quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Chico Bento: HQ "Papai Papai Noel"

Mostro uma história em que o Chico Bento duvidou que o Papai Noel existe e segue o seu pai pensando que ele era o Bom Velhinho que entregava presentes para a criançada. Com 9 páginas, foi história de abertura de 'Chico Bento Nº 24' (Ed. Globo, 1987).

Capa de Chico bento Nº 24' (Ed. Globo, 1987)

Chico Bento mostra para o Zé da Roça o carrinho que ganhou do Papai Noel. Zé da Roça chama o Chico de burro, dizendo que quem deu o carrinho foi o pai dele, o Nhô Bento, o pai que é o Papai Noel, e que é para deixar de ser bobo de acreditar nisso. Chico lembra que o pai sai de manhãzinha dizendo que vai para roça e quem sabe ele vai para a fábrica de brinquedos no Polo Norte.

 Chico resolve fazer uma surpresa para o pai e no dia seguinte, quando o Nhô Bento vai para a roça cedo, Chico estava escondido atrás da moita e vai atrás. Um homem dá carona para o Nhô Bento a cavalo, Chico os segue, eles atravessam o ribeirão e Chico lamenta que não pôde continuar seguindo. Assim, acaba dormindo à beira do ribeirão e começa a sonhar.

No sonho, Chico vê o Papai Noel voando de trenó e aterrissando ali perto para as renas beberam água do ribeirão. Chico aproveita, entra escondido no trenó e vai parar no Polo Norte. Papai Noel comenta que fez muitas entregas, cada ano o número de crianças aumenta e repara que o saco está pesado. Quando abre, descobre o Chico, que diz que é filho dele. Papai Noel fala que tem milhões de filho no mundo inteiro e Chico diz que ele é o verdadeiro, não adianta tentar disfarçar.


Quando puxa a barba, Chico descobre que é de verdade e que não é pai dele. Chico diz que queria ver a fábrica de brinquedos. Papai Noel fala que os duendes que trabalham lá estão de folga, mas ele pode tentar. Chico, desanimado, só quer voltar para a casa e Papai Noel diz que é impossível, como descobriu o segredo do Papai Noel de onde mora, não pode ir. Chico diz que não conta para ninguém. Papai Noel fala que vai gostar de lá, vão se divertir juntos e ele está velhinho, vai precisar de alguém que fique no lugar dele, fazendo brinquedos o ano inteiro e distribuindo tudo no Natal. 

Chico grita que quer ir para casa e corre, tentando fugir, quando o Nhô Bento o acorda. Vão para casa e no caminho Chico fala que adora o Papai Noel, é um velhinho muito bom, mas nunca vai deixar o pai, que retribui falando que nunca vai deixar o Chico. No final, depois que eles vão embora, surge Papai Noel piscando para os leitores.

História boa envolvendo fantasia e imaginação infantil, em que o Zé da Roça fala para o Chico Bento que é o pai dele que é o Papai Noel e Chico vai atrás do Nhô Bento a caminho do trabalho na roça pensando que ele vai para o Polo Norte na fábrica de brinquedos. Não alcança o pai e acaba dormindo e no sonho vê o Papai Noel, entra no trenó e vai parar no Polo Norte. Lá, Chico descobre que Papai Noel existe e Papai Noel diz que ele não pode voltar para casa porque descobriu seu segredo. Chico fica assustado, principalmente na possibilidade de ser o substituto do Papai Noel, tenta fugir e acorda, acreditando que Papai Noel existe.

Zé da Roça foi sacana tirando a fantasia do Chico, mesmo que ele não acreditasse mais no Bom Velhinho, não precisava falar com o Chico. O sonho seguiu uma continuação do que Chico presenciou por estar impressionado, ficou a dúvida se sonhou por estar mesmo impressionado ou  se o Papai Noel interferiu no sonho para que o Chico possa acreditar que ele existe. Para mim, acho que o sonho foi influência do Papai Noel. Eles gostavam de histórias que os leitores possam imaginar e interpretar como achavam melhor.

