Uma nova série das revistas se iniciou pela Editora Panini chegou nas bancas agora em maio de 2026, formando a 4ª série de coleção na mesma editora. Nessa postagem, mostro as novidades dessa nova série e uma resenha das novas revistas "Nº 1" como um todo.
Essa série é marcada como a primeira 100% criada pela nova administração "MSP Estúdios" da família Takeda, sem intervenção do Mauricio, que se aposentou. Sob administração dele a empresa se chamava "Mauricio de Sousa Produções". Passaram a adotar "MSP Estúdios" oficialmente a partir de maio de 2025 nas edições "Nº 77" de abril de 2025 e agora será totalmente série da nova gestão, então vemos coisas modernas que a gente nunca viu antes, mais voltadas exclusivamente para a geração atual de crianças, o público alvo das revistas.
Essas "Nº 1" da 4ª série representam as de "Nº 271" da Editora Panini, juntando todas as séries da Panini desde 2007 se não tivessem reiniciado numerações. Apenas a segunda série teve 70 edições enquanto a 1ª e 3ª foram 100 edições cada, e deve ter esse número de edições nessa série atual, durando, então, só 4 anos e 2 meses, se mantiverem como quinzenais (bimensais) até o final. Cada série durando menos tempo devido as periodicidades variadas de mensais e quinzenais, assim cada uma delas quatro começaram em 2007, 2015, 2021 e 2026.
Acho que isso é mais imposição da Panini. Deve ser estratégia de aumentar vendas, tanto que no editorial da 2ª série, falaram que é para toda geração de crianças ter "Nº 1" de gibis em bancas e não ficarem tristes por nunca ter comprado uma "Nº 1" em bancas. Infelizmente não veremos mais gibis com numeração alta como # 127, # 264, # 350, etc. A # 467 foi numeração mais alta que tiveram em edições do Cascão e do Chico Bento e vai ser essa a maior para sempre.
Desde as edições "Nº 90" da 3ª série, da segunda quinzena de outubro de 2025, andam atrasando para chegar nas bancas, as desse ano estavam saindo um mês depois da data oficial do expediente. Essas "Nº 1" da 4ª série deviam ser da primeira quinzena de abril de 2026, como consta no expediente final e inclusive tem propagandas de Páscoa, e a distribuição aqui chegaram dia 25 de maio, ou seja, já está um intervalo maior de atraso da data original. Lembrando que tiragens estão baixas nas bancas, até 3 exemplares de cada revista por banca.
Além dos 6 títulos tradicionais (Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento e Turma da Mônica), agora a Milena também ganha sua própria revista. Sobre formato das revistas, continuam bimensais com com formato cania, 52 páginas cada, com capa em papel couché e miolo com papel jornal, 1 página de sessão de mensagens das crianças e intermináveis 8 páginas de passatempos, custando R$ 8,90 cada. São 35 páginas destinadas a leitura de histórias tirando capa, contracapa, as seções de mensagens, passatempos e propagandas .
Fora isso, tiveram várias mudanças já que em cada série gostam de mudar o layout pra diferenciar cada uma delas. Capas continuam com alusão à história de abertura (nessas, só Milena que não foi por ser uma verdadeira Nº 1, mas da próxima edição em diante certamente também terá alusão à história). Agora tem uma faixa colorida no alto separando da ilustração principal com o logotipo e todas as informações de Nº , editora, selos, logo da "MSP Estúdios", não informam títulos das histórias nas capas, tudo isso não para atrapalhar a ilustração.
Os logotipos foram todos mudados, adotaram minimalismo que vem sendo nas mídias em geral atualmente, e tiraram a identificação de personagens, como sem cabelo da letra "O" do Cebolinha, sem sujeirinhas do Cascão, sem maçã comida no "I" da Magali, etc. O Do Chico Bento (que agora estão tratando como franquia diferente da Turma da Mônica) foi mais mudado visualmente, igual à campanhas publicitárias que fizeram desde ano passado, e o único que mantiveram um chapéu de palha de identificação do personagem e agora ocupando duas linhas sem ser todo corrido. Nunca haviam mudado os logotipos dos personagens, desde que criaram as suas revistas, primeira vez isso e não gostei, principalmente tirar essas identificações clássicas dos personagens.
As contracapas não são mais uma extensão do desenho da capa com foi na 3ª série, agora tem o título, sinopses e frames da história de abertura e ilustração do personagem com colorização diferente. Do Chico diferencial de apenas 1 frame na contracapa e um destaque para galinha Giselda em vez do Chico. E constam também preço, código de barras, QR code e selos variados nas contracapas para deixar as capas menos poluídas e valorizar os desenhos.
Não teve um frontispício ao abrir as revistas, anunciando que reiniciaram e dando satisfações dos motivos de reiniciarem tudo, nem na página 2, as revistas já abrem com história e todos com propaganda do livro "paródias da MSP da "Woniquinha". Nem na revista da Milena não teve página de apresentação por ser uma verdadeira "Nº 1". Seria melhor se tivesse uma apresentação da série. E já informam "MSP Estúdios" na página 3 onde informam ano da revista.
A sessão de mensagens e os passatempos tem a cara do personagem principal ao lado, só a revista "Turma da Mônica" que nas mensagens antes era a Milena, e agora colocaram o Jeremias e Passatempos sem rosto de ninguém.
O texto "Mauricio Apresenta" no cabeçalho dos títulos de todas as histórias continuam nessa coleção. Na última página continuam com tirinha normal, expediente com a numeração da 4ª série junto com a numeração real da revista desde o lançamento da Editora Abril ou Editora Globo, conforme for. Assim, por exemplo, vemos que Mônica está na Nº 717 contando toda as séries desde 1970. Porém, do Cebolinha tem numeração errada, essa edição é a "N° 685" e já faz um bom tempo que anda assim errada e não corrigiram agora. A Revista 'Turma da Mônica' também está com numeração total errada, essa é a "Nº 436" e não a "Nº 435" como informam no expediente. E prova que revistas são de abril e chegaram só final de maio.
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| Numeração total errada no expediente final de Cebolinha |
Sobre traços das histórias, tiveram mudanças, tiraram o estilo "png" estáticos copia e cola escancarados e colocaram traços variados e com movimentos. O problema que continuam sendo feitos por computador, o copia e cola continua, tem momentos que estão com mesma posição de corpo só mudando posição de cabeça, por exemplo, só que está menos perceptível. Do jeito que deixaram, muitos são caricatos e tem nada a ver com estilo do Mauricio. Não ficaram bons.
Resolveram mudar depois do EXPOSED que viralizou em canais do YouTube, reclamando dos traços estáticos, lua em png, etc. Fora que estão focados no audiovisual, parece que querem histórias em quadrinhos se pareçam com animes com movimentos exagerados. Reclamavam de traços png, estáticos, sem vida, agora movimentos demais e desnecessários, um equilíbrio seria melhor. Tem gente gostando de traços assim, eu particularmente não gosto, os simples e feitos a mão são melhores.
Em relação a conteúdo de histórias, as de abertura de no máximo 17 páginas e obrigatoriamente vão ser dispostas em 3 faixas de linhas em vez das tradicionais 4 faixas e resto variando de curtas de 1 a 3 páginas, muitos deles enchendo de histórias de 1 e 2 páginas uma atrás da outra, inclusive as de encerramento. Ou seja, cada gibi pode ter umas 10 histórias, a primeira que tem alguma coisa mais desenvolvida, porém com 3 faixas ocupam mais páginas nos gibis do que deveria, e as outras parecem duração de um reels de redes sociais, um vídeo de TikTok, que só piscar já acabou. Cada história de 2 páginas até 10 quadros e as de 3 páginas até 14 quadros em média.
Gibis estão voltados para crianças da geração Alpha e com o mundo e sociedades cada vez mais conectados com tecnologia, crianças de hoje não querem ler histórias longas, desenvolvidas, querem tudo rápido, imediatismo, dinâmico. Se as pessoas hoje em dia não querem nem assistir a filmes longos, novelas que duram 8, 9 meses, principalmente geração Z, nos gibis é a mesma coisa, o imediatismo chegou aos gibis.
Nos gibis quinzenais da Editora Abril e Globo não eram padronizados, mesmo com poucas páginas, podiam ter histórias de 15, 20 páginas, miolos com mais de 5 páginas e as de encerramento também. Privilegiavam qualidade e não grande número de histórias em cada gibi. Não estão errados em atender a geração atual de crianças, que é o público voltado, a sociedade que tinha que aprender a desacelerar, não deixar ficar em TikTok e afins, ficam mais burras e historinhas assim rápidas não geram nem raciocínio e deixarem crianças pensar.
No geral, as histórias não foram focadas em dar lição de moral, mas também em historinhas de até 3 páginas nem daria para ficar ensinando algo, mas mesmo assim algumas seguiram esse estilo. Essas de miolo no geral batidas, sem conflitos, piadas já utilizadas várias vezes em outras histórias, piadas fraquinhas. E continuam com ponto final em cada diálogo em vez de exclamação, dando uma forma de leitura diferente. Até as tradicionais exclamações implicaram.
Os créditos de roteiristas, desenhistas, etc, em cada história também continuam, porém não estão mais dando créditos a letristas e créditos de arte-final só em algumas, dando lugar a design, quem idealizou o layout novo dos traços dos personagens no computador. Acho estranho histórias não terem arte-final e nada a ver ignorar quem fez as letras, mesmo que agora são digitadas sem serem feitas a mão, tinha que mostrar quem digitou. Em algumas tiveram créditos de "Letra Azul", empresa terceirizada, aí como maioria deve ser dessa empresa, resolveram não colocar.
Agora o que está mais chamando atenção é que teve nenhuma história com núcleos secundários como Turma da Tina, Turma do Penadinho, Turma da Mata, etc. Já está sendo assim desde as "Nº 99" da 3ª série, quando apenas a revista "Turma da Mônica" teve uma do Piteco, as "Nº 100" absolutamente nenhuma com secundários e agora continuaram assim nessas "N° 1". Quando teve historinha protagonizada por alguém fora do titular da revista, foi com personagens secundários do Limoeiro, como Nimbus, Marina, Do Contra, Denise, Xaveco, etc.
