terça-feira, 25 de novembro de 2025

Cascão: HQ "O semeador de chuva"

Mostro uma história em que o Cascão consegue semear e fazer chuva de vários tipos sem ser de água para se vingar dos seus amigos. Com 18 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 90' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Cascão Nº 90' (Ed. Globo, 1990)

Começa narrador-observador falando que para tudo nesta vida tem duas explicações, e motivo de por que chove tem a explicação científica e a mágica. Assim, mostra o Semeador de Chuva acordando no céu e vê no computador os lugares para onde ele deve ir. Pega o cavalo Prateado e percorre o Céu soltando pó de água nas nuvens que forma a chuva na Terra.

Em casa, Cascão reclama com o pai da porcaria da chuva e por que chove. Seu Antenor diz que já falou que a chuva é necessária para as plantações, os animais e à vida. Cascão fala que não se incomoda com a chuva, mas não tinha que chover somente água, podia chover outra coisa como bala, brinquedos e Seu Antenor, complementa, dinheiro, dizendo que é bom sonhar. E Cascão ainda reclama que tem gente que gosta desse aguaceiro vendo Franjinha e Jeremias dando risadas nas poças d'água da chuva na volta da escola.

Depois que passa a chuva, Cascão sai de casa, vê Cebolinha, Mônica e Magali todos molhados. Cebolinha conta que pegaram chuva na saída do cinema. Cascão pergunta por que não o convidaram e que também queria ver o filme. Cebolinha responde que começou a chover e ele não sai de casa na chuva. Cascão reclama que podiam esperar a chuva passar para irem e fica furioso com a turma, falando que odeia chuva e quem gosta de chuva. 

Em seguida, vê Cascuda com outro menino e pergunta quem é esse sirigaito. Cascuda fala que é o Durvalzinho que conheceu agora há pouco e que deu carona na hora da chuva, pois ao contrário de "certas" pessoas, não tem medo de água. Cascão dá pulos de raiva e ameaça que se ouvir alguém mais falando de chuva, e não termina a fala, pois ouve o Semeador de Chuva falando com o cavalo Prateado que a chuva é maravilhosa.

O Semeador comenta que graças a chuva cresce as plantas, mata a sede que prateado pode comer capim viscoso e fresquinho e por isso gosta do trabalho dele de ser semeador de chuva, se não semeasse água em pó nas nuvens não teria chuva e vai para mais uma rodada de chuva em outro local. Cascão entra na carroça sem ser visto e vê ele formando chuvas com o pó nas nuvens.

Chegam no Céu, o Semeador vai dormir e Cascão descobre que ele faz chover e vai atrás para descobrir uma forma de como acabar com as chuvas de vez. Descobre o local que os saquinhos de pó estão guardados, vê que não era só água, rouba os saquinhos e vai com o cavalo Prateado para semear umas chuvinhas e se vingar dos seus amigos.

Na segunda parte da história com o título "Chuva para todos os gostos", Cascuda e Durvalzinho estão conversando em frente a casa dela e Cascão faz chover pedras em cima deles, precisando se esconderem embaixo de uma árvore. Depois, Mônica, Cebolinha e Magali estão fazendo piquenique, Mônica comenta que é uma pena que não encontraram o Cascão e Magali diz que come o lanche dele, quando começa chover ovos em cima deles e se escondem em uma caverna.

Em seguida, Franjinha está brincando de damas com o Jeremias, Franjinha percebe que vai chover e resolvem brincar de pular nas poças e quando vão para a rua, ganham chuva de melado. E em toda parte chove algo diferente como cântaros, sapatos, boias, pianos, cães, gatos, jogadores de futebol e até dinheiro, deixando pessoas eufóricas para pegar e Seu Antenor acha que é um milagre.

Cascão assiste tudo se divertindo muito. Já na casa do Semeador, o computador solta alarme acusando chuva em todas as regiões, uma verdadeira catástrofe, descobre que alguém roubou o Prateado e os saquinhos de chuva e vai atrás com o burrinho aéreo, o Calunga.

