries desde 1970. Isso foi bom, apesar de reiniciar tudo agora, mas também tem uma valorização de quantidades reais de revistas que cada título tem até hoje.

Expediente final mostrando também numeração real das revistas

Nas revistas do Cacão, Magali, Chico Bento e Turma da Mônica agora têm 9 página de passatempos, 2 página com fichas de personagens do Mauricio, 4 páginas com tirinhas clássicas de jornais em preto e branco desde os anos 1960 e 1 página de seção de correspondências dos leitores (agora com o título "Mensagem para <o personagem>"). Já as revistas da Mônica e Cebolinha seguiram o estilo anterior, tem agora 1 página de seções de correspondências (eram 2 páginas antes) e 3 páginas de passatempos (eram 2 antes). Pode concluir que essas revistas que tinham 68 páginas e agora passaram a ter 84 páginas, com esse acréscimo de vários passatempos e seções, acabaram tendo as mesmas páginas de histórias que antes e, com isso, ficando mais caras que antes. Já Mônica e Cebolinha permaneceram na mesma com quantidade de páginas de histórias que tinham antes.

Sobre Passatempos, além dos que já tinham, têm a volta das "Cruzadinhas" depois de muitos anos, e incluíram também Sudoku ("Sudokids") e Criptograma, bem estilo a revista Coquetel. 

Passatempos com novo layout, tirado da revista da Mônica

Na seção "Turma do Mauricio", fichas de personagens do Mauricio, cada revista mostra informações e curiosidades de 5 personagens variados de vários núcleos, inclusive podendo ter personagens esquecidos. 

Uma página da seção "Turma do Mauricio", tirada da revista da Magali

Nas tirinhas clássicas de jornais em preto e branco desde o anos 1960 são 2 páginas com tiras do personagem principal da revista e 2 páginas com tiras de personagens secundários como Bidu, Penadinho, Piteco, etc.

Uma página de Tirinhas clássicas, tirada da revista do Chico Bento

Em relação a conteúdo de histórias das mensais, continuaram a mesma coisa, com foco no estilo didático, procurando ensinar boa maneiras e cheio de politicamente correto e péssimos traços e letras de PC. Isso já era previsível por ser a nova ordem da MSP ser assim, se caso mudarem alguma coisa em relação a isso, seria só depois de segundo semestre já que as revistas tem antecedência para serem feitos. O texto "Mauricio Apesenta" no cabeçalho dos títulos de todas as histórias continuam nessa coleção. Os créditos de roteiristas, desenhistas, etc, em cada história também continuam.

Curioso que não teve um frontispício ao abrir as revistas, anunciando que reiniciaram e dando satisfações dos motivos de reiniciarem tudo. Apenas uma propaganda comum na página 2 avisando que reiniciaram, tudo bem simples. 

Propaganda que circula nas revistas

Já almanaques também reiniciaram tudo, passaram de 84 para 100 páginas e custando R$ 9,90 (antes custavam R$ 7,90). Estão com design novo, tiraram a moldura colorida que estavam desde 1993 e que já tinham dado o que falar e agora tem umas bordas brancas bem pequenas e têm mais destaque ao desenho. Preços, código de barras, QR Code e selos também ficam agora nas contracapas. 

Novos Almanaques "Nº 1" com lançamento em março de 2021

A novidade maior que os almanaques agora são também em formato canoa e não mais as tradicionais lombadas quadradas como sempre foram desde a Editora Abril. Muito estranho ver almanaques em formato canoa, ainda mais com essa quantidade maior de páginas. E vai ter lançamento de um 'Almanaque Turma da Mônica' previsto o "Nº 1" para abril de 2021,  no lugar dos almanaques da Tina, Penadinho e Bidu & Mingau, que foram cancelados. Com isso serão 6 almanaques fixos em circulação (os 5 principais e esse). Quando chegarem, atualizo o post com outras novidades em relação a almanaques.

Novos Almanaques "Nº 1" com lançamento em abril de 2021

Turma da Mônica Jovem não reiniciou numeração, segue a "Nº 51" em diante normalmente, mas nada impede que reiniciem depois da "Nº 70", por exemplo. "Almanaque Temático também não reiniciou e nem os Almanações (de Férias e Turma da Mônica) também não reiniciaram, mas estes também haviam reiniciado há pouco tempo e aí que não faria sentido se fizessem isso. Apenas mudaram layout de capa mais limpa com preços, código de barras etc, nas contracapas. 

Vale destacar também que vários títulos foram aparentemente cancelados como 'Clássicos do Cinema', 'Saiba Mais', as de Inglês e Espanhol ("Monica and Friends" e "Mónica Y Sus Amigos", respectivamente), Almanaques da Tina, do Penadinho e do Bidu & Mingau. Pelo menos não tiveram ainda lançamentos neste ano e tudo indica que foram, mas vamos aguardar a confirmação.

