quinta-feira, 1 de julho de 2021

Chico Bento: HQ "É o meu aniversário (E o dele também)"


Dia Primeiro de Julho é o aniversário do Chico Bento. Em comemoração, mostro uma história em que o Genesinho resolveu comemorar aniversário dele no mesmo dia que o Chico, causando muita confusão. Com 14 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 299' (Ed. Globo, 1998).

Capa de 'Chico Bento Nº 299' (Ed. Globo, 1998)

Nela, Chico Bento conta para a Rosinha que na sua festa de aniversário, a mãe prometeu fazer muito pé-de-moleque, suco de caju e vai ter corrida de burro e brincadeira de porco lambuzado. Rosinha acha que a festa vai ser muito legal. Chico comenta que será semana que vem, dia primeiro de julho e não terá aula na escola porque começam as férias, todos vão poder ir e não terá encrenca no aniversário.


Genesinho aparece, beija a mão da Rosinha, a chama de flor e anjo dos anjos e dá um peteleco no chapéu do Chico. Ele entrega convites para a sua festa de aniversário, fala que é no dia 4 de julho, mas como vai cair sábado e ele vai viajar sexta, resolveu comemorar no dia primeiro de julho, bem no dia no aniversário do Chico, e ainda debocha perguntando se na festinha do Chico vai ter bolo de fubá.


Chico fica com raiva, acha uma sem-vergonhice. Rosinha pensa que foi coincidência e ele diz que depois dos elogios do Genesinho de chamar Rosinha de flor e anjo dos anjos, tem certeza que ele quer que a Rosinha vai à festa sem ele. Rosinha diz que Chico está com ciúmes e sugere que eles comemorem juntos os aniversários. Chico diz que não porque Genesinho vai ficar o tempo todo contando vantagens em cima dele, aí prefere fazer festa sozinho com bolo de fubá e tudo e que vai ser engraçado ninguém ir na festa do Genesinho.


Enquanto fala, Rosinha está olhando para o convite do Genesinho interessada. Ela diz que na festa dele vai ter balão, brincadeiras, palhaço, show de música, passeio de bugue e de barco. Chico vendo o interesse dela, trata logo de convidar toda a turma se quiser honrar seu bolo de fubá e ainda fez uma lista porque conhece muita gente e não pode esquecer de alguém.


Quando convida Hiro e Zé da Roça, Chico vê que o Genesinho acabara de ter mandado o convite para a festa para eles. Chico os chama de amigos-da-onça e eles falam que Chico também vai ser convidado pelo Genesinho, a vila toda foi convidada. Chico vê Zé Lelé com convite do Genesinho dizendo que vai ter docinhos, salgadinhos e refrigerante, só de imaginar a barriga ronca e Chico pergunta se esqueceu do aniversário dele e Zé Lelé pensa que nasceram no mesmo dia e são gêmeos. 


Logo depois, Chico vê a vila toda empolgada com a festa do Genesinho, gostando que vai mandar motorista buscá-los, vão usar melhor vestido, ficar dia todo sem comer antes da festa e vai ser melhor que o arrasta-pé do Nhô Anacleto. Rosinha pergunta se Chico convidou todo mundo e ele responde que mais ou menos, mas sabe que os verdadeiros amigos vão aparecer na sua festa.


No dia da festa, Chico ninguém foi, os pais cantam Parabéns para ele e Seu Bento fala que não é para ficar triste, pelo menos sobra mais comida para eles. Enquanto come o bolo, Chico comenta que os amigos desnaturados não sabem o doce de carambola que estão perdendo. Rosinha aparece, dá o presente de uma calça e pergunta pelo pessoal. Chico diz que não foi ninguém e Rosinha conta que a festa do Genesinho era mais cedo, já dava para todos estarem lá. Ela dá desculpa que tem que ir porque tem compromisso de dar milho para as galinhas e Chico pensa que ela quer ir para a festa do Genesinho.


