segunda-feira, 20 de maio de 2019

Histórias Semelhantes 6: Cascão apaixonado pela Mônica quando cai na lama

Mostro 2 histórias semelhantes com o Cascão apaixonado quando a Mônica caiu na lama. A versão original foi publicada em 'Mônica Nº 17' (Ed. Globo, 1988) e a segunda versão saiu em'Cascão Nº 62' (Ed. Globo, 1989).

Capas: 'Mônica Nº 17 (Ed. Globo, 1988) e 'Cascão Nº62' (Ed. Globo, 1989)

Na versão de 1988, com o título "Bela Mônica", de 5 páginas, ela está caminhando e tropeça numa pedra e acaba caindo em uma lama, ficando toda imunda. Cascão  encontra a Mônica suja e fica admirado, perguntando se é ela mesma, que está uma gracinha, um charme, beija a mão dela e pergunta se quer ser sua namorada.

Trecho da HQ "Bela Mônica" ('Mônica Nº 17' - Ed. Globo, 1988)

Mônica diz que ele está doido e maluco e Cascão responde que está maluquinho por ela, principalmente por ter aderido à sujeira e ela diz que é por pouco tempo. Ela encontra um suposto rio e tenta mergulhar, mas estava seco e só consegue ficar mais empoeirada, fazendo o Cascão ficar mais admirado ainda e deseja um abraço dela, mas ela recusa.

Trecho da HQ "Bela Mônica" ('Mônica Nº 17' - Ed. Globo, 1988)

Depois, Mônica encontra uma torneira, mas estava seca e vai correndo para casa. Lá, toma banho na banheira e fica toda limpa e faz questão de voltar para rua para o Cascão vê-la linda e ele se decepciona. No final, Magali tropeça na mesma pedra e cai na lama e Cascão se apaixona por ela, começando tudo de novo.

Trecho da HQ "Bela Mônica" ('Mônica Nº 17' - Ed. Globo, 1988)

Na segunda versão de 1989, com o título "Divina e maravilhosa", de 3 páginas, começa com mesmo estilo da outra, com Mônica caminhando e tropeçando em uma pedra e caindo na lama. Cascão vê e fica admirado. Mônica diz que vai dar cascudo se ele rir, e ele diz que não faria isso e ajoelha, beijando a mão  e falando que ela está linda, divina e maravilhosa.

Trecho da HQ "Divina e maravilhosa" ('Cascão Nº 62' - Ed. Globo, 1989)

Mônica pensa que Cascão está tirando onda com a cara dela, mas logo vê que não quando ele a convida para tomar sorvete. Ela dispensa e fala que vai para casa tomar banho. Cascão diz para não fazer isso porque toda a beleza dela vai para o ralo e eles farão um casal perfeito. Mônica responde que nem morta e vai para casa. Assim, Cascão joga uma pedra  no chão e mais água na lama e surge a Magali prestes a cair na lama e a gente descobre, então, que foi um plano para deixar as meninas sujas e ver se namora alguém.

Trecho da HQ "Divina e maravilhosa" ('Cascão Nº 62' - Ed. Globo, 1989)

Comparando as 2 versões, a ideia original do roteiro é igual da Mônica cair na lama e o Cascão se apaixonar por ela, que foge dele por não quer namorá-lo. Nas 2 versões aparecem só 3 personagens: Mônica, Cascão e Magali.  A grande diferença foi o final, já que na primeira versão, tanto Mônica e Magali caem acidentalmente, de forma natural e o Cascão encontra as meninas por acaso também enquanto que na segunda versão, o motivo delas caírem foi por plano do Cascão para namorar uma menina suja. Diferencia também que a versão de 1988 tiveram mais situações da Mônica fugindo do Cascão enquanto que em 1989 foi criada de forma mais objetiva, ela já deu fora nele logo.

Gostei mais da primeira, até por ser mais elaborada e achei a melhor espontaneidade da Mônica e Magali caírem na lama. Não gostei muito também do Cascão segurar balde d'água, mesmo que a intenção era para formar a lama para Magali cair. Quem sabe a intenção do roteirista seria lama no balde e pintaram de azul sem querer, mas fica a impressão de como saiu no gibi.

Comparação das primeiras páginas entre as histórias de 1988 e 1989

Motivo de criarem histórias semelhantes em tão pouco tempo (exatos 1 ano de uma para outra, pois as duas são do mês de maio)  não dá para saber, pode simplesmente esquecerem que já havia sido publicada ou então quiseram dar um novo final para a primeira história.  Aliás, essa foi uma piada muito comum nos gibis, além dessas histórias tiveram até outras envolvendo outras meninas fora das principais e tiveram tirinhas e até capas semelhantes envolvendo isso.

