quarta-feira, 23 de abril de 2025

Capa da Semana: Chico Bento Nº 84

Nessa capa, Chico Bento queria andar de barco no rio com a Rosinha, só que não calculou a distância da beira do rio e o barco ficou preso entre as bordas. Tinham vezes que o Chico era bem burro, não pensava, era só dar uma desviada e os dois entrarem só com o barco já no rio ou ter procurado outro ponto do rio.

Essa revista tem curiosidade de ter 2 versões, com e sem etiqueta. Teve a mudança inesperada de moeda no Brasil de Cruzado Novo para Cruzeiro em março de 1990 e o preço já estava impresso antes da mudança da moeda e no segundo lote para ser vendido na segunda quinzena de abril precisaram colocar etiqueta com a moeda Cruzeiro atualizada. Etiqueta era bem grande atrapalhando o visual da capa. Esse exemplar foi do primeiro lote e, com isso, sem etiqueta, e aconteceu isso também nas edições de 'Cascão Nº 84' e 'Magali Nº 21' da primeira quinzena de abril de 1990.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 84' (Ed. Globo, Abril/ 1990).

sábado, 19 de abril de 2025

HQ "Sorria, Papa-Capim!"

Dia 19 de abril é o "Dia dos Índios" e então mostro uma história em que o Cafuné pensa que o Papa-Capim ficou preso em uma folha ao vê-lo em uma fotografia. Com 6 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 242' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Chico Bento Nº 242' (Ed. Globo, 1996)

Um homem branco visita a selva, tira fotografias de tudo e até do Papa-Capim, que fica com raiva do flash que quase o deixa cego e corre atrás do homem. A fotografia cai no chão na correria, Cafuné olha e pensa que prenderam o Papa-Capim em uma folhinha. 

Cafuné volta para a aldeia, a mãe do Papa-Capim pergunta pelo filho que estava com ele. Cafuné tenta esconder, Dona Jacira fica desesperada pensando que o filho foi comido por jacaré, devorado por onça ou atacado por cobra e Cafuné mostra a foto, dizendo que ficou assim. 

Dona Jacira manda o filho falar com ela, Cafuné fala que já tentou, mas só fica com essa cara de bobo e vão procurar o Pajé para ver se desfaz aquela magia. Pajé faz o ritual, usa todos seus conhecimentos, mas não consegue. Cafuné diz que pelo menos vai olhar para o amigo, que vai sentir falta das caçadas, aventuras e brincadeiras e pergunta que se pudesse falar com ele, o que diria. 

Papa-Capim fala tonto, bocó e cara de macaco. Cafuné pensa que havia xingado, Papa-Capim o chama de maluco e fala que está ali. Cafuné fica feliz de ter o visto e pergunta como pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, mostra a foto e Papa-Capim fala que deve ser magia negra do caraíba que fugiu dele.

Para se livrarem da foto, Papa-Capim vai jogar fora no rio, pode ser perigoso e que coisas de caraíbas servem para nada. Antes de jogar no rio, Papa-Capim olha para a foto, acaba gostando e resolve pendurar na parede da sua oca.

História legal em que um homem tira foto do Papa-Capim e Cafuné e o resto da tribo se desesperam, pensam que foi magia negra de prenderem o Papa-Capim e deixá-lo imóvel em uma folha já que nunca tinham visto uma fotografia. Com a volta dele à aldeia, Cafuné fica aliviado e pensam em jogar fora a foto, mas resolve pendurá-la na parede da oca como um quadro. Ou seja, sem querer o Papa-Capim descobriu a verdadeira utilidade de uma fotografia. Ainda assim os outros continuaram achando que era tudo magia negra.

Foi engraçado ver o desespero da mãe do Papa-Capim e dos índios pensando que ele estava preso na folha e que era obra de magia negra, o ritual do Pajé e com palavras até conhecidas pela gente como Ubatuba, Paiçandu e Pindamonhangaba, além do Cafuné pensar que a foto o xingou. Eram boas essas histórias em que índios não sabiam as coisas típicas de caraíbas e não sabiam lidar, um choque de culturas selvagens e da civilização que sempre deixavam divertidas.