Na verdade, Rosinha foi investigar porque ninguém apareceu na festa do Chico. Ela vê que o tronco de árvore que fazia ponte no atalho à casa do Genesinho foi posta para o outro lado e aí ninguém podia sair de lá. Quando chega lá, vê todos entediados com o show do Genesinho andando de bicicleta. Hiro conta para a Rosinha que tentaram fugir, mas a ponte do atalho estava afastada e foram lá porque o motorista buscou todos. 


Com a ponte de volta ao lugar, todos vão à festa do Chico. Genesinho gosta de ver a Rosinha, mas ela diz que tem que ir para a festa do Chico e Genesinho conta que na próxima pede ao Jarbas afastar mais a ponte, entregando, assim, que foi plano dele para ninguém ir para a festa do Chico. Rosinha fica braba e vai embora.


Todos chegam à festa do Chico cantando que ele era um grande amigo do coração e ele fica feliz. Só que sente falta do Genesinho e vai até a casa dele buscá-lo e no final os dois comemoram os seus aniversários no sítio do Chico assoprando vela do bolo juntos e Chico comenta que o melhor do aniversário não é a festança, é a lembrança.


História muito legal com o Chico tendo problemas quando o Genesinho resolveu comemorar o aniversário dele no mesmo dia do aniversário do Chico e, com medo de ninguém ir, criou um plano infalível de  tirar do lugar o tronco da árvore que servia de atalho para a casa dele só para ninguém ir para a festa do Chico. Apesar de tudo, no final o Chico não guardou rancor, ficou com pena do Genesinho e resolveu buscá-lo para comemorarem juntos seus aniversários no sítio, provando que tem coração puro e não guarda mágoas.


A história mostra também a diferença entre festas de ricos e festas de pobres e decidir qual tipo de festa é melhor. Os amigos do Chico ficaram empolgados com o luxo da festa do Genesinho, como refrigerantes, show de música, palhaço, passeio de barco, etc, mas depois viram que a simplicidade da festa do Chico era melhor. Tem também mensagem de amizade, de ver quem são os verdadeiros amigos na hora que precisamos, quem gostasse do Chico iria na festa dele sem se preocupar com o luxo da festa do Genesinho, e também bonita a mensagem de Chico não sentir raiva do Genesinho depois de tudo que ele aprontou e os dois comemoram aniversário juntos. 


Foi legal ver o ciúme do Chico enquanto Genesinho entregava convite para a Rosinha, a preocupação do Chico de ninguém ir por ver seus amigos deslumbrados com o luxo que ia ter na festa do Genesinho e Zé Lelé achar que o Genesinho era irmão gêmeo do Chico por pensar que nasceram no mesmo dia. Se fosse, Genesinho também seria primo dele já que Chico e Zé Lelé são primos. 

Dessa vez o Genesinho não ficou focado em conquistar o coração da Rosinha, intenção foi só perturbar o Chico tirando os amigos dele na festa. O Genesinho foi criado em 1991 para ser o rival do Chico, principalmente em tirar a Rosinha dele, mas também tinham outros conflitos sem ser isso e ter contraste entre menino pobre e menino rico, como aconteceu nessa história. 


Tudo indica que foi escrita pelo Paulo Back, tem jeito de ser dele, mas nada confirmado. Deu para notar que tiveram vários personagens secundários contracenando com eles, como eram poucas crianças interagindo na Turma do Chico Bento, aí precisaram colocar secundários. Ainda assim, faltaram colocar a Ritinha e a Maria Cafufa e chama a atenção, dentre tantos secundários, que não teve nenhum negro, provavelmente esquecimento deles e fora que na época ninguém prestava atenção nisso. Hoje o pessoal ia implicar e reclamar disso, que seria falta de representatividade. De curiosidade, os dias da semana ao falarem que dia 1º de julho caiu quarta-feira e 4 de julho caiu sábado, por exemplo, seguiu exatamente o calendário de 1998.


