quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Magali: HQ "Janta fina é outra coisa..."

Mostro uma história em que Magali e Mônica são confundidas por emergentes da alta sociedade quando vão  a um restaurante por engano e Magali arruma grande confusão lá. Com 10 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 67' (Ed. Globo, 1992).

Capa de 'Magali Nº 67' (Ed. Globo, 1992)

Escrita por Rosana Munhoz, os funcionários do restaurante chique se preparam para receber as famosas ricaças Irmãs Baixinhas, que têm gosto refinado e escolheram o restaurante deles para almoçarem e o dono avisa que tudo tem que estar perfeito. Mônica e Magali se aproximam do restaurante, eles pensam que são as Irmãs Baixinhas, estranham que estão indo a pé e falam que os ricaços têm muita excentricidade.

Mônica pergunta para Magali se tem certeza que ali é o rodízio, Magali responde que sim, apesar da decoração estar diferente enquanto o dono do restaurante pensa que não imaginava que elas eram tão baixinhas, talvez sejam anãs. O dono as recepciona que estavam ansiosos pela chegada das senhoras. As meninas perguntam se falou com elas porque ali tem nenhuma senhora e ele pensa que elas querem esconder idade.

Magali avisa que estão com fome, o dono vai buscar o menu, pensando que elas têm modos ruins. Mônica diz para Magali que está achando ali muito chique e acha que só servem comidas finas e Magali diz que servem panquecas, pizzas. O dono volta com o menu, as meninas não entendem o que está escrito e pedem para ele dar dicas.

O dono sugere terrina de salmão ao perfume de funcho, Magali reclama que eles colocam perfume na comida e não quer. Ele oferece vitela ao martine com estragão e Magali reclama como o desaforado tem coragem de oferecer comida estragada. Ele sugere carpaccio ou posta de salmão e Magali resolve ir embora porque não confia em restaurante que serve carrapatos e o último prato tem até vergonha de repetir o nome. O dono manda esperar, oferece codornas com recheio de ricotas e aí Magali aceita porque conhece, que são ovos pequenos que a ave codorna coloca, e o dono fica aliviado porque se vão embora, ele fica mal na praça.

Mônica pergunta se Magali precisava fazer aquele escândalo, Magali grita que não tem culpa se o serviço é ruim. O garçom leva champanhe de cortesia da casa. Magali pergunta se tem outra coisa, o garçom diz que tem carta de vinho da safra de 1945. Mônica diz que até as bebidas são velhas e Magali pede guaraná e Mônica complementa que de preferência deste ano e geladinho. Magali reclama da demora, tenta comer as flores que serviam de decoração da mesa.

O garçom vem com as codornas, Magali põe tudo na boca de uma vez achando é aperitivo e pede o prato principal. Garçom diz que aquele era o prato principal. Magali fala que nem deu para enganar o estômago e tão pouco que nem deu para a amiga experimentar. O garçom entrega escargô e Magali corre vendo lesmas e quer ir embora. Eles mostram o superbolo enfeitado de três andares de glacê, chocolate suíço, para não perderem as freguesas e Magali devora tudo de uma vez.

O chef reclama que demorou três semanas para fazer o superbolo e Magali devora em segundos e se demite. O garçom também pede demissão porque nunca foi humilhado trocar champanhe por guaraná. O dono olha para as meninas, chora e diz que está arruinado, nunca mais vai ter fregueses. Magali fala que vai ter, elas voltam amanhã. O dono manda voltarem nunca mais, podem ser ricas e famosas, falarem mal do restaurante, que nem liga, vai mudar de ramo para borracheiro.

Magali diz que ele está confundindo. O garçom pergunta se não são as Irmãs Baixinhas. Mônica quer lançar o Sansão por ter chamado de baixinha e elas vão embora, com o dono dizendo que foi arruinado por duas garotinhas. Magali volta perguntando onde fica o rodízio, o dono fala que fica ali do lado. Em seguida, aparecem as verdadeiras irmãs baixinhas e o dono grita que o rodízio fica é ali ao lado.