Tem possibilidade de permanecerem todos os secundários no limbo nos gibis, pode ser por não terem ainda traços novos adequados com os novos desenhistas, quem sabe querem fazer franquias diferentes com eles separando da Turma da Mônica, ou porque como padrão agora são histórias de até 3 páginas e ficaria inviável criar histórias com eles com esse número de paginas, ou porque esses secundários são adultos e querem histórias de personagens crianças para falarem com leitores crianças, ou então podem ter feito pesquisa e ver que as crianças não gostam de ler os secundários, gostam só da Turma do Limoeiro. Eu mesmo já vi comentários aqui no Blog de gente que não gostavam de ler os outros sem ser a Turma do Limoeiro e isso tudo pode ter pesado na decisão. Aí, vamos ter que aguardar alguns meses para confirmar se todos os núcleos secundários ser cancelados nos gibis ou não.
Agora vamos comentar cada gibi individualmente.
Mônica - "Em busca da cidade perdida" - Mônica ajuda o Cebolinha a encontrar tesouro perdido na cidade de Eldorado.
Escrita por Emerson Abreu, com 17 páginas disposta em 3 faixas de quadros, roteiro mediano seguindo estilo do Emerson. Chama atenção dos traços, muito feios e caricatos.
A revista tem 7 histórias, incluindo a tirinha. Embora prevalecer histórias de miolo de 1 a 3 páginas, nesse da Mônica até que teve uma de 5 páginas e uma de 6 páginas. Emerson agora está fazendo histórias curtas de miolo, nem lembram estilo dele, aí nessa revista teve 3 histórias dele, a de abertura e mais 2 de miolo.
Tem uma de miolo que chama atenção, "Recorde de velocidade", de 2 páginas, os traços horrorosos, que nada lembra estilo do Mauricio, ficou parecendo traços de IA.
Na segunda página, nos últimos quadros ficaram piores ainda. Definitivamente um horror.
Histórias de secundários, sem serem protagonizadas pela Mônica, foram com Do Contra e com Carminha Frufru, esta da Carminha, a Milena com design antigo com laço na cabeça e costuras no macacão porque devia estar pronta antes de resolveram simplificar traços dela. A história de encerramento, "Tesouros dos piratas" do Emerson, fora as caretas, nem lembra estilo dele com lição de moral no final, e chama atenção de Milena no lugar da Magali, tudo pra inserir a personagem mais vezes nas tramas. Não gosto quando colocam Milena no lugar que naturalmente seria da Magali.
Cebolinha - "Confusão no acampamento" - Cebolinha tem a surpresa da visita da Mônica no acampamento em família e os dois lidam se existe uma criatura estranha na floresta.
Escrita por Emerson Abreu, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros, roteiro mediano seguindo estilo do Emerson. Traços mais aceitáveis, mesmo sendo digitais, estraga são as caretas exageradas. Curioso que nessa de abertura informaram créditos de arte-final e foram 6 pessoas para fazer arte-final sendo que o normal é apenas 1 pessoa.
A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Depois da de abertura, o resto só historinhas de 1 a 3 páginas, um atrás da outra. Teve várias histórias com secundários da Turma do Limoeiro e do Cebolinha foram poucas. De secundários, teve uma do Nimbus com Do Contra, outra do Do Contra, e mais as do Franjinha e do Xaveco.
Teve uma do Cebolinha de 1 página que ele cola cartaz no muro e tem rabisco direto no muro como piada final, o que é um avanço, pode ficar como teste se o povo do politicamente correto vai reclamar depois. Tem histórias também com estilo png, provavelmente já prontas antes e uns novos bem feios como na do Xaveco e em "Desconfiados", de 1 página.
História de encerramento com a Maria Cebolinha, curtinha de 3 páginas. Traços medianos nessa.
Cascão - "Primeiro banho... evento sem tamanho!" - Cascão é capturado pelo Doutor Olimpo e Cascão enrola o vilão para que ele não tome banho.
Escrita por João Xavier, com 17 páginas disposta em 3 faixas de quadros. Teve absurdo de Cascão com mãos presas, mas conseguia se soltar para se gesticular e até segurar o Doutor Olimpo. Traços achei aceitáveis, embora uns olhos lacrimejantes do Cascão e sujeirinhas do risto dele padronizados bem estranhos.
A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Demais histórias da revista foram entre 1 a 3 páginas, uma atrás da outra, piscou, já acabou, até a de encerramento só 2 páginas. Foram poucas histórias protagonizadas pelo Cascão e de secundários foram do Xaveco com Denise, Jeremias, Titi e outra do Jeremias com Dudu. Aliás, Jeremias teve presença alta nesse gibi, apareceu em 6 histórias, contando com as que protagonizou e as que fez participação.
Destaque também em história do Xaveco com Denise com crianças envolvido com trends de redes sociais, falando de morango do amor, assuntos que a criançada da geração Alpha gosta.
História de encerramento de 2 páginas em que Magali não lembra que recebeu convite do Cascão para ir ao cinema. Essa foi uma das raras dos 7 gibis que teve créditos de quem fez as letras.
Magali - "O mistério do bolo de chocolate" - O bolo de aniversário da Carminha Frufru desaparece, Carminha pensa que foi a Magali quem comeu e Milena ajuda a investigar o que aconteceu com o bolo.
Escrita por Emerson Abreu, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros, traços feios e as caretas típicas de histórias do Emerson piora mais.
Primeira vez sem aniversário da Magali em maio. Se não tivesse atraso de distribuição nas bancas, originalmente essa "Nº 1" seria lançada abril e a revista com aniversário da Magali está prevista para ser a "Nº 3" de maio, sendo que com os atrasos essa "Nº 3" só vai sair final de junho ou só em julho.
A revista tem 9 histórias, incluindo a tirinha. Demais histórias da revista foram entre 2 a 3 páginas, uma atrás da outra. História com secundários sem presença da Magali foi apenas uma de 2 páginas com Do Contra. Nem teve Mingau, que aparecia tanto nos anos 2000 e 2010 e agora raramente aparece.
Destaque para uma historinha "Lugar perigoso" com desenhos tenebrosos, bem longe do estilo do Mauricio. Tudo indica que foi inspirado nos traços de arte-final do Alvin Lacerda, por ser considerada historinha de terror, mas nem chega aos pés do Alvin Lacerda e ficaram horrorosos assim.
A de encerramento foi escrita pelo Emerson, com 3 páginas, bem genérica e sem lembrar estilo dele, fora as caretas e línguas de fora dos personagens. Mãe da Magali com avental porque estava fazendo atividade na cozinha porque senão ficaria sem. Assim como a Tia Nena na história de abertura.
Chico Bento -"Deu lição, deu treta, sô" - Professora Marocas manda Chico Bento enviar uma carta para os pais dele após Chico chegar atrasado e aprontar na sala de aula levando minhocas e ele tem que cumprir tarefas que a professora pediu na carta.
Escrita por Edson Itaborahy, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros. Traços nessa ficaram medianos, embora cabelo do Chico e do pai, Seu Bento, estranhos, além de algumas caretas ruins. Interessante Saci-Pererê sem cachimbo, há muitos anos os sacis estão assim por causa do politicamente correto.
A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Demais histórias da revista foram entre 2 a 3 páginas, uma atrás da outra. A revista tem uma pegada diferente das outras. Estão focando na turma do Chico como núcleo e marca própria e independente, uma nova franquia separada da Turma da Mônica, principalmente depois do filme live-action.
É um Chico como nunca se viu, vai ficar como aqueles curtas que divulgam nas redes sociais, cheios de movimento, parecendo que estamos vendo vídeos curtos do TikTok só que em quadrinhos. Colorização diferente com efeito sépia, enquadramento de 3 faixas em quase todas as histórias, nessa revista apenas 2 foram com enquadramento de 4 faixas.
Zé da Roça com pouco destaque agora, só apareceu participando rapidamente em uma da Vo Dita e em "Com o colega". Com ausência de secundários de outros núcleos, como Turma da Mata, Papa-Capim e Piteco, as historinhas de secundários foram do próprio núcleo rural com Tábata, Vó Dita, Rosinha, Zé Lelé e Nhô Lau. Traços no geral parecendo frames de animes, em alguns desenhos bem estranhos como essa do Chico com a Tábata.
Historinha "Com o colega", de 2 páginas, desenhos também ficaram horríveis também, com estilo png copia e cola, com Chico desproporcional parecendo que está gordo.
A de encerramento foi "Cuidado com a onça", de 3 páginas, tudo desenvolvido de imediato, bom que teve eles diante de onça, coisa que algum tempo não estava tendo, porém a onça não atacou os meninos. Destaque que com a colorização nova, a cor da camisa do Hiro mudou, não é mais branca e agora tem um tom cinzento.
Turma da Mônica: "Todos o Jeremias" - Jeremias fica com dilema de que poderia existir outras vidas de si mesmo e após ser atingido por um raio, passa a conviver com outras versões suas no Bairro do Limoeiro.
Escrita por Edson Itaborahy, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros. Traços nessa ficaram aceitáveis, Titi que ficou com penteado de cabelo diferente com esses desenhos digitais. E ainda teve lição de moral no final.
A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Demais histórias da revista foram entre 1 a 3 páginas, uma atrás da outra.
Esse gibi 'Turma da Mônica' deve ter foco maior no Jeremias agora. Na 3ª série estavam com número maior da Milena, agora que ela ganhou revista, o Jeremias fica o centro da atenção. No geral, essa edição teve histórias de secundários da Turma do Limoeiro, sem grande foco com Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Assim, tiveram historinhas protagonizadas com Marina com Nimbus, duas da Dorinha, Binho, outra do Nimbus, outra da Marina, Luca e finalizando com Marina com Milena . E, sim, continuou tendo Milena e seu irmão Binho, só não com destaque maior na abertura, pelo menos nessa edição. E Marina também com grande destaque dessa vez.
Bem que podiam ter deixado essa revista pra colocarem histórias de outros núcleos de secundários. A de abertura podia ser de crossovers diversos como eram as do Parque da Mônica e incluir algumas de miolo com eles. Afinal, substituir Tina, Penadinho, Piteco, etc, por Marina, Nimbus, Denise, é dose.
Voltaram a falar palavra louco, que por um tempo ficou proibida, inclusive alterando histórias de almanaques quando falavam. Teve uma historinha da Marina de 1 página em desenho png copia e cola. Destaque pela volta do Tio Pepo na historinh8a da Dorinha, essa com lição de moral no final é também com cópia e cola,nota-se a Dorinha exatamente igual, na mesma posição, no primeiro e último quadro dessa página destacada.
A de encerramento, curtinha de 3 páginas, foi outra da Marina junto com a Milena em que Marina pede emprestado um chapéu para Milena para desenhar o Cascão e ele foge e Milena aceita posar par ao desenho no lugar dele. Bem fraquinha.
