Cheguei a fazer um review sobre o livro 'Magali 60 Anos' só que como encontrei várias alterações em relação às histórias originais, criei essa postagem mostrando só as mudanças que tiveram neste livro.
Desde que foram para a Editora Panini em 2007 passaram a alterar histórias originais nas republicações dos almanaques para se adequarem ao politicamente correto, tudo que acham errado para os padrões atuais da sociedade, mudam, sejam textos ou desenhos. Não bastassem os almanaques de bancas, nas edições especiais também alteram. Em 'Mônica 60 Anos', que teve classificação indicativa de 14 anos, surpreendeu com as várias alterações e esse da Magali, com classificação livre, não foi diferente, tendo mais que os da Mônica. Foram muitas alterações, muitas delas foram absurdas, umas simples, outras revoltantes, quase todas histórias tiveram alterações e vou mostrá-las agora.
História "O Peso da Magali" ('Mônica Nº 5' - Ed. Abril, 1970): Nos primeiros números dos gibis da Mônica da Editora Abril, personagens ainda não tinham cores de roupas definidas. Como vinham de tirinhas de jornais em preto e branco, passaram a se preocupar com cores só nos gibis coloridos, assim faziam testes para ver como poderiam ficar melhores cores e o Zé Luís apareceu com camisa azul na original de 1970 e agora corrigiram para vermelha. E as numerações de cada página da história que tinha na original agora foram excluídas.
Aqui também mais uma correção de cores. Franjinha e Xaveco também estavam cores de camisa azuis e Cebolinha com sapato azul escuro e agora corrigiram com as cores atuais e ainda teve uma extensão do gramado verde. Esses dois até que foram de leve, apesar de que se fossem como eram nas originais ficaria melhor.
Além disso, redesenharam a cena, pode reparar olhar da Mônica diferente, formato da bochecha do Franjinha, cabelo e sujeirinhas do Cascão, traços na roupa do Xaveco, etc. É um caso curioso de que na 'Coleção Histórica' de 2007 a 2015, costumavam muito de redesenharem histórias inteiras ou uma página ou outra, e até capas também. Nunca entendi por que faziam isso e aí quando republicam de novo como em edições especiais, como 'Biblioteca do Mauricio', deixam como estava na 'Coleção Histórica'. Não sei se restauravam porque o material original do acervo que eles tem estavam apagados ou porque queriam mudar os traços originais, só sei que sempre estavam mudando.
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Aqui, na original, tinha reticências na fala da Magali para dar um ar de continuidade e agora na republicação retiraram, ficando diferente do sentido da original. Pior é que também foi tudo redesenhado, pode reparar detalhes como caixa com acabamento melhor, perna da Magali mais fina na original, olhos do Anjinho e da Mônica diferentes, traço da boca da Mônica menor na republicação. Na verdade, quase toda a história foi redesenhada na 'Coleção Histórica" e republicaram aqui a versão dela.
História "A menina e a Lua" (Magali Nº 1 - Ed. Globo, 1989): O reino se chamava "Mussa Rella" na original, agora mudaram para "Muça Rela" para seguir a grafia correta do queijo muçarela de acordo com a norma culta e sem deixar do jeito popular. E nas duas primeiras páginas da original, o texto do narrador apareceu sem aspas e agora corrigiram com aspas na história toda.
Quando Magali descobriu que a Lua era feita de queijo, mudaram o queijo catupiry para provolone. Não entendi essa mudança, achei nada a ver implicar com palavra "catupiry".
História "O controlador de apetite" (Magali Nº 3 - Ed. Globo, 1989): nessa alteraram muita coisa. Já no primeiro quadro, alteraram nome da mãe do Dudu de "Dona Dina" para "Dona Cecília". Nas primeiras aparições, ela não tinha nome definido, assim, ela podia ser chamada de Dina ou qualquer outro nome e só em 1990 que se tornou Cecília em definitivo. Aí nas republicações, sempre alteram nome dela para deixar o nome atual.
Atualmente, as mães dos personagens e mulheres em geral não podem usar avental, sem fazer tarefas domésticas para não dar ideia que são donas-de-casa, mulheres do lar. Agora todas as mães trabalham, ou fora de casa ou em home-office, e só aparecem de avental se estiverem fazendo atividade na cozinha, porém muito raramente. Com isso, alteraram a cena da Dona Lili dando o remédio para Magali, tirando o avental dela.
Palavra "louco" e variações é proibida atualmente nos gibis, e, com isso, alteraram a Mônica chamando a Magali de "louca" para "doida".
Palavra "tortura" é proibida atualmente, para não dar ideia de que vai traumatizar as crianças personagem sendo torturado. Então, amenizaram, trocando palavra "tortura" para "sofrimento".
Atualmente, palavra "índio" é proibida, assim como a cultura de índios ancestrais é errada mostrar. Tem que chamá-los de indígenas, chamar de índio é ofensivo por ter ideia de ser selvagem e primitivo. Esse foi o motivo de mudarem a Turma do Papa-Capim com roupa e em uma comunidade indígena moderna e, como não deu certo, agora está no limbo do esquecimento. Personagens também não brincam mais de faroeste, caubói e índio, mocinho e bandido, por dar ideia de eles vão usar armas e do índio ser o inimigo.
Então, mudaram toda a fala do Cebolinha neste quadro. Em 1989, ele perguntava se Magali amarrada estava brincando de índio e caubói e mudaram para o que ela estava fazendo ali amarrada. E para fazer sentido tiraram a resposta do "Não!", que não estava brincando de índio e cauboi. Tirou todo o sentido e a graça da cena com essa censura.
Na original, tiveram dois "socorros", um representando a fala do Cascão e a outra, "Socolo", a fala do Cebolinha. Agora, no livro, mudaram só um "Socorro" como fala dos dois ao mesmo tempo. Se o Cebolinha fala com dislalia, mais coerente era como estava na original ou colocar "Socor (l)o", como já fizeram uma vez nas antigas, ou deixar dois balões separados para cada um. Do jeito que estava, pareceu Cebolinha falando certo como o Cascão. Ficou pior assim.
História "A mão errada" (Magali Nº 11 - Ed. Globo, 1989): Personagens não iam para escola porque tinham 6 anos, tanto que depois mudaram que eles têm 7 anos, para irem à escola. Então, na original, a Dona Lili dizia que a letra feia era porque a Magali não estava na escola e agora mudaram que ainda está aprendendo para seguir o estilo das histórias atuais. Até fonte da alteração ficou estranha, dando pra perceber que foi mudado alguma coisa ali.
