Mauricio de Sousa completou 90 anos no último dia 27 de outubro e fizeram edições comemorativas para homenageá-lo pelo aniversário. Comprei a edição 'Turma da Mônica Nº 90' e nessa postagem faço resenha de como foi.
Com o aniversário do Mauricio, além de filme live-action "Mauricio de Sousa: O filme" para os cinemas, lançaram várias edições especiais para comemorar a data, tanto livros de luxo quanto gibis para bancas de jornais para todos os públicos ter ao menos uma edição comemorativa de 90 anos de vida do Mauricio. De livros de luxo tiveram:
- "MSP 90" (com 90 artistas criando histórias e ilustrações de releituras dos personagens do Mauricio de acordo com o estilo deles, com 240 páginas - R$ 129,90 capa dura. R$ 89,90 capa cartonada),
- "Mauricio Aniversários" (história com o Mauricio revisitando momentos importantes de sua vida com a ajuda do lápis mágico, tudo indica ser a mesma história do livro "Mauricio 80" com páginas acrescidas mais para o final atualizando com fatos ocorridos dos últimos 10 anos, capa dura com 124 páginas - R$ 89,90),
- "Graphic MSP - Mauricio: Repórter" (escrita por Flavio Teixeira de Jesus e desenhada por Mauro Souza, conta a trajetória de Mauricio de quando deixou de ser repórter para virar cartunista em 1959, com 96 páginas - R$ 74,90 capa dura. R$ 54,90 capa cartonada)
- "Almanaque do Mauricio 90 Anos" (republicação de histórias com participação do Mauricio escolhidas pelo próprio Mauricio, capa comum de papel couché com 84 páginas - R$ 11,90)
- "Mauricio Biografia em Quadrinhos Atualizado" (relançamento do livro original de 2007 mostrando momentos importantes da carreira do Mauricio em uma história em quadrinhos, com atualização de fatos que aconteceram depois até em 2025, capa dura com 112 páginas - R$ 69,90) .
Todos bem caros por sinal com exceção do 'Almanaque do Mauricio 90 Anos', fica bem difícil adquirir todos esses especiais de luxo. Além desses, o 'Almanaque Temático Nº 76' de bancas é com o Mauricio (especial republicando histórias com participação dele, com 160 páginas - R$ 18,90).
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| Especiais comemorativos de 90 Anos do Mauricio |
Já nos gibis convencionais, deixaram os 6 títulos de "Nº 90" da segunda quinzena de outubro para comemorar o aniversário do Mauricio nas histórias de abertura de cada um. Não são histórias interligadas, são independentes, com roteiros individuais, sem ligação uma com outra. Tem detalhe que logotipos de todos tem cores douradas representando que são comemorativos. Desses, só comprei 'Turma da Mônica Nº 90' porque, apesar de ter metalinguagem e ele aparecer em todas os gibis, este foi o único de fato que teve uma festa comemorativa e foco total no aniversário do Mauricio e história com mais páginas, já que nos outros gibis, foram histórias curtas com média entre 11 a 13 páginas cada e a comemoração ficou em segundo plano, em muitas, Mauricio só aparecia no final com a turma desejando Parabéns para ele.
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| Gibis "Nº 90" comemorativos de 90 Anos do Mauricio |
Falando, então, sobre essa edição 'Turma da Mônica Nº 90' , segue o estilo padrão que vem sendo, quinzenal com 52 páginas, formato canoa, 8 páginas de passatempos e 1 página de seção de correspondências e custando RS 7,90. Tirando capas, contracapas, propagandas, passatempos e seção de correspondências, fica 35 páginas com histórias. Em relação à distribuição, os gibis estão atrasados e chegou aqui só no dia 4 de novembro e, com isso, ainda estão nas bancas neste mês.
Estão com brindes em todas os gibis desde as de "Nº 71" de janeiro de 2025 para compensar o reajuste de preços, mas geralmente são brindes bobos do estilo cortar e montar. Nessa edição, então, teve brinde para montar um diorama do Mauricio com personagem de título do gibi e como esse é da Turma da Mônica, personagem escolhida foi a Milena. É a mesma imagem em todos os gibis, só mudando personagem titular ao lado do Maurício.
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| Brinde da edição |
Capa com alusão à história de abertura e o desenho se estende na contracapa, como acontece com todas as mensais desde que reiniciaram numeração nessa 3ª série da Panini. Pena o logotipo de "Mauricio de Sousa Editora" antigo ser substituído por "MSP Estúdios" desde as edições "Nº 77", de abril de 2025, anunciando novo nome da empresa e nova direção.