Engraçado Chico achar que foi chamado de burro porque aquilo não era um carrinho, ficar atrás da moita esperando o pai, os imprevistos que fez se perder do pai, Papai Noel achando pesado o saco com o Chico dentro dele, Chico dizer que é filho do Papai Noel e puxar a barba dele e o Papai Noel dizer que o Chico ia ser substituto dele, o absurdo do Chico suportar o frio do Polo Norte com a roupa que estava, se bem que como era um sonho pode relevar esse absurdo.

Interessante de histórias citarem que o pai que entrega os presentes, não o Papai Noel, assim as crianças descobria que o Papai Noel não existia, mesmo se depois se revelassem que o Papai Noel existe de fato. E foram muitas histórias assim que no final fica provado que ele não existia, tirando a fantasia das crianças. Incorreta atualmente de citar que Papai Noel não existe, mesmo que ele apareceu depois, provando que existe, Chico seguir pai escondido, além de palavra proibida "diacho" e algumas palavras no caipirês diferentes que mudaram ao longo dos anos como "prele" (pra ele), "memo" (mesmo), etc.

Traços ficaram muito bonitos, com personagens mais fofinhos. Seu Bento foi desenhado diferente, às vezes ele era desenhado fora do seu padrão. Era bom tons azulados em sonhos, por isso o Papai Noel com traje azul durante o sonho. Cores ficaram mais desbotadas, típicos de gibis do segundo semestre de 1987. Teve propaganda inserida do lábis "Labra" em lateral direita da 5ª página da história (página 7 do gibi), coisa comum nos gibis da época. 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Cebolinha: HQ "A pequena Árvore de Natal"

Mostro uma história de exatos 40 anos em que o Cebolinha planta uma Arvorezinha de Natal com esperança de crescer depois que o pai se recusou a comprar uma Árvore grande. Com 3 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 156' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Cebolinha Nº 156' (Ed. Abril, 1985)

História se passa quando o Cebolinha era mais pequenininho, vê uma Árvore de Natal bem grande no shopping e quando volta para casa, fica triste que a sua Árvore era pequena demais e vai pedir uma grande para o seu pai, Seu Cebola, que se recusa a comprar. Cebolinha tem ideia de plantar aquela Arvorezinha no quintal com esperança que ela cresça, rega e dorme em frente a ela enquanto Seu Cebola vê a cena e fica com pena. Quando Cebolinha acorda, a Árvore de Natal estava grande e fica feliz que realmente ela cresceu como desejava, só que no final descobrimos que foi o Seu Cebola que comprou e mandou entregar no local para alimentar a fantasia do filho.

Uma bonita história, bem singela e fofinha de como Seu Cebola recusou comprar uma Árvore de Natal grande, bateu remorso vendo o Cebolinha esperando a sua Árvore minúscula crescer e faz a vontade comprando uma nova bem grande para o filho sem ele saber.  Sono foi pesado que não acordou nem com o barulho e movimento da empresa colocando e montando a nova Árvore. Deu pena do Cebolinha  sem ter uma Árvore grande, não custava Seu Cebola ter comprado uma e atender o pedido do filho, vacilou, pelo menos conseguiu consertar o erro, para o Cebolinha, pensou que realmente tinha crescido quando ele a plantou e regou. Fica só a dúvida se depois o Seu cebola contou para o filho que comprou uma Árvore de Natal ou deixou que pensasse que era a mesma Árvore.

Foi boa ideia de deixar o Cebolinha menor do que era, com uns 4 anos de idade e explorar inocência de uma criança dessa idade. Não daria para ser a Maria Cebolinha porque ela era um bebê de 2 anos ou menos e não se encaixaria na história e também eles não tinham um personagem fixo com menos de 6 anos da turminha tradicional. Se fosse criada a partir de 1989, poderiam ter colocado o Dudu no lugar. Era boa a autonomia de uma criança ir sozinha para o shopping sem presença dos pais e ainda pesou de ser uma criança pequena de cerca de 4 anos de idade. Pela mensagem, poderiam criar hoje em dia, não ser incorreta, mas poderiam implicar com criança pequena sozinha em um shopping.