Palavrões não são mais permitidos nos gibis. Eram representados por símbolos, mas como sabem que são palavrões, eles sempre alteram quando tinham nas histórias originais para atender os mimizentos. Então, na parte que a Magali taca bolinha de gude na cabeça dele, tiraram os palavrões e o colocaram falando "Pindarolas!" no lugar, termo que nem existia em 1989. Os palavrões ficavam muito mais engraçados e naturais.
Palavra "Droga!" também é proibida atualmente, então mudaram a Magali falando "Droga!" para "Aff", gíria mais recente que também nem existia em 1989.
Na trama, a Magali tinha problema de manusear com a mão direita por ser canhota, No quadro anterior, a Dona Lili manda Magali cumprimentar o amigo do pai e como ela cumprimenta com a mão esquerda, a mãe manda que é com a direta. Na original, Dona Lili só fala "com a mão direita" e agora mudaram com todos os detalhes que é para cumprimentar com a mão direita. Não vejo necessidade deixar tudo explicadinho, ela já havia falado que era para cumprimentar antes, tira o poder de interpretação da criança deixando desse jeito cheio de detalhes. E ainda esqueceram da vírgula, tinham que ter colocado "Filha, cumprimenta com a mão direita". Além disso, mais uma vez tiraram o avental da Dona Lili, já que não podem mais as mães serem donas-de-casa, pelo visto isso é ofensivo para as mulheres.
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História "Brincando com a Magali" ('Magali Nº 41' - Ed. Globo, 1991). Na cantiga do "Uni-Duni-Tê", tiraram o "Salamê-Minguê", deixando só "Uni-Duni-Te" sem circunflexo no final. Como assim? Não consegui entender por que mudaram isso, vejo nada errado com "Salamê-Minguê" e a canção nem mudou de letra oficialmente. Pior que não mudaram a dimensão do balão, ficou muito espaço vazio que sabe que dá para notar que teve alguma alteração ali.
A palavra "Bolas!" é proibida também, e, com isso, mudaram a Mônica falando "Bolas..." por "Ai...". Falando "Bolas!" fica mais engraçado, com a alteração perde a graça. Curioso que não corrigiram um quadro que o balão de fala da amiga morena ficou como uma fala da Mônica, mas mudar palavra "Bolas!", tirar "Salamê-Minguê" de cantiga eles alteram.
História "A Vice-Dona da rua" ('Magali Nº 103' (Ed. Globo, 1993): Essa foi outra que alteraram bastante coisas revoltantes. Personagens não podem mais rabiscar muros e agora colocam cartazes no lugar dos rabiscos diretos nos muros. Assim, todas as cenas que o Cebolinha rabiscava caricaturas da Mônica, mudaram com ele colando cartazes. E o balde de tinta foi mudado com ele segurando os cartazes que ia colar.
Aqui, além de trocar a lata de tinta por cartaz e tirar o início de um rabisco, mudaram pincel por lápis. Porém, no sentido que deixaram, seria como se ele rabiscasse direto no muro com lápis, mudando só o instrumento para rabiscar. A intenção era colar cartaz e depois rabiscar caricatura com o cartaz colado, então se é para alterar, mais correto seria mudar a posição do Cebolinha na cena alterada.
Na original, Magali reclama do balde de tinta na mão do Cebolinha e agora mudaram para balde de cola, mas acabou ficando sem sentido a alteração porque não tinha balde de cola, ele colava cartazes com durex na republicação. E alteração de balde por cartazes ficou mal feito ele segurando assim. Tentam consertar e conseguem piorar.
Aqui mudaram "exigir que te respeitem" para "que o respeitem, colocaram um hífen em "papo furado" e corrigiram uma vírgula, colocando reticências no lugar na ideia da continuação da fala dele no balão no próximo quadro. Tudo para seguir a norma culta.
Na trama, meninos queriam criar armadilhas no bairro para quando Mônica voltasse da viagem, ela caísse e ser derrotada. Nessa parte, Cascão reclama que para ele sempre sobra o serviço mais pesado, mas em compensação gosta que cavar terra era um serviço sujo. Aí, alteraram "serviço sujo" para que "é por uma boa causa" para tirar a ideia de que ele adora e faz apologia à sujeira. Só que isso altera o sentido e tira toda a graça essa alteração, muito mais engraçado ele gostar do serviço sujo do que dizer que é uma boa causa derrotar a Mônica. O impacto da leitura da original fica muito mais divertido, sem dúvida.
Mudaram Magali falando que era para ele podar as árvores da rua para ajudar com os canteiros para tirar ideia de trabalho infantil pesado, ajudar em canteiros é menos trabalhoso e sem ser perigoso do que ficar podando árvores altas, risco de cair e se machucar.
Apesar do Jeremias aparecer com lábios normais durante a história, em alguns quadros ele aparecia com círculo em volta da boca por engano do desenhista. Como hoje é proibido negros com círculo em volta da boca, acham que é chacota com eles, redesenharam a boca dele com lábios, pior que mal desenhado de lábios muito pequenos, quase inexistente do jeito que deixaram.
Redesenharam o Jeremias na bicicleta, além de tirar o círculo rosa em volta da boca e colocando lábios pequenos no lugar, ainda colocaram capacete e joelheiras nele onde não tinha na revista original. Isso porque agora os personagens andam obrigatoriamente com acessórios quando andam de bicicleta para eles não se machucarem quando caírem para seguir a lei de segurança ao andar de bicicletas na rua da vida real. E ficou muito mal desenhado por sinal.
Seguindo, a lei de segurança dos veículos, na revista original os pais da Mônica andaram de carro sem cinto de segurança e agora colocaram para não dar mau exemplo. Sempre que personagens apareciam sem cinto de segurança, agora colocam. E corrigiram Mônica com boca pouco aberta, deixando agora com boca fechada.
História "A hora da fome" (Magali Nº 116 - Ed. Globo, 1993). Meninas não podem mais ficar com calcinha à mostra, acham que é indecente, que está sensualizando. Então, na cena da Magali pulando carniça com os amigos, na maior inocência, mudaram deixando o vestido mais longo que o normal para esconder a calcinha, tudo para agradar os mimizentos do politicamente correto.
História "Lalá, a lagosta" (Magali Nº 116 - Ed. Globo, 1996): Palavra "Cruzes" é proibida atualmente por ter cunho religioso e sempre mudam por outra coisa, aí dessa vez mudaram "Cruzes!" por "Nossa!".
Expressões populares e de duplo sentido eles mudam, então na parte que a Magali procura a lagosta Lalá pela casa, mudaram "onde ela se meteu" por "onde ela se enfiou".