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| Capa e contracapa da edição |
Foram 5 histórias no total, incluindo a tirinha final. A história de abertura foi "O bolo sumiu", escrita por Carlos Estefan e com 16 páginas, em que o bolo da festa de aniversário do Mauricio some misteriosamente e a turma resolve fazer outro bolo antes do início da festa, coordenados pela Milena, mesmo sem eles saberem fazer um bolo. Milena mandava o que eles tinham que fazer e os outros obedeciam. Se fosse outros tempos, a Mônica quem seria a líder da cozinha. Não gostei disso de Mônica não ser a protagonista.
Eles apareceram de avental porque estavam fazendo atividade na cozinha. Apesar de crianças fazerem bolo, não mostraram mexendo com forno porque o politicamente correto não permite. Enquanto a turma se atrapalhava em fazer o bolo, Denise aparecia fazendo "live" filmando os erros dos amigos para postar no "Instagrão" dela bombar. Interessante que implicam hoje com tantas coisas incorretas, nada pode, mas não acham errado criança ter smartphone, postar "live" em rede social e preocupada em ter vários seguidores e curtidas. Isso eles acham normal, vai entender. Tem cada vez mais histórias com personagens envolvidos com tecnologia, por sinal.
Deixaram um mistério de quem sumiu com o bolo até perto do final da história e ainda aproveitaram pra ter lição de moral de trabalho em equipe, superar dificuldades juntos para atingirem seus objetivos, agora não pode faltar lições de moral nas histórias, deixando piadinhas finais de lado. O Bidu está na contracapa, mas não aparece na história.
Estão cada vez com ênfase em deixar a Turma principal como um sexteto, incluindo Milena e Jeremias com destaques junto com Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, antes era mais em materiais publicitários e acredito que agora seja uma tendência para virar sexteto em tudo, inclusive nos gibis. É chato o Jeremias, mais velho que os outros, agindo de forma mais infantil, igual aos outros com 7 anos, isso quando não contracena com o Binho, irmão mais novo da Milena. Não condiz com a idade dele.
Traços digitais feios e decadentes como andam fazendo ultimamente. A partir deste ano os diálogos não estão mais colocando ponto de exclamação no final das frases e colocaram ponto no lugar, deixando uma leitura mais didática e não dá emoção, fazendo automaticamente ler de uma forma diferente, muito esquisito. Agora deixam exclamação só quando falam alguma interjeição ou mostrar uma animação maior no diálogo.
Em seguida vem Milena com a história "Pedindo ajuda", de 4 páginas, em que Milena tenta ajudar o irmão Binho a montar um castelinho no jogo de "Tego" (Lego) porque estava com dificuldades, mas ele quer montar sozinho. Roteiro bobo e infantil de Milena ter boa intenção de ajudar irmão a montar e com lição de que deve ajudar, falando como faz, mas deixando a criança pequena fazer com as mãos. Milena sem graça como sempre.
Depois vem Pipa com "Esqueci", de 3 páginas, em que ela vai a uma loja sem lembrar o que ia fazer lá e o vendedor oferece cartão da loja e indica várias roupas para ela comprar. Como não tem mais histórias de namoro, então evitam histórias assim até com a Pipa, são só uma ou outra às vezes e procuram outros temas de jovens sem ser romance. Aquelas antigas com ela enciumada com o Zecão, fazendo escândalo, sem chance. Foi a única história com secundários de outros núcleos sem ser da Turma do Limoeiro nesta edição e já foram mais criativos com elaboração de títulos nas histórias, deixam tudo genérico agora.
E a história de encerramento foi "Cada um no seu sapato", com 11 páginas, em que André brinca com o menino Bruno descalços e depois que ele foi embora, André percebe que trocaram o par de sapatos e Mônica o ajuda a procurar o Bruno para destrocarem os sapatos. Teve participação rápida das meninas do bairro das Pitangueiras, mas nada perverso, tudo bem simples, só para mostrar que eles foram para o outro bairro.
História retratou mais lado didático de situações de que autista pode ter como incômodo de ter sapato com cores diferentes, ouvir barulhos altos como trovão e pio de papagaio, entre outras coisas. Não precisava deixar tudo explicado, seria melhor deixar as coisas agirem naturalmente e os leitores interpretariam o comportamento do André. Pode ser que o Bruno vire um amiguinho fixo para o André brincarem juntos, eles gostaram de brincar e prometeram marcar nova brincadeira outro dia, e pode ser que ele apareça mais vezes. Com o tempo vamos saber se o Bruno vai ser fixo ou não.