A seguir mostro como foram cada uma das novas mensais "Nº 1" que comprei:

Mônica - "Meme Mônica" - No dia do eu aniversário, Mônica fica presa dentro do computador quando leva um choque enquanto o Professor Spada estava consertando o computador e ela vira um vírus de computador e Doutor Spam tenta acabar com ela. .

Escrita por Edson Itaborahy, essa história tem 23 páginas, achei mediano  o roteiro, traços bem digitais com bastante carimbo; Apesar de passar no dia do aniversário da Mônica, o tema fica em segundo plano, como eles têm feito nos último anos, com pequena adaptações dá para ser história normal do cotidiano deles.

A revista tem 9 histórias no total contando a tirinha final. Chama a atenção de ter poucas histórias da Mônica. Apenas as 3 primeiras antes dos passatempos são dela. Tem histórias de secundários com Piteco, Penadinho, Bidu, Turma da Mata e Milena. Destaque para o do Bidu com uma história bem grande de 15 páginas em que ele e o Bugu são capturados por alienígenas do Planeta Tomba (a princípio disfarçados como os pais do Bugu) e pensam que o Bugu era um alienígena. Muita enrolação nessa.

A história de encerramento não é da Mônica, e, sim, da Sílvia (mãe da Milena), em que ela se torna modelo não conseguindo conciliar trabalho e cuidar da filha com mensagem bonita no final. História muito grande por sinal para uma de encerramento, com 14 páginas, e aparição rápida da Mônica, Magali e Denise participando em algumas páginas. O foco principal é com Sílvia e Milena.

Trecho da HQ "Meme Mônica"

Cebolinha - "O mistério da alpaca azul" - Cebolinha encontra uma alpaca azul, que a princípio assume uma forma de criatura fofa  para atrair Cebolinha e Mônica para a civilização "Rasteca" e fazê-los de vítimas junto com outras criaturas.

Escrita por Edson Itaborahy, tem 20 páginas e achei a com melhor roteiro do mês, pelo menos tem aventura envolvendo imaginação. Traços aceitáveis nessa, menos digitais, embora tem alguns olhos arregalados feios. A revista tem 11 histórias com a tirinha final, com histórias de secundários com Frank, Os Amazônicos, Bidu e Rolo. 

Dá pra observar que agora estão procurando colocar histórias da Maria Cebolinha conversando com seus bichinhos de pelúcia  e agora ela fala normal sem linguagem de bebê como era antigamente. Rolo estão procurando colocar histórias com ele trabalhando sem ser histórias com ele paquerando as mulheres ou enrolado com as namoradas. Dessa vez foi uma com ele trabalhando em lanchonete. E desde ano passado, colocam histórias simples de 1 página ensinando boas maneiras com esse núcleo do Amazônicos. Desde que passaram a colocar roupa no Papa-Capim, é raro ter história dele e está praticamente um personagem esquecido, colocando Amazônicos no lugar. 

A revista termina com história "A língua secreta" com Mônica e Magali conversando com a língua do "Pê" para os meninos não entenderem e Cebolinha e Cascão procuram criar uma nova língua para se comunicarem e as meninas não entenderem. Curioso é que nessa revista do Cebolinha foram poucas histórias com "Maurício Apresenta" antes dos títulos, foram só 5 histórias com isso. Capaz de terem esquecido de colocar já que nas outras revistas toda as histórias têm esse recurso.

Trecho da HQ "O mistério da alpaca azul"

Chico Bento "A hora do planeta" - Preocupados com os problemas ecológicos do Planeta Terra, Chico e sua turma resolvem fazer a "Hora da Vila", inspirado na "Hora do Planeta" mundial, reunindo o povo de Vila Abobrinha à margem de um rio onde Seu Bento brincava quando era criança para conscientizarem sobre os problemas ambientais, mas antes eles têm que lidar com a poluição do rio e de todo local à beira do rio causados pelos gêmeos Lino e Leno.

Escrita por Edson Itaborahy, com 25 páginas e divididas em 3 partes, história extremamente didática ensinando sobre poluição, desmatamento, efeito estufa, etc. Teve participação a Turma da Mônica para ajudar o Chico a limpar o rio, mas ainda assim nem esse crossover da turminha com o Chico Bento a história não melhorou, continuou sendo didática e sem graça. Os traços digitais não ajudaram muito também.

A revista teve 10 histórias contando a tirinha final. Histórias com secundários foram com Turma da Mata, Horácio e Piteco. Bom ver história do Horácio, andava sumido das revistas e até que os traços ficaram bons nessa. Além de secundários de outras turmas, tiveram histórias com créditos a Zé Lelé e Rosinha, esta da Rosinha bem didática também.