Traços muito bons, típicos dos anos 1990. Não considero incorreta, daria para pelo menos republicarem. No máximo, podiam deixar o Genesinho menos metido, talvez alterariam desenho colocando algumas crianças negras e mudariam  parte que Genesinho diz que Chico era namoradinho da Rosinha, pois hoje não são mais mostrados como namorados nas histórias.

FELIZ ANIVERSÁRIO, CHICO BENTO!!!

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Capa da Semana: Pelezinho nº 44

Uma capa bem caprichada com o Pelezinho fazendo embaixadinhas com a bola de cristal de uma vidente. Engraçada a cara de raiva dela vendo a façanha do Pelezinho. Muito boa.

A capa dessa semana é de 'Pelezinho Nº 44' (Ed. Abril, Março/ 1981).

quinta-feira, 24 de junho de 2021

HQ "A Quadrilha do Cebolinha"


No Dia de São João, mostro em homenagem uma história em que o Cebolinha foi confundido por chefe de uma quadrilha perigosa de assaltantes de banco dando muita confusão. Com 6 páginas, foi publicada em 'Almanaque da Mônica Nº 9 - Especial Festas Juninas' (Ed. Abril, 1981).

Capa de 'Almanaque da Mônica N° 9 - Especial Festas Juninas' (Ed. Abril, 1981)

Cebolinha está atrasado para o ensaio da quadrilha da Festa Junina e corre com medo da Mônica brigar com ele, mas não lembra onde era o local do ensaio. Cebolinha resolve perguntar para um homem onde fica a quadrilha e ele responde que era ali, só estavam esperando por ele e já estava tudo preparado.


Cebolinha pensa que a Mônica deixou o cara esperando por ele se achar o melhor dançarino da quadrilha do bairro. Eles entram em um galpão e os ladrões que iam assaltar o banco do bairro se assustam com a entrada repentina e falam ao João que não é mais para fazer isso  e perguntam se ele trouxe o novo chefe da quadrilha deles. João mostra o Cebolinha e eles reclamam que era um anãozinho e não vai ser esse baixinho que vai dar ordem neles enquanto Cebolinha pensa que lá era o local que eles iam ensaiar a quadrilha e reclama que lá estava cheio de pulgas.


Os bandidos comentam que o chefe deles era o mais perigoso e inteligente bandido do país e se ele ouvisse a ofensa e atirasse estariam perdidos. Cebolinha pergunta se a quadrinha são eles e os bandidos pensam que ele trabalhou com outros mais perigosos que eles. Cebolinha pensa que a Mônica aprontou com ele arranjando pessoas que não sabem dançar e ele vai ter ensinar tudo a eles. Os bandidos perguntam ao Cebolinha quando começam e ele fala agora mesmo só que reclama que eles não estão vestidos ainda. 


Cebolinha faz todos se vestirem com roupa caipira e vão ensaiar em frente ao banco, manda formarem uma roda e começarem a rodar. Quando ele fala para olharem o pai da moça, os bandidos pensam que era sinal para eles atacarem o guarda, pegarem o dinheiro e sumirem. Na dança, caem as perucas deles e o guarda prende todos os bandidos. Cebolinha, sem saber de nada, pergunta onde vão levar a quadrilha dele e que não dá para ensaiar sozinho e aí desiste falando que a Mônica arrume outra pessoa no seu lugar. 

No final, o verdadeiro chefe da quadrilha de bandidos está desesperado pedindo para polícia aparecer e não aguentando mais dançar quadrilha com as crianças enquanto Mônica comenta com Cascão que ele estava procurando por uma quadrilha e não tinha ninguém para pôr no lugar do Cebolinha.


História muito legal com Cebolinha sendo confundido por um bandido perigoso, chefe de quadrilha para assaltar bancos. Interessante que o os bandidos pensavam que ele era o chefe deles e ao mesmo tempo o Cebolinha não sabia que eles eram bandidos, pensando que eram apenas pessoas que ele tinha que ensinar dançar quadrilha, e, sem querer, ajudou a evitar que eles assaltarem o banco.  Em nenhum momento ele teve conhecimento disso, nem quando foram presos. E legal que no final o verdadeiro chefe estava dançando quadrilha no lugar do Cebolinha.


