Mostro uma história em que o Astronauta visita um planeta em que todos os habitantes eram exatamente iguais na aparência. Com 6 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 166' (Ed. Abril, 1986).
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| Capa de 'Cebolinha Nº 166' (Ed. Abril, 1986) |
É apresentado o planeta Bolun, localizado na constelação de Capricórnio, o povo é simpático e pacato, só que tem o problema que todos são iguais, um a cara do outro. Mostra um alienígena que pensa que é o amigo Gorb, na resposta negativa, pensa que são seus outros amigos e aí descobrem que eram pai e filho. Outro caso que um pergunta quem é namorada dele e as garotas respondem que depende, perguntando quem é ele.
O alienígena Zogue se revolta, dizendo que não sabe mais se ele é ele ou se é um vizinho dele. Surge o Astronauta na nave dele e Zogue se espanta que é diferente dele, tem altura diferente e nariz redondo. Ele mostra o Astronauta que no planeta são todos iguais, aparece outro ET e Astronauta pergunta com quem estava falando. Astronauta pergunta como vai saber quando está falando com ele e o Zogue responde que não vai, nem a mãe dele era capaz de diferenciá-lo.
Em seguida, Zogue vê sua namorada com outro, pergunta se ela é a Mira porque ele é noivo dela e o outro vai embora com o deslize. Astronauta mostra uma revista da Terra com cada pessoa se vestindo e com penteados diferentes e dá roupas, estojo de maquiagens, perucas e bigodes para Zogue e Mira, que vestem e ficam bem diferentes chamando atenção do povo na rua.
Outros alienígenas querem que o Astronauta os ajude a ficarem diferentes. E assim, Astronauta consegue deixar todos diferentes e depois vai embora com a missão cumprida. Povo de Bolum passa a saber quem é quem e estariam felizes se não fosse a chegada de uma dupla de cantores de Rock Zango e Rita Zee, lançaram moda que contagiou todo o planeta e todos se passaram a se vestir iguais aos cantores e de novo o povo não sabia mais quem era quem.
História legal em que todos os extraterrestres do planeta eram iguais e isso causava muita confusão para eles em reconhecer quem era quem. Graças ao Astronauta, que deu roupas, maquiagens e perucas e conseguiram cada um ficar diferente. Só não contavam da dupla de cantores de Rock virar moda e todos quererem se vestirem iguais e voltarem a ter problema de ninguém se reconhecer.
Astronauta resolveu o problema e eles criaram de novo, foram muito influenciáveis pelos cantores, não eram para se vestirem iguais, sem terem identidade própria. Antes dava para aceitar porque não tinham conhecimento de roupas e cabelos, depois problema causados por eles mesmo, Agora eles têm que lembrar que precisam usarem roupas e cabelos diferentes se quiserem voltara serem reconhecidos, ou esperar a moda dos cantores passar e resolverem usar as outras roupas que estavam usando.
Mesmo que eles tinham rostos iguais, não precisavam usar roupas iguais, se tivessem se ligado nisso já ajudaria bastante no reconhecimento deles. Ficam dúvidas na imaginação dos leitores se eles tinham também vozes iguais porque poderiam reconhecer um ao outro pela voz, principalmente os que eram parentes, e também o absurdo do Astronauta ter roupas na nave o suficiente para todos os alienígenas do planeta. Absurdos sempre bons.
Engraçado mesmo e que deu toque na histórias foram as situações constrangedoras que os Bolunianos passavam por serem iguais como pais e filho não se reconhecerem, namorados traindo com outros sem querer, o próprio não saber se é ele ou se é vizinho, nem a mãe reconhecia e eles voltarem a ter o problema no final. A paródia engraçada da Rita Lee como "Rita Zee" foi ótima também.
Os extraterrestres que o Astronauta visitava normalmente apareciam em uma só história, com raras exceções, então esses Bolunianos apareceram só nessa.
Além de divertir, ainda teve mensagem da gente ter estilo próprio, não imitar e se influenciar com que artistas fazem. O tema da história até acho que poderia aceitar hoje, mas podiam implicar com elementos como personagens namorando, ET tirando namorada do outro, o excesso de absurdos e sem final feliz para os alienígenas.
Traços ficaram bons, do estilo consagrado dos personagens dos anos 1980. Foi história do Astronauta com título, o que era bem raro, aparecia só "O Astronauta". Foi republicada depois em 'Almanaque do Cebolinha Nº 23' (Ed. Globo, 1993).