Enquanto isso, Cascão está adorando isso, pergunta ao Prateado o que acha e ele pensa que só cumpre ordens e Cascão diz que se depender dele, nunca mais vai chover água. O Semeador aparece e quer saber que ideia é essa de chover tranqueiras. Cascão responde que queria quebrar a monotonia e dar uma lição nos amigos que gostam de água. 

O Semeador mostra que o mundo está uma bagunça e Cascão acha que é gozado. O Semeador diz que ele poderia ter ferido as pessoas, destruído plantações inteiras, há muito tempo ficou decidido que a substância ideal para chover era água, queira ou não, o mundo precisa de água e nada mudará isso, nem mesmo o egoísmo de um moleque travesso.

O Semeador quer fazer o maior toró e manda Cascão semear chuva de água. Ele diz que não pode tocar em água, é contra seus princípios, mas não teve jeito precisou tocar na água em pó pra chover. Cai o temporal e a enxurrada leva toda a bagunça provocada pelo Cascão. Depois que passa, o Semeador o leva de volta para casa, esperando que aprendeu a lição de que não devemos mudar a ordem natural das coisas. Cascão diz que aprendeu e tem que se conformar a fugir sempre da chuva.

Cascuda volta, pedindo desculpa que não devia ter tratado daquele jeito, gostando ou não sempre será o gatinho dela e o convida para tomar sorvete. Forma nuvem de chuva e eles correm, mas não conseguem fugir. Só que em vez de água, a chuva que caiu neles foi de flores como homenagem do Semeador para o Cascão.

História legal em que Cascão queria vingança dos vacilos que os amigos e sua namorada fizeram com ele por gostarem de água e ele não, assim, ao encontrar o Semeador de Chuva responsável por fazer chover na Terra, Cascão pega os saquinhos com pó de vários tipos e semeia chuvas diversas sem ser de água para se vingar de todo mundo. passa a chover pedras, ovos, melados, dinheiro e qualquer outra coisa, causando confusão na Terra. O Semeador consegue contornar depois, fazendo uma tempestade para limpar toda a bagunça que o Cascão aprontou.


Depois de Cascão ter se vingado dos amigos, poderia parar, mas curtiu tanto fazer chover coisas que não eram água que continuou, virou brincadeira para ele. Castigo do Cascão foi fazer chover água, contra seus princípios. Pelo menos era só pó de água que ele tocou e ficou acima das nuvens, então não se molhou. No final Cascão aprende a lição que a chuva é necessária, mas não se arrepende do que fez, apenas se conforma que tem que lidar com chuva, se pudesse, faria tudo de novo. Já o Semeador não sofreu punição de São Pedro ou de Deus por displicência de dormir no trabalho, bom pra ele. A pegadinha no final foi legal, dando de pensar que finalmente o Cascão tomou banho de chuva de água, mas foi só chuva de flores.


Cascão já não gostava de água e ainda juntou com as coisas que os amigos fizeram com ele, não titubeou para se vingar deles assim que viu o Semeador e de quebra não chover mais água na Terra. Se vingou da Mônica, Cebolinha e Magali por terem ido ao cinema em dia de chuva sem convidá-lo, da Cascuda por ter sido trocado por outro menino e por raiva do Franjinha e Jeremias pularem nas poças d'água na chuva por achar inaceitável alguém gostar de chuva. Sempre era divertidas histórias envolvendo vinganças dos personagens e querer dar a volta por cima, ficavam maquiavélicos. Atitude do Cascão também mostrou que era egoísta, já que não gostava de chuva, ninguém mais poderia presenciar chuva, era boa essa característica egoísta dele.


Cascuda trocou de namorado com o primeiro que viu na rua, porque o Durvalzinho foi capaz de ceder carona com guarda-chuva para andar na chuva enquanto Cascão não sai de casa em dia de chuva. Dessa vez o Cascão que foi corno, visto que normalmente ele que traía a Cascuda com outras meninas. Para ela voltar para o Cascão, deve ter brigado com Durvalzinho, só não mostrou o motivo real da separação deles para ela poder voltar com o Cascão. Teve mais um menino "inho" por quem as meninas se apaixonam, cada um desses meninos era de aparição única, então  Durvalzinho apareceu só nesta história. Cascuda foi chamada de Maria Cascuda, nome real dela, mas que normalmente a chama só de Cascuda mesmo.