Milena - "O mistério no quarto de dormir" - É revelado que Milena tem um quarto bagunçado e não encontra o seu laço de fita de cabelo onde tinha anotado alguma coisa que esqueceu e ela investiga quem foi que levou sua fita.
Escrita por Edson Itaborahy, com 15 páginas disposta em 3 faixas de quadros. Traços muito ruins, tenebrosos, sem estilo mauriciano, não ficaram bons.
A revista tem 10 histórias, incluindo a tirinha. Prevaleceu histórias de Milena como detetive, desvendando mistérios de objetos desaparecidos. Com a revista dela, definiram personalidade dela como uma menina inteligente, investigativa, pronta para desvendar mistérios e representar autênticacriançada geração Alpha. Foram algumas histórias assim nesse estilo, destaque para segunda com traços horrorosos.
Tambem simplificaram um pouco os traços da Milena para facilitar crianças que querem desenhar a personagem. Histórias com secundários foram com Denise e Marina, sendo que a única que a Milena não apareceu foi na de 1 página da Marina. Chama atenção dos traços da história da Denise, escrita pelo Emerson, de 3 páginas, completamente horrorosos, caricatos demais, parecendo que colocaram direto dos rascunhos do roteiro para os gibis, só colorindo. Bem deprimentes.
Embora prevalecer histórias de miolo de 1 a 3 páginas, nesse da Milena a de encerramento foi de 5 páginas, sendo disposta em 3 faixas e bem fraquinha com ela conversando com espelho da Bruxa da Branca de Neve e com mensagem no final. Desenhos melhores nessa, mas percebe que é digital pelo espelho com mesma expressem todis os quadros. Depois vou criar um post separado comentando sobre esse gibi da Milena individualmente, história por história, por ser uma "Nº 1" de verdade.
Então, gostei de nenhuma revista, tudo padronizado com uma só história pouco mais desenvolvida e outras curtas demais que servem mais para preencher revista. Esses traços novos caricatos sem estilo do Mauricio desanimam mais ainda. Muito ruim também mudarem logotipos e tirando a identidade de personalidades deles e sem histórias de outros núcleos de secundários e só com personagens da Turma do Limoeiro. Revistas voltadas de fato para as crianças pequenas e da geração atual, se agradarem esse público alvo, tudo bem, já eu não gostei. Valem também para quem quer ter edições "Nº 1"dessa série nova na coleção. Com essas mudanças, conteúdos de histórias de abertura, para mim a ordem de melhores foi: Cebolinha, Magali, Cascão, Mônica, Chico Bento, Turma da Mônica e Milena. Se fosse eu escolher uma, compraria o do Cebolinha. Fica a dica.






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Com base nestas páginas, não em todas, mas nas que exibem traços exóticos, enfim, visualmente falando, impressão que passa foi que se inspiraram no que havia de melhor lá pelos idos de 1978 à primeira metade de 1982 e fundiram com o tosco estilo que vigorou de 2006 à totalidade da década de 2010. Ao que parece, pelo menos a princípio, voltaram a apostar nas caretas e em outros elementos narrativos imbecilizantes.
ResponderExcluirExato, se inspiraram no final dos anos 1970, mas sem serem feitos a mão não ficaram bons, não adianta imitar traços de outros artistas, nunca fica igual. Voltaram com as caretas com tudo, bastante histórias assim pra dar ideia de movimento, também não gosto.
ExcluirPois é. Fundiram um estilo visual-narrativo pautado na excelência (1977/78-1982 - considero até meados do terceiro ano dos 1980 devido HQ de abertura de Mônica nº146, ilustrada em estilo fofinho) com outro significativamente sofrível (2006-2019).
ExcluirVisualmente, não gostei de boa parte do exibido nesta postagem, no entanto, esta nova série não dá a mínima para leitores veteranos, pois, assim como as demais editadas pela Panini Comics, foca exclusivamente no público infantil e, até aí, tudo em ordem. Portanto, houve sim, algum progresso, porque, em vista de como estavam os traços dos últimos cinco anos, estes estão nitidamente bem mais elaborados.
Essa mistura de estilos não me agradou, até se esforçaram, mas não é bom assim. O foco são para as crianças de hoje em tudo, nada com veteranos, que compram se quiser já sabendo que não são o público alvo.
ExcluirImagino que foi doído, Marcos, comprar exemplares das edições de nº1 da quarta série pela Panini Comics. Já eu, os quero nem de graça.
ExcluirHQs do Cebolinha com Maria Cebola, da Milena com Marina, da Dorinha com Tio Pepo e do Jeremias* com Titi foram elaboradas no "velho" visual estático.
*"Todos os Jeremias" aparenta um meio-termo na primeira página, algo como um "jingado estático".
Comprei por serem N° 1 de série, com pena de dinheiro gasto fora. Com 62 reais dava pra comprar vários gibis antigos em sebos ou até mesmo em sites. Em algumas como essas aí permaneceram os velhos traços de PC, nota-se que fizeram questão das histórias de abertura serem com os novos estilos e as de miolo foram algumas. A do Jeremias ficou esse meio termo.por isso de ser de abertura.
Excluir"(...)página, algo como um "☞gingado☜ estático"."
ExcluirNa (L)língua (P)portuguesa, até onde sei, não existe o termo "jingado" grafado assim, com "J".
R$ 62,00 acho caro até para seis exemplares, em excelente estado de conservação cada um, de edições da MSP publicadas na década de 1970. Portanto, como estas edições são fraquíssimas, R$ 3,70 por exemplar seria um preço justo.
Ficou com pinta de storyboard a HQ que Mônica força Cebolinha a lhe dar carona.
Outras em traços estáticos são a do Xaveco* e a da Magali com Cascão.
*Qual o significado da gota azul graúda no cabelo dele, Marcos? Junto à gotona, a ©️@®️🅰️-dℹ️-🆒, consegui entender.
Verdade, o custo está altíssimo de R$ 8,90 cada, visto que são só 35 páginas de leitura e resto só passatempos e propagandas. A cada reajuste Panini aumenta 1 real, por isso esse absurdo. Tudo bem que tudo aumenta, mas dava pra custar menos tranquilo. Isso também é um outro fator que desanimam as pessoas a comprar, além de, lógico, histórias insossas.
ExcluirAinda tem esses traços estáticos, talvez já estavam prontas, quem sabe devem misturar os estilos e não abandonar estáticos de vez, até pra variar estilos de traços, só com o tempo pra dizer. Também entendi nada dessa gota no Xaveco, não sei se queria simbolizar choro ou lágrima de suor e esqueceram de reduzir o tamanho da gota existente no aplicativo quando inseriram. Só sei que ficou muito estranho.
E repare que Turma da Mônica também está com numeração histórica incorreta no expediente já faz alguns meses.
ResponderExcluirVi agora, realmente está errado também em Turma da Mônica. O certo seria edição 436 e não 435. E vi que pelo menos desde a Nº 90 está assim e nem pra corrigirem agora. Valeu por avisar.
ExcluirNossa horrível, cada dia pior, eu cresci com as histórias do Emerson que apesar das caretas eram muito bem desenvolvidas, principalmente no final da era globo e início da era Panini, agora histórias curtas, com traços ruins e caretas em todos os quadrinhos. Não vejo atrativo nenhum nessas novas revistas. As histórias de planos infeliveis que sempre foram um atrativo para mim desapareceram também . E detalhe cadê as histórias do Bidu, Horácio, Penadinho e etc ? Achei q não poderia ficar pior e ficou kkkkkk
ResponderExcluirNada ruim que possa piorar. Até histórias de abertura do Emerson estão mais curtas e corridas. E agora mais caretas do que nunca, fica muito forçado. Histórias de planos infalíveis há muito tempo não tem mais. E um grande erro não ter esses secundários, ajudavam a variar personagens e estilos de histórias agora fica o tempo todo só a Turma do Limoeiro. Espero que ausência dos secundários seja temporária e não cancelem de vez.
ExcluirCara, para quem cresceu com historinhas da Rosana, a maioria das do Emerson ficam muito abaixo. Aquelas caretas estragavam até o melhor roteiro, é rara a história em que resultam.
ExcluirTem algumas boas ('O Filminho da Marina', 'Era Uma Vez', a da festa do Cebolinha em que o avô cai de pára-quedas...) mas eram raras. Foi nessa fase que os gibis da TM deixaram de 'ser para mim', e parei de coleccionar.
Eu gosto muito das histórias da Rosana, tive acesso as revistas mais antigas da Turma da Mônica, ela era fera mesmo, mas o Emerson eu n curto muito as caretas,as tem ótimas histórias, e dos atuais era o que se destacava, mas eu concordo com você a época da Rosana, da editora globo foram para mim a época de ouro da TM.
ExcluirCresci com HQs escritas por Mauricio de Sousa, escritas pelo Robson, escritas por Rubens Kiyomura, escritas pela Rosana, escritas pelo Reinaldo e escritas por alguns outros feras dos quais os nomes já não me lembro. Enfim, esses foram crème de la crème da MSP. Por isso que, perdoem meu francês, acho xarope o estilo narrativo do Emerson Abreu. Entretanto, claro, ainda que não os reconheça por não identificá-los, por não representarem algo substancial para mim, sei que o cara tem lá seus méritos.
ExcluirQuem acompanhou e leu as antigas de Risana, Robson, Rubão, Reinaldo e outros da mesma época não troca por nada. A partir do Emerson deu uma decaída, sendo que nos últimos anos conseguem ser piores pelo excesso de politicamente correto e extremamente infantis.
ExcluirÉ Zózimo você pegou uma boa era que infelizmente não voltara mais, época em que os desenhos eram feitos a mão e o roteiro enchia os olhos é a mente de quem lia, dessa época que você comentou sinto falta principalmente das histórias do Chico Bento que assim como o cascão estão irreconhecíveis nas histórias atuais lamentavelmente.
ExcluirSó para dar exemplo do que mudou nos roteiros, comparem a 'Duelo em Quadrinhos' 'escrita' e animada. Ou 'Álbum de Fotografias'.
ExcluirOu comparem qualquer dos 'Cinegibis' a qualquer segmento dos filmes dos anos 80.
Os desenhos novos adicionam elementos e piadas que nada acrescentam, a não ser adiar o desfecho e aumentar assim o tempo de duração do desenho - que é exactamente o estilo do Emerson. Com a 'Turma do R' 'das antigas', qualquer dessas histórias era contada em seis páginas, com muito poucos 'tempos mortos' ou derivações. Eram roteiros muito mais compactos e objectivos. Na fase nova parece que só conseguem fazer os leitores rir com caretas e gírias e agitação que não leva a nada.