Engraçado ver Cebolinha pensando que era instrutor de dança e fazer todos vestidos com roupas de caipira, alguns até vestidos de mulher e o bandido verdadeiro não aguentar as crianças. Foi bem criativo o trocadilho de quadrilha de dança de Festa Junina e quadrilha de bandidos, dando até um duplo sentido no título, coisa que gostavam de fazer na época. Por isso foi ambientada em história de Festa Junina para atender ao trocadilho que tanto queriam.

Era comum na época história com os personagens sendo confundidos com  chefe de organização de assaltantes de bancos por ter uma estatura parecida ou serem verdadeiros sósias deles. As vezes tinham conhecimento que eram bandidos, outras vezes só sabiam no final ou tinham conhecimento em nenhum  momento como nessa história. Completamente impublicável, não só por ter bandidos armados como também Cebolinha se envolver com a quadrilha em tentativa de assalto a banco, como sendo uma das coisas mais inadmissíveis  que a MSP em relação ao politicamente correto fez até hoje.


Os traços muito bons, típicos de histórias de 1981 com uma mistura de superfofinhos do final dos anos 1970 e com o estilo que eles queriam colocar nos anos 1980, ou seja, uma foi uma fase de transição. Na época o Cebolinha pensava trocando as letras, hoje colocam só pensando certo pra ficar igual a quem tem dislalia na vida real. Nunca foi republicada até hoje assim como todas as histórias inéditas desse almanaque da Mônica Nº 9. Muito bom relembrar essa história há exatos 40 anos.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Piteco: HQ "Perigos do inverno"

Dia 21 de junho começa o inverno no Brasil, então em homenagem à estação, mostro uma história em que o Piteco sofreu no inverno rigoroso em Lem dando até vontade de se casar com a Thuga. Com 8 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 79' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Mônica Nº 79' (Ed. Globo, 1993)

Começa com o Piteco está dando fora na Thuga, mais uma vez querendo se casar com ele. Piteco fala que não vai casar com ela e com ninguém, Thuga diz que eles têm muita coisa em comum e ele responde que só se for local de nascimento. Ela diz que foram feitos um para o outro e Piteco corrige que um para atazanar a vida do outro.

Piteco vai embora, no caminho encontra Bolota, que pergunta porque estava resmungando, e Piteco responde que a Thuga não larga do pé dele. Bolota pensava que era alguma novidade e conta que ele está pegando gravetos para se preparar para o inverno, já tinha ventinho soprando das montanhas e os sábios disseram que será um dos mais rigorosos que tiveram. Piteco não estava lembrando e começa a se preparar com bastante caças, frutas, água e gravetos.

Assim que termina o serviço, chega o inverno para valer. Mesmo agasalhado e com fogueira, sente muito frio e se pergunta se o inverno vai demorar para passar. Ele olha a Thuga olhando para a caverna dele, Thuga volta para a sua caverna e Piteco comenta que está livre dela, por enquanto e que se casasse com ela, a vida seria um inferno. Só que é só da boca para fora porque no seu pensamento, imagina os dois juntos de mãos dadas e bem aquecidos no inverno.

Piteco imagina Thuga preparando caldinho quente para aquecer enquanto come sozinho, lhe fazendo companhia jogando lascas juntos quando está sozinho sem fazer nada e dormindo juntinhos enquanto sente frio deitado. Não consegue dormir e fala que tem que resistir que o inverno vai passar logo.

Passam-se os dias, Piteco mais nervoso e ainda ouve um casal na cama com marido falando que é para esposa aquecê-lo no inverno, dando mais vontade ao Piteco. Ele ainda lembra a frase da Thuga que foram feitos um para o outro e se imagina eles casando, não resiste e sai correndo à caverna da Thuga para dizer que se casa com ela. Só que nesse momento o Sol aparece, terminando o inverno e com o calor dá desculpa que a chamou para avisar que o Sol voltou.

