Mostro uma história em que o Franjinha cria um coelho de pelúcia como arma muito poderosa de destruição e Cebolinha planeja jogar o coelho na Mônica. Com 6 páginas, foi história de encerramento de 'Cebolinha Nº 14' (Ed. Globo, 1988).
![]() |
| Capa de 'Cebolinha Nº 14' (Ed. Globo, 1988) |
Cebolinha passa em frente ao laboratório do Franjinha bem no momento de uma explosão lá. Franjinha aparece comemorando que conseguiu criar invenção, não a bomba atômica, e, sim, uma arma super poderosa baseada no coelhinho da Mônica que não precisa ser empunhado por ela. Faz demonstração jogando o coelhinho em uma pedra gigante e é totalmente destruída.
Cebolinha pede para emprestar o coelhinho e Franjinha não deixa porque é uma muito poderosa e vai para casa tomar banho, deixando a arma em uma mesa. Cebolinha pega, planeja arremessar na Mônica e começa a imaginar como seria. Após jogar, Mônica teria todo corpo despedaçado e a cabeça dela cai nele e diz que acabou com ela, nunca mais será uma garota normal, não poderá correr, brincar e Cebolinha se assusta com o que fez com a amiguinha.
Cebolinha para de sonhar e reconhece que o Franjinha tem razão que o invento é muito perigoso e resolve enterrar para nunca mais ser visto. Franjinha aparece, perguntando se o Cebolinha viu o coelhinho dele. Cebolinha diz que não e Franjinha fala que tem que encontrá-lo para dar fim nele porque é muito perigoso. No final, Cebolinha diz que ninguém mais vai encontrar o invento, as crianças como eles não estão preparadas para essas coisas e acha que ainda bem.
História legal em que o Franjinha cria um invento em forma do Sansão com alto poder de destruição. Cebolinha quis jogar a invenção na Mônica na inocência de derrotá-la e ser dono da rua, mas, ao lembrar d apedra destruída com o coelho, lembra que o mesmo podia acontecer da Mônica e se conscientiza que a arma era poderosa e enterra para ninguém mais encontrar.
Franjinha não disse qual era a intenção de criar um invento como uma bomba atômica, sendo que se conscientizou que era muito perigoso parar em mãos erradas. Cebolinha quase tacaria na Mônica se não fosse pelo sonho, viu que não podia jogar a vida da amiga fora só por um desejo de ser dono da rua. Incrível que o invento era igual ao Sansão, poderia ser qualquer forma, até de uma bomba, mas pelo visto quis igual ao Sansão porque considerava uma arma quando a Mônica batia neles com coelhinho. Um perigo também era se juntassem o verdadeiro Sansão com a arma do Franjinha por engano e a Mônica tacar a arma do Franjinha em alguém e com a super força dela abalar o mundo de vez.
Interessante a imaginação do Cebolinha em tacar a arma na Mônica e ela se despedaçar toda com corpo e cabeça se separando por todas as partes. Foi pra representar o terrível poder de destruição do invento do Franjinha. Cebolinha de costas no final foi para representar reflexão ao dar mensagem de que crianças não estão preparadas para certas coisas, que no caso, seria recado também para adultos que cultuam guerra e bomba atômica, com alta destruição de grandes cidades e países e até do mundo.
Foi engraçado ver a explosão do laboratório do Franjinha quando a invenção deu certo, a pedra toda destruída após o arremesso do invento, Cebolinha pegar escondido na casa do Franjinha e o sonho da Mônica despedaçada.
Já vi gente da faixa de 20 anos até então que comentou na internet que se traumatizou lendo essa história com a Mônica daquele jeito com cabeça separada, foi como se fosse uma história de terror pesada, acho que apesar de tudo não tem motivo pra se traumatizar com história de gibi. Por isso incorreta hoje em dia por conta do estado da Mônica mutilada e poder traumatizar crianças, Franjinha criar invento poderoso como a bomba atômica, Cebolinha pensando com dislalia, já que hoje em dia ele pensa falando certo, sem trocar "R" pelo "L", além da palavra proibida "empunhado", que é difícil entendimento para crianças pequenas.
Traços ficaram bons, mais simples, típicos de histórias de miolo dos anos 1980. Era legal pensamentos e sonhos com tons azuis para diferenciar do momento atual da história e os tons escolhidos ficavam muito bons. A colorização que ficou mais clara por conta do padrão dos gibis quinzenais do segundo semestre de 1987 a início de 1988, sendo que nessa não ficou tão desbotada como costumava ficar porque o papel dos gibis do Cebolinha da época eram oleosos e ficava uma impressão melhor comparado quando eram papel comum de gibis.
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
Por determinados inventos o Q.I. do Franjinha pode ser considerado uma ameaça pública.
ResponderExcluirImaginaçãozinha fértil, hein?! Mônica viva, toda desmontada, sem uma gota de sangue no gramado... Cebolinha pôs a mão na consciência a tempo... Destruir nossa baixinha dentuça favorita?!!? Jamais!!!