Termina com a história "A lição do sapo" em que a Vó Dita conta a história do sapo que não escutava o que não interessava. Tudo para ter ensinamento de não desistir dos seus sonhos quando alguém falar que não vai conseguir. Nos extras de "Turma do Mauricio" mostra ficha dos personagens Chico Bento, Luís Caxeiro, Torresmo, Vartolo e Zé Caveirinha. Já nas "Tiras Clássicas", tem 2 páginas com tiras do Chico Bento e 2 páginas com tiras da Turma da Mata, estas do estilo seriadas e juntas forma uma historinha. 

Trecho da HQ "A Hora do Planeta"

Cascão - "O implacável paga-mico" - Cascão paga mico atrás do outro provocado por um mico depois de adquirir um colchão que estava ultrapassado nas vendas em que o mico que era mascote desse colchão.

Escrita por Edson Itaborahy e com 22 páginas, achei um roteiro mais ou menos, traços não muito bons, porém aceitáveis. A revista teve 10 histórias contando com a tirinha final. Histórias com secundários foram com Jeremias e Titi, Penadinho, Astronauta e o autista André, que agora é fixo nas revistas retratando situações de criança autistas. 

De destaque, "O Tio Pepo está de férias", história com Cascão contracenando com Tio Pepo que tira férias forçadas pela Tia Nena e ele resolve orientar o Cascão a consertar os brinquedos. O Tio Pepo tem profissão de consertar os brinquedos da criançada e o Cascão ultimamente  segue esse estilo de histórias já que quase não tem mais histórias com ele fugindo do banho. Aí, resolveram juntar os 2 personagens com essas característica. E bom ver o Tio Pepo, que andava sumido das revistas.

Termina com história "Viva a chuva!" com a Milena ensinando para o Cascão que a chuva é boa e mostra todos os benefícios. E consegue convencer o Cascão e ele passa a gostar da chuva. Bem didática e ainda descaracterizando o Cascão. Nos extras de "Turma do Mauricio" mostra ficha dos personagens Cascão, Toneco, Capitão Pitoco, Homens-Geleia e Bernardão. Já nas "Tiras Clássicas", tem 2 páginas com tiras do Cascão e 2 páginas com tiras do Penadinho. 

Trecho da HQ "O implacável paga-mico"

Magali - "Com ketchup ou sem ketchup" - Magali e Quinzinho discutem se deve ou não colocar ketchup na pizza. Magali acha que deve ser com ketchup e Quinzinho, sem ketchup. Então, eles viajam no tempo através da máquina do tempo de 2 cientistas para verem se nos antepassados colocavam ketchup nas pizzas, mas eles causam muita confusão, fazendo pizza deixar de existir no tempo presente.

Escrita por Lederly Mendonça e com 15 páginas, não foi ruim essa, histórias envolvendo máquina do tempo costumam ser boas. Os traços que não gostei, extremamente digitais e nota-se o Quinzinho e o seu pai, o Seu Quinzão, bem mais magros do que eram, principalmente o Seu Quinzão. Não vejo mais os personagens gordos como eram quando criados.

A revista teve 10 histórias contando a tirinha final. Histórias com secundários foram com Dudu com Binho, Anjinho, Aninha e Tina. Agora fazem muitas histórias com Dudu brincando com o Binho, irmão da Milena. Aninha finalmente teve uma história solo, foi mostrando diferença entre os diários escritos a mão e redes sociais como Facebook. A personalidade da Aninha deu para comparar com o da Denise, daria até pra ser história da Denise, mas preferiram com a Aninha.

Até que nessa edição tiveram algumas histórias da Magali envolvendo comida, coisa que andava meio de lado, embora não tendo muito aquela gula que ela tinha. Tomara que continue assim, pelo menos o tema de comida. Teve uma história "O doce secreto" com ela dando doces para a turma, bem diferente do que antigamente em que ela era egoísta e comia logo para seu amigos não pedissem para ela. Descaracterizada aí.

Termina a história "O último que sair apague a luz" com a Magali com medo de voltar para o quarto pensando que tinha monstro na sala escura, fazendo até acordar seus pais. Nos extras de "Turma do Mauricio" mostra ficha dos personagens Magali, Thuga, Seu Carlito, Aveia e Princesa Mimi. Já nas "Tiras Clássicas", tem 2 páginas com tiras da Magali e 2 páginas com tiras da Turma do Piteco, estas do estilo seriadas e juntas forma uma historinha.

Trecho da HQ "Com ketchup ou sem ketchup"

Turma da Mônica - "Uma foto do Limoeiro" - Mônica e Milena têm ideia de fazer um concurso de fotos com a turminha mostrando fotos do Bairro do Limoeiro para depois fazerem exposição de fotos e terem para sempre fotos do bairro.