Mudaram Magali falando "cozinhá-la" para "cozinhar ela". Embora deem preferência à norma culta, mas não é um padrão e colocam também linguagens informais nas histórias. Aí, nesse caso, preferiram deixar o texto mais informal.
Alteram Seu Carlito falando "uma solução" para "a solução". Na original, "uma" dava ideia de solução indefinida, que poderia ter outras possibilidades de resolverem a situação e agora mudaram para dar ideia de que a solução era aquele que ele ia propor em definitivo. Alteração foi para deixar de acordo com a norma culta.
Alteraram a fala do Seu Carlito, na original era "aquário vazio" e agora colocaram "aquário antes vazio" pra deixar como a norma culta e com sentido na história de que só aparentava que o aquário estava vazio. O carro na história original era roxo e agora deixaram vermelho escuro durante história toda.
E mais uma vez censuraram a calcinha da Magali, foi apenas uma pontinha mostrando na original, quase nada, mas preferiram tampar tudo alongando o vestido porque é muito indecente para o politicamente correto. Gente, criança não tem maldade, nunca ia reparar isso com más intenções.
História "Magalinha morena" ('Magali Nº 273' - Ed. Globo, 1999): Na original, Quinzinho fica olhando apaixonado pela Magali comendo pães, cheio de coraçõezinhos a volta e agora tiraram os coraçõezinhos da cena. Não pode mais ter namoro de crianças nas histórias, e nem namoros de adultos porque são crianças que leem, assim, Magali e Quinzinho, Cascão e Cascuda, etc, agora são só amigos, nem Chico Bento e Rosinha são mais namorados, aí por isso alteraram o quadro dessa história.
História "Comendo fora" ('Magali Nº 316' - Ed. Globo, 2001): Mais uma vez a palavra "Cruzes!" substituída por "Nossa!" por ser proibida atualmente pelo cunho religioso.
Mudaram "hora da janta" por "hora do jantar" por conta que "janta" é expressão popular e é mais correto dizer "jantar".
História "Pedido de aniversário" ('Magali Nº 336' (Ed. Globo, 2002): Expressão "Ai, meu Deus" é proibida atualmente por cunho religioso, só nome de Deus já é proibido, e, assim, colocaram no lugar "Minha Nossa!".
Alteraram Mônica falando "Tia Nena" para "Dona Nena" porque ela é tia da Magali, não da Mônica. Na verdade, o sentido de Mônica dizer Tia Nena seria carinhoso, tia amiga de todos, crianças pequenas chamam professoras de tias, só que pelo visto acharam que seria mal interpretado e preferiram mudar para "dona". Tudo de dupla interpretação eles tiram.
Mudaram a expressão da Magali "nem me toquei" para "nem percebi" para tirar dupla interpretação de pensarem que "me toquei" seria no sentido de tocar a si mesmo. Tira interpretação da criança que a expressão também pode ser não perceber.
Alteraram Bruxa Viviane falando monges "mancos" para "anciões". Palavra "manco" é proibida atualmente, provavelmente para não fazer chacota com quem é manco na vida real.
Foi mudado "catinga" por "fedor" já que expressões populares do nosso cotidiano são proibidas hoje em dia e fora que dizer que alguém tem catinga é um bullying maior que de dizer que tem fedor.
Mudaram expressão "jacus" por "bobões" para tirar expressão popular. Acho que sendo chamados de jacus ficava muito mais engraçado. Tia Nena com avental não foi mudado na história por ela ser cozinheira e estava mexendo na cozinha senão teria alteração.
História "Meu bolo é de bruxa?" ('Magali Nº 371' - Ed. Globo, 2004): palavra "azedice" não existe, aí mudaram para "azedume" para deixar como norma culta. Mesmo sendo uma palavra que não existe, "azedice" ficou bem mais engraçado.
Personagens agora tem sete anos de idade, então mudaram fala do Dudu que Magali tinha seis anos para sete anos. E corrigiram também o erro do botão que ficou ausente na camisa do Dudu da revista original desta cena.
Tiraram o último balão da fala da Magali só porque ela disse que a mãe expulsou de casa para arrumar a festa. Acham que expulsar filha de casa é pesado e tiraram, sendo que a interpretação correta é que a mãe pediu para sair de casa por um momento para poder arrumar a festa, não foi que era expulsar de casa para sempre, foi um modo dizer popular, seria só questão de interpretação e não levar ao pé da letra, mas para não ter dupla interpretação, resolveram tirar o balão todo. Muito mais divertida a cena original.
Na trama, Dudu diz que a Tia Nena por ser bruxa tem gato preto e aparece o Mingau, que é branco. Então, Dudu diz que mudou de cor na original e resolveram mudar perguntando como ele mudou de cor, Não entendi essa alteração, dá tudo na mesma. E aproveitaram para corrigir o erro da orelha do Dudu que ficou laranja como o cabelo na revista original.
Mudaram "cuti-cuti" para "cute-cute" por acharem que a segunda é a grafia correta para a expressão.
Nesse trecho, mudaram que "sapas não vivem peladas" para "sapas não vivem sem roupas", que acabou sendo sinônimos, sem deixar "peladas" em explícito. Pelo visto a palavra "pelada" é proibida hoje em dia.
Mais uma vez trocou palavra "louco" por "doido" já que palavra "louco" é proibida atualmente, provavelmente pra não confundir com o personagem Louco.
Outra vez tiraram o avental da Dona Lili pra não dar ideia que era dona-de-casa. Nas cenas anteriores por ter acabado de fazer atividade na cozinha, mantiveram o avental e como aí ela estava no quarto, resolveram tirar o avental.
Alteraram "Hã?!" por "Ãh"? . Não entendi motivo da mudança, são mesmos significados, não teria motivo pra isso. E durante toda a história, Dona Lili usava batom roxo e agora mudaram com ela sem batom, deixando lábios igual ao tom da pele na republicação.
Então, só as histórias "Magalancia", "Meu reino por um sorvete" e "O que sou, afinal?" que ficaram livres de alterações, já as outras tudo tiveram ao menos uma modificação.
Como podem ver, foram mais de 50 alterações, visto que tem quadros que têm mais de uma mudança, nunca foi visto tantas modificações em uma mesma edição, isso tudo para agradar o povo do politicamente correto que não quer nada de errado. Mudam tudo para não traumatizar, não ter duplo sentido e fazendo isso tira inteligência das crianças, tiram capacidade de pensarem, interpretarem, conhecerem palavras novas, se você ler as histórias através dos gibis originais, tem uma leitura muito mais engraçada e agradável. Ruim também por modificar trabalhos de roteiristas, desenhistas da época. Gibis de hoje tem nada disso que alteraram, por isso estão cada vez mais sem graça, iguais à cartilha educativa. Infelizmente tendência é piorar já que ano encontram coisas novas erradas para a sociedade atual.