História legal em que Mônica e Magali vão a um restaurante chique por engano e os funcionários confundem as meninas com as famosas Irmãs Baixinhas, queriam agradá-las, mas não sabiam o que se tratavam os pratos serviços. Eles tinham medo das Irmãs Baixinhas falarem mal do restaurante nas colunas sociais e aí insistiam em tratá-las bem, mas depois da Magali comer bolo inteiro, causando demissão do chef e do garçom que acharam que foram humilhados e o dono ir a falência não teve jeito de não querer mais lá e só aí descobriu que elas não eram as Irmãs Baixinhas.

O erro maior foi do dono e funcionários não perceberam que Magali e Mônica eram crianças, tinham que saber como eram as Irmãs Baixinhas, ricas, da alta sociedade emergente, não é possível que nunca viram fotos delas em jornais e televisão já que eram tão famosas. E ainda não conseguirem distinguir criança de anão, porque adultas nas alturas das meninas seriam anãs, foi arruinado por duas garotinhas à toa. Elas vendo que a decoração estava diferente dava para perceber que não era o rodízio que queriam ir.

Magali foi sensacional nas gafes que deu, não saber o que eram as comidas finas, afinal era pobre e nunca tinha ouvido falar, com aqueles nomes, trocou tudo. Foi rachar de rir ela confundindo as comidas, dizer que botam perfume no salmão, que oferecem comida estragada quando ele sugere vitela ao estragão, confundir carpaccio com carrapato, posta com bosta e escargô com lesmas, trocar champanhe por guaraná e comer todo o superbolo em segundos. Além disso, ela se mostrou bem mal educada e impaciente, também dando raiva ao dono o comportamento dela. No final, arruinado por causa das meninas o dono passou a ter trauma de baixinhas, pensou que as famosas iriam arrumar a mesma confusão que Mônica e Magali arrumaram.

Engraçado também acharem que Irmãs Baixinhas são excêntricas indo  a pé para o restaurante, dono reclamar dos modos delas, Mônica dizer que servem comidas finas e Magali dizer que são panquecas, pizzas, dono pensar que é para ter calma para atender as irmãs baixinhas, Magali tentar comer as flores que serviam de decoração da mesa, devorar as codornas em segundos achando que era aperitivo, Mônica dizer que servem bebidas velhas e queria guaraná de preferência deste ano, querer bater no dono por achar que estava a chamando de baixinha.

Pelo menos elas não pagaram o que comeu, o dono tinha que ter cobrado pra diminuir o prejuízo dele. Magali pelo visto ganha bastante dinheiro alto dos pais para  ir a rodízios e bancar a gulodice, se controlasse o dinheiro ela não iria comer o que quisesse e hora que quer. Interessante ter um restaurante desse tipo no Bairro do Limoeiro, mais certo seria em um bairro rico como na Zona Sul de São Paulo. Incorreta por causa de autonomia de duas crianças sozinhas em um restaurante e ainda causar falência ao dono, garçom oferecer bebidas alcoólicas para as meninas, Magali devorar todo bolo em segundos, além de palavras e expressões populares proibidas como "Meu Deus!", "entender patavina", "credo!", "janta" (que mudam sempre para "jantar").

Traços ficaram muito bonitos, típicos dos primeiros anos da década de 1990. Teve erro de não aparecer cabelo da Magali no lado direito no primeiro quadro da última página. Na capa da revista 'Magali Nº 67' foi a última sem o selo "Mauricio de Sousa Editora" estampado pelo Bidu, que deveria ser a primeira revista a ter, já que estreou nos gibis de janeiro de 1992, não devem ter colocado pra não atrapalhar ilustração. E foi a última revista a ter uma etiqueta de preço ajustando o valor pela inflação da época, com a etiqueta tirada, vimos que não colocaram preço na capa para colocarem o preço atual quando estivesse nas bancas.

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