segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Tirinha Nº 91: Chico Bento

Nessa tirinha, em uma aula de Matemática, Professora Marocas pergunta qual é a raiz quadrada de quatro e, então Chico, vai correndo para desenterrar quatro árvores para ver se encontra raízes quadradas nelas. Como ele é burro, não sabe o que se trata raiz quadrada da Matemática, só sabe de raiz de árvore. Chico retratado burro na escola não tem mais atualmente, o que é uma pena porque era muito engraçado. E poderiam implicar também de absurdo de criança cavar árvore sozinha e desmatamento de árvores. 

Tirinha publicada em 'Chico Bento Nº 91' (Ed. Globo, 1990).

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Chico Bento: HQ "Época de jaboticaba"

Mostro.uma história em que o Chico Bento teve dificuldade de comer jabuticaba após voltar de férias na cidade. Com 10 páginas, foi história de abertura de 'Chico Bento Nº 182' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Chico Bento Nº 182' (Ed. Globo, 1994)

Rosinha espera na rodoviária o Chico Bento voltar da sua viagem de férias na cidade e quando ele volta, nem quer conversa, demorou demais na casa do primo e espera que elas tenham esperado por ele. Em casa, pergunta para os pais se chegou a tempo de comer jabuticabas, pois só dão uma vez por ano e ele é louco por elas. Seu Bento conta que a jabuticabeira deles ficou carregadinha, uma parte ele colheu e vendeu e outra parte a molecada depenou.

Chico fica arrasado e vai lá na jabuticabeira para ver se restou alguma e lamenta que sobrou nenhuma e tinha só as cascas que o povo fez a festa. Chico pergunta aos pais por que não guardaram, Dona Cotinha fala que acha que podiam estragar e fora que ele se impanturra de jabuticaba e depois fica com dor de barriga e Chico diz que fica com dor de barriga, mas feliz, e então resolve procurar pelas jabuticabeiras das redondezas.

Nas casas do Zé da Roça e do Zé Lelé tinham acabado, se entupiram de jabuticabas. Depois Chico vai ao pomar do Nhô Lau, pensando que tinha sobrado do jeito que é regulado, vai correndo sem nem dar atenção para a Rosinha. Chegando lá, vai de mansinho, até que Nho Lau aponta o trabuco para ele, perguntando se vai assaltar a goiabeira. 

Chico fala que está aguado de vontade de comer jabuticaba e pergunta se ele pode dar algumas para ele. Nhô Lau diz que alugou a jabuticabeira por hora, pessoal se fartou de comer e ele ganhou uma graninha e com pena do Chico, permite ele ir lá para ver se sobrou alguma no pé.

Então, Chico vasculha e encontra uma, sobe na árvore, mas quando ia pegar, um passarinho pega no bico antes dele. Chico fica com raiva, pretende ir atrás do passarinho, só que se esquece que estava na árvore e cai. Aí, ele vê uma jabuticaba no chão e pega, depois encontra outra e depois várias outras e vai catando, mas descobre que era cocô de bode Odorico, que estava passeando com seu dono. 


Chico larga os cocôs, lava as mãos na cachoeira, senta triste, se conformando em comer jabuticaba ano que vem, quando chega Rosinha com uma cesta cheia de jabuticabas. Chico come tudo com satisfação ficando até gordo de tanto comer e no final, Rosinha fala que finalmente vão poder namorar e matar saudade e Chico fala que não vai dar, os olhos dela parecem duas jabuticabas e agora enjoou de tanto comer.

História legal em que o Chico Bento chega atrasado das férias na cidade e não encontra mais as jabuticabas que tanto gostava porque passou o tempo de produção da fruta. Correu tanto, mas só conseguiu graças a Rosinha e depois não quis namorar com ela porque os olhos pareciam jabuticaba e cansou de ver a fruta na sua frente. Coitada da Rosinha que só queria namorar um pouco e ele não deu a mínima para ela. Rosinha achava que levando as jabuticabas, Chico ia parar  de procurar e dar atenção a ela, mas, para sua surpresa, não deu e ele nem agradeceu. Olhos de jabuticaba seria até elogio, mas para ela não serviu, valeu como ofensa. 