"Uni duni te oooooh bota censura ae ooooooh"
ResponderExcluirPode nem respirar que já é motivo de censura, (censurado pela MSP)!
Realmente censuraram muita coisa, lamentável, tira toda a graça das histórias.
ExcluirAinda mais agora, com a retomada do conservadorismo, tem que tomar tenência! Pular carniça, só se for recatadamente, nada de mostrar o calçolão, oras! Aliás, os censores da MSP são um bando de frouxos, porque, se o politicamente correto fosse levado a sério, Magali, Mônica, as outras meninas e todas as mães do Bairro do Limoeiro só apareceriam devidamente trajadas, ou seja, com seus hijabs.
ResponderExcluirFoi loló (cheirinho da loló) ou foi lança-perfume que Magali teria inalado? Balde de tinta, eu vi, mas, cadê o balde de cola?
Acho que já sei... Foi xeretar no barracão de experimentos do Franjinha à procura do que comer e acidentalmente cafungou em algum balde de cola de sapateiro, devia estar tampado, abriu achando que fosse lata de biscoitos e, como resultado, alucinou, enxergando balde de cola (de sapateiro) aonde só tem cartolinas e fita (D)durex® - esta alteração, modéstia à parte, foi bem justificada.
Podre, podre mesmo, foram as alterações no ciclista bisavô da Milena.
Se fosse Cascão trepado no galho, a "xerifa" diria para cuidar dos canteiros? Guri negro não pode podar árvore por conta de uma possível analogia de cunho "raciste", ainda mais pela sugestão ter partido de uma menina branca.
Esta conseguiu ser mais podre que o E.P.I. inserido no ciclista.
Tia Nen... digo, "Dona" Nena - não é minha tia e nem tia da Mônica, portanto, respeitemos a consanguinidade para com a Magali - pode usar avental à vontade, ao passo que a Dona Lili, depende, mais não pode do que pode. Afinal, por ser elegante, bonita, "avental como look", não fica... bem, né? Já a "Dona Benta mauriciana", quem se importa? Pode usar até seis aventais, um por cima do outro, dane-se!...
Qual seria a objeção com "salamê-minguê"?
Ah! Não precisam responder, já lembrei! Trata-se de mais uma analogia de... "mierda"!!
Coisas bobas que alteram, é pra se revoltar. Até brincadeira de carniça inocente problematizam, fica complicado. Criança não tem maldade, não vão se chocar com isso. Balde de cola não tinha ali, Magali viajou legal nessa., seria uma opção isso de ela ter ido ao laboratório do Franjinha. Parte da bicicleta foi terrível em tudo, coisa de vó de Milena, sem dúvida. Nem tinha associado de podar árvore com racismo, faz sentido, se fosse só por trabalho infantil pesado, também tirariam Cascão cavando terra.
ExcluirTia Nena só Magali, Dona Lili e no máximo o Dudu que pode chamá-la assim senão acham errado, é cada bobeira. Dona Lili sem avental horrível, incrível que até com isso se preocupam, mas Tia Nena é liberado por ser cozinheira profissional. Sinceramente não entendi essa do "salamê-minguê", será porque salame faz mal pra saúde? Vai entender. E nem pra diminuírem o balão, essa só folheando já sabia que tinha alguma coisa alterada ali.
Creio que seja por "salamê" remeter a "salame", mas, não por ser prejudicial à saúde (assim como os embutidos em geral), tem a ver com sua forma que, tende a ser, vamos dizer, fálica, principalmente nos formatos dos salaminhos. Portanto, o termo ou a expressão censurada(o) foi por associação de cunho "sequissual"*, percebe?
Excluir"Meteu" por "enfiou" e "me toquei" por "percebi", também por possibilidade de conotação "secsual"*.
**Termo camuflado por causa da I.A. patrulheira.
"Catupiry®" é marca, um tipo requintado de requeijão. "Provolone" entra cacetando dois coelhos: redundância e nome de produto não parodiado. Todavia, prefiro trocentas vezes a duplamente charmosa falha da época do que a "provolônica" alteração.
Além de ausência de vírgula após a palavra "filha", outra avacalhação ortográfica foi falta de ponto de exclamação na fala em que a palavra "anciões" substitui a palavra "mancos".
Que... "merde", não?! Perdoem meu francês, pois, ainda se deram ao luxo de ☞errarem nas alterações☜!!!
Como não foram "gourmetizados" nos seus sessenta anos, felizes de Cascão e de Chico Bento, poupados de múltiplas situações vexatórias, como estas...
Nunca ia imaginar isso do salame, se for mesmo, é muita mente poluída deles, e olha que já tiveram salames, mortadelas da Turma da Mônica vendendo no mercado, como regrediram tanto rsrs. Se eu não associei a isso, imagine crianças, se preocupam com cada coisa. Catupiry tem essa possibilidade de não associar à marca, só que na época não associaram isso e foram olhar só agora. Também prefiro catupiry.
ExcluirVacilaram de esquecer da exclamação. Como agora eles estão colocando pontos no lugar da exclamação no final de cada diálogo, talvez quisessem colocar ponto e esqueceram. Ah, se tivesse tido Cascão e Chico Bento 60 Anos com certeza teriam umas 100 alterações cada, Cascão sempre que mencionar sujeira e Chico com o caipirês, namoro, tiro de sal, discutir com professora, etc, ganhariam fácil de Mônica e Magali. Ainda bem que não tiveram, há males que vem para o bem.
E aqui estamos, revisando Magali 60 anos e todas as suas alterações, que inevitavelmente teria. Estava esperando por essa postagem, para bater Mônica 60 anos e devo dizer... não fiquei com raiva, só desolada mesmo. Bem deprimida. Sério, estou com vontade de chorar agora. É o nível que se encontra.
ResponderExcluirHá que ponto chegamos agora... É um ponto sem retorno. Coisas tão bestas, tão insignificantes... realmente fico sem saber o que pensar, o que comentar. O que esses revisores tem na cabeça? Que que se passa... agora deram para implicar até com catupiry, um simples queijinho... Qual é será a próxima? Personagens não poderam comer mais balas, doces, fast food, essas besteiras que fazem mal. Só vão ser alimentos saudáveis, como frutas e legumes, para incentivar os leitores a comerem tudo saudável. Isso ainda vai acontecer, sem dúvida, só aguarde.