Não sou fã de histórias mudas, mas essa foi boa por ter sido objetiva e sem enrolação, as mudas longas e com encheção de linguica, mais da metade de cada gibi com histórias sem palavras e várias mudas em um mesmo gibi como foram nos anos 2000 eram horríveis. 

Os traços ficaram bons do estilo consagrado da Turma da Mônica. Teve um erro no penúltimo quadro da última página de quando o Cebolinha acordou e ficou pulando de alegria com a Árvore grande, aparentou que ele tinha os seus 6 para 7 anos de idade que conhecemos, até na estatura, dando até impressão que ficou dormindo por 2 anos, quando na verdade, foi por algumas horas. Outro erro foi a camisa dele não foi pintada de mesmo tom de verde no 3º quadro da última página. Essa história foi republicada depois em alguns almanaques especiais de Natal, a primeira vez foi em 'Mônica Especial de Natal Nº 1' (Ed. Globo, 1995). Aqui a capa desse almanaque.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

HQ "Penadinho de Papai Noel"

Compartilho uma história em que o Penadinho se fantasia de Papai Noel para agradar o Pixuquinha no Natal .Com 4 páginas, foi publicada em 'Almanaque da Mônica Nº 16' (Ed. Abril, 1982).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 16' (Ed. Abril, 1982)

Penadinho encontra o Pixuquinha choramingando e triste porque é Dia de Natal, quando era vivo ele sempre recebia presente do Papai Noel e desde quando virou fantasminha ele não vem mais e não entende o por quê. Penadinho responde que talvez o Papai Noel tenha medo de fantasmas e Pixuquinha o chama de engraçadinho e que fala assim porque não está no lugar dele. Penadinho, então, tem ideia e pede favor par ao Zé Vampir de arrumar uma roupas velhas com a turma. Depois, Penadinho costura uma roupa de Papai Noel e veste para fingir para o Pixuquinha que é o bom velhinho.

Penadinho entra na cova do Pixuquinha, que pergunta quem é ele. Penadinho pergunta com quem ele se parece e Pixuquinha responde com Penadinho vestido de Papai Noel. Penadinho fala que ele é o Papai Noel e trouxe presente e que agora tem que ir porque tem muitos presentes para entregar. Pixuquinha pergunta cadê o trenó do Papai Noel e Penadinho responde que trenó já era, pega um táxi na rua.

Zé Vampir aparece falando para o Penadinho que fez uma fantasia legal com aqueles trapos. Pixuquinha fica sem jeito, Penadinho pergunta se ele não está xangado e Pixuquinha o abraça, dizendo que esse foi o melhor Natal que passou. No final, Penadinho fica sorrindo emocionado e Cranicola comenta com Lobisomem que depois dizem que é ele que fica rindo à toa.

História legal em que o Pixuquinha não ganhava presente do Papai Noel porque era fantasma e no final pela primeira vez ele ganhou presente pelo gesto de solidariedade do Penadinho que ficou com pena. Papai Noel só dava presentes para as crianças vivas, não para os mortos, então Pixuquinha ficava desiludido. Zé Vampir sem querer estragou o plano do Penadinho dizendo na frente do Pixuquinha que era o Penadinho vestido de Papai Noel, mas pelo menos não estragou a felicidade do Pixuquinha, afinal, o que seria uma decepção, ele viu que o que valeu foi o gesto do Penadinho e bem ou mal ganhou um presente no Natal. Bonita mensagem. Felicidade total só se aparecesse o verdadeiro Papai Noel, ficou posto que não aparece para os mortos, talvez se fosse uma história mais longa, pudessem ter colocado o Papai Noel e dar um final mais feliz.

Fica a dúvida se o Pixuquinha já sabia desde o início que era o Penadinho fantasiado de Papai Noel ou se soube só com o deslize do Zé Vampir. Mesmo que ele disse que achava que era o Penadinho vestido de Papai Noel, mas depois  ficou chorando ao descobrir a revelação que não era o Papai Noel verdadeiro. Para mim, acho que ele sabia e ficou emocionado pelo gesto que o Penadinho fez só para agradá-lo e não ficar mais triste no Natal, mas cada um vai te ruma interpretação, eles gostavam de histórias com várias interpretação para leitores imaginarem e pensarem. 