Destaco também uma propaganda institucional com parceria da "Two Sides", com a Mônica, Magali e Milena ensinando a conservar os gibis. Muito sábias, por sinal, para quem tem tem só 7 anos, Milena, principalmente, a mais certinha de todas. Seria mais coerente um adulto explicando ou a Milena iniciando o diálogo do tipo "Meu pai (ou minha mãe) falou que ...". Tem várias propagandas institucionais com histórias assim nos gibis na missão de ensinar as coisas.
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| Propaganda institucional da edição |
A tirinha final foi com a Dorinha e curioso que no expediente final ainda mostram que são revistas mensais e que o título era da Mônica, já podiam ter mudado que são quinzenais e sem padronizar Mônica em todos os títulos.
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| Expediente final da edição |
Então, achei que foi um gibi fraco, voltado ao politicamente correto e com lições de moral, diálogos cada vez mais infantis, textos mais curtos, muito focado a brincadeiras infantis, quase sem humor, sem grandes conflitos e traços feios digitais. Comprei para ter uma edição comemorativa e 90 anos do Mauricio e essa edição que teve uma comemoração maior à data e que considerei menos pior comparada com as outras edições "Nº 90" quando folheei na banca. Fica a dica.


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Pois é, gente. Mais uma edição sem a mínima expressão, genérica de cabo a rabo, do tipo que nem de graça eu quero...
ResponderExcluirO bom e velho "(P)pedra 90" pendurou mesmo as chuteiras...
Vai de mal a pior. Muito fraquinha essa edição, nada de interessante. Nem história comemorativa capricham mais. Uma pena estarem nesse nível.
ExcluirAs pernas da Pipa ficaram estranhas, relativamente finas. Regulam as formas físicas dos personagens gordos; regulam os tamanhos dos narizes do Seu Cebola, do Chico Bento, do Zecão e de outros outrora narigudos, todo este cuidado é para não magoarem crianças gordas e narigudas que leem os gibis da MSP da categoria matricial... Vou te falar, viu? A que nível chegamos!... Querem formar cidadãos seguros de si ou adultos fragilizados? O que transmitem pelas regulações implementadas nas HQs são que todo mundo deve e tem que se comportar como miss simpatia. Gibis como Turma da Mônica nº90 (Panini Comics, terceira série) fazem mal às crianças, pois não permitem humor e, por este motivo, não permitem que elas se divirtam por meio deles e, menos ainda, que desenvolvam raciocínios minimamente aprofundados.
ExcluirPena Mauricio de Sousa não pendurar as chuteiras em grande estilo... Jogou a toalha da maneira que deu e, vida que segue...
"A que nível chegamos!", disse bem. Não gostam de retratar personagens gordos, querem seguir o padrão de beleza, e ainda juntam os traços digitais, aí fica assim. A Dona Cebola também está mais esbelta do que era assim como outros gordos. Pessoal quer ver corpos de modelos, sem diferenciações e tudo pra não traumatizar. O humor ajudava no raciocínio das crianças, interpretarem, querem tudo explicado e coisas educativas, tirando conceito de gibi. Com Mauricio aposentado, aí a nova equipe faz como acham que é melhor e ficam gibis assim, jeito é se conformar e recorrer a gibis antigos quem quer humor e conteúdo melhor.
ExcluirThuga, Dona Cebola, Nhô Lau e Pipa, gordões como originalmente são; Chico Bento, Seu Bento, Zeca, Zé Lelé, Nhô Lau, Zecão, Frangão, Samira e Seu Cebola, narigudões como são originalmente, nada disso ofende e denigre, impossível crianças traumatizarem com algo assim... Duvido nada, por exemplo, que tenham embelezado a Ogra...
ExcluirArte de capa (e contracapa) desta edição comemorativa ficou bem, digamos, chinfrim. Repare no comprimento desproporcional inserido no vestido da Magali, sem falar na manga esquerda, zoaram com a roupa dela num grau que, putz grila!!... Outra desproporção foi o antebraço da Mônica, mais parece o do Quinzinho, pois o padeirinho é maior e bem mais gordo que ela. E que traço penetra foi este no perfil do Cebolinha? Perfis fechados entre testas e narizes ficam harmoniosos em cabeças verticalizadas - Zé da Roça, Maria Cascuda, Cana Braba, Jeremias e Anjinho são alguns exemplos. Que me lembro, únicos de cabeças horizontalizadas que requerem traços entre narizes e testas são os perfis do Pelezinho e da Samira, e por combinações bem específicas que consistem nos formatos amendoados dos olhos e no tipo de curvatura no formato do nariz dele e, o nariz dela, que pela ascendência árabe ou libanesa, é uma napa bem exótica. Enfim, que ilustração mais meia-boca, elaborada sem o devido critério, feita nas coxas(!!!) - este sim é um caso em que nada tem de leviano "julgar o livro (gibi) pela capa", pois o visual sofrível contido na capa entrega sem cerimônia o quão péssimo é o conteúdo da edição.