Descobrimos que o Chico também adora jabuticaba até mais que goiaba. Foi engraçado ver a correria dele desde que chegou na rodoviária louco pra comer jabuticaba sem nem tirar botina de quando voltou da viagem e toda as suas decepções. Pontos altos de passarinho comer uma antes e Chico pegar as bostas do bode pensando que era jabuticaba, pelo menos ele não colocou na boca, seria pior comer. 

Legal também o nome "Rodoviária do Matão", esses detalhes faziam diferença. O nome "jaboticaba" no título foi pra fazer graça para arte da jabuticaba na letra "O", eles eram bem criativos nos títulos. Chico contracenou com vários personagens do seu núcleo, mas eles não se contracenaram entre si, Chico ficou sozinho com eles um a um.

A história além de divertir, ainda de quebra ensina sobre jabuticaba, que não é muita conhecida pelas crianças e que só dá em determinada época do ano. Incorreta hoje por mostrar Chico catando cocô de bode, Chico gritar e responder aos pais, Nhô Lau com trabuco na mão e apontando a arma para o Chico, envolver namoro de crianças, final triste para a Rosinha,  Chico viajando de ônibus sozinho, e fora palavras proibidas como "assaltar" (goiabeira), já que acham que criança não rouba e (sou) "louco", provavelmente, para não confundirem com o personagem Louco.

Os traços muito bonitos, um estilo bem fofinho, que adotaram nos anos 1990. Teve erro no penúltimo quadrinho na quarta pagina da história (página 6 do gibi) em que Chico aparece descalço sem colocarem a botina, provavelmente por estarem acostumados a desenhá-lo descalço. As cores do gibi tiveram algumas páginas erradamente com tons de amarelo e vermelho mais escuros do que o resto da história, deve ter sido erro da gráfica na hora de imprimir.

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Tina e Rolo: HQ "Esquentando"

É verão e mostro uma história em que a Tina vai tirando a roupa aos poucos para ver se conseguia diminuir o calor. Com 4 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 32' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cebolinha Nº 32' (Ed. Globo, 1989)

Tina e Rolo estão descansando ao ar livre e Tina comenta que está calor e Rolo fala que é porque está com blusa de manga comprida. Tina tira a blusa ficando de braços de fora, mas ainda sente calor. Ela sai e depois volta com uma saia mini. Continua quente e ela volta com uma bermuda mais mini ainda. Depois ela volta com barriga de fora e depois só de biquíni. Aí chama a atenção do Rolo e ela fala que com calor desse só de tanguinha. 

Continua o calor e Tina sai de novo. Rolo lembra as fases de vestimentas dela e como estava de biquíni por último, se espanta como ela virá agora. Só que nesse momento começa a esfriar, então Tina volta a roupa com blusa rosa de manga comprida e calça que estava no começo da história e comenta que ainda bem que esfriou.

História engraçada e cheia de sensualidade com a Tina tirando cada peça de roupa por causa do calor que estava sentindo. Rolo e os leitores até pensavam se ela voltaria nua no final, mas ficou só na vontade porque esfriou. Ficou a dúvida se Tina estava sentindo calor realmente ou queria provocar o Rolo, até por ele não estava dando muito atenção a ela, só lendo a revista, aí fica na imaginação de cada um. Ela podia procurar uma piscina ou um clube ou praia para se refrescar, ou até mesmo ir para casa tomar banho. 

Interessante os ângulos mostrados durante a história, poses dela e até mostrar só as pernas dela correndo na 2ª página para deixá-la sensual de propósito. Ficou como uma prévia de histórias da Tina que seriam nos anos 1990, só que de cabelo mais curto nesta, já que ela apareceu de cabelos longos a partir de 1991, quando começou a nova fase dela, deixando mais bonita ainda. História completamente incorreta atualmente por mostrar sensualidade, roupas minúsculas, insinuações de nudez, fazer imaginar Tina pelada e acham que isso seria inapropriada para as crianças de hoje. A expressão "Minha nossa!" também não costuma ser aceita nos gibis atuais por lembrar religião.