Foi engraçado o papo inicial do Penadinho tentando reanimar o Pixuquinha, dizer que Papai Noel não aparece porque tem medo de fantasmas, Penadinho sentar na pedra que o Pixuquinha estava para se pôr no lugar dele, Zé  Vampir não saber o que é expressão "hora H", Penadinho costurar roupa sem saber e que até ficou bem, dizer que trenó já era e que Papai Noel anda de táxi. Sobre o absurdo de Penadinho conseguir tocar em coisas, costurar, segurar presente por ser um fantasma, não tinha um padrão, colocavam ele segurando ou não coisas de acordo como atende melhor o roteiro. 

Eram comuns histórias com crianças tristes porque não recebiam presentes de Natal, normalmente eram crianças pobres ou que moravam na rua e dessa vez foi um fantasma criança desiludido com a ausência do bom velhinho. Histórias assim costumavam ser emocionantes e servir de conscientização de também ser solidário com crianças pobres e dar presentes de Natal para elas, mas hoje em dia são incorretas para não deixarem crianças tristes e deprimidas com a leitura e histórias atuais não pode ter finais tristes ou emocionantes.

Traços ficaram bons, típicos de histórias de miolo dos anos 1980. Zé Vampir com pele branca e Lobisomem desenhado completamente diferente porque ainda não tinham definido traços da Turma do Penadinho na época, só passaram a ter traços definitivos na Editora Globo. Essa história nunca foi republicada até hoje como todas as histórias desse 'Almanaque da Mônica Nº 16' e outros almanaques com histórias inéditas da Editora Abril, o que a torna muito rara. Perderam chance de republicarem essas histórias inéditas de almanaques na Editora Globo, então só quem tem o original que conhece.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Capa da Semana: Mônica Nº 80

Uma capa em clima de Natal em que a turma está reunida montando Árvore de Natal e o Anjinho desenha a cara do Cebolinha na estrela de cinco pontas do topo da Árvore gerando gargalhadas em todo mundo. Muito boa. 

Até Anjinho trolando o Cebolinha por causa do cabelo, ninguém perdoa, engraçada a cara que ele fez sendo zoado. Na época o Anjinho era arteiro, participava de brincadeiras com a turma e aprontava com eles, podia até participar de planos infalíveis contra a Mônica, o que deixava personagem mais divertido. 

Como o Cebolinha foi alvo da piada, a capa poderia ter saído em gibi dele, mas não foi porque na época os gibis dele eram mais voltados com capas com alusão à história de abertura e também porque os gibis dele chegavam nas bancas depois do Natal, por isso nos anos 1970 os gibis da Mônica tinham histórias de Natal enquanto os do Cebolinha tinham de Ano Novo. A partir dos anos 1980 isso se inverteu com gibis do Cebolinha chegando nas bancas antes, nos primeiros dias de cada mês enquanto as da Mônica mais para o final de cada mês.

Capa dessa semana é de 'Mônica Nº 80' (Ed. Abril, Dezembro/ 1976).

sábado, 6 de dezembro de 2025

Mônica: HQ "As coisas dele!"

Mostro uma história em que a Mônica arruma a chave do clubinho dos meninos e resolve abrir o armário do Ronaldinho por quem era apaixonada e ver o que ele guardava lá. Com 12 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 91' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Mônica Nº 91' (Ed. Globo, 1994)

Mônica conta animada que conseguiu as chaves do clubinho dos meninos quando o Cebolinha deixou cair depois da última coelhada que deu nele e em vez de devolver quer entrar no clubinho com a Magali, cada menino tem um armário com as coisas deles e ela quer abrir o armário do Ronaldinho da Rua de Cima para descobrir os segredos dele.

Magali deseja boa sorte e dar a maior força e Mônica quer que elas vão juntas. Magali pergunta se os meninos aparecerem na hora e Mônica diz que às segundas-feiras eles não fazem reunião e para Magali não ter medo, é um momento histórico de duas meninas entrarem no clubinho dos meninos e quando entram vê tudo bagunçado e tem uma caricatura da Mônica no quadro negro. 