Isso aí, Allan. Criado em apartamento, fui um guri e um adolescente urbano e, quando pegava qualquer gibi do Chico Bento, fosse do período Abril ou de algum dos dez primeiros anos de Editora Globo, era sempre uma ☞grande imersão☜. ☞Sem sair de casa, eu ia para roça☜...
ExcluirA meu ver, o Emerson Abreu foi e, continua sendo, especialista em ☞desintensificar personagens☜ que se consagraram exatamente pelo total oposto de suas ações como argumentista, isto é, Chico Bento, Cebolinha, Mônica, Astronauta, Cascão, Rolo, Bugu, Magali, Bidu, Horácio, Raposão, etc, etc e etc caíram nas graças do público porque eram expressivamente intensos. Visceralidade é algo que esse profissional desconhece ou, se conhece, se sabe o que significa, nutre profundo desprezo pelo conceito.
Cara, o Emerson pode até ter talento, mas deveria usar fora da MSP criando seus próprios personagens. Na MSP este Emerson só foi bom em minha opinião, quando ele era limitado a seguir as características dos personagens, ou seja, da época que entrou ali na MSP por volta de 1996. Principalmente a partir de 1999/2000, quando deram mais liberdade ao Emerson, aí tudo desandou, pq o Emerson implantou um estilo de roteiro e de características dos personagens que não tinha nada a ver com a Turma da Mônica. Forçou a barra demais com tantas caretas e expressões exageradas, agitação na personalidade dos personagens e roteiros muito longos e cansativos, com muitas histórias patéticas. Pra mim, o Emerson é o principal responsável pela decadência da MSP e, sinceramente, não dá pra aceitar a genialidade do estilo próprio de Maurício de Souza sendo totalmente destruído por este roteirista descaracterizador.
ExcluirÉ, deram liberdade par ao Emerson, ai descaracterizou tudo no estilo dele. As primeiras histórias eram melhores justamente por seguir as características dos personagens, no momento que liberou, só piorou.
ExcluirAdmito que hesito um pouco em falar mal do Emerson, porque conversei com ele pessoalmente algumas vezes e ele parece um cara muito legal (embora incompreensível ás vezes) que realmente gosta de papear com seus fãs e é genuínamente apaixonado pelo que ele faz. Por isso, tento ser um pouco mais contida e amena ao criticar algum profissional, já que tento levar em conta o esforço, dedicação e claro o caráter da pessoa.
ExcluirEntretanto... sou muitas vezes obrigada a concordar com vocês. Emerson de fato tem uma séria falha na forma como retrata os personagens, muitas vezes os deixando muito infantis, eufóricos e parecendo que saíram de um desenho como Jovens Titãs em Ação. Mônica muitas vezes parece retardada ao extremo nas histórias dele, e tipo ela sempre foi meio bobinha e inocente mesmo, mas ele força a barra com ela. Dudu muitas vezes parece o próprio capeta em forma de criança (de novo, coisa que ele sempre foi, mas antes era na medida certa e o Emerson extrapola com ele a ponto de ficar surreal). O principal lance do Emerson é a surrealidade e, embora possa funcionar em alguns aspectos (ele manda bem em assuntos sobrenaturais ou seres de outra galáxia/universo), em outros, como a personalidade dos personagens fica... simplesmente não fica palpável, não ficavam reconhecíveis, pareciam débeis mentais.
Certamente há algum mérito e talento no Emerson, algumas histórias dele até tinham temas interessantes que poderiam ser melhor aproveitados (exemplo: ''Uma Estranha no Banheiro'' com os meninos apaixonados pela mãe molhada e seminua do Cascão! Ou ''Os Micos que a Gente Paga Para ir a Praia'', uma das melhores dos anos 2000 na minha opinião). Isso eu posso assegurar, mas a caracterização adequada e equilíbrio sempre foi o maior ponto fraco dele mesmo. É aí que ele inegavelmente peca e afasta muitos fãs veteranos com histórias que ''poderiam até ser boas com ALGUNS ajustes''.
Entrentanto, sempre gosto de lembrar que culpar exclusivamente o Emerson pela decadência não é totalmente justo ou bem-direcionado; ele não foi o único a adotar tal estilo, Paulo Back é outro que também adorava encher de caretas e diálogos super exagerados. O Emerson pode ter sido o pioneiro com esse estilo, mas outros roteiristas eventualmente quiseram fazer igual e adotaram por vontade própria, e até aonde sei o Emerson nem é uma figura de autoridade grande na MSP para gerar tamanha influência, ainda mais considerando que ele estava há poucos anos lá dentro quando se estilo engrenou. Até porque o próprio Mauricío de Souza dava aval e permitia tudo de boa; ele poderia olhar os roteiros do Emerson, orientá-lo sobre certas atitudes dos personagens, talvez podar algumas coisas, dizer ''Isso não tá muito legal não''... mas ele revisa e acha natural, ou seja, Mauricío permite que Emerson e outros retratem seus personagens como bem entenderem, então tem sua parcela de responsabilidade aí. E gosto de lembrar que com ou sem Emerson existiria o POLITICAMENTE CORRETO e os traços digital, a grande praga que se apoderou dos gibis e os tornou cada vez mais decadentes, esquecíveis, infantilóideis, com impressões e letras horríveis.
Conclusão: por mais tentador que seja culpar o Emerson pelo rumo que MSP tomou, é preciso lembrar que há inúmeros fãs que curtem e influenciam nisso, o Mauricío dá carta branca e acha tudo natural, e os outros roteiristas embarcaram na onda e quiseram mimicar um roteirista novato e sem tanta experiência por vontade própria.
Só uma pequena curiosidade: o Emerson é gay assumido. Sabiam dessa?
Falou tudo, Ricardo. Emerson Abreu é um marco expressivamente negativo no que se refere à trajetória das HQs da Turma da Mônica.
ExcluirExímio desintensificador de sínteses e de essências, abobalhou consideravelmente os personagens, tanto as crianças quanto os adultos, reduzindo-os a frívolos e histéricos em ambientes controlados. Sob a ótica e o comando dele, ficaram desprovidos de horizontes, tanto literalmente quanto subjetivamente. Aquela fantástica e consagrada autonomia dos personagens crianças nunca combinou com seu estilo de roteirizar, nunca teve espaço em HQs escritas por ele. Parece ver tudo em 2D, ou seja, só enxerga largura e altura, já profundidade, necas! Em suma, é isso aí que você disse, o cara foi e continua sendo um contumaz descaracterizador.
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ExcluirOops, acho que não captei exatamente aqui. O que exatamente você se refere como ''possibilidade ou informação verídica'', Zózimo?
ExcluirNunca descartei essa possibilidade, Isabella. Bem, se é que essa informação seja mesmo verídica.
ExcluirMinha desconfiança quanto a isso surgiu pelo modo como moldou e abraçou a Denise, como se a personagem fosse uma espécie de batuta.
Falo no sentido dele muito possivelmente se identificar com a personagem que "criou", percebe? Sempre achei que ele se vê na Denise, e por isso que essa personagem meio que tomou conta do núcleo do Limoeiro, por ele ser assim, expansivo e espalhafatoso.
ExcluirSobre ele se ''indentificar'' com a Denise, é pelo que vejo Emerson é meio debochado e língua afiada mesmo (mas eu também sou, pelo menos na vida particular, então quem sou eu para criticar ele aqui né? E porque eu sempre curtir personagens irônicos e sarcásticos também).
ExcluirMas na minha opinião, o Emerson ''adotar'' a Denise foi o menor dos problemas dele (minha opinião). Como a personagem nunca teve uma forma ou um molde sólido e consistente, qualquer roteirista era livre para querer desenvolvê-la ou torná-la uma personagem real se quisesse. O problema do Emerson foi deixar os outros personagens abobalhados, fora de si, enfóricos, infantilizados, saltitantes, excessivamente sarcásticos, e as malditas caretas que mesmo quando criança achava horríveis e dou totalmente o braço a torcer aqui. As idéias e temas de roteiros do Senhor Abreu ficariam MUITO melhores se ele abandonasse essas caretas e fizesse os personagens agirem mais naturalmente neles (até porque as IDÉIAS de roteiro dele por si só eram boas, a EXECUÇÃO e RITMO que NÃO).
Concordo. O que fica ruim nos roteiros do Emerson é o exagero, a ideia de roteiro é boa, criativa, problema é como conduz a trama, deixando personagens descaracterizados. Se fosse mais equilibrado como eram as primeiras histórias dele, ficaria bom. Concordo também que o Mauricio foi culpado, como ele aprovava as histórias, ele poderia não aprovar, aponta ronde não estava bom pra modificar, mas passava de boa. A Denise sempre vi como uma alter ego do Emerson, assim como o Horácio era o alter ego do Mauricio, por isso ele gostar tanto de histórias protagonizadas ou participação dela. Isso é o de menos, visto de outros problemas que ele poderia modificar. E eu sabia que o Emerson é gay, já faz tempo que foi falado isso.
ExcluirÉ que a Denise funcionou para ele como a ☞batuta do maestro☜, entende? Ou seja, na minha leitura, ele a usou como uma eficaz ferramenta para desestabilizar o núcleo do Limoeiro e moldá-lo a seu gosto, digamos, um tanto distópico.
ExcluirDe onde tirou a informação sobre ele ser homossexual assumido, Isabella?
Pergunto em relação à fonte. Afinal, quando se trata de mundo virtual, (I)internet, tipo de ambiente que podemos considerar e denominar por "terra de ninguém", grande parte das fontes não são confiáveis.
Em uma entrevista dele no antigo Blog dele, Zózimo (infelizmente não tenho como dar link agora, lamento). Ele falava com o entrevistador sobre uma série de coisas (seus primeiros anos na MSP, personagens que ele criou pessoalmente, a TMJ e etc) e entre uma dessas perguntas, ele disse ''sou gay assumido desde os 19 anos''. Bem explicíto mesmo.
ExcluirE também a Petra (uma roteirista da TMJ que o conhecia pessoalmente) comentou uma vez no Ask que um namorado do Emerson na época já foi na MSP um dia e conhecer o processo e profissionais lá. Eu tendo a acreditar nela porque as informações que ela dá sobre o ambiente da MSP são bem confiáveis e geralmente verdades.