A história ''O Controlador de Apetite'', wow... dá até dó, uma dorzinha no coração ver tamanha judiação que fizeram com a história. Mães de avental, realmente fazem tanta questão disso? Totalmente imbecil. AINDA existem mães donas-de-casa, embora muitas trabalhem fora. Ainda é algo muito comum, e muitas são felizes assim. Não é machismo nem nada assim mostrar isso nas histórias. ''Tortura'' para ''sofrimento''... Que beleza, maravilhoso. Afinal, a palavra é ''pesada'' e ''traumática'' para crianças. Arranquem logo do dicionário. E isso de não poder mais brincadeiras de índios e faroestes... Trágico, trágico. Daqui a pouco vão proibir todos os filmes antigos com índios tradicionais. E a Turma do Papa-Capim, que já não existe mais... Não resistiram a onda de doutrinação, lutaram bravamente mas perderam. Depois daquelas mudanças e modernizações, o núcleo já estava dando os últimos suspiros. Agora a extinção é real.
Colocarem Cebolinha falando certo... Parabéns MSP, vocês nunca decepcionam aqui. Não poderia esperar menos. A emenda saiu pior que o soneto, tentam concertar e fica uma tosqueira ainda pior. Se ainda tivessem dividido entre dois balões...
''Uni-Duni-Tê''... nem idéia do motivo por trás dessa mudança. Bizarro. E triste também. Não tenho mais nada a dizer a respeito disso.
Até ''Bolas'' é proibido... engraçado que até uma década atrás, usavam de boa nos gibis, inclusive como substituição de ''Droga''. Acho que caiu em desuso, não se fala mais hoje em dia... aí eles aderem, daqui a cinco anos até ''Aff'' vai ser proibido também.
''A Vice Dona da Rua''... eu gostava tanto dessa história, condenável, não, deplorável o que fizeram com ela. A velha história dos cartazes ao invés de rabisco diretos no muro... A essa altura, nós já até devíamos estar acostumados, mas não. Nunca nos acostumaremos com isso. E essa mudança... muito mal-feita de fato, não teve nenhum sentido assim. Dá para ver uma grande má vontade nessas mudanças, como se até eles soubessem que estão estragando com as histórias. Serviço sujo... criança gosta mesmo de se sujar, é totalmente natural, é até saudável. Hoje em dia, pelo visto, são muito frescas. Jeremias e demais com capacetes e tornozeleiras, claro... afinal, crianças são seres de cristal, são de porcelana, extremamente frágeis, precisam ser protegidas da cabeça aos pés. Senão, ao primeiro corte já morrem. Na minha época pelo menos, criança caia, ralava joelho, levantava e voltava a brincar normalmente. Que ilusão a minha...
Calcinha das meninas á mostra... Realmente, que ''sem-vergonhice'', não? Por que não as colocam usando shorts ou calças de vez? Será mesmo que eles pensam que... Misericórdia. Ninguém merece.
(Meu comentário inicial ficou muito grande, então dividi em dois aqui. Continuando...)
ExcluirIsso de Quinzinho não ser mais apaixonado por Magali, e nem haver mais relacionamento entre crianças... Acho uma das PIORES coisas para mim. É asqueroso. Acabou com tudo para mim. Histórias de namoros e relacionamentos sempre foram minhas favoritas, uma grande parte do coração e identidade da Turma da Mônica. Histórinhas tão inocentes, que sempre rendiam bons conflitos, boas risadas... agora, tudo perdido, tudo se foi para sempre. Namoricos inocentes entre os pequenos são abominados pelo povo do PC, e até mesmo adultos como Pipa e Zecão ou Piteco e Thuga... Por outro lado, filmes da Disney, que são cheios de romance e beijos entre casais, ainda é liberado para os pequenos verem. Amor tem em quase toda mídia, mas só nos quadrinhos da MSP problematizam. Por que será, né?
E essas trocas de linguagem formal/informal... É indecifrável o que eles querem aqui, se é formal eles alteram, se é informal eles alteram também. Virou compulsão até. Eu até tento compreender, ver o raciocinio deles, mas não consigo. De jeito nenhum. Isso na verdade insulta a inteligência das crianças, as chama de burras, de débeis mentais. Como se não tivessem capacidade para interpretar textos e precisassem de tudo mastigado e soletrado para elas. ''Tia Nena'' para ''Dona Nena'' foi o apogeou... como se crianças nunca chamassem parentes mais velhos de amigos de ''tios''. As trata como retardadas de fato. Como ISSO não é ofensivo para eles... permanece um mistério para mim.
''Minha mãe me expulsou de casa, para arrumar a festa!''. Me mata. Por favor, me mata. Eu quero morrer. Que motivo exdruxúlo para cortar toda uma frase assim. Se antes tivessem mudado para ''Minha mãe me tirou de casa, para arrumar a festa!'' Que vontade de chorar aqui.
''Pelados/Sem roupa'', ''Me toquei/percebi'', ''cuti-cuti/cute-cute'', etc, etc, etc... Dá tudo na mesma, santa ignorância. Só falta trocarem as exclamações por pontos finais, como estão fazendo nos gibis atuais. Vai contra todas as regras do bom senso.
Pelo menos, posso sempre contar com você para ter um bom post. Ótimo trabalho, você nunca decepciona. Meu consolo é poder sempre ler suas palavras e ainda tirar algo bom de toda essa avacalhação. Valeu.
Pois é, pra ver o nível decadente que se encontra, e nada disso alterado tem nos gibis atuais. Pior que eles não comem mais guloseimas, nunca vi mais Magali com vendedor ambulante de sorvete, pipocas, nem ela comendo bala já vi. Essas clássicas como "Controlador de apetite" sendo alteradas desse jeito e esculhambadas dão dó. Pra eles, pelo visto ser dona-de-casa é uma ofensa, contra direitos femininos e aí fazem isso. Lamentável isso de tirar palavras como tortura pra proteger as crianças, não podem se traumatizar porque vão ficar em depressão, aí amenizam tudo, não ter faroeste, índio ridículo também. Mais normal seriam dois balões para Cebolinha ou deixassem como estava que já estava ótimo.
ExcluirSem comentários com "Uni Duni Tê", não tem justificativa. "Bolas!" deve ser isso de desuso ou acharem que crianças vão interpretar que se tratava de bola de esporte e não ter duplo sentido. 'A Vice Dona da Rua" foi avacalhada, tão boa que era, uma pena isso de cartazes, serviço sujo do Cascão muito mais engraçado e sem dúvida tratam crianças como porcelanas que não podem nem se machucar caindo de bicicleta. Calcinhas censuradas lamentável isso, achei pior em "Lalá, a lagosta" por ter sido só uma pontinha á mostra.