Mônica acha um desaforo e quer apagar, mas Magali não deixa porque senão vão perceber que elas estiveram lá. Mônica diz que de qualquer jeito, tem certeza que o Ronaldinho tem nada a ver com isso. Em seguida, encontram o armário dele. Magali, com medo, acha que não deviam fazer isso, e Mônica acha que devem, a gente conhece muito as pessoas vendo as coisas delas.

Mônica encontra a chave e abre o armário do Ronaldinho e adora sentir o perfume dele de dentro e Magali diz que só se ele usa extrato de mofo. Mônica acha tudo organizado, vê que gosta dos mesmos gibis que ela gosta, curte os mesmos super-heróis que ela. Encontra o livro "Cabritinho perdido" e isso prova que ele é intelectual e especial.

Depois encontra os discos de Legião Suburbana, Daniela Bércuri e Bon Chovi e coloca no toca discos o da Legião Suburbana, tocando a música "Pais e filhos". Magali pergunta se será que não vão ouvir e Mônica manda desencanar e só sentir o clima. Depois, ela vê os álbuns de figurinhas, vê que ele é palmeirense, gosta de animais, passa o desodorante dele, vê as roupas, meias limpas, camisetas e cueca, que aí fica com vergonha, mas que tem bom gosto para cor.

Até que encontra a descoberta mais importante de todas, um caderno com todos os segredos, e vai ler tudo. Abre o caderno com uma poesia do Palmeiras e acha que tem alma sensível. Depois, lê o nome dela e se emociona achando que ele a ama. Embaixo está escrito "Planos contra a Mônica", para preparar uma armadilha e ela  se decepciona que Ronaldinho também bola planos contra ela e começa a chorar.

Cebolinha chega e encontra as invasoras no clubinho, diz que ouviu música, descobriu que estava sem chave e foi buscar cópia da chave e as encontra lá. Vê Mônica chorando e Magali conta que ela abriu armário do Ronaldinho e descobriu que bola planos contra ela. Cebolinha se espanta que abriram o armário dele e deixaram tudo espalhado. Fala que tem nome do Ronaldinho porque trocaram de armário ontem e não deu tempo de trocar as etiquetas.

Mônica fica feliz que o Ronaldinho não bola planos contra ela, Cebolinha quer que devolvam o caderno e irem embora. Mônica ameaça bater nele pelo plano Nº 57 do caderno, Cebolinha fala para ficarem mais um pouco, tomarem um cafezinho e mostra a chave do armário do Ronaldinho e Mônica aceita e vai ver as coisas dele e os pequenos tesouros de um garoto especial.

Quando abre o armário, já solta um fedor do tênis sujo que guarda ali. Vê figurinhas coladas com chiclete, pôsteres de luta de boxe, desenhos de caveira que ele faz, coleção de grilos guardada em uma caixa e uma foto autografada da Lulu Matraca da Rua de Cima. Mônica se decepciona, não achava que o Ronaldinho era assim e Magali diz que tinha falado que era melhor não abrir.

Mônica acha que foi bom porque sabendo como o Ronaldinho é, que se desencantou de uma vez. Ela procura um garoto sensível, inteligente, que curta poesia, livros, música, que goste de animais, seja criativo. Cebolinha diz que não quer interromper, mas não acham melhor irem embora. Mônica faz cara de apaixonada e corre atrás dele na rua gritando que precisam se conhecer melhor e Cebolinha foge de medo.

História engraçada em que a Mônica pega a chave do clubinho dos meninos para ver o que o Ronaldinho guarda no armário dele e saber como são seus gostos e preferências. Encontra várias coisas e fica fascinada como ele era sensível, romântico e inteligente, mas vê também que bola planos infalíveis contra ela. Quando o Cebolinha aparece, descobre que trocaram nomes dos armários, Mônica vê o armário real do Ronaldinho e descobre que os gostos dele nada se encaixava com os dela, deixando se ficar apaixonada por ele e passou a se interessar pelo Cebolinha reparando com os gostos que ele tinha.