Escrita por Beatriz Mascarenhas e com 16 páginas, foi uma história simples e normal, sem conflitos como se espera de histórias com Milena e bonita mensagem com o André e seu autismo. Traços digitais de carimbo desanimam também. A página 3 começa com a história e não tem mais um frontispício apresentando a história de abertura como foi até a 2ª série da Panini, frontispício, inclusive, herdado desde quando era "Revista Parque da Mônica".

A revista teve 10 histórias contando a tirinha final, com histórias de vários personagens, tanto os da turminha quanto outros núcleos. Além de histórias com os 4 personagens principais, tiveram histórias com Dudu, Bidu, Dona Morte, Marcelinho, Do Contra e Astronauta. Destaque para história do Astronauta com ele  contracenando com um vilão antigo, o Borgus, que havia aparecido em 'Cebolinha Nº 139' da Editora Abril, 1984. 

Termina com "Sócia quase adulta", em que a Mônica e Magali brincam de adultas e então Cebolinha e Cascão aproveitam para fazer a Mônica doar o Sansão porque ela não ia brincar mais com o coelhinho de pelúcia porque era adulta. Os meninos não apanham mais da Mônica, no máximo mostram ela correndo atrás deles. Nos extras de "Turma do Mauricio" mostra ficha dos personagens Mônica, Bidu, Aninha, Dona Corujoca e Zé Pirata. Já nas "Tiras Clássicas", tem 2 páginas com tiras do Cebolinha e 2 páginas com tiras do Bidu. 

Trecho da HQ "Uma foto do Limoeiro"

Acho que foi desnecessário terem reiniciado numeração, se quisessem mudar design, mudassem, mas mantendo numeração. Na Editora Globo, quando mudaram o design e aumentaram número de páginas de Cascão, Chico Bento e Magali em 2003, continuaram com a mesma numeração, assim como quando colocaram molduras nos almanaque sem 1993. Fica o marketing para chamar atenção e venderem mais, só é uma pena que nunca verem os números altos nas revistas e nem almanaques chegarem a pelo menos ao "Nº 100". O da Mônica até conseguiu na Editora Globo, mas isso se repetir, nunca mais. De positivo, as Tiras Clássicas, fichas com personagens do Mauricio, numeração real de todas as editoras no expediente final e de negativos excesso de passatempos e todas as revistas com formato canoa. Com essas mudanças, conteúdos de histórias iguais como vinham sendo, para mim a ordem de melhores foi: Cebolinha, Magali, Cascão, Mônica, Chico Bento e Turma da Mônica. Se fosse eu escolher uma, compraria o do Cebolinha. Fica a dica. 

quarta-feira, 10 de março de 2021

Capa da Semana: Magali Nº 167

Uma capa com a Magali encantada com a árvore do Louco que dá frutos variados, tanto frutas e guloseimas, como melancia, banana, bolo, sorvete, cachorro-quente, entre outros. Doida para subir na árvore e devorar tudo. Era raro ver o Louco em capas de revistas antigas e ainda mais interagindo com a Magali, mas deu muito certo essa parceria para a comilona.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 167' (Ed. Globo, Novembro/ 1995).

domingo, 7 de março de 2021

Bidu, Duque e o Gato: HQ "Tradição quebrada"

Compartilho uma história em que um gato se revoltou e quis quebrar a tradição de cães perseguirem gatos, sobrando para o Bidu e o Duque. Com 4 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 32' (Ed. Abril, 1983).

Capa de 'Cascão Nº 32' (Ed. Abril, 1983)

Nela, Bidu vê um gato e começa a latir e querer correr atrás dele. O Gato interrompe, dando um basta naquilo e Bidu pergunta o que aconteceu. O Gato diz que cansou de correr. Bidu diz que podem esperar um pouco e depois volta a perseguição. O Gato responde que tomou decisão e não corre mais de cachorro nenhum, mas se ele quiser brigar é só ir junto.

Bidu parte para a briga e o Gato sai vencedor, jogando Bidu longe. Duque o vê caindo e pergunta se ele apanhou de algum buldogue. Bidu responde que apanhou do Gato. Duque diz que isso é antinatural, os cães sempre bateram nos gatos. Bidu responde que aquele gato não quer saber disso e Duque vai lá conversar com o Gato e tomar satisfação com ele.

O Gato fala para o Duque não amolar senão apanha também, não vai mais apanhar dos cães e não vai levar mais desaforo para casa. Duque o acha marrudo e folgado e parte para a briga e acaba também apanhando do Gato. Duque avisa que não podem deixar o Gato quebrar uma tradição milenar e Bidu sugere reclamarem com o "Sindicato dos Cães". Duque acha melhor os 2 partirem para a briga juntos e acabam apanhando dos gato. No final, o Gato se sente o vitorioso e ao ver um rato quer correr atrás dele, mas, para a sua surpresa, o Rato bate no Gato, também querendo quebrar a tradição milenar de gatos perseguirem ratos.