Sempre gostavam de criar uma fantasia diferente de dizer por que chove. Dessa vez não teve ideia de que São Pedro que faz chover, roteirista quis dar um toque de magia de um Semeador jogar pó nas nuvens para formar a chuva e que podia ter pó de qualquer coisa, não só água. Ainda assim, deixaram a explicação real e científica de por chove no prólogo da história para não dar uma visão errada e depois ficar só focado na magia e fantasia para as crianças. Eram boas essas fantasias nas histórias, absurdos para fugir da realidade e sempre divertido quando tinha. O Semeador de Chuva apareceu só nessa história assim como essa a ideia de chuva de pó em saquinhos de como chove.

Foi engraçado, dentre outras coisas, ver Cascão vermelho e pulando de raiva cada vez que aprontavam com ele, chamar o Durvalzinho de sirigaito, quando ele estava no Céu, saltando nuvens para não cair na Terra, a turma sofrendo com pedras, ovos, melados caindo do Céu, Semeador desesperado com chuva de estrogonofe no Norte, elefantes no Oeste, presidenciáveis no Leste e discos da Dita Lee no Sul. Todas as chuvas que o Cascão criou foram ótimas, mas chover dinheiro foi hilário, isso bem que poderia existir na vida real. Ainda tiveram paródias do filme "Quem censurou Roger Habbit" como  "Quem beliscou o Roger Rabite" e da cantora Rita Lee como "Dita Lee". Sempre eram criativos nessas paródias de nomes famosos.

A história foi divida em dois capítulos, onde no primeiro mostra o Cascão com raiva da chuva, ódio dos amigos e namorada aprontando com ele e descobrindo sobre o Semeador de Chuva enquanto que no segundo, mostra a vingança com os amigos e namorada e fazer tudo voltar ao normal da Terra. Curiosamente, a segunda parte saiu nas páginas finais da revista, por isso o aviso no final da primeira parte que a continuação seria nesta mesma revista. Aconteceu algumas vezes isso de  histórias dividas em capítulos não seguirem seguindo a sequência da revista, sendo interrompida na primeira parte por outras histórias e voltar a segunda ou outras partes ao longo da revista ou como história de encerramento para dar mistério de como seria o final. Quando acontecia, o leitor decidia se lia a revista na sequência até chegar no próximo capítulo ou pularia direto para a continuação.

Incorreta atualmente por mostrar Cascão como vilão, querer vingança e ser egoísta de prejudicar os outros sem ter chuva só porque ele não gosta, envolver namoro entre crianças e traição, absurdos de fantasia de chuva ser formada em pó de saquinhos jogado nas nuvens e poder chover qualquer coisa sem ser só água, além de palavras proibidas "louco" e "gozado".

Traços excelentes, ficava muito bonito com personagens com contornos grossos assim. Tiveram erros de Cascuda sem sujeirinhas no último quadro da 10ª página da história e no 4º quadro da última página e erro do letrista na fala da Magali, no piquenique: "Não fal mal!", o correto seria "Não faz mal!".

58 comentários:

  1. Muito massa! O adorável Cascão se revelou como uma baita ameaça pública e tudo por detestar chuvas convencionais.
    A parte do "sirigaito" foi maneira. E é verdade, como galanteador, nunca será pleno, pois seu pavor por água faz com que, de vez em quando, interrompa suas investidas, interrompa seus cortejos românticos. Cavalheirismo, xavecar, namorar, vão bem desde que não seja surpreendido pelas chuvas e por outras situações que envolvam água. E, que represália, hein?!... E é neste trecho que Maria Cascuda substitui a polêmica "Geni". Quando era pequeno volta e meia meus parentes colocavam uma música do Chico Buarque cuja primeira frase do refrão era "Joga pedra na Geni!" e acho que a Dona Lurdinha e Seu Antenor gostavam dessa canção e o filho deve ter ouvido de tabela diversas vezes, porque, diante da oportunidade, tudo indica que acabou sendo inspirado por aquela parte da letra, pois despejou pedra sobre pedra na nossa enxovalhadinha favorita(!!!)... "Quem nunca pecou que atire a primeira pedra", não é, Cascão? Seu pecador!! Bom, enfim, não teve conversa, segundo o protagonista: "⁠ᐟᐟLex Talionis⁠ᐠ⁠ᐠ neles!!"...

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    1. Cascão estava terrível nessa, seu medo de água era capaz até de abalar o mundo. Eu ri nessa parte de sirigaito, o contrário de quando o namorado está com outra. Cascão pode namorar, mas se ver um sinal de chuva ou ameaça de banho, é capaz de largar a Cascuda onde está pra fugir, aí uma hora ela cansa disso. Ele jogar pedra neles, se encaixou bem com essa música da Geni, bem lembrado. Sem dúvida, um grande pecador.

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    2. O Cascão da hora era assim. Aprontava bastante e terminava aprendendo alguma lição pelos erros cometidos. Claro que nem sempre que pisava na bola obrigatoriamente tinha de aprender lições e justamente pela flexibilidade ter sido a tônica da bagaça que os gibis antigos do sujão são tão bons, pois equilibrava e o mantinha na dose certa, e o mesmo se aplicava aos outros quatro titulares e a tantos outros sob o guarda-chuva da Turma da Mônica.

      Posso estar redondamente enganado, mas, sobre quem teria desenhado esta historinha, meu palpite é que Julinho elaborou a primeira parte e Olga ficou encarregada da segunda. Já a arte-final, se ficou por conta de um profissional ou, se foram dois e quem seria, quais seriam, não arrisco nenhum nome, não faço a mínima ideia de quem teria arte-finalizado.

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    3. Isso aí, e até Cascão aprender lição apontava demais e a gente se divertia muito. O bom era isso de personagens aprenderem algo através dos próprios erros, é assim que aprende mais, uma pena que mudaram essa visão agora. Não tenho ideia também de quem desenhou e arte finalizou, era um estilo de traços frequente na época e que mereceria ter continuado até hoje. Ponto maior para a arte-final que era o que deixava os contornos grossos e bonitos assim.

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    4. Vai que Olga e Julinho passaram bem longe da elaboração de "O semeador de chuva/Chuva para todos os gostos". Porém, ao menos posso afirmar que quem desenhou a primeira não foi a mesma pessoa que desenhou a segunda parte, pois isto ficou bem evidente.
      Outra que eu também arriscaria dizer que talvez teria desenhado a primeira parte seria a Rosana Munhoz, no entanto, segundo você, até então já havia algum tempo que teria parado de desenhar para dedicar-se apenas em escrever.

      Outro detalhe até bem chamativo foi o pluvioso administrador. São Pedro foi colocado para escanteio e quem o substitui, embora logicamente seja alguém especial, ao mesmo tempo parece humano comum, normal, cujo diferencial, além de seu nobre ofício, ademais consiste em residir nas nuvens, comandar dois excepcionais animais voadores e administrar várias outras substâncias por meio de semeaduras. E onde mora pode ser chamado de céu, mas, não é Céu com maiúscula, residência de São Pedro, do Anjo Gabriel, do Anjinho e de incontáveis figuras celestiais.

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    5. Também acho que foram pessoas diferentes tanto quem desenhou e quem arte-finalizou as duas partes. A Rosana tem chance de ter desenhado a primeira parte visto que tem registros que ela ainda desenhava em 1991, depois dessa história, embora menos que antes, o roteiro é quase certo ser dela então tem uma chance maior de desenhos dela da 1ª parte.