Pois é, sem contar os narigudos que todos fizeram plástica agora, eram bem mais carismáticos narigudos. esses traços digitais estragam com tudo, até em ilustrações de capas. Concordo que está muito abaixo da qualidade que faziam, tudo desproporcional, também não gostei.
ExcluirEu não entendo isso?agora todo mundo é magro🤔 Pipa, Thuga até o Jotalhão🐘 emagreceram não precisava disso descaracterizar os personagens, tipo o Rolo era maneiro o cabelo de flor, depois estragaram o estilo dele infelizmente a culpa disso é dos filhos do Maurício e desse politicamente correto que calou o mestre Maurício de Sousa. enfim só lamento só nos resta os gibis antigos, a Turma da Mônica raiz alegre e divertida acabou só restou essa de cartilha para o politicamente correto.
ResponderExcluirComo assim? No post, a Pipa continua gorda.
ExcluirContinua gorda, Warrior of Light, mas, observe, o Drico aponta para as pernas da Pipa e não é só isto, ela e outros gordos tiveram as silhuetas reduzidas consideravelmente. Acho que isto já tenha uns cinco anos.
ExcluirAh, bom.
ExcluirO mesmo fizeram com narigudos. Chico Bento narigudão e, exatamente por isso ficava muito mais bonito, não permitem mais que seja desenhado assim, em nome de uma "convivência sem bullying". Afinal, é feio associar o nariz do coleguinha à napa do caipirinha; é feio associar a silhueta da coleguinha à circunferência corpórea da amiga da quatro-olhos e... Ops! acabei cometendo bullying com problema que Tina tem na visão... Que coisa feia, sou mesmo abominável!...
ExcluirEm HQs do século passado você também encontra narizes menores nele, no Nhô Lau, no Zeca, no Zecão, no Seu Cebola e etc, todavia, aparecem assim pontualmente e nada tem a ver com (M)movimento (M)miss (S)simpatia, consistem apenas nos estilos de determinados desenhistas daqueles tempos.
Até Jotalhão ficou magro, pra ver como andam as coisas. A graça era essa diferenciação de pesos, se preocupam tanto com representatividade de negros e de deficientes, mas magros e narigudos não deixam mais ter. Não dá pra entender. Só restam gibis antigos mesmo pra ter qualidade e agradar, esses novos não dão pra ter.
ExcluirAinda não vi Jotalhão menos gordo, mas quem sou eu para duvidar de vocês, caros colegas de bancada virtual. E, pô! Mas, aí, se superaram, não? Tolher o elefante mais amado do Brasil de ostentar sua charmosa obesidade mórbida, dá-lhe "avacaiação"!!... Se tornou o quê? Um "gordão elegante"? Ou melhor, um "elefante elegante"? Até o Jota decidiu "entrar nas calças"? Decidiram por ele, obviamente. Então, seus passos não tremem mais o solo da Floresta do Matão... Que notícia nauseabunda!...
ExcluirHorrível, Zózimo, difícil implicarem até com o Jotalhão, um elefante. os traços digitais também atrapalham, deixam esboços tudo perfeitinhos.
ExcluirOlha as pernas de saracura
ResponderExcluirVerdade, tudo desproporcional, uma pena chegarem a esse ponto.
ExcluirNessa primeira história do gibi eles poderiam ter colocado como protagonista no preparo do novo bolo:
ResponderExcluir• A Mônica, pois tem característica mandona e é protagonista da Turma. Caberia muito bem numa história comemorativa como essa.
• O Cebolinha, pois sempre bolou planos infalíveis geniais com as mais diversas geringonças, além de ser presidente do clubinho dos meninos. Ele estaria com essas ações de coordenação e trabalho em equipe.
• A Magali, porque entende de comida mais do que todos os outros. Naturalmente ela sabe exatamente como se prepara um bolo.
Mas eles decidem colocar a Milena... Por que? Apenas porque ela é negra e eles querem demonstrar diversidade... É isso que me chateia. Não acho que representatividade nos gibis é ruim, pelo contrário, mas eles forçam demais querendo que personagens sem graça sejam os protagonistas só porque são negros, autistas, etc.