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| Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 23' (Ed. Globo, 1993) |

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'Quem não tem cão, caça com gato'. Isto é, não havendo Clodovil nem Ronaldo Ésper e nem Clóvis Bornay, o Astronauta... até que deu para o gasto... "Até que deu para o gasto"?! O cara resolveu o problema de toda uma espécie, se tornou o costume designer dos bolunianos, não foi brinquedo, não! Pelo contrário, foi um tremendo mérito entrar para (H)história de um povo, assim, já logo que acabara de conhecê-lo. No entanto, se a solução que veio do (E)espaço (S)sideral gerou um novo problema e voltaram a não saber quem é quem, aí, definitivamente, se trata de uma raça confusa por excelência, uma gente que, em criatividade, é altamente deficitária.
ResponderExcluirCebolinha nº166 (Ed.Abril) não fez parte da minha coleção de outrora, entretanto, felizmente há um exemplar da edição na minha pilha de gibis.
Pois é, ele resolveu o problema do planeta inteiro, haja roupas, perucas, barbas e bigodes postiços na nave. Já era de estranhar ter uma roupa feminina lá, quanto mais pra toda população. Pena que os Bolunianos não souberam aproveitar a oportunidade e voltaram a ter o problema de antes e agora não tem mais Astronauta pra visitá-los, só se ele resolver voltar para ver como estavam passando. Com certeza mostrou que eles não têm opiniões próprias e zero criatividade. Legal que hoje você esse exemplar de Cebolinha Nº 166, uma história melhor que a outra, vale a pena ter.
ExcluirFica a cargo da imaginação de cada leitor a respeito de roupas masculinas e femininas, estojo(s) de maquilagem, bigodes e perucas doados pelo desbravador, cujas marcantes características são a solidão e, principalmente, a solitude - o cara curte às pampas viajar sozinho, bem mais do que sofre por isto. Mas, voltando ao ponto, teria ele alguma afeição pela onda crossdresser? Seria um excêntrico fetichista? Bom, creio que não... Astronauta tende ao altruísmo. Irônico é que, ao longo de sua trajetória, a maior parte contemplada por seu caráter humanista... não é humana. Além de que o que mais tem na circunférica espaçonave é tecnologia de ponta. Portanto, prefiro crer que a imensa maioria do que doou nesta trama, fora confeccionada dentro do veículo e durante a visita ao planeta Bolun.
ExcluirNo parágrafo acima, estaria eu a "passaire" pano para o herói intergaláctico? Não. Não estou, não, ou, ao menos, pretendo não bancar o flanelinha através deste comentário... Todavia, por meu perfil ser de leitor veterano e, conservador, confesso que me causa certo incômodo a noção proporcionada por esta história de que Astronauta seria a potencial ovelha negra da Turma da Mônica... Não sou preconceituoso, longe disso, muito pelo contrário, pois, ser, do tipo assumido, tudo bem, já ser, mas, enrustir, tenho lá minhas objeções, porque, não lido bem com a hipótese de que o personagem teria nos enganado...
Vai que por Astronauta viver sozinho no espaço, goste de se disfarçar ou vestir o computador com roupas pra pensar que tem mais gente com ele. Outra alternativa é ele ter voltado para a Terra buscar roupas, recebeu doações do povo daqui e ter voltado para Bolun com as roupas. Já o terno inicial que deu para o Zogue seria traje dele, porém uma roupa feminina e estojo de maquiagem o Astronauta tinha na nave porque essas ele entregou na hora para o casal. Aí, quem sabe, seja roupa e maquiagem da Ritinha, pode ter pedido pra namorada ele levar na nave pra ter lembrança dela. Tudo fica na imaginação do leitor, passando pano ou não, era bom isso nas histórias antigas de permitir imaginar.
ExcluirSabe, Marcos, prefiro crer que na espaçonave tinha, já lá na década de 1980, impressora 3D e uma baita tecnologia têxtil. Tipo, acionando alguns botões mais algumas teclas e... voilà! "Aqui estão tantas camisas, tantas calças, tantos vestidos"... Ainda assim, ademais acredito que parte das roupas e parte dos acessórios doados foram confeccionados na Terra. Quanto aos modelitos femininos supostamente "não instantâneos" e às maquiagens supostamente "não instantâneas", temos de considerar o lado 007 do personagem, pois também possui um caráter investigativo, isto é, não podemos descartar a possibilidade de algumas vezes ter carecido de se disfarçar de mulher ou de fêmea humanoide para poder se infiltrar, a fim de tentar desvendar determinados mistérios e outrossim para tentar escapar de eventuais enrascadas. Embora a trama deixou margem para desconfiarmos de sua masculinidade, Mauricio de Sousa não enveredaria nessa de atribuir ao seu herói interestelar um caráter enrustido, do tipo que não sai do armário. Nem seus colaboradores daqueles tempos cogitariam algo nesse sentido. Já um Ziraldo da vida, totalmente plausível. Não obstante, óbvio, seria destinado ao público adulto.