Os namoros de crianças da turma eram tão inocentes, uma pena tirarem isso, por isso não teve história de Magali com Quinzinho pra não mostrar namoro entre eles. Crianças veem o tempo todo na mídia, filmes, novelas e nos gibis não pode. Definitivamente não definiram se querem linguagem formal ou informal, essas palavras e expressões de duplo sentido mudadas afrontam inteligência das crianças, elas precisam interpretar as coisas, fazem emburrecer fazendo isso. Devem ter uma cartilha com lista de todas as palavras que são proibidas e que acham incorretas. Todo mundo já chamou de tio(a) pais de amigos, é coisa normal que querem excluir. Foi demais isso de excluir balão todo pra não dizer que mãe expulsou de casa, não dá pra entender. Também acho que tem paranoia de mudarem tudo, chega a ser constrangedor se pudessem, mudavam logo diálogos todos. Valeu por ter gostado, tudo bem revoltantes, infelizmente tendência é piorar.
A do Catupiry até fez sentido, porque o nome é marca registrada, e não creio que a MSP estava a fim de fazer uma propaganda gratuita nem de correr o risco de ser processada por uso não autorizado de marca. Quanto às outras, lamentável...
ResponderExcluirÉ, essa é aceitável, apesar que também poderiam não republicar. Já as outras, uma pior que a outra, incrível como mudam tudo sem mais nem menos. Uma pena.
ExcluirNunca vi tanta merda ser comentada num post de blog antes. Esse blog trata “politicamente correto” como um vilão genérico, mas na prática estamos falando de: evitar termos ofensivos (“índio” → “indígena”), reduzir associações negativas (deficiência, higiene, etc.) e atualizar linguagem
ResponderExcluirIsso não é censura. É evolução cultural. Os gibis de agora NÃO SÃO para nós, e sim para as crianças! A Turma da Mônica não é um produto nostálgico pra adulto saudosista.
É uma marca viva, feita principalmente pra criança atual. Então sim: colocar cinto de segurança, evitar “tortura”, não romantizar sujeira extrema é o BÁSICO, porque toda criança achava que estava tranquilo ser imunda igual o Cascão!
Isso não “estraga a história”.
Isso alinha com responsabilidade editorial infantil.
Você reclama de “janta” → “jantar”, “Droga!” → “Aff”, mas são expressões populares trocadas. Quadrinhos SEMPRE acompanharam a linguagem da época.
Não é censura, é literalmente o dono da obra mexendo na própria obra.
Você não está defendendo qualidade, está defendendo a sua memória afetiva como se fosse padrão universal. Engraçado como “politicamente correto” virou desculpa pra reclamar de qualquer mudança sem precisar argumentar de verdade. Dizer que trocar palavras “emburrece crianças” é subestimar completamente a capacidade delas. Humor não é peça de museu. Se uma piada depende de contexto antigo pra funcionar, talvez ela só… envelheceu. Crianças de hoje em dia não fazem IDEIA do que é a brincadeira de caubói e índio.
Pelo amor de Deus, leiam os gibis tendo consciência de que estamos em 2026.
Por comentários assim que a turma da Mônica tá chata hoje em dia. Fui criança, lia os gibis da época, e nunca saí riscando muros, ou odiando limpeza, a turma da Mônica virou turma de Enzos e Valentinas devido a gente chata igual quem comentou nesse post.
ExcluirConcordo Washington. Além do mais, é papel dos pais policiar os filhos, e não dos gibis. Uma coisa é não mostrar conteúdo impróprio para crianças, outra coisa é proibir "índio", "trabalho sujo", "nem me toquei". O problema está na mente das pessoas que veem maldades com essas falas. Nunca que "índio" foi um termo ofensivo. O problema está nas pessoas que usam essa palavra para ofender os outros.
ExcluirAgora, qualquer um que é fã de Turma da Mônica e realmente se importa com os personagens e com a qualidade do produto consegue compreender a postagem do Marcos e os pontos de crítica.
Talvez os gibis da Turma da Mônica hoje fossem toleráveis se a qualidade dos desenhos não tão ruim e se as histórias fossem criativas como eram antes. Mesmo com tantos obstáculos nos dias de hoje ainda é possível fazer gibis de qualidade. Mas parece que o interesse deles é agradar pais no Facebook e Twitter ao invés de produzir algo bom...
"Índio" é termo ofensivo? O Cascão gostar de sujeira é associação negativa? E você ainda chama isso de "evolução cultural"? Ah, faça-me o favor...
ExcluirConcordo plenamente com o Washington. Eu tenho mais de 2 mil e quinhentos gibis da Turma da Mônica, já li mais de 20 mil histórias desde os meus 8 anos, e nunca, NUNCA, saí por aí riscando as paredes de casa, nem xinguei ninguém, nem bati em outras crianças com bichinhos de pelúcia, e muito menos deixei de tomar banho por causa de uma história.
"não romantizar sujeira extrema é o BÁSICO"
Pelo amor de Deus, isso é uma história! HISTÓRIA!!! Você entende o conceito de ficção? Se formos seguir essa linha de pensamento, então é melhor banir todo o tipo de filme e livro, porquê a criança pode achar que dá para sair voando igual o Super-Homen, pular de um prédio igual o Batman, ou voar em uma vassoura igual o Harry Potter.
"porque toda criança achava que estava tranquilo ser imunda igual o Cascão!"
Sério mesmo? E se ela achar? Não é responsabilidade dos pais fazerem a criança tomar banho na hora correta? Ensinar o filho a ter higiene? Hm... acho que não, né? A culpa deve ser da MSP, mesmo.
"colocar cinto de segurança,"
Pois é, a criança não quer usar o cinto de segurança do carro porquê, em um quadrinho de uma história da Mônica, um personagem estava sem cinto. Não é porquê os pais são relapsos e não ensinam a criança a fazer o certo. É, com toda a certeza a culpa é da MSP e seus personagens "incorretos". Exigir que eles corrijam um detalhe desses vai tornar o mundo um lugar melhor... Vamos lá no Instagram lutar contra o mal!
Realmente ridículo. É por causa desse tipo de pais preguiçosos que o mundo está essa chatice. Ao invés de educar os próprios filhos, eles preferem reclamar das "más influências". A não ser que você queira dizer que as crianças de hoje são tão tapadas a ponto de não entenderem o que é uma história, o que é certo e errado, de ficarem "traumatizadas" por quê ouviram a palavra "tortura". Aí fica difícil, mesmo...