      O Semeador pode ter sido um enviado de Deus, mas acredito que ele não era um ser humano comum e, sim, uma entidade sem ser necessariamente um anjo ou santo, quem sabe ele é um mago do bem. Se fosse punido, seria por Deus e não por São Pedro. E visto isso, acredito que lá era o Céu mesmo, morava nas nuvens.

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    6. Uma boa justificativa para atuação do "camponês encantado" como substituto do inoxidável São Pedro seria por estar "cobrindo as férias" do santo.

      Chuva de pianos me lembrou de uma criaturinha que... Bem, primeiro, sempre deixei claro que sou entusiasta do politicamente incorreto nos antigos gibis da Turma da Mônica, no entanto, também sempre fui criterioso, ou seja, a funcionalidade do bom e velho politicamente incorreto não deve e não pode ser confundida(o) com esculhambações desmedidas, do tipo que aceitam tudo quanto há de incorreções disfuncionais - incorreções que atiram para todos os lados, sem propósitos definidos, gratuitas, altamente apelativas. Dito isto, a figura em questão é a tal da Menina Paçoquinha. O que você pensa a respeito dessa personagem, Marcos?

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    7. Uma possibilidade, se bem que São Pedro costumava usar uma máquina do tempo e não semeadores em pó jogados nas nuvens.

      Menina Paçoquinha que sei foi de uma história escrita pelo Emerson com a Dona Morte que queria matar uma menina e jogava tudo nela para ver se ela morria, mas no máximo que conseguiu foi virar paçoca. Parece que é de 2009, já na Panini, e uma das raras histórias da Dona Morte que ele fez e seguindo o estilo dele. Acho que foi exagero de tudo caindo na menina, uma ou outra coisa até fica engraçado, mas do jeito que deixou, ficou exagerado e apelativo, sim.

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    8. Veja, não é implicância com o roteirista Emerson Abreu, mas, Menina Paçoquinha é um tanto vergonha alheia. Se a personagem fosse produto de amadorismo, tudo bem, seria aceitável. Já contendo assinatura do Mauricio, sei lá, nada a ver...

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    9. Concordo, capaz de ele ter se inspirado em desenhos da Looney Tunes, mas ficou apelativo demais, bem fraca mesmo. Ponto positivo foi acidentes que não tem mais hoje, mesmo assim não é suficiente pra ser boa, pelo contrário.

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    10. Sinceridade, Marcos, mesmo levando em conta que no final dos 00's o politicamente correto já tinha determinada expressão nos gibis da MSP, nem os acidentes considero como ponto positivo, pois, apelações, gratuidades, não são eficazes, pelo contrário, são uma péssima tática no que tange se impor perante censuras crescentes e abusivas.
      Se a trajetória da personagem fosse elaborada por criança ou por adolescente e por meio de resultado de algum concurso a HQ com a dita-cuja fosse escolhida para compor alguma edição convencional e para isso obviamente Mauricio a assinasse, eu, lógico, iria continuar achando uma droga, porém, ao menos faria algum sentido.
      Humor negro na dose certa compõe o núcleo do Penadinho desde os primórdios e isso foi uma excelente sacada de Mauricio de Sousa e seus colaboradores. Já essa tal de Menina Paçoquinha, não tem nexo, não tem propósito.
      O primoroso estilo de animação que reúne clássicos como Looney Tunes, Tom & Jerry, Droopy, Faísca & Fumaça, Popeye, Super Mouse, Pica-Pau, entre outros, introduzido sem menor critério nas HQs da TM clássica foi uma tremenda bola-fora.

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    11. Bola-fora, sim, se for imitar que seja bem feito então. Essa da Menina Paçoquinha ficou muito boba, também não gosto. De qualquer forma hoje essa história não seria aceita, o que seria uma vantagem.

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    12. A forma do Zé Cremadinho, por exemplo, tem razão de ser, atende a um propósito. Punhado de cinzas que, por ter falecido, teve corpo cremado. Criaturinha que não há o que tirar e nem pôr, casou direitinho com o núcleo do cemitério.

      Como bem salientou no final do último parágrafo da postagem, além de "fal" em vez de "faz", também no segundo capítulo, antepenúltimo quadro da sexta página (30) há um desacentuado "la".