Dessa vez descobrimos que o nome da mãe do Papa-Capim era Dona Jacira, nunca tinha visto sido revelado antes. O pai deve ser o índio que ficou do lado dela, normalmente o pai era o Cacique da aldeia, mas às vezes  podia ser índio qualquer e também não foi revelado se ele era o Cacique.

Incorreta atualmente por mostrar índios primitivos que não sabem nem o que é uma fotografia, acharem que são ignorantes, coisa abolida nos gibis atuais, e ainda serem chamados de índios, palavra proibida hoje, já que agora o correto é serem chamados de indígenas, "Dia dos Índios" agora se chama "Dia dos Povos Indígenas" e para se referir a índios primitivos agora tem que falar que são "povos indígenas originários". Papa-Capim com lança na mão para atacar o homem e chamá-lo de cara de macaco iam também problematizar demais hoje em dia. 

Também implicariam com câmera tipo "Polaroid" que revela fotografia na hora por não gostarem de coisas datadas. Porém, isso foi fundamental na história, se fosse celular no lugar não teria história já que ainda não revelam fotos instantaneamente, a não ser que o homem perdesse o celular com a foto do Papa-Capim aberta

Traços bons, típicos dos anos 1990. O formato do nariz do Papa-Capim ficou diferente em forma "^" ao invés de "c". O que não gosto dessa colorização no primeiro semestre de 1996 com o mesmo marrom escuro em tudo e personagens como Papa-Capim, Raposão ficavam quase pretos, parecendo que eram negros. Povo do politicamente correto de  hoje também ia reclamar demais de índios com colorização como essa. O fundo degradê já não estava mais em todos os quadros e 1996 como era no segundo semestre de 1995, só em alguns quadros isolados e em céu aberto ou em uma ou outra moita. 

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Tirinha Nº 114: Magali

 

Páscoa chegando e em homenagem mostro uma tirinha em que Magali e Mônica estão carregando seus ovos de Páscoa,  Magali devora o seu gigante em questão de segundos e não satisfeita, corre atrás da Mônica para comer o ovinho de Páscoa dela. Resta saber se conseguiu ou não,  fica na imaginação de cada um.

Com a Magali não tinha paciência de esperar o dia da Páscoa,  tinha que comer na hora. Mônica podia não deixar, bater na Magali ou impedir de alguma forma,  mas ela costumava ser mais tolerante com a amiga. Era a característica padrão da Magali de comer as comidas dos amigos, armar pra conseguir, bem egoísta, assim que ficava divertida. 

Tirinha publicada em 'Magali Nº 151' (Ed. Globo, 1995).

domingo, 13 de abril de 2025

Mônica: HQ "Como se beija?"

Dia 13 de abril é celebrado o "Dia do Beijo" e, então, mostro uma história em que a Mônica quer aprender a beijar na boca como as atrizes de novela e o Cebolinha aproveita para criar um plano infalível contra ela. Com 9 páginas, foi história de abertura de 'Mônica Nº 166' (Ed. Abril, 1984).

Capa de 'Mônica Nº 166' (Ed. Abril, 1984)

Mônica vê casais se beijando na boca na novela, no outdoor e no livro de conto de fadas da Bela Adormecida. Ela vai ao banheiro treinar beijo diante do espelho, é flagrada pelos pais, dá desculpa que estava vendo se estava com cáries nos dentes, mas que eles estão perfeitos e sai cantando como se nada tivesse acontecido.

Na rua, encontra a Magali que diz que está com problemão de que não sabe beijar, enquanto Cebolinha ouve atrás da moita. Magali diz que a Mônica a beijou ontem por causa do aniversário. Mônica conta que não fala desse tipo de beijo de amigas, e, sim, de beijos do tipo do artista dá na atriz na novela, nas fotos de cartazes e revistas, já que quer ser atriz, precisa aprender a dar esse beijo e Cebolinha pensa que não está gostando do papo.

Mônica pergunta quem vai ensinar a dar esse beijo, quando vê o cabelo do Cebolinha atrás da moita. Antes da Mônica falar, ele grita que não vai ensinar ninguém a beijar e que pode bater nele. Mônica diz que só queria saber se ele conhece alguém para dar dicas e imagine se ia pedir isso a ele, que entende nada disso. Cebolinha fica com raiva com a humilhação dela e tem ideia de um plano infalível.