História bem divertida, dessa vez com o Bidu como um simples cachorro, mostrando a rivalidade entre cães e gatos e o Gato querer quebrar essa tradição. Ele até conseguiu bater nos cachorros, mas acabou se dando mal apanhando na rivalidade entre gatos e ratos. Ou seja, o Rato foi o grande vencedor no final. Foi engraçado os diálogos entre Bidu, Duque e o Gato, acharem que o Gato era folgado, os cachorros defendendo que tradição tem que ser mantida, com  direito a sugestão de reclamarem com o "Sindicato dos Cães" e o Gato achar que isso tinha que mudar, além de ver a briga feia entre eles. 

Permitiu o leitor decidir se fica do lado do Bidu e do Duque ou do Gato, se apoia os valores conservadores ou liberais. O mais correto seria a conciliação, afinal, na vida real existem cachorros amigos de gatos, mas o roteirista quis ter a brincadeira de fugir da cadeia alimentar e também dar lição no Gato valentão, fazendo sentir o que os cachorros quando ele apanhou do Rato. Já tiveram outras histórias com gatos se revoltando de cachorros perseguirem, algumas até tendo conciliação entre eles. Também tiveram algumas histórias de brigas com Bidu e Mingau por causa disso, normalmente sem conciliação entre eles no final nesses casos.

Legal também o título dar créditos também ao Gato, que não é um personagem fixo como  Bidu e Duque. Esse Gato apareceu só nessa história. É incorreta por causa da briga de rua entre os bichos estimulando violência e não fazem mais histórias envolvendo brigas com os personagens. Mônica bater no Cebolinha e nos outros meninos já é raro aparecer atualmente, aí com outros personagens é que não fazem mesmo.

Os traços muito bons, típicos de histórias de miolo dos anos 1980, Nunca foi republicada em almanaque convencionais da Editora Globo. Poderia ter sido a partir de 1988, com mais chance em 1990 ou 1991, quando tinham mais frequência histórias de miolo de 1983 em almanaques, mas acabaram esquecendo dessa.

quinta-feira, 4 de março de 2021

Tirinha Nº 80: Mônica

Nessa tirinha, Cebolinha chama a Mônica de dentuça. Ela dá surra nele e como foi tão forte a ponto de quebrar os dentes, Mônica dá o troco e o chama de banguelinha. Melhor ser dentuça do que banguela. Era muito bom quando a Mônica tinha esse gênio de não levar desaforo para casa e dava surra nos meninos e deixá-los todos quebrados.

Tirinha publicada em 'Mônica Nº 91' (Ed. Globo, 1994).

segunda-feira, 1 de março de 2021

Cebolinha 60 Anos - Dono da Lua

Cebolinha completou 60 anos em 2020 e a MSP lançou um livro especial comemorativo. Nessa postagem falo resenha de como foi esse livro.

Quando os personagens principais completaram 50 anos, fizeram a coleção de livros de luxo "50 Anos" com republicações de histórias de todos os tempos e curiosidades  e agora, 10 anos depois, volta a se repetir. "Cebolinha 60 Anos - Dono da 'Lua'" foi lançado em outubro de 2020, no mês aniversário do personagem nas revistas, marcando, então, a nova coleção "60 Anos". 

Com capa dura e miolo com papel off-set, 162 páginas e com preço R$ 49,90. Eu não sou muito fã de livros de luxo, podiam muito bem ter capa cartonada e papel simples com preço mais baixo ou pelo menos ter 2 versões e a pessoa escolhesse qual versão que achar melhor. Como são caros, difícil comprar em livrarias físicas ou bancas de jornais, aí comprei na internet no final de janeiro/2021 por R$ 37,40, só assim para conseguir ter. Mesmo se eu quisesse comprar em bancas, nem dava porque nenhuma banca aqui vendeu.

Contracapa da edição

A capa dessa vez foi de acordo com o tema do subtítulo em vez de ser releitura de edições "Nº 1" como foi no de "50 Anos". Com o subtítulo "Dono da 'Lua", então, mostra o Cebolinha como rei segurando o Sansão. No fundo tem imagens de páginas de histórias, mas são histórias aleatórias e a maioria sem ser histórias que estão no livro.