Veja o Luca e a Dorinha por exemplo. Foram criados lá em torno dos anos 2000 com características que vão além de paralisia ou cegueira, e já participaram de várias histórias, umas melhores outras piores, educativas ou não, mas nunca tiveram a barra forçada, todo o tempo lembrando que tem uma característica especial (não sei como está hoje). O Luca, com seu charme que encanta todas as meninas, e a Dorinha, com seu impressionante gosto para moda, tem histórias legais em que nem se percebe que eles tem deficiência.
Isso que é legal. Você pode ser gordo, magro, paralítico, cego, mudo, não importa. Todo mundo se diverte junto, vive aventuras junto, e o leitor aprende bastante com isso (eu aprendi bastante).
Mas... eles jogaram fora a criatividade e o zelo com os roteiros para criar uma turma da Milena sem sal que existe só porque é negra. Fora que esses desenhos horrorosos não ajudam em nada.
E concordo com o que disse Marcos. Nos tempos de hoje temos muito mais provas de que o uso de celular e redes sociais por crianças faz mal do que 10, 15 anos atrás. Mas eles colocam a Denise fazendo "lives" no "Instagrão" para ganhar "seguimores" porque, sei lá, precisa engajar com o jovem ou algo assim. Duvido que os desenhos magníficos da década de 80 e 90 não venderiam hoje.
Disse vossa senhoria muito bem, Guilherme! "Desenhos magníficos" e, pelas mesmas décadas que você citou, "roteiros magníficos".
ExcluirMônica atual não é mais graciosamente autoritária, portanto, não haveria como protagonizar no preparo do bolo.
Problema da Milena é com o nível de imposição de seu rentável apadrinhamento em como tem que se portar nas HQs em que personagens grandes participam, tem sempre que se nivelar com os demais e, até mesmo, se possível, tentar ofuscá-los. Enfim, pura forçação de barra e como nada fica tão ruim a ponto de impossibilitar que piore, Jeremias foi alçado à pochete, isto é, tornou-se obrigatório que fique a tiracolo dela, foi efetivado como tal e, para isto, Milena exigiu-lhe um look modernoso. Camisas cinzas, boinas vermelhas, sapatos azuis e calções brancos, quer nada disso perto dela...
Pois é, Guilherme, qualquer um daria um líder de cozinha melhor. E seria interessante os outros e aí a Milena poderia fazer uma graça se atrapalhando, se dando mal e iria variar de ela ser só a certinha. A diversidade de ter negra no comando foi o ponto alto para escolherem a Milena e parece que não gostam de negros se dando mal nas histórias, poderiam achar que estavam avacalhando, essas coisas.
ExcluirIdeal com deficientes é agirem naturalmente como se nem lembrasse que eram deficientes. pelas que vi recentemente, Luca e Dorinha não se dão mal e gostam muito de ensinar coisas de deficientes, não estão como era nos anos 2000. Celulares, redes sociais inserem pra ver se atrai atenção da criançada de hoje, mas pra mim acho que crianças não deveria ter contato, principalmente com redes sociais, celulares pra ele pra mim seriam só pra estudos e jogarem e também em último caso. Deixando Denise antenada com isso de redes sociais, já vi também algumas vezes Magali com canal no YouTube preparando receitas, tudo isso estimula ainda mais as crianças a fazer igual e isso esse povo não reclama.
Zózimo, O Jeremias está a tiracolo mesmo, só pra te rum menino negro com eles. Em vez de cria rum personagem criança novo, aí colocaram um que já tem pra dar essa representatividade, só que agindo com menos idade do que ele tem. E sem dúvida, na santigas tanto traços e roteiros eram formidáveis, tudo se encaixava bem, não troco esses por nada.
Falou tudo. Eu gostaria de ver o André agindo naturalmente.
ExcluirWarrior, seria uma boa André agindo naturalmente, mas insistem em mostrar os problemas de autismo dele, que é um autista, fica chato e repetitivo.
ExcluirOutra edição ''comemorativa''. Desde já, parabéns aos 90 anos do Maurício, responsável por fazer nossas infâncias, histórias icônicas e tudo o mais que ele representa. Só lamento que essa ediçãozinha mixuruca não tenha praticamente nada de valor próprio.