Capas semelhantes: 'Cascão Nº 55' (Ed. Globo, 1989) / 'Cascão Nº 183 (Ed. Globo, 1994)

De curiosidade, a primeira história era para ter 4 páginas se não tivesse propagandas inseridas, tão comuns na época. Cada propaganda ocupou 1 ou 2 quadrinhos cada páginas e somadas incluiu 1 página a mais na história. Em republicações, não colocavam propagandas nessas partes, ficando o número real de páginas nos almanaques. Interessante a propagando das crianças pedirem pipa do Atchin & Espirro por correspondência, chato é que teria que cortar o gibi para enviar esse cupom para poder comprar a pipa. Em breve posto mais histórias semelhantes aqui no Blog.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Capa da Semana: Cebolinha Nº 101

Uma capa bem divertida com a Mônica brincando de jogar argolas no cabelo do Cebolinha, que não gosta nenhum pouco disso e nem pode recusar senão apanha.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 101' (Ed. Globo, Maio/ 1995).


domingo, 12 de maio de 2019

Rolo: HQ "Pais e filhos"


No Dia das Mães, mostro uma história em que a mãe do Rolo implicou com a namorada dele. Com 6 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 74' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Mônica Nº 74' (Ed. Globo, 1993)

Nela, o Rolo chega em casa e apresenta  para a mãe a sua nova namorada. Suzi tenta dar um aperto de mão, mas a mãe ignora, deixando no vácuo e convida para sentar. Rolo, sem graça, diz pra Suzi que a mãe é meio desligada e deixa elas conversando sozinhas enquanto vai arrumar o quarto dele.


Suzi comenta que a mãe do Rolo é mais nova que pensava e mãe, por sua vez, diz que parece um pouco velha para o filho dela. Suzi diz que só tem 17 anos e a mãe diz que pensou que fosse 30. Suzi diz que a casa é bonita e a mãe responde que viu só a sala.


A mãe pergunta o signo da Suzi, que diz que é de Touro e a mãe diz que não dá certo com o signo do filho, que é de Áries. Suzi fala que ela é do mesmo signo Touro e o pai é de Áries e a mãe do Rolo diz que é ascendente em Leão. Em seguida, a mãe pergunta se Suzi quer chá, ela aceita e a mãe diz que só tem cafezinho. Ela traz um café sem açúcar, dizendo que foi distração, e depois traz de novo com açúcar e aí Suzi acha uma delícia e a mãe agradece sem entusiasmo.


Rolo volta e chama a Suzi de benzinho, falando que eles podem ir sair. A mãe pensa que estava falando com ela e comenta que ele nunca a chamou de benzinho e pergunta pra onde vão. Rolo diz que estava falando com a Suzi e a mãe diz que estava brincando. Quando estão prestes a ir embora. a mãe pergunta se o Rolo não vai dar um beijo, reclama que não se importa mais com ela. Rolo dá o beijo e eles vão embora.

No final, Suzi comenta que a mãe do Rolo tem muito ciúme dele e Rolo diz que é porque é filho único. Logo depois, o pai da Suzi esbarra com a filha com o Rolo na rua e pressiona o Rolo querendo saber as intenções com a filhinha dele.


Muito legal essa história, mostra o ciúme da mãe diante da namorada do Rolo. Situação que ocorre muito na vida real, onde as mães tem ciúme das namoradas dos filhos, principalmente dos filhos únicos, têm medo de perdê-lo para as namoradas, não ter mais atenção deles, se sentir excluída da vida do filho e ficar sozinha e acabam descontando o desprezo com as namoradas. Algumas têm até ciúme doentio, capaz até de torcer que o filho termine o namoro, e, assim, tem que ter ajuda psicológica para tratar isso.


A história retrata isso com bom humor, não chega a ser ciúme doentio, até por ser gibi infantil, apenas pra mostrar o que acontece na vida real. Legal o diálogo da mãe do Rolo com a Suzi, principalmente sobre a idade delas e os signos. A gente até viu que o Rolo é de Áries, pelo menos nessa história, já que na MSP não tem uma cronologia. Interessante o Rolo namorar uma menor de idade, sendo que nos anos 90 ele tinha por volta de 19 anos, cursando primeiros anos da faculdade, então, seria a faixa etária dele, 2 anos a menos não faria diferença. 


Os traços muito bons, típico dos anos 90, interessante a mãe do Rolo parecer com a mãe do Titi, desenharam elas bem parecidas, assim como fizeram com a mãe do Astronauta e a Tia Nena da Magali. O nome da mãe nunca foi revelado nas histórias dele. Como em cada história, o Rolo aparecia com uma namorada diferente, então a Suzi só apareceu nessa história. Essa característica da mãe do Rolo protetora e com ciúme das namoradas também ficou só nessa história, não foi seguido adiante. 

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Capa da Semana: Magali Nº 258

Dia 10 de maio é aniversário da Magali. Em homenagem, mostro uma capa de exatos 20 anos com a Magali escalando o bolo gigante da sua festa de aniversário como se fosse uma montanha para poder comer o bolo todo sozinha. 