Abre com frontispício do Mauricio explicando sobre o livro e sobre o personagem e no rodapé aviso que são histórias de outras épocas e se encontrar algo incorreto é porque eram outros costumes da sociedade, do tipo, uma espécie de pedido de desculpas e de não se responsabilizarem com as coisas incorretas que por acaso possam achar. Em seguida, vem as histórias, deixando as curiosidades da trajetória do Cebolinha no final do livro. A relação das histórias publicadas nele, com o número da edição e ano de cada foram essas:

1. "O papãozinho" (CB # 16 - Ed. Abril, 1974)

2. "O maior amigo do Cebolinha" (MN # 9 - Ed. Abril, 1971)

3. "Agora também em líquido" (CB # 4 - Ed. Abril, 1973)

4. "Os passos do cavalinho" (CB # 10 - Ed. Abril, 1973)

5. "A alanha alanha" (CB # 5 - Ed. Abril, 1973)

6. Quem é o dono da rua?" (CB # 21 - Ed. Abril, 1974)

7. "O desafio" (MN # 49 - Ed. Abril, 1974)

8. "O mais cabeludo da rua" (CB # 28 - Ed. Abril, 1975)

9. "Ver para crer" (CB # 35 - Ed. Abril, 1974)

10. "O Louco (agora em inglês)" (CB # 31 - Ed. Abril, 1975)

11. "Cebolinha contra o Capitão Feio no reino do bueiro" (CB # 41 - Ed. Abril, 1976)

12. "O maluco lunático" (CB # 50 - Ed. Globo, 1991)

13. "Problemas na piscina" (CB # 107 - Ed. Globo, 1995)

14. "Época de pipa" (CC # 381 - Ed. Globo, 2001)

15. "As duas horas da madrugada" (CB # 184 - Ed. Globo, 2001)

16. "Louco de dar dó" (PMN # 111 - Ed. Globo, 2002)

17. "Um gibi só meu" (CB # 4 - Ed. Panini, 2007)

18. "Você precisa perder essa mania" (CB # 26 - Ed. Panini, 2009)

19. "Corta aqui, Seu Juca!" (MN # 79 - Ed. Panini, 2013)

20. "A fuga pelos infinitos gibis" (CB # 28 - Ed. Panini, 2009)


Pode perceber que dessa vez, diferente do livro "50 Anos", tiveram mais foco em histórias de miolo, mas tiveram também de abertura originais. Não teve história inédita de Turma da Mônica Jovem, apenas republicações com a turma clássica, o que achei muito bom, nada a ver Turma da Mônica Jovem em livros como esse. Bom também não ter história muda.

Tiveram histórias com vários universos de características do Cebolinha como dislalia, problemas com cabelo, provocando Mônica, com o Floquinho. Foi bom rever clássicos dos anos 1970 como a do "Papãozinho" com Cebolinha e Cascão conhecendo o filhote de Bicho-Papão, com bonita mensagem no final. Um grande clássico que depois até virou desenho animado.

Trecho da HQ "O papãozinho" (1974)

"O mais cabeludo da rua", a melhor do livro, em que o Cebolinha fica cabeludo ao extremo, cheia de absurdos, ao encontrar um tônico capilar na rua. Até surpreendente ter colocado pelos tantos absurdos que tem, inclusive Cascão cortar o Floquinho ficando só a parte de trás dele. Essa valeu a pena.

Trecho da HQ "O mais cabeludo da rua" (1975)

Teve uma história de 1970 com o Garotão, "O maior amigo do Cebolinha", em que ele não tinha revista, isso foi bom para mostrar o estilo dos traços daquela época antes de 1973. Talvez não colocaram como a primeira história porque queriam um a história de abertura original iniciando o livro, mas essa de 1971 veio logo após da do Bicho-Papão. Na verdade, no geral, não seguiram uma cronologia de anos, só por décadas

"No reino do bueiro" com o Capitão Feio foi boa colocarem, depois também virou desenho animado. Acho que pecaram de não ter história interagindo apenas com os seus pais, mostrando o cotidiano da família Cebola, pelo menos os pais aparecem no livro com participações rápidas, só que não teve nenhuma com a irmã Maria Cebolinha, achei um erro ela não aparecer.

Trecho da HQ "No reino do bueiro" (1976)

Embora tem uma história de plano infalível, "Quem é o dono da rua?", mas não foi uma marcante de gerações e nessa Cebolinha nem apanhou no final, em uma das raras histórias dos anos 1970 que ele não apanha. Tem histórias de planos infalíveis melhores que essa. Na verdade, Cebolinha apanha só na história "Época de pipa" e a história nem é foco de plano, Mônica apenas participou nessa cena.

Cascão foi o grande nome dessa edição, em quase histórias ele aparece interagindo com o Cebolinha ou fazendo participação. Cascão só não aparece em histórias do Louco e em "Um gibi só meu" com o Dudu e representando metalinguagem (aliás, tem histórias de metalinguagem infinitamente melhores que essa). Inclusive, "Época de pipa" foi história do Cascão e tirada de revista dele, embora ter frequência constante do Cebolinha, o foco das piadas eram com o Cascão. As línguas de fora o tempo todo dá pra ver que foi história do Emerson Abreu.