ResponderExcluirMilena, já nem tenho mais o que comentar, meus posts sobre ela são basicamente repetições nesse momento. Ela está lá, como sempre, ocupando a posição que foi feita para ocupar: ser o centro das atenções em TUDO. Quem são Mônica, Cebolinha, Cascão perto dela, né? E será que algum dia a MSP vai mudar de idéia ou fazer algo DE VERDADE com essa personagem? Juro que já vi tanto vídeo no YouTube criticando essa personagem, falando sobre como ela é supérflua, que acho impossível que não tenha chegado na MSP de alguma forma. Mas eles persistem nisso, porque agrada politicamente correto, e no fim é só isso que importa. Agora até Jeremias está sendo puxado para essa uruca, virando um ''sexto protagonista'', não que o personagem seja ruim ou não mereça destaque, mas ele sempre ocupou muito bem a posição de secundário como Franjinha, Titi, etc. Poderiam até fazer mais histórias com ele, mas que tenham algo para contar então. Protagonismo tem que querer dizer alguma coisa, não simplesmente ser por ser.
Se lançarem gibi da Milena, capaz de não vender porque a personagem é sem sal e sem açúcar, mas provavelmente colocariam a culpa no racismo, ah não, ''mereceria gibi só por ser negra e se não vende, culpa dos racistas que não aceitam personagem negra em destaque''.
Quanto as mudanças nas características de personagem, realmente uma palhaçada isso que fazem. Descaracterização total, narigudos agora terem ''narizinho'', obesos agora serem ''levemente gorduchos'' ou só fofinhos, e sabe se lá mais o quê. Sinceramente acho um preconceito maior, como se pessoas com características diferentes fosse errado ou não existissem. Agora personagens todos padrõezinhos, muito pobre de conteúdo e diversidade, não tem o charme que um dia teve. Nem o pobre do Jotalhão escapou, sinceramente triste isso. Me deixa triste.
E os traços digitais... Sempre estragam tudo, não tem porquê. Os traços manuais de antigamente eram tão mais bonitos, tinham muito mais expressão, acho impossível que a MSP não reconheça isso. Mas fazer o que, vamos ficar só na vontade né. Quem sabe um dia...
Edição super fraca mesmo, e se essa foi a melhorzinha do mês... nem quero pensar em como tá as outras da banca. Eu nem compro gibis, não importa a comemoração, só acompanho por seu blog mesmo.
Milena consegue ser tão indigesta que tenta ofuscar até o próprio Mauricio de Sousa no alto de seus noventa anos... Vejam vocês o tamanho da empáfia...
ExcluirFalou tudo, Isabella! Caso o tal futuro título 'Milena' ou 'Milena & Jeremias' for um fracasso de vendas, e tudo leva crer que será, a militância enviesada vai se valer dessa narrativa, vão colocar na conta do racismo, a culpa será do "racismo estrutural", pois jamais culparão a inveterada forçadora de barra que atende por Milena, que entrega absolutamente nada de relevante. Afinal, a guria é a "perfeição" pela via da ficção.
E é uma pena que Jeremias seja arrastado para esta ignóbil e escalafobética palhaçada institucionalizada!...
Nada de especial como vem sendo essas edições comemorativas que lançam, só não fica em branco a citação ao aniversário do Mauricio. Tudo que a gente comenta sobre Milena é repetitivo, ou seja, continua tudo na mesma desde que foi criada e a tendência é manter assim ou ficar mais didática do que ela já é. Tudo é forçado nela, por isso chamaram de supérflua. Jeremias está indo para o mesmo caminho, nada a ver ele sempre interagir com as crianças de 7 anos ou com o Binho de 5 anos, a não ser que mudem ou mudaram idade dele pra 7 anos, era melhor Jeremias interagindo com Franjinha e Titi, tinha até a Turma do Bermudão, e agora regrediram com ele.
ExcluirSe lançassem revista da Milena, veteranos não compram, só o povo do politicamente correto que ia aplaudir, mas não sei se seria suficiente pra vendas satisfatórias . Esse padrão de beleza é triste, exclui quem é gordo e narigudos na vida real como se fosse errado serem gordos e narigudos. Fora ficarem feios e descaracterizados esteticamente e com traços digitais piora de vez. Essa revista digamos a melhorzinha do mês, vi nada de aproveitar, nem tenho interesse de ter as outras, passo longe, melhor continuar sem ver ou se tiver curiosidade, folheia nas bancas.
Zózimo, se título da Milena não vingar, é certo que não vai ser cancelado porque vão dizer que é exclusão de negros, vão ter que se conformar com vendas baixas. Jeremias mesmo caminho, infelizmente.
Jeremias estreou nos quadrinhos lá em 1960 e recentemente passou a quotista (cotista). Não está nem mais dando confiança para seus amigos de décadas, como o Titi, o Franjinha e o Zé Luís. Sacanagem com o moleque... Poderíamos lançar aqui uma campanha em prol do personagem e tentar engajá-la nas redes sociais, cujo "nome-lema" seria: "Pô, MSP! Liberta o Jerê!!". Bermudão foi um movimento muito mala, contudo, bem pior do que aquilo foi a coleira recentemente colocada no pescoço do Jeremias, tendo como adestradora uma personagem 100% fabricada, sem alma, artificial, vazia por completo.