Os traços muito bem caprichados, principalmente da Tina e legal detalhes nos desenhos como Sol personificado e com raios altos demonstrando calor forte e o homem correndo na praça e reparando na Tina só de biquíni fio dental. Cores também eram excelentes assim quando tinha papel oleoso nos gibis. Embora a história ser sobre calor forte típico de verão, só foi publicada em agosto, que estariam no inverno, perto da Primavera. Eles nunca tiveram coerência de estações, colocavam histórias de calor ou de frio em qualquer mês ou estação do ano, o que acho que não estão errados, já que no Brasil faz calor e frio o ano todo. E essa foi a verdadeira edição "Nº 200" do Cebolinha, contando as 168 da Editora Abril mais 32 da Globo.

sábado, 28 de janeiro de 2023

HQ "Cascão O Surfista"

Mostro uma história em que o Cascão queria surfar de brincadeira em solo firme, mas sem querer acabou surfando de verdade no mar. Com 4 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 9' (Ed. Abril, 1982).

Capa de 'Cascão Nº 9' (Ed. Abril, 1982)

Cascão está em cima de uma prancha fingindo fazer manobras de surfe na areia e Cebolinha, Xaveco e Franjinha o derrubam, alegando que tem que esperar chegar na praia e fora que ele não entrou no bolo para comprá-la. Cascão fala que podem ficar com a tábua de passar roupa metida a besta e imagine se ele ia entrar com isso na água, brincadeira é boba e nem quer vê-los brincando. Quando os meninos estão surfando no mar, Cascão olha pelos binóculos e eles percebem. Cascão fala que estava olhando o céu e não se interessa por bobeiras e quando se afasta, fica triste.

Logo vê uma prancha perdida e coloca em cima de uma pedra e finge que está surfando. Nessa hora a onda do mar fica forte por causa de uma ressaca e alcança a praia, fazendo Cascão ir para o mar adentro. De olhos fechados, faz várias manobras de surfe. Quando volta para a superfície no mesmo lugar que estava, todos o parabenizam pela performance e no final, Cascão pergunta para um homem se sabe se no Havaí tem pedras maiores que aquela em que estava.

História legal, bem curtinha essa e muito divertida, em que o Cascão pensa que está surfando em cima de uma pedra, mas não sabia que estava no mar por estar de olhos fechados o tempo todo. Como todos elogiaram, acha que era um excelente surfista de pedra e no Havaí poderia ter pedras maiores para fazer as suas performances no surfe em alto estilo.

Foi engraçada desde o início do Cascão fazendo cena que surfar era brincadeira boba, mas que fica olhando para os meninos surfando através de binóculos, até ele surfar de verdade no mar sem querer. Agora, se ele abrisse os olhos, o medo ia prevalecer e ficaria pensando como iria se livrar da situação. Ficava expectativa se Cascão ia se molhar enquanto estava no mar, se caísse já era, seria o seu primeiro banho, mas teve sorte que nem um pingo caiu nele. Mostrou que o Cascão gostava de surfe, mas como tinha medo de água, aí ficava só na vontade, por isso, só ficava em cima de prancha na areia ou em cima de pedra. 

Eram boas as histórias do Cascão na praia e o risco de ele se molhar, mas sempre escapava. Incorreta atualmente  por mostrar crianças surfarem, ser perigoso se caíssem no mar, ai histórias com surfistas só com adultos como o Rolo. Traços sensacionais, típico dos anos 1980, davam gosto de ver assim, tudo indica que foi arte-final do Alvin Lacerda, que deixava os desenhos encantadores assim. Foi republicada depois em 'Almanaque do Cascão Nº 5' (Ed. Globo, 1989). Curioso nessa capa o Titi sem estar dentuço, logicamente como erro do desenhista.