Trecho da HQ "Época de pipa" (2001)

Além dessa, a última do Louco foi tirada da "Revista Parque da Mônica" e as "O desafio" e "Corta aqui, Seu Juca" foram tiradas de revistas da Mônica das Editoras Abril e Panini, respectivamente. Eu acho que devia ter histórias só publicadas em revistas do Cebolinha, salvo as de 1970 a 1972 quando ele não tinha revista própria para ver os traços da época, como foi "O maior amigo do Cebolinha"

Não vi necessidade história "Os passos do cavalinho", "O desafio", de 2 páginas, e, principalmente, "As 2 horas da madrugada", não representam nada em livro comemorativo como esse. Já as simples "A alanha alanha", com dislalia do Cebolinha, e "Ver para crer" foram boas. E Floquinho tem histórias melhores do que a "Você não perde essa mania" da Panini.

Tiveram 3 histórias com o Louco (1975, 1991 e 2002), permitindo até poder comparar o estilo de histórias dele em cada década. Uma já seria suficiente. Teve também uma com o Seu Juca, mas colocaram logo uma recente da Panini de 2013, podia ser uma clássica da Editora Abril dos anos 1970 e 1980, mas como Cebolinha e seus amigos eram mais perversos a ponto do Seu Juca sempre parar em um hospício no final, aí pelo visto preferiram uma recente por ser mais correta.

De destaque na Panini, a história "Fuga pelos infinitos gibis" em que Cebolinha e Cascão pegam o lápis mágico da Marina e se teletransportam em vários gibis e desenhos animados de personagens famosos. Em cada portal que desenham com o lápis, eles se transformam em outros personagens como Snoopy, Calvin, Simpsons, Flintstones, Asterix, Mickey e Pato Donald, entre outros. Essa história foi bem comentada na mídia da época, com sucesso de crítica, e até fizeram uma segunda parte que foi publicada em 'Cascão Nº 37', de 2010. A ideia de homenagem aos personagens clássicos foi boa, pena que envolve lápis mágico da Marina. Nessas histórias novas colocam tudo lápis mágico nas coisas envolvendo mais absurdos.

Trecho da HQ "Fuga pelos infinitos gibis" (2009)

Agora o grande erro da edição foi não ter nenhuma história dos anos 1980. Depois de 1976 pulou direto para 1991, ignorando a fase superfofinha do final da década de 1970 e também a década de 1980 inteira, tanto da fase Abril quanto Globo. Logo a fase de ouro da MSP fica de fora e completamente esquecida. Em livros comemorativos assim a gente quer ver evolução dos traços, características e estilos de todas épocas e sem colocar esse período é ignorar a melhor fase da MSP. 

Eu acho que não colocaram porque anos 1980 foi a fase mais incorreta dos gibis da Turma da Mônica e por isso que era tão divertida. Ainda assim não dá para generalizar que tudo era incorreto, sabendo pesquisar, iriam encontrar histórias normais, atendendo traços e características do Cebolinha e sem deixar de serem divertidas. O período de 1987 a 1989 até dá para entender não ter porque muitas foram republicadas em almanaques convencionais nos últimos anos e não queriam tanto repeteco, mas as histórias de 1977 a 1986 não foram republicadas em almanaques recentes e davam muito bem para colocar. 

Anos 1990 também foi bem fraco, tiveram apenas 2 de miolo simples, uma de 1991 com o Louco e outra de 1995 e já pularam para 2001. Mereceria também ter coisas mais marcantes dos anos 1990.  Ou seja, encheram de histórias do período de 1973 a 1976, republicadas da "Coleção Histórica", e de histórias dos anos 2000, tanto final da Globo e início da Panini, deixando de fora anos 1980 e 1990. Absurdo. Com isso, a  gente não compara como era os traços dos anos 1980. Mesmo que 1991 ainda ter estilo da segunda metade dos anos 1980, mas ficou nada do início dos anos 1980, que eram um outro estilo e nem os superfofinhos de 1977 a 1979.

Sobre as terríveis alterações nas histórias que tem em qualquer almanaque não podia deixar de ter. Identifiquei em muitas histórias. Em "Agora em líquido", em que o Cebolinha vira água após criar uma invenção (sendo um inventor estilo Franjinha), na parte que o Cebolinha volta ao "normal" e Mônica e Cascão fogem de medo, na original de 1973, a Mônica fala "Cascão! Primeiro as damas!" e agora na republicação, mudaram para "Fujam para as colinas!", uma expressão usada nas revistas a partir dos anos 2000 (às vezes falam também "Fujam para as montanhas!") quando os personagens querem fugir em situação de perigo ou colocam apenas por colocar, sem ter sentido nenhum nas cenas. Essa expressão não existia nos anos 1970, então deu par aperceber de cara que foi alterada a cena. Só não dá pra entender o motivo de mudarem a fala "Primeiro as damas", não vejo nada de mais nisso.