Depois, Mônica e Magali veem placas de anúncio do Rodolfo Cebolino, professor que ensina a beijar, dez entre dez estrelas já o beijaram. Elas seguem as placas e encontra o Cebolinha disfarçado de Rodolfo Cebolino, que diz que é  mestre em beijar, às suas ordens, trocando "R" pelo "L". Magali comenta que fala errado que nem o Cebolinha e Rodolfo diz que foi o mestre Cebolinha quem o ensinou a beijar as atrizes e pegou a mania de falar errado dele. 

Rodolfo fala que Mônica não tem jeito para beijo artístico, melhor desistir. Mônica pede para ajudá-la para quando for atriz não dar vexame. Ele aceita e espera o pagamento adiantado pelas aulas. Mônica fala que não tem dinheiro e ele aceita o Sansão como pagamento. Mônica fica sem jeito, ele diz que imagine o vexame e as vaias que ela vai receber por não saber beijar e quando a Mônica está prestes a entregar o Sansão, Cascão e vários garotos vão reclamar do Rodolfo Cebolino que está beijando as meninas do bairro, que ninguém beija as namoradas deles e querem dar uma lição no assanhado. 

Cebolinha se entrega que era ele, foi só um plano para deixar a Mônica com cara de tacho e pegar o coelhinho dela. Mônica vê e bate no Cebolinha. No final, duas meninas veem o Cebolinha surrado e uma delas que dar um beijo para sarar os machucados. Cebolinha foge correndo desesperado e elas ficam sem entender com amenina que queria beijá-lo perguntando o que ela disse de errado.

História muito engraçada em que a Mônica quer aprender a beijar na boca para ser atriz de novela e Cebolinha aproveita para criar plano infalível para azucriná-la e pegar o Sansão. Quase deu certo se os garotos do bairro não fossem tomar satisfações revoltados que com a barraca ele poderia beijar as namoradas deles e Cebolinha revela sua identidade para não apanhar deles, mas acaba apanhando da Mônica e ainda fica traumatizado de beijo, até nas bochechas dado pelas meninas. 

À princípio, Cebolinha ficou com medo da Mônica pedir para que ele ensinasse a beijar, mas depois que foi humilhado e desmoralizado quando ela disse que ele não teria capacidade de ensinar alguém a beijar, resolveu fazer o plano. Mônica sempre burra nessas histórias de plano, muito tapada de acreditar que o Rodolfo falava errado porque aprendeu a beijar com o Cebolinha e pegou mania de falar errado dele, nem para ele mudar prefixo de Cebolino.

Se não fosse pelos meninos do bairro revoltados e ciumentos, o plano daria certo. Se Cebolinha não revelasse para os meninos quem ele era, apanharia da mesma forma, ou deles ou da Mônica, dessa vez não teria escapatória, preferiu apanhar só da Mônica. Dessa vez Cebolinha não chamou o Cascão par ao plano, porém Cascão ajudou a atrapalhar mesmo sem participar com a intervenção dele com outros meninos. Não o chamou provavelmente para Cebolinha provar à Mônica que sabe beijar e para não deixar a história mais longa já que tinha que ser com 9 páginas fora que histórias na Editora Abril costumavam ser mais curtas.

Cebolinha não costumava ser o ator de seus planos porque tinha que ter cuidado para não falar palavras com "R", nessa foi uma das exceções e sempre dava uma desculpa esfarrapada para justificar as palavras com L e a boba da Mônica acreditava. Foi engraçado Mônica ser flagrada pelos pais treinando beijo no espelho e sua desculpa que estava vendo se tinha cáries, Mônica dizer que tem problemão e Magali pensar que falava de matemática e elas nem estudavam, Cebolinha estender ouvido atrás da moita para ouvir melhor a fofoca, não gostar do papo e continuar lá ouvindo, a placa dizer que os preços eram módicos e que dez entre dez estrelas já beijaram Rodolfo Cebolino, dizer que foi o Cebolinha o ensinou a beijar.

O nome do Rodolfo Cebolino foi paródia dos atores Rodolfo Valentino ou Rodolfo Bottino. No caso, inspiração do nome deles, mas não a caracterização do mestre do beijo do Cebolinha como eram os saudosos atores na vida real embora cabelo bagunçado lembra mais o Rodolfo Bottino. Teve também paródia da pasta "Closeup" como "Clozap". Aniversários de personagens ainda não tinham datas fixas na época, aí Magali completou anos em fevereiro nesta história. Meninos e meninas secundários apareceram só nessa história como era de praxe de personagens de aparições únicas.