Capa de 'Almanaque do Cascão Nº 5' (Ed. Globo, 1989)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Top 5: Melhores Capas da Revista Parque da Mônica

Há exatos 30 anos, no dia 25 de janeiro de 1993, era inaugurado o antigo Parque da Mônica do Shopping Eldorado em São Paulo junto com o seu gibi  lançado nas bancas no mesmo dia. Em homenagem a essa data comemorativa de 30 anos, nessa postagem relembro histórico da "Revista Parque da Mônica" e mostro um "Top 5" com as capas mais legais do Parque da Mônica na minha opinião.

A "Revista Parque da Mônica" foi criada na Editora Globo para divulgação do Parque, com a primeira história ambientada no Parque e as demais histórias normais de todos os personagens, tendo um mix maior de personagens secundários de outros núcleos em relação aos outros títulos e ainda uma seção "Notícias do Parque" (esta entre 1993 a 2003) anunciando tudo que acontecia nos bastidores e novidades do Parque ou da MSP e as vezes entrevistas. 

Cada revista era mensal com 68 páginas, durou 165 edições na Editora Globo (1993-2006) e teve mais 44 edições na Editora Panini entre janeiro de 2007 a agosto de 2010, período que passou a se chamar "Turma da Mônica Uma Aventura no Parque da Mônica". Curiosidade que na Editora Globo, cancelaram o título em setembro de 2006 e não em dezembro porque já sabiam da transição para a Panini e cancelaram 3 meses antes todos os títulos que foram criados na Globo, até o recém lançado "Ronaldinho Gaúcho",  deixando em circulação só as mensais e Almanaques dos 5 personagens principais até em dezembro porque estes os direitos eram da MSP. Os outros títulos cancelados voltaram na Panini com outros nomes, aí por isso as do Parque da Mônica passaram a se chamar "Turma da Mônica Uma Aventura no Parque da Mônica".

Com o fechamento do Parque original em 2010, a revista se passou a chamar só "Turma da Mônica" a partir da "N° 45", de setembro de 2010, com histórias normais até na abertura, continuando assim até hoje. Não quiseram voltar com histórias ambientadas no Parque novo de São Paulo no Shopping  SP Market inaugurado em 2015.  Assim, "Turma da Mônica herdou a numeração total, hoje, em janeiro de 2023, se encontra na edição "Nº 359", juntando todos os títulos e séries das editoras (165 da Globo + 100 + 70 + 24 da Panini). "Turma da Mônica "passou a ser quinzenal com 52 páginas em janeiro de 2023, assim como todos os títulos principais com histórias inéditas, um regresso justamente quando completa 30 anos.

Enquanto a revista era "Parque da Mônica", estilos de histórias costumavam ser mais ágeis e dinâmica diferente em relação aos outros títulos dos personagens principais, podiam mostrar apresentação de brinquedos (que aconteceu nas primeiras 9 edições de 1993 e depois uma ou outra assim quando criavam brinquedos novos ao longo da sua trajetória ou com brinquedos específicos dos Parques de Curitiba, inaugurado em 1998, ou do Rio de Janeiro, inaugurado em 2000 e que não tinham no de São Paulo), ou então aventuras diversas com personagens enfrentando vilões, bruxas, diabos, bandidos, encenando peças de teatro que estavam em cartaz no Parque, invenções do Franjinha, paródias de filmes, séries e programas de TV famosos só que ambientadas no Parque, personagens imaginando que estão em outros lugares como selva, fundo do mar, etc, enquanto brincavam nos brinquedos, visitas de vários personagens de outros núcleos no Parque, estreias de personagens novos fixos, além de volta de personagens antigos que estavam no limbo do esquecimento.

Cada gibi abria com um frontispício anunciando a história de abertura,  recurso abolido em 2021 na 3 série da Panini. Eram muito boas as histórias, inclusive as dos anos 2000 e as da Panini até 2010 conseguiam ser as melhores do mês comparadas com os outros titulos, eu só não gostava muito as com eles encenando peças de teatro do Parque e as com eles imaginando que estão em outros lugares enquanto brincavam nos brinquedos, as outras eram ótimas na sua maioria.