Comparação da HQ "Agora em líquido" (1973/ 2020)

Em "O mais cabeludo da rua", mudaram  a parte em que o Cebolinha pensa "Acho que só lesta fazer uma coisa...", colocando ele pensando certo "resta". Na vida real, quem tem dislalia pensa certo sem trocar letras e sempre que ele pensava errado nas revistas antigas, agora eles mudam nos almanaques atuais. Só que ainda ficou mal feito porque logo depois ele pensa "Socolo!" e não alteraram essa parte.

Comparação da HQ "O mais cabeludo da rua" (1975/ 2020)

Em "O maluco lunático" mudaram a cor do balão do primeiro quadrinho colocando branco em vez de verde como na original de 1991. Quando fundo era branco, eles colocavam balões coloridos para diferenciar e ter uma harmonia melhor nas cores, mas acabaram mudando nesse quadrinho, deixando branco também.

Comparação da HQ "O maluco lunático" (1991/ 2020)

A alteração mais grave nesta história, no entanto, foi mudar o texto mudando o Louco falando a palavra "Droga!" para "Bolas!" . Como "Droga!"é proibida atualmente, eles sempre alteram nos almanaques quando tinha essa palavra nas revistas antigas. Como é edição comemorativa, podiam ter mantido nessa.

Comparação da HQ "O maluco lunático" (1991/ 2020)

Já na história "Problemas na piscina", na colorização não deixaram o degradê característico das histórias de 1995 da Globo. Alem disso, inexplicavelmente tiraram o avental da mãe do Cebolinha. Como assim? Não deu pra entender a mudança, a Dona Cebola podia ter parado de fazer o almoço para avisar o filho que o Cascão estava no telefone. Não dá pra entender de implicarem até com avental das mães dos personagens. No final da história, como mostra Dona Cebola na cozinha fazendo comida, aí mantiveram o avental nela.

Comparação da HQ "Problemas na piscina" (1995/ 2020)

Alteração mais tosca mesmo nesta história foi que mudaram  a fala do Cebolinha, alterando a palavra "Credo!" por "Afe!" quando vê a piscina suja e com passarinhos. Essa para mim foi novidade, não sabia que a palavra "Credo!" também estava abolida na MSP. Apenas expressa nojo, não vejo nada de mais censurar o Cebolinha falando "Credo!" nessa cena. Lamentável!

Comparação da HQ "Problemas na piscina" (1995/ 2020)

Pelo menos não mudaram cores da camisa rosa e calça vermelha do Louco em "O Louco (agora em inglês)" como era por um tempo nos anos 1970. Ainda assim, não eram para mudar nada.

O "Extras" com curiosidades do Cebolinha ficaram no final do livro (em livros anteriores colocavam no início). Ocupou 6 páginas do livro e até tiveram curiosidades bem interessantes como ranking de quem contracenou mais com o Cebolinha nas tiras dos anos 1960, quem mais apareceu nas capas das suas revistas, quais as cores de  logotipos que mais tiveram nas revistas, saber sobre a teoria da conspiração dos secundários, comparação do Cebolinha de 1960 e o de 2020, entre outras. Na parte que mostra quantidade de revistas mensais, almanaques e especiais que o Cebolinha teve até hoje, teve um erro de que informaram que o Cebolinha teve 5 gibizinhos, na verdade, foram 6. E na parte de quantidade de gibi por década, nos anos 1990 foi até a "Nº 159", e não "Nº 59", teve erro de digitação. Tiveram também algumas tiras dos anos 1960 como forma de exemplificação do que comentaram, só que muito pequenas, só com lupa para dar para ler.

Uma página de curiosidades do livro

Então, o livro no geral esperava ser melhor. Não ter Turma da Mônica Jovem foi um alívio e foi bom ter vários universos de características do Cebolinha, inclusive algumas esquecidas atualmente como seus problemas com cabelo e com a dislalia. As curiosidades também foram boas. O que foi ruim mesmo é que faltaram clássicos marcantes, algumas de miolo não fizeram sentido estar lá, dando impressão de colocarem por colocar, excesso de presença do Cascão, não ter família do Cebolinha, mas o pior é que não teve nada dos anos 1980 e quase nada dos anos 1990, com excesso de anos 1970 antes do "Nº 50" e de anos 2000; até histórias da Panini ocupando mais espaço que as dos anos 1990. Tinha que ter tido todas as fases, principalmente para comparar os traços. E em livros assim não devia ter alterações, mas infelizmente sempre tem. Vale comprar se quiser ter ou gostar de edições comemorativas na coleção. Fica a dica.