Incorreta atualmente por criança como a Mônica ter vontade de aprender a dar beijar na boca, assistir novela e ter desejo de ser atriz pra beijar, meninos citando que têm namoradas e Cebolinha aparecer surrado e com galo na cabeça no final e é raro ter histórias de planos infalíveis hoje em dia. Também implicariam com Cebolinha pensar trocando "R" pelo "L" já que atualmente ele pensa certo, sem dislalia, e com expressões de duplo sentido que agora são proibidas como "deixar com cara de tacho".

Os traços ficaram bons, típicos de histórias dos anos 1980, com personagens quase parecidos com a fase consagrada. Tiveram erros de Mônica com língua branca no penúltimo quadro da segunda página da história e sumir os machucados e galo na cabeça do Cebolinha no quadro final. Na época eram comuns propagandas inseridas nas histórias, dessa vez do achocolatado "Toddy" na lateral direita e no rodapé da mesma página. Essa história foi republicada depois no livro 'Mauricio 30 Anos' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Mauricio 30 Anos' (Ed. Globo, 1990)

quarta-feira, 9 de abril de 2025

HQ "Cascão, o bandidão"

Em abril de 1995, há exatos 30 anos, estava nas bancas o gibi com a história "Cascão, o bandidão" em que Mônica, Cebolinha e Xaveco pensam que o Cascão é assaltante de banco depois de ter visto um retrato falado do bandido na televisão. Com 12 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 215' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Cascão Nº 215' (Ed. Globo, 1995)

Cascão pergunta para Mônica, Cebolinha e Xaveco se pode brincar de vôlei com eles, que não aceitam, só se parar de ventar ou tomar banho. Cascão os chama de bobões e egoístas, eles falam que é instinto de sobrevivência. Cascão derruba a rede de vôlei deles e vai  embora e Mônica fala que não tem culpa de Cascão ser um porquinho.

A turma segue o jogo de vôlei, Mônica ganha, Xaveco acha covardia dois contra a Mônica e vão tomar suco na casa da Mônica. Lá, veem noticiário na TV que ocorreu um assalto no banco do bairro do Limoeiro, bandido violento, dominou guardas, ameaçou clientes, uma diz que ele tinha revólver e estava com coceira no dedo e era feioso, baixinho e muito sujo.

Quando veem retrato falado do bandido, a turma pensa que era o Cascão e se desesperam, acham que o deixaram muito nervoso, se revoltou e partiu para carreira do crime e ficam tristes pelo amiguinho. Até que aparece o Cascão e eles se escondem assustados atrás de uma pedrona. Eles com medo procuram não contrariar o Cascão, que acha que estão arrependidos e pergunta se querem brincar com ele de mocinho e bandido e mostra segurando uma arma.

A turma volta para a pedrona, Cascão manda para virem perto dele, a turma diz que vai, mas não é para atirar. Cebolinha pergunta para o Cascão se eles sempre foram amigos. Cascão responde que mais ou menos, sempre foi forçado a participar de planos infalíveis contra a Mônica e sempre apanharam. Cebolinha diz que então o problema é com a Mônica e pode atirar nela. Cascão fala que atira em quem ele quiser porque ele é o Kid Cascão, o Justiceiro, o gatilho mais rápido, o mais temido e eles são uns ratos.

A turma concorda com tudo, Cascão fala que têm desafiá-lo senão, não tem graça. A turma não concorda, Cascão diz que está com coceira nos dedos e os três fogem para a pedrona. Aparece a Maria Cebolinha, eles acham que Cascão quer deixá-la como refém, imploram para ter dó, é só uma criancinha indefesa. Cebolinha corre até lá e leva a irmãzinha para a pedrona.

Para saírem da situação, o trio vai junto ao Cascão, se fazem de camaradas, enchem de elogios, conseguem prendê-lo e o leva para o guarda, dizendo que prenderam o assaltante do banco e que estão com a arma do crime. O guarda diz que estão ocupados, capturando o verdadeiro assaltante Cara-Suja.