É o politicamente correto sim que estraga a Turma da Mônica de hoje. E tentar disfarçar toda essa implicação idiota com "evolução cultural", "adaptação aos novos tempos", "reparação histórica", ou sei lá mais o quê, não esconde o fato de muitos pais hoje serem preguiçosos e incapazes de educar os próprios filhos, e preferirem ir nas redes sociais pedir censura para todo o tipo de "influência negativa".
Concordo com vocês três. Esse Bells aí, desculpa, mas tá equivocado.
ExcluirNasci em 2007 e faz algum tempo que passei me interessar por HQs da MSP lá dos anos 80, 90 e 70. Pra mim, histórias daqueles tempos funcionam como ferramentas de pesquisa pra tentar entender como eram as coisas antes do meu tempo, como eram as médias dos comportamentos, como eram os hábitos, os modismos, objetos que entraram em desuso e tudo mais. Por isso que essas alterações são todas horríveis, salvo uma ou outra como as que estão no campo ortográfico, por causa de reforma ortográfica. E um livro como esse que comemora 60 anos da personagem não foi feito destinado só ao público infantil, tem a ver com memória, foi elaborado pros leitores adultos também. Essas alterações são desnecessárias porque privam crianças de entenderem a Turma da Mônica do passado. Deveriam deixar a “atualidade” só pros gibis atuais. Só o que colocaram no Jeremias montado na bicicleta já indica o quanto o pessoal da MSP tá neurótico com esse negócio de atualizar tudo, mania que não agrega nada de positivo, doentia, anormal.
Bem, vejamos...
ExcluirNão pode mais armas de fogo ou mesmo de brinquedo? Checklist.
Não pode mais palavrões ou palavras como ''Droga''? Checklist.
Não pode mais pixações no muro? Checklist.
Não pode mais bandidos, e os vilões consagrados tem que ser menos pervesos? Checklist.
Não pode mais aparecer diabinhos ou diabões? Checklist.
Não pode mais Mônica bater nos meninos, Cebolinha ser maquiavélico, Cascão ser sujo, nem Magali comer demais? Checklist.
Não pode mais aparecer drogas como cigarros, ou bebidas alcólicas? Checklist.
Não pode mais personagens, crianças ou adultos, aparecem nus ou só falarem ''pelado''? Checklist.
Não pode mais ter Chico ''roubando'' goiaba, tirando zero, ou trabalhando no roçado? Checklist.
Filhos não podem mais desobedecer os pais? Checklist.
Não pode mais pais darem palmadas ou chineladas nos filhos ou sequer dar castigo? Checklist.
Não pode mais crianças namorarem, tem que ser tudo amiguinho? Checklist.
Não pode mais religião, ou meras palavras como ''rezar''? Checklist.
Aí eu te pergunto... o que sobra? Que base você tem para criar conflitos e piadas agora? O que são os personagens sem essas características? Qual vai ser a personalidade da Magali agora sem poder ser gulosa, ou do Cascão sem odiar banho e amar sujeira? Eles tem algum carisma ainda?
Eles tem que ser todos exemplares, irem bem na escola, usarem capacetes e cotoveleiras na hora de brincarem, serem bons filhos, não brigarem mais nem zoarem os amigos... bem mundinho cor-de-rosa, perfeito e retinho esse. Parece-lhe bem artificial, não? Que mundo é esse que crianças não brigam, não existem bandidos, ninguém fala um ''Droga!'' sequer, policias não usam armas, nenhum sofrimento pode acontecer aos personagens? Que viajem.
50 anos atrás, crianças assistiam Tom e Jerry, Pica-Pau e Looney Tunes e ninguém ligava. Ninguém marcava em cima. E ninguém saiu traumatizado, nem influenciado. Pelo menos não a grande maioria.
Turma da Mônica fazia sucesso por não ser estritamente uma revista infantil, era apelo multiplo para todas a idades, e as a HQs mantinham os pés no chão. Adultos dos anos 80 e 90 liam as histórias regularmente, tanto ou mais que as crianças. Hoje, os adultos vem como uma revista exclusivamente infantil, algo pensado como ''Peppa Pig'', e nota-se que nem as próprias crianças acham tão legal assim, lem durante um tempo e depois se desinteressam, acham bobo. Antigamente você poderia fazer 18, 22, 30 anos e ainda ler os gibis com afinco e interesse. Hoje, crianças de 8 anos já deixam os gibis para trás (o que não tem a ver só com o politicamente correto, mas também com o surgimento e ascenção de celulares, redes sociais, e Tick Tocks liberados para as crianças).
Resumindo: Turma da Mônica antigamente era para todos e o politicamente incorreto era o segredo mágico por trás das histórias tão aclamadas. Hoje, é apenas para crianças de 3 á 7 anos e o politicamente correto é a grande bola e corrente de ferro que aprisionou a turma.
Interessante que as crianças dos anos 1970 a anos 2000 liam tranquilamente os gibis sem se traumatizar. Basta os pais educarem que não é pra seguir o que personagens faziam nos gibis e pronto. Nos gibis novos com histórias novas até pode aceitar não terem essas coisas pra preservar o contexto da nossa época atual, já em republicações têm que preservar a linguagem e costumes da época, ainda mais em livro comemorativo assim que quem compra de fato são os adultos nostálgicos. Republicações em edições especiais não deviam mexer em um vírgula sequer. Se crianças de hoje não fazem ideia do que é brincadeira de caubói e índio e colocam em republicação é bom para elas aprenderem que existia antigamente, vão ter conhecimentos do passado, ampliar aprendizado. Estão implicando agora até com palavras de duplo sentido, é subestimar inteligência delas. Se acha que tem privar tudo isso da criança, não pode comprar gibis antigos em sebo porque terá choque com conteúdos que tinham. Tanta coisa pior na televisão, na internet, que os pais deixam filhos verem e não reclamam, mas problematizam gibi infantil. Se pais educassem, precisaria de nada disso. Enfim, tem os gibis novos nas bancas, pode ler sem medo de traumatizar.
ExcluirVocê falou que nunca viu tanta porcaria comentada num posto de blog, e eu nunca vi tanta porcaria comentada num comentário.
ExcluirÉ, Julia R., assim como eu, você falou pouco, mas, definiu e resumiu muito bem.
ExcluirNuma coisa todos hão de concordar: quem abriu a discussão sabe hypar a bagaça...