As capas no começo tinham uma faixa ondulada na esquerda e a partir da edição "Nº 85", de 2000, tiraram a faixa e mudaram o logotipo colocando "Revista Parque da" com mesma fonte preta dentro do escorredor, que nem sempre eram mais amarelo ou laranja, podendo ser de qualquer cor. Capas, tanto na Globo quanto na Panini sempre faziam alusão à história de abertura, o que se tornou um diferencial, junto com os Gibizinhos, já  que as outras revistas dos personagens principais prevaleciam capas com piadinhas na Editora Globo. Poderiam até ter piadinhas nas capas do Parque, mas aí piadas com base na história de abertura, e prevaleciam mesmo capas com ação, personagens surpresos, esse tipo. Então,  analisei as 165 capas da Editora Globo e 44 da Editora do Panini no Parque e montei um ranking com as 5 capas que mais gostei de todos os tempos. Observei mais o visual e não histórias que mais gostei já que são com alusão à abertura. 

5º LUGAR: Parque da Mônica Nº 15

Lançada em março de 1994 com a história "Presente de aniversário atrasado" em que Cebolinha e Cascão compram um presente de aniversário para a Mônica atrasado e tinham intenção de zoá-la com o presente. Eles jogaram pistas no Parque todo e Mônica e Magali tinham que procurar as tais pistas pelo parque até encontrar o presente. No final, Mônica descobre que o presente era um cachorro dentuço e com cabelo parecido com ela, cebolinha tinha intenção de zoar comparando Mônica como um cachorro, mas ela adorou e ficou com o cãozinho, que lhe deu nome de Monicão.

Foi a história de estreia do Monicão nos gibis e um complemento à história "Palhaço de festa", de 'Mônica Nº 87', de 1994 e representa histórias do Parque com estreia de novos personagens fixos e o visual da capa muito bonito mostrando fundo da área de circulação do Parque. Mônicão no início era um cachorro brabo, que atacava os outros quando o chamavam de cachorro excêntrico ou para defender a Mônica quando a xingavam, mas a partir dos anos 2000 mudaram como um cachorro hiperativo, agitado, mordendo coisas pela casa, ficando sem graça.


4º LUGAR: Parque da Mônica Nº 118

Lançada em outubro de 2002 com a história "Mibi", que mostrou paródia do filme "Mib Homens de Preto" em que Cebolinha e Cascão são os agentes meninos de preto que tinham missão de supervisionar os filhos dos alienígenas que iam visitar o Parque da Mônica. Tiveram várias referências ao filme, mostraram também vários alienígenas famosos como o do filme "ET, o extraterrestre" de 1982, aparece o Michael Jackson como piada que estava tão feio que estava patecendo um extraterrestre, e ainda teve volta de alienígenas que já tinham visitado o Parque antes, como os alienígenasdo.planeta "Onomatops", de Parque da Mônica Nº 11', de 1993.

Mostra história do estilo de paródias de filmes, séries e programas de TV que eram bem marcantes nas revistas do Parque. Tiveram várias paródias memoráveis e consequentemente capas com esse estilo de histórias sempre ficavam bem atraentes. Depois deixaram paródias de filmes só na revista "Clássicos do Cinema" da Ed. Panini, deixando roteiros mais fiés aos filmes.  Passa também a ideia de que o Parque era aberto para receber visitas de qualquer um, até de seres exóticos, então, além de receber personagens secundários da própria turma e crianças diversas, podia receber alienígenas, dinossauros, Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve, e tudo que possa se imaginar.


3º LUGAR: Parque da Mônica Nº 102

Lançada em junho de 2001 com a história "2001 Uma Odisséia no Parque", foi uma paródia do clássico filme "2001 Uma Odisséia no Espaço". Cebolinha encontra o Parque da Mônica bem diferente e descobre que o Lorde Coelhão tomou o Parque para ele, transformando em Um Parque Espacial e a energia das crianças que brincavam nele era sugada e transferida para os seu exército de coelhóides espaciais através do seu invento para Lorde Coelhão poder conquistar o mundo, mas tem seu plano estragado pela turminha e pelo Príncipe Coelhino e a Patrulha Cenoural.