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    13. Verdade, casou bem o Zé Cremadinho na Turma do Penadinho por ter corpo cremado em funerais. Tem razão, o "lá" ficou sem acento, isso nem reparei na hora, letrista bem desatento nessa.

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    14. No terceiro quadro da oitava página (10) há um traço grossão que mais parece um graveto queimado flutuando entre os personagens. Seria do exemplar? Como, por exemplo, feito a caneta, ou seria da edição? Como de algum(ns) lote(s) ou impresso em todos os lotes, proveniente de impressão gráfica ou até mesmo do próprio estúdio?

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    15. Todos os lotes são assim, não foi rabisco de caneta. Ou foi erro gráfico ou intenção era pra mostrar que era uma gaivota voando ali na hora. Eu fico na possibilidade da gaivota.

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    16. Gaivota? Não sei, não... Pelo aspecto inacabado, quem sabe seria um abutre, um carcará... O que parece mesmo é que foi erro de impressão ou, de arte-finalista, que deveria ter encontrado modo de remover ou, pelo menos ter camuflado o tosco e encorpado traço penetra.

      Na parte II, no último quadro da primeira página, além da "cara limpa" que você destacou, o nariz da personagem foi deixado noutro formato. Ainda na enxovalhadinha, a dita-cuja teria trocado de vestido? Da parte I para parte II as mangas mudaram o modelo.

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    17. Zózimo, no terceiro quadro da última página, entre a saia do vestido da Cascuda e o calção do Cascão, tem um espaço branco, em vez de amarelo.

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    18. Aquilina visão a de vossa senhoria. Rosa ou azul entregaria logo de cara, fundo amarelo foi o que camuflou o erro.

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    19. Quem sabe encostou um nanquim sem querer e esqueceu de apagar depois, várias possibilidades. Esse erro que a Júlia descobriu é bem mínimo, nunc aia reparar isso.

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    20. Percebeu diferença nas mangas do vestido da Maria Cascuda entre os dois capítulos, Marcos?
      Camponês fala com boca fechada no segundo quadro da sétima página (9).

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    21. Com a manga do vestido da Cascuda diferentes em as duas partes prova que cada capítulo foi desenhada por pessoas diferentes. Só vi o Semeador falando de boca fechada agora depois que você comentou, não tinha visto antes, mais um erro também.

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    22. Na parte II, no primeiro quadro da terceira página (27), perna direita da Magali foi desenhada mais fina que o perímetro corpóreo convencionado para ela e para mais alguns de mesma faixa etária a partir da década de 1980, lembrando um pouco seu "porte-pluma" setentista. Posto que a esfomeada e o sujão são magros e o dislálico e a dentuça comungam de outro tipo de porte físico, pode não ser propriamente um erro, mas, é um detalhe que, para aparência da personagem naquela época, deu uma destoada.

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    23. Também, no penúltimo quadro da página 32, o pé do Cascão está verde.

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    24. Zózimo, da Magali por ter sido só em um quadro com perna mais fina, pode considerar erro. De fato nos anos 1970 Magali e Cascão eram mais magros que os outros, principalmente a Magali pra ter ideia de ser magricela e depois eles padronizaram corpos de todos, salvo algumas histórias. Até que não ficaram ruins como deixaram depois.

      O erro indicado da Júlia foi por causa da grama, pintaram grama com o pedaço do pé junto, de qualquer forma esse é difícil reparar de cara.

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    25. Visão de águia mesmo. Pedacinho minúsculo do pé do protagonista pintado na cor do gramado e ela identificou e comentou.
      Na primeira parte, no último quadro da terceira página (5) a alça direita da mochila do Franjinha foi deixada na cor da camisa abaixo do antebraço e na altura do ombro, mais um pedacinho preto emendado no calção.

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    26. Sim, foi outro erro na mochila do Franjinha.

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    27. No terceiro quadro da página 8, o capim que o Prateado come está branco, e não verde.