Esquenta com link, não, Isabella, acredito em você.
ExcluirMarcos fez uma ótima analogia: Denise está (ou esteve) para Emerson assim como Horácio está (ou esteve) para Mauricio de Sousa.
"Denise é o alter ego do Emerson Abreu" e, a partir disso, associei com a possibilidade de talvez o roteirista ser homossexual ou bissexual. Nunca toquei neste assunto aqui por considerá-lo delicado e o risco de ser mal-interpretado por tal comentário não seria pequeno. Não obstante, o faço neste bate-papo por conta da Isabella que, respeitosamente, trouxe a questão à baila.
Sobre Denise... não tenho muito a agregar. Um roteirista ter um personagem favorito teoricamente não é problema nenhum. Vários escritores que conheço tem ''certos'' favoritos entre os personagens que escrevem e gostam de aproveitá-los ao máximo nas histórias que escrevem.
ExcluirSe bem que... aproveitando para esculachar, reclamar de Denise no contexto atual é até parece um tantinho frívolo, considerando que temos Milena agora, guria essa que mal apareceu e já sentou na janela, virou a queridinha da MSP, protegidinha automática, que agora se tornou oficialmente protagonista, sendo que está na turma a menos de 10 anos e nem personalidade real tem. Derrepente Denise não parece mais tão ''intrusiva'' ou ''metediça'' assim (até porque as aparições dela hoje até reduziram consideravelmente, aparece só em uma ou duas histórias por mês).
Engraçado... quando Emerson escrevia para a TMJ, muitos até zoavam sobre a frequência com que ele colocava homens bem bombados, sem camisa, de sunga, aparecendo nas histórias. Era bem frequente mesmo, quase parecia um fetiche dele bem explicíto, gostava de usar para criar um ''auto-fanservice'' se é que me entende. Bom que era a TMJ, então era lido principalmente por garotas adolescentes (e certamente alguns garotos gays).
Só esclarecendo aqui que minha opinião aqui em relação ao Emerson Abreu é baseada somente no trabalho profissional dele, que considero fora de sintonia com a Turma da Mônica. Sinceramente, não tô nem aí em relação à vida pessoal dele ou de qualquer outro profissional. Pode ser gay, negro, amarelo, alto, idoso, que não entro neste mérito e não influencia em nada na minha opinião. Concordo com a Isabela em relação a que, mesmo sem o Emerson, mudanças teríamos hoje. Mas,, o pioneiro em alguns aspectos, sobretudo no quesito descaracterização, foi o Emerson, isso é um fato. Sobre o Maurício ter aceitado mudanças introduzidas pelo Emerson, não sabemos se houve alguma influência da editora ou de outras pessoas lá dentro da MSP, ou até da esposa ou filhos. Maurício sempre foi mais tradicional e tinha uma ordem fundamental dentro do estúdio aos seus artistas colaboradores: que fossem preservadas as características de cada personagem. A partir do momento que Maurício passou a aceitar a descaracterização de seus personagens e do seu estilo, certamente pode ter sido convencido por alguém influente ou próximo.
ExcluirSim, Isabella. Mas, o "estrelismo da Milena" não anula, vamos dizer, o "auge da Denise".
ExcluirRoteiristas com favoritismos por determinados personagens é aceitável e perfeitamente normal. A questão é que Denise foi algo além disso. Ela foi de fato uma das ferramentas utilizadas pelo Emerson para moldar o núcleo do Limoeiro ao tosco gosto dele. E não digo isto por não gostar da personagem, digo isto por esmiuçar e analisar toda a conjuntura.
Concordo, Ricardo. É inegável que Mauricio baixou a guarda, abrindo mão do precioso protecionismo que mantinha seus personagens nos trilhos e muito provável por ter comprado alguma conversa modernosa (e, talvez, tendenciosa) de alguém muito próximo dele ou, alguém muito influente, financeiramente falando. Quem sabe partiu de editora, acho pouco provável, mas, também não descarto.
ExcluirÉ, te entendo Ricardo. Totalmente de boa não gostar do estilo do Emerson ou de histórias feitas por ele. Problema algum isso (até porque eu mesma não gosto de vários aspectos nas histórias dele). Só não concordo quando as pessoas, digamos, colocam as coisas como ''se ele entrasse lá e assumisse o controle de tudo''. Como se ele tivesse entrado na MSP, se tornado o chefão e mudado tudo, algumas pessoas quase colocam como se parecesse assim. Aí que eu não concordo mesmo, por isso tendo a lembrá-los que o Emerson era um funcionário como qualquer outro, começou bem de baixo, e até 2007 quando completou 10 anos na empresa ainda era relativamente novato. Não acredito que o Mauricío tinha algum favoritismo ou confiança especial por ele, afinal ainda estava iniciando, e acredito que as mudanças se deveram a, como posso dizer, algo um processo ''contagiante mas gradual''. Um roteirista particular gostou do estilo do Emerson e quis fazer parecido, os fãs da época gostaram porque dava um diferencial, o Mauricío talvez tenha curtido e achado engraçado ele mesmo também e o negócio foi então sendo incetivado e tomando conta aos poucos. É a única explicação para um roteirista com menos de 5 ou 6 ter provocado tamanha mudança, certamente não acredito que deve ter havido alguma conspiração ou usurpação desde o ínicio. E também precisamos considerar que para ele ter entrado na MSP, deve ter tido alguma qualificação ou mérito. A MSP não ia simplesmente contratar um roteirista aleatório do nada, deve ter visto um currículo dele, talvez feito até alguns testes e aprovaram.
ExcluirE também tenho problemas quando algumas pessoas (não me referindo a você ou Zózimo especificamente) chegam quase ao ponto de xingá-lo, chamá-lo de incompetente, idiota, coisas assim. Aí é realmente ofensa e falta de educação, o que claro sou totalmente contra independente de quem seja. É possível criticar o trabalho de alguém sem atacá-lo ou desrespeitá-lo, por isso vamos maneirando aqui (novamente, não me refiro a você especificamente).
Por ser um leitor mais jovem, talvez a minha perspectiva possa acrescentar um pouco ao debate de vocês (que, por sinal, está muito interssante).
ExcluirSou de 2001, então os primeiros gibis da TM que tive contato foram os da primeira série da Panini (por volta de 2008-2009), e alguns da Globo que lia na biblioteca escola (geralmente, de 2001 em diante, mas tinham alguns de 1990 também). Por não ter vivido a época de ouro (e como eu queria!), os laços emocionais que criei com a TM foram justamente dessa época do Emerson, Paulo Back, entre outros. Eu achava as histórias do Emerson engraçadas e um tanto malucas, mas sempre me divertia. Confesso não me incomodar com algumas das críticas colocadas por vocês (por exemplo, histórias menos objetivas e mais enroladas; características especifícas da Denise; personagens um pouco mais "agitados"; roteiros mais "viajados"), mas entendo perfeitamente quem se sente desagradado por esse estilo, que contrasta bastante com a linha que a TM seguia desde o final dos anos 80. Entretanto, concordo plenamente com relação a caretas exageradas que, para mim, tornam as histórias, digamos, muito "bestas".
Conforme fui crescendo, eu passei a me interessar mais pelas histórias dos anos 90, e hoje já li boa parte delas (minha coleção da editora Globo está uns 85% completa). Na minha opinião, é inegável que a época de ouro é superior (afinal, se chama "época de ouro", não é?), e, para mim, o "estilo Emerson" representa uma queda na qualidade da TM, com seus defeitos e críticas totalmente válidos. Mas também vejo parte dessa diferença mais como uma questão de gosto pessoal do que de qualidade em si.
No fim das contas, eu também prefero mais o estilo dos anos 90. Mas imagino que todos concordam que estaríamos muito melhor se o único problema da TM hoje fosse esse, não é?
Foi uma pena o blog do Emerson sumir, parece que ele desativou por não escrever mais lá, era uma boa fonte de pesquisa. Denise tem aparecido bem menos mesmo pra dar vez à Milena, no máximo aparece mais com foco em histórias do Emerson, até por ele gostar da personagem. Na TMJ o Xaveco aparecia bem fortão e até em histórias dele da turma criança ele às vezes colocavam homens fortões nas histórias.
ExcluirOlhando por esse lado pode ser que o Mauricio teria sido influenciado pra aprovar histórias desse estilo do Emerson, tem grandes chances e aí considero que a esposa Alice tenha influenciado mais. Não acho que editora influenciou, editora influencia mais em criação de novos títulos, mudanças de periodicidade, colorização, preços, essas coisas, já roteiros são responsáveis pela MSP. É nítido que mudou drasticamente quando o Emerson virou roteirista principal, sendo que pior que achei foi outros roteiristas imitarem seu estilo como o Paulo Back, dá pra ver diferenças de histórias dele comparando anos 1990 e 2000, quando passou adotar adotar também até caretas. Estilo dos anos 1990 sem comparação era melhor.
Cada um tem seus própios gostos quando se trata dos trços, mas se eu tenho que concordar com você é sobre a quantidade, eu esperava que diminuirem os passatempos MAS CONTINUA TENDO MUITO!!! Tirando espaço pra desenvolvimeto das historias, estou tentando fazer que a MSP escuta Minhas susgestões:
ResponderExcluirFazer que algumas historias seian divididas em duas revistas, exemplo: uma historia da Mônica e Denise começa na revista da Mônica e encerra na revista Turma da Mônica da mesma quinzena; outro exemplo: uma historia do Cebolinha e Cascão começa na revista do Cebolinha e encerra na revista do Cascão da mesma quinzena.
Assim as historias vao ser menos corridas.
Essa quantidade exagerada de passatempos é um saco, dava muito bem ser só 2 páginas e colocaria uma história desenvolvida no lugar. Nem precisa dividir história principal em 2 revistas, era só diminuírem os passatempos e deixarem umas 3 histórias por revista que já estava bom. O ruim de dividir histórias em revistas diferentes é que tem que forçar comprar a outra pra saber o final.
Excluirbota aquela imagem onde a milena cava um buraco la na casa da denise kkkk
ResponderExcluirPior que não achei essa imagem, Denise só aparece na história do Emerson que mostrei. Vou procurar, se for em gibi da Milena, aí posto na postagem sobre só o gibi dela.
ExcluirE então, iniciamos mais uma nova era. Mais uma numeração reiniciada, do 1 ao 100 pelos próximos anos. Isso está ficando cada vez mais previsível, mas fazer o quê, né? E vamos a essas edições número... 405, 420, 440, 475, qualquer que seja o número REAL delas, COMO DEVERIAM SER. Mas por respeito a vontade do Mauricío (não necessariamente a própria Panini), vamos tratá-los por Ns 1 mesmo.
