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| Capa de 'Chico Bento Nº 299' (Ed. Globo, 1998) |
quinta-feira, 1 de julho de 2021
Chico Bento: HQ "É o meu aniversário (E o dele também)"
segunda-feira, 28 de junho de 2021
Capa da Semana: Pelezinho nº 44
Uma capa bem caprichada com o Pelezinho fazendo embaixadinhas com a bola de cristal de uma vidente. Engraçada a cara de raiva dela vendo a façanha do Pelezinho. Muito boa.
A capa dessa semana é de 'Pelezinho Nº 44' (Ed. Abril, Março/ 1981).
quinta-feira, 24 de junho de 2021
HQ "A Quadrilha do Cebolinha"
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| Capa de 'Almanaque da Mônica N° 9 - Especial Festas Juninas' (Ed. Abril, 1981) |
segunda-feira, 21 de junho de 2021
Piteco: HQ "Perigos do inverno"
Dia 21 de junho começa o inverno no Brasil, então em homenagem à estação, mostro uma história em que o Piteco sofreu no inverno rigoroso em Lem dando até vontade de se casar com a Thuga. Com 8 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 79' (Ed. Globo, 1993).
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| Capa de 'Mônica Nº 79' (Ed. Globo, 1993) |
Começa com o Piteco está dando fora na Thuga, mais uma vez querendo se casar com ele. Piteco fala que não vai casar com ela e com ninguém, Thuga diz que eles têm muita coisa em comum e ele responde que só se for local de nascimento. Ela diz que foram feitos um para o outro e Piteco corrige que um para atazanar a vida do outro.
Piteco vai embora, no caminho encontra Bolota, que pergunta porque estava resmungando, e Piteco responde que a Thuga não larga do pé dele. Bolota pensava que era alguma novidade e conta que ele está pegando gravetos para se preparar para o inverno, já tinha ventinho soprando das montanhas e os sábios disseram que será um dos mais rigorosos que tiveram. Piteco não estava lembrando e começa a se preparar com bastante caças, frutas, água e gravetos.
Assim que termina o serviço, chega o inverno para valer. Mesmo agasalhado e com fogueira, sente muito frio e se pergunta se o inverno vai demorar para passar. Ele olha a Thuga olhando para a caverna dele, Thuga volta para a sua caverna e Piteco comenta que está livre dela, por enquanto e que se casasse com ela, a vida seria um inferno. Só que é só da boca para fora porque no seu pensamento, imagina os dois juntos de mãos dadas e bem aquecidos no inverno.
Piteco imagina Thuga preparando caldinho quente para aquecer enquanto come sozinho, lhe fazendo companhia jogando lascas juntos quando está sozinho sem fazer nada e dormindo juntinhos enquanto sente frio deitado. Não consegue dormir e fala que tem que resistir que o inverno vai passar logo.
Passam-se os dias, Piteco mais nervoso e ainda ouve um casal na cama com marido falando que é para esposa aquecê-lo no inverno, dando mais vontade ao Piteco. Ele ainda lembra a frase da Thuga que foram feitos um para o outro e se imagina eles casando, não resiste e sai correndo à caverna da Thuga para dizer que se casa com ela. Só que nesse momento o Sol aparece, terminando o inverno e com o calor dá desculpa que a chamou para avisar que o Sol voltou.
Piteco fica feliz que a Primavera o salvou. Bolota comenta que foi bom a Primavera ter chegado, estação do renascimento, do recomeço, das flores e do amor. Então, Piteco também começa a sentir sintomas de paixão e fala que na Primavera também deixa com ideias perigosas de casamento ao ver a Thuga passando.
História legal com Piteco tendo ideias de se casar com Thuga porque não aguentava a friagem e a solidão no inverno. Nunca quis saber de casamento, mas com a situação que estava vivendo e percebeu que uma vida de casal seria melhor no inverno. Se livrou momentaneamente quando surgiu a Primavera, mas logo se contagiou de novo no final com o amor da Primavera. Prova que Piteco gostava da Thuga, só não queria saber de casamento, tanto que considera que casamento era perigoso na sua visão.
Pode notar que foi praticamente um monólogo com Piteco, era bom quando os personagens falavam sozinhos com eles mesmos a história toda que nem malucos. Como ele estava sozinho em casa, era o jeito falar sozinho. Ficou engraçado, como gosto de dizer, os grandes personagens conseguem fazer graça sozinhos.
A história quis mostrar como era civilização antiga que estocava comida e ficava em casa em isolamento durante todo o inverno rigoroso. Só que adaptada o povo pré-histórico com a vida moderna atual, tipo como o desenho "Os Flintstones". Na Pré-História não tinha nada de agasalhos, cobertas e fogo a ponto de morrerem com inverno rigoroso. Quando o marido fala para a esposa que quer que aqueça neste inverno, é uma referência á música "Quero que tudo vá pro inferno", do Roberto Carlos.
Não considero impublicável, ganha ponto do público do politicamente correto que dessa vez a Thuga não ficou tempo todo atrás do Piteco. É que atualmente, a Thuga não corre mais atrás do Piteco insistentemente nem fazer planos para se casar com ele, tirando toda a essência dos personagens. Porém, teria alteração na parte que ele fala expressão "minha vida seria um inferno" já que a palavra "inferno" está proibida atualmente nas revistas.