Se a Bells postou isso no dia 1 de abril, ou é verdade ou é ragebait gratuito mesmo...
Excluir"Num POST de blog..."
ExcluirDesculpe, foi o corretor.
Sujeito, concordo plenamente com você, ou é ragebait, ou é verdade.
Levando em consideração a data de postagem do comentário em questão, provável que seja mesmo (P)pegadinha do Mallandro, cuja única intenção foi gerar engajamento pela indignação, pelas reações contrárias ao que foi dito e, tomara que tenha sido só isso, porque, trocentas vezes pior se de fato for um(a) idiota útil, isto é, um(a) canhoteiro(a), gente que realmente crê que o politicamente correto veio para pôr fim às desigualdades e não percebe ou, pior, finge não perceber (aí, já tem a ver com deficiência de caráter), o quão nocivo é este instrumento ideológico...
ExcluirApesar da data, acredito que a Bells postou como pensa mesmo, tem muitos que apoiam o politicamente correto e a MSP fazer essas alterações achando que é pra proteger as crianças, sendo que é exatamente o contrário fazer isso. Bem ou mal conseguiu engajar como queria.
ExcluirMarcos tem alguma postagem sua sobre a edição número 0 do Pelezinho de 2012?
ResponderExcluirNão tem, a postagem da edição mais antiga dessa coleção do Pelezinho da Panini foi a Nº 4.
ExcluirEu achava que "Mônica 60 anos" tinha MUITAS alterações, mas "Magali 60 anos" consegue ser pior. É impressionante o que Turma da Mônica se tornou. Os gibis tão servindo só pra educar mesmo, já que os pais nem fazer isso tão fazendo. Tem alterações que chegam a ser engraçada de tão toscas, como a alteração da metralhadora por uma lagosta. É o famoso "rir pra não chorar".
ResponderExcluirEngraçado que os pais preferem deixar os filhos serem educados por um gibi, mas deixam as crianças assistir qualquer coisa na TV, jogar qualquer coisa, isso eles deixam livremente, agora, ler algo normal não deixam, né? Pelo amor MSP, é cada coisa que eles fazem hoje em dia...
Verdade, essa conseguiu superar números de alterações da Mônica. Chega a ser bizarro mesmo se preocuparem com tantas bobagens que crianças nem ligam. Também não consigo entender, implicam com conteúdo de gibis, mas deixam filho assistir TV, entrega celular pra filho, entrar na internet, redes sociais como Instagram, Tik Tok, tudo tem coisas piores do que censuraram nesse livro.
ExcluirMarcos, boa tarde!
ResponderExcluirO que você entende de Mauricio de Sousa produzir e lançar o livro "Até a Mônica Solta Pum?"?
Não entendi e não gostei: é algo nojento, de um tremendo mau gosto, por demais constrangedor e de chamariz para que se pratique bullying (intimidação ou valentia) contra alguém!
O autor diz que é um material didático do funcionamento do corpo humano... mas credo! E você aí? Gosta da ideia?
https://www.bienaldolivrosp.com.br/pt-br/produtos/detalhe-do-produto.exh-42681f61-51b7-4deb-880e-a0380c0baddf.at%C3%A9%20a%20m%C3%B4nica%20solta%20pum%20.pro-77ea53b6-f378-4dca-8daf-8461e919a64c.html
Boa tarde! Tudo indica ser educativo, estilo de institucionais mais antigas que mostravam qualquer assunto de coisa leve precisando a recorrer a algo aparentemente incorreto. Pra saber como é flatulência tem que falar na linguagem pum que a criança entende. Então eu gostei porque não fica tão extremamente didático decadentes como os gibis novos encontram.
ExcluirDeus me livre! Já não bastava aquele episódio ridículo do Homer Simpson peidando por causa de uma picada de aranha, agora isso?
ExcluirMas, sabe, pessoal... problema não é a flatulência, o que incomoda mesmo é a Mônica contemporânea se comportar com base em "flatus vocis" - se tornou uma guria vazia. Ademais, injusto escolhê-la para tamanho mico, pois, por motivo óbvio, a peidorreira oficial da TM sempre foi a Magali.
ExcluirDe qualquer forma isso já fica diferente dos gibis convencionais, que nunca teria isso hoje em dia. Fica um ponto positivo mesmo sendo nojento a princípio.
ExcluirAssim que posso, folheio os novos almanaques e se vejo em sebo por um preço bem abaixo, tipo 5 reais, eu compro, e vejo que as histórias com palavras que não pode, eles não trocam mais as palavras, eles deixam o balão em branco. Sobre a palavra louco/louca é tão "louco" isso de alterarem nesse livro pq nas revistas quinzenais essa palavra é dita normalmente pelos personagens. Vai entender.
ResponderExcluirPelo menos em republicações eles estão sempre alterando palavra louco. Daria pra entender que nas publicações novas eles não falassem também, agora, se falam, aí mais um motivo pra não alterarem nos almanaques, não dá pra entender, aí já vira paranoia de querer mudar alguma coisa.
ExcluirConcordo completamente com tudo que você falou. Esse negócio de censura é completamente ridículo. Quando eu era mais novo, eu já li algumas revistas antigas da Editora Globo que não eram censuradas, e adivinha... eu não tinha nenhum problema com isso! Eu achava mais engraçado, mais diversificado, mais didático e mais empolgante. É como as músicas dos Mamonas Assassinas que seriam censuradas hoje em dia, por conta do duplo sentido e das frases bem... "picantes", digamos, embora elas eram muito engraçadas e recheadas de humor.
ResponderExcluirValeu! De fato eram muito mais engraçadas as incorretas, implicam com qualquer bobagem. Mamonas Assassinas seriam completamente cancelados hoje, interessante que as crianças que mais gostavam deles e nem sabiam que se tratava de duplo sentido. Maldade é da cabeça de cada um.
ExcluirAmei o seu conteúdo! :D Você vai gostar do meu: Portal G
ResponderExcluirA única que eu acho que saberia explicar é a do catupiry, provavelmente mudaram porque é uma marca registrada (que, aliás, por isso deveria ser com C maiúsculo), ainda que a gente fale como se fosse um nome comum, como gilete e band-aid por exemplo.
ResponderExcluirDeve ser por isso que alteraram capitury, mas se resolveria não republicando a história. É até estranho a gente achar a palavra normal, afinal, tem até pizza de catupiry nas pizzarias. E como a marca já existia em 1989, eles bem que poderiam ter ficado atentos na época, fez propaganda para a marca e logo em uma revista Nº 1, a não ser qu tiveram patrocínio na época, o que acho improvável.
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