ResponderExcluirÉ incrível como os gibis atuais da Panini ainda conseguem ser incomparáveis aos primeiros gibis e primeira fase de 2007. Pelo menos as primeiras capas da Panini ainda tinham as logos como conhecemos, os desenhos das capas eram bem melhores mesmo com todos os sombreados (que, áliais, eram melhores também), os passatempos ocupavam umas quatro ou seis páginas NO MÁXIMO, os traços ainda eram medianamente decentes, e até o conteúdo por detrás era bem melhor etc. Os primeiros gibis da Panini podem não ser lá essas coisas, bem qualquer coisa, mas comparados a essas novas séries, meu amigos, elas parecem OBRAS-PRIMAS. Se você der um gibi de 2007 e um de 2026 (nem precisa ir muito longe) para uma criança pequena, será nítido para ela O QUANTO a qualidade caiu. É como se cada série eles tentassem se destacar de alguma forma, ''superarem'' as anteriores, mas só perde mais e mais da essência. A Turma da Mônica chegou a um ponto máximo que está tão descaracterizada, mas TÃO descaracterizada, tão descaracterizada mesmo... que se você mudasse o título da série e os nomes dos personagens, ninguém pensaria que era a mesma revista dos anos 80 e 90, ninguém mesmo. Só precisaria mudar os nomes dos personagens e ficaria total irreconhecível agora.
Esse estilo ''americanizado'' que adotaram... Oh my god, parece uma revista da Disney (áliais perdão por isso, as revistas da Disneys são muito melhores que pelo menos são autênticas, não tentam emular um estilo que não lhe convém), completamente distante do que foi consagrado como Mauriciano. Isso de tratarem o Chico como franquia separada agora... não sei nem o que pensar, mas é uma baita besteira inventarem isso agora. E tipo, para quê? O que os diretores da MSP estavam pensando por detrás disso? Isso significa que não teremos mais encontros do Chico com a turma do Limoeiro, tipo nem crossover ou cruzamento nas revistas? O que poderia ter levado a tal decisão? Será que o lucro e número de vendas do Chico despencou em comparação com os outros, e então estão tentando revitalizar a marca, transformando em marca própria e permitindo brinquedos, blusas, lancheiras, estojos, etc? Ou será que foi o contrário, tipo o núcleo alcançou um patamar de sucesso tão grande que não precisa mais depender da Turma da Mônica e decidiram cortar a vinculações porque pode se sustentar só? Ainda espero que um dia a MSP dê uma explicação para pelo menos ISSO, PELO MENOS. Mas derrepente é esperar demais deles...
Esses traços... tenebrosos, hediondos, bizarros, um circo de aberrações como nunca se viu antes... Virou meu novo trauma. A gente reclamava daqueles PCs estáticos, mas na boa, éramos felizes e não sabíamos... nunca pense que algo é tão ruim, sempre pode piorar ainda. E pior que o público atual aprovou, até adorou no Reddit e YouTube. Pelo jeito vai vim para ficar mesmo, que bom para eles. Já nós... bem quando opinião de veterano já valeu alguma coisa, afinal ''é revista para crianças, não para velho nostágico desocupado''. Essas primeiras histórias, uma pior que a outra... aquela Magali no quadrinho esquerdo inferior da página 4 no gibi da Milena... foi deformada, que coisa medonha, sério, vou ter pesadelos com isso agora.
Percebi que o Emerson veio em peso nessa leva, mais de cinco histórias de autoria dele. Sabe, mesmo com as caretas constantes, as histórias dele de 2000 eram infinitamente melhores, pelo menos tinham temas interessantes e eram mais bem-elaboradas, mas essas agora são um sério downgrade comparado até ao que tinha antes. As caretas, até não me incomodaram tanto, acho que já foram piores e bem mais frequentes também... todas essas histórias... sabe, comparado ao que temos tido nos últimos tempos, até que esses roteiros são um TIQUINHO (só um tiquinho mesmo, algo como 0,02 para 0,03 ou 4) melhores. Ainda bem fracos, sem charme, sem imersão, sem conflitos, mas pelo menos tentaram ser mais ''''''ousados'''''' (com mil aspas). Aparecer rabisco direto no muro, legal isso, Chico aprontado em sala de aula, um up também, Mônica tentando bater em alguém, ainda mais uma menina e principalmente a MILENA... isso foi inesperado, merece um ponto positivo por isso. Tentarem dar uma personalide para Milena... bem, bom pela iniciativa pelo menos. A personagem ainda é um buraco negro de personalidade e carisma, uma TV estática comparada a todos os outros, mas pelo menos TENTARAM. E pelo menos diminuíram a participação exagerada dela nos outros títulos (parece, por agora). Espero que continue assim.
ExcluirClaro, muito chato isso de histórias curtas, tão pouco desenvolvidas, com 3 ou 4 páginas. Qual é a dessa agora também? É só mesmo porque as crianças hoje não tem paciência para lerem histórias longas (eu leio livros de 300 e poucas páginas em poucos dias, simplesmente começo e não consigo parar)? Agora em diante vai ser assim, as histórias vão ser praticamente tabloides apenas com enrolações para caber em duas páginas a mais? Isso só mostra a ''devolução'' da sociedade, o que se tornaram as crianças hoje? Elas não vão se interessar mais em conhecer ou ler sagas como Crônicas de Nárnia, Harry Potter, Percy Jackson, Crepúsculo, ect só porque ''não tenho paciência com histórias cumpridas, quero tudo curtinho e super objetivo''? Se eu fosse mãe ou professora de escola, seria preocupante para mim, esse crescente desinteresse por leitura. Se eles não se interessam nem por literatura infantil clássica, como ter interesse ou paciência para os estudos ou livros de matemática e ciência?
(Desculpe Marco, prometo que essa é a última parte, mas eu precisava desabafar e estava inspirada...)
ExcluirIsso de suspenderem TODOS os secundários, sem exceção... foi o golpe final, nunca pensei que um dia chegaria a esse ponto. É isso, é como o apocalipse de Turma da Mônica, como se o mundo tivesse acabado dentro da revista mesmo, está em estado terminal. Na boa... como o Mauricío, com o pouco raciocínio e consciencia lógica que ainda tem, permitiu que acabassem assim com os núcleos e personagens que ele dedicou tantos e tantos anos de sua vida e carinho para consolidar? Quer dizer, eu entendo que nem todo mundo curte os secundários ou alguns deles, nem todos os núcleos são super populares entre os fãs (eu mesma nunca curtir muito Horácio ou Astronauta), mas ainda todos são icônicos, são uma marca da Turma como um todo, e renderam algumas histórias clássicas e marcantes. E todos, de alguma forma, contribuíram para a indentidade e a base de sucesso e reconhecimento da revista ao longo desses quase 70 anos, e sem dúvida enriqueceram as experiências de alguém além das Turmas do Limoeiro e da Roça. Eu não gosto de Horácio, mas sempre terá alguém que goste (minha vizinha gosta/gostava), meu primo não gosta de Bidu mas eu sempre gostei desse núcleo. Uns mais, outros menos, mas todos foram significativos para um punhado de pessoas. Imagine um remake de Aventura no Tempo com Pitec, Papa-Capim e Astronauta sendo substituídos por homens das cavernas, índios e futuristas genéricos, que ninguém se importa. Seria catastrófico. É abismal isso. É abominável em todos os sentidos possíveis. Essa é a PIOR coisa que poderia acontecer ou já aconteceu a Turma da Mônica, a PIOR sem precendentes ou comparativos, não tem o que argumentar ou contestar aqui. Por que MSP, por que você precisava fazer isso com a gente? Me sinto traída, traição de verdade.
(E eu realmente quero saber urgentemente QUEM foi que teve essa idéia, quem foi o energúmeno, o jumento por detrás dessa decisão. E REALMENTE espero MESMO que não tenha sido nenhum dos filhos do Mauricío, ninguém da familía ou próximo, porque se for foi uma afronta completa, uma traição, um desrrespeito imperdoável ao legado do pai, tem que deserdar assim. Seja quem quer tenha surgido com isso, deviam ter vergonha de si mesmos).
É, é isso... foi sofrido escrever isso, doloroso de verdade. ''Veja como massacraram meu menino''; é assim que me sinto, em poucas palavras. Em 2016 já sabíamos que Turma da Mônica já estava no fundo do poço, já havia se deteriorado há muito tempo naquela época, mas ainda assim não estávamos preparados para o que chegaria em 10 anos. Nunca poderíamos imaginar isso... vamos aguardar 2036, mais 10 anos agora, o que nos espera até lá... sempre há maneiras de piorar, SEMPRE. Não importa o quão abaixo, decadente, lastimável já esteja... É um loop infinito, não existe limite, a degeneração continuará para todo o sempre ao longo de muitos e muitos anos, décadas no futuro. Hoje pudemos confirmar isso.
Ficou bem grande mesmo, mas falou tudo. Gibis da Panini só valeram os primeiros anos, no maximo 2012 e até capas eram mais bonitas. Corrigindo você, passatempos eram só 2 páginas nos gibis da Mônica e 1 página nos demais gibis, isso em 68 e 84 páginas, olha a diferença. Traços também eram aceitáveis.
ExcluirÉ pra passar raiva com traços assim, falta de respeito com Mauricio, eram traços tão brasileiros e agora sem identidade e estilo americano. Tudo medonho, sóesse povo de internet que gostou. Não sei se Chico não estava vendendo bem, acho que quiseram modernizar pras crianças de hoje. E do jeito que deixaram pode não ter mais crossovers.
Emerson veio em peso e caretas mais exageradas, aí juntando com esses estilos de traços, já viu. Estão se esforçando em tentar melhorar roteiros e dar uma personalidade à Milena, vale algumas coisas incorretas, mas longe ainda de ficar coisa muito boa.
No caso maioria histórias foram até 3 páginas, muito preocupante isso de crianças não terem paciência de lerem histórias longas, tudo fruto da sociedade que educa assim tudo no imediatismo. Nem pesquisar sites querem, apelampra resimo em IA, fica complicado. Histórias curtas assim não tem graça, só tabloides objetivos, apenas, não dá.