A turma vê que é diferente do retrato falado e que a arma era de brinquedo e pedem desculpas ao Cascão que confundiram com bandido, que foi uma bobagem pensarem isso logo dele e convidam para brincar. Bate um vento forte, o cheiro do Cascão vai em direção a eles, derrubando todos e Cascão comenta que às vezes pode ser também muito perigoso.

História legal em que Mônica, Cebolinha e Xaveco acham que o Cascão era assaltante de banco ao verem um retrato falado na televisão. Ficam com medo do amigo bandido e com arma na mão e depois de um tempo conseguem prendê-lo e levá-lo para o guarda, quando descobrem que o verdadeiro assaltante era outro só um pouco parecido com o Cascão. No final, eles são derrubados pelo mal cheiro do Cascão, mostrando que ele pode tão perigoso quanto bandido de conseguir derrubar alguém.

Foram precipitados em achar que o Cascão era o assaltante só de ter visto o retrato falado, não era nem uma foto real. Se investigassem mais, veria que tinha nada a ver. Tinham consciência pesada que não deixaram o Cascão brincar por causa do mal cheiro e imaginaram que foi para o mundo do crime como revolta por causa deles. Como se Cascão ia fazer isso, estava pouco se lixando, já estava acostumado a ser rejeitado por ser sujinho. Engraçado que coincidiu com ele com arma e querendo brincar de mocinho e bandido, aí a turma ficou desesperada, principalmente da coincidência do Cascão dizer que está com coceira no dedo como também falou o bandido quando estava prestes a atirar.

Tudo indica que o Cascão viu a matéria do assaltante na TV e resolveu dar uma lição nos amigos pelo que fizeram com ele. Bem que podiam ter perguntado ao Cascão por que assaltou banco, ele ia negar e ver que ele não era o bandido. O medo era tão grande que nem conseguiam pensar. Sem dúvida, o fedor do Cascão derruba qualquer um, não foi à toa que ele disse que consegue ser muito perigoso que nem um bandido. Foi legal a presença da Maria Cebolinha, como Dona Cebola deixa Maria Cebolinha engatinhar sozinha na rua. Até que foi bonito gesto do Cebolinha salvar a irmã, mesmo achando que ela torra a paciência dele. 

Foi engraçado "pensando na morte da bezerra", Cebolinha mandar atirar na Mônica por causa de bater neles nos planos infalíveis fracassados. Interessante que dessa vez não colocou a Magali, deixando o Xaveco no lugar, foi bom que diferenciou.  "Sandra Canarinho" foi paródia da jornalista Sandra Passarinho. Considerando horário que estavam assistindo, provavelmente era o "Jornal Hoje" da TV Globo e, assim, o apresentador seria o William Bonner, que apresentava o jornal na época.

Cascão foi o personagem que mais teve tramas policiais, tiveram muitas com ele lidando com gangue de bandidos, tiroteios, assaltos a banco  a mão armada, sendo sequestrado, era quase uma característica fixa de histórias com ele. Os outros personagens podiam ter, mas com Cascão costumavam deixar tramas mais pesadas que o normal. 

É impublicável hoje em dia, sem chance de ter bandido nas histórias e muito menos personagem principal ser o bandido, além de Cascão aparecer de arma na mão, mesmo de brinquedo não pode mais e até envolver um bebê como Maria Cebolinha. Tanto que nunca foi republicada até hoje, deveria ter sido a partir de 2008, quando estavam republicando histórias de abertura do Cascão de 1995, mas como já estava na Panini e o politicamente correto consolidado, acabaram não republicando. Também mudariam TV de tubo para uma TV LED por povo do politicamente correto não gostarem de coisas datadas e expressões populares como "pensando na morte da bezerra".

Traços ficaram bons, típicos de histórias dos anos 1990. Esse gibi do 'Cascão Nº 215' teve data de expediente como março de 1995, sendo o terceiro gibi dele lançado naquele mês, mas saiu atrasado nas bancas, sendo lançado só em abril. Curioso que fiquei sabendo que assinantes da Globo não recebiam o terceiro gibi quinzenal de Cascão, Chico Bento e Magali, sempre recebiam dois no mês, aí em vez de 26 gibis de cada por ano recebiam 24. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.