Mônica foi fuxicar armários dos outros, acabou encontrando o que não queria, acabou tendo decepção de ver que o Ronaldinho era nada aquilo que imaginava, a beleza era só por fora. O que deixou a Mônica mais indignada e desiludida foi ver a fotografia da Lulu Matraca, foi a gota d'água para deixar de ser apaixonada pelo Ronaldinho. Daria para ela ter desconfiado que não era o armário do Ronaldinho por causa do Palmeiras e de ele criar planos infalíveis contra ela. Depois escolheu o Cebolinha, quem melhor se encaixou nas preferências dela, apesar do porém de bolar planos infalíveis para ela. Cebolinha que não gostou, sem dúvida preferia surra do que namorar a Mônica.

O Cebolinha tem a chave dos armários de todos os meninos e a Mônica não contava com isso, pelo menos ajudou a descobrir o armário certo do Ronaldinho, tirou a decepção que ele bola planos infalíveis contra ela, mas descobriu que os gostos e preferências gerais dele eram de péssimo gosto senão continuaria apaixonada por ele. 

Foi engraçado ver caricatura e desaforos da Mônica no quadro e ela ficar furiosa querendo apagar, Magali dizer que armário do Ronaldinho tinha extrato de mofo, todas as coisas que ela via no armário do Cebolinha e do Ronaldinho, em especial usar desodorante dele, ver cueca verde com bolinhas, que aí ela fica com vergonha, mas diz que tem bom gosto para cor, os grilos saltando na caixa e a fotografia da Lulu Matraca.

Paródias de heróis como "Surfista Dourado" (Surfista Prateado), "Príncipe Nabor" (Príncipe Namor), "Superomão" (Super-Homem), bandas e cantores "Legião Suburbana" (Legião Urbana), "Daniela Bércuri" (Daniela Mercury) e "Bon Chovi" (Bon Jovi), foram um show à parte, eram sempre criativos nessas paródias de famosos. Já a letra da música "Pais e filhos" não foi parodiada. Uma curiosidade que nos anos 1990 as personagens curtiam bastante artistas do Axé Music, já que estava bem em alta no Brasil na época, tiveram muitas histórias com eles citando artistas ou cantarolando músicas do Axé.

Tinha sempre um menino "inho" por quem as meninas eram apaixonadas e de aparições únicas, dessa vez o Ronaldinho, só que dessa foi só citado sem ter uma presença física nem mostrado em fotografia, ficando na imaginação dos leitores como ele era, provavelmente devia ser loiro. Depois, por causa do Ronaldinho Gaúcho, não colocaram mais nome de Ronaldinho para esses meninos fofos, podendo ser qualquer outro nome.

O clubinho dos meninos onde meninas não entram começou nos anos 1970 e forte inspiração com Luluzinha e Bolinha. O Cebolinha passou a torcer pelo Palmeiras de forma fixa em 1994, antes, poderia torcer por qualquer time de futebol. A Turma mora na Rua do Limoeiro, mesmo nome do bairro, e citavam ruas próximas como Rua de Cima e Rua de Baixo, aí por isso Ronaldinho e Lulu Matraca morarem na Rua de Cima, não era mesma rua da Turma.

Incorreta atualmente por ter Mônica fofoqueira, abrir armários dos outros sem permissão e tirar privacidade do Cebolinha e depois do Ronaldinho, namoro entre crianças, aparecer calcinha da Mônica no 4º quadro da 10ª página da história e 2º quadro da 11ª página e calcinha da Magali no 3º quadro da 11ª página da história por acharem que é indecente, deixarem grilos vivos presos em caixas, não gostam de coisas datadas como discos de vinil e vitrola e artistas poderiam mudar para os da atualidade mais conhecidos pelas crianças de hoje, Cebolinha oferecer café para as meninas (crianças não devem tomar café), além de palavras e expressões populares proibidas como "irem andando".

Traços ficaram bons  do estilo consagrado das personagens. Cores ficaram mais fortes como era característico no primeiro semestre de 1994, o que eu não gostava muito. Tiveram erros de Magali com nariz em formato "c" em vez do tradicional formato "^" no 4º quadro da 2ª página da história, o tom do vestido amarelo da Magali mais escuro, com um tom mais voltado para o laranja no 1º quadro da 3ª página da história e Mônica com fundo de olho amarelo no 3º quadro da 3ª página da história.