Na Editora Globo nem sempre  as capas de aniversário eram em referência ao que acontecia na história de abertura, faziam capas com piadas de aniversário, mas a gente sabia que tinha história desse tema no gibi.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 258' (Ed. Globo, Maio/ 1999).


domingo, 5 de maio de 2019

Turma do Penadinho: HQ "As faces da morte"


Compartilho uma história em que a Dona Morte permitiu que um motoqueiro escolhesse de qual forma ele queria morrer. Com 6 páginas no total, foi publicada em 'Cascão Nº 102' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cascão N º 102' (Ed. Abril, 1986)

Começa o motoqueiro Alberico em alta velocidade na sua moto cantando "Vital e sua moto" dos Paralamas do Sucesso, quando surge a Dona Morte do nada como se estivesse em uma moto e Alberico estranha a façanha dela e acha legal a roupa dela, bem punk e chocante.


Dona Morte diz que ele vai se chocar correndo na moto naquela velocidade. Alberico pergunta se é guarda de trânsito e ela responde que é a Morte. Primeiro Alberico fica aliviado porque não vai ter outra multa, mas logo se toca que se tratava que ia morrer. Rle fica desesperado perguntando como, onde e por que vai morrer e Dona Morte diz que correndo feito o Airton Penna (Ayrton Senna) e sem capacete, vai sofrer um acidente na próxima esquina e virar paçoca.


Alberico para a moto imediatamente e diz que não vai morrer assim bestamente, é o melhor motoqueiro da cidade e os amigos iam zoar. Dona Morte fala que não adianta reclamar, a hora dele chegou e estão atrasados. Alberico diz se quiser levá-lo, que seja de outra forma porque de acidente de moto ele não morre

Dona Morte reclama que isso que dá ser simpática e avisar à vítima do que vai morrer e assim leva o Alberico até em frente a um precipício e o manda se jogar. Alberico diz que suicídio não faz parte dos princípios dele e quer morrer de uma forma emocionante como ser devorado por leões selvagens. Eles vão até onde tinhaum leão, quando Alberico ver o leão rugindo na sua frente, desiste e diz que é indigesto e o bichinho não ia gostar e resolve ser morto por um bandido e manda trazer um bandidão.


Depois de um tempo, Dona Morte volta com o bandido e ela manda assaltar e dar um tiro no Alberico. O bandido estranha que a vítima que que dê um tiro bem no coraçãozinho e sai correndo achando que os dois eram malucos. Então, Dona Morte sugere que ele morra de ataque cardíaco, que é rápido e eficaz.

Alberico fala que quer morrer como sempre sonhou pilotando uma nave espacial, quando é atacado por naves inimigas e após uma batalha entre as naves, um alienígena de 5 olhos e 20 bracos invade a sua nave e o atinge com uma arma de rais zeta e morre. Aí percebe que a Dona Morte tinha sumido e se pergunta se foi tudo um sonho e pra se precaver vai passar a usar capacete e correr menos com a moto daqui para frente.

No final, Dona Morte chega no cemitério com raiva e Penadinho estranha ela voltando com mãos vazias. Dona Morte responde que do jeito que as pessoas andam exigente, vai ter que arrumar mais verbas para fazer o serviço dela ou só chegar na hora "H" porque cliente morto não reclama.


Essa história é muito divertida, a Dona Morte querendo ser simpática de avisar do que o motoqueiro vai morrer e permitir ele escolher a forma que queria morrer e acabou nem conseguindo matá-lo com tantas exigências. Se ela não tivesse avisado e tivesse deixado ele continuar com a moto acelerada, Alberico conseguiria morrer de acidente de moto. Ela até faria a vontade dele de morrer por alienígenas se tivesse verba para isso.  Quem dera se na vida real a gente pudesse ser avisado que ia morrer ou pudesse escolher a forma de morrer e essa historia permitiu essa fantasia.


Eram muito boas as histórias da Dona Morte discutindo com as suas vítimas antes de morrerem, com elas tentando enrolar a Dona Morte, a maioria ela conseguia matar as suas vítimas, mas tinham vezes que não conseguia como nessa. Histórias assim não fazem mais hoje e nessa com presença de bandido aí que não fariam mesmo.

Os traços muito bons, uma arte-final bem caprichada. Legal a lembrança da música "Vital e sua moto" dos Paralamas do Sucesso, não teve letra parodiada, já o.Ayrton Senna teve seu nome parodiado. Na época ele já era um piloto de Fórmula 1 famoso, apesar de ainda não ter conseguido um título mundial, que aconteceria só em 1988. Uma boa coincidência ele ser citado na história e eu ter postado logo no mês que completa 25 anos da sua morte (1 de maio de 1994).


Foi republicada depois em 'Coleção um Tema Só Nº 11 - Cebolinha e o Louco' (Ed. Globo, 1995).  Os primeiros Temáticos da Globo tinham histórias de secundários sem nada a ver com o tema proposto. Alguns sem querer até se encaixava de uma certa forma com o tema, outros não. Nessa história da Dona Morte ainda pode dizer que teve a loucura do Alberico escolher a forma de morrer, ter um roteiro absurdo mesmo não aparecendo o Louco. Aliás, até que é uma boa sugestão de criarem um Temático com histórias envolvendo loucuras dos personagens sem serem feitas pelo Louco. Abaixo, a capa desse 'Coleção um Tema Só'.

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 11 - Cebolinha e o Louco' (Ed. Globo, 1995)