Mais uma envolvendo paródia de filme famoso, aproveitaram o ano 2001 para parodiar esse filme clássico e capa muito caprichada que não podia ficar de fora. E também segue estilo de histórias com volta de personagens antigos que muito tempo não aparecia nos gibis. No caso, marcou a volta do Lorde Coelhão, um vilão em forma de coelho que estreou no filme "As aventuras da Turma da Mônica" de 1982, retornou no filme "A princesa e o robô, de 1983 e que não aparecia nos gibis desde a história "Natal empacotado", de 'Mônica Nº 200' (Ed. Abril, 1986). Não é a toa que no frontispício da edição, fala que eles reencontram um antigo vilão. Lorde Coelhão depois voltou aparecer em 'Parque da Mônica Nº 117', de 2002 e depois algumas vezes na Editora Panini em aparições com vários vilões reunidos, mas não sozinho em que só ele sendo vilão. 


2º LUGAR: Parque da Mônica Nº 33

Lancada em setembro de 1995 com a história "Não perca um porco no Parque" em que Capitão Feio sequestra o Chovinista, colocando uma bomba nele e hipnotiza o Cascão para levar o porco no Parque da Mônica para ela explodir sob seu comando e poluir o Parque e fazer com que ninguém mais vai lá e processem o Mauricio de Sousa, tudo por vingança e inveja da Mônica ter Parque dela, e não ele. No fim, a bomba cai na boca do Capitão Feio, salvando o Parque, mas Mauricio com pena do Capitão Feio, homenageia colocando lixeiras em formato do Capitão Feio para ter uma lembrança dele no Parque da Mônica.

O Capitão Feio tinha bastante frequência em histórias do Parque, normalmente assim querendo acabar com o Parque como inveja de ele não ter Parque dele ou então poluir o mundo através do Parque.  Sempre eram legais histórias com ele lá. Nessa capa achei muito boa o visual e a melhor dentre as aparições dele na revista. Quem também aparecia muito com histórias dele era o Louco, também eram boas histórias dele no Parque. 


1º LUGAR: Parque da Mônica Nº 3

Lançada em março de 1993 com a história "Tumba do Penadinho", que mostrou a apresentação da atração no Parque da Mônica.  Cebolinha é Cascão entram na "Tumba do Penadinho " para se esconderem da Mônica e como nunca tinha entrado no brinquedo,  se assustam com o Penadinho, ficam cheio de medo com os monstros e situações que viam lá.  No final, ao saberem que era só a "Tumba do Penadinho", os meninos desmaiam porque não precisaria ter medo e nem precisaram levar coelhada da Mônica. 

Essa capa ficou muito bem desenhada e simples, bem nostálgica, pra mim a melhor da revista. Tiveram várias histórias com a Turma do Penadinho até por eles terem esse brinquedo no Parque.  Tinham histórias protagonizadas por eles ou só fazendo participação especial.  Representa histórias com personagens secundários no Parque,  todos foram lá durante a trajetória e era bom quando tinha porque era como uma história de abertura de secundários,  mesmo que tinha algum crossover com a Turma da Mônica   mas já valia.

Representa também estilo de histórias de apresentação de brinquedos em que a trama se passava só em um local e assim permitia os leitores conhecer e se famializarem com o Parque. A partir da edição "N°10", de 1993, colocaram histórias com eles circulando pelo Parque como um todo e histórias de apresentação quando tiveram brinquedos novos.


Com isso, essas foram as capas mais top que achei de "Parque da Mônica " e deu pra ter ideia como eram as revistas. Não podia passar em branco a data comemorativa dos 30 anos do Parque da Mônica. Eles podiam ter continuado com histórias assim com o Parque  novo inaugurado em 2015 no título "Turma da Mônica", pena que não  quiseram, e, assim, esse Parque nem é  conhecido e sem repercussão ccomo o antigo por falta de divulgação. Tem outras capas tão maneiras como essa, difícil escolher, cada um vai ter suas preferidas. Em breve posto outros " Top 5".

Para saber mais detalhes do Parque da Mônica e da sua revista e como foi a revista "N°1 de 1993, clique aqui.