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    28. Julia, realmente o capim está branco, outro erro do colorista.

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    29. Faltou clorofila, Julia R., bem observado.
      No quinto quadro da quarta página (6) há dois ventríloquos: Magali e Cebolinha não abrem as bocas ao cumprimentarem o protagonista.

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    30. Sim, Zózimo, falaram de boca fechada. A Magali daria pra passar pela posição que ficou, o Cebolinha não tinha desculpa.

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    31. No terceiro quadro da página de encerramento há um traço, ou melhor, um risco na perna esquerda da Maria Cascuda que pega na pontinha do pé esquerdo também. Não parece do exemplar, tipo caneta, tem mais aspecto de ser da edição, parece um errinho de impressão.

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    32. Zózimo, foi de impressão mesmo assim como foi na página 10 do gibi.

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  2. Cascão sempre arranjando um jeito de evitar chuva. Vai ter um painel dedicado ao Mauricio de Sousa na CCXP 25. Só vai ter presença de Marcos Saraiva, Marina Sousa e Mauro Sousa já que o Mauricio não participa mais de eventos por conta da mobilidade reduzida devido à idade avançada.

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    1. Assim que era bom o Cascão que conhecemos. Mauricio não participa mais de eventos grandes, então na CCXP 25 é normal não comparecer.

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    2. Já que estão nascendo crianças brasileiras, sinto que no futuro, elas nunca vão conhecer o Mauricio de Sousa pessoalmente principalmente quando ele não estiver mais conosco, mas vão conhecer os filhos do Mauricio e a Turma da Mônica.

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    3. Sempre vão conhecer por destacarem o Mauricio nas histórias, inclusive com assinatura dele em cada história.

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  3. O que eu gosto nesse tipo de história é a base para imaginar que ela dá. Eu consigo imaginar que várias crianças da época, depois de ler essa história, devem ter olhado para o céu, para as nuvens, e sonhado com um "semeador de chuva" conduzindo uma carroça e jogando um pó mágico para fazer chover. Achei engraçado o detalhe de mostrar, no começo, a explicação científica para a chuva, como quem diz "a verdade é essa, mas...". Hoje em dia, entretanto, deve ser proibido fazer histórias assim, sob o risco de deixar as crianças "sonhando acordadas", ou sobre o crime de fazê-las "imaginar".
    Realmente, "O semeador de chuva" é de um nível de criatividade há muitos anos (talvez décadas) extinto na MSP. Os desenhos são ótimos, muito bonitos. E olha que essa nem é uma das histórias mais memoráveis da época; é até padrão para os anos 90.

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    1. Essa era a intenção, de permitir imaginar e entrar no mundo da fantasia. Com certeza muitos devem te rolhado para o Céu para ver se avistava o Semeador de Chuva. Foi boa ideia de mostrar antes a explicação científica de como chove, até pra não dar ideia errada, parece que não gostam mais de histórias assim pra imaginar, gostam mais mostrando coisas que existem na vida real. Criatividade foi boa, nunca deviam tirar absurdos assim nas histórias.

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  4. O mais gozado foi os jogadores de futebol e animais não terem morrido após literalmente caírem do céu.

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    1. Pois é, assim como os cântaros não terem se quebrado ao cair no chão, só alguns pianos que se quebraram. Adorava absurdos assim, muito divertidos.

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  5. História incrível, texto e desenhos de primeira o auge da Turma da Mônica sem dúvida.

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    1. Auge, com certeza. Era outro nível de histórias, dava gosto de ver.

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  6. História SUPER CLÁSSICA do Cascão. Difícil acreditar que só foi republicada 1 vez. Bons tempos. Adorava quando a continuação da história não vinha na sequencia. Teve uma, acho que "No fundo do mar", que foi dividida em três partes. E entre elas tinham histórias de miolo com secundários. Torcia para que tivessem histórias com continuação na próxima revista....mas nunca ocorreu.