Piteco fica feliz que a Primavera o salvou. Bolota comenta que foi bom a Primavera ter chegado, estação do renascimento, do recomeço, das flores e do amor. Então, Piteco também começa a sentir sintomas de paixão e fala que na Primavera também deixa com ideias perigosas de casamento ao ver a Thuga passando.

História legal com Piteco tendo ideias de se casar com Thuga porque não aguentava  a friagem e  a solidão no inverno. Nunca quis saber de casamento, mas com a situação que estava vivendo e percebeu que uma vida de casal seria melhor no inverno. Se livrou momentaneamente quando surgiu a Primavera, mas logo se contagiou de novo no final com o amor da Primavera. Prova que Piteco gostava da Thuga, só não queria saber de casamento, tanto que considera que casamento era perigoso na sua visão.

Pode notar que foi praticamente um monólogo com Piteco, era bom quando os personagens falavam sozinhos com eles mesmos a história toda que nem malucos. Como ele estava sozinho em casa, era o jeito falar sozinho. Ficou engraçado, como gosto de dizer, os grandes personagens conseguem fazer graça sozinhos. 

A história quis mostrar como era civilização antiga que estocava comida e ficava em casa em isolamento durante todo o inverno rigoroso. Só que adaptada o povo pré-histórico com a vida moderna atual, tipo como o desenho "Os Flintstones". Na Pré-História não tinha nada de agasalhos, cobertas e fogo a ponto de morrerem com inverno rigoroso. Quando o marido fala para a esposa que quer que aqueça neste inverno, é uma referência á música "Quero que tudo vá pro inferno", do Roberto Carlos.

Não considero impublicável, ganha ponto do público do politicamente correto que dessa vez a Thuga não ficou tempo todo atrás do Piteco. É que atualmente, a Thuga não corre mais atrás do Piteco insistentemente nem fazer planos para se casar com ele, tirando toda a essência dos personagens. Porém, teria alteração na parte que ele fala expressão "minha vida seria um inferno" já que a palavra "inferno" está proibida atualmente nas revistas. 

Os traços excelentes, típicos dos anos 1990, era muito bom ver desenhos assim. Interessante as cavernas com vários andares foram retratadas como apartamentos e condomínios. Dependendo do roteirista ou do estilo da história, as cavernas eram mostradas assim, mas o mais comum era cada um em uma caverna no chão. 

quinta-feira, 17 de junho de 2021

HQ "Cascão entrou pelo cano"

Compartilho uma história em que o Cascão entra em um cano para escapar de levar surra da Mônica, mas que consegue se meter em uma enrascada pior ainda. Com 7 páginas, foi história de abertura de 'Cascão Nº 82' (Ed. Abril, 1985) e republicada em 'Almanaque do Cascão Nº 34' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Almanaque do Cascão Nº 34' (Ed. Globo, 1996)

Começa o Cascão fugindo da Mônica depois de ter aprontado com ela e se esconde dentro de um cano. Ela não vê e vai embora, deixando Cascão aliviado, se achando um gênio porque lá seria o último lugar que Mônica ia procurá-lo.

Logo Cascão vê Mônica olhando para o cano e ele acha que não seria esperta e  devia estar olhando para outro cano. Mônica vai em direção e Cascão fica desesperado e tenta fugir, mas percebe que ficou preso. Quando Mônica está quase chegando, o cano é suspenso por uma alavanca de um trator. Ele não sabe o que acontece lá fora, só percebe que está voando e acaba o cano sendo encaixado em um outro cano. Cascão vê que ficou escuro, mas pelo menos fica aliviado que escapou da Mônica, é o esconderijo mais seguro que encontrou. 