ExcluirVerdade, Turma do Bermudão foi horrível, sem graça, mas ainda consegue ser melhor do que a turma se encontra hoje. Nem precisaria voltar com Turma do Bermudão, bastaria ele contracenar com Titi, Franjinha, Zé Luis com coisas a ver com idade dele que já iria melhorar. Seria um bom movimento para libertar o Jeremias, só é difícil acatarem.
ExcluirJeremias é um secundário que historicamente nunca esteve na linha de frente da categoria como, por exemplo, Zé Lelé, Rosinha, Franjinha, Dudu e Anjinho. Mas, para mim, é um guri que valorizo bastante. Das boas e velhas HQs, são inúmeras as que contam com presença do dito-cujo, já as creditadas a ele, não lembro, assim, de tantas, entretanto, se decorou meu período infantojuvenil entregando resultados positivos, encontra-se léguas e léguas e léguas de distância de figurar como um qualquer. Já sua versão modernosa, sim, é genérica e transmite impressão de ser apenas mais um ou um qualquer, porque as coisas ficaram tão absurdamente ruins que até a Mônica consegue, em alguma medida, se passar por uma qualquer, basicamente só aparece agindo como uma menina comum. Portanto, o "da boina", aquele moleque genuíno de que tanto gostei e continuo gostando, em nada se equipara com Milena, pois, por mais que ela conte com suportes de trocentas instituições e as ostente como valores incomensuráveis, só (tudo) isto já escancara se tratar de uma figura que surgiu de cima para baixo, foi inserida da forma mais inorgânica possível, não tem apelo popular, não tem validação da massa de leitores, não goza desse tipo de clamor.
ExcluirEra muito pequeno quando vi Jeremias pela primeira vez, foi naquela singela e antológica historinha de miolo de Mônica nº130 (Ed.Abril) e, um porrilhão de tempo depois, graças a este formidável espaço, descobri que testemunhei os retornos dele e de alguns outros aos quadrinhos. No que tange Turma da Mônica, não sou de ter HQs favoritas, mas, aquela, está entre as que representam algo mais para mim.
O Jeremias chegou a ter histórias solo, só que sempre foi secundário, menos importância que o Titi, por exemplo. Eram boas histórias dele e até quando participava, sempre na medida certa na idade dele, mesmo quando contracenava com as crianças de 7 anos e nos planos infalíveis. Como querem negros protagonistas, aí o alçaram com as crianças só que não estão sabendo lidar e está igual aos outros, tudo personagens comuns, mudando a personalidade dele pra pior. Essa edição da Mônica 130 da Abril foi boa, vários clássicos e nível de histórias que nunca mais terá na MSP.
ExcluirMônica nº130 é top, assim como todas edições da MSP pela Abril são, aí refiro-me a todas mesmo (1970-1986). Obviamente que sempre haverão aquelas que são mais atrativas que outras, e isso é puramente subjetivo, vai do gosto de cada entusiasta daquele período.
ExcluirAquele gibi figura entre os responsáveis por eu ter me interessado tão precocemente pela Turma da Mônica, mas, entre a apresentação do conceito de histórias em quadrinhos concomitante às apresentações dos personagens de Mauricio de Sousa até eu iniciar minha antiga coleção de gibis, se passaram por volta de quatro anos.
Para mim, Jeremias marcou mais pelas participações do que pelas histórias que lhe foram creditadas. Uma que nunca me esqueço e que ele protagoniza é aquela em que paga de Chico Bento, relutando em estudar, priorizando divertimento em detrimento dos deveres escolares (dever de casa) e todos que aborda para brincar estão comprometidos com estudos, comprometidos com obrigações escolares. Até lembrar do Cascão e ressaltar que ainda não frequenta escola, quando o aborda para jogar bola, ele diz que infelizmente tem compromisso e que já está a caminho do (C)clubinho para junto ao Cebolinha "estudarem" um meio de derrotar a Mônica. História maneirinha e dá alguma visibilidade para a mãe dele.
Todos os gibis da Abril têm qualidade, claro que uns agradam mais que outros, de qualquer forma, as menos interessantes da Abril são infinitamente melhores e dão um banho nas novas da Panini. Os primeiros gibis que a gente leu dão nostalgia maior, mais carinho por eles, é normal isso em qualquer geração. O Jeremias como participação achava melhor também, mas mesmo as que eram solo, ele tinha comportamento da idade dele, percebia que agia mais diferente do que os outros meninos de 7 anos, isso era bom.