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    1. Acho que aquela aventura abissal foi publicada em Cascão nº32, de 1988.
      Me recordo de duas separadas por edições: paródia de Julieta & Romeu e com tema de bruxaria. Cebolinha nº82 e Mônica nº115, de 1979 e Mônica nº95 e Cebolinha nº62 ou nº63 ou nº64, de 1978.

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    2. jkns, também considero essa clássica e só foi republicada na Globo, na Panini eles não republicaram de novo, pelo visto acharam que é altamente incorreta pra republicação. Era interessante quando tinham histórias de capítulos intercalas com outras histórias. Aconteceu algumas vezes como essa de Cascão Nº 32 (1988) que você citou, já histórias continuadas em outra revista não teve na Globo, só na Abril como essas que o Zózimo citou, além da origem do Astronauta (CB 148, MN 180, CB, 149, de 1985). Não gosto de continuações em outra revista, fica um forçamento pra comprar a revista seguinte, aceito só intercalada com outras histórias na mesma revista como foi essa.

      Zózimo, a segunda dos bruxinhos saiu em Cebolinha 63 de 1978.

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    3. Ah, é! Como fui esquecer daquela do Astronauta que abarcou três edições... Não tive as do Cebolinha, mas tive a da Mônica.
      Nº63, valeu por tirar a dúvida, Marcos! Assim como a saga do herói espacial foi publicada em dois meses, "Os bruxinhos", também. Diferença foi que isso ocorreu por causa de ausência, gerando atraso, o nº61 de Cebolinha não compareceu às bancas em (J)janeiro de 1978, mas, claro, o número deu as caras no mês seguinte, pois, do contrário, assim como a primeira, a segunda e última parte outrossim seria publicada em (M)março daquele ano.

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    4. Do Astronauta foi bem famosa para a época. Na verdade, Mônica Nº 95 foi de março/78 e o Cebolinha Nº 63 foi de abril/78. Aparentemente tinham essa ideia de que eram para as duas partes serem lançadas em março, mas como Cebolinha Nº 61 atrasou para fevereiro, aí adiou o do Cebolinha Nº 63 ser de abril.

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    5. Se o nº61 de Cebolinha não atrasasse, comparecesse lá em (J)janeiro de 1978, penso que as duas partes de "Os bruxinhos" seriam publicadas em (M)março e, inverteriam, isto é, a segunda parte seria publicada em Mônica e, a primeira, em Cebolinha.

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    6. Se atrasasse, sairiam em março, mas aí não acho que inverteriam as revistas com as partes publicadas porque aí Mônica seria lançada primeiro que a do Cebolinha como estava sendo. Acho que esse atraso de Cebolinha Nº 61 foi de umas 2 semanas e conseguiram mudar no expediente final pra fevereiro a tempo e só depois disso que as revistas do Cebolinha passaram a chegar antes da Mônica nas bancas.

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  7. Legal a sacada de algumas expressões populares, foram além das metáforas, passando a fenômenos concretos. Chover cães e gatos, chover a cântaros, chover dinheiro. Mas faltou uma sobre chuva: “canivetes”. O roteirista deve ter lembrado e não colocou por receio de que o Mauricio não aprovaria ou Cascão pode ter feito chover canivetes e ele pediu pra tirar.

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    1. Foram boas essas expressões de chuvas na prática aí. Acho que chover canivetes ia ser mais pesado até para a época com risco de alguém se cortar com os canivetes caindo.

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    2. Reparando melhor, fica meio difícil deduzir qual era o critério do Mauricio na época. Canivetes podem nos furar, elefantes e pianos caindo do céu podem facilmente nos esmagar. Acho que o roteirista deve ter esquecido da metáfora de chover canivetes e se colocasse isso talvez a HQ fosse aprovada do mesmo jeito.

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    3. Talvez a noção de cortar seja mais perigoso e dar mais pena que que cair algo em cima da pessoa. Ainda assim também acho que simplesmente roteirista esqueceu de canivete e que Mauricio aprovaria se tivesse canivete na trama.

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    1. Foi muito engraçado chover jogadores e outras coisas caindo do céu. Essas explorando imaginação infantil eram muito boas.

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