Os traços excelentes, típicos dos anos 1990, era muito bom ver desenhos assim. Interessante as cavernas com vários andares foram retratadas como apartamentos e condomínios. Dependendo do roteirista ou do estilo da história, as cavernas eram mostradas assim, mas o mais comum era cada um em uma caverna no chão.
quinta-feira, 17 de junho de 2021
HQ "Cascão entrou pelo cano"
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| Capa de 'Almanaque do Cascão Nº 34' (Ed. Globo, 1996) |
Logo Cascão vê Mônica olhando para o cano e ele acha que não seria esperta e devia estar olhando para outro cano. Mônica vai em direção e Cascão fica desesperado e tenta fugir, mas percebe que ficou preso. Quando Mônica está quase chegando, o cano é suspenso por uma alavanca de um trator. Ele não sabe o que acontece lá fora, só percebe que está voando e acaba o cano sendo encaixado em um outro cano. Cascão vê que ficou escuro, mas pelo menos fica aliviado que escapou da Mônica, é o esconderijo mais seguro que encontrou.
Enquanto isso, o leitor descobre que estava havendo um evento da inauguração do chafariz, com presença do prefeito e cheio de gente para ver o momento. Cascão havia entrado no momento em que estavam conduzindo o fechamento dos canos para a inauguração. O prefeito abre a válvula para acionar o chafariz. Cascão estava dentro dos canos, percebe ruído, cheiro e sabia que era sintomas que água estava vindo.
A gente pensa que finalmente ele ia se molhar, mas de repente a água para de fluir e todos estranham que chafariz não funcionou. O prefeito disfarça e chama atenção do Geraldo, que seria alguém do governo e genro do prefeito, e Geraldo diz que não sabia o que aconteceu enquanto o povo ovaciona jogando tomates e peras neles.
O chafariz não funcionou porque o Cascão colocou um guarda-chuva para tampar o fluxo de água e não molhá-lo. O prefeito abre mais a válvula e a pressão da água não aguenta o guarda-chuva, a área que o prefeito e seu genro está inchando com a água, o chão se abre jorrando água com prefeito e Geraldo em cima e Cascão sai pela saída do chafariz. Um verdadeiro vexame para a prefeitura. Ao mesmo tempo, Cascão cai em cima da Mônica e Geraldo cai em cima do prefeito. Cascão comenta que não sentiu a queda porque caiu em alguma coisa macia enquanto Geraldo propõe ao sogro prefeito que podia lançar uma cascata artificial no lugar. Tanto Mônica quanto o prefeito ficam com raiva do Cascão e Geraldo, respectivamente e no final Cascão e Geraldo se escondem em uma árvore e Cascão pergunta a Geraldo se ele aprontou coma Mônica enquanto Mônica e prefeito ficam procurando seus desafetos.
História muito engraçada, cheia de movimento, com Cascão se escondendo da Mônica em um cano para não apanhar, mas quase acabou se dando muito mal, prestes a se molhar com a água que ia acionar o chafariz da prefeitura. No momento do desespero Cascão sempre tem alguma astúcia, quando a gente pensa que ele finalmente ia tomar banho, ele tem uma ideia inusitada e consegue escapar. Dessa vez foi o seu guarda-chuva inseparável, que sempre anda a tiracolo que o ajudou a escapar do banho e ainda tirou os planos do prefeito de ganhar prestígio com a inauguração do chafariz.
Foi muito engraçado ver esses apuros do Cascão, sempre rendiam ótimas histórias desse tipo de fugir do banho a todo custo, na marra. Cascão caindo em cima da Mônica foi engraçado demais e tem absurdo de ele sair na saída do chafariz com entrada tão pequena.
Eu gostava também dos personagens falando sozinhos, se achando convencidos, achando que nasceram com "bumbum virado pra Lua" quando tinham muita sorte, ou se achando gênios, como o Cascão falando pra si mesmo "As vezes não sei como você aguenta ser tão inteligente". Cascão e Chico Bento eram campeões naquela época com essa personalidade, normalmente se davam muito mal com final hilário quando agiam assim.
Os traços excelentes, já com estilo consagrado dos anos 1980 e que nunca deviam ter mudado. Não foi mostrado o que Cascão aprontou com a Mônica, já colocando ele entrando no cano, para agilizar a trama, já que era uma revista quinzenal com 36 páginas. Bom que vão direto ao ponto sem enrolação, só se sabe que ele aprontou com ela e o motivo fica na imaginação de cada um. Até o título da história foi engraçado, trocadilho "Cascão entrou pelo cano", dando dupla interpretação que se encaixa perfeitamente: entrou no cano para o chafariz ou expressão popular de que se deu muito mal. Eram criativos até nos títulos.
Foi legal também mostrar um prefeito ambicioso e boa a crítica do prefeito colocar parente em sua equipe sem ninguém saber. Incorreta pelo tema do Cascão entrar em um cano e ser perigoso, além de palavras como "Diacho!", "droga" e "imbecil serem proibidas atualmente, o prefeito procurar o genro com um pau na mão dando ideia de violência de dar paulada nele e Mônica procurar Cascão na lata de lixo, coisa que não tem mais hoje.












