Sem dúvida só em pensar tirar todos os secundários é abominável, total falta de respeito com o Mauricio, uma afronta com ele, criou cada personagem com carinho e do nada sumirem. Lembrando que desde Mônica N° 1 de 1970 tinha ao menos uma história com secundários nos gibis. Sempre tem alguém que gosta de cada personagem, não é pra jogarem no limbo sem mais nem menos. Ideia partiu da Marina e da família, com certeza Mauricio nunca daria isso com personagens dele. É torcer que seja temporário. Fundo do poço é sempre o próximo, em 2036, com gibis voltados para geração Beta vão ser mais catastroficos, imagino cada história sendo uma tirinha e com traços mais agonizantes, isso se eles se interesarem por gibis.
ExcluirEu estava planejando meu comentário, mas depois de ler o seu, Isabella, faço das suas palavras as minhas (se me permite).
ExcluirCada linha sua expõe muito bem o meu sentimento com a Turma da Mônica hoje.
Guilherme, comentário da Isabella foi perfeito, expôs tudo que foi ruim. Realmente o sentimento com a Turma da Mônica atual é ruim, tudo descaracterizado, nem lembro o que já foi um dia.
ExcluirObrigada, sinto-me até lisonjeada Guilherme. Acho que extravasei bem nesse mesmo (áliais, nunca tinha escrito nada tão longo até então).
ExcluirAinda assim gostaria de ver seu próprio comentário, sempre gosto de ler palavras de outras pessoas. O que acha de alguns ponto especifícos? Por exemplo, o que você diria sobre o Chico como marca diferente, algo a acrescentar aqui? Ou sobre os novos traços e estilo mais americanizado, quão ruins eles são ou seriam comparados ao anterior? Ou principalmente sobre a aparente suspensão dos secundários, que se se confirmar, acho que é o maior pecado e blasfêmia todos os tempos já cometida nos quadrinhos da MSP? Se tiver vontade, deixe-me saber por favor.
'Os traços são inexpressivos'
ResponderExcluirSolução: vamos exagerar no outro sentido e descaracterizar por completo.
É como se o Emerson tivesse virado presidente da companhia e obrigado todo mundo a desenhar como ele.
E esses logotipos novos, horríveis! O do Chico foi 'sacanagem' mesmo!
Pessoal, acho que chegou o momento de todo mundo 'cair na real'. Nós tivemos a nossa Turminha, e ela continua lá, nos gibis dos anos 80, 90, até alguns dos 2000. Com histórias adoráveis e hilárias, personagens com personalidades fortes e marcantes, e um 'time' de profissionais com verdadeiro entusiasmo, paixão, criatividade e desejo de realizar o melhor produto possível, para todos os públicos, sem infantilizar e sem tratar as crianças como mentecaptos.
Melhor fingir que o resto daí para a frente não existe. Estes incluídos. Blecchhh.
Verdade, é esse estilo está ruim,vamos piorar. O jeito é isso, se conformar que os tempos são outros, deixa as crianças curtirem esse estilo de gibis e a gente fica com os antigos, melhor coisa que faz.
ExcluirExatamente! É igual às músicas: vamos deixar essas músicas horríveis atuais pra essa geração de hoje e vamos ouvir as músicas antigas que tinham qualidade, melodia, afinação e boas letras. Ainda bem que a obra fica gravada para continuarmos curtindo por décadas, sem precisar de ficarmos escravos de "tendências" ou estilos que não gostamos.
ExcluirIsso aí, Ricardo, a vantagem que está tudo gravado e com acesso pra continuar curtindo o estilo que gostamos. Não adianta reclamar que não vão mudar, tem vários gibis antigos que podemos conseguir, melhor a gente focar neles. E verdade até músicas estão diferentes, não só questão de vozes e letras, estão seguindo o estilo ágil, duram só uns 2 minutos, não querem ficar muito tempo apreciando, muito ruim.
ExcluirAo que tudo indica, a revista da Milena reune "em um só lugar" tudo o que há de ruim na atual MSP: Roteiros sem graça, traços péssimos e uma protagonista com o carisma de uma porta e todo banhado a politicamente correto. Tá muito cedo ainda, mas esse gibi já tem tudo pra ser tão terrível quanto o do Neymar Jr. (Quem aí lembra daquela relíquia? Kkk). Se bem que a situação dos gibis dos outros personagens já tá tão ruim que praticamente empatam.
ResponderExcluir"Neymar* como personagem da MSP". Felizmente, tendo a esquecer daquele fiasco... Futebol na Turma da Mônica, se traduz em Pelezinho. Já o resto, bem, é... só mesmo... resto.
Excluir*Por essa e por outras que a pecha de dinheirista grudou em Mauricio de Sousa.
Já eu, apesar de gostar das histórias do Pelezinho, nunca fui grande fã dos núcleos futebolisticos. Ronaldinho e Neymar ignorei completamente. Não achava os jogadores personagens de quadrinhos interessantes.
ExcluirGibi da Milena é ruim, a personagem em si já é fraca, porém os gibis do Neymar ainda conseguiam ser piores, tanto que durou só 27 edições e que já foi muito. Ronaldinho Gaúcho ainda conseguia ser melhor, ficando no nível de Milena. Pelezinho foi bom por ter sido em época sem politicamente correto, se tivesse sido criado nos anos 2000 seria tão sem graça quanto os outros futebolistas.
ExcluirA verdade é que não há como evitar os prazos de validade(s), se impõem logo de cara quando assunto são personagens inseridos nos quadrinhos baseados em celebridades.
ExcluirPois é, Zózimo, esses personagens celebridades têm prazo de validade estabelecido, só enquanto estiverem na moda, depois são esquecidos. Nunca levam muito tempo pra serem cancelados.
ExcluirEu ainda tento, talvez por amor ou idiotice, ter esperança de que a MSP mude alguma coisa. Esperava que essas, por serem edições número 1 melhorariam alguma coisa por mínima que seja nos roteiros e nos traços. Infelizmente Turma da Mônica virou uma ladeira que só desce.
ResponderExcluirSobre os núcleos secundários, eu realmente espero que voltem nas próximas edições, mas impressão que tenho é que vai sumindo um por um. Já não se vê mais Horácio e Papa-Capim e histórias do Piteco e Astronauta veem sendo cada vez mais raras e curtas já a alguns anos (eu achei).
Enfim, falar sobre as revistas atuais é repetitivo, pois são os mesmos problemas que persistem e se agravam, infelizmente.
Eu já perdi esperanças, voltar como já foram, nunca mais. Tomara que os secundáriosvoltem, pelo menos alguns. De todos, mais difícil é Papa-Capim voltar, esse já está no limbo desde 2023. Astronauta tem um risco também de sumir, já estavam curtas e é um dis que o público menos gosta. Espero que não é que tidis voltem.
ExcluirEm criança, nos anos 90, depois dos principais e do Chico, a ordem dos secundários para mim era:
Excluir1. Turma da Tina
2. Turma do Papa-Capim
3. Turma do Penadinho
4. Bidu
5. Piteco
6. Astronauta
7. Turma da Mata
8. Horácio
Pedro, a minha ordem é parecida com a sua, a minha fica assim:
Excluir1. Turma da Tina
2. Turma do Penadinho
3. Turma do Papa-Capim
4. Piteco
5. Bidu
6. Astronauta
7. Horácio
8. Turma da Mata
Achei os traços melhores do que da 3 série, vdd que nem se compara com os traços da décadas de 80 e 90 agora um ponto que me deixou chateado é a exclusão dos secundários se eles sumirem dos gibis vai se um desrespeito com o legado do Maurício,pra mim os núcleos são essenciais nos gibis por te outros núcleos e histórias isso que me fez coleciona Turma da Mônica por te essa variedade de núcleos e histórias dava mais libertade para os roteiristas, Horácio e Papa Capim praticamente sumiram e se os outros núcleos sumirem pra mim será a derrocada final da Turma da Mônica e do império que o Maurício construiu 🥺
ResponderExcluirVai ser o fim se sumirem de vez com os secundários, sem dúvida será total falta de respeito com o Mauricio. Temos que aguardar um tempo pra confirmar, porém só o fato de pensar em tirá-los já é desrespeito. Concordo que eles ajudavam a variar, sair da mesmice com mesmos personagens e estilos de histórias.
ExcluirNotei que os gibis adotando estilos diferentes em cada história lembra o quadrinhos da Disney exceto é que os quadrinhos da Disney conseguem ser superiores pq ainda mantém o espirito dos originais feito pelos autores originais principalmente os quadrinhos feitos na Itália e ainda continua focando em secundarios sem ser só os principais como Mickey Mouse, Pato Donald e Tio Patinhas.
ResponderExcluirParece que querem essa intenção de se parecer com Disney. Acho que tem que ter estilo próprio, brasileiro, isso que deu certo, até porque público da Turma da Mônica é diferente da Disney, não tem motivo pra copiar.
ExcluirDepois de muito tempo sem comentar aqui no blog, eu já imaginava que teria resenha sobre a nova série de revistas e do lançamento da revista da Milena. Então, preciso manifestar minha opinião. Sobre a revista da Milena, isso já era cogitado há bastante tempo, então, nem podemos dizer que é surpresa. Uma personagem que ganhou grande destaque não pela força ou carisma da personagem, mas, por uma imposição ideológica bem discutível. As histórias de todas as revistas, pelo jeito, continuam bem fracas. Já os traços, vemos uma miscelânea de estilos de traços, que parecem uma mistura de traços antigos do final dos anos 70, com rascunhos de quem nunca desenhou na vida...que coisa mais bizarra é essa? Quando vc acha que não dá pra piorar o que estava ruim, eles conseguem essa proeza. E pior: as caretas e expressões exageradas, voltaram com força total. Péssimo dos péssimos! E, com a volta do Emerson Abreu aos roteiros, realmente a tendência é ser essa bizarrice daqui pra frente, porque o Emerson é o maior descaracterizador de personagens da história da MSP. Incrível é ter gente que gosta, realmente, há gosto pra tudo, fazer o que? Ainda bem que deixei de comprar revistas há mais de três anos, pq realmente não vale a pena. Infelizmente a tendência é só piorar, como estamos vendo!
ResponderExcluirGibi da Milena não foi surpresa mesmo, tudo indicava que teria depois que alçaram como protagonista. Nada tão ruim que não possa piorar, conseguiram superar o que era ruim, pior é isso de não ter estilo próprio, querer imitar estilos de outros artistas e franquias como Disney, não fica bom assim. Tinham dado tempo com caretas e agora tem em até histórias que não são do Emerson. Infelizmente só piora, não tem jeito, não tem como acompanhar. Comprei essas por serem as Nº 1 de série, mas as Nº 100 passei longe, se fosse outra época, compraria fácil. Você está perdendo nada, há muito tempo faço isso, com esses 124 reais por mês que gastaria com os novos, dá pra comprar muitos gibis antigos em sebos e até mesmo em lojas online e com mais qualidade de roteiros e desenhos.