ExcluirQuem? Astronauta?! Rapaz alegre?!? O cabra é macho, pô!!!
Embora trama ficou aberta a várias possibilidades de como Astronauta conseguiu tantas roupas, acho que ficar a dúvida da masculinidade do Astronauta não seria intenção do Mauricio e do roteirista, se ficasse muito exposto essa ideia, acho que Mauricio nem aprovaria, já Ziraldo seria possível. Isso de impressora 3D é válido, assim como Astronauta precisar de maquiagem pra se disfarçar para as missões nos planetas, principalmente quando os extraterrestres eram vilões.
ExcluirEra só o que tava faltando, o Astronauta servindo de figurinista pruma massiva horda humanoide cabeçuda careca de pele verde. E que gente é essa que todo mundo é cara dum e focinho do outro? A natureza não foi injusta com eles, foi o oposto, foi mais justa possível, não deixou neles desigualdades físicas, o lado ruim foi que gerou inconformismo generalizado por não ter identidade visual individual. Como não resolviam o dilema pelo molde duma sociedade minimamente organizada, teve que ter mesmo um salvador vindo dos céus e foi isso que eu achei o mais legal, o Astronauta no papel de alien. Só que se a gente pensar bem, isso foi a regra nas aventuras desse núcleo, na maioria das vezes era ele o forasteiro.
ResponderExcluirAstronauta agiu como ótimo figurinista, as roupas e perucas ficaram boas em cada um deles. Sendo iguais, não podem reclamar de preconceitos, zoações de serem baixinhos, gordos, etc, mas a autoestima fica ruim de não serem reconhecidos. Os ETs que tinham que ter essa ideia que o Astronauta teve, precisou do forasteiro pra ajudá-los, mostrando que não tinham capacidade de resolverem os problemas nem criatividade. Astronauta era o forasteiro porque visitava os planetas, seja pra missão de explorá-los ou apenas tirar férias neles, foram poucos que os ETs invadiam a Terra.
ExcluirMesmo Astronauta não sendo bem meu núcleo favorito, admito que algumas histórias são bem inteligentes, com temas bem afiados. Essa foi criativa, com uma idéia divertida e umas boas tiradas. Realmente deve ser muito dificil viver em sociedade assim, literalmente todos iguais, mesmos rostos sem distinção. Seria um caos sem fim. Felizmente Astronauta sempre prestativo e disposto a ajudar a todos, já veio com a solução ideal para o problema. Precisavam realmente de um toque de moda e um senso de estilo, faria toda a diferença para eles (literalmente fez TODA A DIFERENÇA, kkkkkkk). VOÍLA, todos com uma marca nova, não tem mais como dar errado... é, pois sim, né? A emenda saiu pior que o soneto, basta os benditos cantores lançarem moda e pimba!, são protamente copiados por 10 entre 10. Esse povo realmente não tem visão hein, parecem incapazes de pensarem por si mesmos. Será que agora vão conseguir resolver sozinhos?
ResponderExcluirSaudades de histórias assim. Em qualquer núcleo. Nota 7.
É, as histórias do Astronauta costumavam ser inteligentes. Não seria fácil conviver em sociedade tudo igual, perderia graça e não teriam identidade. Astronauta foi rápido em ajudá-los, deixou os alienígenas bem na moda. Que eles fossem fãs da dupla de cantores, mas não a ponto de todos se vestirem como eles, faltou personalidade por parte deles. Agora eles têm que lembrar o que o Astronauta fez para resolverem sozinhos os problemas deles, porém acho que seria mais fácil copiarem estilo de outros artistas quando esses cantores saírem de moda e viverem assim eternamente escravos da moda. Sem dúvida faz falta histórias desse jeito, nem de longe tem mais.
ExcluirMarcos soube da nova? Parece que Zecão vai para o limbo por causa daquele ator que imitou ele no cinema e vazou aquela história que ele tinha uns fetiches bem estranhos 💩 uma pena um personagem tão legal como o Zecão ir para o limbo por bobagem.
ResponderExcluirNão estou sabendo disso, se acontecer é maior bobagem, ninguém vai se lembrar que ele fez ponta em filme. Se bem que todos os secundários no momento estão no limbo, então nem faria diferença.
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