Enquanto isso, o leitor descobre que estava havendo um evento da inauguração do chafariz, com presença do prefeito e cheio de gente para ver o momento. Cascão havia entrado no momento em que estavam conduzindo o fechamento dos canos para a inauguração. O prefeito abre a válvula para acionar o chafariz. Cascão estava dentro dos canos, percebe ruído, cheiro e sabia que era sintomas que água estava vindo.

A gente pensa que finalmente ele ia se molhar, mas de repente a água para de fluir e todos estranham que  chafariz não funcionou. O prefeito disfarça e chama atenção do Geraldo, que seria alguém do governo e genro do prefeito, e Geraldo diz que não sabia o que aconteceu enquanto o povo ovaciona jogando tomates e peras neles. 

O chafariz não funcionou porque o Cascão colocou um guarda-chuva para tampar o fluxo de água e não molhá-lo. O prefeito abre mais a válvula e a pressão da água não aguenta o guarda-chuva, a área que o prefeito e seu genro está inchando com a água, o chão se abre jorrando água com prefeito e Geraldo em cima e Cascão sai pela saída do chafariz. Um verdadeiro vexame para a prefeitura. Ao mesmo tempo, Cascão cai em cima da Mônica e Geraldo cai em cima do prefeito. Cascão comenta que não sentiu a queda porque caiu em alguma coisa macia enquanto Geraldo propõe ao sogro prefeito que podia lançar uma cascata artificial no lugar. Tanto Mônica quanto o prefeito ficam com raiva do Cascão e Geraldo, respectivamente e no final Cascão e Geraldo se escondem em uma árvore e Cascão pergunta a Geraldo se ele aprontou coma Mônica enquanto Mônica e prefeito ficam procurando seus desafetos.

História muito engraçada, cheia de movimento, com Cascão se escondendo da Mônica em um cano para não apanhar, mas quase acabou se dando muito mal, prestes a se molhar com a água que ia acionar o chafariz da prefeitura. No momento do desespero Cascão sempre tem alguma astúcia, quando a gente pensa que ele finalmente ia tomar banho, ele tem uma ideia inusitada e consegue escapar. Dessa vez foi o seu guarda-chuva inseparável, que sempre anda a tiracolo que o ajudou a escapar do banho e ainda tirou os planos do prefeito de ganhar prestígio com a inauguração do chafariz.

Foi muito engraçado ver esses apuros do Cascão, sempre rendiam ótimas histórias desse tipo de fugir do banho a todo custo, na marra. Cascão caindo em cima da Mônica foi engraçado demais e tem absurdo de ele sair na saída do chafariz com entrada tão pequena. 

Eu gostava também dos personagens falando sozinhos, se achando convencidos, achando que nasceram com "bumbum virado pra Lua" quando tinham muita sorte, ou se achando gênios, como o Cascão falando pra si mesmo "As vezes não sei como você aguenta ser tão inteligente". Cascão e Chico Bento eram campeões naquela época com essa personalidade, normalmente se davam muito mal com final hilário quando agiam assim.

Os traços excelentes, já com estilo consagrado dos anos 1980 e que nunca deviam ter mudado. Não foi mostrado o que Cascão aprontou com a Mônica, já colocando ele entrando no cano, para agilizar a trama, já que era uma revista quinzenal com 36 páginas. Bom que vão direto ao ponto sem enrolação, só se sabe que ele aprontou com ela e o motivo fica na imaginação de cada um. Até o título da história  foi engraçado, trocadilho "Cascão entrou pelo cano", dando dupla interpretação que se encaixa perfeitamente: entrou no cano para o chafariz ou expressão popular de que se deu muito mal. Eram criativos até nos títulos.

Foi legal também mostrar um prefeito ambicioso e boa a crítica do prefeito colocar parente em sua equipe sem ninguém saber. Incorreta pelo tema do Cascão entrar em um cano e ser perigoso, além de palavras como "Diacho!", "droga" e "imbecil serem proibidas atualmente, o prefeito procurar o genro com um pau na mão dando ideia de violência de dar paulada nele e Mônica procurar Cascão na lata de lixo, coisa que não tem mais hoje.