ExcluirAqui as revistas chegaram ontem(dia 30 de maio), peguei algumas, deixei Mônica de lado por enquanto porque além da chuva forte, na banca onde fui, a revista veio num lote com defeito de impressão, então todas tinha uma marca branca de arranhão na capa. Sobre os traços diferentes principalmente na revista da milena, eu li em uma postagem não lembro aonde, que a n⁰ 1 da milena foi feita por profissionais negros, por isso os nomes não antes vistos nos gibis. E por incrível que pareça, a revista me cativou pelos traços, já que a personagem pra mim é zero carisma. A faixa em cima dos nomes achei horrivel. Eu gostava da capa estendida. E a revista turma da Mônica tem a numeração errada desde a 97.
ResponderExcluirAndam atrasadas demais as revistas, não é bom isso, cada vez mais atrasam. Se teve defeito de impressão, fez bem em não ter comprado e vai em outra banca, o correto é sem erro de impressão, veio normal em tudo, sem aqueles erros de textos de balões que volta e meia acontecem. Ouvi dizer que a da Milena teve artistas negros envolvidos principalmente em roteiros, de fato tem uns que não foram vistos em outros títulos. Essas faixas parecem de almanaques, não gostei também, seria melhor fundo de ilustração ocupando tudo. Isso de numeração errada é um saco, com a da Turma da Mônica, agora junta com Cebolinha, podiam ter corrigido com a mudança de série.
ExcluirMarcos, sinceramente, que traços horrorosos. Fiquei com vontade de vomitar só de vê-los assim, tão feios e amargos para os meus olhos. Parece que chamaram desenhistas sem saberem como desenhar as histórias da Turminha. Se você me dissesse que foi tudo fan-made, eu até acreditaria. Que bomba catastrófica, que fedor... uma bomba!
ResponderExcluirExiste um comentário de que houve demissões e admissões. Parece que é tudo freela. Como sempre, essas histórias nunca são muito bem explicadas. Talvez isso tenha impactado nas produções.
ExcluirJosé Vitor, realmente ficaram horrorosos esses traços, um pior que o outro, chega a ser constrangedores, nada lembra o estilo do Mauricio, sinceramente não dá pra aturar. São novos desenhistas sim, aí já viu, não captaram essência do Mauricio. Eu que não compro, pra mim tanto faz então, pena é eu ter comprado esses.
ExcluirFabiano, também ouvi dizer que teve demissões e já faz alguns anos que funcionários lá trabalham como freelances, inclusive esses novos, por isso a gente vê muitos nomes diferentes nos créditos.
ExcluirE isso, né? Gosto é algo bem individual mesmo. Se eu fosse indicar somente uma revista, das que já existiam, indicaria a do Chico Bento. Pessoalmente, ela não teve o mesmo impacto visual que senti nas telas, mas as histórias (minha opinião que ninguém pediu) foram as melhores. Eu comprei da Mônica, do Chico e da Milena. Não me arrependo de não comprar as demais. Muita forcação com Jeremias agora, sendo que ele sempre existiu, desde que eu morava na bolsa escrotal do meu pai. Agora socam exaustivamente em tudo que é canto. Deveriam ter feito a revista do Jeremias, então, em vez de Turma da Mônica. Achei sem sentido nenhum manter esse titulo.
ResponderExcluirEu gostei desses traços na primeira HQ da revista da Milena. Achei sacanagem não terem feito isso nas demais. A HQ foi legal, praticamente a Mônica passando o bastão para ela, mas isso só a nossa óptica de velhão é que vai captar. Não a vi como inteligente coisa nenhuma. Eu a vi como acumuladora, mas sua percepção é a que provavelmente está certa.
O copia e cola está em todas as revistas. Na da Mônica, se percebe pela jangada na primeira historinha. Sempre a mesma. E algumas posições dela também. Percebe-se um esforço (é, digamos que se esforçam) em disfarçar, assim como disfarçam nas revistas da Disney e em algumas de super-herois. Não adianta, isso veio para ficar.
Será mais uma série perdida para ninguém, pois não querem contemplar velha-guarda e a nova guarda está se lixando, e eles sabem disso, por isso estão se lixando também para atrasos, porque sabem que ninguém está nem aí.
Como falei em uma outra postagem sua, parece que a questão é sintonia além dos gibis, é fazer esse povo consumir os outros produtos. Mas precisam adquirir a linguagem da empatia para conquistar os novos consumidores. Talvez consigam isso se nos supreenderem com a Tina em algo à parte, como estão fazendo com Chico. Talvez.
Ainda penso que, Mauricio fechando os olhos de vez, venderão tudo para Disney ou Marvel ou pro tiozinho a pamonha ali da esquina. Se um dia fechar a torneira da Educação, então, aí é que a vaca vai pra lipo.
Obrigado pelo post. Muito interessante.
Comprarei as n° 2. Se eu não gostar, servirão para conteúdo do meu canal, então não é algo tão perdido, mas é evidente que seguirei apenas adquirindo uma e outra, como sempre fiz quando quiser matar saudades e, ao mesmo tempo, me atenar com coisas novas. Chega de passado. Daqui a pouco, eu é que serei passado e esquecido. É para frente que se anda.
Valeu, Marcos.
Fabiano, tudo questão de gosto mesmo. Pra mim esses traços da história de abertura da Milena foram abomináveis, agonizantes, graças a Deus não foram assim em todas as revistas, porém devem utilizar em outras histórias depois, não necessariamente em histórias da Milena. Roteiro de nenhuma também não me agradou. Pra mim foi dinheiro gasto fora. De qualquer forma eles têm que agradar o público alvo, se as crianças de hoje gostarem assim é o que importa. Eu não vou comprar de novo tão cedo, no lugar eu compro os gibis antigos que gosto em sebos que ganho mais e deixa esses novos pra quem curte.
ExcluirAgora que Milena ganhou revista, tendência é investirem no Jeremias nessa revista 'Turma da Mônica' e ele aparecendo cada vez mais nas outras revistas até ele ganhar sua própria revista, tudo pra ter representatividade negra.
Sobre Jeremias, parece que é isso mesmo. Eu me pergunto até que ponto isso realmente dá certo. Não faço a menor ideia.
ExcluirEu não achei essas números 1 tão sofríveis. Eu gosto das HQs curtinhas. O problema para a empresa é que não é isso o que fará os jovens comprarem mais. Acabou se perdendo o hábito de comprar revista. Essa geração vive com celular, tablet. Você não vê nenhum desses jovens com gibi na mão, nem do simples nem do de luxo, nem nada. MSP deveria focar em agradar os velhos, pois os velhos comprariam e os jovens embarcariam de carona quando achassem revistas com os velhos. Foi assim com muita gente, o jovenzinho achando gibi na casa do tio, da prima, do avô. Se não tem gibi achado, não tem público renovado. Essa ilusão de parecer anime, de colocar isto e aquilo porque vão se interessar é tudo besteira. A turma da Mônica chegou onde chegou sendo ela mesma. Agora querem ""copiar" estilos dos outros. A gente sabe que isso não vai dar em nada. Daqui a cinco anos farão outro reboot ou anunciarão o encerramento dos gibis de papel, para ver se pegam de vez o povo pela Internet, mas muita gente critica o app. Uma prova de que o app não é a solução é o fato de lá não constar as revistas n° 2 nem 3. Compreendo o problema do atraso às bancas, mas atraso num app?! Isso é incomcebível. Perdem a oportunidade até de ganharem assinantes. Se no app demora mais que no físico, que vantagem maria leva?
Essa empresa se perdeu faz tempo. A gente ainda vai tá vivo para ver aonde isso vai dar. Ora nos divertindo, ora metendo o pau.
A gente vai tá por aqui, acompanhando.
Não encaro tão a sério mais essa questão, até me permito me divertir. Mas que eu acho uma pena, eu acho.
Se ainda estivessem nos moldes dos anso 90, muitos de nós nos tornariamos assinantes recorrentes, pois naquela época valia muito a pena, só que éramos crianças demais.
Seria melhor uma mistura de histórias mais desenvolvidas com as curtinhas, não só longas, nem curtas. Gosto das curtas também, mas não gibi todo assim. Com certeza estão deixando esse estilo porque essa geração nova não quer ler, prefere vídeos de TikTok, não tem paciência de coisas longas, querem tudo imediato e isso é em todas as mídias, não só histórias em quadrinhos. Aí seria papel dos pais educarem a crianças não serem aceleradas assim, mas eles mesmo não dão exemplo e primeira coisa que dão aos filhos são celulares, aí esse ciclo só evolui.
ExcluirTendência é que na próxima série nem tenha gibis físicos, muitas bancas fecharam e as que existem, nem todas vendem mais gibis. Inaceitável isso de atraso até em aplicativos que nem precisa de editora pra distribuir, aí de fato não compensa nem anima pra assinar aplicativo. Uma pena era de gibis acabar e não vai demorar muitos anos.
Pra você ver, nem divulgaram as números 2. Era para elas chegarem nas bancas nesta íntima semana. Nem divulgaram. Será mesmo que elas continuarão quinzenais? No app, poderiam colocar. Não colocam. Ninguém está nem aí. E você tem razão, essa coisa toda está em todas as mídias, mas empresas que possuem seus meios têm a obrigação de fazer o melhor. Parece até que a MSP virou meia dúzia de gente fazendo toda a produção em um quintal. Para enviar pro app, só precisa do arquivo e da internet.
ExcluirEu gostei muito da história de abertura do Cascão, 'Primeiro banho... evento sem tamanho!', roteirizada pelo João Xavier e desenhada pelo Jairo Alves. Eu vi ali uma história dinâmica, divertida, com ritmo de cartoon, exatamente o que uma criança de hoje entenderia e gostaria de ler. O traço digital não é feio por si só, o Jairo provou que dá pra ter expressividade e movimento sem perder a personalidade. Crianças gostam disso e elas são o público alvo, mas é uma pena que tudo poderia ser bem mais trabalhado e cuidadoso, principalmente as histórias que soam como revistas institucionais, falta a bagunça, o conflito, aqueles finais sem moral. Queria mais piadas boas, as melhores histórias nascem dos defeitos dos personagens.
ResponderExcluirSeria perfeito
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