domingo, 23 de novembro de 2025

Capa da Semana: Chico Bento Nº 34

Nessa capa, Chico Bento carrega o burro e a carga que está levando para atravessar a ponte frágil e não cair no precipício se a ponte quebrar. O verdadeiro burro foi o Chico porque independente do burro estar caminhando na ponte, o risco de cair era o mesmo, seria o mesmo peso com Chico montado nele ou não, só teve trabalho à toa. Mostra que o Chico tem uma força muito parecida com a da Mônica, não era fácil carregar um burro e carga juntos. Engraçada a cara que o burro fez com a vantagem que teve.

Seguia na época a promoção "Cartela Milionária" da Editora Abril em que o leitor tinha que recortar o selo da capa e publicar na cartela que vinha nas revistas para ganhar prêmios. Por isso o logotipo da revista atrapalhado com o selo da promoção. Eram horríveis promoções assim de recortar, acontece de encontrar capas cortadas por quem participou da promoção.

Capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 34' (Ed. Abril, Dezembro/1983).

24 comentários:

  1. Olá, Marcos. Já me apresentei antes. Aqui é mesmo bem diferente, bem legal!

    Nasci no ano de 2006. Turma da Mônica foi quando eu tinha 8 pra 9 anos que comecei acompanhar, foi em 2015. Gostei das revistas da época. Gostava das caretas e de tudo mais que Emerson Abreu fez nos personagens. Até meados de 2021 eu só lia o que tinha sido publicado naqueles 6 anos e pouco. Gostava da Denise, gostava do Monicão, do Luca, do Nimbus, do Do Contra, da Mônica e do Cebolinha e de outros tão antigos quanto esses dois últimos. Até meu primo me presentear com 11 revistas da Coleção Histórica em Junho de 2021, meu mês de aniversário. No meio delas veio essa daqui da postagem, não a original de 1983 e se fosse seria melhor ainda. Meu primo falou, tipo assim “Olha a Mônica de quando eu era criança. Veja se te agradas.”... Depois daquele presentaço desanimei das revistas da Turma da Mônica dos anos 2020, 2010 e até as dos anos 2000 não surtiram o efeito que eu esperava e aquelas conheci depois da Coleção Histórica. Descobri que a Mônica analógica é muito melhor que a Mônica digital. Pena ter conhecido as da CH bem depois do encerramento. Encerraram a coleção no ano que comecei ler as revistas do Mauricio. Meu primo me abriu os olhos e nem foi intencional, ele até acreditava que o que tinha me dado talvez não me agradasse.

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    1. É, as crianças que começaram a ler gibis nos últimos 10 anos não têm noção do que eram as antigas, aí quando veem as da Abril e Globo nota total diferença. Podem notar diferença se comora almanaques que republicaram histórias da Globo. Infelizmente decairam muito, tanto em desenhos e roteiros. Essa edição do Chico compreendeu a Coleção Histórica n° 34, sem dúvida foi excelente coleção, pena terem cancelado cedo.

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    2. Exatamente, comecei a colecionar gibis em 2005 mais depois que ganhei gibis de uma vizinha com histórias dos anos 90 e 80 passei a comprar mais gibis da era Globo e Abril. sem sombras de dúvidas são melhores, o auge da Turma da Mônica.

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    3. Quem lê anos 80 e 90 não quer trocar por nada, conteúdo bem melhores.

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    4. Até Mônica, Cebolinha e Pelezinho dos anos 70 dão de goleada nas dos anos 2010 e 2020 e acho também bem melhores que as dos anos 2000. Tô falando isso porque sei que tem gente que estranha aquela fase, até entendo quem não gosta, mas eu acho bem divertida, além de fornecer um panorama de como era o Brasil naquele tempo. Até as histórias de 70 a 73 que formam a parte que pra muitos é feia e pode ser um pouco assustadora, gosto daquele início e é por causa do lado exótico. Quando era atual, era comum, era o padrão da época, foi ficando com cara de coisa exótica com o passar do tempo.

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    5. "Até Mônica, Cebolinha e Pelezinho dos anos 70 dão de goleada nas dos anos 2010 e 2020 e acho também bem melhores que as dos anos 2000."