ExcluirVer o Mauricio velhinho aí na capa é estranho e meio triste. É suposto ele ser 'eternamente jovem' na sua versão desenhada. Parece errado, sei lá.
ResponderExcluirEssa história de abertura até que tem potencial. Até parece ter algumas boas tiradas ao estilo da fase clássica, e alguns bons momentos de pastelão. Mas fico a imaginar como seria com a equipa de argumentistas e desenhistas daquele tempo - bem mexida e dinâmica. Mas parece ser daqueles momentos em que eles mostram ainda ter 'jeito' (ou como vocês dizem no Brasil, 'cacoete') para a coisa.
Eles sempre atualizaram o Mauricio como estava na atualidade, até em visual, aí agora com 90 anos tinham que deixar assim. Acho mais estranho são os traços, não fica natural com traços do Mauricio digitais assim. A sinopse em si não é ruim, daria para eles fazerem mais trapalhadas, absurdos fazendo bolo, mas não querem coisas incorretas e junta com esses gibis quinzenais com menos páginas e que não dá pra deixarem histórias tão longas. Até poderia ser gibi com história única, afinal é comemoração, mas não gostam assim.
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ResponderExcluirFala, Marcos! Faz tempo que eu não falo contigo, amigo! Mas estou muito bem. Realmente, em comparação com outras edições comemorativas do Mauricio, esse gibi é fraco e (novamente) voltado ao politicamente correto com histórias bobinhas, infantilóides e sem carisma. Mas nada mais do que não desejar um feliz aniversário ao criador dessa Turminha maravilhosa! Ele merece muitos parabéns! Além do mais, você vai assistir ao filme baseado na vida dele? E se já assistiu, o que achou? Porque eu gostaria muito de ver. Você faz aniversário perto da data do Mauricio?
ResponderExcluirQue bom que você está bem. O Mauricio merece todas as homenagens e mereceria que os gibis tivessem homenagem à altura dele, davam pra caprichar mais. Não assisti ao filme da vida do Mauricio, acho que no cinema não vou assistir, mas quando oassar na TV ou em streaming que eu tiver, aí assisto. Não faço aniversário perto dele, sou de julho.
ExcluirEssa pergunta é interessante: se você trabalhasse na MSP, quais palavras politicamente incorretas você deixaria atualmente ou não?
ResponderExcluirInteressante mesmo. Eu deixaria todas as palavras sem exceção. Crianças têm que aprender palavras novas, aumentar vocabulário, saber sobre sentidos figurados e acho que nenhuma palavra deve ser proibida.
ExcluirUma coisa que muita gente não sabe, li a graphic do Jeremias de anos atrás, e eles já haviam avisado ali que a Milena se tornaria principal.
ResponderExcluirJá era de se imaginar e agora está se concretizando.
ExcluirMudaram o estilo do Almanaque Temático?Tiraram o "T" que ficava no canto superior esquerdo
ResponderExcluirSim, mudaram o design da capa, ficando parecido com capas de almanaques da primeira série da Panini. O outro design dos Temáticos achava melhor.
ExcluirEu adoro a Milena, de verdade! Eu como pessoa não branca fico muito feliz com o destaque dado a ela e ao Jeremias. Porém, infelizmente esse destaque vem em uma época onde os personagens são descaracterizados e as histórias são compostas por roteiros fracos, com o único objetivo de ser "certinho" e ensinar lição de moral. A verdade é que não é a Milena que está chata, estão todos chatos. A Milena e o Jeremias só ficam mais evidentes na "chatisse" pois suas personalidades não foram contruídas anteriormente, na época de ouro da MSP. Personagens como Marina, Nimbus, Do Contra, são personagens igualmente queridos pois foram escritos e desenvolvidos em uma época onde tínhamos feras do roteiro dentro da MSP. Hoje o que sobrou desses, foi pouco, com destaque no Emerson Abreu que voltou a escrever roteiros para as revistas, mas que tem mostrado dificuldade em escrever roteiros fluídos com a limitação de páginas por história que existe hoje. A verdade é que parece que a maioria dos novos roteiristas não sabem e não conhecem o potencial dos próprios personagens
ResponderExcluirA proposta da Milena foi boa, pena que não conseguem conduzi-la bem, dar defeitos pra ela, e concordo que não é só ela que é assim, todos os personagens andam chatos. Com essa limitação de páginas das quinzenais de fato contribuem também com roteiros, não dá pra desenvolver melhor, o Emerson gostava de histórias longas e ficam inviáveis nesse formato de gibis que adotaram.
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