      Infinitamente melhores, as dos anos 1970 também tinham grandes conteúdos. Acho que o pessoal estranha por causa dos traços e também tinha uma linguagem mais formal, não falavam muitas gírias, essas coisas, mas as sinopses em si eram show.

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    6. Comparando com histórias dos anos 80 e 90 falavam mesmo com mais formalidade, mas até que utilizavam bastante gírias. Principalmente nas histórias da Tina, Pipa e Rolo. Lembro da Mônica, Cebolinha, Cascão e até Raposão e outros da Mata falando gírias da época. E gosto das histórias de 70 a 73 por transmitirem esse conceito de coisa exótica, mas não só por isso, gosto por outros motivos também.
      Uma história que ainda gosto e é do início dos anos 2010 é a que um homenzinho mora no cabelo do Cascão. Eu tenho a revista com ela e comprei usada, porque quando tava nas bancas eu mal conhecia Turma da Mônica pelos gibis. É de 2011 eu acho. Sou de uma geração que maior parte conheceu personagens do Mauricio pelos desenhos animados, eu conheci por DVD.

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    7. Tinham as gírias da época, o que também pode não agradar algumas pessoas, embora prevalecia a linguagem formal, principalmente as da primeira metade dos anos 1970. Essa coisa exótica era legal, assim como ver coisas datadas.

      Eu já vi essa do homenzinho que mora no cabelo do Cascão, uma ou outra se salva, tem roteiro bom, mas não são todas. Na sua geração muitos começam a conhecer personagens primeiro através de desenhos animados e mídias audiovisuais e acredito que a tendência agora é ser maior isso acontecer já que estão investindo mais em animações. Gibis nem são mais prioridades pra eles já que as crianças estão em outras mídias, por isso fazem os gibis de qualquer jeito sem se preocupar com qualidade.

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  2. Inegável a burrice do equilibrista, seguida de força e hábil coordenação motora. Contudo, levando em conta que a ponte é um estreito tronco de árvore, trata-se de lógica matemática, pois, coordenar quatro patas parece mesmo mais difícil do que coordenar dois pés. Portanto, os dois asnos são dignos de colher(es) de chá, ou seja, o ato consiste numa "asneira necessária".

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    1. Pode ser que o burro não consiga andar direito na ponte estreita e com chance maior de cair e aí o Chico precisou fazer isso. Olhando esse lado, dá pra passar pano já que considerando peso seria na ponte seria o mesmo com ele montado no cavalo ou não.

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    2. Curioso foi expressão do jerico, denotando malandragem. Claro que faz sentido, mas, ainda assim, "em parte". Bancou o esperto por não arriscar atravessar pelo modo convencional, no entanto, se Chico erra o passo ou tronco cede, babau sorriso de melhor amigo do Shrek.
      Passados nove anos e dois ou três meses, foi de medo a expressão de outro jumento no reaproveitamento da gag em Chico Bento nº160, de 1993.

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    3. A cara que o burro fez foi legal, esperto que se deu bem se Chico não vacilar no trajeto. Foi uma capa semelhante a de Nº 160 de 1993, porém, a da Globo deu ideia do burro não percorrer a ponte por causa de medo e essa da Abril foi por pura malandragem.

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    4. Ambas situações são a mesma piada, os dois jegues hesitaram chegar na(s) outra(s) margem(ns) pela maneira convencional, diferença são as expressões. O de 1983 não ficou tenso durante a travessia, cujo sorriso sinaliza que Chico foi feito de trouxa - como já citado(a): "trouxice nescessária", pois foi o que o animal impôs para continuar (n)o trajeto. Ao passo que o de 1993 não expressa malícia ao ser carregado.

      Sobre inserções de Humberto, Manezinho, Jeremias e Titi ao freezer, ficando lá por importantes seis anos ou pouco mais - a princípio o lusinho-brasileirinho ademais retorna em 1981, só, digamos, não vinga, não consegue se manter na ativa. Nesse hiato tendemos a lembrar só dos quatro ausentes, mas, e o Zé Luís, Marcos? Naquele período chegou aparecer pontualmente ou foi para geladeira também?

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    5. Exato, por isso que falei que o de 1993 teve medo ao passar na ponte, mas não deixam de ser a mesma piada. Desses personagens aí que voltaram em 1981, só o Manezinho que foi para o limbo depois, retornando só a partir de 2004. O Zé Luís também ficou sumido entre 1976 a 1980, voltou em 1981 junto com os outros e assim ele segue até hoje, embora nos últimos anos uma presença bem limitada, bem raro aparecer, mas não sumiu de vez.

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    6. Em Cebolinha nº96 (1981) Zé Luís aparece no quadro de encerramento de "O peixe grudado" (Bidu e Franjinha) e em quatro quadros de "Fale scerto*", ou "Fale cserto*" (Cascão). Tudo indica que o retorno dele foi por aquela edição. O que acha? A não ser que contenha alguma HQ com ele em Mônica nº129, do mesmo ano e, principalmente, publicada no mesmo mês, mas aí entra questão de qual edição teria chegado primeiro às bancas.
      **Um pequenino "C" em cima de um "S" todo rabiscado, dando entender que a letra da grafia correta estaria reivindicando seu lugar, forçando entrada num movimento de cima para baixo, a fim de repelir a intrusa e, a letra usurpadora, por sua vez, representa a teimosia do Cascão, que detesta que lhe corrijam, insistindo em pronunciar errado certas palavras e com isso vai se indispondo com a turma - visto que muita gente não conhece as antigas histórias da TM e pretende enveredar e desbravar aquele riquíssimo período, acho que o que cometi neste último parágrafo foi... (glup!)... spoiler...

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    7. O retorno do Zé Luís foi em Cebolinha 96, não teve história com ele em Mônica 129. Lembro dessas histórias de Cebolinha 96, foram muito divertidas, principalmente "Fale S(C)erto", até nas artes dos títulos eles eram criativos de acordo com o tema das tramas.

      Acredito que desde 1978 os gibis do Cebolinha passaram a chegar antes da Mônica, pelo menos nas últimas da Abril e no período da Globo antes de todas se tornarem mensais, as do Cebolinha chegavam primeiro e as da Mônica na última semana de cada mês.

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    8. Então, Zé Luís sai da geladeira um pouquinho antes de Jeremias, Titi e Humberto, que voltam aos quadrinhos em (F)fevereiro do mesmo ano.

      Não lembro se naqueles tempos cheguei prestar atenção na supostamente padronizada ordem de chegada às bancas entre Cebolinha e Mônica. O que lembro bem era de Chico Bento frequentemente ficar um número atrás de Cascão, depois o alcançava. Alternavam entre numericamente equiparados e um número de diferença, e o caipira nunca (ou quase nunca) ficou um número à frente do sujão.

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    9. Sim, foi um mês antes dos outros, mas não deixa de ser 1981. Pelo menos na Globo sempre reparei isso de Cebolinha chegar antes da Mônica. Revista do Cascão foi lançada uma semana antes do Chico, por isso numeração dele vinha primeiro e uma semana depois o Chico alcançava e não ultrapassava numeração do Cascão por isso.

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  3. Marcos, por que a maioria dos episódios da animação da Turma da Mônica é adaptação de histórias em quadrinhos clássicas? Por que não investiram bem mais e melhor em roteiros inéditos? E o que você acha de eles recriarem os finais todos?

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    1. Acho que é mais fácil pra eles adaptarem roteiros prontos do que criar só pra esse fim e ainda faltar ideias para roteiros novos em gibis. Algumas animações seguem o roteiro total, inclusive final das histórias e outros eles mudam, principalmente o que não é politicamente correto, vai de acordo com o que eles acham melhor em cada situação.

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    2. Marcos, beleza então no caso! Está ligado?

      Valeu mesmo... e abração! Viu só?

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  4. onde você acha essas capas?
    tem no site Guia dos Quadrinhos

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    1. Tem no Guia dos Quadrinhos, mas eu tiro dos gibis da minha coleção, material do blog praticamente todo são itens da minha coleção.

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